
![]()
BRASIL
04/01/2007
Governo prevê gasto de R$ 114 bi em obras
Brasília.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que será anunciado pelo governo
até o fim deste mês, vai prever investimentos de R$ 65 bilhões com recursos
orçamentários, mais verbas do FGTS/FAT, do Projeto Piloto de Investimentos
(PPI), de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e outras fontes que impactam a
dívida pública. Somados aos investimentos das empresas estatais previstos no
Orçamento de 2007, o governo prevê gastar R$ 114,3 bilhões, neste ano, em obras
de infra-estrutura.
Ontem, a dois dias de sair de férias, o presidente Lula discutiu com a ministra
Dilma Roussef, o ministro interino da Fazenda, Bernard Appy, e assessores
diretos, os detalhes finais do plano de investimentos. Pela manhã, em reunião
prévia com técnicos da área econômica, a ministra Dilma advertiu:
- O governo não pode correr o risco de, no segundo mandato de Lula, investir
menos do que foi gasto no primeiro.
Os projetos de investimentos serão divididos em três eixos: infra-estrutura
logística; infra-estrutura energética e infra-estrutura social. A
infra-estrutura social terá cerca de R$ 17 bilhões de investimentos, dos quais
R$ 10 bilhões em saneamento básico e R$ 6,5 bilhões em moradia popular. O
restante será investido em estradas, hidrelétricas e outros.
No que se refere à moradia, as famílias que têm rendimento mensal de até dois
salários mínimos terão subsídio a fundo perdido. Isto é, financiamento integral
do imóvel. O subsídio será reduzido progressivamente, dependendo da renda de
cada mutuário. Mas as famílias que ganham até cinco salários mínimos terão
algum tipo de ajuda para adquirir imóveis.
Na reunião de ontem, o principal ponto de discussão foi o uso do adicional de
10% da multa do FGTS (em 2001 a multa rescisória sem justa causa passou de 40%
para 50%) para subsidiar a compra de moradia para famílias com renda de de até
dois salários mínimos. Essa fonte de recursos chegaria R$ 1,4 bilhão por ano,
mas empresários são contra seu uso. O governo está tentando convencê-los das
vantagens da medida.
Já está definido que o saneamento básico terá R$ 10 bilhões. Desses, R$ 2
bilhões serão investidos pelas empresas estaduais e municipais de saneamento
como contrapartida. Outros R3 bilhões sairão do Orçamento da União, sendo que
R$ 1 bilhão já está orçado e outros R$ 2 bilhões serão do Projeto-Piloto de
Investimentos. O saneamento básico ainda terá R$ 1 bilhão do Fundo Nacional da
Saúde (Funasa) e outros R$ 2 bilhões do FGTS, através de operações de mercado.
O presidente Lula deverá anunciar o PAC logo que regressar de suas férias, no
início da segunda quinzena. Por isso, quer garantir que todas as medidas estejam
amarradas até amanhã.
- Os investimentos eram a ponta que faltava para fechar o pacote - comentou uma
fonte do governo.
Amanhã, antes de embarcar, o presidente também deverá sancionar a Lei que cria
o marco regulatório do saneamento.
![]()
ECONOMIA
04/01/2007
Investimentos cresceram 13%
SÃO
PAULO. Os investimentos em infra-estrutura no Brasil somaram cerca de R$ 66
bilhões no ano passado. Embora 13% superior ao total investido em 2005 (R$ 58
bilhões), esse valor equivale a 75% do anualmente necessário (R$ 87,7 bilhões)
para atender à demanda, segundo levantamento prévio realizado pela Associação
Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib).
Na avaliação do presidente da Abdib, Paulo Godoy, neste ano a situação poderá
ser mais favorável para a área, tanto porque setores como o de telecomunicações
e de petróleo e gás - que receberam respectivamente 105% e 95% dos aportes
necessários - devem continuar a atrair investimentos, quanto porque há uma
sinalização do governo no sentido de melhorar a infra-estrutura do país.
- Pelo menos é o que está na agenda de prioridades do governo federal e dos
governadores eleitos; só posso acreditar que as atenções vão se voltar para
isso - declarou.
As projeções para 2007 devem ser divulgadas pela Abdib ao final do primeiro
trimestre deste ano. A pesquisa, realizada com base nos recursos efetivamente
aplicados nos setores de energia elétrica, petróleo e gás, transporte e
logística, telecomunicações e saneamento básico, indica ainda que o setor de transportes, um dos listados
como prioritários por representantes da indústria e analistas da área para
viabilizar taxas maiores de crescimento da economia, deve receber somente R$
6,4 bilhões, ou 38% do aporte necessário.
No entanto, comparado a 2005, quando os investimentos em transportes totalizaram R$ 5,8
bilhões, a cifra representa um avanço.
- Não houve nenhuma concessão nova na área de rodovias em 2006. As PPP
precisam deslanchar e área de portos deve melhorar bastante com a agenda
dos
portos
- completa Godoy.
Outro setor prioritário que deverá receber menos da metade dos recursos é o de
saneamento básico, R$ 3,6 bilhões ante necessidade de R$ 9,6 bilhões anuais
para atingir a meta de universalização do serviço no prazo de 20 anos, assinala
Godoy. Em 2005, os investimentos no setor foram de R$ 3,3 bilhões.
- Houve um aumento do investimento no setor no ano passado em relação a 2005
devido às eleições, mas ainda está muito aquém da expectativa. Com o marco
regulatório aprovado pelo Congresso no final de 2006, a situação deve
melhorar", espera. No setor de energia, os aportes estimados (R$ 11,8
bilhões) atingem 71% dos recursos necessários (R$ 16,6 bilhões), resultado
melhor que o registrado em 2005 (R$ 11,2 bilhões).
![]()
INFORME ECONÔMICO
04/01/2007
Orçamento e gasto imoderado
O
PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA da Silva sancionou o Orçamento de 2007, e os
ministros já podem começar a gastar sem moderação. Por enquanto, não há nenhum
contingenciamento e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está até de férias. 0
presidente sai hoje de férias e há uma extrema liberalidade. A ordem é gastar o
mais que puder para que o país possa pegar embalo e crescer os sonhados 5% este
ano. No ano passado, a oposição deu uma hábil rasteira no governo. Segurou a
aprovação do Orçamento até maio. Quando liberou, o governo já tinha restrições
para realizar despesas por causa das eleições. O resultado foi a grande
frustração com o modesto crescimento de 3%. No fim do ano passado, o presidente
Lula empenhou-se ao máximo para começar este ano já com o Orçamento aprovado no
Congresso. Ontem, liberou o texto final com apenas oito vetos. Os ministros
também não foram trocados para poderem assinar o máximo de contratos possíveis
e abrirem todos os tipos de licitação previstas. A ordem agora é gastar
Grandes surpresas
No Orçamento da União para 2007, existem grandes surpresas. O governo terá para
investimentos um total de R$ 49,43 bilhões, dos quais R$ 26 bilhões para
infra-estrutura. Isso significa R$ 10 bilhões a mais do que no ano passado. Os
recursos do Projeto Piloto para Investimentos (PPI) em infra-estrutura estão
previstos em torno de R$ 4,5 bilhões. São investimentos prioritários. Existem,
porém, surpresas más. A Previdência, por exemplo, deverá ter uma receita de R$
134,9 bilhões e uma despesa da ordem de R$ 181,4 bilhões. 0 déficit será de R$
46,4 bilhões, ou seja, R$ 5,4 bilhões acima do registrado no. ano passado.
Prioridades
Os investimentos em infra-estrutura de transportes são prioridades no Orçamento deste
ano. O governo prevê que serão investidos no setor de transportes R$ 4,63 bilhões.
Esses recursos serão distribuídos com as rodovias, ferrovias, hidrovias e portos. O setor de
habitação popular receberá investimentos de R$ 1,3 bilhão. Os aeroportos
receberão R$ 1 bilhão. O serviço de controle de vôo terá R$ 580 milhões. No ano
passado, contou apenas nas com R$ 135 milhões.
![]()
RIO
04/01/2007
Campos tem ruas inundadas
CAMPOS.
As chuvas que castigam há mais de 48 horas o Norte e Noroeste Fluminense
causaram estragos na lavoura, abriram crateras em estradas e deixaram cem
pessoas desalojadas em Campos, onde a situação é mais grave no distrito de Rio
Preto: um córrego transbordou e alagou as ruas.
E o perigo continua. O Rio Paraíba do Sul está se aproximando da cota crítica
que é a 9. Campos é protegida por uma bateria de comportas, que consegue
segurar as águas até a cota 11.
Os prejuízos nas lavouras de cana são incalculáveis, segundo o Sindicato dos
Produtores Rurais.
Os fazendeiros afirmam que mesmo que pare de chover hoje, a safra de 2007 já
está c o m p ro m e t i d a .
Barreiras caíram em estradas secundárias em Campos e de São Fidélis.
Na BR-101, no trecho entre Campos e a divisa com o Espírito Santo, duas
crateras abertas pelas chuvas que caíram antes do Natal continuam retendo o
trânsito, em meia pista.
Em São Fidélis, ruas estão alagadas e a prefeitura poderá decretar estado de
emergência.
![]()
1º CADERNO
04/01/2007
Investimentos em infra-estrutura cresceram 13% em 2006
Os
investimentos em infra-estrutura cresceram 13% em 2006 puxados pelos setores de
petróleo e gás e de telecomunicações, segundo levantamento prévio da Associação
Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib). Saneamento e transportes amargaram baixos
números em relação às suas necessidades e energia elétrica contou com 71% do
esperado. Devido ao desempenho ruim desses últimos setores, o aumento de
recursos - R$ 65,7 bilhões - representou apenas 75% do necessário para o setor.
"Nas teles, a competição e as novas tecnologias obrigaram as empresas a
investir", diz Paulo Godoy, presidente da Abdib. O setor recebeu no ano
passado R$ 13,9 bilhões, ultrapassando em 5% o total de recursos estimados pela
Abdib como necessários no ano. O cálculo da associação é feito com base nos
planos de governos e em dados de entidades setoriais.
Petróleo e gás receberam 95% das suas necessidades de investimento, com aumento
de R$ 30 bilhões. Segundo Godoy, isso foi reflexo da altas de preço do insumo e
neste ano o gás deverá contribuir mais para o avanço do setor.
Em energia elétrica, o empresário diz que a geração foi o principal problema.
"Estavam previstas para entrar em operação bem mais usinas do que
entraram, a diferença de geração ficou em 2 mil megawats". Ele cita a
usina hidrelétrica de Estreito, situada entre Tocantins e Maranhão (no Rio
Tocantins) como exemplo de obra prevista para entrar em operação em 2006 e que
atrasou por conta de problemas com o licenciamento ambiental.
Em transportes, o empresário diz
que todas as áreas receberam recursos aquém do esperado. "Os portos, as ferrovias e as estradas, apesar de contarem
com aumento dos investimentos do governo federal, sofreram com o atraso das
concessões", afirma.
A iniciativa privada só deverá sentir-se segura para investir em saneamento
após a implementação do marco regulatório, aprovado em dezembro do ano passado.
"Enquanto não houver essa implementação, não haverá mudanças e os
investimentos devem repetir os do ano passado", diz. Além disso, ele
explica que a atração de mais recursos vai depender muito da agilidade de
adaptação das empresas às novas regras.
A Abdib espera para este ano um aumento maior de investimentos. "Temos
todas as condições e o desempenho é vinculado ao crescimento econômico, que
facilita os financiamento e atrai investidores", explica o presidente da
entidade. Segundo Godoy, o setor de petróleo e gás deve continuar crescendo. Já
transportes dependerá da
efetivação de planos de governo, como o pacote para ferrovias e a Agenda Portos.
Apesar do levantamento da Abdib ser uma prévia, Godoy explica que a tendência
não deve ser alterada. Os números finais serão apresentados ainda neste
primeiro trimestre.
Os empresário da construção de São Paulo não estão tão otimistas para este ano.
Mesmo com a projeção do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de
São Paulo (SindusCon-SP) de que o setor crescerá 4,9% em 2007, Luiz Antônio
Messias, vice-presidente da entidade, diz que o volume de investimentos está
longe do considerado ideal. "Neste ano deverá haver mais contingenciamento
do governo federal e em relação ao Estado, primeiro ano de governo é sempre de
ajuste", diz.
![]()
CIDADES
04/01/2007
Chuva, buraco e mais imposto
Além
dos aumentos no IPVA e no Seguro Obrigatório, brasilienses terão que pagar taxa
de licenciamento anual de veículos no valor de R$ 36,47.População reclama dos
impostos e das ruas malconservadas
Mesmo
com estradas ruins e com as
chuvas esburacando ainda mais as ruas, os gastos dos brasilienses com tributos
sobre transportes vão aumentar neste
ano. O IPVA aumentou 2,55%; os reajustes do Seguro Obrigatório (Dpvat) chegam a
33%. Para piorar, a Câmara Legislativa, no apagar dos luzes do governo passado,
aprovou a regulamentação da taxa de licenciamento anual de veículos. A nova lei
está publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, de 28 de dezembro de
2006.
Há quatro meses, o Tribunal de Justiça havia considerado a cobrança ilegal. Em
agosto de 2006, a Adec entrou com uma ação no TJDFT, pedindo a suspensão da
cobrança. Na peça jurídica, a associação afirmava que o licenciamento foi
criado por uma instrução de serviço do Departamento de Trânsito do DF
(Detran-DF), o que seria irregular. Ela deveria ter sido enviada pelo governo à
Câmara em forma de projeto de lei. O Executivo obedeceu, mandou para o Legislativo,
os deputados aprovaram e a partir de janeiro os proprietários começam a receber
a guia para pagar os R$ 36,47 do licenciamento, junto com o IPVA e o Seguro
Obrigatório.
O tributo será usado, segundo justificativa do governo do DF no projeto enviado
à Câmara Legislativa em dezembro, para manter o cadastro da frota de veículos e
para emitir o certificado de registro a cada ano. “É um valor absurdo,
abusivo”, disparou a presidente da Associação para a Defesa dos Direitos Civis
do Consumidor (Adec), Naiá Brillinger.
Apesar do peso no bolso do brasiliense — agora definitivamente —, o
licenciamento no DF é um dos mais baratos do país. Somente os estados do Paraná
(R$ 23,19) e de Roraima (R$ 29,59) têm valores mais baixos. Já os mais caros
estão no Pará (R$ 89,83) e em Goiás (R$ 89,14). “Um valor justo seria de R$ 7.
Com o tamanho da frota do DF, o custo seria reduzido. Além disso, o Detran não
paga pelo material e os Correios não cobram pela emissão”, afirmou Naiá. O
diretor-geral do Detran, Délio Cardoso, limitou-se a dizer que “a legislação
federal prevê a cobrança e vamos cumprir”. Somente neste ano, o licenciamento
vai render R$ 32,8 milhões aos cofres do Detran.
Mudança
O Detran-DF não é mais vinculado à Secretaria de Segurança Pública. Publicado
na edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal na segunda-feira, o
decreto 27.591, de 1º de janeiro de 2007, prevê, entre outros atos, a
vinculação do Departamento a Secretaria de Transporte. A mudança deixou
funcionários do departamento apreensivos. Por conta disso, membros do Sindicato
dos Servidores do Detran (Sindetran) tiveram uma reunião com o secretário de
Transportes, Alberto Fraga, na nova sede do governo do Distrito Federal, em
Taguatinga.
Lá puderam ouvir do titular da pasta que a intenção é profissionalizar e dar
maiores condições de trabalho aos agentes de trânsito. Disse também que não há
“nenhum demérito” em estar vinculado à Secretaria de Transportes. “Eu acho que
o Detran vai ficar bem lá (na Secretaria). (…) O Detran tem que se conscientizar
que não é polícia”, afirmou Fraga. O secretário nega que a troca tenha gerado
tensões dentro do departamento. Para Fraga, “não há esse tipo de sentimento”.
ESTRAGOS NA BR-070
Em Ceilândia, a forte chuva do final da tarde provocou destruição na BR-070,
que liga o Plano Piloto a Águas Lindas. Parte do asfalto afundou e o trânsito
teve de ser interrompido em uma das faixas. Esta é a terceira vez, em menos de
um ano, que o problema acontece neste mesmo trecho. A suspeita é de que a
tubulação que passa por baixo da pista não tenha suportado a força da água. No
final da tarde, o trânsito no sentido Brasília/Águas Lindas ficou bloqueado.
Ele só deverá ser liberado hoje depois que as obras de reparo forem concluídas.
DPVAT 33% mais caro
Mariana Flores
Da equipe do Correio
Os brasilienses insatisfeitos com o reajuste de 2,55% no IPVA terão que lidar
com um aumento ainda maior em outra taxa cobrada dos proprietários de veículos.
No fim do mês quando começarem a chegar os carnês do IPVA, o DPVAT virá até 33%
mais caro que em 2006, apesar de a inflação no ano passado ter ficado em torno
de 3%. Os reajustes autorizados pelo governo federal, no entanto, não são
acompanhados de mais benefícios.
As indenizações pagas a quem sofre um acidente ficaram apenas 0,1% mais altas.
Além disso, o governo prolongou a espera de quem foi vítima de um acidente de
automóvel ou dos familiares. Depois de apresentados todos os documentos para
ter direito à indenização, a pessoa terá que aguardar mais 30 dias para receber
o dinheiro, e não mais 15 como vigorava desde 1974, quando foi criado o seguro
obrigatório. O aumento do tempo de espera foi autorizado na Medida Provisória
340, publicada no Diário Oficial da União do dia 29 de dezembro, e só divulgado
na última terça-feira.
Os reajustes variam de acordo com o tipo de veículo, assim como os valores
(veja quadro). Os donos de carros de passeio pagarão 11% a mais do que no ano
passado e 59% a mais do que em 2005. A fatura de cobrança passará de R$ 76,08
para R$ 84,55. O novo valor será cobrado igualmente de todos os carros de
passeio. Ao contrário do IPVA, o seguro obrigatório não é vinculado ao preço de
mercado do automóvel. A mesma quantia será paga pelos taxistas e pelos donos de
carros de aluguel. Já os motoqueiros pagarão 33% a mais . Eles terão que
desembolsar R$ 183,84, quase o dobro do valor estipulado em 2005, de R$ 96,00.
![]()
CIDADE
04/01/2007
Ferrovias pedem socorro na Bahia
A
Bahia vem lutando para se firmar como pólo exportador de gêneros
diversificados. Além da competição com países desenvolvidos – que em muitos
casos oferecem subsídios e incentivos para baratear seus produtos –, as altas
de juros e as deficiências crônicas no setor de transportes brasileiro vêm
encarecendo os custos de produção e reduzindo a competitividade de empresas
baianas no mercado internacional. Nessa batalha desigual, grupos ligados à
exportação no Estado demandam mais verbas do governo federal para reformar rodovias, portos, ferrovias e aeroportos
baianos, para evitar a todo custo que o sistema entre em colapso em um futuro
próximo. A possibilidade de um “apagão logístico” no transporte de cargas no
País foi levantada pelo coordenador de relações comerciais da Ferrovia Centro Atlântica
(FCA), Leonardo Macedo, em um congresso realizado pela Associação de Usuários
dos Terminais Portuários de Salvador (Usuport). Segundo ele, são necessários
investimentos em obras de infra-estrutura para requalificar a malha ferroviária
baiana e evitar um possível caos no setor.
A FCA controla 1.769 Km de ferrovias na Bahia. Macedo anunciou que o órgão vem
trabalhando em diversas frentes para resolver os principais problemas de
tráfego no Estado – os famosos gargalos ferroviários: o contorno de Candeias –
obra no valor de R$31,8 milhões – encontra-se em fase de conclusão; uma
passarela em Simões Filho vai custar R$2,95 milhões e a ligação Camaçari-Porto
de Aratu vai receber investimentos na casa dos R$70 milhões.
Posteriormente, segundo Macedo, serão investidos R$116 milhões para sanar o
gargalo de Cachoeira-São Féelix, considerado o pior trecho de toda a malha
ferroviária baiana porque os trens precisam reduzir a velocidade para passar
por cidades históricas, cruzamentos rodoviários, além de colocar em risco a
vida dos moradores vizinhos à linha do trem.
Via férrea só chega até o Porto de Aratu
O diretor-executivo da Usuport, Paulo Villa, explica que, dentre os portos administrados pela
Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), apenas Aratu recebe cargas por
via férrea. “Mesmo assim é uma porcentagem insignificante: 1% do que sai de
Aratu vem de trem. Os portos de Salvador e Ilhéus são 100% rodoviários”, disse.
Arnaldo Antônio Fernandez, coordenador geral da Federação Nacional Independente
dos Trabalhadores Sobre Trilhos (FNITST/CUT) explica que o sucateamento da
malha ferroviária brasileira começou a partir da década de 50. “Os governantes
passaram a priorizar o modal rodoviário como sistema de transporte alavancador
do desenvolvimento econômico e relegaram a plano secundário o transporte
ferroviário e de cabotagem. Essa infeliz decisão foi seguida pelos presidentes
do regime militar e também pelos presidentes civis, em total subserviência ao
Fundo Monetário Internacional e aos agiotas estrangeiros. Isso foi extremamente
prejudicial ao País”, argumentou.
O paradoxo é que, até mesmo instalações existentes foram desativadas e
sucateadas. “A linha do trem entra no Porto de Salvador, mas a última carga, que era de
magnesita, foi transferida para o Porto de Aratu em 1998. Desde então, a malha está
entregue e vem sendo ‘canibalizada’ sistematicamente, principalmente no trecho
entre Mapele e Paripe”, conta Paulo Villa.
Os trens cruzavam o bairro da Calçada à noite, para evitar engarrafamentos.
Entretanto, apesar do problema de tráfego, Villa argumenta que houve
negligência na preservação do patrimônio. (Por Helio Rocha)
Obras da Transnordestina foram suspensas
Em 2003, o governo Lula lançou o Plano Nacional de Revitalização das Ferrovias com a promessa de
abarcar 1,8 mil Km da malha nordestina. Dois projetos visam atender a demanda
na região: a Ferrovia Transnordestina e a Ferrovia Brumado-Oeste (BA).
A ferrovia Transnordestina foi iniciada em 1990, mas as obras foram suspensas
em 1992 por falta de recursos. O traçado inicial foi concebido para ligar
Petrolina a Salgueiro, 230 Km cruzando Pernambuco, e as cidades de Salgueiro a
Ingazeira (Missão Velha), 112 Km no Ceará.
“Essa obra, sem dúvida, deveria ser chamada de ‘Ferrovia Transpernambucana’
porque praticamente só vai beneficiar o Estado natal do presidente Lula”,
criticou José Raimundo de Jesus Oliveira, diretor do Sindicato dos
Trabalhadores em Empresas de Transportes Ferroviário e Metroviário da Bahia e
Sergipe (Sindiferro).
A ferrovia Brumado-Oeste deve beneficiar o transporte de grãos e minério de
ferro na Bahia. O projeto ainda não saiu do papel, mas prevê a ligação entre as
cidades de Luís Eduardo Magalhães e Brumado (575 Km), e entre Bom Jesus da Lapa
e Luís Eduardo Magalhães (333 Km).
O monopólio da FCA sobre a malha ferroviária baiana vem sendo questionado por
empresários e ferroviários. Segundo eles, o controle exclusivo da FCA – empresa
controlada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) – prejudica produtores,
principalmente os pequenos mineradores. (Por Hélio Rocha).
![]()
CIDADE
04/01/2007
Codeba investe R$ 47 milhões e acelera modernização portuária
A
Companhia das Docas do Estado da Bahia investiu R$ 47 milhões e 250 mil reais
nos
portos
de Salvador, Aratu e Ilhéus em 2006. Esses recursos destinaram-se a obras de
ampliação e modernização, sistema de acesso terrestre e marítimo, e tecnologia
de informação para gestão portuária, buscando tornar os portos baianos competitivos
e eficazes, além de sustentáveis ambientalmente.
“Nossas ações partiram de um planejamento estratégico, levando em conta as
grandes transformações experimentadas pela atividade portuária em todo o
mundo”, afirma o ex-presidente da Codeba, Fernando Schmidt, que deixou o cargo
na última sexta-feira para ser chefe de Gabinete do governador Jaques Wagner.
No
Porto
de Salvador, foram investidos R$ 28 milhões e 800 mil reais em obras e
serviços, como o final da implantação do Sistema de Segurança Portuária (ISPS
Code), instalação da primeira etapa do Porteiner, dragagem de manutenção e
aprofundamento, contenção do cais Ponta Sul, recuperação das sub-estações
elétricas e de iluminação, Complexo Administrativo Único, Plataforma de
Fiscalização Fitossanitária e estudos e projetos para a primeira etapa da
construção de dois berços de atracação com retroárea no prolongamento do cais
de Água de Meninos.
No
Porto
de Aratu, os investimentos atingiram R$ 11 milhões e 300 mil reais, em obras
como construção do Complexo Administrativo Único, final da implantação do
Sistema de Segurança Portuária, dragagem de manutenção, iluminação do pátio de
estocagem, e recuperação e modernização dos equipamentos destinados à
movimentação de cargas. Já em Ilhéus, foram aplicados R$ 7 milhões no final da
implantação do Sistema de Segurança Portuária, dragagem de manutenção e
construção de uma retroárea de 200 mil metros quadrados.
Planejamento de ações vai até 2010
Pela primeira vez em sua história, a Companhia apresentou ao Ministério dos
Transportes e Casa Civil do governo federal, um planejamento de ações até
2010 para a modernização e ampliação dos portos baianos. As ações apresentadas estão
estimadas em R$ 338.674.910,00 para o Porto de Salvador, R$ 286.207.758,00 para o Porto de Aratu e R$
89.367.957,00 para o Porto de Ilhéus. “Tratam-se de obras importantes para dotar o porto
público de infra-estrutura para competir no mercado interno e externo”, afirmou
Schmidt.
Outra medida inédita foi a constituição de uma comissão especial para analisar
e sugerir a melhor opção quanto à utilização da ponta norte do cais Água de
Meninos do Porto de Salvador. Há várias propostas de empresas interessadas em
investir nesta área, como também estudos e projetos da Codeba para instalação
de um portêiner, no valor total de 13 milhões de reais. A comissão é formada
pelos diretores da Codeba, José Fidelis Augusto Sarno – Infra-estrutura e
Gestão Portuária, Newton Ferreira Dias – Gestão Financeira, e Horácio Matos
Neto – Gestão Administrativa, e terá o prazo de sessenta dias para apresentação
do relatório final.
A Codeba vem desenvolvendo um processo de reestruturação organizacional, com a
elaboração do plano diretor de informações e a implantação de projetos e ações
já voltados para o chamado “porto sem papel”. Essas ações incluíram a
inauguração da Plataforma de fiscalização fitossanitária visando a articulação
eletrônica entre o Porto de Salvador, a Receita Federal e o Ministério da Agricultura;
implantação do pregão eletrônico que possibilita a rapidez, praticidade e
transparência nas licitações, além disso, a participação de um número maior de
fornecedores e conseqüente redução de preços; implantação do ISPS Code, com
instalação de equipamentos de alta tecnologia para monitoramento e controle de
circulação de pessoas, veículos e cargas, fundamental para a obtenção da
certificação da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias
Navegáveis (Conportos), habilitando as unidades baianas a operar com portos de todo o mundo;
inauguração do Complexo Administrativo Único para concentrar todos os órgãos
envolvidos na liberação de cargas para embarque e desembarque, como também para
atracação e desatracação de navios.
Ao mesmo tempo em que se cuidou da eliminação dos gargalos para o
restabelecimento da competitividade e o incremento da produtividade, começaram
a ser abertas alternativas reais para atração de novos negócios. A movimentação
de cargas, via arrendamento ou outras formas de parcerias, pode gerar um
incremento de 18 milhões de toneladas nos próximos cinco anos. Fernando Schmidt
destaca, entre os projetos, no Porto de Salvador a Bahia Pulp (celulose) e Grupo
Wiso (açúcar e cimento); Porto de Aratu a Bunge Alimentos (soja), Grupo
Wiso (minérios), Bahia Mineração Ltda (minérios), Vopak (diodisel), Grupo
Caboto (minérios), Stradicon (minérios), Oil Tanking (estocagem de matéria
prima), Braskem (para a construção de píer privado de líquidos); Porto de Ilhéus a Agrenco
do Brasil (soja), Grupo Carajás (minérios) e Grupo Lachman (pallet de madeira)
“Toda a programação de investimentos da Codeba está articulado com uma visão de
planejamento estratégico”, afirma Schmidt. “A Codeba investe sobretudo no Plano
Diretor Portuário do Estado da Bahia, que irá definir os rumos e as estratégias
do sistema portuário baiano nos próximos 25 anos”, completou. O plano irá
mapear as necessidades logísticas em termos de construção de portos e de modais de transportes, como também
identificar novas áreas em função do desenvolvimento da economia do Estado.
Estudos e projetos estão sendo desenvolvidos para a melhoria dos acessos
terrestres, seja no modal ferroviário e rodoviário, como a via portuária
exclusiva acoplada a uma retroárea remota, que irá fazer a ligação entre a
BR-324, principal eixo rodoviário de penetração na cidade, e o Porto de Salvador;
recuperação do acesso ferroviário a Salvador e ligação deste trecho com a via
férrea que vai até Juazeiro; restabelecimento da ligação ferroviária ao Porto de Aratu; e a
expansão do cais da ponta Norte – Água de Menino do Porto de Salvador.
![]()
CIDADES
04/01/2007
Interdição na BR causa tumulto
O
trecho da BR-060, no quilômetro 133, perto da denominada curva Alá Goiânia,
ficou interditado ontem por quase cinco horas, das 13h40 às 18h30, para a
retirada da carreta Scania, que se chocou com um Passat na tarde de
terça-feira. A interdição, feita pela Polícia Rodoviária Federal, provocou um
grande congestionamento no local. Uma fila de veículos se estendia por um longo
trecho da rodovia, à espera da liberação para seguir viagem. Com a colisão, a
carreta despencou em um despenhadeiro de cerca de 15 metros. A carga de arame
ficou espalhada pelo chão. Os motoristas do Scania e do Passat não tiveram
ferimentos.
![]()
ECONOMIA
04/01/2007
Infra-estrutura deve receber R$ 88 bi em 2007
Brasil
ampliou investimento em infra-estrutura em 2006, chegando a R$ 65,6 bilhões.
Para este ano, recursos para infra-estrutura devem crescer 33% e atingir marca
histórica
São
Paulo – Depois de crescerem 13% em 2006, os investimentos brasileiros em
infra-estrutura deverão atingir R$ 87,7 bilhões neste ano, um dos maiores
valores da história recente do País. A previsão otimista é da Associação
Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), que reúne empresas
que realizam obras como estradas, hidrelétricas e portos.
O presidente da entidade, Paulo Godoy, afirma que o aumento de 13% de 2006
superou a média de crescimento dos últimos cinco a seis anos, que ficou sempre
abaixo de 5%. Ainda assim, os R$ 65,7 bilhões investidos representaram apenas
75% dos R$ 87,7 bilhões anuais que a Abdib considera necessários para que o
país cresça a taxas superiores às atuais de forma continuada.
Se confirmadas as previsões da entidade, a cifra será atingida em 2007, fato
inédito em anos recentes. Os R$ 87,7 bilhões representariam um aumento de 33,5%
nos investimentos, bastante superior aos 13% registrados em 2006.
Gargalos
As deficiências da infra-estrutura brasileira estão entre os principais
entraves ao crescimento em um ritmo maior que 3% ao ano, por longo prazo. Não
há
portos
nem estradas capazes de escoar
uma produção muito maior que a atual. Também não existe capacidade de geração
de energia elétrica que permita um salto no PIB sem o risco de um novo
“apagão”.
De acordo com a Abdib, os investimentos do ano passado foram distribuídos de
maneira muito desigual entre os segmentos que compõem a infra-estrutura. As
áreas mais prejudicados foram saneamento e transportes – que engloba estradas, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.
O setor que mais investiu em 2006 foi o de petróleo e gás, estimulado pela
forte alta do preço do petróleo no mercado internacional. Foram R$ 30 bilhões,
o equivalente a 95% do considerado necessário, na avaliação da Abdib.
Em segundo lugar, aparece o setor de telecomunicações, que investiu R$ 13,9
bilhões, mais que os R$ 13,2 bilhões que deveriam ter sido investidos. Na
opinião de Godoy, o aumento se deveu à intensa concorrência entre as empresas
que atuam nesse segmento, privatizado em 1998.
O setor de energia elétrica aparece em terceiro lugar, com investimentos de R$
11,8 bilhões – 71% do necessário. “Houve investimentos nas áreas de
distribuição e transmissão, mas faltou na geração de energia”, disse Godoy. Os
setores de transporte e saneamento aparecem no fim da fila. O primeiro ficou
com R$ 6,4 bilhões, o equivalente a 38% do que deveria ter sido dispendido.
Saneamento recebeu R$ 3,6 bilhões, o que representa 37% do necessário.
Os números relativos a 2006 são preliminares e serão confirmados ou revistos em
estudo que a Abdib pretende divulgar no fim do primeiro trimestre.
Godoy justifica o otimismo da entidade em relação a 2007 com o fato de que
existe um consenso na sociedade brasileira de que os investimentos em
infra-estrutura são essenciais para que o país cresça.
Mas ele ressalta que serão necessárias mudanças que dêem mais segurança
jurídica às empresas. Entre elas, a clara definição do papel das agências
reguladoras. Godoy também espera que as PPPs (Parcerias Público-Privadas) saiam
do papel e que pelo menos três contratos sejam assinados.
“Se trabalharmos bem nos marcos regulatórios e tivermos agências independentes,
poderemos ter mais investimentos”, afirmou. Os cálculos da Abdib foram feitos
com base em uma expectativa de crescimento próxima de 4%. Se o país crescer
mais, os investimentos em infra-estrutura terão que ser maiores, afirma Godoy.
(Folhapress).
![]()
EDITORIAL
04/01/2007
O bom caminho
Nos
trilhos está o bom caminho para o Brasil de amanhã. As evidências de que as ferrovias que nos foram
tiradas representaram um enorme atraso para a economia do País já estão
largamente comprovadas. Até mesmo pela comparação: se os países desenvolvidos
têm no trem uma infra-estrutura de transporte fundamental, por que assim não
deveria ser em um país continental como o nosso? Por que a Europa é toda
cortada por ferrovias, para circulação de cargas e movimento de passageiros, e
nosso País fez prevalecer a solução do asfalto?
Essa é uma questão que nos atormenta há muitos anos e hoje chega ao limite da
impaciência diante da burrice nacional: as ferrovias brasileiras
participam apenas com um quarto do transporte de cargas, quando o custo é menor
que o do transporte rodoviário. Ao priorizar rodovias, os governos pós-JK
agravaram ainda mais o problema, que parecia solucionado com a desativação de ferrovias deficitárias. Não
resolveram o problema de caixa das finanças públicas federais, não melhoraram o
escoamento da produção e criaram um sumidouro permanente de recursos públicos
com rodovias inadaptadas para o
avanço dos transportes, com carretas mais e mais pesadas, contribuindo para
encurtar o tempo útil do asfalto, gerando mais e mais gastos.
É certo, pesou contra a tradição ferroviária uma série de deformações como
incapacidade gerencial e corporativismo que serviram de pretexto para mudar os
rumos de nossa política de transportes, privilegiando os caminhos que estimulavam a
indústria automobilística. Um desvio que em boa hora começa a ser corrigido e
que terá, seguramente, enorme repercussão no desenvolvimento do País, se as
medidas agora anunciadas forem tocadas com seriedade, consistência e
continuidade, independentemente do governo que suceder ao atual.
Nos últimos anos, felizmente, esse “retorno ao futuro” cresce e se fortalece na
consciência de que esse é, realmente, o melhor caminho para o nosso País, com
reflexo inestimável em todas as áreas, particularmente no transporte de cargas.
Para isso é que está sendo anunciada a determinação do BNDES de fazer
investimentos sem precedentes na área, com uma participação muito especial do
Nordeste, através da Transnordestina, cuja história vem do século 19, desde
quando dom Pedro II veio a Pernambuco e inaugurou, em 1859, o ramal que ia até
o Cabo, ponto de partida para a ferrovia do Sertão do São Francisco.
Abstraído esse capítulo de fiasco histórico, eis que temos fartos motivos para
acreditar que, enfim, a grande malha ferroviária brasileira entrará nos
trilhos. E com ela trará enormes avanços, a começar pela que está mais próxima
das nossas carências, interligando a produção sertaneja aos portos de Suape, em
Pernambuco, e Pecém, no Ceará. Mas é muito modesta essa projeção, limitada a
planos econômicos ambiciosos. A Transnordestina ativada como está proposta,
interligando Estados com novos ramais e reativação de outros antigos, poderá
significar, também, um passo extraordinário no sentido de conservar o
nordestino em sua terra natal, pois a circulação de riquezas permite acordar
velhos aglomerados que nasceram com a ferroviária e hibernam desde que muitos
ramais foram desativados.
Antes de os trens voltarem a ocupar o espaço que hoje está dominado pelas
carretas nas rodovias, já se prenuncia o aquecimento do mercado de trabalho
com a construção de vagões, a abertura – ou reabertura – das trilhas, a
produção e o assentamento de dormentes, e por aí vai. Agora, numa ação
integrada entre público e privado, com a consciência de que muito acima de
corporativismos está a necessidade de fazer o País crescer e, para isso, a
ferrovia tem um papel decisivo.
![]()
CIDADE
04/01/2007
Asfalto cede na BR-070
Trecho
da rodovia que liga o Distrito Federal a Águas Lindas cedeu e foi interditado.
Obras de recuperação vão levar pelo menos dez dias, segundo Dnit
Um
trecho da BR-070, sentido Distrito Federal/Águas Lindas (GO), cedeu no início
da tarde de ontem e parte da via precisou ser interditada, na altura do Setor
de Oficinas de Taguatinga. Um grande engarrafamento se formou até o trânsito
ser redirecionado para dentro da cidade. Segundo o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), a recuperação do trecho vai levar pelo
menos dez dias, mas hoje uma pista alternativa será aberta ao lado da rodovia
para que os veículos passem sem precisar entrar dentro da cidade.
De acordo Tame Ribeiro, engenheira do Dnit, o problema começou há cinco anos, quando
foram realizadas obras para a instalação da galeria de águas pluviais pela
Caesb. "Só que há quatro meses, em função do vazamento de água e do início
do período das chuvas, o afundamento se agravou e o asfalto rompeu",
explicou.
Segundo ela, o Dnit chegou a jogar um caminhão de massa no local, mas a ação foi
insuficiente. A engenheira ressalta que como o contrato com as empresas
responsáveis pela manutenção da rodovia venceu e só foi renovado na semana
passada, não houve tempo suficiente para realizar a obra antes que o asfalto cedesse.
O afundamento mobilizou equipes do Dnit e da Polícia Rodoviária Federal (PRF),
chamada para sinalizar a rodovia e orientar os motoristas, que estavam
revoltados. "Não é de hoje que o problema existe e eles esperaram chegar a
esse ponto para poder arrumar. Por isso que esse país não vai para frente. Se
arrumasse antes, seria mais barato. Agora, vai gastar muito mais, além de
prejudicar a população", desabafou o advogado Érico Mendonça, 42 anos, que
mora em Águas Lindas.
O problema ocorreu num trecho de aproximadamente cinco metros, na altura do Km
06. Tame Ribeiro informa que o outro lado da pista, sentido Águas
Lindas/Distrito Federal também foi afetado, mas não há ameaça de afundamento e
interdição. "Se tivesse que afundar, afundaria hoje (ontem) também",
disse a engenheira.
Prioridade
A BR-070 tem um trecho no Distrito Federal de 19,8 quilômetros de pista dupla,
de Taguatinga até a divisa com Goiás, por onde trafegam mais de cinco mil
veículos por dia. A recuperação da rodovia está entre as prioridades do Dnit, que reservou um
orçamento de R$ 17,6 milhões para obras tanto do trecho brasiliense como no
goiano. "Após o período de chuva, o Dnit iniciará o trabalho de recapeamento da
BR-070, incluindo sinalização horizontal e vertical, para manter e conservar
por dois anos", diz o superintendente regional do Dnit GO/DF, Riumar dos
Santos.
"Vamos fazer serviços de fresagem, melhorar o acostamento e o que for
preciso", informa. Ele disse que o órgão está esperando licença ambiental
do Ibama para duplicar o trecho da divisa até o Córrego dos Macacos, passando
por Águas Lindas.
Começa Operação Tapa-Buracos
Oito equipes da Novacap começaram ontem a tapar os buracos que invadiram as
vias com a chegada da temporada de chuvas. A ação será intensificada hoje, com
reforço de mais oito equipes. A expectativa do governo é ter, na semana que
vem, mais de 60 equipes trabalhando para agilizar o serviço e resolver o
problema de todo o Distrito Federal.
Ontem, as equipes trabalharam na via de acesso à Base Aérea, e da QI 3 a QI 15
do Lago Sul, no Sudoeste, Parque da Cidade, L4 Sul, Eixo W e L Norte, vias N2 e
N3 e no Setor Gráfico. Hoje, vão continuar o trabalho no Plano Piloto, lagos
Sul e Norte, Octogonal e Sudoeste.
O secretário de Obras, Márcio Machado, se reuniu ontem com diretores da Novacap
para discutir o assunto. Segundo ele, nessa época de chuva é possível fazer
somente o serviço emergencial, ou seja, tapar os buracos. O serviço preventivo
só será feito na época da seca.
De acordo com Maurílio Caldas, engenheiro civil da Novacap, a chuva dificulta
os trabalhos, pois o buraco só pode ser fechado depois de retirada toda a água
de dentro dele. "A massa é aplicada quente. Se jogar dentro da água, ela
perde a temperatura e não consegue fixar muito bem. A resistência cai e perde a
propriedade de impermeabilização", explica. "Logo, precisamos esperar
que a chuva pare ou diminua bastante para conseguirmos retirar a água. Se tapar
um buraco na chuva com a poça dentro, ele pode se abrir em poucos dias, dependendo
do clima e da condição que foi aplicado o material", completa Caldas.
A população pode ajudar a Novacap a identificar os buracos. Quem avistar algum
pelas ruas pode ligar para a empresa, dar o endereço e as referências
corretamente, que uma equipe será mandada ao local. "Mas tem de dar o
endereço com referência, para ficar fácil de achar o local e sanar o problema.
Além disso, podemos identificar outros problemas na região e resolver, o que
nos ajuda a economizar tempo", afirma o engenheiro.
![]()
MÁRCIO FAGUNDES
04/01/2007
Conexão Brasília
A
malha rodoviária de Uberlândia deve receber recursos federais no início deste
ano. A medida provisória 336, que está na Câmara, destina R$ 269,3 milhões a
projetos do Ministério dos Transportes, entre os quais a melhoria de
travessia urbana da cidade mineira. A MP também prevê a liberação de R$ 90
milhões para os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro.
![]()
ECONOMIA
04/01/2007
Ibama destrava duplicação
BR-101
// Órgão ambiental autoriza supressão vegetal nas margens da rodovia,
permitindo o início efetivo das obras entre o Cabo e Palmares
As
obras de restauração e duplicação dos 83,9 quilômetros da BR-101 entre o Cabo
de Santo Agostinho e Palmares podem finalmente sair do papel. Depois de muita
negociação em Brasília com o Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes (Dnit), o Ibama deu autorização para a chamada supressão vegetal,
liberando as construtoras para intervir em áreas de preservação permanente
(APPs). De acordo com o coordenador do Dnit no estado, Marcos Crispim, essa autorização
permite o avanço das obras na área. Os trabalhos devem ser concluídos no
primeiro semestre de 2009 e estão orçados em R$ 480,7 milhões.
A ordem de serviço para execução das obras foi assinada pelo ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, em 24 de outubro, durante cerimônia no
município de Escada. O trecho está dividido em dois lotes (7 e 8). O primeiro
tem 43,9 quilômetros de extensão entre os municípios do Cabo e Ribeirão. O lote
8, com 40 quilômetros, vai de Ribeirão até Palmares. Desde a assinatura da
ordem de serviço, os consórcios vencedores vinham se limitando à limpeza da
faixa de domínio e demarcação da nova rodovia. "Sem a autorização de
supressão vegetal não era possível construir bueiros ou pequenas pontes. As
obras ficavam paradas em qualquer riacho. Isso acontecia a cada 100, 200
metros", lembrou Marcos Crispim.
Até o momento foram liberados R$ 69 milhões para as obras. Desse total, R$ 39,7
milhões são para o lote 7. Os outros R$ 29,3 milhões vão para o lote 8. Estão
previstas 249 desapropriações nos dois trechos, com um custo estimado de R$
14,6 milhões. A rodovia duplicada vai cortar os municípios de Escada e
Palmares. Em Ribeirão ela passará por fora da cidade, como já acontece no Cabo.
Além desses dois lotes na duplicação, Pernambuco tem ainda o lote 6, da divisa
com a Paraíba até Igarassu, cujas obras estão sendo executadas pelo Exército.
![]()
ECONOMIA
04/01/2007
Dinheiro no OGU 2007
A
duplicação da BR-101 ficou com a maior fatia dos cerca de R$ 1,1 bilhão
previstos para investimentos em Pernambuco no Orçamento Geral da União (OGU)
deste ano. Se os recursos forem liberados integralmente, as obras da rodovia no
estado receberão um total de R$ 389,5 milhões. Ao assinar a ordem de serviço
para execução dos trabalhos nos lotes 7 e 8, o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, garantiu que não faltariam recursos para as
obras. Ele afirmou também que o objetivo do governo federal é transformar o
corredor Nordeste da BR-101 em um canteiro de obras.
As obras nos 41,4 quilômetros entre a divisa PE/PB e o município de Igarassu
começaram a ser executadas pelo Exército em dezembro de 2005 e devem ficar
prontas no próximo ano e estão orçadas em R$ 234,3 milhões. A construção de
pontes, viadutos e passarelas - chamadas obras de arte especiais - foi
terceirizada. Está a cargo da empresa Tec Engenharia, de Santa Catarina, que
iniciou os trabalhos em março do ano passado. Em todo o trecho estão previstos
734 metros de pontes, viadutos e passarelas, que vão demandar recursos de R$ 35
milhões.
Ponte - Marcos Crispim lembrou que Pernambuco recebeu semana passada R$ 20
milhões para a conclusão das obras de restauração e alargamento da ponte sobre
o Rio São Francisco, ligando as cidades de Petrolina e Juazeiro (BA). Os
trabalhos foram iniciados em 2002 e interrompidos quatro vezes. De acordo com o
coordenador do Dnit, as obras vão custar R$ 31 milhões. Estão sendo restaurados os
801 metros de extensão da ponte. A estrutura será totalmente reforçada. A
largura passará de dez para 20 metros, acrescentando mais duas faixas de
rolamento e duas faixas para pedestres.
Cerca de 35 mil veículos passam pela ponte todos os dias, sendo que 80% são do
tráfego urbano. Nos horários de pico (das 6h às 10h e das 15h às 19h) há longos
congestionamentos. "Com esses recursos poderemos concluir tudo até
dezembro", disse Crispim. Quando esteve em Petrolina em outubro, no final
do segundo turno da campanha eleitoral, o presidente Lula prometeu entregar as
obras à população. No mês seguinte, o diretor geral do Dnit, Mauro Barbosa da
Silva, visitou a cidade e ressaltou o compromisso do governo federal.
![]()
ECONOMIA
04/01/2007
Cresce investimento em infra-estrutura
SÃO
PAULO - Depois de crescerem 13% em 2006, os investimentos brasileiros em
infra-estrutura deverão atingir R$ 87,7 bilhões neste ano, um dos maiores
valores da história recente do país.
A previsão otimista é da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias
de Base (Abdib), que reúne empresas que realizam obras como estradas, hidrelétricas e portos.
O presidente da entidade, Paulo Godoy, afirma que o aumento de 13% de 2006
superou a média de crescimento dos últimos cinco a seis anos, que ficou sempre
abaixo de 5%.
Ainda assim, os R$ 65,7 bilhões investidos representaram apenas 75% dos R$ 87,7
bilhões anuais que a Abdib considera necessários para que o país cresça a taxas
superiores às atuais de forma continuada. Se confirmadas as previsões da
entidade, a cifra será atingida em 2007, fato inédito em anos recentes.
Os R$ 87,7 bilhões representariam um aumento de 33,5% nos investimentos,
bastante superior aos 13% registrados em 2006. As deficiências da
infraestrutura brasileira estão entre os principais entraves ao crescimento em
um ritmo maior que 3% ao ano, por longo prazo.
Não há
portos
nem estradas capazes de escoar
uma produção muito maior que a atual. Também não existe capacidade de geração
de energia elétrica que permita um salto no Produto Interno Bruto (PIB) sem o
risco de um novo ''apagão''.
De acordo com a Abdib, os investimentos do ano passado foram distribuídos de
maneira muito desigual entre os segmentos que compõem a infraestrutura. As
áreas mais prejudicados foram saneamento e transportes ? que engloba estradas, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.
O setor que mais investiu em 2006 foi o de petróleo e gás, estimulado pela
forte alta de preços no mercado. Foram R$ 30 bilhões, o equivalente a 95% do
necessário, na avaliação da Abdib. (Folhapress)
![]()
CIDADES
04/01/2007
Previsão de mais chuvas põe Defesa Civil em alerta
A
Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) está em alerta. As chuvas que
atingem o Estado desde outubro de 2006 já levaram 58 cidades localizadas em 11
das 15 regiões de Minas a decretarem situação de emergência.
Um total de 17 mortes já foi registrado. A situação deve se agravar a partir de
amanhã, já que a meteorologia prevê chuvas fortes na Zona da Mata, Sul,
Triângulo Mineiro e no Centro-Oeste.
?Da metade do mapa do Estado para baixo quase todas as cidades já apresentam
problemas ligados às chuvas. Ainda não sabemos quantos são, mas muitos
moradores ficaram ou ainda poderão ficar ilhados?, disse o diretor da Cedec,
capitão Edylan Arruda.
Nos meses de novembro e dezembro, as cidades mais atingidas foram as
localizadas nos vales do Mucuri e Jequitinhonha. Agora, o Sul de Minas é a área
mais atingida. Nessa região há cidades, como Poço Fundo e Machado, que estão
com casas inundadas.
As estradas de acesso a essas
localidades estão comprometidas e os reparos só devem ser feitos após o período
chuvoso. Conforme Arruda, em Poço Fundo o rio Machadinho começou a baixar
ontem, mas a situação ainda é preocupante porque voltou a chover.
Dezenas de casas ficaram debaixo d?água e seis famílias tiveram que deixar as
residências. Duas casas caíram. Segundo o vice-prefeito, Luiz Avelino da Silva
(PMDB), as famílias já estão sendo retiradas das áreas de risco.
?A previsão é de chuva intensa para os próximos dias. Já contatamos a Polícia
Militar de Poços de Caldas para nos ajudar?, disse. Na casa da recepcionista
Amarilsa Alves, no loteamento Ortocaldas, em Poço Fundo, o muro caiu e o
quintal ficou completamente alagado.
?Isso só aconteceu porque uma área verde ao lado do rio Machadinho foi
aterrada. Era para lá que água da chuva escoava?, denunciou. Seus vizinhos perderam
tudo depois que as casas ficaram debaixo d?água.
Em Santa Rita de Caldas, a ponte na MG-455, que dá acesso à cidade, desabou com
a chuva. A alternativa é passar pela BR?459. Os moradores estão ilhados. O
prefeito Geraldo Donizete de Carvalho (PFL) disse que já providenciou a
documentação para decretar situação de emergência.
Em Machado, também no Sul de Minas, o rio que leva o nome da cidade está a
menos de um metro das casas. Pouso Alegre também sofre com as quedas d?água.
O tempo ruim será agravado por uma frente fria vinda da Argentina e que deverá
encontrar outra que está sobre o Estado, segundo informações do meteorologista
Ruibran Januário dos Reis, do Centro de Climatologia Cemig/PUC Minas.
Estradas
As chuvas também agravaram as condições das estradas. Apesar de não haver
nenhuma estrada federal interditada, há obstáculos como buracos, pistas
afundadas e asfalto degradado. Não há previsão de reparo, conforme informou o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
O orçamento deste ano não foi liberado ainda. Na tarde de ontem, uma barreira
às margens da BR?116, próximo a Além Paraíba (Zona da Mata), cedeu, provocando
um acidente entre dois caminhões. Não houve feridos.
Durante três dias choveu em BH 20% da média do mês
Cerca de 20% da chuva prevista para este mês em Belo Horizonte já atingiu a
capital somente nos primeiros três dias do ano. A média histórica de janeiro é
300 mm, segundo o meteorologista Ruibran dos Reis. Vem chovendo na cidade há
cinco dias, com alguns momentos de estiagem.
A trégua deve ocorrer somente em meados deste mês. Ontem à tarde, uma árvore
caiu no estacionamento da igreja São José, no centro da capital. Quatro carros
foram atingidos e ninguém ficou ferido, segundo o Corpo de Bombeiros.
A Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel) e as nove regionais da
cidade fizeram, desde o dia 1º de outubro até ontem, mais de 1.700 vistorias
relativas a escorregamento de terra, risco de inundação ou possíveis
desabamentos.
Não houve registro de vítimas. Como um dos trabalhos de caráter preventivo
neste período chuvoso, a Urbel indicou a remoção de 95 famílias que residiam em
áreas de risco.
Grande Belo Horizonte
Até o fechamento desta edição, o Corpo de Bombeiros procurava pela jovem
Adriana Honório da Rocha, 25. Ela está desaparecida desde a última terça-feira,
quando saltou dentro do ribeirão Caio Martins, em Esmeraldas (na Grande Belo
Horizonte) para salvar a mãe que estava se afogando.
Outros Estados Além de Minas, as chuvas também atingem o Rio de Janeiro, São
Paulo e o Espírito Santo. Ontem, a Defesa Civil do Rio decretou estado de
emergência no Estado.
De madrugada, um homem morreu em consequência de um desabamento em Queimados
(região metropolitana). As chuvas atingem o Estado há ao menos quatro dias. Há
riscos de alagamentos e desabamentos em vários pontos. Em São Paulo foram
registrados seis pontos de alagamento nas vias da cidade.
No Espírito Santo, as fortes chuvas dos últimos dias levaram o Departamento de
Edificações, Rodovias e Transportes (Dertes) a montar um regime de plantão e
trabalhar em estado de alerta permanente.( FP/LB)
Van cai em ribanceira e 15 pessoas se ferem
ANDRÉA SILVA
Um acidente ontem de manhã, com uma van, na altura do KM 415 da BR?381, próximo
ao trevo de Caeté, na Grande Belo Horizonte, deixou 15 pessoas feridas. O
motorista do veículo perdeu o controle da direção, saiu da pista e capotou,
caindo em uma ribanceira de aproximadamente 15 m.
As vítimas não correm risco de morte. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF),
no momento do acidente estava chovendo.
O motorista da Sprinter, Dewilson Honório de Araújo, 46, informou aos policiais
rodoviários que partiu de Ribeirão das Neves por volta das 10h para levar os
passageiros a um velório na cidade de Inhapim, na Zona da Mata.
O acidente aconteceu por volta das 11h, quando Araújo teria perdido o controle
da direção em uma curva.
O capotamento provocou uma pequena retenção no local. O trânsito na região foi
normalizado por volta das 12h30. No início da tarde, a PRF registrou um outro
acidente na BR?381, com um caminhão e três carros. Ninguém ficou ferido.
![]()
DIÁRIO ECONÔMICO
04/01/2007
Estrada
Marcos
Crispim, coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes, no estado, informou que a restauração da rodovia BR-232 no trecho
entre São Caetano e Serra Talhada já foi feita em 56 dos 162 quilômetros
previstos pelocronograma. Os trabalhos devem terminar em abril.