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BRASIL
20/04/2007
Pedágios sofrem prejuízo de R$ 3 milhões
Curitiba.
A invasão do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em 25 das 27 praças de
pedágio do Paraná entre terça-feira e quarta-feira gerou prejuízo de R$ 3,166
milhões, segundo cálculos da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias . O montante inclui
desde danos materiais até a perda de receita devido à liberação da cobrança de
pedágio aos usuários durante os dois dias de ocupação.
As seis concessionárias de rodovias do Paraná - Econorte, Viapar, Rodovia das Cataratas,
Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia - devem levar o levantamento ao
Departamento de Estradas de Rodagem (DER), para que entre no cálculo do
reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com possível reflexo no
reajuste anual das tarifas ou no programa de investimentos.
O diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR), João
Chiminazzo Neto, entende que as praças de pedágio se tornaram alvo do MST
devido à "complacência" do governo do Paraná com relação às invasões,
já que em casos anteriores houve até desobediência a ordens judiciais de
desocupação. (Folhapress)
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BRASIL
20/04/2007
Petista deve assumir porto de Santos com apoio do PSB
Indicação
de Fausto Figueira, aliado de José Dirceu, teve o aval do ex-ministro
O
ex-deputado estadual Fausto Figueira (PT-SP) deverá ser o novo presidente da
Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), órgão federal responsável pelo
comando do porto de Santos, o maior e mais importante do país.
Aliado do ex-ministro José Dirceu, Figueira não foi reeleito em 2006 e deverá
assumir o cargo, até o final do mês, com o apoio do líder do PSB na Câmara,
Márcio França.
França se destacou na articulação para criar a Secretaria Nacional dos Portos, a ser implantada
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para contemplar o PSB no ministério.
Atualmente, a direção do porto, ainda subordinado ao Ministério dos
Transportes, é ocupada por José Carlos Mello Rego, indicado pelo PR.
O PT tem hoje duas diretorias, que o partido negocia com o governo para manter,
já que parte da legenda em São Paulo, especialmente o grupo ligado a Marta
Suplicy, não se sente representada por Figueira.
A Folha apurou que a indicação de Figueira teve o aval de Dirceu, hoje
consultor de empresas, e teve o apoio da Libra Terminais, uma das maiores
operadoras do porto. O terminal paulista de cargas responde por 30% da
movimentação do setor no país.
A indicação de Figueira também é bem vista pela Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo). Apesar de não considerar o petista um
"técnico", a instituição avalia que ele têm credenciais éticas para
ocupar o posto.
Médico por formação, ele é o primeiro suplente petista da Assembléia paulista e
tem pretensões de concorrer à Prefeitura de Santos em 2008.
O PMDB paulista também deve receber um cargo de direção no porto. Para isso,
abrirá mão de controlar a Ceagesp, principal central de abastecimento do
Estado, subordinada ao Ministério da Agricultura.
O nome mais forte no partido para uma diretoria da Codesp é o do ex-presidente
da Câmara de São Paulo, Miguel Colassuono, indicado pelo ex-governador Orestes
Quércia.
Se a triangulação der certo, na Ceagesp o controle retornará ao grupo do
deputado federal João Paulo Cunha (PT), que controlava a central até o
escândalo do mensalão, em 2005.
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OPINIÃO
20/04/2007
Parceria na infra-estrutura
Com
o início das primeiras Parcerias Público-Privadas (PPP), é muito apropriado
lembrar os benefícios da abertura à concorrência internacional. Um setor aberto
ao exterior vê-se forçado a adotar níveis de qualidade e de preço compatíveis
com o mercado internacional, aumentando sua eficiência e reduzindo os preços ao
consumidor final. Um exemplo bem palpável ocorreu recentemente no setor
elétrico brasileiro.
Em 2000, o governo brasileiro começou a leiloar concessões para a construção,
exploração e manutenção de linhas de transmissão para a interconexão do sistema
elétrico nacional. Um dos lotes foi ganho por quatro empresas espanholas em
consórcio - Abengoa, Grupo Cobra, Isolux e Elecnor. Foi só o começo. Desde
então, as empresas espanholas têm participado de forma muito ativa em todos os
leilões, obtendo um bom número de lotes e adotando descontos cada vez maiores
sobre a renda máxima autorizada. Isto repercutiu de forma muito positiva no
setor e nos preços da energia elétrica ao consumidor final. Os descontos
alcançaram quase 60% no último leilão e o abatimento médio concedido pelas
empresas espanholas durante estes anos chegou a 30,42%, bem acima dos 23,47%
oferecidos pelas demais companhias. Sem as empresas espanholas, esse desconto
certamente teria sido menor. Além disso, elas têm cumprido com o máximo rigor
os compromissos de investimento e de prazos para o início das obras.
O setor de infra-estrutura de transporte no Brasil segue uma evolução de
abertura análoga ao mercado elétrico. O governo brasileiro está plenamente
consciente da urgência e importância de ampliar e melhorar a rede de
infra-estrutura de transporte no Brasil e desatar os nós logísticos que limitam
o crescimento do país. Neste sentido, é fundamental o início das PPPs e do
Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Já foram dados passos importantes
com uma carteira de projetos ambiciosos, como a PPP da Linha 4 do Metrô de São
Paulo; das rodovias federais BR-116/324 na Bahia; da MG-050 em Minas Gerais;
a concessão do maior pacote de estradas do Brasil; a construção da Ferrovia Nova TransNordestina
e a continuação da Norte-Sul; e o trem ao aeroporto de Guarulhos.
As empresas espanholas de infra-estrutura ocupam uma posição privilegiada em
escala mundial. Estão, portanto, em condições de participar de maneira decisiva
destas iniciativas. Seis das dez empresas com maior número de concessões de
infra-estrutura de transporte são espanholas: OHL, ACS, Ferrovial, FCC, Abertis e
Sacyr. A OHL, mediante sua subsidiária nacional, é a segunda companhia com mais
quilômetros de estrada administrados, graças aos quatro pacotes de concessões
em São Paulo.
O governo brasileiro está consciente da urgência e importância de ampliar e
melhorar a rede de infra-estrutura de transporte
No passado, as empresas concessionárias espanholas tiveram dificuldades em
participar das licitações no Brasil devido a barreiras implícitas nas
convocatórias, como os limites dos índices econômico-financeiros e a
certificação das habilitações técnicas. Os índices, por exemplo, dependem em
grande medida do custo de endividamento, muito elevado no Brasil. Na Europa,
porém, como as taxas de juros são muito baixas e há um acesso facilitado aos
mercados financeiros internacionais, o endividamento tem um custo muito menor.
Assim, mesmo mantendo uma situação financeira saneada, as empresas européias
têm um nível de levantamento financeiro muito superior. O problema surge quando
se aplicam parâmetros brasileiros a esta distinta realidade européia. Dessa
forma, ao não cumprir os índices financeiros exigidos, as empresas européias
nem passavam da fase de pré-qualificação destas licitações.
Além disso, as habilitações técnicas no Brasil convertem-se, às vezes, numa
barreira quase sem saída para as empresas européias. A exigência de registro no
CREA, organismo sem equivalente na Europa, tem gerado muitas dificuldades em
acreditar sua comprovada experiência nos grandes projetos internacionais.
Sem estas barreiras, a participação das empresas espanholas teria sido
certamente mais expressiva e teria redundado em benefício da qualidade das
licitações, como já demonstraram as concessionárias espanholas na realização de
projetos emblemáticos no Chile, Argentina, Venezuela, Colômbia e na quase
totalidade dos países da América do Sul.
Em conclusão, a abertura do setor de infra-estrutura de transporte à
concorrência internacional parece fundamental ao necessário desenvolvimento do
setor no Brasil. O país não pode permitir-se o luxo de perder o know-how e a
experiência de grandes concessionárias internacionais, especialmente das
empresas espanholas. Um ambiente de competição internacional contribuirá, sem
dúvida, para reduzir preços e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros,
assim como ocorreu no setor elétrico, onde a participação de empresas
espanholas ajudou a baixar notavelmente os custos da eletricidade ao consumidor
final.
Victor Audera é conselheiro comercial da Embaixada da Espanha no Brasil.
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ECONOMIA
20/04/2007
Para salvar as rodovias
Empresários
de transporte pedem solução definitiva para as estradas brasileiras, cuja
deterioração dá prejuízo anual de R$ 22 bilhões ao País, segundo o Ipea
Empresários
do setor de transporte rodoviário de cargas de Minas Gerais lançaram ontem um
movimento para cobrar investimentos na melhoria da infra-estrutura do País e ao
mesmo tempo interferir na formulação de políticas governamentais. A intenção é
deflagrar um processo nacional em que "soluções definitivas" para a
infra-estrutura de transportes no Brasil se transformem em metas dos governos federal,
estaduais e municipais. Batizado de "A Hora e a Vez da Infra-estrutura de
Transportes no Brasil", o movimento já estabeleceu dois pilares de
atuação: o monitoramento das obras contidas no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) e a defesa da aplicação total dos recursos da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na recuperação da malha rodoviária.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que a
deterioração das rodovias federais custa anualmente R$ 22 bilhões ao Brasil e R$
6,5 bilhões para as empresas de transporte de carga. O custo com transporte no
País hoje é praticamente 50% maior do que nos Estados Unidos, o que gera perda
de competitividade internacional e inibe o investimento estrangeiro.
Capacidade questionada
Para o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado
de Minas Gerais (Fetcemg), Paulo Sérgio Ribeiro, a capacidade do governo de
executar todas as obras de infra-estrutura previstas no PAC "está sob
suspeita".
Segundo ele, o grave problema de infra-estrutura de logística no Brasil demanda
ações emergenciais. No entanto, se as obras relacionadas no programa tivessem
que ser contratadas no próximo semestre, o Ministério dos Transportes não teria condições
administrativas de executá-las, afirma. Ribeiro reclama mais recursos para
investimentos no setor e acredita que o correto seria o governo transferir
parte das obras para os estados, que assumiriam a responsabilidade pela
execução. "Tem que descentralizar".
Em relação à Cide, o presidente da Fetcemg observa que o principal problema é
desvio dos recursos arrecadados para outros fins, contrariando a função
original da contribuição, criada em 2001. "Os recursos dela provenientes
não aparecem nas estradas. Parte está indo para o caixa único a fim de pagar
juros". Em 2006, a Cide, cobrada sobre o consumo dos combustíveis,
arrecadou R$ 7,8 bilhões. O aumento da fatia da contribuição repassada aos
estados e municípios – dos atuais 29% para 46% do total arrecadado – foi uma das
reivindicações listadas pelos governadores logo após o anúncio do PAC.
Ribeiro ressalta que o movimento defende a estadualização de todas as rodovias federais, encapando
uma bandeira antiga do governador mineiro Aécio Neves (PSDB), que já propôs a
medida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a contrapartida de repasse
integral dos recursos arrecadados com a Cide. Minas possui a maior malha
federal do País, com cerca de 10 mil quilômetros de rodovias sob a
responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
Frase
"Os recursos provenientes da Cide não aparecem nas estradas. Parte está indo
para o caixa único a fim de pagar juros"
Paulo Sérgio Ribeiro, presidente da Fetcemg
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NEGÓCIOS
20/04/2007
Setor de transporte cobra melhorias
Belo
Horizonte. Empresários do setor de transporte rodoviário de cargas de Minas
Gerais lançaram ontem um movimento para cobrar investimentos na melhoria da
infra-estrutura do País e ao mesmo tempo interferir na formulação de políticas
governamentais. A intenção é deflagrar um processo nacional em que ´soluções
definitivas´ para a infra-estrutura de transportes no Brasil se transformem em metas dos
governos federal, estaduais e municipais. Batizado de ´A Hora e a Vez da
Infra-estrutura de Transportes no Brasil´, o movimento já estabeleceu dois
pilares de atuação: o monitoramento das obras contidas no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e a defesa da aplicação total dos recursos da
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na recuperação da malha
rodoviária.
Para o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado
de Minas Gerais (Fetcemg), Paulo Sérgio Ribeiro, a capacidade do governo de
executar todas as obras de infra-estrutura previstas no PAC ´está sob
suspeita´.
Segundo ele, o grave problema de infra-estrutura de logística no Brasil demanda
ações emergenciais. No entanto, se as obras relacionadas no programa tivessem
que ser contratadas no próximo semestre, o Ministério dos Transportes não teria condições
administrativas de executá-las, afirma. Ribeiro reclama mais recursos para
investimentos no setor e acredita que o correto seria o governo transferir
parte das obras para os Estados, que assumiriam a responsabilidade pela
execução. ´Tem que descentralizar´.
Aplicação da Cide
Em relação à Cide, o presidente da Fetcemg observa que o principal problema é
desvio dos recursos arrecadados para outros fins, contrariando a função
original da contribuição, criada em 2001. ´Os recursos dela provenientes não
aparecem nas estradas. Parte está indo para o caixa único para pagar juros´.
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CIDADES
20/04/2007
Residências racham com trânsito
Tremores
de terra capazes de rachar paredes e de pôr em risco a estrutura de casas. Esse
é o problema que tem atormentado os moradores do Jardim Novo Mundo, nas proximidades
da BR-153, em frente ao Estádio Serra Dourada, na Região Leste de Goiânia. São
as conseqüências do trânsito de caminhões pesados e carretas que circulam pelo
trecho em alta velocidade. O problema teria se agravado depois da retirada, em
janeiro, de uma lombada eletrônica que havia sido instalada há cerca de quatro
anos pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). O Dnit informou que aquela
parte da BR-153 é anterior aos moradores hoje instalados em suas proximidades.
O órgão prometeu fazer um estudo técnico sobre a viabilidade da redução da
velocidade no trecho, que hoje é de 80 quilômetros por hora. (Marly Paiva)
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GIRO
20/04/2007
Verbas
A
deputada Iris Araújo (PMDB) acompanhou ontem o prefeito Adib Elias (Catalão) e
Mauro Barbosa (Dnit) em audiência com o ministro Alfredo Nascimento (Transportes).
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POLÍTICA
20/04/2007
Grupo de petistas apontam Verinha como alternativa
O
deputado Ságuas Moraes (PT) já aceitou o convite feito pelo governador Blairo
Maggi para assumir a Secretaria de Educação em substituição ao secretário Luiz
Antonio Pagot, indicado para a direção-geral do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). A sua posse na Seduc, prevista para o dia
03 de maio, no entanto, está ameaçada internamente no PT.
As correntes Articulação de Esquerda, Trabalho, Utopia e Vida, Democracia
Socialista, que hoje comandam o partido em Mato Grosso, estão avaliando a
possibilidade de lançar um nome alternativo na reunião do diretório regional,
marcada para o próximo dia 27. Ontem, em Brasília, se reuniram a senadora Serys
Marly, a ex-deputada Vera Araújo, o ex-deputado Gilney Viana e o presidente da
agremiação em Cuiabá, Jairo Rocha.
Eles iniciaram a discussão sobre a posição que o grupo irá defender no dia 27.
"Nós podemos apoiar, mas sem participar do governo", disse um
integrante da legenda. Mas a proposta que está crescendo é de se apresentar o
nome de Vera Araújo como alternativa a Ságuas Moraes.
A favor da ex-deputada está o fato dela ser educadora (Ságuas é médico) e ter
uma relação estreita com o Sintep. Uma alternativa ao nome do deputado começou
a ser avaliado quando, na última quarta-feira, a corrente Unidade na Luta,
liderada pelo deputado federal Carlos Abicalil, tentou, sem sucesso, antecipar
a reunião do diretório para o próximo domingo. Mas diante da ameaça de boicote,
a Unidade na Luta, que tem pressa na aprovação da aliança com Maggi e do nome
de Ságuas, recuou da proposta. Esse fato, no entanto, criou cicatrizes que
poderão levar o campo majoritário a defender e aprovar um nome alternativo. "A
Verinha está sendo cogitada para a Seduc", avisou um petista. O problema
que ela deseja mesmo assumir o mandato na Assembléia Legislativa. A sua
esperança é de que Alexandre César seja nomeado para um cargo federal e, dessa
forma, com Ságuas compondo o secretaria de Maggi, ela, na condição de segunda
suplente, passaria a exercer o mandato.
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POLÍTICA
20/04/2007
Ságuas se licencia da AL na quarta
A
confiança do deputado Ságuas Moraes (PT) de que será o secretário de Educação
do Estado é tanta que na próxima quarta-feira, 25, já apresenta sua licença à
Assembléia Legislativa através de um pedido formulado pelo governador Blairo
Maggi (PR). Em que pese a licença ser para agora, a posse ficará para depois do
dia 27, ou mesmo, para o dia 08 de maio, quando do retorno do governador que
estará em viagem oficial aos Estados Unidos para discutir questões relativas ao
meio ambiente a partir do dia 24.
Ságuas negou que exista um descontentamento dentro de uma ala do PT quanto a
sua indicação como secretário de Educação do Governo do Estado, e frisou que a
reunião da Executiva Petista para discutir o convite feito por Maggi, ficou
para o próximo dia 27, por causa de compromissos da senadora que é presidente
do Diretório Regional do partido, Serys Marly.
Os petistas não estariam satisfeitos por ter o convite do governador Blairo
Maggi partido para o próprio Ságuas Moraes e não para a agremiação.
O deputado que foi prefeito de Juína por dois mandatos e já havia sido
convidado no primeiro mandato de Blairo Maggi para ocupar a Secretaria de Saúde
disse não acreditar em problemas quanto a sua ida para a Secretaria de
Educação, tanto que está se desligando antes para poder acompanhar o processo
de transição entre ele e o secretário Luiz Antônio Pagot que deverá neste mesmo
espaço de tempo se preparar para assumir o Departamento Nacional de
Infra-estrutura em Transportes (DNIT).
Ságuas Moraes voltou a afirmar que pretende fazer algumas acomodações
técnico-profissionais na Seduc, mas nada relevante e que recebe como uma
desafio mudar os resultados da política educacional.
No tocante ao seu substituto na Assembléia Legislativa, Ságuas Moraes disse que
a deputada Verinha Araújo faz injunções para assumir, mas que o primeiro
suplente, Alexandre César deverá ser empossado já que não consegue ser
emplacado em cargo federal por causa de processos eleitorais que responde na
Justiça.
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POLÍTICA
20/04/2007
Petista se mostra disposto a prolongar debate
Jairo
Rocha frisa que o nome do parlamentar não será sacramentado sem debates e
votações no partido. “O que se tem é uma aproximação com um grupo que não é
hegemonia e na verdade sempre apoiou o governador. Não sei quem é o
estrategista por trás de Maggi, mas ele precisa entender que conversa com o PT
tem que ser coletiva, senão os demais farão oposição”. A declaração contraria o
próprio apoio oficial da sigla ao governador.
Ao acirrar as críticas contra o ingresso do PT no organograma estadual, Rocha
ainda afirma não compreender a escolha de Ságuas Moraes como pretensa
contrapartida em apoio político. “Os deputados já estão na base dele mesmo
desde o começo do governo. Não entendi qual o ganho nisso”. Ele ainda defende
que o consenso em torno de um nome da sigla deve passar por uma consulta ao
Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep).
Rocha argumenta que a decisão final poderá ser debatida “sem estresse” ante o
tempo ainda demandado para a efetivação do atual secretário de Educação, Luiz
Antônio Pagot, na presidência do Departamento Nacional de Trânsito (Dnit). “Sabemos que é uma
secretaria importante, mas a questão tem que ser discutida com calma. Tudo
passa por algo mais amplo, pela avaliação do projeto nacional do PT e o que
pode significar o partido no governo Blairo Maggi”.
“Debate” – Ao recuar momentaneamente na tônica de críticas ferrenhas às
discussões entre Maggi e o campo minoritário do PT, Jairo Rocha afirma que o
assunto gera debates, refutando o termo “racha” ou discussões mais exaltadas em
curso. “Qualquer questão gera debates dentro do PT. Quero daqui a 30 anos estar
debatendo com o Carlos Abicalil ou Alexandre Cesar”. (JS)
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ECONOMIA
20/04/2007
Empresários cobram ousadia no PAC
Os
projetos anunciados e o ritmo de implantação do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), lançado em janeiro pelo governo federal, estão longe de
satisfazer os empresários do transporte de carga de Minas Gerais, setor que
reúne mais de 1,2 mil empresas. Eles reclamam da insuficiência dos recursos que
serão aplicados na recuperação de rodovias, ferrovias e portos, além da morosidade
e da incapacidade estrutural do governo em atacar o que classificam de quadro
de tragédia social e de estrangulamento econômico. Defendem maior participação
na elaboração dos planos do governo para o setor e passaram a trabalhar na
formação de um movimento de âmbito nacional sob título “A hora e a vez da
infra-estrutura de transportes no Brasil”.
“O PAC é pouco e lento”, afirma Paulo Sérgio Ribeiro da Silva, presidente da
Federação das Empresas de Transporte de Carga de Estado de Minas Gerais
(Fetcemg), que lançou ontem o movimento. “Não adianta o ministro dos
Transportes visitar os estados, aceitar pedidos dos governadores e promover
a realização de obras. A verdade é que se o governo quiser contratar no próximo
semestre todas ou maior parte das obras previstas no PAC, os órgãos do
ministério não terão recursos e nem pessoal adequado para realizar o trabalho”,
diz Paulo Sérgio.
O empresário argumenta que “a situação caótica e perigosa em que se encontra a
infra-estrutura de transportes no país é vítima da falta de prioridade e de qualidade
técnica das ações do governo”. Como exemplo, ele lembra a operação tapa-buracos
ano passado. “Foi dinheiro jogado fora. A operação foi deslanchada sem planejamento
e em período chuvoso, o que elevou seu custo e comprometeu a qualidade das
obras. Já está quase tudo perdido”, garante.
Atualmente, segundo Paulo Sérgio, “especialistas calculam que os gastos com
logística no Brasil já chegam a US$ 75,2 bilhões, o que corresponde a 12,4% do
Produto Interno Bruto (PIB). Isso se deve às nossas deficiências em
infra-estrutura. Além da perda de 50 mil vidas por ano, essas deficiências
comprometem a competitividade da economia brasileira. Está mais barato levar um
produto da costa chilena até o oriente do que transportar a soja do
Centro-Oeste brasileiro aos portos do litoral”.
O movimento lançado pelos transportadores mineiros tem como uma de suas
principais bandeiras a estadualização das rodovias e a efetiva aplicação
dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em
obras viárias. “Desde que foi criada para esse fim, em 2002, o tributo
arrecadou R$ 37,9 bilhões e apenas R$ 13,5 bilhões ou 35,6% foram aplicados no
setor”, diz o presidente da Fetcemg.
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NAIRO ALMÉRI
20/04/2007
BR-381
No
sentido Belo Horizonte-Ipatinga, a BR-381, além da precária conservação,
apresenta impedimentos permanentes ao deslocamento de equipamentos pesados. A
Conven, empresa mineira de movimentação de cargas com guindastes superpesados,
que opera consorciada à espanhola Cañibano, despachará, hoje, uma máquina com
capacidade para movimentar cerca de 600 toneladas (sobre rodas) para atender à
Usiminas. Como não passaria em um viaduto, o guindaste terá que fazer um
percurso passando por Realeza, na divisa com o Espírito Santo.
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CIDADES
20/04/2007
Mais um atraso na obra do viaduto
Devido
às chuvas que caíram em Natal nos últimos dias, a conclusão da pavimentação das
obras no viaduto de Ponta Negra - previstas para serem entregues no fim de
semana - foi adiada. O coordenador regional do Dnit, José Narcélio
Marques, não soube precisar o dia em que o viaduto será liberado. Segundo ele,
se cair uma garoa mínima é necessário um dia inteiro de sol para poder jogar o
asfalto na pista novamente. Para Narcélio, um período de três dias secos seja o
necessário para a entrega da obra.
Mesmo com o tempo parcialmente nublado, os operários trabalharam normalmente
durante o dia de ontem. Se nenhuma chuva cair hoje, o coordenador regional do Dnit estima que a fase de
pavimentação da obra - que chegou a bloquear o trânsito no viaduto entre o
horário das 23h às 7h - possa ser concluída hoje. No lugar das duas pistas
interrompidas no período da madrugada, a obra agora irá obstruir um lado da
pista por vez para que o trânsito possa fluir em todos os horários. É que as
máquinas pesadas, que ofereciam riscos de acidente, adiantaram seus serviços e
ficaram desnecessárias.
Apesar das chuvas caídas em Natal desde a terça-feira, Narcélio Marques afirmou
que o que foi feito, desde a última sexta, quando da interrupção do trânsito no
viaduto, permaneceu intacto. Com a entrega da fase de pavimentação do viaduto -
fase mais complicada, segundo Narcélio Marques - as obras se voltarão para as
fases complementares do projeto, como meio-fio, sinalizações horizontal e
vertical e colocação de defensas e barreiras para separar um viaduto do outro.
A liberação total do viaduto, com a entraga da obra completa, segundo
estimativa de Narcélio, precisará de mais duas semanas após a conclusão da fase
de pavimentação.
A obra de duplicação do viaduto de Ponta Negra foi iniciada em maio do ano
passado. A obra está inserida no Lote 1 (até o município de Arez) do projeto de
duplicação de BRs do Governo Federal para o Rio Grande do Norte. O custo total
para a obra é de R$ 2,1 milhões.