JORNAL DO BRASIL - RJ

ECONOMIA
08/05/2007

Governo prepara novas concessões

BRASÍLIA. O governo federal marcou para o dia 16 de outubro o leilão de sete trechos de rodovias, em estudo há mais de cinco anos. Durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ontem, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o edital para a concessão dos trechos será divulgado no dia 16 de julho.

Nesta semana, o grupo técnico que estuda modificações na modelagem do leilão deve concluir o relatório que será enviado aos ministérios da Fazenda,
Transportes e Casa Civil. Os três ministros têm até 16 de maio para aprovar o novo edital, que será então encaminhado para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Entre as mudanças que deverão ser feitas no edital está a diminuição na taxa de retorno do investidor. Pelo texto atual, a taxa era de 12,8%, mas deve cair. De acordo com o secretário executivo do
Ministério dos Transportes e ex-ministro da Pasta, Paulo Sérgio Passos, o primeiro edital havia sido feito com índices que, com a demora do lançamento do edital, ficaram desatualizados.

- As condições do país melhoraram, o risco-país é completamente diferente - disse. - Com certeza a taxa de retorno será menor.

Para manter a atratividade do leilão, o governo eliminou a obrigatoriedade de a empresa vencedora pagar outorga, uma taxa que seria passada ao governo pela concessão do serviço. Pelo modelo anterior do leilão, venceria a empresa que cobrasse o menor pedágio e oferecesse a maior outorga.

- A outorga acabava sendo inserida na tarifa. Tenho certeza que, com a retirada, o valor do pedágio vai cair - disse o
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. - E a retirada da outorga torna o leilão mais atrativo para o investidor.

O governo decidiu ainda que vai licitar os sete trechos em uma mesma data, e não separadamente, como era previsto. De acordo com Passos, isso será feito para evitar que as concessionárias dividam entre si as
rodovias, combinando previamente os preços que vão oferecer na licitação.

- Isso evita algum tipo de conluio - disse o secretário executivo do
Ministério dos Transportes.

O secretário anunciou ainda que os custos operacionais previstos no edital devem ser reduzidos. Segundo Passos, em uma comparação feita pelo governo entre os custos previstos na concessão e os esperados nas
rodovias que serão recuperadas por Parcerias Público-Privadas (PPPs), estes últimos eram muito menores.

- Vamos adotar os critérios da PPP também no edital das concessões, o que também contribuirá para diminuir os custos e o preço do pedágio - afirmou Passos.

O leilão dos sete trechos de
rodovias foi suspenso em janeiro depois de mais de cinco anos tramitando entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres e o TCU, onde ficou por mais de um ano.

- Acredito que não teremos problema com o TCU dessa vez porque o preço do pedágio será menor e a revisão do edital leva em conta recomendações do próprio tribunal - disse
Alfredo Nascimento.

Antes da suspensão, o leilão estava previsto para março deste ano. O governo entendeu, porém, que o valor previsto para o pedágio das
rodovias - entre R$ 3,12 e R$ 4,61 - e a taxa de retorno eram altos. Anunciou, portanto, que modificaria as regras da licitação para diminuir os preços.

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
08/05/2007

Com o pé no freio

BRASÍLIA Ogoverno bem que fez esforço para mostrar que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está caminhando bem, mas o balanço de três meses desse conjunto de ações para viabilizar o desenvolvimento do país não foi muito animador. O levantamento mostrou que 47,5% das ações previstas no plano estão atrasados ou têm algum problema para deslanchar, sendo boa parte entraves ambientais ou de ordem financeira. A execução dos recursos para tornar viáveis os investimentos do PAC também está muito baixa. O governo anunciou que teria R$ 15,8 bilhões disponíveis este ano, mas até 30 de abril só R$ 1,920 bilhão foi contratado (12,1%), saindo efetivamente do papel.

Boa parte dos recursos prometidos — R$ 6,7 bilhões do Projeto-Piloto de Investimentos (PPI) — nem foi ainda incluída no Orçamento deste ano e, assim, não pode ser executada. Os recursos dependem de aprovação de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2007 pelo Congresso.

Por enquanto, o Orçamento tem R$ 9,573 bilhões para o PAC. O governo contabiliza mais R$ 4,5 bilhões de restos a pagar (despesas contratadas em anos anteriores) e, desse valor, R$ 986 milhões foram empenhados.

O PAC foi lançado pelo governo em 23 de janeiro com promessa de investimentos de R$ 503 bilhões, em quatro anos. Mas o primeiro balanço mostrou que há problemas de execução de projetos e obras em muitas áreas. Por exemplo, dos nove projetos de construção de hidrelétricas, cinco têm problemas para liberar o licenciamento ambiental.

Nos
transportes, empreendimentos como a BR-101 estão com o cronograma de execução atrasado. E estão paradas obras como os metrôs de Salvador e Belo Horizonte.

Maiores problemas estão na área social
O balanço do PAC foi feito no Palácio do Planalto. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff — acompanhada dos ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento),
Alfredo Nascimento (Transportes), Silas Rondeau (Minas e Energia), Márcio Fortes (Cidades) e Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) — apresentou uma lista de obras classificadas com uma espécie de carimbo.

Verde para as consideradas com andamento adequado, amarelo para as que precisam ser acompanhadas com atenção, pois estão atrasadas ou têm risco potencial mesmo com o cronograma em dia. Já aquelas muito atrasadas ou que têm risco elevado ganharam carimbo vermelho. Segundo o governo, 39,1% dos projetos estão com carimbo amarelo e 8,4% têm o vermelho. Os demais (52,5%) receberam o verde. No balanço entraram 1.646 ações, divididas em 734 estudos e projetos e 912 obras. Mas ficaram de fora habitação e saneamento.

Os projetos mais problemáticos estão na área social e urbana, já que 74,7% deles têm carimbo amarelo ou vermelho. No caso de logística, esse percentual é de 43,5%, e na área de energia fica em 35,8%. Mantega justificou o baixo desempenho afirmando que o PAC ainda não pôde mostrar grandes resultados. Ele ressaltou que o programa foi anunciado em janeiro, mas o Orçamento só foi aprovado em fevereiro, sendo que a liberação para os ministérios iniciarem os gastos de 2007 só veio no início de março: — O ambiente já está melhor para investimentos, e o PAC despertou o espírito animal dos empreendedores.

Segundo o ministro, o presidente Lula ficou satisfeito com o balanço, mas quer mais avanços. Mantega está preocupado com o impasse das licenças ambientais, que atrasam obras como as usinas do Rio Madeira.

— Precisamos ter mais oferta de energia elétrica, então nós teremos empenho maior nesses setores. Não são problemas insolúveis

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
08/05/2007

Leilão das rodovias fica para outubro

BRASÍLIA. O governo marcou para o dia 16 de outubro o leilão de concessão à iniciativa privada de 2,6 mil quilômetros de sete trechos das mais importantes rodovias federais. O prazo inicial do leilão, cujas estradas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), era janeiro. O governo ainda terá que aprovar o novo formato da licitação no Tribunal de Contas da União (TCU). A novidade do modelo é que as empresas não precisarão pagar pela outorga da rodovia.

Na proposta anterior, as empresas apresentavam um preço a ser pago ao governo e, oferecida uma banda de variação para as tarifas, ganharia a que tivesse a melhor oferta de outorga. Agora, vence quem oferecer o menor pedágio. Isso aumenta o retorno financeiro do empreendimento.

Também foram adotadas novas estimativas de custo — para manter ambulâncias, por exemplo — que reduziram alguns gastos obrigatórios das concessionárias.

Além disso, o governo está revisando a taxa de retorno do investimento.

— Vamos fazer essas concessões dentro do que recomenda o TCU. Com isso, os custos caíram, e as tarifas (dos pedágios) deverão ficar mais baratas para o consumidor — afirmou o
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Os trechos que devem entrar em licitação são: BR-153 (da divisa MG/SP à divisa SP/PR); BR116 (de Curitiba à divisa SC/RS); BR-393 (da divisa MG/RJ ao entroncamento com a Via Dutra); BR-101 (da Ponte Rio-Niterói à divisa ES/RJ; BR-381, entre Belo Horizonte e São Paulo); BR-116 (entre São Paulo e Curitiba); e BRs 116, 376 e 101 (entre Curitiba e Florianópolis).

Nascimento disse que está satisfeito com o andamento das obras. Segundo ele, os problemas são pontuais.

 

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

PAINEL
08/05/2007

E eu?

 

 

No balanço do PAC ontem, mesmo com Alfredo Nascimento à mesa, Dilma Rousseff e Paulo Bernardo chamavam o secretário-executivo dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, de "ministro".

Choro
Construtoras procuraram a pasta da Integração Nacional a fim de adiar a data de entrega de propostas para a licitação da transposição do São Francisco. Queriam rediscutir o preço da obra, considerado muito baixo. O ministério deu de ombros e receberá os envelopes amanhã.

Miscigenação
Governistas e opositores se uniram para tentar incluir no PAC um projeto do governo paulista de R$ 50 milhões contra enchentes no Pirajussara. O córrego passa por Taboão da Serra, onde o prefeito é do PSB, Embu, de gestão petista, e São Paulo, nas mãos do DEM

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

BRASIL
08/05/2007

MINISTÉRIO: LULA ASSINA MP DA SECRETARIA DOS PORTOS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem a medida provisória que cria a Secretaria Especial de Portos da Presidência, o 37º cargo com status de ministério do governo. Os portos marítimos do país e os das companhias Docas ficarão a cargo da nova secretaria. Já os terminais fluviais permanecerão sob o comando do Ministério dos Transportes. A secretaria será comandada por Pedro Brito (PSB), ex-ministro da Integração Nacional. Não há data prevista para a posse.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
08/05/2007

Dilma diz que não consegue gastar no PAC

"Temos os recursos", diz ministra, após divulgar balanço revelando que 47% dos projetos do programa têm dificuldade

Para governo, questão ambiental é maior entrave, mas plano enfrenta falta de projetos e coordenação com Estados e municípios

Das 1.646 medidas prometidas pelo governo, em janeiro, para turbinar o crescimento do país no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só metade conseguiu avançar, com boas chances de serem concretizadas dentro do prazo previsto inicialmente.

O resto de obras, estudos e projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), 47,5%, enfrenta diferentes graus de riscos que podem comprometer sua execução.

Segundo balanço dos primeiros quatro meses do programa, 864 ações do PAC (52,5%) ganharam o selo positivo da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), coordenadora do programa. Isso equivale a R$ 308,9 bilhões (61,3%) dos R$ 503,9 bilhões que o governo prometeu investir até 2010.

Classificados de preocupante e com um carimbo vermelho à frente estão 138 obras, projetos ou estudos (8,4% do total), com investimentos totais de 2007 a 2010 de R$ 45,8 bilhões.
O governo não divulgou ontem a lista completa dessas obras. Listou sete: as usinas hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio, Pai Querê e Baixo Iguaçu, o gasoduto Urucu-Manaus, a linha de transmissão de energia Palhoça/Desterro e o aeroporto de Vitória. Quatro delas, as usinas, por falta de licenças ambientais.

O restante dos empreendimentos, 644 (39,1% do total), foi carimbado de amarelo por Dilma por merecer "atenção" devido a pequenos atrasos no cronograma das obras ou riscos como licenças ambientais, análise de editais pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e fornecimento de equipamentos.

Entre as obras com carimbo amarelo o governo colocou a transposição das águas do rio São Francisco. Dilma disse que ela poderia estar com sinal verde, mas o governo preferiu incluí-la no grupo que necessita de atenção especial por considerá-la prioritária.

Em seu balanço, o governo procurou dar uma avaliação mais positiva do PAC ao considerar com andamento satisfatório tanto os empreendimentos com rendimento adequado como os que merecem atenção, o que totaliza 91,6% do total.

Segundo Dilma, o maior entrave do PAC nesses primeiros meses são questões ambientais. É o caso, por exemplo, da falta de licença ambiental para as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, que provocaram críticas de Lula ao setor ambiental do governo.

Mas o governo também enfrenta problemas com a falta de projetos e de coordenação com Estados e municípios, que estão comprometendo a área de infra-estrutura social e urbana, freqüentemente citada pelo governo como a que poderá contribuir para reduzir a desigualdade social, um dos objetivos do PAC. Esses projetos incluem, além de saneamento e habitação, metrôs e urbanização de favelas.

"Temos recursos"
"Temos os recursos, mas todo um processo que não gerou a quantidade de projetos necessário", justificou Dilma.
Essas dificuldades, além de atraso na liberação de recursos orçamentários, fizeram com que o governo gastasse muito pouco do Orçamento deste ano.

De um total de quase R$ 16 bilhões em investimentos previstos no PAC, só R$ 1,920 bilhão (12% do total) já foi devidamente comprometido para as respectivas obras, o que no jargão é chamado de empenho.

O governo alega, porém, que até o momento tem autorização para gastar R$ 9,5 bilhões do PAC com recursos orçamentários até que o Congresso aprove aumento de verbas do PPI (Projeto Piloto de Investimentos). Com essa conta, o valor empenhado já estaria em 20%, acima do valor usado em anos anteriores.

Segundo antecipou a Folha, às vésperas de soltar o primeiro balanço do programa, o governo pisou no acelerador e aumentou em quase R$ 1 bilhão os empenhos realizados.

Apesar dos entraves, o governo avalia que o desempenho é favorável até agora. "Os objetivos estabelecidos foram, de modo geral, conseguidos", afirmou o ministro Guido Mantega (Fazenda). "Optamos por uma posição conservadora no balanço", destacou a ministra Dilma.

O principal instrumento do PAC para acelerar o desenvolvimento no país é o aumento dos investimentos, sobretudo o privado.

"Instinto animal"
Isso, segundo Mantega, está sendo conseguido porque o programa "despertou o espírito animal empreendedor do empresariado para ele buscar ousar e confiar que será bem-sucedido".

Da agenda legislativa associada ao PAC, apenas uma proposta já foi convertida em lei, a que destina R$ 452 milhões para a extinção da Rede Ferroviária Nacional e a liquidação da Companhia de Navegação do São Francisco.

Estão no Congresso oito medidas provisórias que precisam ser votadas até o final deste mês para não perderem a validade, cinco projetos de lei -dois dos quais parados desde o início do ano- e uma série de outras iniciativas emperradas há anos e listadas no pacote oficial do governo.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
08/05/2007

Fernão e Régis terão leilão em outubro

Governo anuncia desoneração na licitação de 7 trechos de rodovias federais para reduzir pedágio; edital sai amanhã

Leilões serão simultâneos para, segundo ministério, "afastar qualquer possibilidade de combinação ou de conluio"

Após quatro meses de incerteza sobre as concessões de rodovias federais, o governo prometeu ontem realizar no dia 16 de outubro o leilão de sete trechos de estradas, entre elas a Fernão Dias (São Paulo -Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (São Paulo -Curitiba).

As licitações foram incluídas no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), mas seu processo se arrasta desde 1999, ora interrompido pelo governo ora pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Em janeiro, a Casa Civil paralisou o processo para mudanças no edital.

Segundo o
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, as mudanças no edital buscam reduzir o valor dos pedágios. A principal alteração será o fim da cobrança de ônus das outorgas (pagamento pelo direito de explorar a concessão) e a desoneração de PIS/ Cofins nas obras nas rodovias.

O governo também deve realizar o leilão de todos os lotes simultaneamente, para "afastar qualquer possibilidade de combinação ou de conluio", afirmou o ministro.

A taxa de retorno do investimento, criticada pelo setor, foi mantida em 12,88%.

Para evitar novos questionamentos, o governo elaborou um cronograma para a licitação. No dia 25, o edital entra em audiência pública e será enviado ao TCU. Deve ser publicado em 16 de julho, já com eventuais sugestões da audiência e do tribunal.

Com o fim da exigência de outorga, o principal fator de competição entre as empresas no leilão será o valor da tarifa.

Os detalhes dessa concorrência na prática só deverão ser conhecidos amanhã, quando o formato final do edital for divulgado.

A eliminação deste ônus também provocará perdas de arrecadação para o governo, mas o ministério disse não dispor de uma estimativa. A título de comparação, em 2005 as concessionárias de
rodovias arrecadaram R$ 5,4 bilhões e pagaram 6,2% disso, ou R$ 336 milhões, como outorga.

Para o presidente da ANTC (Associação Nacional dos
Transportes de Carga e Logística), Geraldo Vianna, a desoneração proposta pelo governo é "muito positiva", mas o ideal seria isenção total também do Imposto de Renda e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

"A isenção de IPI atende nosso reclamo, é muito positiva. Mas temos que forçar mais um pouquinho, com pressão política a gente consegue", disse.

Na avaliação de Vianna, seria possível chegar a 20% de desconto no valor do pedágio se as concessionárias não pagassem tais tributos. "O
DNER [extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem] cuidava da rodovia e não pagava imposto. Com os tributos, o governo se livra de um gasto e ganha uma fonte de renda", criticou.

Trava ambiental
Nascimento disse que sua pasta enfrenta problemas de licença ambiental na região Norte. Na BR-319, por exemplo, a Ufam (Universidade Federal do Amazonas), tida como neutra, vai elaborar o Eia/Rima (estudo de impacto ambiental) para resolver contestações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

NACIONAL
08/05/2007

Decreto reduzirá o custo das obras de infra-estrutura

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que o presidente Lula assinará esta semana decreto que garantirá uma redução entre 9% e 10% nos custos de novos investimentos na área de infra-estrutura. O decreto vai regulamentar a medida provisória que elimina a cobrança da contribuição do PIS-Cofins sobre novos investimentos na área, como construção de hidrelétricas, estradas e obras de saneamento.

“Esses investimentos vão ficar mais baratos”, disse Mantega. A MP que institui o Regime Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Infra-Estrutura faz parte do conjunto do PAC e a proposta de regulamentação já foi encaminhada à análise da Casa Civil.

A Fazenda estima que isso implicará renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhão em 2007 e R$ 2,8 bilhões em 2008. Com isso, as estimativas de renúncia fiscal das medidas de desoneração tributária do PAC sobem R$ 8,2 bilhões em 2007 e R$ 14,2 bilhões em 2008.

Mantega e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiram que o PAC atende a todos os setores econômicos e não procedem as análises de que o agrícola “foi deixado de lado”, apesar das críticas de agricultores. Os ministros praticamente descartaram um programa só para o setor. “O PAC é uma injeção na veia na agricultura, no comércio, na indústria. Não é para um setor específico”, disseram.

 

 

 

 

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

NOTAS E INFORMAÇÕES
08/05/2007

Ministro admite problema com liberação de recursos

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu ontem que há problemas na liberação de recursos para as obras do PAC. Mas ressaltou que o ritmo do governo está mais acelerado que em anos anteriores.

Ele justificou o baixo nível de execução dizendo que, embora o programa tenha sido anunciado em 22 de janeiro, o Orçamento da União só foi “aberto” em 22 de fevereiro e a autorização para ministérios liberarem recursos foi dada em 9 de março. A explicação contradiz o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, que há pouco mais de uma semana afirmou que o nível de execução não estava relacionado a problemas de liberação de verbas para ministérios.

Em sua apresentação no balanço de 100 dias, Bernardo disse que, dos R$ 9,6 bilhões previstos no Orçamento deste ano para o PAC, R$ 1,9 bilhão foi empenhado, 20% do total. A conta, no entanto, exclui os R$ 6,7 bilhões adicionais previstos no âmbito do Projeto Piloto de Investimentos (PPI), o principal instrumento dos investimentos públicos do PAC, que ainda depende de aprovação do Congresso. Levando o PPI em conta, o nível de empenho cairia para 12%.

“Seria um absurdo colocar a execução de recursos que não estão no Orçamento”, disse Bernardo. “Se você quiser esquecer esses valores tudo bem, mas depois, quando forem aprovados e incluídos no Orçamento, terá de lembrar”, acrescentou, com certa irritação. Ele afirmou que o governo vai liberar todos os recursos do PPI e contou que até já acertou com o
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a disponibilização dos recursos para sua área.

Apesar dos problemas, Bernardo destacou que a execução orçamentária deste ano até abril está acima da média dos últimos anos. Em 2005, lembrou ele, o governo empenhou até abril apenas 14% da dotação de investimentos previstos no Orçamento. Em 2006, quando o Congresso só aprovou o Orçamento em abril, o empenho foi de menos de 5%.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

NACIONAL
08/05/2007

Privatização de rodovias começará em outubro

Ministério dos Transportes afirma que fez adaptações exigidas pelo TCU

Previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o edital de leilão de concessão de rodovias engatou, informou ontem o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Segundo ele, a pasta fez todas as adaptações sugeridas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “O TCU fez algumas recomendações para o Ministério dos Transportes, que se adaptou e desenvolveu esse novo cronograma para a realização dos leilões de concessão”, afirmou o ministro. A nova proposta apresentada pelo ministro prevê a realização dos leilões no dia 16 de outubro deste ano.

Apesar de festejar a nova data prevista para o leilão, o governo Lula está arrancando com o programa de concessões rodoviárias com pelo menos três anos de atraso. O Planalto teve de rever os projetos de concessão herdados do governo Fernando Henrique Cardoso, mas, além de atender às exigências do TCU, durante muito tempo uma parte do PT combateu as concessões e os pedágios que serão cobrados pelas empresas.

De acordo com Nascimento, os três principais pontos de entrave do projeto eram a Taxa Interna de Retorno, a modelagem dos leilões e os custos operacionais. Uma das alterações feitas e apresentadas no cronograma é a retirada do valor de outorga para o governo. Com essa alteração, a expectativa do Planalto é que as tarifas par o usuário final sejam menores. “Tirando a outorga é um investimento a menos que os empresários terão que fazer”, explicou o ministro.

A proposta anterior previa a seleção das melhores outorgas para depois escolher as menores tarifas. De acordo com o novo modelo, as menores tarifas serão selecionadas diretamente e os leilões dos lotes serão feitos todos simultaneamente.

Outro ponto que será atualizado para o novo cronograma é a taxa de retorno, atualmente em 12,88%, mas que deve cair. “As condições do País mudaram. O risco país era um quando o plano foi apresentado e hoje é outro”, argumentou Nascimento, para justificar a redução da taxa.

PORTOS

O ministro disse que não existe nenhuma obra referente a
ferrovias e rodovias com o cronograma em estado de alerta. Os atrasos maiores estão em alguns portos, como os de Santos (SP), Rio e Espírito Santo, que têm problemas na dragagem e com o licenciamento ambiental. Mas isso é da alçada da nova Secretaria dos Portos, afirmou.


FRASES

Alfredo Nascimento
Ministro dos
Transportes

“As condições do País mudaram. O risco país era um quando o plano foi apresentado (prevendo taxa interna de retorno de 12,88%) e hoje é outro”

 

 

GAZETA MERCANTIL - SP

Pólos Tecnológicos Campinas
08/05/2007

Projeto prevê expansão de rodovias

No Corredor de Exportação, os investimentos serão superiores a R$ 1 bilhão. C riar uma rota de escoamento mais ágil e eficiente para a exportação de mercadorias com alto valor agregado produzidas nas regiões de Campinas e no Vale do Paraíba é a missão do novo corredor de exportação em estudo no estado de São Paulo. O corredor será baseado em rodovias já existentes, mas que carecem de obras de expansão para comportar o fluxo de cargas. Seu traçado inclui as rodovias Dom Pedro (Campinas) e Tamoios e o complexo viário Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Para o governo do estado, o projeto tem vocação para cargas de alto valor agregado, como veículos e eletroeletrônicos, que serão exportados pelo Porto de São Sebastião.

O projeto prevê a concessão das
rodovias Dom Pedro I (SP-65), Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-70), Tamoios (SP-99) e o Porto de São Sebastião. O governo estima investimentos de R$ 1,03 bilhão, sendo grande parte da iniciativa privada, que aportarão os recursos por meio de Parceira Público-Privada. Para viabilizar a execução do plano, o governo estadual dividiu o Corredor de Exportação em etapas. No primeiro lote de 157,6 quilômetros de rodovia, contempla a Dom Pedro I (SP-65) e o anel Viário de Campinas (rodovia José Roberto Magalhães Teixeira - SP-83). No lote 2, serão 123,8 quilômetros de estrada pelas rodovia Hélio Smidt (SP-19), Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-70) e a interligação da SP-70 com a Via Dutra (Guararema), SP-56 (Itaquaquecetuba) e SP-66 (Guararema). O lote 3 contempla 73 quilômetros de extensão com a rodovia dos Tamoios (SP-99) e contornos viários de Caraguatatuba e de São Sebastião, que serão construídos. Por fim as obras de ampliação do Porto de São Sebastião estão agrupadas no lote 4.

A maior parte dos recursos irá para a parte rodoviária. Os contornos, que evitarão que os caminhões passem por dentro das cidades, terão custo elevado, por causa da construção de túneis na região serrana. De acordo com o projeto, na duplicação da rodovia dos Tamoios, no trecho de Planalto, com 60 quilômetros de extensão, serão investidos R$ 375 milhões provenientes das concessionárias. Já no trecho de serra, com 14 quilômetros e no contorno urbano de São Sebastião serão aplicados R$ 350 milhões provenientes da empresa concessionária e outros R$ 150 milhões do estado. Este, aliás, é um dos lotes polêmicos, alvo de críticas de ambientalistas. Isto porque parte da duplicação da rodovia passa pelo Parque Estadual da Serra do Mar, local das nascentes dos rios Tietê e Paraíba do Sul.

De acordo com o representante ambiental do Litoral Norte no Conselho Estadual de Meio Ambiente, Eduardo Hipólito, este lote já tem o estudo de impacto ambiental- Eia-Rima - finalizado. "A secretaria estadual de Meio Ambiente está analisando o estudo desde o ano passado, mas não há prazo para a conclusão. O próximo passo será a realização das audiências públicas nas três cidades que serão impactadas diretamente com a obra", comentou.

As
rodovias Dom Pedro e Carvalho Pinto/Ayrton Senna serão concedidas à iniciativa privada. Empresas do setor como a CCR e a OHL já demonstraram interesse pelas estradas. Quem levar a Carvalho Pinto/Ayrton Senna terá como ônus da concessão executar a duplicação de parte da Tamoios.

Para a ampliação do
Porto de São Sebastião, o projeto executivo prevê a ampliação da estrutura, com a construção de uma nova ponte de acesso em "L" com capacidade para receber mais dois berços para atracação de navios e o aumento do calado, que passará de 8,5 metros para 14 metros. O investimento total é de R$ 155 milhões, sendo R$ 100 milhões pela concessionária e R$ 55 milhões pelo governo estadual. Com a ampliação, o Porto de São Sebastião, que movimenta cerca de 400 mil toneladas de cargas anuais, poderá ter sua capacidade ampliada para 3 milhões de toneladas anuais até 2010.

kicker: Rota para transporte de cargas de alto valor agregado que serão exportadas pelo
Porto de São Sebastião

(Gazeta Mercantil/Relatório - Pág. 2)(Ana Paula Machado)

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP

1º CADERNO
08/05/2007

PAC tem só 52% das obras dentro do cronograma

O primeiro balanço do governo sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro, mostrou que pouco mais da metade das 1.646 obras (52%, ou 864 obras ) está num ritmo considerado adequado pelo Planalto. Quase 40% (643 obras) precisam de atenção e 8,4% (138 obras) estão em um patamar preocupante, com grandes riscos de não saírem do papel. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, área que concentra grande parte do PAC, informou ontem que na aceleração das obras está prevista a retomada das concessões de sete trechos de rodovias federais à iniciativa privada, sustadas pelo governo, o que deve ocorrer até outubro.

Segundo Nascimento, o modelo de concessões está sofrendo mudanças para que as empresas assumam os trechos com menor custo para os usuários. A principal mudança nas regras é que não haverá mais o pagamento da outorga, o que fará cair o preço do pedágio. O novo modelo será concluído esta semana, para ser submetido aos ministros até dia 16. Em seguida serão realizadas audiências públicas, e encaminhados os projetos ao Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa do ministro é que as duas etapas se encerrem em 2 de julho e, a partir daí, possa ser aberto o processo de licitação.

Do ponto de vista orçamentário, o rendimento do PAC deixa a desejar: foram empenhados apenas R$ 1,92 bilhão (20%), dos R$ 9,57 bilhões previstos para o programa. "O PAC foi implantado há pouco tempo e não tem como mostrar grandes resultados. Mas alguns pontos já podem ser mostrados", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, responsável pela sistematização dos dados e pela apresentação do balanço, reconheceu que o presidente Lula vem cobrando pressa, porque deseja ver o crescimento do país. "Mas não atropelaremos processos nem descumpriremos a legislação."

Na semana passada, durante audiência com o governador da Bahia, Jaques Wagner, Lula reclamou que o PAC não estava "na velocidade de cruzeiro que ele pretendia". Mantega comentou que o presidente está preocupado com a demora do Ibama na concessão de algumas licenças ambientais. "Preocupa a questão da licença ambiental, porque precisamos ter uma oferta maior de energia elétrica para viabilizar o crescimento da economia."

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, não compareceu à cerimônia de balanço do PAC. A demora do Ibama em conceder licenças ambientais, sobretudo para as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, gerou insatisfações nos ministérios de Minas e Energia, na Casa Civil e atingiu o próprio presidente Lula. A justificativa oficial da ausência de Marina é de que teriam sido convidados apenas ministros de áreas-fim do PAC: Casa Civil, Minas e Energia, Integração Nacional, Planejamento, Cidades,
Transportes.

"Meio Ambiente é área-meio, não fazia sentido a ministra Marina ser convidada", afirmou um assessor palaciano. Marina Silva e o Ibama são o principal alvo das críticas de Rousseff e Rondeau sobre o atraso do PAC.

Durante entrevista coletiva, Dilma foi extremamente cuidadosa ao referir-se às divergências com a colega de ministério. Disse que as concessões ambientais para as hidrelétricas do rio Madeira ainda não foram concedidas, mas que o Ibama já autorizou a transposição e a revitalização do rio São Francisco. "Mesmo nos pontos em que há divergências, elas são técnicas, jamais políticas", afirmou Dilma.

A baixa execução orçamentária foi creditada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao atraso na abertura do Orçamento de 2007. "O Orçamento só foi aberto no dia 22 de fevereiro, exatamente um mês após o anúncio do PAC." Houve também uma diferença entre a dotação orçamentária do PAC apresentada ontem (R$ 9,57 bilhões) e o anunciado em janeiro (R$ 15,4 bilhões). Bernardo disse que o acréscimo de pouco mais de R$ 6 bilhões vai acontecer quando as mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) forem aprovadas pelo Congresso. Por enquanto, a alteração foi votada apenas na Comissão Mista de Orçamento. "Não fazia sentido contarmos como recursos previstos um montante que ainda está sob análise do parlamento", disse Bernardo.

Do total de verbas empenhadas, praticamente a totalidade corresponde a recursos utilizados pelo
Ministério dos Transportes. A maior obra do Ministério da Integração Nacional, a transposição das águas do rio São Francisco, só teve a ordem de serviços liberada ontem. No caso do Ministério das Cidades, que reúne obras de habitação e saneamento, as conversas com os Estados e municípios ainda encontram-se em uma fase preliminar.

A apresentação de ontem dividiu-se em três partes: na primeira parte, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demonstrou que o mero anúncio do PAC despertou o "espírito animal dos empreendedores brasileiros". Segundo o ministro, os empresários brasileiros confiam muito mais no futuro do Brasil, a importação dos bens de capital está em alta e o mercado de consumo de massa, em ascensão. Coube ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, expor a aprovação das medidas provisórias do PAC na Câmara dos Deputados.

Dilma encarregou-se da parte de infra-estrutura. O Comitê Gestor do PAC analisou até o momento 1.646 empreendimentos. A ministra fez questão de ressaltar que no programa estão obras em fase de estudo, projeto e outras em execução. Dilma subdividiu o tema em três tópicos: infra-estrutura logística (
rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e aeroportos); infra-estrutura energética (geração e transmissão de energia elétrica, petróleo, gás natural e energias renováveis) e infra-estrutura social e urbana (luz para todos, saneamento, habitação, metrôs e recursos hídricos).

Daqui a quatro meses, um novo balanço do PAC deve ser apresentado pelo comitê gestor do programa, quando será acrescentado o volume de recursos aplicados da iniciativa privada.

 

 

CORREIO POPULAR – SP

ECONOMIA
08/05/2007

PAC passa por primeira avaliação

Para o governo, resultados foram “satisfatórios” nas 1,6 mil ações monitoradas

O governo federal avaliou como satisfatório o andamento de 91,6% das ações acompanhadas pelo Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O primeiro balanço do programa, lançado há cerca de cem dias como principal projeto do segundo mandato de Lula, foi divulgado ontem. O monitoramento, feito pelos ministro da Casa Civil, Fazenda e Planejamento, abrange 1.646 ações do programa, entre estudos, obras e projetos, o que corresponde a 55,4% do PAC.

Segundo o Comitê Gestor, das obras avaliadas, 52,5% foram consideradas em situação adequada de andamento, enquanto 39,1% merecem atenção e 8,4% estão em situação preocupante. Considerando o valor dos empreendimentos, 90,9% estão com andamento satisfatório, sendo que 61,3% têm situação adequada, 29,6% mereceram mais atenção e 9,1% dos investimentos aparecem em situação preocupante.

O Comitê considera preocupantes as obras com atraso significativo ou risco elevado na sua execução. As obras que merecem atenção foram assim classificadas porque estão com pequeno atraso ou possuem riscos potenciais em sua finalização. “Os objetivos que foram estabelecidos, de modo geral, foram conseguidos. É o primeiro programa de desenvolvimento que implantamos no Brasil depois de 20, 25 anos de planos contra crises”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mantega admite que o PAC ainda não mostrou grande resultados porque foi implantado “há apenas quatro meses”.

Entre as obras consideradas com situação preocupante estão as hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jiral (Rondônia), que juntas gerariam quase 6,5 mil MW, a hidrelétrica Baixo Iguaçu (Paraná), com 340 MW, a linha de transmissão Palhoça-Desterro (SC), a hidrelétrica Pai Querê, de 292 MW (SC / RS), e o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, no Amazonas.

Já a avaliação das medidas institucionais que compõem o PAC (medidas provisórias e projetos de lei) é positiva, uma vez que a Câmara já votou todas as nove MPs relacionadas ao PAC e duas delas já foram apreciadas também pelo Senado.

“O Congresso se tornou parceiro do PAC ao aperfeiçoar as medidas provisórias e os projetos enviados pelo governo. Avaliamos que as medidas do PAC tramitam em bom ritmo”, disse por sua vez o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que também comemorou as mudanças nas leis de licitações.

Segundo ele, a mundança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Projeto Piloto de Investimentos (PPI) vai liberar mais R$ 6,3 bilhões de recursos. O PAC prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010. Desse total, R$ 67,8 bilhões viriam do Orçamento da União no período. Neste ano, a meta é investir R$ 24,4 bilhões de recursos orçamentários.

Câmbio

O ministro Guido Mantega disse ontem que o câmbio não está afetando as taxas de crescimento da economia brasileira. Ele admitiu que a valorização do real frente ao dólar reflete em “um outro setor”, mas destacou que setores manufatureiros, que têm o câmbio como obstáculo, estão achando saídas e conseguindo aumentar a produtividade.

O ministro citou o setor de calçados, que teria investido na qualidade dos produtos para competir com a China. (Da Folhapress)

 

 

 

A TRIBUNA - AC

GERAL
08/05/2007

PAC: Acre terá R$ 118 milhões para a BR-364

Passados cem dias do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o principal motor do segundo mandato do governo parece que finalmente vai decolar, ao menos se o ritmo dos últimos dias se mantiver.

Depois de um início de ano um pouco tímido e um tanto “desacelerado”, na segunda metade de abril o governo resolveu pisar no acelerador para impedir que o carro-chefe do atual exercício deixe a desejar por falta de combustível. E o Acre é um dos Estados com maior índice de benefícios nessa aceleração, pois já tem R$ 118 milhões autorizados, dos quais R$ 74 milhões já estão empenhados – para uma das obras vitais da administração do governador Binho Marques: a construção da BR-364 no trecho Sena Madureira Cruzeiro do Sul.

A obra do Acre é a segunda maior obra beneficiada pelos empenhos dos quatro primeiros meses do ano. Mas dos R$ 74 milhões já reservados em benefício da reforma da estrada até agora, nenhum centavo saiu efetivamente dos cofres para a obra, nem sequer para cobrir os “restos a pagar” empurrados de anos anteriores. Para a construção da estrada, até o fim do ano estão previstos R$ 118,8 milhões.

As obras a cargo do
Ministério dos Transportes resultam na maior dotação orçamentária e também na maior parte dos empenhos, como demonstra levantamento feito pelo site Contas Abertas, a partir da base de dados do Siafi (sistema que registra os gastos do governo).

Em menos de 20 dias, R$ 1 bilhão foi comprometido em orçamento para beneficiar as ações do PAC. A quantia liberada em uma velocidade acima do normal corresponde a mais de 60% do total empenhado de janeiro até agora. Pelo jeito, do ponto de vista orçamentário, o programa parece estar começando a virar realidade.

Até o fim de 2007, o governo federal pretende aplicar R$ 7,4 bilhões do orçamento nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos atendidas pelo PAC, no intuito de chamar a atenção dos investimentos do setor privado.

Desse valor, 13,6% foram empenhados do dia 13 de abril até a última segunda-feira, saindo do ritmo implementado desde o início do ano, pelo qual a meta parecia estar cada vez mais distante de ser atingida.

Pelo jeito, o governo decidiu engatar a quinta marcha para espantar o risco e as especulações de que o PAC corria o risco literalmente de “empacar”.

Com a injeção de recursos dos últimos dias, o programa federal de investimentos voltou a tomar fôlego e, no que se refere a orçamento, está próximo do que seria o ideal.
Até agora, R$ 1,6 bilhão está reservado em caixa para atender às ações do programa que beneficiam sobretudo o setor de
transportes.

O montante corresponde a 22,2% do total previsto neste ano em orçamento para o PAC, ou seja, pouco menos de um terço da totalidade, o que seria considerado o ideal, levando em conta que já se passaram quatro meses do ano. Veja tabela comparativa. (C.G)

 

 

A TARDE - BA

NACIONAL
08/05/2007

Bahia só recebe 0,9% das verbas do PAC

Depois de mais de três meses de anunciados, os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentados como o grande projeto que irá alavancar o crescimento econômico do Brasil, praticamente não chegaram à Bahia. Dos aproximadamente R$ 2,3 bilhões prometidos ao Estado, menos de 1% (R$ 21,3 milhões) está assegurado, com o início das obras de construção da ponte sobre o Rio São Francisco, na BR116.

Obras de maior impacto para a economia baiana, e de grande envergadura financeira, ficaram para o próximo ano ou sequer têm previsão de início. Isso acontece com a Via Portuária, que teve sua construção iniciada em 2001 e está paralisada há mais de dois anos. Outro exemplo é a construção do sistema viário do Aeroporto Internacional de Salvador, projetado em 1990, cuja licitação sequer saiu do papel. Há também a duplicação e melhoria das BRs 324 e 116, que só devem ser efetivadas com a participação da iniciativa privada. Estes três projetos custariam aos cofres públicos, respectivamente, R$ 192 milhões, 28 milhões e 1,14 bilhão.

Apesar da flagrante morosidade, a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, fez questão de mostrar uma visão otimista sobre o andamento do PAC, ontem, em entrevista realizada em Brasília.

Para ela, a maior parte dos projetos está dentro do que o governo espera.

“O governo optou por um viés conservador e com o maior rigor possível”, disse. Em seu discurso, a ministra não levou em conta a liberação efetiva das verbas e início das obras, mas apenas os procedimentos legais do programa, ou seja, a análise dos projetos.

O PAC é um programa do governo federal que prevê, para todo o País, investimentos de praticamente R$ 504 bilhões, até 2010. O dinheiro se destina a obras nas áreas de transporte, energia e saneamento urbano. Deste montante, R$ 58,3 bilhões estão previstos para infra-estrutura e logística de transporte. Se tudo seguir como o prometido pelo governo federal, caberão à Bahia R$ 2,3 bilhões dessa verba.

Obra que marca a tímida chegada dos recursos do PAC à Bahia, a construção da ponte sobre o Rio São Francisco é também a de menor valor dentre as 11 atualmente definidas para o Estado pelo programa.

A ponte irá unir os municípios de Abaré, na Bahia, e Cabrobó, em Pernambuco. O contrato com o Departamento Nacional de InfraEstrutura e
Transportes (Dnit) foi assinado no último dia 17, e a obra deverá ser concluída até outubro de 2008.

NA FILA – Segundo informa o secretário de Infra-Estrutura da Bahia, Antônio Carlos Batista Neves, outras obras do Estado também estão na lista para ser financiadas pelo PAC. Diferentemente do que acontece com a ponte entre a Bahia e Pernambuco, contudo, os demais projetos estão sendo ou elaborados ou em via de análise, podendo ou não ser modificados.

Ainda este ano, serão analisados o projeto de implantação do sistema viário do Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador; do contorno ferroviário entre as cidades de Cachoeira e São Félix; e, somente para o próximo ano, está planejada a retomada das obras da Via Portuária, ligando o
Porto de Salvador à BR-324.

Mesmo diante da vagarosidade na liberação dos recursos, o secretário Batista Neves não acredita que haja interrupções no cronograma financeiro e de obras dos projetos baianos, quando aprovados pelo PAC. Tanto é que ele já se antecipa e promete, para um segundo momento, investimentos na construção dos novos aeroportos de Ilhéus (R$ 155 milhões) e
Porto Seguro (R$ 150 milhões).

NECESSIDADES – No mês passado, um documento assinado por dirigentes de entidades empresariais foi encaminhado ao governo da Bahia. Nele, estavam relacionados os pontos críticos da logística de
transportes no Estado, destacando a falta de infra-estrutura.

Dentre as entidades que assinam o documento estão a Federação das Indústrias do Estado da Bahia e a Associação de Usuários dos
Portos da Bahia (Usuport).

O presidente da Usuport, Paulo Villa, criticou a situação do
Porto de Salvador, cujo acesso de veículos de carga é feito sob risco de acidentes.

Também chamou a atenção para a inexistência de acesso ferroviário ao porto, destruído há mais de 15 anos. “Estamos perdendo competitividade com a fuga de cargas que normalmente viriam para o
Porto de Salvador, sendo levadas para os portos de Pecém (Ceará) e Vitória (Espírito Santo)”, disse Paulo Villa.

DISTRIBUIÇÃO – A maior parte dos R$ 2,3 bilhões destinados à Bahia irá para as BRs 324 e 116 (R$ 1,14 bilhão), 101 e 135. As melhoria das BRs 324 e 116, mesmo que incluídas no PAC, dependem da Parceria Público-Privada (PPP), que tem como contrapartida a cobrança de pedágio por um prazo de 20 anos.
As outras
rodovias não dependem de aprovação da PPP e suas obras esperam, apenas, aprovação de projetos para liberação de recursos.

 

 

 

 

 

 

TRIBUNA DA BAHIA - BA

POLÍTICA
08/05/2007

Leão insere obras prioritárias da Bahia no PAC

O deputado baiano João Leão (PP), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vai incluir no seu parecer preliminar alocações de recursos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a realização de obras tidas como estratégicas para o desenvolvimento da Bahia. Ele considera prioritária a construção da Ferrovia Bahia Oeste, a revitalização do Rio São Francisco e a conclusão dos projetos de irrigação da Bahia, como o Baixio de Irecê, Salitre e os Brejos da Barra.

“Eu vou incluir o projeto de revitalização do São Francisco no PAC, porque está ‘nos demais’, ou seja, o governo pode ou não executar as obras e com isso os recursos podem ser contigenciados. Somente o projeto de transposição está inserido no PAC e, na minha opinião, deveria ser executado primeiro as obras do Eixo Leste e depois o Eixo Norte, enquanto isso, faria também a revitalização do rio”, afirmou o parlamentar, ontem à tarde, em entrevista à Tribuna da Bahia, durante visita ao diretor-presidente, Walter Pinheiro.

De acordo com João Leão, que é membro do Conselho Político do presidente Lula, o relatório preliminar será entregue amanhã e a LDO poderá ir a plenário para votação até o dia 15 de julho. “Se aprovado na Comissão Mista de Orçamento e Gestão, composta por 33 deputados federais (entre eles, estão os deputados baianos Walter Pinheiro, Cláudio Cajado e Luís Carreira) e 11 senadores, será aberto o prazo para apresentar emendas, em que cada bancada estadual terá direito a seis, mas não serão acatadas emendas individuais de metas e prioridade, somente de correção de textos”.

Hoje, o relator baiano vai receber o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, responsável pela LDO e o Orçamento da União, em Brasília, para fazer os últimos acertos. “Além disso, fui comunicado pelo deputado Walter Pinheiro (PT) que o governador Jaques Wagner quer se reunir comigo em Brasília, na quarta-feira (amanhã) para falar sobre as ações do PAC na Bahia. Posso não ter votado no governador, mas nem por isso vou deixar de ajudar o nosso Estado. Não quero aderir (ao governo de Jaques Wagner), porém tenho uma obrigação de ajudar a Bahia e estou esperando que ele venha conversar comigo para poder ajudá-lo ainda mais”.

Ações na área de saneamento básico

Na Bahia, estão previstas no PAC ações de saneamento, habitação de baixa renda, investimento em dragagens e canalização de rios e de infra-estrutura, com obras em
estradas e portos. “Somente pelo Ministério das Cidades, a Bahia deverá receber investimentos em torno de R$ 400 milhões. Como relator da LDO, é uma oportunidade que estou tendo de ajudar a Bahia ter uma fatia maior do bolo dos recursos da União”. As obras, segundo o deputado João Leão, devem começar ainda este mês.

O relator rebateu às críticas de que o PAC, depois de três meses lançado pelo presidente Lula, ainda não tenha saído do papel. “Não é que esteja faltando projetos, o atraso é a estruturação da máquina, da vagarosidade do Ministério do Planejamento em liberar o orçamento para os ministérios com obras no PAC, a exemplo do de
Transportes”, ressaltou o parlamentar.

Conforme João Leão, a Bahia tem vários projetos importantes inseridos no PAC. “Na minha opinião como relator da LDO, a principal obra é a construção da
Ferrovia Bahia Oeste, mas temos também obras importantes como a duplicação CIA/Aeroporto e a conclusão dos projetos de irrigação da Bahia, como o Baixio de Irecê, previsto na PPI (Projeto Piloto de Investimento) e que deverá ser concluída a primeira etapa ainda este ano (15 mil hectares de área irrigada), salitre (33 mil hectares de irrigação) e outros pequenos, entre eles os Brejos da Barra”.

Com um investimento da ordem de R$1,6 bilhão, a ferrovia Bahia Oeste tem como objetivo promover o escoamento do agronegócio e mineração do oeste do Estado, consolidar e expandir os mercados produtores que vêm se estruturando na região, além de atrair novos investimentos. A ferrovia com extensão de 575 km a ser construída em duas etapas ligará num primeiro momento os municípios de Bom Jesus da Lapa a Lapa da Pedra e o município de Brumado, e terá extensão de 242 km. Na etapa seguinte, Bom Jesus da Lapa a Luís Eduardo Magalhães com a execução de mais 333 km, permitindo assim a interli-gação com a
Ferrovia Centro Atlântica (FCA).

A primeira etapa das obras tem previsão de início em agosto de 2008 e prazo de execução de dois anos e a obra total cinco anos. O primeiro passo para a sua concretização é a celebração do convênio com o
Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes) para elaboração do Projeto Executivo, cujo valor é estimado em R$ 22,5 milhões, com prazo de execução de 12 meses. “Já está sendo licitado pelo Dnit um estudo de obras de impactos ambientais”, explicou o deputado João Leão.

Outra obra importante, conforme o relator, é a conclusão das obras da BR-135. Está previsto no PAC, a construção de 244 km no trecho entre a divisa Piauí/Bahia e a divisa Bahia/Minas Gerais, orçado em R$ 250 mil. Somente na área de Infra-estrutura no Estado, está previsto um investimento de R$ 2,340.300 milhões para a execução de 11 projetos. Entre eles estão a construção da Via Expressa Portuária ao
Porto de Salvador (para a construção de uma avenida exclusiva com 5,1 km interligando a área do Porto com a BR-324 serão investidos R$ 190 mil), o melhoramento da Hidrovia do São Francisco (obra que custará R$ 30 mil e incluirá derrocamento, dragagem e balizamento no rio, além da reforma dos equipamentos eletrônicos.

 

 

A GAZETA - ES

ECONOMIA
08/05/2007

Edital inclui BR 101 e Contorno

Segundo o balanço do Plano de Aceleração da Economia (PAC) apresentado ontem pelo governo, nada mudou para o Espírito Santo além do que já foi anunciado. De acordo com o senador Renato Casagrande (PSB), a única novidade é que, até julho deste ano, o governo lançará um edital para a contratação do estudo de adequação de um trecho de 182 km da BR 101 Sul e trechos do Norte, até João Neiva.

O projeto total está orçado em R$ 470 milhões, incluindo o Contorno de Vitória, de 26 km. A previsão divulgada ontem é de que até junho seja divulgada a licitação do Contorno, enquanto que as adequações no restante da 101 sejam concluídas somente em 2010.

No mapa de acompanhamento das obras de infra-estrutura do PAC, as obras da BR 101 no Estado estão incluídas na categoria preocupante em função do atraso. A previsão é que até o final deste ano o estudo esteja contratado. Depois virá ainda o projeto e, por fim, as obras. A previsão é de que seja recuperada a ponte que liga são Mateus a Pedro Canário e a duplicação ou construção de terceira pista em trechos no Sul e no Norte até João Neiva.

No caso das obras de dragagem do
Porto de Barra do Riacho (Aracruz), orçadas em R$ 150 milhões, não foram mencionadas pela ministra Dilma Rousseff durante apresentação do relatório. "Esse é um trabalho que a bancada federal terá que fazer nos próximos dias para saber como anda o cronograma destas obras", explicou o senador. "O positivo é que o comitê executivo do PAC está prestando contas das obras previstas".

 

 

O POPULAR - GO

CIDADES
08/05/2007

Trecho em Aparecida está às escuras há 6 anos

Os 12 quilômetros da BR-153 que ficam no perímetro urbano de Aparecida de Goiânia continuam às escuras. O problema se arrasta desde 2001, quando os transformadores instalados nesse trecho da rodovia foram retirados para conter o consumo de energia elétrica, devido à ameaça de apagão nacional, que obrigou a uma redução de 20% no consumo de energia no País. Passado o período de economia obrigatória, o trecho continuou sem iluminação, já que à retirada dos transformadores somou-se o desgaste natural das estruturas e a depredação decorrente da ação de vândalos.

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia alega que não tem recursos para arcar com os gastos da recuperação, estimados em mais de R$ 1 milhão. O trecho pertencente a Goiânia passou por uma revitalização no final do ano passado, mas já não são raras as reclamações de lâmpadas queimadas e trechos sem iluminação. Em Aparecida de Goiânia, a escuridão é mais um complicador para quem tem necessidade de atravessar a rodovia ou aguardar ônibus nas paradas instaladas à suas margens, durante a noite. “Aqui tem um ponto de ônibus que fica às escuras. É muito perigoso”, assinala o mecânico João Batista Parreira, de 43 anos, acostumado a trabalhar até mais tarde na oficina, que fica às margens da rodovia.

Titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Aparecida de Goiânia, Manoel Nascimento afirma que a escuridão atinge todo o trecho urbano da rodovia no município. Nascimento afirma que a prefeitura não tem condição de arcar com o custo da recuperação. O secretário afirma que o governo estadual, durante a gestão de Marconi Perillo, autorizou a recuperação, chegando a empenhar a obra, que nunca foi executada. A responsabilidade, diz, foi repassada à Companhia Energética de Gois (Celg). Mas a obra não saiu do papel e a escuridão permanece.

A Celg informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está providenciando a compra do material. Segundo a companhia, a obra terá início imediatamente após a compra, mas ainda não tem data prevista para começar.

Goiânia
O presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Wagner Siqueira, afirma que a prefeitura recuperou, no final de 2006, os 13 quilômetros urbanos da rodovia, que estão sob responsabilidade de Goiânia. Segundo ele, restam apenas cerca de 200 metros, próximo ao viaduto do Jardim Novo Mundo, onde será dada uma solução paliativa, até que o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), faça mudanças no sistema de proteção do canteiro central, onde são instalados os postes. Isso, explica, porque a ocorrência constante de acidentes no local danifica os postes. Para que o trecho não permaneça no escuro, será feita a iluminação nas vias laterais.

 

 

O POPULAR - GO

POLÍTICA
08/05/2007

Trecho da Norte-Sul pode sofrer atraso

Demais projetos para Goiás mostrados em relatório apresentado ontem por ministros receberam selo verde, o que significa que o andamento está adequado

Entre as obras de Goiás citadas no 1º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento, apresentado na manhã de ontem, apenas a construção da Ferrovia Norte-Sul – trecho Anápolis/Uruaçu – corre risco de não ser realizada de acordo com o cronograma estabelecido no início do ano. O desafio apontado pelo governo federal é obter R$ 900 milhões para a conclusão da obra, prevista para 2010. Os demais projetos mostrados no relatório receberam o selo verde, o que significa que o andamento está adequado.

O documento, que foi apresentado pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda), mostra a situação das seguintes obras do Estado: conclusão da duplicação Brasília-Anápolis (BR-060), construção do alcoolduto Senador Canedo-São Sebastião (SP), conclusão de usinas hidrelétricas e implantação de linha de transmissão entre Tocantins e Goiás. O aeroporto de Goiânia e as duplicações das BRs 153 e 070 não aparecem no relatório divulgado pelo governo federal.

Levantamento feito pelo POPULAR na Secretaria de Infra-Estrutura, Saneago,
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e Casa Civil mostra que as obras previstas para Goiás custarão pelo menos R$ 8,5 bilhões. O projeto mais caro é do alcoolduto, que terá 1.150 quilômetros de extensão em 2010, segundo informações do relatório apresentado ontem.

O valor de investimento previsto para a obra é de R$ 4,1 bilhões. Até o fim deste ano, no entanto, a obra receberá apenas R$ 20 milhões. Nos quatro primeiros meses, não houve repasse de recursos para o projeto. O relatório informa que está em andamento um estudo da viabilidade da obra, que deve ser concluído em setembro.

A ferrovia Norte-Sul terá investimento de R$ 1,2 bilhão. A obra, com 280 quilômetros de extensão, deve ser iniciada no próximo ano e tem conclusão prevista para 2010. O relatório apresenta foto do trecho, com a terraplanagem executada. Até 2006, foram concluídos apenas 12 quilômetros.

As obras na BR-060, chamadas de “adequação da capacidade”, estão adiantadas, segundo o levantamento do governo federal. A conclusão está prevista para este ano, com investimentos de R$ 22,3 milhões. A duplicação do trecho de 31,3 quilômetros da divisa entre o Distrito Federal e Goiás está concluída. Faltam obras complementares e sinalização para que a rodovia seja liberada para tráfego, o que deve acontecer este mês. Já no trecho até Anápolis (61,8 quilômetros), restam menos de 10 quilômetros a ser duplicados.

 

 

HOJE EM DIA - MG

POLÍTICA
08/05/2007

TCU suspende licitação para obras na BR-262

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, por medida cautelar, que o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) suspenda as concorrências para contratação de empresas para executar as obras de recuperação e melhorias nas rodovias BR-262 (MG) e BR-230 (MA) por irregularidades nos editais. Segundo relatório do ministro Ubiratan Aguiar, o edital possui cláusulas que restringem a competitividade da licitação. As obras estão orçadas em R$ 374,6 mil na BR-262 e em R$ 154,8 mil na BR-230. A BR-262 tem três trechos em obras: Betim-Pará de Minas (31 quilômetros - Grande BH); entre o acesso Floresta e entroncamento MG-430 (Igaratinga- 26 quilômetros) e entre o entroncamento da MG-431 e entroncamento da BR-494 e MG-423, com 25,9 quilômetros).

A assessoria de Imprensa do
Dnit informou que o diretor- geral do órgão, Mauro Barbosa, assinou uma portaria criando uma comissão técnica para averiguar o relatório. O grupo terá 15 dias para apontar se as considerações do TCU são pertinentes e se é necessária a revisão da licitação. O trabalho será enviado ao TCU, que tomará a decisão final.

O tribunal também identificou indícios de sobrepreço nos orçamentos e que a opção dada à licitante vencedora de utilizar o material betuminoso fornecido pelo
Dnit, em vez do cotado pela empresa, possibilita jogo de planilha, prática irregular para ganhar mais na execução do contrato. Além disso, o TCU apontou a existência de portaria ilegal e inconstitucional em vigência no Dnit, que prevê a possibilidade de a licitante vencedora optar, antes da assinatura do contrato, pela não-utilização do material betuminoso por ela cotado.

 

 

HOJE EM DIA - MG

ECONOMIA
08/05/2007

Para Governo, PAC vai bem, mesmo com atraso de obras

BRASÍLIA - O primeiro balanço divulgado pelo Governo federal do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que 91,6% das ações previstas estão com andamento satisfatório, sendo que 52,5% avançaram num ritmo considerado adequado. No entanto, apesar dos esforços da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para dizer que está tudo caminhando muito bem, os números não foram tão animadores: quase metade (47,5%) das obras previstas no plano de ação do segundo mandato está atrasada ou apresenta problema para sair do papel, como por exemplo cinco das nove usinas hidrelétricas previstas.

Na classificação do Governo, 39,1% dos projetos estão com atraso pequeno ou risco em potencial (carimbo amarelo, alerta) e 8,4%, com dificuldades preocupantes e risco elevado (carimbo vermelho, situação preocupante). Os demais empreendimentos (52,5%) estão com carimbo verde, dentro do cronograma e riscos manejáveis.

No balanço estão sendo contados 1.646 ações, divididas em 734 estudos e projetos de 912 obras. Do levantamento não constam ações de habitação e saneamento. Além disso, do total de R$ 15,8 bilhões do Orçamento previstos para obras do PAC este ano, apenas R$ 1,920 bilhão (12,1%) foi empenhado (contratado).

Parte desses recursos ainda nem foi incluída no Orçamento (R$ 6,7 bilhões do PPI). Assim, o Governo contabiliza R$ 9,573 bilhões como orçamento do PAC, dos quais 20% foram empenhados. Dos restos a pagar, apenas 21,8% de R$ 4,531 bilhões inscritos foram pagos.

A infra-estrutura social - habitação, saneamento e transporte urbano - parece ser a decepção do PAC, na própria apresentação do Governo. Na classificação do Governo, 74,7% das ações apresentam problemas médios e graves. Por exemplo, em saneamento básico, não houve qualquer execução orçamentária até agora, com zero de contratação. No entanto, o balanço do Governo fala nos recursos prometidos e aumento em relação a 2006, mas não lista projetos.

O Governo anunciou que a desoneração tributária em 2007 será R$ 1,6 bilhão maior do que o inicialmente previsto, chegando a R$ 8,2 bilhões. O aumento, explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é decorrente de desoneração de PIS e Cofins para obras de infra-estrutura, que estavam nos planos, mas ainda não haviam sido mensuradas. O ministro afirmou ainda que quer promover outras desonerações ainda este ano, tendo como objetivo compensar setores intensivos em mão- de-obra prejudicados pela valorização cambial. Para 2008, a desoneração do PAC subiu para R$ 14,2 bilhões.

Trechos têm sinal amarelo em MG

Dois dos sete trechos rodoviários em Minas Gerais incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) receberam o selo amarelo, que indica que as obras poderão ter um pequeno atraso no cronograma. De acordo com o balanço divulgado ontem pelo
Ministério dos Transportes, estão com risco de atrasar e exigem mais atenção as obras da BR-040 e da BR-365. Nos outros cinco trechos, nas rodovias BR-050, BR-153, BR-262, BR-381 e BR-265, a avaliação oficial é de que os trabalhos estão dentro do cronograma.

Na BR-040, está prevista a duplicação de 48 quilômetros, entre Curvelo e Sete Lagoas, com previsão de conclusão em 2008 e orçamento de R$ 190 milhões. Conforme a avaliação do
Ministério dos Transportes, o desafio deste projeto está na obtenção da licença ambiental para a duplicação até setembro de 2007.

A BR-365, por sua vez, prevê a duplicação do entroncamento com a BR-050 até o Trevão de Uberlândia, com 95 quilômetros de extensão e orçamento de R$ 225 milhões. Neste trecho, o Governo ainda espera a conclusão do projeto executivo de três lotes de obras, o que deverá acontecer em outubro deste ano.

Os projetos de concessão de
rodovias à iniciativa privada, por sua vez, continuam sem definição do modelo que será adotado. Mesmo assim, a expectativa do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, é de que o leilão seja realizado no dia 16 de outubro.

 

 

O TEMPO - MG

ECONOMIA
08/05/2007

Nem PAC destrava metrô e BR–365

BRASÍLIA – Duas obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Minas Gerais correm risco de sofrer atraso e não se adequarem ao cronograma de execução previamente traçado pelo governo federal.

A duplicação da BR–365, no Triângulo Mineiro, e a expansão da linha 2 do metrô de Belo Horizonte receberam o selo de “Atenção” na apresentação dos cem dias de lançamento do pacote econômico, ontem, no Palácio do Planalto. Na BR–365 serão investidos R$ 225 milhões nos próximos dois anos.

A previsão de entrega da duplicação dos 95 km de extensão da rodovia no trevão de Uberlândia é para 2009. De acordo com o primeiro balanço do PAC de janeiro a abril deste ano, a terraplanagem de 12 km das vias marginais à rodovia já foi executada, assim como a restauração de 15 km da pista existente.

Em fevereiro deste ano, o
Ministério dos Transportes deu início às obras do entroncamento da BR–365 com a BR–050 – também no Triângulo Mineiro. Polêmico pela demora de sua conclusão, o metrô de Belo Horizonte é um capítulo à parte no PAC.

O grande problema, de acordo com o
ministro dos Transportes, Márcio Fortes, é a falta de um projeto atualizado para a finalização da linha 2, que vai do Eldorado, em Contagem, ao Vilarinho, na região de Venda Nova.

Ponto de partida para a execução da obra, o projeto para a linha 2 está defasado, já que foi elaborado no final da década de 70 e arrastado por quase 40 anos.

“O problema básico é atualizar esse projeto, mas não é fácil. É complexo. Os recursos foram colocados, uma parte foi executada. Temos que correr”, informou Fortes.

“Sem o projeto eu não sei definir qual o tempo para as obras, os valores que eu necessito, que engenharia financeira eu posso montar. Falase R$ 1 bilhão, R$ 2 bilhões, mas só o projeto é quem vai dizer. Não adiante só discutir politicamente. Tem que ter o projeto.”

No total, o metrô de Belo Horizonte vai receber do PAC R$ 186,3 milhões até 2010. Além da linha 2, está prevista a linha 1, que liga as estações Barreiro e Calafate. O valor é inferior aos previstos para outras três capitais do país, também incluídas no pacote econômico do governo federal.

Ao todo, serão R$ 1,5 bilhão para os projetos de ampliação metroviária em Recife (PE) – R$ 295,6 milhões –, Salvador (BA) – R$ 497,8 milhões –, e Fortaleza (CE) – R$ 523,5 milhões.

Para a linha 1 estão previstos R$ 18,9 milhões, correspondente ao projeto de sinalização e construção do terminal. A previsão de conclusão da expansão de 6,6 km de linha, com cinco estações, dois terminais, modernização da sinalização, dos trens e do centro de manutenção é de dezembro deste ano.

A obra está avaliada como “Adequada” no que se refere ao prazo de conclusão e execução. Já para a linha 2, serão usados R$ 167,3 milhões no fechamento da faixa de domínio, no desvio da linha de carga que corta o curso, na construção de passarelas que ligam à estação e na atualização e aprimoramento do projeto.

As obras para este trecho estão paralisadas por falta de definição do modelo de descentralização. Até agora, apenas 26% do projeto de infra-estrutura foi concluído.

 

 

GAZETA DO POVO – PR

ECONOMIA
08/05/2007

O PAC no Paraná

Lançado em janeiro, o PAC destinou R$ 37,5 bilhões para obras de infra-estrutura energética, logística e urbana na Região Sul. O governo ainda não divulgou como está o andamento de todos os projetos. Confira abaixo as principais obras previstas para o Paraná:

Infra-estrutura energética – Cinco usinas hidrelétricas (Mauá, Telêmaco Borba, Cebolão, Jataizinho e Baixo Iguaçu), que somam 1.129 MW; cinco novas redes de transmissão de energia elétrica; quatro usinas de biodiesel (uma já em implantação); quatro usinas de álcool (três em implantação); alcoolduto entre Cuiabá (MT) e Araucária (em estudo); produção de diesel por meio do processo HBio, na Repar (depende apenas de autorização da ANP); ampliação e modernização da refinaria (em andamento).

Infra-estrutura logística – Ampliação da capacidade do Corredor Ferroviário do Oeste do Paraná e ligação intermodal com o porto de Paranaguá; construção e recuperação de berços de atracação do porto; recuperação de trecho da BR 153 nos Campos Gerais; adequação do Contorno Leste de Curitiba (BR 116); segunda ponte internacional em Foz do Iguaçu; concessão à iniciativa privada de três trechos de
rodovias federais que passam pelo Paraná (BRs 116, 376 e 101).

Infra-estrutura social e urbana – R$ 14,3 bilhões serão destinados a toda a Região Sul, para projetos de habitação (novas casas e urbanização de favelas), saneamento (água, esgoto e coleta de lixo), infra-estrutura hídrica (sistemas de abastecimento de água) e para o Programa Luz para Todos.

 

 

A NOTÍCIA - SC

ECONOMIA
08/05/2007

Quatro obras com 'sinal vermelho'

Investimentos de R$ 1,35 bi não cumprem cronograma

Quatro das 19 obras previstas no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para Santa Catarina estão com o cronograma atrasado. Entraves burocráticos seguram os investimentos no contorno ferroviário de São Francisco do Sul, no novo terminal do aeroporto de Florianópolis, na hidrelétrica de Paiquerê e na linha de transmissão Palhoça-Desterro. O valor das obras está estimado em R$ 1,35 bilhão. Outros R$ 1,68 bilhões estão em andamento, mas podem atrasar por problemas técnicos.

As obras do contorno ferroviário de São Francisco do Sul estão interrompidas desde janeiro devido à falta de licença para a instalação de canteiro de obras, a ferrovia não teve a licença renovada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Entraves burocráticos emperram o início da implantação da linha de transmissão entre Palhoça e Florianópolis. A falta de licença prévia impede a instalação de cabos submarinos que irão conduzir energia da Ilha ao Continente. “A obra, mesmo tendo um custo relativamente pequeno, é prioritária porque irá regularizar o abastecimento, impedindo assim o risco de um outro apagão”, ressaltou o assessor especial do Ministério de Minas e Energia, Celso Knijnik.

Entre as cinco usinas hidrelétricas previstas no PAC para Santa Catarina, somente a unidade de Pai-Querê está com o cronograma atrasado. A usina, orçada em R$ 969 milhões, ainda não saiu do papel devido à falta de licença ambiental. A construção do novo terminal do aeroporto de Florianópolis também emperrou.

A situação das obras do PAC no País foi apresentada ontem pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Das 1.646 ações programadas, 52,5% estão em situação adequada (veja abaixo o quadro em Santa Catarina). O levantamento foi apresentado como uma resposta às críticas de que o plano não deslanchou. “O problema é que Lula quer recuperar com o PAC o que não fez nos quatro primeiros anos de governo”, alerta o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires.

À exceção da BR-101, a previsão para as três
rodovias federais incluídas no programa é otimista. Segundo o governo, a pavimentação da BR-282, está em andamento e as obras na BR-470 serão licitadas ainda este semestre. O projeto de engenharia da BR-280 pode estar concluído em junho, quando também deve estar pronta a elaboração dos estudos de impacto ambiental.

Duplicação da BR-101 não fica pronta em 2008
Mesmo tendo a terceira maior dotação orçamentária do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a duplicação do trecho Sul da BR-101 não deve ser concluída em 2008, como previsto originalmente. No balanço do PAC, divulgado ontem, o Planalto identificou “risco potencial” de que possam ocorrer atrasos no cronograma da obra, devido à reestruturações do planejamento inicial.

“Quando licitamos a rodovia, entre 2001 e 2002, não incluímos a construção de dois túneis e de uma ponte porque havia a possibilidade de transferir a administração dos trechos à iniciativa privada”, justificou o diretor de Infra-estrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (
DNIT), Hideraldo Caron.

O
DNIT admite ainda a necessidade de projetar e licitar outras pequenas obras na rodovia. Entre as construções que serão realizadas estão um túnel no Morro do Cavalos (Palhoça) e outro no Morro do Formigão (Tubarão). Também será necessário construir uma ponte para a travessia da Lagoa de Cabeçudas (Laguna). Não há previsão do valor que deve ser gasto na realização destas três obras. A expectativa é concluí-las em 2010.

No
Ministério dos Transportes, a ordem é acelerar a rodovia, considerada prioritária. Questionado durante o balanço, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, prometeu que não faltarão recursos.

 

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC

ECONOMIA
08/05/2007

PAC confirma a demora na duplicação da BR-101

Mesmo tendo a terceira maior dotação orçamentária do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a duplicação do trecho Sul da BR-101 não deve ser concluída em 2008, como previsto originalmente. Em balanço do PAC, divulgado ontem, o Planalto identificou "risco potencial" de que possam ocorrer atrasos no cronograma da obra, devido à reestruturações do planejamento inicial.

Quando ocorreu a licitação da rodovia, entre 2001 e 2002, não foi incluída a construção de dois túneis e de uma ponte porque havia a possibilidade de transferir a administração dos trechos à iniciativa privada, explica o diretor de Infra-estrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (
DNIT), Hideraldo Caron.

O
DNIT admite ainda a necessidade de projetar e licitar outras pequenas obras na rodovia.

Entre as construções que serão realizadas estão um túnel no Morro do Cavalos (Palhoça) e outro no Morro do Formigão (Tubarão). Também será necessário construir uma ponte para a travessia da Lagoa de Cabeçudas (Laguna). Não há previsão do valor que deve ser gasto na realização destas três obras. A expectativa, no entanto, é concluí-las em 2010.

O secretário-executivo do
Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, prometeu recursos.

- Apesar dos problemas, não vamos deixar que haja atraso na 101.

Resposta do governo às críticas pela lentidão

O levantamento do PAC, apresentado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff foi uma resposta às críticas de que o plano não deslanchou. O Planalto esboçou a situação dos 1.646 empreendimentos, classificando as obras em adequada (verde), atenção (amarelo) e preocupante (vermelho).

- O problema é que Lula quer recuperar com o PAC o que não fez nos quatro primeiros anos de governo. É aí, na pressa, que os problemas se revelam - alerta o diretor do Centro Brasileiro de Infra - estrutura (CBIE), Adriano Pires.