Hidrovia
do Madeira - (Corredor Oeste-Norte)
O rio Madeira é navegável numa extensão de 1.056 km,
entre Porto Velho e sua foz, no rio Amazonas, permitindo, mesmo na época
de estiagem, a navegação de grandes comboios, com até
18.000 t. Os investimentos na hidrovia, compreendem dragagens, derrocamentos,
balizamento e sinalização. Atualmente, cerca de 2 milhões
de t/a de cargas já são transportados pelo rio Madeira .
Hidrovia do Guamá-Capim
(Corredor Araguaia-Tocantins)
A hidrovia Guamá-Capim é um importante corredor de transporte
de minérios provenientes, na sua maioria, das ricas jazidas de
caulim e de bauxita. Hoje, observa-se a formação de relevantes
pólos agropecuários, especialmente na região de Paragominas.
A área de influência da hidrovia abrange vários municípios,
destacando-se Paragominas, São Domingos do Capim e São Miguel
do Guamá. A hidrovia está sinalizada e dragada, com expectativa
de movimentar 2 milhões t/a.
Hidrovia do
São Francisco (Corredor São Francisco)
O rio São Francisco é totalmente navegável em 1.371
km, entre Pirapora(MG) e Juazeiro(BA)/Petrolina(PE), para a profundidade
de projeto de 1,5 m, quando da ocorrência do período crítico
de estiagem (agosto a novembro). Sem saída para o Atlântico,
o rio São Francisco tem seu aproveitamento integrado ao sistema
rodo-ferroviário da região.
A partir da implantação do sistema multimodal, o escoamento
da produção agrícola do oeste da Bahia, com foco
na cidade de Barreiras, banhada por um dos seus principais afluentes,
o rio Grande, é realizado por rodovia até a cidade de Ibotirama
na margem do São Francisco, descendo o rio pelo transporte hidroviário
até Juazeiro/Petrolina, e deste, por ferrovia, para o Porto de
Aratú (BA) . No quilômetro 42 acima de Juazeiro/Petrolina,
situa-se a barragem de Sobradinho, cuja transposição é
realizada através de eclusa. A movimentação anual
fica em torno de 60.000 t/a.
Hidrovia Tietê-Paraná
(Corredores Transmetropolitano do Mercosul e do Sudoeste)
A hidrovia Tietê-Paraná permite a navegação
numa extensão de 1.100 km entre Conchas no rio Tietê(SP)
e São Simão(GO), no rio Paranaíba, até ltaipu,
atingindo 2.400 km de via navegável. Ela já movimenta mais
de um milhão de toneladas de grãos/ano, a uma distância
média de 700 km. Se computarmos as cargas de pequena distância
como areia, cascalho e cana de açúcar, a movimentação
no rio Tietê aproxima-se de 2 milhões de toneladas.
Hidrovia do Paraguai(Corredor
do Sudoeste)
Essa hidrovia compõe um sistema de transporte fluvial de utilização
tradicional, em condições naturais, que conecta o interior
da América do Sul com os portos de águas profundas no curso
inferior do rio Paraná e no rio da Prata. Com 3.442 km de extensão,
desde Cáceres até o seu final, no estuário do rio
da Prata, proporciona acesso e serve como artéria de transporte
para grandes áreas no interior do continente.
As principais cargas transportadas no trecho brasileiro são: minério
de ferro, minério de manganês e soja. Os fluxos de carga
na hidrovia vêm crescendo nos últimos anos, respondendo,
justamente, à expectativa de interação comercial
na região.
No território brasileiro, a hidrovia percorre 1.278 km e tem como
principais portos: Cáceres, Corumbá e Ladário, além
de três terminais privados com expressiva movimentação
de carga. Entre 1998 e 2000 foram movimentadas mais de 6 milhões
de toneladas de cargas apenas no trecho brasileiro. O referido trecho
da hidrovia Paraguai/Paraná pode ser dividido em dois segmentos,
devido às peculiaridades de calado e formação dos
comboios que trafegam na via. No trecho de Cáceres a Corumbá,
os comboios, com formação 2x3, trafegam compostos por chatas
de 45 m de comprimento e 12 m de largura, com calado assegurado de 1,5
m e que podem transportar até 400 toneladas de carga. Em cerca
de 3 meses ao ano, a navegação no trecho sofrer limitações,
e os comboios têm de operar com menos carga ou, em estiagens rigorosas,
deixar de navegar, principalmente, nos 150 km próximos à
cidade de Cáceres.
Outro trecho é o que se estende de Corumbá até a
foz do rio Apa, onde trafegam comboios com formação 4x4,
compostos por chatas de 60 m de comprimento e 12 m de largura, com calado
assegurado de 2,6 m, capazes de transportar 20.000 a 25.000 toneladas
de cargas.
Fazem parte das Hidrovias do Sul as Lagoas dos Patos e Mirim, o canal
de São Gonçalo que liga o rio Jacuí a seu afluente,
Taquari e uma série de rios menores como Caí, Sinos e Gravataí,
que constituem o estuário do Guaíba. O rio Jacuí
foi canalizado com a construção das barragens eclusadas,
compreendendo uma extensão de 300 km, para calado de 2,5 m.
No rio Taquari foi implantada a barragem eclusada de Bom Retiro do Sul,
que vence um desnível máximo de 12,50 m, dando acesso ao
Porto Fluvial de Estrela, para embarcações de 2,5 m de calado.
As embarcações que freqüentam esta hidrovia são
automotoras com capacidade de 3 mil toneladas. No porto de Estrela o movimento
chega a 650 mil t/ano. No passado, movimentou 1 milhão de toneladas/ano.
Na Lagoa dos Patos a navegação é realizada por embarcações
fluviomarítimas de até 5,10 m de calado, numa extensão
de 250 km entre Rio Grande e Porto Alegre.
Hidrovias em projeto
A Diretoria
de Infra-Estrutura Aquaviária vem adotando medidas de implantação
das hidrovias do Tocantins-Araguaia e do Tapajós. Ambas importantíssimas
para a viabilização da produção agrícola
da região Centro-Oeste, que será encaminhada aos portos
do norte do País, com grandes reduções de custos.
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