INFORME JB
30/03/2006

Ministério técnico?

Sobre as demais mudanças na Esplanada, atropelado pela crise da quebra de sigilo, o presidente resolveu nomear, para o lugar dos ministros da Integração Nacional, Saúde, Desenvolvimento Agrário, Transportes e Esporte, os respectivos secretários executivos.

 

NACIONAL
30/03/2006

Saída de ministros preocupa presidente

Lula teme ficar sem auxiliares que também entendam o jogo da política

BRASÍLIA
Às vésperas da reforma ministerial, o governo começou a ficar preocupado com a debandada de ministros prevista para amanhã - prazo estabelecido pela Lei Eleitoral para a saída dos que serão candidatos neste ano. Depois de ouvir muitos conselhos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, que fique no cargo e já espalhou que gostaria de fazer o mesmo apelo a Ciro Gomes (Integração Nacional).

O pedido de Lula a Wagner provocou crise no PT da Bahia, que já lançou a candidatura do ministro e alega não ter outro nome forte para concorrer à sucessão do governador Paulo Souto (PFL). Wagner quer disputar a eleição e terá nova conversa com o presidente hoje.

Seus correligionários apostam que ele convencerá Lula das vantagens de sua saída. "Eu estou à disposição do presidente, mas talvez eu seja mais importante em outra caminhada."

Hoje, Lula se dedicará a acertar a reforma. Das 9h às 18h, terá reuniões com ministros-candidatos, como Wagner, Ciro,
Alfredo Nascimento (Transportes), Hélio Costa (Comunicações), Saraiva Felipe (Saúde), José Alencar (Defesa) e Agnelo Queiroz (Esporte). O ex-presidente do PT Tarso Genro, cotado para retornar à Esplanada, também está na agenda.

Ciro anunciou que deixará o time para postular uma vaga de deputado federal, seguindo orientação do PSB. "Gostaria muito que Ciro ficasse, mas não posso interferir no seu futuro político: ele é do PSB e já foi candidato a presidente da República", observou Lula aos que o aconselharam a fazer um apelo ao ministro para que permaneça na equipe.

A preocupação de auxiliares palacianos tem motivo: depois do escândalo envolvendo o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Lula perdeu seu último escudo no governo. Antes, caiu o chefe da Casa Civil, José Dirceu, e Luiz Gushiken deixou a Secretaria de Comunicação de Governo para se refugiar no apagado Núcleo de Assuntos Estratégicos. Além disso, uma penca de antigos companheiros - como José Genoino, Sílvio Pereira e Delúbio Soares - foi defenestrada do PT.

Palocci comandava a economia, mas era político. Entendia o jogo do poder. Os homens do presidente temem agora que o governo acabe perdendo auxiliares de reconhecida capacidade política e não consiga encontrar substitutos à altura. Por isso querem evitar a sangria de ministros capazes de dar respostas nessa seara.

O argumento desses interlocutores é um só: 2006 será o mais difícil ano da gestão Lula, pois o presidente terá de travar duplo combate - pela reeleição e para responder às pressões da oposição. No Planalto, o comentário é que Lula deve reforçar a articulação política o mais rápido possível, se não quiser viver dias infernais na campanha. Seus colaboradores temem que, sem Wagner e sem Ciro, o governo fique entregue ao talento administrativo da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e à reconhecida cultura jurídica de Márcio Thomaz Bastos (Justiça). São pessoas de grande competência em suas áreas, mas sem poder de fogo para agir no jogo pesado da conjuntura política.

 

 

BRASIL
30/03/2006

 

Presidente não encontra nomes para ministério

 

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
Caso o ministro Jaques Wagner (Coordenação Política) decida concorrer ao governo da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá ser obrigado a extinguir esse cargo de ministro, por pura falta de nomes para preenchê-lo. Wagner seria substituído por uma espécie de assessor parlamentar, sem status de ministro.

Com a saída de Antonio Palocci da Fazenda, a queda da cúpula do PT e o envolvimento de petistas no "mensalão", Lula tenta fazer a contabilidade do que lhe resta para preencher as vagas dos ministros que deixam o governo até amanhã para disputar as eleições.

O mais provável é que os secretários-executivos sejam promovidos aos lugares dos atuais chefes.

Diante do vácuo petista, cresce o apetite dos partidos aliados, principalmente do PMDB. A bancada governista do partido na Câmara, com apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e do ex-presidente José Sarney (AP) tenta emplacar Paulo Lustosa para a Saúde, na vaga do peemedebista Saraiva Felipe, que está de saída para disputar em Minas.

Conforme a Folha apurou, isso pode ser um novo foco de dificuldades de Lula com o PMDB, porque Lustosa foi praticamente vetado para presidir a Agência Nacional de Telecomunicações e não teria sentido nomeá-lo ministro.

Apesar de não ter batido martelo, Lula trabalha com as seguintes opções: o ex-ministro Tarso Genro para a Defesa, no lugar de José Alencar; o presidente do Incra, Rolf Rackbart, na Reforma Agrária, substituindo Miguel Rossetto, e os partidos aliados mantendo suas cotas. O PL nos Transportes, o PCdoB nos Esportes, e o PSB na Integração Nacional. O ex-ministro José Dirceu, que saiu da Casa Civil e foi cassado, tem conversado com Lula sobre o tabuleiro. Os problemas para encaixar nomes se estendem à campanha eleitoral, e Lula está disposto a diluir responsabilidades, com três comandos nacionais e vários regionais.

 

 

BOM DIA
30/03/2006

 

Tapa-buracos

 

A Transamazônica, de responsabilidade do Ministério dos Transportes, foi contemplada pela Operação Tapa-Buracos.

No entanto, a Construtora Ferreira Franco e a EPP Construção Ltda., contratadas para executar a obra, não concluíram os trabalhos.

 

 

POLÍTICA
30/03/2006

 

Ciro vai deixar ministério

 

Os ministros Jaques Wagner, das Relações Institucionais; Ciro Gomes, da Integração Nacional e Marina Silva, do Meio Ambiente devem comunicar até hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aceitam ou não continuar no governo.
Os três manifestaram intenção de deixar a Esplanada durante a reforma ministerial que deve ser concluída por Lula hoje. Todas as exonerações de ministros devem estar publicadas Diário Oficial até amanhã (sexta-feira), para que estes possam concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro.

Já confirmaram que deixarão o governo os ministros
Alfredo Nascimento (Transportes), José Alencar (Defesa), José Fristch, (Pesca), Agnelo Queiroz (Esportes) e Saraiva Felipe (Saúde). Para esses ministérios, cabe ao presidente agora somente acertar os nomes dos sucessores.

Segundo fontes do Planalto, o ministro Jaques Wagner deve ter mais uma conversa com Lula antes de tomar sua decisão sobre permanecer ou não no governo. É forte a vontade do ministro de deixar o cargo para disputar o governo da Bahia, mas o presidente já manifestou mais de uma vez sua vontade de que Wagner fique.

Outro ministro que está com dificuldades de tomar uma decisão é Ciro Gomes. O partido pressiona para que ele deixe o ministério e dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados. O POVO apurou ontem, porém, que Ciro, que passou todo o dia em reuniões no Palácio do Planalto, já decidiu mesmo se afastar e assumir uma candidatura. (com agências)

 

 

ESTADO
30/03/2006

 

BR-222, na altura de Pequiá, se torna intrafegável com chuvas

A Vale do Rio Doce, e não o DNIT, está fazendo a obra de reparo da rodovia

 

Açailândia - A Br-222, no trecho do distrito de Pequiá, a 14 km do trevo de Açailândia, sentido Buriticupu, foi interditada por duas vezes em menos de 24 horas. Aterro e bueiros foram levados pela enxurrada, provocada pela intensificação do período chuvoso na região. Ontem, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) começou a recuperar o trecho da rodovia.

A direção do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (
Dnit), em Imperatriz, reivindicou à direção estadual a realização de obra emergencial na área, mas nenhuma máquina ainda está fazendo a recuperação do trecho.

A primeira interdição da via se deu na noite de segunda-feira, 27, depois que técnicos do
Dnit perceberam que havia riscos de acidentes no local. Com isso, o tráfego passou a fluir por um desvio, numa estrada sem asfaltamento, que passa pelo pátio da CVRD até o começo da manhã de terça-feira, quando a direção do Dnit resolveu liberar a pista. Em protesto devido às péssimas condições da rodovia, um grupo de caminhoneiros voltou a fechar a pista no meio da tarde de terça-feira.

De acordo com o inspetor Edegilson Silva Castro, chefe da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, em Imperatriz, policiais rodoviários sinalizaram e fazem a segurança na área para evitar acidentes. "O
Dnit havia reaberto o tráfego, mas nós da Polícia Rodoviária reprovamos essa atitude por causa dos riscos de acidentes", frisou o inspetor.

NOVOS CORTES
Edegilson Castro explicou que a Br-222 corre o risco de ser interditada em outros locais devido à presença de buracos e queda de barreiras. Também há perigo de corte no km 343 da Br-010, a 5 km da ponte sobre o riacho Cajuapara, no trecho compreendido entre Açailândia e Itinga.

Conforme o inspetor, a pista nesse local foi destruída pela erosão e a intensificação das chuvas pode provocar a interdição da via a qualquer momento. "Nesse local, só existem 70 centímetros de pista e mais um pedaço do acostamento. Se cair uma chuva forte, pode ser interditada", ressaltou o policial. Ainda na Br-010, sentido Imperatriz/Açailândia, uma grande cratera ameaça cortar a pista.

Devido a interdição da Br-222, uma grande fila de veículos se formou nos dois sentidos da pista. Vários caminhoneiros mostraram-se revoltados com o quadro das
rodovias federais no estado, especialmente aqueles que estão levando cargas perecíveis.

 

 

BRASIL
30/03/2006

 

Ciro, Marina e Wagner devem sair hoje

Ciro Gomes enfrenta dificuldados. O partido pressiona para que ele deixe o ministério e dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados

 

Da Folhapress – Brasília
Os ministros Jaques Wagner, das Relações Institucionais; Ciro Gomes, da Integração Nacional e Marina Silva, do Meio Ambiente devem comunicar hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aceitam ou não continuar no governo.

Os três manifestaram intenção de deixar a Esplanada durante a reforma ministerial que deve ser concluída por Lula hoje. Todas as exonerações de ministros devem estar publicadas no Diário Oficial até sexta-feira, para que estes possam concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro.

Já confirmaram que deixarão o governo os ministros
Alfredo Nascimento (Transportes), José Alencar (Defesa), José Fristch, (Pesca), Agnelo Queiroz (Esportes) e Saraiva Felipe (Saúde). Para esses ministérios, cabe ao presidente agora somente acertar os nomes dos sucessores.

Segundo fontes do Planalto, o ministro Jaques Wagner deve ter mais uma conversa com Lula antes de tomar sua decisão sobre permanecer ou não no governo. É forte a vontade do ministro de deixar o cargo para disputar o governo da Bahia, mas o presidente já manifestou mais de uma vez sua vontade de que Wagner fique.

Outro ministro que está com dificuldades de tomar uma decisão é Ciro Gomes. O partido pressiona para que ele deixe o ministério e dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com isto, Ciro que é um dos nomes fortes da política cearense, poderia puxar votos para o PSB no Estado e alavancar a candidatura de seu irmão, Cid Gomes, para o governo do Ceará.

De acordo com fontes ligadas a Ciro, ele prefere ficar no Ministério e atender o apelo feito pela sua permanência pelo presidente Lula. A definição deve ocorrer até esta quinta-feira. Toda a cúpula do PSB, incluindo o ministro da Integração, estará reunida em Brasília nesta tarde, para a filiação no partido, do ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Edson Vidigal. Este encontro da cúpula socialista deve selar o futuro de Ciro Gomes.

Marina Silva já lançou o atual vice-governador do Acre, Arnóbio Marques (PT), para disputar o governo do Estado. Mas seu nome continua lembrado na elaboração da lista da reforma ministerial.

GIL

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, não será candidato do PV ao governo do Rio. Gil já tinha dado sinais de que não aceitaria a missão sugerida pela vereadora Aspásia Camargo e comunicou a ela sua recusa alegando motivos pessoais.

A família do cantor e compositor, em especial sua mulher, Flora, prefere que ele se dedique mais à vida artística do que à pública nos próximos anos. Aspásia chegou a conversar com Flora para tentar convencê-la, mas Gil, embora não tenha desautorizado a idéia, também nunca se empolgou.

Um dos motivos era a falta de tempo para se montar uma aliança partidária em torno de seu nome.

 

 

GERAIS
30/03/2006

 

Arte protegida por radar

BHTrans vai instalar aparelhos eletrônicos para coibir tráfego de caminhões pesados na orla da Lagoa da Pampulha e evitar danos ao patrimônio arquitetônico e turístico

 

Paulo Henrique Lobato
Auremar de Castro
Ruas e avenidas de Belo Horizonte vão ser invadidas, em até 120 dias, por seis tipos de radares eletrônicos: fixos, móveis, detectores de avanço de sinais luminosos e de invasão de faixa, lombadas e o equipamento de última geração, conhecido como LAP, que denuncia veículos com multas e impostos em atraso. Nesse pacote, chama a atenção o modelo que vai multar caminhões com 3,5 toneladas ou mais que insistem em circular pela orla da Lagoa da Pampulha. Uma lei municipal já proíbe o trânsito de veículos pesados no local e, como não há respeito, a BHTrans vai instalar detectores na Avenida Otacílio Negrão de Lima para flagrar caminhões com peso acima do permitido. O infrator vai pagar multa de R$ 85,13 e perder quatro pontos na carteira.

O objetivo é evitar estragos, como rachaduras, nas estruturas do conjunto arquitetônico e turístico da lagoa, formado, principalmente, pela Igreja de São Francisco de Assis, Casa do Baile, Museu de Arte da Pampulha e o Iate Tênis Clube. O edital detalhando o pacote vai ser publicado no início de abril, segundo o diretor-presidente da BHTrans, Ricardo Mendanha. "Já é proibido o tráfego de caminhões na Pampulha, uma atração turística da capital, mas alguns motoristas não respeitam a lei", justifica Mendanha, acrescentando que não haverá restrições ao trânsito de ônibus de turismo e de coletivos urbanos na orla. A decisão da BHTrans é similar a uma medida adotada em Ouro Preto: veículos pesados não podem trafegar no centro histórico, para não pôr em risco a estrutura dos casarões.

A notícia da instalação de radares na Pampulha agradou aos moradores e pessoas que freqüentam a região. Uma delas é a monitora de turismo Lana Brito, de 42 anos: "Estou de acordo, porque é para preservar nosso patrimônio. Temos ruas paralelas na região que podem servir de opções para os caminhoneiros". O estudante Evandro Nunes, de 21, que mora em Itinga, no Vale do Jequitinhonha, e ontem visitava a região, defende a medida. "É melhor prevenir do que remediar", afirma.

O casal Olívar Rocha de Alcântara, de 58, e Maria do Carmo Zica, de 60, também aprova a idéia, mas com ressalvas. "É válido proteger o complexo turístico, mas os desvios têm que ser bem sinalizados", diz ela, apoiada pelo marido. A BHTrans informa que o desvio sugerido para caminhões com mais de 3,5 toneladas é, assim que sair da Avenida Pedro I, passar pela Antônio Carlos, entrar na Abraão Caram, virar na Coronel Oscar Pascoal e sair na Carlos Luz. Dali, é possível pegar o Anel Rodoviário, via Pedro II. Mendanha reconhece que certos veículos com peso acima do especificado na lei precisam passar pela orla – caminhões de mudança ou de outros serviços, como entrega de gás. Nesses casos, é exigida autorização da BHTrans.

PACOTÃO O edital que vai ser publicado pela BHTrans no início de abril terá uma surpresa nada agradável para os motoristas que não respeitam limites de velocidade: haverá mais 10 radares fixos, mais conhecidos como pardais, divididos pelas avenidas Amazonas, Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro I, Pedro II, Carlos Luz, Andradas e Tereza Cristina. "Vamos passar dos atuais 38 para 48", alerta Mendanha, acrescentando que os equipamentos velhos serão substituídos por modelos de tecnologia mais avançada.

Outro tipo de radar será o estático. Serão cinco aparelhos, acoplados a viaturas da BHTrans, além das lombadas eletrônicas, como as que existem no Anel Rodoviário e que são gerenciadas pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
Dnit). Serão usados ainda o detector de avanço de sinal, que vai também registrar carros parados sobre faixas de pedestres, e o LAP, que ficará a cerca de 100 metros das blitzes para flagrar veículos com multas pendentes e impostos em atraso. "Com isso, não vamos precisar parar todos os carros", diz Mendanha.

"Já é proibido o tráfego de caminhões na Pampulha, uma atração turística da capital, mas alguns motoristas não respeitam a lei" - Ricardo Mendanha, diretor-presidente da BHTrans

 

 

POLÍTICA
30/03/2006

 

Mudanças não estão fechadas

Presidente Lula já sabe que cinco ministros vão deixar as pastas para disputar as eleições de outubro. Maior dúvida é em relação a Jaques Wagner, que pode ser mantido no governo

 

Luiz Carlos Azedo e Eumano Silva
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir, hoje, a permanência ou não do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, na equipe ministerial. A conversa entre os dois deveria ter ocorrido ontem à noite, mas a viagem de Lula a São Paulo e um jantar oferecido ao presidente pelo embaixador da China acabaram provocando o adiamento da decisão. A substituição de Wagner, que exerceu com habilidade o cargo, tornou-se o maior problema de Lula na reforma ministerial.O ex-ministro da Educação Tarso Genro é o nome mais cotado para substituí-lo. Genro foi o primeiro nome chamado por Lula para compor a equipe responsável pelo governo durante a campanha da reeleição. Há cerca de um mês, o presidente telefonou ao ex-ministro da Educação e o convidou para integrar o ministério, mas não revelou a função.

Caso prevaleçam apenas as dificuldades de Lula para resolver o problema da coordenação política do governo, Wagner permanecerá no cargo. Ambos são amigos e muito afinados politicamente. Além disso, o ministro atravessou sem qualquer problema todas as crises do governo. Wagner administrou as relações com o Congresso Nacional e a base governista sem enfrentar grandes dificuldades de relacionamento com os líderes partidários, mantendo diálogo inclusive com a oposição. Além disso, esteve à frente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, atividade que já exercia e que, antes dele, foi uma atribuição de Tarso Genro.

Lula já disse a Wagner que gostaria de mantê-lo no cargo, porém está levando em conta a questão eleitoral. Wagner conseguiu reunir em torno de sua candidatura ao governo da Bahia toda a oposição ao governador Paulo Souto (PFL), candidato à reeleição. E revelou ao presidente que gostaria de ser candidato, pois sabe que as circunstâncias que favorecem seu nome dificilmente surgirão em outra oportunidade.

Ontem, por exemplo, o prefeito de Salvador, João Henrique (PDT), anunciou apoio à candidatura de Wagner. O pedetista disse também que admite a possibilidade de vir a ser candidato, caso o ministro permaneça no cargo. Nesse caso, assumiria a administração o vice Marcelo Duarte, um tucano. O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Jutahy Magalhães Junior, apesar do apoio do PFL à candidatura presidencial do governador Geraldo Alckmin (SP), já manifestou publicamente que não apoiará Paulo Souto.

O candidato tucano ao Senado, Antônio Imbassay, nesse cenário, pode fazer uma aliança branca com Wagner. Marcham nessa mesma direção os deputados Geddel Vieira Lima (PMDB) e Coubert Martins (PPS), adversários do grupo do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL).

O que mais pesa na decisão de Lula é o risco de entregar o eleitorado da Bahia de bandeja ao governador Geraldo Alckmin, se não tiver um candidato majoritário que lhe garanta um palanque forte.

Saída

Os ministros Ciro Gomes, da Integração Nacional, e Marina Silva, do Meio Ambiente devem comunicar hoje ao presidente Lula se querem ou não continuar no governo. Já confirmaram que deixarão o governo os ministros
Alfredo Nascimento, dos Transportes, José Alencar, da Defesa, José Fritsch, da Pesca, Agnelo Queiroz, dos Esportes, e Saraiva Felipe, da Saúde. Para esses ministérios, o presidente escolherá os nomes dos sucessores. Ciro Gomes está sendo pressionado pelo PSB para que deixe o ministério e dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com isto, Ciro um dos nomes fortes da política cearense, poderia puxar votos para o partido no estado e alavancar a candidatura de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Ceará.

 

 

MINAS
30/03/2006

 

Montes Claros pede liberação de galpão para Museu do Nordestino

 

MONTES CLAROS - A Prefeitura de Montes Claros solicitou ao Ministério dos Transportes a liberação do Galpão Ferroviário existente na cidade para a instalação do Museu do Nordestino, que está sendo viabilizado pelo Banco do Nordeste. O objetivo do museu é mostrar acervo material e bibliográfico sobre o Norte de MInas e o Nordeste brasileiro.

O galpão, de 800 metros quadrados, pertence à Rede Ferroviária Federal, já extinta, e foi cedido em comodato à
Ferrovia Centro-Atlântica, empresa particular que assumiu o transporte de cargas na região. O prédio será tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Montes Claros, o que impedirá a sua demolição ou a mudança de suas características físicas.

No ano passado, Montes Claros foi beneficiada com a criação do Museu do Nordestino, com apoio do Banco do Nordeste. Inicialmente, ele seria instalado no Solar dos Oliveiras, um dos casarões históricos da cidade. Com a avaliação técnica, o local foi descartado, já que não haveria espaço para ser montada uma biblioteca e um pequeno auditório, como prevê o projeto.

Por outro lado, os técnicos do BNB se entusiasmaram com o Galpão Ferroviário, por considerá-lo adequado para receber a infra-estrutura necessária ao museu e por estar em local de fácil acesso. O problema é que o galpão, atualmente, está sendo utilizado pela
Ferrovia Centro-Atlântica e, inclusive, foi reformado pela empresa.

Na última segunda-feira, em reunião realizada com dirigentes do Banco do Nordeste e representantes da Secretaria Municipal de Planejamento, em Montes Claros, foi entregue à prefeitura a proposta oficial do presidente do BNB, Roberto Smith, mostrando o interesse em dotar a cidade do Museu do Nordestino. O documento, assinado pelo pre feito Athos Avelino e pelo superintendente do Banco do Nordeste em Minas Gerais, Nilo Meira Filho, solicita ao
Ministério dos Transportes a cessão do Galpão Ferroviário, para a implantação do novo centro cultural na cidade.

 

 

POLÍTICA
30/03/2006

 

Lula deve fazer reforma ministerial provisória

 

BRASÍLIA – Sem tempo para negociar com os partidos as mudanças no ministério, por causa da crise que levou à demissão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o presidente Lula vai nomear como novos ministros os secretários executivos de cinco ministérios, cujos titulares deixarão seus cargos até amanhã para disputar as eleições.

Mas, de olho no ano eleitoral, petistas e aliados do PL e do PMDB ainda vão tentar uma indicação política para os ministérios da Saúde, dos Transportes e da Integração Nacional, respectivamente.

Persiste uma dúvida quanto à possível saída do ministro da Defesa, José Alencar, que pode disputar uma cadeira no Legislativo ou renovar a dobradinha com o presidente Lula.

O único cargo que continua sem definição é o do Ministério das Relações Institucionais, onde persiste a dúvida sobre a permanência ou não do ministro Jaques Wagner, que é candidato ao governo da Bahia.

"Estou avaliando os dois projetos. Vou tomar uma decisão onde o ganho maior é o que melhor atenda ao projeto do presidente Lula. Mas entendo que a substituição de um ministro, na conjuntura atual, é mais simples do que a substituição de um candidato que reúne o consenso das forças políticas", disse Jaques, que tem sido bem-sucedido na montagem de uma ampla aliança, ainda que informal, em torno de sua possível candidatura.

Caso se confirme sua saída do governo, o presidente Lula avaliará três alternativas: o governador Jorge Viana (AC) e os deputados Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e Sigmaringa Seixas (PT-DF).

O mais cotado é Greenhalgh, muito acionado nestes dias para administrar a crise Palocci e que ontem reuniu-se com Jaques Wagner e depois com a chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

Um dos ministros que sairá do governo até sexta-feira, prazo final da desincompatibilização, confirmou que, por falta de tempo mesmo para negociar com os partidos, o presidente Lula vai nomear de ofício os secretários executivos e depois negociar uma solução definitiva com os partidos.

Os secretários executivos que assumirão os ministérios são: Pedro Brito Nascimento, da Integração Nacional; José Agenor da Silva, da Saúde; Paulo Sérgio de Oliveira Passos, dos Transportes; Orlando Silva Junior, dos Esportes; e Guilherme Cassel, no Desenvolvimento Agrário.

Já nos Transportes, na Integração Nacional e na Saúde ainda será necessário negociar com os partidos os nomes de seus futuros ocupantes. Há uma queda de braço entre o ministro
Alfredo Nascimento, dos Transportes, e seu partido, o PL.

O ministro quer deixar o cargo para o secretário executivo
Paulo Sérgio Passos, mas os parlamentares do PL apresentaram na Casa Civil uma lista de três nomes: Juquinha das Neves, da Valec; Mauro Barbosa, do Dnit; e Kenedi Trindade, do DER-GO.

 

 

DOS LEITORES
30/03/2006

 

Ladroagem

 

Depois do tsunami dos últimos dias, uma pequena pausa para refletir: quantos e quais as altas autoridades do governo Lula foram demitidas e/ou exoneradas por corrupção?

É uma lista longa e, para usar uma das expressões favoritas de S. Exª, "nunca na história deste país" tantos figurões tiveram que tomar o rumo de casa por pura e simples ladroagem.

Senão, vejamos: Waldomiro Diniz, seu chefe Zé Dirceu, Sérgio Casseb (BB), Zé Eduardo Dutra (discretamente, graças a contratos superfaturados, perdeu a Petrobras); Gushiken, que perdeu o poder e está lá, como um zumbi; toda a diretoria de Furnas, do IRB e de outros órgãos; o líder do governo, professor Luizinho; o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti; vários superintendentes do Ibama, envolvidos com madeireiros e garimpeiros; gente no
DNIT, Suframa, Adene, Eletrobrás, é uma lista telefônica inteira.

Agora, além de Palocci, foi também o Mattoso, afilhado de Marta e de seu estranho marido franco-argentinopaulista Luís Favre, e é de se supor que irão outros diretores e superintendentes; e Murilo Portugal, tucano que não é besta e pediu o boné antes que sobrasse para ele.

A lista é bem maior. Realmente, nunca na história deste país... Ah, sim: e tem o Okamoto, o Lulinha, os presidentes de partido que renunciaram...

Robinson Damasceno dos Reis
Jornalista
E-mail

 

 

ALYRIO SABBÁ
30/03/2006

 

BEIRA DO CAIS

 

Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, voltando para Manaus. Pediu demissão.

Ele vai deslanchar sua campanha política rumo ao senado federal, com grandes possibilidades.

 

 

BRASIL
30/03/2006

 

Lula deve concluir hoje reforma ministerialhttp://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo/brasil/conteudo.phtml?id=550163

 

Brasília – Os ministros Jaques Wagner, das Relações Institucionais; Ciro Gomes, da Integração Nacional e Marina Silva, do Meio Ambiente devem comunicar hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aceitam ou não continuar no governo.

Os três manifestaram intenção de deixar a Esplanada durante a reforma ministerial que deve ser concluída por Lula hoje. Todas as exonerações de ministros devem estar publicadas no Diário Oficial até amanhã, para que estes possam concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro.

Desistências

Já confirmaram que deixarão o governo os ministros
Alfredo Nascimento (Transportes), José Alencar (Defesa), José Fristch, (Pesca), Agnelo Queiroz (Esportes) e Saraiva Felipe (Saúde). Para esses ministérios, cabe ao presidente agora somente acertar os nomes dos sucessores.

Segundo fontes do Planalto, o ministro Jaques Wagner deve ter mais uma conversa com Lula antes de tomar sua decisão sobre permanecer ou não no governo. É forte a vontade do ministro de deixar o cargo para disputar o governo da Bahia, mas o presidente já manifestou mais de uma vez sua vontade de que Wagner fique.

Nome forte

Outro ministro que está com dificuldades de tomar uma decisão é Ciro Gomes. O partido pressiona para que ele deixe o ministério e dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com isto, Ciro que é um dos nomes fortes da política cearense, poderia puxar votos para o PSB no estado e alavancar a candidatura de seu irmão, Cid Gomes, para o governo do Ceará.

De acordo com fontes ligadas a Ciro, ele prefere ficar no Ministério e atender o apelo feito pela sua permanência pelo presidente Lula. A definição deve acontecer hoje.

Toda a cúpula do PSB, incluindo o ministro da Integração, estave reunida em Brasília na tarde de ontem, para a filiação no partido, do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Édson Vidigal.

Marina Silva já lançou o atual vice-governador do Acre, Arnóbio Marques (PT), para disputar o governo do estado. Mas seu nome continua lembrado na elaboração da lista da reforma ministerial.

 

 

BRASIL
30/03/2006

 

Partidos negociam indicações para ministérios

 

Brasília – Sem tempo para negociar com os partidos as mudanças no Ministério, o presidente Lula vai nomear como novos ministros os secretários-executivos de cinco ministérios, cujos titulares deixarão seus cargos até amanhã.

Mas, de olho no ano eleitoral, petistas e aliados do PL e do PMDB ainda vão tentar uma indicação para os ministérios da Saúde, dos Transportes e da Integração Nacional.

Há uma queda de braço entre o ministro
Alfredo Nascimento, dos Transportes, e seu partido, o PL. O ministro quer deixar o cargo para o secretário-executivo Paulo Sérgio Passos, mas os parlamentares do PL apresentaram uma lista de três nomes: Juquinha das Neves, da Valec; Mauro Barbosa, do Dnit; e Kenedi Trindade, do DER-GO.

Existe uma reivindicação do PT para reassumir a Saúde, deslocando o PMDB para a pasta da Integração Nacional. Se esta proposta prevalecer, os petistas querem que o atual secretário de Gestão Participativa do Ministério, Antônio Alves, assuma a vaga do peemedebista Saraiva Felipe.

Os peemedebistas não aceitam a mudança e o nome mais forte para assumir a pasta é o atual presidente da Funasa, Paulo Lustosa. Mas como a pasta da Integração Nacional já foi cobiçada outras vezes pelo PMDB, uma negociação neste sentido não é impossível.

 

 

PAÍS
30/03/2006

 

Reforma ministerial está na reta final

Wagner, Marina e Ciro ainda indefinidos

 

Rose Ane Silveira
Da Agência Folhapress
Os ministros Jaques Wagner, das Relações Institucionais; Ciro Gomes, da Integração Nacional e Marina Silva, do Meio Ambiente devem comunicar hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva se aceitam ou não continuar no governo. Os três manifestaram intenção de deixar a Esplanada durante a reforma ministerial que deve ser concluída hoje pelo presidente. Todas as exonerações de ministros devem estar publicadas no Diário Oficial até amanhã, para que estes possam concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro.

Já confirmaram que deixarão o governo os ministros
Alfredo Nascimento (Transportes), José Alencar (Defesa), José Fristch, (Pesca), Agnelo Queiroz (Esportes) e Saraiva Felipe (Saúde). Para esses ministérios, cabe ao presidente agora somente acertar os nomes dos sucessores.

Segundo fontes do Planalto, o ministro Jaques Wagner deve ter mais uma conversa com Lula antes de tomar sua decisão sobre permanecer ou não no governo. É forte a vontade do ministro de deixar o cargo para disputar o governo da Bahia, mas o presidente já manifestou mais de uma vez sua vontade de que Wagner fique.

 

 

PORTO VELHO
30/03/2006

 

Tapa-buracos é mantido em vias movimentadas

"Estamos concluindo ainda projetos de drenagem e asfaltamento em varios bairros da capital, os quais serão implementados até o final do ano"

 

Nos últimos dez dias a Secretaria Municipal de Obras (Semob) reforçou o ritmo da operação Tapa-buracos, com quatro frentes de trabalho atuando principalmente nas vias de maior tráfego.

O secretário Edson Silveira (Semob) informou que já foram recuperadas, em toda a extensão, as avenidas Campos Sales, Jatuarana, Calama, Abunã e o Trevo do Roque (este último de responsabilidade do
DNIT).

A Semob também está agindo na desobstrução de bueiros e recuperação de caixas de passagem de água na confluência das ruas Tenreiro Aranha com Abunã, Tenreiro Aranha com Duque de Caxias, rua Pinheiro Machado entre Salgado Filho e João Goulart, rua Daniela (bairro Aponiã).

A Semob vai retomar o encascalhamento na rua Teodora Lopes (bairro JK) e nas rua Plácido de Castro, Petrolina e Rosalina Gomes no bairro Mariana. A prefeitura está utilizando na operação 41 operários, rolo compressor, caminhão espagidor, caçambas, retro-escavadeiras e caminhão- muque. "Estamos concluindo ainda projetos de drenagem e asfaltamento em varios bairros da capital, os quais serão implementados até o final do ano", arrematou o secretário.

 

 

PARABÓLICA
30/03/2006

 

DE PERTO

 

Quem esteve em Boa Vista desde o início da semana - viajou na terça-feira à noite - foi o empresário Fernando Nascimento, que é irmão do ainda ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. A vinda do empresário coincidiu com a assinatura de contratos com empreiteiras para recuperar a BR-174. Aliás, numa conduta inédita, o Governo Federal e o Estado de Roraima assinaram convênio no valor de quase R$ 100 milhões para recuperar a rodovia, com base no Plano Plurianual (PPA), que quase sempre não passa de uma carta de boas intenções.

 

 DIÁRIO DO POVO

MUNICÍPIOS
30/03/2006

 

Zona Sul de Teresina vai ter novo viaduto

 

CARROS, motos, ônibus e caminhões disputam espaço e congestionam região da Tabuleta
Quem mora ou trafega diariamente na região dos balões da Tabuleta e da avenida Miguel Rosa, zona Sul de Teresina, principalmente nos horários de pico, entre as 7h e 8h, 11h e 12h e 17h e 18h, reclama: os engarrafamentos ali são constantes e o trânsito caótico. E isso acontece porque as vias fazem parte de BRs que cortam o estado e são rotas de caminhões que viajam o país todo e ônibus interestadual.

Além disso, as vias servem de acesso ao único Terminal Rodoviário da cidade. Como se trata de
rodovias interestaduais, de responsabilidade da União Federal, quem se encarrega de fiscalizar o trânsito ali é a Polícia Rodoviária Federal (PRF-PI) e o órgão responsável pela estrutura é o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). Por conta disso, o Dnit tem um projeto para melhorar a fluidez do tráfego justamente naquela região.

Trata-se de um viaduto que será construído entre a Avenida Miguel Rosa e o Balão da Tabuleta, que deve beneficiar tanto os motoristas que vêm do Maranhão, pela Ponte Engenheiro Antonio Noronha, mais conhecida como Ponte Nova, quanto os que trafegam pela Miguel Rosa.

Diariamente, milhares de carros, ônibus e ainda caminhões passam pelo local. Os engarrafamentos nos horários de maior movimentação são inevitáveis e a cada dia ficam maiores e mais demorados. E quanto acontece um acidente então, a situação fica ainda pior. No início desta semana, por exemplo, um Fiat Uno se envolveu em acidente com um Caminhão sem maiores proporções. Os motoristas pararam os veículos e foram discutir sobre o incidente, o que foi motivo suficiente para causar um engarrafamento de cerca de 40 minutos.

O diretor do
Dnit no Piauí (a 18ª Superintendência), Sebastião Braga Ribeiro, revelou que o projeto está sendo concluído e que ele tem ido freqüen-temente ao Ministério dos Transportes, em Brasília, para acertar os últimos detalhes. "A nossa expectativa é de que até o fim de abril o projeto seja aprovado e possamos começar os trabalhos de licitação".

Ele disse ainda que foi iniciado um projeto de estudo do impacto ambiental da obra, que é obrigatório para que o projeto seja aprovado. "Como aquela região já sofre muito com problemas no tráfego e é basicamente uma via de passagem, o impacto ambiental deve ser pequeno".

Ribeiro afirmou que pretende licitar a obra antes que comece o período eleitoral. "Estou indo novamente a Brasília esta semana e devo voltar com mais informações sobre o projeto".