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EDITORIAL
30/01/2007
O
presidente está brincando com o povo ou está querendo encobrir algo muito sério
porque, depois de querer tirar o dinheiro do FGTS (que é do povo) para
colocá-lo em obras como Transamazônica, estrada de ferro Norte-Sul ou usinas
nucleares, agora, em Davos, declarou que o dinheiro da Previdência deveria ser
empregado em programas sociais.
Uma vez mais ele quer tirar o dinheiro do povo e jogá-lo no vaso sanitário.
LUIZ HENRIQUE LOYOLA (por e-mail, 27/1), Rio
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OPINIÃO
30/01/2007
Decisão temerosa
A
ministra Dilma Roussef, com o apoio entusiástico do governador Roberto Requião,
informou que é intenção do governo federal não privatizar as rodovias federais, apesar do
fantástico sucesso que foi a privatização das principais rodovias estaduais,
principalmente no Estado de São Paulo.
A qualidade das rodovias paulistas, hoje, não deve nada à das melhores rodovias européias ou
americanas, em nível de segurança, atendimento e perfeição do leito carroçável.
A declaração da “número um” do governo Lula ocorre no momento em que, em
diversas decisões, o Tribunal de Contas da União detecta superfaturamento nas
obras públicas federais, além de nunca terem sido justificados os famosos
contratos de publicidade que a imprensa denominou de “valerioduto”.
Não discuto a seriedade da ministra Dilma, mas o que tem detectado o Tribunal
de Contas da União e muitos dos tribunais estaduais é que sempre paga o poder
público por serviços prestados por terceiros mais do que pagariam as empresas
privadas.
É que a empresa privada pertence a alguém. Seus administradores buscam garantir
o menor custo com a melhor qualidade, pois têm que responder aos controladores,
que exigem eficiência e probidade, sob pena de pronto afastamento.
Na administração pública, infelizmente, não é o que acontece.
A empresa pública “não pertence a ninguém”. Quem disputa cargos e posições
muitas vezes não está imbuído da intenção de prestar bons serviços públicos,
mas de fazer um bom negócio pessoal. Impressiona verificar como muitos agentes
da atualidade saem do serviço público muito mais ricos do que entraram, em
contraste com figuras do passado, como, por exemplo, o excepcional presidente
Campos Salles, que era muito mais rico quando assumiu a Presidência da
República do que quando deixou o cargo.
Infelizmente, em todos os períodos históricos e em todos os espaços
geográficos, a estatização de determinados serviços representa prestação de
pior qualidade, com mais desperdício e, por isso mesmo, até mais onerosos do
que se fossem prestados por particular.
Nas rodovias, por exemplo, o
estrago que a má qualidade da pavimentação provoca nos veículos e o elevado
número de acidentes estão a demonstrar que o Estado não é o melhor prestador de
serviços públicos nesta área.
Neste quadro, é, também, de se perguntar: o que foi feito com a receita da
contribuição de intervenção no domínio econômico, especialmente voltada para a
conservação das estradas? Parece, nada obstante o volume arrecadado, ter se
esfumaçado, como alertou o Tribunal de Contas da União, sendo utilizada, no
máximo, na operação “tapaburacos” empreendida no início de ano eleitoral, e,
mesmo assim, malfeita.
Parece-me ser equivocada a sinalização que fez a ministra Dilma — em face da
péssima qualidade da malha viária federal, no governo Lula, nada obstante o
aumento da arrecadação tributária, inclusive a de tributo específico para essa
destinação —, merecendo, tanto dela como do presidente Lula, um exame mais
atento.
Até por que é de temer, em função do loteamento de cargos para obter adesões
partidárias no Congresso, que não venha a ser fácil controlar, nesse sensível
setor, os superfaturamentos, que tanto têm preocupado o competente Tribunal de
Contas da União.
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RIO
30/01/2007
Começam obras de revitalização do Porto do Rio
Área
ganhará nova estação e centros de lazer e gastronomia
Começaram
ontem as obras de revitalização da área portuária do Rio, com a desocupação e
demolição dos anexos dos armazéns. O investimento será feito pela Companhia
Docas e pelo Píer Mauá, com recursos da iniciativa privada no valor de R$ 100
milhões. Só este ano serão aplicados R$ 30 milhões na construção de uma nova
estação de passageiros, onde hoje é o Armazém 4. A nova estação deverá estar
operando a tempo dos Jogos Pan-Americanos, em julho.
Também está prevista a construção de um complexo de lazer onde ficam os
armazéns 1, 2 e 3. O local será reformado e destinado a shows, feiras e outros
eventos. O atual prédio que abriga a estação de passageiros vai se transformar
em centro de gastronomia, até 2009.
De acordo com a Docas, alterações no contrato solucionaram impasses com a
prefeitura.
A área do píer foi devolvida à Docas, que em troca cedeu o anexo do Armazém 4
para um estacionamento.
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ERRAMOS
30/01/2007
Erramos
DINHEIRO
(5.JAN, PÁG. B6) Diferentemente do que foi publicado na reportagem "BNDES
aprova crédito de R$ 1,12 bi a ferrovias", 24,3 bilhões de TKU (tonelada
quilômetro útil) foi o volume transportado na ALL e na Brasil Ferrovias durante os nove
primeiros meses de 2006, e não durante todo o ano passado.
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METRÓPOLE
30/01/2007
Serra abre mão de verba do PAC
Em
lugar de verba federal, governo do Estado prefere conceder obra orçada em R$
3,5 bilhões à iniciativa privada
O
Estado decidiu abrir mão de receber verbas federais previstas no Plano de
Aceleração do Crescimento (PAC)para o trecho sul do Rodoanel em troca da
possibilidade de conceder a obra à iniciativa privada. Segundo a
Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), está em estudo nova modelagem de
concessão da via expressa e a possibilidade de revogação ou repasse dos atuais
contratos para construção dos 61 quilômetros do trecho sul. As obras, que
tiveram início em setembro - no km 26 da Via Anchieta, em São Bernardo -, estão
paradas desde dezembro.
Para a Dersa, “o histórico de repasses da União não dá garantias suficientes de
que o empreendimento seja implantado no tempo adequado”. O novo edital de
concessão sai neste semestre.
Na semana passada, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de
Oliveira, disse que as verbas do PAC para o Rodoanel seriam suspensas caso o
Estado concedesse a exploração da via já na execução das obras. A concessão
possibilitará a cobrança de pedágio nos 32 quilômetros do trecho oeste já em
funcionamento e também do trecho sul. Depois, o ministério preferiu ser mais
comedido e informou que Oliveira não quer criar polêmica.
O trecho sul custará R$ 3,5 bilhões. O orçamento da União deste ano prevê R$ 59
milhões. O PAC reservou R$ 1,2 bilhão até 2010, 34% do custo. No orçamento
estadual estão previstos R$ 270 milhões.
Em entrevista na quinta-feira sobre o PAC, o governador José Serra já dera
sinais de que não contava com dinheiro da União para a via expressa. Ele
criticou o fato de que, no primeiro governo Lula, foram investidos só R$ 75
milhões no anel viário.
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1º CADERNO
30/01/2007
Obras não foram inventadas, diz Lula em resposta a críticas
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu ontem às críticas de alguns
governadores afirmando que as obras incluídas no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) "não foram inventadas" e são resultado de alguns
meses de estudo profundo. Na sua visão, esse trabalho de levantamento das
prioridades foi "extremamente sério e responsável".
"Não inventamos obras. As obras que estamos colocando como prioridade são
demandas históricas deste país", disse no programa de rádio "Café com
o Presidente", retomado ontem depois de ter sido suspenso durante a
campanha eleitoral.
Na semana passada, alguns governadores reagiram com alguma irritação ao anúncio
do PAC alegando que não foram consultados na escolha das obras em seus Estados.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), chegou a ironizar a
importância de ampliar em 700 vagas o estacionamento do Aeroporto de Confins.
Ontem, Lula procurou resumir o PAC. Na sua interpretação, três coisas são
importantes no programa. A primeira delas é a maior flexibilidade para
investimentos, que passa pela desoneração. A segunda é representada pelas
mudanças legislativas "para tentar destravar o país de coisas que, às
vezes, demoram meses para acontecer". Por fim, disse que é importante
eleger prioridades no investimento em infra-estrutura. (AG)
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1º CADERNO
30/01/2007
Grupo vai monitorar implantação de PPI
Os
ministérios da Fazenda do Brasil e do Tesouro britânico vão criar um grupo de
trabalho com técnicos dos dois países para fazer acompanhamento macroeconômico,
a implantação das regras do Plano Piloto de Investimento em Infra-estrutura
(PPI), o funcionamento dos projetos de Parcerias Público-Privadas (PPP) e
iniciativas comuns, como a criação do fundo para vacinação internacional,
defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tanto o PPI quanto o PPP
foram inspirados na experiência do Reino Unido e o grupo servirá para troca de
experiências, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se reuniu ontem
com o ministro do Tesouro britânico, Gordon Brown.
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1º CADERNO
30/01/2007
Gerdau cotado para ministério de Lula
O
nome do empresário Jorge Gerdau Johannpeter, líder do Grupo Gerdau, voltou a
figurar na lista de ministeriáveis do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O
empresário está cotado para assumir o lugar de Luiz Fernando Furlan no comando
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Furlan, segundo informou ao Valor um assessor graduado do governo, teria
decidido deixar mesmo o posto, atendendo a apelos da família. O temor dos
familiares é que, permanecendo no cargo, ele se afaste por muito tempo do Grupo
Sadia, do qual era o principal executivo até 2002, antes de virar ministro, e
um de seus acionistas controladores. Se dependesse apenas de sua vontade, o
presidente manteria Furlan, por quem tem grande apreço, mas estão pesando, no
desfecho desse caso, as razões de caráter pessoal do ministro.
Gerdau se transformou numa espécie de "sonho de consumo" de Lula. Em
meados do ano passado, antes mesmo da eleição, o presidente começou a matutar a
idéia de tê-lo no governo. O presidente se afeiçoou ao empresário desde que ele
passou a lhe dar conselhos de como acelerar o crescimento da economia
brasileira. Gerdau foi um dos inspiradores do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), lançado na semana passada. Lula convidou-o, em mais de uma
oportunidade, a acompanhá-lo em viagens ao exterior.
Nas conversas que os dois tiveram desde então - a última foi em Davos, durante
o Fórum Econômico Mundial -, Gerdau apontou os obstáculos que estariam
impedindo o país de crescer mais rápido. Falou tanto dos gargalos do setor
produtivo quanto dos problemas fiscais - foi Gerdau quem levou ao Palácio do
Planalto o consultor Vicente Falconi, especialista em gestão, interessado em
aplicar seus métodos para reduzir o déficit da Previdência Social.
Lançado o PAC, o presidente, segundo um colaborador, decidiu começar a tratar
da montagem do ministério para o segundo mandato. O processo deve se acelerar
após a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, na quinta-feira. O
resultado da eleição influenciará as decisões de Lula.
Se o deputado petista Arlindo Chinaglia (SP) vencer a disputa, é certo que a
ex-prefeita Marta Suplicy ganhará um ministério forte, provavelmente, a Pasta
das Cidades. O raciocínio, segundo um assessor do presidente, é o de que a
vitória de Chinaglia terá representado a reunificação do PT, especialmente o de
São Paulo, do qual Marta é hoje a principal expoente. Quem também ganhará
espaço no governo será o PMDB, partido da base aliada que decidiu apoiar a
candidatura petista.
Para o comando do Ministério da Justiça, a tendência é que Tarso Genro, hoje
responsável pela articulação política, seja o escolhido. Um colaborador do
presidente diz, no entanto, que o presidente "não fechou ainda". O
problema estaria na Polícia Federal, que é subordinada à Justiça. O atual
diretor da polícia, Paulo Lacerda, deixará o cargo e o Palácio do Planalto quer
evitar que o PT, que tem integrantes sendo investigados pela PF, assuma o
comando da autarquia.
Lula não definiu prazo para concluir a reforma do ministério. Ele pode tanto
anunciar suas escolhas em meados de fevereiro quanto deixar para fazer isso em
março. Neste momento, o que é dado como certo é a manutenção do chamado
"núcleo operacional" do governo, integrado pelos ministros Dilma
Rousseff (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e
Henrique Meirelles (Banco Central). Enquanto não faz as nomeações, o presidente
tem conversado com interlocutores que devem influenciar em suas decisões.
Em conversas reservadas com o presidente, o governador de Mato Grosso, Blairo
Maggi (ex-PPS), por exemplo, tem avançado em sua estratégia de indicar nomes
sem fazer alarde. Único líder ruralista a apoiar Lulas nas eleições, Maggi teve
uma dezena de reuniões com Lula e até hospedou o presidente em sua fazenda, em
Sapezal (MT), no fim de novembro.
O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Derci Alcântara, conta
com o aval de Maggi para permanecer no segundo mandato petista. E o suplente de
senador Luiz Antônio Pagot (ex-PPS), principal articulador político de Maggi no
Estado, deve assumir a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (DNIT). "Está 90% certo", resumiu Pagot ao Valor. "Mas
não está sacramentado."
A incerteza é creditada a um mal-estar entre Maggi e o senador eleito Alfredo
Nascimento (PR-AM) sobre a "paternidade" da indicação. Cotado para
voltar ao Ministério dos Transportes, Nascimento teria feito o acordo
diretamente com Pagot, sem passar por Maggi. Nesses termos, ele não estaria
disposto a bancar Pagot, nomeado secretário de Educação em Mato Grosso. O
movimento teria provocado, inclusive, o afastamento de Maggi do PR, que nasceu
da fusão do PL com o Prona. Agora, o governador busca o aval de Lula para
formar um novo partido. O objetivo seria evitar o crescimento
"excessivo" do PR e sua eventual aproximação com um candidato de
oposição à sucessão de Lula. Assim, com um novo partido, o reeleito Maggi
pavimentaria seu caminho para um cargo nacional em 2010.
Além de comandar 12 postos-chave federais em Mato Grosso, Maggi trabalha para
indicar outros nomes em diretorias e superintendências nacionais. Ele busca
acomodar os interesses do PTB e do PFL de seu Estado em Brasília. Trabalha para
emplacar o ex-deputado Rodrigues Palma na diretoria da Eletronorte e Décio
Coutinho na Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.
Maggi também busca postos de expressão na Caixa Econômica Federal, Funasa,
Incra, Ibama e na Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). No Estado,
também quer o comando desses órgãos, além do INSS e da Receita Federal.
O governador de Mato Grosso também será avalista do novo ministro da
Agricultura. Maggi reluta em indicar um nome, mas apóia alguns movimentos, como
o remanejamento do ministro das Cidades, Márcio Fortes. O deputado Waldemir
Moka (PMDB-MS) também tem a simpatia de Maggi.
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POLÍTICA
30/01/2007
Estados querem 20% da CPMF
Reunidos
em Brasília, 12 governadores preparam agenda comum de reivindicações ao governo
federal. Documento inclui o repasse de parte da contribuição sobre movimentação
financeira e de 46% da Cide
Os
governadores José Roberto Arruda (DF), Paulo Hartung (ES), Luiz Henrique (SC),
Eduardo Braga (AM), André Puccinelli (MS), Aécio Neves (MG) e Marcelo Déda (SE)
em Águas Claras: agenda para aumentar capacidade de investimento dos estados
Os governadores desengavetaram uma velha pauta de reivindicações para
pressionar o Palácio do Planalto a liberar dinheiro para os estados, todos com
problemas de caixa. A proposta consensual que emergiu da reunião de ontem de 12
governadores de todas as regiões do país prevê a transferência para os cofres
estaduais de R$ 11 bilhões por ano, apenas com repasses da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF). O argumento dos estados é poderoso: em 1998, um
total de 76,1% da arrecadação da União era repartida com estados e municípios.
Hoje, esse percentual caiu para 45,5%.
Os estados reivindicam 20% da arrecadação da CPMF — de R$ 32 bilhões no ano
passado — e 10% para os municípios, para aplicar no setor de saúde. Hoje, os
estados não recebem nenhum percentual da contribuição. Querem também elevar dos
atuais 29% para 46% a parcela dos estados e municípios na arrecadação da Cide,
que totalizou R$ 7,8 bilhões em 2006. O alongamento das dívidas estaduais é
outra proposta considerada fundamental para revigorar as finanças.
Em conversas reservadas, os governadores não negaram que podem condicionar a
aprovação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Congresso ao
comportamento do Palácio do Planalto em relação aos pleitos comuns dos 27
estados. Se os governadores não forem minimamente atendidos, as bancadas
estaduais podem ser acionadas para dificultar o trâmite do PAC no Legislativo.
As eventuais mudanças no programa não foram discutidas ontem. O governador da
Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), ponderou que esse é “o momento de uma
negociação política em defesa dos interesses do Brasil”. Mas voltou a pleitear
a devolução de verbas referentes à caução da dívida externa do governo federal.
Segundo ele, a providência levantaria R$ 2 bilhões aos estados e R$ 80 milhões
para a Paraíba.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), evitou condicionar o
atendimento dos pleitos à aprovação do PAC no Congresso. Mas admitiu que os
dois temas estão ligados. “Se não houver flexibilização para os estados
investirem, esse esforço do governo federal [com o PAC] será muito tímido. Foi
um encontro suprapartidário. O que queremos é apresentar um pauta que permita
aos governadores serem ouvidos. Não fomos ouvidos naquela proposta [de
elaboração do PAC]”, disse Aécio.
Agenda federativa
Na reunião preparatória para organizar uma lista de sugestões de alteração do
PAC, os governadores abriram mão dos projetos específicos dos estados e
decidiram se concentrar um pacote de consenso, que será levado ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva na reunião de 6 de março (leia mais abaixo).
“Justamente para ganhar força, os governadores optaram pelo caminho de montar
uma agenda federativa que tenha como pano de fundo a reordenamento da relação
entre União, estados e municípios que hoje está desequilibrada”, avaliou o
governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB).
O governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), disse que no âmbito do conjunto
de governadores a meta é uma parceria com o governo federal no “sentido do
redirecionamento de alguns objetivos e incorporação de outros”. O tom de
cobrança, no entanto, refere-se às especificidades do estado. A tucana Yeda
Crusius (PSDB), governadora do Rio Grande do Sul, defendeu uma solução para o
problema do endividamento dos estados, seja pelo seu alongamento da dívida ou
por meio de excepcionalidade que permita tomar empréstimo para investimento sem
contabilizar como endividamento.
Depois de se reunir em Águas Claras, um grupo de cinco governadores esteve com
o ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, no Palácio do Planalto para
apresentar a lista de reivindicações. Os governadores reconhecem que os temas
são espinhosos, mas avisam que precisam cobrá-los. “A agenda é difícil. Ninguém
está falando que é fácil. A disputa está aí por 12 anos, no mínimo”, justificou
o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT). Eles admitem que dificilmente terão
todos os pontos atendidos. Querem, ao menos, garantir parte das exigências.
“Essa negociação vai ser resolvida, vai ter sucesso esplendoroso? Não sei. Meu
dever é reivindicar. Se depender da posição clássica dos burocratas da Fazenda,
não vai mudar nada, concluiu o petista.
Negociação do PAC será individual
O governador de Goiás, Alcides Rodrigues, vai mobilizar a bancada
Para dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governadores mais
insatisfeitos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) amenizaram o
tom das críticas. A estratégia agora é ver todos os pleitos nacionais acatados
pelo governo federal e tentar, individualmente ou por regiões, alterar os
investimentos previstos no PAC. “Se fôssemos discutir pontos específicos de
cada estado, jamais construiríamos uma pauta comum. Cada estado vai fazer sua
própria negociação com o governo para melhorar a situação”, justificou o
governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB).
Apesar de ter adotado um tom mais ameno em relação ao PAC, o governador de
Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), voltou a reivindicar investimentos para o
estado. Na semana passada, ele reclamou da falta de diálogo do governo com os
estados para a elaboração do pacote.
Ontem, disse estar disposto a “reconstruir a relação” com o Executivo se os
governadores tiverem as contrapartidas apresentadas em consenso pelos estados.
Ao ser questionado sobre a mudança de tom em relação ao governo, reagiu bem
humorado: “Passei o final de semana feliz”. Mas não deixou de reclamar da falta
de verbas para os dois principais aeroportos de Minas e para o metrô.
Aécio diz que espera ser convocado para levar todos os pleitos de Minas ao
Palácio do Planalto. “Não é compreensível que tenhamos o menor volume de recursos.
Os recursos dos últimos quatro anos foram insignificantes”, afirmou. Ele
esperava a ampliação do terminal de passageiros e do aumento em 600 metros da
pista do aeroporto de Confins. Ganhou apenas a reforma do estacionamento. Já o
governador de Goiás, Alcides Rodrigues, está disposto a convocar a bancada no
Congresso para pleitear por meio de emendas as obras mais específicas do
estado. (FO)
Lula defende lista de obras
Helayne Boaventura
Da equipe do Correio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou ontem a pôr em prática a decisão
de priorizar as atividades dos próximos dias para divulgar o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Ao retomar o programa de rádio Café com o
presidente, que vai ao ar às segundas-feiras pela manhã, ele deu um recado
indireto aos governadores. Segundo ele, o plano é sério e as obras de
infra-estrutura incluídas do pacote não foram inventadas, mas são uma
prioridade para o país. Hoje, Lula continua a tratar do assunto, em reunião com
os presidentes dos partidos aliados no conselho político.
“Nós fizemos um estudo profundo, foram alguns meses de trabalho. Quem assistir
a uma sessão de apresentação do PAC vai perceber que aquilo é uma coisa
extremamente séria, extremamente responsável. Nós não inventamos obras, as obras
que estamos colocando como prioridade são demandas históricas deste país”,
avisou o presidente no programa de rádio. Parte dos governadores se queixa de
que obras consideradas fundamentais em seus estados não foram incluídas no
pacote, lançado na semana passada por Lula. Os ministros da Casa Civil, Dilma
Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega, porém, deram poucas esperanças aos
governadores de que a lista de obras possa ser alterada.
Visitas
Para o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que se encontrou
ontem com Tarso e Dilma, e teve rápida conversa com Lula, os governadores não
devem criticar a lista de obras contida no PAC: "É natural que os
governadores queiram mais, mas é um programa do governo federal, não podemos
repudiar o que está colocado", defendeu. Lula começa hoje a cruzada para
dar visibilidade às obras do PAC. Ele estará em Parnamirim (RN), onde visita
obras na BR-101, incluída no programa.
Ainda como garoto-propaganda do PAC, Lula garantiu no programa de rádio que o
governo trabalhará para evitar desvios de recursos e de objetivos do PAC ao
criar um grupo executivo para acompanhar as obras. “Nós queremos mostrar
seriedade porque nós criamos um conselho gestor que vai dirigir esse programa
de investimento, para que não se perca na demanda diária da política
brasileira”, relatou.
Outra das grandes preocupações do presidente é obter apoio político para
aprovar o PAC no Congresso. Hoje pela manhã ele se reúne com os presidentes dos
11 partidos aliados para discutir o pacote. Os parlamentares se queixam
principalmente da decisão do governo de utilizar recursos do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) para investir em obras de infra-estrutura e de
limitar o crescimento da folha de pagamento do servidores nos próximos quatro anos
a um percentual equivalente à inflação acumulada somada a 1,5% de ganho real.
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ECONOMIA
30/01/2007
Cerimônia é marco político para Eduardo
A
cerimônia de amanhã, para assinatura dos contratos entre o estaleiro Atlântico
Sul e a Transpetro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é
considerada um momento político importante para o governador Eduardo Campos,
socialista. Principalmente, por tratar-se da primeira grande obra prevista
dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado no último dia
22 por Lula.
Para o cientista político Túlio Velho Barreto, do ponto de vista do presidente,
o evento pode ser comparado à visita de Lula a Brasília Teimosa, no primeiro
mandato, logo após assumir o Planalto. Na perspectiva de Campos, diz, é o
momento de alcançar projeção regional e nacional. “Há um entendimento corrente
de que o governador vai focar o Estado, mas vai fazer uma gestão voltada para o
seu papel na região e no País.”
Ele lembra que, no anúncio do PAC, Eduardo Campos teve destaque, junto aos
governadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP). “Como presidente do
PSB e ainda na base aliada de Lula no Nordeste, é um grande destaque para o
governador (Campos)”, comenta Barreto. “A assinatura dos contratos aconteceria
caso o governador fosse José Mendonça Filho, que também poderia capitalizar o
momento. Mas, por ser aliado de Lula, Eduardo Campos se sentirá muito mais à
vontade.”
“É simbólico que o presidente venha na sua primeira ação aqui em Pernambuco.
Ele vem porque sabe que aqui tem um governo onde as pessoas são treinadas para
tirar do papel, que tem gestão, gente cobrando, cronograma, pessoas que estão
vendo que esta é uma oportunidade de Pernambuco. Agradeço não só as decisões
que o presidente tomou em relação ao PAC por Pernambuco, mas também, e vou
falar isso na quarta-feira (amanhã), por Lula ter escolhido o Estado para
mostrar que o PAC vai sair do papel”, afirma Eduardo Campos. Estão previstas
ainda a vinda dos ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Silas Rondeau (Minas e
Energia) e Paulo Sérgio Passos (Transporte), além dos presidentes da
Transpetro, Sérgio Machado, e da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
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COISAS DA POLÍTICA
30/01/2007
O dinheiro foi para o buraco
"QUANDO
NÃO SE SABE o que fazer, melhor não fazer nada", repetia o príncipe
regente dom João VI. Quando não sabe o que fazer, o presidente Lula manda
chamar a ministra Dilma Rousseff e lhe pede que dê um jeito. A chefe da Casa
Civil jamais recusa qualquer missão. Talvez devesse reduzir a extensão do reino
e desbastar a agenda sobrecarregada. Quem tem tanta coisa a cuidar não consegue
fazer nada direito.
No começo do ano passado, Lula mandou chamar Dilma e passou-lhe a bola. Antes
que a erosão da malha ferroviária federal virasse bandeira da oposição, o
governo precisava mostrar serviço nas estradas sob controle da União, devastadas por
buracos, crateras, deslizamentos, pontes em ruínas, simulacros de asfalto e
nenhuma conservação. O presidente e a ministra sabiam que a solução estava na
reconstrução de milhares de quilômetros. Mas também sabiam que não havia
dinheiro. Se houvesse, Lula não teria chamado Dilma.
Ele a convoca quando precisa de paliativos ou remendos, baratos mas vistosos. E
Dilma vai se aperfeiçoando na arte de valorizar com muita festa, discurseira e
foguetório o anúncio de irrelevâncias que obedecem à mesma técnica de
concepção. O cumprimento da tarefa começa com a pronta formação de um grupo de
trabalho que reúne "especialistas recrutados em diferentes
ministérios". Em menos de duas semanas, o Brasil saberá que outro plano
nasceu, batizado com uma. das siglas que Dilma carrega na bolsa.
A ministra sabe que jornais não são elásticos. Sabe que nas primeiras páginas
expressões curtas têm preferência sobre palavras enormes. É também por isso que
Dilma gosta de lidar com siglas na hora de divulgar notícias. Assim seria no
caso das rodovias. A solução
encomendada por Lula noticiada numa manchete soprada por Dilma: "Dnit lança o Petse".
A sigla que lembra inseticida quer dizer Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes. A outra, mais adequada a marca de refrigerante, é a soma das
iniciais do Programa Emergenciai de Trafegabilidade e Se gurança nas Estradas.
Entre siglas bisonhas e denominações pernósticas, os brasileiros preferiram
"operação tapa-buracos". Porque era disso que tratava aquela folia
nas BRs.
Numa reportagem publicada no dia 22, a Folha de S.Paulo fez um balanço parcial
do programa. O tamanho do desperdício é considerável. Dos 23.149 quilômetros
supostamente cobertos pelo programa, 4.355 voltaram a sucumbir aos mesmos
buracos tapados ao custo de R$ 76. 866.071.,93. Os trechos restantes seguem
vulneráveis a quaisquer chuviscos. E a justiça examina numerosas denúncias
baseadas em preços superfaturados.
Se Lula tivesse seguido o conselho de dom João VI, e deixado as coisas como
estavam, as estradas continuariam intransitáveis, mas se evitaria outra
gastança. E talvez fossem antecipadas soluções como a noticiada na sexta-feira
passada pelojornal Nacional, da TV Globo. Nas rodovias mais castigadas pela
inépcia, motoristas e moradores de lugarejos vizinhos resolveram erradicar a
buraqueira sem dnits nem petses.
Os nativos fecharam as bancas de produtos regionais e viraram peões de obra.
Eles próprios compram o material necessário e passam o dia fechando buracos. Os
motoristas retribuem em dinheiro. É uma fórmula mais eficaz - e
incomparavelmente mais barata - que a operação tapa-buracos patrocinada pelos
contribuintes.
Estimulado pela incompetência dos governos, o povo brasileiro acaba de inventar
a Parceria Piloto-Peão.
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ECONOMIA
30/01/2007
PAC garante duplicação da BR-101 em Alagoas, diz DNIT
Obras
orçadas em R$ 800 milhões só devem começar no ano que vem
A
tão reivindicada duplicação da rodovia BR-101, que corta Alagoas de norte a
sul, finalmente, deve sair do papel com o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), anunciado pelo governo federal no início da semana passada. A informação
é do diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (Dnit) em Alagoas, José
Faustino Pereira.
Além dessa importante obra, praticamente, todos os quilômetros de estradas federais – cerca de
700 – no Estado devem ser recuperados. Segundo o diretor, uma das metas do PAC
é a ampliação da estrutura rodoviária do País; nesse contexto, Alagoas está
sendo beneficiado. “A nossa perspectiva é de que a malha rodoviária federal
seja completamente recuperada”, diz Faustino.
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ECONOMIA
30/01/2007
Ministro confirma verba para Barra do Riacho
Brasília.
O ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, garantiu à bancada capixaba e ao governador
Paulo Hartung o empenho na liberação de R$ 738,8 milhões para obras
prioritárias no Espírito Santo.
Algumas delas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como
a dragagem do Porto de Barra do Riacho e a BR 101, e outras são solicitações
antigas, que já estão com recursos garantidos no Orçamento da União.
Uma das ações principais trata do porto de Barra do Riacho, que, sozinho, vai
receber investimentos de R$ 142 milhões. Ontem, Hartung e alguns parlamentares
do Estado participaram de uma audiência com o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, em Brasília. E ele informou que há recursos
para realizar a dragagem do terminal portuário.
A notícia é boa, mas para que o dinheiro realmente seja destinado aos cofres do
Espírito Santo, o Orçamento da União precisará ser modificado. De acordo com o
senador eleito Renato Casagrande, isso só pode ser feito a partir de um projeto
de lei ou de uma medida provisória.
"O dinheiro está no PAC, mas não está no Orçamento. Por isso é preciso que
o Governo edite uma medida provisória ou elabore um projeto de lei. Mas o
método mais rápido é pela medida provisória", explicou o senador.
A expectativa é de que a licitação que vai escolher as empresas responsáveis
pela melhoria do porto ocorra no segundo semestre deste ano e que as obras
sejam iniciadas até 2008.
Em relação às rodovias, o ministro informou que também estão garantidas as
obras do Contorno de Vitória, no trecho de 20 quilômetros, entre o viaduto de
Carapina e a fábrica da Coca-Cola. A licitação desta obra será feita em
fevereiro e, até o meio do ano, a obra deve ser iniciada. Já no trecho de 6
quilômetros, entre a fábrica da Coca-Cola e a Ceasa, é preciso rever o projeto
porque o setor empresarial propôs mudanças na proposta original.
Para as melhorias nos 20 quilômetros serão investidos R$ 80 milhões e para os
seis restantes, R$ 27 milhões. E, ao contrário do Porto de Barra do Riacho,
os recursos estão previstos no Orçamento.
Quanto à duplicação e adequação da BR 101, orçadas em R$ 363 milhões, é preciso
que o governo contrate um projeto para que ele seja avaliado. De qualquer
maneira, como o trâmite é lento, a licitação da obra só deve ficar para 2008.
Projetos para o Espírito Santo
# PORTO DE BARRA DO RIACHO
Dragagem do porto, que necessita de um calado de 13 metros.
Investimento: De R$ 120 milhões a R$ 142 milhões
Quando o dinheiro sai: Quando a proposta for incluída no Orçamento da União por
meio de medida provisória ou projeto de lei.
Quando a obra começa: A licitação deve sair no segundo semestre deste ano e as
obras devem iniciar em 2008.
# BR 101 SUL
Adequação da capacidade, como alargamento de pontes e construção de terceiras
faixas no trecho que vai da divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro até
Vitória.
Investimento: R$ 363 milhões
Quando o dinheiro sai: Quando a proposta for incluída no Orçamento da União por
meio de medida provisória ou projeto de lei.
Quando a obra começa: Na parte sul da rodovia, a licitação deve ser lançada no
segundo semestre deste ano e as obras devem iniciar em 2008. Na direção norte,
os trabalhos devem começar nos próximos meses.
# CONTORNO DE VITÓRIA
Inicialmente, 20 quilômetros serão licitados imediatamente (entre o viaduto de
Carapina e a fábrica da Coca-Cola). Em outros 6 quilômetros (da fábrica da
Coca-Cola até a Ceasa) é preciso cuidar da revisão do projeto.
Investimento: R$ 106 milhões, sendo R$ 80 milhões para os 20 quilômetros e R$
26 milhões para os 6 quilômetros restantes.
Quando o dinheiro sai: Quando a proposta for incluída no Orçamento da União por
meio de medida provisória ou projeto de lei.
Quando a obra começa: a Expectativa é de começar ainda em 2007.
# VARIANTE DE COLATINA
Investimento: R$ 15,4 milhões
Quando o dinheiro sai: A verba já está empenhada
Quando a obra começa: Em seis meses deve estar concluído
# CONTORNO DE CACHOEIRO
Investimento: R$ 26,9 milhões
Quando o dinheiro sai: R$ 6,9 milhões já estão empenhados
Quando a obra começa: As obras já estão em andamento, mas, devido às chuvas, o
ritmo foi reduzido.
# BR 484
Pavimentação do trecho de Itarana a Afonso Cláudio. Não há valor de
investimento.
Quando o dinheiro sai: Primeiro é preciso definir o projeto executivo do
segundo trecho.
Quando a obra começa: A segunda parte só vai começar após a aprovação do
projeto executivo.
# BR 101 – LINHARES
Construção de ruas laterais
Investimento: De R$ 15 milhões a R$ 18 milhões
Quando o dinheiro sai: Já está previsto no Orçamento
Quando a obra começa: É preciso fazer a licitação
# BR 101 – CIDADE DE POMAR
Construção de um trevo
Investimento: R$ 8,5 milhões
Quando o dinheiro sai: Já está previsto no Orçamento
Quando a obra começa: É preciso fazer a licitação
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GIRO
30/01/2007
Pista dupla
O
Dnit prevê R$ 85,1
milhões do PAC para investir nas BRs em Goiás. Três rodovias terão prioridade:
153, 060 e 070.
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OPINIÃO
30/01/2007
Resistência
Numa
conversa informal, a senadora Serys Marly (PT) disse ao senador eleito Jaime
Campos (PFL) que não acredita na nomeação do secretário de Educação, Luiz
Antônio Pagot, para a diretoria-geral do Dnit. Para ela, o presidente Lula não iria deixar
de atender o partido e aceitar a sugestão feita pelo governador Blairo Maggi. A
senadora petista indicou o seu assessor especial Odinarte Borges para ocupar o
cargo.
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MINAS
30/01/2007
Homem morre durante operação tapa-buracos
Um
operário da Construtora Sucesso, que trabalhava na operação tapa-buracos da
BR-135, morreu atropelado ontem, por volta das 15h45, na altura do Km 652,5, em
Curvelo, na Região Central de Minas. Fabrício Pereira de Almeida, 24 anos,
prestava serviços desde o dia 19 deste mês à empreiteira contratada pelo
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (Dnit). A Polícia
Rodoviária Federal (PRF) ainda não conseguiu localizar o condutor nem o veículo
envolvido no acidente e apura as condições de segurança daquela obra. Segundo a
PRF, o trecho a partir de Sete Lagoas está muito avariado e é comum motoristas
pararem carros e caminhões nos acostamentos para reparar pneus furados e rodas
danificadas.
A apenas 15 quilômetros do local, nas imediações do município de São José da
Lapa, populares ganham a vida revestindo as inúmeras depressões da via com
terra e pedras retiradas dos barrancos. A situação de risco tem sido alertada
com insistência pelo HOJE EM DIA. Entre os carros que trafegam em alta
velocidade e desviam bruscamente dos buracos, mulheres, crianças e idosos
carregam suas pás e enxadas esperando remuneração dos motoristas pelos
serviços.
Tanto o Dnit quanto a PRF alegam
nada poderem fazer para interromper esse tipo de trabalho subumano, uma espécie
de «bolsa-estrada». Enquanto a situação persiste, pessoas como a desempregada
Luciana Teixeira Guimarães, 32 anos, há mais de uma década sem trabalho com
carteira assinada, continuam a se arriscar. Situação descrita em matéria
publicada sobre o assunto, no dia 12 deste mês. «Tenho três filhos de 13, 12 e
8 anos e o meu marido, que é ajudante de pedreiro, ganha somente um salário
mínimo e meio. Tapo buracos na BR para ajudar nas despesas de casa», desabafou.
De acordo com o agente da PRF de Sete Lagoas, Adriano Moura, o rapaz trabalhava
isolado dos demais companheiros, que perceberam sua falta e o encontraram
morto, estirado sobre o asfalto. O Dnit informou, por meio de sua assessoria de Imprensa,
que o acidente foi ‘lamentável‘, mas que a responsabilidade trabalhista e de
segurança caberia inteiramente à empresa contratada para o serviço. Procurada
por meio dos contatos fornecidos pelo Dnit e PRF, ninguém da Construtora Sucesso foi
encontrado para comentar o caso.
Explosão
Uma explosão na manhã de ontem provocou a morte de um funcionário da Artec
Artefatos de Cimento Ltda., localizada na Rua José Permínio da Silva, número
200, no Bairro Cinco, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a explosão de um
tambor de combustível teria causado a morte do funcionário João Batista de
Souza, 37 anos, da área de produção. A perícia da Polícia Civil esteve no local
e as causas do acidente deverão ser conhecidas em 30 dias. Uma funcionária que
pediu anonimato informou que é o primeiro acidente com morte nos 40 anos da
empresa. O diretor Geral da Artec, Cláudio Machado, e uma funcionária do
Recursos Humanos, identificada apenas como «Odete», que poderiam dar
informações à Imprensa não foram localizados. Eles estariam prestando
assistência à família da vítima e providenciando o funeral. Após o acidente, a
empresa dispensou os cerca de 40 funcionários.
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MÁRCIO FAGUNDES
30/01/2007
Uso indevido da Cide punido
O
deputado federal Carlos Melles (PFL-MG) apresentou projeto que visa
responsabilizar governantes pelo uso indevido da Cide, imposto cobrado sobre os
combustíveis. «O objetivo é moralizar a destinação da contribuição, aplicando
os recursos de fato nas estradas», justifica. Dos R$ 31,5 bilhões arrecadados
com a Cide entre 2002 e 2005, apenas R$ 5,4 bilhões foram aplicados na infra-estrutura
de transportes, como determina a
lei. Os R$ 26,1 bilhões restantes destinaram-se a formar o superávit primário.
Pela legislação, o imposto que incide sobre importação e comercialização do
petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível deveria ter seus
recursos aplicados em programas de infra-estrutura de transportes, projetos ambientais
relacionados à indústria do petróleo e do gás, e no pagamento de subsídios a
preços ou transporte de álcool combustível, gás natural e derivados de petróleo.
A proposta de Melles responsabiliza a União por acidentes e prejuízos causados
pela má conservação das rodovias federais. «Com o uso indevido dos recursos,
a conseqüência natural é o mau estado das rodovias federais. E tenho
certeza que isso continua ocorrendo», aponta. O projeto assegura à União o
direito de mover ação contra o ministro dos Transportes ou o servidor
público que autorizou o uso indevido de recursos, para pedir ressarcimento.
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PARANÁ
30/01/2007
Dnit vai fazer desvio na Estrada da Ribeira
O
Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) começa hoje a construção de um
desvio de 200 metros na Estrada da Ribeira, a BR-476, onde ocorreu no dia 19 um
deslizamento de terra no quilômero 20, em Adrianópolis, região metropolitana de
Curitiba. No local, a pista está interditada para veículos pesados, acima de 20
toneladas, há dez dias. O desvio será construído emergencialmente, no lado
interno da pista. O Dnit estima que até sexta-feira o tráfego esteja liberado.
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CIDADES
30/01/2007
Começam obras de desvio na BR-476
Está
previsto para hoje o início das obras no quilômetro 20 da Estrada da Ribeira
(BR-476). O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT-PR) vai construir um
desvio de 200 metros, no lado interno da pista. No local, o trânsito de
caminhões está proibido desde o último dia 19, quando parte da pista afundou
devido à chuva, provocando a abertura de um buraco de 5 metros de diâmetro. O
trecho segue funcionando em meia pista.
Segundo o superintendente do DNIT-PR, David Gouvêa, o desvio será construído
emergencialmente para que os trabalhadores possam atuar na intervenção no
buraco. “O local merece uma intervenção importante para evitar que o problema
se repita”, diz. A obra emergencial prevê a proteção da encosta, com
grampeamento e concreto projetado para evitar futuros deslizamentos. No aterro,
será feita a contenção com muro de gabião. “Até sexta-feira, o tráfego deve
estar totalmente liberado”, diz o superintendente.
Em novembro do ano passado, o DNIT abriu a licitação para obras de conservação
em toda a Estrada da Ribeira, mas o processo foi parar em Brasília, pois uma
das empresas não concordou com a exclusão do processo. Por isso, a obra está
sendo feita emergencialmente, sem licitação.
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SÃO PAULO
30/01/2007
Rodoanel fica com a iniciativa privada
Governo
abre mão de verba federal para construção dos 61km do trecho sul da obra
Ogoverno
do estado de São Paulo decidiu abrir mão de verba federal para conceder a obra
de construção do trecho sul do Rodoanel Mário Covas à iniciativa privada. De
acordo com o Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), está em estudo nova
modelagem de concessão da via expressa e a possibilidade de revogação ou repasse
dos atuais contratos para a construção dos 61 quilômetros do trecho sul. As
obras que tiveram início em setembro - no km 26 da Via Anchieta, em São
Bernardo, região do ABC - estão paradas desde dezembro.
De acordo com o Dersa, "o histórico de repasses da União não dá garantias
suficientes de que o empreendimento seja implantado no tempo adequado.
Atualmente, o governo do estado está revendo os projetos executivos e
levantamentos de desapropriações para a implantação do trecho sul". A
direção da empresa informou ainda que o novo edital de concessão do Rodoanel
será lançado ainda neste primeiro semestre. "A Secretaria dos Transportes
também deve definir, até o próximo mês, a modelagem da concessão do
empreendimento à iniciativa privada, estudando ainda o modelo mais adequado e
viável para a construção da rodovia", informa o Dersa.
Na semana passada, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de
Oliveira, disse que as verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para
o Rodoanel seriam suspensas, caso o governo de São Paulo concedesse a
exploração da via para a execução das obras. A concessão possibilitará o
pedagiamento dos 32 quilômetros do trecho oeste, já em funcionamento, e também
da asa sul. O ministro disse que não haveria sentido haver recursos do governo
federal em obra conduzida pela iniciativa privada. Depois, o Ministério dos
Transportes preferiu ser mais comedido e informou que o ministro não vai
polemizar o assunto e tratará diretamente com o governo de São Paulo.
A construção do trecho sul do Rodoanel custará R$ 3,5 bilhões em quatro anos. O
orçamento da União deste ano prevê R$ 59 milhões para a obra. Já o PAC reservou
R$ 1,2 bilhão até 2010, valor que representa 34% do previsto para a construção
de todo o trecho sul. No orçamento estadual deste ano, estão previstos cerca de
R$ 270 milhões para o projeto.
A concessão da obra do Rodoanel faz parte do "Plano dos 100 Dias", do
governador José Serra (PSDB), que reúne medidas políticas, administrativas e
econômicas. Na quinta-feira, o governador já dera o sinal de que não conta com
dinheiro da União para construir a via expressa.
"Durante o governo FHC, no caso do Rodoanel, foram investidos R$ 370
milhões. No primeiro governo Lula, foram investidos R$ 75 milhões. O próximo
trecho do Rodoanel que já está em andamento, o trecho sul, custa R$ 3 bilhões,
não apenas a sua construção como também as desapropriações e o enfrentamento
das questões ambientais. E qual vai ser o aporte federal? Esta é uma obra de
caráter nacional, uma vez que desafogará todo o trânsito dentro da cidade de
São Paulo e todo o trânsito interestadual. E qual será a contribuição
(federal)? Ainda não se sabe. Então não há como avaliar", afirmou Serra.
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POLÍTICA
30/01/2007
FMM será administrada pela Prefeitura
Atualmente
administrada pela Secretaria Estadual de Cultura, o acervo da Estrada de Ferro
Madeira-Mamoré (EFMM) vai ser administrada pelas prefeituras. Para isto, a ferrovia
foi dividida em lotes. O trecho que fica na Capital vai ser administrado pela
prefeitura de Porto Velho. Na continuação, o trecho que fica em Nova Mamoré ficará
aos cuidados daquela administração municipal e, finalmente, a prefeitura de Porto Velho ficará a cargo
da prefeitura de Guajará-Mirim. Em um prazo máximo de 15 dias, será repassado o
primeiro lote, para a Prefeitura de Porto Velho.
Durante toda esta semana, técnicos da Secretaria de Planejamento da prefeitura
da Capital estão discutindo o assunto no Departamento de Patrimônio Material e
Fiscalização do Instituto do Patrimônio Artístico Histórico Nacional (Iphan),
em Brasília.
Segundo o presidente do Iphan em Rondônia, Beto Bertagna, a prefeitura deve
efetuar uma restauração nas máquinas, galpões e valas com recursos da União,
que já estão disponíveis para este fim. Enquanto isso, a Maria Fumaça continua
fazendo o passeio turístico até a cachoeira de Santo Antônio, em fase
experimental sob responsabilidade dos integrantes da Associação dos Ferroviários
da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Devido ao tempo em que ficou parada na estação de passageiros da Estrada de
Ferro Madeira-Mamoré, a locomotiva 18, que está sendo usada no passeio
turístico, apresenta problemas sempre que é induzida a se movimentar. No último
domingo uma peça ficou folgada e impediu a locomotiva de realizar o percurso
das 16h. Dezenas de famílias que foram atraídas pela divulgação da mídia e
aguardavam para fazer o passeio ficaram decepcionadas. “Ficamos com receio de
pôr o trem na linha com esse problema”, diz Paulo Ramos, presidente da
Associação. “Nesta semana vamos fazer o máximo possível para solucionar o
problema e que o trem possa estar na linha novamente no domingo”, adianta.
O passeio atraiu mais de 300 pessoas a Estrada de Ferro no último domingo. A
julgar pela fraca divulgação, o evento foi considerado bem sucedido.
Falta de Segurança
A Maria Fumaça está nos trilhos novamente por iniciativa dos integrantes da
Associação dos Ferroviários da EFMM, que possui os únicos técnicos do Estado
que podem garantir que o funcionamento da máquina não represente perigo nem
para os passageiros, nem para os maquinistas.
Uma barreira que os profissionais estão encontrando agora diz respeito às
pessoas e motoristas que se instalam ao longo dos trilhos. As casas localizadas
na região do Cai N`Àgua, muitíssimo próximas à linha do trem podem tornar o
passeio arriscado para a comunidade. Para evitar transtornos, os integrantes da
entidade precisam obter autorização junto a vários órgãos, dentre eles, o
Departamento Nacional de Transporte Terrestre (DNTT). “Do ponto de vista do
patrimônio histórico não vejo nenhum problema no funcionamento, da máquina, uma
vez que é garantido por pessoas que entendem do assunto”, diz Beto Bertagna.
O secretário estadual de Cultura e Esportes, Jucélis Freitas, acredita que o
funcionamento da locomotiva ajuda a preservar o patrimônio. “As viagens, além
de atrair visitantes, fazem com que os operadores fiquem atentos a pequenos
reparos que precisam ser feitos nas máquinas”, diz.
DNTT
O Diário não localizou o representante do DNTT para explicar o que poderá ser
feito para garantir a segurança no passeio da Maria Fumaça, já que atualmente
as casas estão muito próximas à linha férrea.
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GERAL
30/01/2007
Casa nova, longe do perigo
Famílias
que residem às margens da BR-101 serão transferidas
O
barulho dos caminhões e carros passando em alta velocidade e a proximidade das
casas simples com a rodovia fazem com que as noites sejam ainda mais longas
para as 38 famílias que residem às margens do Km 131 da BR-101, em Camboriú, no
Litoral Norte do Estado. Muitos acidentes já ocorreram no local e os moradores
convivem com o medo.
Esse pesadelo, está perto do fim. A boa notícia é que essas famílias carentes
serão transferidas para casas populares que a Prefeitura começou a construir na
semana passada no bairro Conde Vila Verde. A mudança deve ocorrer em seis
meses. A comunidade vive irregularmente em um terreno conhecido como favela do
Maia, no bairro Monte Alegre, área federal de responsabilidade do Departamento
Nacional de Infra-estrutura em Transporte (DNIT).
A manicure Liane Correia, 24, aguarda ansiosa pela mudança. A jovem lembra que,
na hora de procurar emprego, por exemplo, não tem nem como comprovar sua
residência. Além disso, conta que as crianças brincam no meio da sujeira e
ficam constantemente doentes. Liane reside irregularmente no local com seu
marido, dois filhos, mãe, padrasto e irmã no pequeno imóvel.
As novas casas no Conde Vila Verde terão 30 metros quadrados de área
construída, com um quarto, uma sala conjugada com cozinha e banheiro. No
projeto, há possibilidade de aumentar a área do imóvel. Os moradores poderão
construir mais dois quartos, por exemplo, sem descaracterizar a arquitetura da
obra. Toda a construção, desde a terraplanagem até o acabamento final, será
paga pela Prefeitura. O custo de materiais para cada imóvel gira em torno de R$
7,5 mil. Serão 50 casas populares.
POLÍTICA NACIONAL
30/01/2007
Lula tenta atrair nomes da oposição
BRASÍLIA,
(AG) - Na estratégia de ampliar e consolidar a base de aliados no Congresso,
para sustentar a governabilidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta
atrair nomes de partidos da oposição. Ontem ele convidou o governador do Ceará,
Lúcio Alcântara (PSDB), que termina o mandato neste domingo, para integrar a
base aliada a partir do próximo ano. Apesar de derrotado na eleição de outubro
pelo aliado de Lula, Cid Gomes (PSB), Lúcio mantém uma boa relação com o
presidente e lidera uma bancada de cinco deputados federais tucanos do Ceará,
que o acompanhará na provável mudança de partido.
A conversa entre Lula e o governador Lúcio ocorreu no final da tarde, no
Palácio do Planalto. No momento, a opção mais provável é que o governador
tucano e o seu grupo político filiem-se ao PR (ex-PL). Um convite formal já
teria sido feito pelo senador eleito do Amazonas, Alfredo Nascimento (PR), em nome
do presidente Lula. Alfredo deve voltar a ocupar o Ministério dos
Transportes.
— Há uma possibilidade real de uma filiação do nosso grupo para um partido da
base aliada, que está sendo analisada — disse Lúcio Alcântara ao GLOBO.
No início de novembro, o grupo do governador cearense chegou a negociar uma
entrada em bloco no PTB. O próprio líder da bancada na Câmara, deputado José
Múcio Monteiro (PE), convidou Lúcio Alcântara formalmente. Mas a permanência do
deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) na presidência da legenda acabou
motivando a desistência do grupo em entrar para o PTB.
Referência
No Palácio do Planalto, a avaliação é que mesmo deixando o governo cearense,
Lúcio Alcântara pode virar uma referência para o PR, já que é um partido com
poucas lideranças nacionais. Num médio prazo, Lúcio é visto como uma opção para
ocupar cargos de destaque no governo federal.
Durante a campanha eleitoral deste ano, Lúcio Alcântara rompeu com o presidente
do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). Na ocasião, Lúcio mostrou em seu
programa de televisão imagens do presidente Lula. No auge da campanha, o
governador fez uma visita ao petista no Palácio do Planalto, o que causou forte
reação do senador tucano. No Ceará, durante a campanha, foram montados vários
comitês denominados "Lu-Lu", numa referência aos nomes de Lúcio e
Lula.
Os dois têm uma relação próxima desde os tempos da Constituinte de 1988, quando
foram deputados federais da mesma legislatura. Ontem, Lúcio foi agradecer o
apoio de Lula e parceria de sua administração com o governo federal nos últimos
quatro anos.
— Tivemos um ótimo relacionamento com o governo federal. Somos amigos desde o
tempo da Constituinte. Essa relação ajudou muito na minha administração no
governo do Ceará — explicou Alcântara.
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POLÍTICA
30/01/2007
Lula visita amanhã obras da BR-101
O
Rio Grande do Norte vai ser um dos primeiros estados brasileiros visitados pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva para divulgar as ações do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Ele vem ao estado amanhã e a governadora Wilma
de Faria vai aproveitar a visita para pedir esclarecimentos sobre o PAC e para
solicitar a inclusão da obra de melhoria da BR-304 nos investimentos do
programa. Ela também vai pedir agilidade nas obras do aeroporto de São Gonçalo
do Amarante e de ampliação do terminal salineiro de Areia Branca.
A visita tem como objetivo acompanhar o andamento de uma das obras executadas
pelo PAC, a duplicação da BR-101, no trecho entre os municípios de Parnamirim e
São José de Mipibu. ‘‘Lutei muito pela duplicação da BR-101 e fico feliz que,
assim como eu pedi ao presidente, o projeto tenha sido iniciado por Natal. Será
uma obra que ajudará a desenvolver o turismo regional’’, explicou a
governadora.
A duplicação da BR-101, corredor Nordeste, compreende o trecho de Natal (RN) a
Palmares (PE), totalizando 336 quilômetros de extensão, com investimento de R$
1,5 bilhão. Com o PAC, o trecho foi ampliado até Feira de Santana, na Bahia. O
projeto também inclui construção de passarelas, pontes e viadutos como o que
está sendo erguido ao lado do viaduto de Ponta Negra.
A governadora também quer detalhar os investimentos previstos para o aeroporto
de São Gonçalo do Amarante. Do montante de recursos previstos para investimento
pelo PAC, pouco mais de R$ 3 bilhões estão entre as fontes destinadas a
conclusão, ampliação e construção de novos aeroportos. Os recursos, nesta área,
são da Infraero e do Orçamento Geral da União. Orçado em R$ 300 milhões, o
aeroporto de cargas e passageiros de São Gonçalo do Amarante será o maior
aeroporto da América Latina e um dos sete maiores do mundo.