|
|
PAINEL
24/02/2007
|
|
Atados
|
|
O deputado indicou o cunhado, Sebastião Braga,
para chefiar o Dnit estadual. A empresa da família ficou com as obras
da BR 402. Na eleição de 2002, a Jurema doara R$ 41,6 mil a Castro e R$ 100
mil ao governador Wellington Dias (PT), que apóia o peemedebista para o
ministério.
Papagaio
A empreiteira Jurema, da família de Marcelo Castro -nome dos peemedebistas da
Câmara para o Ministério da Saúde-, foi investigada por ter sido supostamente
favorecida na contratação de obras da Operação Tapa-Buraco no Piauí.
|
|
|
DINHEIRO
24/02/2007
|
|
Relatores do PAC receberam recursos de
empreiteiras
|
|
Dos 19 deputados que analisam projetos, 14
tiveram campanhas custeadas pelo setor
|
|
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, diz
que a seleção dos relatores levou em conta fatores como "afinidade ou
experiência"
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A maioria dos 19 deputados nomeados para relatar projetos ou presidir
comissões relacionadas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento),
principal bandeira do governo Luiz Inácio Lula da Silva para alavancar o
crescimento do país, teve parte de suas campanhas eleitorais financiadas por
empresas que atuam na área de infra-estrutura.
A escolha dos relatores que analisarão o pacote do governo para tentar
alavancar o crescimento do país foi feita pelo presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia (PT-SP). Segundo ele, a seleção foi feita por "afinidade ou
experiência".
Levantamento feito pela Folha identificou que ao menos 14 dos 19
parlamentares receberam doações de empresas do setor, conforme dados do TSE
(Tribunal Superior Eleitoral). O ramo de atividade das empresas foi analisado
como consta na Receita Federal.
No total, o PAC recebeu mais de 700 emendas de deputados. As obras
relacionadas ao PAC são cobiçadas por empreiteiras, que iniciaram intenso
lobby nos corredores da Câmara.
Há casos emblemáticos na lista de relatores. Um exemplo é o deputado Milton
Monti (PR-SP), encarregado de relatar a medida provisória que trata da
liberação de crédito para o Ministério dos Transportes. A pasta
é cota do PR (ex-PL) na Esplanada. Monti é ligado ao ex-presidente do
partido, deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).
Ele recebeu R$ 200 mil da Companhia de Navegação da Amazônia, que atua na
área de navegação de carga; R$ 50 mil da Egesa, construtora de rodovias
e ferrovias; e R$ 25 mil da empreiteira carioca Christiani Nielsen,
ligada à concessionária de rodovias.
"Se for analisar por esse ângulo, poucas pessoas vão poder relatar. Meu
caso é relativizado: a escolha foi feita com transparência entre o presidente
da Câmara e o líder do PR", argumentou Monti.
Responsável pela polêmica MP que cria um fundo de investimentos para
infra-estrutura abastecido com recursos do FGTS, Wilson Santiago (PMDB-PB)
teve sua campanha praticamente toda custeada pelas doações de R$ 110 mil da
empreiteira Fidens Engenharia e de R$ 95 mil da Terradrina Construções.
Outros casos
De acordo com dados da Receita, a Fidens atua na construção de rodovias
e ferrovias.
Outro relator que recebeu dinheiro na eleição da Fidens -R$ 100 mil- foi
Jaime Martins (PR-MG), que analisará a MP de liqüidação da Rede Ferroviária
Federal. Também recebeu R$ 200 mil da construtora Santa Bárbara. A base
eleitoral de Martins é a cidade de Divinópolis (MG), que possui um complexo
ferroviário.
"Não vejo nenhum questionamento. Sou presidente da frente parlamentar
ferroviária e, como empresário, usuário de ferrovia", afirmou.
A outra MP que institui um fundo direcionado à infra-estrutura ficará a cargo
do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro
Neto (PTB-PE). Ele recebeu recursos na campanha de diversas empreiteiras,
como a Camargo Corrêa (R$ 50 mil) e a Construtora OAS (R$ 25 mil), além de
siderúrgicas e outras empresas de construção pesada.
O deputado Átila Lins (PMDB-AM), relator da MP da TV digital, recebeu R$ 70
mil da Barbosa Mello, gigante do ramo de infra-estrutura.
Além dos cinco casos, receberam recursos de empresas de construção de peso:
Jilmar Tatto (PT-SP), Odair Cunha (PT-MG), Fernando de Fabinho (PFL-BA), José
Pimentel (PT-CE), Roberto Santiago (PV-SP), Márcio Reinaldo (PP-MG), Tadeu
Filippeli (PMDB-DF), Vignatti (PT-SC) e Ciro Gomes (PSB-CE).
Dos 19 deputados, em cinco deles não foram identificados repasses diretos de
empresas do ramo: Júlio Delgado (PSB-MG), Nelson Meurer (PP-PR), Max
Rosenmann (PMDB-PR), Dagoberto (PDT-MS) e João Maia (PR-RN).
|
|
|
NACIONAL
24/02/2007
|
|
Ritmo de execução do PAC ainda é lento
|
|
Gasto já realizado é de R$ 1,23 bi, pouco
inferior ao do início de 2006
|
|
Sérgio Gobetti, BRASÍLIA
Mais de um mês após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), o governo Lula ainda não conseguiu acelerar o ritmo de execução de
obras de infra-estrutura. Entre janeiro e fevereiro, segundo o Sistema
Integrado de Administração Financeira (Siafi), o montante de investimentos
efetivamente realizados somou R$ 1,23 bilhão, enquanto no mesmo período do
ano passado chegou a R$ 1,26 bilhão. Ou seja, houve até uma pequena redução.
Técnicos da equipe econômica admitem que o governo enfrenta problemas de
gestão para conseguir gastar todos os recursos disponibilizados no Orçamento
da União. Embora o volume de investimentos previstos para 2007 chegue a R$
24,4 bilhões, há dificuldade dos Ministérios de Transportes, Integração
Nacional e Cidades de iniciar e concluir projetos no montante estabelecido no
PAC.
O próprio presidente Lula decidiu acompanhar de perto a execução e cobrar
resultados dos ministérios. O ritmo, dizem os técnicos, é bem melhor que o de
2004 e 2005, mas insuficiente ainda para atingir as metas de 2007.
Tanto que, do R$ 1,23 bilhão de investimentos já concluídos este ano, 99,5%
são de projetos do Orçamento da União de 2006. Do Orçamento deste ano, o Executivo
autorizou apenas R$ 349 milhões de investimentos e concluiu R$ 4,3 milhões.
ESTOQUE
A montanha de obras autorizadas no ano passado que ainda não foram iniciadas
ou concluídas chega a R$ 12,7 bilhões. Ou seja, além de tocar adiante os
novos projetos do PAC, o governo ainda precisa cuidar desse estoque de
projetos de 2006.
“Falta de dinheiro não é o problema. Nossa receita vai crescer. Mas temos de
melhorar a gestão”, diz um assessor do Ministério do Planejamento.
|
|
|
BRASIL S/A
24/02/2007
|
|
Eu, mais eu e nós
|
|
Lula quer prevalecer a sua conveniência na
formação do ministério, não a dos partidos da base de apoio
|
|
Por Antônio Machado
cidadebiz@correioweb.com.br
Quatro meses depois da reeleição e há dois como presidente, Lula ainda
governa com um ministério de interinos do segundo escalão do mandato passado,
a maioria mais fiel a ele que aos ministros que serviam, e arruma desculpa
para adiar a entrada dos representantes dos partidos da coligação construída
para apoiá-lo no Congresso, especialmente o PMDB e o próprio PT.
É a sua conveniência que ele quer fazer prevalecer na montagem de um
ministério que, se pudesse, só teria ministros sem vôo próprio, não a dos
partidos — inclusive e, sobretudo, do PT. Quanto mais se afasta dos chamados
ministeriáveis dos partidos da base de apoio e cozinha as direções
partidárias, mais enfraquece os “indicados” e os seus patronos,
transformando-os todos em seus dependentes.
Em algum momento, fica melhor negar a pretensão que reconhecer a condição de
“ministeriável”. Com mais jeito para a arte de cortar asas sem desplumar o
oferecido, o então presidente eleito Tancredo Neves descartou um apreensivo
pretendente, durante a armação do governo que o destino quis que não
governasse, com um pragmatismo cada vez mais raro na política. “Presidente, o
que digo à imprensa que está lá fora?”, indagou o pretenso ministeriável.
“Diga que eu te convidei e você recusou”, replicou o grande político mineiro.
Pelas conversas de Lula com políticos, parece ser o que gostaria de
aconselhar à ex-prefeita Marta Suplicy, a candidata do grupo do PT de São
Paulo que se fortaleceu com a derrota do senador Aloizio Mercadante na
disputa contra José Serra pelo governo do estado a um ministério vistoso e
com verba. O roteiro está feito: primeiro, um ministério, depois, a legenda
do PT para disputar a sucessão de Lula em 2010. Cobiças precoces incomodam um
presidente que compete com tudo o que distraia o eleitor e monopoliza todos
os anúncios, tornando os ministros simples coadjuvantes ou papagaios de
pirata.
Já Marta não precisa de Lula para interagir com os mais pobres, a parcela do
eleitorado que aprendeu a cultivar e a atrair a atenção com seus modelos
Prada e Chanel, que veste para subir num palanque com a mesma naturalidade de
um artista enfeitado para um show.
O vulcão Marta
É possível que Lula estivesse mais à vontade, não fosse o vulcão Marta e, por
trás dela, as manobras por maior autonomia de setores do PT ligados ao
ex-ministro José Dirceu e que levaram o deputado Arlindo Chinaglia a
atropelar a reeleição de Aldo Rabelo à direção da Câmara com o seu apoio. Ela
e a sem-cerimônia do PMDB em pedir ministérios que promovem gordas licitações
devem assustar. É mais que aparente, por isso, sua empáfia na escolha do
ministério.
Há nisso um misto de soberba com receio de dar autonomia e depois colher
algum escândalo, como os que turvaram o primeiro mandato, a maioria pelas
mãos de petistas. Ele sabe também que não deve ao PT a sua reeleição e que
continua com uma popularidade maior que a de qualquer partido ou político.
Mas, depois das eleições municipais, muitos que estão ao seu lado vão querer
servir-se do governo para a campanha de 2010 e, dele, só vão querer apoio ou
neutralidade. Ou se impõe daqui até 2008 ou será tragado pelas lutas internas
de uma aliança lé com cré, formada por 11 partidos.
À espera do PMDB
Lula não gosta de dividir, nunca gostou e só aceitou Dirceu como ministro
forte durante algum tempo e, ainda assim, desautorizou-o sempre que o
ex-presidente do PT surgiu na mídia como uma espécie de comissário do partido
no Palácio do Planalto. O presidente dá preferência a auxiliares pontuais,
que sugerem trabalhar para ele, mesmo que de outros partidos. Gente como
Walfrido Mares Guia, do PTB, Marcio Fortes, do PP, e Dilma Rousseff, do PT.
Ministros sem brilho, mas eficientes para seus propósitos. Mas quem gostaria
de ter do PMDB e do PT no governo estes partidos não querem.
A decisão sobre o novo ministério, segundo os cardeais do PSB com que se
reuniu na quinta-feira, só será conhecida lá para março. A peemedebistas que
recebera antes do carnaval dissera que o anúncio seria semana que vem. Entre
as duas datas o PMDB fará eleição, com duas chapas: uma quer reeleger o
deputado Michel Temer e expressa mais a Câmara; outra, ligada aos senadores
Renan Calheiros e José Sarney, apóia o ex-presidente do STF Nelson Jobim.
Pode ficar mais em conta para Lula esperar e negociar com o grupo vencedor.
Impressiona a disposição dessa gente em morder um naco do governo à revelia
do interesse público. O governo Lula tem um ministério “nunca antes visto
neste país”. São 34, incluindo secretarias com status ministerial. É assim
não para melhorar a gestão, mas para acomodar os grupos que o apóiam e se
penduram no Estado, sobretudo o PT. Com 20% da base parlamentar, ocupa 40%
dos ministérios, diz o sociólogo Rogério Schmitt. Com 26% da Câmara e 40% do
Senado, o PMDB tem 5%, atualmente. Se estivessem todos brigando pelo pedaço
executivo de um programa de governo, o interesse seria aceitável.
Mas não é bem isso. A preferência é por ministérios que contratam grandes
licitações, como Saúde, Educação, Cidades e Transportes, e permitam empregar
muitos assessores — militantes de partidos que o contribuinte vai sustentar.
Ministério magro ninguém quer. Por que será? Não se pode falar em ética na
política enquanto existir esta dúvida: por que os partidos querem dirigir
órgãos com orçamento de compras robusto? Deve ser para vigiar a lisura das
licitações, uma razão a mais para fazê-las na internet com auditoria
independente.
|
|
|
ARI CUNHA
24/02/2007
|
|
Desastre nas estradas
|
|
Informação dada à imprensa é a presença da
Polícia Rodoviária nas estradas. Deveria ser todos os dias, não só nas
festas. Estatística e notícias de acidentes põem culpa nos motoristas. Certo,
mas não a totalidade. A caminho de Uberlândia, logo depois de Luziânia, a
pista começa com capeamento novo. Adiante aparece o capim gordura escondendo
placas. Encontramos placas indicando velocidade de 100km, quando acima de
50km o carro sofre desgastes perigosos. Como se não bastasse, há demarcação
com faixa amarela ininterrupta em mais de 6 quilômetros. Chegamos ao ponto de
toque. A culpa não é tanto dos motoristas. Recai sobre a irresponsabilidade
do governo. Cobra impostos altos e pouco ou nada oferece. Há que ressaltar
primeiro o estado das estradas. Buracos indicam que o subleito não foi
preparado como respeito ao usuário. E a buraqueira toma conta em todas as
direções. Nem sempre o motorista é irresponsável. As estradas não
prestam e os desvios dos buracos forçam acidentes. A agricultura produtiva
usa caminhões caros que se deterioram. Cabe ao governo honrar o dinheiro
arrecadado salvando vidas nas estradas. O Ministério dos
Transportes tem sua parte na culpa.
|
|
|
CLÁUDIO HUMBERTO
24/02/2007
|
|
Contador de lorotas
|
|
Luiz Antônio Pagot, que o governador Blairo
Maggi (MT) indicou para o Dnit, jamais foi do Senimar, órgão de
inteligência da Marinha, como se jacta a amigos. Após dois anos no quadro
complementar da Marinha, saiu em 82.
BRs estaduais
O presidente Lula resolveu "estadualizar" algumas rodovias
federais. Está entregando trechos das BRs 101 e 363 ao governo de Pernambuco.
|
|
|
POLÍTICA
24/02/2007
|
|
Muito trabalho pela frente
|
|
Relatores mineiros de MPs do PAC já analisam
propostas e defendem ponto de vista governista
|
|
Leonardo Augusto
Os dois deputados federais de Minas Gerais designados para relatar medidas
provisórias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) afirmaram ontem ao
Estado de Minas que ainda é cedo para prever como será a votação do pacote do
governo . Encarregado da MP que cria 157 cargos comissionados para extinguir
a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o deputado Jaime Martins (PR) afirma que
os postos serão criados para contratação de pessoal que ficará encarregado do
diagnóstico do patrimônio da empresa em todo o país. A maior parte dos bens
da estatal não pode ser vendida por força de ações com pedido de penhora. Na
avaliação do parlamentar, os processos são o principal obstáculo da
liquidação da estatal, que se arrasta há mais de 10 anos. No total, a Rede
responde a cerca de 35 mil processos na Justiça, abertos por funcionários, fornecedores
e prestadores de serviço. A MP que será relatada pelo parlamentar prevê ainda
a transferência, para o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit), do patrimônio operacional da Rede, como
trilhos e oficinas em funcionamento. Já a parte não operacional, casas, por
exemplo, será transferida para a Secretaria de Patrimônio da União, vinculada
ao Ministério do Planejamento. Para o deputado Odair José (PT), encarregado
de relatar a MP que prevê incentivos fiscais a projetos de infra-estrutura, o
texto não acarretará perda de recursos para o governo. O que ocorrerá,
segundo o parlamentar, é o retorno mais rápido para as empresas do pagamento,
por exemplo, do pagamento do Programa de Integração Social e da Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Pela MP, o prazo de
retorno passa para 24 meses. O deputado Márcio Reinaldo (PP), designado para
relatar o projeto de lei das Licitações, não foi encontrado pelo EM. Segundo
a assessoria do parlamentar, o deputado estava incomunicável em visita a
cidades da região Norte do estado.
Como os incentivos serão concedidos?
Na prática o que está lá é que não haverá perda de recursos. A MP altera
prazos para pagamento de impostos, sem necessariamente isentar o pagamento.
Um exemplo, na recuperação do pagamento do Programa de Integração Social e da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a MP reduz o
prazo para retorno dos recursos às empresas para 24 meses. Isso melhora a
capacidade de investimento, ampliando o capital de giro. No caso específico
do PIS, as empresas não terão mais que recolher o imposto no fechamento da
contabilidade. O pagamento ficará para o último decêndio do mês.
Quais os primeiros setores a serem atendidos pela MP?
Companhias das áreas de transportes, portos, energia e
saneamento, além de empresas de material de construção e prestadoras de
serviços que tenham negócios ligados à infra-estrutura.
Quanto o governo terá que pagar antecipadamente às empresas, por força da MP?
A União estima que, no caso do PIS, o retorno antecipado às empresas será de
R$ 1,150 bilhão em 2007. Em 2088 e 2009, o valor sobe para R$ 2,3 bilhões.
Lourdinha Silva/EM - 28/12/06
"Cerca de R$ 1 bilhão foi gasto nestes 10 anos, para custeio, pagamento
de energia elétrica e folha de pagamento" • Jaime Martins (PR) Relator
da MP 353
O que dizem as emendas que os parlamentares apresentaram à MP?
Os deputados enviaram cerca de 340 emendas. São pedidos em todos os sentidos.
Alguns querem, por exemplo, zerar a alíquota do Cofins para determinados
setores.
Por que a criação de 157 cargos para uma empresa que se encontra em processo
de liquidação há 10 anos?
Para tratar da inventariança. É preciso relacionar o patrimônio da Rede.
Pegar imóveis, ver se não foram invadidos. A Rede é uma empresa muito
complexa. Tem escrituras de imóveis muito antigas. E, como está presente em
muitos estados, o número de cargos pode parecer alto, mas ao dividir todo o
trabalho a ser feito, fica claro que a tarefa a ser desempenhada é muito intensa.
A MP prevê a divisão do patrimônio da Rede. De que forma?
O patrimônio operacional, trilhos e oficinas, por exemplo, será transferido
para o Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit), que
terá como incumbência fiscalizar as ferrovias. Já o patrimônio
não-operacional, como casas, vão para a Secretaria de Patrimônio da União,
vinculada ao Ministério do Planejamento. O que vai para o Dnit não
será liquidado, continuará arrendado para concessionárias. Já o que irá para
a secretaria poderá ser vendido.
Por que a liquidação da Rede se arrasta há mais de 10 anos?
É um processo muito complexo. Entre as estatais, a Rede era a que mais
investia. Tinha o maior patrimônio. Imóveis no Rio de Janeiro, Belo Horizonte
e em quase todas as cidades do país onde mantinha oficinas. Hoje, no entanto,
correm na Justiça mais de 35 mil processos contra a Rede, abertos por
funcionários, fornecedores e prestadores de serviços. Muitos pedindo a
penhora dos bens. Todos esses processos acabavam dificultando a liquidação.
Com a transferência do patrimônio operacional para o Dnit, os
processos serão assumidos pela Advocacia Geral da União (AGU).
Qual o custo da demora para a União?
Cerca de R$ 1 bilhão nestes 10 anos. Os recursos foram gastos no custeio,
pagamento de energia elétrica, por exemplo, e folha de pagamento. A Rede
ainda mantém cerca de 600 funcionários na ativa. Gastou-se muito também com
escritórios de direito nos 35 mil processos movidos contra a Rede.
|
|
|
ALYRIO SABBÁ
24/02/2007
|
|
Novo porto - 23/02
|
|
Com a ida do senador Alfredo Nascimento para o Ministério
dos Transportes, com certeza o novo porto de Manaus deverá sair do
papel, já que está se fazendo de absoluta necessidade, considerando o grande
número de navios de cargas e de passageiros, que demandam a capital baré.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|