
![]()
O PAÍS
27/02/2007
Troca-troca partidário
Planalto
estimula crescimento de aliados
BRASÍLIA.
O troca-troca partidário no Congresso — ou “realinhamento político dos
partidos”, como disse ontem o presidente Lula — deve produzir nas próximas
semanas uma nova leva de descontentes da oposição para a base governista. O
Palácio do Planalto tem estimulado o crescimento de algumas legendas aliadas,
principalmente o PR (ex-PL), que está na expectativa de atingir a marca de 45
deputados — saiu das urnas com uma bancada de 25.
Desde a eleição até ontem, 23 deputados formalizaram na Mesa da Câmara mudança
de partido. O PR foi o que mais cresceu, estando ontem com 33 deputados.
Fortalecido com as filiações, o PR conseguiu antecipar a nomeação do senador
Alfredo Nascimento (PR-AM) para o cobiçado Ministério dos Transportes. A legenda espera
garantir todos os cargos de direção do Dnit, responsável pelas estradas federais.
— O PR vai chegar a 45 deputados nas próximas semanas — disse Luciano Castro,
líder do partido.
O governo pensa também em vitaminar o PAN, que só elegeu um deputado, já está
com cinco parlamentares na Câmara, e pode ganhar o reforço do ministro Walfrido
Mares Guia. (Gerson Camarotti)
![]()
RIO
27/02/2007
Engenheiro é morto em seqüestro relâmpago
Polícia
acredita que a vítima foi assassinada por não saber senha de segurança do
cartão
O
engenheiro Albino Pereira Martins, presidente da Engesur, Consultoria e Estudos
Técnicos Ltda, de 60 anos, foi assassinado no dia 15 passado, às vésperas do
carnaval, depois de um seqüestro-relâmpago.
O corpo de Albino foi encontrado amordaçado, amarrado e com marcas de tiro e
espancamento, em Pedra de Guaratiba. Segundo a polícia, ele pode ter sido
assassinado por não saber a senha de segurança de seu cartão.
Parentes informaram à polícia que, na tarde do dia 15, o engenheiro teria saído
da empresa, localizada na Tijuca, num Fiat Pálio. Depois disso, ele não fez
mais contato. Como não costumava dormir fora de casa, a família fez o registro
do desaparecimento no dia seguinte, na 20aDP (Vila Isabel), quando Albino já
estava morto. A polícia está analisando uma fita do circuito interno de TV,
posicionado em frente ao local onde o corpo foi deixado, a fim de identificar
os assassinos.
Os assaltantes chegaram a usar o cartão da vítima para pagar combustível e
fazer uma compra num supermercado de Santa Cruz. Mas, quando os bandidos
tentaram fazer um saque no caixa eletrônico do Carrefour do bairro, encontraram
dificuldades. Eles digitaram a senha pessoal, mas não conseguiram o número da
senha da chave de segurança do banco. A polícia acredita que os assaltantes
decidiram matar o engenheiro nesse momento.
A família contou que Albino tinha dificuldades de guardar senhas. O carro foi
recuperado no dia 16.
Amigos fazem homenagem ao engenheiro na Internet Albino era engenheiro projetista
e já tinha trabalhado para o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit). No site de vídeos YouTube, os amigos prestaram uma homenagem
ao engenheiro: “um ser humano da mais alta qualidade”.
Eles colocaram o vídeo de uma reunião dele com amigos no Bar Bracarense, no
Leblon, onde costumava ir aos sábados.
![]()
OPINIÃO
27/02/2007
Parou tudo; não adianta buzinar
27
de Fevereiro de 2007 - O.k., as estradas brasileiras não suportam o tráfego de
tantos veículos que nelas passam. E isso, como se sabe, tem sido alimentado por
falta sistemática de recursos para novas rodovias - e, principalmente, desleixo na
conservação das existentes. E olhe que tudo isso acontece num país que se diz
rodoviário, que se farta de pagar juros, mas é sovina em obras que sustentam o
crescimento. E nem é preciso dizer que o futuro do Brasil está comprometido por
sua deficiente infra-estrutura.
Pelos estudos técnicos, por mais que a ferrovia, a cabotagem e os dutos
cresçam, a matriz de transporte tenderá a continuar favorecendo o predomínio da
carga rodoviária, embora depois da privatização das ferrovias, os trilhos
tenham-se transformado em uma opção de fato, com a melhoria da malha existente
e construção de novas linhas.
Além do problema das estradas, outra questão não menos intrincada e para a qual não se
descortina uma saída são as vias urbanas. O Brasil, como todos sabem, é hoje um
país eminentemente urbano, com uma população superior a 83% vivendo nas
cidades, o que torna o ir-e-vir um verdadeiro drama pela carência de
investimentos eficazes em transporte de massa.
Em São Paulo, por exemplo, o Metrô, de ótima qualidade operacional, em mais de
30 anos de vida, tem uma rede em torno de 60 km e um movimento anual de 800
milhões de usuários, enquanto os ônibus movimentam 2,6 bilhões de passageiros
ao ano. Mas estão longe de dar conta.
Apesar da melhora do transporte coletivo, São Paulo tem uma frota de dois
automóveis para cada habitante, nível de país desenvolvido. E todo ano entram
na cidade cerca de 500 mil carros novos, sem que a malha viária cresça! Com
essa maciça entrada de carros, sem a correspondente ampliação do sistema
viário, o trânsito vai-se estrangulando cada vez mais, ameaçando tornar a
cidade improdutiva logisticamente.
E não se pense que haja períodos bons e maus. Nesse início de 2007, mesmo com
as férias de parte da população, o trânsito permaneceu carregado, lento,
custando muitas horas de trabalho ou de lazer.
A carência de infra-estrutura é, pois, generalizada, ou seja, diz respeito
tanto às estradas como às vias
urbanas. A indústria automobilística, turbinada, lança diariamente mais
automóveis nas ruas - o que é bom, não só sob o ponto de vista da satisfação
dos desejos do consumidor como também considerando o impulso que dá à atividade
econômica. O problema, contudo, só se agrava.
O rodízio em vigor, pensado, a princípio, por motivos ambientais, hoje é
indispensável como instrumento de desafogo do trânsito. O pior é que o rodízio
de carros particulares não resolve mais. Só há uma forma de minorar a situação:
ampliar os corredores exclusivos para ônibus e táxis, hoje de 120 km de
extensão. Poderiam ser de 240 km. Talvez também não resolvessem, mas nos dariam
mais paciência para esperar as obras de transporte de massa.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)(Ariverson Feltrin - Editor de
TransportesE-mail: afeltrin@gazetamercantil.com.br)
![]()
BRASIL
27/02/2007
Licença para crescer
Ibama
acelera a liberação de obras consideradas vitais para o desenvolvimento,
pressionado pelo PAC. Mas empresários reclamam do governo, cobrando mudanças na
proposta de emenda constitucional
Nunca
o meio ambiente oscilou tanto no papel de vítima a vilão como nos últimos
meses. Em xeque, o licenciamento ambiental. De um lado, ecologistas defendem a
necessidade de atrelar a exploração dos recursos naturais ao uso sustentável.
De outro, desenvolvimentistas afirmam que a velocidade da expansão da atividade
econômica não pode esperar a onda verde. O Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) deve definir pelos próximos quatro anos a função da natureza
no desenvolvimento do país. Enquanto o futuro não chega, não há entendimento.
Cerca de 100 das 353 obras previstas no PAC estão sob análise do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Aguardam a liberação do órgão para serem iniciadas. Na tentativa de
desmistificar a falsa percepção de que meio ambiente é entrave ao
desenvolvimento, o Ibama vem insistido com recordes seguidos de emissão de
licenças emitidas a cada ano. De acordo com a Diretoria de Licenciamento
Ambiental do Ibama, foram emitidas 278 licenças em 2004. No ano anterior, 237.
O ritmo é crescente. Em relação ao primeiro ano de governo, houve um incremento
de 52%.
Segundo o diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental do Ibama, Luiz Felippe
Kunz Júnior, os licenciamentos pendentes representam 5% do total. “A maioria
depende de autorização estadual ou municipal”, explica.
Ele reconhece que o processo ambiental não acompanha o ritmo do crescimento
econômico desejado, mas adverte que a escolha é do país. “A rodovia BR-163 vai ser
a grande prova do desenvolvimento sustentável. Apesar das críticas ao
licenciamento, o Brasil se tornou auto-suficiente em petróleo”, aponta.
Equívoco
Kunz acredita que a proposta de alteração no artigo 23 da Constituição,
anunciada durante o lançamento do PAC, ajuda a acabar com o mito de que o
licenciamento empata o desenvolvimento. O projeto de lei complementar pretende
dar um norte à competência de municípios, estados e União tanto para
licenciamento quanto para a fiscalização das obras. “Vai evitar que o
Ministério Público paralise o andamento de obras e acione o Ibama por equívocos
em relação ao licenciamento”, avalia.Segundo o diretor, existe uma confusão
comum na Justiça, que é atribuir ao Ibama a fiscalização de qualquer obra que
tenha impacto sobre o meio ambiente.
A explicação dos técnicos é que os licenciamentos levam tempo porque dependem
de estudos de impacto, da realização de audiências com as comunidades afetadas
e ainda de pareceres de universidades. Alguns investidores preferem não esperar
e desistem da obra. “Não tem como preservar o verde que ainda resta sem
garantir viabilidade econômica nas áreas já ocupadas”, avalia o diretor de
Gestão Ambiental e Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do
MMA, Roberto Vizentin.
Não tem como preservar o verde que ainda resta sem garantir viabilidade
econômica nas áreas já ocupadas
Roberto Vizentin, diretor de Gestão Ambiental e Territorial do MMA
O número
100 das 353 obras previstas no PAC estão sob análise do Ibama, aguardando liberação
para serem iniciadas
Empresários criticam: falta clareza na legislação
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai brigar no
Congresso Nacional contra a proposta do Executivo de mudança no artigo 23 da
Constituição. De acordo com a Comissão Nacional do Meio Ambiente, órgão ligado
à CNA, o texto do projeto é muito vago e não aponta a quem competirá a emissão
do licenciamento ambiental. A indefinição é vista como uma das principais
barreiras ao crescimento econômico do país.
Para o assessor técnico da comissão da CNA, João Carlos De Petribu de Carli, a
redação dada ao projeto é pouco objetiva e pode induzir ao erro. “Ficou mais
subjetivo do que já era e não delimitou com precisão as áreas de atuação de
cada ente federativo. Ninguém vai querer assumir a responsabilidade sobre o
licenciamento”, avalia. Carli lembra que por conta da ampla margem de
interpretação, hoje alguns processos de licença ambiental só são resolvidos
judicialmente. “Falta de clareza na legislação quanto aos limites da
competência comum”, afirma.
Na prática, ninguém quer ser tachado de “inimigo do meio ambiente”, avalia
Carli. O temor faz com que municípios repassem a responsabilidade da licença e
fiscalização aos estados que por sua vez repassam ao governo federal e o jogo
de empurra não se define. O assessor lembra que a CNA deve enviar propostas ao
Legislativo com sugestões de alteração do texto do projeto do governo em itens
que envolvam o setor agropecuário.
Meio termo
O economista Carlos José Caetano Bacha, professor titular da Universidade de
São Paulo (USP) e especialista em economia ambiental, avalia que
desenvolvimentistas e ambientalistas devem ceder para se chegar ao bom senso.
“Falta definir prazo máximo ao licenciamento para não atrapalhar os investimentos,
deixando claro quais são as competências, para não dar margem aos processos
judiciais como hoje, além de adotar procedimentos uniformes para evitar que
cada ente federado licencie do seu jeito”, opina.
Bacha considera o rigor das leis ambientais brasileiras o fator que motiva
municípios e estados a não quererem assumir a responsabilidade pelo
licenciamento. Segundo o especialista, a Lei de Crime Ambiental de 2000 atribui
ao funcionário público as omissões e a má-gestão do meio ambiente. “Qualquer modificação
provocada pelo homem na natureza causa impacto. Vem o Ministério Público, as
ONGs, e quem liberou o licenciamento acaba processado”, comenta.
A dificuldade de conseguir licenciamento se tornou um bom negócio em São Paulo.
Bacha afirma que conhece um caso de investidores que preferiram vender as
terras, mesmo tendo licenciamento, porque o valor do empreendimento ficou
sobrevalorizado. Isso depois de passar meses para obter a licença ambiental a
fim de construir uma usina de açúcar e álcool. “A dificuldade de se conseguir
autorização ambiental na região eleva o preço do negócio de quem a tem”,
explica.
Embora não considere positivas as experiências atuais de licenciamento
ambiental, o geógrafo Adma Hamam de Figueiredo, do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), acredita que o licenciamento da BR-163 pode ser uma
tentativa de acerto. “O Ministério do Meio Ambiente está se antecipando à
devastação. Estão sendo feitos alguns esforços, mas é uma operação de guerra
que depende de vontade política”, adverte. (HB)
para saber mais
Rodovia vital à integração
Criada ainda nos anos 70, por determinação do governo militar, a BR-163 foi
pensada para ser um fator de integração e transformação da Região Amazônica.
Com 1.780km de extensão, a rodovia liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), tendo sido
iniciada ainda naquela época e foi pensada para aproveitar o potencial
econômico da região, todos os recursos naturais abundantes e respeitando a
diversidade étnica e cultural. A estrada atravessa dois biomas fundamentais do
Brasil: a Floresta Amazônica e o Cerrado.
A pavimentação da rodovia vem sendo objeto de obras do governo federal há duas
décadas, mas até hoje não foi concluída. Restam ser asfaltados cerca de 950km.
A promessa de conclusão da obra é reiterada a cada ano de eleições. Os setores
econômicos produtivos da região — incluindo os grandes grupos empresariais
instalados na Zona Franca de Manaus — vêem a obra como uma oportunidade de
ampliar o mercado interno, escoando toda a produção até os grandes centros
urbanos das regiões Sul e Sudeste.
Segundo ambientalistas, a obra é considerada um desafio para o governo federal,
mas também para os próprios movimentos sociais, ONGs, instituições de pesquisa,
sindicatos e outras organizações da sociedade civil que defendem um modelo de
desenvolvimento sustentável para a Amazônia.
Em 2004, o governo Lula anunciou um plano de desenvolvimento sustentável para a
área de influência da BR-163, tendo criado um Grupo de Trabalho
Interministerial para a elaboração do documento. A partir de julho, foi
iniciada a primeira série de consultas públicas e debates com os segmentos da
sociedade civil. Em fevereiro de 2005, foi finalizada a primeira versão do
plano. Ao mesmo tempo, o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes
(DNIT) encaminhou ao Ibama
o Estudo de Impacto Ambiental da obra. Após a concessão da Licença Prévia pelo
Ibama, os trabalhos na rodovia devem ser iniciados.
![]()
EM DIA COM A POLÍTICA
27/02/2007
Por pouco
Faltou
pouco, muito pouco, para Minas Gerais emplacar o secretário de Políticas
Urbanas da PBH, Murilo Valadares, na direção nacional do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura (Dnit). A indicação do prefeito Fernando Pimentel (PT) tinha tudo
para dar certo, mas, nas voltas que a política dá, tudo indica que o cargo vai
ser preenchido por alguém apadrinhado pelo governador do Mato Grosso, Blairo
Maggi (foto), que apoiou Lula na eleição e trocou de partido por causa disso.
Deixou o PPS e foi para o PR, legenda do senador Alfredo Nascimento (AM), que
deve voltar ao Ministério dos Transportes.
![]()
BRASIL HOJE
27/02/2007
Deputados debandam da oposição para o governo
Descontentes
mudam para os partidos da base
O
troca-troca partidário no Congresso - ou “realinhamento político dos partidos”,
como disse anteontem o presidente Lula - deve produzir nas próximas semanas uma
nova leva de descontentes da oposição rumo à base governista. O próprio Palácio
do Planalto tem estimulado o crescimento de algumas legendas aliadas,
principalmente o PR (ex-PL), que está na expectativa de atingir a marca de 45
deputados - saiu das urnas com uma bancada de 25.
Desde a eleição de outubro até ontem, 23 deputados formalizaram na mesa da
Câmara mudança de partido, sendo que o PR foi o que mais cresceu: o registro
oficial das bancadas da Câmara dos Deputados indicava ontem que o partido já
estava com 33 deputados.
O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), confirma a tendência de
crescimento da legenda. Fortalecido com as filiações, o partido conseguiu
antecipar a nomeação do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) para o cobiçado Ministério dos
Transportes.
A legenda espera garantir ainda, junto ao presidente Lula, todos os cargos de
direção do Dnit, que é o departamento responsável pelas estradas federais.
“A reforma ministerial é muito aguardada pelos partidos da base. Mas para ter
uma noção exata dos tamanhos das bancadas, é preciso aguardar um pouco mais. O
PR vai chegar a 45 deputados nas próximas semanas. Há muitas adaptações
regionais e vários deputados que procuram uma base de apoio no governo federal.
Caso contrário, ficam num vazio para realizar as promessas de campanha”,
explica Luciano Castro.
![]()
JC NEGÓCIOS
27/02/2007
Construtora na obra da BR-101
A
Pernambuco Construtora foi subcontratada pelo consórcio Camargo
Corrêa/OAS/Mendes Júnior para realizar a terraplenagem e drenagem de um trecho
de oito quilômetros da BR-101 Sul, a partir do município de Ribeirão.
![]()
ECONOMIA
27/02/2007
Suape define obras para refinaria
Governo
estadual e Petrobras acertaram ontem as obrigações de cada um no projeto da
Refinaria Abreu e Lima, no Porto de Suape
O
governo do Estado e a Petrobras acertaram as contrapartidas que terão que ser
atendidas para a instalação da Refinaria Abreu e Lima, orçada em US$ 4 bilhões,
o equivalente a R$ 8,32 bilhões (câmbio de ontem). O Estado se compromete a
fazer uma série de obras, como a dragagem de Suape, um píer para petroleiros e
espaço para dutos de petróleo. A Petrobras se compromete com a instalação da
refinaria e em fazer um estudo de impacto econômico e social do empreendimento.
Os documentos serão assinados amanhã, na presença do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Ele estará em Suape para a inauguração da fábrica de PET da
empresa italiana Mossi & Ghisolfi (M&G) e lançamento da obra da fábrica
de fios de poliéster, que será erguida pela Citepe e Petroquisa, subsidiária da
Petrobras.
O acordo que viabiliza a refinaria foi costurado ontem entre a Procuradoria do
Estado e advogados da Petrobras. Tratam-se de dois termos de compromissos, um
que envolve a transferência de 210 hectares da Usina Salgado que serão
desapropriados e outro que define as contrapartidas de infra-estrutura. Os
detalhes para a transferência do terreno já estão acertados, mas a Procuradoria
vai esperar uma segunda avaliação do valor das terras que está sendo feita pela
Caixa Econômica para efetivar o repasse. Só em seguida será feita uma petição
ao juiz responsável pela desapropriação em que a Usina, o Estado e a Petrobras
acertam os detalhes da negociação. “O termo que será assinado dirá que o
terreno será transferido tão logo a Caixa entregue a avaliação”, disse o
procurador-geral do Estado, Tadeu Alencar.
Os 210 hectares da usina foram avaliados em R$ 11,5 milhões, dos quais R$ 9
milhões serão usados para abater dívida da empresa com o Tesouro do Estado, R$
370 mil em débitos com Suape e o restante será pago na forma de entrega de
terrenos de Suape para a usina produzir cana-de-açúcar. O curioso é que Suape,
que receberá 210 hectares, vai repassar 600 hectares para a Salgado. Segundo a
administração do Porto, a área cedida é formada por terrenos montanhosos que não
serviriam para a instalação de empreendimentos.
Um grupo de trabalho será montado entre o Estado e a Petrobras para avaliar a
viabilidade financeira e econômica de aumentar o calado de Suape para até além
de 18 metros, de forma a permitir a operação de grandes navios petroleiros, com
capacidade de 150 mil toneladas. O grupo ficará responsável em avaliar a
operação de antecipação de recebíveis para o pagamento desse valor, com o
adiantamento de tarifas que a Petrobras terá que pagar ao Estado. Até julho
deste ano a Estrada da Pedreira, que liga a PE-60 a Suape e passa pelo terreno,
será desviada. A linha de transmissão de energia que também passa pelo terreno
terá que ser removida até dezembro. Suape também terá que alocar um espaço para
a passagem de dutos que liguem a refinaria ao píer de petroleiro, que terá que
ser construído.
![]()
ECONOMIA
27/02/2007
Restauração de rodovia vai ligar o país de Norte ao Sul
Até
o final do próximo ano, o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) deve concluir a
pavimentação do trecho de 82,4 quilômetros da BR-153 entre os municípios
paranaenses de Ventania e Alto do Amparo. A previsão é do engenheiro David
Gouvêa, superintendente da autarquia no Paraná. Segundo ele, a obra orçada em
R$ 100 milhões está a pleno vapor e tem recursos garantidos no orçamento da
União deste ano.
A obra começou em 1997, foi interrompida no final de 1998 e retomada no ano
passado, quando a pavimentação foi dividida em dois lotes. O primeiro, entre
Ventania e Tibagi, com 40 quilômetros de extensão, será concluído até o final
deste ano. O segundo lote, entre Tibagi e Alto do Amparo (com 42,4 quilômetros)
será concluído até o final de 2008. A BR-153 liga o Brasil de norte a sul, do
Pará ao Rio Grande do Sul, com cerca de três mil quilômetros de extensão. No
Paraná ela tem trechos ainda não implantados, como é o caso da extensão entre
Alto do Amparo – Ipiranga – Imbituva. O trecho entre Ventania – Alto do Amparo
é implantado, mas tem leito primário, sem asfalto.
Segundo David Gouvêa, os recursos garantidos ao DNIT no orçamento da
União de 2007 asseguram a conclusão do primeiro lote neste ano. “Vamos cumprir
os prazos porque a maioria das obras de arte já está implantada, restando
apenas a construção de um viaduto sobre a linha férrea no lote um, e o
alargamento das pontes sobre os rios Tibagi e Capivari, no lote dois”, informou
o superintendente.
Sobre a implantação da BR-153 no trecho entre Alto do Amparo e Imbituva, Gouvêa
comentou que ela está entre as prioridades do órgão, assim como a pavimentação
da BR-487, conhecida como Estrada Boiadeira, no noroeste do Estado.
As obras de pavimentação da BR-153 completam um grande investimento do governo
federal no trecho paranaense desta rodovia. Há um ano o DNIT concluiu as obras de
restauração do trecho Santo Antônio da Platina – Ibaiti, de 58 quilômetros, com
investimento de quase R$ 60 milhões. “A rodovia foi totalmente restaurada nesta
extensão, na qual executamos uma obra ecologicamente correta, reciclando o
material retirado da pista, refazendo o pavimento que estava muito ruim. A obra
incluiu também a construção de vias paralelas nos trechos urbanos, além de
viadutos e trincheiras para a transposição da rodovia”, disse o
superintendente.

ECONOMIA
27/02/2007
Porto opera com 40% de sua capacidade
Quase
dois milhões de toneladas de cargas foram movimentadas no Pecém em 2006. Foram,
exatamente, 1.883.049 toneladas. O principal produto exportado pelo porto foi a
banana, com 91.281 toneladas
Em
cinco anos de atuação, o terminal portuário do Pecém alcança uma movimentação
anual de quase dois milhões de toneladas. Em 2006, foram movimentadas, entre
embarque e desembarque, 1.883.049 toneladas. Com isso, estão sendo utilizados
40% da capacidade de movimentação do porto. Segundo o ex-governador Maia
Júnior, o porto foi projetado para movimentar cinco milhões de toneladas de
carga. A movimentação de cargas diversas em 2006 representou um aumento de 75%
em relação a 2005. Entretanto, sem a implantação dos grandes projetos previstos
para a área como a siderúrgica e a refinaria, o Porto do Pecém ainda longe
de atingir a sua capacidade esperada.
Embora o secretário-adjunto da infra-estrutura, Otacílio Borges, não confirme
os números, ele afirma que é normal que o porto ainda não esteja operando com
capacidade total. "O Porto do Pecém foi construído dentro de um
complexo industrial-portuário, para atender à demanda de uma possível
siderúrgica e uma possível refinaria. Como nada disso foi montado, claro que
não pode estar funcionando na sua plenitude", conclui. Ele observa, porém,
que o porto poderia estar operando com uma capacidade bem acima da atual.
"Mas o governo tem projetos para aquela área e não pode comprometer o
porto com outras demandas", diz.
Entre as diversas cargas que partiram do terminal no ano passado, o destaque
ficou com a banana. A fruta liderou o ranking de exportação de produtos no
terminal com um total de 91.281 toneladas embarcadas entre janeiro e dezembro
de 2006. Somente no último mês do ano, foram embarcadas 6.405 toneladas da
fruta. O melão, que havia sido o produto mais exportado em 2005, ficou em
segundo lugar com 82.215 toneladas.
Para os exportadores, a estrutura do Porto do Pecém atende a necessidade das cargas e
tem contribuído para o aumento nas exportações. Mas é preciso pensar nas
operações caso a siderúrgica seja instalada no complexo industrial. O terminal
possui um píer para graneis líquidos e gases liquefeitos e um píer com dois
berços para navios conteneiros.
Caso a siderúrgica entre em operação, o píer utilizado hoje pelos navios será
destinado somente para a usina e é preciso construir um terceiro píer para as
cargas diversas.
Segundo Adil Dallago Filho, gerente de logística e navegação da Del Monte, a
empresa chega a exportar oito mil contêineres por ano. "Com certeza
estamos entre os três maiores clientes e não vejo problemas operacionais. É um
porto que apresenta uma capacidade bastante satisfatória das demandas da
empresa. Pelo que nos consta, um berço de atracação especializado para
fruticultura. Foi o que nos foi mostrado no projeto. Isso iria melhorar",
afirma. Segundo ele, para o volume atual a estrutura é suficiente, mas caso a
siderúrgica entre em operação será preciso ampliar o porto.
Rosa Maria, gerente de comércio exterior da Esmaltec e Cascaju, também acredita
que a estrutura do porto satisfaz as necessidades do mercado. Hoje, 70% das
exportações da Cascaju saem Pecém, o que equivale a 40 contêineres. No caso da
Esmaltec, o número é de 60% das exportações, ou 25 a 30 contêineres, saindo
pelo mesmo porto. "A Esmaltec tem crescido suas exportações. A previsão de
aumento é de 25% para este ano. Como nós nos programamos bem durante o mês, não
temos tido problemas no porto para fazer o despacho das cargas. Obviamente se
eu tivesse um volume muito maior não sei se eles me atenderiam", afirma.
![]()
ECONOMIA
27/02/2007
Estradas - Fazenda quer unir licitação
Após
identificar brechas no modelo de leilão de rodovias federais, o
Ministério da Fazenda vai sugerir que os sete trechos de concessão sejam
licitados em apenas um edital para reduzir a chance de prática de cartel por
empresas do setor. O órgão começou a participar mais ativamente da questão no
final de 2006. Técnicos da pasta avaliaram que o modelo de edital proposto pela
Agência
Nacional de Transportes Terrestres continha lacunas para a combinação de
preços.
![]()
POLÍTICA
27/02/2007
Deputados trocam de partido para se aproximar do Governo Federal
Descontentes
da oposição buscam abrigo em legendas da base governista
BRASÍLIA
- O troca-troca partidário no Congresso - ou “realinhamento político dos
partidos”, como disse anteontem o presidente Lula - deve produzir nas próximas
semanas uma nova leva de descontentes da oposição rumo à base governista. O
próprio Palácio do Planalto tem estimulado o crescimento de algumas legendas
aliadas, principalmente o PR (ex-PL), que está na expectativa de atingir a
marca de 45 deputados - saiu das urnas com uma bancada de 25.
Desde a eleição de outubro até ontem, 23 deputados formalizaram na mesa da
Câmara mudança de partido, sendo que o PR foi o que mais cresceu: o registro
oficial das bancadas da Câmara dos Deputados indicava ontem que o partido já
estava com 33 deputados.
O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), confirma a tendência de
crescimento da legenda. Fortalecido com as filiações, o partido conseguiu
antecipar a nomeação do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) para o cobiçado Ministério dos
Transportes. A legenda espera garantir ainda, junto ao presidente Lula,
todos os cargos de direção do DNIT, que é o departamento responsável pelas estradas federais.
“A reforma ministerial é muito aguardada pelos partidos da base. Mas para se
ter uma noção exata dos tamanhos das bancadas é preciso aguardar um pouco mais.
O PR vai chegar a 45 deputados nas próximas semanas. Há muitas adaptações
regionais e vários deputados que procuram uma base de apoio no Governo Federal.
Caso contrário, ficam num vazio para realizar as promessas de campanha”,
explica Luciano Castro.
Perdas
Nessa migração partidária o PPS, que faz oposição ao governo Lula, foi o que
mais perdeu deputados. A legenda elegeu 22 e agora está com uma bancada de 16.
O PSDB e o PFL também perderam parlamentares. Os tucanos elegeram 66 e estão
com 63. A expectativa é de que nos próximos dias a bancada tucana seja reduzida
para 58 deputados com a saída de cinco do Ceará, liderados pelo ex-governador
Lúcio Alcântara (PSDB-CE), que negociam com o PR. Já o PFL, que tinha 65,
perdeu até o momento três deputados.
“As benesses do governo são um forte atrativo para as mudanças partidárias.
Esse assédio valeu no escândalo do mensalão. Agora, o que está em jogo é a oferta
de cargos. Para montar uma base sólida, o presidente Lula adota uma prática
comum de todos os governos: a cooptação. E o pior é que a legislação favorece o
troca-troca partidário. Temos que fazer uma reforma política para impedir esse
comportamento”, afirmou ontem o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC).
Não é só o PR que está crescendo. O Palácio do Planalto está estudando a
possibilidade de vitaminar o pequeno PAN, como uma legenda governista. O
partido, que só elegeu um único deputado, já está com cinco parlamentares na
sua bancada da Câmara. Essa legenda pode ganhar o reforço do ministro do
Turismo, Walfrido Mares Guia. Caso ele decida sua filiação no PAN, o partido
poderá crescer e ganhar não só descontentes do PTB como também parlamentares
que hoje estão em partidos de oposição.
Já os demais partidos da base tiveram modificações pequenas: o PMDB passou de
89 para 91, o PT perdeu um deputado e caiu para 82. O PP ganhou um deputado,
passando de 41 para 42 parlamentares na Câmara. Enquanto isso, o PTB perdeu
dois e ficou com 20 deputados.
![]()
DIA-A-DIA
27/02/2007
Estradas ameaçam escoamento da safra
Pelo
menos duas pontes de madeira estão com a estrutura abalada; risco para os
caminhões
DOURADOS
- Produtores rurais da região da Colônia dos Italianos, entre Indápolis e Lagoa
Bonita, estão colhendo a soja sem saber se irão conseguir escoar a safra. As estradas de terra e a
situação das pontes de madeira são uma ameaça.
Sebastião Pelizon de Lima tem uma propriedade de 17,5 hectares. Pretende fazer
a colheita em 10 dias e reconhece que o problema é realmente grave. "Eu
vou conseguir escoar a safra porque minhas terras ficam no início da estrada.
Mas os companheiros que estão mais adiante correm sérios riscos. Não é de hoje
que isso acontece. Faz tempo que nós alertamos para essa realidade",
explica.
As principais reclamações são sobre o estado de conservação de duas linhas, a
Quarta e a Quinta. As estradas de terra ficam intransitáveis quando chove. Outra
preocupação é quanto a resistência de pelo menos duas pontes de madeira.
"Não adianta colocar caminhão pesado para passar por esses locais, que as
pontes não suportam tanto peso. Quando chove muito para seguir em frente é
preciso contar com a ajuda de um trator. Só que aí as pontes não
agüentam", disse o produtor Dirceu Zanatta.
Outro produtor, Ataíde Zanatta, pretende terminar a colheita da soja ainda esta
semana. Por enquanto não sabe como vai conseguir escoar a produção. "Para
eu chegar até a minha propriedade tenho que fazer um desvio de 18 quilômetros
com a colheitadeira. Se as estradas e as pontes não forem arrumadas vai ficar
difícil. Prejuízo para mim, para o município, para o Estado e para o
país", lamenta.
A responsabilidade pela manutenção das estradas e das pontes é da prefeitura de
Dourados. O engenheiro da secretaria de infra-estrutura Ademar Fernandes Souza
afirmou ontem ao PROGRESSO que não tinha conhecimento do problema. "A nós
até o momento não chegou nenhuma reclamação. Mesmo assim pretendemos enviar uma
equipe até o local para averiguar a situação. Os produtores deveriam ter nos
enviado um requerimento ou um pedido para uma reunião. Nós já estamos
trabalhando na recuperação das estradas rurais. No momento, as ações se
concentram em Guassuzinho e na Vila Formosa. A partir do dia 15 de março iremos
intensificar a recuperação, medida que faz parte de um projeto", explicou.
No entanto, Fernandes Souza não garantiu que a recuperação será feita a tempo
de garantir a retirada dos grãos.
![]()
MINAS
27/02/2007
Norte volta a exigir reforma da BR-135
MONTES
CLAROS - Lideranças do Norte de Minas vão acionar, hoje, o Ministério Público
Federal, exigindo providências contra a situação precária da BR-135, no trecho
de Montes Claros ao trevo da BR-040, com 300 quilômetros de extensão. As
principais entidades de classe da região encaminharão à Procuradoria da
República em Minas Gerais uma representação em que mostram que a rodovia está
intransitável e precisa ser reconstruída, por causa do excesso de buracos.
O documento foi elaborado pelo advogado Osias Corrêa, contratado pela
Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). A Associação
Comercial e Industrial de Montes Claros, a Federação das Indústrias do
Estado-Norte e a Sociedade Rural de Montes Claros também assinam a
representação, além dos deputados estaduais da região.
A primeira vez que as entidades acionaram judicialmente o Governo federal foi
em 2005, tentando resolver a situação da BR-135, sob a alegação que a estrada
estava intransitável desde 2003, por causa das chuvas. O Governo realizou a
operação tapa-buracos, há dois anos, mas os problemas continuaram.
Em junho de 2006, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit) recebeu o projeto
executivo de recuperação da rodovia, elaborado pela Associação Comercial e
Industrial de Montes Claros (ACI), mas não tomou nenhuma providência. Por isso,
as entidades decidiram entrar com a representação, pedindo ao Ministério
Público Federal que determine as medidas a serem adotadas. Uma das propostas é
o bloqueio dos recursos da Cide (imposto sobre combustíveis) gerados nos municípios
abrangidos pela BR-135 para assegurar a sua reconstrução.
O Dnit, por meio da
assessoria de imprensa, informou ontem que a recuperação da rodovia ainda
depende de recursos orçamentários, e as obras só poderão ser realizadas quando
eles forem liberados. Na semana passada, a diretoria-geral do órgão, em
Brasília, informou a parlamentares do Norte de Minas que estava fazendo ajustes
no projeto elaborado pela ACI para realizar a licitação.
O coordenador do Movimento em Prol da BR-135, deputado estadual Carlos Pimenta
(PDT), afirma que a demora do Ministério dos Transportes e do Dnit em resolver a
situação da rodovia obrigou as entidades a acionarem a Justiça. Segundo ele, a
recuperação da estrada não foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), do Governo federal, e, agora, a expectativa é que o Ministério Público
Federal determina alguma medida, como o bloqueio dos recursos da Cide.
![]()
POLÍTICA
27/02/2007
Ministério não sofrerá muita mudança
BRASÍLIA
– O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou ontem, pela Radiobrás, que a
reforma ministerial não terá “grande novidade”. Lula aproveitou para mandar
recado ao PT e negar que a demora na escolha da equipe esteja atrasando as
ações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um plano que
prevê R$ 503,9 bilhões de investimentos até 2010.
“Não, pelo contrário, o governo está funcionando”, disse. “O importante é o
povo brasileiro ter certeza de que estamos preparando a máquina para funcionar
melhor do que funcionou no primeiro mandato.”
Em entrevista ao programa semanal de rádio “Café com o presidente”, ele avaliou
que os projetos do PAC nas áreas de saneamento, habitação e urbanização de
favelas estão adiantados, em fase de conclusão.
De São Bernardo do Campo, Lula gravou no domingo, respondendo por telefone
cinco perguntas sobre a reforma ministerial. Só evitou responder sobre a
pressão para nomear a ex-prefeita Marta Suplicy em alguma pasta. A pressão é do
PT, que quer Marta nas Cidades ou na Educação.
Lula avisou que não vai fazer “muitas mudanças” na equipe. “Você há de convir
que todos os partidos, à exceção do PDT, estão contemplados dentro do governo”,
disse.
“A única coisa que às vezes me deixa assim um pouco constrangido é que vejo
pela imprensa nomes e mais nomes, pessoas e mais pessoas, todo dia sai um ou
entra um.”
O apresentador do programa, o jornalista Luiz Fara Monteiro, perguntou sobre
Marta Suplicy: “Pois é, presidente. A imprensa está falando que o ministro
Gilberto Gil, por exemplo, continua na Cultura, já está confirmado. Que Marta
Suplicy pode ir para Cidades. Como é que o senhor vê isso? É uma pressão muito
forte?”.
Lula se limitou a dizer que “todos continuam”. “Se você me perguntar isso daqui
a dez dias, eu não sei se todos continuam”, ressaltou o presidente. “O Gilberto
Gil continua, o Waldir Pires (Defesa) continua, o Márcio Thomaz Bastos
(Justiça) continua, o Furlan (Desenvolvimento) continua.”
O presidente disse que não conversou com Bastos e Furlan sobre a possível saída
deles. Nos últimos dois meses, no entanto, Lula teve diversas conversas com os
dois ministros para convencê-los a ficar no governo.
“O que sei é que a máquina está funcionando bem”, disse o presidente. “No
momento certo, eu indicarei o ministério.” (Agência Estado)
Tarso garante duas pastas ao PMDB
BRASÍLIA – Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o dia no
Uruguai, ontem, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, se reuniu
com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP).
O ministro confirmou a disposição de Lula de entregar ao partido os ministérios
da Saúde e da Integração Nacional, mas insistiu na indicação do médico José
Gomes Temporão para a Saúde.
Temporão, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer, é indicação do governador
do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB). Temer voltou a alegar que há
resistências no partido ao nome de Temporão, recém filiado ao PMDB, mas ficou
de ouvir novamente a bancada na Câmara.
Convenção
Tarso disse ainda a Temer que a reforma ministerial não está vinculada ao
resultado da convenção do PMDB e que o presidente Lula pretende anunciar a nova
equipe antes do dia 11 de março, quando o PMDB vai escolher o futuro presidente,
numa disputa entre Temer e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson
Jobim, vinculado ao grupo dos senadores. (Agência O Globo)
PP avisa que não troca Cidades por Agricultura
BRASÍLIA – A cúpula do PP mandou mais um recado ao presidente Luiz Inácio Lula
da Silva: o partido não está disposto a abrir mão do Ministério das Cidades
para o PT, recebendo em troca a pasta da Agricultura.
O aviso foi dado no domingo, num encontro reservado entre o ministro das
Relações Institucionais, Tarso Genro, e o presidente do PP, deputado Nélio Dias
(RN). Para tentar solucionar um dos impasses da reforma ministerial, o Palácio
do Planalto sondou o PP sobre a possibilidade de a legenda mudar de pasta.
O PT insiste na nomeação da ex-prefeita Marta Suplicy para o Ministério das
Cidades. Mas o atual ministro Márcio Fortes conta com o apoio da bancada do PP
e com a simpatia do próprio Lula.
Na conversa que aconteceu em Brasília, Tarso Genro ouviu que o partido não está
disposto a trocar o cobiçado Ministério das Cidades, justamente agora que será
responsável por uma série de ações bilionárias do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC).
“O assunto está encerrado. O PP não aceita trocar o Ministério das Cidades pela
Agricultura. O PT quer colocar a faca no pescoço do presidente Lula ao tentar
pôr a Marta Suplicy nas Cidades. Isso não é correto. E na conversa que tivemos
com o presidente, ficamos convencidos de que o ministro Márcio Fortes fica onde
está”, disse o líder do partido na Câmara, deputado Mário Negromonte (PP-BA).
Urbano x rural
Uma parte do PP, mais ligada à ala ruralista, chegou a sinalizar positivamente
para o deslocamento do partido para o Ministério da Agricultura. Mas o grupo
majoritário do partido, mais ligado às questões urbanas, rejeitou a proposta.
Há uma avaliação no PP de que o presidente estaria usando o partido para tentar
barrar as ambições de Marta – poderá dizer ao PT que teve dificuldade para
convencer o PP a deixar o Ministério das Cidades. (Agência O Globo)
Troca-troca partidário beneficia PR
BRASÍLIA – O troca-troca partidário no Congresso – ou “realinhamento político
dos partidos”, como disse ontem o presidente Lula – deve produzir nas próximas
semanas uma nova leva de descontentes da oposição rumo à base governista.
O próprio Palácio do Planalto tem estimulado o crescimento de algumas legendas
aliadas, principalmente o PR (ex-PL), que está na expectativa de atingir a
marca de 45 deputados – saiu das urnas com uma bancada de 25.
Desde a eleição de outubro até ontem, 23 deputados formalizaram na mesa da
Câmara mudança de partido, sendo que o PR foi o que mais cresceu: o registro
oficial das bancadas da Câmara dos Deputados indicava ontem que o partido já
estava com 33 deputados.
O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), confirma a tendência de
crescimento da legenda. Fortalecido com as filiações, o partido conseguiu
antecipar a nomeação do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) para o cobiçado Ministério dos
Transportes.
A legenda espera garantir ainda, junto ao presidente Lula, todos os cargos de
direção do Dnit, que é o departamento responsável pelas estradas federais.
“A reforma ministerial é muito aguardada pelos partidos da base. Mas para ter
uma noção exata dos tamanhos das bancadas, é preciso aguardar um pouco mais. O PR
vai chegar a 45 deputados nas próximas semanas. Há muitas adaptações regionais
e vários deputados que procuram uma base de apoio no governo federal. Caso
contrário, ficam num vazio para realizar as promessas de campanha”, explica
Luciano Castro.
Nessa migração partidária o PPS, que faz oposição ao governo Lula, foi o que
mais perdeu deputados. A legenda elegeu 22 e agora está com 16. O PSDB e o PFL
também perderam parlamentares.
Os tucanos elegeram 66, estão com 63 e a expectativa é de que nos próximos dias
a bancada seja reduzida para 58. Os cinco negociam com o PR. Já o PFL, que
tinha 65, perdeu três.
“O pior é que a legislação favorece o troca-troca partidário. Temos que fazer
uma reforma política para impedir esse comportamento”, afirmou ontem o líder do
PPS, deputado Fernando Coruja (SC). (Agência O Globo)
Adiamento da reforma favorece PTB de Walfrido
BRASÍLIA – A sinalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que irá
adiar a reforma ministerial para depois da eleição do novo presidente do PMDB
agradou o PTB.
O partido também vive uma indefinição sobre o destino do ministro do Turismo,
Walfrido dos Mares Guia, e prefere aguardar a decisão dele sobre deixar o
partido para avançar nas conversas sobre a participação que terá no governo. A
eleição no PMDB será no dia 11 de março.
Walfrido ameaça deixar o PTB por discordar do presidente da sigla, o deputado
cassado Roberto Jefferson, mas já teria recebido do presidente Lula a
confirmação de que ficará no cargo. Lula chegou a pensar em Walfrido para o
Ministério das Relações Institucionais.
Segundo o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), o partido não
irá tratar da pasta do Turismo enquanto não houver definição de Walfrido.
“O governo é o mesmo, embora seja uma nova etapa e o presidente não precisa ter
tanta rapidez. Pode fazer os ajustes conforme sua necessidade. Temos a situação
do Walfrido, até por isso não estamos com pressa”, afirmou.
O líder disse que o partido aguarda ser chamado pelo presidente nas próximas
semanas para discutir os espaços que terá no governo. “Nós queremos todos os
ministérios. Conforme vai abaixando a oferta, aumenta o nosso mau humor”,
ironizou.
“Queremos saber o que o governo pensa, qual o ajuste que será feito e ver qual
a parte que nos cabe neste latifúndio”, afirmou.
Sobre as declarações do presidente de que a reforma não será ampla, o petebista
disse que “por enquanto” isso não preocupa. “Vai preocupar dependendo do que
ele falar com a gente”, disse. (Folhapress)
Tucano critica “festival de clientelismo”
BRASÍLIA – O processo de negociação entre o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e os partidos aliados sobre a composição do ministério foi criticado
ontem pelo presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).
O tucano afirmou que, enquanto o presidente discute cargos e ministérios com
seus aliados, a violência passa dos limites sem que o governo apresente uma
proposta concreta para enfrentar o problema.
“É o maior festival de clientelismo e fisiologismo. Não se debatem programas.
Só se vê discussão na base do governo sobre cargos, carguinhos e cargões.
Enquanto isso, a violência passa dos limites, e o presidente fala do assunto
como se fosse espectador”, criticou Tasso.
Para o presidente do PSDB, o presidente da República tem uma visão equivocada
sobre a segurança pública no país.
O senador apresentou um projeto que pretende antecipar a maioridade penal para
determinados crimes, permitindo que sejam aplicadas penas a menores como se
fossem adultos em casos de crimes bárbaros.
O tucano disse considerar que o presidente é muito condescendente com os
criminosos violentos: “Toda vez que há um crime, o presidente fica do lado dos
infratores. Ele não faz nada, não propõe nada.” (Agência O Globo)
![]()
POLÍTICA
27/02/2007
Governo agiliza aprovação do PAC
Curitiba
- A agenda do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR), e de outros
membros do primeiro escalão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), promete
ser cheia nesses 20 dias que devem anteceder o início da votação do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), no Congresso Nacional. Um primeiro encontro
com três dos relatores do projeto deverá acontecer hoje. A intenção é buscar sintonia
para agilizar a aprovação do PAC.
Apesar de reconhecer que muitos dos temas do PAC serão alvo de polêmica e
discussão, o ministro acredita que o Congresso conclua a votação ainda neste
semestre. ''Não tem razão para demorar mais que três, quatro meses para
tramitar'', afirmou Paulo Bernardo. Em relação ao grande volume de emendas a
serem analisadas - e que poderiam emperrar a votação -, o ministro afirmou que
muitas delas são semelhantes e outras envolvem temas não pertinentes e que, por
isso, devem ser descartadas.
O ministro, que esteve ontem em Curitiba para uma conferência com os estudantes
da UniBrasil sobre o tema ''Desafios do Crescimento Brasileiro'', deve voltar à
Capital depois de amanhã para um fórum promovido pelo Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES), do qual devem participar, também, ministros das
Relações Institucionais, Tarso Genro, e da Fazenda, Guido Mantega. A idéia do
encontro é debater o desenvolvimento regional a partir do PAC.
Ontem, Paulo Bernardo lembrou que o orçamento do PAC para a região Sul, neste
ano, será de aproximadamente R$ 37 bilhões. Ele não adiantou quanto destes
recursos serão destinados ao Paraná, mas reafirmou que há grandes obras de
infra-estrutura previstas para o Estado. Entre elas, o ramal ferroviário entre
Guarapuava e Ipiranga, onde deverão ser investidos R$ 500 milhões; a reforma
dos berços do Porto de Paranaguá; a conclusão da BR-153; a construção de uma
segunda ponte em Foz do Iguaçu; e a ampliação do Aeroporto Internacional Afonso
Pena para receber aviões de carga, que deve absorver cerca de R$ 160 milhões.
![]()
PARANÁ
27/02/2007
Obras estão próximas da antiga BR-116
As
obras do Binário Santa Bernadethe se aproximam da antiga BR-116, onde a
prefeitura de Curitiba implantará a Linha Verde. O trabalho entre a Rua Maestro
Francisco Antonelo e a antiga rodovia (perto do Posto Brasília) fazem parte da
Linha Verde. Os serviços dão continuidade ao primeiro trecho do binário que já
estava em obras.
As escavações feitas na Avenida Santa Bernadethe onde há saibro e antipó são
para as obras de drenagem, que vão garantir a vazão da água da chuva. Só depois
desta etapa a avenida será pavimentada, terá meio fio e calçadas. Em toda a
extensão, a Santa Bernadethe terá concreto.
Na região próxima ao Posto Brasília, os trabalhos também estão começando na Rua
Leonel França. É o trabalho que consolidará o binário – ruas paralelas que
funcionam em sentidos opostos. Paralela à Avenida Santa Bernadethe, no trecho
próximo à antiga BR 116, a Leonel França terá obras desde a antiga BR-116 até a
Rua Henry Ford. A Linha Verde, onde está inserida esta parte do binário,
transformará a antiga BR numa avenida da cidade.
![]()
INFORME
27/02/2007
Convite
O
superintendente regional do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transporte), Sebastião Braga, ofereceu jantar na noite de anteontem para o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos. Com a presença do governador Wellington
Dias.
![]()
POLÍTICA
27/02/2007
Ministro anuncia R$ 2,3 bilhões para o Piauí até 2010
O
ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciou que o Piauí vai receber R$ 2,3
bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) até o primeiro semestre
de 2010. Ele afirmou que desses recursos, R$ 1,5 bilhão estão destinados à
construção da ferrovia Nova Transnordestina, que liga o munícipio piauiense de
Elizeu Martins ao Porto de Suape, em Pernambuco.
Segundo ele, para este ano as obras de recuperação das rodovias federais no Piauí
terão R$ 117,4 milhões de investimentos. O ministro Paulo Sérgio Passos estava ontem para
apresentar projetos de transportes previstos no Programa de Aceleração do
Crescimento, no Palácio de Karnak.
A apresentação do ministro Paulo Passos deu ênfase às obras rodoviárias
previstas no PAC para todo o país, para a região Nordeste e, especificamente,
para o Piauí.
Usando serviço de datashow, o ministro explicou que a área do Ministério dos
Transportes terá R$ 55 bilhões, dos mais de R$ 504 bilhões totais que o PAC
investirá no Brasil.
“Os recursos serão gastos em vários projetos, nas diversas regiões do país,
dentre melhorias em estruturas portuárias, aeroportuárias, rodoviárias e hidrovias”, anunciou o
ministro.
Durante a solenidade em Karnak, que teve o portão principal aberto para que
populares pudessem assistir, o ministro elogiou a atitude presente do
governador Wellington Dias, cobrando resultados. Dentre os presentes, estavam o
vice-governador, Wilson Martins, o deputado federal Alberto Silva, o ex-ministro dos Transportes, Henrique Sousa,
deputados estaduais, lideranças empresariais e sindicais e representantes da
sociedade civil.
![]()
POLÍTICA
27/02/2007
Transportes terão R$ 117 mi ainda este ano
Passos
falou das estratégias de atuação do Ministério dos Transportes, tais como superação
dos limites estruturais e ampliação da cobertura geográfica da infra-estrutura
de transportes, e dos objetivos,
como aumento da eficiência produtiva, indução de desenvolvimento, redução das
desigualdades regionais e integração regional sul-americana.
Em seguida, Passos apresentou as metas regionais do PAC na área de Transportes,
explicando o que será feito em cada uma das cinco regiões geográficas do país.
Ele deu destaque ao Piauí, anunciando a destinação de R$ 105,4 milhões para
obras de restauração e mais R$ 12 milhões para conservação, neste ano.
As obras de restauração incluirão nove trechos: BR 020, no entroncamento das
BRs 230/316, na divisa Piauí/Ceará; BR 135, trecho de Bertolínea até a divisa
com a Bahia; BR 222, trecho da divisa Ceará/PI, BR 230, divisa PI/CE e divisa
PI/MA; BR 216, trechos da divisa MA/PI e divisa PI/PE; BR 343, entre Jerumenha
e Luís Correia; BR 402/PI, trecho das divisas com o Maranhão e Ceará; BR 404,
entre Piripiri até a divisa com o Ceará; e a BR 407, entre Piripiri e a divisa
com Pernambuco.
As obras de conservação beneficiarão trechos das BRs 020, 135, 222, 230, 343,
404 e 407.
O governador Wellington Dias lembrou que algumas das obras já estão em
andamento e até sendo inauguradas. Na tarde de ontem ele e o ministro
inauguraram de obras de recuperação da BR 020, em Picos.
Do total de recursos, cerca de R$ 1,5 bilhão será investido no trecho piauiense
da Rodovia Transnordestina.
Wellington Dias disse que ocorreram dos avanços obtidos nos últimos anos pelo
Piauí, em termos de rodovias. “Tínhamos 78 municípios interligados por asfalto,
quando agora chegamos a 160, sendo que nossa meta é chegarmos a cerca de 200
municípios, nos próximos anos”, disse. “E estamos afirmando até o primeiro
semestre de 2010”, assegurou.
![]()
CIDADES
27/02/2007
Viaduto fica interditado
A
interdição de um sentido do viaduto de Ponta Negra, que está sendo duplicado
pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura dos Transportes, irá perdurar por pelo menos mais 15
dias. O prazo para concluir a obra se encerraria hoje, contando os dez dias
úteis previstos pelo órgão, mas ‘‘por medida de segurança’’, o Dnit preferiu prorrogar a
entrega até o dia 15 de março. ‘‘É melhor que demore mais alguns dias e a obra
fique mais segura, do que entregar nas pressas com um serviço menos seguro’’,
explica o coordenador do Dnit no estado, José Narcélio Marques Sousa.
O objetivo da interdição de um sentido do viaduto desde o último dia 8 é para
evitar desmoronamento da estrutura de terra armada que está sendo montada no
acesso à nova pista do viaduto. ‘‘Como se trata de um serviço de escavação para
encaixar as peças, as trepidações ocasionadas pela passagem dos carros poderia
causar um acidente na construção. Quem passa pelo viaduto pode ter a impressão
que nada está sendo feito, mas é porque a obra está concentrada na parte de
baixo da nova pista’’, reforça.
A obra de duplicação do viaduto e Ponta Negra faz parte da duplicação da
BR-101, que deverá ter sua primeira fase concluída em abril do ano que vem. O
custo total dessa fase que está sendo executada pelo Exército Brasileiro será
de cerca de R$130 milhões para os cofres federais.
Mas o coordenador do Dnit adverte que de pouco valerá a duplicação do viaduto de Ponta
Negra se não forem feitas adequações nas avenidas Engenheiro Roberto Freire e
Ayrton Senna. ‘‘Já entrei em contato com a Secretaria Estadual de
Infra-Estrutura demonstrando minha preocupação, pois como o acesso ao viaduto
ficará melhor com a duplicação, mais pessoas irão procurar usá-lo. Se
passarelas não forem instaladas na altura do Cidade Jardim e alguns semáforos
não foram retirados, teremos grande problemas de tráfego naquela região’’,
alerta.
Sinalização
Enquanto o sentido Ponta Negra-Parnamirim continua interditado, os usuários do
viaduto de Ponta Negra estão passando por alguns transtornos, principalmente
devido à sinalização precária na obra. Já para o motorista que vem no sentido
Centro-Ponta Negra, passar pelo local não é só um transtorno, mas também um
risco. Antes chegar na curva do viaduto, o condutor se depara com algumas manilhas
de concreto - aquelas utilizadas como tubulação de drenagem - colocadas em pé e
pintadas de preto e amarelo. ‘‘Sabemos que essa é uma sinalização grosseira,
mas, infelizmente, por mais que coloquemos placas de sinalização, os vândalos
derrubam e quebram tudo’’, lamenta Marques.
Como a faixa da direita está fechada pelas manilhas, o motorista que vai no
sentido Centro-Ponta Negra tem duas opções: ou segue pela faixa da esquerda ou
vai para a via de contramão, que por mais que esteja sem uso é um sempre um
desconforto para o condutor. O resultado disso tudo é que das seis manilhas
colocadas na pista, três já foram atingidas pelos veículos e uma já está em
pedaços.
![]()
OPINIÃO
27/02/2007
Projetos para as rodovias
A
recuperação da infra-estrutura brasileira não permite planejamentos de
resultado duvidoso, falta de competência ou ações influenciadas por
idiossincrasias ideológicas. No caso das rodovias, nos últimos anos, apenas a
iniciativa privada se mostrou capaz de realizar projetos sem esses vícios.
Seria ideal se o Estado oferecesse estradas em boas condições e sem pagamento de
pedágio. Infelizmente, a realidade desaconselha isso.
É bom ressaltar, no entanto, que essa incapacidade é do setor público, e não
desse ou daquele governo. Trata-se de modelo de gestão e não de deficiência dos
administradores. Uma realidade de burocracia impeditiva, interesses
conflitantes e falta de compromissos com obras a longo prazo: essas
características, incuráveis, são incompatíveis com as necessidades viárias de
uma economia em desenvolvimento. No Brasil, 60% da produção transita pelas estradas e 96% das pessoas
viajam de automóvel ou ônibus.
A partir disso, as opções para o transporte rodoviário atual no Brasil são:
pagar para ter uma boa malha ou rodar “de graça” em estradas esburacadas e
inseguras. Os usuários já optaram pela primeira.
No caso do transporte de carga, está provado que, por enquanto, o pagamento do
pedágio é investimento, e não custo. Um estudo da Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo em
Piracicaba, demonstrou que empresas especializadas têm prejuízo de R$ 34,00 a
cada 100 quilômetros rodados em vias malconservadas. Uma viagem em vias em boas
condições permite economia de 4,8% no consumo de combustível e 4,5% na emissão
de CO2.
Os números das grandes empresas de logística mostram que o prejuízo se esconde
na precariedade. Os caminhões da
maior multinacional do setor no mundo rodam no Brasil a 55 km/h, em média,
(sobe para 80 km/h em São Paulo) enquanto nos Estados Unidos trafegam a 100
km/h. Essa diferença reduz a capacidade de exportação .
Também devem ser levadas em consideração mais exigências de manutenção nos equipamentos.
Após as viagens é necessário uma parada para consertos. Tudo isso não afeta
exclusivamente o setor de transportes. Apesar das graves dificuldades das
empresas, boa parte do custo rodoviário é repassada aos produtos e pago pelo
consumidor final.
Mais espantoso que o desperdício de dinheiro é o tamanho da tragédia humana
medida pelo Instituto de Pesquisa Econômicas Avançadas (Ipea) e apresentado
recentemente. Em 2005, foram 10.422 as vítimas fatais nas rodovias — resultado de um
misto de más condições das estradas e imprudência de motoristas.
Os pesquisadores também perguntaram aos usuários sobre a disposição de pagar
imposto adicional para reverter essa realidade. 75% se negam, sob alegação de
que já pagam tributos para esse fim ou desconfiam que essa seria mais uma fonte
da corrupção.
Por tudo isso, são insustentáveis as resistências ideológicas às parcerias com
a iniciativa privada. Elas seguem o mesmo raciocínio distorcido que bombardeou
as privatizações durante o último processo eleitoral. Ao estado é obrigatório
oferecer serviços de qualidade e não amealhar um patrimônio público que não
traz benefícios para a comunidade e não vale nada. No caso das rodovias, a colaboração do
setor privado deve ser admitida sem rodeios. A partir disso, será possível
destravar as 23 PPPs que não saíram do campo das intenções, das 24 previstas em
2003, e viabilizar os projetos. O modelo de concessão também se mostrou
eficiente, apesar de existirem dificuldades nos trechos de menor movimento.
Nesse caso, é possível oferecer mais atrativos como mais possibilidades de
exploração comercial ou subsídios temporários de formato semelhante aos das
PPPs.
Com o estabelecimento de agências reguladoras atuantes e contratos honestos, os
receios de perda de controle de um serviço essencial ou de exploração do erário
são infundados. É saudável, portanto, que a parceria com a iniciativa privada
deixe o campo das idéias e torne-se prioritária para os governos. É avançar o
possível, ou ficar parado.

ECONOMIA
27/02/2007
Eclusas de Tucuruí ganham verbas
O
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) liberou semana
passada R$ 45,5 milhões para o pagamento referente a serviços executados no
início deste ano nas eclusas de Tucuruí, no Pará. A construção das duas
eclusas, ligadas por um canal intermediário, com 5,5 quilômetros de extensão,
irá restabelecer a navegabilidade no rio Tocantins, interrompida pela construção
da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
O trecho possui uma extensão de 780 quilômetros, localizado entre o porto de
Vila do Conde, próximo a Belém, e a foz do rio Araguaia. A construção das
eclusas vai vencer um desnível de 74 metros, e permitirá o tráfego de comboios
transportando até 22 mil toneladas de carga. Este trecho tem grande potencial
econômico, devido ao desenvolvimento agropecuário e agro-industrial da região e
pela existência de minerais e de recursos naturais que podem ser transportados
por via fluvial.
O empreendimento está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
lançado pelo Governo Federal no último dia 22 de janeiro. Um dos principais
objetivos do projeto é superar os limites estruturais do setor logístico.
Portanto, será possível aumentar a eficiência produtiva em áreas consolidadas
como a região beneficiada pelas eclusas de Tucuruí, induzindo o desenvolvimento
em áreas de expansão de fronteira agrícola e mineral e reduzindo as
desigualdades regionais.

ECONOMIA
27/02/2007
MP libera R$ 54 mi para estradas
O
Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem a dotação de R$ 54 milhões de
reais destinados a obras de recuperação, restauração e conservação das rodovias federais paraenses.
Este recurso faz parte de um valor global de R$ 385,26 milhões, previstos pelo
crédito extraordinário proposto pela Medida Provisória nº. 336/06, a qual
destinará a maior parte das verbas para a área dos transportes (R$ 269 milhões,
cerca de 70%). Outros beneficiados serão a Presidência da República, os
Ministérios de Minas e Energia, do Esporte, da Integração Nacional e das
Cidades.
Dos R$ 54 milhões para as rodovias paraenses, R$ 14 milhões ainda não foram
empenhados e poderão ser utilizados no decorrer do ano conforme necessidades.
Por ouro lado, já há uma destinação fixada para a alocação de 75% deste valor
(aproximadamente R$ 40 milhões), cuja distribuição compreenderá: R$ 25 milhões
para a BR-163 (Santarém/Cuiabá) e a BR-230 (Transamazônica); e R$ 15 milhões
para outras estradas federais, especialmente, a BR-422 (Tucuruí/Limoeiro do
Ajuru), BR-308 (Viseu/ Bragança), BR-222 (Viseu/Marabá), BR-153 (São
Domingos/São Geraldo do Araguaia) e BR-158 (Redenção/Santarém).
O deputado Zé Geraldo (PT) ressaltou que pela primeira vez, uma ação deste
porte que vai beneficiar o Norte, sairá no curso deste trimestre.
'Historicamente os recursos saem no final do ano, o que coincide com o período
das chuvas. A MP (medida provisória) respeitará as condições climáticas da
Amazônia, pois as obras deverão ocorrer no período de seca', disse o
parlamentar.
Quanto ao âmbito nacional, de todo o montante da MP nº. 336/06, R$ 116 milhões
terão outra finalidade que não relacionada com a área dos transportes. Os Ministérios do
Esporte e das Cidades contarão com R$ 30 milhões e R$ 60 milhões,
respectivamente, para as obras na cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos
Pan-Americanos. A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da
República (SEAP-PR) ficará com R$ 15 milhões, visando subsídio ao preço do óleo
diesel de embarcações pesqueiras. Por fim, o Ministério de Minas e Energia terá
crédito de R$ 10 milhões, que comporá a parcela da União no capital da Empresa
de Pesquisa Energética (EPE), participante do Plano Nacional de Energia 2030. A
MP segue agora para votação no Senado Federal.

ECONOMIA
27/02/2007
Crescimento deve diminuir em 2007
O
Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem a dotação de R$ 54 milhões de
reais destinados a obras de recuperação, restauração e conservação das rodovias federais paraenses.
Este recurso faz parte de um valor global de R$ 385,26 milhões, previstos pelo
crédito extraordinário proposto pela Medida Provisória nº. 336/06, a qual
destinará a maior parte das verbas para a área dos transportes (R$ 269 milhões,
cerca de 70%). Outros beneficiados serão a Presidência da República, os
Ministérios de Minas e Energia, do Esporte, da Integração Nacional e das
Cidades.
Dos R$ 54 milhões para as rodovias paraenses, R$ 14 milhões ainda não foram
empenhados e poderão ser utilizados no decorrer do ano conforme necessidades.
Por ouro lado, já há uma destinação fixada para a alocação de 75% deste valor
(aproximadamente R$ 40 milhões), cuja distribuição compreenderá: R$ 25 milhões
para a BR-163 (Santarém/Cuiabá) e a BR-230 (Transamazônica); e R$ 15 milhões
para outras estradas federais, especialmente, a BR-422 (Tucuruí/Limoeiro do
Ajuru), BR-308 (Viseu/ Bragança), BR-222 (Viseu/Marabá), BR-153 (São
Domingos/São Geraldo do Araguaia) e BR-158 (Redenção/Santarém).
O deputado Zé Geraldo (PT) ressaltou que pela primeira vez, uma ação deste
porte que vai beneficiar o Norte, sairá no curso deste trimestre.
'Historicamente os recursos saem no final do ano, o que coincide com o período
das chuvas. A MP (medida provisória) respeitará as condições climáticas da
Amazônia, pois as obras deverão ocorrer no período de seca', disse o
parlamentar.
Quanto ao âmbito nacional, de todo o montante da MP nº. 336/06, R$ 116 milhões
terão outra finalidade que não relacionada com a área dos transportes. Os Ministérios do
Esporte e das Cidades contarão com R$ 30 milhões e R$ 60 milhões,
respectivamente, para as obras na cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos
Pan-Americanos. A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da
República (SEAP-PR) ficará com R$ 15 milhões, visando subsídio ao preço do óleo
diesel de embarcações pesqueiras. Por fim, o Ministério de Minas e Energia terá
crédito de R$ 10 milhões, que comporá a parcela da União no capital da Empresa
de Pesquisa Energética (EPE), participante do Plano Nacional de Energia 2030. A
MP segue agora para votação no Senado Federal.