INFORME JB
14/02/2007
Na conversa de anteontem com o presidente e
os líderes do PMDB, Lula descartou entregar ao partido o Ministério dos
Transportes. A vaga já estaria assegurada para o PR. Mais especificamente,
para o ex-ministro e recém-eleito senador Alfredo Nascimento.
BRASIL
14/02/2007
Brasília.
Em encontro ontem com o PDT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu ao
partido - integrante da coalizão governista - a participação em um ministério.
Na conversa, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, manifestou sua
predileção por uma pasta "simbólica" e "estratégica" para o
segundo mandato. Foram listadas a Previdência, Saúde, Transportes, Trabalho,
Minas e Energia e Educação.
- Não gostaríamos de ter uma pasta apenas para ter uma participação figurativa.
A Educação, por exemplo, foi uma luta histórica do Brizola nos últimos 26 anos
- disse.
À noite, Lula recebeu as lideranças do PP e confirmou a permanência de Márcio
Fortes no Ministério das Cidades, conforme havia adiantado o JB.
- O Ministério das Cidades é nosso. Nós temos o Ministério das Cidades -
comemorou o líder do PP na Câmara, deputado Mario Negromonte, ao sair de
reunião com o presidente Lula.
Em conversas nos últimos dias com interlocutores, Lula já indicava que Fortes
deve permanecer no cargo, pelo bom trabalho que vem desenvolvendo à frente da
pasta.
Além de Lupi, estiveram presentes ao encontro do PDT com Lula o líder no
Senado, Jefferson Peres (AM), na Câmara, Miro Teixeira (RJ), e o
secretário-geral do partido, Manoel Dias. Lula reiterou aos dirigentes do PDT
que vai anunciar a reforma ministerial até o final do mês e de uma só vez.
Recém convertido governista, Peres ressaltou que passou quatro anos fazendo
oposição ao governo, mas que sempre concordou com dois pontos fundamentais da
gestão petista, segundo ele, as políticas social e econômica.
- Quando todo mundo gritava pela aceleração da queda de juros, eu dizia que o
presidente estava certo. Lula teve a percepção de entregar a política econômica
ao Banco Central e hoje ele sinalizou que isso não vai mudar - disse.
Peres rechaçou que tenha mudado de opinião depois que Lula sinalizou com cargos
no governo.
- Sempre fui contra que o PDT participasse do governo, para que isso não
parecesse barganha. Mas eu não quero cargos. Na verdade nunca quis, nem quando
fui senador pelo PSDB no governo Fernando Henrique - disse.
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RIO
14/02/2007
O Brasil não crescerá sem transportes
Marcus
Quintella, engenheiro
O PAC é, na realidade, mais uma tentativa do governo para dar início ao tão
sonhado espetáculo do crescimento, bandeira da primeira campanha do presidente
Lula. O PAC foi lançado para atuar como instrumento de expansão dos
investimentos públicos e privados, até 2010, cujo principal objetivo é o
crescimento do PIB na casa dos 5% ao ano.
Sem querer criticar, mas já criticando e fazendo coro a tantos outros críticos,
acho pouco provável que somente esse PAC possa fazer o país crescer a 5% ao
ano, nos próximos anos, ainda mais que o programa não convence na questão da
redução da alta carga tributária para a indústria, comércio e serviços, não
prevê cortes de gastos da máquina pública nem define marcos regulatórios
confiáveis para os investimentos privados.
Igualmente, o PAC deixa a desejar em suas medidas para o melhoramento da
infra-estrutura de transporte, visto que o governo pretende realizar
investimentos na construção, duplicação e recuperação, em quatro anos, de
apenas 42 mil km de rodovias (2,5% do total das estradas do país e 25% das estradas pavimentadas), 2,5
mil km de ferrovias (8% do total), além da ampliação e melhoria de 12 portos e 20 aeroportos.
Para isso, o PAC pretende aplicar, no âmbito do DNIT, já em 2007, R$10,7
bilhões de recursos públicos, do total de R$ 55,2 bilhões previstos para serem
realizados até 2010. Segundo o governo, deste total, R$ 30,9 bilhões virão dos
cofres da União e o restante, R$ 24,3 bilhões, será bancado pela iniciativa privada,
por PPPs ou concessões.
Não existe mágica, é física e politicamente impossível a realização de
investimentos da ordem de R$ 10,7 bilhões neste ano, haja vista que estamos
praticamente em março, o PAC ainda não foi aprovado pelo Congresso e, certamente,
sofrerá emendas, precisará de regulamentações do Executivo e de leis
complementares, sem contar que os projetos não estão todos prontos. Para
agravar demais o quadro, no caso dos investimentos da União existem os entraves
legais e burocráticos da Lei das Licitações, com seus costumeiros recursos e
impugnações que atrasam os processos. E, como não existe almoço grátis, o
governo determinará um gigantesco corte compensatório no Orçamento, o maior
desde 2003. Por outro lado, no caso das PPPs e concessões, não existe a
definição dos órgãos gestores, nem regras claras e padrão judiciário que
garantam os retornos para os investimentos privados. Além disso, devemos
considerar a execução das obras propriamente ditas, que levarão, no mínimo,
três anos para ficarem prontas.
Com muito otimismo, somente alguns pequenos projetos de infra-estrutura do PAC
terão condições de serem iniciados neste ano. A maioria deverá começar em 2008,
se não derrubarem o PAC antes.
Caro leitor, não existe o milagre do crescimento. Para o país crescer a 5% ao
ano, independentemente do PAC, o governo precisa preparar o terreno para isso,
concentrando seus esforços para construir uma infra-estrutura de transportes capaz de sustentar o
nosso desenvolvimento. Para começar a pensar em crescer, o Brasil precisa
recuperar, no mínimo, 80% da malha rodoviária pavimentada (cerca de 130 mil
km), construir mais 50 mil km de rodovias e cerca de 10 mil km de ferrovias.
Por fim, vou continuar batendo na mesma tecla: sem infra-estrutura de
transporte não haverá crescimento, apenas esse sacrifício desesperador para
transportarmos nossas riquezas e a nós próprios. Seria o PAC mais um sonho de
verão?
O PAÍS
14/02/2007
PMDB e PT criam impasses por pastas; Alfredo
Nascimento (Transportes) e Márcio Fortes (Cidades) confirmados
Gerson
Camarotti, Chico de Gois e Luiza Damé BRASÍLIA. Por conta da disputa interna nos
partidos governistas, a reforma ministerial emperra nas duas pastas
responsáveis pelos maiores orçamentos da Esplanada: Saúde e Educação.
O PMDB está dividido em relação ao nome de consenso para a Saúde. E o PT
paulista tenta forçar a indicação da exprefeita Marta Suplicy, contra a vontade
do Palácio do Planalto, para a Educação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
espera que a pausa do carnaval possa criar um ambiente de entendimento entre os
aliados.
Em mais uma rodada de negociações, ontem, Lula confirmou alguns nomes. Ao
senador Alfredo Nascimento (PR-AM), confirmou sua volta para o Ministério dos
Transportes. Para o PP, Lula disse que Márcio Fortes continuará no
Ministério das Cidades, apesar da pressão do PT.
— Nunca tive experiência no Parlamento, em 30 anos de vida pública. Eu queria
aprender sobre o Legislativo. Mas na política a gente não faz só o que quer. E
acho que não vou ter tempo de aprender a ser parlamentar — declarou Nascimento,
sorrindo.
— O presidente disse que já temos um ministério e que o ministro é nosso —
disse o líder do PP na Câmara, Mario Negromonte (BA), ao sair do Planalto.
Para PDT, presidente sinaliza acordo depois do carnaval Lula também prometeu
ministério para o PDT.
— O presidente está fazendo uma avaliação de quem é quem no governo, os cargos
nos estados.
Só depois do carnaval é que vai chamar a gente — disse o presidente do PDT,
Carlos Lupi, que citou como ministérios simbólicos para o partido Trabalho,
Previdência, Minas e Energia, Transportes e Educação: — Mas não fizemos nenhuma
exigência. Para nós, o programa é a mola que nos move.
Com ministérios de menos e aliados de mais para acomodar, Lula desistiu de
fazer mudanças pontuais e agora pretende anunciar a reforma de uma vez só.
Mas esbarra nos problemas internos do PMDB e do PT. Na conversa com os
representantes do PMDB, segunda-feira, Lula sugeriu para a Saúde o nome do
técnico José Gomes Temporão, que tem o apoio do governador do Rio, Sérgio
Cabral (PMDB). No encontro estavam o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), e
os líderes do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado,
Valdir Raupp (RO).
Henrique Alves disse ao presidente que Temporão não tinha o apoio da bancada e
sugeriu um entendimento, em que a bancada indicaria o nome de um deputado e
Temporão seria o secretário-executivo. Lula pediu para que o partido entrasse
em entendimento.
— Nós saímos da conversa com o presidente Lula sem nenhum sentimento de
cobrança.
Pelo contrário — disse o deputado.
Ontem Cabral e Henrique Alves tentaram resolver o impasse.
O deputado ponderou que o importante era um ministro que representasse os 90
deputados da bancada. O mais forte é Osmar Terra (PMDB-RS). A idéia seria
enviar ao Planalto uma lista tríplice com nomes de deputados com atuação na área
da Saúde: Terra, Marcelo Castro (PI), Darcísio Perondi (RS).
Quanto à Educação, Lula dá sinais de que prefere manter o atual ministro,
Fernando Haddad.
Reconhece que Marta é uma aliada fiel, mas teme que a ex-prefeita traga
problemas pela influência dela no partido.
NEGÓCIOS & CIA
14/02/2007
Estatísticas do entrave rodoviário
O
Brasil poderia cortar R$ 35 bilhões em gastos com transporte rodoviário por
ano, se desenvolvesse outros modais, como ferroviário e aquaviário. O dado está
na pesquisa Panorama Logístico, recémconcluída pela Coppead/UFRJ.
— Para fazer o cálculo, comparamos quanto o transporte representa no PIB dos
EUA e do Brasil, dois países de dimensões continentais.
São 8,15% lá e 12% aqui — diz Paulo Fleury, diretor do Centro de Estudos em
Logística da Coppead.
No Brasil, tendo o setor produtivo como foco, o transporte rodoviário
representa 60% das operações, enquanto o ferroviário tem menos de 25%. Nos EUA,
são 26% e 40%, respectivamente.
O que levanta outra questão polêmica: a poluição.
— Se o Brasil reduzisse o transporte terrestre para 25% ou 30% do total,
cortaria a emissão de gases poluentes pela metade — conta ele.
O investimento do governo em infra-estrutura de transporte, porém, caiu de 1,8%
do PIB em 1976 para 0,2% em 2005. Seriam necessários R$ 80 bilhões nos próximos
quatro anos para deixar as rodovias do país em boas condições. Mas PAC prevê
menos de R$ 60 bilhões para todo o setor, alerta Fleury: — As rodovias e ferrovias dilapidadas, mais a
alta do real, reduzem a competitividade do setor produtivo brasileiro, que
gasta R$ 109,5 bilhões ao ano com transporte.
BRASIL
14/02/2007
Para deputados, doações não vão afetar
trabalhos
DA
SUCURSAL DE BRASÍLIA
Deputados ouvidos pela Folha negaram que doadores de campanhas possam
interferir na condução de seus trabalhos à frente das comissões.
O tucano Júlio Semeghini (SP) disse que há oito anos atua na comissão de
Ciência e Tecnologia e que as doações de empresas ligadas à área se devem ao
fato de que seus projetos atraíram investimentos e beneficiaram o setor.
"Isso incentivou as empresas a fabricarem no Brasil. Por ser conhecedor do
setor, posso ser interlocutor com a sociedade", disse.
João Campos (PSDB-GO) admite a "incoerência" no fato de ter recebido
recursos de empresas ligadas à área de atuação da comissão que chefiará, mas
afirma que a culpa é da legislação eleitoral. "O sistema brasileiro criou
essa situação, é natural que tenha relação com empresas ligadas à atividade
parlamentar. Não teria como negociar com um laboratório químico, por
exemplo", afirmou ele.
José Otávio Germano (PP-RS) diz se sentir "totalmente
descompromissado" em relação aos doadores de sua campanha.
Já Eliseu Padilha (PMDB-RS), indicado para a Comissão de Transportes, disse
que, "se tem reconhecimento de parte do setor", isso se deve à
atuação no Executivo. Padilha foi ministro dos Transportes de 1997 a 2001, na
gestão FHC. "Não vejo qualquer identificação de interesse."
A Folha não conseguiu localizar Marcos Montes (PFL-MG) e Wellington Fagundes
(PR-MT).
BRASIL
14/02/2007
Garimpeiros pedem retorno da exploração em Serra Pelada
DA
AGÊNCIA FOLHA
Um grupo de garimpeiros bloqueou por três horas, ontem pela manhã, uma ponte na
rodovia BR-010, a Belém-Brasília, já na região urbana de Imperatriz (MA), e
fechou o acesso à cidade.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os garimpeiros pediam a retomada da
exploração do garimpo de Serra Pelada, no Pará.
A Folha não conseguiu falar com os manifestantes. O garimpo foi fechado em
1992, no governo Collor.
NACIONAL
14/02/2007
Acordo define nomes para comissões
Investigados
por CPIs dos Sanguessugas e dos Anões do Orçamento vão assumir presidências na
Câmara
Denise
Madueño
Um acordo entre os partidos definiu ontem os nomes de praticamente todos os
presidentes das comissões permanentes da Câmara. O PMDB, que elegeu o maior
número de deputados (89), indicou Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para a Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ). É a mais importante da Casa, porque analisa
todos os projetos antes da tramitação, para averiguar se são inconstitucionais.
O PMDB também ficou com a Comissão de Viação e Transportes, que será presidida
pelo ex-ministro dos Transportes de FHC, Eliseu Padilha (RS), e a de
Educação e Cultura, que Gastão Vieira (MA) vai comandar.
As presidências são divididas segundo o tamanho das bancadas dos partidos. Os
presidentes serão eleitos hoje para o período de um ano.
Depois do acordo, só o PT, a segunda maior bancada, ainda iria confirmar os
nomes. Em princípio, Virgílio Guimarães (MG) assumiria a Comissão de Finanças e
Tributação, Zezéu Ribeiro (BA) a de Desenvolvimento Urbano e Luiz Couto (PB) a de
Direitos Humanos. Lídice da Mata, do PSB baiano, presidirá a Comissão de
Turismo. Mas a da Amazônia está em disputa entre Marcelo Serafim (AM) e Vanessa
Graziotin (PC do B-AM), integrante do bloco entre PSB, PC do B e PDT.
O PSDB ficou com as Comissões de Ciência e Tecnologia, a cargo de Júlio
Semeghini (SP), Meio Ambiente, presidida por Nilson Pinto (PA), e Segurança
Pública, que João Campos (GO) vai comandar. O PP terá duas comissões. José
Otávio Germano (RS) chefiará a de Minas e Energia e Celso Russomanno (SP) a de
Fiscalização Financeira e Controle.
O PFL também terá duas, a de Agricultura, presidida por Marcos Montes (MG), e
de Seguridade Social, por Jorge Tadeu Mudalen (SP). O PTB, com Nelson
Marquezelli (SP), chefiará a Comissão do Trabalho. O PDT entregará o comando da
Comissão de Relações Exteriores a Vieira da Cunha (RS). O PPS ficou com a do
Consumidor, que o paranaense Cezar Silvestri vai presidir. O PR com a de
Desenvolvimento Econômico, com Wellington Fagundes (MT), e o PSC com a de Legislação
Participativa, com Eduardo Amorim (SE).
Dois deputados que já foram investigados por suposto envolvimento em esquemas
de corrupção vão presidir comissões. Fagundes foi acusado pela CPI dos
Sanguessugas de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias a
prefeituras com dinheiro do Orçamento da União. Ele sempre negou a acusação. No
último dia dos trabalhos no ano passado, o Conselho de Ética da Câmara aprovou
relatório que propunha o arquivamento do processo de cassação.
Mudalen foi investigado pela CPI dos Anões do Orçamento, que concluiu os
trabalhos em janeiro de 1994. Ele foi citado na lista de José Carlos Alves dos
Santos, que denunciou o esquema de desvio de dinheiro do Orçamento.O relatório
da CPI enviou seu nome para avaliação da Mesa da Câmara, que arquivou o caso. O
deputado negou envolvimento no desvio.
NACIONAL
14/02/2007
PP diz que fica com Ministério das Cidades
Brasília,
14 de Fevereiro de 2007 - O líder do PP na Câmara dos Deputados, Mário
Negromonte, anunciou ontem, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, que o Ministério das Cidades vai continuar com o PP. "O
presidente Lula disse que o Ministério das Cidades é do PP e continua com o
ministro Márcio Fortes", anunciou Negromonte.
Com relação à ampliação do espaço do PP, Negromonte disse que o assunto só será
tratado com o presidente depois do Carnaval. "A ampliação do espaço - em
ministérios ou em outros órgãos - será discutida depois do Carnaval. O
presidente Lula disse que está satisfeito com o nosso partido na base aliada e
que dará o mesmo tratamento a nós que dará ao PT e ao PMDB. Estamos tranqüilos
que o espaço (no ministério) será mantido", acrescentou Negromonte. O
presidente Lula também se reuniu ontem com representantes do PDT para tratar,
entre outros assuntos, da reforma ministerial.
Figuração
Depois de também se reunir com o presidente Lula o presidente do PDT, Carlos
Roberto Lupi, afirmou que a legenda não fez solicitação específica com relação
a espaços no primeiro escalão do governo.
Lupi reiterou, no entanto, que o PDT deseja - caso seja convidado a participar
do governo - assumir ministérios que reflitam "o simbolismo e a história
do partido". E citou como exemplo as pastas do Trabalho, da Previdência,
de Minas e Energia, de Educação e de Transportes.
"O presidente Lula terá toda a liberdade de dizer o que ele julga ser a
tarefa que o PDT deveria cumprir no atual governo. O que não gostaríamos de ter
é uma participação figurativa. Aí, nós preferimos apenas estar no bloco de
aliança, participando da coalizão, apresentando nossas propostas, nossos
projetos, sem ter nenhum encargo, nenhuma responsabilidade", afirmou. Lupi
disse ainda que neste momento assumir cargos não é prioritário para o partido,
mas sim cumprir os compromissos com a sociedade e com a aprovação, no
Legislativo, dos projetos de interesse para o País.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 9)(Agência Brasil)
ECONOMIA
14/02/2007
Indefinição sobre rodovias acaba dia 10
A
novela das novas concessões de rodovias para a iniciativa privada deve durar
mais um mês. O presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e da
Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, contou ontem que o Ministério dos
Transportes agendou para o dia 10 de março a apresentação do modelo
atualizado das concessões. O grupo de trabalho formado por técnicos da área de
transporte está empenhado em incluir no preço das tarifas futuros ganhos
econômicos que as empresas venham a ter com a economia estável, como juros
baixos e facilidades de crédito. Godoy, que considera o adiamento das
concessões para revisar os valores “normal”, está mais preocupado com o retorno
do Tribunal de Contas da União (TCU) ao caso. Com as mudanças, o TCU terá que
aprovar novamente o edital, o que pode gerar novos atrasos.
POLÍTICA
14/02/2007
Lula aceita mudanças no Plano
Presidente
manda ministro da Fazenda viabilizar seguro que garanta rentabilidade do FGTS a
ser usado no Fundo de Infra-estrutura que integra o programa
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva cedeu à pressão dos partidos aliados e o
governo vai criar um seguro para o uso de dinheiro do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) no Fundo de Infra-estrutura, uma das medidas do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que tramitam no Congresso. O seguro
deverá garantir pelo menos o que o FGTS rende hoje – correção pela Taxa
Referencial (TR) mais 3%.
"O presidente determinou ao ministro Guido Mantega que encontre um jeito
de fazer o seguro", disse o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), um dos
representantes dos 11 partidos da coalizão de governo presentes à reunião do
Conselho Político, ontem, no Palácio do Planalto. A garantia deverá ser dada
pela Caixa Econômica Federal, que será a gestora da nova carteira de
investimentos.
"Como a Caixa vai gerir os recursos e temos certeza de que ela não vai
aplicá-los mal, podemos estudar que ela garanta, pelo menos, 3% mais a TR, que
é a remuneração das contas do FGTS hoje", disse o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, ao chegar à Câmara para participar de um debate sobre o PAC com
outros ministros. O seguro deverá garantir os R$ 5 bilhões do FGTS que serão
usados para a constituição do fundo e também tudo o que o trabalhador
individualmente aplicar no Fundo de Infra-estrutura.
De acordo com representantes dos partidos que estavam na reunião, Mantega
demorou a aceitar a idéia do seguro. Alegou que o fundo sempre dará lucro e que
seria difícil fazer o seguro, porque isso custa caro. Lula então retrucou:
"Mantega, se o fundo vai dar lucro, por que não fazer o seguro?" O
ministro não teve mais o que argumentar.
Anunciado com pompa, o PAC teve uma recepção morna no Congresso. Embora o
painel registrasse a presença de mais de 400 deputados na Câmara, o plenário da
Casa estava ocupado pela metade quando Mantega, o ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
expuseram as linhas gerais do plano, menina dos olhos de Lula, sem conseguir
empolgar a audiência.
O PAC é um projeto que busca o desenvolvimento econômico a partir de mais
investimentos públicos e privados. Para tanto, contém uma ambiciosa lista de
obras públicas que levarão o governo a gastar mais do que nos anos anteriores e
corta tributos para estimular o investimento privado.
Primeiro integrante da base a falar depois da exposição dos ministros, o líder
do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), deixou claro que o Programa de
Aceleração precisará mudar, a pedido dos aliados, para ser aprovado na Casa. "É
consenso na base que é preciso garantir um rendimento mínimo para o FGTS a ser
utilizado no Fundo de Infra-estrutura", afirmou.
Dilma avaliou que o número de emendas apresentadas ao PAC, cerca de 750, é
condizente com a quantidade de MPs e projetos de lei que compõem o pacote. Ela
ressaltou, porém, que não há nenhuma emenda às obras de infra-estrutura
previstas no plano, uma vez que estas são de decisão do Executivo e não
dependem de aprovação do Parlamento.
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CIDADES
14/02/2007
Situação preocupa na Bacia do Rio Araguaia
As chuvas em todo o Estado continuam causando
transtornos em vários municípios goianos. Levantamentos da Diretoria de Defesa
Civil indicam que a situação está preocupante na cidade de Goiás e em todos os
municípios que integram a Bacia do Araguaia. Em Mineiros, no sudoeste do
Estado, o trecho da BR-364, na ponte sobre o Ribeirão Alegre, foi liberado
parcialmente para o tráfego de carros e caminhões.
Conforme previsões do Núcleo de Meteorologia da Secretaria Estadual de Ciência
e Tecnologia, as chuvas devem continuar em todo o Estado até o final do mês. As
precipitações vão ocorrer com mais intensidade nos municípios das regiões
norte, nordeste e noroeste do Estado. Em Goiânia, as chuvas devem dar trégua no
sábado, mas retornam no início da semana que vem. A coordenadora do Núcleo de
Meteorologia, Rosidalva Lopes da Paz, explica que as precipitações estão sendo
constantes devido ao alinhamento da umidade da Amazônia com a umidade do
Atlântico Sul, fenômeno conhecido como aproximação de zonas de convergências.
Na cidade de Goiás, o nível do Rio Vermelho chegou a subir na manhã de ontem
3,8 metros acima do limite normal, atingindo a escadaria do Hospital de
Caridade São Pedro d’Alcântara, no Centro, e garagens de casas vizinhas. O
chefe da Seção de Operações da Defesa Civil, tenente Hélio Loyola Gonzaga,
informa que as equipes continuam fazendo monitoramento no município para ajudar
as famílias, caso haja necessidade de remoção.
Susto em hospital
A elevação abrupta das águas do Rio Vermelho
levou susto às pessoas que trabalham no Hospital de Caridade São Pedro
d’Alcântara. “Ficamos apreensivos com a possibilidade de a unidade ficar inundada”,
assinalou o técnico em radiologia Félix de Jesus Pires, de 47 anos. A escadaria
do hospital atingida pela água localiza-se na Avenida Sebastião Fleury Curado,
na lateral do imóvel. A cheia do Rio Vermelho também causou alagamento na
garagem da casa de Reginaldo Coelho Arrais, 39, residente no Beco Vila Rica,
também no Centro. “Estou com muito medo de haver enchente neste ano”,
sublinhou. Ontem, no momento da chuva, ele teve de suspender alguns móveis para
evitar danos.
Em Aruanã, o nível do Rio Araguaia estava em 7,02 metros, um pouco acima da
cota de alerta, de 6,26 metros. Moradores de Cocalinho (MT) informaram que a
estrada que liga Aruanã à cidade foi interditada devido às más condições de
tráfego. O chefe da Seção de Operações da Defesa Civil assinala que o problema
está preocupante em Luís Alves, distrito de São Miguel do Araguaia.
Ontem, o nível do Araguaia em Luís Alves ficou em 8 metros, mesmo índice da
cota de alerta. As casas ribeirinhas, na parte baixa da cidade, começaram a
alagar. Algumas famílias foram removidas por barqueiros da região e uma equipe
da Defesa Civil está em alerta para retirar os moradores.
Servidores do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit) trabalharam durante
todo o dia de ontem na recuperação da cabeceira da ponte sobre o Ribeirão
Alegre, na BR-364, em Mineiros, que havia sido interditada na segunda-feira. O
barranco desmoronou, mas não danificou a estrutura da ponte. Foi adotada uma
solução paliativa, de reconstrução do aterro. O tráfego em uma das pistas da
rodovia foi liberado no final da tarde para veículos pesados. Muitos caminhões
optaram por não passar pelo desvio, de aproximadamente 47 quilômetros, em
estrada de chão, por causa das más condições da via. Os trabalhos serão
retomados hoje, com a operação tapa-buracos. (Maria José Silva).
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POLÍTICA
14/02/2007
Pagot assume após posse de ministro dos
Transportes
Auro Ida
Da Redação
A nomeação do secretário de Educação do
Estado, Luiz Antônio Pagot, para a direção geral do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) irá acontecer após a posse o senador Alfredo Nascimento
(AM) no Ministério dos Transportes. A confirmação foi feita pelo próprio
presidente Lula, durante reunião, na semana passada, no Palácio do Planalto,
sobre ajustes ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
A convite da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousself, Luiz Pagot
participava da discussão, que o presidente Lula entrou na sala. Ao se dirigir a
ele, perguntou: "tá preparado para assumir o Dnit, Pagot". O
secretário observou que dependia apenas do presidente da República e das
pressões políticas que estavam acontecendo em torno do cargo.
"Quem tem a caneta sou eu e você vai assumir o Dnit", teria
assegurado Lula. Por isso, desde a semana passada, Luiz Antônio Pagot vem
falando com mais desenvoltura sobre a possibilidade de assumir o Dnit. Ele não esconde o
convite feito pelo presidente Lula e pelo futuro ministro dos
Transportes,
Uma peça importante nesse processo foi também o deputado federal Wellington
Fagundes. O parlamentar foi fundamental para convencer a bancada do PR em
referendar o nome de Luiz Antônio Pagot, o que proporcionou a decisão do governador
Blairo Maggi em se filiar ao partido.
No comando do Dnit, Luiz Antônio Pagot vai comandar um orçamento estimado em R$ 12
bilhões em 2007 e mais de R$ 34 bilhões dentro do PAC nos próximos quatro anos.
A sua presença no comando do órgão é considerado estratégico para o projeto
nacional de Maggi e, principalmente, para o Estado.
O poder de negociação de Pagot na esfera federal será muito grande,
especialmente junto aos ministros políticos interessados em levar obras de
infra-estrutura rodoviária para os estados.
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POLÍTICA
14/02/2007
Indicação de ministro reforça Pagot
Da Reportagem A
cada dia fica mais próxima a possibilidade do secretário de Educação de Mato
Grosso, Luiz Antônio Pagot, ser o novo diretor-geral do Departamento Nacional
de Infra-estrutura e Transportes (DNIT), órgão com um orçamento de R$ 13 bilhões
que ganhou um reforço por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
No portal G1 do Globo, mais precisamente no blog da jornalista Cristiana Lobo,
foi dada ontem como certa a nomeação do senador por Amazonas, Alfredo
Nascimento, como ministro dos Transportes, cargo cobiçado pelo PMDB mas que
desta vez ficou com o Partido da República, sigla criada oficialmente ontem com
a publicação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Diário Oficial da
Justiça, da formalização da nova sigla que aconteceu através da fusão do PL e
do Prona.
A indicação de Luiz Antônio Pagot foi costurada pelo governador Blairo Maggi
com o senador Alfredo Nascimento, então presidente nacional do PL, hoje Partido
da República. Nascimento teria assegurado a indicação do governador
mato-grossense que, inclusive, teria o aval do próprio presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, mas só aconteceria após a reforma ministerial, que
aguardou a eleição das Mesas Diretoras do Senado da República e da Câmara dos
Deputados. (ML).
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GERAIS
14/02/2007
Punição aos imprudentes
Em 42 postos de fiscalização, policiais vão usar o etilômetro para identificar motoristas bêbados. Malha rodoviária tem 123 trechos críticos em Minas Gerais
Fábio Fabrini
A mais nova arma da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para punir a imprudência
responde pelo nome de etilômetro. Além de aumentar o número de radares no
carnaval, a corporação vai usar esse tipo de aparelho – mais moderno que o
bafômetro tradicional – para medir o teor de álcool no hálito dos motoristas.
Em Minas, cada um dos 42 postos de fiscalização vai ser equipado com pelo menos
um etilômetro, que é capaz de verificar a concentração de bebida no organismo.
Apesar do reforço na fiscalização, quem viajar no feriado vai encontrar estradas dignas de rali.
Mapeamento dos departamentos de Estradas de Rodagem (DER-MG) e de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) indica nada menos que 123 trechos críticos
na malha rodoviária. A previsão é de chuvas em todo o estado.
Com a adoção do novo aparelho, o bafômetro deve ser, definitivamente,
aposentado nas rodovias federais de Minas. A PRF, em Brasília, informa que
encomendou 256 etilômetros para serem usados em todo o país. Segundo o órgão, a
tecnologia ajudará os patrulheiros a identificar, com mais precisão, quem
dirige bêbado. “O aparelho emite um comprovante impresso, que aponta o teor de
álcool presente no sopro. O limite é de 0,3 miligrama por litro de ar expelido.
O documento será anexado ao auto de infração e o policial poderá, na hora,
apreender o veículo e a carteira do infrator”, afirma.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir alcoolizado é
crime. O infrator responde a processo criminal, cuja pena prevista é de três
meses a dois anos de prisão. A lei de trânsito prevê, ainda, o pagamento de
multa de R$ 957,60. O Departamento de Trânsito (Detran) abre processo
administrativo, que pode resultar na proibição ou suspensão do direito de
dirigir.
O chefe do Núcleo de Comunicação Institucional da PRF em Minas, inspetor
Aristides Amaral Júnior, diz que o etilômetro ajudará bastante os fiscais, já
que o carnaval é, tradicionalmente, um feriado festivo e o consumo de bebidas
aumenta, principalmente nas estradas mais próximas a áreas urbanas. Ele avisa que
quem se recusar a baforar no aparelho pode ser encaminhado ao Instituto Médico
Legal (IML) para a coleta de sangue. “O policial pode, ainda, aplicar as
punições, baseando-se nos sintomas apresentados pelo condutor”. O procedimento
foi autorizado, recentemente, por resolução do Conselho Nacional de Trânsito
(Contran).
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BRASIL
14/02/2007
Formato de licitação sai em março
Tarifas de pedágio devem ter redução de no
mínimo 20% nos novos trechos
Brasília – A revisão do processo de concessão
de rodovias federais deverá
ficar pronta até o dia 10 de março para ser apresentada em seguida ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é do presidente da Associação
Brasileira da Infra-Estrutura e da Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, que
esteve reunido ontem com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.
Segundo Godoy, o grupo de trabalho formado pelo governo com integrantes dos
ministérios dos Transportes, Fazenda e Casa Civil está se propondo a concluir
rapidamente uma proposta de modificação do sistema de concessões dos sete
trechos de rodovias.
Parâmetros
Ele considerou “normal” a decisão do governo fededal de rever os parâmetros
utilizados para verificar se não há um descompasso entre os dados utilizados na
elaboração e na aprovação do edital.
“O que nós estamos pedindo é que isso seja feito de uma forma ágil, e um
entendimento especialmente do Tribunal de Contas da União (TCU), para que essas
eventuais modificações ganhem no Tribunal um tratamento diferenciado e ágil
para poder ser liberado”, disse Godoy, ao comentar que “há uma compreensão do
Tribunal” sobre a importância do processo. Outra sugestão do representante da
indústria de base foi a convocação do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) para avaliar as condições de “financiabilidade das
concessões” antes de levar o processo adiante.
“Para o empreendedor isso (a aprovação do banco) é de fundamental importância”,
completou Godoy.
Apesar da promessa de redução em no mínimo 20% das tarifas de pedágio previstas
para as sete concessões, Godoy disse esperar que as mudanças não alterem a
atratividade do negócio.
Risco Brasil
Durante apresentação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social na tarde de ontem, a ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff, destacou que o risco Brasil estava em 800 pontos na
época em que o edital foi elaborado, e hoje está em na faixa de 178 pontos,
tendência de queda seguida também pela taxa de juros.
Entenda o caso Programa contempla 7 trechos
Curitiba - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, supreendeu o mercado
no último dia 10 de janeiro ao anunciar a suspensão do Programa de Concessões
de Rodovias, sob o argumento de
uma terceira revisão, após dois anos de negociações, das tarifas de pedágio. No
dia 12 de janeiro, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, negou que o
governo tinha voltado atrás.
Estão previstos investimentos de R$19,12 bilhões das empresas, em obras e
serviços, em 2,6 mil km de rodovias federais.
O programa contempla sete trechos, incluídos artérias viárias importantes para
a economia do país, como a rodovia Régis Bittencourt, entre Curitiba e São
Paulo, e a Fernão Dias, entre a capital paulista e Belo Horizonte.
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CIDADES
14/02/2007
Sem sinalização, radares flagram desavisados
TRÂNSITO
Além da Strans, a Polícia Rodoviária Federal também está ampliando a
fiscalização por radar em Teresina e os motoristas reclamam da falta de placas
de sinalização indicando a existência dos aparelhos
Socorro Carcará e Marcos Prado
Editoria de Cidades
Ignorando os locais onde estão colocados os radares por falta de sinalização
adequada, muitos motoristas são surpreendidos com a chegada das multas em suas
residências.
Agora, além da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans)
estar intensificando a sinalização nas vias de Teresina fiscalizadas por
radares, também a Polícia Rodoviária Federal está utilizando do expediente e
pegando de surpresa motoristas desavisados.
Os radares móveis da PRF estão sendo colocados nas rodovias onde a incidência de
acidentes é alta. O principal motivo do órgão foi justamente esse, reduzir o
número de colisões que, segundo informações do departamento de tráfego da
instituição, a situação ainda é crítica em algumas rodovias do Estado. Os
radares foram implantados há cerca de seis meses, mas só agora estão
efetivamente funcionando.
“Nós colocamos primeiro para educar esses condutores que abusavam da
velocidade. Foram 30 dias apenas em caráter educacional, mas agora já funcionam
de forma notificadora.
Vale ressaltar que o objetivo desses radares não é multar, mas sim educar os
motoristas. Entretanto, para educar muitas vezes é necessário chegar uma multa
em sua casa para saber que fez algo errado”, alerta Francílio Viana, Policial
Rodoviário Federal.
Os radares móveis estão sendo colocados pela Polícia Rodoviária Federal apenas
nas vias onde a sinalização é feita pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (DNIT).
“Esses radares não podem ser colocados em rodovias, nas avenidas e ruas
de Teresina, onde a competência é do Governo do Estado e da Prefeitura
Municipal”, esclarece.
Francílio destacou ainda que esse trabalho de conscientização é prioridade da
PRF. Durante o ano diversas campanhas educacionais são elaboradas e veiculadas
com o objetivo único de reduzir o número de acidentes no trânsito.
A preocupação é válida, pois segundo dados oficiais o trânsito mata cerca de 60
mil pessoas por ano, cerca de 165 pessoas por dia.
Para o motorista Carlos Eduardo, os radares quando utilizados de “maneira
correta”, são de extrema importância para a paz no trânsito. “O número de
pessoas que ainda morre em acidentes é impressionante.
Tudo que for de artifício para minimizar esse quadro é válido. São importantes
todas as formas de combate à imprudência de motoristas irresponsáveis, que
muitas vezes acabam com a vida de pessoas comuns”, desabafa Carlos.
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RIO DE JANEIRO
14/02/2007
Radares desativados na BR-101
VICTOR VELASCO
DO JORNAL DO COMMERCIO
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) montará uma operação especial para o feriado
prolongado de Carnaval com reforço de 830 homens, além de suporte da Divisão de
Combate ao Crime, de Brasília. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) liberou a desativação de radares instalados entre os
quilômetros 282 e 293 (Itaboraí) da BR-101 Norte, que liga o Rio à Região dos
Lagos, para amenizar engarrafamentos. As estradas que exigirão atenção redobrada da PRF
são a Ponte Rio-Niterói, a ViaLagos, a Rio-Santos e as rodovias serranas
Rio-Petrópolis e Rio-Teresópolis.
Milhares de turistas de diversos pontos do estado e do país devem passar o
Carnaval em Cabo Frio, Búzios e outras cidades da Região dos Lagos. Com a
chegada do Carnaval, a concessionária ViaLagos inicia, a partir de hoje, um
esquema especial para contribuir com a fluidez de veículos.
Estimativas indicam que 350 mil veículos deverão passar pela rodovia entre
quarta e a segunda-feira - destaque para sexta e sábado que serão os dias de
maior movimento à Região dos Lagos: 37 mil e 44 mil veículos, respectivamente.
Na quarta-feira de cinzas, a praça do pedágio deverá registrar a passagem de 40
mil veículos.
A concessionária recomenda aos motoristas que, antes de seguir viagem, façam a
verificação de freios, a calibragem dos pneus, níveis de água e óleo do motor e
combustível. Para evitar acidentes, os motoristas devem ter paciência e
respeitar as normas de segurança de trânsito, sobretudo, os limites de
velocidade, levando-se em consideração que 90% dos acidentes são atribuídos à
imprudência no trânsito.
Na Via Dutra, principal estrada que liga o Rio a São Paulo, uma quantidade
menor de caminhões deverá ser registrada rodovia durante o feriado prolongado
de Carnaval, período em que os motoristas profissionais aproveitam para
descansar. Projeções da concessionária NovaDutra apontam uma redução de até
metade no fluxo de caminhões, sobretudo entre São João de Meriti e Nova Iguaçu.
A estimativa da concessionária é que o pico ocorra entre sexta-feira e sábado
de Carnaval, com a passagem de 206 mil veículos, que deixam a capital paulista,
e cerca de 130 mil veículos oriundos do Rio de Janeiro. A Polícia Militar vai
deslocar cem viaturas para fazer o policiamento ostensivo durante o Carnaval.
Quinhentos profissionais lotados no serviço SOS Usuário estarão posicionados em
pontos estratégicos da rodovia para oferecer suporte aos motoristas. A
NovaDutra recomenda aos motoristas que evitem transitar entre 16h e 21h de
sexta-feira e, no sábado das 8h às 2h. Na volta, quando ocorre tradicionalmente
a maior movimentação de carros, os motoristas devem evitar no horário das 16h
às 20h de terça-feira.
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MINAS GERAIS
14/02/2007
Etilômetro é nova arma da Polícia Rodoviária
Aparelho mede nível de álcool no organismo
dos motoristas
Fábio Fabrini
Do Estado de Minas
A mais nova arma da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para punir a imprudência
responde pelo nome de etilômetro. Além de aumentar o número de radares neste
carnaval, a corporação vai usar esse tipo de aparelho - mais moderno que o
bafômetro tradicional - para medir o teor de álcool no hálito dos motoristas.
Em Minas, cada um dos 42 postos de fiscalização vai ser equipado com pelo menos
um deles, que, além de apontar a presença do álcool, são capazes de verificar a
concentração de bebida no organismo. Apesar do reforço na fiscalização, quem
viajar vai encontrar estradas dignas de rali neste feriado. Mapeamento dos
Departamentos de Estradas de Rodagem (DER-MG) e de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) indica nada menos que 123 trechos críticos na malha
rodoviária. A previsão é de chuvas em todo o estado.
Com a adoção do etilômetro, o bafômetro tradicional deve ser, definitivamente,
aposentado nas BRs de Minas. A PRF, em Brasília, explica que, em todo o País, o
órgão encomendou 256 equipamentos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a
tecnologia ajudará os patrulheiros a identificar, com mais precisão, quem
dirige bêbado. "O aparelho emite um comprovante impresso, que aponta o
teor de álcool presente no sopro. O limite é de 0,3 miligrama por litro de ar
expelido. O documento será anexado ao auto de infração e o policial poderá, na
hora, apreender o veículo e a carteira do infrator", afirma.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir alcoolizado é
crime. O infrator responde a processo criminal, cuja pena prevista é de três
meses a dois anos de prisão. A lei de trânsito prevê, ainda, o pagamento de
multa de R$ 957,60. O Departamento de Trânsito (Detran) abre processo
administrativo, que pode resultar na proibição ou suspensão do direito de
dirigir.
O chefe do Núcleo de Comunicação Institucional da PRF em Minas, inspetor
Aristides Amaral Júnior, diz que o etilômetro ajudará bastante os fiscais, já
que o carnaval é, tradicionalmente, um feriado festivo e o consumo de bebidas
aumenta, principalmente nas estradas mais próximas a áreas urbanas. Ele avisa que
quem se recusar a baforar no aparelho pode ser encaminhado ao Instituto Médico
Legal (IML) para a coleta de sangue. "O policial pode, ainda, aplicar as
punições, baseando-se nos sintomas apresentados pelo condutor". O procedimento
foi autorizado recentemente, por resolução do Conselho Nacional de Trânsito
(Contran).
FOLIA SEGURA. Ao som de "O ébrio", de Vicente Celestino, a Secretaria
de Estado de Esportes e Juventude (SEEJ) lançou ontem, na Savassi, região
Centro-Sul de Belo Horizonte, a sua campanha "Folia Segura e de Cara
Limpa", em parceria com a BHTrans. O objetivo é alertar os foliões que é
possível curtir o carnaval com alegria e tranqüilidade sem exagerar na bebida
ou fazer uso de outras drogas. O símbolo da campanha contra o álcool e direção
da BHTrans, um boneco representando um peru, de 3 metros de altura, feito pelo
Grupo Giramundo, marcou presença. A escolha do peru é uma alusão ao fato de
esta ser uma ave que bebe e morre antes da festa.
"Queremos alcançar as pessoas que estão indo para a folia. Existem dados
que apontam para uma quantidade muito significativa de acidentes ligados ao
consumo de álcool no carnaval", alerta o subsecretário Anti-drogas, Clóves
Benevides. A campanha vai até sexta-feira, também em 50 cidades turísticas e
grandes pólos de Minas.
Rodovias do estado têm 123
pontos críticos
A Polícia Rodoviária Federal alerta para as chuvas, que devem se intensificar
durante o feriado e aumentar o risco de acidentes. Levantamentos dos
Departamentos de Estradas de Rodagem (DER-MG) e de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) apontam a existência de 123 pontos críticos, cujas condições
são ruins justamente por causa dos temporais dos últimos meses. Na malha sob
responsabilidade do estado, quedas de barreira, entupimento de bueiros e
buracos prejudicam o tráfego em 109 locais. Em 16 deles, o tráfego está
interditado e os motoristas precisam fazer desvios. É o caso da MG-020, entre
Santa Luzia e Jaboticatubas, na região metropolitana, onde a queda de um bueiro
provocou uma grande erosão. O percurso deve ser feito pela MG-010, passando por
Lagoa Santa.
Na BR 356, também sob responsabilidade do estado, uma cratera se abriu próximo
ao trevo de Ouro Preto. Na 262, o rompimento de um aterro obriga os veículos a
trafegarem em meia-pista próximo a Ponte Nova. O departamento informa que
operários já fazem a recuperação de vários trechos, mas o trabalho depende do
ritmo das chuvas e da liberação de R$ 50 milhões pelo governo federal. A
consulta pode ser feita no site do órgão (www.der.mg.gov.br).
Nas rodovias federais, o Dnit lista estragos em
pelo menos 14 pontos, dos quais seis, nas BRs 116, 365, 452, 153 e 354, já
passam por obras. A reforma dos demais, nas BRs 267, 262, 381 e 040, aguarda
projeto. Na BR-116, entre São João do Manhuaçu e Muriaé, na Zona da Mata, os
buracos engolem 83 quilômetros de pista. No km 418 da BR-262, próximo a Pará de
Minas, na região Centro-Oeste, um bueiro cedeu, o que obriga os motoristas a
passar por um desvio lateral.
Contratos de recuperação foram assinados nos últimos dias, mas a previsão é de
que, nos seis trechos, as intervenções só sejam concluídas em 180 dias, prazo
máximo para as empreiteiras entregarem os trabalhos. Além dos locais em obras,
a PRF alerta para o risco onde o traçado das rodovias não ajuda. É o caso
da BR-381, entre BH e João Monlevade; da BR-040, entre a capital e Congonhas; e
da BR 262, próximo à serra de Campos Altos, com pistas estreitas e sinuosas.
A expectativa é de que pelo menos 300 mil veículos deixem a capital a partir de
sexta-feira. Os tradicionais engarrafamentos na BR-381 devem ser maiores, em
função da construção de uma trincheira no trevo de Santa Luzia. A PRF recomenda
que os motoristas com destino à Bahia façam desvio pela MG-435, que liga Sabará
a Caeté, evitando passar pela obra, e peguem a BR mais adiante. Quem vai para o
Espírito Santo pode seguir pela BR-356 e a MG-329, com destino a Rio Casca,
chegando à BR-262. (FF)

ESTADO
14/02/2007
Rodovias sem grandes problemas no interior
Joselita Matos e
Leilane Macedo
Araguaína/Gurupi
Quem for viajar para a região Norte do Estado nesse período do Carnaval não terá
muita dificuldade para dirigir nas rodovias federais, mas terá que prestar
atenção, pois alguns trechos apresentam trepidações. Segundo informações da
Polícia Rodoviária Federal de Araguaína, que vistoria o trecho da BR-153 de
Colinas até Xambioá, via Filadélfia, um total de 180 quilômetros, está em boas
condições, mas apenas o percurso depois ao posto policial e ao Povoado
Floresta, é que está com trepidação e pequenos buracos.
A PRF de Palmeiras fiscaliza o trecho da BR-230, que vai de Aguiarnópolis a
Araguatins, e da BR-226, de Wanderlândia a Aguiarnópolis. De acordo com
informações da PRF de Palmeiras, a BR-230 está bem sinalizada e é um rodovia
nova, não apresentando nenhum trecho com imperfeições. Ainda segundo a polícia,
a BR-226 tem trechos novos e alguns que passarão por reformas. Os trechos que
vão do quilômetro um até o 21, de Aguiarnópolis a Palmeiras; e do quilômetro 45
a 60, de Darcinópolis, serão os que devem passar por recuperação. A PRF de
Palmeiras alerta para os motoristas terem cuidado nesses dois trechos, pois
haverá máquinas e homens na pista, sendo que a velocidade máxima permitida será
de 80 quilômetros/hora.
SUL
Na região Sul, segundo caminhoneiros que trafegam diarente na BR-153, as
condições da rodovia estão boas. Para os motoristas, o percurso entre a divisa
do Tocantins com o Estado de Goiás até Paraíso está em ótimas condições, com o
comenta o caminhoneiro Jacy Rodrigues Correia.
O engenheiro do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) em Gurupi, Márcio
Antônio Lopes, afirma que as condições deste trecho da BR-153 estão boas em
virtude do trabalho de manutenção que vem sendo feito desde 2005. “O nosso
trecho abrange 256 quilômetros da BR e deste total, 80% está em ótimas
condições de trafegabilidade. Ainda segundo Lopes, os trechos que não estão
restaurados ficam entre Santa Rita e Crixás e Alvorada até a divisa com Goiás