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OPINIÃO
06/01/2007
O balanço do Tapa-Buracos
José
Augusto Valente
O Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas (Petse),
conhecido como "Operação Tapa-Buracos", foi concluído com sucesso. É
o que mostra o Relatório Final do DNIT, corroborado pela Pesquisa Rodoviária da CNT
2006.
Este programa, iniciado em dezembro de 2005, teve origem em três fatos: a)
determinação do TCU para intervenção imediata, com dispensa de licitação, em rodovias de Minas Gerais,
Paraná e Rio Grande do Sul, que haviam sido estadualizadas, pela MP-82 de 2002,
com repasse de recursos para os governos estaduais e que foram abandonadas por
estes, gerando uma situação de total degradação das referidas rodovias; b) determinação da
Justiça Federal para que o DNIT fizesse uma intervenção emergencial na rodovia
BR-101/RJ, entre a Ponte Rio-Niterói e a divisa com o Espírito Santo; c)
diagnóstico do DNIT, que apontou para a necessidade de intervir, emergencialmente,
em rodovias sem nenhum contrato,
até que se viabilizassem as respectivas licitações. Naquele momento, o DNIT tinha R$10 bilhões
em contratos de conservação, restauração e duplicação, entre outros, enquanto
que esse programa emergencial contemplava um valor de R$400 milhões, ou seja,
4% dos contratos em andamento.
Por se tratar de um programa potencialmente polêmico, o Ministro dos
Transportes de então, Alfredo Nascimento, encaminhou um pedido formal de
acompanhamento, tanto ao TCU - Tribunal de Contas de União -, como à CGU -
Controladoria Geral da União -, que o acolheram, participando ativamente da
rotina de contratações e execução dos serviços. Além disso, portarias do DNIT definiram condições
de contratação e de pagamento. A principal delas é que somente seriam pagos os
serviços auditados e aprovados pelo TCU, pela CGU, e pela própria fiscalização
do DNIT.
Foram realizadas intervenções como recuperação de pavimentos em segmentos
críticos, recuperação de pontes e da sinalização, bem como serviços de
tapa-buracos. O resultado foi a garantia de trafegabilidade e segurança em 22
mil quilômetros de segmentos críticos, além dos 32 mil quilômetros de rodovias, com contratos
não-emergenciais, já em andamento na ocasião. Ao longo da realização desse
programa, foram preparadas e realizadas licitações para contratação de serviços
de manutenção rotineira e de restauração nesses trechos. De sorte que, toda a
malha pavimentada do DNIT, incluídos os 14 mil quilômetros estadualizados pela MP-82,
está com algum tipo de contrato.
Além dessas intervenções, foi iniciado em 17 de julho de 2005 o Prosinal,
serviço de sinalização horizontal e vertical na malha federal, visando
condições plenas de segurança, referentemente a esse item. Hoje, metade do
serviço está concluída. O prazo final do Prosinal é julho de 2007, quando
atingirá a marca de 48 mil quilômetros sinalizados.
A pesquisa rodoviária da CNT 2006, apesar de não captar os serviços de
sinalização iniciados naquele mês, mostra a situação dos pavimentos, de forma
altamente positiva. Em seu relatório gerencial, a pesquisa mostrou que havia a
ocorrência de buracos, em apenas 10% dos 84 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais
pesquisadas (págs. 42 e 43 do Relatório Gerencial, no site da CNT). Em relação
ao pavimento dos acostamentos, o quadro é idêntico. Essas rodovias, ainda com buracos,
são de baixo volume de tráfego e não afetam a logística de cargas.
Isso mostra que foi correta a decisão de realizar o Petse que, com as demais
intervenções de vulto do DNIT, mais o repasse de R$1,7 bilhão que o Governo Federal
efetua anualmente, para estados e municípios, está mudando, para melhor, o
quadro geral da rodovias brasileiras, dando ao usuário segurança, conforto e
menores custos.
José Augusto Valente é secretário de Política Nacional de Transportes/MT.
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SOCIEDADE
07/01/2007
Dá para construir e preservar?
Rodoanel
de São Paulo esquenta a polêmica sobre o que importa mais: infra-estrutura ou
meio ambiente
E
UMA ESCOLHA DIFÍCIL PARA QUEM PAGA os impostos. Por R$ 3,6 bilhões, alivia-se o
trânsito que hoje congestiona as marginais dos rios Tietê e Pinheiros, as duas
principais vias expressas de São Paulo. Por cinco vezes esse valor, daria para
fazer isso sem ameaçar as matas que garantem o fornecimento de água para a
maior cidade do país. A retomada da construção do Rodoanel, em São Paulo,
inflama o debate sobre o que é mais importante: infra-estrutura ou preservação.
O segmento Sul, o mais importante porque liga o anel às rodovias que levam ao Porto de Santos, começou a
ser construído em setembro. Teme-se que estimule o crescimento de favelas no
entorno das represas Billings e Guarapiranga. O esgoto das favelas contaminaria
a água. Para compensar, a Dersa, que opera o Rodoanel, promete desapropriar
mais de 1.700 famílias das 2.800 que vivem no local. Diz que vai implantar dois
parques ecológicos e registrar 1.200 áreas de conservação.
Para ambientalistas, a solução é construir o Rodoanel sobre viadutos e sob
túneis, ou alterar seu traçado, fazendo dele uma via expressa urbana suspensa,
como a Linha Vermelha, no Rio de Janeiro. Aí, o custo - só do Trecho Sul -
subiria para R$ 18 bilhões.
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BRASIL CONFIDENCIAL
07/01/2007
Para crescer
O
pacote de Guido Mantega para alavancar o crescimento está pronto. Será
anunciado entre os dias 22 e 26 de janeiro. Trará desoneração tributária (cerca
de R$ 6 bilhões) e muitas obras. A dúvida é se Lula anuncia as obras
(hidroelétricas, portos e rodovias) em conjunto ou em separado. Neste caso,
seriam 50 medidas.
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NACIONAL
07/01/2007
Governo gasta com terceirizado até o dobro do que paga a servidor
Para
CGU, metodologia adotada pelo Executivo para definir remuneração 'beneficia
excessivamente' as empresas
O
Executivo gasta demais com serviços de empresas terceirizadas. Laudo do
Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Polícia Federal, ao qual o
Estado teve acesso mostra que em alguns casos um funcionário terceirizado chega
a custar duas vezes mais que um servidor público. Ao examinar um contrato de
serviços de informática firmado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
em 2001, no valor de R$ 54,5 milhões, os peritos do INC apontam que o salário
considerado era de R$ 1,3 mil, enquanto um servidor de carreira tem remuneração
de R$ 635,98.
Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a metodologia
adotada pelo Executivo desde 2001 como referência para definir a remuneração de
terceirizados 'beneficia excessivamente' as empresas. O custo dos contratos
também é alvo de fiscalização do Ministério Público Federal.
Na avaliação da procuradora da República no Distrito Federal Raquel Branquinho,
os contratos de terceirização servem para abrigar indicações políticas e
enriquecem as empresas contratadas com prejuízo para o serviço público. 'Além
do custo elevado, não há, da parte do empregado terceirizado, o comprometimento
com o serviço público', analisa ela. 'No escândalo dos sanguessugas, grande
parte dos funcionários que estavam nas comissões de licitação era de
terceirizados', completa, referindo-se ao esquema de venda de ambulâncias
superfaturadas a prefeituras, que usavam recursos de emendas de parlamentares
ao Orçamento.
ACIMA DO MERCADO
O mesmo laudo do INC conclui que os valores contratados superavam em R$ 14,4
milhões a média dos preços cobrados no mercado pelo mesmo tipo de serviço.
Auditoria da Controladoria da União em um contrato de emergência de prestação
de serviços firmado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior em 2004 também apontou possível prática de preços superiores aos do
mercado e de contratos semelhantes na própria administração pública. Os
auditores estimaram em R$ 2,7 milhões o prejuízo potencial em 6 meses.
Outra inspeção da CGU nas contas de 2004 do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) identificou que os salários informados à
Previdência pela empresa contratada seriam 'muito inferiores' aos repassados
pelo DNIT no contrato de
terceirização.
Irregularidades à parte, para o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, há um
problema normativo e os parâmetros de remuneração das prestadoras de serviços
precisam ser revistos. 'Os tetos estão elevados demais.' Ele disse que, por
exemplo, o lucro máximo que o governo admite ao contratar empresas para
serviços de vigilância e limpeza corresponde a 7,2% da soma dos salários
incluídos nos contratos. 'O razoável seria 4% a 5%.' No caso do teto para
custos com encargos sociais, equivalente a 82% da remuneração, o adequado seria
72%.
O Ministério do Planejamento explicou que os dois porcentuais foram definidos
em 2001, em estudo do governo e da Fundação Getúlio Vargas, e, juntamente com
outros itens, são usados para definir o preço máximo a ser pago por um contrato
de terceirização na área. Mas destacou que os preços máximos têm sido reduzidos
com a competição entre as empresas nos processos de licitação.
Apesar disso, o ministério confirmou que analisa a necessidade de atualizar os
limites de referência. Hage contou que desde dezembro discute a idéia de
revisão com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, mas na esfera técnica
os estudos começaram há dois anos.
Planejamento, Ministério Público e Tribunal de Contas da União (TCU) analisam
conjuntamente os cálculos que apontam gasto excessivo. Para Hage, a
terceirização deve ser restrita às áreas de limpeza, segurança e serviços de
copa, mesmo sendo um custo extra. 'A terceirização é sempre mais cara que a
contratação, mas nessas áreas, que não são típicas do Estado e a rotatividade é
elevada, ela se justifica', afirmou.
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RIO
07/01/2007
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Maior ponte de Campos cede e BR-101 é interditada |
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Desvio custará a motoristas 100 quilômetros a mais |
CAMPOS
e RIO. As chuvas em Campos provocaram ontem à tarde a interdição de uma ponte
da BR-101, bloqueando o tráfego num dos principais eixos viários do país. Com a
cheia do Rio Paraíba do Sul na região, dois pilares da Ponte General Dutra
cederam. A ponte, a principal de Campos, já apresenta uma fenda no meio e foi
fechada ao tráfego porque, de acordo com técnicos da Defesa Civil municipal, o
risco de desabamento é iminente.
A situação não seria tão grave se outras duas pontes sobre o Rio Paraíba em
Campos também não estivessem interditadas por causa da enchente.
Com isso, tanto a prefeitura quanto técnicos do Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (Dnit) ainda estudam o melhor caminho para desviar
o trânsito da ponte.
O comandante da Guarda Civil, Francisco Balbi, orienta os motoristas que seguem
do Rio para Campos a passar por Nova Friburgo e por Itaocara até Santo Antônio
de Pádua e pegar a BR-356 (Campos-Itaperuna), no trecho da estrada que não foi
afetado pelas enchentes.
Outra rota alternativa é a BR-040, passando por Três Rios, Santo Antônio de
Pádua e Bom Jesus de Itabapoana. Nas duas rotas em direção a Campos, o desvio
representa um acréscimo de cerca de 100km.
Já os motoristas que vêm do Espírito Santo com destino ao Rio pela BR-101 devem
entrar em Apiacá, passando por Bom Jesus de Itabapoana, Itaperuna e Santo
Antônio de Pádua, pegar a BR-393 até Três Rios e, de lá, a BR-040 (Rio-Juiz de
Fora).
— Vamos tentar achar um caminho menos conhecido — disse o substituto do superintendente
regional do Dnit, Samuel Chuster.
Segundo Chuster, o Dnit estuda a possibilidade de montar uma estrutura metálica
provisória sobre a ponte, o que levaria uma semana. O serviço seria feito por
uma empresa especializada e permitiria a passagem de veículos leves.
O Dnit informou que vinha
monitorando os pilares da ponte, que tinham sido reforçados.
— A obra da ponte é muito antiga, tem mais de 40 anos.
Os pilares ficam dentro d’água e se rompem mais rápido — disse Chuster.
Outras duas pontes já tinham sido interditadas A Polícia Rodoviária Federal
montou barreiras na BR-101, antes da chegada a Campos, para impedir que
caminhões com destino a Espírito Santo, Bahia e outros estados do Nordeste
entrassem na cidade. Os motoristas eram avisados de que não teriam como cruzar
o Paraíba com a interdição das três pontes de Campos e instruídos a retornar.
No interior do estado, as estradas estão bastante prejudicadas pelas chuvas,
com vários trechos interditados por deslizamentos de terra. Só na RJ-116 (Itaboraí-Friburgo-Macuco)
foram registradas 90 quedas de barreiras em apenas 24 horas.
Há dois dias, 40 técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER)
trabalham para desobstruir as rodovias da Região Serrana. Os trabalhos estão
concentrados na RJ-130 (TeresópolisFriburgo), RJ-146 (Bom JardimSão Fidélis),
RJ-148 (FriburgoCarmo), RJ-150 (FriburgoBom Jardim), RJ-160 (CordeiroCarmo) e
RJ-182 (Santa Maria Madalena-Carapebus).
A esperança das autoridades de trânsito de Campos é que, com as águas baixando,
a Ponte Saturnino Braga, que acaba de passar por uma reforma, possa ser aberta
inteiramente ao tráfego.
Ontem, diante do caos, parte dessa ponte, localizada no bairro da Lapa, foi
aberta para um caminhão e dois carros de passeio passando de cada vez, em sentidos
alternados. Outra ponte, a Barcelos Martins, teve sua estrutura afetada em
enchentes anteriores, e não poderá ser usada.
— Com a estrutura da ponte Barcelos Martins cedendo, a situação fica grave e
não temos como liberar integralmente a ponte da Lapa para um tráfego pesado.
Ela não suportaria — disse um técnico da Empresa municipal de Transportes.
No início do mês passado, a ponte sobre o Rio São João, na RJ-106, antiga Rodovia Amaral Peixoto, em
Barra de São João, no município de Casimiro de Abreu, também foi interditada
porque corria o risco de desabar.
A interdição obrigava os motoristas a fazer um desvio de mais de 150km.
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DINHEIRO
07/01/2007
Lula quer investir R$ 20 bilhões neste ano
Pacote
terá conjunto de obras que significariam investimentos de ao menos R$ 80 bi da
União até o fim do segundo mandato
A
meta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é investir efetivamente um total
de R$ 20 bilhões do Orçamento da União em 2007, segundo apurou a Folha. Isso
representaria aumento de mais de 30% em relação aos investimentos de R$ 15,2
bilhões feitos em 2006, o ano da reeleição do petista.
A maior parte desses recursos será destinada às obras do PAC (Plano de
Aceleração do Crescimento), com o qual Lula promete "destravar" a
economia e levar o PIB (Produto Interno Bruto) a crescer pelo menos 4% no
primeiro ano do segundo mandato.
Nos anos seguintes, o presidente tem dito que sua meta será repetir o mesmo
nível mínimo (R$ 20 bilhões), o que totalizaria investimentos públicos
orçamentários de pelo menos R$ 80 bilhões até o final do segundo mandato, em
2010.
O desejo de Lula, porém, é tentar elevar essa cifra a cada ano a fim de
diminuir os chamados "gargalos" da economia -desde riscos de falta de
energia a estradas e portos em péssima situação, que dificultam e
encarecem o escoamento da produção brasileira.
A equipe de Lula prepara uma lista de 50 a 60 obras prioritárias em
infra-estrutura -estradas, ferrovias, portos e saneamento. Todas teriam metas de
execução e ficariam livres de bloqueio de verbas.
Essas obras entrariam num programa de planejamento plurianual, que englobaria
todo o segundo mandato do petista, com garantia de recursos suficientes até sua
finalização. Com isso, o governo espera evitar que um projeto deixe de receber
recursos necessários para seu andamento de um ano para outro, algo comum hoje.
Em reuniões na última semana, antes do início do período de dez dias de férias
no Guarujá, Lula discutiu com ministros obra por obra. Foi elaborado um
cronograma que as dividirá em três grandes grupos. Realizações que já poderão
ser concluídas no primeiro ano e que dependeriam de poucos recursos. Um segundo
grupo de obras com datas de inauguração previstas para 2008, 2009 e 2010. E
obras que o petista começaria, mas só seriam efetivamente concluídas após o
término do segundo mandato.
Ritmo fraco
No primeiro mandato, o governo Lula enfrentou dificuldades para investir por
causa de retenção de verbas para gerar superávit primário, ineficiência de
gestão e entraves jurídicos e ambientais.
Até agora, Lula não conseguiu superar o total de investimento verificado no
último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, quando o tucano aplicou R$
17,7 bilhões. O melhor resultado obtido pelo petista foi exatamente no ano
passado, quando disputou a reeleição e exigiu da equipe econômica mais espaço
para gastos (R$ 15,2 bilhões).
Em 2003, quando assumiu com inflação em alta e foi obrigado a adotar políticas
monetária e fiscal austeras, Lula investiu apenas R$ 6,1 bilhões. Nos dois anos
seguintes, o cenário de investimentos melhorou, ao passar para R$ 9,7 bilhões e
R$ 10,4 bilhões, respectivamente.
Estatais
Além dos investimentos públicos do Orçamento da União, o presidente Lula conta
com o aumento nos programas de obras das empresas estatais para livrar o país
das baixas taxas de crescimento registradas no primeiro mandato.
O investimento total das empresas públicas programado para este ano está em R$
49,4 bilhões, acima dos R$ 42 bilhões de 2006. Apenas a Petrobras vai investir
neste ano aproximadamente R$ 39 bilhões em novas refinarias, gasodutos e
exploração de gás.
Em geração e transmissão de energia, o governo estuda autorizar a Eletrobrás a
investir os recursos normalmente destinados pela estatal ao superávit primário
(economia do setor público para pagar juros de sua dívida). Daria cerca de R$
1,5 bilhão a mais. No setor de energia, porém, o grosso dos investimentos em
hidrelétricas e linhas de transmissão de energia viria do setor.
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ECONOMIA
06/01/2007
Governo quer recuperação de malhas em Pernambuco
O
secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, quer
que o canteiro de obras da Ferrovia Transnordestina não fique restrito ao trecho
Salgueiro (PE)-Missão Velha (CE), que está em andamento. Durante o encontro das
equipes do governo estadual e da Prefeitura do Recife, realizado ontem, o
secretário informou que pretende negociar com o presidente da Companhia
Ferroviária do Nordeste (CFN), Benjamin Steinbruch, que vem ao estado na
próxima semana.
A intenção é que seja aberta uma nova frente de trabalho, principalmente, para
a recuperação das malhas Salgueiro-Suape e Petrolina-Parnamirim. Segundo
Coelho, o Governo do Estado vai expor para a companhia o interesse no ramal e
saber se há uma viabilidade de parceria para os próximos meses. O projeto
executivo está em fase de elaboração e foi entregue ao Departamento Nacional de
Infra-estrutura e Transporte (Dnit) e à CFN, não estando incluído no
planejamento da Transnordestina. “Queremos saber se será uma obra que terá
recursos de um outro tipo de parceria”, disse o secretário.
Sobre os boatos de que a Transnordetina seguiria para o Porto de Pecém, no Ceará,
e não para Suape, o secretário afirmou que seria “só ruído”. “O projeto que foi
aprovado pela Adene tem cronogramas que obedecem à implantação física de
obras”. De acordo com o diretor administrativo-financeiro da CFN, Jorge Mello,
existe a intenção de conversar com a secretaria e o Governo do Estado para
informar como vão as obras da malha ferroviária.
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MÁRCIO FAGUNDES
06/01/2007
Verbas para a BR-459
Um
trecho da BR-459, em Minas Gerais receberá R$ 20 milhões do Ministério dos
Transportes. Por meio de uma medida provisória, o ministério espera
recuperar o trecho, que tem fundamental importância para os municípios de Poços
de Caldas e Lorena (SP). Atualmente, o mau estado de conservação da rodovia tem
causado um grande número de acidentes.
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CARTAS
06/01/2007
Desserviço
Penso
que, com a colocação de placas alertando para os perigos dos tubarões, nas
entradas das cidades do Recife, Olinda e Jaboatão, o Dnit está prestando um
baita desserviço a Pernambuco. Além do ato arbitrário de afixar os avisos, sem
a devida consulta aos órgãos oficiais que cuidam do assunto, ainda desconhece a
regra dos topônimos, que manda grafar “do Recife” e nunca de Recife, como
escreveram nas citadas placas.
Em vez de cometer tais gafes, essa repartição bem que poderia sinalizar as
entradas e saídas do Recife, especialmente para os que trafegam pelos bairros
da Macaxeira e Dois Irmãos, um verdadeiro labirinto para os turistas e até para
os motoristas que por aqui residem. O Dnit bem poderia mandar instalar as luminárias
nos dois quilômetros de postes – implantados desde a construção do contorno da
cidade – localizados entre as proximidades do Terminal de Integração até os
arredores do Centro de Treinamento do Náutico. Ou quem sabe executar a limpeza
da faixa de acostamento, que permanentemente encobre as placas de sinalização?
Por que não colocam placas com avisos “cuidado com balas perdidas” ou “cuidado
ao andar de ônibus, você pode ser cremado” nas entradas da cidade do Rio de
Janeiro?
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CIDADES
06/01/2007
BRs que cortam o Estado têm 37 pontos críticos de acidentes
As
BRs 101, 262 e 259 têm 37 pontos considerados críticos de acidentes no Espírito
Santo. Neles, ocorreram quase 43% das mortes registradas nessas estradas entre 1º de janeiro
e 30 de novembro do ano passado. Entre os principais motivos dos acidentes
fatais estão a proximidade desses trechos com o perímetro urbano, as curvas
mais acentuadas e o fluxo grande de veículos.
Além de registrarem 85 das 198 mortes contabilizadas pela Polícia Rodoviária
Federal (PRF), os pontos mais perigosos (que podem ser conferidos na página ao
lado) concentram 2.608 dos 4.952 acidentes ocorridos nas BRs - mais da metade
do total -, incluindo os trechos que cortam a região metropolitana.
Alguns trechos chegam a registrar um número considerável de mortes ou de
acidentes num único ponto. Em Linhares, no Norte do Estado, por exemplo, 90%
dos acidentes que aconteceram no município foram no trecho em que a Rodovia BR 101 passa pela
cidade. Foram 303 acidentes e oito mortes em nove quilômetros de estrada.
No Sul do Estado, ainda na BR 101, o número de trechos mais perigosos é
inferior ao da Região Norte do Estado (sete contra 12), mas nesses pontos
registra-se um índice maior de mortes. Em um único ponto, uma curva acentuada,
no quilômetro 371, em Anchieta, foram seis mortes em sete acidentes.
Na BR 262, que liga Vitória a Belo Horizonte (MG), nove pessoas morreram nos
oito pontos mais perigosos. Só no perímetro urbano de Venda Nova do Imigrante,
foram três mortes em 37 acidentes.
"Falta conservação"
Crítica. Para o caminhoneiro Henderson Pires, 30 anos, o pior trecho da BR 101
vai da Serra até João Neiva, onde há muitos buracos. "Está ruim demais e
fica perigoso. O trecho Norte está pior que o Sul. A conservação é
péssima", diz, ressaltando que, em época de férias, os motoristas têm de
redobrar a atenção.
"Sobra imprudência"
Análise. Excesso de imprudência é o pior problema nas estradas na opinião do
caminhoneiro Mauro Poltronieri, 39. Para ele, duplicar a BR 101 deveria ser uma
prioridade. M auro considera como pior trecho da rodovia o compreendido entre
Iconha e Rio Novo e a Rodovia do Contorno. "Além de ser um trecho perigoso, tem
buracos, e sempre há acidentes."
AS ESTATÍSTICAS
198
Esse foi o número de mortes registradas de janeiro a novembro de 2006 nas estradas federais que cortam
o Espírito Santo. No ano anterior, foram 194 mortes.
4.952
Essa foi a quantidade de acidentes registrados nas BRs que cortam o Estado de
janeiro a novembro de 2006. Em todo o ano de 2005, foram 5.348 acidentes.
PRF quer redução de 25% em acidentes
Visando a diminuir o número de mortes e acidentes nas rodovias federais, a Polícia
Rodoviária Federal (PRF) pretende aumentar a fiscalização a partir do próximo
dia 15. O trabalho mais intenso será realizado nos primeiros 200 quilômetros da
BR 101, que vai de Pedro Canário a João Neiva.
Para isso, o superintende da PRF no Estado, Saint‘Clair Soares, procurou
parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), com Organizações
Não-Governamentais (ONGs) e com empresários do setor de transporte para
desenvolver o projeto Rodovia Viva, que será colocado em prática entre o próximo dia
15 e 28 de fevereiro.
A meta é reduzir o número de acidentes em 25%. Para isso, será desenvolvida uma
campanha educativa. Cerca de 25 mil cartilhas serão distribuídas. Mais 18
policiais – totalizando, assim, 60 – vão atuar no trecho e contarão com apoio
de uma equipe num helicóptero.
Pelo menos dois radares de alta resolução também serão usados. "Os
radares, depois de implantados na BR 262, em Cariacica, representaram uma
redução de 30% no número de acidentes", justifica Fabiano Moreno, chefe do
núcleo de Comunicação da PRF.
Estradas também causam prejuízo
É sagrado: todo dia, alguns dos 26 caminhões a rede de lojas de
eletrodomésticos Eletrocity terminam o dia com algum problema. O motivo, na
opinião de Denilson Queiroz, diretor comercial da empresa, é a situação das estradas.
"O prejuízo só aumenta. Pelo menos, por dia, três a cinco carros que
terminam o serviço com algum problema. Seja um pneu furado, o veículo
desbalanceado ou até um amortecedor gasto. Isso sem falar do risco à segurança
do motorista e dos passageiros", reclama Queiroz.
Os caminhões trafegam, principalmente, pelas vias de grande fluxo de veículos
da Grande Vitória, como a Rodovia do Contorno (BR 101). Queiroz considera o
trecho inicial dessa rodovia, em Cariacica, um dos mais preocupantes. O ponto é
apontado como sendo um dos mais perigosos nas rodovias federais do Estado,
com 85 acidentes registrados em 2006.
Como Dirigir
CURVA
Fique atento às placas de sinalização e às curvas mais sinuosas, principalmente
em descidas ou subidas
FLUXO
Não se aproxime muito de veículos. Tenha atenção na hora das ultrapassagens e
respeite a sinalização
CHUVA
O mau tempo pode piorar a visibilidade da pista e torná-la escorregadia,
podendo çevar a derrapagens. Diminua a velocidade
VIDROS
Mantenha sempre os vidros bem limpos para facilitar na hora de desembaçá-los.
Verifique também o estado dos limpadores de pára-brisa
LUZES
Faróis, luzes de ré, pisca-alerta e luzes de freio sempre devem funcionar em
perfeitas condições
PNEUS
Mantenha-os sempre calibrados e em bom estado de conservação. Verifique-os
antes de qualquer viagem
FARÓIS
Mantenha os faróis baixos quando o motorista que vier em sentido oposto estiver
com faróis altos, principalmente na chuva.
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ECONOMIA
06/01/2007
Pavimentação vai começar neste mês
Obras
nos primeiros 26 quilômetros duplicados da rodovia, entre Pernambuco e Paraíba,
estão com atraso de pouco mais de dois meses
A
pavimentação dos primeiros 26 quilômetros duplicados da BR-101 no lote 6, entre
a divisa Pernambuco/Paraíba e Igarassu, começa na segunda quinzena deste mês.
Essa etapa das obras está com um atraso de pouco mais de dois meses em relação
ao plano de trabalho divulgado pelo 1º Grupamento de Engenharia do Exército na
internet. Os trabalhos no lote, que tem 41,4 quilômetros de extensão, foram
iniciados em dezembro de 2005. De acordo com o Centro de Operações das obras de
duplicação, vinculado ao 1º GEC, os 26 quilômetros só serão entregues ao
tráfego no final do ano.
A primeira etapa da pavimentação é o lançamento do chamado concreto compactado
a rolo (CCR), composto formado por areia, água, cimento, brita e pó de brita. O
CCR serve de sub-base para a colocação das placas de concreto, formando o
pavimento rígido e que só pode ser aplicado depois que o primeiro composto
secar. O Exército comprou uma máquina pavimentadora na Alemanha, entregue em
dezembro. No momento, os militares dão prosseguimento às obras de
terraplenagem, construção de bueiros, construção de pontes (rios Tabatinga,
Botafogo e Arataca) e construção de viadutos.
Em todo o trecho de 41,4 quilômetros estão previstos 734 metros de pontes,
viadutos e passarelas, que vão demandar recursos de R$ 35 milhões. Os 26
quilômetros do trecho que será pavimentado a partir deste mês começam logo após
Goiana e seguem em direção a Igarassu. As obras de restauração da pista
existente só serão iniciadas após a conclusão da duplicação. O custo das obras
de todo o lote é de R$ 234,3 milhões. Segundo 1º GEC, já foram liberados pelo
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) R$ 118,9 milhões.
Além do lote 6, o Exército está executando as obras dos lotes 1, no Rio Grande
do Norte, e 5, na Paraíba.
Outros trechos - Pernambuco tem ainda outros dois lotes no processo de
duplicação da rodovia. Os lotes 7 e 8 somam 83,9 quilômetros de extensão. Os
trabalhos custarão R$ 480,7 milhões e estão sendo executados pela iniciativa
privada. O consórcio formado porQueiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Norberto
Odebrecht e Construtora Barbosa Melo foi o vencedor do lote 7, entre o Cabo de
Santo Agostinho e Ribeirão, com a proposta de R$ 272,5 milhões. O trecho tem
43,9 quilômetros de extensão. É o maior trajeto entre os cinco lotes licitados
pelo governo federal.
De acordo com Marcos Crispim, coordenador do Dnit no estado, foram reservados R$ 39,7
milhões para o começo dos trabalhos no lote 7. Outros R$ 29,3 milhões irão para
o lote 8, que tem 40 quilômetros entre Ribeirão e Palmares. O consórcio
OAS/Camargo Corrêa/Mendes Júnior fará a obra por R$ 208,2 milhões. Quando veio
dar a ordem de serviço para execução dos trabalhos no dois lotes, o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, garantiu que eles serão concluídos no
primeiro semestre de 2009.
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ECONOMIA
06/01/2007
Governo aprova crédito para a Transnordestina
A
previsão é que os recursos sejam liberados em quatro anos. CFN tem até 120 dias
para contratar a primeira etapa do projeto
A
Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) aprovou o financiamento de R$
2,227 bilhões para o projeto da ferrovia Transnordestina, que custará R$ 4,5
bilhões. Esta foi a primeira aprovação de um empréstimo pelo Fundo de
Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), criado em 2001 para substituir os antigos
mecanismos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), extinta
em 2001 e recriada na última quarta-feira pelo presidente da República. A
Trasnordestina vai ligar a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém, no Ceará,
e ao de Suape.
A previsão é que o financiamento seja liberado em quatro anos, segundo o
diretor geral da Adene, Zenóbio Vasconcelos. “Agora, a Companhia Ferroviária do
Nordeste (CFN) tem um prazo de 30 dias prorrogável por mais 90 dias para
contratar a primeira etapa do projeto”, explicou Vasconcelos. A primeira fase é
o trecho que está em obras e foi iniciado em agosto último - com uma extensão
de aproximadamente 100 quilômetros -, ligando a cidade pernambucana de
Salgueiro ao município de Missão Velha, no sertão do Ceará.
Uma parte do recurso do FDNE que será liberado para a Transnordestina estava no
orçamento de 2006 do Fundo, que era de R$ 1,027 bilhão. A Lei Complementar nº
125 que recriou a Sudene anulou os recursos dos exercícios anteriores do FDNE.
“Esses recursos serão resgatados numa Medida Provisória (MP) que será editada
pela presidência da República”, contou Vasconcelos.
O orçamento do FDNE para 2007 é de R$ 1,156 bilhão. Os orçamentos de 2006 e
2007 são suficientes para os recursos que o Fundo vai liberar para a
Transnordestina num período de quatro anos. A maior parte dos recursos da
Transnordestina sairá do FDNE e do extinto Fundo de Investimentos do Nordeste
(Finor), que vai aportar mais de R$ 1 bilhão.
Os recursos emprestados pelo FDNE serão pagos num período de 20 anos,
corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1% ao ano. Metade do
financiamento feito pelo FDNE poderá ser transformado em ações, no futuro, caso
a Sudene e o Fundo queiram ser acionistas da ferrovia Transnordestina.
VISITA - O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra
Coelho, afirmou ontem que o Estado dispõe de vários instrumentos que poderão
ser usados para persuadir a CFN a iniciar a construção do trecho pernambucano
da Transnordestina. “Vamos mostrar que existe uma demanda para a construção do
trecho Petrolina-Parnamirim”, falou Coelho. Esse trecho não está previsto no
projeto da ferrovia do governo federal.
Para iniciar a conversa com a CFN já foi marcada uma reunião para a próxima
semana com um dos diretores da empresa, Benjamin Steinbruch. “Não queremos que
o canteiro de obras da Transnordestina fique restrito ao trecho
Salgueiro-Missão Velha e não vamos levantar ruídos com os outros Estados”,
disse Bezerra, ao ser questionado sobre rumores que circulam no meio
empresarial, que dizem que a CFN construiria somente o trecho ferroviário que
vai para o Ceará.
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OPINIÃO
06/01/2007
Apagão rodoviário
Depois
do "apagão" aéreo, como foi classificado o caos em que se transformou
o sistema aéreo brasileiro no final de 2006, o país corre o risco de sofrer um
"apagão" rodoviário, isto é, um colapso no sistema de transporte
terrestre. A advertência foi feita no último dia 30 pelo jornal "O Estado
de S. Paulo", em função dos sinais cada vez mais evidentes de que a
deterioração das rodovias brasileiras poderá se transbordar numa crise de
proporções e consequências muito piores do que o "apagão" ocorrido
nos aeroportos.
Em várias áreas de Minas, o "apagão" rodoviário já é uma cruel
realidade e provavelmente a soma das mortes ocorridas nos últimos meses, por
causa da péssima situação de várias rodovias, já equivale ? ou supera ? o total de
154 vítimas do acidente de setembro passado com o Boeing da Gol, que teve tanta
repercussão. Só no acidente de ontem no trecho da BR-135 que atravessa o
distrito de Engenheiro Dolabela, no município de Bocaiúva, quatro passageiros
de um Kadet perderam a vida. Enquanto a culpa pelo acidente da Gol causou
controvérsia que se arrasta até hoje, no caso da tragédia na 135 o culpado foi
imediatamente identificado pelos motoristas de caminhão que passavam pelo local
e bloquearam a rodovia, em protesto pela péssimo estado da pista, que fez o
motorista do Kadet cair num rio ao tentar desviar de buracos na pista.
Há apenas sete dias, a alguns quilômetros dali, outras quatro pessoas haviam
morrido num acidente no trecho da BR-135 que corta o município de Augusto de
Lima, em que um carro bateu contra uma carreta que trafegava na contramão,
provavelmente para se desviar de buracos na estrada. Oito mortos em apenas uma
semana em acidentes causados pelo mau estado da BR-135 em Minas. Por aí se tem
uma dimensão da quantidade de vítimas do "apagão" que atormenta
motoristas e passageiros na BR-135 e outras estradas em Minas.
O trecho mineiro da BR-135 está entre os 12,2% de estradas consideradas em
estado péssimo pela pesquisa anual de 2006 da Confederação Nacional do
Transporte (CNT). De acordo com a pesquisa, de 84.382 quilômetros de estradas ? dos quais 54 mil
são estradas federais ?, 75%
apresentam deficiências, índice maior que o registrado em 2005, de 72%. As estradas consideradas em
estado péssimo são aquelas quase intransitáveis, como a parte da BR-135 que vai
de Montes Claros a Curvelo, uma sucessão de buracos que transforma a viagem num
pesadelo que às vezes acaba em tragédia, como de ontem em Engenheiro Dolabela.
Como na tragédia com o Boeing da Gol, os acidentes que vêm se sucedendo em
Minas e em outras estradas do país são um sinal de alerta sobre o agravamento da
situação das rodovias. O caos nos aeroportos em breve vai se repetir nas estradas, se o governo não
agir urgentemente, investindo na recuperação do sistema de transporte
terrestre. É preciso fazer algo, mas não de qualquer jeito, como a Operação
Tapa-Buracos realizada no ano passado, que envolveu 101 contratos, dos quais 48
apresentaram indícios de "irregularidades graves", segundo apurou o
Tribunal de Contas da União (TCU). O trecho mineiro da BR-135 foi uma das estradas recuperadas pela
Operação Tapa-Buracos.
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ESTADO
06/01/2007
Motoristas reclamam de buracos
Má
conservação de estrada dificulta tráfego de veículos
Caxias
- Os motoristas que saem de Pre-sidente Dutra com destino a Timon ou
vice-versa, para evitar a BR-316 e economizar tempo e combustível em cerca de
100 quilômetros, têm como opção de tráfego a BR-226. Mas é preciso estar
disposto a enfrentar os problemas que a estrada oferece ao longo do percurso. A
rodovia federal é dividida – uma parte é composta de asfalto em péssimo estado
de conservação, a outra não tem pavimentação. Quando chove, os problemas ficam
mais evidentes. Carros atolam, quebram e seguir viagem é praticamente
impossível.
Motoristas de autocargas, que precisam correr contra o tempo para entregar suas
mercadorias, são os mais prejudicados. As reclamações não diminuem nem mesmo
onde o asfalto existe. O caminhoneiro Baltazar José da Silva, por exemplo,
reclama dos buracos e da falta de acostamento. “Só tem buraco na pista. Onde
era pra ter acostamento, o mato tomou conta. Aqui não dá nem para um carro
passar um do lado do outro com tanto mato que tem na pista”, aponta o
caminhoneiro.
Jairo de Souza Santos teme ser assaltado. Os buracos forçam o motorista a
diminuir a velocidade para evitar danos no veículo. Isso ajuda na ação dos
bandidos. “A gente tem que arriscar passar por aqui, mesmo com medo da ação dos
bandidos. A estrada colabora para a bandidagem, porque tem bastante buraco”,
lembra o caminhoneiro.
No trecho da BR-226, que não tem asfalto, os motoristas denunciam que a piçarra
que foi colocada para esperar o asfaltamento está desaparecendo. José Ribamar
do Nascimento, que trafega praticamente todos os dias vendendo peixe na região
dos cocais, diz que, quando chove, a situação piora.
“Ano passado eles colocaram um pouco de piçarra nos buracos, mas esta já está
saindo e ficando só o barro de novo. Aqui roda muito carro pesado e não adianta
só fazer isso. Teve uma vez que, quando deu uma chuva aqui, eu passei com
dificuldade em minha moto, porque se chove não tem estrada. Se forma uma fila
de carro e permanece durante horas”, enfatiza José Ribamar Nascimento.
A população dos dois municípios aguardam dos órgãos competentes melhorias na
estrada. In-vestimento que já foi prometido diversas vezes. O caminhoneiro José
Lustosa Machado diz que fica indignado cada vez que é obrigado a passar na
BR-226, e constata que as promessas ainda não foram cumpridas.
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GERAL
07/01/2007
Como estão as estradas
Operação
tapa-buracos
Em
janeiro do ano passado, Zero Hora percorreu estradas federais
beneficiadas pela operação tapa-buracos do governo federal e retratou a
precariedade das vias. Um ano depois, ZH refaz o percurso e encontra um cenário
diferente. Embora não tenham resolvido todos os problemas, as obras
emergenciais eliminaram crateras e mudaran BRs historicamente abandonadas, como
as da Campanha e da Fronteira Oeste.
Apesar das melhorias, a maioria das rodovias ainda precisa de reparos. Em parte
delas, os veículos trepidam ao transitar por asfalto irregular, há trechos sem
sinalização horizontal e alguns acostamentos são estreitos.
Conforme o superintendente regional do Departamento Nacional de Infra-estrutura
de Transportes (Dnit) no Estado, Marcos Ledermann, foram investidos R$ 13 milhões
para uma operação emergencial em janeiro passado e, ao longo do ano, outros R$
150 milhões na manutenção de rodovias:
- Mas, quando chove, surgem buracos. Isso porque não foi feita a restauração,
foi apenas uma operação tapa-buraco.
A seguir, confira a situação das rodovias percorridas por ZH:
Participaram desta reportagem Carlos Etchichury, Cleber Bertoncello, Juliana
Bublitz, Pietro Rubin, Rodrigo Santos, Silvana de Castro e Tríssia Ordovás
Sartori
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ENTREVISTA
07/01/2007
“O presidente Lula não foi reeleito por acaso”
Deputado
Nilson Mourão fala da expectativa em relação aos investimentos do governo
federal no Acre. “Nossas estradas dessa vez vão sair”, afirma
Liderança
atuante dos movimentos sociais e do PT do Acre desde os anos 80, o deputado
federal Nilson Mourão (PT-AC), no terceiro mandato, vive agora a experiência de
ser parte ou apoiar governos tanto no plano federal como estadual. O militante
não se aliançou com o poder. Pelo contrário, ambos se conquistaram. Na
entrevista a seguir, Nilson Mourão fala de tudo um pouco: da expectativa de seu
mandato, das políticas sociais do governo federal e de investimentos em busca
do crescimento do país, além da política propriamente dita. Ele discute a
eleição para a mesa da Câmara dos Deputados segundo a ótica do PT e revela que
tanto no partido como no governo federal há uma autêntica torcida para que o
ex-governador Jorge Viana seja ministro - mesmo com a ministra Marina Silva
também estabelecida na Esplanada dos Ministérios. A seguir, a entrevista.
Da bancada do Acre, o senhor é o deputado federal mais experiente, com três
mandatos. É também deputado por um Estado onde o PT tem a sua mais longa
experiência de poder e de mandato. Qual é, então, sua expectativa para fazer um
bom mandato e em relação aos governos de Lula e de Binho Marques?
Nilson Mourão – Eu tenho uma grande esperança nesse segundo mandato do
presidente Lula e do Binho aqui porque esses governantes estão assumindo
criando um momento de muita expectativa. É um momento novo na vida do Brasil e
do Acre. Em nível federal, o mandato está sendo articulado em duas grandes
frentes.
Que frentes são essas?
NM – Uma delas, vinculada às grandes obras estruturantes e ao crescimento da
economia na busca de ultrapassagem dos três por cento de crescimento anual para
cinco por cento e depois para sete até chegarmos, ao final do mandato do
presidente Lula, entre oito e dez por cento de crescimento anual. Esse é
patamar dos países que vêm crescendo no mundo, como é o caso da Venezuela e
outros países emergentes.
O senhor falou em duas frentes. Qual é a segunda?
NM – As políticas sociais e de inclusão dos brasileiros que até este governo
não eram assistidos nem incluídos. Não foi à toa que o Lula tenha sido eleito e
agora reeleito. O Brasil começa a se voltar, em 500 anos, para os mais pobres,
para as camadas mais pobres da população...
Com esses investimentos em grandes obras, os gastos serão de muitos bilhões,
conforme mostram os números. O Acre terá acesso a esses recursos e em quais
áreas?
NM – É verdade que serão investimentos de muitos bilhões de reais, direcionados
para obras gigantescas como a pavimentação de rodovias, portos, hidrovias, ferrovias e hidrelétricas.
Sendo assim, o Acre não está incluído nesse pacote de obras. E agora?
NM – O Acre está contemplado nesse grande pacote de obras com a pavimentação de
rodovias. Graças ao esforço
da bancada e do governo do Estado, nós estamos chegando, neste segundo mandato
do presidente Lula, com a BR-317 praticamente concluída - faltam apenas 70
quilômetros para chegarmos a Boca do Acre, no Amazonas. É uma obra que está
dentro desse pacote do governo federal e deve ser concluída ainda este ano.
Temos também a BR-364, ligando Rio Branco a Cruzeiro do Sul. Nessa obra o Acre
entra no pacote do governo federal de modo bem concreto.
Isso significa que a BR-364 será concluída neste segundo mandato do presidente
Lula?
NM – Esse é o objetivo de todos nós. Eu acho que até o fim do governo Lula e
Binho Marques, nós concluiremos essa obra. Temos um grande desafio que é aquele
trecho de Feijó a Manuel Urbano, mas creio que o problema será enfrentado. Mas,
em relação ao governo do presidente Lula, não são só obras estruturantes que
nos fazem crer em avanços...
O senhor falou disso no início da entrevista. Quais são, por exemplo, as
prioridades dos avanços na área social e de que forma o mandato de um deputado
federal pode contribuir para isso?
NM – Na bancada do PT, a gente divide as atividades e organiza os parlamentares
em torno das questões. Aqueles companheiros que têm formação na área de
engenharia ou de economia entram nas questões que dizem respeito ao crescimento
econômico do país. Aqueles que têm formação que vem das igrejas, dos movimentos
sociais e sindical abraçam, digamos assim, os programas sociais. Este é o nosso
caso. Vamos dar suporte ao governo nessa área social procurando ampliar esses
programas no nosso Estado, sugerindo aos ministros da área as modificações e
levando ao governo novas sugestões e até novos programas.
Que programas são esses, deputado?
NM – São programas como o Bolsa Família, que hoje já beneficia um contingente
de mais de dez milhões de famílias brasileiras e é modelo estudado pela ONU
(Organização das Nações Unidas) e sua experiência vem sendo adotada em vários
países da América do Sul, da África e da Ásia. Temos também o programa Luz para
Todos, que inclui iluminação pública urbana e rural, com o qual já atingimos
seis milhões de pessoas e devemos chegar a 30 milhões que viviam na mais
completa escuridão neste país em pleno século XXI. Temos também o Pró-Uni, que
atende a juventude que estuda em escolas particulares. Nós já chegamos a 400
mil estudantes beneficiados e o desejo do presidente Lula é dobrar essa
quantidade e de levar esse número para um milhão de pessoas no fim de seu
mandato. Temos ainda um programa destinado à formação e capacitação técnica da
juventude, o pro-jovem. Nessa linha, estamos lutando, junto ao Ministério da
Educação, para trazer para o Acre uma escola técnica federal. O presidente Lula
quer implantar no Brasil inteiro o programa da formação técnica da juventude e
eu já iniciei alguns contatos com o ministro da Educação para que possamos ter
aqui uma dessas escolas técnicas a serem implantas no país.
Isso é para quando?
NM – Para breve, muito em breve. No primeiro momento serão atendidos cem jovens
e a idéia é duplicar esse número a cada ano com cursos fundamentais como o de
agroindústria. O Acre precisa crescer e desenvolver sua agroindústria. Pensamos
também que é necessária a formação básica na área de informática, de saúde,
florestal e, enfim, com uma escola voltada para a produção de técnicos para a
nossa realidade regional.
Falando de política propriamente dita, qual sua expectativa em relação às lutas
nas quais o seu partido está envolvido, como, por exemplo, a disputa pela
presidência da Câmara dos Deputados? A base governista vai mesmo se dividir?
NM – A disputa pela presidência da Câmara sempre foi uma grande disputa por
espaço e de poder. Nós temos um exemplo bem recente de que isso tem que ser
feito com muita maturidade. Quando a base do governo se dividiu e foi eleito o
ex-deputado Severino Cavalcanti. Aquilo foi um problema extremamente ruim para
o Brasil e para a Câmara. Hoje, o que está acontecendo na Câmara é que o debate
democrático está fluindo e se afunilando em torno de três nomes...
Não são apenas os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PC do
B-SP) que estão na disputa?
NM – Não, o PMDB está apresentando o nome do deputado Gedel Vieira (PMDB-BA). O
que nós podemos garantir é que o erro do passado não será mais cometido.
Por quê?
NM – Porque nós vamos afunilar o debate em torno de um único nome como
candidato da base governista.
Mesmo que esse nome seja o do PMDB?
NM - Nós estamos fazendo uma discussão para que a base do governo não se divida
e ela não vai se dividir. O presidente Lula inclusive nos deu um prazo para que
até o dia 20 a gente esteja com esse nome definido e é isso que vai acontecer.
Mas por que o PT colocou o nome do deputado Chináglia no debate se o Governo
parecia contemplado com a candidatura à reeleição do deputado Aldo Rebelo?
NM – O que nós não pudemos admitir é que prevaleça no país uma certa tendência
que se criou principalmente na imprensa brasileira de buscar reduzir o PT e
obscurecer a vitória do PT nas últimas eleições. Depois das eleições, a grande
imprensa nacional tratou de dizer que, mesmo com a reeleição do presidente
Lula, o PT fora derrotado. Isso vem sendo dito de forma acintosa e não é
verdade. Ao contrário do que se vem dizendo, o PT foi o partido que mais teve
votação no país a ponto de ampliar sua bancada atual em dois deputados em
relação àquela que está deixando o Congresso. Tínhamos três governos estaduais
e passamos para cinco, inclusive dois muito simbólicos, que são o do Estados da
Bahia e do Pará. Em função desse clima em busca da redução dos espaços do PT, a
nossa bancada entendeu que seria necessário fazer política, sem sectarismo,
para mostrar que o PT precisa estar bem representado, tanto no governo como na
Câmara dos Deputados.
Em nível estadual, o PMDB do Acre também será aceito na coalização do
presidente Lula? Ou seja, o senador Geraldo Mesquita Júnior e o deputado
federal Flaviano Melo farão parte da Frente Popular do Acre?
NM – O PMDB já faz parte da coalizão. Todos os entendimentos mantidos até hoje
indicam que o PMDB nacional, tanto no Senado como na Câmara, faz parte da base
do governo do presidente Lula. Mas como isso vai se desdobrar nos Estados, nas
chamadas políticas regionais? Esse é o problema. Qual a posição do PMDB do Acre
em relação à Frente Popular, cabe a eles definirem. Se eles vão ou não apoiar o
governo do companheiro Binho ou se vão abrir o debate para se integrarem à
Frente Popular...
E se eles concluírem que devem fazer parte da Frente Popular serão aceitos?
NM – Pelo que conheço da política do Acre, acho que o PMDB daqui vai se situar
no campo da oposição.
Eles seriam oposição no Estado e governistas no plano federal? Isso seria
possível?
NM – É perfeitamente possível. Isso sempre existiu na política brasileira. Você
compõe no plano nacional e faz oposição no regional, ou ao contrário. É normal.
Ao PT do Acre, o que interessa: eles como aliados ou na oposição?
NM – Esse debate é complexo, mas eu entendo que, pela história que construímos,
acho que dificilmente teríamos clima de caminhar juntos com o PMDB integrado à
Frente Popular. Mas é claro que se alguns membros do PMDB quiserem colaborar
com o governo Binho Marques, acho que estarão fazendo uma boa ação.
O senhor é um deputado muito próximo do presidente Lula e, portanto, detém
muitas informações privilegiadas. Uma delas é em relação ao futuro do
ex-governador Jorge Viana: ele será ou não ministro de Estado?
NM – Nós estamos trabalhando para isso. Inclusive no governo federal, muitos
trabalham para vermos o nosso ex-governador personagem importante da história
política nacional. É fato que ele contribuiu muito para o governo do presidente
Lula e é merecedor disso porque também tem competência e tem espaço para ele.
Não negamos que estamos trabalhando para isso...
Mesmo o Acre já tendo uma ministra? A Esplanada dos Ministérios comportaria
dois acreanos?
NM – Acho que sim. Tanto a Marina quanto o ex-governador conseguiram o respeito
do Brasil inteiro, do partido e da sociedade em geral, além da comunidade
internacional - a Marina hoje é uma figura do mundo, assim como o Jorge Viana é
respeitado por diversos organismos internacionais. Acho que o governo do
presidente Lula estaria muito bem servido com esses dois quadros valiosíssimos
da política nacional.

TEMPO REAL
06/01/2007
Chuva interdita trecho da BR-116 na divisa entre Rio e Minas
(05/01)
Rio
de Janeiro - A rodovia BR-116, no trecho fluminense, está interditada entre os municípios
de Sapucaia, na região serrana, e Além Paraíba, já na divisa com o estado de
Minas Gerais. A interdição nos dois sentidos começou na noite de ontem (4)
devido a várias quedas de barreira com deslizamento de pedras, que provocaram o
fechamento da rodovia entre os quilômetros 2 e 37. Não há previsão para
liberação ao tráfego.
A BR-116 liga o Rio de Janeiro à Bahia, passando pelo estado de Minas Gerais. A
opção para os motoristas que vão deixar a cidade do Rio de Janeiro é seguir
pela BR-040 (Rio-Juiz de Fora) e depois pegar a BR-393, antiga estrada União
Indústria, na cidade de Três Rios, até a divisa dos municípios do Rio com Minas
Gerais.
No sentido contrário, o motorista deve pegar a rodovia BR-393, em Três Rios, e
depois entrar na BR-040 (Rio-Juiz de Fora) para chegar ao Rio de Janeiro.
Técnicos da concessionária que explora o trecho Rio-Teresópolis-Além Paraíba
trabalham para liberar a rodovia, mas encontram dificuldades além das quedas de
barreira: na altura de Sapucaia, o Rio São Francisco transbordou e alagou a
rodovia.
De acordo com dados da Defesa Civil estadual, as chuvas nos últimos seis dias
no estado já deixaram 23 mortos, duas pessoas desaparecidas e milhares de
desabrigados e desalojados.