O ESTADO DE S. PAULO - SP
METRÓPOLE - 15/11/2005
Trecho da BR-101 será reaberto para veículos leves

Roberta Pennafort
O tráfego no trecho da BR-101 Norte (Rio-Campos), interditado há uma semana após a queda de uma ponte, será liberado a veículos leves (automóveis, ônibus e motos) amanhã. O Exército concluiu a montagem da ponte metálica e já realizou testes com veículos de até 30 toneladas. Caminhões terão de passar por um caminho alternativo, que só ficará pronto no fim de semana.

Ontem, ainda faltava instalar placas de sinalização no entorno da ponte, que fica no km 228,5 da BR-101, na altura do município de Silva Jardim. Uma equipe de militares ficará de plantão enquanto a estrutura provistória estiver sendo usada. A passagem alternativa, paralela à rodovia, está recebendo uma rede de tubos para o escoamento da água, caso chova forte novamente.

A ponte original cedeu no dia 8, depois de um temporal. O nível do Rio São João subiu 3 metros e os pilares não suportaram o volume de água e se romperam. A ponte metálica suporta a passagem de um veículo por vez. Segundo o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), a versão definitiva só ficará pronta em quatro meses. Ela terá 50 metros, o dobro do tamanho da antiga.

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF
BRASIL - 15/11/2005
BR-101 será liberada

O Exército deve concluir nesta semana a montagem da ponte provisória para substituir a que caiu no último dia 8 na altura do km 228 da BR-101, região de Silva Jardim (RJ).Com a ponte provisória, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) poderá restabelecer o tráfego de veículos leves na rodovia. Caminhões e ônibus voltarão a trafegar na área com a conclusão das obras do desvio, ao lado da rodovia, o que também deve ocorrer nesta semana. A ponte – de aproximadamente 30m de extensão– perdeu a estabilidade e caiu após o deslizamento do aterro, causado pela chuva. A rodovia, que começa no Rio Grande do Norte e se estende até o Rio Grande do Sul, é uma das principais estradas do país. Passam pelo local 10 mil carros por dia.

 

 

 


NACIONAL - 15/11/2005
Tráfego será liberado amanhã

Rio de Janeiro – O tráfego no trecho da BR-101 Norte (Rio-Campos) interditado há uma semana por conta da queda de uma ponte será liberado amanhã a veículos leves (automóveis, ônibus e motocicletas), já que o Exército concluiu no fim da noite de domingo a montagem da ponte metálica. Para atender o tráfego dos veículos pesados, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) está construindo um desvio de 700 metros de extensão ao lado da rodovia num trecho próximo ao local onde a ponte desabou. A obra deverá ficar pronta sexta-feira.

Segundo o Comando Militar do Leste, a estrutura de ferro, de 57 metros de extensão, sendo 45 metros sobre o vão do canal, com piso de madeira, foi submetida ontem a testes, com veículos militares, pela equipe do Exército que participou da obra. A montagem da ponte metálica, com peso total de 60 toneladas, reuniu 120 soldados do Batalhão da Escola de Engenharia de Santa Cruz (RJ).

Ontem, ainda faltava instalar placas de sinalização no entorno da ponte, que fica no quilômetro 228,5 da BR-101, na altura do município de Silva Jardim. Uma equipe de militares ficará de plantão enquanto a estrutura provisória estiver sendo usada. A passagem alternativa, paralela à rodovia, está recebendo uma rede de tubos para o escoamento da água caso chova forte novamente. A ponte original cedeu na manhã da terça-feira passada, depois de um temporal. O nível do Rio São João subiu três metros e o volume de água foi tamanho que causou a ruptura dos pilares.

A ponte metálica suporta a passagem de um veículo por vez. Segundo o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a versão definitiva só deverá ficar pronta em quatro meses. Terá 50 metros de comprimento, o dobro do tamanho da antiga. O tráfego no local não ficou muito tumultuado nos últimos dias, mesmo com o feriadão, porque os motoristas usaram vias alternativas. A Polícia Rodoviária Federal montou um esquema especial para a volta do feriado, hoje e amanhã

 

 

CORREIO DA PARAÍBA - PB
ECONOMIA - 15/11/2005
Sem verbas, início da duplicação da BR-101 é adiada novamente

O coordenador do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Expedito Leite, declarou ontem que o início das obras no lote 5 da BR-101, que vai de Lucena até a divisa com o estado de Pernambuco depende apenas do crédito do Governo Federal ao Grupamento de Engenharia. A primeira parcela é de R$ 44 milhões e o montante total soma R$ 178 milhões.

Com o dinheiro creditado, o Grupamento de Engenharia, que executará a obra, iniciará os encaminhamentos e prestará contas ao
Dnit, órgão responsável. O prazo para a conclusão é de 870 dias (2 anos e 5 meses). Para esse trecho, que corresponde a 54,9 quilômetros, 600 pessoas devem estar envolvidas.

A construção está sob o comando do Exército, 'jeitinho' encontrado pelo Governo Federal para fugir das pendengas judiciais das empreiteiras contra a licitação. Os trabalhos estarão a cargo do 1º Grupamento de Engenharia e Construção Civil, com sede em João Pessoa, que terá 28 meses para entregar a obra viária pronta, isto é, em fevereiro de 2008.

Para esta primeira etapa estão sendo liberados R$ 29,2 milhões. O dinheiro será utilizado para deixar cerca de 54,9km na base de concreto rolado, isto é, a parte duplicada não terá asfalto e sim concreto, a exemplo da antiga BR-230, só com uma diferença: não haverá aquelas divisões dos blocos.

Mais de 600 empregos
Somente no trecho correspondente ao Lote Cinco, da entrada de Lucena até o Posto Fiscal de Cruz de Almas, na fronteira com Pernambuco, serão criados cerca de 600 empregos diretos e investidos, na parcela inicial, R$ 29 milhões e 702 mil. Os demais lotes são: o um, de Natal a Arez, no Rio Grande do Norte; e o seis, da divisa da Paraíba com Pernambuco, até Igarassu, na grande Recife. Na Paraíba ficarão prontas três passarelas na zona urbana da Capital e Bayeux e um viaduto, que dará acesso ao terminal rodoviário pela Via Oeste, no Alto do Mateus.

Ao todo, o projeto de duplicação do lote 05 começa no km 74,1, na altura da entrada para Lucena e prossegue até a divisa com o Estado de Pernambuco. A obra está orçada em R$ 178,76 milhões e os recursos distribuídos em três etapas: R$ 29,2 milhões agora, R$ 75 milhões em fevereiro do ano que vem, R$ 70 milhões em fevereiro de 2007 e o restante no começo de 2008.

"Temos a perspectiva de iniciar a obra na primeira quinzena do novembro e já nesta semana o comandante do 2º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) de Teresina, Piauí, já estará conhecendo o trecho", afirma Expedito Leite da Silva.

O canteiro de obras da duplicação da BR 101 mudará a paisagem no Estado e ajudará no desenvolvimento do turismo, o que se consolidará na grande obra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Paraíba. A construção vem em um momento de fragilidade do Governo Federal e, mesmo assim, encontrará barreiras contrárias de boa parte dos comerciantes e moradores da margem da estrada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jornal Tribuna do Planalto - Goiânia, 15 de Novembro de 2005

Política

Sucessão 2006

 

O fator Mabel na sucessão

 

Grupos de Aparecida e ex-meirellistas podem cacifar pré-candidatura do liberal ao governo do Estado

 

Thiago Marques

 

 

 

 

 

 

 

No momento em que o grupo de coalizão ao Palácio das Esmeraldas começa a avistar indícios de afunilamento das pré-candidaturas governistas em direção ao vice-governador, Alcides Rodrigues (PP), surge um fator novo que pode fazer água na sonhada unidade base aliada: a articulação em torno do deputado federal Sandro Mabel para ele seja também candidato ao governo. De início, Mabel pode sair candidato com apoio do chamado 'grupo de Aparecida', liderado pelo secretário estadual de Cidades, Ademir Menezes (PL) - que não engole a candidatura de Alcides -, e com os antigos articuladores de Henrique Meirelles, capitaneados pelo presidente da Valec, Juquinha das Neves. Pode ainda ser o representante do bloco em gestação que reúne PSB, PTB, PTN e PL.

Cacifado para entrar na disputa Mabel está, depois das vitoriosas articulações que o livraram de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara:  foi absolvido com folga. Não bastasse isso, ele ganhou mais fôlego com a nomeação do novo diretor-geral do 'endinheirado' Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), que estava nas mãos do PMDB goiano.

O fato é que a ocorrência de quatro episódios, em um período de dez dias, incrementou as chances do PL de tentar emplacar Mabel como presidente regional do partido, de transformá-lo em governadoriável do PL e/ou de colocá-lo em condições de ter papel ativo durante as negociações internas da base aliada em 2006. Daí não estar descartada a hipótese de o liberal tentar construir uma candidatura alternativa às que já estão colocadas no bloco governista.

Os acontecimentos pró-Mabel tiveram início com as duas sessões que o absolveram da acusação de oferecer dinheiro para que a deputada federal Raquel Teixeira deixasse o PSDB e se filiasse ao PL. A primeira foi realizada pelo Conselho de Ética no dia 1º de novembro; a outra ocorreu no plenário da Câmara na quarta-feira, 9, e referendou a decisão do colegiado.

Um dia depois, a assessoria do parlamentar esforçou-se em reunir prefeitos, vereadores e deputados do PL para recepcionar Sandro Mabel em um hangar ao lado do Aeroporto Santa Genoveva. O clima do evento passou longe de uma mera demonstração de boas vindas ou de alívio pelo fim do processo, e evidenciou a gana com que os liberais vão movimentar suas peças no tabuleiro sucessório. Pelo tom com que o deputado discursou neste dia, também ficou nítido que, se preciso for - e com a devida ajuda de uma produtora de vídeo contratada para registrar a chegada dele -, Mabel quer ser encarado como "vítima" deste processo político.

A movimentação do liberal com vistas a 2006 - embora ele insista em dizer que precisa passar a "ressaca" do tumulto que enfrentou na Câmara para poder tratar deste tema - sobressaiu-se também na sexta-feira, 11, com a publicação no Diário Oficial da União do nome de Mauro Barbosa da Silva, de 39 anos, indicado para a diretoria geral do DNIT.

Nascido em Goiânia e formado em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Goiás (UCG), Mauro Barbosa é auditor fiscal do Ministério da Fazenda. Foi secretário executivo do Ministério dos Esportes nos últimos três anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (de 1999 a 2002) e atualmente prestava serviços à Procuradoria Jurídica da Câmara dos Deputados. O parentesco denuncia a articulação conduzida por dois liberais goianos para que o nome de Mauro Barbosa fosse aprovado pela Casa Civil: ele é sobrinho do presidente da Valec, Francisco das Neves, o Juquinha, que é aliado de Mabel e também apontado como governadoriável do PL.

Grupo armado
A ação conjunta entre o presidente da Valec e o líder do PL na Câmara revelou ainda a tentativa do PL em dar fim à orfandade do conhecido ex-grupo meirellista - como é chamado o bloco formado por deputados estaduais que apoiavam incondicionalmente a virtual candidatura ao governo do Estado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Prova disso é que o próprio Juquinha caminhava junto com os deputados neste projeto.

A propósito, ressalte-se que um dos integrantes deste grupo, o deputado Kennedy Trindade, não só deixou o PSDB como foi para o PL em 30 de setembro último, e que desde que Meirelles decidiu não mais se candidatar, o bloco já não está tão homogêneo. Helder Valin (PSDB), por exemplo, agora é apontado como defensor da candidatura do vice-governador, Alcides Rodrigues (PP). Ainda assim, a maior parte do grupo permanece coesa.

Em contrapartida, não há impedimentos para que este mesmo grupo tenha novos membros que, se não eram simpatizantes ao projeto político do presidente do BC, não devem ter resistência aos planos de Mabel. Caso do deputado Chico Abreu (PL), eleito para a Assembléia Legislativa em 2002 graças à parceria com o líder do PL, sobretudo em Aparecida de Goiânia. Abreu, vale lembrar, compõe justamente o "grupo de Aparecida", que tem, além dele, Mabel e Ademir, o prefeito José Macedo.

A perspectiva de ajuda financeira que Meirelles daria às campanhas dos deputados aliados era um dos motivadores do apoio destes parlamentares ao presidente do BC. Resta saber com quantas campanhas proporcionais o empresário Sandro Mabel estaria disposto a contribuir em 2006.