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METRÓPOLE
09/01/2007
Lula dá R$ 270 mi para reparar danos das chuvas no Sul e Sudeste
No
Rio, Campos é o município em situação mais crítica; Estado já tem 30 mortos e
quase 6 mil desabrigados
O
governo descuidou da prevenção aos desastres provocados pelas fortes chuvas que
tradicionalmente ocorrem nesta época do ano, indica levantamento realizado pelo
site Contas Abertas, que se dedica a analisar a aplicação de recursos do
Orçamento Federal. De acordo com o site, dos R$ 110,36 milhões autorizados em
2006 para investimentos em 'Prevenção e Preparação para Emergências e
Desastres', o governo executou apenas 33,2% (R$ 36,74 milhões). Destes, a maior
parte (R$ 28,64 milhões) foi de restos a pagar, ou seja, de despesas relativas
aos anos anteriores.
'O caos se repete a cada ano, independente do governo ou do partido no poder',
afirma o site, destacando que este governo gastou mais para consertar estragos
do que para prevenir: R$ 128,37 milhões, ou 50,4% da dotação autorizada, com o
programa Resposta aos Desastres. 'Nota-se que o governo tem sido mais eficaz na
recuperação dos danos causados por desastres.' O Ministério da Integração
Nacional, responsável pelos programas, não comentou o tema ontem. FABIO GRANER
O governo federal atendeu o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e
liberou, ontem à noite, R$ 81,2 milhões para socorrer as áreas do Estado
atingidas pelas chuvas - R$ 31,2 milhões desse total foram destinados a obras
emergenciais de recuperação de estradas. A verba liberada para o Rio, Estado
mais atingido pelas cheias, integra pacote de R$ 270,58 milhões destinados às
Regiões Sul e Sudeste também por conta dos prejuízos causados pelas tempestades.
Desse total, R$ 139,38 milhões vão servir para recuperar rodovias, principalmente no
Rio (na BR-101 e BR-356, entre outras), Minas e Espírito Santo.
O último balanço da Defesa Civil do Rio apontava que as chuvas deixaram, desde
o dia 1º até as 22h30 de ontem, no Estado, 30 mortos, 13 feridos, 5.947
desabrigados (tiveram suas casas destruídas) e 6.728 desalojados (deixaram suas
residências por algum tipo de risco). Em toda a Região Sudeste, morreram 37
pessoas (4 em São Paulo e 3, em Minas). A Secretaria Nacional de Defesa Civil
(Sedec), do Ministério da Integração Nacional, alertou que também choverá forte
em Rondônia, Mato Grosso e Goiás. Hoje, a chuva persistirá no Rio, Minas, São
Paulo e Mato Grosso do Sul, além de atingir o Estado do Amazonas.
Em Campos, uma das cidades fluminenses (norte) mais prejudicadas pelas cheias,
há 4 mil desabrigados. O Rio Paraíba do Sul chegou a subir 11 metros (o maior
patamar em cem anos), inundou ruas e danificou a ponte General Dutra, a
principal da cidade. Em todo o Estado, 118 casas foram destruídas.
No início da tarde de ontem, o secretário de Obras Públicas e vice-governador
do Rio, Luiz Fernando Pezão, reuniu-se com prefeitos de municípios atingidos
pela chuva. Ele recebeu um relatório dos estragos.
Em Nova Friburgo, onde morreram 11 pessoas desde o dia 1º por causa das chuvas,
a Defesa Civil informou que quase todos os bairros da cidade foram atingidos.
Há registros de imóveis com rachaduras, deslizamentos de terra e alagamentos em
todas as áreas do município. O campus da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (Uerj) ficará fechado esta semana. O fornecimento de água e luz e o
acesso à instituição estão comprometidos por causa dos temporais.
Três rodovias estaduais continuam
interditadas só no Rio. Segundo o Ministério dos Transportes, a verba liberada
para obras emergenciais nas rodovias do Sudeste será usada para resolver
situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes danificadas pelas
chuvas. O Ministério dos Transportes informou ontem que deverá divulgar
hoje uma relação mais detalhada das obras nas estradas.
De acordo com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), responsável pela
execução dos trabalhos emergenciais, caso as chuvas continuem e façam mais
estragos, os recursos poderão ser ampliados.
Na manhã de ontem, o governador do Rio já antecipava o valor que receberia da
União. 'Ontem (anteontem),fiz um contato telefônico com o presidente Lula',
relatou. 'Falamos longamente, ele autorizou a edição de uma medida provisória.
O Rio estará solicitando R$ 50 milhões para atender municípios e rodovias estaduais que estão
bloqueadas, com danos graves', disse Cabral. 'É, portanto, mais uma vez, o
presidente Lula se posicionando ao lado do Rio', concluiu o governador.
VOLUME
Nos primeiros oito dias de janeiro a quantidade de chuva em algumas regiões do
Sudeste, como Rio, São Paulo e sul de Minas Gerais, chegou a 250 milímetros. O
volume é semelhante ao registrado nos primeiros oito dias de 2006, segundo
dados do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe.
NÚMEROS
3 pessoas morreram
em Minas neste ano por causa das chuvas
4.347 mineiros
estão desabrigados desde o início do período chuvoso, em outubro
62 municípios mineiros
decretaram situação de emergência desde 1º de outubro
4 pessoas morreram
em São Paulo desde o início deste ano em virtude das cheias
450 moradores
de Sorocaba, no interior paulista, estão desabrigados
40 mil habitantes
de Paraguaçu Paulista (SP) ficaram sem abastecimento
Colaboraram Roberta Pennafort, Wilson Tosta, Clarissa Thomé, Leonencio Nossa,
Simone Menocchi e Leonardo Goy
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OPINIÃO
09/01/2007
Logística e transportes
Mal
terminou a eleição para a presidência da República, começamos a assistir mais
uma acalorada discussão sobre crescimento econômico, focada como sempre, nas
políticas de juros, câmbio e investimentos. Diferentemente de discussões
anteriores, desta vez a agenda foi expandida para levar também em consideração
as questões de infra-estrutura, mais especificamente de infra-estrutura
logística. Esta iniciativa, aparentemente promissora, tem seus riscos que podem
resultar em desperdícios e novas frustrações, caso não haja um claro
entendimento do que é necessário fazer para construir um sistema logístico
moderno e eficiente no nosso país.
Um dos riscos é o de confundirmos sistema logístico competitivo com um simples
portfólio de investimentos em infra-estrutura de transporte. Infelizmente, os
sinais captados até o momento pelos discursos oficiais, e pelos relatos da
imprensa, apontam nesta direção. No mundo globalizado e competitivo dos dias
atuais, pensar no desenvolvimento de um sistema logístico, moderno e eficaz
implica pensar de forma integrada não só em infra-estrutura de transportes, mas num conjunto de
atividades complementares que viabilizam a integração logística e a gestão
eficiente das cadeias de suprimento.
Nas três últimas décadas o mundo presenciou uma revolução nos conceitos,
práticas e tecnologias logísticas, que vem contribuindo de forma decisiva para
o rápido avanço da globalização. O desenvolvimento dos contêineres e dos
grandes jatos intercontinentais, a utilização dos conceitos de transit points,
cross docking e hub terminals e, principalmente, o avanço das tecnologias de
informação e de uma eficiente estrutura regulatória, viabilizaram a conexão
física rápida e barata entre quaisquer dois pontos do globo. Uma evidência da
importância crescente da logística moderna pode ser encontrada na matéria
especial publicada pela revista "The Economist" na sua edição de
julho de 2006. Alguns dos comentários retirados do texto e citados abaixo
evidenciam esta posição: "uma indústria pouco visível que vem mudando a
vida de todos nós", "uma enorme indústria que vem se espalhando com o
objetivo de movimentar bens através do mundo com uma impressionante
velocidade", e "muitas das empresas líderes do mundo globalizado
chegaram ao topo de seus setores, em grande parte, pela capacidade que tiveram
de reescrever as regras competitivas, através da reorganização de suas cadeias
de suprimento, com base nos modernos conceitos de logística."
As enormes deficiências de nossa infra-estrutura de transportes já levaram nossos
dirigentes a atitudes precipitadas
As enormes deficiências de nossa infra-estrutura de transportes, cada dia mais
transparentes e criticadas, já levaram nossos dirigentes a atitudes
precipitadas, dentre as quais se destaca a Operação Tapa-Buracos, executada no
primeiro semestre de 2006 com vistas a aliviar as precárias condições de nossas
rodovias pavimentadas. Para
minimizar o risco de que novas atitudes emergenciais venham a ser executadas, o
Ministério
dos Transportes teve a iniciativa de elaborar o Plano Nacional de Logística e
Transporte. Com um processo participativo e uma tentativa de embasamento
metodológico, o PNLT ainda está em elaboração e pouco se conhece de seus
resultados. No entanto, do pouco que se conhece, percebe-se um forte viés na
direção de um plano diretor de infra-estrutura de transportes, ao invés de um
Plano Nacional de Logística. Por melhor que seja a infra-estrutura de transportes de um país, nenhum
sistema logístico poderá contribuir para o aumento da competitividade de sua
economia se não for operado de forma eficiente e bem regulamentada. Num mundo
marcado pelas práticas do "just in time", a velocidade e
confiabilidade dos prazos de entrega são tão ou mais importantes que a
qualidade e o preço dos produtos, principalmente quando se trata de produtos
industrializados de alto valor agregado. Os recentes problemas de gargalos nos portos e aeroportos
abalaram a credibilidade de nossos sistemas logísticos, levando o país a ser
conhecido como um fornecedor que vende mas não entrega dentro do prazo
combinado.
O Brasil possui uma enorme carência de sistemas modernos de armazenagem,
utiliza de forma precária tecnologias de informação nas operações logísticas
(inclusive nos aeroportos, como acabamos de descobrir no recente apagão aéreo)
e, principalmente, carece de uma estrutura regulatória minimamente autônoma e
eficaz. As questões de direito de passagem nas ferrovias e nos dutos, a total
falta de regulação no transporte rodoviário de cargas, a lentidão e constantes
greves nos portos e nas fronteiras estaduais e internacionais e a
incapacidade das autoridades públicas em manter os canais portuários com
profundidades adequadas aos crescentes tamanhos dos navios são uma pequena
evidência dos enormes problemas institucionais que afetam o sistema logístico
do Brasil. É preciso garantir que, junto com os investimentos prometidos e
planejados para nosso sistema de transportes, se estabeleça uma agenda de amplas
reformas que contemple os aspectos regulatórios e burocráticos e amplie a visão
de transportes para incorporar os
modernos conceitos de logística, onde a velocidade, freqüência e confiabilidade
são fatores fundamentais. Sem um esforço coordenado e vontade política para
realização destas reformas, estaremos certamente subutilizando os investimentos
em infra-estrutura e perdendo mais uma oportunidade de utilizar a logística
como alavanca para o aumento da competitividade econômica do nosso país.
Paulo Fernando Fleury é diretor do Centro de Estudos em Logística (CEL) do
COPPEAD/UFRJ.
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ECONOMIA
09/01/2007
Gargalos na infra-estrutura
Falta
de investimento em estradas, portos e aeroportos reduzem a competitividade de
produtos brasileiros no exterior. Abdib defende desburocratização para entrada
de recursos privados e melhora da logística no país
Ao
passar por uma estrada esburacada, nem sempre o motorista consegue vislumbrar
—além do seu próprio desconforto — os problemas que uma infra-estrutura deteriorada
é capaz de trazer para todo o país. Os que confrontam todos os dias essa
realidade rapidamente percebem porque o Brasil tem tantos problemas para fazer
a economia crescer a taxas mais altas. “A gente entra no caminhão e faz uma
prece para que Deus olhe por nós. Porque, com as estradas no estado em que
estão e a insegurança, só com Ele olhando é que a gente chega vivo na outra
ponta”, desabafa o caminhoneiro José Ângelo Furtado, 46 anos, 20 deles passados
nas estradas.
O que entra no bolso do caminhoneiro é menos de um terço do valor do frete. A
maior parte fica pela viagem, pagando o diesel, os pedágios das rodovias privatizadas e os
pequenos gastos com alimentação. Pelas contas de Furtado, de um frete de R$ 2,2
mil, R$ 1,4 mil é gasto apenas com a viagem. “Sobra R$ 750, se a gente não
quebrar nada no caminhão”, conclui. Furar um pneu em um dos milhares de buracos
espalhados pelas estradas brasileiras é prejuízo na certa: um novo não sai por
menos de R$ 1,2 mil. E conseguir fazer o frete ileso é missão quase impossível
em um país onde 80,3% das estradas são consideradas regulares, ruins ou
péssimas pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Ao longo dos últimos quatro anos, acentuou-se uma contradição no Brasil onde os
caminhoneiros são o pólo mais fraco. Ao mesmo tempo em que se estimula o
aumento da produção, com cortes de impostos e promessas de desoneração do
investimento, o governo não conseguiu eliminar os principais entraves para o
trânsito dessas mercadorias dentro e fora do país. “Olhando de uma forma geral,
o que a gente pode dizer é que esse quadriênio foi caracterizado por uma
deterioração contínua da logística”, constata José Ribamar Miranda Dias,
vice-presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transportes (Anut). O
“apagão logístico” ainda é assunto corriqueiro entre os empresários instalados
no país e a solução desse impasse tem todos os ingredientes para ser um dos
principais desafios do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Não há uma conta precisa de quanto se perde com a falta de estrutura para o
escoamento das safras e produtos industrializados. É ponto pacífico entre
empresários e caminhoneiros de que se paga muito caro para se transportar no
Brasil por conta da logística precária e dos diversos impostos sobre a produção
e movimentação de cargas. Mas pouco retorna em melhorias. Por isso, todos sabem
muito bem quanto deveria ter sido investido nos últimos anos para que o cenário
fosse outro. Um levantamento feito pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura
e Indústrias de Base (Abdib) mostrou que o país precisaria de aportes anuais de
R$ 87,7 bilhões, no mínimo, para ter uma malha estrutural de qualidade.
Quase o superávit
Em 2006, o conjunto de setores analisados pela Abdib — energia elétrica, petróleo
e gás, transportes, telecomunicações e
saneamento básico — conseguiu atrair 75% dessa quantia, mas a maior parte dos
investimentos foram feitos pelas empresas privadas de telecomunicações e pela
Petrobras. O governo alega que, sozinho, não é capaz de fazer todos os
investimentos necessários e precisa de um envolvimento maior da iniciativa
privada.
Mas, para se ter uma idéia, a quantia apontada pela indústria representa 4,15%
do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB). Praticamente o mesmo percentual é usado
para pagar juros da dívida pública, com o chamado superávit primário — que em
2006 ficará acima de R$ 90 bilhões. “Já se paga tanto imposto que não entendo
para que privatizar. Bastava pegar esse dinheiro e aplicar no lugar certo. Do
jeito que é hoje, todo mundo sai perdendo”, avalia o caminhoneiro Luiz Gonzaga
Franco, 51 anos, 35 de profissão.
A própria ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao apresentar para o
Tribunal de Contas da União (TCU) os planos do governo para os próximos anos,
admitiu que o objetivo será tirar as obras do papel, não importando de onde vem
o dinheiro. “O fator prioritário do desenvolvimento é o investimento, seja ele
público ou privado.”
Na opinião do presidente da Abdib, Paulo Godoy, se o governo não é capaz de
investir diretamente, é preciso desburocratizar o ambiente para a entrada dos
investimentos privados. E o foco a partir de agora deve ser a infra-estrutura,
caso o país queira crescer a índices mais robustos do que os dos últimos anos.
“Por que infra-estrutura? Simples. Porque são a quantidade e a qualidade de
energia disponível, água tratada, esgoto coletado, rodovias bem pavimentadas, ferrovias e hidrovias suficientes e portos modernos, entre
outros, que darão condições para que os investimentos façam o espetáculo do
crescimento no Brasil”, defendeu o empresário em artigo divulgado em outubro de
2006.
Crise no mar
Fator de orgulho para o governo, o comércio internacional do Brasil será
colocado em xeque pela atual situação dos portos. Os recordes na balança comercial
muitas vezes ocultam os problemas estruturais que os exportadores e
importadores enfrentam quotidianamente e que acabaram não sendo resolvidos pelo
projeto “Agenda Portos” desenhado pelo Executivo. Falta de dragagem, excesso de
burocracia e custos cada vez mais altos estão no topo das reclamações.
As críticas de quem utiliza o sistema portuário brasileiro, fez com que a CNT
saísse a campo para avaliar os motivos das reclamações. O resultado é um
relatório de 147 páginas editado no fim de 2006 e que apresenta um retrato da
falta de organização desse setor essencial para a economia. De acordo com os
cálculos da equipe da confederação, para que os terminais brasileiros
conseguissem atingir níveis de qualidade internacionais seriam necessários
aportes de US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos, quase R$ 11 bilhões com um
câmbio de R$ 2,15.
Embora o setor portuário esteja em segundo lugar em aporte de verbas do Ministério dos
Transportes — atrás apenas do modal rodoviário — o dinheiro público ainda é
pouco para fazer as melhorias. Dos R$ 240 milhões autorizados no orçamento da
pasta em 2006 para a “Agenda Portos”, apenas R$ 59 milhões foram ordenados até
outubro. E nem mesmo esse montante chegou a ser usado. Segundo dados da Anut,
só houve execução comprovada de R$ 1,4 bilhão.
Necessidade de planejamento
Os problemas registrados nos aeroportos brasileiros nos últimos meses de 2006
são um parâmetro do que a falta de um planejamento de longo prazo pode causar a
um país. O drama vivido pelos passageiros também deve gerar efeitos negativos
para as empresas e afetar a economia mais adiante. Relatório divulgado
recentemente pela consultoria de risco FitchRatings traz essa constatação e
alerta para a continuidade do problema que mobilizou boa parte das autoridades,
que ainda não encontraram uma solução definitiva para o caso.
“Entre os fatores que contribuíram para tal cenário, está um já conhecido
problema do país: o ‘gargalo da infra-estrutura’. Esta falta de investimento
ficou mais uma vez em evidência nos aeroportos brasileiros, onde se observou a
escassez de infra-estrutura eficiente que suporte um crescimento acelerado”,
expõe o documento. Se o governo pretende mesmo aumentar o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) para além da casa dos dois pontos percentuais,
cenas de caos, como o vivenciado no setor aéreo, podem se repetir em outras
áreas caso não haja o devido investimento em infra-estrutura.
Em um primeiro momento, o efeito é a contenção do crescimento da área afetada.
Tanto que o jeito encontrado por muitos passageiros para garantir o descanso
nos feriados de fim de ano foi viajar de carro ou de ônibus. Situação irônica
em um setor que pouco antes do acidente com o Boeing da Gol, que vitimou 154
pessoas no dia 29 de setembro, era tido como uma ameaça para o transporte
rodoviário.
Pesquisa divulgada no dia 13 de setembro pela empresa de marketing Direkt
alertava para o drama das empresas de ônibus, com o registro de uma perda anual
de 17% de sua clientela para o avião. Mas essa fuga dos aeroportos não
aconteceu apenas com as pessoas. O movimento de cargas pelo sistema aéreo — em
franco crescimento ao longo de 2006 — reverteu a curva ascendente e deverá
fechar o balanço de 2006 abaixo do desempenho obtido em 2005.
No acumulado entre janeiro e novembro, o fluxo de cargas nacionais e
internacionais nos aeroportos controlados pela Empresa Brasileira de
Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) já havia caído 10,35% em relação ao
ano anterior. Nos mesmos aeroportos, o volume de passageiros cresceu 6,72% apesar
das sucessivas crises. Maneiras de reverter essa situação estão sendo avaliadas
pela Infraero. Antes da crise, a estatal possuía projetos para aumentar os
terminais de carga nos aeroportos, prevendo o retorno do crescimento da demanda
em 2007. (MM).
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BRASIL
09/01/2007
Governo Federal libera R$ 270 mi para o Sudeste
Por
meio de medida provisória publicada ontem no Diário Oficial, a União disponibilizou
a verba emergencial para os Estados atingidos pelos temporais. O Rio, sozinho,
receberá R$ 81,2 milhões.
RIO
– O governo federal liberou ontem à noite R$ 50 milhões, a pedido do governador
do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para socorrer as áreas atingidas
pela chuva desde o fim do ano passado. A União também disponibilizou outros R$
31,2 milhões para obras emergenciais de recuperação de estradas no Estado. O
dinheiro integra o pacote de R$ 131,2 milhões destinados às regiões Sul e Sudeste
prejudicadas pelas tempestades.
Além dessa verba, o governo federal liberou mais R$ 139,38 milhões para obras
emergenciais em rodovias do Sudeste, principalmente em Minas Gerais, Rio e
Espírito Santo, somando ao todo cerca de R$ 270 milhões para a região. Os
recursos foram autorizados por meio da Medida Provisória 343, publicada ontem
no Diário Oficial da União.
O último balanço da Defesa Civil do Rio apontava que as chuvas deixaram, até as
21h de ontem, no Estado, 30 mortos, 13 feridos, 5.947 desabrigados (tiveram
suas casas destruídas) e 6.728 desalojados (deixaram suas residências por conta
de algum tipo de risco).
Mais quatro corpos foram resgatados – dois em Campos e dois em Sumidouro –, que
no fim de semana ainda não haviam sido incorporados às estatísticas. Campos
teve a pior enchente de sua história. Há 4 mil desabrigados na cidade, onde o
Rio Paraíba do Sul transbordou, inundou ruas e abalou a Ponte General Dutra, a
principal da cidade. O levantamento também apontou, em todo o Rio, 118 residências
destruídas, além de 5.282 danificadas.
Segundo o Ministério dos Transportes, a verba liberada para as rodovias será usada para
resolver situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes
danificadas. Um desses casos é o da Ponte General Dutra, que foi interditada no
fim de semana passado e que deve receber reparos emergenciais.
Ontem o secretário de Obras Públicas e vice-governador do Rio, Luiz Fernando
Pezão, reuniu-se com prefeitos de municípios atingidos pala chuva. Ele recebeu
um relatório dos estragos.
Em São Paulo, na região de Campinas, o Rio Capivari subiu dois metros e
desabrigou pelo menos 50 famílias de Capivari. Segundo a Defesa Civil, Jundiaí
e Hortolândia continuam em estado de alerta.
O sul de Minas Gerais também tem sido castigado. O governador Aécio Neves
(PSDB) programou vistoria hoje às áreas atingidas em Santa Rita do Sapucaí, a
406 quilômetros de Belo Horizonte. Em Piranguçu, 26 famílias ficaram
desabrigadas devido à elevação no nível dos Rio Piranguçu e dos ribeirões Jacu
e São Bernardo.
Nos primeiros oito dias de janeiro a quantidade de chuva no Rio, em São Paulo e
no sul de Minas Gerais, chegou a 250 milímetros.
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POLÍTICA
09/01/2007
Obras de Anel Viário e duplicação da 174 devem iniciar ainda no
primeiro semestre
Até
o final deste mês, a Prefeitura de Boa Vista deve concluir o processo
licitatório das obras de conclusão do Anel Viário, no contorno da Zona Oeste da
cidade, e a duplicação da BR-174, no perímetro urbano. O convênio, no valor de
R$ 61 milhões foi assinado com o Ministério dos Transportes em dezembro. A
conclusão do projeto vai melhorar a malha viária de Boa Vista e permitir o
crescimento ordenado da cidade, dando suporte ao escoamento de caminhões de
carga.
O prefeito Iradilson Sampaio afirmou que a obra contribuirá para o
desenvolvimento de Boa Vista, localizada numa posição estratégica entre a
Venezuela, Guiana e Manaus. “Precisamos oferecer uma infra-estrutura para
atender aos planos de crescimento econômico do município por meio da produção e
do escoamento para mercados estratégicos. Uma boa malha viária é essencial para
a economia não só de Boa Vista, mas também do Estado”, destacou.
Até agora, R$ 5 milhões foram liberados para o início das obras, que devem
começar ainda neste primeiro semestre de 2007. Do valor total, 58 milhões de
reais são do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT) e R$ 3 milhões são
de receitas próprias da Prefeitura de Boa Vista. Os recursos do Governo Federal
foram conseguidos por meio de emenda parlamentar do senador Romero Jucá.
Além da duplicação da BR-174, no trecho sul, serão construídos dois viadutos.
Um deles na entrada do bairro Raiar do Sol e outro na entrada do Anel Viário,
sentido Boa Vista/Manaus. Isso significa mais segurança para quem precisa
entrar ou deixar a rodovia com destino ao perímetro urbano.
Iradilson Sampaio observou que o valor do convênio é um dos maiores
investimentos já liberados na história de Boa Vista. “Nossa tarefa é trabalhar
para melhorar a vida das pessoas. É uma obra que trará benefícios para a cidade
e para centenas de trabalhadores com a geração de novos postos de trabalho”,
afirmou.
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BRASIL
09/01/2007
Rodovias estão em situação de emergência
Governo
federal liberou ontem R$ 139,38 milhões para a realização de obras em vias do
SudesteO
Estado do Rio decretou situação de emergência em suas rodovias ontem, de acordo com
o vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão. Ele
disse à reportagem, à tarde, que tentava incluir o decreto ainda na edição de
hoje do Diário Oficial, para "adiantar a liberação do dinheiro".
Diversas estradas do Estado estão
totalmente ou parcialmente interditadas desde a semana passada por conta dos
temporais que atingiram a região. Equipes do DER (Departamento de Estradas de
Rodagem) trabalham na liberação das pistas, com o auxílio de máquinas como
retroescavadeiras desde sexta, mas ainda não há previsão de término.
Verba
O governo federal liberou ontem R$ 139,38 milhões para a realização de obras
emergenciais em rodovias da região Sudeste atingidas pelas fortes chuvas dos últimos
dias.
Os recursos foram desembolsados por meio da Medida Provisória 343, publicada
ontem no Diário Oficial da União.
Os R$ 139,38 milhões para as estradas serão aplicados, principalmente, nos
Estados de Minas Gerais, Rio Janeiro (BRs 101 e 356, entre outras) e Espírito
Santo.
Segundo o Ministério dos Transportes, o dinheiro será usado para resolver
situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes danificadas pelas
chuvas. Um desses casos é o da Ponte General Dutra, na região de Campos, no
Rio, que foi interditada no fim de semana passado e que deve receber reparos
emergenciais
Detalhes
O Ministério
dos Transportes informou que deverá divulgar hoje uma relação mais detalhadas
das obras que serão executadas e dos recursos disponíveis para cada uma.
Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), responsável pela
execução das obras emergenciais, caso as chuvas continuem e façam mais
estragos, os recursos destinados às obras emergenciais poderão ser ampliados.
Ao todo, a MP publicada ontem libera R$ 956,646 milhões para os ministérios da
Ciência e Tecnologia, Fazenda, Justiça, Transportes, Comunicações,
Planejamento, Esporte e Defesa. (Da Folhapress).
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RIO
09/01/2007
Lula libera 81,2 milhões para obras no Rio
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou ontem a liberação de R$ 81,2
milhões para obras emergenciais nos municípios do Estado do Rio castigados pelas
chuvas: R$ 50 milhões serão para as ações de socorro da Defesa Civil e a
recuperação de áreas degradadas; os outros R$ 31,2 milhões serão para obras em estradas.
A prioridade será a construção de um desvio na BR-101, em Campos, onde duas
pontes sobre rio Paraíba do Sul estão interditadas.
Parte do dinheiro será empregado na recuperação da estrutura da Ponte General
Dutra, que cedeu no último sábado. A medida provisória deve ser publicada em
edição extra do Diário Oficial da União, com data de 5 de janeiro, que sairá
hoje.
Além do dinheiro para o Rio, haverá mais R$ 50 milhões para obras emergenciais
em municípios do Sul e do restante do Sudeste, prioritariamente para Minas
Gerais, também afetados pelas chuvas.
A ajuda para o Rio foi pedida durante reunião domingo entre o governador Sérgio
Cabral, o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, e prefeitos.
O governo federal já tinha autorizado ontem a liberação de outros R$ 139
milhões para obras emergenciais em pelo menos nove rodovias federais, entre elas
a BR-101, a BR-356, a BR-040 e a BR-116.
Até o fim da tarde de ontem, três rodovias estaduais permaneciam com trechos
interditados: a RJ-148, no trecho FriburgoSumidouro; a RJ-152, em Duas Barras,
no distrito de Fazenda do Campo; e a RJ-158, em Carmo, onde uma ponte ruiu.
Outras 11 estavam operando precariamente, com trechos atingidos por quedas de
barreira ou desmoronamentos.
Segundo o vice-governador e secretário estadual de Obras Luiz Fernando Pezão,
os principais problemas no momento são os danos nas estradas de acesso aos
municípios, o grande número de desabrigados e os riscos de desmoronamento em
várias encostas. Mas a situação já começou a melhorar nas áreas atingidas,
devido à diminuição das chuvas.
Volta a chover forte em Friburgo e Centro alaga Só na Região Serrana, onde 26
pessoas morreram nos últimos dias, há 1.435 desabrigadas e 2.192 desalojados.
Um dos municípios em maiores dificuldades é Sumidouro, que chegou a ficar
completamente isolado devido a quedas de barreiras nas estradas de acesso.
Funcionários do DER já conseguiram reabrir algumas em meia pista.
Em Nova Friburgo, o Instituto Politécnico da Uerj foi interditado pela Defesa
Civil. As aulas estão suspensas. O fornecimento de água, luz e telefone foi
afetado, assim como o acesso ao campus, comprometido pela queda de uma
barreira.
De acordo com a Defesa Civil de Friburgo, foram registrados até ontem 194
interdições em diversos pontos da cidade.
Mais de 500 pessoas permanecem abrigadas em escolas públicas da cidade. Ontem à
noite, após mais uma forte chuva com cerca de 40 minutos de duração, o Centro
ficou totalmente inundado, com água a 60cm de altura. Vários carros enguiçaram
e o comércio fechou as portas.

BRASIL
09/01/2007
Governo libera R$ 139 mi para recuperar rodovias no Sudeste
Outros
R$ 50 milhões foram destinados ao governo do Rio para socorrer as famílias
atingidas pelas chuvas. Até agora, os mortos no Estado chegam a 30 e são 13 os
feridos, 5.947 desabrigados e 6.728 desalojados
O
governo federal atendeu ao governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho
(PMDB), e liberou ontem à noite R$ 50 milhões para socorrer as áreas atingidas
pelas chuvas desde o final do ano passado. A União também liberou outros R$
31,2 milhões para obras emergenciais de recuperação de estradas no Estado. O
dinheiro liberado integra pacote de R$ 131,2 milhões destinados às regiões Sul
e Sudeste do País, prejudicadas pelas tempestades.
Ao todo, o governo federal liberou mais R$ 139,38 milhões para obras
emergenciais em rodovias da região Sudeste, principalmente em Minas, Rio (BRs-101
e 356 entre outras) e Espírito Santo. Os recursos foram autorizados por meio da
medida provisória 343, publicada Diário Oficial da União, em Brasília.
O mais recente balanço da Defesa Civil Estadual apontava que as chuvas
deixaram, até agora, no Estado do Rio, 30 mortos, 13 feridos, 5.947
desabrigados (tiveram suas casas destruídas) e 6.728 desalojados (deixaram suas
residências por conta de algum tipo de risco).
Mais quatro corpos foram resgatados, dois em Campos e e dois em Sumidouro, que
no fim de semana ainda não haviam sido incorporados às estatísticas. Campos
teve a pior enchente de sua história. Há quatro mil desabrigados no município,
onde o rio Paraíba do Sul transbordou, inundou ruas e abalou a ponte General
Dutra, a principal da cidade. O levantamento também apontou, em todo o Estado,
118 residências destruídas, além de 5.282 danificadas.
Segundo o Ministério dos Transportes, a verba liberada ontem será para
resolver situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes danificadas
pelas chuvas. Um desses casos é o da ponte General Dutra, que foi interditada
no fim de semana passado e que deve receber reparos emergenciais.
O Ministério
dos Transportes deverá divulgar hoje uma relação mais detalhada das obras que
serão executadas e dos recursos disponíveis para cada uma. Segundo o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), responsável pela execução das obras
emergenciais, caso as chuvas continuem e façam mais estragos, os recursos
poderão ser ampliados.
Em Campos, onde a situação é mais crítica, as águas do Paraíba do Sul atingiram
mais de 11 metros, patamar mais alto dos últimos cem anos. Com a estiagem, o
nível já baixou dois metros. O secretário de Obras Públicas e vice-governador
do Rio, Luiz Fernando Pezão, reuniu-se com prefeitos de municípios atingidos
pela chuva. Ele recebeu um relatório dos estragos.
Em Nova Friburgo, a Defesa Civil municipal informou que quase todos os bairros
da cidade foram atingidos. Há registros de ocorrências de imóveis com
rachaduras, deslizamentos de terra, alagamentos em todas as áreas da cidade. O
campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ficará fechado esta
semana.
O fornecimento de água e luz e o acesso à instituição estão comprometidos por
causa dos temporais. Deslizamentos mataram 11 pessoas no município na semana
passada. Três rodovias estaduais continuam interditadas. O Departamento de
Estradas e Rodagem (DER) informou que 60 homens e 45 máquinas trabalham na
recuperação das rodovias, principalmente na Região Serrana.
Nos primeiros oito dias de janeiro a quantidade de chuva em algumas regiões do
Sudeste do País, como Rio, São Paulo e Sul de Minas Gerais, chegou a 250
milímetros. O volume é semelhante aos primeiros oito dias de 2006, segundo o
Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe.

BRASIL
09/01/2007
Cid quer diagnóstico das rodovias estaduais
O
diagnóstico terá como alvo principal os entroncamentos das rodovias estaduais
com as federais, e deverá estar concluído até a próxima sexta-feira, 12
O
governador Cid Gomes determinou ontem, que seja realizado de forma emergencial,
até a próxima sexta-feira, 12, um diagnóstico completo da situação das rodovias cearenses, tendo
como alvo principal os pontos de entroncamento das CEs com as estradas federais que cortam
o Ceará, as BRs. A recomendação nesse sentido foi passada ao secretário da
Infra-Estrutura do Estado, Adail Fontenele, que para isso mobilizará o
Departamento de Estradas, Rodovias e Transportes (Dert) e contará também com a
parceria da Companhia de Policiamento rodoviário (CPRV), órgão ligado à
Secretaria da Segurança Pública. De acordo com Fontenele, a orientação é para
que o trabalho conte também com a parceria do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A meta é que após a análise das informações coletadas no diagnóstico de
emergência, o Governo do Estado possa traçar um plano de ação para resolver ou
pelo menos reduzir os problemas dos pontos considerados críticos. Conforme
Fontenele, o trabalho de levantamento dos locais e das deficiências que
apresentam certamente será fácil, uma vez que já são bastante conhecidos pelos
órgãos que estarão envolvidos na ação. Além das condições da pavimentação,
serão observadas situações relativas à ausência de sinalização horizontal e
vertical nos trechos, e outras demandas que possam existir, particularmente em
aclives e declives. No último domingo, 7, Cid Gomes esteve no velório do
prefeito de Morrinhos, Airton Rocha Bruno Júnior, 37, que foi vítima de
acidente de trânsito na BR-222, a altura de Sobral.
Na conversa com Adail Fontenele, o governador destacou que o acidente com o
prefeito ocorreu exatamente no entroncamento de uma rodovia estadual com a
BR-222, em um local conhecido por ser de alto risco para situações do tipo. O
secretário afirma que o trabalho já começará a ser feito hoje, de modo a
possibilitar a conclusão dentro do prazo determinado. De posse dos dados
levantados pelos órgãos, ele prevê que o estudo das medidas a serem adotadas e
o orçamento para atender as necessidades é que demandarão um pouco mais de
tempo.
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GERAL
09/01/2007
Barragem do Bacanga foi abandonada
Sem
a necessária manutenção, estrutura da obra vem sendo deteriorada, o que aumenta
o risco de acidentes
O
Governo do Estado silencia e se esquiva da responsabilidade sobre a manutenção
da Barragem do Bacanga, cuja estrutura vem se deteriorando a cada dia,
aumentando o risco de acontecer um acidente de proporções graves na área. O
problema vem sendo denunciado desde o ano passado - e reiterado na última
semana - pela Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão
(Apruma), que já representou o fato junto ao Ministério Público Estadual (MPE)
e ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes no Maranhão (DNIT-MA), engenheiro Gerardo de Freitas
Fernandes, em resposta a uma consulta feita oficialmente pela Secretaria de
Estado da Infra-Estrutura (Sinfra), ficou constatado que a Barragem do Bacanga,
cuja obra fora inaugurada nos anos de 1970 pelo Governo do Estado, não faz
parte do Plano Nacional de Viação (PNV), ou seja, a malha viária federal e, portanto,
não é da alçada do DNIT a sua manutenção, em contradição ao que vinha defendendo até
então a própria Sinfra.
“Além da Sinfra, já fomos consultados pelo Ministério Público Federal a
despeito do marco zero da rodovia de acesso à BR-135, isto é, a avenida dos
Portugueses, que começa exatamente onde termina a Barragem do Bacanga, que foi
construída pelo Governo do Estado como parte de uma variante da então rodovia
MA-053”, acrescentou Gerardo Fernandes.
O jornal O Estado esteve ontem na Sinfra e tentou contato com a secretaria
adjunta de Obras Civis. A Assessoria de Comunicação do órgão informou que o
titular da pasta – que até a última gestão era exercida por João Luna Filho,
cotado para reassumir o cargo – não se pronunciará sobre o caso até sua nomeação
oficial, que deve acontecer nesta quarta-feira. A assessoria, contudo,
confirmou que o órgão realizou a consulta ao DNIT-MA e que aguardava a resposta oficial
do órgão. Tal resposta, segundo informações do DNIT, foi protocolada na
Sinfra no dia 5 de janeiro deste ano.
BARRAGEM
Segundo relatórios de engenharia encomendados pela extinta Gerência
Metropolitana à empresa de engenharia Proenge, em junho de 2003, no qual
constam um diagnóstico detalhado sobre a situação da Barragem do Bacanga, foi
detectada uma série de problemas da estrutura, exceto o muro de contenção do
fluxo de água. Na época, a obra de recuperação completa estava orçada em R$
6.193.124,00. Na ocasião, a Sinfra reconheceu os problemas da barragem e previa
uma reforma completa no local, para a qual destinaria entre R$ 12 e R$ 15
milhões. Nada foi feito, até então.
Em conseqüência, desde o início do ano passado a Apruma apresentou
representação contra o Governo Estadual ao Ministério Público Estadual (MPE) e
ao Ministério Público Federal (MPF) por conta do completo abandono da Barragem
do Bacanga. Na ocasião, a entidade solicitou o envio de técnicos da Sinfra ao
local para que fossem apurados os danos na estrutura da barragem. Entretanto, o
estado simplesmente ignorou o requerimento da Apruma, forçando a entidade a
formalizar denúncia no MPE e no MPF.
Inaugurada nos anos 70, a Barragem do Bacanga apresenta atualmente vários
problemas. Das seis comportas, apenas duas funcionam por causa do acúmulo de
pedras em suas bases. Além disso, parte do muro de contenção do canal vertedor
(responsável por regular o fluxo de água no local) desmoronou e a estrutura de
contenção de água também está funcionando precariamente.
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BRASIL
09/01/2007
Enchentes já causaram 50 mortes no país
De
acordo com levantamento da Defesa Civil do Rio, cerca de 12 mil pessoas ficaram
desabrigadas ou desalojadas no Estado
O
governo federal atendeu o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e
liberou ontem à noite R$ 50 milhões para socorrer as áreas atingidas pelas
chuvas desde o final do ano passado. A União também liberou outros R$ 31,2
milhões para obras emergenciais de recuperação de estradas no Estado. O dinheiro
liberado para o Rio integra pacote de R$ 131 2 milhões destinados às regiões
Sul e Sudeste do País prejudicadas pelas tempestades. Além dessa verba, o
governo federal liberou ontem mais R$ 139,38 milhões para a realização de obras
emergenciais em rodovias da região Sudeste, principalmente em Minas, Rio (BRs 101
e 356 entre outras) e Espírito Santo. Os recursos foram autorizados por meio da
Medida Provisória 343, publicada nesta segunda-feira no "Diário Oficial da
União".
BALANÇO
O último balanço da Defesa Civil Estadual apontava que as chuvas deixaram, até
as 21 horas de ontem, no Estado, 30 mortos, 13 feridos, 5.947 desabrigados
(tiveram suas casas destruídas) e 6.728 desalojados (deixaram suas residências
por conta de algum tipo de risco).
Mais quatro corpos foram resgatados - dois em Campos - e dois em Sumidouro, que
no fim de semana ainda não haviam sido incorporados às estatísticas. Campos
teve a pior enchente de sua história. Há 4 mil desabrigados em Campos, onde o
Rio Paraíba do Sul transbordou, inundou ruas, abalou a ponte General Dutra, a
principal da cidade. O levantamento também apontou, em todo o Estado, 118
residências destruídas, além de 5.282 danificadas.
VERBA
Segundo o Ministério dos Transportes, a verba liberada ontem será usada
para resolver situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes
danificadas pelas chuvas. Um desses casos é o da Ponte General Dutra, na região
de Campos, no Rio, que foi interditada no fim de semana passado e que deve
receber reparos emergenciais.
O Ministério
dos Transportes informou que deverá divulgar hoje uma relação mais detalhada
das obras que serão executadas e dos recursos disponíveis para cada uma.
Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), responsável pela
execução das obras emergenciais, caso as chuvas continuem e façam mais
estragos, os recursos destinados às obras emergenciais poderão ser ampliados.
Em Campos, onde a situação é mais crítica, as águas do Rio Paraíba do Sul
atingiram mais de 11 metros, patamar mais alto dos últimos cem anos. Com a
estiagem, o nível já baixou 2 metros.
REUNIÃO
No início da tarde de ontem, o secretário de Obras Públicas e vice-governador
do Rio, Luiz Fernando Pezão, reuniu-se com prefeitos de municípios atingidos
pala chuva. Ele recebeu um relatório dos estragos.
Em Nova Friburgo, a Defesa Civil municipal informou que quase todos os bairros
da cidade foram atingidos. Há registros de ocorrências de imóveis com
rachaduras, deslizamentos de terra alagamentos em todas as áreas da cidade. O
campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ficará fechado esta
semana. O fornecimento de água e luz e o acesso à instituição estão
comprometidos por causa dos temporais. Deslizamentos mataram 11 pessoas no
município na semana passada.
Três rodovias estaduais continuam
interditadas. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) informou que 60 homens
e 45 máquinas trabalham na recuperação das rodovias, principalmente na
Região Serrana.
VOLUME
Nos primeiros oito dias de janeiro a quantidade de chuva em algumas regiões do
Sudeste do País, como Rio, São Paulo e sul de Minas Gerais, chegou a 250
milímetros. O volume é semelhante aos primeiros oito dias de 2006, segundo o
Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe.
MINAS GERAIS
A Defesa Civil de Minas Gerais contabilizou no fim de semana mais três mortes
em decorrência das chuvas que atingem o Estado desde outubro do ano passado. No
período, 20 pessoas morreram, sendo que 17 foram soterradas.
O homem que está desaparecido foi identificado como Antônio Camilo da Silva,
47. Ele atravessava um córrego no distrito dos Costas, município de Gonçalves,
quando foi levado pelas águas.
Os temporais em Minas já deixaram 4.347 pessoas desabrigadas. Os desalojados
somam 11.353 - 2.898 casas danificadas e 744 destruídas.
SÃO PAULO
Desde o início do ano, quatro pessoas morreram no Estado de São Paulo em
decorrência das chuvas. De acordo com a Defesa Civil, o número de desabrigados
no Estado chega a 185. Outras 1.121 pessoas estão desalojadas.
SOROCABA
Pelo menos 450 pessoas tinham sido desalojadas pelas chuvas até a tarde de
ontem, em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. A maioria foi removida de casas
tomadas pelas águas ou localizadas em áreas de risco. A Defesa Civil interditou
120 moradias em seis bairros por causa da ameaça de desabamento. Os moradores
foram transferidos para casas de parentes ou abrigos municipais. Os agentes
foram autorizados a requisitar força policial para retirar as famílias.
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ECONOMIA
09/01/2007
Norte de Minas faz campanha para recuperar BR-135
MONTES
CLAROS - Lideranças do Norte de Minas iniciam hoje campanha para pressionar o
Governo federal a recuperar, em caráter emergencial, a BR-135, no trecho Montes
Claros-Belo Horizonte. Há o risco de a rodovia ficar interditada, pois parte de
sua pista está cedendo, nas imediações de Joaquim Felício. A mobilização
ocorrerá durante a reunião para eleição da nova diretoria da Associação dos
Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), a partir das 10 horas.
Candidato único para o biênio 2007/2008, o atual presidente da entidade, Valmir
Morais de Sá, também prefeito de Patis, deverá ser eleito por aclamação. A
Amams é considerada a maior associação microrregional de Minas Gerais,
englobando 86 municípios - 60 estão devidamente filiados. No dia 16 de
fevereiro, ela completará 32 anos.
Valmir Morais de Sá pretende, na reunião de hoje, discutir a reconstrução da
BR-135, sob a alegação de que a rodovia já atingiu o ponto máximo de má
conservação. No encontro, que deverá reunir mais de 50 prefeitos, ele irá
propor que os municípios definam algum tipo de ação para pressionar o Governo.
A rodovia, principal ligação de Montes Claros com a capital mineira, foi
construída há 33 anos.
O projeto técnico para a reconstrução da rodovia, executado pela Associação
Comercial e Industrial de Montes Claros, já foi entregue ao Departamento
Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit). De acordo com o presidente da entidade,
Jamil Cury, o órgão prometeu licitar a obra em fevereiro. Para fortalecer a
campanha pela recuperação da BR-135, Valmir Morais pretende propor aos
prefeitos a realização de uma caravana até Brasília para participar de
audiência no Ministério dos Transportes.
Segundo ele, nas proximidades do município de Joaquim Felício, a rodovia cedeu
parcialmente e o tráfego de veículos está sendo feito somente em um lado da
pista, atrasando as viagens. Valmir Morais alega que, com a época de chuvas, há
o risco de a pista ficar totalmente interditada, levando ao desvio do tráfego
para a BR-365, aumentando a distância em cerca de cem quilômetros. Com isso,
afirma o presidente da Amams, o tempo da viagem aumentaria em mais uma hora,
por causa do grande fluxo de veículos pesados na 365, o que poderia
inviabilizará os fretes, que ficariam mais caros.
Em 2003, o Ministério dos Transportes assumiu compromisso de reconstruir a
BR-135 no trecho Montes Claros-Trevo da BR-040-Belo Horizonte, com 290 quilômetros
de extensão. O então ministro Anderson Adauto esteve na cidade e assinou um
convênio, mas as obras não ocorreram, por causa de impedimentos legais, já que
a rodovia havia sido delegada ao Estado em 2002. Em 22 de dezembro de 2005 e 16
de agosto de 2006, durante visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a
Montes Claros, a recuperação da rodovia foi novamente solicitada pelas
entidades de classe da região, mas ainda não houve solução para o problema.
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VITTORIO MEDIOLI
09/01/2007
A vergonha das rodovias federais
No
último sábado um Kadett com um homem a bordo e três mulheres caiu no rio
Jequitaí à margem da BR-135 que liga Belo Horizonte a Montes Claros. Quem
passava no local revoltado com o estado de abandono da pavimentação, que
motivou o acidente, ensaiou a paralisação da rodovia. Pouco adiantou. Mais
quatro mortes entraram na conta do Ministério dos Transportes e ficaram impunes.
O local do desastre encontra-se na divisa do município de Joaquim Felício com
Bocaiúva. Bocaiúva é glorioso berço de um importante ministro, Patrus Ananias.
Claro que ele não tem culpa, mas de sua proximidade com a região tira-se a
conclusão de que, apesar de representada nas instâncias mais olímpicas do país,
padece de abandono.
Antigamente, a proximidade de autoridades era sinônimo de privilégios
regionais, hoje, ao contrário, quem passa pelo local do acidente (ou consegue
chegar até lá depois de uma viagem por sítios lunares), se convence de que nada
disso existe no governo Lula. Aliás, as estradas que passam por Bocaiúva e suas
redondezas, como a quase totalidade da malha nacional, confirmam que o governo
federal não faz diferenças; abdicou mesmo de conservar a malha rodoviária sob
sua jurisdição. E não por falta de recursos.
O cidadão, motorista ou passageiro, paga a Cide, contribuição sobre a venda de
combustíveis criada em 2001 para "vincular" recursos à manutenção de rodovias. No último exercício
de 2006 cerca de R$ 9 bilhões, ou mais de R$ 100 mil por quilômetro de rodovias federais, entraram
no cofre do Tesouro. Levando- se, portanto, em consideração o custo para a
construção de um quilômetro de rodovia, cerca de R$ 250 mil, haveria dinheiro
disponível para uma portentosa obra de 36 mil quilômetros.
De todo modo, ficando na restauração da malha existente, a quantia arrecadada
(não fosse desperdiçada) daria para garantir condições de "mesa de
bilhar" às rodovias em toda sua extensão.
Má gerência? Falta de gerência? Ou ainda assalto ao dinheiro arrecadado que, a
cada litro de combustível consumido o cidadão deve pagar?
Fato inegável é que, ao contrário de outros deveres constitucionais como os
pagamentos da Previdência e os repasses ao sistema de Saúde, a manutenção de estradas esbanja recursos,
possui vinculação de verbas que, infelizmente, apenas serve para ampliar o
superávit primário e não para dar segurança ao cidadão.
Todavia o caso da BR-135, tanto pela sua importância, quanto pela sua
deterioração vergonhosa, ultrapassa qualquer limite compreensível e
justificável. É um caso de polícia.
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CIDADES
09/01/2007
Debaixo d'água
O
governador Aécio Neves (PSDB) chega hoje de manhã a Santa Rita do Sapucaí, no
Sul de Minas, onde deve anunciar a liberação de recursos para as cidades mais
atingidas pelas chuvas em todo o Estado.
Aécio disse ontem que vai solicitar ao governo federal um volume de verbas para
a recuperação da infra-estrutura de regiões do Estado atingidas. O valor não
foi divulgado. Até ontem, pelo menos 50 pessoas tinham morrido, em todo o
Sudeste, durante o período chuvoso.
Desse total, 26 foram no Rio, 20 em Minas e quatro em São Paulo. Um total de 62
cidades mineiras decretou situação de emergência.
?Vou aos municípios do Sul de Minas para propor uma ação articulada para o
enfrentamento das calamidades e fazer um diagnóstico de todo o Estado para que
possa apresentar, ainda esta semana ao governo federal, solicitações de apoio
às áreas atingidas pela chuva?, disse o governador.
Aécio também vai aproveitar a reunião dos governadores dos Estados da região
Sudeste, hoje, no Rio, para defender a criação de uma Coordenadoria Regional de
Defesa Civil, já previamente batizada de Cordec. Ontem, mais da metade de Santa
Rita do Sapucaí estava debaixo d?água.
Quatrocentas famílias ficaram desalojadas. Quatro bairros ainda estavam
completamente submersos. Centenas de pessoas estão ilhadas e só conseguem sair
de casa de barco.
Ainda ontem, seis famílias foram retiradas das áreas de risco. Segundo o
prefeito Ronaldo Carvalho (PSDB), o resgate das famílias está sendo feito
através de cinco barcos cedidos pelo Corpo de Bombeiros da cidade de Pouso
Alegre ? também atingida pela chuva ? e pela Companhia de Energia Elétrica de
Minas Gerais (Cemig).
Equipes da Defesa Civil Estadual já chegaram à cidade para ajudar a prefeitura
a tomar as medidas necessárias.
?Os moradores que possuem barco também estão sendo solidários?, disse Carvalho.
Conforme o prefeito, as águas do rio Sapucaí começaram a abaixar ontem depois
que a chuva deu uma pequena trégua, mas ainda estão a 6,5 m acima do nível
normal.
Nas casas dos bairros Maristela, Fernandes, Eletrônica e Santo Antônio, localizados
às margens do rio, a água chegou a atingir 2 m.
Alguns desalojados estão em escolas. Ontem, outras três cidades do Sul de Minas
permaneciam debaixo d?água. Pouso Alegre ? por onde o governador também vai
passar ?, Itajubá e Três Corações estavam em alerta. Em Pouso Alegre, 400 casas
estão ilhadas.
As pessoas estão sendo retiradas por botes salva-vidas dos bombeiros e por
caminhões bumerangue do Exército, que têm capacidade para entrar em áreas
alagadas.
Os desalojados estão sendo levados para um poliesportivo. O nível dos rios
Mandu e Sapuacaí Mirim, que atravessam a cidade, não para de subir. Em Três
Corações chovia desde o dia 24 de dezembro. O rio Verde está 6,9 m acima de seu
nível. Duas pessoas vítimas das enchentes continuam desaparecidas no Estado.
Clima
Nos primeiros oito dias do ano a quantidade de chuva em algumas regiões do
Sudeste do país, como Rio de Janeiro, São Paulo e Sul de Minas, chegou à média
mensal: de 200 mm a 250 mm.
O volume é semelhante aos primeiros oito dias de 2006, segundo os
meteorologistas do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe. A
previsão é de mais pancadas de chuva nos próximos dias para a região Sudeste,
mas principalmente para o norte de São Paulo e Rio de Janeiro e Sul de Minas.
Planalto libera R$ 139 mi para obras em estradas do Sudeste
BRASÍLIA ? O governo liberou ontem R$ 139,38 milhões para a realização de obras
emergenciais em rodovias da região Sudeste atingidas pelas fortes chuvas dos
últimos dias. Os recursos foram desembolsados por meio da Medida Provisória
343, publicada hoje no ?Diário Oficial da União?.
Os R$ 139,38 milhões para as estradas serão aplicados, principalmente, nos
Estados de Minas Gerais, Rio Janeiro (BRs 101 e 356, entre outras) e Espírito
Santo. Segundo o Ministério dos Transportes, o dinheiro será usado para resolver
situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes danificadas pelas
chuvas.
O Ministério
dos Transportes informou que deverá divulgar hoje uma relação mais detalhadas
das obras que serão executadas e dos recursos disponíveis para cada uma.
O Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), responsável pela execução das obras
emergenciais, informou que, caso as chuvas continuem e façam mais estragos, os
recursos destinados às obras emergenciais poderão ser ampliados.
Em Minas, ao todo, dez rodovias estaduais ou federais delegadas ao Estado
estão com tráfego impedido: BR?364 em Gurinhatã (Triângulo), LMG?679 em Claro
dos Poções (Norte), LMG?736 em Coluna e MGT?367 em Berilo (Vale do
Jequitinhonha), MG?230 em Rio Paranaíba (Alto Paranaíba), MG?311 em Itabirinha
de Mantena e MGT?451 em Marilac (Vale do Rio Doce), MG?409 em Novo Oriente de
Minas (Vale do Mucuri), MG?455 em Santa Rita de Caldas (Sul) e MGT?352 em
Abaeté (Central).
Ontem, a chuva causou um acidente com duas mortes na MG?184, próximo a Alfenas,
no Sul de Minas. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, a pista estava
molhada e fez o motorista, que não é habilitado, a perder o controle da
direção.
O carro bateu numa árvore e em seguida caiu na represa de Furnas. Gabriela
Pontes Silva e Camile Indiane de Moura Bráz, ambas com 15 anos, morreram na
hora. O motorista do veículo está internado no hospital regional de Alfenas.
(LB/com Patrícia Giudice e Agência Estado)
Rio aguarda R$ 50 milhões da União
RIO DE JANEIRO ? O governador fluminense Sérgio Cabral Filho (PMDB) espera que
o governo federal libere, por medida provisória (MP), R$ 50 milhões para
reparar danos causados pelas chuvas que atingiram o Rio de Janeiro desde o
último dia de 2006, especialmente na região Serrana e em Campos, no norte do
Estado.
Ele discutiu ontem, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por telefone,
detalhes do pedido de ajuda, quando estava em Nova Friburgo, município
duramente atingido por tempestades que provocaram deslizamentos de terra.
Segundo a Defesa Civil, até hoje 11 pessoas morreram lá.
?Ele (Lula) autorizou a edição de uma medida provisória. O Rio de Janeiro
estará solicitando R$ 50 milhões na medida provisória para atender aos
municípios e às rodovias estaduais que estão bloqueadas, com danos graves?,
disse.
O último balanço da Defesa Civil Estadual apontava que as chuvas deixaram, no
Estado, 26 mortos, 13 feridos, 5.947 desabrigados e 6.728 desalojados. Mais
três corpos, dois resgatados em Campos e um em Sumidouro no fim de semana,
ainda não haviam sido incorporados às estatísticas.
Há 4.000 desabrigados em Campos, onde o rio Paraíba do Sul transbordou, inundou
ruas, abalou a ponte General Dutra, a principal da cidade. O levantamento
também apontou, em todo o Estado, 118 residências destruídas, além de 5.282
danificadas.
As duas mortes confirmadas ontem, em Campos, são a de uma mulher e a de um
rapaz cujos automóveis caíram em uma vala e foram levados pela força das águas.
O vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, e o
secretário nacional de Defesa Civil, Jorge do Carmo Pimentel, se reuniram ontem
para levantar os estragos causados pelas chuvas.
Com os dados, Pimentel decidirá como será gasto o dinheiro repassado pela
União. Na sexta, o Ministério de Integração Nacional liberou R$ 17 milhões para
o Rio. Com a aprovação da MP, a verba deverá ser aumentada. (AE)
Contas Aberta mostra descaso com prevenção
BRASÍLIA ? O governo descuidou da prevenção aos desastres provocados pelas
fortes chuvas que tradicionalmente ocorrem nessa época do ano, indica
levantamento realizado pelo site Contas Abertas, que se dedica a analisar a
aplicação de recursos do Orçamento Federal.
De acordo com o órgão, dos R$ 110,36 milhões autorizados no Orçamento 2006 para
investimentos em ?Prevenção e Preparação para Emergências e Desastres?, como os
que vêm acontecendo na região Sudeste, o governo executou apenas 33,2% (R$
36,74 milhões).
E na verdade, a maior parte dessa despesa executada (R$ 28,64 milhões) foi de
restos a pagar, ou seja, de despesas relativas aos anos anteriores e que foram
pagas somente em 2006.
A responsabilidade pela execução desses programas todos é do Ministério da
Integração Nacional, que, procurado pela reportagem, alegou que o secretário
responsável estava em trânsito e que pelo horário (por volta das 18h) não havia
técnicos disponíveis para comentar o levantamento. (AE)
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NACIONAL
09/01/2007
Estradas destruídas pelas chuvas terão R$ 139 milhões
Brasília
(AE) - O governo liberou ontem R$ 139,38 milhões para a realização de obras
emergenciais em rodovias da região Sudeste atingidas pelas fortes chuvas dos
últimos dias. Os recursos foram desembolsados por meio da Medida Provisória
343, publicada hoje no Diário Oficial da União. Os R$ 139,38 milhões para as estradas serão aplicados,
principalmente, nos Estados de Minas Gerais, Rio Janeiro (BRs 101 e 356, entre
outras) e Espírito Santo.
Segundo o Ministério dos Transportes, o dinheiro será usado para resolver
situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes danificadas pelas
chuvas. Um desses casos é o da Ponte General Dutra, na região de Campos, no
Rio, que foi interditada no fim de semana passado e que deve receber reparos
emergenciais.
O Ministério
dos Transportes informou que deverá divulgar hoje uma relação mais detalhadas
das obras que serão executadas e dos recursos disponíveis para cada uma.
Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit, responsável pela
execução das obras emergenciais, informou que, caso as chuvas continuem e façam
mais estragos, os recursos destinados às obras emergenciais poderão ser
ampliados. Ao todo, a MP publicada ontem libera R$ 956,646 milhões para os
ministérios da Ciência e Tecnologia, Fazenda, Justiça, Transportes,
Comunicações, Planejamento, Esporte e Defesa.
Mais recursos
O governo vai liberar ainda mais R$ 131,2 milhões para áreas atingidas pelas
chuvas nas regiões Sul e Sudeste. A informação é da assessoria de imprensa da
Casa Civil do Palácio do Planalto. A nova MP destinando recursos para o Sul e o
Sudeste foi publicada em edição extra, ainda ontem, do Diário Oficial. O Rio de
Janeiro receberá R$ 81,2 milhões. Outros R$ 50 milhões serão destinados à
Defesa Civil em outros municípios do Sul e do Sudeste.
Desabrigados de SP estão no interior
São Paulo (AE) - Após quase uma semana inteira de chuvas intermitentes, o sol
voltou a aparecer entre nuvens e pancadas isoladas em boa parte do estado de
São Paulo. Segundo o metereologista Marcos Sanches, do Centro de Previsão de
Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), a tendência é de diminuição na intensidade
das águas a partir de hoje. Entretanto, disse Sanches, as chuvas fortes deverão
continuar em outras áreas da região Sudeste, como Minas Gerais, Espírito Santo
e Rio de Janeiro.
Em todo o Estado de São Paulo já morreram cinco pessoas em conseqüência dos
temporais. O último balanço da Defesa Civil estadual indica estragos maiores na
região de municípios como Bauru, Jaú , Sorocaba e Marília. Quase duas mil
pessoas tiveram de deixar suas casas e estão em alojamentos públicos ou
abrigadas em casa de amigos ou parentes.
Em Getulina, na região de Bauru, a prefeitura decretou estado de emergência. O
prefeito Manoel Rogério Miotello informou que lá existem cerca de 60
desabrigados, tendo sido atingidas 20 casas. “Chegamos a ficar ilhados”,
lamentou o prefeito, ao informar que a principal via de acesso, a rodovia
Transbrasiliana (BR-153), permanece interditada em um trecho de cerca de cinco
quilômetros onde foi aberta uma cratera. Há também duas cabeceiras de pontes
arrastadas pelas enxurradas.
De acordo com o prefeito, em duas horas choveu cerca de 150 milímetros no
sábado passado, deixando um rastro desolador.
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BRASIL
09/01/2007
Governo federal libera R$ 270 mi para Sudeste
CHUVAS
// Balanço da Defesa Civil registrava 30 mortos, 13 feridos e 5.947
desabrigados
Rio
- O governo federal atendeu o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e
liberou hoje à noite R$ 50 milhões para socorrer as áreas atingidas pelas
chuvas desde o final do ano passado. A União também liberou outros R$ 31,2
milhões para obras emergenciais de recuperação de estradas no estado. O
dinheiro liberado para o Rio integra pacote de R$ 131 2 milhões destinados às
regiões Sul e Sudeste do país prejudicadas pelas tempestades. Além dessa verba,
o governo federal liberou ontem mais R$ 139,38 milhões para a realização de
obras emergenciais em rodovias da região Sudeste, principalmente em Minas, Rio (BRs 101
e 356 entre outras) e Espírito Santo. Os recursos foram autorizados por meio da
Medida Provisória 343, publicada ontem no Diário Oficial da União.
O último balanço da Defesa Civil Estadual apontava que as chuvas deixaram, até
as 21 horas de ontem, no estado, 30 mortos, 13 feridos, 5.947 desabrigados
(tiveram suas casas destruídas) e 6.728 desalojados (deixaram suas residências
por conta de algumtipo de risco).
Mais quatro corpos foram resgatados - dois em Campos - e dois em Sumidouro, que
no fim de semana não haviam sido incorporados às estatísticas. Campos teve a
pior enchente de sua história. Há 4 mil desabrigados em Campos, onde o Rio
Paraíba do Sul transbordou, inundou ruas, abalou a Ponte General Dutra, a
principal da cidade. O levantamento apontou, em todo o estado, 118 residências
destruídas, além de 5.282 danificadas.
Segundo o Ministério dos Transportes, a verba liberada ontem será usada
para resolver situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes
danificadas pelas chuvas. Um desses casos é o da Ponte General Dutra, na região
de Campos, no Rio, que foi interditada no fim de semana passado e que deve
receber reparos emergenciais.
Aeroporto - Os passageiros que utilizam o Aeroporto de Congonhas, na zona sul
de São Paulo, podem se preparar para enfrentar atrasos nos vôos durante este
verão. Por orientação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos (Cenipa),todas as vezes em que o aeroporto for atingido por
chuvas, os pousos e decolagem devem ser imediatamente suspensos para que
técnicos da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero)
possam medir a quantidade de água nas pistas.
Se a lâmina d'água tiver menos de 3 milímetros - nível considerado seguro para
evitar aquaplanagem -, as operações podem ser retomadas. Caso contrário, o
aeroporto tem de permanecer fechado até que o volume de água na pista volte aos
padrões aceitáveis.
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PAÍS
09/01/2007
Aécio Neves também pede ajuda
O
governador Aécio Neves (PSDB) vai pedir ajuda financeira da União para
recuperação das regiões de Minas Gerais atingidas pelas chuvas. O valor a ser
solicitado será definido hoje durante reunião com representantes da Defesa
Civil e prefeitos da Região Sul do estado, uma das mais afetadas pelas chuvas.
Hoje pela manhã, o governador sobrevoa os municípios de Itajubá e Pouso Alegre,
ambas no Sul. A expectativa é de que o pedido de verbas seja encaminhado ao
governo federal amanhã. "Vamos definir quais são as prioridades, fazer o
levantamento de outras regiões que também foram atingidas para apresentar algo
mais detalhado. Não apenas volume geral de recursos, mas em que tipo de
iniciativa eles seriam aplicados. Vamos definir também a participação do estado
no total de recursos", afirmou Aécio.
O Sul do Estado continua sofrendo as conseqüências das fortes chuvas dos
últimos dias. Em Santa Rita do Sapucaí, praticamente metade da cidade se
encontra inundada. O nível das águas do Rio Sapucaí que, no domingo, alcançou
6,89 metros acima do normal, baixou cerca de 30 centímetros, mas a situação
ainda é caótica. Os moradores sofrem com a sujeira trazida pelas águas e temem
que suas casas, que estão debaixo d´água, sejam saqueadas.
A Prefeitura Municipal já decretou estado de emergência. O Corpo de Bombeiros
de Pouso Alegre tem equipes atuando na cidade, ajudando na remoção dos
moradores e na retirada de móveis, roupas e eletrodomésticos. Pelo menos 217
pessoas estão desalojadas e 53 desabrigadas foram levadas para escolas e
ginásios.
ESTRADAS. A situação das estradas federais e estaduais que cortam Minas está
piorando com as chuvas. Os buracos que já existiam se tornam maiores ou novos
obstáculos aparecem levando prejuízo a muitos motoristas. Segundo o Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), há contratos de manutenção nas 44 rodovias federais que
atravessam o estado. Apesar da intensidade e do excesso de chuva nos últimos 15
dias , o órgão informa que não há interdição total em nenhuma das estradas e que a situação é
regular. Porém, parte da BR- 365, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, está
interditada. Já no km 28,8 da BR-262, em Reduto, na Zona da Mata, a cabeceira
de uma ponte está comprometida e, por isso, a passagem foi obstruída na semana
passada. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, apesar dos estragos,
a quantidade de acidentes causados por defeitos na via foi de 2,8% em 2006,
contra os 97,2% provenientes de falhas humanas.
Um paliativo encontrado pelos órgãos responsáveis pelas estradas mineiras, com o
objetivo de minimizar os problemas nas rodovias, é a operação tapa-buraco. Mas
alertam que o socorro só ocorre em dias de estiagem e, até o período chuvoso
terminar, os motoristas devem ter cuidado e precaução ao dirigir nas rodovias. O Dnit informou que não há plano
especial que para as chuvas de 2007, devido ao orçamento federal. Em 2006,
foram gastos R$ 80 milhões com massa asfáltica, mão de obra e outros itens na
operação tapa-buraco. No entanto, o órgão não tem estimativa de gastos para
este ano, apesar da elevação do índice de chuvas. Dependendo dos imprevistos em
rodovias e pontes federais, o
Dnit decreta situação de
emergência e aciona o Tribunal de Contas da União. Caso a obra seja aprovada, a
verba necessária é autorizada pelo tribunal.
perigo. As rodovias federais 459 (Poços de Caldas/Itajubá), 365 (Ituiutaba
/Montes Claros) 135 (Curvelo/ Itacarambi), 153 (Fronteira/ Araporã) e 265 (
Santana da Vargem/ Barbacena) são as mais debilitadas e estão na lista de
prioridades do Dnit. A história não é diferente nas 138estradas estaduais. O
Departamento de Estradas de Rodagem (DER) não informou se as condições das rodovias piorou depois das
chuvas de dezembro e de janeiro. Porém, o alerta nas 40 coordenadorias do órgão
espalhadas pelo estado, é para manter os servidores de plantão com material
extra para operações de emergência. Os problemas mais freqüentes são
infiltração de água no asfalto e o grande fluxo de veículos nas rodovias. Os buracos serão
tampados assim que as condições do tempo melhorar, de acordo com os dois
órgãos.
Os principais prejuízos para os motoristas são rodas e eixos dos carros
quebrados, segundo o inspetor da PRF, Aristides Júnior. Mas na última sexta-
feira, quatro pessoas morreram depois que o Kadett, placa BSQ-6444, de
Campinas, (SP), passou por um buraco no km 464 da rodovia 135.
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PAÍS/CIDADES
09/01/2007
Governo federal libera verbas para consertar estragos
BRASÍLIA
- O governo liberou ontem R$ 139,38 milhões para a realização de obras
emergenciais em rodovias da região Sudeste atingidas pelas fortes chuvas dos
últimos dias. Os recursos foram desembolsados por meio da Medida Provisória
343, publicada ontem no "Diário Oficial" (D.O) da União.
Os R$ 139,38 milhões para as estradas serão aplicados, principalmente, nos
estados de Minas Gerais, Rio Janeiro (BRs 101 e 356, entre outras) e Espírito
Santo.
Segundo o Ministério dos Transportes, o dinheiro será usado para resolver
situações como deslizamentos, quedas de barreiras e pontes danificadas pelas
chuvas. Um desses casos é o da Ponte General Dutra, na região de Campos, no
Rio, que foi interditada no fim de semana passado e que deve receber reparos
emergenciais.
O Ministério
dos Transportes informou que deverá divulgar ainda hoje uma relação mais
detalhadas das obras que serão executadas e dos recursos disponíveis para cada
uma. Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), responsável pela
execução das obras emergenciais, informou que, caso as chuvas continuem e façam
mais estragos, os recursos destinados às obras emergenciais poderão ser
ampliados.
Ao todo, a MP publicada ontem libera R$ 956,646 milhões para os ministérios da
Ciência e Tecnologia, Fazenda, Justiça, Transportes, Comunicações,
Planejamento, Esporte e Defesa.
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PAÍS/CIDADES
09/01/2007
Ponte de Campos cede e já são 4 mortos na cidade
CAMPOS
- Subiu para quatro o número de mortos em Campos dos Goytacazes, no Norte
Fluminense, em decorrência da chuva - a pior da história da cidade, segundo
estima a prefeitura, que calcula em mais de 6 mil o contingente de desabrigados
e desalojados. O tempo já melhorou, mas o município ainda passa por
transtornos.
A principal ponte, a General Dutra, que faz parte da BR-101, cedeu e a previsão
é que só seja recuperada dentro de três a seis meses. Outras duas pontes que
servem ao deslocamento da população e de cargas estão sendo usadas com
restrições, pois suas estruturas não suportam muito peso.
Os corpos de Geraldo Barreto Júnior, de 39 anos, e de sua sogra, Tereza Castro
Andrade, de 37, foram encontrados ontem por bombeiros. O carro de Barreto foi
sugado por uma cratera na BR-356 no sábado. Ele e a sogra se afogaram. A mulher
dele, Gisela Castro Andrade, de 36 anos, está internada no Hospital Ferreira
Machado, com ferimentos graves.
Outros dois corpos já haviam sido resgatados: o do menino Matheus Guedes de
Oliveira, de quatro anos, e do biscateiro Ancelmo Batista, de 48. Ambos
morreram afogados também no sábado.
A Defesa Civil do estado, no entanto, ainda não contabiliza esses mortos na
estatística oficial, que permanece em 26 vítimas. Batista foi enterrado ontem
pela manhã. A dona-de-casa Simone Gonçalves, de 37 anos, irmã dele, estava
inconsolável. "Ele bebia e, na hora da chuva, estava alterado. Quis andar
pela água na cintura, bateu com a cabeça e acabou se afogando", contou.
"Minha mãe está arrasada e eu também não paro de chorar."
A prefeitura, que decretou situação de emergência no sábado, tomou uma série de
providências para solucionar o problema do tráfego de veículos pesados na
cidade, diante dos problemas nas pontes.
O prefeito Alexandre Mocaiber (sem partido) pediu urgência ao Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (DNit) para a recuperação da General Dutra,
que cedeu com a elevação do nível do Rio Paraíba do Sul. As águas atingiram
mais de 11 metros, patamar mais alto dos últimos cem anos.
Com a estiagem, o nível já baixou dois metros.
O prefeito, que irá pedir uma audiência com o ministro dos
Transportes, acertou com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a liberação de três
vagões e uma locomotiva para transportar moradores pela linha férrea, nos
horários de rush (das 5h30 às 8h30 e das 16 horas às 19 horas).
Uma ponte férrea será utilizada para a passagem de ônibus e caminhões até
Guarus, onde vive 40% da população de Campos. A preparação da ponte levará entre
dez e 12 dias, estima o prefeito. Mocaiber, que assumiu o cargo em 2006, não
quis fazer comentários sobre repasses feitos pelo governo federal para o
município por ocasião de outras enchentes. Ele considera que, pelo volume das
chuvas, "a tragédia poderia ter sido muito pior." "Nenhuma
cidade está preparada para uma catástrofe como esta."
No início da tarde de ontem, o secretário de Obras Públicas e vice-governador,
Luiz Fernando Pezão, reuniu-se com prefeitos de municípios atingidos pala
chuva. Ele recebeu um relatório dos estragos. Em Nova Friburgo, a Defesa Civil
municipal informou que quase todos os bairros da cidade foram atingidos. Há
registros de ocorrências de imóveis com rachaduras, deslizamentos de terra,
alagamentos em todas as áreas da cidade.
O campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) ficará fechado essa
semana. O fornecimento de água e luz e o acesso à instituição estão
comprometidos por causa dos temporais. Deslizamentos de terra mataram 11
pessoas no município na semana passada.
Em Teresópolis, onde duas pessoas morreram na quinta-feira, houve o registro de
apenas um deslizamento de terra na Rua Sete de Setembro, no bairro Quinta
Lebrão. Não houve feridos, mas postes de iluminação pública foram derrubados.
"Houve uma estiagem, mas a chuva voltou forte. A Defesa Civil continua em
alerta", afirmou o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Paulo
Roberto Pinheiro.
Três rodovias estaduais continuam
interditadas ao tráfego de veículos: a RJ-148, no trecho entre Friburgo e
Sumidouro, a RJ-152, no Distrito de Fazenda do Campo, em Duas Barras, e uma
ponte na RJ-158, em Carmo. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) informou
que 60 homens e 45 máquinas trabalham na recuperação das rodovias, principalmente na
Região Serrana.
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GERAL
09/01/2007
Os caminhos para a Capital
Zero
Hora percorreu os cinco principais acessos à Capital acompanhada por dois
especialistas em trânsito da UFRGS. Os professores João Fortini Albano e Daniel
Garcia avaliaram os locais como bons, deficientes e perigosos, ao atribuírem
notas a eles.
Foram 10 quilômetros percorridos em cada um dos acessos. Trechos como o da
RS-040, onde a rodovia faz papel de avenida, em Viamão, preocupam. Não há
passarelas e quase não se vêem faixas ou sinaleiras para pedestres. Já o trecho
da BR-290 (freeway) foi eleito o melhor ingresso em Porto Alegre. As
ostensivas sinalizações horizontais e verticais foram consideradas irretocáveis.
O pavimento, os acessos às cidades dos arredores e o acostamento também
ganharam aprovação. Veja a seguir como estão os caminhos para a Capital:
BR-116/BR-290
(Travessia do Guaíba)
Localização: começa no trevo de acesso que liga as avenidas Sertório e
Castelo Branco, Rua Voluntários da Pátria sobre a ponte do Guaíba (foto acima),
na Capital, freeway
Tráfego/dia: 5 mil veículos (chega a 15 mil em fins de semana de verão)
Quem usa: moradores de Eldorado do Sul e Guaíba e usuários das regiões
Sul e Oeste
Nota: 8
Pontos positivos: o trevo no entroncamento com a ponte distribui bem o
tráfego. Sinalização eficiente, pavimento e acostamento em bom estado.
Pontos negativos: tráfego é retardado com freqüência por conta dos
içamentos. Eucaliptos às margens da rodovia oferecem riscos
RS-030 (Av. Flores da Cunha, em Cachoeirinha)*
Localização: começa no final da Avenida Assis Brasil, no limite de Porto Alegre com
Cachoeirinha, na ponte sobre o Rio Gravataí
Tráfego/dia: 9 mil veículos (chega a 12 mil em fins de semana de verão)
Quem usa: moradores de Cachoeirinha e Gravataí, veranistas de Tramandaí
a Torres - que deixam a freeway para não pagar pedágio - e usuários da RS-020
vindos de Taquara e São Francisco de Paula
Nota: 6
Pontos positivos: boa pavimentação e atendimento aos pedestres, com
faixas de segurança e passeios pavimentados
Pontos negativos: Sinalização horizontal com falhas. Uma das três pontes
que ligam
Porto
Alegre a Cachoeirinha está desativada
*Desde a década de 70, o trecho da rodovia foi concedido à prefeitura de
Cachoeirinha
BR-290 (freeway)
Localização: desemboca na Avenida Castelo Branco, na Capital
Tráfego/dia: 7 mil veículos durante o ano. Chega a 80 mil nos fins de
semana de verão
Quem usa: veículos que pegarão a BR-101 para ir ao centro do país,
veranistas do litoral norte do Estado e de Santa Catarina
Nota: 9
Pontos positivos: bons acessos às cidades que a envolvem, sinalização em
ótimas condições, pavimento e acostamento em bom estado
Pontos negativos: congestionamentos nos fins de semana verão
RS-040
Localização: começa no fim da Avenida Bento Gonçalves, nos limites de Porto Alegre com Viamão,
na ponte sobre o Arroio do Sabão.
Tráfego/dia: 11,5 mil (chega a 14,5 mil em fins de semana de verão)
Quem usa: moradores de Viamão e veranistas de Quintão, Magistério,
Balneário Pinhal e Cidreira
Nota: 4
Pontos positivos: acessos às ruas transversais amplos. Acostamento em
bom estado
Pontos negativos: com passeio estreito e sem passarelas, a rodovia quase
não tem atendimento aos pedestres. Pessoas circulam pelo asfalto. Placas de
sinalização mal-conservadas
BR-116
Localização: começa na Avenida dos Estados, junto ao Monumento ao
Laçador, na Capital
Tráfego/dia: 110 mil veículos
Quem usa: moradores de Canoas, Sapucaia do Sul e Vale do Sinos, veículos
da Serra e de municípios da região norte do Rio Grande do Sul e do sul de Santa
Catarina
Nota: 5
Pontos positivos: acessos às vias transversais são bem dimensionados.
Passarelas atendem bem ao grande fluxo de pedestres. Pavimento e acostamento em
bom estado
Pontos negativos: mesmo com vias paralelas de apoio, a capacidade da
rodovia está esgotada. No viaduto situado no entroncamento com a freeway, uma
das alças tem raio de curvatura pequeno, obrigando veículos a uma grande
redução de velocidade (carga de caminhões tombam com freqüência no local).
Acesso à BR-386 mal-sinalizado
( paulo.germano@zerohora.com.br )
Contraponto
O que diz a Odenir Sanches, diretor-presidente da Concepa, empresa
administradora da rodovia
Em diversas estradas do Estado existe esse problema das árvores. A única
solução é a colocação de guard-rails, mas o plano de exploração da rodovia não
prevê esta obrigação para a Concepa.
Estamos estudando uma maneira de viabilizar uma solução para essa situação, sem
que isso reflita em aumento de pedágio.
Não existe nada que possa melhorar a questão do içamento, além da construção de
uma nova ponte. Não há perspectiva de que isso possa ocorrer em breve.
Contraponto
O que diz a Isalino Kingeski, secretário de Trânsito e Transportes de
Cachoeirinha
A terceira ponte foi construída para o projeto Linha Rápida, da Metroplan, e
seria um corredor de ônibus. Como o projeto está atrasado, a prefeitura de
Cachoeirinha participará da administração. Mudanças no trânsito da Flores da
Cunha ocorrerão este ano, e a ponte está no projeto.
Contraponto
O que diz Walderez Garcez, coordenador técnico da Associação Nacional de
Transportes Terrestres na Região Sul
No último feriadão, contamos 124 veículos por minuto sem congestionamento.
Antes, congestionava com 64 por minuto. A terceira pista, concluída no sentido
Osório-Porto Alegre em 2006, aliviou muito o fluxo. Em dois anos, a terceira
pista no sentido Porto Alegre-Osório deve estar pronta.
Contraponto
O que diz o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer)
Aafirma que faz estudos para melhorar a situação, mas não dá prazos para o
início das obras. Garante que as placas passam por manutenção semanal, mas são
alvo de vandalismo.
Contraponto
O que diz Marcos Ledermann, diretor-presidente do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes
Em fevereiro, sairá a licitação de uma obra de R$ 51 milhões, que fará um trevo
no local com quatro alças para acesso a Novo Hamburgo e Porto Alegre, nos dois
sentidos. De Porto Alegre até Dois Irmãos (52 quilômetros), vamos transformá-la em
rodovia inteligente. Vamos alargar a ponte sobre o Rio Gravataí, no limite com
Canoas, melhorar todas as entradas e saídas para as vias laterais. Serão
colocados equipamentos eletrônicos de controle dos veículos, para verificar os
acidentes. A cada 300 ou 400 metros, o muro divisório será móvel, para
facilitar a remoção do veículo em acidentes. Seria usada meia pista do outro
lado, para evitar congestionamento. Essa obra começará este ano, mas não tenho
prazo. O edital estará pronto em abril.
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GERAL
09/01/2007
Nova rodovia é esperança para desafogar a BR-116
Até
o final do ano, o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) garante lançar a
licitação para a construção de uma nova rodovia.
A BR-448, que deverá ser conhecida como Rodovia do Parque, promete desafogar a BR-116
e facilitar o acesso de veículos do Vale do Sinos à Capital.
A estrada de 22 quilômetros faria a ligação da freeway até o município de
Esteio, passando por trás do Parque de Exposições Assis Brasil.
- Nossa expectativa é de que a obra comece em março de 2008, com conclusão
prevista para 2010 - diz o diretor-presidente do Dnit, Marcos Ledermann.
Segundo ele, os projetos de engenharia e de ambiente já estão concluídos.
A rodovia, garante Ledermann, não terá cobrança de pedágio e deverá desafogar a
BR-116 em 50%. A obra está estimada em R$ 250 milhões, a serem bancados pelo
governo federal.