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INFORME JB
- 04/10/2005
Burocracia emperra plano para estradas
Mais um plano estratégico
do governo Lula está atrasado. É o repasse à iniciativa privada de 11 trechos
de estradas federais, em especial no Sul e Sudeste. A assinatura dos contratos,
no valor de R$ 10 bilhões, era prevista para ocorrer entre setembro e outubro.
Todos culpam a burocracia pela paralisia do programa.
Até agora, nem o edital de licitações foi lançado. O Tribunal de Contas da
União (TCU) já devolveu ao Ministério dos Transportes a análise dos documentos. Por isso, os interessados na exploração das
rodovias estão atentos aos próximos passos do Executivo.
O ministro dos
Transportes, Alfredo Nascimento, considera este programa essencial para resolver
parte dos problemas de infra-estrutura. E a parceria é uma das saídas para
vencer as restrições do Orçamento.
Além da questão das obras em si, o atraso traz consigo um complicador político ao
Planalto. Afinal, se tudo der certo, a cobrança de pedágios começará sob o
calor da eleição.
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POLÍTICA -
04/10/2005
Caixa aberto ao Plenário
Nos dois primeiros dias
depois da eleição de Aldo Rebelo na presidência da Câmara dos Deputados,
governo liberou R$ 25,6 milhões para atendimento de emendas individuais e
coletivas de parlamentares
Lúcio Vaz
Da equipe do Correio
O governo está cumprindo o que prometeu aos deputados da base governista para
eleger o novo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Só
nos dois dias seguintes à eleição foram feitas reservas no Orçamento da União
(empenhos) no valor total de R$ 25,6 milhões para o atendimento de emendas
individuais e coletivas. Nas duas semanas anteriores à eleição, o total de
empenhos chegou a R$ 83 milhões, sem considerar as emendas de relatores —
destinadas aos projetos de maior porte.
O PT foi o partido que recebeu o maior volume de recursos nesse período: R$
13,9 milhões. Logo atrás ficou o PMDB, com R$ 11,3 milhões. O PP, de Severino
Cavalcanti, assegurou R$ 7,4 milhões. O PL fechou com o governo e levou R$ 5,7
milhões em duas semanas. Mas também saiu dinheiro para a oposição. O PSDB recebeu
R$ 6,2 milhões, enquanto o PFL de Thomas Thomaz Nonô (AL) conseguiu R$ 5
milhões. No total, foram cerca de R$ 60 milhões para os governistas, contra os
R$ 15 milhões liberados para a oposição.
Chama a atenção o ritmo dos empenhos logo após a votação. Na semana anterior à
eleição, as reservas no Orçamento tinham um volume razoável. Foram R$ 52
milhões entre os dias 17 e 25 — uma média diária de R$ 5,7 milhões. Juntos, o
PT e o PMDB ficaram com R$ 16,7 milhões. Às vésperas da eleição, o volume de
empenhos foi caindo dia a dia. Foram R$ 3,3 milhões na segunda-feira, R$ 1,5
milhão na terça e escassos R$ 600 mil na quarta — dia da votação decisiva. Na
quinta e na sexta, dias 29 e 30 de setembro, foram empenhados R$ 25,6 milhões
para emendas individuais e de bancadas. Consideradas as emendas de relatores,
foram R$ 45 milhões. O levantamento foi feito no Siafi (sistema que registra os
gastos do governo) pela assessoria de orçamento do PFL no Congresso.
As emendas individuais destinam recursos para pequenas obras nos redutos
eleitorais dos deputados, como postos de saúde, escolas, casas populares,
quadras esportivas e até ambulâncias. A liberação do dinheiro garante o apoio
de prefeitos aos deputados, que tentam a reeleição no próximo ano. As emendas
de bancada, que financiam obras de grande porte, também são de interesse dos
parlamentares. Nos estados menores, os deputados rateiam entre si essas
emendas. Cada um assume a paternidade de uma emenda.
Na soma do ano inteiro, o PT também está na liderança dos empenhos, com R$ 30,2
milhões. O PMDB garantiu R$ 26,4 milhões. O PP, o PL e o PTB, que estão no
centro da crise do “mensalão” — mesada paga a parlamentares —, foram
contemplados com R$ 29,7 milhões, R$ 15,5 milhões e R$ 15 milhões,
respectivamente.
Visitas
A disputa acirrada com a oposição levou o governo a investir pesado nas
negociações com os parlamentares. Dois ministros estiveram no Congresso para
prometer liberações de recursos do Orçamento e a nomeação de afilhados de
deputados para cargos federais. Foram importantes para a vitória de Aldo. Os
paramentares aguardam agora as nomeações para os cargos estratégicos nos
Ministérios da Saúde e, principalmente, das Cidades. No primeiro, o ministro
Saraiva Felipe (PMDB) já começou a fechar a porteira, nomeando os apadrinhados
do PMDB. No segundo, porém, a bancada do PP cobra do ministro Márcio Fortes a
substituição dos petistas que ainda controlam o ministério por indicação do
partido.
No PL, o ministro
dos Transportes, Alfredo Nascimento, espera cumprir a promessa feita aos líderes do
partido. Ele assegurou que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, vai
finalmente liberar os R$ 2 bilhões do orçamento da pasta que estão
contingenciados (suspensos, embora previstos na lei orçamentária). Os recursos
que deverão ser destinados principalmente à conservação de estradas por todo o
país. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, promete endurecer o
discurso contra o governo se o dinheiro não sair.
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POLÍCIA -
04/10/2005
Restauração e balanças
são fundamentais hoje
Da Redação
A instalação de balanças, além da restauração da malha viária que atravessa o
estado de Mato Grosso, são as saídas apontadas para que haja redução no número
de buracos e, consequentemente, para que vidas sejam poupadas. De acordo com o
chefe do Núcleo de Registro de Acidentes e Medicina Rodoviária, Alessandro Barbosa
Dorileo, em Mato Grosso existe apenas uma balança fixa instalada na BR-174,
próximo a Cáceres (250 km de Cuiabá). Entretanto, existem as balanças móveis
que são instaladas ao longo da malha viária o que revela ser insuficiente para
o monitoramento de uma frota gigantesca (pelo menos 10 mil veículos/dia). A
Serra de São Vicente, que fica na BR-364, e que apresenta um elevado número de
acidentes terá uma balança instalada, que deve começar a operar ainda este ano.
O inspetor Dorileo reconhece que o Departamento Nacional de Infra-estrutura e
Transportes (Dnit) vem atuando nas estradas, porém, a situação é
crônica na maior parte delas.
Prova disso é uma pesquisa divulgada no final de setembro realizada pela
Confederação Nacional dos Transportadores (CNT) que classificou os 799 km que
ligam Cuiabá a Alta Floresta é um dos quatro piores do país. O trecho é
compreendido na BR-163 (principal via de acesso ao norte do Estado região onde
se concentram as plantações de grãos). A rodovia BR-163 recebeu a classificação
"ruim" de um modo geral. No quesito qualidade de pavimento, no
entanto, o trecho foi considerado "péssimo".
Em resposta à pesquisa o coordenador do Dnit, Laércio
Coelho Pina, informou que a situação da BR-163 já é considerada melhor se
comparada com o início do ano, quando alguns trechos chegaram a ficar
intransitáveis. Informou ainda que o Dnit aguarda a
aprovação de um projeto em Brasília que prevê a recuperação de toda a
sinalização das rodovias federais do Estado.
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VITTORIO
MEDIOLI - 04/10/2005
VITTORIO MEDIOLI - Jogado
às piranhas
O que interessa aos
aliados de Lula é que o governo continue fraco. Quanto mais fraco, mais precisará
deles, dos seus votos, do seu apoio. Mais ministério, cargos e verbas serão
concedidos. Demonstrao a liberação, via Ministério dos Transportes, de R$ 1 bilhão que será partilhado em fatias de
R$ 2,5 milhões a 40 parlamentares do PL de Valdemar Costa Neto que ajudaram a emplacar
Aldo Rebelo.
Mais. Cerca de 20 “companheiros” possuem potencial para explodir o presidente,
aqueles que, se contassem o incontável que sabem, como Delúbio Soares, Silvio
Pereira, Marcelo Sereno, Gilberto Carvalho, José Genoino, José Dirceu e o
“Sombra”, liquidariam “ad aeternum” com ele e com sua biografia. Entre a cruz
dos petistas e a espada que lhe apontam Valdemar Costa Neto, José Janene e o
cassado Roberto Jefferson, o presidente perdeu a autonomia, governa mais de
olho nas demandas deles do que nas necessidades do país.
A confirmação veio há poucas horas da cassação de Jefferson que retirou
denúncia contra José Dirceu e foi brindado com a liberação de R$ 1,2 milhão,
mesmo tratamento receberam Severino Cavalcanti e Valdemar Costa Neto. Clara
inversão de méritos: os últimos em moralidade foram os primeiros a serem
tratados com generosidade. Coisa de cleptocracia.
Num país fundado no respeito ao cidadão, como deveria ser o Brasil, apenas essa
liberação de recursos públicos seria suficiente para dinamitar a biografia de
um presidente e levar multidões às ruas. Aqui nada acontece.
Imoralidade e impunidade se diluem num mar de ignorância e de incredulidade.
Quem vive em respeito às leis é esfolado com tributos de Primeiro Mundo e
retribuído com serviços de quinta categoria.
Culpas, também, tem a oposição; desarticulada, inoperante, corroída por
vaidades e lutas intestinas.
O governo desmoralizado de Lula se dobrará seguramente, por todos os dias que
lhe faltam, aos caprichos e à ganância de quem pilhou o país e quer continuar a
pilhá-lo. Lula precisará pagar as contas dos advogados de Delúbio, de Silvinho,
do “Sombra”, acalmar os Jeffersons e ainda mantê-los em situação confortável.
Deverá deixar a polícia longe de Marcos Valério e de Silvio Pereira que em
entrevista à “Folha” mostrou que controla o estopim da bomba instalada debaixo
de Lula. A quadrilha eclética que inclui a escória nacional mandará. Lula é
refém dela, com isso também a República e o cidadão.
Aldo, eleito pelos PL e PP, é a garantia de que os acusados de estuprar a
República serão absolvidos.
O Brasil está agonizando como boi jogado às piranhas.
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ATUALIDADES
- 04/10/2005
Belém-Brasília é a pior
rodovia do País
A escolha foi feita pela
Confederação Nacional do Transporte, no seu mais recente levantamento
CARLOS MENDES
O caminhoneiro cearense Ferdinando Carvalho da Costa, 48 anos, já perdeu a
conta dos problemas que enfrenta em mais de 20 anos que trafega pela rodovia
Belém-Brasília (BR-010, transportando gêneros alimentícios e eletrodomésticos
de São Paulo para a capital paraense. Ele não estranha que a Confederação
Nacional do Transporte (CNT) em sua mais nova pesquisa sobre a situação das
estradas brasileiras tenha eleito a rodovia que ele tanto conhece como a pior
do País.
“É um inferno a gente andar por essa estrada. Se eu fosse cobrar do governo os
prejuízos que já sofri teriam de me pagar com uns cinco caminhões novos”,
compara Costa. Qualquer motorista ou passageiro que saia de Belém em direção a
Brasília, percorrendo os 2.500 km da estrada, também tem motivos de sobra para
transformar sua viagem num tormento.
Os buracos, as depressões, a ausência de asfalto e a má sinalização estão por
muitos trechos. Num raio de mil quilômetros entre Paragominas (PA), Imperatriz
(MA) e Guaraí (TO), a estrada está “ruim até para quem faz turismo de
aventura”, sentencia, rindo, o comerciante maranhense José Olavo Damasceno.
Remendos - Chamada na década de 60 injustamente pelo ex-presidente da República
Jânio Quadros de “estrada para onças”, a Belém- Brasília, construída por
Juscelino Kubitschek para interligar o Centro-Sul ao Norte do País, ganhou hoje
uma nova e mais condizente denominação pelos mais de 1,5 milhão de moradores
das cidades que vivem às suas margens: é a rodovia dos remendos. O que já se
gastou com asfalto para tapar seus buracos daria para construir outra mais
moderna e com maior tempo de vida útil.
Que o digam os empresários de Imperatriz. Eles já fizeram apelos aos ministros
que passaram pela pasta dos Transportes, cobraram mais empenho dos políticos
maranhenses em Brasília, mas nem assim viram a estrada melhorar de aparência. O
máximo que conseguem com suas manifestações de protesto é uma operação
“tapa-buracos”. E haja buracos para fechar.
Da boca de qualquer diretor do Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transporte (Denit) a resposta é sempre a mesma: falta dinheiro para obras mais
consistentes e duradouras.
Nem tudo, porém, anda ruim. No Tocantins há obras de restauração da pista em
vários trechos desde o ano passado. Um deles é o que vai da fronteira com Goiás
até a cidade de Miranorte. “Este ano começamos a atacar o trecho de Miranorte
até o Maranhão”, explica o coordenador do Denit no Tocantins, Rômulo do Carmo
Ferreira Neto.
Trecho mais crítico da estrada se localiza no Tocantins
A situação mais crítica ao longo da rodovia Belém-Brasília é a do trecho entre
Guaraí (TO) e Presidente Kennedy, mas entre Araguaína e Nova Olinda também
sobram reclamações de caminhoneiros. A pista, cheia de ondulações e alguns
buracos, é um convite a acidentes. No trecho de 60 quilômetros, mais da metade
já foi recuperada e se encontra em boas condições.
Dos 147 quilômetros entre Guaraí e Presidente Kennedy, 13 quilômetros estão
prontos. Segundo Ferreira Neto, o governo liberou R$ 37 milhões para obras
entre Miranorte e Araguaína. “O meu trecho aqui no Tocantins é o mais elogiado
pelos caminhoneiros”, comemora.
Ferreira Neto conta que assumiu o comando do órgão no Tocantins, em maio de
2003, durante uma greve de caminhoneiros com bloqueio da rodovia. Eles
reclamavam das condições da estrada. Próximo da cidade de Fortaleza do Tabocão,
o chefe do Denit foi fotografado dentro de uma Blazer do órgão. Detalhe: o
veículo tinha sido engolido por um enorme buraco. Coisas da Belém-Brasília.
Controle - No Pará, entre os municípios de Irituia e Dom Eliseu, a estrada,
embora com alguns trechos em reparo, está maltratada e com pouca sinalização.
Carretas com madeira ajudam a piorar as coisas. O peso delas abre buracos no
solo com muita facilidade. “A gente quebra o carro, fica parado e rezando para
não ser assaltado”, reclama o carreteiro paulista Joanilson Marowich.
Ele não tem dúvida: os piores trechos estão no Pará e no Maranhão. “No inverno
é uma calamidade. Os rios transbordam e as águas levam pedaços da pista. O que
falta é manutenção”, denuncia Marowich.
O coordenador do Denit no Pará, Evandilson Andrade, não concorda com as
críticas e diz que o governo Lula está fazendo mais pela Belém-Brasília do que
seus antecessores. De Santa Maria do Pará até a fronteira com o Maranhão,
garante Andrade, a rodovia está sob controle das empresas responsáveis pela
manutenção. “Dentro do Pará não temos buracos abertos. E quando aparecem,
acionamos as empresas contratadas pelo governo para tapá-los”, afirma Andrade.
(C. M.)
Contrato de R$ 227 milhões prevê recuperação até 2008
Em novembro de 2003, o Ministério
dos Transportes e o Banco
Mundial firmaram contrato de R$ 227,9 milhões para recuperação, restauração e
manutenção de 2.061 quilômetros da Belém-Brasília nos Estados de Goiás, Tocantins
e Pará. Um mês antes, em outubro, o então ministro Anderson Adauto havia
autorizado a realização de obras no trecho maranhense da rodovia.
O contrato prevê a recuperação de 444,1 quilômetros em Goiás, a um custo de R$
63,7 milhões; 572,6 quilômetros no Pará, no valor de R$ 57,2 milhões; 251
quilômetros no Maranhão ao preço de R$ 27 milhões; e 793,6 quilômetros no
Tocantins, no valor de R$ 79,8 milhões. A liberação do dinheiro é feita de
acordo com o andamento das obras. Parte dos recursos já foi utilizada na
chamada “recuperação emergencial”.
Como o projeto tem quase dois anos e a realidade da estrada piorou durante o
período, nem os responsáveis pelo trabalho sabem dizer quanto mais será
necessário para cobrir a defasagem de verbas e deixar a estrada recuperada até
2008. Por conta disso, as obras correm algumas vezes na mesma velocidade de uma
tartaruga. (C. M.)
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ALYRIO
SABBÁ - 04/10/2005
Representantes no
Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante
Para quem não sabe, hoje
fazem parte do Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante as seguintes entidades:
Ministério da Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento, Indústria e Comércio,
Exterior e da Marinha do Brasil. Além do Ministério dos Transportes, e ainda o Sindicato das Empresas de Navegação
Fluvial do Estado do Amazonas, Sindicato das Empresas de Navegação Marítima,
este com sede no Rio de Janeiro, Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos, Sindicato da Indústria de Construção Naval
(Sinaval) e Confederação Nacional dos Metalúrgicos.
Nesse Conselho seria muito justo também a presença de um representante da
Indústria de Construção Naval da Amazônia. Bem que o assunto poderia ser melhor
analisado pela autoridade competente. Sérgio Bacci, que aparece na foto com
Luis Ivan Barbosa, Luis Rebelo Neto, o colunista e o representante do Ministério dos Transportes.
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ALÇA DE
MIRA - 04/10/2005
Estradas
O secretário de Política
Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, José Augusto Valente, abre hoje o 10º Encontro Nacional de
Conservação Rodoviária, no Centreventos Cau Hansen. A partir das 15 horas, Valente
fala sobre os prejuízos causados pelo excesso de peso, prejuízos esses que
causam problemas às próprias transportadoras. Também vai falar sobre o programa
para a compra de balanças informatizadas para a fiscalização. Hoje, o evento -
que vai até sexta - terá ainda a palestra do técnico do TCE, Ângelo Luiz
Burato.
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GERAL -
04/10/2005
Obra interdita BR-101 por
duas horas
Passagem sobre a estrada
na altura do quilômetro 438, em Sombrio, será trocada por viaduto
SOMBRIO
A BR-101 estará interditada do meio-dia às 14h de hoje, no quilômetro 438, em
Sombrio, Extremo Sul do Estado. A construtora responsável pela duplicação do
trecho, a Constran, fará uma operação para retirada de uma ponte sobre a
rodovia. A passagem será trocada por um viaduto. Caso a obra não seja
concluída, a operação será retomada quinta-feira, no mesmo horário.
De acordo com Avanir Aguiar de Sá, engenheiro responsável pela unidade regional
Sul do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit), as lajes de concreto estão presas às vigas metálicas, o que
dificultou o trabalho do guindaste do último sábado. Por falta de força no
equipamento a passarela não foi destruída.
A ponte na BR-101 liga o centro de Sombrio ao cemitério municipal e servia para
facilitar os cortejos. Com a derrubada da ponte, a população deverá transitar
pelo acesso Sul de Sombrio.
Ponte em Blumenau terá reforço de metal
A ponte Governador Adolfo Konder, onde quatro pessoas morreram sábado após o
Vectra em que estavam cair 15 metros em direção ao Itajaí-Açu, vai receber
proteções metálicas entre a calçada e a pista.
A decisão foi tomada em uma reunião ontem entre o Seterb, Secretaria de Obras e
a Secretaria de Planejamento Urbano.
A opção pelas chamadas defensas metálicas tem como objetivo proteger também os
pedestres que circulam na calçada da ponte, além de prevenir acidentes como o
de sábado, de acordo com o diretor-presidente do Seterb, Carlos Olimpio
Menestrina. A sinalização no local será reforçada, ressaltando que a velocidade
permitida é de 60 km/h.
Segundo o secretário de Planejamento, Walfredo Balistieri, o projeto das
defensas metálicas deve ficar pronto em 15 dias. Depois de pronto, segue para a
Secretaria de Obras, onde será realizada a licitação, o que leva em média 60
dias.
Segundo o engenheiro Carlos César Leite, da Secretaria de Obras, o ideal seria
implantar proteções de concreto como existe na Ponte do Tamarindo e na BR-101.
Entretanto, elas não se harmonizam com o cenário do Centro da cidade. Daí a
escolha pelo material metálico.
Balistieri acrescenta que o material metálico está sintonizado com o projeto de
revitalização da Beira-Rio, que será realizado posteriormente.
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POLÍTICA -
04/10/2005
TCU encontra
irregularidades em estatal
A revista Veja desta
semana destaca um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), referente ao
primeiro semestre deste ano, que analisou 415 obras da Petrobras e encontrou
indícios de irregularidades graves em 40% delas. Segundo a denúncia, que
atingiu em cheio a gestão do ex-senador e ex-presidente da estatal, José Eduardo
Dutra (PT), o Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit) é a repartição na qual foi encontrado o maior número de irregularidades
(75 dos 131 contratos analisados).
Os problemas são ainda maiores no Departamento Nacional de Obras contra a Seca
(Dnocs) e na Petrobras. A diferença entre elas estaria apenas no valor, já que
os contratos do Dnocs somam R$ 100 milhões e os da Petrobras chegam a 5
bilhões, que vem a reforçar as suspeitas levantadas sobre a estatal nas
investigações do mensalão, que estava na esfera de influência direta do
ex-secretário geral do PT, Sílvio Pereira e do lobista Fernando Moura.
"Essa denúncia é gravíssima. A revista destaca que 40% das obras da
Petrobras que foram analisadas registraram-se casos de superfaturamento,
constatados pelo Tribunal de Contas da União. Nós vamos solicitar, através de
um requerimento, que o TCU informe a Assembléia Legislativa até que ponto
chegou esse superfaturamento. É preciso se tirar todas as dúvidas, pois esse
dinheiro pode ter sido destinado para o mensalão. Não apenas nós, mas o Brasil
inteiro precisa se inteirar sobre o assunto. Se fosse para o José Eduardo Dutra
vir aqui na AL para tentar justificar a não vinda da refinaria para Sergipe,
antes ele deveria explicar essa questão do superfaturamento", afirmou a
deputada estadual Susana Azevedo (PSC).
A lista de acusações à Petrobras feitas pelo TCU é extensa. Os auditores
denunciaram concorrências dirigidas, pagamentos por serviços não realizados,
superfaturamento, contratos feitos sem licitação, aditamentos concedidos acima
dos limites legais e até obstrução à fiscalização dos auditores. Entre as
empresas beneficiadas pelas irregularidades está a empreiteira baiana GDK, que
lançou mão dos serviços de Fernando Moura e deu um automóvel Land Rover a
Sílvio Pereira. O TCU detectou superfaturamento em pelo menos dois dos
contratos firmados pela Petrobras com a construtora (um de R$ 31 milhões e o
outro de R$ 119 milhões), que objetivavam a manutenção de instalações
industriais e a construção de dutos. Vale destacar que é a segunda vez consecutiva
que o TCU condena a totalidade das obras fiscalizadas da Petrobras.
"O TCU analisou obras do Dnit, do Dnocs e da
Petrobras. Dos 14 projetos que foram analisados da estatal, todos estavam
irregulares. Todos registravam superfaturamentos que foram comprovados pelo
Tribunal de Contas da União. Nós vamos aprofundar esses estudos, vamos
solicitar maiores informações e eu tenho certeza que todo o povo sergipano fica
surpreso com tantas irregularidades. Isso comprova que a passagem de José
Eduardo Dutra pela Petrobras resultou em um grande desastre para Sergipe. Além
de não fazer tramitar o nosso projeto da refinaria, ele comprova agora o
desmando da sua administração. Através de alguns requerimentos, nós vamos solicitar
maiores informações junto ao TCU", comentou o também deputado estadual
Augusto Bezerra (PFL).
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CIDADES
- 03/10/2005 |
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Via Expressa vira
avenida, sem nunca ter saído do papel |
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RODOVIA FOI PROJETADA
PARA LIGAR INTERIOR DO ESTADO AO PORTO |
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CARLA SERQUEIRA |
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BRASIL
- 03/10/2005 |
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Saúde investe menos
do que previsto no ano |
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Em nove meses,
nenhuma obra de abastecimento de água e construção de banheiros em escolas
saiu do papel |
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MARTA SALOMON |
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ECONOMIA
- 03/10/2005 |
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Dilma promete R$ 8 bi
para rodovias |
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DE ACORDO COM A
MINISTRA DA CASA CIVIL, LIBERAÇÃO DE VERBAS SERÁ REALIZADA ATÉ O FIM DO
MANDATO DO PRESIDENTE LULA – EM 2006 |
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PATRÍCIA ZIMMERMANN |
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