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NACIONAL
- 11/02/2006
Ministro
diz que só vai pagar após auditoria
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, afirmou ontem que o governo não pagará por nenhuma obra da operação tapa-buraco antes que todas as auditorias sejam feitas. As afirmações foram uma resposta às declarações do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, que revelou ao Estado a constatação de indícios de irregularidades já nas primeiras auditorias realizadas na operação. Nascimento afirmou que as empresas contratadas tem de dar um desconto de 20%, no mínimo. "Se houver indícios de irregularidades, esse critério que nós estabelecemos será corrigido."
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ECONOMIA
- 11/02/2006
Obras
iniciam em março de 2007
Após
dois anos de projeto no papel, governo federal sinaliza que edital de
licitação para escolha de construtora sai ainda este
semestre
Anelize
Moreno
Da Redação
Depois de quase dois anos desde
o lançamento do plano da BR-163 Sustentável, o
Ministério
dos Transportes
anuncia que as obras de pavimentação do trecho que liga
Nova Mutum até a cidade de Santarém, no Pará,
terá início apenas no ano que vem. O assessor da
Secretaria de Gestão de Programas de Transportes Terrestres do
ministério, José Maria da Cunha, destaca que a
licitação para a escolha da empreiteira será
feita até junho. Mas devido aos prazos legais para conclusão
do projeto de asfaltamento, a assinatura do contrato com a empresa
ocorrerá somente no fim do ano.
Cunha ressalta que
provavelmente a data vai coincidir com o período de chuvas, o
que vai retardar novamente o início da obra. Em função
disso somente a partir do mês de março de 2007 será
possível dar início à pavimentação.
Como exemplo do tempo gasto nos trâmites legais ele cita o
prazo médio de 45 dias para que o Tribunal de Contas da União
(TCU) analise o projeto. O edital que lança a concorrência
pública leva cerca de 30 dias para ser publicado. Além
disso somente há 2 meses o Instituto Brasileiro de Meio
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a
licença ambiental prévia para o trecho.
A
informação não atende a expectativa do setor
produtivo das cidades ao longo da rodovia. O presidente da Comissão
da BR-163 do Conselho de Desenvolvimento do Norte de Mato Grosso
(Codenorte), Rogério Rodrigues, destaca que os empresários
querem que a obra seja lançada ainda no primeiro semestre
deste ano. Mas Cunha adverte que o adiantamento não é
possivel. Ele assegura que o governo federal está empenhado no
projeto de modo a garantir que tudo seja feito da forma mais
rápida.
Uma equipe de técnicos da Agência
Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT)
percorreu a BR-163 durante esta semana para avaliar as
características do solo e condições da estrada.
O objetivo é definir que tipo de pavimento é mais
indicado. Outra equipe visitou os municípios no entorno da
rodovia para conhecer "in loco" o potencial econômico
da região.
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ECONOMIA
- 11/02/2006
Municípios
alertam que bloqueio não será suspenso
Da
Redação
Produtores rurais e empresários de 8
municípios localizados ao longo da BR-163 mantém o
projeto de bloquear a rodovia na tentativa de agilizar o início
das obras. Seis cidades mato-grossenses e duas do Pará
encabeçam a mobilização, denominada "SOS
BR-163". A manifestação está prevista para
o dia 15 de março. O setor pleiteia ainda uma audiência
com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para solicitar
uma intervenção na construção da rodovia.
O encontro ainda não tem data marcada.
O presidente da
Comissão da BR-163 do Codenorte, Rogério Rodrigues,
argumenta que a construção da rodovia vai gerar uma
economia de aproximadamente R$ 550 milhões ao ano. O valor
corresponde ao ganho com o frete decorrente da diferença de
1,4 mil quilômetros entre escoar a produção via
Santarém (PA) ou pelos
portos de Santos
(SP) ou Paranaguá (PR), no Centro-Sul do país.
Atualmente
as despesas com frete somam R$ 5 por saca de 60 quilos. Pela BR-163
as despesas devem cair pela metade. "Esse dinheiro está
deixando de circular na economia do Estado". Na última
terça-feira o setor produtivo participou de uma reunião
com o ministro
dos Transportes,
Alfredo
Pereira do Nascimento,
em Brasília, para pedir agilidade na pavimentação
da rodovia.
Outras reuniões com representantes dos
ministérios do Transporte e Integração Nacional
foram realizadas, mas não houve aceno dos interlocutores do
governo para a possibilidade de adiantar o início das obras de
pavimentação no trecho em Mato Grosso.(AM)
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ECONOMIA
- 11/02/2006
Condições
e taxas da negociação serão divulgadas daqui 2
meses
Da
Redação
Após meses de indecisão, o
projeto de pavimentação da BR-163 será feito por
meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Os recursos para a
obra, orçada em cerca de R$ 2,4 bilhões, serão
empregados pela empreiteira que vencer a concorrência pública
para realização do trabalho. O governo federal vai
quitar o investimento ao longo de 20 anos. Taxas de juros e condições
do financiamento ainda não foram definidas. O assessor do
Ministério
dos Transportes,
José Maria da Cunha, frisa que dentro de 60 dias será
apresentado um projeto com os detalhes da negociação.
O
orçamento para pavimentação da BR-163 pode
sofrer cortes devido a mudanças no projeto inicial, que previa
a construção de 13 praças de pedágio com
o sistema de concessão. Ainda não há
levantamento da economia com a PPP, que também será
concluído em 60 dias. O presidente da Comissão da
BR-163 do Codenorte, Rogério Rodrigues, diz que o orçamento
da obra é muito elevado. Ele destaca que a estimativa do
ministério é de empregar R$ 2,5 milhões por
quilômetro contra R$ 400 mil gastos em obras pelo governo
estadual.
No orçamento da BR-163 também estão
incluídos os gastos com restauração, manutenção
e melhoria da rodovia ao longo de 25 anos. Somente na pavimentação
a despesa será de aproximadamente R$ 750 mil por quilômetro.
Cunha exemplifica que o sistema de drenagem, por exemplo, é
mais complexo e o sistema de pavimentação tem que ser
mais resistente para comportar um perfil de tráfego mais
pesado, o que exige mais custos.
Na primeira etapa da obra
serão aplicados R$ 1,1 bilhão. Outros R$ 900 milhões
vão garantir o melhoramento da rodovia depois da pavimentação.
Cerca de R$ 300 milhões correspondem aos custos de manutenção
do trecho.(AM)
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GERAIS
- 11/02/2006
Acordo
garante fim de pedágio
Desde
às 18h de ontem, os fazendeiros Viriato Guimarães e
Jamir Xavier, que construíram desvios no trecho da BR-135,
entre a cidade de Curvelo e a BR-040, não poderão mais
cobrar pedágio dos motoristas em suas terras. O compromisso
foi assumido com o Ministério Público Estadual (MPE).
Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, os fazendeiros aceitaram o
acordo sem problemas. Além de não cobrar a taxa, os
fazendeiros deverão manter os desvios funcionando por dez
dias, garantindo a regularidade do tráfego, controle de
iluminação, funcionamento de caminhão-pipa e de
outros equipamentos que vinham sendo usados no local.
Depois
desse período, a responsabilidade pelo trânsito nos
desvios deverá ser assumida pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes
(Dnit).
Caso o acordo seja desrespeitado, os responsáveis poderão
pagar multa de R$ 30 mil por veículo pagante. O motorista que
quiser poderá pagar a taxa espontaneamente. Mas, segundo
Nepomuceno, “não poderá haver qualquer tipo de
barreira, placas ou porteiras, impedindo a passagem dos motoristas”.
Com esse acordo, o Dnit
não vai mais precisar construir outro desvio no local.
Mesmo
com acordo, as investigações do Ministério
Público Federal e Estadual continuam contra os fazendeiros e
os órgãos públicos. No caso dos primeiros, por
cobrarem pedágios em propriedade particular, prática
proibida, uma vez que a concessão do direito de exploração
de rodovias
e estradas
só é permitida por meio de licitação. E a
União, por omissão e demora em agir no caso. Se
condenados, os fazendeiros terão que devolver o dinheiro
arrecadado, que poderá ser destinado ao Fundo Estadual de
Defesa dos Direitos Difusos. Já o governo federal, também
pode ser condenado a pagar indenizações, com os
responsáveis pelos órgãos respondendo a
processos administrativos.