
![]()
RIO
25/01/2007
Ladrões disfarçados de policiais atacam banco
Quadrilha
assaltou agência na sede do Dnit. No local também funciona a Superintendência da
Polícia Rodoviária Federal
Seis
bandidos armados com pistolas e fuzis, todos vestidos com camisas da Polícia
Civil, roubaram ontem de manhã R$ 109 mil de uma agência do Banco Real,
localizada na sede da Superintendência Regional do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), no entroncamento da Rodovia Presidente Dutra com
a Avenida Brasil, em Irajá. No local também funcionam a Superintendência
Regional da Polícia Rodoviária Federal e um posto do Detran.
Usando uma Blazer de cor prata, a quadrilha chegou ao banco pouco antes do
meiodia.
O grupo levou os clientes para um cômodo nos fundos da agência e ainda teve o
cuidado de roubar a fita de vídeo do sistema de vigilância.
A ação durou menos de dez minutos.
Quadrilha fugiu pela Avenida Brasil Os criminosos fugiram pela Avenida Brasil.
— Pensei que eram policiais, mas, depois que entraram na agência, eles disseram
que se tratava mesmo de um assalto. Um deles disse que, se qualquer um de nós
tentasse reagir, mataria todos — contou uma funcionária do Dnit.
Para entrar no local, o grupo passou por uma guarita.
Ontem à tarde, vigilantes da empresa responsável pela segurança da área
prestaram depoimento na Delegacia de Roubos e Furtos, que investiga o caso.
A Blazer usada no assalto foi encontrada também ontem à tarde, em Irajá. O
carro tinha uma placa clonada de um veículo de Brasília.
![]()
RIO
25/01/2007
Rio-Santos: obras serão retomadas em fevereiro
Duplicação
terá uma nova licitação e outro projeto executivo
RIO
e CAMPOS. O governador Sérgio Cabral disse ontem que as obras da Rio-Santos vão
recomeçar no final de fevereiro.
Ontem ele conversou sobre o assunto, por telefone, com o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, e pediu ainda providências sobre a ponte
general Dutra, em Campos, que afundou com a última enchente.
Segundo Cabral, na segundafeira passada, ele já havia conversado com o ministro
Passos sobre o assunto: — A obra, segundo o ministro, parou temporariamente
porque é necessário que se faça um novo projeto executivo e uma licitação para
a escolha da empresa que irá inspecionar os trabalhos. O ministro me disse que
isso será a curto prazo e as obras devem recomeçar até o final de fevereiro.
Ontem, os motoristas que se dirigiam à Costa Verde não encontravam placas de
máquinas na pista ou de homens trabalhando.
A única placa era do anúncio da obra de duplicação da Rodovia Rio-Santos (BR-101),
que começou em outubro passado, mas parou em dezembro.
Por causa da paralisação, o mato voltou a crescer e a cobrir o trecho inicial
onde foi feita a retirada da vegetação para a construção da nova pista.
Apenas alguns pontos, em sete quilômetros da pista em direção à Avenida Brasil,
foram terraplenados. A previsão é de que 26 quilômetros da rodovia sejam
duplicados em 30 meses.
![]()
DINHEIRO
25/01/2007
Transportes levará mais recursos do PAC
Das
verbas livres de bloqueio do Orçamento federal deste ano, ministério deve ter
R$ 8,1 bilhões para portos, estradas e ferrovias
Cidades
deve ser segunda pasta a receber mais verba, com R$ 2,9 bilhões para investir
em saneamento e habitação em 2007
Dos
R$ 15,8 bilhões de investimentos públicos do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) neste ano, o Ministério dos Transportes vai abocanhar a
maior parte das verbas cuja promessa é que ficarão livres de bloqueios: R$ 8,1
bilhões para obras em estradas, portos e ferrovias.
Em segundo lugar na lista dos ministérios com prioridade nas verbas do
Orçamento da União está o das Cidades. Terá R$ 2,9 bilhões para investir em
saneamento e habitação em 2007, verbas que terão garantia de liberação desde
que o ministério tenha projetos para elas.
No ato de lançamento do PAC, o governo divulgou sua intenção de investir com
recursos do Orçamento da União R$ 24,4 bilhões neste ano, valor inédito durante
o primeiro mandato de Lula -o maior volume pago de investimento foram os R$ 15
bilhões de 2006.
Do total prometido para este ano, R$ 15,8 bilhões referem-se aos projetos do
PAC. Deles, R$ 11,3 bilhões estarão no PPI (Projeto Piloto de Investimentos). A
lista desses projetos ainda não foi divulgada. O governo sabe que ela pode
mudar diante das pressões dos governadores.
Depois de Transportes e Cidades, o Ministério da Integração Nacional foi o que
recebeu mais verbas a serem destinadas aos projetos prioritários do PAC. Terá
R$ 2,2 bilhões neste ano de verbas públicas.
Parte desses recursos será alocada para o projeto de transposição das águas do
rio São Francisco, programa que será incluído no PPI para ter sua execução
acelerada durante o segundo mandato de Lula.
Na busca de garantir recursos para seus projetos prioritários, o presidente
Lula decidiu elevar de 0,2% para 0,5% do PIB as verbas do PPI, o que poderá
reduzir o superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida) de
4,25% para 3,75% do PIB.
O Ministério do Planejamento disse que o total de recursos no PPI a serem
gastos em 2007 não irá superar 0,5% do PIB, equivalente aos R$ 11,3 bilhões,
total que poderá ser abatido da meta de superávit primário. Segundo a Folha
apurou, os técnicos avaliam que até esse percentual não deve ser atingido.
O governo enviou projeto de lei propondo subir as verbas do PPI de 0,2% para
0,5% do PIB. Até a sua aprovação, vai contar com a regra incluída na LDO (Lei
de Diretrizes Orçamentárias) que permite gastar neste ano com as obras do PPI o
excesso de superávit primário registrado em 2006, que deve ficar entre R$ 2
bilhões e R$ 3 bilhões, além dos restos a pagar do mesmo programa em 2006.
Com isso, hoje o governo já tem a autorização legal para gastar no PPI cerca de
0,45% do PIB -0,2% previstos na LDO, mais cerca de 0,15% do excesso de
superávit e 0,1% de restos a pagar do programa que não foram liberados no ano
passado. Quando o projeto propondo 0,5% for aprovado, passa a valer esse
percentual em 2007.
Até o final do segundo mandato de Lula, o governo prometeu investir nos
projetos prioritários do PAC a cifra de R$ 67,8 bilhões do Orçamento da União.
Desse total, R$ 52,5 bilhões são de projetos incluídos no PPI. O plano total de
investimentos do PAC, incluindo recursos públicos, de estatais e do setor
privado, é de R$ 503,9 bilhões nos próximos quatro anos.
![]()
POLÍTICA
25/01/2007
Passivo trabalhista é obstáculo para transferência
É
"inaceitável" um pedido de transferência da administração do porto de
Santos sem a absorção do gigantesco passivo trabalhista da Companhia Docas do
Estado de São Paulo (Codesp), segundo comentam técnicos do ministério dos
Transportes. Oficialmente, o governo federal não se pronuncia, alegando que
ainda não recebeu oficialmente qualquer proposta do governo de São Paulo.
Não há indicações de que assumir o passivo esteja no plano do governo paulista.
No entanto, em reuniões informais, essa idéia chegou a ser apresentada pela
equipe do ex-governador Geraldo Alckmin, que já falava em transferir a gestão
do porto e assumir a responsabilidade pelos investimentos, apropriando-se
igualmente das receitas, mas os paulistas pediam a manutenção do passivo com a
União. A Codesp acumula cerca de 4,5 mil ações trabalhistas, a maioria movida
de forma coletiva. Estima-se que o passivo fique entre R$ 600 milhões e R$ 800
milhões.
"Não há transparência nas contas da Codesp", reclama Wilen Manteli,
diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).
Ele vê pouca importância na discussão levantada pelo governador José Serra, que
reivindicou a estadualização do porto. Para Manteli, transferir a gestão da
União para São Paulo é "trocar seis por meia dúzia". De acordo com
Manteli, a experiência recente do setor com administrações estaduais é
decepcionante.
Tradicionalmente, a Codesp tem servido de moeda de troca nas negociações entre
o governo federal e partidos políticos. Isso dificulta a estadualização do
porto, na medida em que tira do Planalto um importante espaço para acomodar
aliados. No governo tucano, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) era o maior
responsável pelas indicações no porto.
Desde 2003, no início do governo Lula, o Ministério dos Transportes passou para as mãos
do PL. Hoje, a maior influência sobre os cargos em Santos é do deputado eleito
Valdemar Costa Neto, uma das principais lideranças do partido, recém-rebatizado
de PR, mesmo com envolvimento direto no escândalo do mensalão. O PMDB ainda tem
indicações.
Para Manteli, a transferência da administração de Santos ao governo paulista
dificilmente mudaria a prática de entregar postos-chave da Codesp a indicados
de políticos. A única diferença, segundo ele, seria a prevalência de interesses
políticos locais. Procurada, a Casa Civil não respondeu à reportagem.
![]()
BRASÍLIA - DF
25/01/2007
Trombada
Mais
uma trombada na base aliada: a bancada do PR (ex-PL) não abre mão da volta de
Alfredo Nascimento, eleito senador pelo Amazonas, para o Ministério dos
Transportes, do qual já foi titular. O PMDB já tem pelo menos três
candidatos ao cargo.
![]()
POLÍTICA
25/01/2007
AGU pune procuradores envolvidos
Advogado-geral
da União determina demissão de Pedro Elói Soares do serviço público e cassa
aposentadoria de Rômulo Morbach, acusados de participar de esquema de desvio
milionário
Seis
anos depois de vir à tona, saiu finalmente uma punição para alguns dos
envolvidos no escândalo dos precatórios do DNER — o milionário esquema de desvio de
recursos públicos da antiga autarquia, extinta no final do governo Fernando
Henrique Cardoso e substituída pelo Departamento Nacional de Infra-Estrututura
Terrestre (Dnit). O advogado-geral da União, Álvaro Augusto Ribeiro Costa,
determinou a demissão de Pedro Elói Soares dos quadros do serviço público e
cassou a aposentadoria de Rômulo Fontenelle Morbach. Os dois foram titulares da
Procuradoria Geral do DNER, durante a gestão do ministro dos Transportes Eliseu Padilha, hoje
deputado federal do PMDB gaúcho. Ambos assinaram acordos extrajudiciais para o
pagamento de precatórios que trouxeram prejuízos estimados em R$ 130 milhões à
União.
Os dois foram punidos só agora, mais de seis anos depois de o Correio publicar
as primeiras denúncias de irregularidades na autarquia. De acordo com o
advogado-geral da União, os dois procuradores do DNER foram punidos por
terem deixado de cumprir seus deveres como servidores públicos, mantendo
conduta incompatível com a moralidade administrativa, valendo-se do cargo para
tirar proveito pessoal em detrimento da função pública, incorrendo em desvio de
improbidade administrativa com grave lesão aos cofres públicos. Morbach e Elói
terão seus bens indisponíveis e vão ressarcir o dinheiro desviado ao erário,
sem prejuízo da ação penal cabível. Além disso, ambos não poderão exercer
quaisquer cargos públicos pelo período de cinco anos. As punições foram
publicadas no Diário Oficial da União da última segunda-feira.
Escândalo
O esquema de fraudes nos precatórios do DNER é apontado como um dos maiores escândalos da
gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. As denúncias ganharam maior
repercussão em 2000, quando o Correio publicou reportagens apontando as
irregularidades, baseadas, inclusive, em relatórios da própria Corregedoria da
AGU. Assinado pelos corregedores Alexandre Penido Duque Estrada, Zadiel Lobato
de Oliveira e pela advogada da União Ana Valéria de Andrade Rabêlo, o relatório
de correição 067/2001 enumerava evidências e reunia documentos demonstrando que
a decisão de fazer os acordos extrajudiciais que deram prejuízo aos cofres
públicos tinham não apenas o conhecimento, mas o aval do então ministro Eliseu
Padilha. Até agora, apenas uma pessoa havia sido punida pela divulgação do
documento: o corregedor Zadiel Lobato, afastado no final de 2001 da AGU. O
relatório foi encaminhado ainda em 2001 ao então advogado-geral da União,
Gilmar Mendes, hoje vice-presidente do Supremo.
![]()
CLÁUDIO HUMBERTO
25/01/2007
Dote
O
governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, quer indicar seu ex-secretário Luiz
Antonio Pagot para o DNIT. É o dote por sua filiação ao PR (ex-PL).
![]()
GERAIS
25/01/2007
Duas quedas no mesmo buraco
Thiago
Herdy*
Um buraco no meio da pista da BR-135 causou dois acidentes na madrugada de
ontem, em Uberlândia, Triângulo Mineiro. Por volta das 3h30, o motorista de um
ônibus da empresa Pentatur perdeu o controle do veículo e caiu numa ribanceira.
Treze dos 18 passageiros foram socorridos no Hospital das Clínicas de
Uberlândia. Duas horas depois, uma Kombi caiu no mesmo buraco e seis pessoas
ficaram feridas.
Os acidentes foram no km 617 da rodovia, que liga o Norte de Minas ao
Triângulo, em trecho na zona urbana de Uberlândia. Segundo a Polícia Rodoviária
Federal, dois pedidos já foram enviados ao Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), solicitando que o buraco seja tampado. Não
houve resposta. “Na rodovia, vários trechos estão com buracos. Mas a situação é
grave no local dos acidentes e no km 565, perto de Indianápolis”, disse o
policial rodoviário Vinícius Oliveira.
O Dnit informou que tem
conhecimento dos problemas com buracos nas estradas, mas está impedido
de tomar providências por causa das chuvas. Mesmo que passem as águas do verão,
o trabalho de recuperação da rodovia ainda depende da liberação de verbas pelo
governo federal. “Ontem foi o primeiro acidente, tomara que não haja outros”,
afirmou Vinícius.
A maioria dos feridos no ônibus era de baianos que voltavam de São Paulo, onde
visitaram parentes. O veículo, que ficou bem danificado, foi fretado para
viagem de
Porto
Ferreira (SP) a Cocos (BA). Cinco dos 13 feridos foram liberados logo depois do
acidente. No fim da tarde de ontem, outros seis receberam alta.
Duas pessoas permaneceram em observação no ambulatório, à espera do resultado
de exames de tomografia e diagnóstico do neurologista. Elas não correm risco de
morte. Os seis funcionários de uma empresa privada que viajavam na kombi receberam
alta. A polícia não sabe se o motorista não conseguiu desviar do buraco ou se
distraiu por causa do primeiro acidente.
![]()
POLÍTICA
25/01/2007
Bahia terá R$ 800 mi para as rodovias
Se
o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal for
concretizado, a Bahia receberá quase R$ 800 milhões em investimentos nos
próximos quatro anos, só na área das rodovias. A projeção está sendo feita pelo Ministério dos
Transportes, que, dias após o anúncio do programa, apresentou cada projeto
separadamente.
Os maiores investimentos serão feitos nas BRs 101, 116 e 324.
São 116 km da BR 101 na Bahia, cujo projeto de duplicação está em fase de
conclusão e vai custar R$ 330 milhões aos cofres públicos.
No Tribunal de Contas da União (TCU) tramita estudo de viabilidade técnica dos
trabalhos de restauração e manutenção da BR 324.
São 113 km entre Salvador e Feira de Santana e mais 524 km da BR 116, de Feira
de Santana à divisa com Minas Gerais. Esse trabalho que será tocado pela
iniciativa privada em parcerias público privadas (PPPs) custará R$ 405,1
milhões.
Já a ponte sobre o Rio São Francisco, na divisa com Pernambuco, licenciamento
que deve sair em 90 dias e custará R$ 14 milhões.
PORTO DE SALVADOR – Outro projeto rodoviário importante é a ligação do Porto de Salvador à BR 324
por meio de uma via expressa.
A obra de 5,1 km terá contratação do projeto básico ainda este semestre,
custará R$ 190 milhões e deve estar pronta em 2010. A Bahia recebe também R$
137 milhões para obras já em andamento na BR 135 cujo trabalho de recuperação
total entre os Estados de Minas, Bahia e Piauí demandará R$ 587 milhões dos
cofres públicos.
A Prefeitura de Camaçari é a responsável pelo estudo de viabilidade
sócio-econômica de uma variante ferroviária de 22 km entre Camaçari, Candeias e
Simões Filho.
no mês que vem e a sua execução custará R$ 103, 3 milhões. Também estão
garantidos os R$ 110,2 milhões para a construção de uma variante com 17 km e
uma ponte de 600 metros no chamado contorno ferroviário de São Félix.
O problema dessa obra é a falta de liberação de 15 dos 17 km da variante pelo
Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan).
METRÔ – As verbas para concluir a ligação metroviária entre as estações da Lapa
e de Pirajá estão garantidas, prevê o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC),
lançado segunda-feira pelo governo federal.
Antes deste anúncio, o que era dado como certo era apenas o término das obras
do trecho Lapa/ Acesso Norte até março de pouco mais da metade dos 12
quilômetros de trilhos inicialmente projetados como linha inaugural.
A divulgação do compromisso de repasse de recursos para a conclusão do trecho,
no entanto, não irá promover mudanças no cronograma de obras. É o que declara o
secretário municipal de Transporte e Infra-estrutura, Nestor Duarte,
confirmando que os quase R$ 500 milhões começam a ser liberados apenas em 2008.
Até lá, mantémse apenas as atividades voltadas para possibilitar a circulação
dos trens nos primeiros 6,5 km, entre a Lapa e a estação que está sendo
construída no Acesso Norte.
Mesmo sem a antecipação da construção da ligação Acesso Norte/ Pirajá (com
inauguração prevista para 2010), Duarte destaca que a garantia oferecida pelo
PAC oferece vantagens administrativas.
A principal delas diz respeito ao contrato feito para a sinalização do sistema
metroviário de Salvador.
O serviço foi licitado para os 12,5 km da primeira linha e com a posterior
redução do trajeto, a empresa responsável estava tentando aumentar o custo por
quilômetro sinalizado. Com a inclusão da obra no programa de aceleração, a
secretaria poderá manter o contrato *Como reflexo imediato da inclusão das
obras do metrô de Salvador no PAC, o secretário Nestor Duarte cita o preparo de
licitação para a compra de trens. Os primeiros seis veículos já foram
adquiridos pelo governo estadual, cumprindo sua participação no financiamento
do projeto.
Estima-se que essa quantidade atenda aos 200 mil usuários/dia previstos para o
roteiro Lapa/Acesso Norte.
![]()
CIDADES
25/01/2007
Guapó quer ação contra acidentes
400
moradores fecham BR-060 e pedem lombada eletrônica e mais sinalização no local
Munidos
de pedaços de paus, 400 moradores de Guapó (40 km de Goiânia) interditaram as
duas vias da BR-060, no km 189, por uma hora e meia, provocando
congestionamento de quatro quilômetros de ambos os lados. Eles queriam
providências em relação à alta frequência de acidentes na rodovia. Para chamar
a atenção de autoridades, os manifestantes atearam fogo em pneus e impediram a
passagem de qualquer tipo de veículo. “Já vi muita gente ser atropelada aqui.
Um velho que trabalhava como meu vigia morreu quando saía de bicicleta do
serviço. Uma senhora que mora atrás do meu estabelecimento também morreu
atropelada. Aqui está feio”, alerta o empresário Luiz Fabiano Viera, 60
Os moradores da pequena cidade de 15 mil habitantes reclamam que muitas pessoas
atravessam a rodovia para trabalhar ou estudar. E os carros passam pela pista
em alta velocidade. O grupo reivindica a instalação de uma lombada eletrônica
no local. “Estamos nessa luta desde 2004. Tem muita gente sendo atropelada e
até mesmo morrendo e nenhuma autoridade faz nada”, diz o comerciante Fernando
Martins, 30.
Nem mesmo agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) conseguiram fazer o
bloqueio ser furado. O grupo cedeu só quando funcionários do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) chegaram para negociar uma forma de atender
as reinvidicações. No que depender das promessas do Dnit, a manifestação deu
resultado. Um dos engenheiros civis do órgão, Flávio Marinho, foi ao local para
negociar com os moradores. “A sinalização já estava no planejamento do Dnit”, afirma. Mas e a
lombada? “Bem, aí precisamos estudar. Porque depende de projetos do Governo
Federal para as BRs.”
![]()
CIDADES
25/01/2007
Trechos problemáticos receberam R$ 6,7 milhões
Em
2006 foram destinados R$ 6,76 milhões para ações emergenciais apenas nos
trechos problemáticos da BR-452 e na BR-153 em Goiás. É um dinheiro que foi
para o buraco, ou melhor, para tapar buracos. O superintendente regional do Dnit, Riumar dos Santos,
entende que a operação não pode ser encarada de maneira negativa. “Tapa-buraco
não é pejorativo. É um procedimento normal dentro da engenharia. Se existe um
problema, é preciso combatê-lo. E precisamos deixar aquela rodovia em condições
de tráfego enquanto o dinheiro para a recuperação não é liberado”, argumenta.
Ele explica que operações de manutenção podem ocorrer até em rodovias que foram
recuperadas recentemente.
De acordo com o relatório de condições de rodovias divulgado pela
página virtual do Dnit, com última atualização no dia 23, várias rodovias que foram
recuperadas pelo Petse já estão passando por manutenção. Das pistas que
sofreram intervenções em 2006, apenas uma, a BR-158, não está passando por
algum tipo de serviço hoje.
Para Riumar dos Santos, os trabalhos que estão sendo feitos não querem dizer
que o programa emergencial fracassou. Ele garante que se os recursos não
tivessem sido disponibilizados no ano passado, a situação hoje seria muito
pior.
![]()
CIDADES
25/01/2007
BRs recuperadas em 2006 passam por tapa-buracos
Problemas
são maiores em trechos das BRs 452 e 153. Só nelas foram investidos mais de R$
6,7 milhões em 2006, dinheiro que foi para o buraco
Mais
de 400 quilômetros de rodovias federais em Goiás que passaram por operação tapa-buracos
no ano passado, e que consumiram mais de R$ 6,7 milhões, estão precisando
sofrer intervenções emergenciais novamente. Os trechos problemáticos estão
localizados na BR-153, entre Anápolis e Uruaçu, e BR-452, entre Rio Verde e
Itumbiara. Eles fizeram parte dos 2,45 mil quilômetros de rodovias goianas contemplados
em 2006 pelo Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas
(Petse) do governo federal que, ao todo, investiu mais de R$ 24,6 milhões em
obras de recuperação e manutenção de BRs em Goiás.
A superintendência do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) em Goiás e no
Distrito Federal justifica que esse tipo de manutenção é normal, assim como a
que vem acontecendo pontualmente em rodovias que foram recuperadas em 2006,
através do mesmo programa. Aliás, das dez rodovias que sofreram
intervenções ou foram recuperadas no ano passado, apenas uma não está com algum
trecho passando atualmente por tapa-buracos, de acordo com relatório do próprio
Dnit.
O Petse foi lançado no início do ano passado para tentar combater problemas que
pipocavam nas rodovias federais dos quatro cantos do Brasil. Para agilizar o
processo de recuperação foram dispensados de licitações os trechos de BRs onde
não existiam contratos em vigência, que foram considerados de emergência.
Contratos em aberto também foram aproveitados. Através de Medida Provisória o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou intervenções em mais de 23,8 mil
quilômetros de estradas, em 25 Estados, que exigiriam gastos de mais de R$ 400
milhões. O programa teve duração de seis meses.
Em Goiás foram identificados problemas em 10 BRs: 020, 040, 050, 060, 070, 153,
158, 251, 364 e 452 - a BR-080 também apresentou carências mas a sua manutenção
é feita pelo governo de Goiás. Os pontos mais danificados totalizaram 2.451
quilômetros, sendo 1.083 emergenciais e 1.368 a serem recuperados. Os pontos
emergenciais passaram primeiro por serviços para garantir a trafegabilidade, as
chamadas operações tapa-buracos. “O programa terminou em julho. Em agosto foram
iniciados os novos contratos para recuperação, para incluir trechos que antes
eram emergenciais”, explica o superintendente regional do Dnit, Riumar dos Santos.
No entanto, um ano depois do início das obras do Petse, as rodovias federais voltaram e
enfrentar deteriorização. O superintendente reconhece que os problemas estão
concentrados nas BR´s 452, entre Rio Verde e Itumbiara (196,9 quilômetros), e
na 153, entre Anápolis e Uruaçu (231,7 quilômetros). “Estamos fazendo serviço
de manutenção nestes trechos”, admite. Ele esclarece que ainda não existem
contratos de recuperação para estas duas BRs. “Por isso não podemos fazer a
recuperação, que é uma ação mais efetiva. Mas os contratos já estão sendo
providenciados. Por enquanto só podemos fazer tapa-buracos”, acrescenta. Para
ser estabelecido um novo contrato é preciso fazer licitação.
Vitais
As duas rodovias estão entre os dois
principais eixos do Estado. A BR-153 corta Goiás de Sul a Norte, sendo muito
utilizada por caminhões levando matérias-primas ou mercadorias que trafegam
entre as regiões Sul, Sudeste e Norte do Brasil. O trecho problemático, entre
Anápolis e Uruaçu, é vital. O desvio de trânsito pesado está provocando há
algum tempo desgaste em rodovias estaduais da região, como a GO-080, que
passa por Goianésia e Barro Alto. Um trecho novo dessa GO, que vai da BR-153
até Goianésia, já está apresentando buracos por conta do tráfego de carretas.
Autoridades estaduais reclamam que as rodovias estaduais não suportam trânsito
pesado, pois não são projetadas para isso, assim como as BRs.
Já a BR-452, no Sul do Estado, que liga Goiás ao Triângulo Mineiro, é
importante para o escoamento da produção de grãos, além de ligar duas cidades
importantes do pólo agroindustrial goiano: Rio Verde e Itumbiara. É uma rodovia
muito utilizada por carretas carregadas que saem do Sudoeste Goiano, e da
própria região Centro-Oeste, em direção ao Sudeste brasileiro. Enquanto que na
153 existem alternativas de desvio por rodovias estaduais, a 452 não tem tantas
possibilidades. Uma rodovia que poderia ser utilizada, em alguns casos, é federal:
a 364. Mas mesmo ela está em estado precário.
![]()
POLÍTICA
25/01/2007
Ivan fica na sigla e admite oposição para a gestão Maggi
Além
de optar pela permanência no PPS, o vereador Ivan Evangelista também pretende
colaborar nas ações de reconstrução do partido. O parlamentar criticou a saída
de Blairo Maggi do partido. Afirmou ainda que a legenda será independente, ou
seja, o PPS poderá se tornar oposição ao governo estadual. “Acho que o partido
vai ficar bom, essa situação de desfiliações vai depurar o PPS, que ficará
independente”, enfatizou.
Evangelista ressaltou ainda a intenção de o PPS se fortalecer respeitando a
filosofia da sigla. E os objetivos vão mais além. O vereador afirmou que irá
defender, junto ao diretório regional, a intenção de lançar candidatos próprios
do PPS nas maiores cidades de Mato Grosso para disputar as prefeituras
municipais.
BAIXAS -- “Temos que ver as propostas do partido, mas acho que temos uma boa
chance de obter conquistas com o retorno do Alfredo Nascimento ao Ministério dos
Transportes. A questão da ferrovia poderá ter melhor andamento”, avaliou o
vereador Francisco Vuolo, que vai deixar o partido e que tem na ferrovia
Vicente Vuolo uma das suas prioridades políticas.
O vereador Francisco Amorim admitiu que uma conversa com o secretário estadual
de Educação, Luiz Antônio Pagot, definirá seu rumo partidário. Entretanto,
reforçou que acompanhará a decisão de Maggi sobre a escolha de partido. Já o
vereador licenciado Helny de Paula disse que espera o ato de filiação de Maggi
ao PR para na seqüência se desfiliar do PPS e ingressar na nova legenda. (SF)
![]()
POLÍTICA
25/01/2007
Saída de Pagot antecipa nova disputa
Aliados
do governo buscam ampliar espaço, principalmente após a eventual saída do
secretário de Educação, Luiz Antonio Pagot
Confirmada
a indicação do secretário de Educação, Luiz Antônio Pagot, para um cargo em
Brasília no Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (DNIT), a Secretaria de
Educação, uma das mais importantes da estrutura governamental e maior
orçamento, com R$ 745 milhões em 2007, pode apenas mudar de mãos, mas com uma
solução caseira.
As informações de que o governador Blairo Maggi (sem partido) estaria
predisposto a manter uma indicação técnica que no caso recairia para o atual
secretário de Saúde, Augustinho Moro, foram descartadas ontem mesmo pelo
Palácio Paiaguás. Outra opção poderia ser política e o nome mais forte seria do
atual secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito.
As mudanças seriam consideradas estratégicas porque viriam atender a dois
fortes aliados do próprio governador Blairo Maggi, o PFL e o PMDB, ambos ainda
pouco confortáveis com suas participações no primeiro escalão do poder
Executivo estadual e se dizendo pouco aquinhoados diante de suas
representatividades políticas.
A abertura da vacância da Secretaria de Saúde poderia recair para o médico e
deputado estadual Wallace Guimarães, abrindo vaga para os suplentes na
Assembléia Legislativa, mas essa hipótese é descartada pelo próprio governador
Blairo Maggi para assessores mais diretos.
Já se o sucessor na Educação fosse Carlos Brito, o cargo de secretário de
Justiça e Segurança Pública iria para o desembargador aposentado Flávio Bertin,
outra indicação do PFL.
“Nunca ouvi falar nesse assunto”, resumiu o secretário de Saúde, Augustinho
Moro, que desde 2003 tem funcionado “como bombeiro e especialista em crises,
ocupando funções e cargos onde o desempenho dos titulares não é considerado
bom”.
O PFL poderia abrir mão da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) com a
indicação na Saúde ou na Sejusp, e a pasta de Agricultura passaria a ser
indicada pelo PMDB, partido que por enquanto só conseguiu ser contemplado com a
vice-governadoria, ocupada por Silval Barbosa.
Amanhã, o PMDB deverá ter uma reunião com o governador Blairo Maggi para
definir sua participação na gestão pública estadual, o mesmo acontecendo com o
PFL, que nem internamente consegue atingir uma unanimidade entre os nomes
indicados para ocupar os cargos que o partido terá na formação do governo
Blairo Maggi. Principalmente a Seder, que perto de completar 30 dias ainda é
administrada por um interino, Rodrigues Palma.
Outros nomes que não apenas de Luiz Antônio Pagot podem ser aproveitados em
estruturas do Governo Federal em Brasília ou mesmo em Mato Grosso, o que também
poderia contemplar os partidos aliados, principalmente o PMDB, que tem
preferência por cargos federais em setores estratégicos, como de energia
elétrica e saneamento básico, entre outros.
![]()
GERAL
25/01/2007
BR-163 deve ser liberada hoje
Após
três adiamentos, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) promete liberar,
nesta quinta-feira, o tráfego de veículos no desvio construído na altura do
quilômetro 483 da BR-163, no macroanel rodoviário de Campo Grande. O chefe de
serviços de engenharia e superintendente substituto do órgão, Guilherme
Alcântara de Carvalho, disse que as chuvas atrasaram a conclusão da obra
emergencial, prevista para sábado passado.
Segundo o supervisor da obra, José Cláudio Vilela, a chuva saturou a base da
pavimentação da obra no desvio. A medida exigiu nova pav imentação no trecho.
Paralelamente, as equipes realizaram a limpeza da cratera, retirando os tubos
de concreto, para deixá-la pronta para o início da obra definitiva, que poderá
ser ponte ou bueiro.
Protesto
Aproveitando-se da liberação do desvio, lideranças da região prometem causar
novo transtorno aos motoristas. Elas vão protestar para pedir a implantação de
redutor de velocidade na altura do Jardim Montevidéu e a construção de uma
ponte no local que desmoronou no último dia 14.
![]()
MÁRCIO FAGUNDES
25/01/2007
Compreensível
Um
proprietário de veículo rodou no fim de semana passada pelo Anel Rodoviário de
Belo Horizonte. E descobriu ali uma placa dizendo ser aquela área um espaço sob
a jurisdição do Dnit. Talvez, seja por isso que a administração da obra de melhoria
do Anel, assim como a sua licitação, aliás, a falta de, ficou a cargo da
prefeitura.
![]()
ECONOMIA
25/01/2007
RFFSA é extinta pelo pacote econômico
A
Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), aquela que inspirou canções e namorados,
está definitivamente extinta e terá sua estrutura desmantelada. O governo
federal incluiu a extinção no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) sob a
alegação de que a estatal perdeu seu objeto social e não tem capacidade
econômico-financeira para sua sustentação.
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida
provisória número 353, concluindo o arrastado processo de acabar com a empresa,
criada em 1957.
Não se sabe ao certo como ficarão os mais de R$ 21 bilhões de ativos espalhados
país afora perdendo valor a cada dia, deteriorando-se e deixando fácil a ação
de ladrões.
O inventário que vai determinar o valor exato dos bens e o tamanho da rede,
previsto para conclusão no ano passado, ainda não está pronto. No Ministério dos
Transportes, a informação é de que a demanda de atendimentos para explicar
o PAC não permitiria agendar entrevistas para ontem.
Documento do ministério, confeccionado para justificar o fim da rede, sustenta
que o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) ficará responsável pelos ativos
operacionais hoje arrendados para a iniciativa privada.
Já os bens com valor cultural serão repassados ao Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Curioso é que responsáveis pelas duas
instituições, procuradas pela reportagem de O TEMPO, afirmaram não ter
condições de assumir sozinhos os bens.
O levantamento mostra que são cerca de 50 mil bens imóveis, sem contar as inumeráveis
mobiliários e peças antigas valiosas. Conforme informa a assessoria de imprensa
do Dnit, hoje, apenas 5,32%
do orçamento do órgão de R$ 6,2 bilhões (2007) é destinado a ferrovias.
Os funcionários não sabem o que fazer com o passivo que for repassado pela
rede, muito menos conhecem o que virá para eles. Estão, assim como os técnicos
do Iphan, aguardando o tal inventário.
O diretor da área de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Dalmo Vieira,
informou que neste ano devem chegar ao instituto R$ 6 milhões adicionais para
cuidar da nova tarefa. O recurso, claro, é insuficiente, o que fez o diretor
criar uma estratégia de parcerias com outras instâncias.
“Sozinho o Iphan não dá conta. Vamos conversar prioritariamente com prefeituras
e Estados, e até com a iniciativa privada para aproveitar os bens.” Segundo
ele, caso sejam viabilizadas as parcerias, pode ser uma boa oportunidade de
construir museus, centros culturais e bibliotecas nos imóveis da rede.
O diagnóstico da situação da liquidação afirma que o prejuízo acumulado da Rede
é de R$ 17,6 bilhões e as dívidas totais chegam a R$ 14,98 bilhões. A maior
dívida é a de R$ 7,7 bilhões com a União.
BNDES quer volta de trens de passageiros
Mesmo sem declarados financiadores, o governo federal insiste em afirmar que os
trens de passageiros vão voltar a ocupar os trilhos no país. Hoje os trens da Ferrovia Vitória-Minas e o de
Carajás são praticamente os únicos operando transporte de passageiros no país.
No final do ano passado, o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
divulgou estudo para implantar trechos regionais para levar passageiros.
O projeto “Transporte Ferroviário de Passageiros de Caráter Regional” levou dez
anos para ficar no ponto de lançamento e também depende do esforço de
prefeituras. A proposta é unir cidades distantes até no máximo 200 km.
A Companhia Vale do Rio Doce e suas subsidiárias já disseram que não têm
interesse em reduzir o foco em cargas para privilegiar o deficitário transporte
de passageiros. Pelo projeto, Minas teria cinco dos 14 trechos prioritários. Um
deles é Betim- Sete Lagoas, passando por Belo Horizonte. (BM)
Passivo trabalhista chega a R$ 1,8 bi
A extinção da Rede Ferroviária Federal S/A traz insegurança para funcionários e
aposentados. De 38 mil ações judiciais contra a Rede, 21.260 são trabalhistas,
calculadas em R$ 2,3 bilhões, e 7.106 são previdenciárias (cerca de R$ 444
bilhões, tomando como base valores estimados).
Todas serão transferidas para a Advocacia Geral da União (AGU), juntando-se a outros
processos com diferentes origens. “A AGU não tem estrutura para suportar a
demanda”, acredita a presidente da Associação de Engenheiros Ferroviários
(Aenfer), Clarice Soraggi.
No total, o passivo trabalhista é de R$ 1,84 bilhão, segundo o Ministério dos
Transportes. Desde a época da concessão de trechos à iniciativa privada, em
1996, os empregados da empresa reclamam acertos incorretos, descumprimento de
prazo para aguardar aposentadorias e não recolhimento de impostos trabalhistas.
Segundo Clarice, em 1996 eram 22 mil empregados e o número hoje é de 480. “É
uma tristeza o que pode acontecer com os funcionários. Entrego a Deus”,
lamenta. Ela hoje é engenheira aposentada, depois de trabalhar por 23 anos na
Rede Ferroviária.
A associação de engenheiros, junto com outras instituições ligadas à defesa das
ferrovias, defendia um
diagnóstico amplo antes de tomada de decisão.
“Ele apontaria para a reestruturação da Rede ou para a criação de uma nova
empresa, mas estão acabando com uma coisa que nem sabem o que é.” O Ministério dos
Transportes informa que os atuais funcionários da Rede serão transferidos à
Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, criada para construir trechos
de estradas de ferro.
Há previsão de programas de demissão voluntária. Já os aposentados deverão
procurar o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão para problemas com
benefícios.
Quando voltarem do recesso, em fevereiro, os deputados terão que discutir o
assunto. Quem promete é o deputado federal Carlos Santana (PT-RJ), que vai
apresentar emendas em defesa dos trabalhadores, aposentados e pensionistas da
Rede. (BM)
Governo deve criar fundo para cobrir despesas gerais
O governo federal prevê a criação do Fundo Contingente da Extinta Rede
Ferroviária Federal S/A (RFFSA), que seria usado para cobrir despesas gerais.
Os recursos devem vir do Tesouro Nacional e de aplicações financeiras do
próprio fundo. Parte será transferida da venda dos imóveis em leilão.
Algumas casas que serviram para abrigar funcionários podem ser repassadas para
programas de habitação do Ministério das Cidades.
Os trechos de ferrovia concedidos à iniciativa privada ficarão sob a
responsabilidade da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), como já ocorre, e
do Departamento Nacional de Infra- Estrutura de Transportes (Dnit).
Pelas informações do Ministério dos Transportes, a extinção da Rede
não muda praticamente nada para as concessionárias. A principal delas é a
Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) que, em Minas, domina a logística ferroviária
com suas subsidiárias Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e MRS Logística.
O prazo de exploração é de 30 anos, a contar de 1996, quando a malha foi
dividida em seis lotes e repassada a empresários. Hoje ainda constam 25.896 km
de malha concedida, mas estimativa da Associação dos Engenheiros Ferroviários
(Aenfer) mostra que, pelo menos 5.000 km estão abandonados.
“As concessionárias deixaram de lado os trechos deficitários e os trens de
passageiros, iniciando aí a deterioração que temos hoje”, explica o presidente
da Associação Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento. Minas e São Paulo
têm a maior parte da malha ferroviária do Brasil. (BM)
![]()
PODER
25/01/2007
Assembléia se divide em relação ao pacote de Lula (24/01)
O
pacote de medidas econômicas anunciadas pelo governo federal repercutiu na
Assembléia Legislativa, expondo expectativas, mas também desconfianças dos
deputados paraenses sobre as obras estruturais anunciadas para o Pará e a
Amazônia, como a conclusão das eclusas da hidrelétrica de Tucuruí e a
pavimentação das rodovias BR-163 (Santarém-Cuiabá) e BR-230 (Transmazônica).
O líder do PPS na Assembléia Legislativa, Arnaldo Jordy, propôs a formação de
uma comissão de deputados pluripartidária para acompanhar a execução do PAC.
Para Jordy, a iniciativa do governo federal, em princípio, é a mais importante
para o Estado do Pará do que para o resto do País. No entanto, alerta Arnaldo
Jordy, é preciso considerar as opinões de especialistas, como o economista Luiz
Gonzaga Beluzzo, que definem que o pacote não alcançou o nível de medidas que
era esperado para garantir o crescimento econômico do País. Através de
requerimento, o líder do PPS propôs à Casa que envie votos de congratulações ao
presidente Lula pela apresentação do PAC.
Já a líder do PSOL na Alepa, Araceli Lemos, alertou que apesar de constar no
pacote o tão sonhado asfaltamento da Santarém-Cuiabá e da Transamazônica, o que
na sua opinião é louvável, o modelo econômico permanecerá inalterado,
privilegiando o mercado financeiro, portanto as mudanças são insuficientes para
alcançar um crescimento social relevante no País. 'Os recursos destinados ao
PAC são menores que os valores direcionados para pagamento da dívida ativa.
Mais de R$ 150 bilhões são destinados a esta dívida. O governo prossegue
beneficiando banqueiros e o mercado econômico. Enquanto isso, as medidas impõem
ao servidor público mais anos de arrocho salarial para dar sustentação a este
plano', lamentou Araceli Lemos.
Outra crítica da líder do PSOL ao PAC refere-se ao uso do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS) para obras previstas do PAC. 'O trabalhador não foi
chamado para discutir este tratamento. Mais uma vez foi excluído deste processo',
condenou a parlamentar. Para Araceli, as novas medidas anunciadas comprovam que
cada vez mais o Estado está reduzindo seu papel e não prioriza os serviços
públicos.
Apesar das críticas, o líder governista, Airton Faleiro, comemorou a inclusão
da Transamazônica no PAC. Ele admitiu no processo de negociação da bancada
federal com a presidência da República, a BR-230 estava meio deixada de lado na
pauta, mas a pressão dos parlamentares e dos movimentos sociais venceu a
batalha.
Demonstrando muita emoção, Faleiro, que é morador e militante da região da
Transamazônica há mais de duas décadas, recebeu o anúncio do novo pacote com
muita esperança e a certeza de que poderá comemorar.
O líder petista acredita que apesar de garantir melhores resultados na economia
da região - ajudando principalmente no processo de escoamento da produção
agrícola familiar -, a pavimentação da BR-230 terá uma maior repercussão junto
à comunidade afetada pela medida. 'Eu acredito que ainda deverá pairar dúvida
sobre a obra, mas hoje são outros tempos porque existe um plano de
desenvolvimento para o País', ressalta Faleiro. Ele acredita que como a obra
está incluída no PAC, foge do aspecto eleitoreiro, portanto, não corre o risco
de ficar só no papel. 'o Brasil tem uma dívida social com a Amazônia e o
governo federal com o povo da Transamazônica e da Santarém-Cuiabá', define o
deputado petista.
O líder do PTB, Joaquim Passarinho foi outro parlamentar que aplaudiu as
medidas federais. Ele admitiu até que se tornaria eleitor do presidente Lula,
proporia um terceiro mandato só para votar no petista, se ele concluir as obras
anunciadas para o Pará.
Secretário diz que Marajó é uma das prioridades
A região do Marajó será uma das prioridades do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) no Pará. O secretário estadual de Planejamento, Orçamento
Participativo e Finanças, Carlos Guedes, informou ontem que a região será uma
das prioridades do programa nas áreas de saneamento e habitação. Guedes também
adiantou que os recursos, via PAC, vão garantir a conclusão das eclusas de
Tucuruí, além do asfaltamento da rodovia Santarém-Cuiabá, com destaque maior
para o trecho entre Guarantã do Norte, no Mato Grosso, até Rurópolis, no Pará.
De acordo com Guedes, o PAC vai contemplar ainda a linha de transmissão de
energia de Marabá, no Pará, até Serra da Mesa, no Estado de Goiás, e inclui a
ampliação do porto de Vila do Conde, em Bacarena, além de dar início às obras
de construção da hidrelétrica de Belo Monte. Dos R$ 500 bilhões anunciados pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva há dois dias, pelo menos R$ 50,9 bilhões
virão para a região Norte. 'A governadora Ana Júlia Carepa e o secretário de
governo Carlos Puty estão em Brasília. Eles retornam amanhã com mais detalhes
sobre o PAC', comentou Guedes, que prometeu uma discussão detalhada com os
segmentos organizados da sociedade e com as universidades, principalmente sobre
a hidrelétrica de Belo Monte.
Segundo Guedes, a governadora está intensificando o diálogo com os ministérios
diretamente ligados ao PAC. 'A governadora está detalhando, junto com os
ministros, as propostas para o Pará, incluindo até as questões operacionais.
Temos plena consciência da grande demanda social que o Estado tem. Por isso, a
região do Marajó receberá mais recursos para as áreas de habitação, saneamento
e eletrificação rural', frisou Guedes. Os recursos do PAC virão de várias
fontes, porém, as principais estão ligadas ao Orçamento Geral da União (OGU),
ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à iniciativa
privada.
Uma das questões mais importantes sobre o PAC está diretamente ligada aos
freqüentes cortes e ajustes de recursos - uma prática comum em todas as esferas
de governo. No entanto, o secretário Carlos Guedes disse que está tranqüilo
quanto a este detalhe, ao informar que não havará contingenciamento de verbas,
ou seja, os recursos virão mesmo. 'Em fevereiro, o Ministério dos
Transportes começará a liberar os recursos para o nosso Estado. É bom que
fique claro que a força política que o Pará tem hoje é bem maior,
principalmente junto ao presidente Lula e aos ministérios. Isso se deve à
grande articulação política feita pela governadora Ana Júlia Carepa, que já
vinha trabalhando neste campo desde os tempos do Senado', destacou Guedes.
Outra notícia importante anunciada por Carlos Guedes está voltada para a
iniciativa de projetos. Segundo o secretário, quanto mais projetos, mais
recursos virão.
![]()
PODER
25/01/2007
Verba do PAC entusiasma Santarém
O
anúncio feito ontem, durante apresentação do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de que,
dos R$ 6,2 bilhões que serão investidos em projetos na área de transporte na
região Norte, R$ 5 bilhões serão para a pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá
(BR-163), deixou entusiasmada a classe empresarial do município de Santarém, no
Oeste do Estado. O asfaltamento da estrada tornou-se, nos últimos anos,
reivindicação de vários setores econômicos regionais, os quais alegam que a
obra poderia facilitar e baratear o escoamento da produção agropecuária do
norte do Mato Grosso, um dos pólos mais dinâmicos do País no cultivo de grãos,
em direção ao Porto de Santarém, no Pará.
A abertura da rodovia, no ano de 1973, representou uma oportunidade de
integração nacional e expansão das atividades econômicas para uma região até
então praticamente desabitada. O governo de Emílio Garrastazu Médici
implementava uma política de integração nacional, ampliando as fronteiras
econômicas rumo à Amazônia. Mas, passados trinta e três anos, o que se viu foi
um total abandono das populações que habitam as margens da BR. 'A pavimentação
da rodovia é um sonho da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces)
que há trinta anos vem lutando para conseguir tal objetivo'. A frase é do
empresário Olavo Neves, presidente da Aces.
O empresário ficou entusiasmado com o anuncio feito pela ministra da Casa
Civil. Ele acha que dessa vez o asfalto sai do papel. 'O governo Lula assumiu o
compromisso de asfaltar a BR em palanque, aqui em Santarém, em 2002, durante
campanha do seu primeiro mandato. Mas, passados quatro anos, o asfalto não
veio' relembra o empresário.
O primeiro mandato de Lula foi marcado por intenso debate das questões
ambientais. Esses debates esbarraram nas execuções de grandes obras de
infra-estrutura que cortam a Floresta Amazônica, caso da BR-163. 'Mas acredito
que nesse segundo mandato os rumos serão outros. E já que o anúncio foi feito,
o momento agora é de euforia e animação', comemora Olavo.
A rodovia, de estrutura bastante danificada, liga os Estados de Mato Grosso e
Pará. Mas sua pavimentação vai possibilitar o acesso também aos Estados do Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. São 1.780
quilômetros de estrada atravessando uma das regiões mais ricas da Amazônia e do
País em recursos naturais, potencial econômico, diversidade étnica e cultural,
com a presença de biomas como a Floresta Amazônica, o Cerrado e áreas de
transição entre eles, além de bacias hidrográficas importantes, como a do
Amazonas, do Xingu e Teles Pires-Tapajós. 'É uma rodovia de fundamental
importância para o escoamento da produção de grãos de toda a região Norte e
Centro-Oeste do Brasil', afirma o presidente da Aces.
Ele acredita que a grande contribuição da integração possibilitada pelo
asfaltamento da rodovia será o aumento considerável das exportações de grãos
produzidos em municípios do oeste paraense. 'O asfaltamento vai dinamizar a
economia do oeste paraense que é penalizada com isolamento geográfico e
político. Hoje, nós só podemos sair ou chegar a Santarém pelas vias áreas e
marítimas. É uma situação delicada. A BR-163 sem sombra de dúvidas vai tornar o
nosso mercado de grãos extremamente competitivo. A economia em escala na
questão frete vai ser algo fantástico. A dinamização que isso vai dar para
economia paraense e até brasileira vai ser imensa. Então, eu vejo esse anúncio
com muito entusiasmo', argumenta.
De Guarantã do Norte no Estado do mato Grosso, até o município de Santarém, no
Pará, são 1.152 km de estradas de chão, com pouca conservação. Desde sua abertura, em
1973, o máximo que se alocou de recursos para Santarém-Cuiabá foram R$ 30
milhões, em 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Deputado paraense diz que recursos para projetos estão garantidos
O asfaltamento das rodovias BR-163 (Santarém-Cuiabá) e 230 (Transamazônica), a
construção das eclusas de Tucuruí e a ampliação do porto de Vila do Conde são
algumas das obras previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
lançado anteontem pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em
Brasília. Segundo o deputado Zé Geraldo (PT), o governo federal vai enviar
projeto de lei ao Congresso Nacional, em regime de urgência, para alterar a Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e garantir os recursos para as obras.
O projeto aumenta de 0,2% para 0,5% o percentual do Produto Interno Bruto (PIB)
destinado a investimentos em obras de infra-estrutura. Além disso, haverá
recursos do Plano Piloto, que não dependem da aprovação da Comissão de
Orçamento do Congresso. Este dinheiro, segundo Zé Geraldo, é liberado através
de medida provisória, da Presidência da República. Nos próximos quatro anos, a
previsão de liberação de verbas para o asfaltamento da BR-163 é de R$1 bilhão.
Para a Transamazônica, os recursos são de R$ 950 milhões, enquanto para as
eclusas de Tucuruí,o governo destinará, em quatro anos, a quantia de R$ 600
milhões.
Zé Geraldo garante que vai acompanhar, em Brasília, o contrato e licenciamento
das obras. Na Santarém-Cuiabá e Transamazônica, por exemplo, apenas o trecho de
85 quilômetros, entre Altamira e Medicilândia, está liberado para o
asfaltamento. O deputado disse ainda que vai pedir, ao Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Departamento
Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit), celeridade no Processo Básico Ambiental do
trecho entre Marabá e Altamira, da Transamazônica. Quanto a BR-163, devido ao
adiantado do processo de liberação ambiental, segundo Zé Geraldo, as obras
devem começar em junho deste ano.
O petista acredita que as obras das eclusas de Tucuruí e a ampliação do porto
de Vila do Conde não passarão pelas mesmas dificuldades de liberação de
projetos ambientais e contratação de obras. Por isso, o início destes
empreendimentos, aposta, deverá acontecer em breve. ' No modelo antigo do
projeto de asfaltamento das nossas rodovias federais, no oeste do Estado, que
teria a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social
(BNDES) e a Parceria Público-Privada (PPP), a cobrança de pedágio
inviabilizaria economicamente a região. Com os recursos vindo do governo
federal, este problema está superado', avalia.
![]()
ECONOMIA
25/01/2007
Hidrovia tem R$ 56,5 mi
PAC
// Ministério informa que obras de dragagem e derrocagem receberão R$ 30
milhões
As
obras na Hidrovia do São Francisco mereceram R$ 56,5 milhões no Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado segunda-feira pelo presidente Lula.
De acordo com o Ministério dos Transportes, os trabalhos de dragagem e a
derrocagem (retirada das rochas) no canal da hidrovia, entre Pirapora (MG)
e Juazeiro (BA) e Petrolina, terão R$ 30 milhões. Já as obras do acesso
ferroviário ao Porto de Juazeiro devem receber R$ 26,5 milhões. A hidrovia desempenhará um
papel importante no escoamento da produção de grãos do oeste baiano, podendo
reduzir em até 30% o valor final dos grãos hoje transportados por rodovias.
Um conjunto de ações está sendo executado para recuperar a via, que funcionará
de forma integrada às rodovias e ferrovias. Através de um convênio entre a Chesf e a
Secretaria de Planejamento da Bahia foi colocada uma embarcação fluviográfica
para percorrer o rio, elaborar cartas náuticas e fazer o levantamento dos
bancos de areia que precisam ser dragados, dos pedrais a serem derrocados e das
margens instáveis que precisam ser contidas. Há quatro meses, a Codevasf firmou
um convênio com a Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas (Fudespa), da
Universidade de São Paulo (USP), para a realização de obras na hidrovia orçadas em R$ 11,5
milhões.
Os trabalhos serão executados pelo Exército e têm como objetivo melhorar a
navegabilidade de um trecho de 320 quilômetros do rio, entre as cidades de
Ibotirama e Pilão Aracado. O convênio prevê a realização de obras de contenção
de erosões, desassoreamento, reflorestamento das matas ciliares e estabilização
do leito do rio. A primeira etapa da obra, chamada de campo de provas, será
executada num trecho de 12 quilômetros no município de Barra, na Bahia, a
partir de março. Hoje, o transporte de cargas no São Francisco está concentrado
em 600 quilômetros entre Ibotirama e Juazeiro. A área possui vários pontos
críticos e as embarcações que exigem maior profundidade não conseguem seguir
viagem.
![]()
POLÍTICA
25/01/2007
Piauí terá R$ 301 mi através de emendas
A
Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional concluiu o relatório com os
setores e órgãos beneficiados com as emendas de bancada dos parlamentares. O
valor aprovado para o Piauí foi de R$ 301 milhões.
A maioria dos recursos, R$ 141 milhões, é destinada a projetos da Companhia de
Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). Um total de
R$ 9 milhões oriundos da Codevasf vai para recuperação de obras de infra-estrutura
no Estado. O mesmo valor segue especificamente para a recuperação da Bacia do
Parnaíba. O restante é para investimentos em projetos produtivos em vários
municípios do Estado.
Para a alegria do futuro secretário de Segurança, Robert Rios Magalhães, estão
previstos R$ 15 milhões em recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para
o setor. Trata-se de uma emenda em conjunto dos deputados federais Nazareno
Fonteles (PT), B. Sá (PSB), Simplício Mário (PT) e Paes Landim (PTB).
“Acreditamos que isso era necessário, tendo em vista a carência da estrutura
física e de equipamentos destas unidades e o crescimento de novas formas de
violência que atingem a população do Estado e vários municípios”, comentou
Nazareno.
Já do Ministério da Educação, há a destinação de 13 milhões para a Universidade
Estadual do Piauí (UESPI). Os recursos são especificamente para o projeto
Universidade Aberta, cujo objetivo é interiorizar a oferta do ensino público
superior.
Há um aporte especial para o DNIT, de R$ 28 milhões, para construção de novas estradas federais. Do
Ministério da Integração Nacional está previsto R$ 40 milhões. Destes, R$ 20
milhões estão na rubrica de construção e recuperação de obras de
infra-estrutura hídrica no Piauí. Ou seja, devem ser destinados à Companhia de
Desenvolvimento do Piauí (Comdepi) para a construção de barragens.
Todos esses recursos podem sofrer contingenciamentos e, parte das emendas não
serem liberadas. Isso ocorre principalmente quando o governo faz a contenção
para garantir superávit fiscal. (M.N.)
![]()
GERAL
25/01/2007
União duplicará estradas que já têm pedágios
Governo
federal cria grupo para analisar impasse que surgirá com empresas concessionárias
de rodovias
O
governo não sabe como fazer para duplicar duas rodovias gaúchas que já estão
concedidas à iniciativa privada. Incluídas no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), as obras nas BRs 392 e 386 serão efetuadas em trechos onde
há cobrança de pedágio, apesar de o Planalto descartar a possibilidade de
tarifar o trânsito após a duplicação destas estradas.
O tema será discutido por um grupo de trabalho a ser integrado por
representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT), do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes e
das empresas concessionárias.
A polêmica se concentra nas dúvidas sobre a forma e a legalidade da cobrança de
pedágio em obras financiadas com recursos públicos. O desencontro de
informações assustou as empresas, cujos contratos de concessão estão em vigor.
Diretor do Dnit diz que governo não sabe como agir
Ontem, dirigentes da Empresa Concessionária de Rodovias do Sul (Ecosul),
que administra a BR-392 entre Pelotas e Rio Grande, reuniram-se para discutir o
assunto e verificar o teor dos contratos. Como o governo deverá construir uma
nova rodovia ao lado da já existente, as empresas temem que não seja instalada
uma praça de pedágio na futura estrada. Essa medida reduziria pela metade a
arrecadação das concessionárias.
As dúvidas crescem porque a BR-392 foi concedida pelo governo federal, e a
BR-386, pelo governo do Estado. Oficialmente, a duplicação das rodovias não consta na lista
de obrigações das empresas, previstas em contrato.
O governo cogita de convidar as concessionárias a fazer a duplicação, mas teme
um reajuste muito elevado nas tarifas de pedágio.
- Ainda não sabemos como agir. Se os trechos duplicados forem incorporados à
concessão, a tarifa sobe. Se não forem, a arrecadação das empresas cai 50%.
Vamos estudar uma solução com todos os envolvidos - afirma o diretor de
infra-estrutura rodoviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transporte (Dnit), Hideraldo Caron.
![]()
LIVRE MERCADO
25/01/2007
Duplicação
O
projeto de engenharia da duplicação da BR-280, entre Jaraguá do Sul e o porto
de São Francisco do Sul, pode ficar pronto até julho. A expectativa é do
diretor do DNIT em Santa Catarina, João José dos Santos.
![]()
GERAL
25/01/2007
Licitação
para novo traçado da linha férrea é lançada
O
mesmo apito que anunciava a chegada do progresso traz, hoje, irritação. Quem
mora num dos nove bairros de Joinville cortados pela linha do trem sabe bem o
porquê. Barulho de madrugada, trânsito interrompido pelo menos oito vezes por
dia. Mas essa realidade ficará para a história em breve. A assinatura de edital
de licitação para obras do Contorno do Ramal Ferroviário de Joinville e região,
ontem, foi o ponto de partida efetivo para a mudança.
A partir de agora, serão, no máximo, 120 dias até o início das obras. Em abril,
o projeto será detalhado. Os pontos onde ficarão os pátios de manobras serão
apresentados. Hoje, o único existente corta o centro da cidade.
Serão quase dois anos até a conclusão da obra, prevista para o primeiro trimestre
de 2009. "Há recursos garantido. Essa obra é considerada prioritária pelo
governo federal", disse Luiz Fernando de Pádua Fonseca. Diretor de
infra-estrutura ferroviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes (DNIT), ele esteve em Joinville para a assinatura dos documentos.
Os trilhos cortarão um pequeno trecho de Joinville, e, ainda assim, na área
agrícola. O novo traçado corta apenas o bairro Itinga, zona Sul. A mudança
inicia em Guaramirim e segue paralela à BR-280 até o canal do Linguado (veja
mapa). O percurso de 26 quilômetros atual terá apenas 17,9. "Praticamente
em linha reta entre os dois pontos", simplificou Pádua.
Transporte de grãos e fertilizantes
A nova rota é também sinal dos tempos. Em 1910, quando foi construída, a
ferrovia transportava essencialmente passageiros. Hoje são 5 milhões de
toneladas anuais de milho, soja e fertilizantes. Seis pares de trens fazem os
carregamentos, nem sempre com segurança.
De acordo com o DNIT, só nesse trecho são 26 cruzamentos não sinalizados.
"Reduzimos, assim, a possibilidade de acidentes", pontuou o diretor
de infra-estrutura ferroviária, Luiz de Pádua.
Serão quase R$ 57 milhões aplicados pelo governo federal. Para 2007, estão
previstos R$ 24,7 milhões. Em 2008, R$ 26,1 mi. Os R$ 4,9 restantes finalizarão
as obras, em 2009. A verba é do Programa Piloto de Investimentos (PPI).
Presente no encontro, a senadora Ideli Salvatti lembrou que é importante
estabelecer critérios de ocupação para o entorno da nova ferrovia. "A
população precisa discutir também o que fazer com o traçado antigo",
frisou. A sugestão do DNIT é impedir qualquer tipo de loteamento num raio de 200 metros
para cada lado da estrada de ferro. A linha atual pode ser usada para fins
turísticos ou para dar origem a novas rodovias. Em São Francisco do Sul, o projeto
já está em andamento. (MR)
![]()
DESTAQUE
25/01/2007
R$ 1,89 bilhão previstos em Santa Catarina
Os
investimentos federais previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
para o setor de transportes em Santa Catarina totalizam R$ 1,89 bilhão. A maior
parte - R$ 1,75 bilhão - será aplicado em rodovias. Outros R$ 141
milhões serão destinados a portos e ferrovias.
De todas as obras previstas, a prioridade é a duplicação do trecho catarinense
da BR-101. Os 248,5 quilômetros da rodovia no Estado receberão quase R$ 1,3
bilhão até 2008, quando a a duplicação até Palhoça deverá ser concluída.
Segundo o diretor de infra-estrutura rodoviária do DNIT, Hideraldo Caron,
até o final do ano o governo deverá liberar R $ 373 milhões. O restante será
aplicado em 2008.
Nas demais rodovias do Estado beneficiadas pelo PAC, a duplicação da BR-470
deverá ser a mais demorada (veja mais detalhes ao lado). O DNIT e o Ministério dos
Transportes ainda precisam concluir o estudo de viabilidade, o projeto
executivo e obter a licença ambiental. Por conta destes entraves, a obra só
será licitada no ano que vem. Se o processo ocorrer normalmente, a duplicação
dos 62 quilômetros até o porto de Itajaí deve começar no segundo semestre de
2008 e se estender até 2010.
Na BR-280, os processos estão mais avançados e a licitação deve ser realizada
em maio, com o início das obras entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul
previsto para outubro.
![]()
ECONOMIA
25/01/2007
SC receberá R$ 1,8 bi para transportes
Os
investimentos federais previstos no PAC para o setor de transportes em SC totalizam R$
1,89 bilhão. A maior parte dos recursos - R$ 1,75 bilhão - será aplicado em rodovias. Outros R$ 141
milhões serão destinados a portos e ferrovias.
Aprioridade é a duplicação da BR-101. Os 248,5 quilômetros da rodovia no Estado
receberão quase R$ 1,3 bilhão até 2008, quando a duplicação até Palhoça deverá
ser concluída. Segundo o diretor de infra-estrutura rodoviária do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT), Hideraldo Caron, até o final do ano
o governo deverá liberar R$ 373 milhões. O restante será aplicado em 2008. Há
trechos da obra que ainda não foram contratadas, como a travessia de Laguna.
- Tivemos alguns problemas, mas agora tudo irá deslanchar e cumpriremos o
cronograma de entrega.
A duplicação da BR-470 deverá ser a mais demorada, já que é preciso concluir o
estudo de viabilidade, o projeto executivo e obter a licença ambiental. Por
isso, a obra só será licitada no ano que vem. Se o processo ocorrer
normalmente, a duplicação dos 62 quilômetros até o porto de Itajaí deve começar
no segundo semestre de 2008 e se estender até 2010. Na BR-280, os processos
estão mais avançados e a licitação deve ser realizada em maio, com o início das
obras entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul previsto para outubro.
Caron está mais otimista com a construção e pavimentação da BR-280. A rodovia
está em obras no percurso de Vargem a Campos Novos e o trecho entre Lages e São
José do Cerrito, praticamente concluído. Nos próximos meses, será retomado o
trecho final, de São Miguel do Oeste a Paraíso.
O menor investimento rodoviário do PAC no Estado será na construção de uma via
expressa entre o porto de Itajaí e a BR-101. A estrada, com 11 quilômetros e
custo estimado de R$ 65 milhões, será exclusiva para transporte de cargas,
desafogando o tráfego na cidade. O DNIT prevê R$ 76,8 milhões na construção de dois
desvios ferroviários em Joinville e São Francisco do Sul. As obras irão
permitir que as composições contornem as cidades, facilitando o acesso ao porto
de São Francisco. O porto receberá outros R$ 65 milhões na construção e reforço
de berços para a atracação.

BRASIL/MUNDO
25/01/2007
Governo do Tocantins quer eclusa no PAC
Transportes
- Governador levará reivindicação para ministros e também ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva
O
Governo do Tocantins vai reivindicar a inclusão da construção da eclusa de
Lajeado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado na última
segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo nota emitida
ontem pela secretaria de Comunicação do governo estadual, a demanda será levada
a ministros da Casa Civil e dos Transportes e também ao próprio Presidente.
“Sabemos da fundamental importância da Eclusa do Lajeado para o desenvolvimento
do Tocantins e da atenção que o presidente Lula tem dado as causas do nosso
estado. Acredito que tanto ele quanto sua equipe serão sensíveis a essa
demanda”, pontuou o governador Marcelo Miranda, através da nota.Além da não
inclusão da eclusa no PAC, as obras, que demandarão recursos totais da ordem de
R$ 624.444.232,30, estão paralisadas desde o dia 1º de janeiro deste ano. A
ordem de suspensão foi do Departamento Nacional de Infra-estrutura e
Transportes (DNIT), e seguirá por tempo indeterminado. Ainda conforme
engenheiros, a obra deverá ficar mais cara, porque já teriam sido gastos R$ 64
milhões na construção, mas para suspendê-la seriam gastos outros R$ 90 milhões,
por causa de medidas socioambientais, rescisões contratuais e desmobilização de
maquinário e pessoal. Segundo informações, os diretores do DNIT teriam justificado a
suspensão atribuindo à indefinição na alocação de recursos e que desde 2005
foram feitas apenas medições de operação e manutenção canteiro de obras.
Alternativa
A eclusa no rio Tocantins ficará no município de Lajeado (região Central).
Segundo a Administração das Hidrovias Araguaia Tocantins (Ahitar), estudos de
viabilidade indicarem ser o local a melhor alternativa para vencer o desnível
criado com a construção da Usina Hidrelétrica Luis Eduardo Magalhães. Segundo o
órgão, a eclusa permitirá a operação hidroviária no rio Tocantins de Peixe a
Miracema. A assinatura para construção da obra ocorreu em dezembro de 2000,
entre o Ministério dos Transportes e o Consórcio Odebrecht (Andrade
Gutierrez - Alston). O contrato foi posteriormente sub-rogado ao Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
A eclusa de Lajeado vai tornar o rio Tocantins navegável em uma extensão de 730
quilômetros, de Peixe a Estreito (MA), e aproveitaria a interligação com a
ferrovia Norte-Sul, para o escoamento de produtos da região para o mercado
consumidor externo.
Entenda
Eclusa - É um elevador de água. Por ela os navios podem transpor o desnível
provocado com a construção de barragens.
Em Lajeado - A eclusa de Lajeado possibilitará a transposição de um desnível de
38 metros causado com a construção da Usina Hidroelétrica Luís Eduardo
Magalhães (UHE Lajeado). Segundo o Ministério dos Transportes, por suas
características, a Eclusa de Lajeado ocupará lugar de destaque entre as de
maior desnível no mundo.
Sistema - Para transpor o desnível provocado pela UHE Lajeado será adotado um
sistema de transposição por eclusa única, que permitir a operação de
comboio-tipo Tocantins, com dimensões 210 x 24 metros e calado máximo de 3,5 m.
Equipamentos - Os principais equipamentos mecânicos da eclusa são:
Comporta ensecadeira de montante da câmara, com vão livre de 25 m e altura
livre de 6,60 m;
Porta de montante da câmara do tipo elevadiça, com 25 m de vão livre e 6,60 m
de altura livre;
Porta de jusante da câmara, do tipo guilhotina com 25 m de vão livre e 31,50 m
de altura livre; e comporta ensecadeira de jusante, com 25 m de vão livre e
17,50 m de altura livre, modulada em 7 painéis de 2,50 m de altura cada um.
![]()
GERAL
25/01/2007
Balão receberá 4 semáforos para melhorar trânsito na BR
O
balão da tabuleta receberá quatro semáforos trabalhando sincronizadamente. Isso
vai melhorar o trânsito no local. Foi feito um convênio com a prefeitura e o DNIT, Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de transportes, para colocar quatro semáforos, que
funcionaram na área local.
Sebastião Victor Braga Ribeiro, superintendente do DNIT, afirma que agora
tudo indica que outro projeto, que há três anos estava somente no papel,
passará pelo processo de aprovação, o resultado sairá no final de fevereiro.
Este projeto trata da quadruplicação da BR-343 até a Ladeira do Uruguai,
iniciando no balão da Avenida Miguel Rosa. Também estão no projeto as
construções de mais uma ponte e a ampliação dos viadutos existentes, além da
construção de outros também.
O orçamento da obra, que segundo o superintendente está preparado e detalhado,
encontra-se dividido em recurso para manutenção das obras externas, recuperação
e restauração.
O DNIT também faz licitação
para instalação de equipamentos e barreiras eletrônicas, fotossensores e
radares no Estado do Piauí. Nesta primeira etapa serão distribuídos 26 radares
e 20 barreiras eletrônicas.
O superintendente afirma que o DNIT irá substituir aos poucos os equipamentos
antigos e até junho começam a implantar os radares e barreiras eletrônicas na
Capital.