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Eclusas
de Tucuruí
Os rios Tocantins e Araguaia atravessam as regiões Centro-Oeste
e Amazônica, banhando, em extensões superiores a 2.000 km,
terras comprovadamente dotadas de imensas riquezas minerais e com vocação
natural para a agropecuária. Se transformados em hidrovias de grande
porte, poderão ser fatores determinantes da exploração
em larga escala desses recursos, pela possibilidade de direcionar a produção
regional do Brasil Central, desde a cidade de Barra do Garças até
o porto fluviomarítimo de Vila do Conde, próximo a Belém,
privilegiadamente localizado em relação aos mercados norte-americano,
europeu e do Oriente Médio. Para que a produção dessa
região apresente condições de competitividade com
outras áreas mais próximas do litoral ou dos grandes centros,
é fundamental a existência de uma via de transportes de baixo
custo operacional como a hidrovia.
Embora com restrições de profundidade em passagens localizadas,
suscetíveis de correção, verificou-se que a hidrovia
é constituída de longos trechos naturalmente navegáveis
para embarcações adequadamente dimensionadas.
Barragem de Tucuruí
A construção da barragem de Tucuruí, no rio Tocantins,
a 250 km de sua foz, teve como finalidade primordial a geração
de energia, através de uma usina hidrelétrica. Se por um
lado a barragem afogou, com seu reservatório, as corredeiras de
Itaboca, até então um dos principais empecilhos à
implantação da navegação comercial no Tocantins,
por outro, seccionou a hidrovia, exigindo a construção de
uma obra de grande porte capaz de vencer o desnível de 72 m criado
por ela. Dessa forma, o aproveitamento de Tucuruí compreende, também,
um Sistema de Transposição de Desnível, localizado
na margem esquerda do rio Tocantins e constituído por duas Eclusas
e um canal intermediário, adequadamente alinhados, cujo objetivo
principal é dar continuidade à navegação no
trecho da hidrovia, interrompido com a construção da hidrelétrica.
A construção das Eclusas
de Tucuruí é imprescindível ao aproveitamento econômico
do grande potencial agropecuário, florestal e mineral já
identificados no Vale do Tocantins-Araguaia, que depende da oferta de
meios de transportes maciços, de baixo custo e baixo consumo energético,
face ao pequeno valor unitário das cargas e às grandes distâncias
a serem percorridas.
A obra possibilitará ainda, a geração de empregos
para a população da própria bacia hidrográfica
e de outras regiões, contribuindo para o desenvolvimento do Centro-Oeste
e Amazônia e para a desconcentração industrial do
país, uma vez que será formado um corredor de exportação
da produção regional com o aproveitamento do transporte
hidroviário, até um porto para embarcações
marítimas.
Arranjo geral das
estruturas do Sistema de Transposição de Desnível
de Tucuruí
É o resultado de estudos técnicos e econômicos comparativos
de numerosas alternativas de implantação de seus elementos
integrantes, em que foram analisados diversos esquemas de construção,
variantes das estruturas de concreto e obras de terraplenagem e diversos
tipos de equipamentos hidromecânicos.
A alternativa, desenvolvida no Projeto Básico, apresenta um arranjo
geral das estruturas com duas Eclusas e um Canal Intermediário,
alinhados segundo um eixo de navegação, de modo a permitir
cruzamentos e manobras de embarcações, tornando possível
a operação das Eclusas de forma independente. Este conjunto
permite vencer o desnível no local, ele se desenvolve na margem
esquerda do rio Tocantins, com inicio no reservatório, através
da Eclusa 1, incorporada à Barragem de Terra por Muros de Ligação
de concreto e termina na Eclusa 2, com canal de aproximação
de jusante, no rio Tocantins.
As duas Eclusas têm, cada uma, 210,00 m de comprimento e 33,00 m
de largura. Operacionalmente, o calado máximo das embarcações
é de 4,50 m. A lâmina d'água mínima absoluta
é de 5,00 m na Eclusa 1 e no Canal Intermediário, e de 3,50
m na Eclusa 2 e no Canal de Jusante.
Os níveis operacionais para a navegação no Reservatório
variam entre as cotas de 58,00 m e 74,00 m, podendo, excepcionalmente,
atingir a cota de 75,30 m. Na maior parte do tempo esses níveis,
que são os níveis de montante da Eclusa 1, situar-se-ão
acima da cota de 65,00 m.
Em princípio, o Canal Intermediário tem seu nível
fixado e mantido constante na cota de 38,00 m. Pequenas variações,
da ordem de 0,50 m, em torno dessa cota poderão ocorrer em função
da operação do Sistema - descargas da Eclusa 1 e alimentação
da Eclusa 2. A cota de 38,00 m é, portanto, o nível básico
de jusante da Eclusa 1 e também o nível básico de
montante da Eclusa 2. A jusante da Eclusa 2 os níveis variáveis
da calha do rio Tocantins, que, em função da operação
do Aproveitamento Hidrelétrico, poderão situar-se entre
as cotas de3,5 m e 24,1 m, cotas essas limites para a operação
do Sistema de Transposição.
A Eclusa 1 localiza-se de tal forma que o eixo da Barragem de Terra do
Aproveitamento Hidrelétrico passa pela sua Cabeça de Montante.
Sendo a Eclusa 1 integrada à Barragem, a conexão entre ambas
é feita por Muros de Ligação. Já a Eclusa
2 situa-se em posição tal que, dois terços de sua
estrutura estão encaixados em rocha.
O Canal Intermediário tem extensão aproximada de 5.500 m,
basicamente formado por um endicamento e algumas escavações
esparsas. O Dique principal esta à direita do eixo do Sistema,
no caminhamento de montante para jusante.
Outro Dique, de pequena extensão, fecha o Canal Intermediário
a jusante, situando-se à esquerda do eixo, junto à Eclusa
2.
Soma-se aos elementos descritos as obras: Muro-Guia Flutuante, a ser instalado
a montante da Eclusa 1; Muros-Guias a jusante da Eclusa 1 e a montante
e a jusante da Eclusa 2; e Vertedouro para o Canal Intermediário.
Eclusas
de Tucuruí - arranjo geral das estruturas
Arranjo geral das estruturas do Sistema de Transposição
de Desnível de Tucuruí é o resultado de estudos técnicos
e econômicos comparativos de numerosas alternativas de implantação
de seus elementos integrantes, em que foram analisados diversos esquemas
de construção, variantes das estruturas de concreto e obras
de terraplenagem e diversos tipos de equipamentos hidromecânicos.
A alternativa, desenvolvida no Projeto Básico, apresenta um arranjo
geral das estruturas com duas Eclusas e um Canal Intermediário,
alinhados segundo um eixo de navegação, de modo a permitir
cruzamentos e manobras de embarcações, tornando possível
a operação das eclusa de forma independente. Este conjunto
permite vencer o desnível no local, ele se desenvolve-se na margem
esquerda do rio Tocantins, com inicio no reservatório, através
da Eclusa 1, incorporada à Barragem de Terra por Muros de Ligação
de concreto e termina na Eclusa 2, com canal de aproximação
de jusante, no rio Tocantins.
As duas Eclusas têm, cada uma, 210,00 m de comprimento e 33,00 m
de largura. Operacionalmente, o calado máximo das embarcações
é de 4,50 m. A lâmina d'água mínima absoluta
é de 5,00 m na Eclusa 1 e no Canal Intermediário, e de 3,50
m na Eclusa 2 e no Canal de Jusante.
Os níveis operacionais para a navegação no Reservatório
variam entre as cotas de 58,00 m e 74,00 m, podendo, excepcionalmente,
atingir a cota de 75,30 m. Na maior parte do tempo esses níveis,
que são os níveis de montante da Eclusa 1, situar-se-ão
acima da cota de 65,00 m.
Em princípio, o Canal Intermediário tem seu nível
fixado e mantido constante na cota de 38,00 m. Pequenas variações,
da ordem de 0,50 m, em torno dessa cota poderão ocorrer em função
da operação do Sistema - descargas da Eclusa 1 e alimentação
da Eclusa 2. A cota de 38,00 m é, portanto, o nível básico
de jusante da Eclusa 1 e também o nível básico de
montante da Eclusa 2. A jusante da Eclusa 2 os níveis variáveis
da calha do rio Tocantins, que, em função da operação
do Aproveitamento Hidrelétrico, poderão situar-se entre
as cotas de3,5 m e 24,1 m, cotas essas limites para a operação
do Sistema de Transposição.
A Eclusa 1 localiza-se de tal forma que o eixo da Barragem de Terra do
Aproveitamento Hidrelétrico passa pela sua Cabeça de Montante.
Sendo a Eclusa 1 integrada à Barragem, a conexão entre ambas
é feita por Muros de Ligação. Já a Eclusa
2 situa-se em posição tal que, dois terços de sua
estrutura estão encaixados em rocha.
O Canal Intermediário tem extensão aproximada de 5.500 m,
basicamente formado por um endicamento e algumas escavações
esparsas. O Dique principal esta à direita do eixo do Sistema,
no caminhamento de montante para jusante. Outro Dique, de pequena extensão,
fecha o Canal Intermediário a jusante, situando-se à esquerda
do eixo, junto à Eclusa 2.
Soma-se aos elementos descritos as obras: Muro-Guia Flutuante, a ser instalado
a montante da Eclusa 1; Muros-Guias a jusante da Eclusa 1 e a montante
e a jusante da Eclusa 2; e Vertedouro para o Canal Intermediário.
Eclusas
de Tucuruí - Equipamentos
As Eclusas de Tucuruí representam o mais importante elo da hidrovia
Tocantins-Araguaia, dentro do ambicioso projeto de interligação
da região centro-oeste com os portos de Vila do Conde e Belém,
no estado do Pará. As Eclusas são dotadas de conjuntos eletromecânicos,
compreendendo: portas, comportas, sistema de acionamento, sistemas auxiliares
de comando e controle, dentre outros, como parte de um sistema de transposição
de um desnível de aproximadamente 72 m na barragem da hidrelétrica
de Tucuruí.
O projeto, o fornecimento, a montagem e os testes dos equipamentos foi
contratado com o Consórcio Construtora Norberto Odebrecht /Bardella,
através do contrato Nº 037/99, de nov./99, no valor de R$
99.684.601,74, com previsão de término em março/2003.
Eclusa de Lajeado
Para a Diretoria de Infra-estrutura Aquaviária, a expressão
"obra de arte", adotada para definir obras de engenharia, aplica-se
plenamente à construção de uma eclusa: é um
desafio à criatividade humana e aos recursos tecnológicos.
A complexidade da construção de uma eclusa é diretamente
oposta à sua operacionalidade, que ocorre basicamente pelo enchimento
e esvaziamento de câmaras por sistema de gravidade. As funções
mecânicas restringem-se, na sua maioria, à movimentação
de portas e comportas.
A Eclusa de Lajeado é uma sistema necessário à transposição
de um desnível de 38 metros decorrente da construção
da Usina Hidroelétrica Luís Eduardo Magalhães, no
rio Tocantins - município de Lajeado - cujo reservatório
alcançará a cidade de Palmas, no estado do Tocantins. Dadas
as suas características e as soluções adotadas para
sua construção, a Eclusa de Lajeado ocupará lugar
de destaque entre as de maior desnível no mundo.
Os reservatórios a serem criados pelos aproveitamentos hidroenergéticos
ao longo do rio Tocantins proporcionarão estirões de grande
profundidade, que eliminarão boa parte dos obstáculos naturais
da Hidrovia Tocantins - Araguaia, além do aumento do calado médio
durante o ano todo, obtido com a regularização de vazões.
Portanto, com a construção das barragens e Eclusas prepara-se
o rio para a navegação e aumenta-se a sua capacidade de
transporte.
A implantação da Eclusa de Lajeado possibilitará
a geração de empregos para a população da
região, contribuindo sensivelmente para o desenvolvimento do Centro-Oeste
e para a desconcentração industrial do País, uma
vez que será formado um corredor de exportação da
produção regional com o aproveitamento do transporte hidroviário.
Condições
de Navegação no Rio Tocantins em função da
UHE - Luis Eduardo Magalhães
O trecho do rio Tocantins, entre as cidades de Miracema do Tocantins e
Peixe, com extensão aproximada de 280 km, possui alguns obstáculos
à navegação comercial. De acordo com estudos da navegabilidade
realizados pela AHITAR foram identificados alguns obstáculos,como:
a Cachoeira do Funil ( km 1324 ); a Cachoeira do Lajeado (km 1330); a
Cachoeira dos Mares (km 1332); a Cachoeira dos Pilões (km 1336);
as Corredeiras do Rebojo (km 1458); a Cachoeira Carreira Comprida (km
1473); os afloramentos rochosos (km 1501 e km 1518); a Corredeira do Comandante
(km 1526); e os afloramentos rochosos e travessão (km 1532 e km
1640).
Para transpor o desnível provocado pela UHE será adotado
um sistema de transposição por eclusa única, que
permitir a operação de comboio-tipo Tocantins, com dimensões
210 x 24 m e calado máximo de 3,5 m. As obras foram iniciadas no
final de 2000.
O canal de aproximação de jusante, que será dotado
também de garagem para os comboios e dique que corta a corrente
ao longo de praticamente toda a sua extensão, exigirá escavações
de vulto, tanto na margem, quanto no leito do rio. Com o alinhamento estabelecido,
o canal de jusante não trará impacto direto ao município
de Lajeado, nem às áreas de lazer junto ao ribeirão
Lajeado. A escavação deste canal será estendida até
que se atinja a cota de fundo de projeto, no leito natural. A câmara
terá 25 m de largura útil e 288 m de extensão total,
sendo 210 m úteis, livres, dentro da câmara, com 43 m na
cabeça de montante e 35 m na cabeça de jusante.
Para adução e descarga será construído um
túnel com eixo longitudinal paralelo ao eixo da câmara. O
aqueduto em túnel se iniciará na tomada d'água em
forma de torre, seguido por um trecho vertical e daí por meio de
trechos horizontais paralelos e ortogonais alcançará a câmara.
O túnel de descarga parte da câmara e lança o escoamento
no canal de jusante. Tanto o enchimento quanto o esvaziamento da câmara
se processarão através do Circuito de Distribuição,
em seqüência inversa um do outro. Para facilitar a entrada
dos comboios na Eclusa serão implantados muros guias retilíneos,
perfeitamente alinhados com o muro ala direito, um a montante e outro
a jusante da câmara.
Os principais equipamentos mecânicos da eclusa são: comporta
ensecadeira de montante da câmara, com vão livre de 25 m
e altura livre de 6,60 m; porta de montante da câmara do tipo elevadiça,
com 25 m de vão livre e 6,60 m de altura livre; porta de jusante
da câmara, do tipo guilhotina com 25 m de vão livre e 31,50
m de altura livre; e comporta ensecadeira de jusante, com 25 m de vão
livre e 17,50 m de altura livre, modulada em 7 painéis de 2,50
m de altura cada um.
O Sistema Hidráulico de Adução e Descarga da Eclusa
foi dimensionado no projeto de Eclusas de alta queda.
A alimentação foi prevista através de uma tomada
d'água em torre no Reservatório de Lajeado, através
de uma tomada d'água em torre. A tomada, de forma circular, foi
prevista na margem direita da Eclusa, logo a montante da barragem de 2a
Etapa.
Os principais equipamentos mecânicos dos circuitos de adução
e descarga reúne: 2 comportas de adução e 2 comportas
de descarga, do tipo setor invertido; 4 comportas ensecadeiras para os
aquedutos, podendo ser utilizadas tanto nos poços de adução
como nos de descarga; e blindagens dos 4 aquedutos, 2 de adução
e 2 de descarga, com extensão de cerca de 20 m cada uma.
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