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COTIDIANO - 16/08/2005
Governo vai reconstruir ponte da Régis Bittencourt sem fazer licitação
da obra
Passados quase sete meses
da queda de uma das cabeceiras da ponte sobre a represa do rio Capivari-Cachoeira,
da Régis Bittencourt (a BR-116), a coordenação do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transporte) no Paraná
decretou ontem emergência para reconstrução da obra, o que eliminou a
necessidade de escolha da empreiteira em licitação e apressa a liberação do
dinheiro para isso.
O Dnit já escolheu a construtora que fará a reconstrução.
Será a A. Gaspar S/A. e a verba reservada é de R$ 31 milhões.
A cabeceira norte caiu em 25 de janeiro deste ano na represa, distante 50 km de
Curitiba (sentido São Paulo). Desde então, o tráfego foi concentrado na ponte
da pista que atendia o movimento no sentido contrário.
O decreto do Dnit foi assinado pelo coordenador, David Gouvêa,
depois de uma ação popular na Justiça que pedia reconstrução urgente. Depois,
também, de o maciço de terra que sustenta a parte que ficou de pé começar a
erodir e ameaçar derrubar o que sobrou da ponte.
Segundo Corrêa, a obra deve ficar pronta em cinco meses. (DA AGêNCIA FOLHA, EM
CURITIBA)
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METRÓPOLE - 16/08/2005
Reconstrução de ponte na Régis Bittencourt é retomada
Evandro Fadel
EMERGÊNCIA: O Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit) está retomando a reconstrução da ponte sobre a Represa
Capivari-Cachoeira, na Rodovia Régis Bittencourt, entre Curitiba e São Paulo. O
Diário Oficial da União trouxe ontem o terceiro decreto de emergência, que
dispensa a licitação, relativo à obra. O novo prazo de conclusão é de seis
meses. A cabeceira da ponte caiu em 25 de janeiro, matando um caminhoneiro e
ferindo três pessoas. Com o deslizamento da terra da cabeceira, a primeira
linha de pilares foi derrubada, levando 80 metros de ponte. O tráfego foi
desviado para a outra ponte. Nos dois decretos anteriores foram feitas obras
para evitar que o desmoronamento continuasse e uma cortina de concreto para dar
mais estabilidade à ponte. Com a terceira emergência, o Dnit pode começar imediatamente as obras de reconstrução da ponte que
ruiu. O projeto escolhido é uma estrutura mista de aço e concreto. Em lugar dos
80 m que caíram serão feitos 120 m, para que a ponte termine em terreno firme.
Também no Paraná, um caminhão carregado com óleo diesel explodiu na descida da
Serra do Mar, na BR-277, em direção ao litoral do Paraná. O tanque bateu em um
barranco, separou-se da cabine, tombou e explodiu na pista contrária. Ninguém
se feriu, mas o trânsito ficou complicado. Por uma hora a subida teve de ser interditada.
Só no fim da tarde o tráfego foi normalizado.
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BRASÍLIA - DF - 16/08/2005
Ali não foi
Pelo menos uma obra parece
estar fora da lupa que o TCU jogará sobre as repartições públicas. É a BR 101
Nordeste. O tribunal tinha mandado paralisar a duplicação e a restauração da
estrada, entre Natal (RN) e Palmares (PE), por suspeitas de superfaturamento
ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. No governo Lula, o preço foi
reduzido em R$ 236,3 milhões — de R$ 1,75 bilhão para R$ 1,514 bilhão. E,
detalhe: o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o dos Transportes, Alfredo Nascimento, participaram ativamente das negociações que
fizeram cair o valor.
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MINAS - 16/08/2005
Ziguezagues na 262
Mateus Parreiras
Enviado especial
UBERABA _ O barulho do aço e dos pesados pneus dos caminhões trepidando ao
rodar sobre as costelas e ondulações, atravessando buracos profundos e
inevitáveis, acompanham a aventura em que se transformou a viagem entre Belo
Horizonte e o Triângulo Mineiro pela rodovia federal BR-262. Nas carrocerias
das carretas são transportadas toneladas de soja, cana-de-açúcar, feijão e
café, entre outros, que precisam chegar às Ceasas de cada região do Estado.
Para escapar dessas armadilhas, na tentativa de preservar seus veículos,
condutores se arriscam em manobras perigosas, ziguezagueando pelas duas mãos da
estrada.
Basta rodar sete quilômetros depois do início da via em Betim - cerca de dez
minutos com tráfego bom - para, a partir do KM 372, em Juatuba, em meio aos
condomínios de luxo, pastos e fazendas à margem, surgirem buracos largos e
profundos, ondulações e saliências com mais de 25 centímetros se revezando até
Pará de Minas, 46 quilômetros depois. As ondulações são o problema mais
preocupante na opinião dos motoristas, principalmente caminhoneiros. Formados
em ambos sentidos, os obstáculos obrigam a invasão do acostamento ou uso do
espaço entre a metade da pista e a contramão, e são pouco visíveis.
Situação tão crítica que criou oportunidade para um comércio de peças. No km
395, ainda em Juatuba. Uma pequena venda construída de madeira e lona na margem
da rodovia lucra vendendo calotas usadas, que custam a partir de R$ 5. Dezenas
delas, de todas as marcas, foram dependuradas em árvores para chamar a atenção
dos condutores. Além das peças, o comércio oferece CDs, queijos, doces
caseiros, sacos de carvão, vidros de pimenta e pão com lingüiça. Três pessoas
trabalham no local. Com medo de sofrer algum problema com a lei, não revelaram
os nomes completos. Segundo Hamilton, 47 anos, mais de cem pessoas por dia
freqüentam a barraca. “Tem gente que vem lanchar e compra calota, e gente que
leva a calota e acaba comprando mais alguma coisa", disse. A fonte de
matéria prima é a própria estrada. “Passa um carro correndo sobre o buraco, a
calota solta, e vem rodando até aqui. Com esse dinheiro, sustento meus três
filhos", conta.
A primeira obra encontrada pela reportagem foi no KM 395, em Florestal. Com
enxadas, pás, picaretas e compactadores, sob o Sol forte das 12 horas, sete
operários da Spel Engenharia tapavam dezenas de grandes buracos com asfalto.
Medida considerada paliativa pelo professor de motores da Faculdade de
Engenharia Mecânica da PUC-BH, Marcley Lazarini Pereira. “Os remendos parecem
resolver, mas sua grande concentração funciona como buracos em alto relevo, que
trazem os mesmos problemas e ainda deixam soltos os parafusos e juntas do carro
devido à trepidação que provocam", acredita Lazarini. O engenheiro Márcio
Fernandes, diretor do Crea-MG, concorda. “Tampa-se o buraco, mas não se
concerta o subsolo. É questão de tempo para que o rombo aflore novamente",
acredita.
De acordo com informações do Departamento Nacional de Infra-estrutura e
Transportes (Dnit), a Empresa Ecoplan Engenharia Ltda foi contratada
e está em fase de aprovação o projeto de restauração, adequação e duplicação da
BR-262, trecho de Betim a Nova Serrana, segmento do KM 351,1 ao KM 435,2. O
custo é de R$ 2,3 milhões.
Além de tantos obstáculos na jornada até o Triângulo, outra armadilha
enfrentada pelos condutores são as queimadas nas beiras de estradas, muito
comuns na sequidão do inverno, e cuja fumaça forma densas cortinas escuras que
bloqueiam a visão dos motoristas. Até a chegada em Uberaba, a reportagem
encontrou sete queimadas.
Excesso de peso não encontra restrição na rodovia
UBERABA - É relativamente fácil transitar com excesso de peso pelas rodovias sem ser punido. A prática é uma das mais nocivas
às estradas e causa os buracos e saliências. Os caminhoneiros admitem a prática
justificando que o preço do frete é muito baixo. Há dois tipos de fiscalização
nas vias, feitas nos postos da Receita Estadual e da Polícia Rodoviária
Federal.
Na receita, são sorteados os veículos suspeitos. Caem na malha menos de 1% dos
3 mil veículos que passam diariamente pelo posto do município de Estalagem,
admite o chefe do controle, Luiz Carlos Cruz Anastácio. “É uma amostragem o que
fazemos. Escolhemos caminhões que transportam milho, soja, feijão e café. O
motorista apresenta sua nota e o enviamos para a balança para conferir se o
peso declarado é o mesmo transportado. Caso não seja, mandamos abrir as lonas e
multamos em 32% do valor excedente da carga. Às vezes descobrimos mais
irregularidades. Uma vez encontramos um carregamento de computadores entre a
carga de milho", conta.
Sem multa
Não há multa por excesso de peso nos postos da Receita. Cabe à PRF autuar esse
tipo de infração. Mas os policiais não dispõem de balanças, tendo de confiar
nas notas fiscais da receita. “Para ludibriar a polícia, os caminhoneiros que
passam pelo nosso posto dividem sua carga e trazem duas notas fiscais para
serem carimbadas. Quando são parados pela PRF, mostram apenas uma delas,
legalizada pelo carimbo e condizente com o peso permitido", revela Luiz
Carlos.
O policial rodoviário federal Ademir Agostinho de Campos, que trabalha em um
posto móvel adaptado em uma van, geralmente estacionada no km 578 da BR-262,
reconhece as dificuldades. “Nem posto temos, quanto mais balança. Há três meses
que contamos com doações das prefeituras locais - Córrego Dantas, Estalagem e
Campos Altos - e de empresas de transportes para construir nosso posto.
enquanto isso, observamos o excesso de peso em caminhões muito lentos ou
naqueles que freiam, bruscamente quando nos vêem. Ultimamente, nosso maior
trabalho é ajudar carros em pane", desabafa. O telefone para emergências
em estradas federais é o 191.
Lata velha e pneu careca para vender ursinhos em Belém
IBIÁ - Se para a maioria dos motoristas a viagem pela BR-262 é uma aventura
perigosa devido às más condições da pista, para um grupo de 15 vendedores
ambulantes da cidade de Moema, no Centro-Oeste, a 159 quilômetros da Capital, é
apenas o início dos buracos e tráfego intenso, já que o objetivo é Belém, no
Estado do Pará. A jornada dos mineiros começa na madrugada. Despedem-se das
esposas e filhas e amarram a mercadoria - ursinhos coloridos de pelúcia - no
teto do velho ônibus Mercedes-Benz, ano 1979, de lataria avariada, pneus
carecas, vidros imundos e muitos remendos. Somente a metade dos assentos da
parte da frente do veículo é usada pelos passageiros. Atrás deles ficam os
pertences dos viajantes, dentro de mochilas velhas e de sacos de lixo.
Na traseira do veículo, duas motocicletas antigas, mas bem limpas e
conservadas, foram afixadas a um suporte, sobre o qual pintaram o lema do
grupo: “Os 100 Juízo". Um dos vendedores, Délio Jonas Vieira, 37 anos,
explica: “Só não tendo juízo mesmo para encarar uma estrada destas por uma
semana, até chegar em Belém, passando pela Transamazônica, atolando, morrendo
de medo dos assaltantes e dos caminhoneiros que dormem ao volante", disse.
O retorno à cidade natal, e o reencontro com os familiares, só 35 dias depois.
“Vamos vendendo os ursos de porta em porta, oferecendo-os nos semáforos e nas
ruas mesmo. É o nosso ganha-pão", conta.
Para diminuir a solidão, uma mistura de música sertaneja e cachaça da terra.
“Aqui somos uma família. Um ajuda o outro. Se viajamos de dia, observamos a
vida passar pela janela, enquanto estamos aqui dentro do ônibus. Quando
escurece, a solução é cantar, bater palmas, assobiar, beber cachaça até dormir.
Contamos piadas e até choramos juntos. Se a saudade aperta muito o coração,
vemos as fotos da esposa, dos filhos, dos pais. Um consola o outro, sonhando
com a hora de voltar para casa, ficar mais alguns meses com os familiares.
Depois começa tudo de novo, estrada afora", desabafa Délio.
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PARANÁ - 16/08/2005
Começam obras na ponte do Capivari
Após quase sete meses de
indefinição, começou ontem a reconstrução da ponte que caiu na represa
Capivari-Cachoeira, na BR-116, em Campina Grande do Sul, região metropolitana
de Curitiba. A obra será feita em regime emergencial, com a contratação sem
licitação da empreiteira A Gaspar, que já está no local. Ela demoliu o que
restou da ponte que caiu e reforçou o aterro da ponte que está sendo usada. A
decisão de reconstruir a ponte, publicada ontem no Diário Oficial da União, foi
tomada após três meses de estudos do solo onde houve a queda.
Segundo o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), o prazo para executar a obra é de seis meses.
Ela terá duas etapas. A primeira será reconstruir a ponte e deve durar cinco
meses. A segunda etapa será reforçar a estrutura da construção que está sendo
usada no momento, além de fazer obras de proteção. Essa deve demorar mais um
mês. A reconstrução e o reforço devem custar R$ 13 milhões, no máximo. Ao todo,
a reconstrução, o serviço para conter a erosão, o deslizamento de terra, além
da demolição da ponte que caiu, entre outras, elevam para cerca de R$ 30
milhões os gastos para recuperar as duas pontes.
A reconstrução terá 120 metros de extensão – 40 a mais do que antes – e sua
estrutura será uma mistura de aço e concreto, o que permite rapidez na
execução. Com o aumento de tamanho, a cabeceira da ponte vai terminar em terra
firme, sem a necessidade de se fazer outro aterro.
Segurança
De acordo com o engenheiro David Gouvêa, coordenador do Dnit no Paraná, a reconstrução foi decretada em caráter de emergência
porque não havia segurança para aguardar muito tempo para se fazer a obra. “A
terceira emergência foi decretada porque não temos mais condições de aguardar
(o início da obra), colocando em risco a ponte com o excesso de carga”,
afirmou. Ele disse ainda que o Dnit trabalha para
evitar a sobrecarga da ponte que está sendo usada e o excesso de tempo de
parada dos motoristas que viajam na BR-116 – Rodovia Régis
Bittencourt – corredor de acesso entre as regiões Sul e Sudeste do país, além
de países do Mercosul.
Histórico
A ponte do Capivari caiu no dia 25 de janeiro, por volta das 23 horas, matando
o motorista de um caminhão que caiu na represa e ferindo mais três pessoas. No
mês de fevereiro, o Dnit anunciou que a reergueria em seis meses. No
entanto, a novela de reconstrução se arrastou até ontem, quando o órgão
decretou pela terceira vez situação de emergência no local. A base é o laudo técnico
feito para avaliar as condições de segurança da ponte em uso. Ela pode estar
tendo sobrecarga depois do desabamento. A situação de emergência já tinha sido
decretada antes, duas vezes. Primeiro para conter o aterro da cabeceira norte
da ponte em operação e segundo para construir uma cortina de concreto, conter o
maciço e evitar o deslizamento de terra para dentro da represa.
Segundo o Dnit, a ponte caiu parcialmente por causa de chuvas
intensas na área da represa do rio Capivari, há cerca de sete meses.
João Natal Bertotti
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CIDADES - 16/08/2005
DNIT retoma obras na ponte da BR-116
Diogo Dreyer
A ponte sobre a represa de Capivari-Cachoeira, na BR-116, que desabou em
janeiro desse ano, deve ficar pronta até janeiro de 2006. No último domingo, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (DNIT) no Paraná, decretou uma emergência para as obras de reconstrução no
local, o que possibilita que a construção seja feita sem edital de licitação
para a contratação da empresa que fará os trabalhos. "Já iniciamos os
trabalhos de reconstrução do trecho que ruiu", afirma o coordenador do
órgão no Paraná, David Gouvêa.
A ação foi tomada com base em laudos dos técnicos do órgão em Brasília que
estiveram vistoriando a ponte que caiu e a outra, que permanece em operação. De
acordo com Gouvêa, o projeto escolhido é uma estrutura mista de aço e concreto,
que permite rapidez na execução. E em lugar dos 80 metros que desabaram, serão
reconstruídos 120 metros, de forma que a ponte termine em terreno firme, sem a
necessidade do aterro de cabeceira.
Com a ponte pronta, o tráfego será desviado para a ponte reconstruída e, a
partir daí começam as obras emergenciais na ponte que atualmente está em uso, e
também necessita de manutenção urgente. As obras nas duas vias não podem durar
mais do que seis meses, que é o prazo para realização de obras emergenciais.
Gouvêa pediu ainda a compreensão dos motoristas e apelou que não sejam feitos
comboios de caminhões sobre a ponte que está em funcionamento, já que ela
trabalha acima da capacidade.
Obras
O DNIT fará vigas produzidas industrialmente em aço e as
instalará sobre os novos pilares, para apressar a obra. "Isto permitirá
concluir a reconstrução num prazo máximo de cinco meses", garante. Ele
revela que o valor total dos trabalhos, desde que a ponte desabou até os
reparos na que está em pé, deve ficar entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.
O coordenador afirmou que a contratação de obras pelo regime de emergência não
significa pagar mais caro. "É uma forma de evitar demoradas
licitações", explica. Segundo ele, alguns processos licitatórios consomem
mais tempo na escolha da empresa do que na própria obra. A contratação por
emergência será feita pelo preço mais "próximo da realidade", e é
permitida nos casos onde há necessidade premente de realização da obra.
"Não podemos perder tempo, pois qualquer problema com a ponte que está em
operação, e que precisa de manutenção, pode significar o fechamento da mais
importante ligação rodoviária entre o Norte e o Sul do País", frisou.
Essa é a terceira vez que o DNIT decreta
emergência na ponte desde que ela entrou em colapso, matando um motorista de
caminhão e ferindo outras três pessoas. A queda ocorreu porque o aterro da
cabeceira norte deslizou durante chuva intensa na área.
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CIDADES - 16/08/2005
BR-401 está cortada em dois trechos
EDILSON RODRIGUES
Colaborador da Folha
Já são dois os trechos da BR-401, sentido Normandia, interditados por conta do
rompimento de bueiros, em conseqüência das fortes chuvas que caíram no último
final de semana. Isso tem impedido a entrada e saída de veículos, assim como
prejudicado o deslocamento dos moradores do município para outras localidades.
O primeiro trecho da estrada interditado fica a 10 quilômetros de Normandia, de
quem sai de Boa Vista. O segundo está localizado logo após o Passarinho,
próximo a entrada do lago Caracaranã.
Segundo o comerciante Gilvan Martins, os maiores prejudicados são os moradores
de Normandia que precisavam sair do município para resolver problemas em Boa
Vista.
“Está um verdadeiro caos aqui, pois ninguém quer se arriscar a sair da cidade e
ter que passar nesses trechos”, ressaltou Martins, ao dizer que, além da demora
para fazer a baldeação, é preciso andar muito a pé, o que não aconteceria se
fosse através de carro.
O comerciante disse que esteve nos locais e o transtorno é maior porque quem
precisa entrar ou sair do município, de ônibus, tem que descer do veículo,
andar um bom tempo a pé e ser transportado em carros pequenos, seja até o
ônibus que vem para Boa Vista ou dos trechos interditados até a sede de
Normandia.
PRF - O chefe de policiamento e fiscalização da Polícia Rodoviária Federal,
Marcelo Aguiar, informou ontem à Folha que vai enviar uma equipe de policiais
rodoviários para avaliar o local e depois acionar o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte), órgão
responsável pela manutenção e reparação das rodovias.
“Depois de serem acionados é que vão dizer o que fazer”, frisou. A equipe tentou
contato com o diretor do DNIT, Pedro Cristi, mas não o localizou.
BOMBEIROS – O subcomandante geral do Corpo de Bombeiros, Kleber Gomes, explicou
que desde sexta-feira uma equipe, com três homens da corporação, está nos
trechos fazendo a baldeação, com o uso de um barco, das pessoas que precisam
entrar ou sair de Normandia.
Ele disse que o maior trabalho está sendo no primeiro trecho, pois no segundo,
o pessoal está conseguindo passar por uma via de acesso próxima ao lago
Caracaranã. “Só passa carro com tração e o percurso aumenta em 15 quilômetros”,
frisou Gomes.
O subcomandante do Corpo de Bombeiros afirmou que a construção da ponte no
primeiro trecho já teve início, pois a Secretaria Estadual de Infra-Estrutura
mandou domingo o material para a obra. “Acredito que no máximo em uma semana os
trabalhos devam estar concluídos, para depois ter início a construção da ponte
do segundo trecho”, enfatizou.
AMATUR – O empresário Remídio Montesi explicou que está difícil o trabalho de
baldeação dos passageiros, por conta do percurso que é longo, o que
conseqüentemente aumenta a demora, pois o trabalho está sendo feito com auxílio
de uma canoa e uma equipe de três homens do Corpo de Bombeiros.
Quanto à possibilidade de suspender o tráfego de ônibus que fazem linha até
Normandia, Montesi disse que isso só acontecerá se a situação complicar ainda
mais. “Os ônibus serão mantidos, agora o passageiro é quem decide se quer ou
não ir até o município”, frisou.
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ECONOMIA - 16/08/2005
Transformadores gigantes
Blumenau - Nos próximos
dias, deve seguir para Campos Novos mais um dos quatro transformadores gigantes
que a WEG Transformadores fabricou recentemente em sua unidade de Blumenau. De
acordo com o diretor-superintendente da empresa, Luiz Alberto Oppermann, os
modelos fabricados para a usina hidrelétrica do Meio-oeste catarinense são os
maiores já produzidos pela companhia, com dez metros de comprimento cada um. A
previsão é entregar todos até o final de setembro.
Localizada no rio Canoas, na região central de Santa Catarina, a usina
hidrelétrica de Campos Novos tem potência total instalada de 880 mega-watts.
Para o gerente de vendas da WEG, fornecer equipamentos para um empreendimento
deste porte é motivo de grande satisfação para a fabricante de Jaraguá do Sul.
"Participar desse projeto significa uma forte referência da marca WEG no
mercado nacional de energia", avalia Carlos Prinz.
O trajeto que leva os transformadores de Blumenau a Campos Novos é percorrido
em cerca de 6 a 7 dias, pela BR-470, a uma média de 50 quilômetros por dia. Tal
lentidão se justifica pelo tamanho do aparato montado para a operação: em uma
carreta, com dezenas de eixos e escoltada por batedores da Polícia Rodoviária
Federal, a peça principal do transformador, pesando 150 toneladas, segue
ocupando quase toda a pista, desviando o fluxo de trânsito em ambos os sentidos
da rodovia. A rota foi definida pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura
de Transportes (DNIT), em conjunto com as secretarias de trânsito dos
municípios envolvidos e em comum acordo com as companhias de telefone e
energia.
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MINAS - 16/08/2005
Mineiros e baianos interditam BR-135
Girleno Alencar
Da Sucursal
MONTALVÂNIA - Os moradores dos municípios de Montalvânia e Juvenília, em Minas
Gerais, e Cocos, na Bahia, interdiram a BR_135 nas proximidades do distrito de
Monterrey, zona rural de Juvenília, em protesto contra a precariedade da
rodovia, que ainda não possui asfalto e está esburacada e provocando acidentes.
A interdição, com mais de cem veículos, aconteceu depois que capotou o caminhão
placa GVE 2542, de Montalvânia, carregado de carvão, na última sexta-feira.
O proprietário do veículo, Paulo César Viana de Moura, estima um prejuízo de R$
10 mil com os danos do veículo e com a perda da carga, que se esparramou. A
carga saiu de Cocos para ser entregue na Gerdau, em Contagem. Outros caminhoneiros
decidiram interditar a rodovia. Somente ambulâncias passam pelo local. A
Polícia Militar mandou efetivo do Destacamento de Montalvânia para o local,
lavrando ocorrência policial.
A situação da BR_135 foi mostrada pelo HOJE EM DIA nas edições de ontem e de
domingo, dentro da série “Estradas na contramão". A rodovia foi projetada
pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek. Ela começa no Trevão da BR_040 e
termina em São Luiz, no Maranhão, e está asfaltada até as proximidades do
município de São João das Missões, onde fica a reserva indígena Xacriabá. No
ano de 1989, o Tribunal de Contas da União embargou as obras da rodovia, por
suspeita de superfaturamento. Somente em 2002 é que o embargo foi extinto. Mas
o Ministério dos
Transportes nunca mais retomou
o empreendimento. Para agravar, surgiu o impasse jurídico sobre a responsabilidade
da estrada. O Governo federal repassou a malha rodoviária ao Estado. O Dnit alega que cabe ao Estado a responsabilidade pela obra, enquanto o
DER-MG julga que a rodovia é federal.
Na tarde de ontem, o coordenador do movimento de interdição da rodovia, Paulo
César Viana de Moura, explicou que o protesto continuará sendo realizado
enquanto persistir o impasse sobre a responsabilidade da rodovia. O ônibus que
faz a linha Belo Horizonte-Montalvânia ou São Paulo-Montalvânia-Bom Jesus da
Lapa está parando em Manga ou desviando para outro trecho.
Na manhã de ontem, as prefeituras de Montalvânia, Juvenília e Manga decidiram
liberar os tratores e patrolas para consertarem a estrada, mas com a condição
de que os moradores doem o óleo diesel. Está sendo preparado um documento
solicitando ao Ministério
dos Transportes a liberação de
verbas para o asfaltamento da 135.
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MERCANTIL
- 16/08/2005
Acesso ainda é muito
difícil, diz estudo
PORTOS
Carlos Vasconcellos
RIO DE JANEIRO-RJ (AG) - Uma pesquisa do Centro de Estudos de Logística (CEL)
do Coppead-UFRJ mostra que, embora o Brasil tenha melhorado muito a eficiência
de seus terminais portuários a partir da privatização, em 1998, as dificuldades
de acesso aos portos - por terra ou mar - impedem que o país tenha uma
logística eficiente.
Com investimentos de mais de US$ 400 milhões nos últimos oito anos, os portos brasileiros aumentaram o movimento de contêineres
em 178%. Mas ainda são incapazes, por exemplo, de receber navios com mais
capacidade acima de 5 mil Teus (unidade internacional correspondente a um
contêiner de 20 pés).
O motivo para essa limitação - que pode representar uma diferença de até 50% no
custo do transporte - é a falta de dragagem. As Companhias Docas recolhem uma
taxa dos operadores para esse fim, mas não realizam o serviço.
“A saída é privatizar. Entregar a responsabilidade da dragagem. Poderia sair
até mais barato do que pagamos hoje”, avaliou Sérgio Fischer, diretor de
Logística e Terminais da Wilson, Sons, operadora dos terminais de Rio Grande e
Salvador.
Os problemas dos portos não se limitam ao acesso marítimo. A falta de
investimentos do governo no acessos rodoviários e ferroviário, e os
congestionamentos nas estradas, foram os defeitos mais graves do setor, segundo
os operadores portuários de contêineres ouvidos na pesquisa do CEL.
“A saída nesse caso poderia ser as PPPs (parcerias público-privadas), quando
elas saírem do papel”, diz Paulo Fleury, diretor do CEL.
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GERAL -
16/08/2005
Campanha nas estradas
quer proteger crianças
'Proteja como se fosse
sua filha' é o apelo que policiais fazem contra a exploração sexual de adolescentes
Curitiba- De maio de 2003
até o dia 10 deste mês, o Disque-Denúncia mantido pela Secretaria Especial de
Direitos Humanos recebeu 10.965 ligações, denunciando casos de exploração
sexual de crianças e adolescentes. Desse total, 419 denúncias (3,82%) foram
originárias do Paraná. Para reduzir esses números, uma campanha nacional foi
iniciada, ontem, para atacar um dos focos do problema: boates e postos de
combustível às margens de rodovias, que servem de ponto para prostituição
infanto-juvenil.
Com o slogan ''Proteja como se fosse sua filha'', a campanha tem como alvo
caminhoneiros e outros profissionais do transporte e é encabeçada pela Polícia
Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Confederação Nacional do Transporte
(CNT), Sest/Senat e Frente Parlamentar pela Criança e pelo Adolescente.
Um mapeamento da PRF identificou 844 pontos de risco para crianças e
adolescentes nas rodovias federais do País. No Paraná, foram detectados 23
locais de exploração sexual infantil que estão, principalmente, às margens da
BR-277, nas proximidades de Cascavel, Foz do Iguaçu e também próximo ao Porto de Paranaguá (ver ilustração). Quinze desses
locais são boates e cinco são postos de combustível.
A chefe da Comunicação Social da PRF, em Curitiba, inspetora Maria Alice Pollo,
explicou que com a apresentação de um vídeo, palestras curtas e entrega de
folhetos educativos, os motoristas recebem informações sobre o trabalho do
Ministério da Justiça e são orientados de que a exploração sexual de crianças e
adolescentes é crime, com penas que variam de um a 25 anos de prisão. ''Nós
também pedimos a colaboração dos profissionais para que participem como
parceiros, denunciando a prática desse crime'', acrescentou.
A primeira ação da campanha do Paraná foi realizada em três postos da PRF
(Curitiba, Guarapuava e Cascavel). Os trabalhos se estenderão até dezembro.
Segundo Maria Alice, além do caráter educativo, a PRF em conjunto com outros
órgãos também atuará na repressão direta ao crime, ajudando nas prisões em
flagrante.
A Secretaria de Direitos Humanos desenvolveu a Matriz Intersetorial de
Enfrentamento da Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, que
reúne informações sistemáticas do problema para subsidiar políticas públicas na
área. O levantamento apontou a existência de 937 localidades brasileiras onde a
exploração sexual infantil acontece.
Serviço- O Disque-Denúncia (0800 99 0500) funciona de segunda a sexta-feira,
das 8 horas às 22 horas. As ligações são gratuitas e a identidade do
denunciante é mantida em sigilo. As denúncias também podem ser feitas pelo
telefone de emergência da Polícia Rodoviária Federal, que é o 191.
Andréa Lombardo
Equipe da Folha
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ECONOMIA - 16/08/2005
Audiência pública deve acontecer no fim do mês
Curitiba Está sendo
aguardada para o final deste mês a audiência pública sobre o Porto de Paranaguá, que será realizada no Senado. Na
Assembléia Legislativa do Paraná já está marcada uma audiência pública para a
próxima segunda-feira, dia 22. Segundo o senador Osmar Dias (PDT-PR), autor do
pedido no Senado, a audiência vai instruir os senadores que vão votar o decreto
legislativo que pede a intervenção do governo federal no Porto de Paranaguá.
Novamente serão chamadas entidades como Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Tribunal de
Contas da União, Associação Nacional dos Exportadores de Cereais e outros que
já levantaram problemas de falta de manutenção nos equipamentos do porto
paranaense, nos últimos dois anos.
A APPA também será chamada a apresentar os argumentos que vêm repetindo, nesse
período, que não há nada de errado no porto, disse o senador.
Osmar Dias disse que a audiência pública antecede a votação do decreto
legislativo, que pode acontecer até no mesmo dia.