
![]()
MERVAL PEREIRA
01/02/2007
Regra de ouro
PARIS.
O novo trabalhismo inglês do provável futuro primeiro-ministro Gordon Brown,
mais dedicado às questões sociais que o de Tony Blair, está inspirando
parcerias com o governo brasileiro, especialmente no que se refere ao papel do
Estado como indutor do desenvolvimento.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vê uma identidade de filosofia entre os
dois governos na idéia de que o Estado não deve estar ausente dos
investimentos, especialmente nas áreas sociais, em que a iniciativa privada não
tem interesse. Os dois conversaram muito sobre “as desigualdades que a
globalização promove”, e a necessidade de o governo intervir para amenizar
essas situações, que são inevitáveis, mas seriam contornáveis com a atuação do
governo.
O ministro Mantega cita como exemplo a indústria têxtil dos Estados Unidos, que
está sofrendo uma concorrência de mão-de-obra mais barata da China e da Índia,
com repercussão forte no desemprego no interior do país. Depois de quatro dias
em Londres em reunião com investidores e banqueiros para “vender” a importância
do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Mantega aproveitou para discutir com
o próprio Gordon Brown e técnicos do Ministério das Finanças os mecanismos
fiscais do governo inglês.
Decidiu montar um grupo de trabalho para acompanhar de perto duas experiências
bem-sucedidas: as parcerias público-privadas e a política fiscal, que reserva
espaço para a atuação direta do governo nos investimentos sociais ligados a
infra-estrutura e a educação.
Um mecanismo chamado “golden rule” (regra de ouro) permite até que o governo se
endivide para investir em determinadas áreas, mas não para financiar gastos
correntes.
É uma regra aproximada dos Projetos Pilotos de Investimento (PPIs) que o Brasil
negociou com o FMI para poder reduzir o superávit primário em benefício de
investimento em infra-estrutura. Não é, porém, essa possibilidade de endividamento
que atrai o ministro Mantega, consciente de que não há espaço para tais
prodigalidades nas contas públicas brasileiras.
O que lhe interessa é o espírito da “golden rule”, isto é, o Estado, sem abrir
mão do equilíbrio fiscal nem da iniciativa privada, ser mais atuante em setores
estratégicos para o desenvolvimento. Enquanto nós no Brasil recebemos uma média
de US$ 16 bilhões de investimentos diretos, a Inglaterra recebe dez vezes mais,
cerca de US$ 170 bilhões, e por isso o governo pode se dar ao luxo de se
endividar para atuar mais diretamente nos investimentos públicos.
Os PPIs, garante Mantega, serão direcionados para áreas onde a iniciativa
privada não se mostrar interessada, mas que necessitem de projetos com
repercussão favorável na criação de riqueza. Um exemplo é a BR-163, importante
para o escoamento agrícola do Centro-Oeste para os portos do Norte do país. A
estrada, de mais de mil quilômetros, está toda esburacada e encarece a
logística de transportes, mas os empresários da região, com a crise na
agricultura e o câmbio desfavorável, não se interessaram em participar da sua
reconstrução, nem através de PPPs nem com concessão.
A decisão do governo de assumir o aumento de investimentos públicos sem cortar
seus gastos, mas reduzindo o superávit primário, está preocupando os analistas
internacionais, que vêem nela o embrião de um Estado descontrolado fiscalmente,
mesmo que consiga aumentar o nível de seu crescimento econômico.
Respondendo às críticas de analistas de risco, como a diretora da Standard and
Poor’s, Lisa Schineller — que considera que o governo brasileiro perdeu uma
oportunidade de reforçar seu compromisso com o pagamento da dívida ao lançar o
PAC sem medidas de corte de gastos e, ainda por cima, com a redução do
superávit primário —, Mantega garante que o crescimento do PIB vai permitir
que, mesmo com a redução do superávit, a relação dívida/PIB cairá dos atuais
49% para 40% do PIB até 2010, reforçando a disposição do governo de manter o
equilíbrio das contas públicas.
O governo brasileiro parece surpreso com a reação não tão positiva quanto
esperava ao seu Programa de Aceleração do Crescimento, mas o fato é que a
tendência de apenas controlar seus gastos, sem cortá-los, no pressuposto de que
o crescimento econômico virá para compensar eventuais problemas fiscais, deixa
nos analistas a sensação de que o compromisso com o crescimento a qualquer
custo supera a preocupação com o equilíbrio fiscal do Estado.
Também a falta de empenho do governo de fazer reformas estruturais neste
segundo mandato preocupa os investidores e, a cada movimento como esse de
transferir parte do déficit da Previdência para o Tesouro, fica a impressão de
que o governo não está disposto a enfrentar uma briga para equilibrar as contas
do setor.
Quando o presidente Lula fixou-se na meta de crescimento do PIB em 5% em média
neste seu segundo mandato, o que ele está fazendo é tentar recuperar a falta de
crescimento dos quatro anos anteriores para terminar seus oito anos com um
crescimento médio por volta de 3,8%.
Esse nível o colocaria como o presidente que mais fez o país crescer nos
últimos 20 anos, e nos levaria de volta à rota dos Brics (Brasil, Rússia, Índia
e China), os países emergentes que a consultoria Goldman Sachs considera que
serão os mais importantes nos próximos 30 anos. Pelo estudo, o Brasil
precisaria crescer perto de 3,5% ao ano nos próximos 30 anos para tornar-se a
quinta economia do mundo.
Por isso Mantega disse que o país não precisa crescer a 10% ao ano. Mas, para o
mercado financeiro, a “regra de ouro” do governo brasileiro deveria ser cortar
custos.
![]()
ECONOMIA
01/02/2007
Lula diz que crescimento não é farra do boi
Sobraram
até críticas para os EUA de George W. Bush, que estão dispostos a investir em
álcool a partir do milho
IPOJUCA
(PE), PARNAMIRIM (RN) e CRATEÚS (CE). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
afirmou ontem que crescimento não é “farra do boi”, e assegurou que o Brasil
está crescendo com sustentabilidade e sem se endividar.
Ele fez o comentário durante discurso em solenidade no Complexo Portuário de
Suape, no município de Ipojuca, onde participou da primeira iniciativa concreta
do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Na solenidade, defendeu que os
governadores e prefeitos também façam seus PACs estaduais e municipais: — Eu
não acredito que haja qualquer cidadão brasileiro contra o PAC. Vai ser preciso
um PAC estadual, um PAC municipal, um PAC social, um PAC educacional, um tecnológico.
Agora é o que eu disse lá em Davos, ou vai ou racha, porque já não temos tempo
a perder — e emendou: — O crescimento não significa farra do boi. Não significa
a gente gastar o que não tem.
Interrompido diversas vezes por aplausos, Lula reagiu às críticas de que o país
está perdendo terreno para outras nações emergentes como China e Índia, por
exemplo.
— Já tivemos outras experiências de crescimento. Em 1973, o Brasil cresceu
13,94%, mas o salário mínimo decresceu 3,4%. No tempo de Juscelino Kubitschek a
economia crescia 7% ao ano, mas o salário mínimo não acompanhou.
Em Pernambuco, o presidente esteve acompanhado pelo governador Eduardo Campos
(PSB) para a assinatura de um contrato de financiamento de R$ 2,47 bilhões, que
permitirá ao Consórcio Atlântico Sul (Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez,
Queiroz Galvão, Aker Promar e Samsung) construir dez navios petroleiros.
Mais tarde, em Parnamirim, na Grande Natal, ele visitou as obras de duplicação
e restauração da BR-101 Nordeste.
— Eu aprendi o seguinte: o porco engorda se tiver o olho do dono tomando conta
dele. Se deixar terceirizar, acabou — disse Lula , acrescentando que viajará
para acompanhar as obras do PAC.
Na ocasião, voltou a falar das reclamações dos governadores e dos prefeitos: —
Se tiver algum (governador) que faça uma crítica, que construa um PAC no seu
estado, o prefeito constrói um PACzinho na sua cidade, e aí PACzinho qui, um
PACzinho ali, um PAC nacional, e a gente vai resolver o problema de
infra-estrutura nacional — afirmou o presidente.
Lula disse que a duplicação da BR-101 Nordeste, numa extensão de 335
quilômetros entre Rio Grande do Norte e Pernambuco, orçada em R$ 1,4 bilhão vai
ajudar no desenvolvimento da Região Nordeste, beneficiando sobretudo o turismo.
Depois, o presidente inaugurou uma usina de biodiesel em Crateús, a 400
quilômetros de Fortaleza. E disse que o Brasil será a maior potência energética
do século XXI. Ele ironizou o fato de os EUA gastarem dinheiro produzindo
álcool de milho: — Milho é para gente dar para encher o papo da galinha, para
dar um pouquinho para o bode, para os animais. Milho é para dar de alimento
para gente.
Acho um desperdício gastar milho para fazer álcool quando pode ser feito com
cana-de-açúcar, que a América Central, África e o Brasil são imbatíveis.
![]()
FÓRUM DE LEITORES
01/02/2007
Rodoanel
Em
relação à matéria Serra abre mão de verba federal (Cidades, 30/1, C4), a
Secretaria de Estado dos Transportes esclarece: instada a se pronunciar sobre
declarações atribuídas ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de
Oliveira, de que suspenderia as verbas do PAC para o Rodoanel, “caso o governo
de São Paulo concedesse a exploração da via para a execução das obras”, e que
“não haveria sentido em dispor de recursos do governo federal em obra conduzida
pela iniciativa privada”, a secretaria preparou nota, enviada à imprensa na
sexta-feira, 26/1. Na referida nota, em nenhum momento afirma que o governo do
Estado abre mão de verbas federais. Destaca que “a implantação do Trecho Sul do
Rodoanel demanda investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões em quatro anos, sendo
que somente R$ 59 milhões constam do Projeto de Lei Orçamentária da União para
2007. O histórico de repasses da União não dá garantias suficientes de que o
empreendimento seja implantado no tempo adequado”. E, por último, a transcrição
das declarações do governador José Serra, na própria matéria, não diz que “abre
mão de verba federal”. O governador faz um balanço dos recursos investidos no
Rodoanel durante os governos FHC e Lula, questiona de quanto será o aporte
federal, “qual será a contribuição federal”, e conclui que “esta é uma obra de
caráter nacional”. Portanto, em nenhum momento declara o que expressa a
manchete.
PATRÍCIA REIS GUEDES, assessora de Comunicação da secretaria
![]()
NACIONAL
01/02/2007
No Porto de Suape, camisetas para a platéia
Brinde
foi distribuído logo depois da cerimônia de assinatura de contratos
Até
presente foi distribuído no primeiro evento do PAC, que reuniu ontem cerca de 3
mil pessoas, segundo as organização, no Porto de Suape (PE). Depois de quase duas horas de
cerimônia de assinatura de contratos para a construção de dez navios-tanque, o
público, que foi acomodado em cadeiras em uma tenda refrigerada gigante, ganhou
de lembrança uma camiseta com a inscrição: 'Levantar âncora, Brasil. Renasce a
frota de petroleiros. Acelerando o crescimento do País.'
Nas costas das camisetas estavam impressos os logotipos da Petrobrás, da
Transpetro e do Ministério de Minas e Energia, órgãos envolvidos nos contratos,
além do slogan do governo Lula: 'Brasil, um País de Todos.' A reportagem do
Estado procurou a Petrobrás e o governo para saber quantas camisetas foram
confeccionadas para distribuição no evento, mas não obteve resposta.
O governo estadual capitalizou o fato de Pernambuco ter sido escolhido para o
primeiro evento do PAC. Foram espalhados no Recife e perto de Suape vários
outdoors com fotos do governador Eduardo Campos (PSB) ao lado do presidente
Lula, de quem foi ministro, e a mensagem: 'É para valer. Em menos de 30 dias o
estaleiro saiu do papel para construir um novo Pernambuco.'
![]()
GAZETA DO BRASIL
01/02/2007
Governo anuncia criação de rotas alternativas ao pedágio
Curitiba,
1 de Fevereiro de 2007 - Projeto Estradas da Liberdade deverá ter investimentos
de R$ 200 milhões em quatro anos. O governador do Paraná, Roberto Requião,
anunciou que o estado irá investir R$ 200 milhões, nos próximos quatro anos,
para implantar rotas alternativas às rodovias pedagiadas, num programa denominado
Estradas da Liberdade, que dará alternativas de escolha aos usuários
paranaenses.
Na última terça-feira o governador autorizou a Secretaria dos Transportes
(SETR) a abrir a concorrência para a recuperação de dois trechos de rodovias que vão iniciar o
programa. O projeto do governo estadual envolve a construção de cinco grandes
eixos rodoviários em que não haverá cobrança de pedágio até o fim de 2010.
A primeira das cinco vias alternativas que o governo pretende implantar é a que
liga Curitiba à região de Londrina via Estrada do Cerne, uma alternativa à Rodovia do Café que deve
evitar quatro praças de pedágio. A segunda é a que liga o sudoeste do Paraná
com a região metropolitana de Curitiba e que desvia de outras quatro praças de
pedágio. O governo estabeleceu também uma terceira rota entre Maringá, Cascavel
e Foz do Iguaçu a fim de interligar o noroeste com o oeste, uma alternativa que
vai evitar mais quatro praças de pedágio. A quarta via ligará Campo Mourão a
Ponta Grossa, passando por Reserva e Cândido de Abreu, desviando de uma praça.
Finalmente, a quinta rota ligará Paranavaí e Londrina através de rodovia entre
Rolândia, Jaguapitã, Iguaraçu, Astorga e Atalaia.
Há quatro anos o governo paranaense vem tentando sem sucesso barrar os reajustes
previstos em contrato das tarifas de pedágio. As seis concessionárias que atuam
no estado têm conseguido assegurar seu direito mediante ações na Justiça, mas
até agora nenhuma ação transitou em julgado e os reajustes contratuais
prosseguem. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), há 66 ações
tramitando: 28 das empresas, 35 do Departamento de Estradas de Rodagem e três
do Procon.
O diretor regional da ABCR, João Chiminazzo, informa que as ações que
tramitavam na esfera estadual foram devolvidas para serem julgadas na esfera
federal. Nesses processos, o estado acusa as concessionárias de lucro abusivo.
Já o secretário dos Transportes, Rogério Tizzot, esclarece que há 44 ações na
Justiça relacionadas ao pedágio. "O governo vai continuar com disputas
judiciais para tentar reduzir as tarifas", diz. Segundo o secretário, as estradas que vão compor as
rotas alternativas serão preparadas para que comportem o movimento diário de
cargas. Os trechos que vão ser licitados inicialmente fazem parte das rotas
Cinco e Três.
Chiminazzo minimizou o projeto do governo: "A princípio isso não nos
preocupa porque dificilmente o usuário vai deixar o conforto, a economia, a
diminuição de tempo de viagem e a segurança dos serviços de socorro e médico
para se aventurar em estradas sem mínimas condições de segurança e com traçados e
geometria inadequados para o transporte de mercadorias", afirma. De acordo
com o executivo, a decisão do governo de criar rotas alternativas é mais um
capítulo da "incrível capacidade inventiva" para justificar a
promessa de campanha de baixar ou acabar com o pedágio.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
Troca-troca favorece PR
Partido
da fusão do PL com o Prona começa ano legislativo com mais 10 deputados
O
recém-criado Partido da República (PR), que resultou da fusão do PL com o
Prona, foi o maior beneficiado com o troca-troca de deputados ocorrido nos dias
que antecederam a suas posses. Com 25 deputados eleitos, o novo partido
conseguiu a adesão de mais 10 nesta semana, vindos de seis outras legendas. As
principais vantagens oferecidas pela sigla são o controle do partido e do
horário eleitoral gratuito no estado e a ocupação de cargos federais indicados
pela direção nacional. O maior atrativo são as chefias estaduais do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), órgão controlado pelo partido. Essas
mudanças não interferem mais na formação da Mesa Diretora e na distribuição das
comissões permanentes.
O deputado Jofran Frejat, por exemplo, trocou o PTB pelo PR quando lhe foi
ofertada a presidência do novo partido no Distrito Federal. Ele terá a
responsabilidade de reorganizar a agremiação, antes controlada pelo deputado
Jorge Pinheiro (PL), que desistiu de concorrer à reeleição após ter seu nome
envolvido no escândalo dos sanguessugas. Frejat terá, entre outras, a tarefa de
produzir o horário eleitoral gratuito do partido.
Sandro Matos (RJ) também trocou o PTB pelo PR, com motivação semelhante. Ele
argumentou, inicialmente, que o PR “é um partido novo. É um bom caminho,
considerando o desgaste que os outros partidos tiveram nesta última
legislatura”. Ele se referiu ao envolvimento de siglas como o PTB, o PL e o PP
nos escândalos do mensalão e dos sanguessugas. No Rio, o PTB é controlado pelo
ex-deputado Roberto Jefferson, que foi cassado pela Câmara. Matos reconhece,
porém, que a oferta da presidência do partido no Rio foi fundamental para a
troca. Como presidente, conduzirá qualquer negociação com o governador Sérgio
Cabral (PMDB), de quem é aliado.
Perdas
Se o PR foi o grande vitorioso no troca-troca, o PPS foi o principal derrotado.
Perdeu Colbert Martins (BA) e Raimundo Veloso (BA) para o PMDB e mais três deputados
para o PR: Lucenira Pimentel (AP), Neilton Mulin (RJ) e Homero Pereira (MT).
Homero mudou-se no rastro do governador mato-grossense Blairo Maggi, que também
deixou o PPS. Outro governador do PPS, Ivo Cassol, de Rondônia, também anunciou
a adesão ao PR. Junto com ele foi o senador Expedito Júnior (RO).
Colbert, na verdade, está retornando para o PMDB. Afirma que fez a troca por
“razões locais”. Ele apoiou o candidato do PT ao governo da Bahia, Jaques
Wagner, e indicou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia. Mas o PPS faz
oposição ferrenha ao governo Lula. “Eu não poderia ficar com os pés em duas
canoas”, argumentou. Ele também lembrou que não faria sentido fazer oposição ao
governo petista na Bahia depois de integrar, durante 16 anos, uma frente de
partidos que lutou pela derrubada do grupo liderado por Antonio Carlos
Magalhães (PFL).
Até o governista PMDB perdeu um deputado para o PR. Foi Lúcio Vale (PA),
recém-eleito. Mas o maior partido da Câmara compensou a baixa com a adesão de
outros três deputados. Chegaram Colbert, Veloso e Zequinha Marinho (PSC-PA).
Os maiores partidos da oposição sofreram pequenas perdas. Três deputados saíram
do PFL, Sabino Castelo Branco (AM), Nelson Goetten (SC) e Jusmari Oliveira
(BA). Tiveram os destinos mais diversos: PTB, PT e PR. O PSDB ficou sem
Vicentinho (TO), que filiou-se ao PR, e Armando Abílio (PB) ao PTB.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
Lula morde e assopra
Em
Recife, presidente ensaia bronca nos governadores e diz que programa de
crescimento não foi feito para atender interesses individuais. Em Brasília,
ministros se reúnem e analisam as reivindicações dos estados
Em
frente ao hotel, em Recife, Lula é saudado pela população: “O PAC não veio para
resolver todas as obras do país”
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado para os governadores que
criticaram o modelo de implantação do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), alegando que a proposta do governo traria perdas para os estados com uma
desoneração prevista de R$ 6,6 bilhões. Ontem, em Recife, Lula disse que o PAC
não foi criado para atender interesses individuais. “Ele é um conjunto de obras
que combina a integração da questão energética, com a questão do transporte
rodoviário, ferroviário, da hidrovia, portos e aeroportos. Muita coisa vai
acontecer do ponto de vista de desenvolvimento”, prometeu o presidente. “Quando
lançamos o PAC foi uma surpresa nacional. Depois, alguns governadores disseram
que faltava isso, falta aquilo. Veja, o PAC não veio para resolver todas as
obras do país. Ele não é para atender interesses de um estado”, avisou.
Lula disse ainda que seu governo está comprometido em desenvolver o PAC por um
prazo determinado e que, após sua gestão, outros presidentes terão a
responsabilidade de levá-lo adiante. “Estamos comprometidos com o período de
2007 a 2010. Obviamente que qualquer outro presidente pode pegar de 2010 a 2014
e o seguinte de 2014 a 2019. Ou seja, o PAC é um compromisso que fizemos com a
infra-estrutura do país.”
Se em Recife o clima foi de bronca, em Brasília o rumo da negociação com os
governadores era outro. Depois de determinar aos 11 partidos que o apóiam no
Congresso a contornar resistências à aprovação do PAC, sob o argumento de que a
proposta não nasceu acabada, o presidente Lula da Silva decidiu demonstrar
também boa vontade com os governadores. Vai negociar parte da pauta de 12 itens
que apresentaram na segunda-feira, mas não no contexto do PAC e, sim, da
reforma tributária.
Ontem mesmo os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Relações
Institucionais), Paulo Bernardo (Planejamento) e Bernard Appy (interino da
Fazenda) começaram a examinar as reivindicações dos governadores. A reunião,
convocada pela ministra Dilma, foi realizada no gabinete dela, no quarto andar
do Palácio do Planalto. Os ministros examinaram a pauta dos governadores e
verificaram que alguns pedidos podem ser atendidos. Mas lembraram que muitos
deles envolvem mudanças em leis ordinárias e até emendas constitucionais.
É o caso, por exemplo, da idéia da Desvinculação dos Recursos dos Estados
(DRE), que os governadores querem ver autorizada na mesma emenda constitucional
que vai propor a prorrogação da Desvinculação dos Recursos da União (DRU), cujo
prazo termina em dezembro.
De acordo com a pauta dos governadores, eles vão apoiar a aprovação de mais
prazo para a DRU, mas querem que o governo federal ponha, na emenda
constitucional, mecanismos de desvinculação de receitas dos estados. Essa é uma
das reivindicações que o governo federal não vê dificuldades em atender, mas
quer que tudo seja feito na reforma tributária.
Costa ainda quer estender isenção
Mariana Mazza
Da equipe do Correio
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, está preocupado em segurar os
investimentos para a TV Digital prometidos por empresas estrangeiras. O temor
de Costa é que, sem uma sinalização de que a isenção existente hoje na Zona
Franca de Manaus venha a ser expandida para outros estados da Federação,
empresários desistam de se manter no Brasil. A luz de alerta foi acesa após
boatos de que a Phihong, instalada na cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí,
estaria pronta para fechar as portas se a isenção de PIS e Cofins para a
construção dos conversores continuar limitada à Zona Franca. Esses aparelhos
adaptam as atuais TVs ao sistema digital.
Hélio Costa lutou para incluir a isenção “sem fronteiras” para os set top boxes
(conversores) no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas não teve sucesso.
Pelo menos na primeira etapa do plano de investimento, o Palácio do Planalto
decidiu não atender aos apelos do ministro. Costa, por sua vez, mantém-se firme
em sua defesa da ampliação do benefício em prol da competitividade no principal
produto para a transição em direção à TV digital. “Eu vejo o set top box como o
principal vetor para o desenvolvimento tecnológico nos próximos anos. Temo que,
sem a isenção para os outros estados, a indústria não chegue ao preço mínimo
possível desse produto”, afirmou.
Além da defesa do ministro, a questão deve ganhar o apoio dos governadores, em
especial o mineiro Aécio Neves. “Eu sei que, em Minas, esse é um assunto muito
delicado”, comentou Hélio Costa. A Phihong emprega hoje 2 mil pessoas em sua
fábrica em Minas, pagando 34% a mais, em carga tributária, para fazer o mesmo
produto que as concorrentes na Zona Franca. “Eu, como senador de Minas Gerais,
tendo um pólo tecnológico em Minas Gerais, tenho que encontrar caminho para
ajudar o meu estado. Mas garanto que não será só Minas Gerais que irá reclamar
(se a isenção não for estendida)”, destacou o ministro.
Costa também não fez cerimônia ao demonstrar seu interesse em manter-se nas
Comunicações. “Se o PMDB mantiver os ministérios, o candidato a permanecer no
cargo é o ministro Hélio Costa”, disse, ao ser questionado se o partido já
havia decidido sobre sua manutenção à frente da pasta.
![]()
OPINIÃO
01/02/2007
PAC: empregos à vista
Professor
de relações do trabalho da Universidade de São Paulo
O que se pode dizer sobre o efeito do PAC na geração de empregos para os
próximos anos? A maior parte dos R$ 503 bilhões serão investidos em construção
civil e infra-estrutura. Esses setores geram muitos empregos, tanto diretos
quanto indiretos.
Os empregos diretos são os que garantem a construção das habitações, das usinas
ou das estradas, por exemplo. Os
indiretos dizem respeito à produção de todos os insumos que entram nas obras,
desde a areia até os vidros, passando pelos equipamentos simples e
sofisticados, como no caso de estrada ou hidroelétrica. Além disso, há muitos
empregos indiretos gerados depois das obras concluídas.
Tudo isso somado constitui poderosa usina de empregos de vários níveis de
qualificação. Só na construção civil, pode-se esperar a geração de 450 mil
empregos em 2007 e quase um milhão em 2008. São números fantásticos para um
país que está com anemia profunda e crônica em matéria de empregos. No setor da
construção civil, é bom dizer, a geração de empregos poderá ser rápida, pois há
muitos projetos praticamente prontos que ficaram na prateleira anos a fio por
falta de oportunidade. As obras de infra-estrutura são mais demoradas (usinas
elétricas, estradas, portos, etc.), mas, aqui também, já há muita coisa
pronta para entrar em execução imediatamente. Em suma, o quadro do emprego é
promissor.
Muitos criticam o PAC, argumentando que a maior parte dos recursos a serem
investidos não é dinheiro novo. Isso pouco me preocupa: sendo investidos,
velhos ou novos, tais recursos vão gerar empregos, alavancando outros setores
com efeitos igualmente benéficos. O que me preocupa é o gerenciamento do
megaprograma. Esse governo ainda não demonstrou ser capaz de administrar
projetos complexos e muita coisa é travada por falta de capacidade e de
liberdade dos gerentes, uma vez que várias medidas dependem da aprovação do
Congresso Nacional que, por sua vez, não é nenhuma Fórmula 1 em matéria de
velocidade. Em 2003, o governo anunciou forte inversão na infra-estrutura para
2004 e nada aconteceu. De 2004 para 2005, deu-se o mesmo. No ano passado,
igualmente, pouca coisa saiu do papel.
No primeiro mandato, o governo Lula mostrou ter boas intenções e péssima
administração. Vamos rezar para que o segundo seja diferente, e que as missões
do Executivo e do Legislativo se sincronizem em torno do que interessa para o
Brasil – progresso econômico-social – não apenas nos esforços para apurar
escândalos e corrupção. Mas há outro ponto que me preocupa, e esse diz respeito
à lógica do PAC. Para o Brasil, o que interessa não é um espetáculo do
crescimento de um só ato. Queremos um espetáculo que vare décadas, ou seja, que
tenha sustentabilidade. Esta, porém, só pode ser alcançada quando removermos os
constrangimentos criados pela excessiva carga tributária, pelo desequilíbrio da
Previdência Social e pelo anacronismo da legislação trabalhista.
As reformas nessas áreas são indispensáveis para dar sustentação ao crescimento
que pode muito bem ocorrer nos próximos três ou quatro anos. Sem as reformas, o
próprio crescimento carrega consigo a bomba da própria destruição. Não há
cortes previstos nos gastos correntes. Ao contrário, as despesas da União que,
em 1991, foram menos de 10% do PIB, com a política expansionista embutida no
PAC, passarão para 19% em 2007. Isso é nitroglicerina pura para a
sustentabilidade desejada. O Brasil precisa investir, pelo menos, uns 25% do
PIB. Como passar dos 20% atuais para os 25% desejados se o excesso de gastos
corroerá a capacidade de poupança e investimento do governo?
Do lado privado, investimentos dependem de confiança no crescimento e na ordem
jurídica. Ora, que estímulo terá o investidor privado diante da fragilidade
crescente do setor público para continuar investindo na infra-estrutura, na
educação e na saúde, sem contar com o provável crescimento do déficit da
Previdência Social motivado pela nova regra do salário mínimo? É aí que entram
as reformas, que foram esquecidas na apresentação do programa.
Em suma, o PAC é um precioso bálsamo em termos de empregos. Só podemos esperar
o melhor. Entre nós, está tudo por fazer. E esse “fazer” emprega muita gente.
Tudo vai depender do gerenciamento e da superação das contradições da
estratégia traçada pelo próprio governo na construção do PAC.
![]()
ECONOMIA
01/02/2007
Governo gasta mais e superávit é o menor desde 2003
Em
ano eleitoral, setor público aumenta suas despesas em 14,4%. Economia para
pagar juros atinge 4,32% do PIB, menos do que os 4,85% de 2005, mas, ainda
assim, acima da meta oficial
O
aumento das despesas governamentais em ano eleitoral reduziu o superávit
primário do setor público em 2006. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco
Central (BC), as contas do setor público brasileiro consolidado (resultados
fiscais da União, Estados, municípios e estatais) fecharam o ano passado com
superávit primário (economia que o governo faz para pagar os juros de sua
dívida) de R$ 90,14 bilhões, equivalente a 4,32% do Produto Interno Bruto
(PIB).
O resultado assegurou o cumprimento da meta fiscal de 4,25% do PB, mas é o pior
desde 2003, quando somou 4,25%. Em 2004, ele chegou a 4,59% (R$ 81,1 bilhões)
e, em 2005, 4,85% (R$ 93,50 bilhões). Para este ano, o governo previu um
superávit primário de 3,75%, com gastos maiores dentro do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado na semana passada pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo estimativas do BC, o PIB brasileiro somou R$
2,09 trilhões em 2006.
O salto das despesas, segundo BC, foi de 14,4%, ou de R$ 29,4 bilhões,
acumulando gastos de R$ 233,3 bilhões no ano. Segundo o Tesouro Nacional, as
despesas cresceram em função de dois fatores: aumento de R$ 12,8 bilhões nos
gastos com o funcionalismo público e de R$ 16,5 bilhões nas despesas com o
orçamento dos ministérios. “Anos eleitorais sempre são marcados por expansão
dos gastos públicos”, lembra o economista Marcus Xavier, professor do Ibmec Minas
e sócio da consultoria Encolab. Ainda segundo o Tesouro, apenas os gastos do
governo central com a folha de servidores cresceu 13,9% em 2006.
Mais uma vez, o superávit primário foi insuficiente para garantir resultado
nominal (real) positivo. Segundo o BC, as contas públicas encerraram 2006 com
um déficit nominal (que inclui pagamento de juros) de R$ 69,9 bilhões, ou 3,35%
do PIB. Em 2005, o déficit nominal foi de R$ 63,6 bilhões, ou 3,28% do PIB. O
país pagou R$ 160 bilhões em juros no ano passado. Para financiar o rombo, o
governo emitiu títulos. Segundo o BC, o déficit foi financiado pela expansão de
R$ 155 bilhões da dívida mobiliária, que encerrou 2006 em R$ 1,093 trilhão, ou
51,2% do PIB. Em 2003, no início do governo Lula, a dívida mobiliária estava
estimada em R$ 701,2 bilhões.
Já a dívida líquida do setor público caiu 1,5 ponto percentual, fechando o ano
em R$ 1,067 trilhão, equivalente a 50% do PIB. De acordo com o BC, houve uma
redução de 7,2 pontos percentuais na dívida líquida desde 2003, quando
apresentava posição de 57,2% do PIB. “Voltamos a uma situação anterior às
crises de 2002 e 2003”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir
Lopes. A dívida bruta do governo federal, INSS e governos regionais (passivo
exceto ativos), atingiu R$ 1,56 trilhão, ou 72,9% do PIB em dezembro.
A redução do superávit primário e o aumento do déficit nominal em 2006 podem
gerar uma sinalização negativa para o mercado. “O governo superestimou o
crescimento do PIB. E não há sinais de melhora este ano, já que o PAC trata de
maneira bastante tímida a questão fiscal”, diz Xavier. “A redução do superávit
e os gastos e renúncias fiscais previstos no PAC podem passar ao mercado um
sinal de que o governo vai abandonar o rigor fiscal. Se mantiver, o governo terá
que abrir mão de várias medidas do PAC”, completa o economista Flávio Barbosa,
da PUC Minas. Para ele, o tamanho do déficit dependerá em parte do Congresso
Nacional, já que várias medidas do PAC terão que ser aprovadas pelos
parlamentares. (Com agências)
Problemas do superávit alto
ESTRADAS
As estradas brasileiras (a
maioria esburacadas, principalmente em Minas, depois de chuvas) são
sacrificadas pelo aperto fiscal. Os gastos com investimentos são os primeiros a
passar pela tesoura do governo, quando há necessidade de conter despesas.
ENERGIA
O governo conseguiu retirar, da meta acordada com o FMI, os investimentos
realizados na Petrobras. Com isso, o dinheiro investido pela estatal não é
contabilizado pelo Fundo como despesa do governo (não pode, portanto, ser
incluído na conta para o superávit primário). O mesmo não acontece com a
Eletrobras, o que, para vários especialistas, levou ao racionamento de energia,
em 2001
RECESSÃO
A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 391,54 bilhões
no ano passado, recorde histórico e 8,8% acima do registrado em 2005. Para
fechar suas contas no azul e obter superávit primário o governo não abre mão da
alta carga tributária, o que penaliza a expansão da atividade econômica.
![]()
GERAIS
01/02/2007
Socorro para as estradas
MG-050,
única ligação disponível entre BH e o Triângulo, pode ser também interditada.
Governo de Minas vai pedir R$ 119,5 mi para recuperar rodovias danificadas pela
chuva
A
recuperação emergencial dos estragos nas rodovias de Minas Gerais vai custar R$ 119,5
milhões: R$ 49,5 para as estaduais, e R$ 70 milhões, para as federais. O
orçamento, divulgado ontem pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG),
será apresentado segunda-feira ao Ministério dos Transportes, durante negociação
para liberação dos recursos. Um trecho que estará entre os primeiros a serem
recuperados, a partir do decreto de situação de emergência, é na MG-050, entre
Itaúna e Divinópolis, no Centro-Oeste do estado. O deslizamento de um barranco,
no km 103, obriga os motoristas a trafegar em meia pista, na única ligação
entre Belo Horizonte e o Triângulo Mineiro, depois da interdição da BR-262, no
km 418.
A estimativa do DER é de que, além dos R$ 49,5 milhões para obras de emergência
nas rodovias estaduais, como
reconstrução de pistas danificadas, pontes, aterros e redes de drenagens, serão
necessários mais R$ 300 milhões para recuperação e manutenção de estradas sob jurisdição do
departamento, inclusive as federais. “Esse valor é suficiente para refazermos
os pontos danificados e para as recuperações funcionais das rodovias. A partir de abril,
quando as chuvas deverão cessar, vamos iniciar a revitalização de uma parcela
significativa da malha viária. Minas já havia enviado ao governo federal um
pedido de R$ 36,5 milhões para as MGs, mas esse estudo foi refeito e uma nova
planilha, de R$ 49,5 milhões, será apresentada em Brasília pelo secretário de
estado de Transporte e Obras Públicas, Fuad Noman”, diz o diretor-geral do DER,
José Élcio Monteze.
A força das águas já provocou a interdição de 12 trechos das rodovias estaduais, sendo que
sete são em vias pavimentadas e cinco em estradas sem pavimentação. Levantamento do DER
mostra que, dos 24 mil quilômetros de rodovias mineiras, pavimentadas ou não, de 10%
a 15 % estão em estado ruim; de 35% a 40% estão regulares e o restante, cerca
de 45%, em boas condições. Os principais trechos que estão com o tráfego
bloqueado são o km 28 da MG-020, entre Santa Luzia e Jaboticatubas; o km 73 da
MG-447, entre Miraí e Cataguases; o entroncamento da MG-455 com a BR-459, em
Santa Rita de Caldas; e a MG-344, em Claraval, na divisa com São Paulo.
MUNICIPAIS De acordo com o DER, as estradas em piores condições são as
municipais, com 922 pontes destruídas ou danificadas nos 200 mil quilômetros de
malha viária. “Nas rodovias municipais estão os maiores problemas. Nossa meta é agir
com antecedência nesses lugares, fazendo a recuperação preventiva de alguns
trechos. Mas, apesar dos danos, as estradas estaduais, de uma maneira geral,
estão se comportando melhor que há três anos. Os investimentos de R$ 300
milhões do programa Pró-MG estão trazendo bons frutos”, acrescentou Monteze.
Balanço da Polícia Rodoviária Federal mostra que 13 trechos de estradas federais estão
interditados em Minas, estado com a maior malha viária do país – mais de 10 mil
quilômetros de BRs, concentrando cerca de 70% de todo o tráfego de veículos
mineiros. Desse total, nove ocorrências estão relacionadas às chuvas. O Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) informou que está com processos em
andamento para decretar situação de emergência em 13 trechos de rodovias federais que cruzam
o estado.
Tráfego lento e perigoso
O deslizamento de um barranco destruiu cerca de 100 metros de estrada, no km
103 da MG-050, entre Itaúna e Divinópolis, no sentido BH-Triângulo, e
restringiu o tráfego a meia pista. O acidente abriu também trincas no asfalto.
Diante do risco de novos abalos, o trânsito foi limitado e os 25 mil veículos
que passam diariamente pelo trecho, desde a interdição da BR-262, no km 418, em
Igaratinga, em 16 de janeiro, causam grandes congestionamentos. O trabalho de
recuperação a pista, a cargo do DER, começou ontem e pode durar até 30 dias.
Uma equipe de técnicos do DER vistoriou a área e descartou a possibilidade de
interdição total do trecho. Até o fim da semana, a planilha de custos para
obras de reconstrução da pista deve ser concluída. “Desde que uma cratera
interditou a BR-262, o desvio está sendo feito pela MG-050 e o fluxo de
veículos na rodovia aumentou de 15 mil para 25 mil por dia. Infelizmente, a
pista, que já devia estar comprometida pelas chuvas, não suportou o excesso de
peso. Dentro de 10 dias serão tomadas as medidas emergenciais, mas o início das
obras depende da estiagem por alguns dias”, disse Monteze.
O trânsito no local está sendo controlado por patrulheiros da Polícia
Rodoviária Estadual (PRE) de Divinópolis. De acordo com o Dnit, já foi decretado
estado de emergência para recuperação da BR-262, em Igaratinga, e o custo de
reconstrução do trecho é de R$ 2 milhões. O Dnit informou ainda que já iniciou a
abertura de um desvio ao lado da pista principal, mas as máquinas estão com
dificuldade de trabalhar, por causa das chuvas. O prazo para finalizar a obra é
de 180 dias, a partir da assinatura do contrato.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
Peregrinação pelo Nordeste
Lula
visita o Nordeste e manda recado para governadores. Afirma que, quem quiser,
que faça programa semelhante no estado ou no município. Quanto ao ministério,
diz não ter pressa
Parnamirim
(RN) – Em viagem por diferentes cidades do Nordeste, vistoriando e assinando
contrato de obras incluídas no Programa de Aceleração Crescimento (PAC), o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para rebater críticas feitas ao
programa . Segundo ele, o Brasil vive um momento excepcional, porque criou as
condições para, daqui para a frente, crescer de forma vistosa. Lula disse ainda
que o PAC é uma obra do presidente da República: "É apenas para atender às
necessidades do Brasil, que descobrimos por meio das demandas dos próprios governadores”,
assinalou, fazendo questão de minimizar as críticas feitas especialmente pelo
governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
O presidente ressaltou que, entre as obras estabelecidas como prioridade no
programa, estão investimentos importantes em São Paulo. "Nós temos grandes
investimentos em todos os estados. Em São Paulo, o Rodoanel e o Ferroanel são
obras históricas”, destacou, lembrando que o primeiro trecho do Rodoanel gastou
12 anos para ser construído. “Ele (Serra) sabe disso, e nós estamos nos
comprometendo com a parte dois", afirmou. Em seguida, o presidente
aproveitou para repetir a declaração dada durante a manhã, em visita a Recife,
de que se algum governador quiser criticar o PAC que adote uma iniciativa
semelhante para seu estado. "Eu não conheço nenhum (governador), mas se
tiver algum que faça uma crítica, ele que construa um PAC no seu estado, o
prefeito que construa um ´PACzinho´ em sua cidade. Aí, um ´PACzinho´ aqui, um
´PACzinho´ ali e um PAC nacional, e a gente resolve o problema de
infra-estrutura nacional", afirmou o presidente.
Lula disse ainda que há uma tentativa de criar a idéia de divergência em
relação ao programa e insistiu que se dispõe a ouvir demandas dos estados.
Outras obras, segundo ele, terão que ser discutidas no Orçamento, fora do PAC.
"O PAC é aquilo que é prioridade zero", disse Lula, acrescentando que
trata-se de um programa de integração nacional e não de um processo de obras
para atender o interesse dos estados.
Quanto à composição de governo, Lula afirmou que somente ele decidirá como e
quando será formada a nova equipe . As prioridades para a escolha, assinalou,
serão competência técnica e profissional. O presidente, que percorreu ontem
cidades do Nordeste, mostrou-se disposto a ouvir as reivindicações do PT , seu
partido, quanto à obtenção de espaço no novo governo, mas garantiu que as
decisões finais sobre o ministério serão tomadas tendo como único objetivo
assegurar a eficiência da equipe.
"Eu nasci na vida política reivindicando. Portanto, eu sou o homem, sou um
recipiente de reivindicações", disse, ao ser indagado sobre os pedidos do
PT em relação à obtenção de maior espaço no governo. Ao visitar as obras da
BR-101, em Parnamirim (RN), ele reconheceu ser natural que cada partido tenha
demandas próprias, mas afirmou que, na hora de montar a equipe, é ele quem
decide: " Vou fazer aquilo que estiver na minha cabeça, aquilo que for
melhor". Ao responder se deixará de lado os amigos nesta composição, Lula
completou: "Certamente, todos serão amigos, até porque eu não colocaria um
inimigo no governo. Agora, amigos à parte. Trabalho é coisa séria".
Em
Porto
de Suape (PE), onde esteve para assinar um contrato relativo à primeira ação
prevista no PAC – no valor de R$ 2,47 bilhões, para a construção de dez navios
da Transpetro, empresa ligada à Petrobras -, Lula disse que o país deve crescer
com responsabilidade, sem que sejam gastos mais recursos do que os disponíveis.
"O crescimento será de forma responsável, e não como a farra do boi",
ressaltou, numa analogia à uma manifestação folclórica de Santa Catarina,
proibida por lei em razão de sua crueldade contra o animal. Ao elogiar o
crescimento responsável, o presidente fez referências, mais uma vez, ao período
militar, quando houve o chamado milagre brasileiro.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
Auditoria do TCU revela problemas
O
Tribunal de Contas da União (TCU) investiga supostas irregularidades em obras
de recuperação e modernização da BR-364, que corta o estado na região do
Triângulo, ligando as divisas com São Paulo e Goiás. De acordo com auditoria
comandada pelo ministro Augusto Nardes, foram identificados problemas em um
trecho de 74 quilômetros próximo a Campina Verde, cujo contrato de execução foi
assinado em 1999. O contrato para as obras foi feito sem licitação; os
reajustes obedeceram índices diferentes dos estabelecidos e foi incluído o
asfaltamento do acesso a Comendador Gomes, com 4,5 quilômetros de extensão, o
que não poderia ocorrer, já que não se trata de trecho federal. Por conta dos
problemas, foi aplicada multa individual de R$ 20 mil ao ex-presidente do
extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER, atual Dnit), Genésio Bernardino
de Souza e aos ex-procuradores do órgão, Luiz Antônio da Costa Nóbrega e Hélio
Guimarães.
![]()
ECONOMIA
01/02/2007
Avança duplicação da 101
Exército
entregará parte da rodovia restaurada em 2008. Pernambuco será um dos
beneficiados
PARNAMIRIM
(RN) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo após participar da
cerimônia de assinatura do contrato entre a Transpetro e o Estaleiro Atlântico
Sul, no
Porto
de Suape, seguiu para o Rio Grande do Norte para acompanhar a primeira
implantação de concreto na BR-101, que está sendo restaurada e duplicada pelo
governo federal. De acordo com o Exército, responsável por três dos oito lotes
em que foi dividida a rodovia para as obras (lote 1 no Rio Grande do Norte,
lote 5 na Paraíba e 6, em Pernambuco), os trechos a cargo dos militares serão
concluídos até o primeiro semestre do próximo ano. A duplicação e restauração
da BR-101 beneficia diretamente os três Estados.
Assim como fez em Suape, o presidente fez questão de relacionar a obra com o
início do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC): “Fui a Pernambuco
participar da assinatura do contrato do estaleiro. Agora, do trecho da BR-101
e, daqui, vou ao município de Crateús (CE), inaugurar uma usina de biodiesel.
Tudo isso faz parte do PAC. E a importância desta rodovia é que ela vai
terminar ligando o Nordeste, do Rio Grande do Norte até a Bahia, trazendo um
imenso desenvolvimento para esta região.” Do montante previsto para as obras,
R$ 521,8 milhões, já foram liberados pelo governo R$ 279,8 milhões.
Mas ainda faltam R$ 115,4 milhões da fatia de R$ 234,3 milhões que será
direcionada a Pernambuco. A Paraíba recebeu R$ 94,2 milhões, de R$ 178,8
milhões, e o Rio Grande do Norte, R$ 66,7 milhões de R$ 108,7 milhões.
As obras da BR-101 já mobilizaram um efetivo de 1.677 pessoas, com 282 viaturas
e 264 equipamentos. Segundo balanço divulgado pelo Ministério dos
Transportes, o percentual de terraplenagem já chegou a 76,9% no lote pernambucano,
79,4% no paraibano e 85,7% no potiguar. No lote 6, pernambucano, está prevista
a implantação de dois viadutos, seis pontes e quatro passarelas.
O supervisor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), José Marcélio Marques
Sousa, admite que houve alguns atrasos no cronograma das obras. “Mas a previsão
de entrega continua no primeiro semestre do ano que vem”, garante. Na avaliação
dele, os três lotes com obras sendo tocadas pelo Exército serão entregues no
mesmo período. “Agora, as outras, que foram licitadas, começaram quase um ano
depois”, comenta, sem mencionar prazos.
Sousa ainda revela que a maior dificuldade está nas desapropriações. “São quase
400 (desapropriações), 200 em Parnamirim. Esse é um processo lento e muito
penoso. É preciso avaliar tudo com muito rigor, muito cuidado.”
O presidente frisou a necessidade de acompanhamento das obras do PAC por
prefeitos, governadores e o Ministério dos Tranportes. E o próprio Lula ainda
ressaltou que, a partir de agora, todos os meses visitará algum projeto
incluído no PAC. “O importante do PAC é que o governo, com o Conselho Gestor,
vai acompanhar semanalmente, quinzenalmente. E eu, a cada 15 dias, quero o
relatório de cada obra que foi destinada ao programa, do que está acontecendo,
se já saiu a licença prévia, se já fez licitação, se já está em andamento.
Porque eu aprendi o seguinte: o porco engorda se tiver o olho do dono em cima
dele.”
![]()
ECONOMIA
01/02/2007
Tecnologia pode ser empregada em outras obras no País
A
tecnologia empregada pelo Exército para pavimentar a BR-101, com a utilização
de concreto, pode ser adotada em outras obras em rodovias ou mesmo em aeroportos,
no País, segundo disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em
Parnamirim (RN). “Essa obra pode significar um novo padrão de rodovias para o Brasil. É um
tipo de obra poderosa, que, em 50 anos, ainda vai deixar o concreto com uma
qualidade extraordinária.” A tecnologia é semelhante à empregada na duplicação
da BR-232.
“Penso que essa obra pode balizar, para novas rodovias, aeroportos, uma
qualidade de serviços que já há algum tempo era oferecida na Europa, que existe
em poucas rodovias no Brasil. E, às vezes, você inaugura uma rodovia e,
dois anos depois, já tem que estar com operação tapa-buracos, porque teve
problemas. Então, é preciso melhorar a qualidade das obras.” E o presidente
complementou que seu papel no segundo mandato será “viajar o Brasil, fiscalizar
as obras, ver o que está acontecendo, destravar aquilo que estiver tendo
dificuldades, destravar parcerias com os governadores e prefeituras.”
O presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Renato
Giusti, explica que, dos cerca de 1,7 milhão de quilômetros de estradas existentes no País,
apenas 170 mil km estão pavimentados. E, em relação a este último número,
apenas 10% foram pavimentados em concreto. A ABCP, além de repassar o
conhecimento técnico para o Exército, emprestou dois “conjuntos” (de
equipamentos) para as obras na BR-101, que são compostos por usina de concreto
dosadora e misturadora, pavimentadora e texturizadora. Cada um desses conjuntos
pode chegar a US$ 1 milhão. O Exército está utilizando dois deles, em
Pernambuco e no Rio Grande do Norte, e adquiriu um, para uso na Paraíba.
![]()
BOM DIA
01/02/2007
Confirmado
Está
fechadíssima a volta do senador eleito Alfredo Nascimento (PR) para o Ministério dos
Transportes a convite especial do presidente Lula. Ele ainda deve assumir
hoje como senador e dia 15 já deve assumir a pasta, levando parte do seu staff.
O ex-senador Gilberto Mestrinho (PMDB), que tanto falou que isso aconteceria é
quem deve ficar se mordendo de raiva.
![]()
CUIABÁ URGENTE
01/02/2007
Pagou o quê?
Na
quarta-feira, dois jornalistas famosos de TV conversavam sobre indicações de
cargos federais. “Você viu? O governador de Mato Grosso indicou para o DNIT aquele assessor
troco, depósito, recibo...” De imediato, um jornalista cuiabano interferiu na
conversa e disse: “O nome dele é Pagot”. “É isso”, respondeu o outro, em
agradecimento.
![]()
EDITORIAL
01/02/2007
Rodovias mineiras
Em
boa hora chega a informação de que o Departamento Nacional de Infra-estrutura
de Transportes (Dnit) acaba de autorizar a abertura do processo de licitação, por
meio de concorrência pública, para a duplicação e a restauração da BR-262 em
trecho dos mais castigados pelas chuvas em Minas Gerais. O Governo federal vai
gastar cerca de R$ 400 milhões nas obras, que estão previstas para terem início
daqui a um mês.
Pois já era mais do que tempo de uma atitude concreta para tentar solucionar os
problemas que os usuários da estrada estão enfrentando. É que, além dos buracos
e crateras que tornam a pista uma aventura, os pontos contemplados têm alto
fluxo de tráfego, por onde é escoada a produção de diversos setores da economia
mineira. Na verdade, a boa conservação da rodovia é fundamental para o
desenvolvimento não apenas do Estado, mas para a própria economia do país, além
da segurança dos motoristas.
Outra boa nova é que o Dnit concluiu o processo de licitação para execução de obras
na BR-365, também uma via importante para o Estado. A construtora já foi
contratada e o prazo para a conclusão dos serviços de recuperação de quase 150
quilômetros, que vão consumir verbas de R$ 9,4 milhões, é o final do ano de
2008. A estrada funciona como um corredor de transportes que liga vários
estados ao litoral brasileiro. Com as chuvas que não dão trégua, a cada dia ela
vai se deteriorando, com muitos locais praticamente intransitáveis.
Neste retorno das férias, os mineiros estão enfrentando problemas que já se
pensava ser coisa do passado, mas não, todas as regiões de Minas têm estradas em estado lastimável.
O resultado é o aumento no número de acidentes e mais tempo gasto na volta para
casa, tumultuando o trânsito que já é perigoso e pesado, com seu fluxo normal
de cargas.
Mas somente estas obras não bastam para o tamanho do estrago causado pelas
chuvas. Por isto mesmo, o Governo mineiro anunciou, ontem, que vai apelar aos
cofres federais para conseguir verbas para recuperar outras trechos federais e
estaduais. São quase R$120 milhões necessários para minimizar os efeitos das
águas, em regiões que se encontram em estado de emergência, onde nada menos de
12 pontos estão interrompidos. O mais grave é que, pelos estudos do próprio
Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), mais da metade dos cerca de 24
mil quilômetros de rodovias estaduais estão em situação ruim ou regular.
A precariedade das rodovias que cortam Minas, na realidade, está a exigir esforço
conjunto federal e estadual, antes que elas, literalmente, se desmanchem,
inviabilizando o tráfego e paralisando a economia de vários estados brasileiros.
Como a temporada das águas ainda deve se estender por mais tempo, está mais que
correta a atitude das autoridades mineiras de lutarem por verbas para
solucionar o mais breve possível esta questão que afeta usuários e os vários
setores produtivos do Estado.
![]()
MINAS
01/02/2007
BR-262 rumo à duplicação
A
BR-262 receberá obras de duplicação, melhoramentos e restauração em 83
quilômetros de extensão. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) já autorizou a
abertura da licitação para a escolha da empresa ou consórcios para executar os
trabalhos, que foram divididos em três lotes e deverão consumir R$ 370 milhões.
O edital da concorrência pública está previsto para ser publicado ainda nesta
semana e a expectativa é de que em até três meses sejam iniciados os serviços.
O lote 1 totaliza 31 quilômetros e engloba o trecho do entroncamento da BR-381,
em Betim, com o município de Pará de Minas, compreendendo o KM 352,5 ao KM
383,5. Os serviços foram orçados em R$ 152,6 milhões. Já o lote 2, com 26,16
quilômetros, vai do KM 383,5 ao KM 409,66. A obra foi avaliada em R$ 131,7
milhões. O lote 3, que vai do KM 409,66 ao KM 435,64, próximo a cidade de Nova
Serrana, está estimado em R$ 85,6 milhões. A rodovia é considerada pelo Dnit-MG um corredor
estruturante de transportes que liga os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e
Goiás ao litoral brasileiro.
Importante para o fluxo da economia do Triângulo Mineiro, a BR-365 também vai
receber intervenções. Seu processo está mais adiantado, pois o Dnit já concluiu a
licitação para execução dos trabalhos, e a Construtora Sucesso S/A, do Piauí,
será a responsável pelas obras de recuperação, manutenção e conservação dos
143,6 quilômetros da rodovia, entre Patrocínio e Uberlândia, que compreende o
entroncamento da BR-462 ao entroncamento da BR-050.
Serão investidos R$ 9,4 milhões, e, de acordo com o engenheiro responsável pela
obra do Dnit no local, João
Andréa Molinero Junior, a verba já está assegurada. No entanto, homens e
máquinas só deverão começar a ganhar a estrada após o período chuvoso. «Não
posso pegar um trecho desses e colocar asfalto, sendo que ele não vai segurar
com tanta chuva. Temos que cuidar do dinheiro do contribuinte», afirmou. João
Andréa espera entregar as obras antes do prazo previsto, que é final de 2008.
Ele ressalta que Uberlândia é uma cidade bastante industrial e que a maioria
dos atacadistas da América Latina está situada no município. A BR-365, destaca,
é a principal ligação das regiões Centro-Oeste e Norte ao Nordeste. Apesar das
precárias condições de tráfego, observa João Andréa, a rodovia não registra
altos índices de acidente. «A Polícia Rodoviária Federal tem trabalhado na
prevenção com os motoristas».
Volta das férias
Algumas empresas de transporte rodoviário têm registrado atraso na chegada à
capital. Dependendo da origem, passageiros das viações Gontijo e São Geraldo
têm levado cerca de uma hora a uma hora e meia a mais para chegar à cidade,
principalmente quando têm que passar pela BR-262, onde, em Igaratinga, há uma
cratera, devido às fortes chuvas que provocaram erosão no solo. O desvio
aumenta em aproximadamente 70 quilômetros o percurso.
A PRF recomenda prudência aos motoristas. Só neste ano, até o dia 30, foram
registrados 1.811 acidentes, com 1.504 feridos e 87 mortes. Foram 12 desastres
envolvendo ônibus e seis com vans.
Minas quer verbas para as estradas
Cláudia Rezende
REPÓRTER
Minas Gerais vai apelar, mais uma vez, ao Governo federal para conseguir verbas
para consertar os estragos provocados pela chuva no Estado. Na próxima
segunda-feira, o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop),
Fuad Noman, vai se encontrar com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, para
pedir R$ 49 milhões para recuperar estradas estaduais e R$ 70 milhões para as
federais que cortam Minas, que estão em estado de emergência. De outubro até
agora, foram destinados pelo Governo estadual R$ 2 milhões para reverter os
impactos das chuvas.
O diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), José Élcio Monteze,
informou que o Estado tem 12 trechos estaduais interrompidos por causa de
problemas decorrentes das chuvas. Segundo ele, 54% dos cerca de 24 mil quilômetros
de rodovias estaduais estão em
situação ruim ou regular e 46%, em bom estado. No caso das estradas federais, de acordo
com a assessoria de imprensa do Dnit, a situação geral é regular.
Além da verba emergencial, Élcio Monteze informou que, entre março e outubro
deste ano, serão aplicados R$ 300 milhões para recuperação das vias que não
estão em bom estado. A Polícia Rodoviária Federal indicou 17 pontos em rodovias federais em que o
tráfego está interrompido.
Na noite da última terça-feira, mais um trecho estadual apresentou problema. Na
MG-050, entre Divinópolis e Itaúna, na Região Centro-Oeste, o rompimento do
aterro fez com que o fluxo de veículos ficasse limitado a meia pista. O diretor
do DER informou que já deu ordem para que se iniciem os trabalhos de
recuperação da via. Segundo ele, em até 30 dias, o serviço estará concluído. A
MG-050 estava sendo usada para desvio da BR-262, que está interrompida.
Outro trecho estadual que está em situação emergencial é o que está entre Miraí
e Muriaé. O diretor do DER esclareceu que o departamento está finalizando
estudos para começar a atuar no trecho. Ele participou de entrevista coletiva,
ontem, com a Defesa Civil, para fazer um balanço das ações do Estado no período
chuvoso.
O secretário-executivo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec),
tenente-coronel Alexandre Lucas Alves, anunciou novas medidas para minimizar os
impactos da chuva. Segundo ele, o órgão vai criar unidades regionais de defesa
civil em dez municípios. Esses núcleos vão reunir instituições locais para
mapear áreas de risco, cadastrar famílias e criar coordenadorias municipais de
Defesa Civil nas 343 cidades que ainda não têm.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
PT e PMDB formam megabloco na Câmara
BRASÍLIA
– Para sustentar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da
Câmara e para garantir mais cargos na Mesa Diretora e nas comissões temáticas,
o PT se juntou ao PMDB no comando de um megabloco partidário integrado por oito
partidos.
Além de PMDB e PT, estão juntos PR (fusão do PL com o Prona), PP, PSC, PTB,
PTdoB e PTC. No apoio a Chinaglia, não há novidade: todos já haviam se
definido. Mas, na composição da Mesa, os blocos ganham poder considerável. Eles
funcionam como se fossem uma única bancada.
Como a Mesa é composta por sete titulares e quatro suplentes, o tamanho da
bancada interfere diretamente na ordem de escolha: os maiores partidos ou
blocos escolhem primeiro os cargos que querem ocupar.
O PMDB deu as cartas no “blocão” e deve emplacar dois dos 11 cargos da Mesa
Diretora que será eleita hoje.
Será o único partido com mais de uma vaga. Ao PT, que anda confiante na vitória
de seu candidato à segunda vaga na sucessão da Presidência da República, foi
relegada a quarta suplência – o último cargo da Mesa.
Ontem, os blocos formados em torno das três candidaturas repartiram as
ocupações que deverão ser corroboradas na eleição. A intenção das composições é
manter as alianças em decisões e votações de projetos em plenário.
“Arlindão”
O maior dos blocos, apelidado de “Arlindão”, representa, na teoria, 273
deputados. Os peemedebistas deverão ocupar as primeira e terceira secretarias.
A primeira é tida como uma espécie de prefeitura da Câmara, responsável pelo
gerenciamento de um orçamento milionário.
O PR, presidido pelo mensaleiro reeleito Valdemar Costa Neto (SP), terá direito
a indicar a segunda vice-presidência. O nome será o de Inocêncio Oliveira. Ao
PP foi garantida a segunda secretaria, enquanto o PTB terá o direito de indicar
a primeira suplência.
A aposta petista é alta. Se Chinaglia perder para Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ou
Gustavo Fruet (PSDB-PR), o partido – dono da segunda maior bancada – ficará
praticamente fora da Mesa.
Espúria
Ainda líder do PFL na Casa, Rodrigo Maia (RJ) condenou a articulação do bloco.
“Isso mostra os acordos espúrios (feitos entre o PT e o PMDB). Eles acomodaram
os aliados que darão sustentação ao governo, deixaram as alianças de esquerda e
partiram para a de centro-direita”, criticou.
“Fizemos o bloco em legítima defesa, já que outros partidos tentaram subverter
a proporcionalidade”, socorreu o líder do PT, Henrique Fontana (RS).
Bloquinho
O segundo maior bloco contabiliza 153 votos e é formado pelo PSDB, PFL e PPS. É
dele que deverá sair a indicação de dois mineiros para a Mesa Diretora. Os
tucanos irão disputar a primeira vice-presidência com Nárcio Rodrigues (MG), os
peefelistas, a quarta secretaria e o PPS, a terceira suplência, com o novato Alexandre
Silveira (MG).
Apelidado de “bloquinho”, a composição pró-Aldo reúne PCdoB, PSB, PDT, PAN e
PMN e, teoricamente, soma 68 parlamentares, todos da base de coalizão do
governo Luiz Inácio Lula da Silva. Desses, apenas o PDT teve chances de indicar
um representante para a segunda suplência.
Minas Gerais deve ter dois representantes na nova Mesa
RICARDO CORRÊA ENVIADO ESPECIAL
BRASÍLIA – O Estado de Minas Gerais deve ter pelo menos dois representantes na
Mesa Diretora que será eleita hoje para os próximos dois anos à frente da
Câmara dos Deputados.
Além de Nárcio Rodrigues (PSDB), que deve ficar com a primeira vice-presidência
da Casa independentemente de quem vença a disputa, o estreante deputado federal
Alexandre Silveira (PPS) faz parte da chapa oficial e irá ficar com a terceira
suplência.
O nome dele foi definido ontem na reunião dos 15 integrantes da bancada do
partido, para ocupar uma das três vagas do bloco PSDB-PFL-PPS.
De acordo com o vice-presidente do PPS e presidente da legenda em Minas,
deputado federal Geraldo Thadeu, a escolha de Alexandre Silveira, por
unanimidade, foi um reconhecimento por sua votação.
O parlamentar foi o mais votado do partido no Estado e, com 147.663 votos, o
quinto deputado federal mais votado de Minas no último pleito.
Embora a explicação oficial da bancada seja a de que Silveira foi escolhido por
conta do currículo e de sua votação, nos bastidores há quem diga que a escolha
serviu também para garantir a permanência de Alexandre no partido.
Existem rumores de que o parlamentar iria se transferir para o PTB logo no
início da legislatura. Agora, se ficar mesmo com uma vaga, a mudança de partido
fica mais difícil, já que a troca de legenda acarretaria a perda do lugar na
Mesa Diretora e em comissões, pois as vagas são do partido e não do
parlamentar.
Pela ética
Alexandre Silveira afirmou que seu principal objetivo, caso seja confirmado na
Mesa, será ajudar a resgatar a imagem da Câmara, desgastada ao longo de uma
legislatura cheia de escândalos.
Delegado da Polícia Civil, Silveira atuou na direção geral do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) entre 2003 e 2005. Este será seu primeiro
mandato eletivo.
A escolha da terceira suplência se deu porque, com o megabloco organizado por
PT e PMDB, o grupo formado por PSDB, PFL e PPS ficou com apenas três, das 11
vagas na Mesa.
A primeira escolha era do PSDB, a segunda do PFL e só a terceira do PPS. Na
reunião de ontem a legenda ainda confirmou que irá manter Fernando Coruja (SC)
na liderança do partido na Casa.
Com qualquer resultado hoje, base governista sai debilitada
BRASÍLIA – A Câmara escolhe hoje seu presidente para os próximos dois anos em
meio a uma disputa que rachou a base governista e ameaça a formação de um bloco
coeso em defesa dos interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A eleição marca também o rompimento do PCdoB e do PSB com o PT, historicamente
ligados, no confronto direto dos candidatos Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo
Chinaglia (PT-SP). Qualquer que seja o vitorioso, o embate deixará sequelas
para o Planalto administrar.
Com o acirramento e as reviravoltas na disputa, a tendência é que haja dois
turnos. Coordenadores da campanha do petista avaliavam ontem que uma segunda
disputa com Aldo dificultaria a vitória de Chinaglia, por causa de um suposto
“sentimento antiPT” na Câmara.
O ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi categórico na previsão de que
será impossível recompor plenamente a base: “Há feridas insuperáveis.”
Ele avaliou que, no dia seguinte, os derrotados poderão até dizer que a questão
está superada porque vão entender que não será o momento de dar o troco. “Mas
não estará mais tudo bem”, concluiu.
Urna eletrônica
A eleição deverá durar quatro horas, contando os discursos dos candidatos. Se
um deles alcançar a maioria dos votos válidos, o resultado é definido em
primeiro turno. Se houver segundo turno, a votação acontece logo depois do
anúncio do resultado.
Só depois de definido o novo presidente é feita a apuração para os demais
cargos da Mesa Diretora. A sessão de votação está marcada para as 15h. (Agência
Estado)
Acordos podem acabar já depois da eleição
BRASÍLIA – A formação dos blocos está sendo classificada como “artificial” para
grande parte dos parlamentares, que apostam numa dispersão dos grupos amanhã
mesmo, dia seguinte da eleição. Vice-líder do governo, Beto Albuquerque (PSB)
garante que o “bloquinho” formado por seu partido com PDT, PCdoB, PAN, PMN E
PHS permanecerá unido.
“Seremos o único que sobreviverá depois de amanhã (hoje). Não vamos nos
dissolver.” Crítico às decisões de seu partido e aliado de Chinaglia, o mineiro
Júlio Delgado (PSB) disparou contra a indicação dos cargos e os acordos
partidários – que se estenderão às composições das comissões permanentes da
Casa.
“Agir com o fígado e com o intestino, e não com o cérebro, só pode dar nisso”,
afirmou. Ciro Gomes (PSB-CE) também criticou a formação de blocos. “O único
bloco que vai funcionar é o meu, que tem objetivos políticos, ideológicos. É
uma pena que o PT não esteja junto.” (HFJ)
PFL se une ao PSDB, mas ainda apóia Aldo
BRASÍLIA – O PFL decidiu ontem aderir ao bloco do PSDB e PPS, que apóia a
candidatura do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência da Câmara. O
líder do partido na Casa, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que a união é para
garantir a vaga do PFL na Mesa Diretora, e não significa abandono à candidatura
à reeleição do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
“O governo fez um movimento para tirar o PFL da Mesa. Este bloco não tem nada a
ver com a eleição da Câmara. É apenas uma reação à atitude do governo”,
afirmou.
Com o PFL, o bloco soma 153 parlamentares e se torna a segunda maior força
política da Casa, atrás somente daquele formado por PMDB, PT, PP, PR, PTB, PSC,
PTC e PTdoB, com 273 parlamentares.
O bloco garante duas vagas de titular na direção da Câmara. A articulação para
unir o PFL ao grupo foi dos governadores tucanos de São Paulo, José Serra, e de
Minas Gerais, Aécio Neves.
Os dois trabalham para levar Fruet ao segundo turno. O novo líder do PSDB na
Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), reconheceu que a formação de
blocos para garantir vagas na Mesa Diretora “é um desperdício”, mas disse que o
PSDB, o PFL e o PPS não tinham outra alternativa, diante do megabloco formado
pela base governista.
“A formação dos blocos é um desperdício para a democracia e a vontade popular
porque, se queremos fortalecer os partidos, é natural que se respeite a
proporcionalidade de cada um. Mas a partir do instante que a base governista
resolveu formar um bloco, não nos restou outra alternativa”, disse Pannunzio.
Verdes recuam
A bancada do PV recuou da decisão de formar um bloco partidário com PCdoB, PSB
e outros partidos em torno da candidatura de Aldo Rebelo. Segundo o vice-líder
do partido, deputado Lindomar Garçom (PV-RO), a bancada optou por manter sua
posição de independência. (FolhaEstado)
Cinco mineiros estão sob investigação
DA REDAÇÃO
Cinco dos 53 deputados federais mineiros que assumem hoje na Câmara dos
Deputados são suspeitos de cometer crimes ou acrescentam ao status de
parlamentar o de investigado pela Justiça.
Levantamento feito pelo site de notícias G1 (www.g1.com.br) indicou que, de
cada sete deputados eleitos, pelo menos um tem pendência jurídica.
Os 513 deputados federais da legislatura que começa hoje colecionam 133
processos. Para chegar a esse número, foram consultados sete tribunais, entre o
Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunais Regionais
Federais.
Entre os mineiros, estão três reeleitos e dois eleitos. Ademir Camilo (PDT),
João Magalhães (PMDB) e Márcio Reinaldo (PP) já cumpriram mandato como deputado
federal antes.
Já Juvenil Alves (PT) e Aelton Freitas (PR) estréiam na Câmara Federal. Freitas
já teve experiência no Legislativo, ocupando o cargo de senador entre 2003 e
2007.
A pesquisa do G1 aponta que a realidade no parlamento brasileiro pode ser ainda
mais desanimadora, pois podem haver processos nos tribunais estaduais ainda não
remetidos ao Supremo. O tribunal é responsável por julgar processos de deputados
federais diplomados, que têm foro privilegiado.
![]()
ECONOMIA
01/02/2007
BR-101 - Começam obras de duplicação
As
obras de duplicação da BR-101 no lote 7, entre o Cabo de Santo Agostinho e
Ribeirão, finalmente começaram esta semana, informou o secretário estadual de
Transportes, Sebastião Oliveira. Todo o trecho tem 43,9 quilômetros de
extensão. Segundo o secretário, os trabalhos vão se concentrar inicialmente em
15 quilômetros no município Escada. Maior e mais caro dos oito trechos da
duplicação da rodovia entre Natal (RN) e Palmares (PE), o lote 7 demandará
investimentos de R$ 272,5 milhões. Em setembro do ano passado, foram liberados
os primeiros R$ 39,7 milhões.
A ordem de serviço para execução das obras foi assinada pelo ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, em 24 de outubro, durante cerimônia em
Escada. Mas o consórcio vencedor vinha se limitando à limpeza da faixa de
domínio e demarcação da nova rodovia. Só no final de dezembro, depois de muita
negociação em Brasília com o Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes (Dnit), o Ibama deu autorização para a chamada supressão vegetal,
liberandoas construtoras para intervir em áreas de preservação permanente
(APPs) e permitindo, agora, o avanço das obras.
O consórcio formado por Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Construtora Barbosa
Melo foi o vencedor do lote 7 e a previsão do governo federal é a de que os
trabalhos sejam concluídos no primeiro semestre de 2009. As 207 desapropriações
no trecho custarão R$ 10,1 milhões, segundo levantamento do Dnit. Sebastião Oliveira
disse que as obras no lote 8, entre Ribeirão e Palmares, ainda não começaram
porque falta a licença ambiental para os primeiros dez quilômetros já liberados
na área de Usina Estreliana. Todo o trecho tem 40 quilômetros de extensão.
As obras do lote 8 já receberam R$ 29,3 milhões de um total de R$ 208,2
milhões. De acordo com o Dnit, o custo com as 42 desapropriações será de R$ 4,5
milhões. A rodovia duplicada vai cortar os municípios de Escada e Palmares. Em
Ribeirão ela passará por fora da cidade, como já acontece no Cabo. O resultado
da licitação para os cinco lotes da duplicação da BR-101 (dois em Pernambuco,
dois na Paraíba e um no Rio Grande do Norte) foi homologado no final de agosto
ano passado, pouco mais de um mês depois da abertura dos envelopes.
![]()
MINAS GERAIS
01/02/2007
R$ 119,5 milhões para conserto de rodovias
R$
49,5 milhões irão para estradas estaduais e R$ 70 milhões, para federais
A
recuperação emergencial dos estragos das chuvas vai custar R$ 49,5 milhões nas rodovias estaduais e R$ 70
milhões, nas federais de Minas. Apresentado ontem pelo Departamento de Estradas
de Rodagem (DER-MG), o orçamento será discutido, segunda-feira, no Ministério dos
Transportes, para negociar a liberação dos recursos. Um dos primeiros
trechos a ser recuperado, a partir do decreto de situação de emergência, é a
MG-050, no trecho entre Itaúna e Divinópolis, no Centro-Oeste, onde o
deslizamento de um barranco no km 103 deixa o trânsito em meia pista na única
ligação entre Belo Horizonte e o Triângulo Mineiro, depois da interdição da
BR-262, no km 418.
A estimativa do DER é de que, além dos R$ 49,5 milhões necessários para obras
de emergência nas rodovias mineiras, como reconstrução de pistas danificadas,
pontes, aterros e redes de drenagens, a recuperação e manutenção das estradas sob jurisdição do
departamento custará R$ 300 milhões. "Esse valor é suficiente para
refazermos os pontos que sofreram danos e ainda as recuperações funcionais das rodovias. A partir de abril,
quando as chuvas devem cessar, vamos iniciar os trabalhos para revitalizar uma
parcela significativa da malha viária. Minas já havia enviado ao governo
federal um pedido no valor de R$ 36,5 milhões para as MGs, mas esse estudo foi
refeito e uma nova planilha, de R$ 49,5 milhões, será apresentada pelo
secretário Fuad Noman, em Brasília", explica o diretor-geral do DER, José
Élcio Monteze.
INTERDIÇÃO. A força das águas já provocou a interdição de 12 trechos nas estradas estaduais, sendo que
sete deles são em rodovias pavimentadas e cinco em estradas de terra.
Levantamento divulgado ontem pelo DER aponta que, dos 24 mil quilômetros de rodovias mineiras,
pavimentadas ou não, de 10% a 15 % estão em estado ruim; de 35% a 40% estão
regulares e o restante, cerca de 45%, em boas condições. Os principais trechos
que estão com o tráfego de veículos bloqueados são o km 28 da MG-020, entre
Santa Luzia e Jaboticatubas; o km 73 da MG-447, entre Miraí e Cataguases; o
entroncamento da MG-455 com a BR-459, em Santa Rita de Caldas; e a MG-344, em
Claraval, na divisa com São Paulo.
saldo. De acordo com o DER, as estradas em piores condições de tráfego são as
municipais, que registram um saldo de 922 pontes destruídas ou danificadas nos
200 mil quilômetros de malha viária. "As rodovias municipais são onde
ocorrem os maiores problemas. Nossa meta é agir com antecedência nesses
lugares, fazendo a recuperação preventiva de alguns trechos. Mas, apesar dos
problemas, as estradas estaduais de uma maneira geral estão se comportando
melhor que há três anos. Os investimentos de R$ 300 milhões do programa Pró-MG
estão trazendo bons frutos", acrescentou Monteze.
Balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que 13 trechos
de estradas federais estão
interditados em Minas, estado com a maior malha viária do país - mais de 10 mil
quilômetros de BRs cortam o estado e reúnem cerca de 70% de todo o tráfego de
veículos mineiros. Desse total, nove ocorrências estão relacionadas às chuvas,
sendo que elas foram registradas de novembro do ano passado até ontem. O Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) informou que está com processos em
andamento para decretar situação de emergência em 13 pontos de rodovias federais que cruzam
o estado.
![]()
INFORME DO DIA
01/02/2007
NOVA PONTE
O
Ministério
dos Transportes liberou, em caráter emergencial, R$ 25 milhões para a
construção de uma ponte para veí- culos de carga pesada, fora do eixo central
do munícipio de Campos Coma em Junho
![]()
CIDADE
01/02/2007
Prefeitura garante recursos para o Porto do Cai N’água
A
informação é do prefeito Roberto Sobrinho que acompanhou a operação de
levantamento topográfico e análise de solo do local
A
prefeitura de Porto Velho já tem assegurados os recursos para a construção do Porto do Cai N’água. Os R$
9 milhões 180 mil serão administrados pelo 5º Batalhão de Engenharia de Construção
(5º BEC) que foi contratado pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e
Transporte (DNIT) para elaborar e executar o projeto (naval e terminal
hidroviário).
A informação é do prefeito Roberto Sobrinho que acompanhou a operação de
levantamento topográfico e análise de solo do local realizada ontem por
técnicos da Diretoria de Obras de Cooperação do Exército, sediada em Brasília.
O prefeito disse que as obras deverão ser iniciadas no primeiro semestre deste
ano, estando prevista a conclusão para 2008. Roberto destacou também a
contratação pelo Exército de um engenheiro florestal para avaliar o impacto
ambiental da obra na vegetação, estudo já em andamento. O Porto do Cai N’água faz
parte do projeto de urbanização da margem do rio Madeira, que vai até a praça
da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
![]()
CIDADE
01/02/2007
Risco continua no cruzamento
O
cruzamento entre a BR-364 e a avenida Jatuarana continua sendo um dos mais
perigosos de Porto Velho. Após vários meses, diversas reuniões tentaram decidir
qual seria a alternativa para evitar a incidência de acidentes no local. Mas
até agora nada foi feito.
Para o motorista João Assis que necessita passar pelo cruzamento todos os dias
quando vai trabalhar e levar os filhos na escola, a alternativa seria a
instalação de um viaduto no local, mas um retorno ajudaria muito a se sentir
mais seguro ao passar pelo local.
Um retorno no Trevo do Roque foi citado como a primeira alternativa pelo
Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Denit), cujo seu
representante afirmou A equipe do jornal O ESTADÃO DO NORTE que a mudança seria
feita ainda no ano passado, mas nenhuma providência foi tomada.
Blocos de concreto seriam instalados no local para evitar que quem viesse da BR
sentido jatuarana não entrasse na avenida, mas não foram confeccionados e mais
uma das alternativas foi a instalação de blocos que ficam na avenida Nações
Unidas.
Rotatória ainda no papel
De acordo com o superintendente do Denit, Ribamar o projeto para a instalação
de uma rotatória no local já foi aprovado, mas as obras só começam quando a
incidência de chuvas diminuir. Um recente levantamento da Delegacia
Especializada em Delitos de Trânsito (DEDT) confirma o aumento de mais de 20%
nas ocorrências de acidentes de trânsito no mês de outubro em Porto Velho, em comparação
ao mesmo período do ano passado. De acordo com o delegado Amélio Pires da
Silva, foram registradas 390 ocorrências. No total, 8 vítimas fatais,
principalmente nos cruzamentos da capital.
"O índice é muito alto, mas estas estatísticas alarmantes são observadas
em praticamente todas as cidades, e Porto Velho é uma das principais", comenta.
Para o delegado, a causa da maioria dos acidentes, principalmente de trânsito,
é a imprudência e não o consumo de bebida alcoólica.
![]()
GERAL
01/02/2007
Rodovia federal será ampliada
O
superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), João José dos
Santos, anunciou, ontem, que vai lançar ainda neste ano um edital de licitação
para a elaboração de um projeto de engenharia voltado para a duplicação da Via
Expressa.
O utra novidade para este ano pode ser o lançamento da licitação para o projeto
de engenharia do transporte marítimo na Capital. O secretário Regional da
Grande Florianópolis, Valter José Gallina, disse que após várias discussões
existe uma possibilidade de lançar o edital neste ano.
A idéia é instalar píeres na Ilha e Continente e fazer a ligação deles por
intermédio de catamarãs. Com relação à Via Expressa, a idéia é implantar duas
pistas em cada lado. Ele disse que há um estudo sobre a possibilidade desde o
ano passado.
A empresa que vencer a licitação para a ampliação estará capacitada a
apresentar um estudo de engenharia com projeto.
![]()
GERAL
01/02/2007
Edital para túneis na 101 sai este mês
Órgão
vai abrir concorrência para projeto no Morro dos Cavalos
O
Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) lança este mês o edital de
elaboração do projeto dos dois túneis que serão construídos no Morro dos
Cavalos, em Palhoça, dentro da obra de duplicação da BR-101 Sul. E até o final
do ano saem os editais para execução de outras duas obras da rodovia: a
travessia da Lagoa de Cabeçudas, em Laguna, e o túnel do Morro do Formigão, em
Tubarão.
Essas quatro obras especiais são as únicas da duplicação da rodovia em que os
processos de licitações sequer estavam finalizados. Eles esbarraram em debates
com os órgãos ambientais, culturais e indígenas. No projeto de duplicação,
também está pendente o lote 29, onde as obras estão paradas por questões
contratuais.
Ontem, o superintendente do DNIT em Santa Catarina, João José dos Santos, anunciou que a
elaboração dos projetos dos trabalhos na Lagoa de Cabeçudas (Laguna) e no Morro
do Formigão (Tubarão) já estão quase concluídos. A previsão é que finalizem em
maio.
Com isso, o DNIT ficará habilitado a elaborar o edital de construção das duas
obras, que deve ser lançado até fim do ano. Em Laguna, será construída uma
ponte para travessia sobre a lagoa numa extensão de pouco mais de um
quilômetro. Na obra em Tubarão, o túnel terá 400 metros de extensão.
A parte mais atrasada da duplicação é o Morro dos Cavalos, onde a rodovia passa
por território indígena. O edital de projeto será apresentado apenas agora em
fevereiro. Cada um dos dois túneis terá pouco mais de um quilômetro.
No total da obra, já foram aplicados R$ 400 milhões e serão investidos mais R$
300 milhões este ano. A pista é interrompida sempre que há detonações de
rochas, todas as terças e quintas-feiras, entre meio-dia e 14h, em Palhoça. A
partir de 15 de março serão realizadas também aos sábados no mesmo horário. Não
haverá detonações e interrupções no tráfego durante o Carnaval, entre 16 e 21
de fevereiro.
Obra está parada entre Araranguá e Sombrio
Outra parte da rodovia onde a obra está temporariamente parada é no lote 29,
entre Araranguá e Sombrio. Houve a rescisão de contrato com a empresa executora
e está em processo de regulamentação do segundo colocado na licitação. Falta só
a nova empreiteira apresentar a documentação do seguro garantia.
É um tipo de caução, comum em construções. O governo pede 5% do valor da obra
como garantia de que a empresa não abandonará os trabalhos após receber o
dinheiro.
Por outro lado, os 28 quilômetros do lote 27 devem ficar prontos ainda esse ano
com a pista liberada ao tráfego. Com isso será possível fazer a restauração
completa da pista antiga neste trecho, que corta as cidades de Içara, Criciúma
e Sangão.
![]()
NEGÓCIOS
01/02/2007
Lula garante obras para o CE
Crateús.
Em meio a uma chuva fina que caiu na tarde de ontem em Crateús, no Sertão dos
Inhamuns, amenizando a temperatura de 35 graus registrada pela manhã, o
presidente garantiu publicamente a implantação da Siderúrgica Ceará Steel, no
Complexo Industrial e Portuário do Pecém e da Ferrovia Transnordestina,
como obras prioritárias no Ceará e que serão contempladas no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
´Não se preocupem com as discussões entre a Petrobras e os empresários
estrangeiros, que esse projeto (siderúrgica) vai sair, assim como a Ferrovia Transnordestina logo
vai ligar o porto de Suape ao de Pecém´, assegurou o presidente, diante de
correligionários políticos, empresários e milhares de agricultores e populares
que foram prestigiar a inauguração oficial da nova usina de biodiesel da
empresa Brasil Ecodiesel.
Lula também sinalizou com a criação de um campus avançado da Universidade
Federal do Ceará (UFC) e de uma escola técnica no município, bem como anunciou
a implantação no País de um programa de inclusão digital, que ira levar o
acesso da banda larga a todas as cidades e garantir o acesso à internet em
todas as escolas. ´Vamos digitalizar esse País´, declarou o presidente, ao
destacar que ninguém pode ser discriminado por não ter acesso à informática.
O presidente aproveitou o palanque para defender o PAC, anunciado a poucos
dias, e destacou que este é o único programa que vai ´levar em conta o povo do
nordeste brasileiro´. Segundo ele, através do PAC, a região será beneficiada
com R$ 80,5 bilhões, até 2010. ´Só de saneamento básico estamos propondo R$ 5,4
bilhões, e para a questão hídrica, para resolver o programa de água do Nordeste
são mais R$ 11,7 bilhões para o Nordeste brasileiro´, sinalizou Lula.
Ladeado por Cid Gomes (PSB), com quem entrou abraçado no palanque, Lula pediu
calma às pessoas, diante do novo governo. Pediu compreensão por que ´o jogo (o
mandato) começou agora´, além de que se precisa ter a consciência de que nem
tudo poderá ser feito, ´até porque não terá tempo nem dinheiro´.
Carlos Eugênio
Enviado a Crateús
ENQUETE
Confiança na retomada do plantio de mamona
José Jeová Mota - Prefeito de Tamboril
Com o interesse pelo biodiesel, o agricultor terá mais uma opção. Nossa
agricultura familiar tem muita esperança.
José Almir Claudino Sales - Prefeito de Crateús
É preciso que o agricultor tenha juros subsidiados do BNB e do Banco do Brasil
para que a economia seja alavancada.
Nelson Martins - Líder do Governo na Assembléia
O biodiesel será a redenção do Nordeste. O presidente Lula tem feito de tudo
para que der certo. Os empresários e os agricultores têm que colaborar.
![]()
CUIABÁ URGENTE
01/02/2007
Pagou o quê?
Na
quarta-feira, dois jornalistas famosos de TV conversavam sobre indicações de
cargos federais. “Você viu? O governador de Mato Grosso indicou para o DNIT aquele assessor
troco, depósito, recibo...” De imediato, um jornalista cuiabano interferiu na
conversa e disse: “O nome dele é Pagot”. “É isso”, respondeu o outro, em
agradecimento.
![]()
OPINIÃO
01/02/2007
Tapa-buracos
A
furada operação tapa-buracos do presidente Lula, que gastou milhões de reais,
não apresentou melhoria alguma nas estradas brasileiras. Mostrou-se um
desperdício do dinheiro público e falta de planejamento, principalmente no
Paraná onde os buracos foram os mais caros do Brasil (Gazeta 28/1), e foi
copiada pela Secretaria de Obras da Prefeitura de Curitiba. A Avenida Alcir
Martins Bastos, no bairro Fazendinha, é um exemplo: a cada mês, funcionários da
prefeitura tapam os buracos da avenida e novos buracos aparecem na pista
irregular de antipó.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
Wilma pede, mas Lula não garante BR-304
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que eventuais obras de
interesse dos estados que não foram incluídas no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) poderão ser negociadas com o governo federal mas para serem incluídas
no Orçamento da União, dando a entender que não deverá haver abertura para
negociações em relação ao programa recentemente anunciado. Mesmo tendo tratado
com a governadora Wilma de Faria (PSB) da possibilidade de incluir a BR-304
entre as obras do PAC, o presidente disse à imprensa desconhecer governadores
que tinham alguma sugestão a apresentar em relação ao plano.
O presidente Lula reconheceu que alguns governadores desejam pleitear obras
importantes para os estados, mas que não estão contempladas no PAC. ‘‘Acontece
que o PAC não é um processo de obras que atenda apenas os interesses do estado.
É um processo de obras de integração nacional. Obviamente se tem um estado que
tem uma obra importante, e sei que aqui a nossa governadora tem, nós vamos ter
que discutir no orçamento fora do PAC. O PAC é aquilo que é prioridade zero.
Nós temos grandes investimentos em todos os estados. Se o governador tem alguma
obra que não foi incluída no PAC, o governo é democrático, nós vamos
conversar’’, afirmou.
O presidente disse desconhecer críticas de governadores a respeito do programa.
Mas aconselhou eventuais governadores ou prefeitos que estejam insatisfeitos
com o PAC: ‘‘Eu não conheço nenhum até agora. Se tiver alguma crítica, ele
construa um ‘paczinho’ no seu estado, o prefeito construa um ‘paczinho’ na sua
cidade. E aí, um ‘paczinho’ aqui, outro ‘paczinho’ ali e um PAC nacional a
gente vai resolver o problema de infra-estrutura nacional’’, disse o presidente
Lula.
O presidente disse que o CPMF não está em negociação, descartando a
possibilidade de ceder parte dos recursos aos estados como compensação pelas
perdas no Fundo de Participação dos Estados (FPE) por causa de incentivos
fiscais previstos no PAC. ‘‘Nós só vamos resolver todos esses problemas na hora
em que nós aprovarmos a reforma tributária no Congresso Nacional. Que aí vai
atender as demandas’’, afirmou Lula. Em sua primeira visita ao Rio Grande do
Norte após o início do segundo mandato, Lula disse que pretende viajar mais
pelo Brasil a partir de agora. ‘‘Vocês vão ver como hábito meu viajar a cada
estado para acompanhar as obras que nós definimos. O importante, para essas
obras serem realizadas, é o acompanhamento do governador, da governadora, do
presidente, do ministro. Vou querer um relatório de todas as obras, a cada
quinze dias’’, acrescentou o presidente.
O presidente Lula demonstrou irritação ao ser questionado sobre necessidade de
enxugar a ‘‘máquina’’. ‘‘Aí, cada um enxuga do jeito que quiser. Eu acho que a
máquina brasileira, se a gente quer que ela funcione, nós vamos ter que
contratar muito engenheiros, professores, enfermeiros, servidores para
controlar o meio ambiente nesse país’’, disse. O presidente evitou falar sobre
a eleição da mesa da Câmara dos Deputados, que acontece hoje. E, sobre o
ministério, disse que o governo está caminhando bem e não há necessidade de
mudanças no momento.
![]()
POLÍTICA
01/02/2007
Visita à BR-101 dura cerca de uma hora
O
presidente Lula assistiu a concretagem de um trecho da BR-101, entre Parnamirim
e São José de Mipibu, debaixo de um sol escaldante, por volta das 13h30. Ao
lado da governadora Wilma de Faria (PSB) e outros políticos presentes, ele
ouviu explicações sobre o andamento da obra de duplicação da rodovia, cujos
recursos estão previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A visita
durou cerca de uma hora.
Lula destacou a importância da obra, que começa em Natal e segue até Feira de
Santana, na Bahia. ‘‘Essa obra, quando estiver concluída, irá prestar um grande
serviço ao desenvolvimento do Nordeste. Essa obra pode significar um novo
padrão de rodovia para o Brasil. É um tipo de obra poderosa’’, afirmou o
presidente. Ele disse ainda que a qualidade do material (concreto) usado na
duplicação da BR-101, com maior durabilidade, evitará a necessidade de o
governo fazer operações tapa-buracos.
Segundo informações da secretaria de imprensa da Presidência da República, o
pavimento de concreto tem resistência maior que o convencional em asfalto,
exigindo menos trabalho de manutenção. O equipamento usado pelo Exército no Rio
Grande do Norte tem capacidade para concretar 350 metros de estrada por dia. O
general Fache, comandante do 1º Grupamento de Engenharia de Construção do
Exército, afirmou que a obra está avançando 200 metros diariamente. Dos 81,4
quilômetros entre Natal e João Pessoa, foram restaurados 12 quilômetros e 34,2
quilômetros tiveram as obras de pavimentação iniciadas na semana passada.
O PAC, com cronograma previsto até 2010, tem o setor de transportes como destaque. O
objetivo do governo federal é potencializar o desenvolvimento econômico
melhorando a infra-estrutura para escoamento de produção e fluxo de turístas.
![]()
MUNICÍPIOS
01/02/2007
Motoristas ainda sofrem com as obras incompletas
Duas
das rodovias mais movimentadas do
estado ainda aguarda conclusão nas obras de recuperação. A falta de
sinallização e a recuperação do acostamento estão entre os principais problemas
enfrentados pelos motoristas que trafegam na rodovia de acesso ao município de
Grossos e Tibau, bem como no trecho da BR-304, entre Mossoró e Assu. As duas rodovias são as mais
procuradas pelos motoristas que procuram se deslocar para as regiões Oeste e
Alto Oeste potiguar.