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O PAÍS
19/01/2007
Estradas ainda têm 33 trechos com problemas
Fim
de semana tem previsão de sol, mas é preciso cuidado: 2 rodovias estaduais
ainda estão totalmente interditadas
Apesar
da previsão de sol no fim de semana, após três semanas de dias nublados ou
chuvosos, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) orienta os motoristas a
dirigir com cautela. Nas estradas que cortam o estado ainda há 31 trechos em
meia pista e dois totalmente interditados devido a quedas de barreiras.
Duas estradas estão com tráfego
interrompido: a RJ-148 (FriburgoSumidouro) e a RJ-158 (Cantagalo-Casemiro de
Abreu). O DER monitora o Km 9 da estrada entre Mury e Lumiar, em Friburgo, onde
há risco de deslizamentos. As rodovias que levam à Região dos Lagos e ao Sul
Fluminense não apresentam problemas.
A Polícia Rodoviária Federal recomenda, por precaução, evitar a BR-101
(Rio-Santos) e usar a BR-116 (Rio-São Paulo). A BR356, entre Campos e
Itaperuna, também deve ser evitada, pois apresenta diversos trechos com
interrupções. A alternativa é a BR-393. Na BR-040 (Rio-Juiz de Fora), quatro
trechos estão parcialmente interditados.
O vice-governador e secretário estadual de Obras Luiz Fernando Pezão garantiu
ontem que R$ 31,5 bilhões já foram liberados para a ponte da BR-101 interditada
em Campos e três rodovias com quedas de barreira.
Os municípios em situação de emergência devem receber recursos no máximo até
segundafeira, segundo Pezão.Apesar da previsão de sol no fim de semana, após
três semanas de dias nublados ou chuvosos, o Departamento de Estradas de
Rodagem (DER) orienta os motoristas a dirigir com cautela. Nas estradas que cortam o estado
ainda há 31 trechos em meia pista e dois totalmente interditados devido a
quedas de barreiras.
Duas estradas estão com tráfego
interrompido: a RJ-148 (FriburgoSumidouro) e a RJ-158 (Cantagalo-Casemiro de
Abreu). O DER monitora o Km 9 da estrada entre Mury e Lumiar, em Friburgo, onde
há risco de deslizamentos. As rodovias que levam à Região dos Lagos e ao Sul
Fluminense não apresentam problemas.
A Polícia Rodoviária Federal recomenda, por precaução, evitar a BR-101
(Rio-Santos) e usar a BR-116 (Rio-São Paulo). A BR356, entre Campos e Itaperuna,
também deve ser evitada, pois apresenta diversos trechos com interrupções. A
alternativa é a BR-393. Na BR-040 (Rio-Juiz de Fora), quatro trechos estão
parcialmente interditados.
O vice-governador e secretário estadual de Obras Luiz Fernando Pezão garantiu
ontem que R$ 31,5 bilhões já foram liberados para a ponte da BR-101 interditada
em Campos e três rodovias com quedas de barreira.
Os municípios em situação de emergência devem receber recursos no máximo até
segundafeira, segundo Pezão.
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NOTAS E INFORMAÇÕES
19/01/2007
Crescentes latifúndios
Disse
o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) que “quando todas as terras
tiverem sido homologadas, os índios serão donos de uma área que pode chegar a
13,5% do território nacional”. Não sabemos se nessa estimativa o antropólogo
Mércio Pereira Gomes está sendo otimista ou pessimista. Mas, se considerarmos a
pressão crescente pela demarcação e homologação de novas áreas indígenas ou
levarmos em conta os cálculos do Conselho Indigenista Missionário (Cimi),
entidade ligada à Igreja Católica, para a qual existem “outras 200 comunidades
com direito a ter suas próprias terras” - além das já reconhecidas oficialmente
-, nada indica que haverá limite para o latifúndio indígena, de crescimento
incessante no território nacional.
Diga-se desde logo que não é criticável o fato de as comunidades indígenas
serem cada vez mais ouvidas em suas reivindicações, adquirindo um poder de
negociação em relação aos projetos de exploração de recursos - como extração de
minérios, produção de energia ou construção de rodovias - em áreas que de
alguma forma afetem seu hábitat. Muitas vezes, embora nem sempre, os interesses
de preservação de áreas indígenas coincidem com a necessidade de conservação de
ecossistemas e da biodiversidade, ou do desenvolvimento sustentado, que evite
déficits ambientais. Há que se impor limites, no entanto, seja por razões
técnicas, seja por simples bom senso, aos desejos de expansão das reservas e ao
poder de veto das comunidades indígenas, em relação a projetos indispensáveis à
vida socioeconômica das regiões.
Matéria de Roldão Arruda, em nossa edição de domingo, esboçava um mapa da
grande mesa de negociações que empresas ou o poder público têm mantido com
comunidades indígenas, em razão de importantes projetos, alguns casos já
resolvidos e outros ainda em pendência. Pela Usina de Balbina os índios
uaimiri-atroaris, que tiveram parte de suas terras inundadas, recebem recursos
da Eletrobrás; o projeto da Usina de Belo Monte está paralisado porque sua
construção pode afetar a vida de nove tribos indígenas, que vivem numa área de
5,3 milhões de hectares; no projeto Ferro-Carajás a Cia. Vale do Rio Doce rompeu
o acordo que mantinha com os xicrins, que não estavam satisfeitos com os R$ 569
mil que recebiam mensalmente da empresa; na área do gasoduto Coari-Manaus a
Petrobrás teve que adotar política de compensação em favor de sete comunidades
indígenas; nas Usinas de Santo Antonio e Jirau o risco de afetar comunidades
indígenas (além de questões ambientais) paralisou os dois projetos do consórcio
Furnas e Odebrecht; o asfaltamento da Rodovia BR-163, de 1.780 km, ligando Cuiabá a
Santarém, esbarra na resistência dos índios caiapós; por estar, em parte, em
terras indígenas, o projeto Onça Puma, de mineração de ferro-níquel da Vale do
Rio Doce, enfrenta problemas.
Não se pode dizer que o governo Lula tenha contribuído substancialmente para o
aumento dos latifúndios dos índios porque, tendo o presidente homologado 65
áreas indígenas em seus primeiros quatro anos, ficou na média de 16,2 terras
por ano, enquanto seu antecessor já atingira a média de 18,1 por ano. De
qualquer forma, com a demarcação da área Trombeta Mapuera, entre Amazonas, Pará
e Roraima, que deve ser homologada pelo presidente Lula em julho, cerca de 4
milhões de hectares estarão na posse dos grupos indígenas hixcariana, uai-uai e
outros mais isolados, o que significa uma população que não ultrapassa 500
pessoas. E é bom saber que, na posse de 110 milhões de hectares de terra, os
indígenas já controlam 12,9% do território nacional - pouco sentido tendo, pela
própria estrutura com que se formou o mundo ocidental, o argumento “histórico”
de que os índios eram donos de todo o nosso território, já que parece inviável
a possibilidade de devolvê-lo...
É preciso respeitar o poder de negociação das tribos, mas também estabelecer
limites ao aumento de reservas, tendo em vista os interesses gerais da
população brasileira, no campo do desenvolvimento sustentado e de suas
conseqüências econômicas, sociais, culturais e ambientais.
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GAZETA DO BRASIL
19/01/2007
Chuvas comprometem as rodovias
Belo
Horizonte, 19 de Janeiro de 2007 - As chuvas que castigam Minas Gerais há cerca
de três semanas, além de causar destruição nas cidades, com mortos, feridos e
desabrigados, também têm prejudicado as rodovias que cortam o estado.
Segundo informou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), ainda não
foram calculados os prejuízos totais nas vias porque o período chuvoso não
acabou. Mas estima-se que serão necessários aproximadamente R$ 94 milhões para
a recuperação total das estradas.
De acordo com o DER, dos 31.408 km de rodovias cortam Minas Gerais, há cerca de 90
pontos em que elas estão comprometidas. Estas estradas se dividem em
pavimentadas e não pavimentadas, e estaduais e federais.
Os principais problemas são as quedas de barreiras e o deslizamento de aterros,
atoleiros, buracos e erosão na pista, rompimento de bueiros e córregos que
trasbordam.
Destes pontos interditados, em 11 deles a estrada está totalmente interrompida
e em 23 o tráfego acontece apenas em meia pista.
Nas pistas não pavimentadas, o maior problema é a formação de atoleiros que
impedem por completo a passagem de veículos mais pesados. No caso da rodovia
MG-230, situada no Alto do Paranaíba, região do Centro-Oeste de Minas, a
estrada está interrompida nos km 10, 15, 25 e 30, devido aos atoleiros. Equipes
do DER estão de plantão no localcom equipamentos para executar os serviços de
recuperação e desatolar veículos.
Já nas estradas pavimentadas os
principais estragos estão ocorrendo nas rodovias federais, onde o tráfego de veículos
e maior. Na BR- 262, próximo a Pará de Minas, as chuvas causaram a abertura de
uma cratera de 30 metros de largura e 10 de profundidade na pista, que está
interrompida no momento. Um desvio foi aberto pela mata, para que os veículos
pudessem continuar o seu trajeto.
Já na também pavimentada MG-020, entre os municípios de Santa Luzia e
Jaboticatubas (região metropolitana de Belo Horizonte), uma erosão também foi a
responsável pela interdição da estrada.
Umidade
Segundo informou o DER, nesta época do ano fica difícil asfaltar as estradas porque o cimento
usado para tampar os buracos é quente: como as chuvas não param, ele não seca e
não dá a liga necessária para endurecer o asfalto.
Por isso, o cimento acaba se soltando, sendo um desperdício colocá-lo neste
momento. Os buracos têm sido preenchidos com areia e terra.
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 13)(Teo Sacalioni)
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1º CADERNO
19/01/2007
Ministro do TCU critica suspensão do processo de licitação de
estradas
Augusto
Nardes: incapacidade do poder público de gerir recursos com qualidade
O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), criticou
duramente ontem a decisão do governo de revisar o processo de concessão das rodovias federais. Para ele,
a suspensão temporária das licitações, anunciada na semana passada pela
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, revela "incoerência" e
é um "retrocesso".
"O estranho e o incoerente que eu vejo nesse processo é que foi solicitada
urgência e prioridade ao TCU", afirmou Nardes ao Valor. "Considero
isso (a suspensão das licitações) um retrocesso. O que tem se confirmado na
administração do poder público é a incapacidade de gerir recursos com
qualidade, eficiência e agilidade", completou o ministro.
Nardes esclareceu que, se o governo decidir alterar o valor das tarifas de
pedágio e a taxa interna de retorno (TIR) prevista para os futuros
concessionários, terá que reenviar a minuta de edital ao TCU, para análise do
órgão de fiscalização.
Uma das justificativas da Casa Civil para paralisar o processo é que a queda
das taxas de juros e a desoneração de PIS e Cofins, prevista no Plano de
Aceleração do Crescimento (PAC), podem mudar o cálculo da TIR e, com isso,
baratear os pedágios.
Ou seja, mesmo que não altere substancialmente o modelo de concessão em si, as
mudanças não têm aplicação automática nos editais e podem demorar algumas
semanas até receber um novo aval do TCU. Em reunião no Palácio do Planalto, na
quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a criação de um
grupo de trabalho (o 97º de seu governo) para apresentar, em 15 dias, um
parecer sobre as concessões - os sete lotes incluem as rodovias Fernão Dias, Régis
Bittencourt e a BR-101 no Rio de Janeiro. O grupo é formado por Casa Civil,
Fazenda, Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A criação de uma "pedagiobrás" desperta questionamentos entre
técnicos e ministros do tribunal. Eles têm dúvidas quanto à legalidade da
eventual instalação de pedágios em estradas federais, cuja arrecadação seria
revertida para obras de recuperação e conservação das mesmas rodovias. Não há qualquer
impedimento para a cobrança de pedágio, mas a dúvida é se a remuneração pode
ser "carimbada" a obras nas próprias rodovias.
Em tese, os recursos arrecadados deveriam ir para o caixa do governo, que teria
de direcionar um orçamento específico às estradas, sem relação direta entre o dinheiro
levantado com o pedágio e a estrada onde a verba é utilizada.
Nardes também fez críticas à falta de planejamento da União nos gastos com a
recuperação de estradas atingidas pelas chuvas, nas últimas semanas. O ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, pediu anteontem a
liberação de R$ 300 milhões para obras em rodovias que sofreram
estragos com as chuvas, especialmente em Minas Gerais.
De acordo com Nardes, o TCU vai olhar com lupa as despesas do governo nesses
trechos, para avaliar se não houve sobreposição de gastos com a operação
tapa-buracos, realizada ao longo do ano passado, e já condenada pelo tribunal
de contas. Para o ministro do TCU, apesar das recomendações dos engenheiros e
técnicos do órgão, o governo investe no reparo das estradas em período de
chuvas, o que leva à baixa eficiência dos remendos e desperdícios de recursos
públicos.
"Infelizmente, as lições de casa não estão sendo feitas e continua
faltando planejamento", comentou Nardes, que foi relator do processo em
que o tribunal avaliou a operação tapa-buracos. Para ele, o mais sensato e
benéfico seria a aplicação correta dos recursos da Cide. "Fica cada vez
mais evidente que não há planejamento e não há seqüência nos trabalhos de
manutenção das estradas do país."
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CARTAS DOS LEITORES
19/01/2007
BR–070 e a Lei de Murphy
Desde
que parte da BR–070, que liga Brasília a Águas Lindas (GO), desabou a população
está sofrendo as agruras do descaso político. Mas como diz o ditado, uma
desgraça nunca vem só. Quem utiliza regularmente a rodovia está acostumado a
ser brindado com ações desinteligentes adotadas pela Polícia Militar do
Distrito Federal, responsável pelo posto de Polícia Rodoviária Federal,
instalado em frente à Colônia Agrícola Vicente Pires. Um exemplo é estrangular
a pista norte no horário de pico, atrapalhando a fluidez do trânsito.
Mas como diz a lei de Murphy: "Se alguma coisa pode dar errado, dará"
e não é que a PM se superou? Como se não bastasse a pista interrompida e o
cidadão tendo que usar um desvio que não comporta o fluxo de veículos, a
Polícia Militar continua a estrangular a pista norte da BR–070 e agora a fazer
blitz na Avenida Hélio Prates, em Taguatinha, às 18h40. Haja paciência!
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GERAL
19/01/2007
Jackson promete buscar recursos para recuperar Castelão e barragem
O
governador Jackson Lago (PDT), numa vistoria ontem ao Estádio Castelão, no
bairro Outeiro da Cruz, afirmou que recorrerá ao Governo Federal para obter
recursos para manter o local de pé. Fechado há dois anos e meio, o Castelão,
que foi abandonado pelo Governo José Reinaldo, está com as estruturas e
fundações comprometidas pela erosão e infiltrações, o que pode levá-lo ao
arruinamento. Após a ida ao estádio, o governador foi à Barragem do Bacanga,
onde anunciou que fará um estudo da base de sustentação da obra e tentará
incluir a sua recuperação no acordo que a Prefeitura de São Luís está fazendo
com o BID para investimentos em saneamento na área do Itaqui-Bacanga.
Jackson Lago estava acompanhado do secretário de Esportes, Mauro Bezerra, do
secretário de Infra-Estrutura, Ney Bello e dos engenheiros das empreiteiras
Construtora Parente e Seebra que realizaram as obras de construção do Castelão.
O governador vistoriou o setor 1 das arquibancadas e os vestiários. Ele
declarou que a situação do Castelão é grave e necessita de uma ação emergencial.
"Essa obra precisa começar logo. Vou bater às portas do Governo Federal
atrás dos recursos. Já existe uma emenda do deputado Pedro Fernandes (PTB) e
parte desses recursos estão empenhados e vamos também aplicar recursos do
Tesouro Estadual. A situação da estrutura do Castelão é grave e precisa ser
reparada urgentemente, já que está em risco a sustentação do estádio. Neste
momento, ele precisa se manter de pé", disse Lago. Somente o projeto de
recuperação da estrutura está orçado em R$ 10 milhões.
A intenção do governador Jackson Lago é contratar as mesmas empresas que
projetaram e construíram o Estádio Castelão, no fim dos anos 70. O secretário
Ney Bello explicou que, como os problemas maiores estão na estrutura do
estádio, é natural que se contrate a construtora que projetou e fez os cálculos
estruturais, no caso a Seebra.
"Quem deve mexer na estrutura de uma construção desse porte é quem fez o
projeto e o cálculo estrutural da obra. Visitamos o setor 1 do estádio, que é o
mais crítico, onde observamos uma erosão intensa; as tubulações não estão mais
afixadas e há deslocamento das colunas. Então, é necessário um processo de
avaliação urgente, para que sejam iniciadas as obras", afirmou Bello. As
obras devem ser iniciadas num prazo de 30 a 70 dias.
Barragem
Durante a visita à Barragem do Bacanga, Jackson Lago anunciou que recuperará
uma das comportas da estrutura. As outras cinco comportas serão recuperadas
somente após o estudo de sustentação da área. A visita foi acompanhada pelos
secretários Ney Bello, de Infra-Estrutura, e Roberto Furtado, de Terras,
Habitação e Urbanismo (municipal). Ney Bello afirmou que o governo estadual já
dispõe de R$ 1 milhão para realizar os serviços emergenciais da obra.
O anúncio do secretário contradiz o que vinha sendo prática na Sinfra até o dia
9 deste mês, quando da publicação, por O Estado, de matéria sobre o abandono da
barragem. Até então, o gverno mantinha-se em silêncio sobre a questão, alegando
que a responsabilidade sobre a estrutura era da alçada federal, isto é, do
Departamento de Nacional de Infra-Estrutrua de Transporte (Dnit), que divulgou
informe oficial esclarecendo o contrário, ou seja, que a obra, construída nos
anos de 1970, sempre foi da competência estadual.
A degradação da barragem foi denunciada desde o ano passado pela Associação dos
Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma), que levou o caso ao
Ministério Público Federal e também ao Ministério Público Estadual. A Apruma
baseou-se em relatórios de engenharia encomendados pela extinta Gerência
Metropolitana à empresa de engenharia Proenge, em junho de 2003, que
diagnosticou a situação da Barragem do Bacanga, detectando uma série de
problemas da estrutura
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ECONOMÊS
19/01/2007
PortoO diretor do Departamento de Programas de Transporte Aquaviários
do Ministério
dos Transportes, Paulo de Tarso, diz que a pasta não foi informada sobre a
intenção do governo paulista de estadualizar o Porto de Santos.
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GERAL
19/01/2007
Desvio na BR-163 deve ser liberado domingo
Aconteceu,
ontem, o primeiro acidente em decorrência do desvio do tráfego de 4,2 mil
caminhões do macroanel rodoviário de Campo Grande para as avenidas dos bairros
da região norte. Uma mulher ficou ferida na colisão envolvendo automóvel e
carreta no cruzamento da avenidas Cônsul Assaf Trad e Ayrton Senna (antiga
Senhor do Bonfim), no Conjunto Nova Bahia, na saída para Cuiabá.
Conforme informações obtidas da Polícia Militar, a carreta Volvo, placas AHD
7609, de Apucarana (PR), dirigida por Adenilson Santos, 37 anos, bateu na porta
do veículo Gol, placas HRG 3801, de Campo Grande, conduzido por Nágela Maria
Garcia Hadid, 32, no cruzamento das duas avenidas. A condutora teve ferimentos
leves e foi socorrida por uma equipe de socorro e levada para o Centro de Saúde
24 Horas da região.
Conforme a Polícia Militar, este foi o primeiro acidente envolvendo carretas e
veículos leves desde a definição do desvio pela Agência Municipal de Transporte
e Trânsito (Agetran). Moradores da região temem que o problema não seja
solucionado até 9 de fevereiro, quando começam as aulas na rede pública de
ensino.
O DNIT garante que
solucionará o problema nos próximos dias. A meta de tirar o tráfego dos bairros
até amanhã não se concretizará devido às chuvas, que acabam interrompendo os
trabalhos. (EB)
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POLÍTICA
19/01/2007
Avelino pede ajuda de Lula para a BR-135
A
recuperação da BR-135, principal ligação entre Belo Horizonte e o Norte de
Minas, uma das rodovias federais de Minas em piores condições, foi solicitada
diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo prefeito de Montes
Claros, Athos Avelino (PPS). O prefeito criticou as péssimas condições da
BR-135 (foto), que compreende 300 quilômetros entre Montes Claros e o
entroncamento com a BR-040, no município de Curvelo. “O estado dessa rodovia é
precário e vem se deteriorando cada vez mais ao longo dos últimos anos, com
sérios danos econômicos, sociais e ambientais para a região, além de ceifar
vidas pelos acidentes cotidianos no mencionado trecho”, ressaltou. Avelino
destacou que próprio Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) pretende abrir nos
próximos meses licitação para a restauração total da rodovia e pediu urgência
ao presidente. No primeiro semestre de 2006, a BR 135 sofreu reparos, depois de
ser incluída na Operação “Tapa-buracos” do Governo Federal. Mas, com as últimas
chuvas, assim como ocorreu com outros trechos rodoviários em Minas, as
condições da estrada pioraram novamente.
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NATAL
19/01/2007
Dnit inicia obra para recuperar trecho de estrada no interior
O
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) iniciou as obras de
recuperação da BR-110 entre Campo Grande e Patu. De início será realizada uma
operação tapa-buraco para que os motoristas tenham condições de trafegar na
rodovia com segurança e sem risco de quebrar a suspensão ou danificar os pneus.
Na segunda etapa, conforme informações do diretor do Dnit, José Narcélio
Marques de Sousa, será colocada uma camada asfática para evitar que a chuva
possa se infiltrar por rachaduras constantes em quase toda a extensão da
rodovia.
A BR-110 foi construída no final da década de 1980 e nunca passou por
manutenção, a não ser serviços esporádicos de tapa-buracos. Pelo projeto
original, ela ligaria Mossoró à divisa com a Paraíba, facilitando o escoamento
da produção de sal. O trecho entre Campo Grande e Mossoró não foi construído, o
que provoca reclamações dos moradores de Upanema. Eles dizem que o acesso
asfáltico incrementaria o turismo na cidade, onde está localizada a Barragem
Umari.
A barragem, que tem capacidade para 292 milhões de metros cúbicos de água, já
atrai milhares de pessoas de cidades vizinhas nos finais de semana.
Narcélio informou ainda que até o final de fevereiro serão concluídos os
acessos (popularmente conhecidos como “cabeços”) da ponte da BR-226 sobre o rio
Piranhas, em Jucurutu.
Em outra frente, o Dnit está recuperando a BR-304, onde já foram construídos 40
quilômetros de pista nova, entre Riachuelo e Lajes. As equipes estão
trabalhando no trecho Lajes/Angicos.
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POLÍTICA
19/01/2007
Ponte sobre o rio Tacutu será iniciada em fevereiro
Parte
dos recursos (R$ 6 milhões) para construção da ponte sobre o rio Tacutu já foi
repassada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte) ao 6º
Batalhão de Engenharia e Construção (6º BEC). Conforme o comandante da unidade
militar, o tenente-coronel André Luiz Risse, o início da obra está previsto
para a primeira quinzena de fevereiro.
A licitação para construção da parte em concreto foi realizada tendo como
vencedora a empresa Arte Leste, de Curitiba (PR). Uma parcela do dinheiro já
está empenhada em nome da empreiteira. O Batalhão fará o encabeçamento da ponte
que equivale a 5% do serviço.
Conforme o coronel, a ponte será construída em concreto protendido, uma tecnologia
moderna não disseminada na engenharia militar. “O Exército ficou vários anos
sem executar grandes obras e perdeu um pouco do know-how. Por isso decidiu
licitar a parte de concreto para empresas que detenham a tecnologia”, declarou.
Por duas décadas o 6º BEC amargou a falta de recursos e alguns de seus
equipamentos foram transferidos para outras unidades. Somente nos últimos cinco
anos, a engenharia militar de maneira geral passou a receber trabalhos.
Inicialmente, a maior parte dos recursos foi dirigida aos batalhões do
Nordeste, com a duplicação da BR-101.
Agora, os batalhões da Amazônia que estavam com capacidade ociosa passaram a
ter maior volume de obras. De acordo com o coronel Risse, em particular a
virada de ano foi positiva para o 6º BEC, deixando-o em situação favorável para
o ano de 2007.
No ano passado o Batalhão começou a fazer a eletrificação do Projeto Nova
Amazônia, em convênio com a Boa Vista Energia. Este ano dará continuidade às
obras do Programa Luz Para Todos. Mesmo sem conhecer o quantitativo ou valores
financeiros, ele tem a expectativa de trabalhar durante todo o ano neste
programa.
“Nós estamos também com a Aduana em Pacaraima cujo valor aproximado é de R$ 6
milhões. Essa obra será feita em 50% dos recursos por administração direta e a
outra metade terceirizada. A vencedora da licitação foi a empresa Work, de
Manaus [AM]”, afirmou.
“A obra consiste num pátio de 30 mil metros quadrados pavimentado com blokret.
Dentro dele estarão três prédios. O Batalhão licitou os prédios porque esse
tipo de construção não é sua especialidade. Nós fazemos a parte de
infra-estrutura. Cabe ressaltar que todas as obras licitadas, embora
terceirizadas, a responsabilidade técnica e de prazos é do Batalhão”,
complementou o coronel Risse. (C.P)