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PAINEL
18/01/2007
Inflação 1
A
candidatura de Gustavo Fruet (PSDB) fez subir o preço que os aliados cobram
pelo apoio a Arlindo Chinaglia (PT-SP). O PR (ex-PL), que se contentava em
recuperar os Transportes, agora quer também indicar o Dnit nos 27 Estados. Terá
de bater de frente com o PMDB.
Inflação 2
Já o PP quer, além de manter Cidades, reaver espaço que já teve na Anvisa, no
IRB e no Ministério da Saúde. E espera ampliar a participação na Petrobras,
onde tem uma diretoria. "Os petistas querem evitar um segundo turno e
dependem de nós", diz um aliado.
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BRASIL
18/01/2007
Aliados rifam cargos do governo Lula
Disputa
na Câmara vira balcão de negócios e apoiadores de Chinaglia oferecem um
ministério para até três deputados
Presidente
avisou nesta semana que não autoriza as negociações; em conversa com Aldo
Rebelo, Dilma diz que "loteamento" preocupa
A
eleição acirrada para a presidência da Câmara e o atraso na montagem da equipe
do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva transformaram corredores e
gabinetes do Congresso em pontos de conchavos e promessas de cargos. Há
ministérios sendo disputados por até três candidatos.
As promessas são feitas por aliados governistas que defendem a candidatura de
Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em público, os "arlindistas" negam. No
Palácio do Planalto, a Folha ouviu que as negociações de cargos não são
endossadas por Lula.
Mesmo assim, negociações são feitas diariamente. O Ministério dos
Transportes está sendo prometido para o senador eleito Alfredo Nascimento
(PR-AM) e para os deputados Tadeu Filippelli (PMDB-DF) e Fernando Diniz
(PMDB-MG).
O da Agricultura seria oferecido ao PTB, que indicaria para a pasta o deputado
Nelson Marquezelli (SP) em troca do apoio a Chinaglia na disputa.
Na última terça-feira, na reunião de coordenação política no Planalto, Lula
voltou a dizer a seus ministros que só monta sua nova equipe depois da eleição
dos presidentes da Câmara e Senado. Sinalizou que não estaria autorizando
ninguém a negociar em seu nome.
Foi esse, inclusive, um dos temas da conversa da ministra Dilma Rousseff (Casa
Civil) com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), no último domingo.
Ela disse ao deputado estar preocupada com as notícias de loteamento do
governo, principalmente na área de infra-estrutura.
A ministra ouviu de Aldo que seus aliados estariam acusando o ministro Tarso
Genro (Relações Institucionais) de estar participando das articulações para
negociar cargos. Dilma negou e disse que se o PT estava fazendo esses acordos
não tinha o aval do presidente.
PR e Transportes
Segundo a Folha apurou, a segurança de comandar o Ministério dos
Transportes estaria fazendo engordar a bancada do PR (fusão do PL com o
Prona). Deputados ingressariam na sigla com a promessa de recompensa com
cargos.
A pasta já foi ocupada no primeiro mandato por Alfredo Nascimento, ainda citado
como um dos dos favoritos para voltar ao posto.
Quem comanda as negociações no PR é o deputado Valdemar Costa Neto -ele
renunciou ao mandato na última legislatura para escapar da cassação, pois
esteve envolvido no escândalo do mensalão.
Ele já conseguiu trazer para o PR o deputado Maurício Quintella (eleito pelo
PDT), que deve assumir a direção do partido em Alagoas e indicar dirigentes do
porto de Maceió e do poderoso Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes) local.
A maioria dos cargos em negociação no momento é para os partidos cujas direções
nacionais mais se esforçam pela candidatura de Chinaglia -além do PT, PR, PP,
PTB e PMDB. Essa última legenda espera obter até seis ministérios no segundo
mandato de Lula.
O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), trabalha com afinco
por Chinaglia. Seu nome enfrenta resistências no Planalto, pois nunca teve boa
relação com Lula. O óbice parece estar sendo removido, pois Temer aparece em
listas de ministeriáveis para a Justiça.
Outro peemedebista que pode ser recompensado pelo apoio a Chinaglia é Moreira
Franco (PMDB-RJ), ex-aliado feroz dos tucanos na era FHC que agora bandeou-se
para o petismo. Está cotado para receber algum cargo federal.
No PP, a expectativa é manter Márcio Fortes no Ministério das Cidades e ampliar
a participação no governo com a criação de uma nova pasta, a da Segurança
Pública. O nome para ocupá-la seria do deputado federal eleito José Otávio
Germano (RS).
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ECONOMIA & NEGÓCIOS
18/01/2007
Concessão de rodovias pode sair
Grupo
de trabalho vai avaliar o edital e apresentar os resultados a Lula em 15 dias
para que ele tome a decisão
Caberá
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão final sobre o processo de
concessão à iniciativa privada de sete trechos de rodovias federais, incluindo
a Régis Bittencourt e a Fernão Dias. O governo decidiu ontem criar mais um
grupo de trabalho (o 97º desde 2003), que terá prazo de 15 dias para entregar a
Lula um parecer sobre o assunto. Farão parte desse grupo representantes da Casa
Civil, dos Ministérios dos Transportes e da Fazenda e da Agência Nacional dos
Transportes Terrestres (ANTT).
Para o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, há disposição no
governo para retomar o processo, suspenso na semana passada. 'Até este momento,
a discussão está dentro dessa diretriz (de fazer a concessão)', disse o
ministro, após participar de reunião com Lula e os ministros da Casa Civil,
Dilma Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo Passos, o grupo vai avaliar o edital de concessão a partir do que já
foi feito até agora e não estudará outro modelo, diferente do das concessões,
para esses trechos. 'Não se está discutindo outro modelo. O trabalho será feito
em cima do que já foi feito', disse o ministro.
Fontes do Palácio do Planalto, porém, disseram ao Estado que o tema ainda
divide o governo. A resistência é atribuída a Dilma. Ela teria manifestado desconforto
com o preço dos pedágios, apesar de os máximos fixados pela ANTT no edital serem bem
menores que os cobrados nas rodovias federais já concedidas à iniciativa privada.
Uma fonte chegou até a avaliar que a decisão de criar outro grupo de trabalho
para analisar as concessões mostra que o governo pretende 'arrastar o assunto
com a barriga'. Na terça-feira da semana passada, Dilma disse, em reunião com o
governador do Paraná, Roberto Requião, que o governo estaria estudando outros
modelos para essas rodovias. No mesmo dia, fontes confirmaram ao Estado que o
processo de concessões estava suspenso.
O setor privado criticou a suspensão da licitação. Desde então, o governo vem
sinalizando que quer a participação das empresas. Fontes na Esplanada dos
Ministérios disseram que a suspensão foi feita para casar as concessões com as
medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo essa fonte, o pacote pode incluir medidas de desoneração de impostos
federais incidentes sobre obras rodoviárias, de modo a diminuir as despesas dos
eventuais concessionários, o que poderia reduzir o valor dos pedágios.
Outra hipótese seria retirar do edital de concessão as exigências de alguns
investimentos que deveriam ser feitos pelos concessionários, passando as obras
para a responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
Assim, do mesmo modo, os concessionários que vierem a assumir as rodovias teriam de
desembolsar menos dinheiro, reduzindo, também, o pedágio. Se o PAC alterar o edital
de concessão, o texto terá de ser analisado novamente pelo Tribunal de Contas
da União (TCU), que aprovou o anterior.
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1º CADERNO
18/01/2007
Estudos podem caducar antes de novas concessões
O
governo acenou ontem com a retomada do processo de concessão das rodovias federais em 15 dias,
mas novos obstáculos podem impedir a licitação das estradas na velocidade
desejada pela iniciativa privada. Técnicos envolvidos com o processo advertem
que os estudos para projeção de fluxo de veículos e investimentos necessários
em obras de recuperação das rodovias têm validade de dois anos. As estimativas de
evolução do tráfego nos sete trechos em análise para concessão foram feitas em
maio de 2005 e, portanto, expiram em aproximadamente quatro meses. Os estudos
para indicar o volume de investimentos obrigatórios foram executados em 2006.
Se o prazo de validade das projeções estourar, elas terão que ser refeitas e
podem causar um novo atraso no leilão. Para evitar que isso ocorra, as
licitações precisam acontecer até maio. As estimativas de evolução do tráfego
nas rodovias é fundamental para
balizar o cálculo da taxa interna de retorno (TIR) do investimento e foram contestadas
ontem pela Casa Civil, em reunião no Palácio do Planalto, para tratar do
assunto. A ministra Dilma Rousseff quer reduzir o valor do pedágio cobrado
pelas concessionárias.
Na reunião, da qual participou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficou
acertado que os ministérios da Fazenda e dos Transportes, a Casa Civil e a
Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) deverão apresentar um parecer sobre
a concessão das rodovias federais em até 15 dias. O relatório será crucial para
determinar a retomada do processo licitatório. "Não se discutiu modelo de
concessões", informou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. "Não está se
discutindo novo modelo, não se tratou de novo modelo com o presidente. O
trabalho é em cima do que já foi feito", disse Passos.
Na tentativa de recalcular a TIR para baixar o valor do pedágio, um dos
aspectos lembrados na reunião foi que a licitação para a iniciativa privada
explorar o Rodoanel, em São Paulo, deverá ter uma taxa de retorno de cerca de
18%. Após as intervenções do Tribunal de Contas da União (TCU) no edital das estradas federais, a TIR caiu
para 12,88%. O governo acredita que, com juros em queda e a desoneração
tributária prevista no Plano de Aceleração do Crescimento, há espaço para nova
redução.
Apesar das contestações da Casa Civil sobre a estimativa de evolução do tráfego
nas rodovias, o novo modelo
definido pelo governo para essas licitações prevê um mecanismo inédito. Em
concessões anteriores, os investimentos exigidos nos contratos deveriam ser
feitos independentemente do fluxo de veículos nas estradas. Se ocorresse uma
crise econômica e diminuição do tráfego, os investimentos deveriam ser feitos
da mesma forma e provocavam um desequilíbrio econômico-financeiro dos
contratos, gerando aumentos no valor das tarifas de pedágio. Nas novas
concessões, a velocidade dos investimentos é condicionada à evolução do
tráfego. Com isso, não há reajustes imprevistos dos pedágios e a adaptação do
contrato ao fluxo de veículos - e, de forma geral, ao ritmo da economia como um
todo - é maior.
A concessão de sete lotes de estradas federais é estudada pela União desde
1999 e recebeu o sinal verde definitivo do TCU no fim do ano passado. A Fernão
Dias (São Paulo-Belo Horizonte), a Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba) e a
BR-101 no Rio estão entre os trechos previstos para licitação. Eles somam 2,6
mil quilômetros.
O ministro Paulo Sérgio Passos aproveitou a reunião para solicitar ao
presidente a liberação de R$ 300 milhões para aplicar na restauração e
conservação de rodovias afetadas pelas fortes chuvas das últimas semanas,
principalmente em Minas Gerais.
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ARI CUNHA
18/01/2007
Transporte zero
Arraial
do
Porto
— Está ilhado o Brasil. Estamos chegando ao litoral do Rio, e a constatação é
de que turistas procuram nosso litoral em busca da agradável vida calma das
cidades à beira-mar. Antes, passamos pelo porto de Santos. Melhorou, porém está
longe de receber os visitantes que demandam nosso Brasil. Havia cinco barcos
com turistas, e os serviços de terra são de fazer corar um frade de pedra. A
estrutura é pouco além para jangadas e surgem transatlânticos transportando
milhares de pessoas ávidas para encontrar paz e atenções dos alienígenas. É um
corre-corre de um lado para o outro, e não aparece serviço sensato que utilize
comunicação correta. Quase uma dezena de navios de carga formam fila em busca
de atracação. Não se sabe quanto custa a espera, mas é escandalosa para um país
que tenta se firmar como exportador defendendo a balança comercial. E não cuida
dos 8,5 mil quilômetros de mar que encantam os que o conhecem. Assim vive o
Brasil, no sufoco de quem deseja crescer e pára no caminho para constatar que estaria
em outra direção. Orgulhoso, tenta exercitar a falsa supremacia e corta
entranhas por não poder receber visitantes. Desprezível para território tão
grande.
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ECONOMIA
18/01/2007
PAC é para quatro anos, diz Lula
Presidente
da República afirma que o Programa de Aceleração de Crescimento será cumprido
durante todo o mandato. Últimos detalhes só terão definição no domingo, em
reunião no Palácio da Alvorada
Opresidente
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), que será lançado na próxima segunda-feira, é um projeto de envergadura
para os próximos quatro anos, e não apenas para 2007. “Vocês vão ter uma bela
surpresa, porque no programa que nós vamos anunciar, a questão do saneamento
básico e da habitação está muito forte”, disse Lula a 133 prefeitos de partidos
da base aliada durante evento no Palácio do Planalto.
“Não é um programa para 2007, é um programa de quatro anos, e que a gente quer
cumprir, letra por letra, o que a gente disser aqui, a partir da segunda-feira,
porque é um projeto de grande envergadura, garantiu o presidente. No domingo,
ele fará uma reunião no Palácio da Alvorada com os ministros da área econômica
para acertar os últimos detalhes do plano. Obviamente que não vou entrar em
detalhes, porque ainda no domingo vou fazer a última revisão no programa. Mas
também não quero que seja mais um daqueles programas que o governante vai à
televisão e anuncia, anuncia, e termina o mandato e vocês não vêem, disse.
Na segunda-feira às 9h, Lula apresenta o PAC ao conselho político, formado
pelos presidentes dos partidos da base aliada. Às 10h, recebe os governadores e
também apresenta o PAC. Depois, divulga o plano para a imprensa. “Eu quero
anunciar exatamente aquilo que a gente puder cumprir, dizendo claramente quais
são as deficiências, o que está pronto, o que falta aprontar, o que falta
fazer, porque assim é que a gente vai poder passar para vocês a certeza de que
as coisas que nós falamos vão acontecer no nosso país, completou.
Segundo o presidente, o programa é substancioso e muito realista, pois trabalha
com projetos exeqüíveis que têm data para começar e terminar. Lula disse estar
otimista com o PAC, por considerá-lo um passo importante para novos anúncios de
programas de educação e de políticas sociais. Mais um pouco de esforço de todos
nós e temos condições de dar um salto de qualidade na economia, no setor de
empregos, na distribuição de renda e temos quatro anos para nos dedicar a isso
agora.
Rodovias
O presidente também se reuniu com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, com a ministra da
Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega para
discutir o problema das rodovias. Segundo Passos, o governo deve manter o
leilão de concessão de sete trechos de rodovias federais, suspenso na semana passada,
por determinação do Palácio do Planalto. O ministro dos Transportes disse, ainda, que
Lula deu um prazo de 15 dias para que seja apresentado um parecer sobre a
concessão dos sete trechos. Segundo Passos, a preocupação do presidente é de se
conseguir a menor tarifa de pedágio para o usuário.
TV digital
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou, em reunião do Comitê de
Desenvolvimento da TV Digital, que o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) terá duas medidas provisórias para tratar de incentivos para a TV digital
e semicondutores, que são chips usados em aparelhos eletroeletrônicos. A
informação foi dada pelo vice-presidente da Samsung, Benjamin Sicsú, ao sair do
Palácio do Planalto, após reunião do Comitê.
AÇÃO CONTRA PROGRAMA
A Força Sindical ameaça ajuizar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF)
contra a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
em investimentos no setor de infra-estrutura. A criação de um fundo de R$ 5
bilhões para investimentos em infra-estrutura com recursos do FGTS deverá
constar do PAC. A Força Sindical alega que a medida pode colocar em risco o
patrimônio dos trabalhadores. Ou seja, se o retorno de um projeto ficar abaixo
do esperado ou mesmo se a obra não for finalizada, o prejuízo será do
trabalhador. No uso do FGTS para o financiamento habitacional, o risco é
assumido pela Caixa Econômica Federal.
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CIDADES
18/01/2007
REMOVIDAS PLACAS SOBRE TUBARÃO
Depois
de 21 dias de polêmica, as três placas de alerta para o risco de ataques de
tubarão em praias da Região Metropolitana do Recife, instaladas na rodovia
BR-101, foram retiradas, na manhã de ontem, pelo Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit). A remoção tem caráter provisório. No
próximo dia 25, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões
(Cemit), o Ministério Público Federal (MPF), a Procuradoria de Jaboatão dos
Guararapes e o Dnit participarão de uma reunião para analisar a importância dos
avisos para a educação dos visitantes que chegam ao Grande Recife. Caso os
representantes das entidades entendam que os avisos são essenciais, eles
poderão ser reinstalados. As placas estavam nos quilômetros 83, em Prazeres,
Jaboatão dos Guararapes, 63, em Paulista, e 51, em Abreu e Lima, perto do
viaduto da PE-15.
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GRITA GERAL
18/01/2007
Buracos na pista
Natália
Ribeiro é moradora do Lago Norte e queixa-se do estado da BR-070, estrada para
Pirinópolis, especialmente no trecho antes de Cocalzinho. “Presenciei dezenas
de carros quebrados por causa das enormes crateras. Alguns motoristas
improvisaram e tentaram tapar os buracos com terra”, diz. “Uma cidade tão
próxima à capital, tão agradável para se passar dias com a família, nestas
condições! É realmente triste”. Natália pede que o Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit) tome alguma providência.
# Em atenção à reclamação de Natália, a assessoria de comunicação do Dnit informa que o Dnit-GO/DF executa
rotineiramente obras de conservação e manutenção naquela rodovia, com os
serviços de tapa-buracos no trecho entre a divisa de Goiás com o Distrito
Federal e a cidade de Corumbá, passando por Cocalzinho, segmento que recebe o
rejuvenescimento do pavimento por meio das obras de lama asfáltica. A
assessoria informa que esse trecho da BR-070 vem sendo monitorado pela equipe
de conservação que se encontra de plantão na execução dos serviços de
tapa-buracos.
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ECONOMIA
18/01/2007
Goiás busca US$ 60 milhões para estradas
A
Secretaria da Fazenda (Sefaz) busca junto ao Banco Mundial recursos da ordem de
US$ 60 milhões para investir na melhora das rodovias goianas. Segundo o
secretário da Fazenda, Oton Nascimento Júnior, a reestruturação das estradas sob responsabilidade
do Estado é parte de um projeto governamental audacioso de investimento em
infra-estrutura para guinar a economia de Goiás. A meta do governador Alcides
Rodrigues é, em quatro anos, dobrar o saldo da balança comercial goiana.
Além das rodovias, o governo investirá
em meios paleativos de escoamento da produção, como o transporte ferroviários.
“Vamos racionalizar o transporte em Goiás,” diz Oton. O reforço das subestações
de energia elétrica também está na pauta. A Companhia Energética de Goiás
(Celg) ampliará a rede elétrica para garantir condições de investimento.
O poder público estadual empregará recursos em montante ainda não divulgado na
melhoria da educação pública. A meta, segundo o secretário da fazenda, é
me-lhorar a mão-de-obra de Goiás.
Folha – A Sefaz liberou hoje o pagamento dos servidores públicos estaduais que
atuam nas pastas de Infra-estrutura, Agecom, Governadoria, Gabinete Civil e
secretaria Institucional. O pagamento da folha salarial deve ser concluído até
sexta-feira.
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POLÍTICA
18/01/2007
Dnit vistoria obras na Serra de São Vicente e também na 070
O
diretor-geral do Dnit, Mauro Barbosa da Silva, estará amanhã vistoriando obras em
Mato Grosso. A informação é do secretário de Infra-estrutura, Vilceu Marchetti,
que irá, junto com o deputado federal reeleito Wellington Fagundes,
acompanhá-lo na visita ao trabalho de duplicação da Serra de São Vicente.
"É importante que o diretor-geral do Dnit veja o que está se fazendo na Serra
de São Vicente e a importância da obra para o Estado", destacou Marchetti.
Em seguida, a comitiva segue, de avião para Primavera do Leste, onde irá
percorrer, de carro, a BR-070, da cidade até a localidade de Paredão Grande,
numa extensão de 100 km.
O objetivo é mostrar a precariedade da 070, que está toda esburacada, e
assegurar que as obras de restauração seja agilizada. "Os trabalhos de
recuperação estão sendo feitos de forma morosa, apesar da importância da BR
070", ressaltou, assinalando que a comitiva irá ainda a Barra do Garças.
No município, equipes do Dnit trabalham na ponte sobre o Rio Garças, na BR-070 em Mato
Grosso, próximo à divisa com Goiás. O objetivo é impedir a interrupção total do
tráfego na rodovia, na altura da cidade. É que, com as fortes chuvas do último
sábado, o aterro da ponte está se deslocando, e os pilares ficaram desestabilizados.
O Dnit interrompeu o
tráfego de veículos pesados no local, mas a ponte está liberada para carros de
passeio.
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BRASIL
18/01/2007
Minas tem 102 cidades em estado de emergência
Cento
e dois dos 853 municípios mineiros já decretaram estado de emergência por causa
das chuvas desde outubro de 2006. Entre eles está Juiz de Fora, segunda maior
cidade do Estado, com 493 mil habitantes. O balanço foi divulgado ontem pela
Defesa Civil de Minas Gerais. Juiz de Fora é o principal município da Zona da
Mata, região mineira mais castigada pelo mau tempo. A Defesa Civil da cidade
está em alerta por causa do risco de transbordamento do rio Paraibuna, que está
2,5 metros acima do nível normal. Também foram registrados desabamentos. Doze
casas estão interditadas.
De outubro até agora, 23 pessoas morreram vítimas das chuvas em Minas Gerais,
seis delas somente este ano. Ontem foram enterrados os corpos dos aposentados
Otávio Gomes da Cunha, de 67 anos, e Lenici Conde da Cunha, de 59. O casal foi
vítima, na terça-feira, do desabamento da própria casa, que foi atingida por um
barranco, em Além Paraíba, também na Zona da Mata. O número de desabrigados em
todo o Estado é de 7.922, segundo a Defesa Civil. Os desalojados são 16.702.
O mau tempo tornou crítica, ainda, a situação de diversas rodovias federais que cortam
Minas Gerais. Ontem havia 13 trechos de rodovias interditados, 12 deles devido aos
estragos provocados pelas chuvas e um por causa de obras. Em cinco trechos a
interdição é total. Um deles fica na BR-262, perto de Igaratinga, no
Centro-Oeste do Estado. A erosão abriu uma cratera na pista.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit) foi informado, mas
ainda não há previsão de quando a rodovia será recuperada e o trecho destruído,
liberado para o tráfego.
PREVISÃO
A Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil) alerta para a possibilidade de
chuvas fortes hoje em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nas mesmas regiões as chuvas devem ser acompanhadas de descargas elétricas e
rajadas de vento de até 60 km por hora.
No boletim, a Sedec também traz orientações para que a população evite áreas de
alagamento e locais sem proteção para raios e ventanias.
A atenção deve ser redobrada nos municípios com áreas de encostas e morros dos
Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Com as chuvas das últimas semanas, o solo dessas regiões está encharcado, o que
aumenta o risco de deslizamento, conforme previsão da Sedec.
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CIDADES
18/01/2007
Buracos faz MS decretar emergência
Governo
do Estado decreta emergência no macro anel de Campo Grande e em trechos da
rodovia MS-160
18.Jan.2007
| CAMPO GRANDE - Decreto publicado ontem pelo governo do Estado estabelece como
situação de emergência a interrupção do tráfego em trecho da BR-163 no macro
anel viário de Campo Grande e em pontos da MS-160 nas regiões de Tacuru e Sete
Quedas. O secretário de Obras Públicas e Transportes, Edson Giroto, disse que a
medida é um reconhecimento da gravidade dos casos, e deverá auxiliar Mato
Grosso do Sul na busca de apoio da União para a recuperação viária das duas
localidades. "Vamos sensibilizar o governo federal e buscar
recursos", informou.
O superintendente substituto do departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (DNIT), Guilherme de Carvalho, confirma que a decretação de emergência
pelo governo estadual auxilia o processo que está sendo instruído para a
recuperação do macro anel. Carvalho informou que já comunicou a diretoria-geral
do DNIT sobre a ocorrência.
O próximo passo é terminar de elaborar o projeto para as obras de recuperação e
incluir a informação do valor previsto no processo que pede a homologação da
situação emergencial pela União. "Vamos incluir o decreto do governo do
Estado nesse processo".
Na MS-160, região de Tacuru e Sete Quedas, preocupa o Estado o rompimento de
uma galeria onde ocorre a transposição de água do Córrego Tacuru sob a rodovia,
e o estrago na cabeceira da ponte sobre o Córrego Puitã. Segundo o secretário
de Obras, Edson Giroto, também neste caso o governo considera que a gravidade
do caso requer apoio da União para obras de recuperação.
Conforme o decreto "E" Nº 2, publicado no Diário Oficial do Estado,
as regiões de Tacuru e Sete Quedas, assim como os municípios de Amambai,
Naviraí e Iguatemi, têm sido atingidos por fortes chuvas desde dezembro de
2006.
A precipitação pluviométrica ficou mais intensa no início desde ano. A
situação, considerada anormal, gerou estragos na principal rodovia de acesso e
comprometeu a locomoção da região para o restante do Estado.
OBRAS
As obras para a construção de um desvio no trecho da BR-163 já foram iniciadas
pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). As máquinas e funcionários estão a
todo vapor para agilizar o trabalho no desvio, liberando o trânsito tanto para
veículos de passeio, quanto para veículos pesadaos. A tubulação que será
instalada já está no local. Segundo Carvalho, vários técnicos e projetistas
estão verificando as condições da rodovia para analisar como será a recuperação
da via, o que deve ficar pronto em 15 dias.
A exemplo do que fez o governo do Estado, o Dnit deve decretar emergência para
recuperar a cratera com mais de 25 metros de extensão e 10 de profundidade que
abriu na BR-163, devido a forte chuva que atingiu a cidade na tarde de domingo.
Segundo Guilherme Alcântara de Carvalho, do Denit, a solicitação será feita
dentro de no máximo uma semana quando o projeto para execução da obra já deverá
estar concluído. Ele não precisou quanto tempo deverá demorar para concluir a
obra, já que o projeto ainda não foi concluído, mas explicou que o decreto de
emergência será válido por 180 dias.
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POLICIAL
18/01/2007
PRF alerta sobre perigo na BR 262
18.Jan.2007
| CAMPO GRANDE - Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta aos motoristas que,
devido às chuvas, alguns pontos da BR 262 no trecho que liga Campo Grande a
Três Lagoas podem ficar cobertos por água, dificultando ou até mesmo impedindo
a passagem de veículos.
A orientação é que os motoristas diminuam a velocidade, principalmente entre os
kilômetros 60 e 80 dessa rodovia, de modo a prevenir acidentes e evitar maiores
transtornos.
A PRF estará presente em rondas ostensivas e, caso seja necessário, fará a
retenção do trânsito até que o local volte a ficar seguro e em plenas condições
de trafegabilidade.
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GERAIS
18/01/2007
Prejuízos incalculáveis
Apenas
para recuperar os estragos nas rodovias federais e estaduais atingidas pelas
chuvas serão necessários mais de R$ 94 milhões. Mas as estimativas ainda não
foram concluídas
O
governo do estado e as administrações municipais ainda estão calculando os
prejuízos causados pelas chuvas que atingem Minas Gerais desde dezembro. Mas um
levantamento inicial aponta que, somente para recuperar as rodovias federais e estaduais
serão necessários mais de R$ 94 milhões. Levantamentos feitos pela
Coordenadoria Estadual de Defesa Civil ( Cedec) indicam que a recuperação das
BRs precisa de investimentos de R$ 60 milhões. Já para as estradas estaduais, devem ser
alocados mais de R$ 34 milhões. Representantes da Cedec estiveram em Brasília
para apresentar um relatório da situação e solicitar recursos para a
recuperação da malha rodoviária atingida pelas chuvas. Porém, a União não fixou
um prazo para a liberação dos recursos.
Esse levantamento contempla apenas os estragos provocados pelo período de
chuvas. De acordo com o Departamento de Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit), o volume de recursos necessários para a total recuperação das
rodovias federais é muito
maior. A malha federal em Minas soma mais de 11 mil quilômetros e, apenas para
a recuperação de seis das BRs deverão ser aplicados mais de R$ 780 milhões.
Todas essas obras estão interrompidas em razão das chuvas e não há previsão
para a sua retomada.
Entre as obras paralisadas por causa das chuvas está a recuperação da BR- 352,
no trecho entre Lagoa Formosa e Patos de Minas, Alto Paranaíba. São 45
quilômetros de restauração e o custo é de aproximadamente R$ 100 milhões. Já as
obras da BR-381, em Ipatinga, Vale do Rio Doce, também estão impedidas. O
investimento previsto para essa obra é de R$ 200 milhões.
Além dos prejuízos causados à malha viária, também estão sendo computadas as
perdas de outra natureza. Já são 102 municípios em situação de emergência em
Minas. Os prefeitos de cidades do Sul de Minas e Zona da Mata, regiões que
apresentaram mais danos, solicitam verba de R$ 47,3 milhões para reconstrução
de pontes, limpeza de ruas e outras obras. Anteontem, os representantes da
Cedec se encontraram com senadores e integrantes do Ministério dos
Transportes e do Dnit. Durante o encontro foi feito um relato da situação das rodovias e dos municípios
atingidos pela chuva. Planilhas com um levantamento detalhado dos prejuízos
foram entregues à vice-presidência da República, à Casa Civil, à Secretaria
Nacional de Defesa Civil e ao Ministério da Integração Nacional.
BR-262 Ontem, técnicos do Dnit cortaram cerca de 30 eucaliptos às margens da BR-262, em
Pará de Minas, Centro-Oeste do estado, para a abertura de um desvio no local,
ao lado da cratera que se abriu na madrugada de terça-feira. Com a intensidade
das chuvas, a pista cedeu e abriu uma cratera com 30 metros de largura e 10
metros de profundidade. O trânsito no trecho da rodovia está totalmente
interditado. O corte das árvores foi possível depois da liberação do Instituto
Estadual de Florestas (IEF). As obras de construção do desvio deverão ser
concluídas em 15 dias. Enquanto o desvio não fica pronto, os motoristas devem
passar por uma rota alternativa, aumentando o percurso em mais de 50
quilômetros, cerca de 30 minutos de alteração.
Segundo o diretor do Dnit, no Centro-Oeste do estado, Tarcísio Araújo Anunciação, os
motoristas que saem de Belo Horizonte, com destino ao Triângulo Mineiro, devem
entrar em Juatuba, seguir pela MG-050, até Divinópolis, passando pela BR-494,
retornando à BR-262, próximo ao distrito de Gamas. “A construção do desvio vai
depender muito das condições climáticas. Ainda estamos calculando o valor que
será gasto na construção do desvio e nos reparos na pista”, afirma Tarcísio. O Dnit informou que a
restauração do bueiro será acelerada e a entrega da rodovia deve ser feita em
até dois meses.
Em 2006, na mesma rodovia, após o rompimento da tubulação no km 443, próximo à
Nova Serrana, a pista cedeu por completo, formando uma enorme cratera. A
reforma do trecho durou cerca de três meses, provocando transtorno na região. A
BR-262 corta os estados do Espírito Santo, Minas Gerais e parte do Mato Grosso
do Sul.
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GERAIS
18/01/2007
Brs interditadas em Minas
Os
motoristas que trafegam pelas rodovias federais que cortam Minas Gerais
devem estar atentos à interdição de diversos trechos dessas estradas, provocada pelas
chuvas e também por obras. Em muitos casos, é necessário utilizar desvios que
aumentam significativamente o tempo de viagem. Confira as principais
interdições:
• BR-146 - Km 451, 9, Muzambinho. A pista está totalmente interditada há quase
dois anos por causa do rompimento de um bueiro, que abriu um buraco na pista.
Foi feito um desvio no local, por onde está passando todo tipo de veículo
alternadamente por uma faixa.
• BR-452 - Km 221, Santa Juliana. A pista está totalmente interditada desde
abril de 2006, em razão de uma cratera que provocou afundamento da pista de
rolamento e do acostamento. Foi feito um desvio no local, mas o período chuvoso
tornou as condições de tráfego ainda mais precárias.
• BR-381 -Km 441, Santa Luzia. Pista totalmente interditada desde agosto do ano
passado, para a realização das obras de construção de uma trincheira. Foi feito
um desvio no local, de aproximadamente 200 metros, por onde está passando todo
tipo de veículo.
• BR-135 - Km 538,8, Augusto de Lima. Pista parcialmente interditada desde 10
de novembro de 2006 devido a uma erosão que levou parte da pista. O desvio é
feito no local.
• BR-381 - Km 242, Coronel Fabriciano. Pista parcialmente interditada desde 29
de novembro de 2006 para execução de obras na rede de abastecimento de água. O
local está sinalizado e o trânsito sentido sul (Governador Valadares/Belo
Horizonte) está sendo feito pela contramão.
• BR-459 - Do km 65 ao 100, Senador José Bento/Congonhal/Pouso Alegre. Pista
interditada desde 29 de dezembro para veículos de carga. O motivo é a má
sinalização.
• BR-262 - Km 28,8, Reduto. Pista parcialmente interditada desde o dia 4, no
sentido Manhuaçu/Vitória. O trânsito está alternado, devido a problemas na
cabeceira do viaduto da cidade de Reduto.
• BR-381 - Km 372, São Gonçalo do Rio Abaixo. Pista parcialmente interditada
desde 5 de janeiro, no sentido Belo Horizonte/João Monlevade, devido à queda de
uma barreira.
• BR-267 - Km 58, Guarará. Pista parcialmente interditada há aproximadamente
dois anos, devido à queda de uma barreira.
• BR-267- Km 283, Argirita. Pista parcialmente interditada desde o dia 9. O motivo
foi a queda de um bloco de granito, que danificou a ponte existente no local
• BR-116- Do km 664,2 ao km 667, Miradouro. Pista parcialmente interditada
desde o dia 5. Uma cratera com mais de 40cm impede o trânsito normal. O tráfego
flui alternadamente. Caminhões e carretas estão proibidos de passar no local.
• BR-365 – Km 393, Patos de Minas. Pista parcialmente interditada desde 6 de
janeiro. No sentido trevão do JK/Patos de Minas há uma grande depressão no
leito da pista. O trânsito flui alternadamente.
Fonte: Polícia Rodoviária Federal
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CARTAS
18/01/2007
Estradas
Felizes
são os políticos que não têm parentes na Região Central de Minas Gerais. Ou, se
tiverem, devem visitá-los em seus jatinhos ou helicópteros particulares. Viajar
para esta área se tornou uma aventura. Temos a BR 040 (trecho BH/Sete
Lagoas/Sete Lagoas/Trevão de Curvelo) cheia de buracos que, na maioria das
vezes, tomam toda a pista. Basta passar por este trecho para ver calotas e
pedaços de pneus jogados na estrada. E claro, muito carro quebrado. Espanta-me,
principalmente, o trecho da BR 040 (BH/Sete Lagoas), pois sua duplicação não
tem nem uma década. Para que pagamos IPVA? Para andar em estradas que parecem um
queijo suíço? O problema maior não é furar um pneu, quebrar a suspensão de um
carro e, sim, perder a vida por causa de um buraco. Onde está o Governo
federal, o DNIT, que não tomam providências? Convido e desafio os responsáveis
pelos órgãos a percorrerem esses dois trechos da BR 040. Posso afirmar que é
uma aventura e tanto. Um rali intitulado “vergonha nacional”.
Layla Cordeiro Valadares
Sete Lagoas - MG
Estradas
Concordo com a coluna Carlos Lindemberg de 16/1, porém, acho que o jornalista
deveria substituir o termo ‘burocracia‘ quando, se referir às estradas brasileiras, por
‘buracrocia‘, pois este é um termo mais moderno.
Alex Dias
Contagem - MG
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MINAS
18/01/2007
Ministro pede R$ 300 mi para BRs mineiras
BRASÍLIA
- O ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, informou ontem que vai pedir ao presidente
Lula a liberação de R$ 300 milhões, sendo R$ 200 milhões para a conservação e
R$ 100 milhões para a restauração de rodovias federais, principalmente em Minas
Gerais, por meio de uma medida provisória (MP). A intenção do ministro é a de
antecipar os recursos previstos no orçamento deste ano para o setor de transportes. A data da reunião
de Passos com Lula ainda não foi marcada. O Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) não soube informar quais estradas poderiam receber o
dinheiro.
O ministro disse que não existe dotação para restaurar e conservar as rodovias, porque a Lei de
Diretrizes Orçamentárias ainda não foi sancionada. ½Vou conversar com o
presidente para saber a possibilidade de fazer a liberação por meio de uma
medida provisória”. Ele ressaltou que a necessidade de R$ 300 milhões já havia
sido apontada no ano passado.
Entre as prioridades do ministro estão as estradas mineiras que foram
profundamente afetadas com as fortes chuvas. ½Não queremos demorar a agir
depois que a chuva passar”, acrescentou Passos. Os detalhes da MP, porém, ainda
teriam de ser acertados com o Palácio do Planalto. De acordo com o ministro, o
dinheiro seria aplicado em contratos já licitados pelo Dnit.
O ministro disse esperar que o setor de transportes seja beneficiado pelo Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), mas não deu detalhes sobre a proposta. ½Por
ser uma demanda recorrente da sociedade, a expectativa é de que a área de
infra-estrutura seja de fato contemplada com o programa”, completou.
Pontes da BR-381 começam a ser concluídas
Augusto Franco e Celso Martins
REPÓRTERES
As obras de adequação e alargamento de quatro das sete pontes da BR-381, entre
Belo Horizonte e João Monlevade, na Região Central do Estado, só devem ser
concluídas em julho. A informação é do supervisor do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Alexandre de Oliveira, que ontem fez uma
vistoria no local. Segundo ele, as outras três pontes já estão em fase final de
construção e só dependem de uma camada de asfalto de quatro centímetros sobre o
piso - que já está recoberto por asfalto mais grosso - e da instalação da
sinalização definitiva. Todas as pontes do trecho já têm sinalização
provisória.
O andamento das obras avançou rapidamente após denúncias do HOJE EM DIA, em
setembro do ano passado. Após passar pelos locais, a reportagem constatou,
então, que as obras não avançavam havia três meses devido a entraves
burocráticos. Além disso, as pontes, que foram alargadas, encontravam-se sem
sinalização, o que vinha causando diversos acidentes. As denúncias forçaram a
vinda a Minas do diretor geral do Dnit, Mauro Barbosa da Silva, que promoveu
vistoria técnica. Na ocasião foi constatada a negligência dos empreiteiros e
determinada a abertura de sindicância para apurar as irregularidades.
As pontes sobre o Rio do Peixe e o Córrego da Piedade, no município de Caetés,
ainda na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e outra sobre o Rio Santa
Bárbara, já em João Monlevade estão praticamente prontas. As outras quatro
estão sinalizadas, mas as obras de alargamento das cabeceiras - ligação entre
as pontes e a rodovia - estão paradas. Segundo Alexandre de Oliveira, a
complementação das obras só deve ser retomada após o término do período
chuvoso. O percurso entre as sete pontes totaliza cerca de 130 quilômetros, e é
considerado um dos trechos mais importantes e perigosos Estado. Passam por ele,
em média, 20 mil veículos por dia. As obras foram iniciadas em julho de 2005 e
devem ser finalizadas em abril de 2007. O custo total é de R$ 130 milhões.
Interdição da BR-262
O desvio na lateral da BR-262, em Igaratinga, na Região Centro-Oeste do Estado,
começou a ser construído ontem pelo Dnit. Se não chover forte na região, a previsão é
de que a obra fique pronta em 15 dias. A rodovia foi interditada na madrugada
de terça-feira por causa de uma cratera que se formou na pista. Somente depois
da decretação do estado de emergência, o que deve ser feito esta semana pelo Dnit, é que a recuperação
da pista levada pela água da chuva será iniciada. Para quem vai viajar de Belo
Horizonte para Nova Serrana deve seguir pela BR-262 e, em Juatuba, pegar
MG-050; em Divinópolis, pegar a MG-494, indo até Nova Serrana, onde o motorista
terá acesso a BR-262; no sentido contrário, entrar em Nova Serrana, pegar a
MG-494 e quando chegar em Divinópolis, pegar a MG-050, até Juatuba, indo até a
BR-262.
Situação de emergência já atinge 102 cidades em MG
CELSO MARTINS
REPÓRTER*
Minas Gerais já tem 102 cidades em situação de emergência por causa das chuvas.
Em todo o Estado já são 262 mil atingidos. Além disso, a força das águas
provocou 23 mortes desde o dia 1º de outubro, conforme balanço da Coordenadoria
Estadual de Defesa Civil (Cedec). Na madrugada de terça-feira um casal de
idosos morreu soterrado na cidade de Além Paraíba, na Região da Zona da Mata.
De acordo com a Cedec, estão desabrigadas 7.922 pessoas e 109 ficaram feridas
em ocorrências de desabamentos e inundações. O número de pontes destruídas já
chegou a 228 e de casas 825. Outras 211 pontes ameaçam ruir na área rural das
cidades do interior.
Os últimos municípios que decretaram estado de emergência foram Juiz de Fora e
Além Paraíba, ambos a Zona da Mata. Na mesma região, em Mar de Espanha, as
chuvas provocaram deslizamento de encostas, danificado nove residências e
quatro pontes. Em Patos de Minas, na Região do Alto Paranaíba, 36 casas foram
danificadas e 120 pessoas afetadas. Esses dois municípios já foram orientados
pela equipe da Cedec a providenciar documentação completa sobre os prejuízos
provocados pelas chuvas, o que vai ajudar na captação de recursos para as
vítimas.
Na Região Sul de Minas a chuva não dá trégua. Em Três Corações, o nível das
águas do Rio Verde, que corta a cidade e havia transbordado, está baixando, mas
os moradores ainda têm muita dificuldade para limpar suas residências. Para a
população de Itanhandu, um alento. Segundo a Polícia Militar, chove pouco na
cabeceira do Rio Verde, o que alimenta a esperança de que a água continue
baixando nos municípios por onde passa, como Três Corações.
Em Pouso Alegre, também no Sul do Estado, cerca de 90 pessoas ainda continuavam
alojadas no ginásio poliesportivo da cidade. Os rios Mandu e Sapucaí já
baixaram bastante, mas ainda há muita água pelas ruas de bairros, como São
Geraldo, o que torna mais difícil a volta para a casa. (*Com Sucursais).
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ECONOMIA
18/01/2007
Ministro quer antecipar recursos para rodovias
O
governo federal pode antecipar a liberação de parte dos R$ 300 milhões
previstos para restauração e conservação de rodovias no país em 2007. O
pedido será feito à Presidência da República pelo ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, segundo informações dele a agências de
notícias.
A liberação seria feita em função das chuvas que levaram à interdição e
comprometimento de vários trechos de rodovias no país. O ministério não sabe
informar os valores por Estado, mas, fontes ligadas ao setor estimam que Minas
deve receber 30% dos recursos totais.
A antecipação deve ser feita por Medida Provisória. O ministro chegou a dizer
ontem que, entre as rodovias federais, as de Minas Gerais foram muito castigadas pela
chuva e terão boa parte da verba.
Prioridade
O Departamento Nacional de Infra- Estrutura de Transportes (Dnit) levantou 13 trechos
de estradas federais em Minas
que estão entre as prioritárias para serem decretadas como estado de
emergência. As obras consideradas emergenciais não precisam de licitação e
devem ficar prontas em no máximo 180 dias, após início dos trabalhos.
Entre os trechos problemáticos do Estado estão rodovias movimentadas, como a
BR-381, entre Ipatinga e Bela Vista de Minas, onde três pontes estão
comprometidas, em um percurso de menos de 60 quilômetros.
Por causa de uma erosão em um barranco, o trecho da BR-040, entre Sete Lagoas e
Belo Horizonte, também entrou na lista.
Ontem, a Defesa Civil de Minas solicitou ao governo federal a liberação de R$
47,32 milhões para investimento nas 32 cidades do Sul de Minas e da Zona da
Mata que decretaram estado de emergência devido aos estragos causados por
chuvas.
Há dez dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a liberação de
outros R$ 139 milhões para obras emergenciais em rodovias atingidas pelas
chuvas em Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Segundo o Dnit em Minas, até agora o Estado não recebeu nem um centavo do
dinheiro. Ele poderá ser usado em trabalhos de manutenção ou em construções
menos simples, como estruturas de pontes.
Tapa-buracos
O ex-presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados,
Mário Assad, alerta que as obras não podem ser um novo tapaburaco. “O problema
se arrasta a cada ano. Precisamos de uma solução definitiva.”
A operação tapa-buraco, realizada em 2006, consumiu R$ 440 milhões para
intervenções em 26 mil quilômetros de rodovias federais, 3.200 km em Minas. O Estado
tem a maior malha rodoviária federal do Brasil: 11 mil quilômetros.
No país, calcula-se que sejam necessários R$ 20 bilhões para recuperar todas as
estradas federais. Segundo
pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 75% das estradas apresentam alguma
deficiência.
Com cratera, BR–262 continua bloqueada
VALQUIRIA LOPES
A BR–262, que liga Belo Horizonte ao Triângulo Mineiro, continua interditada
depois da abertura de uma cratera no asfalto na altura do KM 418 na madrugada
de anteontem. Funcionários da prefeitura de Igaratinga, cidade próxima ao
local, trabalharam ontem na tentativa de melhorar uma estrada vicinal que está
sendo usada como desvio.
A via não é pavimentada e por causa das chuvas e da passagem de veículos
pesados, o tráfego no local está ainda mais complicado.
“Essa estrada possui dois pontos por onde mina água e atoleiros estão se
formando. Os carros leves estavam passando normalmente, mas caminhoneiros que
já conhecem o local estão passando por aqui e piorando a condição da via”,
informou o prefeito de Igaratinga, Paulo da Fonseca (PMDB). Ele disse que há 40
dias não pára de chover na região.
Vistoria
Funcionários do Departamento Nacional de infra-estrutura de Transportes (Dnit) estiveram ontem na
BR–262 para avaliar a situação da via e a construção de um desvio ao lado dela.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a previsão é de que no prazo
de 15 dias a obra esteja pronta. Para reformas emergenciais, como é o caso da
BR–262, o Dnit não abre processo de licitação e tem até 180 dias para concluir
as intervenções.
Lula decidirá se entrega rodovias à iniciativa privada
BRASÍLIA – Caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão final sobre
o processo de concessão à iniciativa privada de sete trechos de rodovias federais, incluindo
a Régis Bittencourt e a Fernão Dias.
O governo decidiu ontem criar mais um grupo de trabalho (o 97º desde 2003), que
terá prazo de 15 dias para entregar a Lula um parecer sobre o assunto. Farão
parte desse grupo representantes da Casa Civil, dos ministérios do Transportes
e da Fazenda e da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).
Para o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, há disposição
dentro do governo para retomar o processo de concessão dessas estradas, suspenso na semana
passada.
“Até este momento, a discussão está dentro dessa diretriz (de realizar a
concessão)”, disse o ministro, após participar de reunião com Lula e os
ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo Passos, o grupo de trabalho avaliará o conteúdo do edital de concessão
a partir do que já foi feito, e não estudará outro modelo. (Agência Estado).
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BRASIL
18/01/2007
Chuvas deixam 102 cidades em estado de emergência em Minas
Belo
Horizonte – Cento e dois dos 853 municípios mineiros já decretaram estado de
emergência por causa das chuvas desde outubro de 2006. Entre eles está Juiz de
Fora, segunda maior cidade do estado, com 493 mil habitantes. O balanço foi
divulgado ontem pela Defesa Civil de Minas Gerais. Juiz de Fora é o principal
município da Zona da Mata, região mineira mais castigada pelo mau tempo. A
Defesa Civil da cidade está em alerta por causa do risco de transbordamento do
Rio Paraibuna, que está 2,5 metros acima do nível normal. Também foram
registrados desabamentos. Doze casas estão interditadas.
De outubro até agora, 23 pessoas morreram vítimas das chuvas em Minas Gerais,
seis delas somente este ano. O número de desabrigados em todo o estado é de
7.922, segundo a Defesa Civil. Os desalojados são 16.702.
O mau tempo tornou crítica, ainda, a situação de diversas rodovias federais que cortam
Minas Gerais. Ontem haviam 13 trechos de rodovias interditados, 12 deles devido aos
estragos provocados pelas chuvas e um por causa de obras. Em cinco trechos a
interdição é total. Um deles fica na BR-262, perto de Igaratinga, no
Centro-Oeste do estado. A erosão abriu uma cratera na pista.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (Dnit) foi informado, mas
ainda não há previsão de quando a rodovia será recuperada e o trecho destruído,
liberado para o tráfego.
Lama
Equipes da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do Rio de Janeiro
concluíram ontem que são mínimas as chances de a mancha de lama originada no
rompimento de uma barragem da mineradora Rio Pomba Cataguases, chegar à cidade
de Campos (RJ). Análises da empresa concluíram que a substância não é tóxica.
O acidente ocorreu no dia 10 de janeiro e encheu de lama – resultado da lavagem
de bauxita – o Rio Fubá, afluente do Rio Muriaé, que transbordou e inundou
Miraí (MG). Outras duas cidades mineiras e quatro fluminenses foram atingidas
pela lama. Terça, a juíza da 6.ª Vara de Fazenda Pública, Vanessa de Oliveira
Cavalieri Félix, determinou que a mineradora tem cinco dias para fazer obras de
reforço e contenção de barragens, sob pena de multa diária de R$ 50 mil; e deve
fornecer 38 carros-pipa para abastecimento da população do noroeste fluminense
em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 30 mil.
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ECONOMIA
18/01/2007
Ministro pede R$ 300 mi para recuperar rodovias
Antecipação
de recursos deve vir por medida provisória
BRASÍLIA
(Folhapress) - Enquanto o Orçamento Geral da União não é sancionado, o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva a liberação de aproximadamente R$ 300 milhões para a conservação (R$ 200
milhões) e restauração (R$ 100 milhões) das rodovias federais. A
antecipação dos recursos seria feita por meio de medida provisória, mas ainda
precisa ser acertada com o Planalto.
“Não temos dotação orçamentária, neste momento, para o serviço de conserva e de
restauração de rodovias”, disse Passos, ao comentar que pretende utilizar os
recursos para antecipar uma resposta do governo às intensas chuvas que afetaram
principalmente as rodovias do Estado de Minas Gerais.
Segundo o ministro, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) já possui contratos
licitados para a realização dos serviços de conservação e restauração. “Não
queremos demorar na nossa ação tão logo a chuva passe e venha a estiagem”,
completou.
Na semana passada o governo liberou cerca de R$ 170 milhões para o Ministério dos
Transportes, a fim de realizar 33 obras emergenciais em rodovias atingidas pelas
chuvas, que ofereciam risco aos usuários. Na lista das obras estão retirada de
barreiras, recuperação de pontes, entre outras.
Sobre os pleitos da pasta que serão atendidos pelo Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), o ministro preferiu manter segredo sobre as medidas
destinadas ao setor de transportes. “A expectativa é a de que efetivamente a
área de infra-estrutura, que tem sido uma demanda da sociedade como um todo,
venha a ser bem contemplada”, afirmou.
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GRANDE RECIFE
18/01/2007
DNIT cumpre ordem e retira placas das BRs
Três
placas de alerta fixadas nas rodovias federais pernambucanas, informando o
risco de ataques de tubarão nas cidades de Olinda, Recife e Jaboatão dos
Guararapes, foram retiradas na manhã de ontem. O Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (DNIT) cumpriu a decisão tomada na última
terça-feira, depois de uma audiência realizada com o Ministério Público Federal
(MPF), Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e
Procuradoria-Geral de Jaboatão de Guararapes.
As placas estavam entre os quilômetros 51 e 83 da BR-101, em Prazeres
(Jaboatão), Paratibe (Paulista) e Abreu e Lima. A remoção tem caráter provisório
e será mantida até o dia 25, quando acontece uma reunião do Cemit, que irá
avaliar a necessidade das placas educativas e o conteúdo do texto. Para o
procurador-geral de Jaboatão, Aldemar Santos, a medida sinaliza o diálogo entre
as partes envolvidas. Ainda ontem, Aldemar entrou com uma petição suspendendo,
por 15 dias, o processo civil que está movendo.
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CIDADANIA
18/01/2007
A situação das estradas
Trabalho
da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revela o mau estado de
conservação das rodovias federais, concluindo que em 25,7% a situação é péssima,
28,7% são ruins, 24% apresentam deficiências, enquanto 15,2% e 6,4% estão,
respectivamente, em boas e ótimas condições. É um retrato realista da gravidade
do problema, cuja recuperação exige investimentos de R$ 33 bilhões nos próximos
três anos, da qual depende, inclusive, o crescimento econômico do País.
A estimativa do valor referido é do Sindicato Nacional da Indústria da
Construção Pesada (Sinicom), necessário à expansão, restauração e conservação
de estradas importantes, como a
BR-101, no Nordeste; a BR-040, em Minas Gerais; e a BR-163, no Centro-Oeste,
além de outras de igual relevância para a economia nacional. Os R$ 33 bilhões
seriam suficientes apenas para que as rodovias ficassem entre boa e razoável
condição de tráfego, afirma o presidente do Sinicom, Luiz Fernando Santos Reis.
Em 2005, o orçamento aprovado para o Ministério dos Transportes foi de R$ 9,66
bilhões, considerado historicamente elevado. Destinavam-se os recursos aos
setores rodoviário, ferroviário, portuário e hidroviário, abrangendo, também,
as agências reguladoras responsáveis pelas mesmas áreas.
Todas as 10 melhores estradas brasileiras cortam o Estado de São Paulo, sendo boa
parte administrada pela iniciativa privada, enquanto as piores estão
localizadas em Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais-Espírito Santo,
Amazonas-Roraima, Paraná, Tocantins-Piaui, Bahia-Piaui, Mato Grosso, Maranhão e
Minas Gerais.
As rodovias federais são
classificadas entre as piores do Brasil, resultado do abandono, ausência de
manutenção e de serviços superficiais, que logo são corroídos pela chuva e o
tráfego pesado, muitas vezes além do limite legal permitido. A operação
"tapa-buraco", iniciada em 2005, não alterou o estado de conservação,
inclusive por se tratar de uma ação emergencial.
O País fez a opção pelo transporte rodoviário no governo JK, deixando em
segundo plano as antigas ferrovias. Em quatro anos de mandato Kubitschek
asfaltou cerca de 15 mil km de estradas, crescendo a rede de rodovias federais, entre 1969
e 1975, 3 mil km ao ano. Entre 1985 e 1990, foram construídos 780 km, na média
anual. Atualmente, há 1,75 milhão de estradas e somente 196 mil km pavimentados.
Dizia o presidente Washington Luís, deposto pela Revolução de 30, que governar
era construir estradas. Se governar é muito mais do que foi dito, poderíamos
parafraseá-lo, acrescentando ser preciso conservá-las e mantê-las em bom estado
para que a produção flua bem e a segurança física de quem transita por elas
seja preservada.
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EDITORIAL
18/01/2007
Ajuda federal
O
estado de calamidade em que se encontram as rodovias mineiras, em grande
parte destruídas pelas chuvas que castigam o Estado neste Verão, poderá ser
amenizado com a liberação de verbas da ordem de R$ 300 milhões. Pelo menos é
este o montante a ser sugerido pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, para ser aplicado com urgência urgentíssima na
recuperação das estradas que cortam Minas. Com a maior malha rodoviária do país,
Minas Gerais está pedindo por socorro federal desde o ano passado, quando as
águas começaram a derreter os efeitos da última operação tapa-buracos,
realizada em 2005, e criticada por muitos, entre eles o próprio governador
Aécio Neves, que, na época, já antecipava a sua curta duração. Realmente.
Bastaram as primeiras águas, ainda na Primavera mais chuvosa dos últimos anos,
para que as crateras tomassem contas das principais rodovias federais.
Na verdade, a verba pode ser considerada irrisória para o tamanho do estrago
que se vê por todas as regiões do Estado. Mas é uma ajuda que não deve ser
desconsiderada, ao contrário, os políticos mineiros precisam batalhar pela sua
liberação o mais rapidamente possível. Afinal, são inúmeras as pontes
destruídas pelas enchentes, dezenas de trechos interditados por deslizamentos
ou aberturas de crateras que dividem rodovias importantes ao meio, obrigando os
usuários a enfrentar perigosos desvios, feitos às pressas, para evitar o
isolamento de cidades e permitir o tráfego de veículos leves ou pesados.
Uma medida provisória será o meio mais rápido para a liberação do dinheiro,
pois o Orçamento da União ainda não foi sancionado. Daí a necessidade de os
políticos comprometidos com o Estado pressionarem o Planalto para uma decisão
urgente, antes que a situação se deteriore ainda mais. O próprio ministro dos
Transportes reconhece a gravidade do problema, que se avoluma a cada nova
chuva. O entrave é que não há dotação orçamentária no momento para a
contratação de empresas especializadas na conservação e restauração das rodovias atingidas. Mas o
anúncio de que o pedido será feito já é uma boa notícia para os mineiros,
seguramente os mais castigados neste Verão pelas águas que destroem e matam.
A pretensão do ministério dos Transportes é antecipar os recursos previstos no
Orçamento da União para o setor. Embora a reunião com o presidente ainda não
tenha sido acertada, está aí um bom momento para Lula retribuir os votos que
obteve em Minas Gerais nas eleições de novembro passado. O que há de positivo é
que o dinheiro seria aplicado em contratos já licitados pelo Dnit, que já detectara a
necessidade de interferir em vários trechos danificados mesmo antes da
temporada de chuvas. Independentemente das legendas, a hora, portanto, é de
união de deputados e senadores mineiros para apressar a liberação desta verba,
com o objetivo de minimizar os efeitos da chuvarada nas rodovias. A população,
certamente, ficará agradecida, e Lula ganhará pontos não somente com os
políticos, mas sobretudo com as comunidades afetadas pelas enchentes.
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ECONOMIA
18/01/2007
Grupo vai orientar a concessão das rodovias
Governo
decide criar comissão para que o processo passe por nova discussão
Caberá
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão final sobre o processo de
concessão à iniciativa privada de sete trechos de rodovias federais, incluindo
a Régis Bittencourt e a Fernão Dias. O governo decidiu ontem criar mais um
grupo de trabalho (o 97 desde 2003), que terá prazo de 15 dias para entregar a
Lula um parecer sobre o assunto. Farão parte desse grupo representantes da Casa
Civil, dos Ministério do Transportes e da Fazenda e da Agência Nacional dos
Transportes Terrestres (ANTT).
Para o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, há disposição
dentro do governo para retomar o processo de concessão dessas estradas, suspenso na semana
passada. “Até este momento, a discussão está dentro dessa diretriz (de realizar
a concessão)”, disse o ministro, após participar de reunião com Lula e os
ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega. Segundo
Passos, o grupo de trabalho avaliará o conteúdo do edital de concessão a partir
do que já foi feito, e não estudará outro modelo, diferente do das concessões,
para esses trechos. “Não se está discutindo outro modelo”, afirmou o ministro.
Fontes do Palácio do Planalto, porém, disseram que o tema da concessão das rodovias à iniciativa
privada, e a conseqüente instalação de pedágios nessas vias, ainda divide o
governo. O principal foco de resistência, principalmente com relação aos preços
dos pedágios, é atribuído à ministra Dilma Rousseff. Ela teria manifestado
desconforto com relação aos preços dos pedágios que seriam cobrados nesses sete
trechos — apesar de os preços máximos estabelecidos pela ANTT no edital serem bem
menores do que os que são cobrados nas rodovias federais que já foram concedidas à
iniciativa privada.
Uma dessas fontes chegou, inclusive, a avaliar que a decisão de criar outro
grupo de trabalho para analisar as concessões apenas mostra que o governo
pretende “arrastar o assunto com a barriga”. Na terça-feira da semana passada,
Dilma disse — em reunião com o governador do Paraná, Roberto Requião — que o
governo estaria estudando outros modelos para essas rodovias. No mesmo dia,
fontes confirmaram que o processo de concessões estava suspenso.
Reação
A reação do setor privado foi vigorosa e crítica à suspensão da licitação. De
lá para cá, o governo vem amenizando o discurso e sinalizando que quer a
participação das empresas. Algumas fontes na Esplanada dos Ministérios disseram
que a suspensão da licitação foi feita para “casar” as concessões com as
medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão anunciadas na
segunda-feira.
Segundo essa fonte, o pacote pode incluir medidas de desoneração de impostos
federais que incidem sobre obras rodoviárias, de modo a diminuir as despesas
dos eventuais concessionários, o que poderia reduzir o valor dos pedágios que
serão cobrados nessas estradas. Outra hipótese seria retirar do edital de concessão as
exigências de alguns investimentos que deveriam ser feitos pelos
concessionários nas estradas, passando essas obras para a responsabilidade do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Assim, do mesmo modo, os concessionários
que vierem a assumir as rodovias teriam de desembolsar menos dinheiro nas estradas, reduzindo, também,
o valor do pedágio que eles poderiam cobrar.
Se, de fato, as medidas do PAC vierem a alterar o edital de concessão das rodovias, que foi aprovado no
fim do ano passado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a nova versão do
documento terá de ser reenviada para a análise do tribunal. (Da Agência
Estado).
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POLÍTICA ECONÔMICA
18/01/2007
Projeto Piloto deve balizar o “pacote” para o crescimento
Paula
Andrade
Com
mais recursos disponíveis e contemplando menos obras, a nova fase do Projeto
Piloto de Investimento (PPI) será voltada para o saneamento básico e para o
escoamento da produção agrícola, e será o ponto forte do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC). Obras de maior porte deverão consumir os cerca de R$ 11
bilhões anuais que poderão ser descontados da meta de superávit primário.
A nova fase do PPI será mais enxuta e mais diversificada em termos de números
de projetos. Na primeira fase, o governo escolheu 132 obras, a maioria no
segmento de transportes (rodovias, portos, metrôs urbanos), com o foco nas
exportações. Na nova etapa, o número de projetos cairá para cerca de cem,
incluindo pela primeira vez o setor de saneamento básico. A lista ainda não
está totalmente fechada. Apesar de constar no Orçamento de 2007, ainda há
negociações dentro do governo para incluir novos projetos. O principal critério
do governo federal para escolha dos projetos é de que estes possam ser
concluídos dentro do prazo de vigência do PPI, de quatro anos. Dentre as cem
obras que serão anunciadas durante o PAC/PPI, estarão as BRs 364 (AC), 163
(PA), 158 (MT) e 135 (BA), escolhidas por serem importantes vias de escoamento
da produção agrícola. O governo anunciará também que cerca de R$ 2,2 bilhões
deverão ser investidos em ferrovias e portos. Outros R$ 2,4 bilhões em recuperação
e conservação de estradas e rodovias.
Dentre as obras de saneamento que serão contempladas no PAC/PPI, o governo
deverá anunciar melhorias na infra-estrutura sanitária das cidades de Manaus,
Recife e na baixada fluminense, no Rio de Janeiro. Estas obras estão entre as
cidades cujos projetos de saneamento estão na lista de urgências do Ministério
das Cidades e que deverão ser beneficiadas com os R$ 2 bilhões destinados a
projetos de saneamento pelo PPI. Para selecionar os projetos de saneamento que
entrarão no PPI, o Ministério das Cidades avaliou vários critérios
socioambientais, como os indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),
as taxas de natalidade e mortalidade e até o perfil da população de baixa
renda.
Ainda prioridade dentro do PPI, o setor de transporte deverá contar com quase
R$ 6 bilhões do orçamento do PPI. Estradas, portos e rodovias serão beneficiados
com recursos para projetos de recuperação, ampliação e construção. “Vai ser o
maior orçamento da história do setor de transporte. Estamos muito contentes com
a decisão do presidente”, destacou um dos técnicos do Ministério dos
Transportes.
Apesar do número menor de projetos beneficiados, o governo terá a possibilidade
de destinar mais recursos que na primeira fase. Com o sucesso do programa, o
governo decidiu ampliar o limite de investimento do Projeto Piloto de
Investimento (PPI) de 0,2% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso,
serão investidos mais de R$ 11,1 bilhões por ano em projetos de infra-estrutura,
livres de contingenciamento no orçamento, ao invés dos atuais R$ 4,6 bilhões
anuais. Com a mudança, o governo passará a buscar uma meta real de superávit
primário de 3,75% do PIB, ao invés dos 4,25% oficiais. Mesmo assim, o discurso
dentro do governo é de que o ajuste fiscal continuará o mesmo.
Pouco empenho
Mesmo com a possibilidade de excluir esses gastos do superávit primário e não
passar pelo contingenciamento, nos primeiros anos do projeto o governo teve
dificuldades para utilizar todos os recursos. No primeiro ano do PPI, em 2005,
a execução teve início somente em maio. Naquele ano, o projeto teve apenas 33%
de seu limite orçamentário efetivamente executado. Do limite total de R$ 3,58
bilhões autorizados para despesas no ano passado, somente R$ 1,21 bilhão foram
gastos no período. A diferença entre o autorizado e o gasto, de R$ 2,36
bilhões, ficou para 2006 na forma de restos a pagar. Paralelamente aos restos a
pagar de 2005, o Ministério do Planejamento tem os recursos correntes de 2006.
Porém, no primeiro semestre deste ano, o governo federal empenhou apenas R$ 548
milhões com o PPI. O valor corresponde a pouco mais de um sexto do total a que
tem direito, R$ 3,26 bilhões.
Siderurgia beneficiada
O setor da construção civil poderá não ser o único beneficiado. Há estudos para
isenção de PIS/Cofins na produção e comercialização do aço. Já para a
construção civil, especialista acreditam que desta vez o governo não repetirá a
dose da isenção para cesta de produtos. “Deverão ser anunciados mesmo a criação
dos dois Fundos para habitação, com isenção de Imposto de Renda (IR) e de
PIS/Cofins para investimentos privados. Mesmo assim, estamos muito animados”,
enfatizou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic),
Paulo Safady.
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POLITICA
18/01/2007
Começa a recuperação da BR-174
O
governo do Estado de Rondônia, através do Departamento Estadual de Estradas e
Rodagem (DER), iniciou nesta semana a recuperação da BR-174, rodovia federal
que liga o município de Vilhena a Juína, no Mato Grosso no trecho que fica
dentro do Estado de Rondônia. A recuperação atende um pedido feito na última
semana por um grupo de sojicultores que tem lavouras ao longo da rodovia e em
função da falta de conservação por parte do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit) estão praticamente isolados e impedidos de
retirar seus produtos dos armazéns. O problema aumentou há quinze dias quando
dois caminhões carregados de grãos tombaram no leito da rodovia em função das
crateras que se formaram nos últimos anos. Diante do caos e da falta de uma
política de conservação da rodovia por parte do governo federal, não restou ao
governador Ivo Cassol atender ao pleito dos produtores. O DER, determinou o
envio de máquinas e caminhões da residência do órgão em Colorado do Oeste até
Vilhena para a realização dos serviços. De um trecho de mais de 40 quilômetros,
quatro deles já estavam sendo concluídos, mas as fortes chuvas que estão caindo
na região acabaram atrasando os serviços. Já a prefeitura de Vilhena destinou
três caminhões basculantes que estão auxiliando nos serviços.No início de 2006
um grupo de deputados do Mato Grosso e de Rondônia, acompanhados do governador
Blairo Maggi, percorreram os 240 quilômetros que separam as duas cidades para
anunciar a liberação de R$ 10 milhões que deveriam ser utilizados na
recuperação da rodovia.
O dinheiro veio e foi depositado numa conta da Prefeitura de Juína, mas os
serviços não foram iniciados e a rodovia mais parece o caminho para o inferno.
O governador Ivo Cassol, mesmo sabendo da responsabilidade do governo federal
na conservação da rodovia, mandou que o DER fizesse um trabalho de recuperação,
pelo menos para garantir a retirada da safra dos produtores rondonienses.