JORNAL DO BRASIL - RJ

BRASIL
26/02/2007

*Chuva pára estradas e fecha Congonhas

São Paulo. A chuva forte que atingiu São Paulo na tarde de ontem parou rodovias e fechou a pista do Aeroporto de Congonhas por quase uma hora. A interdição da pista principal do Congonhas provocou efeito cascata de atrasos em outros aeroportos. As partidas foram transferidas para a pista auxiliar que tem fluxo menor que a principal.

De acordo com a Infraero, a manhã de domingo foi tranqüila nos terminais, mas depois da chuva em São Paulo o número de pousos e decolagens atrasados aumentou. Dos 1.211 vôos de ontem, 234 registraram atrasos, o equivalente a 19,3%. O Aeroporto de Brasília foi o terminal mais afetado com o fechamento do terminal paulista.

A Infraero informou que a faixa principal de Congonhas será bloqueada amanhã para o início das reformas. O sistema de drenagem e o piso da pista serão trocados.

Em menos de três horas de chuva em São Paulo, 24 pontos de alagamento foram formados e o Centro de Gerenciamento de Emergências do Estado determinou a interdição em alguns pontos das
rodovias Régis Bittencourt, Nova Dutra e Fernão Dias.

A partida de futebol entre Palmeiras e São Caetano - disputada no Estádio Anacleto Campanella, às 16h - foi suspensa por 11 minutos por causa da chuva.

Na Zona Leste, uma árvore caiu sobre uma casa no bairro Vila Carrão. Não houve vítimas. No Tatuapé, também na Zona Leste, o Centro de Gerenciamento de Emergências registrou queda de granizo. No ABC Paulista também houve chuva de granizo.

Entre os locais prejudicados pelo excesso de água estão as avenidas Tiradentes e Zaki Narchi, na Zona Norte, Praça Panamericana, Avenida Francisco Morato e Rua Turiassu, Zona Oeste, e Avenida Morumbi, Zona Sul.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

ESPAÇO ABERTO
26/02/2007

Violência

Sugiro prisão perpétua para assassinato sem legítima defesa e seqüestro relâmpago. Urgente!
HUMBERTO DE ALMEIDA SABA
culturanet@estadao.com.br
Belo Horizonte

Se o PCC mandou carta a dona Marisa Letícia para reclamar da condição dos presos, é porque sabe que mandar para o marido dela não adianta nada. Lembram-se de quem foi a idéia da Operação Tapa-Buracos?
DANIEL AVERSA
daniel_aversa2000@yahoo.com.br
Osasco

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

ECONOMIA & NEGÓCIOS
26/02/2007

O governo contra o PAC

O projeto de transposição das águas do Rio São Francisco consta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos de R$ 6,6 bilhões. Ao contrário de muitos outros projetos, já tem licença ambiental, o que é um avanço notável. Das 353 obras de infra-estrutura previstas no PAC para os próximos quatro anos, cerca de cem estão no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à espera da licença. E outras ainda nem chegaram ao Ibama.

Há garantias de rapidez. Para o final deste mês, depois de amanhã, portanto, estão prometidas as licenças para as duas grandes usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau. Mas faz tempo que o governo promete isso, de maneira que convém esperar.

Mesmo porque podem vir as contestações. A licença ambiental do projeto do Rio São Francisco está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, além de sofrer a oposição política de diversos aliados do governo.

Essa situação se repete nos diversos projetos do PAC: oposições internas, restrições ideológicas, burocracias, entraves jurídicos, liminares. A oposição não faria melhor.

O presidente Lula disse que vai acompanhar com lupa as obras do PAC. Pois precisa de uma pré-lupa para identificar as travas que impedem o lançamento das obras. O edital do projeto do São Francisco, que já deveria ter saído (a última data prevista era para fevereiro), foi adiado para março.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse a este articulista, em entrevista à Rádio CBN, que espera destravar três programas importantes lá pelo mês de abril. São eles: a aplicação da nova Lei de Saneamento, a Parceria Público-Privada (PPP) para duas
estradas na Bahia e o programa de concessão de sete rodovias federais.

Todos estão atrasadíssimos.

A Lei de Saneamento, que acaba de entrar em vigor, foi recebida como grande avanço e anunciada pelo governo como a medida que finalmente abriria espaço para os investimentos tão importantes para a economia e a saúde das pessoas. Pois travou.

Conforme artigo do jornalista Ribamar de Oliveira, no Estado de segunda-feira passada (B2), a lei impõe uma série de condições para que as prefeituras contratem obras de saneamento. Precisam criar agência reguladora, conselho fiscalizador e orientador, órgãos executivos, para então apresentarem, aprovarem e contratarem projetos. Não demora menos que dois anos, disseram especialistas.

Não é tão complicado assim, disse o ministro Paulo Bernardo. Segundo suas informações, a imensa maioria das prefeituras já está preparada. Mas entre as despreparadas se encontram as duas maiores, de São Paulo e Rio de Janeiro, o que é um enorme problema, admite o ministro.

Na semana passada, Lula reuniu o pessoal do setor, determinou que encontrem uma saída e observou que, se for preciso, vai chamar governadores e prefeitos para analisarem o caso. Ficaram de montar uma comissão para, talvez, encontrar regras de transição para a lei - a providência que o ministro espera desatar até abril.

Outra trava apareceu no primeiro projeto de PPP para modernização e ampliação de duas
estradas importantes no sul da Bahia, facilitando o acesso de regiões exportadoras a portos. Eis a seqüência: o governo Lula discute desde seu início a idéia das PPPs, consideradas um achado; há dois anos, no meio do primeiro mandato, Lula assinou a lei instituindo a modalidade; mais dois anos e está “quase” pronto o edital de licitação das duas estradas. A última versão, pré-aprovada pela Tribunal de Contas, está com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), encarregada de fazer a concorrência.

Funcionará assim: a empresa privada vencedora cobrará pedágio, mas respeitando um teto. Como o teto é relativamente baixo, o faturamento não será suficiente para pagar investimentos e manutenção. Assim, o governo federal vai pagar à concessionária até R$ 40 milhões ao ano. É esse o modelo das PPPs. Para evitar tarifas e pedágios elevados, o governo entra com uma parte do custo.

Tudo muito bem, só que o projeto das
estradas na Bahia prevê uma rentabilidade para o empreendedor de 12,5% ao ano. E não faz muito tempo o governo Lula suspendeu o processo de concessão à iniciativa privada de sete rodovias por considerar muito alta a taxa de retorno prevista, que era de 12,88%, quase a mesma da PPP.

Neste caso, trata-se de concessão simples, sem parcela do governo. É uma espécie de privatização. A empresa vencedora fica dona da estrada por 30 anos, pagando ao governo algo como luvas e aluguel. Financia-se e obtém lucro com a cobrança do pedágio.

A discussão, nos dois caso, é meio técnica, meio ideológica. Do ponto de vista técnico, há questões relevantes. Por exemplo: qual o critério de escolha do vencedor? Quem pagar a maior remuneração para o governo ou quem oferecer o menor pedágio? No caso das PPPs, quem oferecer o menor pedágio ou pedir menos compensação do governo?

O problema político aparece porque, afinal, se trata de um tipo de privatização - coisa que o PT e seus aliados demonizaram. No caso das concessões de
rodovias, há um entrave adicional: três estradas ficam no Paraná, onde o governador Roberto Requião dedica boa parte de seu tempo a azucrinar a vida das concessionárias de estradas já pedagiadas.

Dessa visão ideológica nasce a contestação sobre as margens de retorno. Nos setores técnicos, 12,5% não são considerados elevados. Além disso, há um leilão em que os concorrentes podem pedir menos, se houver essa capacidade entre as empreiteiras brasileiras. O mercado resolveria - mas é disso que o pessoal não gosta, do mercado e do lucro das concessionárias. O risco é o governo apertar tanto as margens que não encontre interessados. Ou só encontre picaretas, que topem entrar num negócio que sabem não rentável, com a expectativa brasileira do “depois se quebra o galho”, sabe-se como.

A ver. O ministro Paulo Bernardo acredita que até abril também o edital das concessões de
rodovias estará na praça. São investimentos elevados, R$ 3,8 bilhões.

Tudo isso estava em andamento havia quatro anos. Foi tudo reempacotado e incluído no PAC na expectativa de que agora vai. Vai?

*Carlos Alberto Sardenberg é jornalista

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

METRÓPOLE
26/02/2007

Alta velocidade agora é alvo de radar infravermelho

Motoristas desobedientes que se cuidem. Policiais rodoviários federais têm novos equipamentos para identificar quem costuma andar em alta velocidade nas estradas. São 71 radares fotográficos infravermelhos, que tiram duas fotos por segundo. Até então, os radares móveis só conseguiam captar um veículo por vez. Quando havia dois carros emparelhados, aparecia na foto apenas o que estivesse em maior velocidade.

Os equipamentos, distribuídos por 60 mil quilômetros de
rodovias federais, também são à prova de rastreadores de radar, ou seja, não são identificados pelos detectores de radar colocados no carro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os novos radares começaram a funcionar há nove dias, quando teve início a Operação Carnaval 2007.

Segundo a PRF, os radares estão instalados nos locais onde motoristas costumam cometer maiores imprudências.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

METRÓPOLE
26/02/2007

Chuva fecha Congonhas e rodovias

Água invadiu a Anchieta e a Fernão Dias e causou acidente na Régis; atrasos atingiram 38 dos 224 vôos

Uma forte chuva, com ventos de até 47 quilômetros por hora, provocou interdições, alagamentos, trânsito e confusão em São Paulo ontem. O Aeroporto de Congonhas foi fechado entre 16h43 e 17h40 e, dos 224 pousos e decolagens, 38 tiveram atrasos superiores a 45 minutos. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) declarou estado de atenção na cidade por quatro horas, a partir de 14h50. Até as 19 horas, foram registrados mais de 40 pontos de alagamento, sendo 18 intransitáveis. Até o jogo entre Palmeiras e São Caetano, no ABC paulista, foi interrompido por 11 minutos.

A água também fechou
rodovias importantes do Estado. O Ribeirão dos Couros, entre São Paulo e São Bernardo do Campo, transbordou, interditando a via expressa da Rodovia Anchieta, no km 13, às 16h40. Às 23 horas, a pista central sul ainda continuava fechada e havia 11 quilômetros de lentidão. A Fernão Dias ficou fechada entre 16 e 17 horas, no km 84, sentido São Paulo, provocando 8 quilômetros de congestionamento. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a chuva contribuiu para um acidente com três caminhões no km 349 da Régis Bittencourt, que teve a pista sentido São Paulo bloqueada. Por causa disso, houve lentidão de 26 quilômetros na região.

Na capital, duas casas desabaram - no Jaçanã, zona norte, e em São Miguel Paulista, zona leste - e outras foram destelhadas pelo vento. Ninguém ficou ferido. A Defesa Civil registrou queda de 20 árvores, uma delas sobre um carro na Vila Paulistana, zona norte, e outra sobre o telhado de uma casa na zona leste. Não houve vítimas. No Tatuapé e na região do ABC, houve queda de granizo.

Foi o segundo dia mais chuvoso do mês, segundo o GCE, com índice pluviométrico de 34 milímetros, 15,6% do que deveria chover no mês todo. Já choveu este mês 45% a mais do que em fevereiro do ano passado.

Segundo o meteorologista Guilherme Dametto, da Climatempo, o temporal de ontem foi provocado por uma frente fria que passa ao largo do litoral paulista e provoca instabilidade em todo o Estado. A expectativa para hoje é de sol forte e mais chuva no fim da tarde.

 

GAZETA MERCANTIL - SP

NOMES E NOTAS
26/02/2007

O contra-pac

Enquanto o governo se esfalfa para aprovar o PAC no Congresso, o ex-ministro Eliezer Batista e o consultor Renato Pavan, da Macrologística, concluem o Projeto Brasil Competitivo. O documento traça um detalhado planejamento estratégico para transformar a logística e a infra-estrutura de transporte no País. "Sem isso, o Brasil jamais será competitivo no mercado internacional", diz Renato Pavan. Os autores acreditam que há espaço para uma redução de até US$ 36 bi no custo da logística no País.

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

BRASIL
26/02/2007

Temporal interdita rodovias e interrompe jogo

Cinqüenta minutos de chuva forte deixaram a capital paulista mergulhada no caos e levaram o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo a decretar estado de atenção em todas as regiões. O temporal, que se estendeu por toda a tarde, atingiu principalmente as Zonas Leste, Norte e ABC Paulista, provocou o fechamento da pista principal do Aeroporto de Congonhas por mais de um hora, deixou pelo menos 31 pontos de alagamento, interditou as rodovias Régis Bittencourt e Fernão Dias e chegou a interromper por 11 minutos o jogo entre Palmeiras e São Caetano.

No final da tarde, o Ribeirão dos Couros, na divisa entre São Bernardo e São Caetano, transbordou e provocou a interdição da pista expressa da
Rodovia Anchieta. A pista sentido capital foi liberada por volta das 19h.No Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, a pista principal ficou fechada entre 16h43 e 17h40. Durante o fechamento, o aeroporto continuou operando com pousos e decolagens na pista auxiliar. Mas no início da noite, o saldo era de pelo menos 20 vôos atrasados.

O temporal começou por volta das 14h. Às 14h50, o CGE decretou estado de atenção para as regiões Centro, Norte, Leste, Sudeste e Marginal do Tietê. Meia hora depois, o estado de atenção foi ampliado para a Marginal do Pinheiros e para a Zona Oeste. Pouco antes das 17h, a Zona Sul foi incluída. A cidade só voltou para o estado de observação às 19h20.Segundo o Corpo de Bombeiros, 20 árvores caíram em decorrência da chuva. No Jaçanã, Zona Norte, o teto de uma garagem desabou sobre um carro. Na Vila Sônia, na Zona Sul, moradores reclamam que uma contenção de madeira da obra do metro caiu e levou lama para toda a rua. Segundo o CGE, no Tatuapé, na Zona Leste, caiu granizo.Não houve registro de vítimas por causa da chuva.

 

 

EXAME - SP

PRIMEIRO LUGAR
26/02/2007

Um estaleiro para o Espirito Santo

O empresário German Efromovich, sócio do grupo Synergy, vai investir 400 milhões de dólares para abrir um estaleiro no Espírito Santo. Efromovich, dono dos estaleiros Mauá Jurong e Eisa, no Rio de Janeiro, já acertou detalhes do negócio com o governador Paulo Hartung, que deve ceder uma área no porto localizado em Barra do Riacho. Lá devem ser construídos dez navios de carga encomendados pela estatal venezuelana de petróleo PDVSA, um negócio de 700 milhões de dólares, e também embarcações para a Transpetro, a empresa de transportes da Petrobras. O negócio ainda depende de uma autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para repassar a área onde deve ser instalado o estaleiro ao governo estadual, que só então poderá cedê-la ao Synergy.

 

 

PÁGINA 20 - AC

ESPECIAL
26/02/2007

Agora, ou vai ou racha!” (Lula)

PAC: desenvolvimento sustentável com justiça social para que todos os brasileiros tenham sua chance de crescer com o país

“Vamos fazer o bolo crescer para depois dividir”, afirmava Delfim Netto quando ministro da Fazenda do governo militar, durante os anos 70. Ele conclamava os trabalhadores brasileiros a um esforço coletivo marcado pelo crescimento econômico e tecnológico que fez do Brasil a oitava maior economia do mundo. O país cresceu, enriqueceu, enquanto, no mesmo ritmo, multiplicaram-se as desigualdades sociais e o empobrecimento dos trabalhadores ainda à espera de sua fatia do bolo.

Essa promessa, que chegou a ser esquecida pela maior parte dos trabalhadores brasileiros da época e é desconhecida dos mais jovens, é retomada agora pelo presidente Lula por meio Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Atitude traduzida na oferta de R$ 503 bilhões a serem investidos ao longo dos próximos quatro anos para vencer desigualdades ao gerar ambientes favoráveis ao surgimento e desenvolvimento de negócios que irão gerar emprego e renda ao recolocar o país no caminho do crescimento.

Seu objetivo maior é o de romper barreiras e superar limites como o excesso de burocracia e impostos, as altas taxas trabalhistas, as péssimas condições de tráfego nas
estradas, portos e aeroportos, na dificuldades para liberação de créditos e uma série de outros entraves que prejudicam o país e massacram milhões de brasileiros.

Durante o primeiro debate público do plano, em todo o Brasil, apresentado nesta semana pelo senador Tião Viana, o deputado federal Nilson Mourão, um dos entusiastas do programa, fez questão de ressaltar: “Esse plano não realizará milagres, mas será executado com realismo e seu sucesso dependerá do comprometimento e empenho dos setores público e privado e de cada um dos brasileiros trabalhando para construir o desenvolvimento econômico sustentável com justiça social”, disse.

Ele fez questão de destacar que o PAC está sendo posto em debate porque não é uma proposta pronta e acabada que estaria sendo imposta pelo governo central, mas exposta como uma determinação que será aplicada na esfera governamental e que se espera seja abraçada pelos demais setores da sociedade.

“O programa está aberto a propostas e sugestões a serem feitos por políticos, empresas, igrejas, a comunidade, enfim, todos que estejam dispostos a nos ajudar a tirar os entraves que estão atrapalhando o desenvolvimento sustentável do Brasil e dos brasileiros”, declarou. “Inclusive, estamos abertos às críticas, desde que elas venham acompanhadas de propostas de solução dos problemas. Não aceitaremos críticas vazias porque quem é responsável sabe que isso não é bom para o país.”

A fórmula é simples e clara, mas exigirá um imenso esforço e compromisso coletivo de cada brasileiro para que o crescimento anual do país, que está hoje na casa dos 2,8%, o segundo pior da América Latina, possa atingir patamares de 7 ou 8% até 2010.

Isso só acontecerá se o governo federal, Estados e municípios fizerem sua parte cortando gastos, renunciando a parte da imensa carga tributária e administrando com maior eficácia suas finanças, em tudo isso é fundamental que seus programas estejam voltados à área social. A redução e a renúncia a certos impostos como o IPI e faz girar mais dinheiro no mercado, cria condições para o desenvolvimento de negócios e serviços que multiplicam a arrecadação em outros setores como o ICMs do Estado e o ISS das prefeituras.

Em resumo, cabe ao Estado Brasileiro criar um ambiente favorável ao surgimento e desenvolvimento de negócios que irão gerar emprego e renda para que as pessoas possam viver com dignidade. Cabe ao empresário acreditar na reinserção do Estado como fomentador e incentivador das atividades econômicas. Aos parlamentares criar leis que facilitem essas ações e, aos cidadãos e às entidades que os representam, fiscalizar, cobrar e contribuir coletivamente para que todos possam ter seu pedaço do bolo.

Programa de Aceleração do Crescimento

Lançado no dia 22 de janeiro prevê investimentos da ordem de R$ 503 bilhões de 2007 a 2.010 priorizando três eixos fundamentais que são a Infra-estrutura Logística (
estradas, ferrovias, portos ...), a Infra-estrutura Energética (Usinas de geração e redes de distribuição de energia, poços de gás e petróleo, biodiesel...) e a infra-estrutura social e urbana (água, esgotos, melhoria das condições de vida na cidade e no campo...)

A proposta é de que o governo entre com 70% e a iniciativa privada com mais 30% de todo esse dinheiro que financiará com recursos nacionais e internacionais, se necessário, o programa de desenvolvimento. O fundamental é que R$ 323,4 bilhões, ou seja, 64% de todo esse recurso será aplicado no desenvolvimento regional.

Outra boa notícia é de que estados do Norte e Nordeste serão priorizados nesse processo, isto como forma de reduzir as desigualdades regionais que, ao longo da história, tem favorecido com muito mais investimentos as regiões sudeste e sul.

E o Acre nisso? - A conclusão da BR-364 até Cruzeiro do Sul e da BR-317, mais o porto de Boca do Acre e a construção da ponte sobre o rio Madeira como obras prioritárias para o governo federal são os primeiros sinais deste programa que propõem a construção de um novo Brasil. Exemplo prático é a priorização do Complexo Energético do Rio Madeira, que através da usinas de Santo Antônio e Jirau irão gerar energia limpa, farta e barata interligando Acre e Rondônia ao sistema energético do Brasil.

Energia para impulsionar um complexo industrial mais competitivo para aproveitar as oportunidades que estão se abrindo para os acreanos com o asfaltamento da rodovia Interoceanica como parte do plano de integração Latino-americana idealizada por Lula. Proposta amplamente defendida pelo ex-governador Jorge Viana e também pelo atual governador Binho Marques porque garantirá o acesso dos produtos acreanos ao mercado de países andinos como Peru, Bolívia e dali, pelos
portos da bacia do Pacífico o maior mercado consumidor deste terceiro milênio.

Sempre de olho nos rumos da macro-economia brasileira, o Acre adiantou-se, ou seja, já protocolou uma série de projetos para a instalação de redes de saneamento (água e esgotos), construção de casas populares e destinado a ampliar o programa de industrialização, hoje restrito ao vale do Acre, para outras regiões do Estado, com destaque para o Juruá.

“O PAC não é uma colcha de retalhos juntada ao acaso, mas fruto de uma ampla discussão realizada ao longo dos primeiros quatro anos do governo Lula. Isso levou à priorização de projetos muito bem estudados e que são fundamentais para garantir o crescimento econômico do Acre e do Brasil como um todo, por isso cada um de nós tem a obrigação de aproveitar bem esta oportunidade”, enfatizou o secretário Estadual de Planejamento, Gilberto Siqueira. E ressaltou : “Agora é preciso ter competência para operacionalizar a aplicação desses recursos, elaborando bons projetos a serem aprovados e mobilizando a bancada federal para liberar esses recursos que aqui serão aplicados”.

Casa própria

Há previsão de investimentos da ordem de 55,9 bilhões para a construção de moradias e urbanização de favelas que beneficiariam 3,96 milhões de famílias através do PAC. Disso, R$ 4,9 bilhões estariam destinadas a atender 313 mil famílias na Região Norte.

A líberação desse dinheiro deverá acontecer de duas formas: a primeira pela concessão de financiamentos para a classe média atendendo as necessidades e possibilidades do bolso de cada um e a outra pela construção de casas populares que serão financiadas a preços “módicos” para quem ganha até três salários mínimos.

O grande problema continua: como garantir casa para quem não tem renda? Maior eficiência nesse sentido foi conseguida na Europa com a geração de emprego e renda quando as pessoas passaram a ter renda para financiar com dignidade o autodesenvolvimento pessoal.

Propostas acreanas no PAC

Projetos da ordem de R$ 245,54 milhões que irão beneficiar diretamente pelo menos 350 mil pessoas foram apresentadas ao governo federal pelo Acre.

Destes recursos, 96,81 milhões serão aplicados na macrodrenagem e urbanização de áreas alagadiças com alta densidade populacional. Outros R$ 25,9 milhões na implantação de sistemas de coleta e tratamento de resíduos sólidos através da criação de aterros sanitários e usinas de reciclagem de lixo na capital e interior. A melhoria do sistema de coleta, tratamento e distribuição de água portável consumirá mais de R$ 58 milhões.

A melhoria e ampliação da rede de coleta e tratamento de esgotos da capital consumirá R$ 34 milhões. Mas a implantação de melhorias de serviços sanitários domiciliares a famílias agro-florestais sob a área de influência da fábrica de camisinhas, pisos e decks, além do manejo florestal comunitário, agrovilas e pólos agro-florestais exigirá pelo menos R$ 11,31 milhões.

Há ainda ações de continuidade e ampliação de programas como o Luz para Todos que terá investimentos da ordem de R$ 8,7 bilhões e beneficiará pelo menos 5.2 milhões famílias no país, 1.6 milhões só na região norte. Na área da logística de
transportes, o investimento nacional será de R$ 58,3 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões na região norte, no Acre mais especificamente a conclusão das BRs 364 e 317, ponte sobre o madeira e porto de Boca do Acre integrarão o Estado ao sistema intermodal para o transporte de cargas através de estradas e rios que será completado com a conclusão da Interoceanica que permitirá a livre passagem desde o Atlântico ao Pacífico nos dois sentidos, impulsionando o desenvolvimento regional.

Nosso petróleo

A perfuração em busca de petróleo nos solos acreanos já estava previsto no Plano Plurianual desde o ano 2000 e será facilitado agora com a liberação para pesquisa que estarão concentradas no vale do Juruá. A Agência Nacional de Petróleo disponibilizou para este ano recursos da ordem de R$ 27 milhões destinados à realização de levantamentos aerogeofísicos no Estado ao longo deste ano.

Projeto nacional - Ao realizar a primeira apresentação e debate público do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no Brasil com representantes dos vários setores da política, economia, representantes dos setores sociais e produtivos, o senador Tião Viana enfocou claramente o programa como um grande projeto para o desenvolvimento economicamente sustentável e socialmente justo para o país inteiro.

“O que todas as pessoas decentes mais querem é que o Brasil cresça e o Acre participe ativamente desse desenvolvimento. São R$ 503 bilhões em investimentos para os próximos quatro anos, o mais programa de desenvolvimento dos últimos 40 anos. O Acre já tem R$ 58 milhões garantidos para as BRs neste ano, mais de R$ 200 milhões também serão investidos em saneamento, energia e habitação para nossa população”, enfatizou Tião.

Ele esclareceu que como já tem recursos específicos a Saúde, Educação e Segurança não entram no PAC neste primeiro momento. “Ao recolocarmos o país no caminho do desenvolvimento através da melhoria das infra-estruturas de
transportes, energia, social e urbana, estaremos solucionando outros problemas graves do país. Exemplo disso é que para cada real investido na melhoria dos sistema de tratamento e distribuição de água e para a coleta de esgotos, economizamos seis reais na saúde. Os problemas e soluções estão interligados por isso a retomada do crescimento é assim tão importante!”

De acordo com ele, considerando a proporção populacional e o crescimento do volume de investimentos a Amazônia estará sendo a região mais beneficiada do país. Ele lembrou que o sucesso do programa dependerá do esforço coletivo para atender as expectativas de crescimento para a geração de emprego e renda que a população necessita para sobreviver com dignidade.

Fz questão de destacar que os preparativos para a execução do PAC estão sendo executados desde o ano passado com a aprovação de projetos como a Lei Geral da Micro e Pequenas empresas (diminuindo burocracia e impostos para a criação de pequenos negócios) por isso apelidada de Super-simples, a criação da Super Receita, Tevê digital, digitalização dos cartórios.

“Temos mais sete Medidas Provisórias e 10 projetos de lei na linha final para aprovação em poucos dias, todos voltados a uma série de medidas desburocratizantes que visam agilizar e facilitar o desenvolvimento de negócios e da produção brasileira”. Mais de 700 emendas parlamentares já foram apresentadas com o objetivo de ajudar a aperfeiçoar essas medidas.

Tião destacou que ao financiar ações de desenvolvimento estruturando o sistema produtivo e também o intermodal que garantirá a integração latino-americana, o PAC atinge dimensões que ultrapassarão nossas fronteiras.

 

 

A TARDE - BA

POLÍTICA
26/02/2007

Corte no Orçamento atinge mais o Ministério da Saúde

Encerrada a folia carnavalesca e empreendendo algum esforço para pôr fim às suas repercussões, parlamentares baianos dedicaram tempo ontem para análise das conseqüências do corte de R$ 16,4 bilhões do Orçamento da União para 2007. A má notícia foi anunciada às vésperas do Carnaval, quando a população se preparava para cair na folia.

Integrante da base de apoio do governo, o deputado federal Walter Pinheiro (PT-BA) disse ontem que as obras e demais intervenções previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) estão preservadas. O fato, no entanto, é que o
Ministério dos Transportes, possui obras no PAC e teve um corte de 22% nos recursos financeiros previstos para este ano. Terá disponível magros R$ 6,3 bilhões.

DIFÍCIL EXPLICAR Walter Pinheiro acredita que a preservação dos recursos destinados a emendas individuais dos parlamentares pode facilitar o entendimento entre Executivo e o Congresso. Essa medida contribui também, segundo o petista, para o atendimento aos pequenos municípios.

Ele admite, porém, que não é fácil explicar a aritmética do corte. Se o Orçamento previa R$ 22 bilhões para investimento e o corte anunciado é de R$ 16 bilhões, a leitura mais imediata é que sobrarão apenas R$ 6 bilhões para investir. “O detalhamento do corte mostra que não é isso. A redução de recursos não é linear“.

De fato, não é. O ministério que tem o maior volume de recursos disponíveis é também o mais atingido pelos cortes. Vai perder R$ 5,7 bilhões, redução de 14% nos vvalores anteriormente previstos.

A Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro, previa R$ 40,6 bilhões para o Ministério da Saúde direcionar para custeio e investimento.

Esse valor caiu para R$ 34,876 bilhões no decreto de programação orçamentária, divulgado no dia 15 de fevereiro.

INDIGNAÇÃO A previsão palaciana é que, até o final do ano, esse valor destinado à saúde terá que retornar ao original, já que o aprovado pelo Congresso é o previsto na chamada PEC da Saúde, obrigando que os recursos do setor sejam equivalentes ao gasto no ano anterior para a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).

O detalhamento dos cortes deixa indignados os opositores do Planalto. O deputado federal João Almeida (PSDB-BA) reagiu com ironia: “Não surpreende esse corte na saúde. O Planalto considera que o setor está quase ótimo“.

Para o deputado tucano, os cortes são preocupantes porque podem transformar-se, logo adiante, em instrumento de barganha no Congresso. O parlamentar acredita que a redução de recursos pode comprometer investimentos. “Vai ser um ano de aperto“, resumiu.

Com a restrição orçamentária, Minas e Energia poderá contar neste ano, por enquanto, com apenas R$ 383 milhões para arcar com os gastos de custeio e investimento, uma queda de 38,4% em relação ao aprovado pelo Congresso. Turismo foi o que teve a verba mais reduzida, 77%. O menor ocorreu no Desenvolvimento Social, 2,5%.

Outro corte significativo foi o do Ministério das Cidades, que chegou a 59%, com apenas R$ 1,5 bilhão à disposição do ministro Márcio Fortes. A Agricultura tem disponível para usar neste ano R$ 816,7 milhões, um valor 44% menor que o previsto na LOA. Os ministérios da Defesa e da Justiça tiveram seus recursos reduzidos em 17% e 19%, respectivamente, para R$ 5,826 bilhões e R$ 1,595 bilhão.

O menor corte ocorreu no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 2,5%, de R$ 10,763 bilhões para R$ 10,495 bilhões.

Essa é a pasta responsável pelo programa Bolsa Família.

O corte de R$ 16,4 bilhões não significa que o governo não irá gastar esse dinheiro. Bimestralmente, o Ministério do Planejamento divulga reprogramações orçamentárias e, de acordo com a arrecadação de impostos, a evolução dos gastos e o comportamento da economia, faz a liberação ou novos contingenciamentos.

Segundo o oposicionista José Carlos Aleluia (PFL-BA), os cortes são a “correção necessária de erros cometidos diariamente pelo governo“.

O equívoco original estaria, segundo o deputado, no descontrole de gastos públicos.

 

 

CORREIO DA BAHIA - BA

AQUI SALVADOR
26/02/2007

Cheia do São Francisco causa quinta morte na Bahia

Anatália Mendes Ferreira, 18 anos, teve uma crise epiléptica e morreu afogada numa poça de meio metro

Já são cinco as vítimas fatais da cheia do Rio São Francisco na Bahia, sendo três delas ocorridas no município de Malhada, a 902km da capital baiana. A mais recente delas foi Anatália Mendes Ferreira, 18 anos, que morreu no sábado à noite, depois de cair em uma poça d’água, a menos de 20m de casa, na Rua Grande, na comunidade quilombola de Parateca. A família suspeita que ela tenha sofrido de uma crise epiléptica enquanto tomava banho com as amigas, sob os cuidados da avó, a aposentada Maria Ferreira Magalhães. Na poça de profundidade estimada em 0,5m, elas se banhavam sentadas e, só na hora de ir embora, deram por falta da garota. Em poucos minutos, a retiraram da água, cansando, gritando, babando sangue e com as mãos roxas. A família supõe que a adolescente não tenha ficado mais que três minutos com o corpo submerso. Ainda assim, fizeram respiração boca a boca, mas a adolescente não resistiu e morreu a caminho do Hospital Municipal São Geraldo, em Malhada.

O corpo de Anatália, que era criada pela avó, foi enterrado às 9h de ontem no Cemitério de Parateca. Só então dona Maria Ferreira Magalhães pôde compreender o sonho do marido, que está em tratamento em São Paulo, e dias antes contou por telefone que sonhara com uma multidão na porta de casa. Era toda a comunidade de Parateca que se reuniria ontem para dar o último adeus a Anatália, a menina que só vivia com sorriso no rosto, adorava ir para a igreja e não escondia o imenso prazer de viver. O rosto era marcado por cicatrizes, fruto das quedas durante os ataques epilépticos, mas nem isso a impedia de ser feliz. “Ela tinha uma alegria de viver maior do que a da gente que não tem problema”, contou a prima, a agente de saúde Arlene Ferreira, 23 anos.

Seguindo o tratamento, Anatália tomava diariamente mediação controlada. Um deles, era o Gardenal. Entretanto, nem isso impedia que os ataques fossem constantes. Foram as freqüentes crises que levaram a adolescente a abandonar os estudos na 5ª série. “As crises eram mais comuns quando ela ficava preocupada. Ultimamente, a preocupação dela era de que tivesse que deixar a casa em função da cheia”, conta a prima, referindo-se a uma preocupação comum a todos da região.

Apreensão - A previsão de continuidade das chuvas em Minas Gerais tem deixado apreensivas as famílias ribeirinhas do médio São Francisco. A situação dos municípios já está no limite, com milhares de famílias desabrigadas, e não há perspectiva para a vazão começar a baixar. Em Malhada, por exemplo, enquanto as autoridades sinalizam que seria necessário baixar em 1m o nível do rio para a situação melhorar, de anteontem para ontem, a vazão diminuiu em 1cm. Depois de mais de uma semana de chuva ininterrupta, o tempo melhorou há três dias, mas a população suspeita que a semana vai começar com mais chuva. No próximo domingo, completam dois meses que o prefeito, Anselmo Boa Sorte, decretou situação de emergência.

De lá para cá, o município contabilizou três das cinco vítimas fatais da cheia do Velho Chico, quase quatro mil pessoas desabrigadas, 190km de
estradas vicinais parcialmente destruídas. Os 4,5km que ligam o distrito de Canabrava a Malhada, por exemplo, estão completamente tomados pela água. A BR-030, que liga Malhada a Guanambi, também foi interditada. “Veio gente do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (Dnit) esta semana e a empresa contratada para recuperar os 13km de estrada afetados já colocou as máquinas no local”, informou o secretário de Agricultura de Malhadas, José Castor.

Hoje começam a ser distribuídas as 620 cestas básicas enviadas pela Secretaria Nacional da Defesa Civil para o município. Somam-se ainda outras 200 de um total de 500 adquiridas pela prefeitura na semana passada. “As 300 foram distribuídas na sede mesmo, às 50 famílias atingidas pela cheia”, informou Castor. Os desabrigados de Malhada estão distribuídos por três escolas e um centro de catequese da Igreja Católica. “A gente espera que o rio volte logo ao normal, mas a continuidade das chuvas em Minas só faz nos preocupar”, completa o secretário de Agricultura.

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Preocupação é cada vez maior

Em Serra do Ramalho, a situação não é menos preocupante. A cidade, que foi planejada para abrigar assentados e compreende 20 pequenos distritos, já soma quase duas mil famílias atingidas pela cheia. Entre as comunidades mais atingidas, estão Capão Preto, Curral Novo, Caldeirão e as ilhas de Palma, Grande, da Boa Vista, do Campo Largo, do Bambu, do José da Silva e do Cigano. “As ilhas inundaram todas, não tem mais ninguém. O governo do estado mandou 800 cestas básicas, mas foram poucas. As Voluntárias Sociais prometeram mandar sopão, mas até agora não chegou nada. As famílias já estão passando necessidade”, diz o prefeito Carlos Caraíbas de Sousa.

Tendo como fonte de renda a pecuária e a agricultura de subsistência, as famílias já perderam 100% da produção e tiveram que transportar os animais para impedir que eles também fossem tragados pelas águas da cheia. O prefeito estima ter transportado 30 mil cabeças de gado e uma perda de cinco mil animais. “O pior de tudo é saber que estamos sujeitos a perder muito mais, caso o rio continue enchendo”, avalia o prefeito de Serra do Ramalho. Em Bom Jesus da Lapa, as 1.500 famílias desabrigadas da cheia receberam ontem a visita do governador Jaques Wagner, que foi até as creches onde estão os desabrigados e os povoados mais afetados pela cheia. “Ele viu a situação que a gente está vivendo e o drama de uma das famílias”, contou o prefeito, Roberto Maia.

 

 

TRIBUNA DO BRASIL - DF

BRASIL
26/02/2007

A hora dos políticos

Técnicos assumiram para tapar buraco mostram qualidades mas devem sair

Existe nova categoria de funcionários de alto escalão no governo. São ministros de perfil técnico, respeitados por seu conhecimento e, mesmo assim, ameaçados de perder suas funções no governo Lula.

Na última reforma ministerial, em abril de 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu a ministro secretários-executivos de várias pastas, para suprir a saída dos titulares que disputariam as eleições. A surpresa é que, em vez de se tornarem meros tapa-buracos, os substitutos demonstraram qualidades.

Agora, com a necessidade de fazer uma nova reforma ministerial para abrigar a base aliada, Lula precisará substituir boa parte dessa lista de ministros técnicos. Estão na zona de risco os ministros dos Transportes (
Paulo Sérgio Passos), da Agricultura (Luiz Carlos Guedes), Desenvolvimento Agrário (Guilherme Cassel), Previdência Social (Nelson Machado), Educação (Fernando Haddad), Saúde (Agenor Álvares), Integração Nacional (Pedro Brito) e Esportes (Orlando Silva).

O próprio Lula já admitiu para aliados que se pudesse não mexeria na atual equipe. A tendência é que o presidente acabe oferecendo aos técnicos a secretaria-executiva das pastas ou bons cargos.

Técnico de carreira, Passos tem se negado a falar sobre a sucessão nos Transportes. A quem pergunta, vem respondendo que está a serviço do presidente e que cumprirá a tarefa que lhe for designada.

Com mais de 30 anos de carreira no serviço público federal, Passos surpreendeu Lula positivamente. Uma de suas principais ações foi a de ter participado da elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pacote prevê investimentos totais de R$ 58,3 milhões na área de logística até 2010.

A aliados, o presidente disse considerá-lo uma revelação. Mesmo assim, Lula decidiu atender ao pleito do PR e reconduzir o senador Alfredo Nascimento (AM) para a pasta.

A Integração Nacional se tornou alvo de disputa entre PMDB e PSB. O cargo é muito cobiçado pelo seu poder de atuação - terá cerca de R$ 730 milhões em recursos orçamentários já descontigenciados para investimentos em 2007. O PMDB planeja entregar a pasta ao deputado Geddel Vieira Lima (BA).

O PSB, porém, deseja manter o espaço que ocupou com Ciro Gomes, que deixou o cargo no ano passado para se eleger deputado pelo Ceará. Potencial candidato na sucessão presidencial de 2010, Ciro prefere se dedicar à nova atuação no Congresso. Mas tem defendido, com apoio do partido, a manutenção de seu aliado Pedro Brito.

Ex-secretário da Fazenda do governo do Ceará e ex-presidente do Banco do Estado do Ceará, Brito mostrou agilidade no socorro prestado pelo ministério às vítimas das fortes chuvas que provocaram destruição em vários Estados, em dezembro e janeiro.

Fonte : Tribuna do Brasil

 

 

 

A GAZETA - MT

EDITORIAL
26/02/2007

Aparte

O governador Maggi está na linha de frente da organização do ato de sua filiação ao PR no próximo dia 5. Já tem confirmada a presença do senador Alfredo Nascimento (AM), que reassumirá o Ministério dos Transportes, e deve receber esta semana a confirmação da vinda do ministro petebista Walfrido Mares Guia (Turismo). Já nas articulações locais, Maggi vem mantendo contato pessoalmente com vários prefeitos e prevê levar mais de 100 deles para o PR.

 

HOJE EM DIA - MG

CARLOS LINDENBERG
26/02/2007

CPMF e DRU em troca de obras

Vai ser preciso uma engenharia política para os governadores conseguirem que o presidente Lula divida, com os estados e municípios, parte do que arrecada com a CPMF e uma fatia maior da Cide, o imposto dos combustíveis, algo em torno de R$ 13 bilhões/ano. Lula está chamando os governadores, um a um, na velha estratégia de dividí-los ao oferecer obras em troca do apoio das bancadas controladas por eles para prorrogar, no Congresso Nacional, por mais quatro anos, a CPMF e a chamada Desvinculação de Receitas da União, a DRU, pela qual o Palácio do Planalto gasta 20% do que arrecada com o que bem quiser, fora do engessamento imposto pelas vinculações obrigatórias do orçamento. Os prazos em vigor da CPMF e da DRU acabam em dezembro e, obrigatoriamente, têm de ser prorrogados pelo Parlamento.

Na última quinta-feira, por exemplo, Lula chamou ao Palácio do Planalto o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, o único eleito pelo PFL. Arruda tem sido o porta-voz dos governadores, mas a conversa no terceiro andar do Planalto girou em torno da construção de um anel rodoviário, orçado em R$ 600 milhões, para desafogar o trânsito de caminhões na capital federal; e a conclusão do metrô na cidade-satélite de Ceilândia, que exigiria mais R$ 200 milhões.

Antes, Lula foi pessoalmente ao Rio para oferecer ao governador Sérgio Cabral, do PMDB, obras no Arco Rodoviário, incluindo a rodovia litorânea BR-101. Saiu de lá dizendo que as obras do maior trecho do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro, que liga a BR-040 ao
Porto de Itaguaí, devem começar até novembro de 2007, com 77 quilômetros de pista dupla, cortando a Baixada Fluminense. O Arco Rodoviário do Rio interliga três rodovias federais (BR-101, BR-116 e BR-040) com o Porto de Itaguaí e o futuro complexo petroquímico de Itaboraí.

Já em São Paulo, Lula enviou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que no dia 2 de fevereiro subiu as escadarias do Palácio dos Bandeirantes, onde durante duas horas ofereceu ao governador tucano José Serra R$ 1,2 bilhão para as obras do Rodoanel na região metropolitana de São Paulo.

Oh Minas!

O ex-presidente do PT e assessor direto de Lula Marco Aurélio Garcia disse ontem, em Belo Horizonte, que Minas já está bem representada no ministério. E que, no segundo mandato, o Nordeste e o Norte, onde Lula foi bem votado, é que devem ocupar maior espaço. Da cozinha do Palácio do Planalto, Marco Aurélio deve saber o que está falando - ou seja, Minas vai continuar do tamanho que está. Ou menor do que estava, porque já teve os ministérios dos Transportes, da Saúde, a Eletrobrás e corre o risco de perder Furnas. E não é para menos. Os petistas de Minas não conseguem levar um nome de consenso para Lula, alguém competente.

José Serra em Montes Claros

O Norte de Minas pode trocar de governador - deixar o de Minas pelo de São Paulo. O impasse gira em torno da Mata Seca e a gota d’água pode ter sido a declaração do diretor de Monitoramento e Licenciamento do IEF, Rubens Vargas, publicadas pelo HOJE EM DIA na última sexta-feira, poucos dias depois de as lideranças de 13 entidades de classe do Norte de Minas se encontrarem, em Belo Horizonte, com o vice-governador Antônio Augusto Anastasia, que prometeu uma solução. Só que o diretor do IEF continua com o ramerrão de sempre, de que o Decreto-Lei 750 continua em vigor para a Mata Seca do Norte de Minas, embora os mapas do IBGE e até um estudo técnico da Universidade Federal de Lavras, encomendado pelo chefe dele, o secretário de Estado do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, digam o contrário, que a caatinga e o cerrado norte-mineiro, por onde andaram Manuelzão e João Guimarães Rosa, não fazem parte do bioma da Mata Atlântica. Só não vê quem não quer.

Esse detalhe implica que o IEF continua querendo comparar o cerrado do Norte de Minas com a Mata Atlântica e, com isso, ampliar as reservas legais da região, de 20% para até 80%. Em toda Minas Gerais, prevalecem os 20%. Só no Norte de Minas é que o IEF quer aumentar este índice para até 80%, sem nenhuma base jurídica, o que tem provocado revolta na região, estopim que está levando a classe rural a um quase rompimento com o governador Aécio Neves. Algumas lideranças ainda apostam na possibilidade de que tudo volte ao normal, ou seja, que prevaleçam os 20% de reserva legal, averbada em cartório. Para se ter uma idéia, o Norte de Minas é hoje a região mais preservada do Estado, com mais de 40% de reserva legal e parques florestais - municipais, estaduais e federais. E o IEF quer que o Norte de Minas assuma o passivo ambiental do restante do Estado, que em algumas regiões, como no Triângulo Mineiro, não chega sequer a 10%.

Setores mais radicais defendem a retirada imediata da mesa de negociações. E agora querem convidar o governador José Serra, de São Paulo, para abrir a exposição agropecuária de Montes Claros, em 3 de julho, o maior evento popular da região, quando se estará comemorando os 150 anos de Montes Claros e 50 anos da Sociedade Rural. A temperatura será medida no próximo dia 26 de março, quando Anastasia estará em Montes Claros para receber o título de Doutor Honoris Causa pela Unimontes.

(*) Editor-adjunto de Política
E-mail para asouto@hojeemdia.com.br

 

 

ZERO HORA - RS

POLÍTICA
26/02/2007

Partidos disputam cargos no Estado

Grupo Conceição, Refap e Trensurb estão entre os mais disputados

A reforma ministerial ainda nem ocorreu e os partidos da base aliada do governo Lula já se preparam para garantir um quinhão na partilha de cargos federais nos Estados.

No Rio Grande do Sul, PT e PSB já estão com as listas prontas. A briga deve ocorrer em torno da direção do Grupo Hospitalar Conceição, que hoje está nas mãos dos petistas.

- Queremos manter o que temos e ampliar a participação. Vamos reivindicar espaço no Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e a coordenação da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) - diz o líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque.

O PSB detém atualmente a superintendência regional do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), a subdiretoria da Infraero e a direção de operações da Trensurb.

Segundo o deputado federal Marco Maia, o PT trabalha com uma lista que abrange praticamente todos os órgãos. A prioridade é manter os comandos do GHC, da Trensurb e da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). Mas também estão na mira a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e a superintendência da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), para a qual estão cotados o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rosseto e o diretor administrativo da Refap e ex-presidente da CEEE, Vicente Rauber.

Collares é cotado para presidência dos Correios

O PDT vai esperar o anúncio do novo ministério, mas trabalha nos bastidores a indicação do ex-governador Alceu Collares para algum cargo, como a presidência dos Correios:

- O Collares é um nome respeitado, tem capacidade para ser ministro e presidente de qualquer empresa pública - afirma o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.

O PTB aguarda reunião com os deputados federais dos demais partidos para planejar a ofensiva a fim de garantir sua fatia do bolo.

 

 

DCI - SP

POLÍTICA ECONÔMICA
26/02/2007

Edital de primeira PPP sai em março, diz Bernardo

Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu na sexta-feira que sairá em março o edital para a realização do primeiro projeto de parceria público-privada (PPP) do Governo Federal, que envolve reformas e ampliação no trecho da BR-324 entre Salvador e Feira de Santana e de outro trecho da BR-116, entre Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas Gerais. “Nós acreditamos que em março vai ser publicado”, afirmou o ministro.

 

 

DIÁRIO DO POVO - PI

ECONOMIA
26/02/2007

Ministro Paulo Sérgio lança o PAC hoje em Teresina

O Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, estará hoje (26) em Teresina para fazer o lançamento do PAC (Programa de Aceleramento do Crescimento) no Piauí. Paulo Sérgio vai participar da solenidade de lançamento do programa às 9 horas no Palácio de Kanark,sede do governo estadual, em seguida viaja com o governador Wellington Dias para Picos, a 306 quilômetros ao Sul de Teresina.

O ministro vai descerrar a placa inaugural das obras de melhoramento, recapeamento e implantação da sinalização na BR-020, no trecho que liga Picos a divisa do estado do Ceará. A obra foi realizada pelo
Dnit-PI (Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes).

Paulo Sérgio também vai fiscalizar as obras da BR-316 onde foi feito melhoramento, alargamento e a construção de acostamentos laterais.

Estas obras em Picos devem ser vistoriadas e inauguradas entre meio-dia e 16 horas, horário previsto para o retorno do ministro à Teresina. Paulo Sérgio retornar para Brasília por volta das 18 horas.

Wellington Dias deve ainda discutir com o ministro obras estruturantes como a ferrovia transnordes-tina que deve passar no Sul do Piauí, no município de Elizeu Martins e ligar os
portos de Itaqui, em São Luís, de Pecém, em Fortaleza, à região do cerrado piauiense, escoando a produção agrícola e os minérios extraídos naquela região.(LC)