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METRÓPOLE -
09/12/2005
Obra em ponte na Régis
vai atrasar
Empresa que reconstrói a
ponte caída em janeiro na pista Curitiba-São Paulo não tem como encerrar
trabalho até fevereiro
José Maria Tomazela
Está atrasada a reconstrução da ponte sobre a Represa do Capivari, que ruiu
parcialmente em janeiro, no km 42 da Rodovia Régis
Bittencourt (BR-116), por causa das chuvas. A empreiteira A. Gaspar, contratada
em caráter de emergência pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), tem até 10
de fevereiro para entregar a obra, mas dificilmente terá condição de cumprir o
prazo.
Pelo cronograma previsto no contrato, a empresa já deveria ter concluído os novos
pilares. Um dos três conjuntos previstos, o de número 8, foi apenas iniciado.
Na terça-feira, um guincho usado no sistema de perfuração da base quebrou,
obrigando a interrupção dos trabalhos.
As chuvas freqüentes também atrapalham os trabalhos. Além disso, há atraso no
pagamento das obras já medidas. Na quarta-feira, foi iniciada a preparação das
plataformas metálicas que sustentarão a laje, mas o lançamento depende da
conclusão dos pilares. A empreiteira pôs 80 homens em tempo integral na obra,
para tentar reduzir o atraso.
A ponte avariada fica na pista Curitiba-São Paulo, na estrada que é a principal
ligação entre as duas cidades. Um deslizamento na margem da represa causou a
queda de dois conjuntos de pilares e 80 metros da laje, na noite de 25 de
janeiro. Um caminhão que estava sobre a ponte mergulhou na represa. O motorista
morreu.
Desde o acidente, o trecho está interditado e os 12 mil veículos que, em média,
trafegam pela estrada diariamente estão sendo desviados para a ponte
remanescente. Cerca de 70% do tráfego é de caminhões. As férias e o fim do ano
já causam aumento de 20% no movimento, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
A Assessoria do Dnit no Paraná informou que o prazo de entrega só
poderá ser dilatado se ocorrerem imprevistos, como excesso de chuvas. Não
havendo motivo justo, a empresa poderá ser multada por não cumprir o prazo.
Engenheiros do órgão federal acompanham o andamento das obras. A Assessoria não
soube informar se os pagamentos da empreiteira estão em dia. Além da reconstrução,
com o aproveitamento da estrutura que resistiu à queda, o contrato prevê a proteção
das bases da outra ponte. Essa obra está em fase final.
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METRÓPOLE -
09/12/2005
Custo da construção na
BR-116 é quase o dobro do valor original
Segundo o Dnit, aumento
de mais de R$ 5 milhões se deve à ampliação da ponte
A empreiteira A. Gaspar
vai receber R$ 12.998.531,36 pelas obras na ponte sobre a Régis Bittencourt,
iniciadas em 15 de agosto. O valor é quase o dobro do que o calculado no
primeiro relatório emitido pelo Dnit, logo após a
queda da ponte, que era de R$ 7.211.970,00.
A Assessoria do Dnit alega que foi preciso ampliar a ponte. A parte
nova terá um vão a mais e, em vez dos 80 metros originais, terá 120 metros. A
extensão total passa a 320 metros e permite que a cabeceira seja apoiada em
terra firme, e não sobre aterro, como antes. Segundo o Dnit, foi o aterro que cedeu e causou o acidente.
Nos 408 quilômetros entre Curitiba e São Paulo, a Régis tem outros pontos
críticos. No lado paranaense, há queda de barreira e estreitamento de pista no
km 24. Em São Paulo, quedas de talude ocupam meia pista nos km 553 e 550.
Quem segue no sentido Curitiba precisa tomar cuidado nas curvas da Serra do
Azeite, por causa de óleo sobre a pista. O trecho é o segundo em risco de
acidentes, depois da Serra do Cafezal, de pista simples. Segundo o motorista
Antenor Gil Fernandes, de Campinas, moradores de áreas de ocupação espalham o óleo.
"Quando o caminhão roda, saqueiam a carga."
No km 508, em Cajati, está em construção um viaduto de 110 metros sobre uma
fenda. No desvio, só passa um veículo por vez. Também há estreitamento de pista
no km 548, em Barra do Turvo.
Faltam ser duplicados os 30 quilômetros da Serra do Cafezal, entre Juquitiba e
Miracatu, em São Paulo. Segundo o Dnit, a obra deve
começar em 2006, após concessão da BR-116 à iniciativa privada.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Lula vai cuidar
pessoalmente da Agenda Portos
Presidente está
descontente com o atraso na aplicação da estratégia de investimentos do governo
no seto
Adriana Fernandes
Renata Veríssimo
Preocupado com o risco de um "apagão" nos portos brasileiros que pode pôr em risco a expansão do
comércio exterior do País nos próximos anos, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva decidiu ontem tomar para si a responsabilidade de acompanhar de perto o
andamento dos investimentos do governo que visam eliminar os gargalos do
sistema portuário.
Diagnóstico da área técnica do governo revelou que, depois de 12 meses do
lançamento da estratégia de investimentos para o setor, a chamada Agenda Portos, apenas 10% das ações previstas para o período tinham
sido efetivamente realizadas.
O presidente reuniu ontem, na Granja Torto, quatro ministros - Alfredo Nascimento (Transportes), Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz
Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Roberto
Rodrigues (Agricultura) - e determinou prioridade total para resolver o
problema. Na reunião, foi feito um mapeamento da situação atual e identificados
problemas administrativos sérios, alguns "impublicáveis", segundo uma
fonte do governo.
'OBSESSÃO'
O problema dos portos virou uma "obsessão" para o presidente
que quer ver resultados rápidos. "O presidente está determinado a tomar
todas as medidas necessárias, inclusive as mais radicais", disse uma fonte
do governo.
Segundo a fonte, há problemas generalizados: má gestão, politicagem,
partidarismo, dificuldade de obtenção de licenças ambientais, entre outros.
Chegou a ser cogitada no Palácio do Planalto a transferência do gerenciamento
da Agenda Portos, hoje sob responsabilidade do Ministério dos Transportes, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior já que as principais queixas do atraso dos investimentos
partiram dos exportadores.
Mas na reunião ficou acertado que o comando continuará nas mãos do ministro dos Transportes.
Um dos maiores problemas na gestão dos projetos de investimento - a Agenda Portos prevê obras em 11 portos - é o loteamento político das empresas que
administram os portos, as companhias docas.
"Se precisar mudar a direção das empresas, o presidente vai mudar. Os
partidos podem colocar alguém que resolva. Se o PT ou outro partido tem alguém
indicado lá e não está resolvendo, faremos a mudança. O que não pode é travar a
administração de um investimento que é do País", disse outra fonte.
Os participantes da reunião saíram otimistas e com a expectativa de que as
ações ganharão agilidade.
"As coisas não andam não é por falta de verbas. É por outros problemas que
o presidente quer levantar. É uma questão operacional", afirmou Luiz
Fernando Furlan, que é um dos mais inconfomados no governo com o atraso nos
projetos.
"Há uma determinação do presidente Lula de dar foco às iniciativas que não
caminharam na velocidade que deveriam. Ele vai tomar pessoalmente a
responsabilidade de eliminar os gargalos portuários", afirmou o ministro.
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ECONOMIA -
09/12/2005
LULA ASSUME RECUPERAÇÃO
Preocupado com o risco de
um "apagão" nos
portos brasileiros, que pode pôr
em risco a expansão do comércio exterior do país nos próximos anos, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu tomar para si a responsabilidade
de acompanhar de perto o andamento dos investimentos do governo que visam a
eliminar os gargalos do sistema portuário. Diagnóstico da área técnica do
governo revelou que, depois de 12 meses do lançamento da estratégia de
investimentos para o setor, a chamada Agenda Portos,
apenas 10% das ações previstas para o período tinham sido efetivamente realizadas.
0 presidente reuniu, na Granja Torto, quatro ministros - Alfredo Nascimento (Transportes), Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz
Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Roberto
Rodrigues (Agricultura) - e determinou prioridade total para resolver o
problema.
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GIRO -
09/12/2005
Correção
O engenheiro goiano
indicado para a diretoria-geral do Dnit, em Brasília,
é Mauro Barbosa e não Mário, como foi publicado há dois dias.
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POLÍTICA -
09/12/2005
Deputados correm atrás de
recursos
Anúncio de liberação de
verbas para os estados movimenta a bancada mineira. Objetivo é garantir obras
nas bases eleitorais
Leonardo Augusto
O anúncio da liberação de R$ 2 bilhões pelo governo federal para investimentos
no país provocou corre-corre entre os parlamentares. O objetivo é conseguir o
maior volume possível de recursos para seus estados, acionando ministérios,
entregando projetos, tentando garantir obras. Em meio às negociações,
coordenadores da bancada de Minas Gerais na Câmara mantêm conversas para a
liberação de R$ 120 milhões pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura
Terrestre (Dnit), para investimentos em estradas, e de R$ 17,7
milhões pelo Ministério do Turismo. A peregrinação por outros ministérios
continua nos próximos dias e, segundo o deputado federal Gilmar Machado
(PT-MG), o volume final a que cada estado terá direito só deverá ser fechado no
fim de dezembro.
Os recursos levam em conta emendas parlamentares apresentadas pelos deputados.
Caso a liberação das verbas seja confirmada, parte do dinheiro será aplicado em
obras no contorno de Varginha, região Sul de Minas, no anel rodoviário de Uberlândia,
no Triângulo, e no acesso a Lavras, também no Sul de Minas, conforme informações
de um dos coordenadores da bancada mineira, Virgílio Guimarães (PT-MG). Na área
do turismo, os recursos seriam direcionados para a Expominas, um centro de
convenções de Belo Horizonte, para asfaltamento de estradas de acesso a cidades
turísticas, de um memorial para Chico Xavier em Pedro Leopoldo, na Grande Belo
Horizonte, e para a construção de um museu em Uberlândia.
Segundo Gilmar Machado, “até o fim de mês é guerra. O deputado que chegar
primeiro e tiver o melhor projeto leva. Muitas vezes, enquanto alguém está
dando entrada nos papéis no ministério, outro já está com o acordo fechado para
a saída do dinheiro. É necessário também conhecer todo o processo de tramitação
dos pedidos, além de ser bom ter aliados em pontos-chave.” Entre os destinos de
parte dos recursos que estão sendo acertados para Minas estão obras em Uberlândia,
terra natal do deputado, que é membro da Comissão Mista de Orçamento do
Congresso Nacional.
Conforme Machado, os ministérios dão prioridade para projetos que já estejam em
andamento e com toda a documentação necessária para liberação do dinheiro
organizada. Mas não basta apenas isso. O município contemplado pelos projetos
não pode ter pendências com o governo federal. “A unidade da bancada também é
muito importante para conseguir os recursos”, afirma o parlamentar. “Tem
estados em que a disputa entre os parlamentares é muito intensa.” No caso de
Minas, o parlamentar garante que a relação é amistosa.
NEGOCIAÇÃO O também coordenador da bancada mineira na Câmara, Nárcio Rodrigues
(PSDB), responsável pela negociação de emendas sugeridas pelo governo de Minas,
solicitou audiência em diversos ministérios. Uma das primeiras conversas deverá
ocorrer no Ministério da Saúde, já que uma das emendas do Palácio da Liberdade
prevê R$ 24 milhões para investimentos em cidades-pólo das 18 macro-regiões de
Minas. O dinheiro, conforme o deputado, será para aperfeiçoar o Sistema Único
de Saúde (SUS).
Os ministérios não confirmam a saída dos recursos para os estados. No
Planejamento, a informação é a de que não existe qualquer definição sobre a
utilização dos R$ 2 bilhões. Ao longo da semana, ministros e integrantes do
segundo e terceiro escalões do governo federal se reuniram para tratar, entre
outros pontos, da destinação dos recursos. O diretor-geral do Dnit, Alexandre Silveira, anunciou, na tarde de quarta-feira, a
expectativa de um encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para
tratar da liberação de verbas, segundo informou a assessoria do departamento. Ontem,
antes de partir para Montevidéu na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, a agenda da ministra previa encontro com os ministros da Agricultura,
Roberto Rodrigues, do Desenvolvimento Econômico, Luiz Fernando Furlan e da
Integração Nacional, Ciro Gomes.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Lula preocupado com
portos do país
BRASÍLIA – O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião, ontem, no Palácio do Planalto,
para discutir medidas emergenciais para resolver os problemas existentes nos portos brasileiros.
Participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, do
Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, da Agricultura, Roberto Rodrigues, e dos
Transportes, Alfredo
Nascimento.
Lula está preocupado com os baixos investimentos que vêm sendo realizados na
modernização dos portos, problema que é motivo de diversas reclamações
feitas a ele por empresários do setor produtivo.
O ministro Furlan disse a empresários que a chamada “Agenda Portos”, definida no fim de 2004, englobando 11 portos prioritários, não andou da forma como o governo
gostaria.
Furlan teria dito que apenas 10% das ações previstas para este ano foram
cumpridas. O ministro citou alguns entraves enfrentados para o cumprimento da
agenda, como as dificuldades para obter licenças ambientais. (Agência Estado)
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CIDADES -
09/12/2005
Órgãos fiscalizadores
atribuem responsabilidade a empresas
PATRICIA GIUDICE
O fiscal do posto da Agência
Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT) na rodoviária, Luís Antônio Cecílio, informou que
as próprias empresas precisam instalar as balanças no terminal, mas elas não
são de extrema necessidade.
“É um ganho para o usuário porque, sem pesar, ele acaba pagando menos do que
pagaria exatamente pelo peso”, afirmou.
Segundo ele, a fiscalização é feita constantemente e, quando o usuário estiver
embarcando em empresas que não oferecerem a balança e houver dúvida, ele pode
exigir a pesagem.
“Neste caso, o responsável pelo ônibus pode pedir emprestado para as empresas
que têm o equipamento. Isso sempre acontece”, completou Cecílio. Por meio da
assessoria de comunicação, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou
que, apesar de existir um decreto estadual que regulamenta o peso máximo
permitido para a bagagem de cada passageiro, não existe nenhuma instituição que
regule os preços cobrados.
O órgão informou ainda que as empresas seguem uma média e não há grande
discrepância entre os valores, havendo um consenso entre as viações. Algumas
empresas, conforme o DER, nem chegam a cobrar oferecendo o transporte de malas
como cortesia.
Na rodoviária, as menores empresas que fazem viagens para duas ou três cidades
do país e do Estado informaram que realmente não cobram a taxa na tentativa de
vencer a concorrência das maiores.
Mais duas balanças serão instaladas ainda este mês nas plataformas da Gontijo e
São Geraldo, mas para as outras empresas que atuam na rodoviária da capital não
há essa previsão. A administração do terminal informou que não tem a função de
fiscalizar a pesagem das bagagens nem os valores cobrados.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Porto de Antonina terá
mais independência
Curitiba - O Ministério dos Transportes baixou duas portarias que mexem na estrutura atual
do Porto de Antonina, no litoral paranaense. As portarias
356 e 357 instituem o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Antonina e determinam ações necessárias para a
agilização da gestão compartilhada.
O deputado federal Irineo Colombo (PT-PR), um dos principais articuladores da
edição das portarias, explicou que os trabalhadores de Antonina eram até então
subordinados ao Porto de Paranaguá. Isto dificultava a relação entre
trabalhador e operador portuário de Antonina. Com a criação do CAP, os
conflitos trabalhistas e o descumprimento das normas de segurança portuária
devem diminuir
A criação do CAP nada muda com relação a administração portuária - delegada ao
governo do Estado. ''A administração é concedida ao poder estadual. Portanto, a
APPA (Administração dos
Portos de Paranaguá e Antonina)
continuará administrando os dois portos.
O presidente do Sindicato dos Estivadores e Trabalhadores em Estiva de Minérios
de Antonina, Aroldo Cezar da Costa, comemorou a decisão. Ao todo, Antonina tem 150
estivadores e 350 arrumadores. Hoje, o Porto de Antonina
movimenta cerca de 3,1 mil toneladas de cargas de longo curso por dia
(principalmente congelados, ferro e fertilizantes).
Luciana Pombo
Equipe da Folha
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PARANÁ -
09/12/2005
Obra da ponte na BR-116
vai custar o dobro
A empreiteira A. Gaspar
vai receber R$ 12.998.531,36 pelas obras de reconstrução da ponte sobre a
Represa do Capivari, na BR-116, iniciadas em 15 de agosto. O valor é quase o
dobro do calculado no primeiro relatório emitido pelo Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), logo após a queda da ponte em janeiro deste ano, que era de R$
7.211.970,00. O Dnit alega que foi preciso ampliar a ponte. Com isso
haverá um vão a mais e, ao invés de 80, serão 120 metros. A extensão total
passará a 320 metros e permitirá que a cabeceira fique em terra firme, e não sobre
aterro, como antes.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Porto de Antonina terá
conselho próprio
Redação/O Estado do Paraná
O Porto de Antonina terá o seu próprio Conselho da
Autoridade Portuária (CAP). A decisão consta na Portaria 356, assinada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento,
e publicada ontem no Diário Oficial da União. Dentre as atribuições do CAP,
estão a definição de tarifas e a elaboração de projetos para o porto.
A próxima etapa será a composição do CAP, que será formado por quatro blocos
representados pelo poder público, pelos operadores portuários, pelos
trabalhadores do porto, e pelos usuários de serviços portuários e afins,
totalizando 16 membros. Composição formada conforme determina a Lei 8630/93, no
seu artigo 31, mais conhecida como Lei de Modernização dos Portos.
O CAP de Antonina, depois de instalado e de ter seus membros nomeados, será
responsável pela criação do Órgão Gestor de Mão-de-Obra - Ogmo, que até então
ficava subordinado ao
Porto de Paranaguá. O Ogmo vai
intermediar as questões trabalhistas entre a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e os sindicatos de
trabalhadores que atuam em Antonina.
A sua implantação é uma reivindicação antiga. De acordo com a lei, cada porto
organizado deve constituir seus próprios CAP e Ogmo. Para se ter uma idéia das
dificuldades, os trabalhadores portuários de Antonina precisam hoje se dirigir
ao CAP de Paranaguá, a 30 quilômetros de distância, para resolver suas
pendências e reclamações trabalhistas.
“A criação do CAP, aprovada oficialmente pelo ministro, proporcionará uma maior
autonomia ao Porto de Antonina, que continua sendo dirigido pela
Appa, mas poderá ampliar sua discussão sobre o novo porto que estamos
construindo a partir de uma proposta moderna e competitiva”, afirmou Eduardo
Requião, superintendente da Appa.
Os principais produtos movimentados pelo Porto de
Paranaguá alcançaram índices positivos no mês de novembro. Dados divulgados
ontem mostraram que as operações, com produtos do segmento da Carga Geral,
obtiveram uma variação positiva de 6,79% nos volumes acumulados em 2005 em
comparação a 2004. De janeiro a novembro deste ano a movimentação das
mercadorias industrializadas e semi-manufaturadas alcançaram 6,5 milhões de
toneladas, enquanto que no mesmo período do ano passado, o volume foi de 6,1
milhões de toneladas.
Neste segmento, os destaques ficaram por conta das exportações de algodão
(crescimento de 16%), couro (42%), cargas congeladas (46%), açúcar (41%) e
cerâmica (43%) e a importação de celulose que registrou crescimento de 53%.
Novembro foi o terceiro melhor mês do ano para as operações com mercadorias da
Carga Geral, com aumento de 21,3% no comparativo com o mesmo mês de 2004.
A movimentação de granéis sólidos também apresentou importantes destaques nos
principais produtos movimentados pelo porto. A importação de cevada registrou
crescimento de 64% no comparativo do acumulado de 2004 e 2005. A exportação de
soja e farelo obteve, entre janeiro e novembro, incremento de 2,58% e de 5,11%,
respectivamente.
A maior alta foi registrada nos embarques de açúcar, com aumento de 26% em
relação ao acumulado de 2004. Em relação ao desempenho de 2005, novembro foi o
melhor mês para a movimentação de granéis sólidos, com patamar positivo de 43%
em comparação a novembro de 2004.
Os granéis líquidos também foram superiores no comparativo do acumulado do ano.
Enquanto de janeiro a novembro de 2005 as operações chegaram a 3,6 milhões de
toneladas, no mesmo período de 2004, o volume foi de 3,4 milhões de toneladas,
um acréscimo de 4,4%.
Veículos e contêineres
As operações com veículos, entre importações e exportações, pelo Porto de Paranaguá registraram, no acumulado do ano, um
aumento de 103% em comparação ao igual período do ano passado. São 102.181
unidades em 2005, contra 50.148 unidades no mesmo período de 2004.
A Appa constatou, até o momento, 99.887 unidades exportadas contra 47.341 no
mesmo período de 2004 - um crescimento de 110%. A maior parte dos veículos
exportados é da Volkswagen, mas também são embarcados veículos da Nissan e da
Renault.
Já a movimentação de contêineres obteve uma variação positiva de 9,4% no
acumulado de 2005. São 378.573 TEU’s (unidade equivalente a um contêiner de 20
pés) movimentados entre exportação e importação no acumulado de 2005, contra
345.945 movimentados no mesmo período de 2005. Em novembro deste ano, as
operações conteneirizadas registraram o melhor desempenho do ano, com
incremento de 35% em comparação a novembro do ano passado.
Exportações de veículos sobem 110% em Paranaguá
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ECONOMIA -
09/12/2005
Lula assume o plano de
recuperação dos portos
Segundo o governo, 10%
das ações previstas na Agenda Portos foram efetivadas nos últimos 12 meses.
Lula determinou o setor como prioritário por temer perdas no comércio exterior
BRASÍLIA – Preocupado com
o risco de um “apagão” nos
portos brasileiros que pode pôr em
risco a expansão do comércio exterior do País nos próximos anos, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ontem tomar para si a responsabilidade de
acompanhar de perto o andamento dos investimentos do governo que visam a
eliminar os gargalos do sistema portuário. Diagnóstico da área técnica do governo
revelou que, depois de 12 meses do lançamento da estratégia de investimentos
para o setor, a Agenda
Portos, apenas 10% das ações
previstas para o período tinham sido efetivamente realizadas.
O presidente reuniu, na Granja Torto, quatro ministros – Alfredo Nascimento (Transportes), Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz
Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Roberto
Rodrigues (Agricultura) – e determinou prioridade total para resolver o
problema. Na reunião, foi feito um mapeamento da situação atual e identificados
problemas administrativos sérios, alguns “impublicáveis”, segundo uma fonte do
governo.
OBSESSÃO - O problema dos
portos virou uma “obsessão” para o
presidente, que quer ver resultados rápidos. “O presidente está determinado a tomar
todas as medidas necessárias inclusive as mais radicais”, disse uma fonte do
governo. Segundo a fonte, há problemas generalizados: má gestão, politicagem,
partidarismo, dificuldade de obtenção de licenças ambientais, entre outros.
Chegou a ser cogitada no Palácio do Planalto a transferência do gerenciamento
da Agenda Portos, hoje sob responsabilidade do Ministério dos Transportes, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, já que as principais queixas de atraso dos investimentos
partiram dos exportadores. Mas na reunião ficou acertado que o comando
continuará nas mãos do ministro
dos Transportes.
Um dos maiores problemas na gestão dos projetos de investimento – a Agenda Portos prevê obras em 11 portos – é o loteamento político das empresas que
administram os portos, as companhias docas. “Se precisar mudar a direção
das empresas, o presidente vai mudar. Os partidos podem colocar alguém que
resolva. Se o PT ou outro partido tem alguém indicado lá e não está resolvendo,
faremos a mudança. O que não pode é travar a administração de um investimento
que é do País”, disse outra fonte. Os participantes da reunião saíram otimistas
e com a expectativa de que as ações ganharão agilidade.
“As coisas não andam não é por falta de verbas. É por outros problemas que o
presidente quer levantar. É uma questão operacional”, afirmou Furlan, que é um
dos mais inconfomados no governo com o atraso nos projetos. “Há uma
determinação do presidente Lula de dar foco às iniciativas que não caminharam
na velocidade que deveriam. Ele vai tomar pessoalmente a responsabilidade de
eliminar os gargalos portuários”, afirmou o ministro.
FERROVIAS – As empresas concessionárias de ferrovias no
País deverão investir cerca de R$ 2,35 bilhões no próximo ano. O valor é 12%
superior aos investimentos que as empresas devem fazer em 2005. A estimativa
foi feita ontem pelo diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores
Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, em seminário realizado na Câmara dos Deputados.
Segundo ele, quase a metade dos investimentos serão dirigidos à manutenção das
vias férreas. A outra metade será aplicada na compra de locomotivas e vagões.
Hoje, as concessionárias possuem uma frota de 76.000 vagões e 2.700
locomotivas. “Até 2008, deveremos acrescentar à frota 220 locomotivas por ano e
6.720 vagões novos por ano”, disse Vilaça.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Lula virá iniciar
duplicação da 101
O presidente Lula vem a
Natal no próximo dia 21 para autorizar oficialmente o início das obras de
duplicação da BR-101 no estado. Lula avisou da sua vinda à própria governadora
Wilma de Faria, na terça-feira à noite, durante a cerimônia de posse da
executiva nacional do PSB, em Brasília, segundo informou o secretário de
comunicação do Governo do Estado, Rubens Lemos Filho.
Apesar da vinda do presidente, a obra, na prática, já começou a ser executada,
de acordo com o coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura
Terrestre (Dnit) no estado, José Narcélio. Ele explica que desde
novembro foi dado início aos preparativos iniciais na duplicação, que inclui
serviços de topografia e a instalação de canteiros de obras.
A obra está sendo realizada pelo Batalhão de Engenharia do Exército e será
dividida em dois lotes. Já foram liberados R$ 21 milhões pelo Governo Federal.
O primeiro lote, que deverá custar pelo menos R$ 108 milhões, abrange o trecho
da rodovia que vai do viaduto de Ponta Negra até Parnamirim, enquanto o segundo
se estenderá deste município até o Arez - com os dois trechos correspondendo a
46,2 quilômetros de BR. Ao todo, o Governo Federal pretende duplicar 335
quilômetros de rodovia, entre Natal e Palmares (PE).
VIADUTO
Segundo Narcélio, as obras do primeiro lote deverão ficar prontas dentro de 7
meses, e a duplicação completa, no Rio Grande do Norte, será feita em 2 anos e
meio. O primeiro trecho da rodovia receberá obras de melhorias no viaduto de
Ponta Negra, que será alargado, ganhando mais uma faixa de rolamento. Além
disso, as marginais da pista serão complementadas. Atualmente, elas são
cortadas em várias pontos. A idéia é fazer com que as vias laterais acompanhem
a rodovia por toda a extensão.
Outra mudança nessa parte da BR será a construção de três passarelas. A
primeira será no supermercado Hiper Bom Preço de Ponta Negra, retirando o
semáforo. Outra travessia será feita no conjunto Cidade Satélite e a última nas
proximidades da entrada para o Aeroporto Augusto Severo. O Dnit também prevê a drenagem de todo o trajeto, despejando as águas
pluviais no rio Pitimbu. Esse trabalho evitará os alagamentos constantes que
ocorrem hoje nas marginais da rodovia.
A obra ainda inclui a retirada de várias construções ilegais e a expropriação
de prédios legalizados, mediante o pagamento de indenizações. Também deverá ser
feito o recapeamento das faixas de trânsito existentes atualmente, bem como a
instalação de sinalização horizontal e vertical.
HISTÓRICO
O primeiro edital de licitação da BR-101 foi lançado desde agosto de 2001,
ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas os atrasos para a conclusão das
licitações e início das obras ocorreram desde aquele ano. Isso porque, apesar
da obra ter estado prevista para ser iniciada desde novembro de 2001, o Governo
Federal resolveu realizar audiências públicas para esclarecer as dúvidas
relacionadas ao seu projeto.
A previsão para início das obras passou, então, para fevereiro de 2002, mas
essa data também
terminou sendo ignorada e transferida para o segundo semestre daquele ano,
porque o projeto executivo da duplicação ainda não estava concluído. Os
adiamentos continuariam até 2004, ano em que, no mês de dezembro, o Governo
Federal abriu a concorrência pública e previu que a sua conclusão seria em 14
de fevereiro deste ano.
Mais uma vez, no entanto, o prazo foi adiado, devido à grande quantidade de
empresas que desejavam participar da concorrência. A nova data ficou
estabelecida para 8 de março. Mas um pedido do Tribunal de Contas da União
(TCU) provocou novo atraso. O órgão quis que o Dnit promovesse uma verificação em todos os preços unitários da obra.
Apenas em abril um dos oito lotes nos quais o conjunto da obra foi dividido,
foi liberado para licitação pelo TCU.
Em outubro, o Governo Federal passou a desconsiderar a licitação de parte dos
lotes e resolveu convocar o Batalhão de Engenharia do Exército para executar a
obra no Rio Grande do Norte. A medida foi tomada em função de disputas
judiciais com empresas participantes da concorrência. O governo quis evitar que
R$ 105 milhões - que já estavam alocados para a realização da obra - fossem
perdidos.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Portos enfrentam
dificuldades
Brasília - Preocupado com
o risco de um 'apagão' nos
portos brasileiros, que pode pôr
em risco a expansão do comércio exterior do país nos próximos anos, o
presidente Lula decidiu ontem assumir a responsabilidade de acompanhar de perto
o andamento dos investimentos do governo para eliminar gargalos do sistema
portuário. Diagnóstico da área técnica do governo revelou que, depois de um ano
do lançamento da Agenda
Portos, estratégia de
investimentos para o setor, apenas 10% das ações previstas para o período foram
efetivamente realizadas.
Ontem, o presidente reuniu, na Granja do Torto, os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, da Casa Civil, Dilma Rousseff, do Desenvolvimento,
Luiz Fernando Furlan, e da Agricultura, Roberto Rodrigues, e determinou prioridade
total para resolver o problema. Na reunião, foi feito um mapeamento da situação
atual e identificados problemas administrativos sérios.
Conforme uma fonte do governo, Lula quer ver resultados rápidos. Chegou a ser
cogitada a transferência do gerenciamento da Agenda Portos da pasta dos Transportes para a do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, já que as principais queixas de atraso nos
investimentos partiram dos exportadores. Um dos principais problemas na gestão
é o loteamento político das companhias docas, empresas que administram os 11 portos incluídos na Agenda.
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ECONOMIA -
09/12/2005
Falta dinheiro para
portos e aeroportos
CRISTIANO RIGO DALCIN/
Criciúma
Para empresários do Sul do Estado, o discurso do governo federal de aplicação
de investimentos está longe da prática. A lentidão nas obras de duplicação da
BR-101é um exemplo dessa situação, assim como a situação dos portos de Laguna e Imbituba, e dos aeroportos de
Jaguaruna e Forquilhinha.
De acordo com o empresário do ramo metalúrgico, Guido Búrigo, o levantamento
feito pelo Fórum Sul revela "o absurdo" da distribuição de investimentos
no país em relação a Santa Catarina, que contribui de forma expressiva para a
balança comercial através das exportações.
- Já faz alguns anos que essas coisas vem acontecendo. Temos prioridades como
os portos e a BR-101. Esta, por sinal, anda a passo de
tartaruga. Mas falta consideração com o Sul do Brasil - avaliou Búrigo.
Para o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Edilando de
Moraes, essa situação só irá ser alterada quando houver uma divisão eqüitativa
em relação ao retorno dos impostos.
- Se 30% dos impostos retornassem para o Estado, já teríamos uma estrutura de
transportes instalada - afirma o dirigente, que estima uma arrecadação de R$
400 milhões em impostos apenas no Sul do Estado.
( cristiano.dalcin@diario.com.br )
Principal obra
Como está a duplicação da BR-101 em Santa Catarina
No último levantamento, feito em setembro, já foram investidos cerca de R$ 75,5
milhões, sendo R$ 70 milhões para as empreiteiras e R$ 5,5 milhões em
desapropriações
A estimativa do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes de Santa
Catarina é de um investimento de R$ 107 milhões na duplicação em 2005
Para 2006, a expectativa do governo federal é de investimentos de até R$ 390
milhões nas obras de duplicação da BR-101 somente em Santa Catarina
Dos nove lotes de obras na BR-101 no Estado, três estão atrasados: lote 22 (de
Palhoça até Paulo Lopes), lote 29 (trecho de Araranguá até Sombrio) e lote 26
(de Capivari até Sangão)
Os atrasos se devem a problemas com o tempo, com licenças ambientais e de
desapropriação de jazidas que ficam ao lado da rodovia
Os lotes mais adiantados são os lotes 23 (de Paulo Lopes até Garopaba) e 27 (de
Sangão até Criciúma)
fonte: Dnit
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POLÍTICA -
09/12/2005
Presidente discute
situação dos portos
Ontem, antes de embarcar
para o Uruguai, onde participa da reunião do Mercosul, o presidente Lula
recebeu peças de cerâmica produzidas por alunos da Escola de Arte de Porto Velho, em Rondônia. Pela manhã, Lula reuniu-se com
Márcio Thomaz Bastos, Alfredo
Nascimento, Dilma Rousseff e
José Alencar para discutir medidas emergenciais para resolver os problemas
existentes nos portos brasileiros.