JORNAL DO BRASIL - RJ

ECONOMIA
06/02/2007

Infra-estrutura na mira da França

Encantada com a alegria e o sorriso carioca, a ministra do Comércio Exterior da França, Christine Lagarde, tem, na verdade, interesses claros no Brasil: investimentos em infra-estrutura e energia.

- Visamos todas as obras de
estradas, portos, construção civil e pesca feitas por empresas francesas - enumerou a ministra, que estava ontem no Rio. - Outro campo de interesse é o da energia nuclear. Além disso, buscamos participação no grande projeto petroquímico, desenvolvido pela Petrobras no Estado do Rio.

Entre os projetos que interessam às empresas francesas, Christine citou a possibilidade de participação da companhia francesa Areva na reativação das obras e na operação da usina Angra 3. Parada há 20 anos, a usina consta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No Rio, a cruzada contra a pirataria abriu a agenda da ministra. Christine assinou um convênio de cooperação entre o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e o órgão equivalente francês. Na cerimônia, em que estavam também o embaixador francês no país, Antoine Pouillieute, e o vice-presidente do INPI, Jorge Ávila, ficou definido um plano de capacitação mútuo para que haja maior inserção das empresas brasileiras e francesas do comércio internacional.

- O Brasil precisa proteger sua criação. Qualquer cópia de produtos emblemáticos do país é uma ameaça da pirataria. - disse Christine, exemplificando com o Cauê, o mascote dos jogos Pan-Americanos, já na lista de bens fartamente copiados pelos piratas.

À tarde, Christine visitou o Sebrae, onde debateu estratégias de cooperação nas áreas da indústria naval, offshore e confecção.

Durante a visita da comitiva francesa ao Brasil, foram fechados acordos entre a Apex e a Ubi france (agências para o desenvolvimento do comércio internacional de Brasil e França, respectivamente), para a organização de eventos de promoção comercial no desenvolvimento de setores de tecnologia e a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), além da Minatec (centro para a inovação em micro e nanotecnologia da França). O objetivo é criar uma rede de integração do conhecimento das universidades do Amazonas, Pernambuco e da França.

Em sua visita ao Brasil, Christine já esteve em Brasília e em São Paulo. A ministra francesa garantiu que o país dará apoio ao Brasil para implementar o PAC.

 

 

JORNAL DO BRASIL - RJ

INFORME ECONÔMICO
06/02/2007

Portos para são Paulo e Paraná

OS GOVERNOS DO PARANÁ E DE SÃO PAULO solicitaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a concessão plena de seus portos por 25 anos, iniciando um programa de estadualização da atividade portuária. O governo federal pretendia privatizar os portos, seguindo nova estratégia: ampliar os investimentos no setor sem comprometer os recursos do Tesouro e gerar nova fonte de renda para a União. O governo do Paraná já administra os portos de Paranaguá e Antonina, com base em um simples contrato de delegação de gestão. Porém, não foi feita a concessão. É um contrato experimental, e o irmão do governador, Eduardo Requião, é quem administra os dois portos. Mas a responsabilidade pelos investimentos é da União, e todas as tarifas e arrendamentos têm de ser autorizados pelo Ministério dos Transportes. A autonomia do gestor é pequena. O governador do Paraná, Roberto Requião, esteve na Casa Civil e no Ministério dos Transportes dias atrás e apresentou formalmente a sua proposta de concessão por 25 anos dos portos do Paraná. Os investimentos necessários seriam feitos pelo Estado e todas as tarifas e arrendamentos também passariam para o Estado sem aprovação federal. A União receberia um recurso mensal pela cessão do porto e o Estado passaria a geri-lo como uma empresa de economia mista, em associação com grupos privados.

Um novo modelo
São Paulo também está propondo o mesmo modelo. Um arrendamento por 30 anos, e com total independência para realizar investimentos e arrendamentos de terminais e galpões para o setor privado. O Estado pagaria um valor pré-fixado mensalmente à União e entregaria o porto no fim do prazo da concessão. Se o Estado quiser transferir a concessão ou a gestão da companhia para o setor privado também poderia fazê-lo.

Rio não quer
O Rio de Janeiro não quer a estadualização dos sete
portos federais. O secretário de Desenvolvimento. Indústna e Serviços. Julio Bueno, diz que os portos do Rio necessitam de grandes investimentos em dragagem por parte do governo federal.

Rio não quer 2
O melhor caminho seria o governo federal realizar os investimentos necessários, conforme as previsões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e depois privatizar os sete
portos, sob a forma de concessão, incentivando a competição entre eles.

Rio não quer 3
O governo do Rio defende também a privatização do Terminal de Cargas do Aeroporto Tom Jobim, sob a forma de concessão, com a exigência de que a empresa que o arrendar faça os investimentos de expansão nas pistas e construa galpões para armazenar carga.

 

 

O GLOBO - RJ

O PAÍS
06/02/2007

Briga por liderança embola reforma

Interesse por cargo na Câmara leva Lula a incluí-lo na negociação do Ministério

BRASÍLIA. Antes mesmo de iniciar a reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um problema mais urgente para resolver: a liderança do governo na Câmara, vaga com a vitória do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Casa. A disputa pelo cargo já conta com cinco partidos da base aliada. Por causa disso, Lula decidiu incluir a negociação do cobiçado posto como parte da reforma.

O novo líder do governo terá como principal tarefa negociar a aprovar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Câmara, além de encaminhar a reforma política.

Na briga pelo cargo estão o ex-líder do PTB José Múcio Monteiro (PE), o líder em exercício do governo, Beto Albuquerque (PSB-RS); o líder do PR, deputado Luciano Castro (RR); o ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o atual líder do PT, Henrique Fontana (RS).

Relação ruim com Roberto Jefferson derrubou Múcio Inicialmente, Chinaglia defendia o nome de Múcio como a melhor opção, pelo perfil conciliador e o bom trânsito no Congresso.

Mas ele perdeu força com a saída da liderança depois de divergências com o deputado cassado Roberto Jefferson, presidente do PTB. O próprio Lula teria colocado a relação de Múcio com Jefferson como o único problema para indicá-lo.

Com isso, o PR passou a pleitear a indicação de Luciano Castro, que conta com o apoio do senador Alfredo Nascimento (PR-AM), cotado para voltar ao
Ministério dos Transportes.

A vantagem é que o PR aceitaria a liderança como compensação na reforma ministerial, o que evitaria ao presidente dar dois ministérios ao partido.

O PMDB, fundamental na eleição de Chinaglia, cobra o acerto com o petista: se ele fosse eleito, o cargo seria do partido.

O mesmo acordo é cobrado pelo PTB e o PR. Inicialmente, Lula pensou em compensar o grupo derrotado na Câmara.

Nesse caso, o nome mais forte é o de Beto Albuquerque, aliado do ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O PT, no entanto, quer compensar Henrique Fontana, que está deixando a liderança do partido.

COLABORARAM Cristiane Jungblut e Isabel Braga

 

 

GAZETA MERCANTIL - SP

OPINIÃO
06/02/2007

O dinheiro foi para o buraco

6 de Fevereiro de 2007 - "Quando não se sabe o que fazer, melhor não fazer nada", repetia o príncipe regente dom João VI. Quando não sabe o que fazer, o presidente Lula manda chamar a ministra Dilma Rousseff e lhe pede que dê um jeito. A chefe da Casa Civil jamais recusa qualquer missão. Talvez devesse: Quem tem tanta coisa a cuidar não consegue fazer nada direito.

No começo do ano passado, Lula chamou Dilma Rousseff para repassar-lhe outra bola. Antes que a erosão da malha rodoviária federal virasse bandeira da oposição, o governo precisava mostrar serviço nas
estradas devastadas por crateras, deslizamentos, pontes em ruínas, simulacros de asfalto e nenhuma conservação. O presidente e a ministra sabiam que a solução estava na reconstrução de milhares de quilômetros. Mas também sabiam que não havia dinheiro. Se houvesse, Lula não teria chamado Dilma. Ele a convoca quando precisa de paliativos ou remendos, baratos mas vistosos. E que justifiquem cerimônias de lançamento com pompas e fitas, festa, discurseira e foguetório.

Em menos de duas semanas, a solução encomendada por Lula estava noticiada numa manchete soprada por Dilma: "
Dnit lança o Petse". A sigla que lembra inseticida quer dizer Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. A outra, mais adequada a marca de refrigerante, é a soma das iniciais do Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas. Entre siglas bisonhas e denominações pernósticas, os brasileiros preferiram "operação tapa-buracos". Porque era disso que tratava aquela folia nas BR.

Em reportagem publicada no fim de janeiro, a Folha de S. Paulo fez um balanço parcial do programa. O tamanho do desperdício é considerável. Dos 23.149 quilômetros supostamente cobertos pelo programa, 4.355 quilômetros voltaram a sucumbir aos mesmos buracos tapados ao custo de R$ 76. 866.071,93. Os trechos restantes seguem vulneráveis a quaisquer chuviscos. E a Justiça examina numerosas denúncias baseadas em preços superfaturados.

Se Lula tivesse seguido o conselho de dom João VI, e deixado as coisas como estavam, as
estradas continuariam intransitáveis, mas se evitaria outra gastança. E talvez fossem antecipadas soluções como a divulgada há pouco mais de 10 dias pelo Jornal Nacional, da TV Globo. Nas rodovias mais castigadas pela inépcia e pelo abandono, motoristas e moradores de lugarejos vizinhos resolveram erradicar a buraqueira sem dnits nem petses.

Os nativos fecharam as bancas em que vendiam produtos regionais (se não existem
estradas transitáveis, não existe freguesia) e viraram peões de obra. Eles próprios compram o material necessário e passam o dia fechando buracos. Os motoristas retribuem em dinheiro. É uma fórmula mais eficaz - e incomparavelmente mais barata - que a operação tapa-buracos patrocinada pelos contribuintes.

A incompetência dos governos, que ensaiam há anos parcerias público-privadas, estimulou o povo brasileiro a inventar uma alternativa: a parceria piloto-peão.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)(Augusto Nunes - Diretor de Jornalismo da Editora JBE-mail: augusto@jb.com.br)

 

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

POLÍTICA
06/02/2007

Pressão por ministérios

Depois das eleições no Congresso, aliados cobram fatura pelo apoio ao Planalto. Lula só definirá nomes após o carnaval

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai abrir a temporada de negociações: a partir de hoje ele iniciará reservadamente as conversas com os partidos aliados - a começar pelo PMDB -, na tentativa de montar o ministério do segundo mandato. Lula quer tratar logo de "passar mercúrio" - expressão usada por ele - nas feridas abertas na base governista depois que Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi eleito presidente da Câmara.

Ontem, ele novamente pediu ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que permaneça na equipe mais alguns dias, porque pretende fazer as mudanças de uma única vez. A idéia de Lula é concluir a reforma apenas depois do carnaval. O mais cotado para a vaga de Thomaz Bastos ainda é o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Embora Tarso enfrente resistências no PT da ala ligada ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, essa escolha é da cota pessoal do presidente e não entrará na negociação política.

Preferido por alguns setores do PT e do governo que não gostam de Tarso, o ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence preferiu desconversar e evitou falar do assunto. Pertence é amigo de Lula e sabe que o presidente odeia o vazamento de informações sobre ministeriáveis.

A comissão política do PT reúne-se amanhã para tentar acalmar a luta interna entre as correntes e fechar a lista de pedidos que apresentará ao Palácio do Planalto. Na prática, o PT deseja manter os 15 ministérios que controla, de um total de 34. Lula queria se encontrar ainda, em sigilo, com o presidente reeleito do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Oficialmente, o tête-à-tête seria apenas para cumprimentar o senador pelo novo mandato. Na prática, porém, Lula quer ouvir Renan e outros aliados sobre a composição do novo ministério e as fraturas na base aliada.

O PMDB recuou e agora não deseja mais a indicação com "porteira fechada". Por esse método, o partido que controla determinada pasta fica responsável pelas indicações de todos os cargos subordinados àquela área. A idéia foi proposta pelo próprio governo, no "pacote" da coalizão, mas os peemedebistas perceberam que o feitiço pode se virar contra o feiticeiro. Motivo: no latifúndio ministerial, pretendem morder pedaços de várias áreas, sob a alegação de que a sigla tem "capilaridade" nacional.

Depois da eleição de Chinaglia para a Câmara, os partidos começaram a apresentar a fatura do apoio para os petistas. Somente no PMDB – que já comanda três ministérios (Saúde, Comunicações e Minas e Energia) – existem atualmente mais de dez pretendentes ao
Ministério dos Transportes, pasta hoje dirigida pelo PR (ex-PL). "Isso é ridículo", diz o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), nome sempre lembrado nessa lista. "Temos de deixar o presidente à vontade."

O PR sustenta que voltará a ocupar a pasta dos Transportes com o senador Alfredo Nascimento (AM). O PT quer manter suas cadeiras e o PP de Paulo Maluf, não esconde que não admitirá encolher na reforma ministerial.

PAC será prioridade para Chinaglia

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reúne-se hoje com os líderes partidários para definir uma estratégia de votação das propostas do Programa de Aceleração Econômica (PAC) e distribuir as presidências das 20 comissões permanentes entre os partidos.

Ontem, Chinaglia saiu do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que as sete medidas provisórias (MPs) que integram o PAC terão uma tramitação tranqüila porque há um prazo de um mês e 15 dias para que sejam votadas na Câmara. As MPs do PAC passarão a trancar a pauta de votação do plenário a partir do dia 19 do próximo mês.

"Esse trâmite vai ser tranqüilo do ponto de vista do prazo e intenso do ponto de vista do conteúdo", disse. "Creio que a gente deve ter atenção especial ao que não for MPs. Esse trâmite, se não for bem pensado, pode levar um tempo maior do que qualquer um de nós julgaria apropriado", completou.

Chinaglia anunciou que, no meio desta semana, Lula deverá chamá-lo, junto com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para uma reunião sobre a votação do PAC. "Temos de priorizar a votação das medidas provisórias do PAC. O tempo é curto e existe a possibilidade de fazermos um esforço concentrado de votação já na semana que vem, antes do carnaval", observou o líder do PR na Casa, Luciano Castro (RR).

Comissões
Na reunião de hoje com os líderes partidários, Chinaglia distribuirá as presidências das comissões entre as legendas. Caberá ao "blocão", formado por oito siglas aliadas ao governo, 11 comissões: o PMDB e o PT ficarão, cada um, com 3; o PR e o PP com 2 presidências, cada um; e o PTB terá direito a comandar 1 comissão permanente. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é considerada a mais importante da Câmara e a especulação é que será presidida pelo deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS).

Já o bloco PSB-PC do B-PDT-PAN-PMN, que também é da base aliada, ficará com três comissões. O PFL tem direito a duas e o PSDB poderá ficar com a presidência de três permanentes. O comando das comissões permanentes entrou nas negociações da disputa pela presidência da Câmara.

A reunião com lideres também servirá para definir a votação do projeto de decreto legislativo que dá 28,4% de elevação salarial aos parlamentares. Chinaglia recuou e negou que o acréscimo salarial seja "uma prioridade". "Quero ouvir a opinião dos líderes de novo."

 

 

JORNAL DO BRASIL - RJ

RIO
06/02/2007

Arco Rodoviário a caminho

Discussão de três anos culmina com assinatura de convênio hoje

BRASÍLIA - O presidente Lula previu ontem que o projeto para construção do Arco Rodoviário do Rio de janeiro estará concluído até junho. O convênio para a obra, que terá 145 quilômetros e ligará Itaboraí ao porto de Itaguaí, passando pela Baixada Fluminense, será assinado hoje entre o Ministério dos Transportes e o governo do Rio, no Palácio das Laranjeiras, durante visita presidencial à cidade.

- É uma obra muito difícil, numa área virgem ainda. Não tem estudo do Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Eu penso que o projeto poderá ficar pronto até o mês de junho para, depois então, a gente fazer licitação e começar essa obra - afirmou Lula durante o programa radiofônico "Café com o Presidente".

A obra de construção do arco rodoviário, incluída no Programa de Aceleração do Crescimento, pretende desafogar o trânsito do Rio e facilitar o transporte da produção agrícola de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo ao
Porto de Itaguaí. E, de acordo com o presidente, entrou no PAC para acabar com a discussão, que durou três anos, sobre quem deveria assumir a responsabilidade, o governo federal ou estadual.

- Quando construímos a proposta do PAC, resolvemos colocar dinheiro da União para que a gente faça essa obra e pare de discutir quem vai fazer. Nós vamos fazer em parceria com o governo do Estado, porque o povo do Rio de Janeiro não pode ficar esperando, e muito menos, o povo brasileiro, que quer ver o Rio progredir cada vez mais.

Durante a visita de hoje ao Rio o presidente irá ao Centro de Operações Tecnológicas dos jogos Pan-Americanos. O governo federal investe R$1,5 bilhão nos Jogos Pari-Americanos, sendo que R$ 385 milhões vão para o sistema de segurança.

Segundo Lula, o sistema permanecerá no estado após o término dos jogos, que serão realizados em julho.

- Na verdade, esse sistema de segurança que nós estamos fazendo vai ser um modelo para o Brasil, vai ficar sediado no Rio de Janeiro. Quando nós precisarmos de uma segurança especializada, já temos um modelo, um projeto, uma coisa funcionando bem.

Lula repetiu que o governo vai investir na modernização do aeroporto Santos Dumont e na capacitação de jovens carentes para os Jogos. Esses jovens estão aprendendo inglês, espanhol e outras atividades para poder participar dos Pan.

 

 

AMAZ. EM TEMPO - AM

POLÍTICA
06/02/2007

Alfredo com um pé no ministério

Mesmo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazendo mistério sobre o novo ministério e o senador Alfredo Nascimento (PR-foto) negando, fontes do Em Tempo informaram, ontem, que são de 100% as chances de Alfredo retornar ao Ministério dos Transportes e que a posse dele deve acontecer até o dia 15 ou logo depois do Carnaval. A recondução seria uma mostra de prestígio do ex-ministro, já que depois da eleição de Arlindo Chinaglia (PR/SP) à presidência da Câmara, o PMDB está reivindicando a pasta de Transportes, mas Lula teria garantido a vaga ao PR.

O nome de Alfredo foi o escolhido pelo Partido da República, do qual ele é presidente de honra, para ocupar o
Ministério dos Transportes. O pedido para o seu retorno foi feito pelo presidente, que aprovou a sua gestão à frente da pasta durante o período de 2004 a março de 2006, quando ele (Alfredo) se desincompatibilização do cargo para disputar a única vaga aberta nas eleições do ano passado para senador pelo Amazonas, onde obteve a maior votação da história do Estado, com 629.606 votos.

Mantendo sigilo, Alfredo não tem revelado que irá assumir o ministério novamente, mas fontes revelam que várias pessoas do seu staff, como o ex-deputado federal Humberto Michiles, um dos seus fiéis escudeiros, farão parte da sua equipe na pasta dos Transportes.

O bom relacionamento com o presidente torna Alfredo Nascimento um potencial candidato ao governo estadual em 2010 com o apoio de Lula. Tendo uma boa atuação no
Ministério dos Transportes, ele poderá ganhar maior visibilidade e conseguir vários benefícios para o Amazonas, como o prosseguimento do trabalho de reconstrução da BR 319, construção de mais portos, recuperação de outras estradas como a BR 174, entre outras obras.

Suplência

Em recente entrevista ao Em Tempo, o primeiro suplente de Alfredo Nascimento, o ex-presidente regional do Partido dos Trabalhadores, João Pedro Gonçalves, disse que estava pronto para assumir o mandato de senador, caso Alfredo voltasse ao
Ministério dos Transportes, apesar de não ter confirmado o convite do presidente Lula e as especulações feitas pela imprensa nacional.

 

 

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

ECONOMIA
06/02/2007

Municípios em calamidade

As fortes chuvas que atingem Goiás desde o início do ano estão ameaçando as plantações de soja e feijão, além de provocarem prejuízos aos produtores de leite. Os prejuízos ainda não foram calculados, mas estima-se perda média de até 10% das lavouras. Sul e sudoeste do Estado são as regiões mais atingidas, onde os principais problemas são o escoamento da produção – por conta das péssimas condições nas estradas – e pulverização de fungicidas nas lavouras.

As cidades mais afetadas são Ipameri e Cristalina. A primeira (a 193 km de Goiânia) decretou estado de emergência no dia 17 de janeiro, homologado pelo governo estadual no último dia 2. O prefeito Jânio Carneiro (PSDB) conta que, das 30 pontes que caíram na cidade, foi possível recuperar apenas cinco. “Vamos recorrer também ao governo federal”, avisa.

Atoleiros, buracos, pontes caídas e galerias pluviais rompidas prejudicam a entrada e saída das propriedades rurais e, conseqüentemente, a comunicação com outros municípios. O presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), Joaquim Alves de Castro Neto (PSDB), conta que encaminhou pedido de ajuda ao governo do Estado na última semana, mas não obteve resposta.

Cristalina (a 275 km da Capital) também ameaça decretar estado de calamidade caso persistam os estragos provocados pela chuva. Secretário municipal de Agricultura e vice-presidente do Sindicato Rural da cidade, Alécio Maróstica afirma que 5% dos 140 mil hectares de soja estão alagados. “Há oito dias não vemos sol”, relata.

Segundo ele, a soja já começa a arder (o grão fica inutilizado para extração de óleo e fabricação de farelo), impedindo a colheita das lavouras precoces. Maróstica conta que os 20 mil hectares cultivados de feijão também estão ameaçados.

“O feijão simplesmente está derretendo. Ele brota e perde.” O secretário relata ainda o surgimento de fungos como antracnose e mofo branco, comuns nesse tipo de cultura.

Pulverização – Nas plantações de soja que serão colhidas em março, a dificuldade está na aplicação do fungicida. Em Rio Verde, o problema é semelhante. “A ferrugem asiática explodiu”, conta o diretor do Sindicato de Produtores Rurais do município, George Fonseca Zaiden. “Não conseguimos usar o fungicida porque as máquinas atolam e na chuva o avião não pode voar”, diz, sobre os métodos para a pulverização do defensivo.

“E mesmo que a gente conseguisse espalhar o produto, a chuva ia lavar tudo”, comenta. O Sindicato Rural de Rio Verde encaminhou ofício à prefeitura, governo estadual e
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) solicitando ajuda na reparação das estradas e rodovias. “Só a prefeitura respondeu, dizendo que não pode fazer nada enquanto a chuva não passar”, informa George Zaiden.

O próprio secretário estadual de Agricultura, Odilon Claro de Lima, diz que há pouco a fazer. Ele reconhece que o principal problema é a deterioração das
rodovias, mas diz que a solução depende da estiagem. “Estivemos com a Agetop esses dias, mas eles avisaram que estão sem condições de prosseguir com obras porque a chuva não dá trégua”, diz Lima.

O secretário observa que os principais afetados com as condições das
estradas são os produtores de leite. “É um produto perecível, que precisa ser recolhido e distribuído todos os dias. Estão fazendo queijo do leite que sobra e a capacidade de armazenamento nas fazendas é para apenas dois dias”, detalha.

No fim da tarde de ontem, o DM tentou, sem êxito, contato com o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras Públicas (Agetop), José Américo de Sousa. Ele não se encontrava na sede do órgão, não atendeu ao celular, nem retornou à mensagem deixada em sua secretária eletrônica. O diretor de Operações e Manutenção, Rogério Mendonça, também foi contactado, mas não atendeu.

PREJUÍZOS – Quanto às perdas, a única coisa certa até o momento é a queda de qualidade e preço em produtos como o feijão. Pedro Arantes, analista de mercado da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), também diz que a safra da soja está comprometida. “Só 30% do grão está formado até o momento”, pondera. Isso maximiza os riscos de perdas ocasionados, sobretudo pela ferrugem asiática.

O analista prevê ainda que 7% do milho esteja ardido (grãos comprometidos). “A água entra pela abertura superior da espiga, provocando prejuízos”, alerta. A partir de 3% de comprometimento dos grãos já causa queda no preço do produto. Ele comenta que as hortaliças também estão bastante afetadas. O reflexo já pode ser visto nas gôndolas dos supermercados, onde o quilo do tomate chega a ser comercializado por R$ 4.

Representantes da Faeg se reuniram na tarde de ontem para fazer um levantamento das regiões mais afetadas. De acordo com a assessora técnica para área de grãos, Mariana Loyola Borges, ainda não há números sobre os transtornos, mas as principais conseqüências ocasionadas pelo excesso de chuva são
estradas ruins, custo com o armazenamento de grãos (o produtor paga aluguel do local para guardar a safra) e a ferrugem asiática.

 

 

CORREIO DO ESTADO - MS

GERAL
06/02/2007

Chuvas causam danos e prefeitura interdita várias vias da Capital

Ruas e avenidas de Campo Grande continuam totalmente ou parcialmente interditadas em decorrência das chuvas dos últimos dias. No caso mais crítico, a Avenida Ernesto Geisel permanece bloqueada no sentido centro-bairro, no cruzamento com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, no centro. Trabalhadores estão reconstruindo a lateral da margem direita do Córrego Segredo, que descolou e desmoronou.

Na Avenida Rachid Neder, entre as ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa, no Bairro Monte Castelo, parte do asfalto se soltou. Equipes da Secretaria Municipal de Serviços e Obras Públicas (Sesop) retiraram as placas, mas não tamparam o buraco, obrigando os carros a trafegarem em meia pista no local.

Uma erosão ameaça a Avenida Cônsul Assaf Trad, próximo do macroanel rodoviário, na saída para Cuiabá. Na Avenida Ricardo Brandão, em frente à Uniderp, a prefeitura concretou a margem direita do Córrego Prosa, no sentido bairro-centro. A interdição só ocorreu até a realização das obras pela Sesop.

As chuvas causaram o surgimento de inúmeros buracos no desvio construído pelo
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) no macroanel rodoviário, entre as saídas para Cuiabá e Três Lagoas. Uma lateral da obra também desmoronou no fim de semana, mas não houve nova interdição. (EB)

 

 

ESTADO DE MINAS - MG

POLÍTICA
06/02/2007

Legenda dará apoio crítico ao governador

O Partido da República (PR), sem bancada na Assembléia Legislativa – o único deputado eleito, Deiró Marra, está deixando partido – dará apoio crítico ao governador Aécio Neves (PSDB). A posição foi anunciada depois da reunião da Executiva estadual (foto), que contou com a participação do presidente da nova legenda (resultado da fusão entre o PL e o Prona), Clésio Andrade e de cinco dos seis deputados federais eleitos em outubro – José Santana, Jaiminho Martins, Bilac Pinto, Lincoln Portela e Aélton Freitas. “Nossa bancada federal dará apoio ao governador na Câmara dos Deputados, discutindo, defendendo e votando todo projeto do interesse de Minas”, garantiu Clésio, confirmando que o PR mineiro está engajado no projeto político do governador para 2010. Os republicanos mineiros querem emplacar o diretor-geral do Dnit, um cobiçado orçamento político do Ministério dos Transportes. Vão levar o nome – que guardam como segredo político – amanhã à direção nacional da legenda, em Brasília.

 

 

 

HOJE EM DIA - MG

MINAS
06/02/2007

Governo libera R$ 83 mi para estradas mineiras

O Secretário de Estado dos Transportes, Fuad Noman Filho, anunciou ontem a liberação de R$ 83 milhões para obras emergenciais nas rodovias federais em Minas Gerais. A garantia foi dada ao secretário pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, após uma reunião ontem em Brasília. A promessa é de que, dos R$ 83 milhões, R$ 33 milhões serão liberados imediatamente. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) já aprovou os projetos dessas obras e repassará a relação dos trechos até o final desta semana ao Governo do Estado. O órgão ainda está fazendo o levantamento dos trechos que receberão os outros R$ 50 milhões. Não há prazo definido para a liberação desse segundo montante.

Fuad Noman também anunciou a previsão de investimentos nas
rodovias federais em Minas ao longo do ano. O ministro deu a garantia ao secretário de que R$ 613 milhões serão aplicados neste ano na recuperação e conservação de rodovias federais. Além dos R$ 83 milhões que serão liberados em caráter emergencial, mais de R$ 400 milhões serão usados na recuperação de rodovias e R$ 133 milhões para conservação dessas estradas.

«Nós obtivemos a garantia do
ministro dos Transportes de que os recursos estão empenhados e serão liberados para iniciarmos as obras no Estado. Minas Gerais tem 8 mil quilômetros de rodovias federais que estão em estado de calamidade, provocando acidentes e trazendo prejuízos e muita insegurança para os usuários», afirmou o secretário.

Durante a reunião com o
ministro dos Transportes, Fuad apresentou as sugestões do Governo de Minas para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado no mês passado pelo Governo federal. O Governo do Estado está terminando seu programa estadual de logística de transportes e quer conciliar as suas obras com o programa do Governo federal para garantir eficiência e transparência na execução dos trabalhos. Segundo o secretário, o Estado vai oferecer a estrutura do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER-MG) para as obras do Governo federal. «O Estado quer ser parceiro do Governo federal nessas obras», observou.

Estadualização

Fuad Noman propôs a criação de um grupo de trabalho especial dos estados da Região Sudeste para avançar nas discussões sobre o processo de estadualização das
estradas. O governador Aécio Neves (PSDB) já discutiu a possibilidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem defendido a tese junto aos outros governadores. A sua proposta é que os Estados assumam a administração de todas as rodovias federais e, em troca, o Governo federal aumentaria os repasses da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide). Atualmente, apenas 25% do total arrecadado é dividido com os Estados e as prefeituras. O ministro ficou de avaliar a proposta da criação do grupo de trabalho junto à Casa Civil e ao Ministério da Fazenda, antes de dar uma resposta ao secretário.

Além de negociar a proposta com o Governo federal, Aécio Neves também pretende discutir a estadualização no Congresso Nacional. O senador Eliseu Resende (PFL) já anunciou que vai colocar o assunto em pauta. O senador Marconi Perillo (PSDB/GO) também garantiu apoio ao projeto.

 

 

 

O TEMPO - MG

POLÍTICA
06/02/2007

PR de Minas quer diretoria do Dnit

Após reunião de sua bancada federal ontem, o Partido Republicano (PR) mineiro (fusão do PL com o Prona) anunciou que irá defender a permanência de um mineiro à frente do Departamento Nacional de Infra- Estrutura e Transportes (Dnit) e também a recondução ao cargo de ministro dos Transportes, de Alfredo Nascimento (PR), recém-empossado senador pelo Amazonas.

Atualmente, o
Dnit tem como diretor geral o engenheiro civil mineiro Mauro Barbosa, indicado para ocupar a pasta pelo ex-PL, em dezembro de 2005.

Segundo o presidente do PR em Minas, Clésio Andrade, a continuidade de Barbosa no cargo foi discutida na semana passada, mas outros nomes podem surgir ao longo dos próximos dias.

“As informações que chegam para nós é de que Alfredo deve ser reconduzido ao cargo. E a bancada mineira pretende indicar o diretor do
Dnit. Ainda não está definido o nome (para o Dnit), mas isso já é consenso na bancada mineira”, avisou Andrade.

Entretanto, para conseguir emplacar novamente Nascimento no
Ministério dos Transportes, o PR deverá enfrentar uma acirrada disputa com o PMDB, que tem os deputados federais Tadeu Filippelli (DF) e o mineiro Fernando Diniz como nomes fortes para ocupar a pasta.

Diniz, inclusive, comanda a legenda em Minas, desde o final do ano passado, e, pelo menos, em tese, tem poder sobre os sete deputados federais mineiros eleitos.

Plano de reforço
A estratégia do PR para reverter o favoritismo dos peemedebistas já está em curso. Enquanto a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados chega, hoje, a 90 parlamentares, o PR elegeu apenas 23 deputados federais em todo país (desses, seis são de Minas).

Mas, apenas na última semana, o PR já conseguiu a adesão de outros nove; além de outros dois, eleitos pelo antigo Prona. E não deve parar por aí, com 34 deputados federais.

A intenção, deixou claro Andrade, é aumentar a bancada na Câmara dos Deputados, e também o número de filiados, para ter mais força na hora da negociação com o governo Federal. Se por um lado a bancada federal do PR vem crescendo a cada dia, por outro, no Estado, a situação se inverte.

O partido conseguiu eleger apenas um deputado estadual, Deiró Marra, e deve perde-lo em breve, para o PSB, legenda que emplacou na assembléia mineira apenas Wander Borges.

A informação também foi dada ontem pelo presidente do PR mineiro. A assessoria de imprensa de Marra confirma negociação com o PSB, mas alega que ainda não está fechada.

Lincoln Portela é lançado para a PBH

O PR e o PMDB podem travar outra disputa, além da briga pelo
Ministério dos Transportes. Ontem, o presidente do PR mineiro, Clésio Andrade, afirmou que a legenda está construindo um consenso em torno do nome do deputado federal Lincoln Portela para disputar a Prefeitura de Belo Horizonte, no próximo ano.

“O nome do Lincoln seria muito forte para a disputa municipal. Temos discutido a possibilidade de lançá-lo”, afirmou Andrade. Acontece que o recémempossado deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) também já vem realizando articulações para “cacifar” seu nome na disputa.

E garante: se entrar na briga, é para ganhar. Entre os critérios analisados pelos partidos para avaliar a possibilidade de vitória na sucessão municipal da capital mineira está o número de votos na cidade, no último pleito.

Enquanto Portela teve cerca de 21 mil votos, o peemedebista obteve o apoio de aproximadamente 31 mil belo-horizontinos para se eleger, pela primeira vez, deputado federal.

Reestruturação
Andrade também disse ontem que o PR passa por um processo de reestruturação a fim de se organizar para o pleito do próximo ano, não apenas em BH, mas em todo Estado. Segundo ele, comissões provisórias serão montadas com as indicações dos seis deputados da bancada na Câmara Federal.

“Da formação das comissões provisórias, sairão nomes para disputar prefeituras”, explicou o presidente do PR mineiro. Atualmente, o antigo PL possui 85 prefeituras dos mais de 850 municípios mineiros. (DM)

 

 

 

O TEMPO - MG

POLÍTICA
06/02/2007

Minas recebe R$ 83 milhões para estradas

HÉDIO FERREIRA JÚNIOR E MARINA SCHETTINI

BRASÍLIA – O Ministério dos Transportes assegurou ontem ao governo de Minas a liberação de R$ 83 milhões para obras emergenciais de recuperação da malha rodoviária federal que passa pelo Estado.

De acordo com o secretário estadual de Transportes e Obras Públicas, Fuad Noman, R$ 33 milhões já estariam disponíveis a partir de hoje para o início da restauração.

A liberação dos R$ 50 milhões restantes dependeria da chegada em Brasília do projeto elaborado pela Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (
Dnit) em Belo Horizonte.

Os trechos das
rodovias que se encontram em estado de calamidade à espera de reforma em caráter de emergência ainda passam por análise e definição do governo federal. A expectativa é de que as estradas beneficiadas sejam relacionadas até o final desta semana.

Em audiência com o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, no final da tarde de ontem, Fuad entregou a proposta de conciliar o programa de logística estadual com as propostas do governo federal para as rodovias mineiras apresentadas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O secretário também disse ter apresentado um extenso material no qual estão listadas as
estradas federais em piores condições. “Há obras que estão em fase de licitação, aguardando apenas os recursos”, informou o mineiro.

Fuad Nomam comemorou o fato de, em 2006, a previsão orçamentária para Minas Gerais no setor de obras e
transportes ser de cerca de R$ 520 milhões. Os recursos seriam aplicados na recuperação e construção de rodovias ao longo do ano.

“As prioridades são inúmeras, portanto iremos aguardar as definições do governo federal para darmos início às obras”, disse.

Lançado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PAC prevê para os próximos quatro anos um investimento de, pelo menos, R$ 2,01 bilhões para a pavimentação e duplicação de
rodovias federais que cortam Minas Gerais.

As obras de recuperação são um capítulo a parte de uma série de projetos especiais do programa, que deverá aplicar, em todo o país, aproximadamente R$ 28,4 bilhões.

Estadualização
Durante o encontro, Fuad Noman e Paulo Sérgio trataram também de uma antiga reivindicação do governo estadual: a estadualização das
estradas. A proposta mineira é que a União repasse, em bom estado de trafegabilidade, a malha rodoviária federal que corta Minas para a responsabilidade do Estado.

Em troca da conservação das
estradas, a União aumentaria o repasse da Contribuição sobre Intervenção do Domínio Econômico (Cide) – o chamado imposto do combustível – de 29% para 46%.

Minas Gerais é detentora da maior malha rodoviária brasileira e responsável por um intenso fluxo de cargas que trafega do Norte ao Sul do país. Com as chuvas desse período do ano, muitas
rodovias transformaram- se em sucessões de crateras.

No ano passado, uma operação tapa-buracos restaurou alguns trechos em piores condições. Em recente entrevista a O TEMPO, o vice-presidente da República, José Alencar (PRB), destacou a BR–135, entre o trevão de Curvelo ao Norte de Minas, como uma das piores
rodovias do Estado.

Preocupado com o PAC, Lula tenta rearticular coalizão

BRASÍLIA - Com o fim da disputa entre partidos da base aliada para a escolha do novo presidente da Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a mobilizar nesta semana a sua base de apoio no Congresso Nacional para garantir a aprovação das medidas que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) farão nos próximos dias um movimento de aproximação com líderes aliados na tentativa de garantir a votação das principais ações do PAC no Congresso.

O Palácio do Planalto espera curar as feridas abertas na base após a disputa entre Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) para o comando da Casa e dialogar com os aliados a aprovação do PAC.

Na Câmara, os aliados esperam a definição dos novos líderes partidários para dar início às conversas com as bancadas dos partidos. Segundo o líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), a escolha dos novos líderes da base será essencial para rearticular os aliados na Casa.

“Sem a escolha dos líderes fica difícil qualquer movimento. O presidente Lula terá que chamar os líderes para negociar”, afirmou. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), convocou para hoje uma reunião de líderes para discutir a pauta de votações da Casa.

O PAC está entre as prioridades da Câmara, uma vez que sete medidas provisórias que integram o programa começam a trancar a pauta da Casa dia 19 de março.

Oposição
Os partidos de oposição apostam no racha da base aliada para derrubar na Câmara parte das medidas que integram o PAC. A principal resistência da oposição está na MP que destina R$ 5 bilhões do FGTS para obras de infra-estrutura. A oposição também vê com ressalvas o projeto do PAC que altera a Lei de Licitações.

“Vamos mudar algumas medidas do PAC. Não vamos obstruir o pacote como um todo, mas queremos modificar o que não estivermos de acordo”, disse o líder do PPS na Câmara, deputado Fernando Coruja (SC).

“O PAC é apenas propaganda, a única mudança por enquanto é no FGTS. O governo comprou sua base para fazer o que quiser na Câmara, mas vamos analisar tudo e apresentar emendas”, disse o vice-líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA). (Folhapress)

Bancada ruralista irá cobrar do governo

BRASÍLIA – O Palácio do Planalto precisará ceder a interesses individuais das bancadas no Congresso se quiser ver seus projetos aprovados. O apoio que o governo precisa neste momento para aprovar as linhas gerais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não deve vir dos representantes do setor rural.

Eles reclamam que a área não foi inserida de forma direta no pacote. Antes da eleição para o comando da Câmara e do Senado, na semana passada, a bancada ruralista, uma das que têm mais peso no Congresso, apresentou aos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que concorriam à presidência da Câmara, uma lista de prioridades para o campo.

Entre elas, os parlamentares citaram a necessidade de agilizar as análises para pesquisa e uso comercial de transgênicos e de o governo aceitar uma nova rodada de renegociação de dívidas do setor rural.

A expectativa do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) é de que Chinaglia, escolhido como novo presidente da Câmara, seja o grande articulador da agricultura junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas nem a possibilidade de abertura de diálogo entre o Congresso e o Executivo impedirá que a bancada ruralista defenda seus interesses. “Os assuntos estão na pauta e vamos cobrar uma posição do governo, não em tom de confronto, mas vamos cobrar”, resumiu o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). (Agência Estado)

PSDB se reúne para pedir mudanças ao programa

Os tucanos se reúnem hoje para conhecer o estudo feito pela equipe técnica do partido sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na reunião da executiva nacional do partido, que irá servir também para tratar de questões internas da legenda, os correligionários não devem ter muitas surpresas.

De acordo com o presidente do PSDB mineiro e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Nárcio Rodrigues, o trabalho dos técnicos foi estudar a viabilidade das propostas já selecionadas pelo governador Aécio Neves (PSDB).

São elas: a partilha da CPMF com Estados (20%) e municípios (10%) e a desoneração do PIS/Pasep e PIS/Cofins.

A criação de um novo mecanismo de ressarcimento das perdas pela Lei Kandir e a tentativa de revisão da renúncia fiscal como impulsionador do crescimento também estão entre as reivindicações, que também englobam a busca por mais recursos para as obras do metrô de Belo Horizonte, para a malha ferroviária e para o aeroporto de Confins.

O certo é que o clima de ajustes ao programa, mas sem críticas ferrenhas ao governo federal, deve continuar.

“O PAC é um avanço. Ele é uma proposta do governo federal que, por mais que precise de ajustes, ainda tem o objetivo de discutir o desenvolvimento do país”, disse o deputado federal, que vai participar da reunião hoje em Brasília.

A reunião do PSDB servirá como uma oportunidade para aparar as arestas da legenda. Além de discutir o PAC, os tucanos precisam traçar uma estratégia para fazer oposição ao governo federal.

O partido teme que as reivindicações dos governadores prejudiquem os Estados que estão em crise financeira e dependem de verba da União, como é o caso do Rio Grande do Sul.

Nárcio Rodrigues reconhece a dificuldade dos governadores, mas garante que o PSDB continuará com posição crítica diante da administração petista. “O PSDB não vai, em momento nenhum, abrir mão de ser oposição. E seremos sempre críticos.” (MS)

Para Chinaglia, MPs terão tramitação tranquila

BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse ontem que as medidas provisórias (MPs) que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terão uma tramitação tranquila. Chinaglia demonstrou maior preocupação com os projetos de lei que fazem parte do PAC.

Ele lembrou que há ainda cerca de um mês e 15 dias para votar as MPs. As sete medidas do programa de aceleração passarão a trancar a pauta da Casa em 19 de março.

“Este trâmite vai ser tranquilo do ponto de vista do prazo e intenso do ponto de vista do conteúdo. Creio que a gente deva ter atenção especial ao que não for MP. Esse trâmite, se não for bem pensado, pode levar um tempo maior do que qualquer um de nós julgaria apropriado”, avaliou.

Chinaglia, que almoçou ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, negou que o Palácio do Planalto vá intervir na votação do PAC, mesmo com o desejo do presidente Lula de acelerar a votação do programa.

“Em nenhum governo e em nenhum parlamento vai haver intenção deliberada de aprovar dessa ou daquela maneira. Eu tenho absoluta convicção de que vai ser aprovado, com as mudanças que soberanamente a Câmara julgar adequadas. Vamos ter posições diferentes, mas não vejo problemas no trâmite”, afirmou.

Lula vai se reunir esta semana, em data ainda não definida, com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir a tramitação das matérias que integram o PAC no Congresso Nacional.

Durante o encontro de ontem com Lula, Chinaglia propôs a estudar estratégias para a tramitação do pacote que agilizem a aprovação do PAC no Congresso. (Agência Estado e Folhapress)

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA

REGIONAL
06/02/2007

Ministro deve liberar recursos

Depois de manter audiência com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, três representantes de distritos que ficam na área de abrangência da estrada do Rio Preto, no sul do Pará, receberam confirmação do próprio ministro de que serão liberados recursos da ordem de R$ 18 milhões para Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Estudo de Viabilidade de Tráfego na estrada. O representante do distrito Brejo do Meio, João Cardoso Silva, explica que somente a partir destes dois estudos a estrada do Rio Preto poderá ser asfaltada. Segundo ele, nada menos de 250 mil pessoas serão beneficiadas diretamente com o asfalto na rodovia.

Ainda de acordo com João Cardoso, que também é presidente da Comissão para Criação dos Municípios do sul e sudeste do Pará, com a melhoria da estrada, 10 distritos serão beneficiados diretamente e outras 30 vilas se beneficiarão de forma direta. Para entender a importância do asfaltamento dos 300 quilômetros da estrada do Rio Preto, existem na área nada menos de 200 projetos de assentamento, espalhados numa área de 50 mil quilômetros quadrados, abrangendo quatro municípios: Marabá, Itupiranga, Novo Repartimento e São Félix do Xingu.

Participaram da reunião com o
ministro dos Transportes, além de João Cardoso, os líderes comunitários Mairozan Rodrigues Quintão e Osvaldo Pereira da Silva (Osvaldo Nabé), assim como o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT) e o representante do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (DNIT), Luiz Munhoz.

EMANCIPAÇÃO - João Cardoso falou também sobre o projeto de emancipação de cinco distritos do sul do Pará. Segundo ele, o assunto já está na pauta do Senado e deve ser votado no próximo dia 15, depois vai para votação também na Câmara dos Deputados.

Os distritos que já têm projeto para se transformar em município no sul do Pará são Brejo do Meio, Santa Fé e Capistrano de Abreu, em Marabá; Cruzeiro do Sul, em Itupiranga; e vila Sudoeste, em São Félix do Xingu. Além destes, afirma João Cardoso, existem outras dez localidades que pleiteiam o direito de se emancipar.

 

 

 

GAZETA DO POVO – PR

OPINIÃO
06/02/2007

Tapa-Buracos

A Operação Tapa-Buracos, criada pelo governo federal com o nome de Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas, pretendia uma ação rápida e barata para devolver trafegabilidade em rodovias em más condições. As empresas, contratadas por emergência (modalidade prevista na Lei de Licitações), concederam desconto de 20% sobre a tabela do Sicro (preços médios utilizados para balizar licitações, e disponíveis no “site” do DNIT). Com procedimento padrão, não há como um buraco no Paraná custar mais caro (reportagem de 28/1). O que ocorreu no Paraná é que foram incluídas apenas rodovias abandonadas por quase três anos. É fácil compreender porque o custo por quilômetro foi mais alto que em outros estados. Ademais, na BR-476 o programa pagou também a restauração da Ponte dos Arcos e a recomposição de aterro que havia deslizado. O DNIT sustenta que a Operação Tapa-Buracos recuperou a trafegabilidade e preservou o patrimônio público.

Assessoria de imprensa do
DNIT

 

 

 

J. DO COMMERCIO - RJ

MINAS GERAIS
06/02/2007

Dnit espera verba para recuperar rodovia BR-262

Obra em Igaratinga depende da liberação de R$ 2 milhões

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) informou que as obras de recuperação da BR-262, no km 418, próximo à cidade de Igaratinga, no Centro-Oeste do estado, devem começar nos próximos dias. O Dnit aguarda apenas a liberação de cerca de R$ 2 milhões, pelo governo federal. "A verba não deve demorar a sair porque trata-se de um caso de emergência", disse Tarcísio Araújo, diretor do Dnit na região.

Após quase 20 dias interditada, neste fim de semana a BR-262 foi liberada após o término da construção de um desvio. Os motoristas que utilizavam a rodovia federal não precisam mais trafegar pelo retorno que era feito pela MG-050 e BR494, aumentando a viagem em cerca de 50 km. A reforma total do trecho da BR-262 destruído pelas chuvas deve durar 120 dias, dependendo das condições climáticas.

 

 

DIÁRIO DE NATAL - RN

CIDADES
06/02/2007

Acesso no viaduto é interditado

O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) informa que, em virtude das obras de construção da proteção do aterro de acesso e por motivo de segurança, será interditada uma das faixas do Viaduto de Ponta Negra, por um período de dez dias úteis, a partir de amanhã. Com isso, os motoristas que precisarem se deslocar no sentido Ponta Negra-Parnamirim, deverão retornar no túnel do campus da UFRN, ou ir pela Airton Senna e entrar na BR-101 posteriormente. As duas faixas restantes serão utilizadas apenas pelos veículos que circularem no sentido Natal-Ponta Negra.

 

 

 

TRIBUNA DO NORTE - RN

NATAL
06/02/2007

Moradores aguardam obra na BR-226

A BR-226 continua abandonada. Apesar das promessas do poder público, a rodovia que liga Natal ao Seridó continua em condições lamentáveis. Buracos, falta de sinalização e fiscalização, lixo, problemas de acostamento. São apenas alguns dos fatores que tornam bastante perigoso o trecho que corta o bairro de Felipe Camarão.

É ali onde se encontra a “curva da morte”, onde muitas pessoas já morreram, vítimas de terríveis acidentes automobilísticos. Para se ter uma idéia, somente nas contas da população, 36 pessoas morreram naquele trecho, somente de 2001 para cá. A contabilização era registrada em uma placa, conhecida no bairro como “Placar da morte”, símbolo do descaso.

Em novembro do ano passado, o superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
Dnit), José Narcélio Marques de Sousa, deu entrevista à Tribuna do Norte, afirmando que obras de recuperação seriam iniciadas em dezembro, mas até agora, o que se vê é o mesmo cenário de abandono. A única coisa que deixou de existir foi o “Placar da morte”, retirado repentinamente da pista, há cerca de 20 dias. “O pessoal do Dnit veio aqui, com a Polícia Rodoviária Federal e mandou tirar a placa. É porque era uma vergonha pra eles”, denunciou João Maria Gomes, líder comunitário.

Os moradores já se cansaram de procurar o
Dnit, mas as respostas que recebem ora são negativas, ora são vagas. “Eles dizem que aqui não morre ninguém. Vivem dizendo que a gente tem que esperar, que a BR-101 é mais importante”, disse João. Um projeto de reestruturação e urbanização do trecho já foi feito pela Prefeitura, mas até agora, tudo continua no papel. De acordo com o superintendente do Dnit-RN, a obra ainda não saiu porque o projeto confeccionado pela Prefeitura tinha falhas. “Estamos aguardando o novo projeto para iniciar a licitação”.

Narcélio explicou que, embora se localize em um trecho urbano, todo e qualquer projeto em uma rodovia federal, precisa atender aos requisitos do
Dnit. “A aprovação acontece em Brasília, mas desta vez conseguimos agilizar o processo e fazer com que o projeto seja aprovado aqui mesmo”. Quanto à retirada da placa, José Narcélio, justificou com a lei “não se pode colocar dentro de uma faixa de domínio, qualquer outra placa que não seja de regulamentação, advertência, educativa ou sinalização”.