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COTIDIANO -
03/11/2005
Deslizamento volta a
fechar Rio-Santos
O tráfego pela rodovia
Rio-Santos voltou a ser suspenso por volta das 19h de ontem devido ao risco de novos
desmoronamentos. Anteontem, blocos de pedra deslizaram e caíram sobre a pista,
no km 466, trecho fluminense da rodovia. Só é possível trafegar no local pelo
acostamento. O fluxo deverá ser normalizado somente às 6h de hoje. Logo pela
manhã, o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) deve começar a instalar explosivos nos blocos de
pedra para removê-los. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o desmoronamento
aconteceu por volta das 8h de anteontem. Os blocos de pedra atingiram uma
Kombi. Ninguém ficou ferido. (DA FOLHA ONLINE)
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OPINIÃO -
03/11/2005
A urgência da inspeção
veicular
ROBERTO SALVADOR
SCARINGELLA
Inspirada na necessidade de conferir maior segurança e, ao mesmo tempo, reduzir
a poluição ambiental, a obrigatoriedade da Inspeção Técnica Veicular (ITV)
prevista no Código de Trânsito Brasileiro aguarda regulamentação há nada menos
do que oito anos. As conseqüências dessa apatia e omissão do poder público
federal em torno da lei são danosas sob qualquer ponto de vista.
As conseqüências dessa apatia e omissão do poder público federal em torno da
lei são danosas sob qualquer ponto de vista
Veículos fora das especificações mínimas de segurança ameaçam a vida,
contribuindo para o alarmante painel de acidentes com vítimas. Embora os dados
nacionais disponíveis de aferição de acidentes deixem a desejar, pesquisas
realizadas em 2002, no Estado de São Paulo, indicaram que o fator veículo esteve
presente em 27% dos acidentes com vítimas analisados.
Paralelamente, as quebras provocadas por falhas mecânicas e o desgaste de
equipamentos como freios e pneus emperram o trânsito, impondo danos adicionais
à população e ao poder público.
Estudo realizado pelo Ipea/ANTP (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e
Associação Nacional de Transportes Públicos) no ano passado estima gastos
anuais superiores a R$ 5 bilhões só com acidentes em áreas urbanas do Brasil.
Para ter uma idéia, só a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) realiza mais
de 700 intervenções por dia para a retirada de veículos quebrados nas avenidas
e ruas da cidade de São Paulo.
Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos para o Meio Ambiente da Universidade de
São Paulo, oito pessoas morrem diariamente na cidade de São Paulo devido a
doenças que estão relacionadas à poluição.
Estudos feitos pela Faculdade de Medicina da USP indicam que não somente o
pulmão sofre danos pela poluição atmosférica mas também os sistemas cardíaco e
circulatório.
Só na região metropolitana de São Paulo há mais de 6 milhões de veículos -e, é
preciso dizer, cada um deles joga na atmosfera uma enorme quantidade de
monóxido de carbono, aldeídos, óxidos de nitrogênio e de hidrocarbonos. E isso
sem contar os efeitos que ainda são incomensuráveis na camada de ozônio. Uma
equação que fica ainda mais grave quando não se observam, com rigor, as
especificações técnicas de emissão de poluentes.
A inspeção veicular é essencial para encarar de frente esses problemas. É
preciso harmonizar, como manda a lei, as duas inspeções de segurança e
ambiental. Não há motivos para adiá-la. Já há definições, discutidas durante
mais de 15 anos, quanto às normas e padrões técnicos -inclusive normas da ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas)- para implantá-la, incluindo as
exigências para a redução de emissão de poluentes.
Nem mesmo os recorrentes argumentos críticos a respeito do custo que teria a
inspeção veicular para o contribuinte são sustentáveis.
Hoje, os proprietários pagam em torno de R$ 60 para licenciar seu veículo
-apenas para cobrir os custos burocráticos-, valor este significativo quando se
compara às tarifas praticadas no resto do mundo.
Temos de cobrar ação do poder público federal, assumir a lei, recuperar do
atraso para garantir maior segurança e ar mais limpo.
Não é preciso esperar mais.
Estou convencido de que é possível estabelecer um sistema para a inspeção dos
veículos sem onerar o contribuinte e, em curto prazo, contabilizar importantes
ganhos para a população e para o poder público.
Roberto Salvador Scaringella é presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego
de São Paulo (CET). Foi o primeiro presidente (fundador) da CET (1976-1982),
além de diretor do Metrô e do Departamento de Serviços Viários (DSV) e assessor
do Ministério dos
Transportes.
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METRÓPOLE -
03/11/2005
Rio-Santos: Estado quer
desligar usina nuclear
Condição da rodovia, onde
barreira caiu anteontem, dificultaria desocupação de Angra em caso de acidente
Felipe Werneck
RIO - O governo do Rio vai solicitar ao Ministério de Minas e Energia o
desligamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 caso não seja encontrada
uma solução rápida para a liberação Rodovia Rio-Santos
(BR-101), que está em condições precárias desde a queda de barreiras provocada
pela chuva, anteontem. A Rio-Santos é a única via terrestre para desocupação de
Angra dos Reis em caso de acidente nas usinas. "Uma das obrigações do
plano de emergência é manter a BR-101 livre, sob pena de parar as usinas. É um
princípio básico do plano", disse o secretário de Energia do Estado,
Wagner Victer.
Victer está em contato com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), do governo
federal. O Dnit avalia a possibilidade de implosão de duas pedras
que não puderam ser retiradas da pista por tratores.
A prefeitura de Angra solicitou ao presidente da Eletronuclear, Oton Luis
Pinheiro da Silva, que interceda junto ao governo federal. Mas a Eletronuclear
alega que as usinas não estão isoladas, porque há estradas secundárias - também
em estado precário -, e o acesso por São Paulo está liberado.
Uma passagem provisória foi reaberta no início da manhã de ontem para desviar o
trânsito no km 446 da rodovia. No trecho, em Mangaratiba, só é permitida a
passagem de veículos de passeio. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interditou
as pistas duas vezes na terça-feira, por causa da chuva, nos km 430 (sentido
Rio-Angra), 449 (sentido Angra-Rio) e 446.
O trânsito ficou completamente parado até o fim da tarde de terça-feira. Às 17
horas, foi aberto o desvio precário, que acabou sendo interditado em seguida,
por medida de segurança. O chefe da PRF na Rio-Santos, Helenilton Camargo,
disse que o atalho provisório só pôde ser reaberto porque parou de chover e
poucos carros estão usando a rodovia. No começo da noite de ontem, voltou a
chover e o desvio teve de ser fechado novamente.
A limpeza da pista também depende do fim das chuvas. Além dos cerca de 8 mil
metros cúbicos de lama e rocha que bloquearam a estrada, havia o risco de mais
4 mil m3 caírem. A polícia recomenda aos turistas que foram para Angra no
feriado que façam a viagem de volta pela Dutra, via Barra Mansa.
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POLÍTICA -
03/11/2005
Planalto evita o jogo
pesado
Jaques Wagner e Luiz
Dulci entram em campo com a missão de reduzir o clima de tensão. O governo
trabalha para manter a base aliada coesa e sinaliza que quer dialogar com
tucanos e pefelistas
Luiz Carlos Azedo
Da equipe do Correio
A turma do “deixa-disso” entrou em campo no governo para tentar baixar a bola
no confronto com a oposição. Liderada pelos ministros das Relações
Institucionais, Jaques Wagner, e pelo secretário-geral da Presidência da
República, Luiz Dulci, tenta evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
que anda irritadíssimo com a oposição e a imprensa, parta para o bate-boca com
os pefelistas e tucanos. A prova de fogo será o tom da entrevista que vai
conceder ao programa Roda Viva, da TV Cultura, segunda-feira, no Palácio do
Planalto.
O ministro Wagner tenta reforçar a base aliada na Câmara, que continua
desmobilizada. Considera essa tarefa mais importante do que a radicalização do
discurso dos petistas contra tucanos e pefelistas, embora defenda a tese de que
deva haver mais firmeza e combatividade dos governistas, mas sem entrar na
baixaria.
Na terça-feira, o corredor do gabinete de Jaques Wagner, no quarto andar do Palácio
do Planalto, parecia o pátio dos milagres, com uma romaria de deputados sendo
recebidos em audiência para tratar de seus interesses político-eleitorais.
Estiveram por lá, por exemplo, os deputados Eunício de Oliveira (PMDB-CE),
ex-ministro das Comunicações, e Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do presidente
do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos da ala governista do partido, que
anda incomodada com questões como a reimplantação da Sudene e a liberação das
emendas parlamentares.
A assessoria parlamentar do ministro desdobra-se para azeitar as relações com
as bancadas, que andaram emperradas. A prioridade é pôr em dia os acordos
feitos com a cúpula do PMDB, que negaceia muito e é o fiel da balança no
Congresso. O ministro evitou rebater as críticas do tucano Arthur Virgílio,
líder do PSDB no Senado, que andou até ameaçando dar “uma surra” no presidente
Lula. A avaliação do ministro é que o destempero verbal da oposição acabará
caindo no vazio, não merecendo resposta de Lula, nem de seus ministros. Mesmo assim,
pretende manter contatos com a oposição no Congresso, na esperança de chamá-la
à razão.
Sem retaliações
O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, também rechaçou propostas de
setores petistas no sentido de promover retaliações abertas aos órgãos de
imprensa que publicam denúncias contra o governo, por causa da denúncia de que
a campanha presidencial de Lula à Presidência em 2002 teria recebido ajuda
cubana em dólares. O discurso oficial da Secretaria de Comunicação continua
sendo o de que vai promover uma programação técnica, considerando os
indicadores de órgãos e institutos que fazem a aferição da circulação e público
dos diferentes veículos.
Também descartou a possibilidade de centralizar ainda mais a programação de
publicidade das empresas estatais, pois todas verbas publicitárias já são
monitoradas pela Secom. “Os números são transparentes e o mercado tem controle
sobre a veiculação”, garante o subsecretário de Publicidade da Secom, Caio
Barsotti. Segundo ele, a publicidade legal, as campanhas de utilidade pública
da Saúde e da Educação e o marketing das empresas estatais obedecem critérios
técnicos e legais, sem interferência da Secom. “Somente controlamos a
veiculação das verbas para a publicidade institucional do governo”, explicou.
A principal providência do governo em relação à publicidade, em razão do
escândalo do caixa 2 do PT, foi afastar as agências de publicidade do
empresário Marcos Valério de Souza das empresas estatais — Banco do Brasil,
Correios, Eletronorte — e dos ministérios do Trabalho e dos Transportes.
O contrato de Duda Mendonça com a Petrobras não deverá ser renovado, a exemplo
do que aconteceu com o contrato que mantinha com a Secom.
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BRASIL -
03/11/2005
Trecho da Rio-Santos é
reaberto
Foi reaberto, ontem, o
caminho provisório criado, na terça-feira, para desviar o trânsito na Rodovia Rio-Santos (BR-101), nas imediações do Km 446, em
Mangaratiba, onde ocorreu uma queda de barreira. O desvio teve de ser fechado
às 18h30m de terça devidos às chuvas. Na estrada improvisada e em condições
precárias, só está sendo permitida a passagem de carros de passeio. Os
policiais rodoviários autorizaram os veículos pesados a utilizarem o acostamento.
Nesta manhã, não chove na região.
O coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) no Rio, Rodrigo Costa, informou ao secretário de Energia, Indústria
Naval e Petróleo, Wagner Victer, que está seguindo para o local do deslizamento.
Ele pretende acelerar a explosão de duas pedras, que não podem ser retiradas
por tratores, para que seja iniciada a desobstrução da rodovia.
Na noite de terça, policiais rodoviários federais tiveram que fechar pela
segunda vez as pistas da Rio-Santos, por causa da forte chuva que caiu na
região. As pistas foram interditadas no Km 430 (sentido Rio-Angra dos Reis) e
no Km 449 (sentido Angra dos Reis-Rio), próximo a Mangaratiba. A pista já tinha
sido fechada pela manhã por causa da barreira que caiu por volta das 8h perto
do Km 446, no distrito de Conceição do Jacareí, também em Mangaratiba, próximo
ao Club Med.
interditado
Uma Kombi foi atingida pelo deslizamento, mas os dois ocupantes do veículo
estão bem. Um deles sofreu ferimentos leves. O trânsito ficou completamente
interditado nas duas pistas até o fim da tarde de terça. Por volta das 17h, foi
aberto o desvio precário, com pista única.
O prefeito de Angra dos Reis, que estava no Rio, fez uma vistoria no local e
pediu ao presidente da Eletronuclear, almirante Oton Luis Pinheiro da Silva,
que intercedesse junto ao governo federal para que as pistas da Rio-Santos
sejam liberadas o mais rapidamente possível. Os técnicos que estão no local
acreditam que isso só vai acontecer, se o tempo ajudar, em pelo menos três
dias.
Segundo o chefe de policiamento da Rio-Santos, o inspetor da Polícia Rodoviária
Federal Elenilton Camargo, pode haver risco de nova queda de pedras. A queda da
barreira aconteceu depois de 48 horas de muita chuva na região.
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BOM DIA -
03/11/2005
Não ao isolamento
Diante de impasses como o
estabelecido em torno das obras de recuperação da BR-319 é importante que alternativas
sejam criadas. Destas é que surgem, eventualmente, condições reais para superar
posicionamentos divergentes. É o que o governador Eduardo Braga se propõe a
fazer ao questionar em um primeiro momento se o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva deseja ou não tocar as obras com as quais o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento,
se comprometeu como instrumento de desenvolvimento da região e em segundo
momento sugerir que o Estado assuma a responsabilidade pelo licenciamento
ambiental.
A questão da delegação de competência tem um precedente, levantado pelo
governador durante a audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do
Estado. É a fórmula aplicada, segundo Braga, para resolver idêntico problema
com as obras da BR-317, no Estado do Acre. E em assim sendo nada pode ser
alegado para que não se aplique a mesma solução no caso do Amazonas.
Pelo que foi dito na Assembléia, onde chegou a notícia de que o Ministério dos Transportes repassará de imediato recursos da ordem de R$ 200
milhões com a superação do imbróglio, a defesa da BR-319 que vinha sendo feita
sem uma estratégia mais definida passa agora a ter uma linha de atuação com
condições de conseguir resultados práticos. As forças políticas do Amazonas apostam
no compromisso público assumido pelo governo Lula com o desenvolvimento da Amazônia
e em particular do Estado.
A prorrogação da Zona Franca de Manaus e o início da construção do gasoduto
Coari-Manaus são exemplos deste compromisso em que se baseia o Governo do
Estado para tentar arrancar um apoio mais decisivo do governo federal às obras
de uma estrada considerada indispensável para romper o isolamento em que nos
encontramos.
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CIDADES -
03/11/2005
Estruturas estão
comprometidas
CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Sucursal de Cáceres
A inspeção do Corpo de Bombeiros na ponte sobre o rio Paraguai, em Cáceres,
constatou que a estrutura está comprometida e apresenta risco aos motoristas.
A inspeção foi realizada por recomendação de técnicos do Departamento Nacional
de Infra-estrutura e Transportes (DNIT) de Brasília e
da Coordenação de Defesa Civil de Mato Grosso. Em maio, a situação crítica da
ponte já havia sido apontada por técnicos do Dnit em
Cáceres.
No início de outubro, uma equipe de técnicos do Dnit e da Defesa Civil esteve em Cáceres para fazer uma inspeção. Na
semana seguinte os mergulhadores entraram em ação. Vários mergulhos foram
feitos próximo a cada um dos dez pilares de sustentação da obra.
A ponte, considerada um dos cartões postais de Cáceres, foi construída na
década de 50 e inaugurada em 1962. Com mais de 40 anos de uso, nunca recebeu
manutenção. Tem 300 metros de extensão e liga as rodovias federais 070 (Cuiabá-Cáceres) e 174 (Mato Grosso a
Rondônia). Tem uma média de tráfego diário de 3 mil veículos, a maioria
pesados. É considerada uma obra vital por ser o acesso via terrestre entre os
estados amazônicos e o sul do país.
O relatório do Corpo de Bombeiros indica que, dos 10 pilares, pelo menos sete
apresentam avarias de vários tipos, como rachaduras, fissuras, exposição de
ferragens e danos nas vigas de sustentação.
Apesar de inicialmente afirmar que o relatório só seria revelado pela Defesa
Civil, o Corpo de Bombeiros prestou as informações, mesmo com cautela para não
criar pânico. Sem, contudo, negar a gravidade da situação. “Não somos
engenheiros de pontes, mas também não somos ingênuos a ponto de negar a
existência do problema. O local necessita de reparos emergenciais", disse
o comandante da corporação, major Dércio Santos Silva. Ele explica que cada
pilar da ponte dispõe de 18 estacas, e que a maioria delas apresenta danos.
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MANCHETE -
03/11/2005
Dnit pode perder R$ 2,5
mi em multas
Jáder Rezende
Repórter
Pelo menos 80 mil multas aplicadas por radares e lombadas eletrônicas do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), em rodovias federais de Minas Gerais, podem prescrever no
início do próximo ano, o que levaria o órgão a deixar de arrecadar pelo menos
R$ 2,5 milhões. O volume crescente de ações e a falta de integrantes das Juntas
para julgar os recursos são os principais entraves enfrentados pelo Dnit.
Responsável pela maior malha rodoviária do país, Minas reúne a metade do número
de recursos que é interposta contra as multas aplicadas. De acordo com o
supervisor de Operações Rodoviárias do Dnit em Minas,
Álvaro Campos de Carvalho, o dinheiro que deixará de ser arrecadado poderia ser
aplicado na manutenção de aproximadamente 150 quilômetros de rodovia por um
ano.
Carvalho informou que a maioria das infrações que está prestes a caducar é por
excesso de velocidade, excesso de carga e passagem pelo redutor de velocidade
na contramão. “A autarquia está tomando providências para ver se evita essa
prescrição. Já recorremos a Brasília e cada caso deverá ser analisado",
disse o supervisor do Dnit, observando que os recursos referentes às lombadas
eletrônicas serão priorizados.
O valor médio de arrecadação diária de multas por radares no Estado é da ordem
de R$ 300,00 e as multas aplicadas por lombadas eletrônicas representa menos de
1% do total.
O Dnit em Minas conta com cinco Juntas Administrativas de
Recurso de Infração (Jari) para julgar os processos, cada vez mais volumosos.
Em cada uma, apenas três julgadores analisam, em média, 150 recursos por
semana. Mas os julgamentos estão ocorrendo apenas em uma Junta.
“Planejamos um mutirão. Com as cinco juntas funcionando a todo vapor, julgaremos
todos os recursos em três anos", prevê Carvalho.
Passivo de recursos da época do consórcio de radares que ainda estão sendo
julgados seria o maior entrave no processo. Já os recursos atuais têm o trâmite
agilizado. “Recebemos uma faixa de 300 recursos por mês. Há redutores
eletrônicos de velocidade que implicam em menos recursos", disse.
Em todo o Estado, o Dnit mantém 70 ponto monitorados por barreiras
eletrônicas. Os radares deixaram de funcionar desde novembro de 2002, quando
foram desativados. Os recursos pendentes referentes a radares seriam em menor
escala. A maioria dos recursos interpostos atualmente é referente a redutores
eletrônicos, cerca de 200 por semana, cujas multas prescrevem em cinco anos.
Carvalho lembra que hoje o motorista não mais recebe em seu endereço o auto de
infração, apenas uma notificação alertando sobre a possibilidade de multa, o
que lhe dá a garantia de apresentar defesa prévia num prazo de 15 dias. “Já o
órgão tem o prazo de um mês para processar o julgamento administrativo, quando
será avaliado se a defesa é procedente. Se o pedido de revisão do motorista for
indeferido, o acusado tem mais 30 dias para entrar com o recurso. Mas se o
recurso for indeferido, o valor da multa será corrigido através da Ufir".
O Dnit reconhece que o principal problema dos estados é a
dificuldade de reunir os integrantes das Juntas para julgar os recursos. Como
eles não recebem pagamento pela prestação do serviço, e a grande maioria tem
outras atribuições, não participa das reuniões. Com exceção do representante do
Dnit, os outros dois integrantes da Junta atuam em nome
do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) ou do Conselho Nacional de
Trânsito (Contran) e de uma entidade da sociedade civil ligada ao setor de
transporte.
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MÁRCIO
FAGUNDES - 03/11/2005
Tabuleiro de pirulito
Do deputado estadual
Elmiro Nascimento (PFL), saudando o governador Aécio Neves (PSDB) pelo programa
Pró-Acesso, e, ao mesmo tempo, descendo a lenha na gestão Lula: 'A restauração
da BR 365, que liga Patos de Minas a Uberlândia, um dos maiores centros
empresariais do país, parou. Não sabemos o porquê. A alegação do Dnit é de que o início do período de chuvas dificulta as obras. E o
serviço de terraplanagem que já foi feito? Vai todo embora? Esse é o descaso do
Governo federal em relação às rodovias de Minas e
do Brasil'.
Buraqueira
No que emendou o seu colega Luiz Humberto Carneiro (PSDB): 'Acrescento a BR
050, entre Uberlândia e Araguari, que começa a apresentar sérios problemas.
Essa posição do Dnit de não investir nas estradas agora aumenta o custo
das obras,e, em pouco tempo, veremos o mesmo que ocorreu no ano passado: rodovias sem condição de tráfego e interditadas pela
justiça. Esperamos que este ano o Governo Federal seja mais sensível para que
isso não ocorra'.
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REPÓRTER 70
- 03/11/2005
Gargalo
Embora a bancada federal
paraense tenha feito tantos apelos, o Ministério dos Transportes não incluiu no Orçamento da União para 2006 os R$
35 milhões pleiteados para a ampliação do porto de Vila do Conde. Mais um
gargalo para as exportações paraenses. O porto foi usado pela primeira vez este
ano para as exportações de ferro-gusa da Cosipar, que transportou o minério de
Marabá, por estrada, em centenas de caminhões, abrindo uma alternativa para as
exportações, que hoje são feitas pelo porto de Itaqui, no Maranhão.
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BRASIL -
03/11/2005
Rio pode pedir
desligamento de usinas nucleares
Rio (AE) – O governo do
Rio vai solicitar ao Ministério de Minas e Energia o desligamento das usinas
nucleares Angra 1 e Angra 2, caso não seja encontrada uma solução rápida para a
liberação Rodovia Rio–Santos (BR-101), em condições precárias desde
a queda de barreiras provocada pela chuva, na manhã de terça-feira.
“Uma das obrigações do plano de emergência é manter a BR-101 livre, sob pena de
parar as usinas. É um princípio básico do plano”, disse secretário de Energia
do estado, Wagner Victer. Ele está em contato com o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), que avalia a possibilidade de implosão de duas pedras que não
puderam ser retiradas da pista por tratores.
A prefeitura de Angra dos Reis solicitou ao presidente da Eletronuclear, Oton
Luís Pinheiro da Silva, que interceda junto ao governo federal. A Rio-Santos é
a única via terrestre para desocupação da cidade em caso de acidente nas usinas
nucleares.
A Eletronuclear argumenta que as usinas não estão isoladas porque há estradas
secundárias – também em estado precário – e o acesso por São Paulo está
liberado.
A limpeza da pista depende do fim das chuvas. Além dos cerca de 8 mil metros
cúbicos de lama e rocha que desabaram, havia o risco de outros 4 mil mertos
cúbicos caírem. A polícia recomenda que os turistas que foram para Angra no
feriado façam a viagem de volta pela Dutra, via Barra Mansa.
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POLÍTICA -
03/11/2005
Planalto evita jogo duro
Jaques Wagner terá mais
conversas com aliados e nada de retaliações
Luiz Carlos Azedo
Do Correio Braziliense
A turma do "deixa-disso" entrou em campo no governo para tentar
baixar abola no confronto com a oposição. Liderada pelos ministros das Relações
Institucionais, Jaques Wagner, e pelo secretário-geral da Presidência da
República, Luiz Dulci, tenta evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
que anda irritadíssimo com a oposição e a imprensa, parta para o bate-boca com
os pefelistas e tucanos. A prova de fogo será o tom da entrevista que vai
conceder ao programa Roda Viva, da TV Cultura, segunda-feira, no Palácio do
Planalto.
O ministro Wagner tenta reforçar a base aliada na Câmara, que continua
desmobilizada. Considera essa tarefa mais importante do que a radicalização do
discurso dos petistas contra tucanos e pefelistas, embora defenda a tese de que
deva haver mais firmeza e combatividade dos governistas, mas sem entrar na
baixaria. Na terça-feira, o corredor do gabinete de Jaques Wagner, no quarto
andar do Palácio do Planalto, parecia o pátio dos milagres, com uma romaria de
deputados sendo recebidos em audiência para tratar de seus interesses
político-eleitorais.
Estiveram por lá, por exemplo, os deputados Eunício de Oliveira (PMDB-CE),
ex-ministro das Comunicações, e Olavo Calheiros(PMDB-AL), irmão do presidente
do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ambos da ala governista do partido, que
anda incomodada com questões como a reimplantação da Sudene e a liberação das
emendas parlamentares. A assessoria parlamentar do ministro desdobra-se para
azeitar as relações com as bancadas, que andaram emperradas.
A prioridade é pôr em dia os acordos feitos com a cúpula do PMDB, que negaceia
muito e é o fiel da balança no Congresso. O ministro evitou rebater as críticas
do tucano Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, que andou até ameaçando dar
"uma surra" no presidente Lula. A avaliação do ministro é que o
destempero verbal da oposição acabará caindo no vazio, não merecendo resposta
de Lula, nem de seus ministros. Mesmo assim, pretende manter contatos com a
oposição no Congresso, na esperança de chamá-la àrazão.
Sem retaliações - O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, também
rechaçou propostas de setores petistas no sentido de promover retaliações
abertas aos órgãos de imprensa que publicam denúncias contra o governo, por
causa da denúncia de que a campanha presidencial de Lula à Presidência em 2002
teria recebido ajuda cubana em dólares. O discurso oficial da Secretaria de
Comunicação continua sendo o de que vai promover uma programação técnica,
considerando os indicadores de órgãos e institutos que fazem a aferição da
circulação e público dos diferentes veículos.
Também descartou a possibilidade de centralizar ainda mais a programação de
publicidade das empresas estatais, pois todas verbas publicitárias já são
monitoradas pela Secom. "Os números são transparentes e o mercado tem
controle sobre a veiculação", garante o subsecretário de Publicidade da
Secom, Caio Barsotti.
Segundo ele, a publicidade legal, as campanhas de utilidade pública da Saúde e
da Educação e o marketing das empresas estatais obedecem critérios técnicos e
legais, sem interferência direta da Secom. "Somente controlamos a
veiculação das verbas para a publicidade institucional do governo
federal", explicou.
A principal providência do governo em relação à publicidade, em razão do
escândalo do caixa dois do PT, foi afastar as agências de publicidade do
empresário Marcos Valério de Souza das empresas estatais - Banco do Brasil,
Correios, Eletronorte - e dos ministérios do Trabalho e dos
Transportes. O contrato de Duda Mendonça com a Petrobras não deverá ser
renovado, a exemplo do que aconteceu com o contrato que mantinha com a Secom.
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PANORAMA
POLÍTICO - 03/11/2005
BURAQUEIRA
1) O Ministério dos Transportes já calculou: precisará de R$ 1,7 bilhão para
recuperar 18 mil quilômetros de rodovias federais.
Os usuários podem ficar esperando sentados num banquinho, porque o dinheiro não
virá; 2) A Cide (imposto sobre petróleo e derivados), que vai direto para o
cofre da União, recolhe R$ 9 bilhões por ano. Deveria se destinar à recuperação
das estradas. O retorno vem em conta-gotas entupido.
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DIÁRIO DO
LEITOR - 03/11/2005
BR-101
Atenção Dnit, é preciso instalar com urgência uma lombada eletrônica no antigo
trevo que vai para Santo Amaro da Imperatriz, no final da parte duplicada da
BR-101, perto do Posto Catarinão, em Palhoça. Transito por este trecho seis
vezes por dia, e já presenciei diversos acidentes, alguns dos quais fatais.
Édio Schweitzer
Por e-mail