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BRASIL
10/01/2007
Rodovias ganharão obras sem licitação
Brasília.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura definiu ontem uma lista de obras
emergenciais que serão realizadas sem licitação pelo governo federal, a fim de
liberar o tráfego nas rodovias mais atingidas pelas chuvas em nove Estados.
Até agora, o governo liberou cerca de R$ 170 milhões - R$ 139 milhões
segunda-feira e mais R$ 31,2 milhões exclusivos para o Rio, ontem - para a
contratação de obras como recuperação de pontes, retirada de barreiras,
contenção de encostas e construção de bueiros.
As principais intervenções serão feitas no Rio, Minas e Espírito Santo.
O tráfico de pedestres e carros na ponte General Dutra, na BR-101, em Campos,
será liberado em três meses, de acordo com o DNIT.
Em Minas, Estado que também sofreu com as chuvas, o governador Aécio Neves
(PSDB) prometeu suplementação orçamentária para reparos em rodovias afetadas.
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RIO
10/01/2007
Burocracia atrasa envio de recursos da União
A
verba de R$ 50 milhões do governo federal para recuperação das 26 cidades do
Rio mais atingidas pelas chuvas desde o dia 1º está presa nos cofres da União
porque quatro municípios ainda não mandaram relatórios oficiais com os
prejuízos. O documento é indispensável para que o governador Sérgio Cabral
assine o decreto de estado de emergência, condição para que o Ministério das
Cidades libere a verba. O dinheiro foi empenhado por meio de medida provisória
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destinou outros R$ 31 milhões para
recuperação de estradas federais e estaduais no Estado.
Três rodovias estaduais estão
interditadas e oito estão em meia pista. A RJ-148, trecho Friburgo-Sumidouro, e
uma ponte na RJ-158, em Carmo, estão interrompidas. A RJ-176 está fechada para
carretas e caminhões, entre a RJ-172 e São Sebastião do Alto. Entre as rodovias federais, a BR-356 e
a BR-101, ambas em Campos, estão interrompidas. No decreto de emergência
exclusivo para as estradas assinado por Cabral, 20 trechos que cortam 11 cidades
foram citados.
Durante reunião com os 26 prefeitos e o ministro das Cidades, Pedro Brito,
domingo, em Nova Friburgo, ficou acertado que os municípios teriam até
sexta-feira para enviar os relatórios. Faltam ainda os documentos de Sapucaia,
Pádua, São Sebastião do Alto e São Fidélis, esta última uma das cidades mais atingidas.
A prefeita de Nova Friburgo, Saudade Braga, levou ao vice-governador do Rio e
secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, o relatório de danos
contabilizando prejuízos de R$ 78 milhões causados por deslizamentos de terra,
inundações e desabamentos. O valor é maior que toda a verba emergencial do
Ministério das Cidades reservou para o Estado. A prefeitura de Petrópolis
informou ao Estado que precisa de outros R$ 10 milhões. Caberá à Secretaria
Nacional de Defesa Civil selecionar as obras mais importantes.
Na noite de segunda-feira, um temporal atingiu outra vez a Região Serrana e
alagou o Centro de Nova Friburgo. Casas e condomínios enfrentam racionamento de
água potável e pagam preços altos por carros-pipa da Região dos Lagos.
Doze mil pessoas ainda estão desabrigadas ou desalojadas no Estado e a
Secretaria Estadual de Ação Social planeja enviar donativos para as famílias
afetadas. A secretaria vai entregar também dinheiro para os deslocados pela
chuva por meio do programa Cheque-Cidadão.
Todas as unidades do Sesc no interior e Região Metropolitana estão arrecadando
água, alimentos e roupas para as vítimas. As rodoviárias Novo Rio e Roberto
Silveira, em Niterói, instalaram postos para arrecadação de donativos para
desabrigados de Friburgo.
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RIO
10/01/2007
Obras não terão licitação
BRASÍLIA
- O início das obras emergenciais em estradas do Rio de Janeiro atingidas pela
chuva dependem da vontade de São Pedro. Nove trechos de rodovias do Estado foram
escolhidos ontem pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) para receber
recursos liberados pelo governo federal. São rodovias e pontes atingidas
por enchentes, inundações e desabamentos. As obras só poderão ser iniciadas,
porém, com o fim das chuvas.
O governo liberou ao todo R$ 170 milhões para recuperação de rodovias. Do montante, R$
31,2 milhões são exclusivos para o Rio de Janeiro. O dinheiro está disponível e
a contratação de empreiteiras para as obras será feita em caráter emergencial,
ou seja, sem licitação.
A Ponte General Dutra, interditada por causa da chuva, está entre os trechos
que serão recuperados. A previsão é de que a conclusão da obra demore até seis
meses. No sábado, o vão central da ponte desabou depois que as águas do rio
Paraíba do Sul subiram seis metros. O Viaduto Leopoldina Railway e a Ponte
Presidente Costa e Silva também serão recuperados. A verba será usada para a
contenção de encostas.
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RIO
10/01/2007
Estado de emergência nas estradas estaduais
Decreto
apressará verba federal. Três rodovias continuam interditadas e 8 estão em meia
pista
RIO,
NOVA FRIBURGO E CAMPOS. O governador Sérgio Cabral publicou ontem decreto
considerando em estado de emergência trechos de estradas estaduais que cortam
11 municípios e foram afetadas pelas chuvas dos últimos dez dias. Três rodovias continuam
interditadas e outras oito estão em meia pista devido a quedas de barreiras. O
decreto facilitará a aplicação imediata dos R$ 31,2 milhões liberados anteontem
pelo governo federal para a recuperação das estradas. Além disso, o
governador Sérgio Cabral fixou para sexta-feira o prazo para que as prefeituras
enviem relatórios sobre os prejuízos sofridos nas áreas urbanas. Os dados
indicarão as prioridades para a aplicação de outros R$ 50 milhões liberados.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagens (DER), continuam
interditados trechos da RJ-148, em Sumidouro, e uma ponte na RJ158, em Carmo. A
RJ-176 está fechada para carretas e caminhões, entre a RJ-172 e São Sebastião
do Alto. Não há previsão para a reabertura. Esta parte dos recursos deverá ser
destinada prioritariamente para Campos, onde duas pontes sobre o Rio Paraíba do
Sul estão interditadas.
Só Friburgo calculou prejuízo em R$ 77 milhões Até o fim da tarde de ontem, 22
municípios já tinham concluído o levantamento dos problemas. As demandas serão
analisadas pelas secretarias de Habitação e Saúde e pela Defesa Civil estadual,
a quem caberá repassá-las para o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito.
A partir daí, os recursos poderão ser aplicados.
A Defesa Civil calcula que o números de desabrigados e desalojados em todo o
estado tenha subido para 12.699. Permanece em 26 o número oficial de mortes em
decorrência das chuvas. A Prefeitura de Sumidouro informou que o corpo de mais
uma vítima foi encontrado, o que não foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros.
Só em Nova Friburgo o prejuízo foi calculado pela prefeitura em R$ 77 milhões,
conforme o relatório concluído ontem pela Defesa Civil municipal.
— O município não tem condições de arcar com isso — disse a prefeita Saudade
Braga (PSDB), que veio ao Rio para entregar pessoalmente o relatório ao
vice-governador Luiz Fernando Pezão.
Os maiores danos materiais públicos em Nova Friburgo foram com os muros de
contenção, avaliados em R$ 37 milhões.
As galerias destruídas foram avaliadas em R$ 7,1 milhões e as residências
populares (150 casas) perdidas, em R$ 4,5 milhões. Os danos às estradas também foram
computados: R$ 6,2 milhões. A avaliação considerou casas danificadas,
instalações públicas de saúde e de ensino, pontes e vias urbanas danificados,
além de serviços como o de drenagem. No comércio, o prejuízo foi calculado em
R$ 1,5 milhão. A perda em alimentos básicos, em R$ 4,5 milhões.
E o prejuízo com energia elétrica, R$ 1,1 milhão.
— Este foi o maior estrago causado pela chuva nos últimos 30 anos em Friburgo.
Levaremos de um a dois anos para recuperar totalmente a cidade — disse o
coordenador da Defesa Civil municipal, Sérgio Marrafa.
Em Campos, depois do Rio Paraíba do Sul, agora é a Lagoa Feia, considerada uma
das maiores do país, que causa estragos.
Ela transbordou ontem, desabrigando mais de 600 pessoas em Ponta Grossa dos
Fidalgos e deixando 70% das lavouras de cana-de-açúcar da Baixada Campista
debaixo d´água. Em reunião na Firjan, usineiros e lavradores pediram à
prefeitura que decrete estado de calamidade pública na área rural do município.
A expectativa é que metade dos cem mil hectares de cana plantados seja perdida,
inclusive por não poder ser escoada para as usinas do outro lado do Rio Paraíba
por falta de ponte. A Ponte da Lapa, usada nas últimas safras para escoar a
produção, está com o tráfego limitado a um rodízio de carros de passeio.
Mau tempo deve continuar até o fim do mês O superintendente do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio, Rodrigo Castro, disse ontem
que poderão ser iniciadas rapidamente as obras da chamada Ponte do Contorno, um
projeto de R$ 90 milhões que consiste na construção de uma nova ponte sobre o
Rio Paraíba, tirando o tráfego da BR-101 da área urbana de Campos. A obra já
estaria licitada. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, deverá ir à cidade
nos próximos dias para anunciar a obra. Ao mesmo tempo, o Dnit espera em três meses
recuperar a estrutura da Ponte General Dutra, a principal da cidade, que teve
dois pilares afundados no último sábado e foi interditada.
O tempo ficará um pouco mais estável nos próximos dias, mas já existe previsão
de mais chuva no fim de semana, segundo o Climatempo. O céu continuará coberto
por muitas nuvens com gradativa melhoria até a sexta-feira. No sábado, porém,
deve chegar uma nova frente fria, com risco de chuva e vento fortes no fim da
tarde. A previsão é a mesma do site americano Accuweather.
O mau tempo, de acordo com o site, vai permanecer até o fim do mês.
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ECONOMIA
10/01/2007
Usinas no Rio têm aval para usar biocombustível
Duas
termelétricas que podem atender a um terço do consumo fluminense tentavam
licença na Feema há 2 anos
BRASÍLIA.
Após dois anos de tentativas, a TermoRio — usina termelétrica em Duque de
Caixas, hoje chamada de Governador Leonel Brizola, com capacidade para
abastecer 22% (1.036 megawatts) da energia consumida no Estado do Rio —
conseguiu, finalmente, obter da Fundação Estadual de Engenharia do Meio
Ambiente (Feema) uma licença para usar biocombustível como insumo na geração,
fugindo assim da dependência do gás natural. A solução foi possível devido a
uma negociação na transição entre os governos Rosinha Garotinho e Sergio
Cabral. No pacote, também foi liberado o licenciamento, pelo mesmo motivo, da
Eletrobolt (hoje chamada de Barbosa Lima Sobrinho).
A Eletrobolt, localizada em Seropédica e com capacidade de geração de 379
megawatts de energia distribuída no estado, solicitou há um ano e meio licença
de instalação para uso do biocombustível em emergências. Ela ainda vai requerer
a licença de operação para uso desse combustível.
As iniciativas também agradam ao Palácio do Planalto.
Os licenciamentos agora concedidos são considerados fundamentais para a
segurança do abastecimento, pois as duas usinas podem atender a um terço do
consumo fluminense, hoje majoritariamente coberto pelas hidrelétricas.
A postergação pela Feema acabou impedindo que as duas térmicas se adiantassem
ao cenário de oferta deficiente de gás natural, conforme testes feitos desde
setembro pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ou seja: se houvesse
uma crise do gás hoje, ou se os reservatórios de água estivessem em condições
críticas, as térmicas não estariam prontas para operar a 100% de sua força.
A segurança energética é uma condição importante para a atração de
investimentos.
A TermoRio, por exemplo, tem entre clientes importantes a Refinaria Duque de
Caxias (Reduc), da Petrobras — a estatal é sócia tanto da TermoRio quanto da
Eletrobolt.
O desafio de viabilizar investimentos do novo governo estadual, no entanto,
continua nesta área ambiental. Mesmo antes de o Conselho Nacional de Política
Energética (CNPE) decidir pela retomada do programa nuclear (dada como certa),
a usina nuclear de Angra 3 já sofre com batalhas judiciais e questionamentos
ambientais — embora seja considerada fundamental para a autonomia energética do
estado. A Justiça suspendeu o licenciamento a pedido do Ministério Público
Federal, questionando a localização.
Está marcada para o fim do mês a reunião do CNPE para discutir energia nuclear.
Aterro sanitário, porto e estradas têm empecilhos As dificuldades de
licenciamento ambiental não se restringem ao setor elétrico. A melhora do
sistema de coleta e tratamento de lixo — que tem implicações para a saúde
pública — está emperrada no Rio.
O aterro sanitário de Gramacho está saturado e há necessidade de instalação de
um novo em Paciência, mas o licenciamento ambiental está paralisado.
Um dos empreendimentos fundamentais para a economia fluminense, o Porto de Sepetiba, em
Itaguaí, tem seu potencial de expansão limitado devido a questões ambientais. A
Companhia Docas do Rio aguarda, também há dois anos, a licença para a construção
de três unidades de tanques de armazenamento de combustível, importantes para
viabilizar a estocagem de um volume maior de derivados de petróleo.
Outras obras estratégicas que melhorariam as condições de funcionamento do Porto de Sepetiba — nas BRs
101 e 493 — ainda vão passar pela maratona do licenciamento ambiental.
Mas já enfrentam outro vilão: a burocracia. O Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit) ainda está fazendo a proposta da duplicação
da BR-101, no trecho que vai da Avenida Brasil até Itacuruçá, com acesso ao
porto.
No caso da construção dos contornos rodoviários na BR493, que fazem parte do
Arco Rodoviário, a análise do Dnit sequer começou, disse o Ministério dos
Transportes. A BR-493 também será importante para servir ao novo pólo
petroquímico que surgirá no estado.
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COTIDIANO
10/01/2007
Recuperação de estradas terá R$ 170 milhões
O
governo prevê aplicar cerca de R$ 170 milhões, em caráter emergencial (sem
licitação), em 31 trechos de rodovias afetados pelas chuvas. A maior parte
das obras deve ser feita nos Estados do Rio, Minas e Espírito Santo.
Entre as obras está a recuperação da ponte General Dutra, na BR-101, em Campos
(RJ), a BR-116 (Governador Valadares, em Minas), e a BR-356 (também em Campos,
RJ).
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BRASIL
10/01/2007
Lula, com Lulinha, segue de férias, enquanto Dilma faz visitas a
governadores
Enquanto
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua de férias no Guarujá (SP), a
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, iniciou ontem no Paraná uma
"peregrinação" para fazer um levantamento, com os novos governadores,
sobre as pendências que cada Estado gostaria de ver resolvidas com a União.
"A nossa idéia é, de fato, ter este tipo de relacionamento com todos os
Estados do país. Começamos pelo Paraná, mas faremos esta avaliação em outros
Estados", disse Dilma, que hoje viaja ao Nordeste.
No Paraná, Dilma anunciou que estão suspensas as licitações para a implantação
de praças de pedágio na BR-116 e na BR-376. A ministra disse ainda que o
governo tem interesse em apressar a liberação de financiamento de R$ 2,3 bilhões,
pelo BNDES, para a construção da usina hidrelétrica de Mauá da Serra.
Lula e Lulinha
A Folha apurou que Fábio Luiz, 32, filho de Lula, acompanha o pai nos dias de
férias no Forte dos Andradas.
Estão no forte além de Fábio, a mulher dele e uma criança. Conhecido como
Lulinha, Fábio é sócio da empresa Gamecorp, na qual a Telemar investiu R$ 5
milhões.
Ontem, Francisca Ferreira dos Santos, 65, a "Lili", de faixa
"Miss Simpatia Feliz Idade" se apresentou na guarita do forte. Com um
buquê de rosas vermelhas, disse que esperaria o tempo que fosse para ver o
presidente.
"Eu sou fã do Lula, macaca de auditório mesmo. Quero ser recebida por ele
porque eu represento 80% do povão que colocou ele de novo lá. Só saio daqui
quando for recebida", disse. Lili teve de entregar o buquê a soldados e
até o fechamento desta edição permanecia diante do forte.
Os fornecedores da base estão animados. "Vi Lula numa cadeira de praia,
estava lá com a esposa e uma outra mulher, se divertindo, que ele merece. O
cara é gente boa", disse o entregador de frutas William Rodrigues, 27.
(DIMITRI DO VALLE E FLAVIA MARREIRO).
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COTIDIANO
10/01/2007
Recuperação de estradas terá R$ 170 mi
Maior
parte dos trechos a serem recuperados dos estragos causados pelas chuvas fica
no Rio, em Minas e no Espírito Santo
governo
prevê aplicar aproximadamente R$ 170 milhões, em caráter emergencial (sem
licitação), em 31 trechos de rodovias afetados pelas chuvas. A maior parte
das obras deve ser feita nos Estados do Rio, Minas e Espírito Santo.
Entre as obras está a recuperação da ponte General Dutra, na BR-101, em Campos
(RJ). Conforme o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), as verbas serão
usados na contenção de encostas e na recuperação de aterros e de pontes.
No ano passado, o governo havia lançado a chamada Operação Tapa-Buracos com o
mesmo intuito. Em novembro, relatório do Tribunal de Contas da União criticou a
aplicação das verbas, apontando desperdício de dinheiro público.
A verba foi liberada pelo governo por meio de duas medidas provisórias. Uma, no
valor de R$ 139 milhões, foi feita com base em levantamento dos estragos das
chuvas feitos pelo DNIT no final de dezembro. Outra, de R$ 31 milhões, é para obras
apenas no Estado do Rio, onde os estragos na BR-101, em Campos, foram muito
grandes.
Além desse trecho, o governo considera grave a situação na BR-116 (Governador
Valadares, Leopoldina e Teófilo Otoni, em Minas) e na BR-356 (também em Campos,
no Rio). A expectativa do governo é que haja sobra de recursos para serem
usados ao longo de janeiro, em novos estragos das chuvas, que só devem diminuir
em março.
O Orçamento de 2007 prevê investimentos para manutenção de rodovias de R$ 2,38 bilhões.
A área técnica do governo trabalha para que, no PAC (Plano de Aceleração do
Crescimento, pacote que deve ser anunciado até o fim do mês), sejam incluídos
mais R$ 480 milhões: R$ 250 milhões para conservação, R$ 80 milhões para sinalização
e R$ 150 milhões para recuperação.
Se os recursos forem liberados, o governo poderá gastar R$ 2,86 bilhões nas estradas. Em 2006, foram R$
2,3 bilhões. Na avaliação do DNIT, os recursos disponibilizados em 2007
deverão ser usados.
Minas
Em Minas, o município de Santa Rita do Sapucaí (406 km de BH) é um dos mais
afetados pelas chuvas. De acordo com o prefeito Ronaldo Carvalho (PSDB), 60%
das 3.000 casas da cidade foram invadidas pela água e há 700 desalojados.
O governador Aécio Neves (PSDB) esteve ontem na cidade e na vizinha Pouso
Alegre para conferir os estragos. Segundo ele, R$ 10 milhões já foram
destinados às cidades atingidas - 65 já decretaram emergência. Desde das
chuvas, em outubro, houve 20 mortes -três delas em janeiro. São 4.355 desabrigados
e 11.373 desalojados.
Em São Paulo, cinco municípios estão em situação de emergência: Araçatuba,
Barretos, Maracaí, Paraguaçu Paulista e Pongaí. São 418 pessoas desabrigadas e
2.236 desalojadas.
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NACIONAL
10/01/2007
União desiste de privatizar lote de estradas, mas vai instalar
pedágios
Idéia
é abrir postos públicos e investir dinheiro arrecadado na manutenção e
recuperação das próprias rodovias
Numa
reviravolta que surpreendeu até mesmo integrantes do governo, o Planalto
desistiu de conceder à iniciativa privada sete trechos de estradas federais e pretende
administrar sozinho as praças de pedágio que deverão ser instaladas nessas
vias, como a Fernão Dias e a Régis Bittencourt. A idéia é criar um pedágio
público e investir o dinheiro arrecadado na manutenção e recuperação das
próprias rodovias.
Os detalhes do novo modelo ainda não foram definidos, mas uma das propostas em
estudo é a de constituir uma empresa federal para cobrar o pedágio.
Desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério dos
Transportes vinha trabalhando para aprovar no Tribunal de Contas da União
(TCU) o programa de concessão desses sete trechos, que somam 2,6 mil
quilômetros. A tentativa de privatizar as rodovias federais vem desde a
gestão Fernando Henrique Cardoso. No fim do ano passado, o TCU deu seu aval ao
modelo elaborado no governo Lula, que contou com empenho da ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff.
A expectativa dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) era que o edital
fosse lançado já neste mês. Mas ontem veio ordem para abortar o processo.
Fontes do governo asseguram que as atuais seis concessões federais continuarão
com a iniciativa privada. Para que houvesse reestatização, o governo teria que
indenizar as companhias que operam as estradas, onde já investiram. Além disso, uma
quebra de contrato poderia criar um ambiente ruim para os investidores.
Uma das razões que teriam levado o Planalto a mudar sua política foi a polêmica
gerada durante as eleições em torno das privatizações comandadas pelos tucanos
nos setores de telefonia e energia. Ao longo da disputa, Lula bateu forte na
venda de empresas importantes, como a Vale do Rio Doce. Portanto, conceder à
iniciativa privada as estradas poderia ser visto como incoerência com discurso de
campanha.
Chegou-se a pensar no modelo estatal só para a BR-116 (Régis Bittencourt), que
liga São Paulo a Curitiba, para atender ao governador do Paraná, Roberto
Requião, que é contra a cobrança de pedágios. Mas avaliou-se que poderia haver
reação de outros governadores. A administração estatal de rodovias com cobrança de
pedágio já existe em São Paulo, onde a Dersa cuida de vias como Ayrton Senna e
Carvalho Pinto.
Na avaliação de especialistas, entretanto, uma estatal estaria sujeita a
pressões políticas que podem dificultar reajustes do preço do pedágio
compatíveis com o aumento dos custos da rodovia.
Além da Régis e da Fernão Dias, seriam concedidos trechos da BR-153, em São
Paulo; da BR-116, entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande
do Sul; da BR-393, da divisa de Minas com o Rio até o entroncamento com a
Dutra; da BR-101, entre a divisa do Rio com o Espírito Santo e a Ponte
Rio-Niterói; e um trecho contínuo das BRs 376, 116 e 101, de Curitiba a
Florianópolis.
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METRÓPOLE
10/01/2007
Chuva bloqueia 21 estradas no Rio e em SP
As
paulistas Marechal Rondon e Raposo Tavares têm trechos interditados
JOSÉ
MARIA TOMAZELA, CLARISSA THOMÉ, RENATO ALVES, EDUARDO KATTAH
A situação das rodovias nos Estados de São Paulo, Rio e Minas é caótica. As
chuvas causaram deslizamentos de barreiras, pontos de erosão e pioraram ainda
mais a qualidade já precária do asfalto. No Rio e São Paulo há 21 estradas com problemas - 11
estão fechadas e 10 parcialmente interditadas. Os Departamentos de Estradas de
Rodagem (DERs) dos três Estados estão cuidando dos reparos, mas em alguns caso
é necessário abrir licitação para a obra.
Em Minas, a estimativa é de que cerca de 200 quilômetros de estradas estaduais estejam
intransitáveis, mas o DER ainda não concluiu o levantamento. O estado das estradas federais mereceu
críticas ontem do governador Aécio Neves (PSDB).
No interior de São Paulo, a situação é crítica na Rodovia Marechal Rondon
(SP-300), em Conchas. Os carros desviam por mais de 40 km pela Rodovia Castello Branco. Uma
enchente levou parte da pista da SP-245 no acesso a Pongaí e é preciso usar
vicinais para chegar à cidade. No oeste do Estado, a erosão atingiu toda a
SP-421, em Paraguaçu Paulista, o que interrompeu o acesso a Borá. Já a Rodovia Raposo Tavares
(SP-270) está parcialmente interditada no km 604.
No Rio, a queda de barreira interditou o trânsito na Nova Friburgo-Carmo
(RJ-148). O tráfego foi desviado e o percurso dura cerca de 30 minutos a mais.
Há tráfego limitado a meia pista em estradas de Petrópolis, Cordeiro, Cantagalo,
Teresópolis, Nova Friburgo, Madalena, Santa Maria Madalena e Bom Jardim.
Em Minas, segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), a situação das rodovias federais é
“regular”. Mas o motorista Fabiano de Abreu constatou o contrário, quando o
carro dele teve duas rodas quebradas na volta das férias na BR-262, em Nova
Serrana. “Não tem como desviar. Está uma vergonha.”
De acordo com o Dnit de Minas, os principais problemas estão nas BRs 459, 365, 354,
262, 135, 153 e 265. Na rodovia que liga Belo Horizonte a Montes Claros (um
percurso de 417 quilômetros), crianças, adultos e até mulheres grávidas que
moram em cidades pobres do norte mineiro tapam buracos e disputam trocados dos
motoristas.
Aécio afirmou que a União já pôs cerca de R$ 10 milhões à disposição do Estado.
“O apoio deverá centrar-se fundamentalmente nas rodovias federais, em estado
de absoluta calamidade em diversas regiões”, disse o governador, que criticou a
Operação Tapa-Buracos feita pela União em 2006. “Hoje todos nós estamos
percebendo o que significou aquele investimento: nada. Buracos se transformaram
em crateras.”
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METRÓPOLE
10/01/2007
Por verba, Rio decreta emergência
26
cidades estão em situação crítica; prefeituras mais atingidas pouco investiram
para evitar efeitos das cheias
ROBERTA
PENNAFORT, CLARISSA THOMÉ , FELIPE WERNECK E EDUARDO KATTAH
O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), decretou estado de emergência
em 26 municípios das regiões serrana, norte e noroeste do Estado, o mais
prejudicado pelas chuvas desde o início do ano. O decreto garantirá que
recursos federais sejam repassados mais rapidamente às prefeituras. O governo
federal liberou, anteontem, R$ 81,2 milhões, por meio de medida provisória para
ajudar o Rio a se recuperar. Desse total, R$ 31,2 milhões serão destinados ao
reparo de estradas danificadas pelas cheias .
Ontem, subiu para 31 o número de mortos em todo o Estado - São Paulo tem 4, e
Minas, 3 - e para quase 6 mil o total de desabrigados. As cidades mais
atingidas, como Nova Friburgo, Campos, Petrópolis e Sumidouro, contam seus
prejuízos, admitem que, por falta de dinheiro ou de ajuda oficial, pouco
fizeram para evitar as tragédias e agora sonham com verba dos governos estadual
e federal.
Em Nova Friburgo, que teve 11 pessoas mortas pelas cheias, a última grande obra
de prevenção realizada com recursos federais ocorreu há quatro anos. Na
ocasião, foram investidos R$ 15 milhões para evitar o transbordamento do Rio
Bengalas, o principal da cidade, que tem 177 mil habitantes. A prefeitura
estima em R$ 78 milhões o investimento necessário para reparar os danos. São
encostas que desabaram, rodovias em condições precárias e pequenas pontes e
casas destruídas.
No município, 464 pessoas estão desabrigadas, e 565, desalojadas. De acordo com
a Assessoria de Imprensa da prefeitura, foram feitas obras para contenção de
encostas, “mas não na quantidade necessária”. A cidade serrana, que fica a uma
altitude média de mil metros, tem 99 áreas de risco mapeadas.
METADE DO ORÇAMENTO
Em Sumidouro, onde nove pessoas morreram e uma está desaparecida, as chuvas
causaram estrago avaliado em R$ 11,3 milhões. O valor é quase a metade do
orçamento anual da cidade, de R$ 24 milhões. “Nossa capacidade de investimento
é muito reduzida. Estamos pleiteando recursos ao governo federal para obras de
contenção. Esperamos desesperadamente que os critérios do governo de
distribuição sejam de acordo com a dimensão dos acontecimentos”, disse a
prefeitura. Dos 15 mil habitantes de Sumidouro, 500 estão desabrigados.
Os estragos chegaram a R$ 10 milhões em Petrópolis, segundo a prefeitura. Três
pessoas morreram. Em Teresópolis, ocorreram duas mortes. A Defesa Civil não
tinha concluído até as 18 horas de ontem o relatório sobre os danos.
Em Campos, a alta do Rio Paraíba do Sul, que chegou a 11,6 metros, o maior
patamar em cem anos, foi a responsável pelos maiores danos, segundo o prefeito,
Alexandre Mocaiber (sem partido). Ele garante que a cidade “se preparou, sim,”
para a estação chuvosa, mas era impossível prever que o rio subiria tanto e
levaria a principal ponte de Campos, a General Dutra, parte da BR-101, a ceder.
Durante sua gestão, explicou Mocaiber - no cargo desde abril de 2006 -, a
cidade não recebeu recursos dos governos estadual e federal para se precaver
das enchentes. “Fizemos obras emergenciais com dinheiro nosso. Mas, do jeito
que foi, nada do que fizéssemos daria conta”, disse o prefeito.
MINAS
Subiu para 65 o número de municípios mineiros que decretaram situação de
emergência em decorrência das chuvas que atingem o Estado, desde 1º outubro do
ano passado. O sul do Estado apresenta a situação mais crítica. Ontem pela
manhã, o governador Aécio Neves (PSDB) visitou as cidades de Pouso Alegre e
Santa Rita do Sapucaí, onde 65% da área urbana ficou debaixo d’água após os
temporais do último fim de semana.
No domingo, o Rio Sapucaí atingiu 6,89 metros acima de seu nível normal. Mais
de 197 mil pessoas no Estado já foram afetadas pelas chuvas, de acordo com a
Defesa Civil.
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POLÍTICA
10/01/2007
Dilma discute dívida estadual com Requião
Curitiba,
10 de Janeiro de 2007 - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, começou
ontem uma série de reuniões com o governador Roberto Requião (PMDB) e
representantes do governo paranaense para tratar de investimentos e de
problemas de dívidas do estado com a União. A ministra informou ao governador
que o presidente Luis Inácio Lula da Silva está revendo o modelo de manutenção
das rodovias federais e
cancelando a implantação do pedágio em alguns locais, conforme vinha sendo
anunciado.
"O presidente quer rever o modelo e pode optar por um sistema público só
para manutenção", disse. Segundo ela, o presidente determinou a suspensão
das licitações para as novas praças de pedágio das rodovias federais que ligam o
Paraná aos estados do Sul e Sudeste.
A ministra está no Paraná em cumprimento a uma promessa feita pelo presidente
Lula ao governador em novembro do ano passado. Requião revelou estar contente
com a conversa com a ministra. Depois da conversa em Curitiba, Requião e Dilma
visitaram as instalações do Porto de Paranaguá.
Duas rodovias federais - a BR-166
e BR-376 - cruzam o Paraná ligando-o aos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Conforme a licitação da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), cinco das 16
praças estavam previstas para serem instaladas nas duas rodovias que cortam o litoral
do Paraná. Quatro praças estavam previstas na BR-116 e uma na BR-376. Até
dezembro, a previsão era que as licitações aconteceriam até março. O pedágio
entrou na pauta da reunião entre Dilma e Requião depois que o governador
afirmou à ministra que as obras de duplicação dos mais de 70 quilômetros da
BR-376 entre o Paraná a Santa Catarina foram executadas com recursos estaduais
na ordem de US$ 61,6 milhões.
Um dos primeiros entendimentos entre os governos estadual e federal foi a
garantia dada pela ministra de que a União acataria a decisão judicial relativa
ao pedido de nulidade dos títulos públicos dos estados de Alagoas, Santa
Catarina e dos municípios paulistas de Guarulhos e Osasco, comprados pelo
governo do Paraná no ano de 2000 por R$ 456 milhões. Ligado a este tema, foi
discutido também o pagamento da dívida pública por parte do Paraná, pois o
Estado compensa os valores cobrados por conta de negociações realizadas com o
Banco Itaú durante o processo de privatização do Banestado.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(Norberto Staviski)
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1º CADERNO
10/01/2007
Para especialistas, as PPPs devem deslanchar este ano
Após
período inicial de familiarização dos governos e empresários com as Parcerias
Público-Privadas (PPPs), 2007 começa com pelo menos quatro projetos
engatilhados: a recuperação e ampliação da MG-050, a construção de um emissário
submarino na Bahia, a operação e expansão do serviço de esgotos do município de
Rio Claro (SP) e a construção de um acesso viário à praia do Paiva em
Pernambuco.
A maioria dos editais de PPPs lançados atrasou, seja por contestações na
Justiça, seja por decisão do Poder Executivo. O setor de transportes tem liderado a opção
dos governos pela modalidade, seguido de saneamento. O vencedor tem sido
escolhido pela menor contraprestação pública ou, quando o serviço é
inteiramente pago pelo governo, pelo menor preço.
Dos 23 projetos anunciados pela União em dezembro de 2003, apenas a PPP da
BR-116 e e 324 (BA) começou a sair do papel. O edital foi lançado em setembro
de 2006, e o prazo de licitação é incerto. Mas para Maurício Endo, diretor de
projetos de PPP da consultoria KPMG, a as PPPs federais devem
"deslanchar" no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva por causa da continuidade de gestão. "No primeiro trimestre deve
sair algum novo edital", diz.
Outro projeto, que não constava na carteira inicial, mas já passou por consulta
pública, é a PPP do Centro de Dados do Banco do Brasil e Caixa Econômica
Federal, em que o parceiro privado construirá o complexo, e os bancos estatais
pagarão aluguel durante 25 anos.
Especialistas acham que a implementação das PPPs segue ritmo satisfatório, com
atrasos devido à novidade - a lei tem só dois anos - e ao maior comprometimento
do poder público nos projetos.
Sobre o grande espaço de tempo entre o anúncio de um projeto prioritário e a
efetivação da parceria, o advogado Eduardo Setta Netto, do escritório Duarte
Garcia, Caselli Guimarães e Terra, diz que é natural. "Os governos
anunciam projetos pela necessidade, mas até sair do papel há muitas
fases."
Endo, da KPMG, diz que a complexidade da participação do parceiro público nas
PPPs freia o processo. "O governo tem que subsidiar a atividade. No
Brasil, existe muita insegurança, pois a credibilidade dos governos é
baixa", diz.
Mesmo pioneiro, com a assinatura da PPP para a Linha 4 do Metrô em novembro do
ano passado, o governo de São Paulo enfrentou dificuldades que atrasaram a
efetivação da parceria, como a exigência de maior prazo para a consulta
pública, depois de realizar uma mudança no edital, e a disputa na Justiça
contra contestações de que o projeto seria oneroso ao Estado, um posicionamento
encabeçado pelo Sindicato dos Metroviários.
As demais PPPs adiantadas no Estado estão suspensas. O projeto de expansão da
estação de tratamento de água do Alto Tietê teve o edital contestado no
Tribunal de Contas e está com a licitação parada. Além disso, pela mudança de
governo e a necessidade de fechar as contas do Estado, todas as licitações
acima de R$ 300 mil foram suspensas pelo ex-governador Claudio Lembo (PFL) em
outubro do ano passado. Assim, a PPP da certificação digital também ficou em
compasso de espera, parada no período de consulta pública, cujo término era
previsto para o fim de outubro de 2006. Para os expressos Aeroporto e
Bandeirantes, a expectativa é de que sejam implementados ainda no início da
gestão de José Serra (PSDB).
A advogada Marina Cintra, do escritório Albino Advogados, diz que muitas PPP
não vingaram em 2006 por causa das eleições. "Para 2007, a perspectiva é a
melhor possível, e o fato de já ter uma PPP assinada estimula as outras",
diz. Para Endo, porém, as eleições atrapalharam menos do que era esperado.
"As PPPs foram desenvolvidas num ritmo adequado", diz.
Em Minas, a PPP para recuperação e exploração da rodovia MG-050 será feita pelo
grupo Equipav, que ofereceu a menor contraprestação, de R$ 7,9 milhões por ano,
para uma concessão de 25 anos. A próxima área a ser explorada em Minas, assim
como em São Paulo e na Bahia, será a de presídios.
A Bahia aguarda a assinatura do contrato com a Odebrecht Investimentos para a
construção de seu emissário submarino. Nesse caso, a mudança de governo, do PFL
para a gestão petista de Jacques Wagner, pode ter influenciado o atraso.
"Para as empresas é arriscado assinar contratos em fim de governo. Elas
preferem esperar e ver o que a nova administração fará", diz Setta Netto.
O grupo Odebrecht também venceu a PPP de saneamento da cidade de Rio Claro (SP)
- cujo contrato deve ser assinado em fevereiro - e do acesso viário à praia do
Paiva, em Pernambuco. Oferecendo a menor contraprestação, o consórcio formado
pelas empresas Odebrecht Investimentos e a Construtora Norberto Odebrecht
venceu a licitação em dezembro de 2006 para a construção do acesso viário com
6,2 quilômetros, e uma ponte com 320 metros de extensão sobre o rio Jaboatão,
ligando o Cabo de Santo Agostinho a Jaboatão dos Guararapes.
Entre os municípios, Porto Alegre (RS) quer construir três corredores de ônibus
interligados via PPP, e a cidade de Rio das Ostras (RJ) deseja ampliar o
sistema de esgoto, concedendo a sua operação.
O setor de transporte é prioridade número um das PPPs federais, e o coordenador
da Unidade PPP do Ministério do Planejamento, Maurício Portugal Ribeiro, diz
que há estudos encaminhados para o Ferroanel (SP) e para vários trechos de rodovias em Minas Gerais, que
podem resultar em até seis projetos. Em segundo lugar vêm o setor de irrigação,
com dois projetos estudados para Pernambuco, no Baixo do Irecê e na região do
Pontal.
O engenheiro Rubens Teixeira Alves, do escritório Albino Advogados, diz que um
problema das PPPs da União é não terem projetos de engenharia que detalhem
melhor as obras. "No caso da BR-116, falta um bom levantamento de tráfego
e intervenções, e o orçamento é superficial", diz.
Centralizar os projetos no Ministério do Planejamento, em vez de envolver as
demais pastas contribuiu para o atraso dos projetos, além do excesso de
cautela, segundo Endo. "Houve uma preocupação grande do governo federal em
fazer algo bem estruturado, porque seus projetos serviriam de exemplo a Estados
e municípios."
Ribeiro, do Planejamento, defende que em se tratando de contratos que podem
chegar a 35 anos, o tempo que o governo está levando para consolidar os
projetos é satisfatório. "É difícil falar quando há tanta expectativa, mas
não se tira projetos da cartola", diz.
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ARI CUNHA
10/01/2007
Arquitetura
Desde
o tempo do dr. Regis Bitencourt à frente do DNER, as pontes construídas pelo Ministério dos
Transportes tinham a mesma arquitetura. Eram feitas em blocos unitários,
nos acampamentos, o que fazia baixar os preços. Hoje, cada ponte em estrada tem
estilo diferente, o que aumenta em muito o valor. Pior: sempre em favor do
construtor e contra o erário.
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EDITORIAL
10/01/2007
Temporais e burocracia
Enquanto
o sistema de transporte rodoviário estadual contabiliza prejuízos que somam
mais de R$ 150 milhões causados pelos temporais que danificam as rodovias goianas, continuam
atrasados os reparos nos trechos da malha federal. Em ambos os casos,
percebe-se que a falta de prevenção e a conservação ineficiente se juntam à
burocracia e entram em cena para piorar a situação.
Há poucos dias, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) anunciou R$ 150
milhões para investimento nos trechos não-concluídos da duplicação da BR-153,
entre Aparecida de Goiânia e Itumbiara, cerca de 200 quilômetros. Esta
duplicação, que teria evitado muitos acidentes e aperfeiçoado o tráfego nesses
movimentados trechos, era para estar concluída ainda na década passada. Não
poderia haver este distanciamento cronológico entre a liberação de recursos e a
realização das obras.
É preciso que não se protele mais a solução deste sério problema do mau estado
de conservação de alguns trechos de rodovias federais no Estado. Goiás não pode
continuar sendo prejudicado como está por culpa dessa situação.
Boa parte dos trechos das estradas federais que passam pelo Estado está
malconservada e as obras de recuperação, quando são promovidos, escoam-se
lentamente. Agora, quando chega o período chuvoso, por culpa dessa lentidão, é
claro que o problema se agrava, pois, se a estrada já estava ruim no período da
estiagem, evidentemente ficará muito pior quando caem as chuvas.
Algumas dessas rodovias, como a BR-153 e a BR-452, são cruciais ligações, pois
interligam pólos de fundamental importância econômica para Goiás, que
concentram atividades do agronegócio e que respondem pela principal cota do
crescimento agroindustrial do Estado.
Uma nova mentalidade deveria estar conduzindo os programas ligados à
infra-estrutura de transporte rodoviário, com a agilidade impedindo o
retardamento das obras, que se embaraçam na burocracia e na imprevidência.
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MINAS
10/01/2007
Governador diz que prioridade são estradas
SANTA
RITA DO SAPUCAÍ - O governador Aécio Neves cobrou ontem, durante visita ao Sul
de Minas, a liberação imediata de recursos para a recuperação das estradas federais que cortam
o Estado e garantiu que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) terá
recursos extras para fazer os reparos necessários nas rodovias estaduais. Aécio
Neves ainda não divulgou o valor que será solicitado ao Governo federal para
cobrir os prejuízos causados pelas chuvas e nem mesmo quanto o próprio Governo
estadual disponibilizará, mas disse que as estradas serão a prioridade.
Somente na cidade de Santa Rita do Sapucaí, onde o chefe do Executivo mineiro
esteve ontem, o prefeito Ronaldo Carvalho (PSDB) calcula que serão necessários
R$ 1 milhão para cobrir os danos da chuva.
«Boa parte do esforço que vamos fazer junto ao Governo Federal diz respeito às estradas federais em estado
de calamidade absoluta, eu diria, de quase abandono», afirmou o governador.
Mais uma vez, ele voltou a defender que a administração das rodovias federais sejam
transferidas para os governos estaduais, juntamente com o repasse total dos
recursos arrecadados pela União com a Contribuição de Intervenção do Domínio
Econômico (Cide).
Durante a visita a Santa Rita do Sapucaí, o governador determinou a ação de
vários órgãos estaduais na ajuda aos desabrigados e desalojados pelas chuvas. A
população, no entanto, reclama da demora da ajuda já que, desde o Natal, o Sul
de Minas foi atingido por fortes chuvas. A situação se complicou no último
final de semana, quando o Rio Sapucaí atingiu a marca de quase sete metros
acima do nível normal e a água invadiu 40% das casas da cidade.
Diante das reclamações e do alto número de desabrigados, Aécio Neves defendeu a
ação da Defesa Civil. «Temos 13 regionais espalhadas pelo Estado, o que tem
permitido um apoio imediato às famílias dos desabrigados e uma parceria com os
prefeitos», afirmou. A cidade de Santa Rita do Sapucaí, no entanto, não tem
Coordenadoria de Defesa Civil.
Em todo o Estado, 62 cidades decretaram estado de emergência, com 21 mortes e
80 feridos em razão das enchentes. Segundo o tenente-coronel Alexandre Lucas
Alves, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, quase 200 mil pessoas foram
afetadas pelas chuvas desde outubro do ano passado em Minas Gerais. Estão
desalojadas 11,3 mil pessoas e 4.400 estão desabrigadas. Mais de 3 mil casas e
456 pontes foram destruídas ou danificadas.
De acordo com o governador, cada um dos 62 prefeitos da região está fazendo um
levantamento de seus prejuízos e, a partir desses dados e das informações da
Defesa Civil, serão definidos os recursos para cada cidade. Ele garantiu que o
DER já está disponibilizando equipamentos para uma ação emergencial nas rodovias, assim como a
Secretaria da Saúde está disponibilizando pessoal para ações preventivas contra
doenças causadas pela água da chuva e a Copasa trabalha para garantir o
fornecimento de água tratada. No caso de Santa Rita do Sapucaí, o governador
prometeu ainda que serão promovidas algumas ações preventivas, como a
construção de barragens para evitar novos alagamentos nos próximos anos.
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MINAS
10/01/2007
Norte de Minas cobra do Dnit a recuperação da 135
MONTES
CLAROS - As lideranças do Norte de Minas vão cobrar do Governo federal a
abertura de licitação para a recuperação da BR-135, no trecho Montes
Claros-Trevo da BR-040-Belo Horizonte, com 300 quilômetros. O primeiro passo
será dado hoje, quando participam, em Brasília, de uma audiência com o
diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit), Mauro Barbosa
Silva. O movimento é organizado pelo presidente da Associação Comercial e
Industrial de Montes Claros (ACI), Jamil Cury, e deverá contar com as presenças
dos prefeitos do município, Athos Avelino (PPS), e de Patis, Valmir Morais
(PTB), reeleito ontem presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira
da Sudene (Amams).
A decisão foi tomada por prefeitos da região, que pretendem fazer também uma
caravana a Brasília, mas vão aguardar a posse do Ministro dos Transportes para
marcar uma audiência coletiva. As reportagens do HOJE EM DIA sobre a precária
situação da rodovia servirão de base para o documento que será entregue ao
diretor-geral do Dnit. Jamil Cury afirmou que o primeiro passo para reconstruir a
rodovia foi dado no dia 31 de dezembro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva prorrogou para o final de 2007 a medida provisória 82, que estadualizava
a rodovia.
«A BR-135 é a única rodovia do Brasil que tem projeto executivo pronto e pode
ser licitada a qualquer momento. A obra está orçada em R$ 350 milhões para a
reconstrução dos seus 300 quilômetros, e o Governo tem R$ 30 bilhões da Cide
(imposto sobre combustíveis) para esse setor. Basta haver vontade política»,
argumenta Jamil Cury.
Segundo ele, a iniciativa privada estaria interessada em recuperar a rodovia e
garantir a sua viabilização com pedágios, mas o Governo pretende fazer a obra e
depois privatizá-la para reduzir o preço do pedágio, que seria cobrado
basicamente para a manutenção da estrada. «Por isso, junto com entidades de
classe do Norte de Minas e com apoio dos sindicatos das Transportadoras de
Minério e dos Produtos de Cimento e da Câmara de Comércio Líbano-Brasileira
pediremos a imediata licitação das obras, para que elas comecem quando acabar o
período chuvoso», ressalta o líder empresarial.
O coordenador regional do Dnit em Montes Claros, o engenheiro José Barros afirma que
ainda não há recursos liberados para a reconstrução da rodovia, pois o projeto
elaborado pela ACI está sendo analisado pelo setor técnico do órgão, em
Brasília. Segundo ele, o trecho sob a sua coordenação, de Montes Claros a
Engenheiro Navarro, com 70 quilômetros, está em boas condições, pois a
manutenção seria constante. Navarro alega que a situação é pior no trecho de
Engenheiro Navarro ao trevo da BR-040.
O prefeito de Montes Claros, Athos Avelino disse que se sente frustrado com a
situação da BR-135, mas alega que a decisão de considerar a reconstrução da
rodovia como prioridade do Norte de Minas renova as esperanças. Ele pediu
também a construção do Anel Rodoviário Nordeste, ligando as BRs 251 e 135, nas
saídas para Salinas e Januária, para desviar o tráfego de carretas do perímetro
urbano. Segundo o prefeito de Francisco Sá, Ronaldo Ramom de Brito (PFL), só a
união política da região poderá viabilizar a recuperação da estrada.
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ECONOMIA
10/01/2007
Porto do Recife vai ganhar destaque no novo governo
RECURSOS
// OGU 2007 tem previsto R$ 12 milhões para a administração portuária
O Porto do Recife,
considerado o primo pobre de Suape, vai ganhar destaque outra vez no estado. É
o que promete o engenheiro civil Alexandre Catão, confirmado ontem pelo governo
na presidência da empresa. Dinheiro pelo menos deve existir. Dos R$ 66 milhões
previstos para infra-estrutura portuária de Pernambuco no OGU 2007, até R$ 12
milhões serão destinados para o Recife, que não recebeu nenhum centavo da União
nos últimos quatro anos, está com os equipamentos sucateados e sem previsão de
novos investimentos privados. Catão afirmou que o porto não terá apenas
projetos voltados para o turismo, como chegou a ser divulgado pela antiga
administração estadual.
"O
Porto
do Recife tem que se desenvolver para dar sustentabilidade a Suape. Vamos fazer
uma operação integrada, recuperar a infra-estrutura, fazer dragagem, buscar
novas cargas e também desenvolver ações para o turismo", disse o novo
presidente, que tem 23 anos de experiência em portos e já respondeu pela
chefia de operações. Nos últimos dois anos, Alexandre Catão coordenou a revisão
do plano diretor de Pecém, no Ceará. Segundo ele, um novo estudo de batimetria
será feito para medir o calado (profundidade) no local. Entre 2005 e 2006, o
porto realizou com recursos dos cofres estaduais uma dragagem em parte dos
berços de atracação e no canal de acesso.
Sobre o turismo, Catão disse que será destinado um local exclusivamente para os
navios de cruzeiro, que hoje utilizam os cais 2 e 6. "Vamos discutir os
projetos com os agentes que operam os navios", explicou. Instalado no
centro da capital, o Porto do Recife conta com quatro trechos de cais contínuos, com uma
extensão total de 2,9 mil metros e tem grande capacidade de armazenagem. Ao
todo, são 51 mil metros quadrados de área coberta. Existe ainda a
disponibilidade de 80 mil metros quadrados de área descoberta pavimentada. Ano
passado, o porto movimentou pouco mais de 2 milhões de toneladas. Em 1997,
foram 4,4 milhões de toneladas.
Petrolina - Além do Recife, Alexandre Catão também vai acumular a direção do Portode Petrolina. Ele
disse que pretende integrar os modais de transporte (fluvial, ferroviário,
rodoviário e aeroviário) a partir da cidade. "Vamos definir uma plataforma
logística". Além das frutas produzidas no Vale do São Francisco, o porto
poderá atrair a soja do Piauí e do Maranhão. A equipe que vai trabalhar com
Catão já começou a ser escolhida. Ruth Maria Albuquerque irá para a Diretoria
de Engenharia e Operações. Os outros dois cargos de diretoria -
Superintendência Administrativa e Financeira e Diretoria Comercial - devem ser
anunciados hoje.
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VIDA URBANA
10/01/2007
Ação pede retirada de placas em BRs
TUBARÃO
// Solicitação de liminar foi feita pela procuradoria do município de Jaboatão
dos Guararapes contra determinação do MPF
A
procuradoria do município de Jaboatão dos Guararapes entrou com uma ação civil
pública na Justiça Federal solicitando a imediata retirada das placas de alerta
sobre o risco de ataque de tubarão nas praias de Jaboatão dos Guararapes,
Recife e Olinda das rodovias federais que cortam o estado. As sinalizações foram
instaladas em seis pontos das BRs 232 e 101, na última semana de dezembro, pelo
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT) diante de uma
determinação do Ministério Público Federal (MPF). O pedido de liminar da
procuradoria solicita a retirada de todos os painéis ou a remoção do nome da
cidade do alerta.
De acordo com o procurador de Jaboatão dos Guararapes, Aldemar Santos, as
placas nas rodovias federais são desnecessárias e estão em desacordo com as
já instaladas nas praias onde estão localizadas as áreas de risco. "As
placas das praias são colocadas apenas nos trechos de risco, mas as da estrada
dão a entender que todas as praias são arriscadas. Isso só serve para repelir
turistas", afirmou. O procurador acredita que a ação será distribuída na
Justiça durante o dia de hoje e aguarda uma decisão sobre a solicitação até
amanhã.
"A instalação dessas placas nas estradas é tão absurda quanto se existissem
placas de alerta ao risco de bala perdida no Rio de Janeiro. Não existem
sinalizações com esse conteúdo em local nenhum", disse o procurador. As
placas foram colocadas em pontos que dão acesso às praias. Uma está localizada
logo na entrada do Recife, nas proximidades da Ceasa, outra na altura do
terminal de ônibus da Macaxeira, e outra em Prazeres, no quilômetro 83.7.
Outras duas foram instaladas no Cabo de Santo Agostinho, nos quilômetros 103 e
104 da Charneca, e uma terceira foi colocada em Igarassu, no quilômetro 42.5.
Decisão - O superintendente do DNIT, Marcos Crispim, informou que irá acatar a
nova decisão da Justiça da mesma forma como atendeu à determinação de
instalação das placas. Na ocasião, o presidente da Associação Brasileira da
Indústria de Hotéis (ABIH), José OtávioMeira Lins, classificou a decisão como
arbitrária e pouco eficiente. "Isso é um absurdo. Já existe um trabalho de
monitoramento que vem sendo realizado pelo Cemit e as praias já estão
sinalizadas", disse. A instalação das placas foi determinada pela
procuradora regional da República, Sônia Maria de Assunção Macieira, no dia 30
de junho do ano passado. Apenas no final de dezembro, após a licitação e
confecção das placas, o DNIT iniciou a instalação.
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ECONOMIA
10/01/2007
Avança projeto da Transnordestina
O
secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho,
considerou positiva a contratação dos projetos executivos de três trechos da Ferrovia Transnordestina pela
Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) que deve anunciar as empresas escolhidas
para fazer o serviço na próxima semana. A realização dos projetos executivos é
o primeiro passo para a execução das obras e eles devem ser concluídos, no
mínimo, em um ano. Os trechos que terão os projetos contratados são o de
Salgueiro-Suape - que é o principal ramal da ferrovia em Pernambuco -,
Araripina-Eliseu Martins (cidade que fica no Piauí) e Missão Velha-Pecém. Os
dois últimos ficam no Ceará.
Isso significa que as obras do principal ramal da Transnordestina em Pernambuco
só serão iniciadas num prazo de um ano, depois que projeto executivo for
concluído.
A ferrovia ligará a cidade de Eliseu Martins aos portos de Pecém e de Suape.
O projeto custará R$ 4,5 bilhões. No meio empresarial, circulam informações de
que a CFN faria apenas o trecho cearense, ligando a cidade de Eliseu Martins ao
porto de Pecém.
Para bancar os projetos executivos, a CFN vai usar uma parte dos R$ 100 milhões
emprestados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O senador Sérgio Guerra (PSDB) afirmou ontem que tem conversado,
freqüentemente, com os empresários da CFN que dizem que a prioridade, nas
futuras obras da Transnordestina, é a construção do ramal para Suape. O senador
ontem foi ao Palácio Campo das Princesas, acompanhado do empresário Ricardo
Steinbruch, irmão de Benjamin Steinbruch, grande acionista da Companhia
Siderúrgica Nacional (CSN), que é uma das acionistas da CFN. Eles se
encontraram com o governador Eduardo Campos (PSB). “A conversa foi sobre o
setor têxtil brasileiro, já que o governo federal vai lançar um pacote para
estimular a atividade”, comentou Guerra. A família Steinbruch é dona do Grupo
Vicunha, que atua na área têxtil.
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PAÍS
10/01/2007
Situação de rodovias é caótica
Departamentos
de Estradas de Rodagens de SP, Rio e Minas cuidam dos reparos
Asituação
das rodovias nos estados de São
Paulo, Rio e Minas é caótica. As chuvas causaram deslizamentos de barreiras,
pontos de erosão e pioraram ainda mais a qualidade já precária do asfalto. No
Rio e São Paulo há 21 estradas com problemas - 11 estão fechadas e 10 parcialmente
interditadas. Os Departamentos de Estradas de Rodagem (DERs) dos três estados
estão cuidando dos reparos, mas em alguns casos é necessário abrir licitação
para a obra.
Em Minas, a estimativa é de que cerca de 200 quilômetros de estradas estaduais estejam
intransitáveis, mas o DER ainda não concluiu o levantamento. No interior de São
Paulo, a situação é crítica na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Conchas.
Os carros desviam por mais de 40 km pela Rodovia Castello Branco. Uma enchente levou
parte da pista da SP-245 no acesso a Pongaí e é preciso usar vicinais para
chegar à cidade. No oeste do Estado, a erosão atingiu toda a SP-421, em
Paraguaçu Paulista, o que interrompeu o acesso a Borá. Já a Rodovia Raposo Tavares
(SP-270) está parcialmente interditada no km 604.
No Rio, a queda de barreira interditou o trânsito na Nova Friburgo-Carmo
(RJ-148). O tráfego foi desviado e o percurso dura cerca de 30 minutos a mais.
Há tráfego limitado a meia pista em estradas de Petrópolis, Cordeiro, Cantagalo,
Teresópolis, Nova Friburgo, Madalena, Santa Maria Madalena e Bom Jardim.
minas gerais. Subiu para 65 o número de municípios mineiros que decretaram
situação de emergência em decorrência das chuvas que atingem o estado desde 1º
outubro do ano passado. No balanço da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil
(Cedec) divulgado ontem as cidades de Igaratinga, no centro-oeste, Pedra do
Anta, na Zona da Mata, e Itacambira, no norte, comunicaram diversos danos
provocados pelas chuvas dos últimos dias.
A situação mais crítica, porém, continua sendo enfrentada por diversos
municípios da região sul. Ontem pela manhã o governador Aécio Neves (PSDB)
visitou as cidades de Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí, onde cerca de 65%
da área urbana ficou debaixo d'água após os temporais do último final de
semana. No domingo, o rio Sapucaí atingiu 6,89m acima de seu nível normal.
De acordo com Carvalho, aproximadamente 250 pessoas estavam desabrigadas e
foram levadas para uma escola municipal. Outras 150 ficaram desalojadas e
precisaram se abrigar em casas de parentes ou amigos. Para transitar pelos
bairros alagados, moradores usavam canoas e botes.
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CIDADES
10/01/2007
CEs estão em melhores condições
Nas
CEs 060 e 065, a situação está melhor. Bem sinalizadas, essas rodovias estaduais só pecam
aqui e ali com uma outra placa pichada ou levemente apagada. Entre Fortaleza e
Maracanaú, na CE-060, encontra-se placas indicando que ali é a divisa entre os
municípios, além de lombadas eletrônicas. No geral, a sinalização parece estar
em bom estado de conservação.
Não foi diferente na CE-065. Na entrada de Maranguape, por exemplo, muitas
placas indicando passagem de pedestres, outras de limite de velocidade e
alertando para cruzamento perigoso foram vistas.
O Departamento Estadual de Edificações, Rodovias e Transportes (Dert) não se
pronunciou sobre os registros de má conservação de algumas placas nas vias
estaduais.
Segundo a assessoria de comunicação do órgão, ninguém foi encontrado para falar
por conta da mudança de titulares dos cargos de chefia em decorrência do início
do novo governo estadual.
Responsável pela sinalização nas rodovias federais, o Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit) informou - por meio do superintendente em
exercício do órgão no Ceará, Coriolano de Andrade - que o Programa de
Sinalização (Prosinal) deve resolver os problemas apontados pela reportagem.
Lançado no ano passado, o Prosinal deve dar vida nova às sinalizações
horizontal, vertical (placas informativas de quilometragem etc) e pórticos
(estruturas de ferro localizadas em sentido perpendicular ao da rodovia).
Para o Ceará, há dois contratos válidos para o biênio 2007-2008. Ao todo, estão
envolvidos em torno de R$ 12 milhões. “Em princípio, estamos nos concentrando
na sinalização horizontal e, a partir de fevereiro próximo, vamos começar a
vertical”, garantiu.
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ECONOMIA
10/01/2007
Governo recua na privatização de BRs
BRASÍLIA
? Numa reviravolta que surpreendeu até mesmo integrantes do governo, o Planalto
desistiu de conceder à iniciativa privada sete trechos de estradas federais e pretende
administrar sozinho as praças de pedágio que deverão ser instaladas nessas
vias, como a Fernão Dias e a Régis Bittencourt.
A idéia é criar um pedágio público e investir o dinheiro arrecadado na
manutenção e recuperação das próprias rodovias. Os detalhes do novo modelo ainda não
foram definidos, mas uma das propostas em estudo é a de constituir uma empresa
federal para cobrar o pedágio.
Desde o início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério dos
Transportes vinha trabalhando para aprovar no Tribunal de Contas da União
(TCU) o programa de concessão desses sete trechos, que somam 2.600 km.
A tentativa de privatizar as rodovias federais vem desde a gestão Fernando
Henrique Cardoso. No fim do ano passado, o TCU deu seu aval ao modelo elaborado
no governo Lula, que contou com empenho da ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff.
A expectativa dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) era que o edital
fosse lançado já neste mês. Mas ontem veio ordem para abortar o processo.
Fontes do governo asseguram que as atuais seis concessões federais continuarão
com a iniciativa privada.
Para que houvesse reestatização, o governo teria que indenizar as companhias
que operam as estradas, onde já investiram. Além disso, uma quebra de contrato
poderia criar um ambiente ruim para os investidores. (Agência Estado)
Lula critica venda de empresas
BRASÍLIA ? Uma das razões que teriam levado o Planalto a mudar sua política foi
a polêmica gerada durante as eleições em torno das privatizações comandadas
pelos tucanos nos setores de telefonia e energia.
Ao longo da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateu forte na
venda de empresas importantes, como a Vale do Rio Doce. Portanto, conceder à
iniciativa privada as estradas poderia ser visto como incoerência com discurso de
campanha.
Chegou-se a pensar no modelo estatal só para a BR?116 (Régis Bittencourt), que
liga São Paulo a Curitiba, para atender ao governador do Paraná, Roberto
Requião, que é contra a cobrança de pedágios. Mas avaliou-se que poderia haver
reação de outros governadores.
A administração estatal de rodovias com cobrança de pedágio já existe em São
Paulo, onde a Dersa cuida de vias como Ayrton Senna e Carvalho Pinto.
Na avaliação de especialistas, entretanto, uma estatal estaria sujeita a
pressões políticas que podem dificultar reajustes do preço do pedágio
compatíveis com o aumento dos custos da rodovia.
Além da Régis e da Fernão Dias, seriam concedidos trechos da BR?153, em São
Paulo; da BR?116, entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande
do Sul; da BR?393, da divisa de Minas com o Rio até o entroncamento com a
Dutra; da BR?101, entre a divisa do Rio com o Espírito Santo e a Ponte
Rio-Niterói; e um trecho contínuo das BRs 376, 116 e 101, de Curitiba a
Florianópolis. (Agência Estado)
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RIO
10/01/2007
Pontes de Campos em obras
O
Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) começa hoje obras para reabrir a
BR-356 (Campos-Itaperuna), interditada devido ao desmoronamento de trecho em
Campos. O superintendente no Rio, Rodrigo Costa, espera o fim das obras em seis
meses mas, em dois, veículos já poderão trafegar em estrada de terra. Hoje
chega o material para a recuperação da Ponte General Dutra, cuja avaria interrompeu
a BR-101. Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos chega amanhã à
cidade para confirmar a construção da ponte do contorno.
Para atenuar a situação, locomotiva fará a partir de amanhã o transporte de
passageiros de um lado a outro do Rio Paraíba do Sul. Os abrigos da prefeitura
estão cheios: 5.163 desabrigados e 1.800 desalojados. O Rio Paraíba já está em
8,90 m - 2,70 m abaixo da máxima atingida. A diarista Kelly Cristina Ferreira
Xavier, 29, está desde sexta-feira, com os 5 filhos e o marido, no Colégio
Estadual José do Patrocínio: "Foi tudo muito rápido. Só deu para salvar
algumas roupas, a televisão e o fogão", contou ela. O Sesc (0800-222-026)
e as rodoviárias do Rio (3213-1800 ramal 342) e Niterói (2620-8847) aceitam
doações para as famílias que ficaram sem casa. Sindicatos de trabalhadores
pediram decretação de estado de calamidade pública na Zona Rural de Campos.
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PAÍS/CIDADES
10/01/2007
Dez rodovias paulistas estão destruídas
SOROCABA
(São Paulo) - Dez rodovias paulistas continuaram interditadas ontem, em
conseqüência das chuvas dos últimos dias. Dessas, oito estradas foram fechadas ao
trânsito até a conclusão das obras de recuperação. O Departamento de Estradas
de Rodagem (DER) providenciou desvios ou rotas alternativas para os motoristas.
Em duas rodovias, a interdição é
parcial e o tráfego foi mantido de forma precária. Os trechos foram
sinalizados.
A situação é mais crítica na Rodovia Marechal Rondon (SP-300) no Km 191,5,
município de Conchas, região de Sorocaba. Os veículos estão sendo obrigados a
dar uma volta de mais de 40 quilômetros pela Rodovia Castelo Branco. A
erosão interditou a SP-129, no km 14,5 em Boituva, na mesma região. O tráfego
está fluindo por um desvio no local.
No município de Reginópolis, região de Bauru, a cabeceira de uma ponte caiu no
km 110 da SP-331. O trânsito foi desviado para estradas vicinais. Uma
enchente levou parte da SP-245/333, no acesso a Pongaí, na mesma região.
Para chegar à cidade, os veículos estão usando estradas vicinais. No Oeste
do Estado, a erosão atingiu toda a extensão da SP-421, em Paraguaçu Paulista. O
acesso a Borá está interrompido. Em João Ramalho, a pista única da SP-284
rompeu totalmente no Km 503.
A SP-338 está obstruída no Km 326, em Altinópolis, pela queda de uma grande
barreira. Já na SP-195/387 acesso a Getulina, uma linha de tubos caiu rolando e
levou o asfalto.
A Rodovia Raposo Tavares
(SP-270) está parcialmente interditada no Km 604, altura de Santo Anastácio,
região de Presidente Prudente. A SP-360 tem interdição parcial por causa de uma
erosão próxima de Águas de Lindóia.
De acordo com a assessoria do DER, algumas obras vão exigir a abertura de
licitação para os reparos. Nas rodovias federais que cortam São Paulo, não
havia, até o final da tarde de ontem, trechos interditados, mas as chuvas
agravaram as condições de conservação.
Na Transbrasiliana (BR-153), que corta o Centro do estado, motoristas trafegam
pelo acostamento por causa das crateras. Também há trechos esburacados na
Fernão Dias (BR-381) e na Régis Bittencourt (BR-116). O Departamento Nacional
de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) autorizou a contratação de pessoal para o
serviço de tapa-buracos.
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PAÍS/CIDADES
10/01/2007
Sobe para 65 os municípios mineiros em emergência
BELO
HORIZONTE - Subiu para 65 o número de municípios mineiros que decretaram
situação de emergência em decorrência das chuvas que atingem o Estado desde 1º
outubro do ano passado. No balanço da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil
(Cedec), divulgado ontem, hoje as cidades de Igaratinga, no Centro-Oeste, Pedra
do Anta, na Zona da Mata, e Itacambira, no norte, comunicaram diversos danos
provocados pelas chuvas dos últimos dias.
A situação mais crítica, porém, continua sendo enfrentada por diversos
municípios da região sul. Ontem pela manhã o governador Aécio Neves (PSDB)
visitou as cidades de Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí, onde cerca de 65%
da área urbana ficou debaixo d'água após os temporais do último final de
semana.
No domingo, o rio Sapucaí atingiu 6,89m acima de seu nível normal. "As
águas começaram a baixar, porém mais da metade da cidade continua
inundada" disse o prefeito Ronaldo Carvalho (PSDB). De acordo com
Carvalho, aproximadamente 250 pessoas estavam desabrigadas e foram levadas para
uma escola municipal. Outras 150 ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em
casas de parentes ou amigos. Para transitar pelos bairros alagados, moradores
usavam canoas e botes.
A inundação obrigou cerca de 80% do comércio a fechar as portas. Algumas
indústrias também foram atingidas. Santa Rita do Sapucaí é conhecida por abrigar
o chamado "Vale da Eletrônica", que reúne aproximadamente 130
empresas de base tecnológica. Carvalho acompanhou a visita de Aécio e disse que
a administração municipal necessita emergencialmente de pelo menos R$ 2 milhões
para recuperar a cidade. "Ainda assim é um recurso insuficiente",
salientou.
O governador pediu uma ação imediata de integração da Cedec, do Departamento de
Estradas e Rodagens (DER-MG), da Companhia de Saneamento do Estado (Copasa) e
da Secretaria de Saúde para atender os municípios afetados pelas fortes chuvas.
Rodovias
Aécio afirmou que cerca de R$ 10 milhões já foram disponibilizados pelo governo
federal para as cidades mineiras. Ele, no entanto, enfatizou que vai solicitar
um volume de recursos para serem aplicados principalmente nas BR's que cortam o
estado. "O apoio do governo federal deverá centrar-se fundamentalmente nas
rodovias federais em estado
de absoluta calamidade em diversas regiões", disse o governador, que fez
duras críticas à operação tapa-buracos do início do ano passado.
"Hoje todos nós estamos percebendo com clareza o que significou aquele
investimento: nada. Buracos que se transformaram em crateras nas rodovias federais". Nos
últimos dias, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) registrou vários
"alertas vermelhos" em diversos trechos da malha federal que corta
Minas. Os principais problemas foram registrados nas BR's 459, 365, 354 262,
135, 153 e 265.
Nas proximidades da cidade de Patrocínio, no Alto Paranaíba, o asfalto da
BR-365 afundou quase um metro no quilômetro 393. O tráfego estava sendo feito
em meia pista. Na mesma região, entre os quilômetros 544 e 632 da BR-262, as
chuvas intensas abriram uma grande quantidade de buracos, colocando em risco a
segurança dos usuários.
Na BR-354, o DNIT registra três alertas vermelhos. Num trecho de 70 quilômetros
(do 296 ao 366), a trafegabilidade é classificada como "precária"
devido à "enorme quantidade de buracos na pista". Na região norte do
estado - mais afetada pelas chuvas no final de 2006 -, os principais problemas
são verificados na BR 135.
Na rodovia que liga Belo Horizonte a Montes Claros (um percurso de 417
quilômetros), crianças, adultos e até mulheres grávidas - moradores de pequenas
e pobres cidades do norte mineiro -, passaram a tapar os buracos que tomaram
conta da via e disputam trocados dos motoristas. A assessoria do DNIT em Minas informou
que a situação das rodovias federais no Estado é "regular" e que o período
chuvoso impede a atuação imediata do órgão.
Pontes
As chuvas provocaram estragos também na malha viária estadual. Nas áreas rurais
diversos acessos em estradas vicinais ficaram interrompidos. Conforme dados da Cedec,
desde o início do período chuvoso, 202 pontes foram destruídas e 254 ficaram
danificadas. A previsão é que cerca de 200 quilômetros de estradas estaduais estejam
intransitáveis.
"Estou determinando uma suplementação no orçamento do DER (Departamento de
Estradas e Rodagem) para o enfrentamento das dificuldades nas pontes, enfim,
nas interrupções na malha rodoviária estadual", disse o governador durante
a visita ao sul de Minas.
Mais de 197 mil pessoas no estado já foram afetadas pelas chuvas, segundo a
Defesa Civil. Até o início da noite de ontem a Cedec contabilizava 20 mortos e
80 feridos. Outras 4.355 pessoas ficaram desabrigadas e 11.373 desalojadas.
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GERAL
10/01/2007
Moradores denunciam rachaduras em casas
As
obras de terraplenagem do morro e a compactação das vias que estão sendo feitas
na BR 101 estão provocando rachaduras nas paredes de sete casas no Povoado
Taboca, município de Nossa Senhora do Socorro. Segundo o morador José dos
Santos Vasconcelos, ele teve que retirar todos os móveis de alguns cômodos da
casa para não contabilizar maiores prejuízos. De acordo com o superintendente
do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte - DNIT, em Sergipe, Otávio
Soares, técnicos do órgão já estão averiguando as rachaduras e estudando uma
solução para o problema. Ele acredita que até o final da semana o órgão terá
uma solução para os moradores.
Otávio Soares revelou que algumas casas foram construídas na faixa de domínio
federal. De qualquer forma o método construtivo que está sendo feito no local não
vai gerar maiores conseqüências do que a situação atual. Ele acredita que em
alguns casos os moradores terão que sair da casa. Além disso, o órgão não pode
pagar pelo terreno porque é área federal. O que se pode fazer é pagar as
benfeitorias realizadas dentro da área.

OPINIÃO
10/01/2007
SOS para rodovias
A
deficiência em transportes alternativos intermunicipais e interestaduais
implica recuperar as estradas que já existem, tanto estaduais quanto federais.
O problema compete às duas instâncias, numa realidade que existe há mais de 50
anos
Duas
matérias na edição de ontem do O POVO, “Cid quer diagnóstico das rodovias estaduais”, da
repórter Rosa Sá (Editoria Ceará, página 12), e “Governo libera R$ 139 mi para
recuperar rodovias do Nordeste”, dos repórteres Roberta Pennafort, Wilson
Tosta, Clarissa Thomé e Leonência Nossa, da Agência Estado (Editoria Brasil,
página 15), enfocam em dois contextos diferentes a questão rodoviária no
Brasil. No primeiro caso, as estradas do Ceará, onde o governador Cid Gomes
(PSB) pode autorizar um plano emergencial para recuperá-las. No segundo
exemplo, os danos provocados pelas chuvas à infra-estrutura das estradas de rodagem no Espírito
Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde as chuvas, entre os prejuízos
gerais, já deixaram no terceiro Estado 30 pessoas mortas.
Existe uma obsessão rodoviária no Brasil desde o governo do presidente
Washington Luís, de 1926 a 1930. O lema principal dele era “Governar é abrir estradas”. Isso implicou
despriorizar outros meios de transportes tanto de passageiros quanto de
cargas.
Ficou claro desde a década de 1970, com a desativação de ramais ferroviários,
primordialmente para passageiros, direcionando a ferrovia para cargas, à
exceção dos trens metropolitanos. A questão da hidrovia também sofre passo
de tartaruga até pelo fato de projetos conflitarem com denúncias de
ambientalistas.
Essa falta de alternativas de condução de passageiros e cargas ficou implícita
na recente crise na aviação civil brasileira. Com a democratização das viagens
aéreas, incluindo o barateamento das passagens, ficou mais fácil às pessoas de
renda média, o que é um direito constitucional delas, o deslocamento para outros
destinos pelo ar. Para quem gerencia o setor, é como se o problema dos transportes estivesse
definitivamente solucionado. Os contratempos testemunhados e vivenciados por
pessoas no final do ano passado nos aeroportos mostraram o quanto os
administradores do setor estavam equivocados.
No governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), eram veiculados na imprensa
brasileira anúncios de uma conhecida multinacional fabricante de tratores,
buldôzeres e motoniveladoras, proclamando que “o Brasil precisa de melhores estradas”. Cinqüenta anos
depois, a situação é equivalente.
Fortaleza é quilômetro zero de estradas como a BR-116, que se estende até Porto Alegre; da BR-020, a
qual, apesar da pavimentação básica, ainda que danificada, alcançar Picos (PI),
oficialmente é a ligação terrestre direta para Brasília, isso para quem
pretende enfrentar itinerários carroçáveis até Barreiras (BA) e daí à capital
federal; além da BR-222, rumo a Belém do Pará. Até no Sul do Ceará, passa um
trecho da rodovia Transamazônica, embora longe da região identificada pela via.
A recomendação do governador tem como alvo principal os pontos de entroncamento
das BRs com as CEs. Além da importância social e econômica das CEs, pode-se
investir nelas também um complemento turístico. É o caso da rodovia da
Confiança, na serra da Ibiapaba, que, a partir da década de 1970, revitalizou
diversos municípios como Viçosa do Ceará e Ubajara. Também se deve ficar de
olho no maciço de Baturité, outra região que volta a ter interesse de
habitantes, visitantes e investidores.