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BRASÍLIA - DF
05/05/2007
Portos partidos
Para
tentar acabar com a briga entre o PR do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e o PSB, do deputado
Ciro Gomes (CE), o governo vai dividir os portos entre os dois partidos: os marítimos
ficarão a cargo da nova Secretaria de Portos. Os fluviais continuam sob a tutela do Ministério dos
Transportes. Assim, Alfredo ficará mandando nos portos do Amazonas, onde
80% do transporte é fluvial. O Ministério dos Transportes manterá assim no seu
orçamento o Fundo de Marinha Mercante, que, em 2007 tem desembolsos da ordem de
R$ 1,4 bilhão. Nascimento não manda nessa dinheirama, mas, pelo menos, tem a
pose de comando.
A turma do PSB, no entanto, faz como quem não está nem aí. Mas, acha que, se o
futuro ministro Pedro Brito se sair bem na administração dos portos marítimos, o partido
terá como reivindicar os portos secos e, quem sabe até os aeroportos. Em
tempo: muitos dos atuais diretores das 12 companhias de docas espalhadas pelo
país terão que limpar as gavetas. O presidente Lula deu carta branca para Brito
melhorar a gestão do setor. E, para isso, quem não for técnico ou tiver
experiência administrativa, pode se preparar para dar adeus ao cargo em
comissão.
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BRASÍLIA - DF
05/05/2007
Balzaquiana empacada
A
Comissão Mista de Mudanças Climáticas começa seu périplo pelos estados.
Segunda-feira, estará em Belém. Uma das queixas dos ambientalistas do Norte é o
descaso do governo federal com a BR-163, a Cuiabá-Santarém, construída nos anos
1970. Nesses 30 anos, mais de 900 quilômetros continuam sem pavimentação. O
curioso é que tanto Fernando Henrique Cardoso quanto Lula prometeram terminar a
rodovia. E até hoje ó…
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GRITA GERAL
05/05/2007
Obras na BR-070
O
autônomo Raul de Abreu Dias, 48 anos, morador de Taguatinga, reclama das
condições da BR-070, que passa no fundo do Cemitério de Taguatinga. Segundo
ele, as chuvas do final do ano prejudicaram a pista. “As obras foram prometidas
para abril. Mas até hoje, nada. Tem uma placa dizendo que a obra é de
responsabilidade do DNIT, que não providenciou o reparo por causa do corte na pista e
fez um desvio”, explica. Segundo Raul, o problema se agrava todo dia pela
manhã, com um congestionamento enorme.
# O Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) esclarece, por meio da assessoria de
comunicação, que em virtude do afundamento ocorrido no Km 5 da rodovia BR-070,
causado por problema na rede coletora de água pluvial da Novacap, a pista foi
interrompida a partir do Km 4,2, retornando no Km 5,2 à pista de origem.
Segundo o departamento, o trânsito no local é normal, sendo feito por desvio
lateral de 600m. O DNIT afirma que trabalha constantemente para resolver o problema e
as obras estão previstas para terminar no final de maio. De acordo com o órgão,
os serviços não podem ser vistos pelos usuários porque estão na parte
subterrânea da rodovia.
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NACIONAL
05/05/2007
Lula pede esforço para que obras do PAC não parem
Em
reunião com sete ministros, presidente cobra empenho e manda outro recado para
a área ambiental
Às
vésperas do primeiro balanço das ações do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar “determinado” a
resolver os entraves que impedem o início de boa parte das obras de
infra-estrutura. Em reunião de três horas no Palácio do Planalto, cobrou
empenho de sete ministros e presidentes de estatais para evitar que o
cronograma de obras fique paralisado. Segundo um participante do encontro, ele
serviu para Lula enviar mais um recado à área ambiental do governo. Detalhe: a
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, não participou.
Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fará um
balanço do PAC. O governo trabalha para que o programa não seja visto como mais
um plano que não saiu do papel. O problema é que obras emblemáticas, símbolos
do PAC, como as usinas hidrelétricas do Rio Madeira e a Ferrovia Transnordestina,
ainda não começaram.
As usinas Santo Antônio e Jirau dependem de licenciamento ambiental do Ibama.
Já a obra da ferrovia está paralisada por causa de problemas de desapropriação
de terras na Bahia. Assessores observam, no entanto, que o próprio Lula se
empenha para levar os dois projetos adiante.
A ministra Marina Silva afirma que a viabilidade da construção das usinas
hidrelétricas no Rio Madeira depende apenas dos empreendedores e isenta o Ibama
de responsabilidade pelo atraso das obras. Marina disse que o estudo de impacto
ambiental apresentado pelo consórcio entre Odebrecht e Furnas estava errado. “O
que se constatou é que havia erro no estudo do impacto ambiental feito por
Odebrecht e Furnas em relação aos sedimentos”, afirmou ela na segunda-feira.
Participaram ontem da reunião os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma
Rousseff (Casa Civil), Márcio Fortes (Cidades), Alfredo Nascimento (Transportes), Franklin Martins
(Comunicação Social), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Silas Rondeau
(Minas e Energia). Também estavam presentes ao encontro os presidentes da
Petrobrás, Sérgio Gabrielli, do BNDES, Luciano Coutinho, e da Infraero, José
Carlos Pereira.
BIOCOMBUSTÍVEIS
No fim da tarde, Lula recebeu o presidente da Empresa Nacional Portuguesa de
Petróleo, Gás e Energia, Manuel Ferreira de Oliveira. A empresa está disposta a
importar óleos vegetais para a produção de biocombustível de Portugal.
“Queremos que 50% da nossa necessidade seja suprida com óleo do Brasil”, disse
Oliveira. Ele anunciou que, no dia 18, assinará dois protocolos com a Petrobrás
para exploração de petróleo em áreas profundas e importação de óleo vegetal
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DINHEIRO
05/05/2007
Polêmica ambiental atrapalha PAC, reclama Lula
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a reclamar, ontem, da polêmica
ambiental que está atravancando obras importantes do PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento), sobretudo nas áreas de transporte e energia.
Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, o presidente disse que faria
pessoalmente reunião reservada com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e
técnicos para discutir o tema, o que ocorreu no final do dia de ontem.
As divergências em relação, especialmente, à concessão de licenças ambientais
têm sido motivo de atritos constantes entre Marina Silva e a ministra Dilma
Rousseff (Casa Civil), espécie de coordenadora-geral do PAC. Segundo relato de
pessoas que estiveram presente ao encontro, esse foi o único momento em que o
presidente mostrou-se aborrecido. A reunião durou cinco horas e os ministros
fizeram uma apresentação prévia do balanço do PAC que será divulgado na próxima
segunda-feira.
A ministra Dilma fez um resumo do andamento dos projetos anunciados até agora.
Em seguida, o ministro Alfredo Nascimento (Transportes) destacou as obras
que estão andando na sua área. Foi seguido pelo presidente da Infraero, José
Carlos Pereira. Na seqüência falaram o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia)
e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Apesar das reclamações recentes do próprio presidente Lula em relação ao
andamento das obras, o cenário traçado na reunião que serviu como ensaio geral
do balanço do governo, foi positivo. Graças, principalmente, à liberação de
recursos que ficaram do Orçamento da União de 2006 para serem liberados este
ano (os chamados restos a pagar) a execução de obras de infra-estrutura foi
assegurada.
Na divulgação, prevista para a manhã desta segunda-feira, a ministra Dilma fará
a apresentação do balanço geral do PAC. Os demais ministros deverão comparecer
apenas para esclarecimento de dúvidas.
Também participaram da reunião de ontem com Lula os ministros Geddel Vieira
Lima (Integração Nacional), Paulo Bernardo (Planejamento), Márcio Fortes
(Cidades), Franklin Martins (Comunicação Social), o secretário-executivo do
Ministério da Fazenda, Nelson Machado, e o presidente do BNDES, Luciano
Coutinho.
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BRASIL CONFIDENCIAL
06/05/2007
Tudo tranqüilo
Luiz
Pagot, novo diretor geral do Dnit, órgão que administra as rodovias federais, está
tranqüilizando políticos e empreiteiras
do setor. Ele avisa que não tem como mudar os contratos antigos, mas só os
projetos novos. Pagot era o homem que construía estradas pela metade do preço
em Mato Grosso.
O trem amarelo
Em silêncio, executivos coreanos estiveram no Brasil para conhecer o projeto do
trem-bala São Paulo-Rio. Adoraram saber que a crise da aviação vai durar muito
tempo. Revelaram que vão formar um consórcio entre eles, com a KRRI, Roten e a
Koraeil, com tecnologia francesa, para entrar na licitação do trem, de US$ 9 bilhões.
"E vamos ganhar", avisou um deles. "Ninguém tira da gente."
Concorrem com italianos (Impregillo) e brasileiros (Odebrecht, Andrade e
Camargo Corrêa).
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POLÍTICA
06/05/2007
PAC: R$ 1 bi em apenas 19 dias
Três
meses após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento, Palácio
supera impasses no Congresso e aumenta o ritmo de liberação de recursos para
obras de infra-estrutura em todo o país
Depois
de patinhar durante três meses, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
começou a sair do papel, pelo menos na parte que depende exclusivamente da
vontade do governo. Dos R$ 7,37 bilhões previstos no Orçamento da União para
este ano, apenas R$ 636 milhões haviam sido empenhados (contratados) até o dia
13 de abril. Nos 19 dias seguintes, foram empenhados mais R$ 999 milhões,
totalizando R$ 1,63 bilhão — 22% da verba autorizada. Os pagamentos também
tiveram uma aceleração nas últimas semanas. Somavam R$ 401 milhões até 13 de
abril. No último dia 2, a execução financeira já chegava a R$ 652 milhões. Na
Câmara dos Deputados, foram aprovadas as nove medidas provisórias que integram
o PAC.
As MPs aprovadas criam um crédito adicional de R$ 5,2 bilhões para a Caixa
Econômica Federal financiar obras de saneamento básico e moradia popular; o
Fundo de Investimento em Infra-Estrutura, com recursos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS); e incentivos fiscais para beneficiar compra de
equipamentos para os setores de transportes, portos, energia e
saneamento básico. A votação atrasou porque a oposição fez obstrução, como
barganha para garantir a criação da CPI do Apagão Aéreo. As medidas provisórias
serão agora examinadas pelo plenário do Senado Federal. Se forem alteradas,
voltam à Câmara.
A aceleração da execução orçamentária do PAC aconteceu nas semanas que
antecederam a reunião de avaliação do programa, ocorrida na última sexta-feira,
sob a coordenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou satisfeito
com os números. O balanço será apresentado amanhã à imprensa.
Transportes
As obras a cargo do Ministério dos Transportes resultam na maior
dotação orçamentária e também na maior parte dos empenhos, como demonstra
levantamento feito pelo site Contas Abertas, a partir da base de dados do Siafi
(sistema que registra os gastos do governo). Dos R$ 5,44 bilhões previstos, até
agora já foi contratado R$ 1,46 bilhão (27% do total). No Ministério da
Integração Nacional, foram empenhados R$ 77,2 milhões, o que representa 18% dos
R$ 431 milhões orçados. O Ministério das Cidades contratou R$ 56,7 milhões dos
R$ 327 milhões previstos.
Entre os programas em execução pelo Ministério dos Transportes aparecem alguns
destinados a recuperar e manter as estradas em estado de trafegabilidade. Só a
recuperação de trechos rodoviários já teve empenhos num total de R$ 299
milhões. Mais R$ 257 milhões foram contratados para restauração de rodovias. A conservação
preventiva e rotineira das estradas obteve empenhos no valor de R$ 125 milhões.
No Ministério das Cidades, os empenhos estão restritos ao programa
Habitar-Brasil, de apoio à urbanização de assentamentos precários. Foram
empenhados R$ 55,8 milhões. Dois programas destacam-se no Ministério da
Integração Nacional: obras no açude de Setúbal, no Vale do Jequetinhonha (MG),
e a implantação do sistema de abastecimento de água em Palmeira dos Índios
(AL).
O PAC prevê R$ 503 bilhões em investimentos até 2010, mas apenas R$ 67,8
bilhões sairão do Orçamento da União. O restante sairá dos cofres das estatais
e da iniciativa privada. O objetivo do governo é elevar o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) em 4,5% já neste ano, chegando a 5% nos próximos
três anos.
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PAINEL
06/05/2007
Sem pressa
O
PR acusa Renan Calheiros (PMDB-AL) de sentar em cima da mensagem de nomeação de
Luiz Antonio Pagot para a diretoria-geral do Dnit. O partido acha que o presidente do
Senado vai evitar a sabatina do indicado para o cobiçado posto até a conclusão
da novela das nomeações de peemedebistas para o segundo escalão.
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POLÍTICA
05/05/2007
Avanços satisfazem presidente
Lula
se reúne com ministros das pastas ligadas ao Programa de Aceleração do
Crescimento, acompanha balanço das obras e projetos e diz que se empenhará para
resolver problemas
Brasília
– Os números só serão tornados públicos segunda-feira, em uma entrevista
coletiva dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Fazenda, Guido
Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Mas o primeiro balanço do andamento
das obras e projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), discutido
ontem no Palácio do Planalto, deixou satisfeito o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. O documento elaborado pela Casa Civil foi objeto de uma reunião de
Lula com Dilma, Mantega, Bernardo; os titulares das pastas das Minas e Energia,
Silas Rondeau; das Cidades, Márcio Fortes; da Integração Nacional, Geddel
Vieira Lima; dos Transportes, Alfredo Nascimento; da Secretaria de Comunicação Social
da Presidência da República, Franklin Martins; e com os presidentes da
Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, da Petrobras, José Sérgio Gabrielli,
e do BNDES, Luciano Coutinho.
O resumo dos três primeiros meses do PAC atende a solicitação do presidente,
que cobrou avaliações periódicas das iniciativas ligadas ao pacote de
investimentos em infra-estrutura, como forma de fiscalizar o trabalho e dar
satisfações à sociedade. Na primeira reunião ministerial do segundo mandato, no
início de abril, Dilma já havia feito um diagnóstico das obras – 74% delas
estavam em ritmo adequado; 17% mereciam atenção especial e 9% encontravam-se em
processo preocupante.
Além de consolidar e atualizar os números, dividindo-os pelas obras nos setores
de energia, logística (estradas, portos e aeroportos) e infra-estrutura
social (saneamento básico, habitação, recursos), o documento aborda a execução
orçamentária e a liberação de recursos já acertada – dados do próprio governo
apontam uma execução de menos de R$ 1 bilhão dos R$ 15 bilhões previstos para
este ano, o que vem gerando críticas da oposição e mesmo de parlamentares da base
aliada.
No tópico referente ao andamento das MPs e projetos de lei que integram o
programa, Dilma traçou um panorama animador para o Planalto. A Câmara aprovou
as nove MPs – entre elas a que cria um fundo para investimentos em
infra-estrutura com recursos de R$ 5 bilhões do FGTS e o projeto de lei
7.709/07, que altera pontos da Lei das Licitações. Os textos aguardam agora a
aprovação do Senado.
De acordo com interlocutores do governo, Lula teria manifestado empenho para
solucionar os obstáculos que impedem o avanço de algumas obras – em especial, a
demora na concessão da licença ambiental para a construção das hidrelétricas de
Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.
SEGURANÇA Em São Bernardo do Campo, onde participou da cerimônia de entrega de
300 carros fabricados pela General Motors para a Polícia Rodoviária Federal, o
ministro da Justiça, Tarso Genro afirmou que o conjunto de medidas na área de
segurança pública que será anunciado pelo governo na última semana deste mês,
já apelidado de PAC da Segurança, não trará resultados imediatos. Segundo ele,
o objetivo é integrar a ação da União, estados e municípios para trazer avanços
a longo prazo.
“O PAC da segurança, como vocês estão chamando, é um conjunto em torno de 15
projetos, que não prometem nenhum resultado a curto prazo”, explicou Tarso, que
antecipou a possibilidade de ações conjuntas com ministérios como da Saúde,
para prestar assistência às famílias de jovens em situação de risco social.
Indagado sobre as fontes de recursos para o pacote, o ministro manifestou
tranqüilidade. “Em primeiro lugar, a aplicação destes projetos é de médio e
longo prazo, portanto, ele será desdobrado em módulos. Em segundo lugar, estou
alicerçado em uma frase do presidente Lula. Quando ele me mandou trabalhar
neste projeto, ele disse ´’Apresente-me projetos bons, que dinheiro eu arrumo’.
E isso tem ocorrido.”
"Estou alicerçado em uma frase do presidente. Quando me mandou trabalhar
neste projeto, ele disse: ‘apresente-me projetos bons, que dinheiro eu arrumo’"
• Tarso Genro Ministro da Justiça
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POLÍTICA
05/05/2007
Negociação de cargos federais causa dor de cabeça para Braga
O
rateio dos cargos federais no Amazonas entre os aliados do presidente Lula no
Estado está exigindo do governador Eduardo Braga uma capacidade de negociação à
qual o peemedebista, depois de quatro anos de mandato com maioria absoluta na
Assembléia Legislativa do Estado, parece não estar habituado.
Sem força suficiente para impor sua posição às outras grandes forças políticas
amazonenses - o ministro Alfredo Nascimento (PR) e o prefeito Serafim Corrêa
(PSB) -, e sem querer abrir mão dos cargos federais mais importantes do Estado
(Suframa, Manaus Energia e Funasa), Braga será forçado a negociar, de verdade.
A bancada federal deu uma prova disso, ontem, ao esvaziar uma reunião convocada
por Braga para negociar os órgãos federais.
Para complicar o quadro, o PT de Francisco Praciano, João Pedro e Marcus Barros
parece querer também seu quinhão no Amazonas. "Tudo o que é do Governo
Federal é do PT, mas ainda estamos negociando", esnobou ontem a presidente
regional do PT, Gilza Batista.
A reunião estava marcada para o meio-dia, depois da cerimônia de apresentação
do Plano de Revitalização da Segurança Pública. Todos os parlamentares federais
foram convocados, mas apenas Vanessa Grazziotin (PCdoB), Silas Câmara (PTB) e
Carlos Souza (PP) atenderam ao governador.
"Reunião, que reunião? Não estou sabendo de nenhuma reunião", disse a
deputada Vanessa Grazziotin, parecendo desconhecer o que havia declarado à
reportagem de A CRÍTICA um dia antes: "Isso está acontecendo em todos os
Estados. O Melo (José Melo, secretário de Estado de Governo - Segov) ficou de
fazer contato conosco para passar o dia, a hora e o local dessa conversa".
Segundo um membro da bancada do Amazonas, que preferiu manter o sigilo
constitucional da fonte, Braga teria anunciado, durante um almoço em uma
conhecida churrascaria de Manaus, que o Governo Federal teria orientado que as
articulações dos cargos seria conduzida pelo governador. Já naquele momento, a
decisão teria contrariado os outros caciques do Estado. Braga teria deixado
claro, também, que não abriria espaço para os deputados federais. "Nessas
condições, qualquer reunião que ele (Braga) chame vai ser esvaziada",
disse o parlamentar.
O chefe da Agência de Comunicação Social do Governo Estadual (Agecom), Hiel
Levy, disse "não ter qualquer informação sobre essa reunião".
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POLÍTICA
05/05/2007
MPF denuncia irregularidades na ''operação tapa-buraco'' no PR
Valor
gasto na recuperação da BR-476, no Sul do Estado - R$ 10 milhões - foi
considerado alto pelo Ministério Público
Curitiba
- O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação visando responsabilizar por
improbidade administrativa a cúpula do Departamento Nacional de Infra-Estrutura
e Transportes (DNIT) no Paraná e, por enriquecimento
ilícito, as empresas Castellar Engenharia e Sconntec Construtora de Obras. As
irregularidades teriam ocorrido nas obras emergenciais da BR-476 (sul do
Paraná). As obras fazem parte da ''operação tapa-buraco'' - iniciada no ano
passado pelo governo federal em trechos de rodovias do País. Na ação são
citados os nomes do coordenador regional do DNIT no Paraná, David José de Castro
Gouvêia, do diretor geral do Dnit, Mauro Barbosa da Silva, e do engenheiro
fiscal do DNIT, Gilberto Massucheto.
Conforme nota divulgada pelo MPF, o DNIT gastou somente com as duas empresas mais de
R$ 10 milhões - custo referente às obras na BR-476. O valor é considerado alto
pelo MPF porque a ''operação tapa-buraco'' em todo o País custou cerca de R$
350 milhões. O MPF também alega que, com base em informações do Tribunal de
Contas da União (TCU), as duas empresas teriam sido contratadas sem
planejamento de custos ou delimitação dos serviços que seriam cumpridos na
área. As obras na BR-476 também teriam começado antes do contrato ter sido
assinado.
Conforme nota do MPF, os servidores do DNIT violaram ''princípios constitucionais da
licitação, transparência, probidade administrativa, acarretando na lesão ao
patrimônio público e gerando enriquecimento ilícito às empresas construtoras''.
Os citados na ação devem, segundo o MPF, ''ressarcir integralmente os danos
causados ao patrimônio público, ter seus direitos políticos suspensos e, caso
estejam ocupando algum cargo público, devem ser afastados''.
A assessoria de imprensa do DNIT no Paraná informou que o órgão responderá a ação em
juízo com tranquilidade e negou que as obras na BR-476 tenham sido realizadas a
um custo superior. Ainda segundo a assessoria de imprensa, é normal que um
contrato de emergência - como o estabelecido com as duas empresas - seja
assinado só depois do início das obras. Contratos do tipo, conforme reforçou a
assessoria, demorariam cerca de dois meses para serem elaborados. Enquanto
isso, o DNIT usaria como base uma
tabela de preços fixa, divulgada no endereço eletrônico do órgão.
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OPINIÃO
05/05/2007
Regionalismo
Estamos
assistindo com preocupação o desenrolar do processo de nomeação do secretario
Pagot ao Denit, ante a apatia dos nossos políticos que longe de analisarem suas
conseqüências no macro, preferem se chafurdar na humilhante postura de negociar
emprego aos seus protegidos. O cargo pela sua importância econômica,
administrativa e política despertou, como é natural, junto a uma casta
empresarial ligada àquele órgão onde sempre navegaram em águas calmas e
tranqüilas, uma série de empecilhos buscando frustrar a intenção do governador
Maggi e também do presidente Lula, que acolheu a indicação em face dos
relevantes serviços privados e públicos prestados pelo indicado ao longo de sua
vida, ensejando assim uma expectativa de continuarem indicando alguém do seu
interesse.
A rejeição é perfeitamente natural por parte dos Estados poderosamente
importantes, pois com a sua postura até aqui desenvolvida o Pagot não é de
aceitar cabresto e irá fazer uma administração com autoridade (característica
que desapareceu dos homens que ocupam cargos públicos), firmeza e, sobretudo,
honestidade, como tem se pautado neste Estado, que proporcionalmente em face de
sua extensão territorial é o mais abandonado pelo governo federal.
Não tenho nenhuma ligação com o mesmo, nem o conheço, porém raciocinando em
termos de Mato Grosso, entendo que todo segmento político sem qualquer
coloração partidária deveria se unir num propósito único de apoiá-lo como um
todo para conquistar o cargo. A razão assim o induz, pois trata-se de um
cidadão que escolheu este Estado para viver, é seu domicílio e, naturalmente,
até por conveniência, irá fazer uma gestão voltada para aliviar a política de
abandono que o nosso Estado vive há muitas décadas no setor específico dos transportes.
Veja-se a ferrovia prevista desde o império, não fosse o trabalho sobre-humano
do senador Vuolo ainda estaria em projeto no arquivo morto do Ministério dos
Transportes. Nossa bacia hidrográfica teve um aceno de atenção há mais de
40 anos quando o DNPVN (Departamento Nacional de Vias Navegáveis) realizou um
levantamento de toda a bacia navegável dos rios Cuiabá e Paraguai, a partir de
então não se destacou um só centavo à sua realização. Nossas rodovias federais são
verdadeiras vergonhas, sendo várias delas intransitáveis como a
Cuiabá-Santarém.
Nenhum outro cidadão que for escolhido fará mais e melhor que o Pagot, já que
tem o apoio do presidente e do governador. O órgão para o qual foi indicado é o
que dispõe de recursos substanciais, se bem empregados irá, sem qualquer sombra
de dúvida, alavancar o nosso progresso com investimentos privados que amenizará
o desemprego crescente e todas a mazelas que dele hoje sofremos.
Alves Ferraz é cidadão cuiabano. E-mail: alvesferraz@hotmail.com
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POLÍTICA
05/05/2007
DEM quer Dilceu na Sinfra
O
governador Blairo Maggi (PR) pode retornar de sua viagem dos Estados Unidos com
novidades na composição do secretariado e principalmente no equilíbrio do
quadro de forças políticas com assento na Assembléia Legislativa, mesmo não
tendo uma clara oposição entre os parlamentares. Os Democratas que já foram no
passado mais próximos do chefe do Poder Executivo devem voltar a ocupar espaços
importantes com a possibilidade do deputado Dilceu Dal Bosco deixar as funções
de parlamentar e assumir a Secretaria de Infra-Estrutura (Sinfra), atualmente
ocupada por Vilceu Marchetti que acompanhará Luiz Antônio Pagot para o
Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (DNIT). Marchetti é
filiado ao DEM, mas assegura ser sua indicação uma opção de Maggi.
Essa mudança estratégica recompõe as forças políticas dentro do Parlamento e
afasta a possibilidade da formação de um bloco político independente como
desejam alguns descontentes, principalmente por causa da força política do DEM
que detém cinco cadeiras no Legislativo.
Dilceu Dal"Bosco além de ter um posicionamento mais de centro aglutinaria
outros interesses inclusive em relação a sucessão municipal de Sinop (leia
box), Médio Norte de Mato Grosso e onde o grupo político de Blairo Maggi tem
interesse na eleição do secretário de Esportes, Baiano Filho derrotado duas
vezes pela coligação PSDB/PFL.
Outra provável mudança seria a do secretário de Indústria, Comércio e
Mineração, Alexandre Furlan que é tesoureiro nacional da Confederação Nacional
da Indústria (CNI). Furlan se dedicaria a função em tempo integral e não apenas
em três dias por semana como faz no momento, e abriria a perspectiva do PMDB
ser contemplado. Furlan estava ontem em Sorriso visitando as obras do primeiro
frigorífico de peixes de água doce de Mato Grosso.
O problema maior do PMDB são os revoltosos do partido, os deputados José Carlos
do Pátio e Walter Rabello que mais preocupados com suas candidaturas as
Prefeituras de Rondonópolis e de Cuiabá respectivamente vem adotando posturas de
confronto com as matérias consideradas essenciais pelo governador Blairo Maggi,
como no caso das mensagens da Polícia Militar.
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POLÍTICA
05/05/2007
CPI do Apagão: petista não quer ser bode expiatório
BRASÍLIA
- Cortejado pela oposição e vigiado de perto pelo governo e pelo PT, o
ex-presidente da Infraero deputado Carlos Wilson (PT-PE) se diz à disposição da
CPI do Apagão Aéreo e certo de que será convocado para depor, mas recusa-se, a
desempenhar dois papéis: o de "homem-bomba" e o de "bode
expiatório".
O deputado pernambucano dirigiu a Empresa Brasileira de Infra-estrutura
Aeroportuária (Infraero) entre 2003 e 2006, no primeiro mandato do governo do
presidente Lula. Uma das primeiras conversas do deputado, ainda no mês passado,
tão logo a oposição conseguiu as assinaturas para a abertura da Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) e o governo teve a certeza de que o Supremo
Tribunal Federal (STF) iria ordenar, inevitavelmente, a sua instalação, foi com
o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia.
No encontro, Wilson repetiu, de forma franca, o que já vinha afirmando a vários
interlocutores no Congresso: que não pretende atingir o governo, mas faz
questão de ser ouvido pela CPI. Dividiu com o ministro a preocupação de tornar
uma espécie de "bode expiatório" do PT na CPI.
Ele tem sido alertado pela oposição para o risco do PT querer
"entregá-lo" para encerrar logo a investigação, centrando todos os
problemas na gestão dele à frente da Infraero. "Não vou aceitar isso de
ser entregue. Não sou mercadoria barata", reage o deputado, ao insistir na
tese de que "a Infraero nunca foi um aparelho do PT".
Democratas
Alguns petistas também não vêm lógica nessa opção, uma vez que exporiam apenas
o governo Lula à investigação. Na semana passada, o deputado Rodrigo Maia (RJ),
presidente do Democratas (ex-PFL), manteve uma longa conversa com Wilson e saiu
convencido de que, mais importante do que centrar fogo na investigação da
gestão do petista, seria criar condições políticas para que o deputado possa
revelar tudo o que sabe sobre a crise do setor aéreo.
Durante o encontro, Carlos Wilson relatou ao parlamentar do Democrata o teor de
uma audiência com o presidente Lula, na qual fizera questão de lembrar, por
exemplo, que não fora ele o responsável pela indicação do diretor de Operações
da Infraero, mas o próprio Lula.
Lembrou, ainda, que o PT também foi o autor de outras indicações para
postos-chave da estatal. Wilson tem argumentado que, durante sua gestão, todos
os superintendentes regionais da Infraero eram do quadro de funcionários da
empresa, o que não ocorre na administração atual.
O diretor de Operações da época é o atual presidente da empresa, brigadeiro
José Carlos Pereira. Ao deixar o posto, ele pôs em seu lugar Rogério Amado
Barzellay, um apadrinhado do PMDB egresso do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
O DEM quer oferecer apoio ao petista na esperança de transformá-lo em
"homem-bomba" da investigação, para atingir o governo do presidente
Lula. "Vamos propor uma espécie de delação premiada, em que ele não será o
principal alvo da investigação", disse Rodrigo Maia a um parlamentar
amigo.
Carlos Wilson dispensa esse "favor" do Democratas e diz que não será
usado para atacar o governo. A vários interlocutores, repetiu que não fará
nenhuma denúncia explosiva. "Não sou homem-bomba, não serei um novo
Roberto Jefferson e não aceito comparações", afirmou, para completar:
"Mas também não é justo que caia tudo em cima de mim".
O ex-deputado Roberto Jefferson, que continua na comando do PTB, mesmo não
tendo sido reeleito pelo Rio de Janeiro, foi o autor das primeiras denúncias
sobre o esquema do mensalão, o que redundou na criação da CPI dos Correios.
Com as denúncias, Jefferson, que era da base de apoio ao Planalto, manteve o
governo Lula sob investigação durante quase três anos (2004 a 2006), dos quatro
anos do primeiro mandato do presidente. O ex-presidente da Infraero tem
enfrentado momentos difíceis, para além dos transtornos políticos.
Carreira
Submetido a um delicado tratamento de saúde, Carlos Wilson divide seu tempo
entre conversas políticas e visitas aos médicos. Abatido, ele se diz à
disposição da CPI. "Se essa CPI não interessa a alguém, a mim interessa.
Eu estarei pronto para colaborar. Eu não vou me defender, mas mostrar o
trabalho sério que eu fiz na Infraero", costuma dizer o deputado nos
encontros com parlamentares amigos.
Wilson começou a carreira política nos anos 70, na Arena, partido do regime
militar (1964-1985), passando depois pelo PMDB, PSDB e PTB, antes de
desembarcar no PT. O marco da passagem do apoio ao regime militar para a
oposição foi a eleição como vice-governador pernambucano na chapa de Miguel
Arraes, em 1986. Em 1992 foi eleito senador pelo PSDB, depois de ter sido, no
governo Itamar Franco, secretário nacional de Irrigação.
Aproximou-se do PT na campanha municipal de 2000, na disputa pela prefeitura de
Recife, pelo PTB, quando apoiou, no segundo turno, o candidato vitorioso, João
Paulo (PT). Derrotado novamente nas eleições de 2002, para o Senado, Wilson
mudou-se para o PT e ganhou do governo Lula o comando da Infraero, onde ficou
até o início de 2006, quando saiu para disputar e se eleger para a Câmara
Federal.
Explosivo ou não, é certo que Carlos Wilson Rocha de Queirós Campos,
pernambucano de Recife, 57 anos completados no último dia 11 de março, será um
dos primeiros nomes a ser convocar pela CPI do Apagão Aéreo.
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PODER
05/05/2007
Lula diz que resolverá entraves do PAC
Presidente
cobra dos ministros empenho para evitar que obras fiquem paralisadas
Às
vésperas do primeiro balanço das ações do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que está
'determinado' a resolver os entraves que impedem o início de boa parte das
obras de infra-estrutura, segundo um participante do encontro.
Em reunião de três horas no Palácio do Planalto, ele cobrou empenho de sete
ministros e presidentes de estatais para evitar que o cronograma de obras fique
paralisado. A reunião serviu para Lula enviar mais um recado para a área
ambiental do governo. Detalhe: a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, não
participou.
Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fará um
balanço do PAC. O governo trabalha para que o programa não seja visto como mais
um plano que não saiu do papel. O problema é que obras emblemáticas, símbolos
do PAC, como as usinas hidrelétricas do rio Madeira e a ferrovia
Transnordestina, ainda não começaram.
Assessores observam, no entanto, que o próprio Lula se empenha para levar os
dois projetos adiante. As usinas Santo Antônio e Jirau dependem de
licenciamento ambiental do Ibama. Já a obra da ferrovia está paralisada por
causa de problemas de desapropriação de terras na Bahia.
Participaram ontem da reunião os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma
Rousseff (Casa Civil), Márcio Fortes (Cidades), Alfredo Nascimento (Transportes), Franklin Martins
(Comunicação Social), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Silas Rondeau
(Minas e Energia). Também participaram do encontro os presidentes da Petrobrás,
Sérgio Gabrielli, do BNDES, Luciano Coutinho, e da Infraero, José Carlos
Pereira.
No final da tarde, Lula recebeu o presidente da Empresa Nacional Portuguesa de
Petróleo, Gás e Energia, Manuel Ferreira de Oliveira. A empresa está disposta a
importar óleos vegetais para a produção de biocombustível de Portugal.
'Queremos que 50% da nossa necessidade seja suprida com óleo do Brasil', disse
Oliveira. Ele anunciou que, no próximo dia 18, assinará dois protocolos com a
Petrobrás para exploração de petróleo em áreas profundas e importação de óleo
vegetal.
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GERAL
05/05/2007
Barco de pesca é atração na 101 duplicada
Um
barco pesqueiro de 52 toneladas é um dos primeiros meios de transporte a
utilizar a pista duplicada do trecho Sul da BR-101 em Santa Catarina. A
embarcação de nome João Paulo IV foi retirada da praia de Ibiraquera, onde
encalhou no mês passado, e segue na carroceria especial de uma carreta até o porto
de Imbituba, onde passará por reparos.
A nova pista recém-concluída, mas ainda fechada ao tráfego de veículos,
precisou ser utilizada pela empresa transportadora do barco por causa da
facilidade no deslocamento. O caminho mais curto entre Ibiraquera e o porto
seria uma estrada municipal, mas esse trajeto foi descartado devido às curvas e
inclinação bastante acentuada da via em um morro.
Assim, o João Paulo IV precisou ser levado até a BR-101, onde os 3,7
quilômetros de extensão de pista plana e sem obstáculos terminam próximo do
trevo de acesso Norte a Imbituba. Dali, a viagem continua por uma via urbana.
Velocidade máxima chegou a 20 km/h
Ao todo, são 20 quilômetros entre Ibiraquera e a oficina do porto. Por volta
das 8h, a carreta Scânia ingressou na BR-101 com a inusitada carga. De acordo
com o motorista, Renato Bucher, essa é a parte mais fácil do deslocamento.
- Antes precisávamos parar a todo momento por causa dos fios de energia
elétrica na rua. Agora vamos poder "correr" um pouco mais - ressaltou.
A corrida a que Bucher se referiu não passa dos 20 quilômetros por hora,
velocidade bem mais alta que no primeiro trecho da viagem. Em pouco mais de 20
minutos a equipe chegou ao final da pista, mas os 600 metros finais até o trevo
de acesso a Imbituba só serão completados hoje.
Por causa da ausência de uma assinatura na licença de transporte de cargas
especiais concedida pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) em Brasília, a
Polícia Rodoviária Federal não autorizou a passagem da carreta com o barco na
pista de tráfego na BR-101. Essa manobra exigiria o fechamento temporário do
tráfego.
Ontem mesmo, os proprietários da empresa transportadora já trabalhavam para
conseguir uma nova licença, o que esperavam obter, no máximo, hoje pela manhã.
O barco pesqueiro virou atração às margens da BR-101 Sul. Vários motoristas,
pedestres, ciclistas e também moradores locais pararam alguns minutos no local
para tirar fotografias do barco "estacionado" na BR-101.
POLÍTICA
06/05/2007
Recursos começam a sair
Depois
de três meses sem grandes avanços, governo acelera liberação de dinheiro para
as obras de infra-estrutura do programa. Maior montante foi para recuperação de
estradas
Brasília
- Depois de patinar durante três meses, o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) começou a sair do papel, pelo menos na parte que depende exclusivamente
da vontade do governo. Dos R$ 7,37 bilhões previstos no Orçamento da União para
este ano, apenas R$ 636 milhões haviam sido empenhados (contratados) até o dia
13 de abril.
Nos 19 dias seguintes, foram empenhados mais R$ 999 milhões, totalizando R$
1,63 bilhão – 22% da verba autorizada. Os pagamentos também tiveram uma
aceleração nas últimas semanas. Somavam R$ 401 milhões até 13 de abril. No dia
2, a execução financeira já chegava a R$ 652 milhões. Na Câmara dos Deputados,
já foram aprovadas as nove medidas provisórias que integram o PAC.
As MPs aprovadas criam um crédito adicional de R$ 5,2 bilhões para a Caixa
Econômica Federal financiar obras de saneamento básico e moradia popular; o
Fundo de Investimento em Infra-Estrutura, com recursos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS); e incentivos fiscais para beneficiar compra de
equipamentos para os setores de transportes, portos, energia e
saneamento básico. A votação atrasou porque a oposição fez obstrução, como
barganha para garantir a criação da CPI do Apagão Aéreo. As medidas provisórias
serão agora examinadas pelo plenário do Senado. Se forem alteradas, voltam à
Câmara.
A aceleração da execução orçamentária do PAC aconteceu nas semanas que
antecederam a reunião de avaliação do programa, ocorrida na última sexta-feira,
sob a coordenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a participação
dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff; do Planejamento, Paulo Bernardo;
dos Transportes, Alfredo Nascimento; de Minas e Energia,
Silas Rondeau; de Cidades, Márcio Fortes; de Integração Nacional, Geddel Vieira
Lima; e da Secretaria de Comunicação de Governo, Franklin Martins; além dos
presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, do BNDES, Luciano Coutinho, e
da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. O presidente ficou satisfeito com
os números. O balanço será apresentado amanhã à imprensa.
TRANSPORTES As obras a cargo do Ministério dos Transportes resultam na maior
dotação orçamentária e também na maior parte dos empenhos, como demonstra
levantamento feito pelo site Contas Abertas, a partir da base de dados do Siafi
(sistema que registra os gastos do governo). Dos R$ 5,44 bilhões previstos, até
agora já foi contratado R$ 1,46 bilhão (27% do total). No Ministério da
Integração Nacional, foram empenhados R$ 77,2 milhões, o que representa 18% dos
R$ 431 milhões orçados. O Ministério das Cidades contratou R$ 56,7 milhões dos R$
327 milhões previstos.
Entre os programas em execução pelo Ministério dos Transportes aparecem alguns
destinados a recuperar e manter as estradas em estado de trafegabilidade. Só a
recuperação de trechos rodoviários já teve empenhos num total de R$ 299 milhões.
Mais R$ 257 milhões foram contratados para restauração de rodovias. A conservação
preventiva e rotineira das estradas obteve empenhos no valor de R$ 125 milhões.
No Ministério das Cidades, os empenhos estão restritos ao programa
Habitar-Brasil, de apoio à urbanização de assentamentos precários. Foram
empenhados R$ 55,8 milhões. Dois programas destacam-se no Ministério da
Integração Nacional: obras no açude de Setúbal, no Vale do Jequitinhonha (MG),
e a implantação do sistema de abastecimento de água em Palmeira dos Índios
(AL).
O PAC prevê R$ 503 bilhões em investimentos até 2010, mas apenas R$ 67,8
bilhões sairão do Orçamento da União. O restante sairá dos cofres das estatais
e da iniciativa privada. O objetivo do governo é elevar o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) em 4,5% já neste ano, chegando a 5% nos próximos
três anos.
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DE BRASÍLIA
06/05/2007
Governar é fácil
Fernando
Henrique Cardoso disse que era fácil governar o Brasil. E parece que tinha
razão. Desde que os governos - entre os quais o dele - passaram a criar
problemas para o País, ao invés de resolver os existentes, a coisa tem sido
fácil. É só jogar debaixo do tapete. Os exemplos estão aí. Diante da corrupção
no DNER, FHC preferiu
extinguir o departamento. Ninguém foi preso nem devolveu nada. A roubalheira
continuou, apenas sob novo nome, como mostra a avalanche de processos contra o DNIT no TCU. Lula fez o
mesmo com a Sudam e a Sudene. Acabou com elas - e agora cria de novo - e os
denunciados de então são companheiros de hoje. O ensino é um dos piores do
mundo? Então vêm as cotas e acaba o vestibular para quem não sabe de nada
ingressar na universidade. O formado na faculdade de fim de semana não passa no
exame da OAB? Já tem projeto extinguindo o exame. Tem CPI querendo investigar
denúncias de corrupção na Infraero? Abrem-se os cofres e o Diário Oficial e não
se apura nada. Falta emprego? Para os companheiros criam-se cargos no serviço
público. Ao resto, comida de graça. E assim, sai governo e entra governo e fica
cada vez mais fácil governar o Brasil.
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PARANÁ
06/05/2007
BR-153 é asfaltada 40 anos depois
Obra
ficou 10 anos parada por falta de recursos
Tibagi
– Quem viu a BR-153, a Transbrasiliana, cortando o interior do Paraná no auge
do governo militar não imaginava que teria de esperar pelo menos quatro décadas
para pisar em asfalto novo. A pavimentação começou em 1997, mas parou por falta
de recursos. Recomeçou no fim de outubro do ano passado e ganhou a primeira
camada de asfalto há duas semanas.
O trecho de 82 quilômetros entre Ventania e Alto do Amparo, distrito de Tibagi,
nos Campos Gerais, é o único não pavimentado da BR-153. A Transbrasiliana é a
quarta maior rodovia do país e liga a cidade de Marabá, no Pará, a Aceguá, no
Rio Grande do Sul, em 4.355 quilômetros de extensão. A rodovia foi idealizada
pelo então presidente Juscelino Kubitschek, no final da década de 50, para
ligar o interior do país à futura capital, Brasília.
A abertura do trecho Ventania – Alto do Amparo ocorreu em 1967, no governo de
Marechal Castello Branco, e aumentou as esperanças de integração dos moradores
do Norte Velho ao Sul e Litoral do estado. O sonho ruiu, no entanto, com a
falta de infra-estrutura da estrada, que não recebeu manutenção durante 30
anos. O maior símbolo do abandono foi a formação da Vila Monte Cristo, na
região de Ventania, onde cerca de 60 moradias foram construídas invadindo a
estrada.
Na década de 90, a pavimentação do trecho entre Ibaiti e Ventania ajudou a
pressionar o governo federal a autorizar a continuidade da obra. O governo de
Fernando Henrique Cardoso liberou a pavimentação em 1997. A empreiteira C.R.
Almeida, de Curitiba, que assinou o contrato na época, concluiu a obra em
apenas 11 quilômetros e paralisou o serviço, alegando falta de repasse de
recursos.
Em março do ano passado, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
Passos, anunciou a lideranças políticas dos Campos Gerais que a obra seria
retomada. Somente em agosto de 2006, Passos e o ministro Paulo Bernardo (do
Planejamento e Gestão), assinaram a ordem de serviço.
O contrato com a C.R. Almeida foi revisado e mantido, e ganhou aditivos. Em
1997, a obra sairia por R$ 20,7 milhões, mas com os reajustes referentes a
quase uma década, foi elevado para cerca de R$ 100 milhões. A obra foi dividida
em dois lotes. O primeiro (Ventania a Tibagi), com 45,9 quilômetros; e o
segundo (Tibagi a Alto do Amparo), com 36,5 quilômetros.
Além da espera pela pavimentação do trecho entre Ventania e Alto do Amparo,
existe uma expectativa que o governo federal libere recursos para a abertura da
estrada entre Alto do Amparo – que termina na BR-376 – até Imbituva, hoje
cortada pela BR-373. Mas nem o trecho existe nem o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) tem projeto de pavimentação para a ligação.
Motorista já usa meia pista
Com metade do dinheiro já assegurado no orçamento federal de 2007, a obra do
primeiro lote – de Ventania até o município de Tibagi – deve ser concluída até
abril de 2008. O lote 2, que une Tibagi a Alto do Amparo, começa a receber
obras de terraplanagem. “Mas queremos entregar até janeiro”, confirma o
engenheiro da empreiteira, Eduardo Gomes Leitão. Os serviços do primeiro lote
começaram em 24 de outubro do ano passado e a primeira camada de asfalto foi
colocada no último dia 26 de abril. Ele já começa a ser utilizado pelos fazendeiros,
donos e clientes de pousadas da região.
Tibagi é o terceiro município maior produtor de soja do Paraná, com 22% do
total da produção do estado. Apesar das más condições, a Transbrasiliana é
usada para o escoamento da safra. A pavimentação traz expectativa de lucro para
os produtores de grãos. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Tibagi, Ivo
Arnt, o preço do frete deve cair em torno de 15%. “A estrada de terra também
aumenta os custos de manutenção dos caminhões e o tempo de viagem”, afirma.
Quem também vai lucrar com o asfaltamento é o setor turístico. Lúcia Ramos,
administradora do empreendimento Itaytyba Ecoturismo, tem uma pousada às
margens da Transbrasiliana há quase cinco anos e disse que muitos clientes
relutaram em visitar o local devido à estrada, mesmo após comprar o pacote
turístico. Com o passar do tempo, a pousada ofereceu até um trator para os
carros encalhados dos clientes.
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PARANÁ
06/05/2007
BR-277 terá trechos em meia pista
A
BR-277, que liga Curitiba ao litoral do estado, terá trechos em meia pista
neste fim de semana. Obras de conservação serão realizadas entre os quilômetros
20 e 26 do sentido Curitiba. A Ecovia, concessionária que administra o trecho
da rodovia, estima que cerca de 32 mil veículos circulem nos dois sentidos da
rodovia até o fim do domingo. Informações sobre as condições das estradas pelo telefone 0800
410 277.
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OPINIÃO
06/05/2007
Rigor
A
Mesa Diretora da Assembléia Legislativa resolveu ser rigorosa com os indicados
do governador Blairo Maggi (PR) para ocuparem as diretorias regulamentadoras da
Agência de Regulamentação (Ager). Na semana que passou foram solicitadas para
Geraldo Luiz de Araújo e Marco Danilo Rodrigues do Prado certidões negativas da
Justiça Federal e da Justiça Estadual para que a arguição pública dos mesmos
possa ser marcada. Os deputados estão de olho nas indicações porque elas
partiram de Luiz Antônio Pagot, que já havia feito as mesmas indicações
anteriormente. Mesmo se preparando para assumir o Dnit em Brasília, Pagot
não quer deixar de mandar em setores essenciais do governo.
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ATUALIDADES
06/05/2007
Recurso para concluir eclusas não sai
Frente
Parlamentar Pró-Hidrovias fará pedido por liberação de verbas
O
presidente da Frente Parlamentar Pró-Hidrovias do Pará, deputado estadual Luís
Cunha (PDT), vai apresentar moção na Assembléia Legislativa solicitando a
imediata liberação dos recursos necessários à conclusão das duas eclusas e do
canal intermediário no rio Tocantins, em Tucuruí, sudeste do Pará. A Centrais
Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte) assumiu a retomada das obras mas,
até agora, apesar do empreendimento ter sido incluído no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), nenhum tostão foi liberado.
Para finalizar as eclusas são necessários recursos na ordem de R$ 620 milhões,
incluindo, além das obras civis, compra e instalação dos equipamentos
elétricos, fiscalização do projeto e medidas de compensação ambiental. Para
este ano, estão previstos R$ 252 milhões; para 2008, mais R$ 220 milhões, e
para 2009 a previsão é de mais R$ 143 milhões. O orçamento, que totaliza R$1,2
bilhões contando o gasto desde 1981, continua vinculado ao Ministério dos
Transportes.
O projeto executivo foi aprovado e a licença de instalação está em vigor, o que
assegura o pleno andamento das obras, mas falta o fundamental: o dinheiro
necessário para que a empreiteira trabalhe, acentua o presidente da Frente
Parlamentar. No último dia 22 de fevereiro, informa, o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) liberou R$ 45,5 milhões para as eclusas de
Tucuruí, 'valor ínfimo que serviu apenas para pagar a mobilização do canteiro
de obras', avaliou.
O planejamento contempla o início das obras em março deste ano, com término em
dezembro de 2009, comissionamento e pré-operação até junho de 2010. 'Mas se os
recursos não forem liberados logo, esse cronograma já estará irremediavelmente
comprometido', alerta Luís Cunha. O Sistema de Transposição de Tucuruí, com
duas eclusas, ligadas por um canal intermediário com 5,5 quilômetros de
extensão, irá restabelecer a navegabilidade no rio Tocantins, interrompida pela
construção da usina hidrelétrica, que criou um desnível de 74 metros no rio.
A obra permitirá o tráfego de comboios transportando até 22 mil toneladas de
carga, num trecho de grande potencial econômico, devido ao desenvolvimento
agropecuário e agro-industrial da região e pela existência de minerais e de
recursos naturais que podem ser transportados por via fluvial. A malha
hidroviária brasileira tem uma série de gargalos a enfrentar para se tornar
mais eficiente e saltar dos atuais doze mil quilômetros de vias navegáveis para
43 mil, mas ainda assim é o modal de transporte mais barato e menos agressivo
ao meio ambiente, salienta o deputado.
Com mais investimentos, os trechos navegáveis podem praticamente dobrar a
extensão. A hidrovia Guamá-Capim, por exemplo, pode ganhar mais 700
quilômetros, e a hidrovia Araguaia-Tocantins, na avaliação de Cunha, pode se
tornar a espinha dorsal Norte-Sul do Brasil. Para o deputado, as eclusas de
Tucuruí figuram entre as obras de infra-estrutura mais necessárias para ampliar
a extensão dos trechos navegáveis. 'Se as obras das eclusas, que se arrastam há
26 anos, forem concluídas, a hidrovia poderá se tornar uma das grandes vias
de escoamento da produção de soja, carne, arroz, milho e até de
biocombustível', realça.
Para o presidente da Frente Parlamentar Pró-Hidrovias do Pará, a demora na
construção das eclusas de Tucuruí é um exemplo da dificuldade de se fazer obras
públicas no Brasil. Com seus 2,6 mil quilômetros navegáveis, os rios Tocantins
e Araguaia poderiam constituir um canal natural de escoamento das riquezas do
agronegócio e dos minérios de cinco Estados - Mato Grosso, Goiás, Tocantins,
Maranhão e Pará. Mas desde 1975 essa saída pelo Norte do País, economicamente
vantajosa pela proximidade com os mercados da Europa e dos Estados Unidos, está
fechada. Naquele ano, o governo federal iniciou as obras da hidrelétrica de
Tucuruí, distante 300 quilômetros de Belém.
A enorme parede de concreto da barragem interrompeu o fluxo de barcos do rio
Tocantins, inviabilizando o ir e vir fluvial. Para contornar a situação,
começaram a ser construídas em 1981 duas eclusas ao lado da usina, ligadas por
um canal de cinco quilômetros. Mas até hoje só metade do projeto foi executada.
Por isso, não sai do papel a hidrovia Tocantins-Araguaia, que poderia levar
para Belém boa parte da soja produzida no Centro-Oeste - hoje os produtores têm
de enviar sua carga por caminhão até os portos do Maranhão ou até Paranaguá, no
Paraná, e pagar até quatro vezes mais do que custaria transportar o produto por
rio.
Empresas recorrem a carretas para transportar cargas na hidrovia
Para driblar as dificuldades de navegação, as empresas que atuam na região são
obrigadas a adotar o sistema chamado RO-RO Caboclo. RO-RO é uma abreviação do
termo inglês roll on/ roll off, que se refere ao modo como as cargas são
embarcadas ou desembarcadas, rolando para dentro ou rolando para fora das
embarcações. No caso do RO-RO Caboclo, em vez de contêineres, são transportadas
carretas ao longo da hidrovia, por meio de embarcações de baixo calado, fundo chato e
proa lançada.
'O sistema RO-RO Caboclo alia a balsa ao caminhão e tem sido a saída criativa
do empresariado. A siderúrgica Cosipar é exemplo típico disso. Transporta
minério de ferro de sua unidade em Marabá até Barcarena, onde fabrica o aço.
Toda a carga das balsas é descarregada em um lado do rio, percorre em caminhões
quatro quilômetros de estrada e é novamente carregada em barcaças do outro
lado, uma operação que aumenta em 30% os custos', explica Luis Cunha,
enfatizando que a Frente Parlamentar Pró-Hidrovias do Pará está empenhada para
que seja respeitada a inserção de eclusas em todas as hidrelétricas do Estado,
como é o caso de Belo Monte, o que facilitará a integração e reduzirá
consideravelmente os custos de transporte.
'Muito mais do que um corredor de transporte, para escoar a produção é preciso
criar condições para um corredor de desenvolvimento, baseado nas inúmeras
potencialidades da região e em oportunidades de negócios que devem surgir com a
consolidação dessa via de transporte', defende. Considerado essencial para o
segmento aquaviário, o Sistema de Transposição de Tucuruí representa o principal
elo da hidrovia Tocantins-Araguaia,
que abrange, também, o rio das Mortes, totalizando 3,5 mil quilômetros, como
parte estratégica do Corredor Multimodal Centro-Oeste do Ministério dos
Transportes, dentro do ambicioso projeto de interligação da região
centro-oeste com os portos de Vila do Conde e Belém.
Passarão pelas eclusas mais de 35 milhões de toneladas de cargas de granéis
sólidos, decorrentes do grande potencial agropecuário e mineral do vale do
Tocantins-Araguaia, propiciando uma oferta de transporte de baixo custo, com
reduzido consumo energético e ecologicamente viável.
Contrato
Em 9 de setembro de 1981 foi firmado um contrato para a execução das obras
civis entre a Eletronorte e a empresa Construções e Comércio Camargo Correa S.
A., tendo como interveniente a Empresa de Portos do Brasil S. A. Portobrás. Em 1981 foram
iniciadas as obras do sistema de transposição pela eclusa 1, considerada
obrigatória para permitir o enchimento do reservatório. Até 1984 as obras
tiveram andamento normal e a partir de então o ritmo foi diminuindo, culminando
com a total paralisação em 1989.
Em 1987, a condição de contratante foi transferida da Eletronorte para a Portobrás (extinta no
governo Collor) que, por sua vez, foi sucedida pela União/ Ministério dos Transportes como contratante,
tendo sido estabelecidas novas condições para a retomada das obras. Os repasses
foram minguando e zeraram em 1989.
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DE BRASÍLIA
06/05/2007
Governar é fácil
Fernando
Henrique Cardoso disse que era fácil governar o Brasil. E parece que tinha
razão. Desde que os governos - entre os quais o dele - passaram a criar
problemas para o País, ao invés de resolver os existentes, a coisa tem sido
fácil. É só jogar debaixo do tapete. Os exemplos estão aí. Diante da corrupção
no DNER, FHC preferiu
extinguir o departamento. Ninguém foi preso nem devolveu nada. A roubalheira
continuou, apenas sob novo nome, como mostra a avalanche de processos contra o DNIT no TCU. Lula fez o
mesmo com a Sudam e a Sudene. Acabou com elas - e agora cria de novo - e os
denunciados de então são companheiros de hoje. O ensino é um dos piores do
mundo? Então vêm as cotas e acaba o vestibular para quem não sabe de nada
ingressar na universidade. O formado na faculdade de fim de semana não passa no
exame da OAB? Já tem projeto extinguindo o exame. Tem CPI querendo investigar
denúncias de corrupção na Infraero? Abrem-se os cofres e o Diário Oficial e não
se apura nada. Falta emprego? Para os companheiros criam-se cargos no serviço
público. Ao resto, comida de graça. E assim, sai governo e entra governo e fica
cada vez mais fácil governar o Brasil.
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BRASIL CONFIDENCIAL
06/05/2007
A conexão mineira
Vêm
aí novas provas contra os mensaleiros. Ao analisar os computadores do deputado
Juvenil Alves, do PT mineiro, preso em novembro na Operação Castelana, a
Polícia Federal descobriu que ele teria ajudado a lavar pelo menos R$ 1,7
milhão de contas movimentadas pelo publicitário Marcos Valério. O trabalho da
perícia está só começando. São cerca de 100 discos rígidos de computadores
apreendidos. Agora a PF começa a fazer o cruzamento do dinheiro que irrigou o
mensalão com o esquema de lavagem e de dinheiro sujo. Também há provas de que
Juvenil negociava sentenças no Judiciário mineiro.
R$ 200 milhões
O governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, mandou fazer nova licitação
para as empresas de coleta de lixo da cidade. Hoje há um pool de quatro, como a
Qualix, que levam R$ 200 milhões por ano. Já há espanhóis, argentinos e
franceses de marcação cerrada para pegar a conta.
Coleta de lixo
O petista Jucelino Dourado, ex-chefe de gabinete de Palocci, passou o feriado
prolongado em Brasília. Conversou sobre coleta de lixo. Hoje ele mora em
Campinas e trabalha para uma empresa de coleta ambiental.
Tudo tranqüilo
Luiz Pagot, novo diretor geral do Dnit, órgão que administra as rodovias federais, está
tranqüilizando políticos e empreiteiras
do setor. Ele avisa que não tem como mudar os contratos antigos, mas só os
projetos novos. Pagot era o homem que construía estradas pela metade do preço
em Mato Grosso.
As provas da corrupção
A empresária Silvia Pfeiffer, que revelou a ISTOÉ esquemas de corrupção na
Infraero, presta nesta semana depoimento à PF,
com acompanhamento do Ministério Público. Vai levar uma pilha de um metro de
documentos.
Consultor Dirceu
José Dirceu comanda um negócio de exportação de etanol para os EUA. Seu plano é
convencer o governo da República Dominicana a adaptar um porto local como
entreposto de álcool. Saindo dali, não teria sobretaxa nos EUA. Dirceu já
conversou com o presidente Leonel Fernández.
TOMA-LÁ-DÁ-CÁ COM PAULO PEREIRA DA SILVA, fundador da Força Sindical
Por que defender o meio ambiente é, como o sr., disse, "coisa de
veado"?
Deixa isso pra lá, foi só uma brincadeira que eu fiz. Tanto que até já assinei
o projeto pelo casamento gay.
O que a Força Sindical acha da ecologia?
Temos que cuidar, pois a coisa está ficando preta com o aquecimento global. Por
isso transformamos o 1° de Maio em um dia de defesa do planeta.
Os ecologistas atrapalham o desenvolvimento?
Destruir o meio ambiente acaba com tudo, inclusive com os empregos. E quem mais
perde são os humildes.
Investigações incômodas
Há uma novidade incômoda para o general Enzo Peri, comandante do Exército,
resolver. Famílias de militares estão se encontrando no Orkut para trocar informações
sobre a morte em serviço de oficiais. Já listaram oito mortes em situações que,
segundo eles, necessitam ser apuradas com mais rigor. Uma delas é a do tenente
Arthur Julião, tesoureiro do batalhão de Vila Velha (ES), que teria se
suicidado quando investigava falcatruas. As famílias descobriram que o chefe de
Arthur, coronel Otávio Gonçalves, é o mesmo capitão Otávio que era instrutor do
aspirante Frederico Prado, assassinado em 1995
nas ruas de Campinas. Pode ser só coincidência.
E agora, GE?
Foi a General Electric quem pediu a falência da Transbrasil. A Justiça decidiu
que a empresa não devia nada, que foi cobrança de má-fé e que a GE deverá
indenizá-la. A reparação pode ser superior a US$ 1 bilhão.
Jeitinho brasileiro
O senador Wellington Salgado (PSDB-MG) tenta aprovar a construção da sua
Universidade Salgado Filho em Brasília. O projeto fere o tombamento da capital;
tem um andar além do permitido. Poderia mudar a planta, mas insiste com as
autoridades locais.
Buraco na represa
Há 3 milhões de contratos de financiamento da casa própria com reajuste do
saldo pela poupança e da prestação pela equivalência salarial. No final, fica
um resíduo enorme. O advogado Edvaldo Meira conseguiu no STJ abrir uma brecha
para quatro clientes, contra o Itaú.
O trem amarelo
Em silêncio, executivos coreanos estiveram no Brasil para conhecer o projeto do
trem-bala São Paulo-Rio. Adoraram saber que a crise da aviação vai durar muito
tempo. Revelaram que vão formar um consórcio entre eles, com a KRRI, Roten e a Koraeil,
com tecnologia francesa, para entrar na licitação do trem, de US$ 9 bilhões.
"E vamos ganhar", avisou um deles. "Ninguém tira da gente."
Concorrem com italianos (Impregillo) e brasileiros (Odebrecht, Andrade e
Camargo Corrêa).
RETRATO FALADO
Jurista de renome, ex-governador de Pernambuco e hoje deputado federal pelo
DEM, Roberto Magalhães fez recentemente uma viagem a Washington com a mulher.
Foi a um restaurante com um amigo e resolveu pedir. Em inglês, é claro. O
garçom respondeu algo e se retirou. Dr. Roberto então indagou ao amigo o que
dissera o rapaz:
"Ele disse que vai chamar o dono, também grego, para anotar o pedido"
RÁPIDAS
> A Operação Hurricane pode complicar deputados federais. O bicheiro Turcão
ajudou gente na Bahia, e o bicheiro Anísio em São Paulo. Há ligações também
para parlamentares do Piauí e do Rio Grande do Norte.
> Do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, a um grupo de
amigos: "A CPI não vai ser do apagão aéreo, não. Vai ser da Infraero. A
situação ali é grave."
> Chegará ao Rio uma comitiva do BC de Angola. Vem tratar com a Casa da
Moeda acordo para confecção de novas cédulas angolanas.
> Os nomes mais fortes para a Abin são Paulo Ramos e Ronando Belian,
analistas concursados. Se depender do ministro Armando Félix, o diretor Márcio
Buzanelli fica.