CIDADE -
13/09/2005
Obras continuam paradas
na ponte Marcelino Machado
Caminhoneiros reclamam
dos transtornos para entrar ou deixar a capital
Wilson
Lima
Estagiário da UFMA
Vinte dias após a escolha da empresa Jatobeton para conclusão das obras de
recuperação da ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, os
serviços ainda não foram reiniciados. Tudo por causa do atraso na assinatura do
contrato da empresa pernambucana com o Ministério dos Transportes.
Segundo o diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Leônidas Caldas, a assinatura
do contrato deve acontecer no máximo até a próxima semana e a tendência é que
as obras de recuperação da ponte Marcelino Machado sejam reiniciadas ainda
neste mês. “Ainda há essas pendências burocráticas, o que não inviabilizará os
trabalhos na ponte. Certamente, as obras serão retomadas até o fim deste mês”,
assegurou Leônidas Caldas.
Enquanto as obras não são reiniciadas, dois engenheiros da empreiteira
pernambucana realizam estudos técnicos preliminares na ponte, visando o
planejamento da execução dos novos trabalhos, assim como a avaliam o serviço
que já foi realizado. A primeira fase da reforma da Marcelino Machado consistiu
na substituição dos cabos de aço de sustentação, troca da base de concreto sob
o piso asfáltico e recuperação da via sentido São Luís-continente. Durante a
segunda etapa da obra, cujo prazo de conclusão é de seis meses, serão
finalizadas a substituição do piso no sentido continente-São Luís e a
recuperação estrutural das extremidades da estrutura.
inferior
A empresa Jatobeton foi escolhida no dia 23 de agosto por ter apresentando
proposta de R$ 3.360.000,00, valor R$ 228 mil abaixo do apresentado pela
construtora Arteleste e R$ 419 mil da Concrepoxi. A proposta da Jatobeton foi
aproximadamente R$ 800 mil inferior à expectativa orçamentária inicial (R$
4.167. 504,68.) e cerca de R$ 1,7 milhão menor que os custos da obra até o fim
de julho deste ano.
Ante à indefinição no reinício das obras, o tráfego na ponte Marcelino Machado
continua interditado para caminhões com mais de três eixos ou peso superior a
24 toneladas. Resultado: a ponte férrea Benedito Leite, mesmo precariamente,
ainda continua a ser usada para a travessia destes caminhões, o que tem gerado
reclamações de caminhoneiros que precisam chegar ou sair de São Luís. Só em
agosto, a “Benedito Leite” foi interditada duas vezes pelo Dnit para pequenos reparos. E no
último domingo, o local foi novamente interditado provocando engarrafamentos
quilométricos nos dois sentidos.
Antes das obras na ponte Marcelino Machado, um veículo pesado demorava cerca de
três minutos para atravessar o Estreito dos Mosquitos, hoje, não consegue fazer
o mesmo trajeto, pela ponte Benedito Leite, em menos de vinte minutos, já que o
tráfego é controlado. “Isso é uma palhaçada. Diante da demora da travessia e
dos problemas, não é mais interessante para a gente trazer carga para a
cidade”, desabafou o caminhoneiro Éder Miranda, que pelo menos uma vez por mês
transporta alimentos não-perecíveis para São Luís.
Entenda o caso
Os problemas na ponte Marcelino Machado prolongam-se por mais de um ano. No dia
21 de agosto do ano passado, foram descobertas fissuras nas bases de concreto
da ponte e desta forma, a ponte foi interditada pelo Dnit. Após um trabalho emergencial,
feito em setembro do ano passado, apenas carros de passeio e veículos de carga
com até 24 toneladas de peso puderam transpor o Estreito dos Mosquitos pela
ponte. Veículos com peso acima de 24 toneladas utilizam, desde então, a ponte
ferroviária Benedito Leite, que foi adaptada com pranchas de madeira para
receber o trânsito rodoviário. O que não foi suficiente para atenuar os
transtornos.
De 21 de agosto do ano passado até hoje, houve 15 interrupções no tráfego no
Estreito dos Mosquitos. E pelos mais variados motivos, que vão desde
interrupções compulsórias pelo Dnit para obras de pequeno porte, descarrilamento de trem até
protestos de caminhoneiros e empresários.
Além das reformas na ponte Marcelino Machado, o Dnit está construindo uma outra ponte,
ao lado da Marcelino Machado. As obras na nova ponte estão a todo vapor e a
previsão é que ela seja concluída até o fim deste ano. O projeto está orçado em
R$ 7.989.684,08.
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CIDADES -
13/09/2005
Prédio treme no
Entroncamento
Moradores temem que as
escavações do túnel possam comprometer o edifício onde moram 57 famílias
BERNADETH
LAMEIRA
Os moradores do prédio Juscelino Kubitschek, localizado ao lado do Complexo
Viário do Entroncamento, temem que as obras possam estar causando danos à
estrutura do residencial. Até ontem, um laudo pedido ao Corpo de Bombeiros não
ficou pronto. A demora tem causado preocupação e ansiedade nos moradores da
área.
Essa angústia começou no dia 28 de agosto, quando os residentes do prédio
sentiram um pequeno tremor de terra. Preocupados com a possibilidade de um
incidente no edifício, os condôminos solicitaram a perícia do Corpo de
Bombeiros para verificar as causas da trepidação. Um dia após a denúncia, o
Corpo de Bombeiros esteve no local. De acordo com os moradores, o laudo foi
prometido para dali a uma semana.
Margareth Reis, administradora do prédio, contou que alguns moradores sentiram
o tremor por duas vezes, uma no dia 15 de agosto e outra, mais recente, dia 28.
“Imediatamente, o síndico solicitou ao Corpo de Bombeiros que viesse fazer um
laudo técnico pois o Instituto de Meteorologia não havia registrado nenhum
abalo sísmico na cidade, segundo informações das rádios”.
No dia 29 de agosto o tenente Paulo César esteve no prédio verificando as
denúncias. Na ocasião, não foram encontradas rachaduras. Cerca de 57 famílias
residem no Juscelino Kubitschek, que possui ainda duas lojas comerciais e um cartório.
A construção do prédio data de 20 anos atrás.
CONTROVéRSIA - No HC Simões, também localizado no bairro do Souza, ao lado do
JK, as opiniões se dividem. Alguns moradores confirmam as trepidações, enquanto
outros, acreditam que é “estória”. João Barbosa, gerente de uma loja de tintas
no HC Simões, diz que todos os dias está no prédio, mas nunca sentiu nada de
estranho. “Nunca vi nada de anormal e nem comentários a respeito. Acho que se
for da obra isto é normal, eles estão mexendo tanto neste túnel”, diz.
A gerente de uma loja de recepções do prédio, que não quis se identificar,
confirma os tremores. “Senti apenas uma vez, mas não foi tão intenso e
duradouro. Acho que há uma acomodação do solo em função das obras, não sei se é
preocupante, o Corpo de Bombeiros é que deve dizer”.
Evandilson de Andrade, coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura
de Transportes (Dnit)
no Pará, responsável pela supervisão da obra do Complexo Viário do
Entroncamento, disse que desconhecia a situação e que, até o momento, não havia
sido comunicado ou solicitado a prestar declarações.
“Não há qualquer possibilidade da obra estar causando trepidações no prédio. Em
novembro do ano passado, quando finalizamos a escavação do túnel, usamos
equipamentos de mais de 11 toneladas, que poderiam causar algum tipo de ‘tremor
no solo’, mas agora, na atual fase que se encontra a obra, é impossível estar
causando tremores”, justificou o engenheiro Evandilson. A Assessoria de
Imprensa do Corpo de Bombeiros informou que a corporação deve divulgar o laudo
técnico sobre a estrutura do JK até o final dessa semana.
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ALYRIO
SABBÁ - 13/09/2005
Ministro dos transportes
vem prestigiar inauguração oficial do Convicon
O ministro dos
Transportes Alfredo Nascimento, na foto com o colunista, antes
do final deste ano estará visitando a nossa capital, especialmente para
participar da inauguração oficial do Terminal de Contêineres do Porto de Vila do Conde - Convicon,
atendendo convite especial do empresário Paulo Roberto Brandão,
diretor-presidente do Grupo Transnav, seu velho amigo de grandes jornadas
políticas na capital amazonense.
O ministro Alfredo Nascimento, assim que sua agenda permite, está sempre prestigiando
os eventos ligados ao setor da Amazônia, como fez quando da inauguração do
Terminal da Sotave, que depois de 20 anos de construído, passou a funcionar na
atual diretoria da CDP - Companhia Docas do Pará, hoje operando seus nenhum
problema, como todos, aliás, administrados por essa estatal. (Luis Celso).
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ECONOMIA -
13/09/2005
MP pede interdição de
ponte na BR-476
Curitiba-
O Ministério Público (MP) federal em Guarapuava expediu uma recomendação ao
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) para que o órgão interdite o
tráfego na ponte Manoel Ribas, sobre o Rio dos Arcos, na BR-476, na entrada de
União da Vitória. A recomendação foi feita porque um relatório técnico apontou
falhas na estrutura da ponte. Caso o pedido não seja atendido em dois dias, o
MP ameaça entrar com uma ação pedido a interdição na Justiça.
O problema da BR-476 não está só na ponte Manoel Ribas e já vem causando sérios
transtornos aos motoristas há mais de um ano. O estado de conservação de toda a
estrada é caótico. Em função disto, há cerca de um mês o Departamento de
Estradas de Rodagem (DER) do Paraná interditou a ponte sobre o Rio Iguaçu, em
São Mateus do Sul. Pouco mais de uma semana depois interditou 130 quilômetros
da rodovia. Porém, o prefeito de União da Vitória, Hussein Bakri (PSDB), já vem
há muito tempo reclamando do mau estado da ponte na entrada de sua cidade. Até
agora, apenas a ponte de São Mateus foi arrumada por iniciativa da própria
prefeitura.
O coordenador do Dnit
no Paraná, David Gouvêa, afirmou que não pode atender a recomendação do MP e
interditar a ponte. Segundo ele, isso só poderia ser feito se houvesse uma
decisão liminar da Justiça Federal. Isso porque a BR-476 faz parte dos 945
quilômetros de estradas paranaenses que estão sem cuidados porque nem o Dnit nem o DER assumem a
responsabilidade por eles. Em 2002, o governo federal editou a Medida
Provisória (MP) 82 que transferiu os trechos para o Estado. Porém, a MP foi
vetada em 2003 e por isso o DER não reconhece a responsabilidade. Já o Dnit alega que a transferência já foi
efetivada e os recursos repassados.
Há cerca de duas semanas a Justiça Federal de Cascavel expediu uma liminar, a
pedido do MP federal, determinando que o Dnit conserte a ponte sobre o Rio Piquiri, na BR-272. O órgão
recorreu da decisão, mas mesmo assim já interditou a ponte e está fazendo
estudos sobre os reparos necessários. Mas, se ganhar a ação em instâncias
superiores, as obras deverão parar no meio do caminho.
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POLÍTICA - 12/09/2005 |
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Rodovia
entre Manaus e Porto Velho é recuperada |
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A
Justiça Federal do Amazonas determinou, no último dia 28 de julho, a
paralisação da recuperação da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto
Velho (RO) e foi concluída no final dos anos 1970, mas ficou sem manutenção
desde esta época. A liminar em ação cautelar foi pedida pelo Ministério
Público Federal no Amazonas sob argumento de que a obra não tem Estudo de
Impacto Ambiental (EIA-Rima) nem licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A decisão já foi
publicada, mas só deve começar a valer a partir da semana que vem, quando o
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) e as empresas responsáveis forem
notificadas. O descumprimento da determinação pode acarretar o pagamento de
uma multa diária de R$ 10 mil pelo órgão subordinado ao Ministério dos
Transportes (MT). |
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GILBERTO AMARAL - 12/09/2005 |
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Transnordestina |
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Entrou
definitivamente no rol das prioridades ferroviárias do Ministério dos
Transportes a Transnordestina, ligando todo o Nordeste pelos trilhos. Por
ordem expressa do presidente Lula. |
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ECONOMIA - 12/09/2005 |
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2005
será um dos piores anos para o setor |
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Até
agosto, apenas 30% do orçamento federal havia sido contratado para obras |
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Renée
Pereira |
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ECONOMIA - 12/09/2005 |
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Ferrovia
Transnordestina terá apoio do BNDES |
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A
diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu
sinal verde para a participação da instituição no projeto da Ferrovia
Transnordestina. O projeto, uma prioridade do governo, é de R$ 4,5 bilhões. A
participação do banco no projeto poderá chegar a R$ 1,9 bilhão, por meio de
financiamento e capitalização através da BNDESPar, seu braço de
participações, com créditos fiscais ligados ao Fundo de Investimento do
Nordeste (Finor). |
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PODER - 12/09/2005 |
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Portos
em risco |
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Desembarca
esta semana no Rio de Janeiro uma equipe americana para avaliar se os portos
brasileiros se adequaram ao ISPS Code, com as medidas de segurança
anti-terror da Organização Marítima Internacional. O problema é que o
Ministério dos Transportes, de Alfredo Nascimento, não conseguiu dinheiro
para reformar os portos públicos. Em terminais privados, como o de Santos, o
atestado deverá sair. |