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CIDADES
13/01/2007
Buraco do Tatu fechado no final de semana
O
Buraco do Tatu ficará interditado das 7h de hoje às 6h de segunda-feira. A
interrupção será feita para que os técnicos possam trabalhar na liberação de
quatro faixas. Atualmente, o fluxo é permitido em apenas uma, no sentido
Norte/Sul. A ampliação é uma solução para aumentar o fluxo no local. O trecho
fica engarrafado principalmente das 7h às 9h, das 12h às 14h e entre 17h e18h.
“Para colocar as quatro pistas do Buraco do Tatu funcionando, precisamos fazer
adaptações”, explica o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital
(Novacap), José Eustáquio de Oliveira.
No sentido Norte-Sul, uma das faixas será usada na contramão (confira arte). A
mudança exigirá atenção redobrada. Para aumentar a segurança, será colocada
mais um quebra-molas. “Os carros passam muito perto uns dos outros, por isso
precisamos garantir que passem devagar naquela região”, justifica Eustáquio.
Além do quebra-molas, outra placa de ferro será colocada no local para melhorar
o equilíbrio do viaduto.
Os motoristas que estiverem no Eixinho Leste da Asa Sul e quiserem ir à Asa
Norte não poderão mais passar pelo Buraco. “Quem sair do Eixinho não poderá ir
para a Asa Norte por baixo da Rodoviária. Eles deverão contorná-la pelo Eixo
Monumental”, alerta o agente de trânsito Silvaim Fonseca. Outra opção é a via
que passa ao lado do Touring Club.
BR-070
Motoristas que passam diariamente pela BR-070 terão mais dias de transtorno. A
rodovia, que está há uma semana com uma pista interditada devido a um
afundamento no asfalto, agora foi interrompida nos dois sentidos, num trecho de
3km. A medida foi tomada ontem pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) para evitar que a outra pista também afunde. O problema já
acontece há muito tempo no trecho entre os km 3 e 4 da estrada, na altura da
Ceilândia. Uma tubulação de água pluvial sob a pista apresentava rompimentos.
Em 3 de janeiro, o afundamento de um trecho de quase 3m da pista fez com que a
estrada ficasse interditada no sentido Taguatinga-Águas Lindas. O trânsito foi
desviado para uma das faixas da contramão. Até o fim das obras de recuperação,
que nem começaram, os motoristas terão que fazer caminho alternativo, passando
por Taguatinga e Ceilândia. A Polícia Rodoviária Federal registrou
engarrafamentos de quase 2km no fim da tarde de ontem.
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EDITORIAL
13/01/2007
Um boa notícia para o Rio
Acostumada
à terra arrasada em que se transformou a agenda de modernização rodoviária no
Brasil, a população fluminense deve aplaudir enfaticamente a confirmação do
início das obras do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro. O anúncio, consumado na
quinta-feira, mostra que, depois de pelo menos 15 anos de discussão, o projeto
finalmente sairá do papel. Trata-se de um marco para a infra-estrutura do país.
Bom para o Rio, bom para o Brasil.
Segundo informaram o governador Sérgio Cabral e o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, as obras começarão no segundo semestre
deste ano. O projeto do Arco Rodoviário inclui quatro trechos, num total de
cerca de 200 quilômetros de nova rodovia, para um orçamento total de R$ 1
bilhão.
Desta vez, tanto o governo federal quanto o estadual prometem cumprir as
responsabilidades mútuas. Melhor assim. Cabral, por exemplo, assegurou a
entrega do projeto executivo do trecho C, o maior, o mais importante e o mais
caro deles, até junho. O ministro, por outro lado, garantiu que os recursos não
serão contingenciados, mas tratados como prioridade pelo Palácio do Planalto.
O próprio governador reconheceu que o plano de obras estancou porque o Rio
deixou de fazer o projeto executivo do trecho C. Este liga várias rodovias federais. Passa pela
BR-040 (Rio-Juiz de Fora), BR-465 (antiga Rio-São Paulo), BR-116 (Rio-São
Paulo) e BR-101 (Rio-Santos) até o Porto de Sepetiba, em Itaguaí. A entrega do
projeto executivo é exigência para o início do processo licitatório da obra.
Com o acordo anunciado esta semana, parece ter chegado ao fim a longa espera de
uma obra essencial para o Rio. O Arco ajudará a desobstruir o trânsito na
Avenida Brasil e na Ponte Rio-Niterói e vai melhorar o acesso da produção ao Porto de Sepetiba.
Os atrasos do Arco Rodoviário configuram um exemplo de como mudanças essenciais
para o desenvolvimento do país são turvadas por barreiras quase
intransponíveis. Tais problemas, tanto neste caso como em outras áreas-chave,
apenas atrapalharam o Estado. O Arco dormiu nas gavetas oficiais devido à
incompetência das autoridades estaduais e federais, à burocracia e às querelas
políticas e partidárias.
Em contrapartida, o Arco é freqüentemente incluído na galeria de obras
destinadas a modificar o perfil econômico do Estado e melhorar a qualidade de
vida da população - conforme sugeriu um amplo estudo da Federação das
Indústrias do Estado do Rio (Firjan).
Se hoje há disposição no Palácio Guanabara para superar gargalos na
infra-estrutura fluminense, o histórico de má vontade do governo federal com o
Rio também parece ter chegado ao fim. O Estado não tem contado com a ajuda da
União para seguirem adiante obras essenciais. Mas nunca faltaram aqui projetos
urgentes que requerem recursos.
Os problemas se repetiram não só com o Arco. As obras do metrô, por exemplo,
tornaram-se parte da paisagem carioca. Não à toa hoje as promessas de ampliação
- imprescindíveis para destravar o trânsito da capital - são vistas com
desconfiança pela população. Na soma de gravidades inclua-se ainda a espantosa
distância entre o peso do Rio como a segunda principal fonte de arrecadação do
país e a queda contínua dos investimentos federais no Estado.
A confirmação das obras do Arco, no entanto, servem de alento. Demarcam a
eliminação dessas más lembranças. O Rio merece.
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METRÓPOLE
13/01/2007
Desabamento deve atrasar PPPs
O
desabamento nas obras da Estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô deve atrasar o
cronograma do primeiro projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs) em São
Paulo. A conclusão da primeira fase do projeto estava prevista para o fim de
2008, com seis estações. A construção da linha amarela foi prometida há mais de
uma década pelo então candidato à Prefeitura da cidade, José Serra (PSDB).
'O reflexo do acidente deve ser o atraso na instalação da linha 4', diz
Benedicto
Porto
Neto, sócio da Porto Advogados e especialista em PPPs. Ele ressalta que a execução
da obra não está incluída na PPP, que envolve apenas o fornecimento de
equipamentos, como trilhos, e a administração da linha.
Segundo
Porto
Neto, a execução do complexo ocorre por regime convencional, inclusive com
financiamento internacional. 'Houve um problema de execução e é preciso
analisar se foi falha dos construtores ou se o desmoronamento é decorrente de
fato imprevisível; nesse caso, a responsabilidade seria do Estado', diz o
advogado.
O projeto completo inclui 11 estações, que estariam concluídas em 2012, segundo
cronograma divulgado antes do acidente de ontem. C.S.
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EDITORIAL
13/01/2007
Caminhão, um bem necessário
Quando
estamos na estrada, incomoda-nos uma fila de caminhões em baixa velocidade,
especialmente nas subidas. Incomoda-nos a fumaça e o barulho. Caminhão ocupa
muito espaço, é mais lento que os demais veículos, polui, nos deixa inseguros.
No entanto, grande parte da economia brasileira depende dos caminhões. Logo,
eles têm que passar a ser considerados, não como um mal, mas como um bem
necessário.
Pode-se discutir – e estará correto quem o fizer – que tem muita carga
circulando por rodovias, quando deveria fazê-lo por ferrovias, hidrovias ou via cabotagem. O
Governo Federal está trabalhando para alterar a matriz de transporte de carga e
reduzir esse problema mas, igualmente, é preciso buscar que o Transporte
Rodoviário de Carga (TRC) se torne mais eficiente. Os objetivos estratégicos
para esse sistema são reduzir custos, tempos de deslocamento e de espera para
carga e descarga; e aumentar a segurança contra roubo e acidentes.
O TRC funciona num regime de mercado aberto, sem barreiras à entrada e à
permanência. Não conta com dispositivos legais de regulação econômica e de
defesa da concorrência. Esses elementos, entre outros, levam à baixa eficiência
do sistema, acarretando perdas importantes para a economia.
Em junho de 2004, foi criada a Frente Nacional do TRC, com a integração de
todas as entidades do segmento, para dialogar com o Governo Federal, na busca
de aumento da eficiência do TRC. Os principais pontos apresentados ao ministro
de então e ao presidente da República foram os mencionados, a seguir, com os
respectivos resultados até o momento:
1) Recuperação imediata das rodovias. Grande parte da malha rodoviária recuperada
ou em acelerada recuperação, com contratos em todas as rodovias federais, incluindo
o Programa Nacional de Sinalização.
2) Aprovação de três projetos de lei, em tramitação há muitos anos no
Congresso. Um visa a implementação do sistema de prevenção e repressão ao roubo
de cargas; outro disciplina a atividade do TRC; o terceiro, regulamenta o tempo
máximo de direção para os motoristas de caminhões – transformados em leis os
relativos ao roubo de cargas e ao disciplinamento da atividade (este último,
sancionado e publicado no dia 8/1/2007). O que regulamenta o tempo de direção
está pronto para ser votado ainda neste primeiro trimestre do ano.
3) Implantação de um Programa de Renovação da Frota de Caminhões, que facilite
o financiamento de veículos e implementos novos e usados, como também que
estimule o sucateamento de veículos com mais de 25 anos de fabricação –
proposta de programa de renovação da frota de caminhões elaborada pelo Ministério dos
Transportes, ouvindo as entidades do TRC. Encontra-se na Consultoria
Jurídica do Ministério para posterior tramitação.
4) Eliminação de exigência de autorização especial de trânsito (AET) para
caminhões bitrens, um ato burocrático que sugava cerca de R$ 100 milhões/ano de
empresas e autônomos – eliminada a exigência, nas condições especificadas na
resolução do Contran.
5) Controle rigoroso do excesso de peso nos caminhões, por meio de balanças e
punições, como determina a lei. Quarenta balanças foram implantadas para
controle de peso nas principais rodovias. Outras serão implantadas neste ano,
visando maior cobertura da fiscalização.
As entidades do TRC têm diálogo permanente com o Ministério dos
Transportes e participaram ativamente da elaboração do Plano Nacional de
Logística e Transportes, em fase de conclusão. Dessa forma, governo e sociedade
organizada estão conseguindo acelerar o processo de aumento da eficiência na
logística e especialmente do TRC. Como dissemos no título, o caminhão é um bem
necessário e precisa ser mais bem utilizado.
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INFORME ECONÔMICO
13/01/2007
Lula decide futuro das rodovias
O
PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA é quem vai decidir, na próxima semana, o
futuro das rodovias privadas no país. Ao voltar das férias vai encontrar em
sua mesa vários dossiês a favor e contra a privatização. O governo está
dividido em relação ao cancelamento do edital de concessão das oito rodovias e ninguém, hoje,
sabe o que vai acontecer.
Segundo os empresários do setor, a chefe da Casa Civil, ministra Dilma
Rousseff, esteve com o governador do Paraná, Roberto Requião, que odeia
concessionárias de rodovias. Saiu convencida de que devia suspender o edital de
concessão, que já estava pronto na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), para ser publicado
nos próximos dias.
A alegação da Casa Civil é de que as tarifas de pedágio eram muito elevadas,
uma das mais altas do mundo, e que uma única empresa (CCR), que congrega várias
construtoras, deveria ganhar sozinha a maioria das rodovias, configurando a
formação de um grande cartel.
A proposta do governador Requião era ainda mais radical. O governo deveria
suspender o leilão e transferir as rodovias para os Estados, que criariam
companhias estatais para cobrar pedágio e administrar as rodovias.
Burocracia contra
O ministro
dos Transportes, Paulo Passos, foi contra a idéia de cancelar a concorrência e
a transferência das rodovias para os Estados explorarem. Ele sequer foi consultado
sobre o cancelamento. O ministro recebeu também o presidente da ANTT, Alexandre Resende,
que é radicalmente contra o cancelamento. Agora, eles têm de esperar o
presidente Lula chegar das férias para resolver essa grande confusão no setor.
As melhores rodovias do país são as concedidas, mas ninguém sabe se vão
continuar ou se o governo vai entregar para os governadores.
20 bilhões
O presidente das Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacir
Sevilha, diz que é um grande equívoco do governo falar de cartel. Ele observa
que o setor é hoje integrado por mais de 30 empresas. Alerta também que a
privatização não é só transferir rodovias para empresas privadas cobrarem
pedágios e administrar. As oito rodovias que seriam oferecidas precisam de
investimentos da ordem de R$ 20 bilhões nos próximos anos, um dinheiro que o
Estado não tem e, por isso, tem repassado para o setor privado. Alguns
empresários dizem que, por trás da decisão, está uma manobra para forçar a
entrada de grupos estrangeiros na privatização. Alguns funcionários do governo
querem que a CCR se afaste do processo e deixe alguns lotes para os estrangeiros.
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ELIO GASPARI
14/01/2007
Conseguiram dar razão à privataria
O
subprocurador geral da República Aurélio Virgílio Veiga Rios diz que “a margem
de lucro das concessões (de rodovias federais) só se compara ao tráfico
internacional de drogas”, de duas, uma: ou está reclamando da taxa de
rentabilidade dos traficantes, ou quer dizer que os negociadores do Ministério dos
Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres negociaram de forma
inepta com as empresas.
Nesse caso, o Ministério Público deve investigar a conduta dos negociadores. O
doutor, e o Planalto, estão conseguindo o impossível: dar razão à privataria.
O governo suspendeu o lançamento dos editais de sete concessões de 2,6 mil
quilômetros de rodovias, previsto para as próximas semanas. Fez isso depois de
sete anos de lero-lero. O Tribunal de Contas, assustado com os contratos,
conseguiu uma redução de até 35% nas tarifas de pedágio. Se uma donade-casa
consegue uma pechincha desse tamanho numa barraca de feira, desconfia do
verdureiro.
A reação das empresas e das guildas contrariadas foi típica do terrorismo da
privataria. Disseram que a medida afeta a credibilidade do Brasil. Parolagem.
O que abala a credibilidade do país é ter governos que negociam como se a Viúva
vivesse na casa-da-mãe-joana.
realizadas quase simultaneamente deixam cheiro de cartel na cozinha.
As empresas se acertam, dividem a competição e cada uma ganha o que quer, onde
quer. Se o governo concedeu tarifas absurdas e armou leilões desengonçados, o
problema está no Ministério dos Transportes e/ou na ANTT. As rodovias privatizadas são um
caso de sucesso. Quando a doutora Dilma Rousseff diz que pretende baixar o preço
dos pedágios, atira no próprio pé. Se as propostas devem ser mudadas, diga-se
claramente o motivo: a modelagem das licitações está sob suspeita. E é bom que
esteja.
Um empresário não pode ser satanizado porque sua empresa lucra. O subprocurador
ressalvou que fez a comparação com os traficantes para “chamar a atenção”. Tudo
bem, mas ele tem todo o direito de se zangar se alguém disser que poucos
traficantes conseguem uma renda mensal a partir de R$ 21 mil, que é o caso de
sua grei.
Ficaria melhor se o doutor dissesse que só o magnata Warren Buffett conseguiu
resultados melhores que os privatas nacionais. Quem comprou 150 ações de sua
investidora nos anos 60 por US$ 1.200 tem hoje US$ 13,3 milhões. Também
chamaria atenção.
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NOTAS E INFORMAÇÕES
14/01/2007
Investimentos em ferrovias
O
sistema ferroviário deverá receber, até 2010, investimentos da ordem de R$ 12,5
bilhões, segundo estimativas de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES). Desse total, R$ 5,3 bilhões já estão sendo
aplicados.
Desde a semana passada, com o anúncio de que uma das principais ferrovias brasileiras, a
América Latina Logística (ALL), receberá um empréstimo de R$ 1,12 bilhão do
BNDES, pode-se ter esperança de que os investimentos anunciados serão mais do
que meras intenções, como as habitualmente divulgadas em fins de ano ou no
início de mandato dos governantes.
Com a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFF), em 1997, o sistema
ferroviário nacional passou a ser operado por várias concessionárias, entre as
quais a ALL, MRS Logística, Ferroban, Ferroeste, Ferronorte, Ferrovia Centro-Atlântica,
Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), Novoeste e Ferrovia Tereza Cristina,
além da Vale do Rio Doce, proprietária das Estradas de Ferro Carajás e Vitória
a Minas. Mas essas concessionárias cumpriram apenas em parte os programas de
investimentos previstos nos contratos. Algumas ficaram ilíquidas ou foram
absorvidas por outros grupos, como a Ferroban, a Ferroeste e a Ferronorte, que
se transformaram na Brasil Ferrovias.
Só em 2006 o processo de consolidação do setor recebeu um estímulo decisivo. A
ALL transformou-se em companhia de capital aberto, comprou a Brasil Ferrovias, em maio, e passou
a controlar mais da metade das ferrovias nacionais. Ao mesmo tempo, a MRS
Logística fortaleceu-se, passando a transportar 115 milhões de toneladas/ano,
duas vezes e meia a carga transportada pela RFF em 1996, antes da privatização.
Entre 1996 e 2005, houve aumento de 72,6% da carga transportada, segundo dados
do Ministério
dos Transportes. Mas o peso do setor ferroviário na matriz de transportes ainda é pequeno, da
ordem de 25%, contra 58% do transporte rodoviário - cujo custo é mais elevado
-, restando 13% para as hidrovias e 4% para os transportes aéreo e dutoviário.
Em países desenvolvidos, o transporte ferroviário chega a receber entre 60% e
80% do total do transporte de carga.
O número de vagões em operação aumentou de 67,7 mil, em 2002, para 90,1 mil, em
2005. Naquele ano foram produzidos no Brasil 7.500 vagões, número que superou
em 20 vezes a média dos anos 90. Os técnicos do BNDES prevêem, agora, que a
produção anual de vagões se estabilize em 4,5 mil unidades, número idêntico ao
produzido em 2004, contra 2 mil, em 2003, e apenas 294, em 2002.
O financiamento de R$ 1,12 bilhão à ALL é o maior empréstimo feito pelo Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ao setor ferroviário.
Corresponde a 40% dos investimentos de R$ 2,87 bilhões programados pela empresa
até 2009. O objetivo é conferir à malha adquirida da Brasil Ferrovias padrões de
produtividade equivalentes aos da malha sul da ALL no Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul.
Trata-se, pois, de modernizar o transporte ferroviário, o que envolve vultosos
investimentos não apenas em material rodante, como vagões e locomotivas, mas
também em logística, informatização, construção de estações de desembarque e
armazenamento de contêineres e, além disso, eliminação dos gargalos
ferroviários, como a passagem das linhas por áreas urbanas. Nos locais onde
favelas cresceram ao lado das linhas, a velocidade média dos comboios chega a
diminuir para 5 km/h, para não pôr em risco a vida das populações.
Não basta que o BNDES abra o cofre e se transforme no grande financiador dos
investimentos ferroviários, como pretende seu presidente, Demian Fiocca, que
anunciou o propósito do banco de emprestar até 50% das necessidades do setor.
Também será preciso que os governos estaduais e municipais assegurem a
desobstrução de áreas contíguas às linhas férreas e facilitem a desapropriação
de novas áreas para a expansão da malha ferroviária.
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ECONOMIA & NEGÓCIOS
14/01/2007
Recuperação de rodovias exige investimentos de R$ 33 bilhões
Distante
do orçamento, valor é usado para questionar decisão do governo de suspender
concessões à iniciativa privada
As
estradas federais vão exigir
investimentos de R$ 33 bilhões nos próximos três anos para sair do atual estado
de deterioração e colaborar com a aceleração do crescimento do País. Os
cálculos, feitos pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada
(Sinicon), incluem a expansão, restauração e conservação de rodovias importantes no País,
como BR-101, no Nordeste; BR-040, em Minas Gerais; e BR-163, no Centro-Oeste,
entre outros corredores estratégicos.
O valor é grande o bastante para acender um sinal de alerta entre especialistas
do setor de infra-estrutura, que questionam a decisão repentina do governo de
suspender a concessão de sete lotes de rodovias federais na semana passada. Isso
porque, apesar de astronômica, a cifra seria suficiente apenas para deixar as estradas em estado entre
razoável e bom. 'Se quiser eliminar todos os gargalos do setor rodoviário, o
governo teria de dobrar esse montante', afirma o presidente da entidade, Luiz
Fernando Santos Reis.
A realidade, no entanto, está distante das necessidades do País. No ano passado,
o orçamento aprovado para o Ministério dos Transportes foi de R$ 9,66
bilhões - valor considerado recorde. Isso, para atender aos setores rodoviário,
ferroviário, portuário e hidroviário, além das agências reguladoras de cada
área. Desse montante, no entanto, apenas R$ 7,83 bilhões foram empenhados pelo
Executivo. Volume discreto, considerando o estado precário dos transportes no Brasil.
O problema é que o governo não tem capacidade para aumentar de forma
significativa essas dotações. Até porque outros setores também precisam de
recursos, como é o caso de ferrovias, portos e hidrovias. Juntas, essas áreas
precisariam de investimentos de R$ 11,9 bilhões nos próximos três anos para não
se tornarem um obstáculo ao crescimento econômico robusto, tão almejado pelo
presidente Lula.
SINAL DE ALERTA
A suspensão da concessão de sete lotes de rodovias federais na semana
passada e o orçamento estreito do governo deixam uma dúvida no ar: de onde
sairá o dinheiro necessário para evitar o colapso das estradas e de toda
infra-estrutura? Na avaliação do diretor do Departamento de Infra-Estrutura da
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Saturnino Sérgio da
Silva, o governo não pode abrir mão da capacidade de investimentos da
iniciativa privada, principalmente num momento de elevada liquidez no mercado
internacional, em que os investidores estão ávidos por novos negócios.
Se continuar nesse ritmo e o País conseguir melhorar um pouco o desempenho
econômico, não vai demorar muito para termos problemas graves, alerta Silva.
'Além das chuvas fortes deste início de ano, que tendem a deteriorar ainda mais
as estradas, o agronegócio já
esboça reação. Isso significa que teremos mais cargas nas estradas.' Segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra deste ano deve
chegar a 123 milhões de toneladas, ante 116 milhões de toneladas do ano
passado. 'Como escoar essa produção com as estradas estouradas da forma
como estão?', questiona Silva.
AS MELHORES DO PAÍS
A última pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada em
meados do ano passado, mostrou que 78,5% dos 84 mil km avaliados eram
deficientes, ruins ou péssimos. Do total percorrido, apenas 6,4% foram
considerados ótimos e 15,2%, bons. O levantamento mostrou que as dez melhores estradas do País estão no
Estado de São Paulo e boa parte delas é administrada pela iniciativa privada. A
campeã da pesquisa foi a rodovia estadual Bandeirantes, entre São Paulo e
Limeira, que obteve nota 100. Em segundo lugar ficou a Dutra, entre São Paulo e
Taubaté, com nota 98,2.
As estradas federais ficaram na
lanterninha. 'É o resultado de anos de abandono, falta de manutenção ou serviço
inadequado, como o tapa-buraco', afirma o professor do Centro de Logística da
Coppead/UFRJ, Paulo Fleury. Segundo ele, o programa emergencial lançado no
início de 2005 não mudou praticamente nada nas estradas brasileiras. Isso
porque os remendos não suportam o efeito das chuvas e o excesso de carga.
'Ficou tudo como antes.'
O boom de construção das rodovias federais ocorreu principalmente a partir da
década de 50, com o governo de Juscelino Kubitschek. Com seu espírito
desenvolvimentista, ele conseguiu asfaltar em 4 anos 15 mil km de estradas. Entre a década de
1969 e 1975, a rede federal aumentou 3 mil km por ano. Entre 1985 e 1990, 780
km por ano. O problema é que a manutenção das estradas abertas no País,
construídas com investimentos elevados, foi esquecida.
Hoje o País tem 1,75 milhão de km de estradas, e apenas 196 mil pavimentadas. Se
nas rodovias asfaltadas a
situação é caótica, imagine a situação das estradas de terra, como é o
caso da BR-163, no Pará. Em épocas de chuva, o trafego só funciona com a ajuda
de tratores para desatolar os caminhões. Na BR-153, a Belém-Brasília, os
buracos sinalizam que há anos não são destinados recursos para sua manutenção.
O resultado da falta de conservação é o número de mortes nas estradas brasileiras. Segundo
estudo da Coppead/UFRJ, no Brasil ocorrem 19 mortes por 100 mil habitantes. No
Chile, são 13; nos Estados Unidos, 14,5. O custo para o País ultrapassa R$ 7,35
bilhões.
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ECONOMIA & NEGÓCIOS
14/01/2007
Com licitações, governo evita desembolso de R$ 20 bilhões
A
licitação dos sete lotes de rodovias federais suspensa semana passada pelo
governo poderia desonerar o Estado de investimentos da ordem de R$ 20 bilhões
durante os 25 anos de concessão das estradas. Com esse dinheiro, o governo poderia
reconstruir durante esse período, de forma ininterrupta, 1.067 km por ano de
rodovia em estado péssimo de conservação, segundo cálculos da Associação
Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib).
Outra opção, segundo a entidade, seria usar os recursos para restaurar rodovias sem atratividade
para a iniciativa privada. O montante seria suficiente para recuperar 1.905 km
por ano de trechos com buracos, ondulações e afundamentos. Ou ainda poderia
usar o dinheiro para fazer obras de manutenção de 4.444 km de estradas por ano. Além disso,
a transferência da administração das rodovias para a iniciativa privada renderia
aos cofres do governo arrecadação de R$ 9,3 bilhões.
A mudança de planos pegou todo o setor de transportes de surpresa, que
aguardava para as próximas semanas a liberação do edital para o leilão de
concessão, já que o Tribunal de Contas da União (TCU) havia liberado o processo
no fim do ano passado. Mas os oito anos de análise do modelo de concessão não
foram suficientes para o governo chegar a uma conclusão.
O processo de licitação das rodovias teve início em 1999 e foi adiado logo em
seguida pelo então ministro dos Transportes Eliseu Padilha. Na época, eram 13
lotes de rodovias, reduzidos para sete
lotes em 2000. Mais tarde, o TCU pediu 30 mudanças no modelo de concessão, que
foram atendidas.
Em 2002, por questionamento de um ministro do Tribunal de Contas, o então
ministro Anderson Adauto suspendeu o processo, que foi retomado em 2003, no
governo Lula. Depois de idas e vindas, pedidos de mudanças e novos estudos, o
TCU liberou a retomada das medidas para a licitação das estradas no fim de 2006. Mas,
semana passada, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou nova
suspensão das concessões para mais uma avaliação por parte do governo.
Um dos grandes problemas desse novo adiamento é que os estudos feitos para o
leilão de concessão podem ficar ultrapassados rapidamente, especialmente
considerando as fortes chuvas das últimas semanas, afirmam técnicos do setor.
'A grande virtude da concessão é que os investimentos em conservação das estradas é permanente. Não é
como no governo federal que sobe um ano e míngua no outro', diz o presidente da
Associação Nacional dos Transportadores de Carga (NTC), Geraldo Vianna. R.P.
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ECONOMIA & NEGÓCIOS
14/01/2007
Régis é exemplo de ineficiência
Buracos
na pista viram crateras e 'rodovia da morte' espera por obras
Os
motoristas não enxergam a placa que anuncia 'uma obra do governo federal',
encoberta pelo mato, mas isso não faz diferença. Também quase não se vêem obras
ao longo dos 404 quilômetros da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), entre São
Paulo e Curitiba. Conhecida como 'rodovia da morte' por causa do alto índice de
acidentes, a Régis é considera pelos prefeitos um exemplo da ineficiência do
governo federal na administração de rodovias.
O mato alto do canteiro central e das margens foi cortado pela última vez há
mais de dois anos, segundo Edson Ferreira da Silva, funcionário de um caldo de
cana na beira da estrada. 'Meu patrão paga para roçar aqui na frente, senão os
motoristas não vêem a gente.' As placas de sinalização ficam encobertas. São
visíveis apenas as que indicam 'pamonha, banana e jaca', pois os vendedores
abrem clareiras no matagal. Na pista, os buracos estão se transformando em
crateras, sem que a empresa contratada pelo Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) para o 'tapa-buracos' consiga dar conta do
recado.
O problema não é decorrente das últimas chuvas, como provam as faixas de
sinalização pintadas dentro das crateras. Nos trechos mais críticos, entre
Juquitiba e Juquiá, sobretudo na Serra do Cafezal, em Miracatu, os caminhões
trafegam na faixa dos automóveis, menos esburacadas, e acabam multados.
No trecho de 32 km de serra, a pista não foi duplicada e, para quem sobe, não
há acostamentos. Os 11 radares que limitam a velocidade a 60 km por hora seriam
dispensáveis. Com o excesso de veículos e a freqüente interdição por queda de
barreiras, a lentidão e os congestionamentos são constantes.
'Para aplicar multas eles são ligeiros, mas para melhorar a estrada...',
reclama Aldo Sartorelli, caminhoneiro de Florianópolis. Ele lembra que há 20
anos se fala em duplicar o trecho da serra, mas o projeto não sai do papel.
Sartorelli não acredita que a simples instalação de pedágios vai resolver. 'O
governo sempre desvia o dinheiro para outra coisa.'
Josmar Rodrigues, de 26 anos, dono de uma empresa que mantém três caminhões
puxando cimento na Régis, conta que as más condições da estrada representam
custo adicional de R$ 60 mil por ano. 'Daria para comprar um caminhão.' Segundo
ele, fica mais barato pagar pedágio e rodar numa estrada melhor. 'Meus
caminhões rodam também na Castelo Branco, e só em combustível a economia é de
10%.'
A Castelo é uma rodovia estadual privatizada e com pedágios. Na Régis, as
empresas de transportes são obrigadas a contratar escolta para as cargas. Além
dos ladrões, em caso de acidentes o saque é inevitável. Há ainda intenso
comércio ilegal nas margens, onde se vende desde bebidas e animais da fauna
silvestre até combustível roubado e adulterado. O prefeito de Miracatu, Miyogi
Kayo (PSDB), acha que o governo não vai conseguir duplicar o trecho da Serra do
Cafezal, onde ocorre a maioria dos acidentes. O município do Vale do Ribeira é
cortado pela rodovia.
Kayo tem uma lista de 44 pessoas acidentadas apenas em dezembro, atendidas no
pronto-socorro municipal. Entre elas há dois estrangeiros. 'Vou mandar a relação
aos governos do Estado e federal e pedir que me ajudem com verbas.' Segundo
ele, as vítimas tinham ferimentos graves que exigiram procedimentos caros. A
maioria dos acidentes aconteceu na serra.
A duplicação na serra é uma obra cara, diz o prefeito. 'Pelo menos 27
quilômetros exigem pontes e túneis, além da construção de aterros.' Há ainda
exigências ambientais, pois a estrada corta área de mata atlântica. Na opinião
de Kayo, a duplicação é indispensável e a demora, absurda. 'Essa rodovia
transporta grande parte da riqueza do País, mas o problema maior é a vida:
quantas pessoas já morreram por aqui?'
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ECONOMIA & NEGÓCIOS
14/01/2007
BR-040, uma rodovia de contradições
Ligação
de Brasília ao Sudeste tem trecho privatizado e em ótimo estado
Principal
via de ligação da capital do País com o Sudeste, por onde circulam bens,
pessoas e boa parte da produção agrícola do Centro-Oeste brasileiro, a rodovia
federal BR-040 é um exemplo das contradições da malha rodoviária nacional. Nos
seus 1,2 mil quilômetros de extensão, o único trecho considerado ótimo pelos
usuários é a faixa de 170 km entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro,
administrada pela iniciativa privada, com pedágio.
No restante, há uma sucessão de trechos danificados, intercalados com segmentos
em estado razoável e poucos considerados bons. A situação foi amenizada depois
da operação tapa-buracos, realizada pelo governo no fim do ano passado, mas
ainda está longe de ser considerada ideal. 'A cada ano bom como este,
geralmente perto de eleições, temos dois ou três anos ruins', disse o
caminhoneiro Aloísio Pires.
Com 46 anos de idade e 25 de estrada, Pires dirige uma cegonheira da Sada
Transportadora. Ele disse que desde o ano passado, após a onda de pressões, tem
notado volume intenso de obras nas rodovias, mas ainda assim prefere pagar
pedágio para ter estradas mais seguras. 'O pedágio é caro, mas compensa porque
estrada melhor gasta menos pneu, estraga menos o carro e a gente corre menos
risco de acidente.'
O empresário Lincoln Tagliaferre também não entende o que chama de 'miopia' da
classe política, que resiste à solução do pedágio como garantia da qualidade
das rodovias. Se eles (políticos)
que decidem as coisas em Brasília andassem menos de avião e mais de carro
saberiam a diferença entre uma opção e outra.'
O pior trecho da BR-040 são os 700 km de pista única entre Brasília e Belo
Horizonte, com muitos buracos, acostamento precário e sinalização apagada ou
inexistente em vários locais. A buraqueira começa logo a 25 km do Plano Piloto.
Os longos períodos de abandono da rodovia, entre uma eleição e outra, fazem bem
ao borracheiro Nelson Miranda, no Posto JK, em Cristalina, Goiás, a 150 km de
Brasília. Ele chega a faturar três vezes mais nos períodos de estrada ruim,
como até 2006. 'Pelo que sei, nas estradas com pedágio há menos serviço para
borracheiro.'
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CIDADES
14/01/2007
Dia com muita água e acidentes
Temporal
no DF provoca 29 acidentes, afundamento de asfalto em trecho da BR-070 e ameaça
de desmoronamento de casa em Samambaia. Nível do Lago Paranoá continua acima do
normal
A
chuva de ontem deixou estragos em todo o Distrito Federal. Segundo a Polícia
Militar, da 0h até as 18h ocorreram 29 acidentes, boa parte por causa da pista
molhada. O mais grave foi registrado por volta das 5h20, na DF-290, próximo ao
Fórum de Santa Maria. O motociclista Raul Califa Moura, 20 anos, escorregou na
pista, caiu e morreu na hora. Bruna de Souza Soares Alves, 20, que estava na
garupa da moto, chegou a ser levada para o Hospital Regional do Gama (HRG). Mas
morreu horas depois.
A colisão entre o ônibus da viação Rápido Brasília placa JJZ 2403-DF e o Corsa
IJV 8253-DF deixou três vítimas no início da tarde de ontem, na W3 Sul. O
acidente ocorreu por volta das 14h, em frente ao Edifício Assis Chateaubriand,
na 502 Sul. De acordo com a Polícia Militar, o coletivo, conduzido por Waldinei
Martins Ferreira, 30, teria perdido o controle e bateu na traseira do carro,
que capotou e ainda acertou o semáforo.
O motorista do Corsa, Wagner Carlos da Silva Brum, 38, não sofreu nada. Os
demais passageiros do veículo: Luciana Segóbia Buena Brum, 36, Nathan Buena
Brum, 15, e Abner Buena Brum, 6, foram socorridos ao Hospital de Base sem
ferimentos graves. Nenhum ocupante do ônibus ficou ferido. Na via de acesso à
Ponte JK, Heli Sasaki, 59, bateu contra um poste por volta das 11h, no sentido
Lago Sul-Plano Piloto. Ele foi levado em estado grave ao Hospital de Base. Até
o fechamento desta edição, ele permanecia internado.
Pista afunda
A chuva fez com que asfalto afundasse na BR-070. Há 10 dias, a via está
interditada no sentido Plano Piloto-Águas Lindas(GO). Agora, no mesmo ponto, na
altura do setor M Norte (Ceilândia), a cratera formou-se no sentido contrário.
Com isso, ao todo, um quilômetro da via foi completamente fechado. Motoristas
devem desviar por dentro de Ceilândia. Técnicos do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura em Transportes (Dnit) foram, no início da tarde de ontem,
vistoriar o trecho interditado.
O Secretário de Transportes, Alberto Fraga, monitorava as ações e estudava uma
rota alternativa para os veículos que passam pelo local, em especial ônibus e
vans. Fraga explica que, por se tratar de uma rodovia federal, não cabe a
interferência do GDF. “Mas estamos acompanhando, para que a recuperação do
trecho seja a mais rápida possível”, afirma. Ele diz que houve problemas na
obra de canalização de fibra ótica, sob a pista. No fim da tarde, a secretaria
definiu que o desvio será por dentro do setor M Norte. Em Samambaia, uma casa
de três pavimentos, na Quadra 601, Conjunto 15, foi interditada temporariamente
pela Defesa Civil, já que corria risco de cair. A família foi retirada até que
o local estivesse em segurança. No início da tarde, a Defesa Civil autorizou os
donos a voltarem ao imóvel.
As comportas do Lago Paranoá continuam abertas. Na noite de sexta-feira, a
Companhia Energética de Brasília (CEB), aumentou a abertura das barreiras de
contenção. A brecha que era de 40cm de altura, foi aumentada para 60cm. “Como
as chuvas continuaram regulamos as três comportas da barragem”, afirmou o
diretor geral da CEB, Hamilton Carlos Naves. A vazão é estimada em 45 mil
litros por segundo. A medida foi necessária porque o espelho d’ água atingiu o
limite de 1.000,81m acima do nível do mar. A estimativa é que as comportas
fiquem abertas até a próxima terça-feira para que o nível baixe para 1.000,70m.
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CIDADE
14/01/2007
Rodovia interditada
Afundamento
na pista, no sentido Goiás–DF, fez Dnit ordenar a interdição total do trecho do
Km 5, por tempo indeterminado
Mais
transtornos para quem precisa utilizar a BR–070. Aproximadamente 750 metros, na
altura do Km 5 da rodovia que liga o Distrito Federal a Águas Lindas (GO),
estão bloqueados nos dois sentidos desde ontem. No início do mês, parte da
pista utilizada pelos motoristas que deixam o DF cedeu devido a problemas em
dois dutos de água pluvial instalados pela Caesb há 11 anos.
Com as chuvas dos últimos dias, o problema se agravou. A pressão das águas
iniciou um afundamento de cerca de 10 centímetros de profundidade na outra mão
da rodovia federal, levando o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) a determinar a interdição total do trecho na estrada por tempo
indeterminado.
Para passar, os motoristas precisam usar desvios improvisados pela Polícia
Rodoviária Federal (PRF). O tráfego foi transferido para a QNM, em Taguatinga.
Segundo o superintendente regional do Dnit, Riumar dos Santos, a possibilidade de que o
asfalto do sentido Águas Lindas–DF ceda não está descartada. "Não podemos
precisar, mas estamos preparados para tudo. Uma chuva muito intensa pode
agravar a situação", disse.
Para conter a deterioração do asfalto, uma força-tarefa foi organizada.
Diversos órgãos dos governos Federal e do DF se uniram para procurar soluções e
normalizar a situação na rodovia. Técnicos da Novacap, Caesb, PRF, Dnit e Petrobras foram
ontem ao local avaliar a situação.
Para evitar mais transtornos aos motoristas, assim que as chuvas derem uma
trégua, eles vão iniciar a construção de duas pistas alternativas, que vão
passar ao lado do trecho interditado na rodovia. "Já temos medidas
traçadas e vamos entrar em ação. Será um trabalho conjunto. Quando as chuvas
melhorarem, vamos iniciar o calçamento com pedras", explicou Riumar.
A Petrobras teve que ser acionada, já que um poliduto de óleo diesel da estatal
também passa por baixo do canteiro central, que separa as duas mãos da rodovia.
A Novacap e a Caesb estão encarregadas de resolver o problema dos dutos de água
pluvial, que causaram todo o estrago. O desgaste pelo tempo de uso causou uma
pressão acima do normal nos tubos subterrâneos, o que acabou comprometendo o
asfalto da BR. Não existe previsão para o término dos reparos.
Os técnicos das duas empresas do GDF vão inutilizar os dois dutos que estão
causando os problemas. No lugar deles, novos serão construídos, assim que a
situação na BR voltar ao normal, sem comprometer a utilização da pista,
prometem. Mesmo com o perigo, motoristas imprudentes não respeitaram as
barreiras colocadas pela PRF e acabaram passando pelo trecho que está
interditado.
Chuva deve dar trégua na quarta-feira
Prepare o guarda-chuva, pois só na quarta-feira as chuvas vão dar trégua. Quem
garante é a meteorologista Odete Chiesa, do Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet). A previsão é de chuva até terça-feira, de quarta-feira em diante as
precipitações voltam a ocorrer apenas na parte da tarde conforme acontece no
verão. A expectativa, disse a meteorologista, é de que, neste ano, janeiro seja
mais chuvoso que o mesmo período do ano passado.
Isto porque, explicou, até as 10h de ontem, havia chovido no DF 159,4
milímetros, mais da metade da média de 241,4 milímetros prevista para o
período. A temperatura, entretanto, deve permanecer alta, variando entre 18 e
26 graus e os ventos serão de fracos a moderados. A umidade relativa do ar,
ressaltou Odete, vai oscilar entre 95% e 70%.
Mesmo estando dentro da média, entretanto, o volume de água que já caiu no DF
este ano foi suficiente para exigir a abertura das três comportas da Barragem
do Paranoá. Desde sexta-feira elas estão abertas para dar vazão ao volume
superior ao limite de 1.000,80 metros acima do nível do mar. A novidade
transformou o Barzinho da Barragem em atração turística.
Ontem, mesmo com a chuva torrencial do período da manhã, a família do
funcionário público Carlos Sena, 37 anos, passeava no local para ver as águas
correrem. "As meninas quiseram parar para ver. O espetáculo daqui é
bonito", disse Sena, apontando o Córrego Boqueirão agora transformado em
caudaloso rio, com uma vazão de 25 mil litros de água por segundo. Em novembro
do ano passado, as comportas da barragem também tiveram de ser abertas para dar
vazão à água.
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ECONOMIA
13/01/2007
Governador irá a Brasília pedir verba
O
governador Eduardo Campos deve se reunir, na próxima quarta-feira, com os
ministros da área econômica do Governo Federal para apresentar a lista de
projetos que o Estado quer incluir no Plano-Piloto de Investimentos (PPI). De
acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho,
a lista a ser apresentada é semelhante à que o governador empregaria à
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na reunião dos governadores do
Nordeste realizada na última quinta-feira, em Natal (RN). A ministra não
compareceu à reunião na capital potiguar.
Fernando Bezerra Coelho explicou, ontem, durante sua posse como presidente do Porto de Suape, que, aos
projetos apresentados ao ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, em
Natal, serão acrescentados os projetos do Canal do Sertão e do Canal Terra
Nova. “Esses dois canais não podem ser incluídos no PPI porque não têm projetos
executivos, mas devem ser classificados como prioritários”, detalhou.
A lista apresentada em Natal pelo Governo do Estado inclui 18 projetos nas
áreas de recursos hídricos, portos e transportes, que juntos somam R$ 2,2 bilhões. Na
área de recursos hídricos, o governo sugere a inclusão da finalização do
sistema adutor de Pirapama (R$ 170 milhões) e da construção da adutora de
Engenho Maranhão no Rio Ipojuca (R$ 50 milhões), entre outros projetos. Já em transportes, aparecem, entre
outras obras, a ampliação da Estrada da Batalha (R$ 127 milhões) e a duplicação
da BR-10 (R$ 330 milhões). Para os portos de Pernambuco foi solicitada a
inclusão no PPI dos acessos à Ilha de Tatuoca (R$ 83,3 milhões), além de R$ 12
milhões para o Porto do Recife e R$ 3 milhões para o Porto de Petrolina.
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AQUI SALVADOR
13/01/2007
Famílias sem teto fecham a BR-324
Durante
duas horas, cerca de 600 integrantes do Movimento dos Sem Teto (MSTS) fecharam
a BR-324, na altura da Jaqueira do Carneiro, próximo à entrada do Retiro,
sentido Salvador/Feira de Santana. O ato de protesto iniciado, às 9h de ontem,
teve o intuito de chamar a atenção da sociedade e dos líderes do governo para
as dificuldades encontradas no acampamento do MSTS do Vila do Metrô 2, onde
vivem 350 famílias do movimento.
De acordo com Idelmário Proença, um dos líderes do MSTS, o movimento exige que
o poder público elabore um projeto habitacional para as famílias que residem no
acampamento do MSTS do Vila do Metrô 2 há cerca de três anos. “A condição de
vida dessas pessoas é inaceitável e até hoje não se pensou em nada para
melhorar essa situação. Nosso protesto é para mostrar aos governantes que
estamos aqui e precisamos de algum tipo de suporte”, declarou Proença.
Enquanto o governo não apresenta nenhum projeto que contemple as famílias, os
integrantes do movimento solicitam serviços como água e energia elétrica.
Integrante do movimento, João da Silva, 41 anos, vive com três filhos e a
esposa desde o início da ocupação. “Não temos a menor estrutura. Se pelo menos
nos dessem água, a situação ficaria um pouco melhor”, afirmou o sem-teto.
O protesto bloqueou a passagem de veículos e deixou motoristas irritados. “Não
tenho nada contra a realização dessas mobilizações. Só acho que elas não podem
atrapalhar a vida de quem precisa trabalhar”, disse o representante comercial
Márcio Martins, 38 anos, que tinha uma reunião em Feira de Santana, às 10h. “Já
perdi meu compromisso”, esbravejou Martins. Por volta de 11h, os manifestantes
já tinham liberado a pista e o tráfego voltado ao normal.
Hoje, 26 mil famílias estão inscritas no MSTS em busca de um local para morar.
Três mil famílias vivem em 21 acampamentos espalhados por Salvador, Lauro de
Freitas, Camamu, Dias d’Ávila, Conceição de Feira e São Francisco do Conde.
Somente na capital baiana são 17 acampamentos. O maior reúne cerca de 300
famílias nos galpões da Rede Ferroviária Federal, na Calçada.
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POLÍTICA
13/01/2007
BR-040 terá R$ 49 mi após Sete Lagoas
O
Ministério
dos Transportes pretende liberar R$ 49 milhões neste ano para a duplicação do
trecho da BR-040 entre Sete Lagoas e o trevo de Curvelo. O compromisso foi
firmado na última quarta-feira entre o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o senador Eduardo
Azeredo.
O ministro garantiu a liberação de R$ 14 milhões que estão previstos em uma
medida provisória. Outros R$ 35 milhões devem sair do orçamento federal, por
meio de uma emenda apresentada por Azeredo. Paulo Sérgio Passos também garantiu ao
senador mineiro que as obras serão iniciadas em breve.
Nos últimos anos, os recursos liberados para a duplicação da BR-040 foram fruto
da apresentação de emendas de parlamentares mineiros. O próprio Azeredo
garantiu R$ 42 milhões para os trechos em 2004 e 2005.
O governador Aécio Neves também tem cobrado a liberação de recursos do Governo
federal para as rodovias mineiras. Na quinta-feira, o vice-presidente José
Alencar anunciou que serão liberados recursos para as estradas mineiras, por ordem
do presidente Lula, que está de férias.
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EDITORIAL
13/01/2007
Expectativa Positiva
O
volume de chuvas que tem abençoado o Mato Grosso do Sul nas últimas semanas
está gerando uma expectativa positiva em relação a safra que se aproxima e que
pode recuperar um pouco dos prejuízos que o campo acumulou nos últimos três
anos quando o Estado foi castigado por seguidas e rigorosas estiagens. Porém,
enquanto muitos comemoram, outros lamentam os estragos que estas chuvas estão
causando em estradas vicinais, rodovias estaduais, pontes e até na área
urbana das cidades, onde a falta de investimentos sérios em obras de saneamento
acaba transformando alguns bairros em verdadeiras lagoas. Porém, entre lamentar
ou comemorar o volume de água que tem abençoado o Estado, é bem possível que a
maioria da população fique com a segunda opção, já que poucas Unidades da
Federação são tão reféns do agronegócio quanto o Mato Grosso do Sul. É regra:
se o campo vai bem - produzindo alimentos e engordando a criação - a cidade
também vai bem, gerando empregos, aquecendo o comércio, o setor da construção
civil e de serviços. É um círculo virtuoso que beneficia todos, principalmente
o governo que arrecada mais e, automaticamente, pode investir mais.
O fato é que nas últimas semanas o setor rural e toda sociedade estão
comemorando a abençoada chuva. Não poderia ser diferente. Enquanto colheu
safras recordes, a Grande Dourados vivia o status de um verdadeiro eldorado com
prédios antigos ganhando nova arquitetura e os terrenos baldios ganhando novos
e modernos empreendimentos. O comércio se expandiu e ganhou diversidade,
enquanto setores prestadores de serviço se consolidaram a ponto de transformar
Dourados em referência para o Centro-Oeste brasileiro em diversos setores,
sobretudo na saúde, com a cidade oferecendo médicos em todas as especialidades e
equipamentos de última geração para qualquer tipo de diagnóstico. Foi graças a
riqueza produzida no campo que a cidade virou excelência em cirurgias de alta
complexidade, além de possuir serviços que num passado recente só eram
encontrados em Campo Grande, como centro de hemodiálise, quimioterapia e
radioterapia.
Porém, o governo que acaba de assumir, além de torcer para que a chuva continue
abençoando o Estado, também precisa encontrar formas de recuperar as rodovias estaduais e estradas vicinais de Mato Grosso
do Sul. As chuvas das últimas semanas deixaram as estradas em estado ainda mais
crítico, sobretudo as vicinais. Por outro lado, as rodovias federais seguem em
situação crítica em todas as regiões do Estado, desde o Bolsão, até a
Fronteira, Norte e Cone-sul. Enquanto o Ministério dos Transportes não investir o
dinheiro que tem em caixa para obras de manutenção, construção e reformas de rodovias, o Mato Grosso do
Sul vai convivendo com o abandono da BR-267, que liga Nova Alvorada do Sul à
Bataguassu, na divisa com São Paulo. O governo federal tem anunciado
investimentos em obras nas BRs que cortam Estado, mas a situação é tão crítica
que o pouco que é feito quase não ameniza o caos. A BR-163, por exemplo,
apresenta problemas em quase toda sua extensão, desde Mundo Novo até Sonora. É
uma lástima.
Em situação semelhante estão as rodovias estaduais que atendem os municípios
de fronteira. A Agência de Gestão de Empreendedorismo (Agesul), que em tese
deveria bancar não apenas a manutenção mas, sobretudo, a recuperação das estradas estaduais, não
possui maquinários em volume suficiente para atender todos os municípios, mesmo
com o governo passado tendo arrecadado centenas de milhões de reais com o
Fundersul. Os prefeitos, os Sindicatos Rurais e de entidades representativas do
setor produtivo deveriam se unir ao governo do Estado numa força tarefa gigante
para recuperar as estradas rurais quando o período das chuvas passar. O momento
requer união de todos os setores para que a safra recorde não fique parada no campo
por falta de condições de escoamento.
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ATUALIDADES
13/01/2007
Governo libera R$ 4 milhões para recuperar estradas no Pará
O
deputado federal Zé Geraldo (PT) anunciou, ontem, em Belém a liberação de R$ 4
milhões para a recuperação de estradas federais no Pará. O dinheiro, segundo
ele, foi empenhado esta semana pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit). Os recursos vão atender obras de recuperação na rodovia
BR-308, que liga os municípios de Vizeu a Bragança, no nordeste do Estado. Na
BR-222, entre Dom Elizeu e Marabá, será executado trabalho de conservação
asfáltica.
Outra rodovia que será contemplada, segundo Zé Geraldo, é a BR-230, a
Transamazônica, que receberá recursos para a continuação de trabalhos de
manutenção, iniciados ano passado. O deputado anunciou ainda a inclusão de três
grandes obras no Pará, dentro do Programa Piloto do Governo Federal, que vai
garantir a liberação de recursos por meio medidas provisórias, assinadas pelo
presidente Lula e que não passam pela Comissão de Orçamento da Câmara.
'Tenho confiança que as eclusas de Tucuruí e o asfaltamento da BR-163 e da
Transamazônica estão entre os projetos aprovados no programa piloto', garantiu,
informando que reuniu esta semana com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma
Roussef, para garantir a inclusão destas obras no programa.
Para o asfaltamento da BR-163, no trecho Cuiabá-Santarém, estão orçados cerca
de R$ 1 bilhão. As eclusas de Tucuruí devem contar com R$ 700 milhões, e outros
R$ 950 milhões serão destinados para o asfaltamento da Transamazônica, entre
Rurópolis e Marabá. Somados os investimentos nos três projetos, o governo
federal deverá investir no Pará mais de R$3 bilhões. 'O grande beneficiário é o
governo do Estado e a população, que verá realizadas promessas que já duram
mais de 30 anos', encerrou.
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POLÍTICA
13/01/2007
Decisão por novo partido sai dia 18
O
governador vai conversar com o presidente Lula, quando então promete definir
seu ingresso e o do seu grupo político em um partido
O
governador Blairo Maggi (sem partido) voltou a dizer que somente depois de uma
conversa com o presidente Lula, no próximo dia 18, no Rio de Janeiro, vai
definir seu ingresso em uma nova sigla. Maggi se encontra dividido entre o PSB
e o PR, este recomendado pelo presidente da República, e que já sinalizou com a
possibilidade de indicar um nome de confiança do governador para o Ministério dos
Transportes ou nos cargos do Departamento Nacional de Infra-estrutura
Terrestre (DNIT).
Maggi voltou a negar que nos últimos dias tenha sofrido assédio por parte do
PMDB, sinalizando que apenas conversou com interlocutores do PSB e do PR, mas
que ainda não tem a decisão definitiva. Blairo não quer perder a proximidade
que passou a ter junto ao presidente Lula e por isso sente necessidade de
amarrar bem qualquer questão envolvendo troca de partido.
Para o governador, o mais importante é fazer uma transição sem traumas, ou
seja, de forma espontânea e de bem com todos os partidos que lhe deram
sustentação e lhe ofereceram espaço político. “Mesmo optando por este ou aquele
partido, vamos continuar mantendo entendimento com todas as siglas que nos
apóiam e nos ajudam a administrar Mato Grosso”, explicou Blairo Maggi.
O presidente da República se reúne no próximo dia 18, no Rio de Janeiro, com
lideres políticos da América do Sul e neste dia o governador aproveita para
decidir seu futuro político e o tamanho do seu grupo.
“Temos recebido manifestações de apoio de políticos de todos os partidos, mas o
governador Blairo Maggi não tem interesse em esvaziar nenhuma sigla e sim
fortalecer os partidos de sua base aliada”, explicou Luiz Antônio Pagot,
secretário de Educação e o nome mais forte para ocupar uma função no Governo
Federal, como indicado do governador mato-grossense.
MUNICÍPIOS -- O Partido da República (PR), com a possibilidade de adesão do
governador Blairo Maggi à legenda, pode aumentar o número de prefeitos nos
municípios da Região Sul. O PPS, antigo partido do governador, conta com apenas
duas prefeituras no Sul do Estado. O PR, por outro lado, já conta com as
prefeituras de Jaciara, Juscimeira, Alto Araguaia e São Pedro da Cipa. Com a
chegada de Maggi, o PR passará a ter ainda as prefeituras de Rondonópolis e
Pedra Preta, hoje administrada pelo PPS.
Com isso, dos 17 municípios da região, seis seriam administrados pelo PR. Os prefeitos
dos dois municípios, Adilton Sachetti e Augustinho de Freitas, respectivamente,
devem seguir o mesmo destino de Maggi. Atualmente, o PFL administra cinco
municípios e o PMDB, quatro.
Caso o PR passe a dominar a região, chama a atenção o caso de Rondonópolis, em
que o atual prefeito e Wellington Fagundes, adversários na última disputa
eleitoral para prefeitura de Rondonópolis, passem a ser aliados contra José do
Pátio (PMDB) e possivelmente Percival Muniz (PPS).
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CIDADES
14/01/2007
Chuva desabriga cinco famílias
Córrego
que corta a cidade transbordou devido às chuvas e atingiu casas ribeirinhas. Um
bueiro rompeu e interditou a GO-330
Cinco
famílias ficaram desabrigadas na madrugada de ontem em Ipameri, a 200
quilômetros de Goiânia, em decorrência do transbordamento do Córrego Vai e Vem,
que corta a cidade. Na GO-330, saída para Pires do Rio, um bueiro rompeu pela
força do Córrego Atalho, afluente do Vai e Vem. O encabeçamento da ponte foi
levado pela água abrindo um buraco de 12 metros. A pista foi interditada e o
tráfego desviado para o perímetro urbano.
De acordo com o prefeito em exercício, Ailton Vaz, uma chuva torrencial caiu
sobre o município na madrugada causando os danos no anel viário de Ipameri. Ele
acredita que o Córrego Vai e Vem, que recebe o Córrego Atalho no Centro da
cidade, tenha subido mais de 3 metros. Para atender os atingidos, foram
acionados o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Caldas Novas. A Polícia
Militar e a 23ª Companhia de Engenharia e Combate do Exército, baseada em
Ipameri, reforçaram as equipes de apoio.
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) atendeu os moradores das margens do Vai e
Vem preocupados com o grande número de caramujos que surgiu nos quintais após a
enchente. “Ele sobrevive na água, mas não causa danos à saúde”, disse o
vice-prefeito, explicando que os caramujos foram retirados pela Funasa.
A prefeitura providenciou abrigo provisório para as famílias desabrigadas no
Colégio Municipal José Marcelino e instalou o telefone 0800-6474045 para
atender as pessoas que porventura tenham tido prejuízos com a chuva. Na tarde
de ontem, Ailton Vaz percorreu a zona rural do município mas não localizou
nenhum rompimento de represa.
Ação emergencial
Presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), José
Américo de Souza esteve em Ipameri para analisar os estragos na GO-330.
“Estamos fazendo um levantamento, mas é certo que teremos de fazer uma nova
obra de arte e uma ação emergencial para restabelecer o tráfego”, explicou.
O presidente da Agetop classificou o problema similar ao que ocorreu na GO-213,
no acesso a Caldas Novas. No dia 17 de janeiro de 2005, uma tromba d’água
encheu o Córrego Jacu, rompendo parte da pista da GO-213. Três veículos,
inclusive um carro do Corpo de Bombeiros de Caldas Novas, caíram no buraco e
quatro pessoas morreram. Na época, uma ponte provisória foi montada pelo
Exército para garantir o tráfego em direção à cidade.
Rogério de Mendonça Lima, diretor de Operação e Manutenção da Agetop, que
também esteve em Ipameri, explicou que embora o tráfego tenha sido desviado, o
fluxo de veículos está normal. “Por sorte não perdemos pontes”, afirmou,
ressaltando que a chuva está causando problemas em diversos pontos do Estado. A
Agetop acredita que somente no meio da semana terá condições de iniciar as
obras no local.
Ponte interditada
Na BR-070, a ponte sobre o Rio Garças, entre Barra do Garças e Pontal do
Araguaia, divisa de Mato Grosso com Goiás, está interditada para veículos
pesados, como caminhões e ônibus. O tráfego, apenas de um lado da ponte, está
liberado somente para carros de passeio.
Na noite de sexta-feira, técnicos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) constataram rachaduras em dois pilares da ponte. Muito antiga
e localizada próximo a um posto fiscal numa região produtora de grãos, é comum
o congestionamento de veículos de cargas nas imediações, levando muitos
motoristas a estacionarem sobre ela. A expectativa da Polícia Rodoviária
Federal é que até meio-dia de hoje técnicos do Dnit dêem um
posicionamento sobre o que será feito no local.
Na mesma BR-070, no Distrito Federal, o Dnit suspendeu as obras de substituição das duas
redes coletoras de águas pluviais que tinham comprometido o acostamento no
quilômetro 5, entre Brasília (DF) e Águas Lindas. Com o surgimento de novo
problema, agora no canteiro central, o órgão interditou um quilômetro dos dois
lados da rodovia e abriu um desvio em Ceilândia.
Segundo o superintendente regional do Dnit, Riumar dos Santos, com a melhoria do tempo
será construído novo desvio e duas novas linhas coletoras de águas pluviais sob
a rodovia.
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ECONOMIA
14/01/2007
Estradas federais exigem investimento de R$ 33 bi
Suspensão
de licitações cria polêmica e dúvida sobre de onde virá o dinheiro para
consertar rodovias e destravar o crescimento do País
São
Paulo - As estradas federais vão exigir investimentos de R$ 33 bilhões nos
próximos três anos para sair do atual estado de deterioração e colaborar com a
aceleração do crescimento do País. Os cálculos, feitos pelo Sindicato Nacional
da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), incluem a expansão, restauração e
conservação de rodovias importantes no País, como BR-101, no Nordeste; BR-040,
em Minas Gerais; e BR-163, em Mato Grosso do Sul; entre outros corredores
estratégicos. O valor é grande o bastante para acender um sinal de alerta entre
especialistas do setor de infra-estrutura, que questionam a decisão repentina
do governo de suspender a concessão de sete lotes de rodovias federais na semana
passada.
Isso porque, apesar de astronômica, a cifra seria suficiente apenas para deixar
as estradas em estado entre
razoável e bom. “Se quiser eliminar todos os gargalos do setor rodoviário, o
governo teria de dobrar esse montante”, afirma o presidente da entidade, Luiz
Fernando Santos Reis. A realidade, no entanto, está distante das necessidades
do País.
No ano passado, o orçamento aprovado para o Ministério dos
Transportes foi de R$ 9,66 bilhões - valor considerado recorde. Isso para
atender aos setores rodoviário, ferroviário, portuário e hidroviário, além das
agências reguladoras de cada área. Desse montante, no entanto, apenas R$ 7,83
bilhões foram empenhados pelo executivo. Volume ainda muito discreto,
considerando o estado precário dos transportes no Brasil.
O problema é que o governo não tem capacidade para aumentar de forma
significativa essas dotações. Até porque outros setores também precisam de
recursos, como é o caso de ferrovias, portos e hidrovias. Juntas, essas áreas
precisariam de investimentos de R$ 11,9 bilhões nos próximos três anos para não
se tornarem um obstáculo ao crescimento econômico robusto, tão almejado pelo
presidente Lula.
Na avaliação do diretor do Departamento de Infra-Estrutura da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo, Saturnino da Silva, o governo não pode abrir
mão da capacidade de investimentos da iniciativa privada, num momento de
elevada liquidez no mercado internacional, em que os investidores estão ávidos
por novas oportunidades. Se o País conseguir melhorar um pouco o desempenho
econômico, não vai demorar muito para termos problemas graves, alerta Silva.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a safra deste ano
deve chegar a 123 milhões de toneladas, ante 116 milhões de toneladas em 2005.
“Como escoar essa produção com as estradas estouradas?”, questiona Silva. (Agência
Estado)
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ECONOMIA
14/01/2007
Só 196 mil km de rodovias pavimentadas
O
boom de construção das rodovias federais ocorreu principalmente a partir da década
de 50, com o governo de Juscelino Kubitschek. Com seu espírito
desenvolvimentista, ele conseguiu asfaltar em 4 anos 15 mil km de estradas. Entre a década de
1969 e 1975, a rede federal aumentou 3 mil km por ano. Entre 1985 e 1990, 780
km por ano. O problema é que a manutenção das estradas abertas no País,
construídas com investimentos elevados, foi esquecida.
Hoje o País tem 1,75 milhões de km de estradas, e apenas 196 mil pavimentadas. Se
nas rodovias asfaltadas a
situação é caótica, imagine a situação das estradas de terra, como é o
caso da BR-163, no Pará. Em épocas de chuva, o trafego só funciona com a ajuda
de tratores para desatolar os caminhões. Na BR-153, a Belém-Brasília, o asfalto
veio com Juscelino, mas os buracos revelam que há anos não são destinados
recursos para sua manutenção.
O resultado da falta de conservação é o número de mortes nas estradas brasileiras. Segundo
estudo da Coppead/UFRJ, no Brasil ocorrem 19 mortes por 100 mil habitantes. No
Chile, são 13; nos Estados Unidos, 14,5. (Agência Estado).
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GERAL
14/01/2007
Sinalização na BR 101 é 'precária'
Especialista
em engenharia de tráfego alerta para motoristas tomarem cuidado com trechos em
obras
Aqueles
que pretendem utilizar a BR 101 para viajar devem tomar muito cuidado com as
obras de duplicação que são feitas tanto no trecho catarinense quanto no
gaúcho. Vistoria realizada pelo professor Mauri Panitz, especialista em engenharia
de tráfego da Fundação Irmão José Otão/PUCRS, constatou a precariedade da
sinalização implementada no trecho em obras.
A análise foi solicitada por um grupo de acompanhamento dos trabalhos no lado
catarinense, envolvendo entidades como a Fundacentro/SC, Delegacia Regional e
Ministério Público do Trabalho, Polícia Rodoviária Federal, Conselho Regional
de Engenharia e Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit/SC). Apesar de o
relatório se referir apenas às obras de Santa Catarina, Panitz alerta que a
sinalização nas obras do trecho gaúcho também não é satisfatória. 'A
fiscalização é superficial. As normas de sinalização exigem equipamentos mais
sofisticados', constata o professor.
Panitz observa também que especialmente nesta época do ano é verificado ao
longo da rodovia não apenas um tráfego comercial (com a presença maciça de
caminhões de carga), mas o que ele define como um 'tráfego recreacional'. 'Esse
tipo de motorista está muito mais suscetível para se envolver em acidentes de trânsito',
avisa o especialista.
Segundo ele, o que existe ao longo da rodovia é uma 'caricatura' de
sinalização. 'Tanto em Santa Catarina quanto no Rio Grande do Sul, a
sinalização nas obras de duplicação estão ruins. Seriam necessárias barreiras
nos desvios, além de de uma iluminação noturna para facilitar o tráfego no
período da noite', esclarece. Na sua avaliação, a sinalização é pobre e
incorreta, estando em desconformidade com o Manual de Sinalização do Dnit, com o Programa
Básico Ambiental realizado pelo Instituto Militar de Engenharia e inclusive com
o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 'Cada desvio é um local de risco para os
motoristas', define Mauri Panitz.
Ele acrescenta, porém, que o perigo não é apenas para os usuários da BR 101,
mas também para aqueles que trabalham nas obras de duplicação dos trechos
gaúcho e catarinense. Para tentar evitar acidentes, Panitz solicita aos
motoristas que trafeguem durante o dia e não ultrapassem a velocidade dos 80
km/h.
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GERAL
14/01/2007
Dnit garante atendimento das exigências
O
superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) no RS, Marcos
Ledermann, diz que a sinalização no trecho em duplicação da BR 101 atende às
normas exigidas. 'Tivemos todo o cuidado, implementando uma velocidade de 60
quilômetros por hora de Osório a Torres. Há ainda controle no trecho gaúcho,
especialmente em desvios, sempre observando as normas técnicas brasileiras',
explica.
Ledermann destaca que o trecho está sinalizado, havendo o cuidado permanente
das empresas contratadas para a sua manutenção. Revela que, nos locais em que
já foi colocado asfalto, está sendo implementada sinalização horizontal para
facilitar o tráfego à noite. 'Pode não estar 100% perfeita, mas temos feito o
possível.' O superintendente solicita cuidado aos motoristas em relação ao
excesso de velocidade.
O superintendente do Dnit em Santa Catarina, João José dos Santos, lembra que a vistoria
de Mauri Panitz foi encomendada pelo fórum de segurança do qual o departamento
é integrante, com o objetivo de auxiliar em melhorias de sinalização,
especialmente nesta época de veraneio. 'Fizemos nova sinalização ao longo dos
250 quilômetros onde ocorrem a duplicação, como pintura horizontal, incluindo
pontes e placa de advertência de velocidade máxima permitida de 80 quilômetros
por hora', esclarece o superintendente.
Santos relata que a BR 101 foi projetada para uma média de 8 mil veículos por
dia, enquanto passam em torno de 30 mil nesta época de temporada. O coordenador
do Dnit em Santa Catarina
alerta para que os motoristas dirijam com calma, respeitando a velocidade
máxima permitida e sem ultrapassagens forçadas.
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CIDADES
14/01/2007
Tráfego impedido para veículos pesados
Especialistas
em análise e recuperação de pontes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transporte (Dnit) eram aguardados na tarde de ontem, em Barra do Garças, para
uma avaliação e a emissão de um laudo para as primeiras providências que serão
tomadas quanto à recuperação da ponte sobre o rio Garças, na divisa de Mato
Grosso e Goiás. Ela está parcialmente interditada – principalmente para
veículos pesados -, em virtude de uma rachadura em um de seus pilares de
sustentação.
Desde o surgimento do problema, que provocou um abalo na plataforma da ponte,
no início da noite de sexta-feira, o tráfego de veículos está comprometido.
Somente veículos de passeio, motos e caminhões vazios estavam fazendo a
travessia de forma controlada. A Polícia Militar está trabalhando na orientação
de motociclistas e no controle do fluxo de automóveis. Os carros usam somente
metade da pista para cruzar a fronteira.
Desde a interdição parcial da ponte, motoristas de carretas e caminhões de
transporte de cargas formam filas nas BRs-070 e 158 a espera de autorização
para seguir viagem. “Até agora, os motoristas receberam orientação apenas da
PM. Sabemos apenas que não podemos cruzar a ponte até que um laudo do Dnit seja emitido pelos
técnicos que vão chegar do Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR)”, disse o
motorista José Conceição.
Em entrevista por telefone a uma emissora de rádio de Barra do Garças, o
superintendente do Dnit em Mato Grosso, Rui Barbosa Egual, tranqüilizou a população da
região. Ele informou que o diretor geral do órgão em Brasília, Mauro Barbosa da
Silva, determinou o envio de técnicos especializados a Barra do Garças para as
providências necessárias. “O maior especialista em pontes do Brasil deixará o
Rio de Janeiro para vistoriar a ponte do Garças. Todos podem ficar tranqüilos
que as medidas estão sendo tomadas”, disse.
DESVIO – Os motoristas que estão se deslocando para a cidade de Barra do Garças
pelas BRs-070 e 158 estão sendo orientados nas cidades de Água Boa, Nova
Xavantina e Primavera do Leste, em Mato Grosso, e Jataí, Piranhas e Bom Jardim,
em Goiás, a procurar rotas alternativas para seguir viagem. O trabalho está
sendo feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por recomendação do Dnit. Aqueles, cujas
cargas destinam à Barra ou Pontal, terão que aguardar pela liberação total da
ponte.

NAZARENO ALBUQUERQUE
14/01/2007
TEM COISA
Adiada
novamente a licitação do Dnit, no valor de R$ 41 milhões, para a duplicação da BR 222
em Tianguá.
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POLÍTICA
14/01/2007
Lista longa e muito cobiçada
Bancadas
se movimentam na tentativa de garantir cargos federais em Minas e também em
Brasília. Partidos têm os nomes e privilegiam suplentes de parlamentares ou não
reeleitos
O
PT e PMDB se organizam para evitar atropelos na indicação de nomes para os
cargos federais em Minas Gerais. Os petistas, que formaram uma comissão para
intermediar as reivindicações, já têm uma relação de indicados, que contempla
principalmente seus suplentes de deputados federais e estaduais. O PMDB também
pretende adotar o voto como critério para as indicações. Na semana que vem, as
direções dos dois partidos se reúnem com o objetivo de fechar o acordo sobre a
ocupação dos cargos no estado. Já os postos em Brasília, disputados por ambas
as legendas, serão tratados pelas bancadas diretamente com a Presidência da
República.
As demandas não são exclusivas dos dois partidos. Os outros que não se aliaram
ao PT na campanha eleitoral de 2006 em Minas, mas apoiaram a reeleição do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (como PSB e PDT), também vão apresentar
reivindicações. O PCdoB, aliado histórico do PT, ainda não decidiu sobre
participação no governo federal. De acordo com a deputada federal eleita, Jô
Moraes, o partido prefere aguardar o desfecho da eleição para presidência da
Câmara para se manifestar, pois o comunista Aldo Rebelo disputa com o petista
Arlindo Chinaglia.
O PDT quer levar o ex-deputado federal e primeiro suplente Sérgio Miranda para
a Casa Civil. O partido acredita que o parlamentar, considerado um especialista
em Orçamento, poderá contribuir com o governo federal. O deputado estadual
Sebastião Helvécio afirmou que já encaminhou a demanda à Secretaria-Geral da
Presidência, ocupada pelo mineiro Luiz Dulci.
Nos bastidores, o PT tenta evitar a redução do número de seus cargos no governo
federal. As constantes afirmações do presidente Lula sobre a necessidade de
coalizão das forças políticas serviram como indicação de que os aliados
ganharão mais espaço no governo. Ainda assim, os petistas esperam, além de
manter os ministros Patrus Ananias e Luiz Dulci, garantir as direções, em
âmbito nacional, da Caixa Econômica Federal , da Fundação Nacional de Saúde
(Funasa), do Incra e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). Dimas
Lamounier, superintendente regional da Caixa Econômica Federal, os deputados
estaduais Adelmo Carneiro Leão e Rogério Correia, que não se reelegeram, e o
ex-embaixador Tilden Santiago são considerados os candidatos aos postos.
Na ocupação dos cargos federais no estado, estão cotados o deputado estadual
Ricardo Duarte , para a coordenação geral da Funasa, e Edson Rezende, outro
parlamentar, que ocuparia a presidência da Central de Abastecimento de Minas
Gerais (Ceasa), cargo que já exerceu e do qual se afastou para assumir o
mandato. Ambos deixam a Assembléia em fevereiro. O também deputado Jesus Lima,
que passou dois anos na Assembléia e não conseguiu conquistar uma vaga na
Câmara, poderá ser indicado para uma das diretorias de Furnas.
O deputado federal Ivo José, não reeleito, é lembrado para uma das secretarias
do Ministério das Cidades ou para a direção do Programa Luz para Todos. Na
mesma situação, João Magno poderá ficar com o comando da unidade mineira do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit). Ainda deverão ter
espaço garantido o deputado federal Paulo Delgado, terceiro suplente da
coligação PT-PMDB, e o ex- delegado Regional do Trabalho, Carlos Calazans.
No PMDB, a intenção, da mesma forma que no PT, é prestigiar os primeiros
suplentes. O partido já comanda o Ministério das Comunicações, ocupado por
Hélio Costa, e ainda acredita que o ex- ministro da Saúde, Saraiva Felipe,
poderá voltar ao primeiro escalão do governo.