JORNAL DO BRASIL - RJ

BRASIL
05/01/2007

Aberta a temporada de indicações

BRASÍLIA. Os pedidos de cargos no segundo escalão já começaram a chegar. A direção do PCdoB, por exemplo, que passeou pelo Planalto esta semana, quer continuar com a pasta do Esporte e verticalizar todo o seu segundo escalão. Quer ainda nomear o futuro titular da Secretaria Nacional da Juventude, se possível vinculando-a diretamente ao presidente (hoje está subordinada ao petista Luiz Dulci, secretário Geral da presidência). Já o PV gostaria de ocupar melhor os cargos da Cultura, que deve continuar com Gilberto Gil no comando. Uma das reivindicações do partido é substituir o presidente da Funarte, o petista Antônio Grassi.

O PMDB ainda está fazendo os cálculos, pois não sabe exatamente quais pastas terá a mais. Mas pretende ficar com as Comunicações e garantir, por exemplo, a presidência dos Correios. Aí já encontrará um problema, pois depois de todas as denúncias de corrupção na estatal, a preferência do Planalto é que a ECT seja presidida por um técnico.

Outra dificuldade será nos Transportes. Se a pasta ficar com o PL, como antes, ou for transferida para o PMDB, o maior dilema do Planalto será entregar ou não todas as chefias dos
DNITs estaduais ao partido titular.

Previdência é outro problema. Lula teme entregar o ministério, hoje na mão do técnico Nélson Machado, com a porteira entrebaerta a um partido aliado. Políticos adoram as chefias estaduais do INSS, e nem sempre isso é uma boa coisa. (H.C.)

 

 

JORNAL DO BRASIL - RJ

ECONOMIA
05/01/2007

Banco abre as torneiras e financia ferrovias

A despeito das críticas sobre a falta de investimentos em infra-estrutura, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não só quadruplicou os recursos para ferrovias no ano passado, como também prevê manter o fôlego. O presidente do banco, Demian Fiocca, revela que o setor receberá investimentos de R$ 12,5 bilhões nos próximos quatro anos, dos quais metade será financiada pela instituição. Entre os projetos, a recuperação da Brasil Ferrovias, o Anel Ferroviário de São Paulo, a compra de vagões e locomotivas e a construção da ferrovia Transnordestina.

Em 2006, a instituição aprovou financiamento de R$ 2,18 bilhões para empresas do setor, depois de um total de R$ 476 milhões em 2005. Ontem, o BNDES anunciou que vai financiar as
ferrovias do grupo ALL com R$ 1,12 bilhão, o maior já concedido para uma empresa do setor. O crédito representa cerca de 40% dos investimentos da companhia nos próximos três anos, de R$ 2,87 bilhões. Do total de recursos emprestados pelo banco de fomento, R$ 138,4 milhões vão para a Brasil Ferrovias.

Os investimentos aumentarão a capacidade transporte de carga nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ao longo de 12 mil quilômetros de extensão de malha, de acordo com anúncio do BNDES. Fiocca ressaltou que o projeto trará melhorias a um dos principais eixos de transporte de carga do país, que permite o escoamento da produção do Centro Oeste para o porto de Santos.

O projeto financiado prevê a modernização da via permanente, construção de novos pátios de cruzamento, reforma de vagões e locomotivas, modernização de sistemas operacionais e o aumento da capacidade de terminais de movimentação de cargas. Serão construídos viadutos nas cidades de Paranaguá, Londrina, Ponta Grossa e Piraquara, no Estado do Paraná. Também serão efetuadas obras de implantação dos contornos dos municípios de Curitiba (43 km) e Joinville (16,9 km) e, no Estado de São Paulo, cercamento da via permanente.

 

 

 

O GLOBO - RJ

RIO
05/01/2007

Chuvas causam dez mortes na Região Serrana

Protesto agrava caos no Norte Fluminense, que sofre com alagamentos causados pelo temporal dos últimos três dias

RIO e CAMPOS. As chuvas que têm castigado o interior do Estado do Rio provocaram ontem a morte de dez pessoas na Região Serrana. Três das vítimas, entre elas duas crianças de 6 e 7 anos, ficaram soterradas em Petrópolis.

Mais de cem pessoas estão desabrigadas ou desalojadas na cidade, onde a Defesa Civil registrou dezenas de deslizamentos de terra. O distrito da Posse foi o mais castigado pelas chuvas. O prefeito Rubens Bomtempo decretou luto oficial por três dias no município.

Em Teresópolis, uma barreira caiu sobre um bar, matando uma mulher e deixando um homem desaparecido. Mais cedo, outras duas pessoas morreram dentro de um carro, segundo o Corpo de bombeiros.

A situação em Nova Friburgo também é caótica. Três crianças morreram num deslizamento no bairro Floresta e um homem, em Jardinlândia.

Mais de 220 famílias estariam desabrigadas na cidade.

Manifestação interrompe tráfego por duas horas A situação é grave ainda no Norte e no Noroeste Fluminense, por causa de três dias consecutivos de chuva. O caos ficou ainda maior porque moradores de Morro do Coco decidiram fazer um protesto contra as crateras na BR-101. Os buracos foram abertos em dezembro do ano passado, após uma enxurrada que rompeu o asfalto. Na época, a rodovia ficou apenas em meia pista na altura do km 40, na divisa de Campos com o Espírito Santo.

Revoltados, moradores incendiaram pneus e interditaram a pista de manhã por cerca de duas horas. A manifestação causou um engarrafamento de 14 quilômetros nos dois sentidos.

Ontem, na BR-356, que liga o Norte Fluminense a Minas Gerais, as chuvas provocaram a abertura de mais uma cratera na altura de Cardoso Moreira, fazendo com que o tráfego ficasse em meia pista. Técnicos do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) informaram que, em ambos os trechos, será necessário esperar a chuva passar para recuperar as pistas. No caso da BR-356, os técnicos estudavam ontem uma alternativa.

Na BR-101, o trânsito foi desviado para o município de São Francisco do Itabapoana.

O município de Campos, o maior do Norte Fluminense, entrou ontem em estado de alerta com a cota do Rio Paraíba do Sul atingindo 10.10, bem próximo do limite crítico, que é de 10.30. Localidades ribeirinhas, como Ilha do Cunha e Matadouro, foram inundadas.

Campos tem uma bateria de diques construídos após a enchente de 1966, que protege a área urbana até a cota 11. A preocupação da Defesa Civil do município é com a margem esquerda do Paraíba do Sul, em áreas baixas como Parque Prazeres, Barão de Rio Branco e Presidente Vargas. São três bairros populosos, onde moram mais de cem mil pessoas.

O coordenador regional da Defesa Civil do estado, coronel Moacir Pires, disse ontem que o número de desalojados nos municípios do Norte e do Noroeste Fluminense chegava a 4.566. Em Laranjais, segundo distrito de Itaocara, onde na madrugada de ontem caiu uma tromba d´ água, 400 casas tiveram que ser desocupadas e há mais de 150 pessoas numa escola pública.

Também ontem, o prefeito de São Fidélis, David Loureiro, decretou estado de emergência.

Desde quarta-feira, o Centro da cidade está alagado e a Defesa Civil está preocupada com a elevação do nível do Paraíba do Sul. Segundo o coronel Pires, os leitos dos rios estão engordando por causa das chuvas no Sul de Minas Gerais e São Paulo.

— Os afluentes dos Rios Paraíba do Sul estão fora do seu leito por causa das chuvas em Minas e São Paulo. Isso causa um efeito cascata, que tem como ponto final Campos e São João da Barra — disse o coordenador da Defesa Civil.

Em São Fidélis, segundo a Secretaria de Promoção Social, são mais de duas mil pessoas desalojadas. Outros municípios atingidos pelas chuvas são: Bom Jesus do Itabapoana, São Francisco do Itabapoana, Cambuci, Italva e Cardoso Moreira. Neste último, onde a última grande enchente aconteceu em 1997, várias famílias deixaram ontem a cidade, que fica espremida entre a BR-356 e o Rio Muriaé.

O coronel disse que toda a região está em estado de alerta, mas afirmou que a situação está sob controle.

A infraero não confirmou oficialmente, mas vários vôos de helicóptero que levariam petroleiros para plataformas na Bacia de Campos foram suspensos ontem por causa do mau tempo. Em Macaé, chuvas fortes acompanhadas de ventos de até 80 km/h causaram estragos em diversos bairros como Aeroporto e Nova Holanda. Há pelo menos cem famílias desalojadas.

Na Região dos Lagos, o problema mais grave é em Araruama, onde vários bairros estão alagados.

 

 

O GLOBO - RJ

RIO
05/01/2007

Acidente fecha rodovia

Encosta deslizou na BR-393, em Três Rios

O deslizamento de uma encosta no Km 168 da Rodovia Lúcio Meira (BR-393), em Três Rios, no Médio Sul Fluminense, provocou o fechamento das pistas da estrada nos dois sentidos.

O problema ocorreu por volta das 17h30m e, uma hora depois, o congestionamento chegava a dois quilômetros, em ambas as direções. A estrada de 120 quilômetros, que liga o trecho da
Rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa, à BR040, em Três Rios, já estava com o tráfego desviado pelo acostamento por causa da queda de dez barreiras entre os quilômetros 103 e 175. Há mais de 48 horas chovia na região onde ocorreram os deslizamentos.

De madrugada, uma colisão entre um ônibus da Viação São Geraldo, que seguia de Minas para São Paulo, e uma carreta Scania, do Rio, deixou oito passageiros feridos. O motorista do coletivo, Délcio José da Silva, e Lucas dos Santos Barretos estão em estado grave. José Hildo dos Santos e Jacilda Corrêa da Silva foram internados no Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, em Três Rios. No Hospital de Além Paraíba estão Rosilda Borges de Almeida, Maria José Batista Nascimento, Adilson Soares da Silva e Pedro Galvão.

 

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
05/01/2007

Governo dobra recursos para investir em infra-estrutura

Executivo usa mecanismo previsto no Orçamento de 2007 para aproveitar excedente do superávit fiscal do ano passado. Montante chega a R$ 9,5 bi

Sem grande alarde, o governo já conseguiu dobrar o volume de recursos para obras de infraestrutura no Projeto-Piloto de Investimentos (PPI) de 2007. São obras cuja execução é garantida e pode ser deduzida da meta de superávit fiscal primário (economia para pagamento de juros da dívida). Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelo Orçamento, esse montante chegará a R$ 4,6 bilhões este ano. Mas a essa quantia também poderão ser somados R$ 2,02 bilhões de restos a pagar do PPI do ano passado e o excedente do superávit de 2006 que, em 12 meses até novembro, acumula R$ 2,9 bilhões. Com isso, o volume disponível para investimentos chegaria a R$ 9,5 bilhões este ano.

A expansão dos investimentos públicos em obras de rodovia, ferrovia, saneamento,
portos, entre outras, é uma das metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa será anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 22, informou ontem o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro.

A utilização da sobra da meta de superávit fiscal de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para engordar o PPI foi incluída como um novo mecanismo na LDO de 2007. Na lei, a reserva de recursos para o PPI é de 0,2% do PIB. Mas, considerando os valores adicionais que poderão entrar na conta, esse montante poderia subir para cerca de 0,4% do PIB.

Projeto-Piloto de Investimentos será elevado para 0,5% do PIB O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já afirmou que a meta de superávit de 2006 será excedida, mas não disse em quanto. Apesar de o resultado até novembro estar em 4,41% do PIB (R$ 2,9 bilhões acima da meta), este montante ficará menor, pois dezembro é tradicionalmente um mês de elevação de gastos.

O secretário interino do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, afirmou que o aumento de recursos destinados ao PPI também é uma forma de fazer com que investidores privados busquem o mercado brasileiro.

— Não adianta imaginar que o governo vai sozinho fazer todo o investimento necessário para que o país possa crescer. O governo é importante, mas não substitui a parcela de investimento necessária do setor privado — destacou.

Por isso, a equipe econômica já incluiu no conjunto de medidas que estão sendo preparadas para promover o crescimento em 2007 a intenção de elevar o PPI de 0,2% para 0,5% do PIB. Também estão sendo selecionados novos projetos na área de infra-estrutura que receberiam esses recursos.

Segundo o secretário, a redução do endividamento público continua sendo uma prioridade do governo.

Mas, diante de um quadro macroeconômico mais favorável e da necessidade de estimular o crescimento da economia, o governo agora busca formas de encontrar mais recursos para investimentos dentro da política fiscal.

— Você precisa continuar fazendo uma redução da dívida na maior velocidade que for possível, mas também tem que cuidar da qualidade do seu gasto, fazer alguns investimentos estruturantes. O investimento (no passado) foi reprimido pela necessidade de fazer um esforço fiscal adicional. Hoje você precisa encontrar uma fronteira eficiente entre a queda da relação entre dívida e PIB e a eliminação de gargalos ao investimento privado — disse Godoy.

A equipe não é unânime nesta visão. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, por exemplo, teme que haja descontrole fiscal e desconfiança dos investidores. Mesmo assim, ele desmentiu ontem rumores que de estaria deixando o cargo.

Secretário-executivo da Fazenda garante que fica no governo Nos bastidores da equipe econômica, a informação é de que Appy teria divergências com o ministro Guido Mantega, que estariam ficando mais intensas com a discussão sobre o pacote para acelerar o crescimento. Appy estaria defendendo, por exemplo, uma ampla reforma da Previdência, enquanto Mantega só aceitaria fazer algumas medidas de gestão.

— Eu estou ficando no ministério.

Não estou com a intenção de sair — afirmou Appy ao deixar o Ministério da Fazenda para uma reunião no Palácio do Planalto.

Ele fez questão de dizer que quis falar com jornalistas para desmentir os boatos sobre sua saída no segundo mandato do presidente Lula: — Não procedem esses rumores.

Appy foi trazido para a equipe econômica no primeiro mandato de Lula pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para ocupar a secretariaexecutiva da pasta. Posteriormente, com a saída de Marcos Lisboa do comando da Secretaria de Política Econômica, Appy assumiu o posto. Mas, com a substituição de Palocci por Mantega, Appy voltou à secretaria-executiva. Ele é um petista histórico e, por isso, conta com pleno apoio do governo e do PT.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será anunciado no dia 22 porque, quando o presidente Lula voltar de férias (no dia 15), terá que participar de uma reunião do Mercosul, nos dias 18 e 19.
COLABOROU Cristiane Jungblut

 

 

 

 

 

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
05/01/2007

BNDES aprova crédito de R$ 1,12 bi a ferrovias

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 1,12 bilhão para a ALL (América Latina Logística). Trata-se do maior empréstimo já concedido pelo banco para o setor ferroviário. O marco anterior era uma operação de R$ 900 milhões para a Transnordestina.

O valor total do investimento da ALL será de R$ 2,87 bilhões até 2009. Os recursos do financiamento do banco serão usados principalmente para equiparar os padrões de produtividade da Brasil
Ferrovias aos da malha sul da ALL (em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná). Segundo a empresa, o plano de investimentos até 2009 está dividido na compra de vagões via clientes (35%), via permanente (25%), locomotivas (25%) e tecnologia, terminais e outros (15%).

Em maio do ano passado, o BNDES e fundos de pensão venderam a Brasil
Ferrovias para a ALL. O valor do negócio foi estimado em R$ 1,4 bilhão, mas a operação foi feita somente por meio de troca de ações. Com a aquisição, a ALL se tornou a maior empresa em logística independente na América Latina, com operações nas regiões Centro-Oeste e Sul, no Estado de São Paulo e na Argentina, em Buenos Aires, Rosário e Mendoza.

A Brasil
Ferrovias inclui a Ferronorte, a Ferroban e a Novoeste. Juntas formam um corredor que liga o Centro-Oeste ao porto de Santos. O foco de atuação da empresa é o escoamento da produção agrícola.

Segundo Demian Fiocca, presidente do BNDES, a Brasil
Ferrovias passou por três etapas: reestruturação (quando o banco decidiu se tornar acionista da empresa, em maio de 2005), transferência do controle para a ALL e o início de um ciclo de investimentos. "Esse financiamento é simbólico pelo valor e por ser destinado a um setor apontado até dois anos atrás como o mais grave caso de gargalo e insuficiência", disse.

Segundo o BNDES, o setor ferroviário tem investimentos em andamento da ordem de R$ 5,3 bilhões no período de 2006 a 2010. Há ainda R$ 7,13 bilhões em investimentos em perspectiva para o setor no período, que incluem obras como a implantação do anel ferroviário norte de São Paulo e a aquisição de vagões por concessionárias, clientes e empresas locadoras desses equipamentos.

Segundo Paulo Basílio, diretor de Tecnologia da ALL, a Brasil
Ferrovias tem padrões de eficiência muito inferiores aos da malha da ALL no Sul. Na ALL, uma locomotiva percorre de 16 mil a 17 mil quilômetros em média sem apresentar problemas. Quando a Brasil Ferrovias foi comprada, esse indicador era de 1.500 quilômetros. Basílio estima que a performance das duas empresas se iguale dentro de três anos.

O volume de carga transportada deve crescer a um ritmo de 12% a 14% ao ano. Em 2006, o volume transportado na ALL e na Brasil
Ferrovias somou 24,3 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil).

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

ARI CUNHA
05/01/2007

Falta

Ilhado, o Brasil sofre. No mar faltam navios e nas rodovias sobram buracos. Os acidentes dos feriados mataram mais gente do que o previsto, e a propaganda culpa a inabilidade dos motoristas e as chuvas. Não se fala nos buracos, a tortura de quem dirige no país.

 

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

ECONOMIA
05/01/2007

BNDES aprova crédito recorde

O BNDES anunciou ontem a aprovação do maior financiamento para ferrovias já registrado no País. O Grupo ALL (América Latina Logística) terá crédito de R$ 1,1 bilhão do banco de fomento para concluir investimentos totais de R$ 2,9 bilhões até 2009 no País. O maior financiamento anterior para ferrovias foi de R$ 900 milhões, concedido para a Transnordestina em 2005.

 

 

ESTADO DE MINAS - MG

GERAIS
05/01/2007

Minas sofre

Temporais causam estragos e preocupação aumenta porque a chuva vai continuar

Minas castigada pelas chuvas. A situação se agravou nas últimas 48 horas e o temporal que atingiu o Triângulo e as regiões Sul e Central deixou um rastro de destruição e provocou prejuízos. Em Uberlândia, a força das águas arrancou o asfalto das principais avenidas. Houve queda de barreira em Ouro Preto e, em Juiz de Fora, 150 moradores estão desalojados. A Defesa Civil de Pouso Alegre está em alerta, pois o nível dos rios Mandu e Sapucaí subiu 3,5m.

A chuva não vai dar trégua nos próximos 10 dias e a chegada de mais uma frente fria provoca novos temporais em todas as regiões do estado, principalmente no Sul, Triângulo, Zona da Mata e Leste. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), 17 pessoas morreram por causa de desmoronamentos e desabamentos. Há 4 mil moradores desabrigados em Minas, 12 mil desalojados e 61 cidades já decretaram situação de emergência, como Santa Rita de Caldas, no Sul, e São João Nepomuceno, na Zona da Mata.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) alerta que a chuva poderá vir acompanhada de descargas elétricas e rajadas de vento de até 60 km/h e orienta a população para evitar áreas de alagamento. Equipes da Cedec foram encaminhadas para o Sul de Minas. As ações estão concentradas em Poço Fundo e Machado. “As cidades mais atingidas são aquelas em que a Defesa Civil não tem a eficiência adequada. Dos 853 municípios, apenas em 499 há o serviço, mesmo assim muitos deles apenas no papel. O período crítico das chuvas vai até fevereiro e meados de março. Os depósitos com cestas básicas, lonas e roupas estão sob controle”,diz o capitão Edylan Arruda da Cedec.

O meteorologista do Centro de Climatologia MG Tempo/Cemig/PUC Minas, Ruibran dos Reis afirma que a frente fria estacionada sobre o estado e a umidade vinda da região amazônica são as principais causas do período chuvoso. O fenômeno é chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul. “Como conseqüência, há dias consecutivos de chuva. Outra frente fria está chegando, no sábado. As chuvas serão de intensidade moderada e forte. O Sol pode aparecer apenas na segunda quinzena de janeiro.”

Ruibran informa que quem quiser fugir da chuva indo para o litoral não terá sucesso, pois o Espiríto Santo e o Rio de Janeiro também enfrentam os mesmos problemas. “É bom preparar as sombrinhas e capas para um período rígido de precipitações”, garante. A história não é diferente para a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na Pampulha, apenas nos quatro primeiros dias de janeiro, choveu cerca de 26% da média histórica para o mês, que é de 300 milímetros.

Em Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte, as chuvas provocaram deslizamento de terra em dois pontos da MG-356/
Rodovia dos Inconfidentes – um na entrada da cidade e outro na estrada para Mariana. De acordo com informações da prefeitura local, os problemas no acostamento dos trechos começaram dia 31, embora sem necessidade de interdição da pistas. Para evitar novas erosões, os técnicos acompanham os trechos com apoio do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, Secretaria Municipal de Obras, funcionários de empresas e outros setores. Na entrada para Ouro Preto, os cuidados são redobrados para evitar que um córrego sobre a pista seja atingido. As chuvas começaram na região há três meses, sem deixar desabrigados.

Os estragos em Uberlândia causados pelo temporal provocaram muitos transtornos. As três principais avenidas ficaram destruídas e o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão em estado de alerta. Para evitar mais danos à população, foram elaborados planos especiais para o período chuvoso. Na manhã de ontem, o prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão Carneiro, se reuniu com secretários municipais e com comando da Polícia Militar, para traçar um plano emergencial de ações para minimizar os estragos provocados pelas tempestades.

O comandante do 5º Batalhão do Cobom, tenente-coronel Hermes Antônio Pereira, explica que as avenidas Anselmo Alves dos Santos, Rondon Pacheco e Minervina Cândido ficaram parcialmente destruídas. “ Em 30 minutos, choveu cerca de 40 milímetros. O volume foi intenso e o período muito pequeno. Com a força da água e o alagamento 20 carros foram levados pela correnteza, mas apenas dois ficaram destruídos. Estamos trabalhando em regime especial com mais equipes” disse.

O secretário de Obras Públicas de Uberlândia, Epaminondas Honorato Mendes, explicou que os danos ficaram concentrados nas avenidas. “Elas estão situadas em um vale e isso propicia o alagamento. As galerias principais estão dimensionadas corretamente. O problema ocorreu no escoamento da água, com o entupimento de bocas-de-lobo. As intervenções vão ocorrer durante o ano e aumentaremos a capacidade do escoamento em locais mais críticos”, explicou.

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

ECONOMIA
05/01/2007

Suape já é 2º porto do País em contêineres

O Porto de Suape já é o segundo do País em movimentação de contêineres em cabotagem (navegação entre os portos brasileiros), perdendo apenas para o Porto de Santos, que é o maior do Brasil. Em 2006, passaram pelo Terminal de Contêineres de Suape (Tecon-Suape), 197,3 mil contêineres, contra os 179,4 mil contêineres registrados em 2005, o que significou um crescimento de 10% no ano passado.

Os contêineres movimentados na cabotagem ou em transbordo (quando uma carga muda de navio, neste caso em Suape, para chegar ao seu destino final) foram 108 mil contêineres que passaram pelo terminal.

“Foi muito boa a movimentação. O crescimento foi puxado pelas cargas de exportação e importação que apresentaram, respectivamente, um crescimento de 16% e 20%”, disse o presidente do Tecon-Suape, Sérgio Kano. Ele afirmou também que 2006 foi o ano em que Suape movimentou mais frutas.

Em 2006, o Tecon-Suape movimentou 6,5 mil contêineres de frutas, contra os cerca de 3 mil contêineres de frutas que saíram por Suape em 2005.

“A movimentação dos contêineres com frutas poderia ter sido maior, caso não tivesse ocorrido a falta de contêineres em setembro e outubro”, comentou Kano. Neste período, o aumento das exportações de carne (do Sul e do Sudeste) fez diminuir a quantidade de contêineres refrigerados e de espaços nos navios para os exportadores nordestinos.

PERSPECTIVA – O Tecon-Suape trabalha com a expectativa de ter um crescimento de 10% a 15% este ano. “Isso inclui a entrada em operação de novos investimentos que se implantaram em Suape”, explicou Kano, acrescentando que o aumento da carga também depende do comportamento da economia do País e da logística dos grandes armadores (que são os donos das linhas de navegação e dos navios).

Tem um armador que já está concentrando em Suape as cargas conteinerizadas que saem de Manaus para exportação. “Suape está se tornando um porto concentrador de cargas”, falou Kano. Em 2006, pararam no porto 478 navios de contêineres, que movimentaram mais de 2 milhões de toneladas de carga. Os contêineres devem responder por cerca de 40% de toda a movimentação de Suape em 2006.

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
05/01/2007

Transporte de carga aumenta 73% desde 1996

O volume de carga transportado nas ferrovias brasileiras subiu 72,6% entre 1996, quando teve início a privatização do setor, e 2005, último dado disponível.

Apesar da alta, as
rodovias continuam a ser o principal canal de transporte de carga no país, com 58% do total. Mais baratas e seguras, as ferrovias respondem por apenas 25% do volume transportado.

Desde 1996, as concessionárias que passaram a operar as
ferrovias investiram R$ 11,53 bilhões na modernização do setor. Houve pouca ampliação da malha, que tem uma extensão de 29,5 mil quilômetros, dos quais 28,2 mil são destinados ao transporte de cargas.

Comparada às de outros países, é uma malha pequena. A Argentina tem quase 40 mil quilômetros, e os EUA, cerca de 200 mil.

No Brasil, as
ferrovias foram essenciais para o aumento da exportação de commodities, principalmente o minério de ferro produzido pela CVRD (Companhia Vale do Rio Doce).

A mineradora opera suas próprias linhas e respondeu por 62,3% dos 221,6 bilhões de tku (tonelada por quilômetro útil) transportados em 2005, segundo dados da
ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre). A Vale foi responsável por quase metade dos R$ 11,5 bilhões investidos desde 1996.

O governo federal tem dois grandes projetos de expansão da malha: as
ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, ainda não iniciada.

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

CIDADES
05/01/2007

Trânsito desviado na BR-070 por uma semana

O asfalto afundou quase 1,5m: solo cedeu por causa das chuvas

Motoristas que cruzam diariamente a BR-070, rodovia que liga Brasília a Águas Lindas (GO), vão precisar de uma dose extra de paciência nos próximos 10 dias. Devido ao afundamento de um trecho do asfalto, perto de Ceilândia, de quase 1,5m de profundidade, as faixas que seguem para o Entorno ficarão interditadas pelo menos até o final da semana que vem. É o prazo inicial para que fiquem prontos os reparos na área danificada. Até lá, o trânsito será desviado para o outro lado da via, no sentido Taguatinga, que estará fechada por quase 1km, com uma faixa para cada mão. O desvio fica pronto hoje, mas até ontem, os condutores eram obrigados a atravessar por dentro de Taguatinga e Ceilândia para retornar à rodovia.

A pista está interrompida a partir do km 3. O desvio será feito a partir do primeiro retorno para o Setor de Oficinas de Taguatinga. Terá 770m. Em frente ao Setor M Norte, em Ceilândia, os carros retornam para a pista de origem. O
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) optou pelo desvio para evitar que os motoristas sofressem ainda mais. Nos últimos dois dias, quem trafegava pela rodovia era obrigado a passar por dentro de Taguatinga e Ceilândia. “Não sou de Brasília e estou indo para o interior de Goiás. Não conheço nada aqui em Ceilândia. Acho que poderia ter ao menos algum policial por aqui, para informar os motoristas”, reclamou o produtor rural goiano Renato Siqueira, 25 anos.

Para evitar o desvio pelas cidades, nas horas de maior movimento, alguns motoristas chegaram a fazer uma travessia ilegal e perigosa, atravessando a BR-070 e seguindo pelo acostamento da contramão. Tudo feito sem nenhuma fiscalização. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não havia efetivo suficiente para vigiar o local, mas no final da tarde um agente passou a monitorar o tráfego.

Buraco
O afundamento do asfalto na BR-070 foi causado provavelmente por um problema na tubulação de águas pluviais. Com as fortes chuvas de quarta-feira, o solo cedeu e um pedaço da pista acabou afundando por mais de um metro. Os dois tubos que recebem águas da chuva, do Setor M Norte e seguem pelo subsolo até o Lago Paranoá, apresentavam problemas de estrutura exatamente no trecho em que são cobertos pela rodovia. Um dos tubos, que mede 2,2m de diâmetro, estava com rompimentos ao seu redor, por onde escapava a água para o solo, deixando-o fofo. O outro, com 2,6m de diâmetro, estava compactado, com seu diâmetro diminuído a 1,2m apenas. É a terceira vez que o trecho passa por problemas no espaço de um ano. O último ocorreu em novembro do ano passado. A pista apresentava princípio de afundamento e precisou ser restaurada pelo
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

“Com o trânsito desviado, vamos recuperar a estrutura do local por onde passa a tubulação das águas pluviais e recuperar a pista. A previsão é de 10 dias para reabrir o trânsito”, explica a engenheira Thame Ribeiro, do
Dnit. Será necessário trocar 20m dos tubos de águas pluviais. A tubulação fica a 6m de profundidade, e a falta de manutenção pode ter sido a causa do rompimento dos tubos. Consultores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela tubulação de águas pluviais, informaram que o aumento das chuvas e da quantidade de água escoada pode ter danificado a tubulação.

ALERTA DE TEMPORAIS
A Defesa Civil alerta para o risco de fortes temporais até domingo, acompanhados de descargas elétricas e rajadas de vento de 60km/h. O Centro de Gerenciamento de Desastres (CGD) recomenda à população evitar áreas de alagamentos e lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios e ventos fortes. Além disso, pede atenção redobrada nas áreas de encostas e morros. Devido às chuvas dos últimos dias, o solo está encharcado, o que aumenta o risco de deslizamentos.

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

CIDADE
05/01/2007

Começa recuperação na Rodovia BR-070

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) iniciou ontem as obras de recuperação de parte do asfalto que cedeu com as chuvas na quarta-feira, na BR-070, no sentido DF-Águas Lindas. Assim como ocorreu no dia do incidente, os motoristas que trafegavam pelo local ontem tiveram que seguir pelo Setor de Oficinas de Taguatinga.

O asfalto de outro sentido da pista também corre risco de ceder, por causa de uma tubulação que precisa ser trocada. Segundo Tame Ribeiro, engenheira do Denit, o problema começou há cinco anos com a instalação de galerias pluviais.

Uma faixa desta pista seria disponibilizada para que os motoristas não precisassem mais desviar pelo Setor de Oficinas. "Vamos escorar o outro lado da via para que os carros possam passar sem problemas", disse Tame.

Na manhã de ontem, cinco caminhões carregados de equipamentos aguardavam autorização para iniciar o processo de recuperação da pista e liberação de parte da via para os carros passarem. As obras devem terminar em um prazo de dez dias.
Ainda não se sabe quanto irá custar a recuperação do asfalto, mas as obras na BR-070 estão dentro das prioridades da
Dnit.

 

 

HOJE EM DIA - MG

MINAS
05/01/2007

Chuva atrasa obra nas estradas

Pelo menos 61 municípios mineiros decretaram estado de emergência por causa das chuvas, conforme a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), que aponta ainda 17 mortes no Estado, 741 pontes destruídas e 4.207 pessoas desabrigadas. Além dos transtornos, as chuvas estão impedindo a realização de obras de recuperação das rodovias, como acontece na BR-459, apontada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) como uma das piores rodovias que cortam Minas. O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) liberou R$ 20 milhões para a rodovia. O dinheiro será investido em obras de restauração e melhoramentos da estrada. De acordo com o Dnit, as obras ainda não foram executadas por causa da chuva que castiga o Sul de Minas.

Com as chuvas do final do ano passado, e intensificadas no início deste mês, a quantidade de buracos aumentou, deixando a rodovia intransitável. Serão restaurados 85 quilômetros, em três segmentos. Entre Ipuiuna (km 61) e o entroncamento com a Avenida Perimetral (km 103), em Pouso Alegre, a empresa responsável pela obra é a Queiroz Galvão. Além da nota de empenho para os serviços de pavimentação no trecho de 42 quilômetros, no valor de R$ 9,5 milhões, foi assinada outra nota, no valor de R$ 500 mil, para os serviços de supervisão das obras, que serão executados pela empresa Consol Engenheiros Consultores. Na mesma rodovia, entre o entroncamento com a BR-381 (KM 106) e o entroncamento com a MG-347, que vai para São João do Alegre (KM 144), a obra de restauração está sendo feita pela empresa Sagedra.

A BR-459 liga o Sul de Minas a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Além de escoar toda a produção de batatas de Ipuiuna para capitais como Belo Horizonte e São Paulo, é uma importante rota turística, que liga Poços de Caldas ao Rio. No último dia 18 de dezembro, o tráfego foi interrompido para caminhões entre Ipuiuna e Pouso Alegre.

½Assim que pararem as chuvas, iniciaremos as obras. Quinze dias de estiagem já é o suficiente para deixar a rodovia com condições de trafegabilidade” garante o engenheiro da Superintendência do
Dnit em Minas Gerais, Rogério Naves, responsável pela obra. O órgão espera o fim da chuva para iniciar também a recuperação da BR-491, no Sul de Minas, obra orçada em R$ 14 milhões.

Na Zona da Mata, os motoristas devem redobrar a atenção na MG-353, próximo a Tabuleiro e na MG 858, entre Descoberto e São João Nepomuceno, onde houve queda de barreiras. Na BR-267, entre Juiz de Fora e Leopoldina, há muitos buracos nas pistas e alguns trechos a passagem de veículos estão apenas em meia pista.

 

 

JORNAL DO TOCANTINS - TO

ESTADO
05/01/2007

Acidentes deixam rodovia interditada

Quatro acidentes, que aconteceram na BR 153, próximo à divisa do Tocantins com Goiás, no Sul do Estado, no final da tarde de última quarta-feira e madrugada de ontem, destruíram uma ponte e deixaram a rodovia interditada por oito horas. A chuva teria facilitado a ocorrência de acidentes.

O primeiro ocorreu às 18 horas, de quarta-feira, no km 4,2 em Goiás. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista José Antonio Neto, 56, que conduzia um caminhão placa MVM 6600 de Gurupi, perdeu o controle e saiu da pista, batendo em uma árvore.

No mesmo instante no km 11,3, uma carreta, placa JVH 0262 de Castanhal (PA) saiu da pista e foi parar a cerca de dez metros do acostamento. O condutor Deoclécio Silva Lima,46, teve lesões graves.

Já às 19h30, no km 27,8, uma Scania placa BXG 9268 de Barretos (SP) saiu da pista, bateu numa árvore e tombou. A carga de produtos de limpeza ficou esparramada pelo asfalto e foi avaliada em aproximadamente R$ 150 mil. O motorista Abenir Sebastião de Oliveira, 56, saiu ileso.

O quarto acidente aconteceu na madrugada de ontem, por volta das 4 horas. Quando o veículo do útltimo acidente estava sendo rebocado para o posto da PRF se desprendeu do reboque e saiu da pista, destruindo parte da ponte do Rio Funil, km 50.Ainda de acordo com a PRF, uma árvore caiu na pista no km 39. O policial rodoviário Galeno Pereira, que atendeu as ocorrências, diz que o mau tempo facilitou os acidentes. “Chovia e ventava muito entre Alvorada e Porangatu (GO). A rodovia ficou parcialmente interditada por cerca de oito horas, até que todos os caminhões fossem rebocados e a árvore retirada da pista”, explicou. Naõ houve vítima fatal.