FOLHA DE S. PAULO - SP

OPINIÃO
27/01/2007

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) representa uma inovação na política econômica?

DEPOIS DE muitas idas e vindas, o governo finalmente divulgou nesta semana o tão alardeado pacote econômico que, segundo seus progenitores, irá tirar o Brasil do marasmo do crescimento que nos acompanha há mais de duas décadas. É de fato bastante incômoda essa posição de retardatário do crescimento mundial, mormente em período tão favorável para as economias em desenvolvimento. Infelizmente, porém, não será o PAC que dela nos livrará.

Antes de dizer por que o PAC é insuficiente para destravar a economia brasileira, é preciso identificar as causas do baixo crescimento, que são, em grande medida, estruturais, e não conjunturais. Demandam, pois, reformas, e não pacotes simplistas recheados de marketing.

A pesquisa empírica revela que nosso pífio crescimento se deve a um conjunto de fatores que o PAC só tangencia, incluindo: baixo nível educacional da força de trabalho; péssimo clima para negócios; infra-estrutura em estado calamitoso; gastos públicos correntes em patamar elevadíssimo; carga de impostos alta e estrutura tributária ineficiente; tênue garantia dos direitos de propriedade; e proteção tarifária ainda elevada. Por limitação de espaço, focaremos em alguns desses verdadeiros gargalos e na sua relação (ou ausência de) com o PAC.

O pacote consiste, grosso modo, em algumas reduções de impostos para setores selecionados (que suscita uma "escolha de vencedores" por burocratas em Brasília) e em um aumento do investimento público, com ênfase para a infra-estrutura.

Vale dizer que, em certa medida, o diagnóstico do governo -é preciso reduzir impostos e melhorar o estado da infra-estrutura- é correto. Errado é o remédio proposto: escolher vencedores e aumentar os gastos públicos reduzindo o superávit primário.

Já no que tange à contenção das despesas correntes, um dos maiores entraves ao crescimento, pelos seus efeitos perversos sobre os juros e a carga de impostos, apenas uma proposta minguada de diminuição da taxa de crescimento dos gastos reais com os servidores públicos. É muito pouco para um país em que o setor público deveria gastar, dada a nossa renda per capita, na faixa de 20% a 25% do PIB, e não 33%.

Investimentos em infra-estrutura são mais que urgentes, sobretudo nas áreas de transporte e energia. Estudos empíricos mostram que cerca de 30% da diferença entre nosso PIB e o da Coréia se deve à diferença de infra-estrutura. Mais: investimentos em infra-estrutura são fontes geradoras, "causais", no linguajar dos economistas, de outros tipos de investimento.

Mas isso não significa que o Estado seja o agente mais apropriado para fechar essa lacuna. Uma solução mais inteligente que a apresentada no PAC seria revigorar as agências reguladoras, o que atrairia o investimento privado -hoje temeroso de mudanças de regras pelo ministro da vez- para a área de infra-estrutura.

Uma maior participação do setor privado aumentaria a eficiência dos investimentos e economizaria recursos públicos. Para o caso dos investimentos com baixo retorno privado, mas alto retorno social, o governo poderia entrar subsidiando uma parte (idéia das PPPs), mas, de novo, não há necessidade de que o Estado seja o empreendedor dos projetos.

O ponto mais incômodo do PAC é, porém, a redução do superávit primário que ele enseja. Ao contrário do argumentado pelos autodenominados desenvolvimentistas, a evidência internacional mostra de modo cabal que superávits primários elevados em países com endividamento alto, como é o nosso caso, não atrapalham o crescimento. Muito pelo contrário, quando o governo economiza recursos e com eles recompra sua dívida mais rapidamente, o risco fiscal cai e, com ele, os juros reais de longo prazo. Juros reais de longo prazo menores tornam mais atraentes os investimentos, inclusive em infra-estrutura.

Em resumo, a necessidade premente de melhorar nossa infra-estrutura para crescermos mais celeremente não deveria ser enfrentada com mais Estado, mas, sim, com mais setor privado. Manutenção de superávits primários na casa dos 4,5% e fortalecimento das agências reguladoras assegurariam a vinda desses recursos.

CARLOS EDUARDO SOARES GONÇALVES, doutor em economia, é professor de macroeconomia e vice-coordenador do programa de pós-graduação da Faculdade de Economia e Administração da USP.

 

 

O GLOBO - RJ

O PAÍS
27/01/2007

Sem verba do PAC, Rodoanel de SP será oferecido à iniciativa privada

SÃO PAULO. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decidiu abrir concessão à iniciativa privada para a construção do trecho sul do Rodoanel.

O governo paulista pretende definir os padrões de execução da obra em um mês. Até lá, as obras estão suspensas.

O trecho sul do Rodoanel corre o risco de ficar sem R$ 1,2 bilhão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pacote lançado segunda-feira pelo governo federal e que prevê investimento de R$ 503,9 bilhões em obras de infra-estrutura no país. O estado reclama da falta de repasse de verbas federais.

A União diz que não dará dinheiro se a administração estadual privatizar as obras.

As obras terão de aguardar também dois outros temas: a votação do Orçamento na Assembléia, o que obriga o estado a usar verbas do ano passado, e o futuro dos cinco contratos em vigência para a construção do trecho.

A Secretaria de Transportes não demonstrou preocupação com a ameaça federal de retirar o Rodoanel Sul do PAC, já que classifica como insuficientes os repasses federais.

“O Trecho Sul demanda investimentos de R$ 3,5 bilhões em quatro anos, sendo que somente R$ 59 milhões constam do Projeto de Lei Orçamentária Anual da União para 2007.

O histórico de repasses da União não dá garantias de que o empreendimento seja implantado no tempo adequado”, diz a nota divulgada pelo governo paulista. Sem o dinheiro federal, o estado argumenta que só com a concessão pode tocar a obra, já que não tem como arcar sozinho com o custo do Rodoanel.

Ministro diz que vai tratar diretamente com governador O
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, não deu fôlego à polêmica e declarou, por meio de sua assessoria, que pretende tratar o assunto diretamente com o governo do estado. Anteontem, porém, Passos havia dito que não faria sentido o governo federal colocar dinheiro numa obra conduzida pela iniciativa privada.

Os investimentos em
transportes previstos no PAC para o Estado de São Paulo ultrapassam R$ 2 bilhões. Mas é justamente o trecho sul do Rodoanel que vai receber a maior parte desse montante: R$ 1,2 bilhão. O atrito entre os governos federal e estadual pode tirar de São Paulo mais da metade do repasse.
(*) Do Diário de S.Paulo

 

 

O GLOBO - RJ

RIO
27/01/2007

OBRAS NO PORTO

O Píer Mauá S/A e a Companhia Docas iniciam, na segunda-feira, as obras do novo terminal de passageiros do Porto do Rio. A nova estação será construída no Armazém 4 e contará com um complexo logístico de aproximadamente 20 mil metros quadrados na Avenida Rodrigues Alves. As obras estão orçadas em 30 milhões e deverão estar concluídas nos próximos 24 meses.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

FÓRUM DE LEITORES
27/01/2007

Rodoanel

Aproveitando o momento em que a palavra de ordem no governo federal é falar em Plano de Aceleração do Crescimento, com investimentos maciços em infra-estrutura para a diminuição do temido e avassalador custo Brasil, já passou da hora de os grandes empresários, a imprensa e os formadores de opinião bradarem alto, para que sejam ouvidos em Brasília, que a maior e mais importante obra nessa área é, sem dúvida, a conclusão total do Rodoanel Mário Covas. Pois mais da metade do que é produzido e exportado pelo País passa pelas estradas paulistas e na sua grande maioria se destina aos Portos de Santos e São Sebastião, portos esses que seriam imensamente beneficiados com a conclusão dessa importante obra viária.

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
27/01/2007

Programa do governo prevê R$ 28 bi em obras nacionais de transportes

Metade da verba para rodovias, portos e navios é do Orçamento da União

BRASÍLIA. Dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado na última segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo reservou R$ 28,4 bilhões para investir em projetos de transportes de abrangência nacional, que envolvem desde recuperação de estradas até construção de novos navios. Praticamente metade desses recursos virá do Orçamento da União e o restante, de agentes privados que terão financiamento público. Para o Estado do Rio, por exemplo, só na área de dragagens de portos, estão reservados quase R$ 225 milhões aos portos de Sepetiba e do Rio durante os próximos quatro anos.

— Esses projetos têm objetivos nacionais, que transcendem as regiões — resumiu o secretário-executivo do
Ministério dos Transportes, Miguel Mário Bianco Masella.

Incluindo obras regionais, serão R$ 58,28 bilhões No total, o PAC prevê desembolsos de R$ 58,28 bilhões para
transportes no segundo mandato do presidente Lula.

Nesse montante, entram os projetos regionais, com benefícios mais localizados.

Entre os chamados “projetos especiais”, mais amplos, o segmento de
portos receberá R$ 1,1 bilhão — tudo em recursos federais — para dragagem de 15 portos, sendo que os do Rio receberão a maior quantia. A idéia é aumentar entre 10% e 20% a capacidade portuária do país.

Ainda na área naval, também estão previstos R$ 10,6 bilhões para estimular a construção de navios, sendo 26 unidades até 2010 com encomendas da Transpetro, somando US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 5,3 bilhões). O secretário explicou que 13 deles serão erguidos no Rio.

— Aumentar o transporte marítimo ajuda a aliviar as
estradas.

Um contêiner no navio é um caminhão a menos na estrada — disse Masella.

Em
rodovias,estão previstos R$ 12,936 bilhões em programas de conservação, recuperação, estudos de projetos, segurança e sinalização. Segundo o secretário, esses valores são muito maiores que os previstos no primeiro mandato de Lula. O trabalho envolverá toda a malha federal, de 52 mil quilômetros.

A conservação, que receberá R$ 1,7 bilhão, envolve a limpeza, a desobstrução de galerias de água e obras de tapaburacos, trabalhos que precisam ser feitos ao longo de todo o ano. No Rio, em 2007, serão usados R$ 15 milhões.

Além disso, o governo prevê R$ 8 bilhões para a manutenção e recuperação de 32 mil quilômetros de
rodovias.

— Quando se faz a restauração, os gastos com a conservação são reduzidos — explicou o secretário.

O programa de Controle de Peso, outra forma de reduzir o desgaste das
estradas, prevê a implantação e a operação de 206 postos, com investimentos de R$ 666 milhões. Para os sistemas de segurança em rodovias, foi alocado R$ 1,1 bilhão e, para sinalização das estradas, com pinturas de faixas e placas em 72 mil quilômetros, outros R$ 470 milhões.

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
27/01/2007

Viagens de Lula darão prioridade ao pacote

Presidente vai a cidades que receberão recursos e discutirá os planos com Conselho Político

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna nesta madrugada de Davos, na Suíça, e já na semana que vem inicia uma maratona de viagens e reuniões para divulgar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na terça-feira, Lula receberá presidentes de partidos e líderes do Conselho Político para discutir o pacote que foi encaminhado ao Congresso. Lula tem dito que sua aprovação será o teste de resistência da coalizão de 11 partidos. À noite, Lula segue para Recife e, no dia seguinte, no Porto de Suape, assina contratos para a construção dos dez primeiros navios da Transpetro. O PAC prevê a construção da refinaria Abreu e Lima e o pólo têxtil do Nordeste no Porto de Suape.

De Suape, Lula segue para Parnamirim, no Rio Grande do Norte, para visitar obras na rodovia BR 101 Nordeste. O PAC prevê a pavimentação dessa estrada.

Na seqüência, vai a Crateús, no Ceará, para a inauguração de uma usina de biodiesel.

No PAC, estão previstos investimentos de R$ 150 milhões em refinarias para processamento de óleos vegetais.

Estudo para licitação de
rodovias sai até quarta-feira Na sexta-feira, o presidente vai a Paulínia e Campinas, em São Paulo, para o lançamento da pedra fundamental de uma unidade de produção de prolipopileno e para a inauguração de uma estação de tratamento de esgoto.

Também esta semana, até quarta-feira, o governo vai concluir o estudo sobre a licitação de sete trechos de
rodovias federais, suspensa desde o último dia 10. Segundo importante fonte do governo, os parâmetros usados para elaborar o edital de concessão estão sendo atualizados.

Será reavaliado, por exemplo, o volume de tráfego previsto. A modelagem da concorrência não será alterada e o objetivo é conseguir a menor tarifa de pedágio, mantendo a rentabilidade das empresas.

— As concessões serão feitas.

A disposição do governo foi demonstrada com a inclusão da licitação no PAC e investimentos previstos de R$ 3,8 bilhões — garantiu essa fonte.

O programa de concessão das
rodovias estava praticamente pronto quando foi suspenso. No modelo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em novembro, venceria a licitação a empresa que oferecesse a menor tarifa e, ao mesmo tempo, o maior valor pela concessão.

As sete
rodovias que estão no programa são: BR-381 (Fernão Dias, entre São Paulo e Belo Horizonte), BR-116 (Régis Bittencourt, de São Paulo a Curitiba), BR-153 (da divisa de Minas Gerais com São Paulo à divisa de São Paulo com Paraná), BR-116 (de Curitiba à divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul), BR-393 (da divisa de Minas com Rio ao entroncamento com a Via Dutra), BR-101 (da divisa do Espírito Santo com o Rio, até a Ponte RioNiterói) e um trecho entre Curitiba e Florianópolis, que reúne três BRs: 376, 116 e 101.
COLABORARAM Mônica Tavares e Patrícia Duarte.

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

BRASÍLIA - DF
27/01/2007

Poeira

Depois de comer o pão que o diabo amaçou, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) quer dar a volta por cima. A petista quer emplacar Luiz Antônio Pagot, seu assessor parlamentar, como diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Serys pediu até uma mãozinha ao colega Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

POLÍTICA
27/01/2007

Lula faz propaganda do PAC

Presidente vai visitar obras para tentar convencer sociedade e Congresso da importância do programa de crescimento. Campanha para aprovar projetos inclui encontro com empresários de infra-estrutura

Às vésperas da eleição para a Presidência da Câmara, que pode rachar a recém-formada base aliada do segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais empenhado em divulgar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula quer a agenda dos próximos dias voltada para o tema e pretende começar a vistoriar obras incluídas no pacote.

Na quarta-feira, ele planeja estar em Parnamirim (RN) para visitar obras na BR-101. A duplicação do trecho nordestino da rodovia, que liga o estado do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, é uma das prioridades do pacote. Lula está empenhado em ser o garoto-propaganda do PAC. Na cerimônia de lançamento do plano, na segunda-feira, ele deixou claro que terá papel de convencer os parlamentares e a sociedade da importância de acreditar nas propostas do governo. Desde o primeiro mandato, o presidente não esconde o gosto por visitar realizações federais.

Na próxima semana a agenda do presidente estará voltada para o tema. Na terça-feira, ele reúne o Conselho Político, formado por 11 partidos aliados, para discutir o PAC. Os parlamentares, inclusive aliados, insurgiram-se principalmente contra duas medidas do pacote: a possibilidade de utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em obras de infra-estrutura e o limite de reajuste (inflação mais 1,5% de ganho real) da folha de pagamento dos servidores. Lula quer a base aliada afinada em torno do plano pois enfrenta resistências dos governadores a parte das medidas.

O presidente também continuará a buscar apoio entre os empresários. Está prevista para a próxima semana uma reunião com a Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), que representa um dos setores mais beneficiados pelo PAC. Esta semana, Lula convidou ao Palácio do Planalto empresários do setor siderúrgico, outra área com chances de se beneficiar com o pacote, e ouviu elogios à proposta.

Navios
Na semana que vem, Lula faz a primeira grande viagem pelo país desde que tomou posse como presidente reeleito. Desde o início do ano, ele foi apenas ao Rio de Janeiro prestigiar o governador aliado Sérgio Cabral (PMDB). Na próxima terça-feira, Lula vai dormir em Recife para, às 9h30 de quarta, participar da cerimônia da assinatura de contratos de construção dos primeiros navios da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Depois de vistoriar as obras da BR-101 em Parnamirim, ele segue para o Ceará. Em Crateús, inaugura a terceira usina de biodiesel, uma de suas paixões, da empresa Brasil Ecodiesel, a maior produtora do país de combustível feito com mamona. Será a terceira usina da empresa no Ceará. Outras quatro fábricas serão instaladas no Rio Grande do Sul, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Quando todas as usinas estiverem em funcionamento, a previsão da empresa é produzir 757 mil litros de biodiesel por ano.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

COTIDIANO
27/01/2007

SP diz que obras em rodovias fizeram ampliar concessões

O governo paulista diz que a inclusão de 317 novas obras na malha rodoviária do Estado foi um dos fatores que levaram à prorrogação dos contratos de concessão das rodovias por até oito anos e oito meses.

Na edição de ontem, a Folha revelou que, em dezembro, nos últimos dias da gestão Cláudio Lembo (PFL), foram ampliados os contratos de 10 das 12 concessionárias de
estradas.

As empresas reivindicavam compensações por alegados prejuízos de R$ 100 milhões -dizem que foram obrigadas a arcar com despesas tributárias não previstas originalmente.

Os contratos, alvos de polêmica devido ao aumento das praças de pedágio, passaram a incluir um montante de R$ 2,3 bilhões em obras adicionais para as próximas duas décadas.

O diretor-geral da Artesp (agência estadual que regula as concessões), Ulisses Carraro, diz que uma das principais novidades da revisão são as intervenções na Anhangüera, ao custo de R$ 250 milhões.

Elas envolvem a construção de marginais na estrada e de um novo complexo de alças para ligar a Anhangüera à marginal Tietê, na capital paulista.

Segundo Carraro, essa última obra deve ser iniciada pela AutoBan neste semestre, com previsão de término em 2008.

A maior prorrogação contratual foi da AutoBAn -cuja concessão, prevista para ir até 2018, terminará só em 2026.

As concessionárias alegavam que tiveram de arcar com despesas não previstas nas contratações de 1988 -como os repasses de ISS (Imposto Sobre Serviços) aos municípios.

Carraro diz que também foram abatidos os descontos parciais na tarifa de pedágio dados na gestão Alckmin (PSDB). O mandato dele na Artesp termina em 2008.

O secretário dos Transportes do governo José Serra (PSDB), Mauro Arce, afirmou que os acertos serão reavaliados. "Vamos reestudar, assim como estamos fazendo com todos os principais contratos", disse.

Arce ressalvou que a prorrogação da concessão foi a medida "menos traumática" -as outras seriam aumentar as tarifas ou pagar às empresas pelas pendências. (ALENCAR IZIDORO)

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

OPINIÃO
27/01/2007

O PAC no Centro-Oeste

O que veremos em 2007 será uma verdadeira revolução na área de obras em infra-estrutura de transportes e logística, com elevado impacto na melhoria e na integração das logísticas de cargas do Brasil. O PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - será o principal responsável, por vários motivos. O volume de recursos no PPI - Projeto Piloto de Investimentos mais que triplicou. Esses não são contingenciáveis e não têm limitação para execução financeira. O que significa pagamento em dia para as empresas. O que garante maior velocidade no ataque às obras e menores preços nas licitações. O valor de PPI, em 2005 e 2006, foi da ordem de R$ 2,3 bi. Em 2007 serão cerca de R$ 8 bi, mais que o triplo do ano passado, para obras em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias e para a marinha mercante.

Na Região Centro-Oeste, em 2007, serão investidos R$ 3,8 bi, além de outros recursos sem caracterização regional, com destaque para os seguintes investimentos públicos e privados, sendo que alguns já em andamento:

" Duplicação da BR-163/364 (Rondonópolis - Cuiabá - Posto Gil)

" Construção e Pavimentação da BR-158/MT, entre Ribeirão Cascalheira (Entr. MT-326) e Divisa MT/PA

" Construção e Pavimentação da BR-364/MT, entre Diamantino e Campos Novos dos Parecis

" Construção e Pavimentação da BR-242/MT, entre Ribeirão Cascalheira e Sorriso

" Duplicação da BR-070/GO, entre a Div. DF/GO e Águas Lindas

" Duplicação da BR-060/DF-GO, entre Brasília/DF e Anápolis/GO

" Adequação de Capacidade e duplicação da BR-153/GO, entre Aparecida de Goiânia e Itumbiara/GO

" Construção da
Ferrovia Norte-Sul, entre Anápolis (Porto Seco)/GO e Uruaçu/GO

" Expansão da Ferronorte, entre Alto Araguaia e Rondonópolis/MT

" Melhoramentos na Hidrovia do Paraná-Paraguai

Além desses investimentos regionalizados, serão investidos cerca de R$13,0 bilhões em
rodovias (conservação, manutenção, estudos e projetos, controle de peso, sistema de segurança e sinalização em toda a malha). Isto significa que, na Região Centro-Oeste, toda a malha rodoviária federal terá recursos permanentes (2007-2010) para conservação, restauração e sinalização, além das obras prioritárias de pavimentação, aumento de capacidade e duplicação já mencionadas. Além disso, teremos a contratação de projetos para médio e longo prazos, bem como a implantação de balanças suficientes para o necessário controle do excesso de peso dos caminhões e dos equipamentos de controle de velocidade, visando a redução de acidentes, de feridos e de mortos.

A segunda etapa do programa de concessões rodoviárias será licitada em breve, possibilitando melhor padrão de serviço em 2,6 mil quilômetros de
rodovias, nas regiões Sudeste e Sul. Além destas concessões, está no forno a PPP da BR-116/BA. Com a desoneração do Tesouro para esse conjunto de rodovias, sobrarão mais recursos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, historicamente preteridas.

Além das medidas propostas no PAC, o
Ministério dos Transportes está ultimando o PNLT - Plano Nacional de Logística e Transportes, para o período 2007-2023, que apontará, além deste portfolio de investimentos, outras medidas visando maior eficácia da logística de cargas. Essas medidas não exigirão recursos financeiros e complementarão o PAC, aumentando a sua potência.


José Augusto Valente é Secretário de Política Nacional de Transportes/MT

 

 

VEJA - SP

BRASIL
28/01/2007

O governo dá sua cartada

Se bem executado, o pacote para turbinar o crescimento pode melhorar a eficiência do Estado. Mas não a da economia

Julia Duailibi e Giuliano Guandalini
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na semana passada seu tão aguardado plano para "destravar" a economia do país. Na presença de 23 governadores, além de ministros e lideranças políticas, Lula expôs as principais linhas de um programa que prevê uma injeção de 503,9 bilhões de reais em investimentos entre 2007 e 2010. Assim, crê a equipe econômica, o Brasil crescerá daqui para a frente 5% ao ano – o dobro do registrado nas últimas duas décadas. O eixo central são projetos de infra-estrutura, como a recuperação de
estradas e portos, a construção de usinas hidrelétricas e a ampliação do acesso a água e coleta de esgoto. Embora preconize um aumento dos investimentos públicos, o governo mostrou que manterá rigor no combate à inflação e a trajetória cadente do endividamento público (ver projeções).

O plano tem poucas novidades. Boa parte das iniciativas nele previstas já é conhecida. É o caso, por exemplo, de obras na usina de Tucuruí ou da pavimentação da BR-230, que já apareciam no Avança Brasil, uma iniciativa similar anunciada pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1999. Mesmo sem ser integralmente inédita, no entanto, a iniciativa de Lula tem virtudes. Ela acerta, por exemplo, ao organizar ações estratégicas até então espalhadas entre as três esferas de governo e coordená-las com agentes privados. Com isso, cria uma agenda por meio da qual poderá fiscalizar e ser fiscalizado na perseguição de suas próprias prioridades. Não é pouca coisa, considerando o fracasso de outras iniciativas que se perderam no poço sem fundo da incompetência gerencial do Estado brasileiro.

O problema do programa petista é que ele confia demais no papel do Estado, mostra-se tímido quanto às principais urgências econômicas do país e é insuficiente para atingir seu próprio objetivo de elevar o potencial de crescimento do PIB. Não se apresentou nenhuma reforma estrutural que desse a ele segurança jurídica, liberdade ou folga tributária definitiva para apostar no país. Também não se falou uma palavra sobre a reforma trabalhista. E o que é pior: em vez de propor a reforma da Previdência, o governo lavou as mãos, preferindo criar um grupo de trabalho para estudar o assunto – em "governês", criar um grupo de trabalho significa enterrar de vez o assunto. Para se ter uma idéia da dimensão do problema, 42 bilhões de reais esvaíram-se pelo gigantesco ralo da Previdência no ano passado.

Por conveniência de marketing político, o plano recebeu um nome de batismo fácil de ser decorado – PAC, abreviatura de Programa de Aceleração do Crescimento. Pelas contas da ministra da Casa Civil e idealizadora do PAC, Dilma Rousseff, pelo menos 76% dos 503,9 bilhões de reais sairão dos cofres governamentais de alguma maneira – via recursos das estatais, do próprio Orçamento federal ou por meio dos empréstimos de bancos públicos. O valor surpreende, mas, felizmente, não reflete nenhuma decisão do governo de arrombar os cofres públicos. O presidente Lula "resistiu à tentação fatal da heterodoxia", nas palavras do ex-presidente do BC Carlos Langoni, e procurou preservar a arquitetura macroeconômica. Há, nesse sentido, medidas cautelosas de isenção de impostos para alguns setores, como informática e construção civil, além de regras para conter o progressivo avanço na despesa com o funcionalismo público.

As propostas mais controversas e passíveis de questionamento jurídico são uma indexação do salário mínimo ao crescimento do PIB (o que tende a pressionar ainda mais as contas da Previdência) e a utilização dos recursos do FGTS (uma poupança exclusiva dos trabalhadores) para a criação de um fundo de risco destinado a investir em obras de infra-estrutura. Nada que comprometa (de vez) o controle fiscal. Resta fazer com que as obras de infra-estrutura saiam do papel – missão que caberá à ministra Dilma. Com o PAC, o governo tem como meta elevar a taxa de investimentos para algo em torno de 25% do PIB, patamar apontado pelos economistas como necessário para que o país possa crescer a taxas de 5% ao ano. Há muito tempo os investimentos permanecem estagnados em torno de 20% do PIB, nível insuficiente para destravar a economia.

Em resumo, trata-se de um plano que poderá até organizar a vida do Estado, mas não reduzir seu peso de elefante. O país esperava algo mais ambicioso e menos crente no papel do governo como condutor da vida das pessoas e das empresas. Se o PAC tem mesmo méritos, só se saberá quando e se for executado.

ARMANDO MONTEIRO NETO
PRESIDENTE DA CNI

"O programa tem o mérito de trazer para a sociedade a discussão da agenda pró-crescimento. O PAC é benigno, mas só terá alcance efetivo com medidas de contenção fiscal – e até agora elas foram tímidas."

JOSÉ JÚLIO SENNA
ECONOMISTA/MCM CONSULTORES

"Por trás do plano está a idéia de colocar o Estado como motor do crescimento. É uma pena, porque as empresas nunca tiveram tanto dinheiro em caixa para investir. O ideal seria mobilizar esses recursos."

FABIO GIAMBIAGI
ECONOMISTA/IPEA

"O plano vai na direção correta, mas é insuficiente. Acho positiva a medida que limita o aumento real dos gastos com funcionalismo público a 1,5% acima da inflação. Isso deverá evitar o descontrole dessas despesas."

EDUARDO GIANNETTI DA FONSECA
ECONOMISTA/IBMEC-SP

"Do ponto de vista fiscal, o PAC é expansionista. Os gastos públicos vão aumentar. Isso reduz o espaço para que o Banco Central diminua a taxa de juros."

ANTONIO CORRÊA DE LACERDA
ECONOMISTA DA PUC-SP

"É muito positivo o resgate da visão de planejamento para recuperar a infra-estrutura. O investimento público é pequeno, mas vai fomentar a iniciativa privada ao diminuir gargalos."

CLAUDIO SALES
INSTITUTO ACENDE BRASIL

"As isenções fiscais para novos investimentos são positivas e deverão estimular a construção de mais usinas. Mas a iniciativa ainda é tímida diante da pesada tributação, que chega a 43,7% do valor da conta de luz."

ILAN GOLDFAJN
CIANO INVESTIMENTOS

"Como o governo não vai cortar gastos, a carga tributária não poderá cair. As isenções dadas a alguns setores terão de ser cobertas por uma maior arrecadação sobre outras atividades da economia."

SIMÃO DAVI SILBER
PROFESSOR DA FEA-USP

"O governo deixou as reformas de fora e perdeu mais uma chance de preparar as condições para um crescimento sustentável. Por que favorecer apenas alguns setores? Quais foram os critérios para essa decisão?"

JOSÉ PAULO SILVEIRA
COORDENADOR DO AVANÇA BRASIL NO GOVERNO FHC

"A implementação efetiva dos projetos é o mais importante. Muito do que está aí já constava de planos anteriores. É fundamental que o PAC tenha um acompanhamento, senão não vai andar."

JULIO FONTANA NETO
PRESIDENTE DA MRS LOGÍSTICA

"No que diz respeito a
ferrovias, foram anunciados projetos que já vinham sendo discutidos. Mas há um avanço porque, agora, existe uma intenção declarada e enfática do governo. É uma evolução positiva."

 

 

 

ISTOÉ - SP

BRASIL CONFIDENCIAL
28/01/2007

Eu sou ótimo

O presidente do PMDB mineiro, Femando Diniz, já avisou que, se tiver alguma vaga no Ministério de Lula para o diretório de Minas, quer a Pasta dos Transportes ou a das Cidades. Caso contrário, prefere uma das diretorias de tecnologia do BB, da Caixa Econômica Federal ou do BNDES. A conferir.

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
28/01/2007

Pacote cria oportunidade para o Rio

Para especialistas, foco em energia e transporte é chance para estado crescer

BRASÍLIA. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma oportunidade histórica para a economia fluminense se desenvolver, na opinião de especialistas, empresários e membros do governo. Economistas dizem que a prioridade dada pelo governo federal em projetos de energia e transportes podem dar ao estado a chance de elevar seu crescimento e, com algumas medidas, atrair investimentos e diversificar a economia.

— Se o governo do estado e as prefeituras souberem aproveitar, pode ser um momento de grande desenvolvimento. O que o Rio precisa fazer é o que São Paulo fez com a indústria automobilística. O Rio deve atrair a cadeia da indústria naval e de energia para o estado — disse José Cezar Castanhar, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da Fundação Getulio Vargas (FGV) .

Nova ordem logística como vantagem competitiva Ele acredita que as obras do PAC são um bom indicativo, mas que, sozinhas, não transformarão o estado. Para ele, é necessário que os governos municipais atuem de forma integrada nos investimentos, sobretudo na área petrolífera.

Gustavo Prado, assessor chefe de Infra-Estrutura, Novos Investimentos e Afins da Federação das Indústrias dos Estado do Rio de Janeiro (Firjan), afirmou que o que pode garantir ao Rio maior competitividade na atração de investimentos é a nova ordem logística que o estado deve ter com obras como o Arco Viário, melhorias no
Porto de Sepetiba e integração férrea mais efetiva com São Paulo.

— Acredito que o Rio vai se tornar um pólo exportador.

Não creio que roubaremos espaço que hoje é do
Porto de Santos ou Vitória, mas poderemos ser uma opção aos novos exportadores — disse.

— Seremos o estado com a maior oferta de gás no Brasil e com uma grande vantagem logística que nos será concedida com o Ferroanel de São Paulo, pois ligará o Rio aos estados do Sul. Além disso, temos mão-deobra e mercado — disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, Júlio Bueno.

Secretário: Rio quer atrair fábrica de semicondutores Ele lembrou que, além disso, o governo começa a fazer o que está sendo chamado de PAC estadual: programas para atração de investimentos, a fim de diversificar a economia: — Já temos três frentes: criar um pólo de celulose no Noroeste do estado; transformar a cidade do Rio em um centro mundial de resseguros, agora que acabou o monopólio do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil); e atrair indústrias ligadas à TV digital. Vamos brigar com Minas para termos no estado a primeira fábrica de semicondutores do país.

O secretário do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antonio Sergio Martins Mello, confirmou o bom momento do Rio e disse que o crescimento poderá ser superior à média nacional: — Quando vemos os investimentos previstos em petróleo, gás, siderurgia, petroquímica e logística, vemos que o Rio está se destacando.


Investimentos no estado

OBRAS LISTADAS PARA O RIO NO PAC

TRANSPORTES
Arco Rodoviário do Rio e melhoria da BR-101 •Adequação férrea de Barra Mansa e novo pátio para trens •Privatização com melhorias na BR-101, da Ponte Rio-Niterói à divisa com o Espírito Santo •Privatização com melhorias na BR-393, da divisa Rio/MG ao entrocamento com a Dutra •Dragagem do
Porto de Itaguaí (Sepetiba) •Financiamento para a Marinha Mercante em R$ 10,6 bilhões. Metade deve ser investido no Rio •Conclusão das obras do Aeroporto Santos Dumont •Recuperação e revitalização do Aeroporto Tom Jobim

ENERGIA
Hidrelétricas de Simplício, Barra do Pomba e Cambuci Linhas de transmissão Macaé e Nova Iguaçu Araraquara (SP) Construção de sete novas plataformas petrolíferas Construção do pólo petroquímico em Itaguaí Ampliação da refinaria Duque de Caxias Investimentos para a exploração de gás natural no estado e novos gasodutos (obras do PlanGás) Construção de duas usinas de biodiesel e uma de álcool

 

 

 

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

CIDADES
28/01/2007

Pai do presidente da Agetop morre aos 74

Empresário Antonino José de Sousa faleceu na tarde de ontem após passar dez dias internado no Hospital Ortopédico com pneumonia

Faleceu na tarde de ontem o engenheiro civil Antonino José de Sousa, 74, após 10 dias internado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Ortopédico com complicações decorrentes de uma pneumonia. O velório e enterro, no final da tarde de ontem, no Cemitério Parque Memorial, foram marcados por muita comoção de familiares e amigos de Antonino. Ele deixa esposa e cinco filhos, dentre os quais o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), José Américo de Sousa.

Pelo menos 250 pessoas passaram pelo velório de Antonino, na capela do cemitério, dentre diversas autoridades políticas de Goiás, como o governador do Estado, Alcides Rodrigues, o secretário estadual de Infra-Estrutura, René Pompeu de Pina, a senadora Lúcia Vânia, os deputados estaduais Honor Cruvinel, Ernesto Roller e Ozair José. Também estiveram presentes o superintendente regional do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Riumar dos Santos, o presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg), André Luiz Rocha, e o ex-presidente da Saneago, Geraldo Félix.

História – Nascido em Cascalho Rico, no interior de Minas Gerais, o engenheiro vivia em Goiânia há 37 anos, com sua família, onde atuava no ramo da engenharia. Há mais de 30 anos, ele ajudou na construção do Jornal Cinco de Março.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

ALIAS
28/01/2007

Imagine se o governo tivesse utilizado nosso FGTS para construir a Transamazônica

Entendemos que os investimentos em infra-estrutura são necessários para o crescimento do país, mas a forma proposta pela equipe do governo de utilizar recursos do FGTS à revelia dos trabalhadores é arbitrária e pode gerar grandes perdas para os trabalhadores. O FGTS, vale ressaltar, é um direito adquirido dos trabalhadores. O dinheiro nas contas do FGTS é uma reserva que sempre é utilizada pelos trabalhadores para seu sustento após demissão, doenças graves ou na compra de casa própria.

Queremos que os trabalhadores tenham o direito de optar ou não em correr o risco, como no caso das aplicações de dinheiro do FGTS em compra de ações da Petrobras e da Vale do Rio do Rio Doce. Nestes casos quem optou viu seu dinheiro render bons lucros.

Imagine se o governo tivesse utilizado nossos recursos do FGTS para construir a Transamazônica, que consumiu milhões e hoje está abandonada.

E se tivesse investido no Fura-fila em São Paulo?

Por isso, entramos, junto com a CGT e a CNTM, com ação no STF para evitar que o governo utilize recursos dos trabalhadores no PAC, como quer a equipe econômica. Queremos regras claras para a criação do novo Fundo e o sagrado direito de optar.

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

REPÓRTER JC
27/01/2007

Piloto automático

Os primeiros 25 dias do governo Eduardo Campos mostram que basta ligar o piloto automático para a administração prosseguir. O governo terá, nos próximos seis meses, obras para inaugurar e projetos para lançar, grande parte deixada pelo governo anterior. Enquanto isto, matura os projetos do governo socialista. Até agora, Eduardo lançou programa de obras no valor de R$ 1,8 milhão na Zona da Mata, com recursos do Promata, anunciou que 12 empresas estarão no novo prédio do Porto Digital, viabilizado em 2006, e divulgará, terça, edital para as obras de saneamento em Tamandaré, com recursos do Prodetur, programa assinado em 2006 com projetos elaborados pelo governo anterior. Em fevereiro, inaugura 18 km duplicados da BR-232. Ele está certo: aproveita a herança bendita.

 

 

ESTADO DE MINAS - MG

POLÍTICA
27/01/2007

BR-135 receberá recursos do PAC

Vice-presidente confirma que rodovia, principal ligação com o Norte de Minas, será restaurada pelo governo

Montes Claros – No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segunda-feira, não foi feita nenhuma referência à BR-135, principal ligação entre Belo Horizonte e o Norte de Minas. Mas, ontem, a Casa Civil anunciou que a recuperação da estrada está inserida no PAC, dentro dos R$ 8 bilhões destinados a recuperação e manutenção de rodovias. A exclusão da estrada havia gerado insatisfação nos líderes políticos da região, que há muito tempo, lutam pela recuperação da rodovia, apontada como uma das estradas federais em pior condição de tráfego.

O anúncio foi feito depois de o prefeito de Montes Claros, Athos Avelino (PPS), ter recorrido ao vice-presidente José Alencar, cobrando a sua interferência para a recuperação da BR-135. O pedido foi feito por telefone ao vice-presidente, que estava em São Paulo, onde se submete a tratamento médico.

No telefonema, o prefeito disse que a ausência da BR-135 do PAC havia causado estranheza e decepção à toda população do Norte de Minas, tendo em vista que a recuperação da rodovia havia sido prometida pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Avelino, José Alencar concordou com a argumentação e prometeu acionar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff para verificar o que estaria ocorrendo. Ainda conforme o prefeito, poucos instantes depois, o vice-presidente retornou a ligação, dizendo que conversou com a ministra e ela afirmou que “tudo não passou de um equívoco de apresentação”. “A ministra Dilma me garantiu que a revitalização completa da parte Sudeste da BR-135, entre os municípios de Curvelo e Montalvânia, também está incluída no PAC, que já contempla a porção nordeste da rodovia, do Sul da Bahia até São Luís do Maranhão”, disse o vice-presidente.

A ministra Dilma Rousseff, por intermédio da sua assessoria, confirmou que a BR-135 está inserida no PAC. Embora, na conversa com o prefeito de Montes Claros, o vice-presidente José Alencar tivesse mencionado o termo equívoco pelo fato de a recuperação da estrada não ser anunciada no dia do lançamento do PAC, a Casa Civil informou que não houve nenhuma falha.

A explicação do ministério é que a BR-135 está inserida na meta de manutenção e recuperação de
rodovias, com investimentos de R$ 8 bilhões até 2010. Como os trechos rodoviários que vão receber melhorias são muitos, eles não foram relacionados na apresentação dos investimentos previstos na área de infra-estrutura, feita pela própria ministra Dilma Rousseff.

Ainda de acordo com a assessoria da ministra, além da recuperação da parte crítica da BR-135, entre Montes Claros e o entroncamento com a BR- 040, uma extensão de 300 quilômetros, dentro do PAC está prevista a pavimentação de um outro trecho da mesma estrada, entre Manga e Montalvânia (67 quilômetros), também no Norte do Estado, próximo à divisa com a Bahia. No fim de dezembro, a passagem de veículos entre Manga e Montalvânia ficou praticamente impossibilitada, devido às chuvas, gerando prejuízos para a região.

No fim tarde, o prefeito Athos Avelino informou que, seguindo orientação do vice-presidente José Alencar, encaminhou um pedido de audiência à ministra Dilma Rousseff, para discutir sobre a recuperação da BR-135. Ele espera conseguir a audiência na próxima semana “Essa estrada é muito importante para a ligação entre o Sul e o Nordeste do país. A sua recuperação é aguardada, não somente pela população do Norte de Minas, mas de todo o estado”, afirmou Avelino.

 

 

TRIBUNA DO NORTE - RN

ECONOMIA
27/01/2007

Portos devem ter manutenção permanente

Brasília - Os serviços de dragagem nos portos brasileiros devem ter contratos com tempo de duração mais longo para que sejam prestados de forma continuada. No caso da dragagem, nosso entendimento é que podemos e devemos contratar serviços por longo prazo, em que se estabelece a garantia de padrão de desempenho para os portos, afirma o ministro dos Transportes, Paulo Passos. Nos portos são realizados dois tipos de dragagem, a de manutenção e a de profundidade. Na de manutenção são retirados materiais sólidos trazidos pela maré e que acabam depositados à beira dos portos.

A finalidade é manter a profundidade do canal, propiciando a movimentação de embarcações de vários tamanhos nos
portos e marinas. Na de profundidade, o objetivo é escavar mais nos canais dos portos para permitir que navios com calados (espaço ocupado pelo navio dentro da água) maiores possam chegar. Hoje, a dragagem de manutenção funciona da seguinte forma: o serviço é contratado, executado e, no futuro, quando é preciso refazer a dragagem, o trabalho é novamente contratado. A intenção agora é ampliar o tempo dos contratos para que a manutenção seja permanente, assim como acontece com as estradas.

Dragagem de manutenção deve ser entendida como um serviço de natureza continuada, e, portanto, nosso objetivo é ter um entendimento semelhante àquele que se tem em relação às
rodovias. Ou seja, quando você as constrói, tem que mantê-las, disse Passos.

 

 

TRIBUNA DO NORTE - RN

NEGÓCIOS E FINANÇAS
27/01/2007

Porto de NatalA obra de manutenção de dragagem do Porto de Natal tem previsão para conclusão ainda este mês, segundo a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern). A obra é orçada em R$ 1,3 milhão e tem como objetivo padronizar o calado do porto em dez metros, suficiente para o acesso e manobra de navios com maior porte sem risco de encalhar em eventuais “bancos de areia”.

 

 

A CRÍTICA - AM

POLÍTICA
27/01/2007

Irmão de Alfredo confirma convite de Lula

O senador eleito Alfredo Nascimento (PR) foi convidado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) para voltar ao comando do Ministério dos Transportes. A informação é do deputado estadual Evilázio Nascimento, presidente do Diretório Municipal do PR em Manaus e irmão de Alfredo Nascimento.

De acordo com o deputado, que não conseguiu se reeleger, Alfredo deixou o
Ministério dos Transportes "contra a vontade do presidente Lula". Evilázio disse ontem a A CRÍTICA, por telefone, que Nascimento "foi convidado pelo presidente Lula de forma pessoal" para retornar ao ministério.

"Mas, isso (a volta para o
Ministério dos Transportes), só vale quando ele (Alfredo) aceitar", comentou o irmão. "Ele iniciou no ministério um grande desenvolvimento para o País", disse o deputado, acrescentando que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado pelo Governo Federal esta semana, teria sido iniciado pelo ex-ministro.

Em menos de uma semana, essa é a segunda voz no PR que se levanta para afirmar que Alfredo Nascimento poderá voltar a comandar à pasta que deixou no primeiro trimestre de 2006. Mais comedido que o irmão de Alfredo Nascimento, o líder do PR na Câmara, deputado Luciano Castro, já havia dito, à Agência Globo, que "são grandes as chances" do senador eleito voltar a ocupar um gabinete na Esplanada dos Ministérios. "O PL (agora PR) deu certo no
Ministério dos Transportes. Por isso, a tendência é renomear o Alfredo Nascimento para o ministério", afirmou Castro.

 

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

ECONOMIA
28/01/2007

Com a privatização, Malha Ferroviária do Nordeste encolheu

A Malha Ferroviária do Nordeste encolheu depois da privatização. Ao ser vendida, a malha tinha mais de 4,2 mil quilômetros em operação. Hoje, a operação é feita em 3,7 mil quilômetros de linhas. “Quando a ferrovia se dilui, o caminhão avança, onerando os custos”, defendeu o engenheiro Milton Dantas Torres, que trabalhou na rede ferroviária por 37 anos, acrescentando que não é contra a privatização, mas é preciso refazer a malha da região.

“O tempo em que esta ferrovia foi implantado era outro, não adianta querer o mesmo traçado”, complementou o engenheiro José Dias Fernandes, citando também que todos os países desenvolvidos do mundo usam vários tipos de transporte, como o rodoviário, ferroviário, marítimo e fluvial.

A antiga Malha Ferroviária do Nordeste era composta por uma linha centro, que ligava Recife a Salgueiro, hoje desativada. Tinha uma linha sul, que saia do Recife, passava por Alagoas e chegava a Propriá, em Sergipe, na beira do Rio São Francisco. Também existia uma linha que subia, indo para a Paraíba, passando por Campina Grande e indo até a divisa com o Ceará.

A linha sul está danificada desde 2000, quando quando as chuvas destruíram parte dos trilhos existentes entre os Estados de Pernambuco e Alagoas. A Companhia Ferroviária do Nordeste, que ganhou o leilão para explorar a antiga Malha Nordeste, tem uma rede que vai de Propriá, em Sergipe, a capital do Maranhão, São Luís.

O descaso com a ferrovia no Nordeste começou antes, na década de 50, segundo o engenheiro José Dias Fernandes. “Em 1950 e 1951, começou a interferência política e de lá pra cá a coisa desandou”, comentou ele, se referindo ao fato de que nesta época o então governador Agamenon Magalhães indicou o secretário de obras para assumir o comando da Rede Ferroviária.

Fernandes citou como exemplo o fato de que a ferrovia chegou em 1950 a
Porto Real do Colégio, a última cidade antes do Rio São Francisco, que era preciso atravessar para chegar em Propriá. A ponte férrea atravessando o rio foi concluída em 1972. “A restauração da malha ferroviária é indispensável tanto ao Porto de Suape como ao de Pecém em Fortaleza. Não é possível em nenhuma parte do mundo aceitar um sistema portuário sem ser alimentado por ferrovia”, defendeu o engenheiro Milton Dantas.

 

 

O POPULAR - GO

GIRO
28/01/2007

Cargo federal

Recém-filiado no PR, o governador Blairo Maggi (MT) quer nomear o diretor-geral do Dnit, cargo hoje ocupado pelo goiano Mauro Barbosa, ligado ao deputado Sandro Mabel.