CORREIO BRAZILIENSE - DF

POLÍTICA
21/04/2007

Mangabeira aceita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou ontem o filósofo Roberto Mangabeira Unger para assumir a Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo. Apesar de ser um contundente crítico do governo, principalmente no primeiro mandato, Mangabeira aceitou comandar a Secretaria, que terá status de ministério.

Na terça-feira, Mangabeira Unger será anunciado formalmente como novo ministro. Ele ingressa no governo na cota do PRB, partido do vice-presidente José Alencar. Mangabeira será recebido no Palácio do Planalto juntamente com o presidente do PRB, Victor Paulo, e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). A aproximação entre Lula e Mangabeira Unger foi costurada por José Alencar. Na conversa com Lula, Mangabeira reconheceu que exagerou nas críticas.

Em artigo publicado no final de 2005, afirmou que o governo Lula era o “mais corrupto da história nacional”. No mesmo artigo, acusou o presidente de ser “avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância”. Assim como fez com outros desafetos políticos, tal como Geddel Vieira Lima, nomeado ministro da Integração Nacional na cota do PMDB, o presidente Lula engoliu as críticas de Mangabeira para contemplar o PRB. Nas últimas eleições, o PRB, ligado à Igreja Universal, mobilizou o segmento evangélico para votar em Lula.

Mangabeira Unger receberá uma pasta responsável pelo planejamento de políticas públicas de longo prazo. A nova pasta abrigará o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério do Planejamento, e o Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), órgão criado em 2004 e que foi chefiado pelo petista Luiz Gushiken. Lula e os principais auxiliares vêem no Ipea uma suposta predominância do “pensamento tucano” sobre economia e por isso querem implementar mudanças no órgão. Em conversas reservadas, o presidente já se queixou de pesquisas e estudos do Ipea. Com a saída de Luiz Gushiken do NAE no ano passado, o órgão perdeu importância política. A indicação de Mangabeira é uma forma de lhe devolver parte desse prestígio. O NAE tem estudos de longo prazo sobre o país.

Portos
Confirmada a criação da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, o governo trabalha para fechar um acordo em torno da implantação da Secretaria dos
Portos. Na reforma ministerial, o PSB perdeu o Ministério da Integração Nacional e ficou apenas com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Para compensar o partido aliado, Lula prometeu criar a Secretaria dos Portos. O ex-ministro da Integração Nacional Pedro Britto, indicado pelo PSB para assumir a nova pasta, afirmou que a costura política e os últimos detalhes jurídicos para o funcionamento da Secretaria de Portos estão praticamente concluídos. O PR, que controla o Ministério dos Transportes, nega que o acordo político para a criação da pasta esteja concluído. O partido não aceita que a administração dos portos seja desvinculada do Ministério dos Transportes.

 

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
21/04/2007

Em evento, executivos aplaudem críticas à falta de eficiência no porto de Santos

As dificuldades de exportar via porto de Santos, por conta da politicagem, foi um dos principais temas de debate ontem entre os empresários que participaram do 6º Fórum Empresarial de Comandatuba.

"Não podemos ter lá só acordos políticos. É preciso profissionalizar o porto", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Se existisse uma gestão eficiente [no porto] que quebrasse com o corporativismo, a produtividade seria aumentada, assim como a geração de empregos", ecoou o presidente do conselho da Gerdau, Jorge Gerdau.

As queixas de Skaf e Gerdau sobre o modelo de administração do porto de Santos fizeram sucesso na platéia, em boa parte
composta por exportadores, que aplaudiu bastante.

O porto de Santos é o maior do Brasil e um dos mais importantes da América Latina. Sua gestão é, por tradição, fatiada entre indicações políticas. Atualmente, o grupo que comanda o porto é ligado ao deputado federal Waldemar da Costa Neto (PR-SP).

Costa Neto foi eleito em outubro do ano passado, depois de ter renunciado ao mandato anterior. O deputado foi um dos acusados no caso do mensalão. Também enfrenta um pedido do Ministério Público Eleitoral de cassação do atual mandato. Motivo: crime eleitoral.

Outra preocupação dos empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), organizador do evento, foi a demora na concessão de licenças ambientais. "A legislação determina risco adicional ao servidor público que trata do assunto [concessão da licença]. Isso leva a um temor que realmente impede o funcionário de trabalhar", observou Jorge Gerdau.

Social

Discussões econômicas à parte, a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, arrecadou R$ 3,9 milhões em 16 minutos para programas educacionais tocados em parceria com o Lide. Outros R$ 100 mil foram para Zilda Arns, da Pastoral da Criança. O valor é recorde em todas as edições do Fórum Empresarial.

Segundo Viviane, mantido o ritmo atual, o Brasil levará 305 anos para ter um Índice de Desenvolvimento Humano equivalente ao de um país rico. (JL)

 

 

JORNAL DO BRASIL - RJ

CARTAS
21/04/2007

Transportes

Concordo plenamente com a leitora Otávia Moscoso (JB, Cartas, dia 14) quando sugere a volta do trem ligando o Rio a São Paulo. E dificil entender como um país de dimensões continentais tenha príorizado as rodovias (péssimas, por sinal) e abandonado o transporte ferroviário (hoje participando com apenas cerca de 20% da distribuição da matriz de transporte do Brasil, segundo o DNIT e destinado basicamente à condução de cargas).

Omendes Galdino, Rio

Moro na confluência dos bairros do Méter, Cachambi e Engenho Novo. O lugar é bom, mas deficiente no quesito transporte público para o Centro da cidade. As linhas de ônibus têm poucos carros, não há metrô e a alternativa é mesmo a van, que cobra de R$ 4 a R$ 5 pela corrida. Gostaria da atençao da Secretaria Municipal de Transportes.

 

 

O GLOBO - RJ

CARTAS DOS LEITORES
22/04/2007

Rodovias federais

Causa espanto a situação calamitosa da BR 267 no trecho Juiz de Fora-Leopoldina, que apesar de ter sofrido recente manutenção, com asfalto seminovo, já apresenta crateras que colocam em risco a vida dos usuários. Causa espanto maior a falta de empenho da administração em resolver tal situação que, salvo engano, não depende de recursos financeiros do Tesouro, mas da cobrança da qualidade do serviço executado. Ou será que existe algum impedimento que inibe tais providências? CLAUDIO VIVEIROS DE CASTRO (via Globo Online, 19/4), Petrópolis, RJ

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

PAINEL DO LEITOR
22/04/2007

Portos

"Notícia assustadora. Qualquer esperança de requentar o tema "modernização dos portos" estará mais uma vez enterrada ("Petista deve assumir porto de Santos com apoio do PSB", Brasil, 20/4). Permanecemos, assim, com um dos maiores custos de movimentação de contêineres do mundo, onerando nosso comércio internacional. É o paraíso dos sindicalistas. Nunca antes neste país tivemos tantas bolas chutadas para fora, se é que o presidente me entende..."
JOSÉ CARLOS CARNEVALE FILHO (São Paulo, SP)

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
22/04/2007

Aceleração travada

Só 5,2% dos R$ 15,8 bilhões prometidos pelo PAC para este ano saíram do papel

Regina Alvarez e Geralda Doca BRASÍLIA Anunciado em janeiro como a grande iniciativa para alavancar o desenvolvimento do país, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) completa hoje três meses sem motivos para comemoração.

Dos R$ 15,8 bilhões de investimentos prometidos para este ano com recursos do Orçamento, apenas R$ 818 milhões, ou 5,2%, saíram efetivamente do papel. O programa enfrenta problemas de toda ordem. Vão da burocracia da máquina pública a entraves ambientais, passando pela dificuldade do governo para aprovar no Congresso as medidas e as alterações necessárias na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que fariam o PAC deslanchar.

Um levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara, com base em informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mostra que até agora o governo só conseguiu colocar o carimbo do PAC em obras e projetos no valor de R$ 7,4 bilhões. Os demais projetos dependem da aprovação de uma emenda na LDO que eleva os recursos do Projeto-Piloto de Investimentos (PPI) de R$ 4,6 bilhões para R$ 11,3 bilhões, bem como da superação de outros entraves que impedem a execução orçamentária.

Dilma vê execução fraca e cobra balanço

No governo e fora dele, ninguém acredita que será possível executar ainda este ano todos os investimentos prometidos no lançamento do PAC.

Um dos problemas é a falta de articulação da base governista para aprovar as medidas do programa. A emenda à LDO de 2007 é um exemplo.

Só na semana passada a mudança foi aprovada na Comissão Mista de Orçamento, mas ainda precisa passar pelo plenário. Enquanto isso, os novos projetos do PPI, que teriam de ser incorporados ao Orçamento, nem foram encaminhados, o que praticamente os inviabiliza este ano.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já admite nos bastidores que a execução do programa pró-crescimento está muito aquém do que o governo esperava. Ela pediu um balanço completo de cada área, que deve ser divulgado nesta semana.

Os exemplos de que os projetos não avançam estão em toda a Esplanada.

O Ministério das Cidades, que é fundamental no PAC, só empenhou 0,15% dos recursos disponíveis.

O empenho é a primeira etapa da execução de um empreendimento, quando a obra é contratada. Já no
Ministério dos Transportes, onde se concentra a maioria das obras do PAC, a situação também é difícil. Dos R$ 5,5 bilhões no Orçamento vinculados ao programa, apenas R$ 766 milhões foram empenhados até a semana passada, o equivalente a 14%.

Quando anunciou o PAC, o governo previu para este ano R$ 10,716 bilhões de investimentos em
rodovias, ferrovias, portos e hidrovias. O único programa que está caminhando, e mesmo assim a passos lentos, é o de Manutenção da Malha Rodoviária Federal — conhecido como Tapa-Buracos. De um total de R$ 1,972 bilhão alocado, foram empenhados R$ 193,6 milhões (9,8%).

Já o programa de gestão da política de
transportes, que destina recursos a estudos e projetos na área, tem R$ 169,3 milhões reservados, mas até agora só foi gasto R$ 1,8 milhão (1%). A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem R$ 214,6 milhões para o programa de descentralização dos transportes ferroviários urbanos.

Mas apenas R$ 10 milhões foram empenhados até agora. Entre as ações, estão as obras nos metrôs de Recife, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza.

Há mais de dois meses, a Caixa Econômica Federal tenta fechar o modelo do Fundo de Investimento com recursos do patrimônio líquido do FGTS. Ele foi aprovado na semana passada pelo Congresso e a Caixa não tem como colocá-lo na rua. Só aí estão sendo represados R$ 5 bilhões.

Problemas de gestão emperram também as obras nos
portos. De um total de R$ 283,1 milhões previstos no Orçamento deste ano, nenhum centavo foi aplicado até agora porque isso depende de um decreto presidencial que autorize o repasse dos recursos para as Companhias Docas, que administram os principais portos brasileiros.

Entraves ambientais atrasam obras

Na área ambiental, continua pendente no Congresso a regulamentação do artigo 23 da Constituição, que define as responsabilidades de União, estados e municípios nos licenciamentos, retirando do Ibama a atribuição de conceder licenças a projetos de pequeno porte. Boa parte da culpa pelo atraso em obras importantes continua sendo atribuída à lentidão do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente na análise e concessão de licenças ambientais.

Várias obras do setor de energia, área estratégica para o crescimento, foram incluídas no PAC, mas continuam à espera de licenças ambientais.

É o caso de duas hidrelétricas no Rio Madeira (RO) — um megainvestimento de R$ 20 bilhões, que prevê a construção das usinas Santo Antônio e Jirau, com geração de 6.450 MW. Os projetos, que serão financiados pelo BNDES, ainda nem entraram na carteira do banco, pois há meses aguardam a licença do Ibama. Apesar da cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pressão da Casa Civil, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na sexta-feira passada que, por inconsistências no projeto, não há prazo para a autorização.

Outras 15 hidrelétricas da carteira do BNDES enfrentam esse problema.

Entre elas, Estreito (Rio Tocantins), Foz do Chapecó (Rio Uruguai) e Simplício (Rio Paraíba do Sul). Segundo o BNDES, dos R$ 55 bilhões anunciados no PAC para energia, o banco aprovou e contratou R$ 9,5 bilhões em 39 projetos, 17,3% do total.

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
22/04/2007

PAC não usa verba liberada desde 2005

De 97 projetos selecionados naquele ano para a lista de ações que hoje é o eixo do PAC, ao menos 54 não usaram tais recursos

Batizado de PPI, o núcleo de obras é um exemplo da dificuldade do Executivo em recuperar o papel de indutor dos investimentos

Enquanto a publicidade do PAC afirma que o dinheiro para as obras está garantido "do início ao fim", o núcleo de investimentos prioritários do Programa de Aceleração do Crescimento não conseguiu empregar até hoje nem a totalidade das verbas recebidas em 2005.

Levantamento da Folha mostra que, dos 97 projetos selecionados naquele ano para a lista de ações que hoje é o eixo principal do PAC, pelo menos 54 não conseguiram utilizar nem sua primeira dotação orçamentária (ver quadro abaixo) -outros dois foram reclassificados no Orçamento, impossibilitando o acompanhamento de seus gastos.

Não se trata de mais um caso de promessa oficial enterrada por falta de dinheiro. Como diz a propaganda, esse conjunto de iniciativas é poupado dos cortes de verba periodicamente adotados pelo governo e seus gastos podem ser abatidos das metas de aperto fiscal.

Batizado de PPI (Projeto-Piloto de Investimentos), o núcleo de obras é o melhor exemplo da dificuldade enfrentada pelo Executivo para recuperar o papel de indutor dos investimentos, como pretende o pacote oficial de estímulo à economia. Os projetos inaugurais receberam R$ 3,2 bilhões em 2005 e mais R$ 4,3 bilhões nos anos seguintes. Até março passado, os gastos do período não passavam de R$ 2,8 bilhões.

Ainda assim, o governo incluiu novas obras e elevou para R$ 4,6 bilhões o PPI no Orçamento já aprovado para este ano -e enviou ao Congresso um projeto que fixa o valor em R$ 11,3 bilhões.

Há projetos que receberam novos recursos nos Orçamentos dos três últimos anos, mas gastaram menos de um terço do previsto. É o caso da recuperação do trecho da rodovia BR-020 entre as divisas de Distrito Federal-Goiás e Goiás-Bahia.

Foram R$ 23 milhões orçados em 2005 e mais R$ 22 milhões nos anos seguintes. Até agora, os gastos são de apenas R$ 6,7 milhões -menos que os R$ 7,8 milhões destinados à propaganda do PAC.

Em outros casos, projetos continuam em andamento, mas foram excluídos do núcleo de prioridades. Foi o caso da construção das eclusas (diques que vencem desníveis em cursos de rio, para facilitar a navegação) de Tucuruí, no rio Tocantins (Pará).

Depois de destinar R$ 205 milhões à obra, o governo constatou, segundo documento do Ministério do Planejamento, "custos muito superiores aos estimados no processo de seleção para o Orçamento de 2005". Desde então, o investimento para as eclusas somou R$ 14 milhões.

Remendos

Os números oficiais só não são piores porque o governo passou a promover remendos sucessivos na lista de obras do PPI, após constatar que obstáculos como chuvas, custos subestimados, licitações e licenças ambientais pesavam mais que a garantia de liberação das verbas.

Desde seu lançamento, o que foi apresentado como uma lista de iniciativas cuidadosamente selecionadas acabou incorporando mais de uma centena de novos projetos -e, pelos números ambicionados pelo PAC, outra centena está a caminho.

De início, o projeto, negociado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), deveria investir cerca de R$ 3 bilhões anuais até 2007 em obras com alto potencial de retorno econômico. A execução dos gastos e das obras seria objeto de relatórios periódicos.

A idéia acabou sendo aproveitada para valores e prazos bem mais elásticos, e o acompanhamento foi afrouxado. O Tesouro Nacional publicou dois relatórios, o último em outubro de 2005. No Ministério do Planejamento, o último documento de avaliação data de julho de 2006.

Mesmo com a série de remanejamentos de verbas, o desempenho nos dois primeiros anos não encoraja a meta de 2007 -o PPI só conseguiu gastar, em 2005 e 2006, R$ 3,8 bilhões dos R$ 6,6 bilhões previstos no Orçamento.

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

POLÍTICA
22/04/2007

Ex-poderosos voltam à planície

Parlamentares, como Ciro Gomes, que no primeiro mandato de Lula ocuparam postos importantes no governo, agora preferem o anonimato e trabalham pelo Planalto nos bastidores da Câmara

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi eleito no ano passado com estrondosa votação. Foi proporcionalmente o mais votado para a Câmara. Quando se tornou parlamentar, já era nacionalmente conhecido por ter disputado duas eleições presidenciais. Mesmo assim, a rotina de Ciro no Congresso mais se parece com a de deputados do baixo clero, a massa anônima de parlamentares. Sem posto de líder, faz questão de prestigiar os discursos dos colegas em plenário. Como Ciro, outros nomes graduados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferem hoje os bastidores do Parlamento aos holofotes aos quais estavam acostumados.

No caso do ex-ministro da Integração Nacional do primeiro mandato de Lula, o anonimato é estratégia. Ciro quer ser candidato em 2010 com a bênção do presidente, mas sem um vínculo direto com o governo na segunda fase da gestão petista. “Não escondo de ninguém que tenho interesse em ajudar este governo a dar certo. Mas deixei claro (ao presidente Lula) que não queria exercer liderança institucional, com cargos nem na Esplanada e nem no Congresso”, justifica. “Não sou louco de dizer agora que sou candidato à Presidência nem mentiroso para dizer o contrário. Acho que tenho cumprido o meu papel, tenho ajudado muitos aqui e estou criando laços positivos não só para o governo, como também para minhas pretensões políticas.”

Ciro chega cedo ao plenário para prestigiar o pequeno expediente, horário destinado a breves comunicações no qual os deputados tratam muitas vezes de temas prosaicos de suas bases eleitorais. Ele, invariavelmente, faz apartes aos mais variados discursos, uma forma de prestigiar os colegas. O entrosamento se estende ao cafezinho e, principalmente, ao fumódromo da Casa. É ali que Ciro, fumante inveterado, escuta atentamente as mais diferentes queixas, pedidos e sugestões.

Escândalos
Mas, ao contrário de Ciro, a maioria dos deputados que atuam nas sombras foi obrigada a fugir das luzes da câmeras de TV por envolvimento em escândalos de corrupção. Apesar da discrição, eles não perderam a influência em seus partidos e junto ao Palácio do Planalto. É o caso do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). Ex-presidente do Senado, ele foi obrigado a renunciar ao mandato após uma briga feroz com o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA).

Elegeu-se deputado em 2002 e passou quatro anos movendo-se apenas nos bastidores. Mas continua a ser importante nome no PMDB. Fez indicações para postos no segundo escalão do governo e a costura política que garantiu a vitória de Ana Júlia Carepa para o governo paraense em outubro passado. No início deste ano, tentou retornar à ribalta. Foi um dos nomes cotados para ser líder do partido na Câmara. Mas não obteve a indicação.

Mesmo assim, ele considera ter na gestão do PT o mesmo nível de influência que mantinha na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Nunca deixei de atuar politicamente. Não tenho o mesmo papel que tinha, por exemplo, no Senado, também não exerço função de líder. Mas aqui na Câmara resolvi adotar outro estilo”, explica. “Só sobrevive quem tem capacidade de luta e o que você não pode é sair do jogo, nunca.”

Após o escândalo do mensalão, o ex-líder do PL (hoje PR) Sandro Mabel (GO) e o ex-presidente do partido Valdemar Costa Neto também mergulharam nos bastidores. Perderam o comando da nova legenda e a primazia no contato com o Palácio do Planalto, feita agora pelo
ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e pelo líder na Câmara, Luciano Castro (RR). Mas ainda influenciam em negociações com o governo. “Faço isso para ajudar o presidente Lula.

Logicamente, alguns amigos me procuram, pedem ajuda e me prontifico a ajudar, só isso”, justifica Mabel. Costa Neto é ainda mais discreto. Vai ao plenário apenas para marcar presença e evita conceder entrevistas. Procurado pelo Correio, não quis falar.

Petistas mais reservados

Envolvidos em escândalos, petistas do pelotão principal no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram obrigados, no segundo mandato, a se moverem com discrição nos bastidores. O ex-todo-poderoso ministro da Fazenda Antonio Palocci, por exemplo, é um dos símbolos desse novo estilo. Depois de afastar-se do cargo e eleger-se deputado federal, ele voltou a adotar o comportamento reservado de quando foi parlamentar da oposição.

Palocci é um deputado disciplinado. Nas sessões de votação, está sempre em plenário, sentado na primeira fila da bancada à esquerda, tradicional recanto dos petistas. Acompanha com atenção e discretamente temas econômicos e é consultado por deputados de todos os partidos. A amigos, porém, Palocci avisa que deseja ter posição de destaque na aprovação das medidas econômicas do governo, especialmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Quem conheceu o deputado José Genoino, quando o PT ainda transitava na oposição, não reconhece o petista após a eleição no ano passado. Freqüentador assíduo das páginas dos jornais no governo tucano, após o escândalo do mensalão ele evita conceder entrevistas.

Procurado pelo Correio para comentar sua atuação, Genoino demonstrou irritação ao ser perguntado sobre o papel de interlocutor do governo na Casa. “Eu não falo sobre isso e não autorizo ninguém a dizer que faço isso ou aquilo. Tudo o que falo, a partir de agora, é no microfone. E isso sim é oficial. Tirando isso, nada é verdade”, esbravejou. A ele, porém, foi delegada por Lula a missão de reforçar o trabalho do líder da bancada do PT, Luiz Sérgio (RJ).

Atuação de bastidor também passou a ser o forte do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) e do ex-líder petista na Câmara Paulo Rocha (PA). João Paulo foi um dos principais articuladores da eleição do atual presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Já Rocha, coordenador da bancada do Pará, tem a função de encaminhar ao Executivo as demandas do estado. (HB)

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

NACIONAL
22/04/2007

Maggi indica secretário para assumir DNIT

O governo federal encaminhou ao Senado o nome de Luiz Antonio Pagot para o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Pagot é indicação do PR, partido que integra a base aliada. Seu nome foi sugerido pelo governador Blairo Maggi (PR-MT). Ele é o atual secretário de Educação de Mato Grosso e ocupou outros cargos no governo estadual. Se aprovado, Pagot vai substituir Mauro Barbosa, que dirigia o DNIT.

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

ECONOMIA
22/04/2007

Começo vagaroso

Três meses depois de lançado pelo presidente Lula, o Programa de Aceleração do Crescimento patina para sair do papel. Setor de saneamento básico, por exemplo, não tem obra contratada ou recurso liberado até agora

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que completa hoje três meses, demora a começar. Lançado com todas as pompas pelo governo, com o intuito de destravar a economia, está emperrado pela burocracia, pela falta de projetos consistentes e pela relutância de alguns órgãos do próprio governo em encampá-lo. Uma das faces mais visíveis das dificuldades da equipe escalada por Lula para tirar o PAC do papel é o setor de saneamento básico. Dos R$ 10 bilhões programados para serem aplicados neste ano — estão previstos desembolsos de R$ 40 bilhões até 2010 —, nenhuma obra foi contratada e nenhum centavo, liberado, segundo o Ministério das Cidades, por falta de projetos aprovados.

Mesmo na área de habitação, que registrou desempenho espetacular nos últimos anos, o resultado é pífio. Nas contas da Caixa Econômica Federal, os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) somaram apenas R$ 1,157 bilhão nos primeiros três meses deste ano, contabilizando queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 1,328 bilhão). O dinheiro do FGTS é destinado, principalmente, a famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 1,9 mil), eleitas como prioridade por Lula. Dos R$ 1,3 bilhão separados no Orçamento Geral da União (OGU) para este ano, com o intuito de financiar moradias em regiões metropolitanas carentes e ocupadas por favelas, tudo continua retido nos cofres do Tesouro Nacional.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, escolhida pelo presidente Lula para ser a gerente do principal projeto de seu segundo mandato, não atendeu aos pedidos de entrevista do Correio. Mas Vera Vianna, superintendente de Habitação da Caixa, sai em defesa do governo. Ela atribui a redução dos financiamentos da casa própria com recursos do FGTS às mudanças de diretrizes promovidas pelo Conselho Curador do Fundo e pelo Ministério das Cidades. “Em vez de aplicar a maior parcela do FGTS em imóveis usados e em materiais de construção, vamos priorizar moradias em construção. No mínimo, 50% dos financiamentos serão para imóveis na planta. E temos certeza de que engajaremos os empresários nesse projeto”, afirma.

Para a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, os recursos do OGU para moradias ainda não saíram dos cofres do Tesouro porque o governo está negociando com estados e municípios os projetos com maior potencial de retorno. “Nas duas últimas semanas, foram intensas as conversas com representantes dos três maiores estados do país — São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Temos certeza de que todos os R$ 8 bilhões do Orçamento da União programados no PAC para moradia e saneamento em áreas carentes nas regiões metropolitanas serão consumidos”, garante. Para ela, o fato de o Congresso ter aprovado a redução das contrapartidas dos municípios para até 0,1% nesses projetos abre espaço para que todos possam se beneficiar do PAC. Em quatro anos, o programa prevê desembolsos de R$ 106 bilhões para moradias.

Secretário de Saneamento do Ministério das Cidades, Sérgio Gonçalves diz não ver problemas no fato de nenhum centavo do PAC ainda ter saído para obras de água e esgoto. “Não está havendo lentidão. Estamos falando de projetos complexos, que precisam ser analisados com critério. Como somos agentes fomentadores, temos de ir aos estados e municípios para negociar as obras prioritárias. Tudo é definido conjuntamente”, destaca. Além disso, acrescenta Gonçalves, a liberação de boa parte do dinheiro previsto no PAC para saneamento — cerca de R$ 40 bilhões, em quatro anos — depende da aprovação de medidas provisórias pelo Congresso e mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovadas recentemente. A nova LDO aumentou, de 0,15% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o Projeto Piloto de Investimento (PPI), no qual os recursos desembolsados ficam de fora do cálculo do superávit primário. O PPI é uma das principais fontes de recursos para saneamento.

Burocracia emperra liberações

Mariana Mazza
Da equipe do Correio
A boa vontade dos técnicos do Ministério de Minas e Energia não tem sido suficiente para superar os obstáculos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Pelas contas do secretário-executivo do ministério, Nelson Hubner Moreira, dos quase 100 projetos nas áreas de geração e distribuição de energia do programa, sete estão em situação crítica e 19, com sérios problemas de execução. Os maiores entraves, reconhece ele, estão nas licenças ambientais concedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Mesmo com as recentes críticas feitas pelo presidente Lula, o órgão continua resistente em liberar as obras.

“Estamos todos empenhados em cumprir tudo o que foi previsto. Mas, além dos problemas internos, ainda temos de lidar com adversidades sobre as quais o governo não tem nenhum controle”, diz Hubner. Tais adversidades, ressalta ele, têm afetado principalmente a Petrobras, responsável pela execução de quase a metade das obras na área de energia — no total, os investimentos chegarão a R$ 274,8 bilhões em quatro anos. A empresa foi obrigada a adiar obras importantes, como a construção de plataformas de petróleo e gás, porque os preços dos equipamentos subiram demais, devido à grande demanda por esses produtos no mundo. “Mas que fique claro: vamos cumprir todo o PAC”.

No
Ministério dos Transportes, o PAC não alterou a velocidade de aplicação dos recursos na pasta onde há o maior volume de projetos necessários para destravar o crescimento econômico. Nos primeiros três meses do programa, apenas 14,5% das dotações orçamentárias autorizadas para obras em estradas foram empenhadas e somente 6,83% efetivamente aplicadas, segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). O R$ 316,177 milhões investidos ficaram bem abaixo do liberado no primeiro trimestre de 2006.

A dificuldade aparece também quando se avalia os projetos estratégicos. No tópico “manutenção”, onde entram as reformas das
estradas, foi autorizado R$ 1,9 bilhão para as obras, mas apenas R$ 275,5 milhões estão empenhados, 14,5% do total. No grupo de estudos e projetos de gestão, a verba autorizada é de R$ 184,2 milhões e o empenho até agora é de 1,66%, cerca de R$ 3,06 milhões. Para a área portuária e de planos aquaviários, a dotação foi de de R$ 283,1 milhões, mas só R$ 51,8 milhões (18,29%) estão reservados.

A explicação dos técnicos do ministério para a lenta aplicação das verbas é a burocracia que circunda o Orçamento da União. Janeiro e fevereiro foram meses nulos para os empenhos nas obras uma vez que a Lei Orçamentária só foi publicada no dia 8 de fevereiro. O decreto de programação financeira, que só foi publicado no dia 22 de fevereiro, também prejudicou o cronograma do PAC. (Colaborou Vicente Nunes)

 

 

 

ESTADO DE MINAS - MG

ECONOMIA
21/04/2007

Mais insulina para exportar

Multinacional da indústria farmacêutica inaugura quinta-feira fábrica em Montes Claros e já anuncia desenvolvimento de novo produto, que vai consumir mais US$ 50 milhões

A dinarmaquesa Novo Nordisk vai inaugurar quinta-feira em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, uma de suas mais modernas unidades no mundo. A fábrica da multinacional da indústria farmacêutica, que desde março opera experimentalmente, produz refil para uma caneta usada na aplicação de insulina, com embalagens de 3ml. Quase toda a produção (95%) será destinada à exportação, principalmente para a Europa (Alemanha, Inglaterra e Irlanda do Norte), Canadá, Austrália e Nova Zelândia. “Vamos ter em Minas Gerais a mais avançada tecnologia da produção de insulina do mundo”, afirma o vice-presidente da Novo Nordisk, Marcelo Zuculin, responsável pela gerência da unidade em Montes Claros. “Com isso, vamos consolidar a liderança do grupo na produção de medicamentos para diabéticos no Brasil”, completa.

Zuculin acrescenta que, ao mesmo tempo que inaugura a fábrica no país, a Novo Nordisk inicia em Montes Claros as obras de uma unidade que vai produzir uma caneta aplicadora de insulina, denominada FlexPen. O investimento é de US$ 50 milhões e a previsão é que a unidade entre em funcionamento em 2009. m 2006, a atividade do grupo dinamarquês em Minas faturou R$ 170,4 milhões, com 83% da produção exportada. A expectativa é que o faturamento anual se multiplique, tendo em vista que a nova fábrica vai atingir a capacidade máxima para produzir 200 milhões de refis por ano. Esta meta deverá ser alcançada em 2012.

A fábrica de Montes Claros é o maior investimento realizado pelo grupo fora da Dinamarca e também um dos maiores da história da indústria farmacêutica no Brasil. O protocolo de intenções entre a empresa, o governo mineiro e a Prefeitura de Montes Claros foi assinado em 30 de setembro de 2003. A construção foi iniciada no ano seguinte, envolvendo R$ 600 milhões. O empreendimento gerou 450 empregos diretos e envolve atualmente 850 trabalhadores no Norte de Minas.

A más condições das
estradas é uma preocupação para a diretoria da Novo Nordisk. A exportação da insulina produzida em Montes Claros será feita via os aeroportos de Confins, Viracopos (Campinas) e Guarulhos (São Paulo) e pelos portos de Santos e Vitória. Para chegar até as pistas dos aeroportos internacionais e aos navios, as mercadorias terão que cruzar centenas de quilômetros de asfalto em cima de caminhões. A apreensão maior da multinacional é com a situação da BR 135, principal ligação entre o Norte de Minas, uma das rodovias federais em piores condições no estado.

Zuculin lembra que o refil de insulina é um produto frágil. Com isso, os buracos no asfalto podem representar grande prejuízo para a empresa, além de comprometer o controle qualidade do medicamento. Por esse motivo, ele ressalta a Novo Nordisk apóia o movimento iniciado junto a União pelas lideranças empresariais do Norte de Minas, defendendo a restauração da BR 135 em caráter de urgência. Da mesma forma, foi solicitada a reforma da BR 040 (trecho entre Sete Lagoas e o entroncamento com a BR 135, próximo a Curvelo).

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes Terrestres (
Dnit) anunciou que a BR 040 já está sendo recuperada e que os serviços de restauração da 135 serão iniciados em breve, com base em projeto de reforma da rodovia, custeado pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Montes Claros. O Governo Federal informou que a BR 135 foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

 

TRIBUNA DO NORTE - RN

NEGÓCIOS E FINANÇAS
21/04/2007

Duplicação (I)

Além da BR 304, entre Natal e Mossoró, o trecho da BR 406, entre Natal e Ceará-Mirim, também merece ser duplicada. Fará parte da estrutura da entrada e saída do futuro aeroporto em São Gonçalo do Amarante. O Dnit programou a implantação do acostamento, quando deveria ter pensado logo na duplicação.

Duplicação (II)

Por conta das obras d`arte e de serviços complementares, o preço do quilômetro da duplicação da BR 101, entre Natal e Palmares/PE, está custando nada menos do que R$ 3,5 milhões. O
Dnit planeja instalar postos de pesagens na 101 e em outras rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte.

 

 

J. DO COMMERCIO - AM

ECONOMIA
21/04/2007

Estragos nas rodovias custam R$ 22 bi ao país

A deterioração das rodovias federais custa R$ 22 bilhões ao Brasil por ano. Já o custo dos desastres nas estradas é de R$ 6,5 bilhões por ano para as empresas de transporte de cargas, segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Para reverter essa situação, empresários do setor de transporte lançaram, nesta quinta-feira, 19, na sede da Fetcemg (Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais), o movimento nacional ‘A Hora e a Vez da Infra-Estrutura de Transportes no Brasil’.

O ponto culminante do movimento vai ocorrer nos dias 23 e 24 de agosto, com a realização do 12º EMTRC/MinasTranpor na Expominas, em Belo Horizonte. A CNT (Confederação Nacional do Transporte) apóia a iniciativa, que é promovida pela Fetcemg e sindicatos filiados.

Com o movimento, transportadores rodoviários de carga querem mobilizar os Poderes Executivo e Legislativo e a sociedade a se engajar no debate de soluções para os problemas de logística e de infra-estrutura de
transportes no país.

Um dos objetivos é monitorar as metas do governo, contidas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para que se transformem em realidade nos próximos quatro anos. O movimento pretende também cobrar a aplicação total dos recursos da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) na recuperação da malha rodoviária. O 12º Encontro Mineiro do TRC - MinasTranspor vai reunir lideranças e empresários do setor transportador, integrantes de governos, técnicos e pesquisadores para a discussão dos temas propostos de todo o país.

 

 

CORREIO DA BAHIA - BA

PODER
21/04/2007

Jaques Wagner planeja privatizar três rodovias

Está nos planos da Secretaria de Infra-Estrutura repassar para a iniciativa privada as BAs 093, 415 e 526

O governo Jaques Wagner (PT) planeja a privatização de três rodovias estaduais, através de parcerias com a iniciativa privada. De acordo com a Secretaria de Infra-Estrutura, serão privatizadas a BA-093, entre Pojuca e a BR-324; a 415, que liga Itabuna a Ilhéus; e a 526, da Estrada do Coco a Camaçari. Na quinta-feira passada, em entrevista ao programa Balanço geral, da Record em Salvador, o governador anunciou a privatização da BA-093. Ontem, o secretário de Infra-Estrutura, Antônio Carlos Batista Neves, confirmou os outros dois trechos.

“No mundo inteiro, as
estradas estão sendo privatizadas”, justificou Batista Neves, que chegou a dizer que “a população aceita o pedágio porque sabe que o estado não tem recursos”. Contudo, o secretário reconheceu que a gestão passada deixou encaminhado o Programa de Restauração e Manutenção de Rodovias (Premar), que prevê investimentos de US$186 milhões na recuperação e manutenção da malha rodoviária baiana.

O ex-governador Paulo Souto (DEM) deixou a negociação do Premar com o Banco Mundial (Bird) para a gestão Jaques Wagner finalizar, se assim preferir. As negociações foram retomadas e, assegurou Batista Neves, em breve o pedido de autorização do empréstimo será remetido ao Congresso Nacional. Mesmo com estes recursos, o secretário considerou o melhor caminho “cobrar pedágio e ter
estradas de excelente qualidade”, o que não condiz com o discurso do PT, que sempre criticou as privatizações, a exemplo da cobrança de pedágio na Linha Verde.

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a campanha inteira do ano passado criticando as privatizações feitas no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Lula, no entanto, através do Ministério do Planejamento, já prepara as privatizações das BRs 324 e 116. Na BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, serão duas praças de pedágio. Na BR-116, que liga Feira ao sudoeste do estado, até a divisa com Minas Gerais, serão cinco.

Na BR-324, em cada uma das duas praças será cobrado pela empresa privada que vai administrar a rodovia R$2,30, para automóveis de passeio. Na BR-116, o valor cobrado, para o mesmo tipo de veículo, será de R$3,70 em cada uma das praças. Os editais das PPPs para as duas
rodovias deverão sair em breve, como informou a Secretaria de Infra-Estrutura.

A secretaria ainda não divulgou a modelagem do contrato de PPP para a privatização das três
rodovias baianas, que estaria em análise pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). O prazo previsto para a formatação da PPP é de seis meses, aproximadamente.

 

 

A GAZETA - MT

POLÍTICA
21/04/2007

Lula oficializa nome de Pagot no Dnit e processo vai para Senado

O governo Lula oficializou ontem, através de publicação no Diário Oficial da União (DOU), a indicação do Secretário de Estado de Educação, Luiz Antônio Pagot (PR), para a diretoria-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). Com isso, resta apenas o Senado ratificar o nome de Pagot para que ele assuma a cargo, o que deve ocorrer em duas semanas.

Pagot é o único que teve o nome encaminhado para análise dos senadores. Ele terá o currículo avaliado primeiramente pela Comissão de Infra-estrutura do Senado e depois passará por uma sabatina no plenário do Senado.

Pagot já articulou apoio com diversos congressistas e substituirá o atual diretor do
Dnit, Mauro Barbosa da Silva. Deve sofrer pouca resistência, já que tem aval do governo, parte da oposição e também do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

A Comissão de Infra-estrutura deve começar a analisar o nome de Pagot na semana que vem, quando agendará a sabatina a ser realizada pelo plenário.

Pagot será substituído na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pelo deputado petista Ságuas Moraes. Funcionário do grupo Amaggi, ele comandará no
Dnit um orçamento de aproximadamente R$ 13 bilhões por ano, enquanto o de Mato Grosso é de R$ 5,2 bilhões.

 

 

TRIBUNA DA IMPRENSA - RJ

POLÍTICA
21/04/2007

Governo indica Pagot para Dnit

BRASÍLIA - O governo encaminhou ao Senado Federal o nome de Luiz Antonio Pagot para o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). A mensagem de encaminhamento foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Pagot é nome do PR, partido que integra a base aliada, indicado pelo governador Blairo Maggi (PR-MT). Ele é o atual secretário de Educação do governo de Mato Grosso e no primeiro mandato de Maggi ocupou outros cargos no governo estadual.

Se aprovado pela Comissão de Infra-Estrutura do Senado e pelo plenário da Casa, Pagot vai substituir Mauro Barbosa, funcionário público de carreira, que estava no comando do
Dnit.

 

 

FOLHA DE RONDÔNIA - RO

GERAL
21/04/2007

Sai a licitação para as obras da 364

Está entrando numa fase decisiva o projeto de recuperação de vários trechos da BR-364 que estão em más condições de tráfego. No próximo dia 26 – quinta-feira da semana que vem – será aberto o processo licitatório para a reforma total da rodovia federal, desde a fronteira com o Mato Grosso até a entrada do Acre. A informação é do superintendente do Dnit, José Ribamar da Cruz Oliveira. Ele fez questão de creditar ao trabalho da bancada federal rondoniense a dotação orçamentária e os recursos necessários para a realização da importante obra.

Apesar de considerar que somente com a reforma da estrada poderá haver uma solução permanente para o problema dos buracos, situação que vem se repetindo a cada temporada de chuva, Oliveira lembra que a rodovia não deixará de receber os necessários trabalhos de conservação. Tanto que, atualmente, os pontos críticos limitam-se a dois trechos, num total de 83 quilômetros (Rio Preto-Nova Vida e Médici-Cacoal) no universo de 700 km da BR-364, de
Porto Velho a Vilhena.

E mesmo esses trechos mais críticos estão recebendo um trabalho intensivo de recuperação, de forma a garantir a trafegabilidade satisfatória da mais importante artéria de Rondônia. Oliveira adverte, porém, que não há como evitar a ocorrência de problemas em uma rodovia com mais de 30 anos de existência, especialmente porque o projeto original não previa o atual volume de tráfego pesado, de média de 730. carretas por dia, a maioria composta de rodotrens.

Segundo o
Dnit, a B R-364 está coberta pelos serviços de manutenção, faltando apenas o trecho Rio-Preto-Nova Vida ( o mais crítico da BR-364, no território rondoniense), para o qual a empresa vencedora da licitação está perto de assinar o contrato.

Para o superintendente isso é resultado de um grande esforço da atual administração do
Dnit, que no curto período de menos de seis meses conseguiu equacionar problemas que se arrastavam há mais de cinco anos.

 

 

HOJE EM DIA - MG

NAIRO ALMÉRI
21/04/2007

BR-381

No sentido Belo Horizonte-Ipatinga, a BR-381, além da precária conservação, apresenta impedimentos permanentes ao deslocamento de equipamentos pesados. A Conven, empresa mineira de movimentação de cargas com guindastes superpesados, que opera consorciada à espanhola Cañibano, despachará, hoje, uma máquina com capacidade para movimentar cerca de 600 toneladas (sobre rodas) para atender à Usiminas. Como não passaria em um viaduto, o guindaste terá que fazer um percurso passando por Realeza, na divisa com o Espírito Santo.

 

 

 

TRIBUNA DA IMPRENSA - RJ

POLÍTICA
22/04/2007

Governo indica Pagot para Dnit

BRASÍLIA - O governo encaminhou ao Senado Federal o nome de Luiz Antonio Pagot para o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). A mensagem de encaminhamento foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Pagot é nome do PR, partido que integra a base aliada, indicado pelo governador Blairo Maggi (PR-MT). Ele é o atual secretário de Educação do governo de Mato Grosso e no primeiro mandato de Maggi ocupou outros cargos no governo estadual.

Se aprovado pela Comissão de Infra-Estrutura do Senado e pelo plenário da Casa, Pagot vai substituir Mauro Barbosa, funcionário público de carreira, que estava no comando do
Dnit.

 

 

 

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

ECONOMIA
22/04/2007

PAC completa três meses sem avanços

Dos R$ 15,8 bilhões de investimentos previstos para este ano com recursos do orçamento, só R$ 818 milhões saíram do papel

Anunciado em janeiro como a grande iniciativa para alavancar o desenvolvimento do País, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) completa hoje três meses sem motivos para comemoração. Dos R$ 15,8 bilhões de investimentos prometidos para este ano com recursos do Orçamento, apenas R$ 818 milhões, ou 5,2%, saíram efetivamente do papel. O programa enfrenta problemas de toda ordem. Vão da burocracia da máquina pública a entraves ambientais, passando pela dificuldade do governo para aprovar, no Congresso, as medidas e as alterações necessárias na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que fariam o PAC deslanchar.

Um levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara, com base em informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mostra que até agora o governo só conseguiu colocar o carimbo do PAC em obras e projetos no valor de R$ 7,4 bilhões. Os demais projetos dependem da aprovação de uma emenda na LDO, que eleva os recursos do Projeto-Piloto de Investimentos (PPI) de R$ 4,6 bilhões para R$ 11,3 bilhões, bem como da superação de outros entraves que impedem a execução orçamentária.

No governo e fora dele, ninguém acredita que será possível executar, ainda este ano, todos os investimentos prometidos no lançamento do PAC. Um dos problemas é a falta de articulação da base governista para aprovar as medidas do programa. A emenda à LDO de 2007 é um exemplo. Só na semana passada, a mudança foi aprovada na Comissão Mista de Orçamento, mas ainda precisa passar pelo plenário. Enquanto isso, os novos projetos do PPI, que teriam de ser incorporados ao Orçamento, nem foram encaminhados, o que praticamente os inviabiliza este ano.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já admite, nos bastidores, que a execução do programa pró-crescimento está muito aquém do que o governo esperava. Ela pediu um balanço completo de cada área, que deve ser divulgado nesta semana.

Os exemplos de que os projetos não avançam estão em toda a Esplanada. O Ministério das Cidades, que é fundamental no PAC, só empenhou 0,15% dos recursos disponíveis. O empenho é a primeira etapa da execução de um empreendimento quando a obra é contratada.

No
Ministério dos Transportes, em que se concentra a maioria das obras do PAC, a situação também é difícil. Dos R$ 5,5 bilhões no Orçamento vinculados ao programa, apenas R$ 766 milhões foram empenhados até a semana passada, o equivalente a 14%.

Quando anunciou o PAC, o governo previu para este ano R$ 10,716 bilhões de investimentos em
rodovias, ferrovias, portos e hidrovias. O único programa que está caminhando e, mesmo assim, a passos lentos, é o de Manutenção da Malha Rodoviária Federal – conhecido como Tapa-Buracos. De um total de R$ 1,972 bilhão alocado, foram empenhados R$ 193,6 milhões (9,8%). A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem R$ 214,6 milhões para o programa de descentralização dos transportes ferroviários urbanos. Mas apenas R$ 10 milhões foram empenhados até agora.

Há mais de dois meses, a Caixa Econômica Federal tenta fechar o modelo do Fundo de Investimento com recursos do patrimônio líquido do FGTS. Ele foi aprovado na semana passada pelo Congresso Federal em Brasília, e a Caixa não tem como colocá-lo em prática. Só aí, estão sendo represados R$ 5 bilhões.

 

 

FOLHA DE RONDÔNIA - RO

POLITICA
22/04/2007

Dnit põe balança da BR 364 em funcionamento

Um importante aliado do Dnit no esforço para enfrentar as dificuldades causadas pelo tráfego intenso de caminhões na BR-364 é a balança que já está em plena atividade em Ouro Preto do Oeste. É que a rodovia, que não foi projetada para suportar a enorme carga dos gigantescos caminhões, rodotrens e carretas que por ela trafegam, ainda têm sua situação agravada pelo excesso de carga, que supera a casa dos 30% dos veículos submetidos à pesagem.
A questão do excesso de cargas é um problema nacional e responsável pela destruição do asfalto das
rodovias. Em Rondônia o problema torna-se ainda maior na medida em que a BR 364 recebe todo o tráfego pesado com as cargas da produção agrícola do norte do Mato Grosso e de todo o Estado.
Em
Porto Velho, na rodovia e nas avenidas e ruas por onde transitam os caminhões até o porto graneleiro, serão necessários pesados investimentos para recuperar a base destruída.
É por isso tudo que o superintendente do
Dnit, José Ribamar da Cruz Oliveira disse ontem que a reativação da balança, paralisada há mais de 10 anos, representa mais um esforço do órgão para fazer com que a rodovia seja mantida em condições satisfatórias de tráfego.

 

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

ECONOMIA
22/04/2007

Obra da BR-408 espera convênio

A licitação para execução do serviço só pode ser lançada quando o governo federal delegar a construção para o governo estadual

A duplicação da BR-408 não tem data para começar. A obra aguarda a delegação do governo federal para que o governo do Estado comece a fazer a licitação para a execução do serviço. Como a estrada é federal, o governo do Estado só poderá estar à frente do serviço, se for firmado um convênio de delegação da União para a administração estadual. Serão duplicados 41,8 quilômetros daquela rodovia, divididos em dois trechos. O primeiro tem uma extensão de 41,8 quilômetros, saindo de Carpina, na Mata Norte, e indo até Bicopeba, em Paudalho. O segundo trecho é de 19 quilômetros e liga Bicopeba até o Terminal Integrado de Passageiros (TIP).

As obras de duplicação da BR-408 estão estimadas em R$ 255 milhões, sendo R$ 120 milhões para o trecho TIP-Bicopeba e R$ 135 milhões para a parte da rodovia que vai de Bicopeba a Carpina. O projeto prevê a construção de quatro viadutos que darão acesso a Bicopeba, Curado, São Lourenço da Mata e ao TIP. Também serão duplicadas as duas pontes existentes no trecho que será duplicado.

Até agora, a previsão é que os recursos serão bancados pelo governo federal. “O governador (Eduardo Campos) esteve com o ministro e o presidente Lula garantiu recursos nos próximos três anos”, garantiu Oliveira.

O Orçamento Geral da União (OGU) 2007 tem uma rubrica de R$ 39,8 milhões para a duplicação da BR-408.

MOVIMENTO – “O Plano Nacional de Viação estabelece que a estrada não deve ser faixa única quando o seu tráfego exceder 8 mil veículos”, defendeu o secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira. Na BR-408, já foram registrados um fluxo de 12 mil veículos nos dias de pico. A estrada tem um tráfego de 834 veículos por hora, no horário entre 8h e 9h.

A duplicação da BR-408 vai beneficiar 12 municípios, incluindo Timbaúba, Aliança, Nazaré da Mata, Carpina, Paudalho, São Lourenço da Mata e Jaboatão dos Guararapes.

O secretário afirmou também que a BR-408 passa por uma área que é economicamente importante para o Estado devido ao escoamento da cana-de-açúcar plantada na Mata Norte, pelas granjas instaladas na região e também porque faz ligação com a Paraíba e o setor calçadista de Timbaúba.

A previsão é que as obras sejam realizadas em três anos. “A questão não é operacional, é financeira”, explicou Oliveira, acrescentando também que uma parte da duplicação vai passar por dentro de reserva de mata atlântica e que o governo do Estado vai ter que cumprir todos os trâmites legais exigidos nesse tipo de intervenção.
(A.F.B.)

 

 

 

A NOTÍCIA - SC

EDITORIAL
22/04/2007

Investimentos da União

No pacote de obras e serviços do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), maior projeto do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Santa Catarina deve ser beneficiada com investimentos de até R$ 7,6 bilhões, alocados ao longo dos próximos 42 meses. Trata-se de dinheiro expressivo que será aplicado, na quase totalidade, em obras de infra-estrutura, setor no qual o Estado catarinense exibe sensível vulnerabilidade.

O maior parcela dos investimentos planejados deve ocorrer no setor de energia, com a instalação de mais três hidrelétricas. Somente estes três projetos devem absorver, quando concluídos, cerca de R$ 5,2 bilhões. No entanto, apesar da urgência e da existência de recursos, programados pela União no PAC, as obras podem não ocorrer. Pelo menos dentro do cronograma estabelecido, em razão de obstáculos técnicos, operacionais e burocráticos. Todos dependem de licenças ambientais a serem fornecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recuros Naturais Renováveis (Ibama), cujas autorizações têm se revelado mais demoradas e difíceis, travando o surgimento de obras de infra-estrutura em todo o País.

O presidente Luiz Inácio mostrou-se bastante irritado no meio da semana, quando se manifestou sobre os empecilhos criados pela legislação brasileira do meio ambiente e o excesso de burocracia do Ibama. O presidente foi até áspero, ao recomendar que os responsáveis pelas obras precisam agir com mais firmeza, em busca das autorizações, e que o Ibama deve acelerar os processos e as decisões. Está muito certo o presidente, pois o Ibama vem atrasando obras em quase todas as unidades da federação. Se há obstáculo ambiental, ele deve ser apontado logo, e não com lentidão.

No setor de energia, as licenças são imprescindíveis para a execução dos cronogramas estabelecidos. O País vive a constrangedora situação de ter dinheiro em caixa para obras essenciais ao desenvolvimento, e, paradoxalmente, estar impedido de realizá-las em decorrência de excesso de burocracia.

Situação semelhante ocorre no setor de
transportes, outra área em que o PAC prevê investimentos de R$ 2 bilhões no Estado, mas que depende de autorizações do Ibama. A segunda etapa de duplicação da BR-101, no Sul, enfrentou graves obstáculos até que as obras fossem, enfim, iniciadas. O mesmo ocorre com a duplicação de outras rodovias, como a BR-470 e a BR-280. A pavimentação da BR-282, informa o Dnit, tem garantidos R$ 50 milhões ao longo do ano.

Os investimentos da União em Santa Catarina são decisivos para o crescimento da economia. As autoridades catarinenses devem reforçar a posição de cobrança adotada pelo presidente e buscar maior agilidade e eficiência dos órgãos técnicos, na expectativa de que os prazos definidos pelo PAC sejam cumpridos no Estado.