BRASIL
FOLHA DE S. PAULO - SP

31/03/2007

 

 

 

Nascimento é notificado por Ministério Público Eleitoral

 

 

 

 

 

DA AGÊNCIA FOLHA, EM MANAUS
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas notificou ontem o
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), para que ele apresente defesa no processo em que é acusado de pagar gasolina a eleitores durante a campanha ao Senado.

O Ministério Público Eleitoral apreendeu como provas santinhos de campanha com requisições para uso de cinco litros de gasolina para cada eleitor. O procurador André Lasmar explicou que está sendo apurado se houve abuso do poder econômico.

O ministro recebeu a notificação em sua casa, em Manaus, quando finalizava entrevista coletiva. Ele é acusado também por seu adversário, Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), de ter usado um CNPJ falso. "Segundo a Receita Federal, o CNPJ está correto", afirmou o ministro.

"Não concebo que no Estado se continue a fazer política nesse padrão. Esses documentos foram requentados e passados por políticos interessados no meu insucesso para que, de alguma forma, tentasse impedir a minha nomeação ao ministério. É um jogo baixo e rasteiro."

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

BRASIL
31/03/2007

 

 

 

Obras do PAC independem de quem for presidente, diz Lula

 

Para petista, projetos são tão importantes que terão de ser feitos também por sucessores

 

 

 

PEDRO DIAS LEITE
ENVIADO ESPECIAL A RECIFE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que, não importa quem seja seu sucessor, as principais obras do PAC terão de ser feitas, independentemente da vontade dos futuros presidentes.

"Nós precisamos determinar as obras que serão importantes para o Brasil, que independem de quem for o presidente da República. Tem algumas coisas que são tão importantes, que, seja o presidente A ou o presidente B, aquelas obras eles terão de fazer, porque o Brasil precisa delas", disse Lula, na saída do hotel em Recife.

O presidente incluiu nessa lista de projetos "portos, aeroportos,
rodovias, ferrovias e investimento em informática".

Mais uma vez, o petista deu declarações sobre projetos de longo prazo, em que a oposição e alguns analistas enxergam um desejo dele de permanecer no poder depois do término do segundo mandato, além do permitido pela Constituição.

"Eu ainda tenho a idéia de, na Secretaria de Planejamento Estratégico, pensar o Brasil até 2022. Em 2022, nós estaremos completando 200 anos de independência e precisamos definir agora como é que nós vamos ter o Brasil daqui a 15 anos", disse.

Lula deu por encerrada a arrastada reforma ministerial do início de seu segundo mandato, que foi prometida para o final do ano e só terminou agora. Segundo o presidente, as mudanças estão concluídas.

O petista rebateu as críticas de que trocou ministros de perfil mais técnico por políticos profissionais, para atender às pressões dos aliados por cargos e verbas, em troca de apoio no Congresso Nacional.

"Um técnico, ele troca jogador a hora em que ele entende que deva trocar o jogador. Alguns companheiros saíram do governo porque quiseram sair. E outros, eu fiz remanejamento porque entendi que estava na hora de fazer remanejamento", afirmou o presidente.

"Estamos construindo uma coalizão importante, é um outro exemplo de consolidação de um novo tipo de fazer política no Brasil", justificou-se.

Mais programas

Depois de lançar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com obras de infra-estrutura, e um amplo pacote de educação, que ficou conhecido como o "PAC da Educação", o presidente Lula prometeu mais dois projetos dessa amplitude, para as políticas sociais e para a segurança.

"Estou convencido de que, depois que nós aprovamos o PAC, depois que apresentamos um programa de educação, e agora que vamos apresentar um programa de políticas sociais e um programa de política de segurança, vamos ter um conjunto de obras para ser cumprido em quatro anos, que vai dar ao Brasil uma sustentabilidade que o Brasil não tinha", disse Lula.

 

A GAZETA - MT 

POLÍTICA
31/03/2007

 

 

 

Nascimento define Luiz Pagot para Dnit

 

 

 

 

 

Leonardo Goy
Brasília/AE

Com o retorno de
Alfredo Nascimento ao Ministério dos Transportes, algumas mudanças de cargos nessa área do governo já começaram a se esboçar. A primeira grande troca de cadeiras deverá ser no comando do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). O atual secretário de Educação de Mato Grosso, Luiz Antônio Pagot, é o nome mais cotado para assumir o cargo de diretor-geral do órgão, em substituição a Mauro Barbosa da Silva. Pagot foi indicado pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, novo presidente de honra do partido de Nascimento, o PR.

Pagot confirmou ontem que já recebeu o convite para exercer o cargo e disse que existe um entendimento na bancada do PR em relação ao seu nome. "Na semana que vem, também vou visitar todos os parlamentares do partido em Brasília", disse. Ele afirmou também que na próxima quarta-feira deverá ser recebido por Nascimento, em Brasília, para tratar de sua indicação ao cargo.

"Na quarta, terei uma reunião com o ministro
Alfredo Nascimento e, a partir daí, deverá ser deflagrado o processo de indicação." Para que seja oficializada a indicação é preciso que o governo federal publique uma mensagem no "Diário Oficial da União" submetendo seu nome à apreciação do Senado. Depois disso, Pagot, que também é filiado ao PR, terá de passar por uma sabatina na Comissão de Infra-Estrutura, no Senado, e, em seguida, ter seu nome aprovado pelo Plenário da Casa.

Pagot, ex-secretário de Infra-Estrutura de Mato Grosso, foi indicado para o
Dnit por Maggi, que, ao lado de Nascimento, é hoje uma das principais lideranças do PR. No Transportes, ninguém se arrisca a confirmar oficialmente a informação da indicação de Pagot para o Dnit. Mas, nos bastidores, a troca de comando no Dnit já é dada como certa.

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP 

NACIONAL
01/04/2007

 

 

 

Secretário de MT indicado por Maggi deve ir para DNIT

 

Luiz Antônio Pagot terá reuniões em Brasília, mas admite que foi convidado

 

 

 

Leonardo Goy, BRASÍLIA
O secretário de Educação de Mato Grosso, Luiz Antônio Pagot, disse que será recebido quarta-feira, em Brasília, pelo
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para tratar de sua possível indicação ao cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), em substituição a Mauro Barbosa da Silva.

“A partir daí deverá ser deflagrado o processo real de indicação”, completou. Para que seja oficializada a indicação - feita pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR) -, é preciso que o governo federal publique mensagem no Diário Oficial da União submetendo seu nome à apreciação do Senado. Primeiro ele será sabatinado na Comissão de Infra-Estrutura e, em seguida, seu nome deve ser aprovado pelo plenário da Casa.

Pagot confirmou que foi convidado ao cargo e disse que há consenso na bancada do PR - que também é o partido de Nascimento - sobre seu nome. “Na semana que vem também vou visitar todos os parlamentares do partido em Brasília”, disse. O indicado já foi secretário de Infra-Estrutura de Mato Grosso. Ele evitou, porém, falar sobre como poderá ser sua gestão no
DNIT. “Prefiro esperar a nomeação, antes de falar. Hoje, sou secretário de Educação de Mato Grosso.”

POLÊMICA

Recentemente, o
DNIT e o ministro Alfredo Nascimento foram alvo de uma polêmica. O deputado Márcio Junqueira - do ex-PFL, atual DEM, de Roraima - acusou Nascimento, presidente de honra do PR, de oferecer cargos e vantagens no órgão para que ele trocasse de partido. Além de obter a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento da União, teria direito de indicar as empresas a ser contratadas pelo DNIT.

O PR negou a acusação e encaminhou à Corregedoria-Geral da Câmara pedido de investigação contra Junqueira. Na representação, o PR afirma que as acusações do deputado são inverídicas e suas alegações, sem fundamento. Primeiro porque o
DNIT não existiria em Roraima e, segundo, porque a administração das estradas federais é de competência do governo local, que é do PSDB.

Em resposta, Junqueira reafirmou a denúncia e disse que existe um escritório do
DNIT em Roraima e há até o plano de criar uma superintendência regional para atender os Estados do Acre, Amapá e Roraima.

Nascimento aproveitou a cerimônia de posse no ministério, quarta-feira, para rebater as acusações sobre o crescimento da bancada do PR, afirmando que as trocas de partido ocorrem habitualmente em todo início de mandato. “O que deve ser feita é a reforma política, para que isso não seja permitido, para que haja fidelidade partidária.”

 

ISTOÉ - SP 

CARTAS
01/04/2007

 

 

 

Ministro sob suspeita

 

 

 

 

 

Apesar do brilhante serviço pres tado por ISTOÉ ao mostrar a verdade sobre o senador amazonense Alfredo Nascimento, falando de seus 13 processos e CNPJ falso, ele foi nomeado novamente ministro dos Transportes desta República. "Ministro sob suspeita" (ISTOÉ 1952).

JOSÉ ELIAS AIEX NETO
Foz do Iguaçu - PR

Os cargos do
DNIT, órgão encarregado da construção e manutenção das rodovias federais, deveriam ser ocupados por funcionários de carreira do órgão, como era no passado no extinto DNER. Caso as regionais fossem ocupadas por tais funcionários, evitaria a barganha política que gira em torno do DNIT, que conta com excelentes servidores que têm mais condições de gerir o órgão. O DNIT é uma autarquia que exerce funções técnicas. Se forem nomeadas pessoas estranhas ao órgão, pode ser um desastre.

JOCIENE FERREIRA
Goiânia - GO