Brasília, 21 de julho de 2005.

Prezados(as) Senhores(as),

 

Encaminho resumo das notícias veiculadas na mídia nacional e regional, pertinentes ao DNIT/MT e suas representações nos estados.

Todo o clipping está disponível no sítio: www.cliptransportes.com.br .

 

Atenciosamente,

 

 

Claudia Resende

Ascom – DNIT/DG

 

GAZETA MERCANTIL

GAZETA DO BRASIL - 21/07/2005

Guarulhos sugere à União obras na Fernão Dias

São Paulo, 21 de Julho de 2005 - O prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), encaminhou ao governo federal um conjunto de intervenções "de alta prioridade" no trecho da Fernão Dias que corta o município, na Grande São Paulo. O prefeito quer incluir no edital de concessão da BR-381 - previsto para ser publicado em setembro - um plano de obras para ser executado pela concessionária que vier a administrar a rodovia que liga São Paulo a Belo Horizonte.

O documento contém as intervenções apontadas pelas prefeituras de Guarulhos, Mairiporã, Atibaia, Bragança Paulista, Piracaia, Joanópolis e Vargem, cujos representantes estiveram reunidos nesta sexta-feira com o diretor de Outorgas do
Ministério dos Transportes, Fábio Marcelo Rezende, na cidade de Atibaia.

No último mês, técnicos dos sete municípios elaboraram uma proposta única de melhorias nos pontos mais críticos da estrada, que é uma das recordistas de congestionamentos e acidentes com morte em todo o País.

O diretor informou aos prefeitos que o
Ministério dos Transportes está na iminência de publicar o primeiro edital de concessão da rodovia, que está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o que impediria a inclusão do documento na pauta de compromissos da empresa vencedora da concorrência pública.

No entanto, garantiu que as reivindicações dos municípios serão entregues à concessionária e avaliou como grandes as possibilidades dessas obras saírem, uma vez que o edital não define a quantidade de intervenções a serem feitas. "A empresa que receber a concessão sabe desse risco e arcará com os custos", afirmou.

Segundo Rezende, todos os problemas relacionados à segurança na rodovia serão sanados pela concessionária. "O texto do edital de concessão da Fernão Dias garante todas as melhorias, independente de estarem ou não no programa de exploração rodoviária".

No trecho do km 83 existem vários acessos precários que foram improvisados pela população, enquanto nos quilômetros 86 e 87,5 são necessárias no mínimo três passarelas. Já no viaduto sobre a rua Alberto Lopes, na divisa da cidade com São Paulo, não existem alças de acesso para nenhum dos lados, tampouco passarela para pedestres.

A BR-381 começou a ser construída na década de 1950 e só foi finalizada em 1961, no governo Juscelino Kubitscheck, com recursos federais e dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Hoje, a rodovia se encontra em estado precário em função do tráfego intenso de veículos pesados e do efeito das chuvas e deslizamentos.

kicker: Prefeitos querem finalização de acessos, passarelas e viadutos; falta de manutenção e tráfego pesado causam acidentes na BR-381

(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 17)(Wagner Oliveira)

 

 

GAZETA MERCANTIL

Rede da Brasil Ferrovias receberá R$ 900 milhões

São Paulo, 21 de Julho de 2005 - A reestruturação da holding Brasil Ferrovias - formada pelas concessionárias Ferronorte, Ferroban e Novoeste -, concluída na última sexta-feira, entrará em nova fase. O diretor- presidente da companhia, Elias David Nigri, disse que agora o "o desafio mudou" e os investimentos nos ativos da empresa serão iniciados. Até o próximo ano serão aplicados em torno de R$ 900 milhões na aquisição de material rodante e melhoria na linha férrea de 4,4 mil quilômetros administrados pela holding.

Ele acrescentou que somente na melhoria da malha serão gastos R$ 600 milhões. "A maioria dos recursos será aplicada no trecho de concessão da Ferroban, em São Paulo, e da Novoeste." Segundo ele, será instalado nestas linhas um sistema misto de bitolas, para melhorar o trânsito das locomotivas das duas concessionárias. "A Ferroban utiliza bitola larga, de 1,6 metro; já na Novoeste a largura entre os trilhos será de 1 metro", explicou Nigri. A Brasil
Ferrovias irá aportar outros R$ 300 milhões na compra de 100 locomotivas e mil vagões. "A expectativa é que até o final deste ano metade dessa encomenda seja entregue para a companhia."

Os trens serão importados dos Estados Unidos ou do Canadá, conforme informou Elias Nigri, diretor-presidente da Brasil
Ferrovias.

Com os novos investimentos, a Brasil
Ferrovias deverá transportar cerca de 40% a mais do volume transportado em 2004. A previsão para este ano, segundo o diretor-presidente da holding, é de um movimento de 15 milhões de toneladas de cargas e em 2006, cerca de 20 milhões de toneladas.

O executivo acrescentou que os investimentos na aquisicão de material rodante serão feitos em parceria com os clientes da Brasil
Ferrovias sendo que os financiamentos serão feitos pelas empresas parceiras.

"Esses investimentos deverão ser concluídos no início da próxima safra, pois, assim conseguiremos reduzir os problemas logísticos no escoamento de nossa produção agrícola", disse Nigri ao participar ontem do Fórum da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que tratou do tema.

O diretor-presidente da Brasil
Ferrovias disse ainda que além dos aportes para a melhoria de eficiência da holding, foram iniciados no Porto de Santos as obras de construção do Terminal de Granéis do Guarujá (TGG) cujo investimento é estimado em R$ 270 milhões. O novo terminal terá capacidade para armazenagem de cinco milhões de toneladas na primeira fase.

"Até 2007, o volume armazenado chegará a oito mil toneladas. Esse projeto, em conjunto com a segunda via na margem direita do
Porto de Santos, está previsto na reestruturação da Brasil Ferrovias", acrescentou.

Novos investimentos
As obras na margem direita, segundo Nigri, estão em fase de análise pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (
ANTT). "Estamos aguardando a aprovação para darmos início ao projeto", ressaltou.

Pela reestruturação da holding, aprovada em maio desse ano, o trecho onde será feita a segunda via é administrado pela concessionária MRS Logística e segundo o texto aprovado pelo
Ministério dos Transportes, a Brasil Ferrovias fará os investimentos, mas a concessionária mineira administrará o novo trecho. Com isso, extingue-se o direito de passagem. A MRS, entretanto, questiona judicialmente a medida.

Na época do anúncio da reestruturação da Brasil
Ferrovias, o presidente da ANTT, José Alexandre Resende, disse que a medida não estaria ferindo os direitos da MRS, pois, está muito próxima das negociações entre Brasil Ferrovias e MRS. São ao todo 42 quilômetros de ferrovias, que a partir de agora a concessionária paulista terá acesso.

"Em compensação a MRS também terá o direito de passagem garantido no trecho administrado pela Brasil
Ferrovias, entre as cidades paulistas de Campinas e Pederneiras", disse Resende. Segundo ele, o acordo modificou a estrutura tarifária vigente no trecho portuário. "A MRS já havia concordado com as bases, já que não havia sentido o tráfego mútuo na região por ser muito pequeno. Entretanto, a arbitragem ninguém gosta".

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Ana Paula Machado)

 

GAZETA MERCANTIL

TRANSPORTE E LOGÍSTICA - 21/07/2005
BNDES decide financiar obras do Porto de Sepetiba

21 de Julho de 2005 - Um empreendimento que vai gerar 1.700 empregos e conta com 98% de itens nacionais será financiado pelo BNDES. Trata-se de um projeto da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), no Porto de Sepetiba, em Itaguaí (RJ), receberá financiamento de R$ 332,8 milhões do banco - valor que preenche 67,4% dos investimentos totais que serão realizados pela empresa (de R$ 493,9 milhões) para adequação do Tecar (Terminal de Carvão do Porto de Sepetiba) ao recebimento, movimentação e embarque de minério de ferro.

Segundo informação distribuída pelo BNDES, no terminal serão realizadas a expansão e adequação da malha ferroviária e do sistema de descarregamento dos trens e ainda obras no pátio de estocagem, no sistema de peneiramento e sistemas de transportes terrestres e de carregamento de navios.

O projeto prevê que 98,62% dos investimentos serão realizados com itens nacionais - as importações se limitam a 1,38%, R$ 6,8 milhões, do total a ser investido, de R$ 493,9 milhões.

A CSN opera um complexo siderúrgico integrados com capacidade de produção de 5,8 milhões de toneladas anuais de aço bruto na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda.

A CSN foi constituída pelo governo federal em 1941. A empresa entrou em operação em 1946 e sua privatização foi concluída em 1994.

A estratégia de expansão da CSN envolve a perspectiva de aquisição de ativos no exterior e o desenvolvimento dos negócios relacionados à logística, cimento e à mineração de ferro. Entre 2001 e 2004, ainda de acordo com informações distribuídas pelo o BNDES, a receita operacional bruta da CSN teve um incremento de 148%, atingindo R$ 8,1 bilhões.

O projeto no Tecar, "além de beneficiar os negócios da CSN, contribuirá para melhorar a capacidade logística brasileira, ao viabilizar mais um canal de escoamento no
Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Rio)