BRASIL
31/03/2006
Oito ministros
deixam Lula por disputas regionais
Governo de
transição será formado pelos secretários executivos das pastas
Sérgio Pardellas
BRASÍLIA - A necessidade de indicar que os fundamentos da economia serão
mantidos, com a saída de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda, e reforçar a
articulação política com o Congresso no ano eleitoral, fez com que o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva promovesse uma mudança de última hora no xadrez da
reforma ministerial, que será anunciada oficialmente hoje. Ao todo, oito ministros
sairão.
Convenceu o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, até então candidato a
deputado federal pelo Paraná, a permanecer no governo, e nomeou para a Coordenação
Política, no lugar de Jaques Wagner, o ex-ministro da Educação Tarso Genro.
Até quarta-feira, o presidente estava inclinado a extinguir a pasta controlada
por Wagner. Apesar dos apelos do presidente, Wagner resolveu deixar o posto
para disputar o governo da Bahia. Tarso Genro, encarregado agora de fazer a
interface com o Congresso, seria nomeado para o ministério da Defesa no lugar
de José Alencar, que deve repetir a dobradinha vitoriosa de 2002 como vice de
Lula, conforme antecipou o JB há três semanas. O recrudescimento dos ataques da
oposição, no rastro do rumoroso episódio da quebra do sigilo do caseiro Francenildo
Costa, fez com que Lula decidisse por Tarso Genro, considerado um nome de peso
para a pasta. Paulo Bernardo também teria boas chances de ser eleito e, em
recente conversa com um ministro do governo, disse que preferia a segurança do
mandato. A atmosfera de suspeição criada no mercado a partir da nomeação de
Guido Mantega para a Fazenda foi fundamental para a reafirmação da política
econômica, com Paulo Bernardo à frente do Planejamento.
Durante o dia, Lula recebeu em audiência, além de Wagner, os ministros Miguel
Rosseto, do Desenvolvimento Agrário, Ciro Gomes, da Integração Nacional, Agnelo
Queiroz, do Esporte, Saraiva Felipe, da Saúde, Alfredo Nascimento, dos Transportes, e José Fritsch,
da Pesca. Todos deixam o governo a partir de hoje, por força da lei eleitoral,
para concorrer às eleições em seus respectivos estados. No lugar dos atuais
titulares, num primeiro momento, assumem os respectivos secretários executivos.
Mas não está descartado o rateio político do ministério da Saúde, Transportes e
Integração Nacional.
À noite, Lula recebeu os líderes do PMDB para negociar a indicação do partido
para o ministério da Saúde. Ao presidente, Saraiva Felipe sugeriu para a vaga o
secretário executivo, José Agenor.
INFORME DF
31/03/2006
Saia justa
Nova saia justa
para o PT brasiliense. Em nome da bancada na Câmara, o distrital Paulo Tadeu manitestou
solidariedade aos funcionários do DER local, que pleiteiam um reajuste de 44%.
Disse que o Buriti havia assumido um compromisso nesse sentido. A turma do
Planalto fechou a cara. O governo federal negou um reajuste de 15% aos funcionários
do Dnit na virada do ano. A turma ontem
mesmo começou a usar a palavra dos petistas locais para pressionar o Ministério dos Transportes.
O PAÍS
31/03/2006
Cristiane Jungblut
e Luiza Damé
Mais oito baixas
BRASÍLIA. Na mesma semana em que demitiu Antonio Palocci, seu principal colaborador
e homem forte na economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perde mais
oito ministros políticos que vão se candidatar nas eleições de outubro. Com
isso, Lula parte para a campanha da reeleição com um Ministério técnico. A
única escolha política de peso foi a do petista gaúcho Tarso Genro, que vai
substituir Jaques Wagner no Ministério das Relações Institucionais, que faz o papel
de articulador político.
Com a ida de Tarso para o Planalto, o presidente ficou sem solução imediata
para o Ministério da Defesa, no lugar do vice-presidente José Alencar. Por
isso, ficaria no cargo interinamente o comandante do Exército, Francisco de
Albuquerque, que recentemente deu uma carteirada para embarcar num vôo da TAM
que iniciava procedimento de decolagem rumo a Brasília.
Segundo assessoria da vice-presidência, o ministro da Defesa é sempre substituído
interinamente por um dos comandantes das três Forças, seguindo um esquema de
rodízio. Da última vez que Alencar se ausentou do país, foi substituído pelo
comandante da Marinha. Agora seria a vez do Exército. Segundo informações não
oficiais do Planalto, a interinidade de Albuquerque duraria no máximo dois ou
três dias. Mas ele pode nem assumir caso o ministro da Controladoria Geral da
União, Waldir Pires, seja convidado e aceite o cargo. Waldir foi chamado por
Lula para audiência às 12h de hoje.
Nas negociações de ontem, quando passou o dia em conversas com os demissionários,
Lula chegou a pedir a Jaques Wagner que permanecesse no cargo, mas ambos chegaram
à conclusão que o melhor para o PT e até para a própria campanha de Lula é o baiano
ser candidato ao governo da Bahia.
Além de Jaques Wagner e da saída de Alencar da Defesa, estão deixando o governo
os ministros Ciro Gomes (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Agnelo Queiroz (Esportes), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e
José Fritsch (Pesca). A demissão dos oito ministros será publicada hoje no
Diário Oficial da União. A maioria dos demissionários será substituída por técnicos,
na maioria dos casos pelo secretário-executivo.
Tarso promete estabilidade
Logo depois da audiência com Lula, o petista Tarso Genro, já falando como coordenador
político, disse que um ano eleitoral é sempre tenso e que o objetivo dele e de
todos é garantir um governo estável até dezembro. Mas já adiantou que não
deverá terá forte atuação na articulação política — área na qual os próprios
petistas dizem que Tarso não tem muita habilidade.
— O presidente Lula me pediu que substituísse Jaques Wagner com a consciência
de que o governo tem uma enorme responsabilidade política neste ano, que é
eleitoral, para manter a estabilidade do governo e das instituições. Vou fazer
um trabalho mais discreto de articulação política, sem qualquer movimento
instabilizador nas relações do governo com a sociedade, com seus aliados e com
a própria oposição — disse Tarso.
Ele ainda defendeu amplas alianças como forma de garantir uma base sólida para
o governo no Parlamento. Tarso já foi ministro da Educação e chefe do Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). No ano passado, Tarso deixou o
governo no auge da crise envolvendo o PT e autoridades no escândalo do mensalão
para presidir o partido. Ontem à noite, o presidente Lula teve uma conversa
definitiva com Tarso. Seu nome encontrava resistência no Palácio do Planalto.
Ele prometeu conversar com todos os parlamentares afirmando desconhecer a expressão
“baixo clero”.
BRASIL
31/03/2006
Presidente troca 8
ministros; Tarso será coordenador político
Titulares deixam
cargo para disputar as eleições; comando da maioria das pastas ficará com os atuais
secretários-executivos
DA SUCURSAL DE
BRASÍLIA
Oito ministros deixam hoje do governo Luiz Inácio Lula da Silva para disputar
as eleições de outubro. Jaques Wagner (Relações Institucionais) será
substituído pelo ex-ministro da Educação Tarso Genro. O ministro Waldir Pires
(Controladoria Geral da União) será convidado oficialmente hoje para ocupar a
Defesa no lugar do vice-presidente José Alencar (PRB), que ficará disponível
para repetir a dobradinha com Lula nas eleições.
"O presidente me pediu que substituísse [Wagner] com a consciência de que
o governo tem uma enorme responsabilidade política neste ano, que é um ano eleitoral,
para manter a estabilidade do governo e a estabilidade das instituições e,
sobretudo, fazer um trabalho de agregação, que já está sendo feito", disse
Tarso.
Outra possibilidade de vice de Lula, Ciro Gomes (PSB) deixará a Integração Nacional
para o seu número dois, o secretário-executivo, Pedro Brito, também do seu
partido. Ciro poderá ser candidato a deputado federal para ajudar a campanha de
seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Ceará.
Alfredo Nascimento (Transportes) sai para concorrer a
senador pelo PL do Amazonas. O secretário-executivo, Paulo Sérgio Oliveira
Passos, assumirá seu posto.
O petista Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) deixa a pasta para disputar
o Senado no Rio Grande do Sul. Entra o número dois, Guilherme Cassel (PT).
Agnelo Queiroz deixa o Esporte para concorrer ao governo do Distrito Federal pelo
PC do B. Quer passar o posto ao seu secretário-executivo, Orlando Silva, seu
correligionário. Isso deve acontecer, mas falta uma conversa ainda hoje com Lula.
Saraiva Felipe (PMDB) deixará a Saúde. Por ora, a tendência é que seu
substituto seja o secretário-executivo, José Agenor Alvarez da Silva. Mas há
pressão da ala governista do PMDB para colocar um político. O presidente do Senado,
Renan Calheiros (AL), e o senador José Sarney (AP) estavam reunidos às 20h de
ontem com Lula para tratar da vaga.
O petista José Fristch (Pesca) sai para concorrer a governador de Santa
Catarina ou a senador pelo Estado -neste hipótese, atenderia a pedido de Lula
para apoiar o peemedebista Luiz Henrique da Silveira, candidato à reeleição.
Mas não é fácil essa composição.
Os que ficam
Quatro ministros desistiram de projetos eleitorais a pedido do presidente: o petista
Paulo Bernardo (Planejamento), o petebista Walfrido Mares Guia (Turismo), o
peemedebista Hélio Costa (Comunicações) e o petista Luiz Marinho (Trabalho).
Marina Silva decidiu permanecer no Meio Ambiente, apesar de pressões para que
disputasse o governo do Acre pelo PT.
Na prática, pouco muda na distribuição partidária dos cargos e na condução dos
programas. Na maioria dos casos, secretários-executivos assumirão as pastas.
Hoje expira o prazo para desincompatibilização estipulado pelo TSE (Tribunal Superior
Eleitoral). do. (KENNEDY ALENCAR, EDUARDO SCOLESE E PEDRO DIAS LEITE)
NACIONAL
31/03/2006
Contrariado, Lula
perde 8 ministros
Entre as baixas
estão Jaques Wagner, que disputará o governo baiano, e Ciro Gomes, que concorrerá
à Câmara
Tânia Monteiro
Leonencio Nossa
Vera Rosa
BRASÍLIA
Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para
conter a debandada no ministério quatro dias após a queda de Antonio Palocci
(Fazenda). Diante do prazo fatal para que todos os candidatos às eleições de
outubro deixem os cargos hoje, oito ministros sairão da equipe. Candidato à
reeleição, Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques
Wagner, responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar
o governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro, conforme antecipou o Estado.
Em rápida entrevista no início da noite, Tarso disse que vai buscar o diálogo
com todos os parlamentares. "Eu não reconheço a expressão baixo
clero", afirmou. "Vou me relacionar com todos os partidos, vou
trabalhar para agregar." Tarso previu que o ano continuará
"tenso". "Assumo uma missão de Estado e não costumo falar previamente
em dificuldades, mas sei que a tarefa será difícil".
Lula passou o dia de ontem, de manhã até a noite, conversando com os ministros-candidatos.
Sem anteparo no Executivo para rebater os ataques da oposição, ele também
tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes - outro nome experiente
na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de concorrer a deputado
federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. No seu lugar deverá entrar o
secretário-executivo, Pedro Brito.
Além de Wagner e Ciro, deixarão hoje a equipe os ministros José Alencar
(Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esporte) e
José Fritsch (Pesca).
Alencar voltou a ser lembrado para repetir a dobradinha de 2002 e ser novamente
vice na chapa de Lula. Quando ele saiu da audiência com o presidente, por volta
das 19h30, a informação era de que o general Francisco Albuquerque - comandante
do Exército que deu uma carteirada para atrasar um vôo comercial - assumiria
interinamente a Defesa, pelo sistema de rodízio das Forças Armadas.
CONFUSÃO
Quase três horas depois, no entanto, o nome de Waldir Pires, chefe da Controladoria-Geral
da União, apareceu na agenda de hoje de Lula. Waldir é cotado para ministro da
Defesa. Ele estava ontem à noite em Salvador e foi chamado na última hora para
uma audiência com o presidente, ao meio-dia.
Na noite de ontem, a confusão em torno da reforma era tanta que
ministros-candidatos estavam apreensivos. Motivo: queriam saber se a exoneração
seria realmente publicada no Diário Oficial da União de hoje porque, se
constasse apenas de uma edição extra, poderia haver contestação na Justiça
Eleitoral. Foi por esse motivo que o Planalto decidiu recorrer à solução da
interinidade nos casos em que o nome do substituto não estava definido.
Alfredo
Nascimento, do PL, vai se
candidatar ao governo do Amazonas ou ao Senado e há uma acirrada disputa entre
os liberais para a sua vaga. Ele gostaria que o sucessor fosse o atual secretário-executivo,
Paulo Sérgio
Passos, mas existem
outros dois postulantes: o senador João Ribeiro, pelo PL de Tocantins, e o
diretor-geral do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
deverá concorrer a deputado e entregou o cargo a Lula. Até a noite, dois nomes
estavam de olho na vaga, ambos do PMDB: o secretário-executivo José Agenor
Álvares da Silva e Paulo Lustosa, indicado pelo ex-presidente José Sarney.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão. Miguel Rossetto
(PT), que cuida da reforma agrária, entrará no páreo para disputar uma vaga no
Senado e deve ser substituído pelo secretário-executivo, Guilherme Cassel. José
Fritsch, por sua vez, pretende concorrer ao governo de Santa Catarina pelo PT.
METRÓPOLE
31/03/2006
Com 1 mês de
atraso, ponte da Régis será reaberta hoje
Evandro Fadel
O motorista que viajar de Curitiba a São Paulo pela Rodovia Régis Bittencourt, a BR-116, depois
das 15 horas de hoje poderá passar pela ponte reconstruída sobre a Represa
Capivari-Cachoeira, no km 42,6, em Campina Grande do Sul. Para esse horário
está marcada a solenidade de reabertura do tráfego. Parte da ponte desabou na
noite de 25 de janeiro do ano passado. No acidente, um caminhão caiu na represa
e uma pessoa morreu.
Segundo o engenheiro do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes
(Dnit) Ronaldo Jares, no instante em que
a ponte for entregue, a outra, que deveria receber apenas carros que seguem de
São Paulo a Curitiba, mas era utilizada nos dois sentidos, será parcialmente interditada
para obras de reforço. A previsão é que o trabalho - troca de asfalto e reforço
na cabeceira - demore 15 dias.
Segundo o engenheiro, foram gastos R$ 29 milhões para recuperar a ponte sobre a
represa. O obra está sendo entregue com um mês de atraso, segundo o Dnit, por causa das chuvas contínuas no
começo do ano.
TRANSPORTE E
LOGÍSTICA
31/03/2006
O Exército quer
gerenciar rodovias
Brasília, 31 de
Março de 2006 - Força pretende retomar a atividade, exercida em algumas estradas até a década de 1980. O Exército
está empenhado em obter autorização do Ministério dos Transportes para gerir trechos de rodovias federais
que não sejam incluídos em programas de Parceria Público-Privada (PPP) ou de
concessões à iniciativa privada. As negociações estão em estágio embrionário e
não têm, por enquanto, caráter oficial. De acordo com o general Ítalo Fortes Avena,
responsável pela Diretoria de Obras de Cooperação do Exército, a instituição
tinha autorização para administrar determinadas estradas até a década de 1980. Esse modelo,
no entanto, foi abandonado pelo governo federal, que passou a priorizar as
concessões à iniciativa privada.
Em contratos de longo prazo, o governo "concederia" ao Exército a
administração dos trechos das rodovias
federais. Em contrapartida, a Força teria a obrigação de realizar melhorias e a
manutenção das rodovias. As obras e os serviços seriam
custeados pela União, que faria repasses anuais para viabilizar a execução do
que foi planejado. Os recursos, afirmou o general Avena, seriam direcionados para
o pagamento dos gastos das obras, a melhoria dos equipamentos e o treinamento
de pessoal.
Segundo autoridades do Ministério
dos Transportes, o
assunto ainda é tratado de forma extra-oficial. Não haveria análise em curso de
estudo ou proposta oficial para ampliar a participação do Exército na
manutenção, construção e gestão de empreendimentos no setor de transportes. As autoridades não descartam, no
entanto, acionar o Exército para administrar rodovias ou se responsabilizar
por mais obras no futuro. Elas destacam o bom relacionamento que sempre houve entre
as duas instituições. Exemplo disso é o fato de o Exército executar obras no
setor de transportes para o governo desde a época do
Império.
Em 2005, o Orçamento da União concedeu R$ 400 milhões para o Exército executar obras
federais. A previsão do Exército é que a cifra aumente para R$ 500 milhões
neste ano. Atualmente, o Exército atua em projetos de cooperação em 19 estados
do País. São 54 empreendimentos, entre estudos, obras de adequação,
recuperação, construção e manutenção de infra-estrutura rodoviária, elétrica,
ferroviária, aeroportuária, portuária e aquaviária. Na maior parte dos projetos,
as obras são executadas integralmente pelos homens dos batalhões de Engenharia
de Construção do Exército.
Esses soldados passam por duas fases de treinamento: a básica e a de qualificação.
Na primeira etapa, são preparados para o combate como os homens que servem nos
demais batalhões da Força. Após esse período, passam a praticar o que
aprenderam na fase anterior e começam a desenvolver atividades e a tomar lições
relacionadas à área de engenharia, como a mecânica, a construção de estradas, pontes, prédios, casas e a
operação de equipamentos e máquinas, além da condução de veículos. O Exército
tem 11 batalhões de Engenharia e Construção. Quatro deles localizam-se na
região Nordeste. A Amazônia conta com o mesmo número de batalhões. Outros três
ficam no Centro-Sul. Os batalhões de Engenharia e Construção têm
aproximadamente 10 mil homens, entre pessoal de logística e da área
operacional, e 900 equipamentos e viaturas.
Quando o número de soldados disponíveis é insuficiente ou as obras precisam ser
finalizadas com urgência, o Exército contrata mão-de-obra temporária. Tais trabalhadores
são chefiados pelos militares e remunerados como servidores públicos. As obras
também podem ser terceirizadas, total ou parcialmente, quando o Exército
conclui que existem fatores logísticos, financeiros, de pessoal, de tempo ou de
complexidade de gerenciamento que tornam mais vantajoso o projeto ser tocado
por terceiros. A Engenharia Militar, contudo, mantém sob seu controle a
supervisão das obras.
kicker: Os batalhões de engenharia e construção têm 10 mil homens e 900
equipamentose viaturas
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Fernando Exman)
POLÍTICA
31/03/2006
Planalto reforça
articulação política
Brasília, 31 de
Março de 2006 - Tarso Genro ocupa lugar de Wagner e Paulo Bernardo fica no Planejamento.
A necessidade de indicar que os fundamentos da economia serão mantidos, com a
saída de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda, e reforçar a articulação
política com o Congresso no ano eleitoral, fez com que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva promovesse uma mudança de última hora no xadrez da reforma
ministerial, que será anunciada oficialmente hoje. Convenceu o ministro do
Planejamento e Orçamento, Paulo Bernardo, até então candidato a deputado
federal pelo Paraná, a permanecer no governo, e nomeou para a Coordenação
Política, no lugar de Jaques Wagner, o ex-ministro da Educação Tarso Genro.
Até quarta-feira, o presidente estava inclinado a extinguir a pasta controlada
por Wagner. Apesar dos apelos do presidente, Wagner resolveu deixar o posto
para disputar o governo da Bahia. Tarso Genro, encarregado agora de fazer a
interface com o Congresso, seria nomeado para o ministério da Defesa no lugar
de José Alencar, que deve repetir a dobradinha vitoriosa de 2002 como vice de
Lula, conforme antecipou este jornal há três semanas.
O recrudescimento dos ataques da oposição, no rastro do rumoroso episódio da
quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, fez com que Lula decidisse por
Tarso Genro, considerado um nome de peso para a pasta. Paulo Bernardo também
teria boas chances de ser eleito e, em recente conversa com um ministro do
governo, disse que preferia a segurança do mandato. A atmosfera de suspeição
criada no mercado a partir da nomeação de Guido Mantega para a Fazenda foi
fundamental para a reafirmação da política econômica, com Paulo Bernardo à
frente do Planejamento.
Durante o dia, Lula recebeu em audiência, além de Wagner, os ministros Miguel
Rosseto, do Desenvolvimento Agrário, Ciro Gomes, da Integração Nacional, Agnelo
Queiroz, do Esporte, Saraiva Felipe, da Saúde, Alfredo Nascimento, dos Transportes, e José Fritsch,
da Pesca. Todos deixam o governo a partir de hoje, por força da lei eleitoral,
para concorrer às eleições em seus respectivos estados. No lugar dos atuais
titulares, num primeiro momento, assumem os respectivos secretários executivos.
Mas não está descartado o rateio político do ministério da Saúde, Transportes e
Integração Nacional.
A expectativa é de que Lula receba os líderes do PMDB, nos próximos dias, para
negociar a indicação do partido para o ministério da Saúde. Na conversa ontem
com o presidente Lula, Saraiva Felipe sugeriu para a vaga o atual secretário executivo,
José Agenor. O PMDB, no entanto, pretende emplacar Paulo Lustosa, presidente da
Funasa, ou os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI) e Jorge Alberto (PMDB-SE). Os
outros dois ministros do PMDB, Silas Rondeau, das Minas e Energia, e Hélio
Costa, das Comunicações, permanecem nos cargos.
O PL também pressiona para indicar o substituto do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Nascimento sugeriu para o cargo o
seu secretário executivo, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, mas o PL trabalha
por uma solução política para a pasta. O ministro deixa o governo para disputar
uma vaga ao Senado pelo Amazonas.
O anúncio oficial dos novos ministros está programado para hoje. A exoneração
dos ministros, bem como a nomeação dos novos titulares, deverão ser publicadas
no Diário Oficial de hoje ou numa edição extra sábado. No lugar de Agnelo Queiroz,
que deixa a pasta do Esporte, assume o secretário executivo Orlando Silva,
integrante do PC do B. Em substituição a José Fristch, que deixa a Secretaria Especial
da Pesca para disputar o governo de Santa Catarina, ficará o secretário
executivo Altemir Gregolin, do PT catarinense.
Miguel Rosseto, do Desenvolvimento Agrário, deixa a vaga para Guilherme Cassel,
atual secretário executivo do ministério. Rosseto vai concorrer a uma vaga no
Senado pelo Rio Grande do Sul. Para o lugar de Ciro Gomes, da Integração
Nacional, que irá concorrer a uma cadeira na Câmara pelo Ceará, em princípio
assume o seu secretário executivo, Pedro Nascimento, para assumir o cargo. PT e
PMDB ambicionam a pasta.
O PT sonha em retomar o controle da Saúde. Ontem, o ex-ministro da Saúde
Humberto Costa ligou para integrantes da bancada do PT no Senado pedindo que
reivindicassem a vaga. Nesse caso, o PMDB seria deslocado para a Integração
Nacional. Ao anunciar ontem que será o novo ministro das Relações Institucionais,
o ex-presidente do PT Tarso Genro disse que volta à equipe do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva com a missão de garantir a estabilidade da base política e
valorizar as alianças.
Tarso foi convidado por Lula para substituir Jaques Wagner, que vai disputar o
governo da Bahia pelo PT e deixa o cargo nessa sexta-feira, com seis outros ministros.
"Recebo uma missão de Estado, para garantir solidez e estabilidade nas
relações políticas no ano eleitoral", disse Genro ao sair de uma reunião
com Lula. "A missão é garantir um último ano de governo estável e,
eventualmente, na reeleição do presidente, se ele for candidato, um segundo
governo muito mais estável".
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 9)(Sérgio Pardellas)
1º CADERNO
31/03/2006
Tarso vai para a
coordenação política
Principal
problema de Lula é a escolha dos substitutos de ministérios do PMDB (Saúde) e
PL (Transportes)
Raymundo Costa e
Paulo de Tarso Lyra De Brasília
Um ministério de secretários-executivos, até segunda ordem, é o que o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva anuncia hoje, em substituição aos ministros que deixam
o cargo para se candidatar às eleições de outubro. A exceção é o ex-ministro da
Educação Tarso Genro, que volta ao governo na condição de ministro das Relações
Institucionais. Lula pensava em nomeá-lo para a Pasta da Defesa, do
vice-presidente José Alencar, e manter Jaques Wagner no posto. Mas Wagner sai
para se candidatar e os aliados do presidente no Congresso pressionaram para
que Tarso Genro fosse designado para a coordenação política, sob o argumento de
que a Defesa o deixaria politicamente imobilizado.
"Não tivemos uma conversa técnica sobre a pasta, mas política", disse
Genro depois da reunião com Lula. "A nossa tarefa é permitir com que,
neste ano eleitoral, possamos manter a estabilidade institucional e de governo".
Num primeiro momento, o presidente deve promover os secretários-executivos dos
ministérios. Por isso ele ainda não chamou os partidos que o apóiam para
conversar sobre as substituições. Pelo menos três secretários-executivos devem
ser efetivados, posteriormente: o de Esportes (Orlando Silva de Jesus Júnior),
o da Integração Nacional (Pedro Brito do Nascimento) e o do Desenvolvimento Agrário
(Guilherme Cassel). Lula acertou a permanência deles com os titulares que estão
deixando o cargo: Agnelo Queiroz, Miguel Rossetto e Ciro Gomes, respectivamente.
O presidente Lula tem problemas para preencher ministérios das cotas do PMDB e
do PL. No Ministério dos
Transportes, o
ministro Alfredo
Nascimento pediu pela
manutenção de seu secretário-executivo Paulo Sérgio Oliveira Passos, mas o PL
tem pelo menos outros três nomes reivindicando a vaga. O mesmo ocorre com o
PMDB em relação ao Ministério da Saúde, cujo titular, deputado Saraiva Felipe,
deve disputar um mandato por Minas Gerais, talvez até mesmo como candidato a
vice do governador Aécio Neves (PSDB). O grupo governista acusa Saraiva Felipe
de ter se bandeado para a oposição na disputa interna do partido, na disputa
travada em torno das prévias partidárias e da liderança do PMDB na Câmara.
Há pelo menos quatro candidatos ao posto de Saraiva Felipe: o ex-deputado Paulo
Lustosa (CE) e o senador João Alberto (MA), ambos ligados ao senador José
Sarney, e os deputados Jorge Alberto (SE) e Marcelo Castro (MG). Mas tanto
Sarney quanto o presidente do Senado, Renan Calheiros, não foram chamados por
Lula para discutir as mudanças na equipe e o espaço que será reservado ao
partido.
Sete dos oito ministros que devem se desincompatibilizar conversaram ontem com
Lula. Foram eles: Jaques Wagner (Coordenação Política), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Ciro Gomes (Integração Nacional), Wilson Fritsch (Pesca), Miguel
Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e José Alencar (Defesa). A conversa com
Agnelo Queiroz (Esportes) ficou para hoje.
Lula pediu a alguns ministros para permanecer no posto, mas só demoveu Marina
Silva (Meio Ambiente) e Hélio Costa (Comunicações). O presidente pediu para o
ministro Jaques Wagner permanecesse à frente do Ministério das Relações Institucionais.
O ministro agradeceu, mas argumentou com seu projeto político na Bahia. Os dois
conversaram novamente na manhã de ontem - a terceira vez só nesta semana. O
presidente reiterou o pedido para que o ministro permanecesse mas Wagner
manteve firme a disposição de disputar o governo da Bahia. Um anúncio de apoio
de última hora pesou para que Wagner não abrisse mão de sua candidatura: na
noite de quarta-feira, o prefeito de Salvador, João Henrique, desistiu de
concorrer ao governo e declarou apoio ao ministro de Lula.
Segundo assessores políticos do governo, apesar da contrariedade, Lula liberou
o ministro, mas afirmou que espera contar com ele na equipe que coordenará sua
campanha à reeleição em outubro. Com a saída de Wagner, o nome mais forte para
tornar-se coordenador político passou a ser o de Tarso Genro. Lula e Wagner
ainda teriam uma conversa no final da tarde de ontem, mas a assessoria do
Planalto não confirmou se Tarso já participaria do encontro. O petista gaúcho
foi informado há cerca de um mês que retornaria à Esplanada, de onde saiu para
ocupar interinamente a presidência do PT, durante a crise que sucedeu a renúncia
do ex-deputado José Genoino.
O nome do governador do Acre, Jorge Viana, chegou a ser cogitado, mas a proibição,
pela Justiça Eleitoral, da candidatura do senador Tião Viana (PT-AC) ao governo
estadual, inviabilizou a opção por Jorge. "Como as alianças ficaram indefinidas,
o Jorge preferiu continuar governador para concluir as ações do governo e
definir quem será seu candidato à sucessão".
EMPRESAS
31/03/2006
Santos inicia
execução do novo código de segurança
José Rodrigues
Para o Valor, de Santos
O porto de Santos dará a partida na execução do ISPS Code (Código de Segurança
de Navios e Instalações Portuárias) dentro de duas semanas, com a inauguração
do primeiro portão de acesso, controlado por um processo eletrônico, cujo
conjunto está orçado em aproximadamente R$ 40 milhões. O terminal contará com
228 câmeras, interligadas a um centro de comando capaz de acompanhar toda a
movimentação de cargas e pessoas na área do porto. Numa etapa seguinte, serão
instalados radares, com alcance de até 34 quilômetros, que rastrearão a chegada
e saída das embarcações no porto.
"Reduzimos os acessos do porto de 88 pontos para 28, que é o total de
portões de acesso que deverão estar em funcionamento até 30 de junho, prazo
fixado pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis
(Conportos)", informou Arnaldo Barreto, diretor de infra-estrutura da
Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
Segundo Edison de Oliveira Vianna Júnior, coordenador geral de programas de transportes aquaviários do Ministério dos Transportes, os investimentos previstos em todo
o Brasil em razão do ISPS Code são da ordem de R$ 90 milhões. Desse total, R$
11,3 milhões, para aplicação ainda em 2006, dependem de aprovação orçamentária.
Vianna, que integrou um painel de discussões sobre o tema no XXI Encontro
Nacional de Entidades Portuárias e Aquaviárias, está semana em Santos, fez a
sustentação do programa de segurança, criado após o 11 de Setembro.
Além dos aspectos da segurança em si, o novo sistema dará maior confiabilidade
aos portos e indiretamente contribuirá para a
redução da sonegação e para o aumento na arrecadação de taxas e impostos.
Para ter acesso ao porto, veículos e pessoas deverão ser previamente identificados,
por meio de um cartão magnético, com diferentes cores, segundo os graus de
permissão. Um dos problemas que podem ser enfrentados, destacado pelo professor
Eduardo Mario Dias, da Fundação Universidade de São Paulo, é o da introdução da
escala eletrônica para os trabalhadores vinculados ao Órgão de Gestão da
Mão-de-Obra (Ogmo). O prazo fixado para a entrada da escala eletrônica vai até
5 de maio, procedimento que vem encontrando resistência dos sindicatos de
trabalhadores.
Conforme Dias, a Supervia Eletrônica de Dados do porto de Santos, sistema que
facilita pedidos de atracação de navios e controla os manifestos de cargas, vai
se integrar ao Plano Nacional de Segurança Aduaneira, que terá, entre outras
finalidades, a do rastreamento de todas as cargas que transitam pelos portos do Brasil.
Paulo de Tarso Carneiro, diretor do Departamento de Programas de Transportes
Aquaviários do Ministério
dos Transportes, disse
ao Valor que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministério um
balanço geral da situação portuária no país. O documento, com prazo de 10 dias
para conclusão, deverá apontar o nível de execução dos projetos de cada porto.
"Há problemas de gestão em vários portos e até
ineficiência, em razão da estrutura de algumas empresas estatais",
reconheceu Carneiro. Ele anunciou que, por uma medida provisória, publicada na
quarta-feira, o porto de Santos vai receber R$ 20 milhões para as obras da
perimetral da margem direita. As obras devem ter início dentro de três a quatro
meses.
POLÍTICA
31/03/2006
Tarso é confirmado
ministro
Lula decide
colocar ex-presidente do PT na Coordenação Política em lugar de Jaques Wagner,
que disputará as eleições na Bahia. Waldir Pires é o provável substituto de
José Alencar na Defesa
Eumano Silva
Sandro Lima e Luiz Carlos Azedo
Da equipe do Correio
O ex-presidente do PT, Tarso Genro, foi confirmado ontem pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva para substituir o ministro Jaques Wagner na Coordenação
Política do governo. Ontem, Lula dedicou a maior parte do dia a conversas com
os integrantes da equipe interessados em disputar as eleições deste ano. Hoje é
o último dia do prazo de desincompatibilização dos candidatos. Pelo menos oito
ministros preparam-se para deixar a Esplanada.
Na escolha dos sucessores dos atuais auxiliares, Lula deu preferência aos secretários-executivos
dos atuais ministros para não provocar grandes mudanças na orientação e nas
equipes. O critério não vale para alguns ministérios. Um deles é o da
Coordenação Política. Outro é o da Defesa. O mais provável substituto do
vice-presidente, José Alencar, atual ministro, é o controlador geral da União,
Waldir Pires, nome preferido dos militares.
A maior dificuldade de Lula é definir o sucessor do ministro da Saúde, Saraiva
Felipe, indicado pelo PMDB. O partido e o presidente ainda não chegaram a um
acordo. Sem conseguir concluir a reforma, o presidente preferiu dar posse aos
novos titulares na próxima semana. Mesmo assim, o anúncio oficial da reforma
será feito hoje à tarde, mesmo sem escolher todos os nomes.
Base aliada
Primeiro nome confirmado na nova equipe, Tarso foi orientado por Lula a “agregar”
a base aliada para que o governo possa finalizar o semestre votando projetos
importantes e diminuindo o estrago feito pela oposição nas CPIs. “Qualquer
função política, principalmente num ano tenso, é uma missão difícil. Vou
cumprir essa missão com tranqüilidade, sobretudo com respeito aos partidos políticos.
Vou fazer um trabalho discreto de articulação política, sem qualquer tipo de movimento
instabilizador na relação com os aliados e com a oposição”, afirmou o novo
ministro.
Após aceitar o convite de Lula, Tarso ressaltou que trabalhará para manter uma
“base política forte e valorizar política de alianças” nas eleições de outubro.
Caso Lula seja reeleito, o futuro coordenador político pretende trabalhar para
que o segundo governo seja “mais estável” que o primeiro mandato de Lula. Tarso
definiu como prioridade a aprovação do Fundeb, o Fundo do Desenvolvimento do
Ensino Básico, e a votação do orçamento. “Todo processo eleitoral em democracia
jovem é relativamente tenso. E o Brasil não foge à regra. Independentemente da
radicalização, em determinados momentos, temos partidos políticos responsáveis
e lideranças responsáveis, e o contencioso democrático é sempre duro, mas nada
que perturbe e impeça a missão política que eu vou ter”, disse Genro.
Mudanças
O governo confirmou ontem a saída de oito ministros. O ministro da Integração
Nacional, Ciro Gomes, deixará o cargo para disputar um mandato de deputado
federal pelo Ceará, seguindo orientação do PSB, ou o governo do estado. Pode,
ainda, ocupar a vaga de vice na chapa de reeleição de Lula. O partido prefere a
vaga na Câmara para cumprir a cláusula de barreira — 5% dos votos nos principais
estados e 2% em todos os estados — para continuar a receber os recursos do
Fundo Partidário e ter espaço no horário eleitoral gratuito. Para isso, necessita
de puxadores de votos nos estados. Para o lugar de Ciro será nomeado seu chefe
de gabinete, Pedro Brito.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, deixa o cargo para
disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul, na chapa encabeçada pelo
ex-governador e ex-ministro das Cidades Olívio Dutra (PT). Rosseto indicou para
substituí-lo o atual secretário-executivo do ministério, Guilherme Cassel. O
ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz (PCdoB), deixa o cargo para concorrer ao
Governo do Distrito Federal (GDF). Orlando Silva, secretário-executivo do
ministério, deve assumir a vaga de Agnelo. Caso Waldir Pires seja transferido
para o Ministério da Defesa, deve ser substituído pelo atual sub-controlador
geral da União, Jorge Hage. Jaques Wagner irá disputar o governo da Bahia.
Quem deixa a Esplanada
Confira os nomes dos ministros que saem do governo hoje
José Alencar (Defesa)
Fica à espera de convite para ser novamente candidato a vice-presidente de
Lula. Se isso não acontecer, pode tentar o Senado por
Minas Gerais
Jaques Wagner (Coordenação Política)
Quer ser candidato a governador da Bahia em um grande acordo do PT com PDT, o
PMDB e, até o PSDB anti-ACM
Ciro Gomes (Integração Nacional)
Pode ser candidato a deputado federal ou a governador do Ceará. Pode, ainda,
ser vice na chapa de Lula
Agnelo Queiroz (Esporte)
Mesmo sem acordo com o PT, será candidato a governador do DF pelo PCdoB
Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário)
Será candidato a senador pelo PT do Rio Grande do Sul
Saraiva Felipe (Saúde)
Quer ser candidato a vice-governador de Minas Gerais na chapa de Aécio Neves,
numa dobradinha do PSDB com o PMDB de Itamar Franco
Alfredo
Nascimento (Transportes)
É candidato ao Senado pelo Amazonas
Marina Silva (Meio Ambiente)
Será a candidata do PT a governadora do Acre
José Fritsch (Secretaria da Pesca)
Candidato do PT a governador de Santa Catarina
Distância da crise
A escolha do gaúcho Tarso Genro para a Coordenação Política demonstra a intenção
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se distanciar da crise vivida no ano
passado pelo governo e pelo PT. O substituto de Jaques Wagner foi o maior adversário
do ex-ministro José Dirceu nas eleições internas do partido, realizadas em
outubro. Por não concordar com a presença de Dirceu na direção petista, Genro
desistiu de se candidatar à presidência da legenda.
O comportamento adotado por Tarso nos últimos 10 anos o transformou em uma espécie
de antítese de Dirceu. A imagem do ministro gaúcho ao lado de Lula durante a campanha
eleitoral vai reforçar a idéia de que, num eventual segundo mandato, o governo
petista não repetirá os erros do primeiro. Experiente na luta política e dono
de posições firmes, o novo ministro da Coordenação Política terá papel
importante na defesa da reeleição do presidente.
A nomeação de Genro significa ainda uma vitória do PT do Rio Grande do Sul
contra São Paulo. Os petistas dos dois estados travam acirrada disputa interna.
Mesmo depois da queda do grupo de Dirceu, os paulistas se mantêm como o grupo
mais forte dentro do partido.
O nome do novo ministro agrada também à esquerda petista, fortalecida desde a
última eleição interna, mas sem hegemonia na direção do partido. Embora tenha
pertencido ao antigo Campo Majoritário, o agrupamento de correntes formado em
torno de Dirceu, Tarso tem origem nos setores mais radicais do PT. (ES)
Novo salário mínimo sai hoje
Luís Osvaldo Grossmann
Da equipe do Correio
A partir de amanhã, o salário mínimo vale R$ 350. O Palácio do Planalto publica
hoje, no Diário Oficial da União, medida provisória que altera o valor da remuneração
de cerca de 40 milhões de brasileiros, entre aposentados e trabalhadores. O
aumento será de 16,7% sobre o valor atual, de R$ 300 — descontada a inflação
oficial do ano passado, medida pelo IBGE, o reajuste é de 13%.
A edição da medida provisória foi confirmada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
devido à proximidade do prazo acertado em janeiro, entre o governo federal e as
centrais sindicais. Pelo acordo, que também corrigiu a tabela do imposto de
renda em 8%, o reajuste do salário mínimo foi antecipado em um mês. Tradicionalmente,
o novo valor entra em vigor no Dia do Trabalho, 1º de maio.
Como a data combinada, 1º de abril, é amanhã — mas o Congresso Nacional não
conseguiu votar o Projeto de Lei 6601/06, com o aumento do mínimo —, o governo
preferiu definir o reajuste com uma medida provisória. Para Marinho, o atraso
na votação do projeto foi um “constrangimento” para o Congresso. A pauta de
votações, porém, está trancada exatamente por outras medidas provisórias
editadas pelo governo federal.
Com o aumento deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cumprirá a
promessa de dobrar o valor do mínimo, que era de R$ 200 quando assumiu o
Planalto, em janeiro de 2003. Os quatro reajustes durante o mandato — para R$
240, R$ 260, R$ 300 e, agora, R$ 350 — significaram uma correção real (descontada
a inflação) de 25%. O acordo com as centrais sindicais saiu depois de dois
meses de muitas discussões — as centrais insistiam em R$ 400, enquanto a proposta
original do governo, prevista no Orçamento de 2006, indicava R$ 320.
O principal impacto do reajuste acontece diretamente nas aposentadorias dos 16
milhões de brasileiros que recebem apenas um salário pelo Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) e que representam 63% dos beneficiários da Previdência. O
aumento, no entanto, não altera os vencimentos de aposentados que têm como base
dois ou mais salários mínimos. Para esses vale apenas a correção da inflação
medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Além dos aposentados, a correção do valor também é importante para 11 milhões
de empregados em geral, que têm salários de alguma forma vinculados ao mínimo,
para cerca de 8 milhões de trabalhadores por conta própria e 4,5 milhões de
empregados domésticos. Segundo cálculos do Departamento Intersindical de
Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o impacto nas contas dos
gastos sociais será de R$ 5,64 bilhões, aí incluído o pagamento de pensões do
INSS. Mas o novo valor do mínimo também significa um incremento de R$ 25,4
bilhões na economia nacional.
O número
Remuneração
R$350 É o novo valor do salário mínimo, que será publicado hoje no Diário
Oficial da União por medida provisória. O aumento será de 16,7% e deve
beneficiar 40 milhões de brasileiros.
POLÍTICA
31/03/2006
Eleições
"derrubam" oito ministros de Lula
O último a
confirmar saída foi Jaques Wagner, que tenta o governo da Bahi
Areforma
ministerial deve provocar oito baixas na equipe do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo
até hoje – data máxima de desincompatibilização para quem vai disputar as
eleições de outubro. A lista de baixas deve ser formada pelos ministros Agnelo
Queiroz (Esporte), Alfredo
Nascimento (Transportes),
Ciro Gomes (Integração Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José
Alencar (Defesa), José Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento
Agrário) e Saraiva Felipe (Saúde).
O último a confirmar a saída foi Wagner, que recebeu autorização de Lula para
sair candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para
Wagner permanecer na equipe para depois assumir a coordenação da campanha de
Lula à reeleição.
O primeiro a anunciar que sairia foi Agnelo, que será candidato ao governo do
Distrito Federal pelo PCdoB. Fritsch foi escolhido pelo diretório regional do
PT para encabeçar a chapa do partido na disputa pelo governo de Santa Catarina.
Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. Alencar, do
PRB, ainda sonha com a possibilidade de repetir a dobradinha de 2002, quando
foi candidato a vice na chapa de Lula. Nascimento tentará uma vaga no Senado
pelo Amazonas.
Ciro já declarou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas
que deixaria o governo a pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques estaduais,
caso do Ceará, onde Cid Gomes – irmão de Ciro – sairá candidato a governador.
Saraiva sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio Neves, que tentará se reeleger
como governador em Minas Gerais. Se não conseguir, deve sair candidato a
deputado federal.
NACIONAL
31/03/2006
Oito ministros
deixam governo federal
Folha Online
Brasília
A reforma ministerial provocou oito baixas na equipe do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o
cargo até hoje - data máxima para desincompatibilização para quem vai disputar
as eleições de outubro.
A lista de baixas é formada pelos ministros Agnelo Queiroz (Esporte), Alfredo Nascimento (Transportes), Ciro Gomes
(Integração Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José Alencar
(Defesa), José Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e
Saraiva Felipe (Saúde).
Wagner confirmou que deixa o governo e recebeu autorização de Lula para sair
candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para Wagner
permanecer na equipe para depois assumir a coordenação da campanha à reeleição.
O primeiro a anunciar que sairia do governo foi Agnelo, que vai ser candidato
ao governo do Distrito Federal pelo PC do B.
Fritsch foi escolhido pelo diretório regional do PT para encabeçar a chapa do
partido na disputa pelo governo de Santa Catarina.
Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. Alencar, do
PRB, ainda sonha com a possibilidade de repetir a dobradinha de 2002, quando
foi candidato a vice na chapa de Lula. Nascimento também tentará uma vaga no
Senado pelo Amazonas.
Ciro já declarou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas
que deixaria o governo a pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques
estaduais, caso do Ceará, onde Cid Gomes - irmão de Ciro - sairá candidato a
governador.
Saraiva também sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio Neves, que
tentará se reeleger como governador em Minas Gerais. Se não conseguir, deve
sair candidato a deputado federal
Definições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só definiu até o momento os nomes de
três substitutos dos ministros que deixarão seus cargos hoje. Segundo fontes do
Planalto, o presidente optou por indicar secretários executivos dos ministérios
para poder fazer, com mais calma, uma negociação política futura sobre os
cargos.
No lugar de Agnelo Queiroz, que deixa a pasta do Esporte, assume o secretário
executivo Orlando Silva, que integra os quadros do PC do B. Em substituição a
José Fritsch, que deixa a Secretaria Especial da Pesca para disputar o governo
de Santa Catarina, ficará o secretário executivo Altemir Gregolin, que pertence
ao PT catarinense.
No lugar de Miguel Rossetto no Desenvolvimento Agrário, ficará Guilherme
Cassel, que é o atual secretário executivo do ministério e pertence ao PT do
Rio Grande do Sul.
O presidente Lula ainda encontra dificuldade para nomear o substituto de Alfredo Nascimento, no Ministério dos Transportes. Nascimento indicou para o cargo o
seu secretário executivo, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, mas o PL quer alguém
político à frente da pasta.
Segundo fontes do Planalto, os petistas querem que o presidente Lula devolva a
pasta da Saúde para o partido e indique um nome do PMDB para a Integração
Nacional.
É justamente essa disputa interna que prejudica a indicação também do
substituto de Saraiva Felipe na Saúde. A ala governista do partido, liderada
pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), defende a
nomeação de Paulo Lustosa. Saraiva Felipe indicou ao presidente Lula seu
secretário executivo, José Agenor e a bancada peemedebista na Câmara quer ver um
deputado ocupando o Ministério da Saúde.
NACIONAL
31/03/2006
Reforma
ministerial provoca oito baixas na equipe de Lula
Prazo de
desincompatibilização para quem vai disputar eleição termina hoje
BRASÍLIA - A
reforma ministerial já provocou oito baixas na equipe do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o
cargo até esta sexta-feira - data máxima para desincompatibilização para quem
vai disputar as eleições de outubro.
Ontem, Lula aceitou o pedido de desincompatibilização de oito ministros, que
sairão do governo para concorrer nas próximas eleições.
Segundo a Secretaria de Imprensa e Porta-voz, são os seguintes ministros que
deixam o governo: Jaques Wagner (Relacões Institucionais), José Alencar
(Defesa), Alfredo Nascimento(Transportes), Miguel Rossetto (Desenvolvimento
Agrário), Jose Fritsch (Secretaria de Aqüicultura e Pesca), Saraiva Felipe
(Saúde), Agnelo Queiroz (Esporte) e Ciro Gomes (Integração Nacional).
POLÍTICA
31/03/2006
Ministros ignoram
apelo de Lula
Tânia Monteiro e
Leonencio Nossa
AGÊNCIA ESTADO
Brasília – Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva para conter a debandada no ministério. Diante do prazo fatal para que
todos os candidatos às eleições de outubro deixem os cargos hoje, oito ministros
vão sair da equipe.
Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques Wagner,
responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar o
governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro, conforme antecipou a Agência Estado. Em rápida entrevista
no início da noite, Tarso disse que vai buscar o diálogo com todos os parlamentares.
‘‘Eu não reconheço a expressão baixo clero, vou me relacionar com todos os
partidos’’.
Lula também tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes –
outro nome experiente na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de
concorrer a deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. Além de
Wagner e Ciro, deixarão hoje a equipe os ministros José Alencar (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esporte) e
José Fritsch (Pesca).
Alencar deixará o cargo porque não quer estar impedido para qualquer disputa em
outubro, embora insista que não é candidato a nada. No Palácio do Planalto, o
comentário é de que ele pode ser novamente candidato a vice na chapa de Lula à
reeleição.
Quem ficará em seu lugar, mas a princípio em caráter interino, é o atual comandante
do Exército, Francisco Albuquerque. O general foi alvo de críticas recentes
pelo episódio no Aeroporto de Viracopos, quando um avião que taxiava na pista
voltou para que Albuquerque e sua esposa pudessem embarcar.
INDEFINIÇÕES – Para o lugar de Alfredo Nascimento também há disputa entre grupos do PL. Ele gostaria que seu
sucessor fosse o atual secretário-executivo, Paulo Sérgio Passos, mas há ainda dois candidatos: o
senador João Ribeiro, pelo PL do Tocantins, e o diretor geral do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro
Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares da Silva e Paulo Lustosa.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão. Ficou para hoje
a conversa do presidente com o Agnelo Queiroz, do PC do B.
POLÍTICA
31/03/2006
Wagner acerta
saída e é candidato do PT na Bahia
Ministro deixa
Brasília após auxiliar Lula na montagem da reforma ministerial
Lenilde Pacheco
e Flávio Oliveira
O ministro Jaques Wagner (Relações Institucionais) entrega hoje o seu cargo ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e retorna, à noite, para Salvador. Deixa a
Esplanada para disputar o governo da Bahia pelo PT. Na agenda de ontem, o
ministro ainda incluiu uma série de contatos para auxiliar o presidente na
reorganização da equipe em função da reforma ministerial.
A exoneração de Jaques Wagner seria encaminhada para publicação no Diário
Oficial da União de hoje. É o que determina a regra da desincompatibilização
para todos os que ocupam cargo no poder executivo e pretendem entrar na disputa
eleitoral. Wagner deixa o governo num momento difícil para o presidente em
função da crise política e da extensão da mudança na equipe de auxiliares diretos.
Mas houve consenso entre ambos sobre a importância da candidatura petista ao
governo da Bahia.
O cenário regional indica que o PT vai enfrentar o governador Paulo Souto (PFL)
nas eleições de outubro e reeditar o duelo travado em 2002. O presidente Lula
acabou concordando que a melhor alternativa para o partido é entrar na briga
eleitoral com Wagner, nome que foi trabalhado durante os últimos três anos.
A candidatura na Bahia também não afastará os dois amigos. Fontes do Palácio do
Planalto informaram ontem que Wagner vai atuar como colaborador na campanha de
Lula à reeleição, caso este confirme sua candidatura.
O presidente Lula sugeriu a Wagner que evitasse a imprensa ontem enquanto ainda
precisariam ser finalizadas as conversas sobre as substituições dos ministros
candidatos. A expectativa era de que somente hoje se definiria o substituto do
próprio Wagner. Três nomes estavam cotados: do ex-ministro da Educação Tarso
Genro, do governador do Acre, Jorge Viana e do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh
(PT-SP).
APOIO – A pré-candidatura de Wagner acaba de conquistar um aliado de peso. O
prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PDT), declarou anteontem que
apóia o ministro. Na prática, isso poderá significar a indicação do pai do
prefeito, o ex-governador João Durval Carneiro (PDT), para a vaga de vice na
chapa liderada por Wagner.
O ministro vai brigar pelo apoio do PMDB. Em conversas com o presidente
regional do PMDB, deputado federal Geddel Vieira Lima, Wagner sugeriu que
Geddel integre à chapa majoritária na condição de candidato ao Senado. O PMDB
quer o Senado. Geddel tem recebido apoio de correligionários para fechar essa
chapa. E tem mostrado aos seus interlocutores o resultado de pesquisa,
indicando a viabilidade do seu nome para esta disputa.
O líder peemedebista já dialogou também com o governador Paulo Souto (PFL), que
tem interesse na ampliação do seu arco de alianças. Para decidir o melhor rumo
para o partido nas próximas eleições, o deputado Geddel pretende ouvir
prefeitos e a base partidária: “Vamos analisar e definir quem serão os
aliados”.
É certo que PT e PSDB estarão separados na eleição de outubro. Mas a cúpula do
PSDB baiano está mais próxima de Wagner. Além disso, o líder Jutahy Magalhães
Júnior é inimigo histórico do carlismo. Resultado: prevalecerão aí as alianças
não-oficiais para driblar a verticalização – regra que proíbe nos Estados o
casamento de partidos com candidatos diferentes a presidente. Os tucanos baianos
têm marcada para o dia 3 de abril uma reunião da Executiva estadual para
decidir a sua política de alianças.
Sobre a tentativa de articulação das legendas de oposição para enfrentar o PFL,
o líder da minoria na Câmara Federal, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA),
disse ontem que os opositores tentam mobilizar-se “diante da solidez da
candidatura de Souto”. E disparou crítica: “O prefeito João Henrique deve se
concentrar mais na solução de problemas da cidade”.
Quem deixa o governo
Relações
Institucionais
Sai: Jaques Wagner
(PT-BA)
Justificativa: disputa governo da Bahia pelo PT
Substituto: Tarso Genro
Integração
Nacional
Sai: Ciro Gomes (PSB)
Justificativa: disputa mandato de deputado federal pelo PSB.
Substituto: ainda não foi definido
Esportes
Sai: Agnelo Queiroz (PCdoB-DF)
Justificativa: disputa governo do Distrito Federal pelo PCdoB.
Substituto: Orlando Silva, secretário-executivo do ministério
Saúde
Sai: Saraiva Felipe
(PMDB-MG)
Justificativa: pode ser vice na chapa de Aécio Neves (PSDB), ou pode concorrer
ao Senado ou a deputado federal pelo PMDB.
Substituto: indefinido
Defesa
Sai: José de Alencar
(PRB-MG)
Justificativa: É a opção para Lula como candidato a vice-presidente
Substituto: General Francisco Albuquerque
Transporte
Sai: Alfredo
Nascimento (PL-AM)
Justificativa: é candidato a senador pelo Amazonas.
Substituto: Indefinido
Reforma agrária
Sai: Miguel Rosseto
(PT-RS)
Justificativa: é candidato a uma vaga ao Senado
Substituto: Guilherme Cassel, secretário-executivo
Pesca
Sai: José Fristch
(PT-SC)
Justificativa: vai disputar o governo de Santa Catarina
Substituto: Altemir Gregolin
PODER
31/03/2006
Oito ministros
deixam governo de Lula
BRASÍLIA - Na
mesma semana em que demitiu Antonio Palocci, seu principal colaborador e homem
forte na economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perde mais oito
ministros políticos que vão se candidatar nas eleições de outubro e parte para
a campanha da reeleição com um Ministério técnico e sem grandes estrelas
petistas. A única escolha política de peso foi a do petista gaúcho Tarso Genro,
que vai substitutir Jaques Wagner no ministério das Relações Institucionais,
que na prática faz o papel de articulador político.
Com a ida de Tarso para o Planalto, o presidente ficou sem solução imediata
para o Ministério da Defesa, no lugar do vice-presidente José Alencar. Por
isso, ficará no cargo interinamente o comandante do Exército, general Francisco
de Albuquerque. Segundo assessoria da Vice-Presidência, o ministro da Defesa é
sempre substituído interinamente por um dos comandantes das três Forças, seguindo
um esquema de rodízio. Da última vez que Alencar se ausentou do país, foi
substituído pelo comandante da Marinha. Agora, é a vez do Exército.
Segundo informações não oficiais do Planalto, a interinidade de Albuquerque
deverá durar dois ou três dias. Nas negociações de ontem, quando passou o dia
em conversas com os demissionários, Lula chegou a ponderar com Jaques Wagner
para que ele permanecesse no cargo, mas ambos chegaram à conclusão que o melhor
para o PT e até para a própria campanha de Lula é o baiano ser candidato ao
governo da Bahia.
Além de Jaques Wagner e da saída de Alencar da Defesa, estão deixando o governo
os ministros Ciro Gomes (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Agnelo Queiroz (Esportes), Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário) e
José Fritsch (Pesca). A demissão dos oito ministros está sendo publicada hoje
no Diário Oficial da União. A maioria dos demissionários será substituída por
técnicos, geralmente o secretário-executivo da pasta.
NACIONAL
31/03/2006
Ciro e sete
ministros anunciam debandada
Brasília - O
ministro Ciro Gomes e outros sete auxiliares diretos do presidente Lula se reuniram
ontem com o chefe de governo e anunciaram que deixam o Planalto para concorrer
às próximas eleições. Ciro deixa a Integração Nacional para disputar pelo PSB
uma vaga como deputado federal pelo Ceará.
O substituto de Ciro Gomes no Ministério não foi definido. Gomes indicou o nome
do seu secretário executivo, Pedro Nascimento, para assumir o cargo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu durante a tarde de ontem a
visita de mais sete ministros que pretendem deixar o cargo para concorrer a um
mandato nas eleições de outubro.
O prazo de desincompatibilização dos cargos no Executivo para se encerra hoje.
Além de Ciro Gomes, oficialmente, Lula já recebeu o pedido dos ministros Jaques
Wagner (Relações Institucionais), Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário), e
José Fritsch (Pesca).
A maioria dos nomes dos substitutos ainda não foi definida por Lula. Cogita-se
que ele deve entregar as pastas a secretários executivos dos ministérios para
fazer negociações políticas futuras.
Apesar de o anúncio oficial ser feito somente hoje, no Diário Oficial da União,
a maioria dos nomes que devem participar da debandada do governo já é
conhecida.
Jaques Wagner, ministro das Relações Institucionais, pediu ontem o afastamento
do cargo para concorrer ao governo da Bahia. O presidente Lula não queria que
Wagner deixasse o cargo, para auxiliá-lo na reforma ministerial. No entanto,
Lula aceitou o pedido, mas solicitou que Wagner ficasse até o final do prazo,
que se encerra hoje.
Para substituí-lo, o ex-ministro da Educação Tarso Genro anunciou ontem mesmo
que aceitou convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o
posto, que considera “uma missão política de Estado”.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, também anunciou ontem a
Lula que é candidato a uma vaga ao Senado Federal pelo PT do Rio Grande do Sul.
Em seu lugar, deve ficar Guilherme Cassel, que é o atual secretário executivo
do ministério e pertence ao PT do Rio Grande do Sul. José Fristch, que deixa a
Secretaria Especial da Pesca para disputar o governo de Santa Catarina, já
teria substituto definido.
O secretário executivo Altemir Gregolin, que pertence ao PT catarinense, deve
assumir o cargo.
Alfredo
Nascimento, do Ministério dos Transportes, ainda não teria anunciado oficialmente
a sua saída. No entanto, já indicou para o cargo o seu secretário executivo, Paulo
Sérgio de Oliveira Passos. Nascimento deve disputar uma cadeira no Senado pelo
Amazonas.
Seu partido, o PL, foi um dos mais atingidos pelo escândalo do mensalão e, por
isso, Lula estaria tendo dificuldades em escolher um substituto. O
vice-presidente e responsável pelo Ministério da Defesa, José Alencar, deve ser
substituído por um nome do PT.
O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, confirmou que vai disputar a reeleição
para a Câmara Federal.
Agnelo Queiroz, do PC do B, pretende concorrer ao governo do Distrito Federal.
Está numa briga com o PT, que não abre mão de lançar a candidatura de Geraldo
Magela à sucessão de Joaquim Roriz, dividindo a esquerda. Orlando Silva,
secretário-executivo do Esporte, deve assumir a cadeira de Agnelo.
POLÍTICA
31/03/2006
Coronel Herdez
Miranda assume lugar de Deladier
Daniel Sampaio
da Redação
Dia de definições. Hoje é a data limite para quem vai disputar as eleições
deixar seu cargo público. No Ceará, muitas indefinições. No Governo Federal,
Ciro Gomes deixou o Ministério da Integração e Jaques Wagner saiu das Relações
Institucionais
Quem ocupa cargo público e quer se candidatar este ano só tem até hoje para
pedir a desincompatibilização de suas funções. Até ontem, no Estado, somente o
comandante-geral da Polícia Militar, Deladier Feitosa, tinha o nome confirmado
de seu substituto. A partir de hoje, quem ocupa o lugar de Deladier, que será
candidato a deputado estadual pelo PSDB, é o coronel Herdez Miranda, que
ocupava o cargo de subcomandante da PM.
Também deixou o cargo ontem o diretor da Agência Nacional dos Transportes
Terrestres, José Airton Cirilo (PT). Ele disse que indicou os nomes da advogada
Zilmara Alencar, da própria agência, e do engenheiro civil Wagner de Carvalho,
coordenador geral de Estudos e Planejamento do Dnit. A escolha fica por conta do presidente
Lula, segundo o petista, que vai tentar apoio do seu partido para ser candidato
a governador.
Até o início da noite de ontem, a prefeita Luizianne Lins (PT) ainda não havia
definido os substitutos dos secretários que saem da gestão. O pré-candidato ao
governo Francisco Pinheiro (PT) deixa a Secretaria Executiva Regional (SER)
IV.Eduardo Barbosa já deixou o Incra. Edimir Martins (Ouvidoria municipal),
Camilo Santana (Ibama), Dedé Teixeira (Secretaria Especial da Pesca) e
Francisco Caminha (Secretaria Extraordinária do Centro) deixam hoje os cargos.
Paulo Mindêllo (SER VI) decide hoje se sai da prefeitura.
No ninho tucano, apenas Maia Júnior (Planejamento) ainda não deixou o governo.
Ele deve se desincompatibilizar hoje do cargo de secretário. Maia permanece
vice-governador do Estado, mas não pode assumir o governo no caso de ausência
de Lúcio Alcântara. A expectativa é que o secretário-adjunto Sérgio Carvalho
assuma o Planejamento.
No governo Lula, oito ministros deixarão a equipe. O último a confirmar a saída
foi Jaques Wagner (Relações Institucionais), que recebeu autorização de Lula
para sair candidato ao governo da Bahia pelo PT. O escolhido para seu lugar foi
o ex-ministro da Educação Tarso Genro (PT). Ciro Gomes também deixou ontem o Ministério
da Integração Nacional e, no seu lugar, deve assumir seu secretário executivo,
o cearense Pedro Brito.
O presidente teria optado por indicar secretários executivos dos ministérios
para poder fazer, com mais calma, uma negociação política futura sobre os
cargos.Até ontem, Lula confirmou apenas três substitutos.
No lugar de Agnelo Queiroz (Esporte) assume o secretário executivo Orlando
Silva (PCdoB). Em substituição a José Fristch (Secretaria Especial da Pesca)
ficará o secretário executivo Altemir Gregolin (PT). E no lugar de Miguel
Rosseto (Desenvolvimento Agrário) fica Guilherme Cassel (PT), atual secretário
executivo da pasta.
Além de Agnelo, Fritsch e Rosseto, deixarão hoje a equipe os ministros José
Alencar (Defesa), Alfredo
Nascimento (Transportes) e
Saraiva Felipe (Saúde). No lugar deste último, deve assumir o cearense Paulo
Lustosa, atual presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). (com
agências)
POLÍTICA
31/03/2006
Oito ministros
deixam governo
Auxiliares
ignoram apelos do presidente Lula e saem do Ministério para disputar cargos nas
eleições de outubro
Brasília –
Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para
conter a debandada no ministério. Diante do prazo fatal para que todos os
candidatos às eleições de outubro deixem os cargos ontem, oito ministros vão
sair da equipe. Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques
Wagner, responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar
o governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro, conforme antecipou a Agência Estado.
Em rápida entrevista no início da noite, Tarso disse que vai buscar o diálogo
com todos os parlamentares. “Eu não reconheço a expressão baixo clero, vou me
relacionar com todos os partidos.”
Lula também tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes –
outro nome experiente na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de
concorrer a deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB.
O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, deixará o cargo porque
não quer estar impedido para qualquer disputa em outubro, embora insista que
não é candidato a nada. No Palácio do Planalto, o comentário é de que ele pode
ser novamente candidato a vice na chapa de Lula à reeleição. Quem ficará em seu
lugar, mas a princípio em caráter interino, é o atual comandante do Exército,
Francisco Albuquerque. O general foi alvo de críticas recentes pelo episódio no
Aeroporto de Viracopos, quando um avião que taxiava na pista voltou para que
Albuquerque e sua esposa pudessem embarcar. O presidente já havia descartado a
possibilidade de nomear um dos comandantes militares, ainda que interinamente.
Alfredo
Nascimento, do PL, vai se
candidatar ao governo do Amazonas. Para o lugar dele também há disputa entre
grupos do PL. Ele gostaria que seu sucessor fosse o atual secretário-executivo,
Paulo Sérgio Passos, mas há ainda dois candidatos: o
senador João Ribeiro, pelo PL do Tocantins, e o diretor geral do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro
Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares da Silva e Paulo Lustosa,
indicado pelo ex-presidente José Sarney.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão. O ministro do
Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto anunciou que deixa o cargo porque vai
concorrer a uma vaga no Senado pelo PT do Rio Grande do Sul. Para seu lugar
deve ir mesmo o secretário-executivo do ministério, Guilherme Cassel. O também
ministro da Secretaria de Pesca, José Fritsch, informou ao presidente Lula que
deixa o cargo para disputar o governo de Santa Catarina e indicou para substituí-lo
seu secretário-executivo.
Ficou para hoje a conversa do presidente com o Agnelo Queiroz, do PC do B, que
pretende concorrer ao governo do Distrito Federal. Está numa briga com o PT,
que não abre mão de lançar a candidatura de Geraldo Magela à sucessão de
Joaquim Roriz, dividindo a esquerda. Orlando Silva, secretário-executivo do
Esporte, deve assumir a cadeira de Agnelo.
Os goianos Juquinha das Neves, presidente da Valec, Kennedy Trindade, deputado
estadual (ambos filiados ao PL) e Mauro Barbosa, diretor-geral do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit)
chegaram a ser cotados para o Ministério dos Transportes. Eles tiveram os nomes indicados pela bancada federal do
partido, por conta do perfil técnico – os três são engenheiros, especialistas
na área. Houve, inclusive, uma reunião em Brasília entre os goianos e os deputados
federais liberais. Prevaleceu, no entanto, a indicação de Alfredo Nascimento, que preferiu dar a vaga a seu
secretário-executivo, Paulo
Sérgio Passos.
(Agência Estado, com redação)
NACIONAL
31/03/2006
Ponte da Régis
será entregue nesta sexta
Evandro Fadel
Curitiba/AE
O motorista que for de Curitiba a São Paulo pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) depois
das 15 horas desta sexta-feira (31) poderá passar pela ponte reconstruída sobre
a Represa Capivari-Cachoeira, no quilômetro 42,6, em Campina Grande do Sul, PR.
A solenidade de entrega da obra está marcada para este horário. Parte da ponte
desabou na noite de 25 de janeiro de 2005, um caminhão caiu na represa e uma
pessoa morreu afogada.
De acordo com o engenheiro Ronaldo Jares, responsável no Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) por esse trecho, quando a ponte
for entregue, a outra, que deveria receber apenas os carros que trafegam de São
Paulo para Curitiba, mas que vinha sendo utilizada para os dois sentidos, será
parcialmente interditada para algumas obras de reforço. "Vamos trabalhar
em meia pista", acentuou o engenheiro. A previsão é que o trabalho demore
15 dias.
Entre as principais obras estão a troca do revestimento asfáltico e das juntas
de dilatação e o reforço de contenção na cabeceira do aterro no lado sul.
Segundo o engenheiro, os gastos totais desde a queda da ponte foram de R$ 29
milhões. Deles R$ 13 milhões foram exclusivamente para a reconstrução de cerca
de 120 metros da ponte. A queda atingiu 80 metros, mas o Dnit decidiu acrescentar mais um
conjunto de 40 metros. No total a ponte passa a ter 360 metros.
POLÍTICA
31/03/2006
Oito ministros
deixam o governo Lula
Tânia Monteiro e
Leonencio Nossa
Brasília/AE
Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para
conter a debandada no ministério. Diante do prazo fatal para que todos os
candidatos às eleições de outubro deixem os cargos hoje, oito ministros vão
sair da equipe.
Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques Wagner,
responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar o
governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro, conforme antecipou a Agência Estado. Em rápida entrevista
no início da noite, Tarso disse que vai buscar o diálogo com todos os parlamentares.
"Eu não reconheço a expressão baixo clero, vou me relacionar com todos os
partidos."
Lula também tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes -
outro nome experiente na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de concorrer
a deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. Além de Wagner e
Ciro, deixarão amanhã a equipe os ministros José Alencar (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esporte) e
José Fritsch (Pesca). Alencar deixará o cargo porque não quer estar impedido
para qualquer disputa em outubro, embora insista que não é candidato a nada. No
Palácio do Planalto, o comentário é de que ele pode ser novamente candidato a
vice na chapa de Lula à reeleição.
POLÍTICA
31/03/2006
Alfredo disputa
governo do AM
Agência Estado
Brasília
Alfredo
Nascimento (PL) vai se candidatar
ao governo do Amazonas. Para o lugar de Nascimento também há disputa entre
grupos do PL. Ele gostaria que seu sucessor fosse o atual secretário-executivo,
Paulo Sérgio
Passos, mas há ainda
dois candidatos: o senador João Ribeiro, pelo PL do Tocantins, e o diretor
geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares e Paulo Lustosa, indicado pelo
ex-presidente José Sarney. Nos demais ministérios há menos polêmica em relação
à sucessão. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, deixa o
cargo porque vai concorrer a uma vaga no Senado pelo PT do Rio Grande do Sul.
BRASIL
31/03/2006
Reforma deverá
provocar oito baixas
A lista é
composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo até hoje - data
máxima para desincompatibilização
Da Folhapress –
Brasília
A reforma ministerial deve provocar oito baixas na equipe do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a
deixar o cargo até hoje - data máxima para desincompatibilização para quem vai
disputar as eleições de outubro.
LISTA
A lista de baixas deve ser formada pelos ministros Agnelo Queiroz (Esporte), Alfredo Nascimento (Transportes), Ciro Gomes (Integração
Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José Alencar (Defesa), José
Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Saraiva Felipe
(Saúde).
O último a confirmar a saída foi Wagner, que recebeu autorização de Lula para sair
candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para Wagner
permanecer na equipe para depois assumir a coordenação da campanha de Lula à
reeleição.
O primeiro a anunciar que sairia do governo foi Agnelo, que vai sair candidato
ao governo do Distrito Federal pelo PC do B.
Fritsch foi escolhido pelo diretório regional do PT para encabeçar a chapa do
partido na disputa pelo governo de Santa Catarina.
SENADO
Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. Alencar, do PRB,
ainda sonha com a possibilidade de repetir a dobradinha de 2002, quando foi
candidato a vice na chapa de Lula. Nascimento também tentará uma vaga no Senado
pelo Amazonas.
Ciro já declarou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas que
deixaria o governo a pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques
estaduais, caso do Ceará, onde Cid Gomes - irmão de Ciro - sairá candidato a
governador.
Saraiva também sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio Neves, que
tentará se reeleger como governador em Minas Gerais. Se não conseguir, deve
sair candidato a deputado federal.
CIRO
O ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) confirmou que está deixando o
cargo. Ele pediu ontem exoneração da pasta ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
Ciro ocupa a Integração Nacional desde 1º de janeiro de 2003. Em seu pedido de
exoneração, Ciro explicou que sua decisão atendia à estratégia do seu partido,
o PSB, nas eleições de outubro.
Em 2002, Ciro foi o candidato do PPS à presidência da República e apoiou Lula
no segundo turno. Na ocasião, o candidato do PSB era o governador Anthony
Garotinho, que migrou depois para o PMDB.
O PSB, do qual Ciro faz parte desde julho último, integra a base aliada do
governo. Mas os candidatos do PSB nas eleições estaduais devem disputar votos
com o PT em outubro. Esse é o caso de Pernambuco, onde o ex-ministro da Saúde
Humberto Costa deve sair candidato a governador pelo PT. O candidato do PSB lá
é o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Eduardo Campos.
Outro palanque de disputa deve ser o Ceará, onde o candidato do PSB Cid Gomes,
irmão de Ciro. O ministro deve ser usado como cabo eleitoral do irmão. A chapa
de Cid Gomes deve receber o apoio do PSDB, oponente do PT.
SECRETÁRIOS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só definiu até o momento os nomes de
três substitutos dos ministros que deixarão seus cargos hoje. Segundo fontes do
Planalto, o presidente optou por indicar secretários executivos dos ministérios
para poder fazer, com mais calma, uma negociação política futura sobre os
cargos.
No lugar de Agnelo Queiroz, que deixa a pasta do Esporte, assume o secretário
executivo Orlando Silva, que integra os quadros do PC do B. Em substituição a
José Fristch, que deixa a Secretaria Especial da Pesca para disputar o governo
de Santa Catarina, ficará o secretário executivo Altemir Gregolin, que pertence
ao PT catarinense.
No lugar de Miguel Rosseto no Desenvolvimento Agrário ficará Guilherme Cassel,
que é o atual secretário executivo do ministério e pertence ao PT do Rio Grande
do Sul.
POLÍTICA
31/03/2006
Oito ministros de
Lula entregam cargos
Brasília
O Palácio do Planalto confirmou no início da noite de ontem o nome de oito
ministros que devem deixar o cargo até hoje, quando termina o prazo de
desincompatibilização para quem pretende concorrer a um mandato nas eleições de
outubro.
Agnelo Queiroz (Esportes), Alfredo Nascimento (Transportes), Ciro Gomes (Integração Nacional), Jaques Wagner
(Relações Institucionais), José Alencar (Defesa), José Fritsch (Pesca), Miguel
Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Saraiva Felipe (Saúde) confirmaram o
afastamento para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que dedicou a tarde a
receber os ministros.
O ex-ministro da Educação Tarso Genro foi indicado por Lula para substituir
Jaques Wagner no Ministério das Relações Institucionais.
Jaques Wagner
O ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, vai concorrer ao Governo
da Bahia. O presidente Lula não queria que Wagner deixasse o cargo, para
auxiliá-lo na reforma ministerial.
Ciro Gomes
O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, deixa o governo para disputar,
pelo PSB, uma vaga de deputado federal pelo Ceará.
Miguel Rosseto
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, também anunciou ontem a
Lula que é candidato a uma vaga no Senado Federal pelo PT do Rio Grande do Sul.
José Fritsch
José Fristch, que deixa a Secretaria Especial da Pesca para disputar o Governo
de Santa Catarina, já teria substituto definido. O secretário executivo Altemir
Gregolin, que pertence ao PT catarinense, deve assumir o cargo.
Alfredo
Nascimento
Alfredo
Nascimento, do Ministério dos Transportes, que deve disputar uma cadeira no
Senado pelo Amazonas, indicou para o cargo o seu secretário executivo, Paulo
Sérgio de Oliveira Passos.
José Alencar
O vice-presidente e responsável pelo Ministério da Defesa, José Alencar, deve
ser substituído por um nome do PT. Alencar pretende disputar o Senado por Minas
Gerais ou até mesmo a Presidência da República pelo PRB.
Saraiva Felipe
O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, confirmou que vai disputar a reeleição
pelo PMDB para a Câmara Federal, mas disse que não está participando de
articulações para que o partido mantenha o controle da pasta.
Agnelo Queiroz
O ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, confirmou a Lula que vai sair
candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PCdoB.
PAÍS
31/03/2006
Candidatos saem
Reforma deve
provocar oito baixas na equipe ministerial
A reforma
ministerial deve provocar oito baixas na equipe do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo
até hoje data máxima para desincompatibilização para quem vai disputar as
eleições de outubro. A lista de baixas deve ser formada pelos ministros Agnelo
Queiroz (Esporte), Alfredo
Nascimento (Transportes),
Ciro Gomes (Integração Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José
Alencar (Defesa), José Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento
Agrário) e Saraiva Felipe (Saúde).
O último a confirmar a saída foi Wagner, que recebeu autorização de Lula para
sair candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para
Wagner permanecer na equi'pe para depois assumir a coordenação da campanha de
Lula à reeleição.
O primeiro a anunciar que sairia do governo foi Agnelo, que vai sair candidato
ao governo do Distrito Federal pelo PC do B. Fritsch foi escolhido pelo
diretório regional do PT para encabeçar a chapa do partido na disputa pelo
governo de Santa Catarina. Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio
Grande do Sul. Alencar, do PRB, ainda sonha com a possibilidade de repetir a
dobradinha de 2002, quando foi candidato a vice na chapa de Lula, Nascimento
também tentará uma vaga no Senado pelo Amazonas.
Ciro já declarou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas
que deixaria o governo a pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques
estaduais, caso do Ceará, onde Cid Gomes irmão de Ciro sairá candidato a
governador. Saraiva também sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio
Neves, que tentará se reeleger como governador em Minas Gerais. Se não
conseguir, deve sair candidato a deputado federal.
SUBSTITUTOS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só definiu até o momento os nomes de
três substitutos dos ministros que deixarão seus cargos hoje. Segundo fontes do
Planalto, o presidente optou por indicar secretários executivos dos ministérios
para poder fazer, com mais calma, uma negociação política futura sobre os
cargos.
No lugar de Agnelo Queiroz, que deixa a pasta do Esporte, assume o secretário
executivo Orlando Silva, que integra os quadros do PC do B. Em substituição a
José Fristch, que deixa a Secretaria Especial da Pesca para disputar o governo
de Santa Catarina, ficará o secretário executivo Altemir Gregolin, que pertence
ao PT catarinense. No lugar de Miguel Rosseto no Desenvolvimento Agrário ficará
Guilherme Cassel, que é o atual secretário executivo do ministério e pertence
ao PT do Rio Grande do Sul. O presidente Lula ainda encontra dificuldade para
nomear o substituto de Alfredo
Nascimento, no Ministério dos Transportes.
DISPUTA
Nascimento indicou para o cargo o seu secretário executivo, Paulo Sérgio de
Oliveira Passos, mas o PL quer alguém político à frente da pasta. Segundo
fontes do Planalto, os petistas querem que o presidente Lula devolva a pasta da
Saúde para o partido e indique um nome do PMDB para a Integração Nacional.
É justamente essa disputa interna que prejudica a indicação também do
substituto de Saraiva Felipe na Saúde. A ala governista do partido, liderada
pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), defende a
nomeação de Paulo Lustosa. Saraiva Felipe indicou ao presidente Lula o nome do
seu secretário executivo, José Agenor e a bancada peemedebista na Câmara quer
ver um deputado ocupando o Ministério da Saúde.
POLÍTICA
31/03/2006
Lula troca oito
ministros
BRASÍLIA - A
reforma ministerial deve provocar oito baixas na equipe do presidente Lula. A
lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo até hoje,
data máxima para desincompatibilização para quem vai disputar as eleições de
outubro. O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, vai deixar a
pasta e deve ser novamente o companheiro de chapa de Lula. O presidente teria
dito que se “o Zé quiser, o lugar é dele".
O ministro Agnelo Queiroz (Esporte) será candidato a governador do Distrito
Federal pelo PCdoB e o ministro Alfredo Nascimento (Transportes), que entregou ontem a carta de demissão, vai
tentar o Senado pelo Amazonas. O ministro Ciro Gomes (Integração Nacional)
também confirmou ontem que pediu exoneração. Ciro explicou que sua decisão
atendia à estratégia do seu partido, o PSB, nas eleições de outubro. O PSB
integra a base aliada do Governo, mas nas eleições estaduais deve disputar
votos com o PT, como em Pernambuco, onde o ex-ministro da Saúde Humberto Costa
(PT) vai enfrentar o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Eduardo Campos (PSB).
O ministro de Relações Institucionais, Jaques Wagner, entrega hoje o cargo a
Lula para disputar o Governo da Bahia. Lula também recebeu em audiência ontem o
ministro da Pesca, José Fristch (PT), que sai vai disputar o Governo de Santa
Catarina pelo PT, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto (PT),
candidato a uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Ainda ontem, a ministra
do Meio Ambiente, Marina Silva, reafirmou sua decisão de continuar no Governo.
“Ficarei até o dia que o presidente Lula quiser'. Também deixará o cargo o
ministro da Saúde, Saraiva Felipe, (PMDB), que tanto pode tentar a reeleição
para deputado federal quanto ser vice-governador na chapa de Aécio Neves
(PSDB).
Secretários assumem pastas
BRASÍLIA - O presidente Lula optou por indicar secretários executivos dos ministérios.
No lugar de Agnelo Queiroz (Esporte), assume o secretário executivo Orlando
Silva, também do PCdoB. Em substituição a José Fristch (Pesca) ficará o
secretário executivo Altemir Gregolin, do PT catarinense. No lugar de Miguel
Rosseto, no Desenvolvimento Agrário, ficará Guilherme Cassel, atual secretário
executivo, do PT gaúcho.
Lula ainda encontra dificuldade para nomear o substituto de Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes. Nascimento indicou para o cargo o
seu secretário executivo, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, mas o PL quer alguém
político à frente da pasta. Segundo fontes do Planalto, os petistas querem que
o presidente Lula devolva o Ministério da Saúde para o partido e indique um
nome do PMDB para a Integração Nacional. É justamente essa disputa interna que
prejudica a indicação também do substituto de Saraiva Felipe na Saúde. A ala
governista do partido defende a nomeação de Paulo Lustosa. Saraiva Felipe
indicou ao presidente Lula o nome do secretário executivo José Agenor.
No Ministério da Fazenda, o novo ministro Guido Mantega anunciou ontem dois
novos nomes de sua equipe econômica. O secretário-executivo do Ministério da
Fazenda será Bernard Appy, que ocupava o cargo de secretário de Política
Econômica. No começo do Governo Lula, em 2003, Appy foi secretário-executivo da
Fazenda, função de que deixou no ano passado com a nomeação de Murilo Portugal.
Já Otávio Ribeiro Damazio, secretário-adjunto de Política Econômica, assume
interinamente o lugar de Appy. O novo secretário do Tesouro será Carlos Kawall,
que trabalhou no BNDES com Mantega. Ele substitui Joaquim Levy, que deixou o
Governo para assumir o cargo de vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Gafe sinaliza saída de Serra
SÃO PAULO - O anúncio da candidatura do prefeito José Serra (PSDB) ao Governo
do Estado de São Paulo ocorreu ontem de forma inesperada numa gafe do
secretário municipal de Educação, José Aristodemo Pinotti, durante a
inauguração de uma escola na região central. Num deslize em seu discurso,
Pinotti confirmou a saída de Serra da Prefeitura. 'É uma alegria grande estar
aqui no último dia do Governo do prefeito José Serra. Ele se desincompatibiliza
hoje', afirmou o secretário.
Serra, que estava ao lado de Pinotti, surpreso, arregalou os olhos e olhou para
o secretário. Bastante constrangido, Pinotti se desculpou com o chefe ainda em
cima do palanque. 'Perdão, perdão. Cometi uma grande gafe, prefeito'. E tentou
contornar o erro: 'Eu queria dizer que hoje é o meu último dia.' O anúncio inesperado
caiu como um balde de água fria nos planos do prefeito, que vinha tentando
manter em segredo a sua decisão.
POLÍTICA
31/03/2006
Oito ministros deixam
o governo Lula hoje
DA REDAÇÃO
Oito ministros decidiram deixar o governo Lula para se candidatar nas eleições
de outubro. São eles: Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz
(Esportes), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Ciro Gomes (Desenvolvimento Regional), Jaques Wagner (Coordenação
Política), José Alencar (Defesa) e José Fristch (Aquicultura e Pesca).
Nascimento oficializou ontem o pedido de afastamento. “Fui entregar a minha
carta (de demissão) ao presidente”, disse, ao chegar ao ministério, após a
reunião com Lula. Sobre quem será o sucessor, respondeu: “Essa decisão cabe ao
presidente.”
O cargo deve ser ocupado pelo secretário executivo do ministério, Paulo Sérgio
Oliveira Passos. O presidente só definiu os nomes de três substitutos.
Segundo fontes do Planalto, o presidente optou por indicar secretários
executivos dos ministérios para poder fazer, com mais calma, uma negociação
política futura sobre os cargos.
POLÍTICA
31/03/2006
Oito ministros
deixam hoje governo Lula
BRASÍLIA – Na mesma semana em que demitiu Antonio Palocci, seu principal
colaborador e homem forte na economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
perde mais oito ministros políticos que vão se candidatar nas eleições de
outubro e parte para a campanha da reeleição com um ministério técnico e sem
grandes estrelas petistas.
A única escolha política de peso foi a do petista gaúcho Tarso Genro, que vai
substituir Jaques Wagner no Ministério das Relações Institucionais, que na
prática faz o papel de articulador político.
Com a ida de Tarso para o Planalto, o presidente ficou sem solução imediata
para o Ministério da Defesa, no lugar do vice-presidente José Alencar.
Por isso, ficará no cargo interinamente o comandante do Exército Francisco de
Albuquerque, recentemente envolvido no caso em que deu uma carteirada para
embarcar num vôo da TAM que já se deslocava rumo a Brasília.
Segundo assessoria da Vice-Presidência, o ministro da Defesa é sempre
substituído interinamente por um dos comandantes das três Forças, seguindo um
esquema de rodízio. Da última vez que Alencar se ausentou do país foi
substituído pelo comandante da Marinha.
Agora, é a vez do Exército. Segundo informações não oficiais do Planalto, a
interinidade de Albuquerque deverá durar dois ou três dias.
Além de Jaques Wagner e da saída de Alencar da Defesa, estão deixando o governo
os ministros Ciro Gomes (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Agnelo Queiroz (Esportes) e Miguel Rosseto (Desenvolvimento Agrário),
José Fritsch (Pesca). A demissão dos oito ministros será publicada hoje no
“Diário Oficial da União”.
A maioria dos demissionários será substituída por técnicos, geralmente o
secretário-executivo da pasta. Logo depois da audiência com Lula, o petista
Tarso Genro, já falando como coordenador político, disse que um ano eleitoral é
sempre tenso e que o objetivo dele e de todos é garantir um governo estável até
dezembro.
BRASIL HOJE
31/03/2006
Tarso Genro volta
ao governo
Fracassaram os
últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter a debandada
no ministério. Diante do prazo fatal para que todos os candidatos às eleições
de outubro deixem os cargos hoje, oito ministros vão sair da equipe. Lula
queria manter o titular de Relações Institucionais, Jacques Wagner, responsável
pela articulação política, mas o petista preferiu disputar o governo da Bahia.
Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da Educação, Tarso
Genro, conforme antecipou a Agência Estado.
Em rápida entrevista no início da noite, Tarso disse que vai buscar o diálogo
com todos os parlamentares. “Eu não reconheço a expressão baixo clero, vou me
relacionar com todos os partidos.”
Lula também tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes -
outro nome experiente na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de
concorrer a deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. Além de
Wagner e Ciro, deixarão hoje a equipe os ministros José Alencar (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esporte) e
José Fritsch (Pesca).
Alencar deixará o cargo porque não quer estar impedido para qualquer disputa em
outubro, embora insista que não é candidato a nada. No Palácio do Planalto, o
comentário é de que ele pode ser novamente candidato a vice na chapa de Lula à
reeleição. Quem ficará em seu lugar, mas a princípio em caráter interino, é o
atual comandante do Exército, Francisco Albuquerque. O general foi alvo de
críticas recentes pelo episódio no Aeroporto de Viracopos, quando um avião que
taxiava na pista voltou para que Albuquerque e sua esposa pudessem embarcar. O
presidente já havia descartado a possibilidade de nomear um dos comandantes
militares, ainda que interinamente.
DISPUTA - Alfredo
Nascimento, do PL, vai se
candidatar ao governo do Amazonas. Para o lugar de Nascimento também há disputa
entre grupos do PL. Ele gostaria que seu sucessor fosse o atual
secretário-executivo, Paulo
Sérgio Passos, mas há
ainda dois candidatos: o senador João Ribeiro, pelo PL do Tocantins, e o
diretor geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares da Silva e Paulo Lustosa,
indicado pelo ex-presidente José Sarney.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão. O ministro do
Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, anunciou que deixa o cargo porque vai
concorrer a uma vaga no Senado pelo PT do Rio Grande do Sul. Para seu lugar
deve ir mesmo o secretário-executivo do ministério, Guilherme Cassel. O também
ministro da Secretaria de Pesca, José Fritsch, informou ao presidente Lula que
deixa o cargo para disputar o governo de Santa Catarina e indicou para substituí-lo
seu secretário-executivo.
ESPORTE -Ficou para hoje a conversa do presidente com o Agnelo Queiroz, do PC
do B, que pretende concorrer ao governo do Distrito Federal. Está numa briga
com o PT, que não abre mão de lançar a candidatura de Geraldo Magela à sucessão
de Joaquim Roriz, dividindo a esquerda. Orlando Silva, secretário-executivo do
Esporte, deve assumir a cadeira de Agnelo. (BRASÍLIA-DF - AE)
Tânia Monteiro e Leonencio Nossa
POLÍTICA
31/03/2006
Bernardo decide
ficar no ministério
Brasília - O
ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo (PT-PR), decidiu ontem
permanecer no governo. Bernardo pretendia disputar a Câmara pelo Paraná, mas
atendeu a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de permanecer no
cargo. No encontro, Lula disse que ele teria boas chances de ser eleito, mas
que gostaria de mantê-lo no quadro de ministros para dar sequência ao trabalho
desenvolvido na pasta. A permanência de Bernardo no Ministério do Planejamento
e Orçamento é uma sinalização da administração federal de que manterá a
política econômica.
Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, o excesso de gastos
identificado no início do ano estava previsto porque, no fim de 2005, o Poder
Executivo decidiu antecipar pagamentos por causa do ano eleitoral. Mas, ao
longo do ano, de acordo com Bernardo, o Executivo cumprirá a meta de superávit
primário de 4,25%.
A reforma ministerial deve provocar oito baixas na equipe de Lula. A lista é
composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo até hoje data máxima
para desincompatibilização para quem vai disputar as eleições de outubro. A
lista de baixas deve ser formada pelos ministros Agnelo Queiroz (Esporte), Alfredo Nascimento (Transportes), Ciro Gomes (Integração
Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José Alencar (Defesa), José
Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Saraiva Felipe
(Saúde).
O último a confirmar a saída foi Wagner, que recebeu autorização de Lula para
sair candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para
Wagner permanecer na equipe para depois assumir a coordenação da campanha de
Lula à reeleição.
O primeiro a anunciar que sairia do governo foi Agnelo, que vai sair candidato
ao governo do Distrito Federal pelo PC do B. Fritsch foi escolhido pelo
diretório regional do PT para encabeçar a chapa do partido na disputa pelo
governo de Santa Catarina. Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio
Grande do Sul. Alencar, do PRB, ainda sonha com a possibilidade de repetir a
dobradinha de 2002, quando foi candidato a vice na chapa de Lula. Nascimento
também tentará uma vaga no Senado pelo Amazonas.
Ciro já declarou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas
que deixaria o governo a pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques
estaduais, caso do Ceará, onde Cid Gomes irmão de Ciro sairá candidato a
governador.
Saraiva também sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio Neves, que
tentará se reeleger como governador em Minas Gerais. Se não conseguir, deve
sair candidato a deputado federal. (Com Folhapress)
Agência Estado
BRASIL
31/03/2006
Oito ministros
deixam governo; Tarso Genro substituirá Wagner
Brasília – Já
está decidida a saída de oito dos ministros do governo que serão candidatos nas
eleições deste ano. O ministro Jaques Wagner (Relações Institucionais),
responsável pela coordenação política, será substituído pelo ex-ministro da
Educação e ex-presidente do PT Tarso Genro.
Além de Wagner, deixarão hoje a equipe os ministros José Alencar (Defesa), Ciro
Gomes (Integração), Alfredo
Nascimento (Transportes),
Saraiva Felipe (Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz
(Esporte) e José Fritsch (Pesca).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por indicar quatro secretários
executivos para o lugar dos ministros que estão saindo e, com isso, ganhar
tempo para negociar com os partidos que compõem a base de apoio do governo.
(Veja lista ao lado.)
Alencar deixará o cargo porque não quer estar impedido para qualquer disputa em
outubro. No Palácio do Planalto, o comentário é de que ele pode ser novamente
candidato a vice na chapa de Lula à reeleição. Ciro Gomes vai concorrer a
deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. Alfredo Nascimento, do PL, vai se candidatar ao
governo do Amazonas.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam a sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares da Silva e Paulo Lustosa,
indicado pelo ex-presidente José Sarney.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, anunciou que deixa o
cargo porque vai concorrer a uma vaga no Senado pelo PT do Rio Grande do Sul. O
ministro da Secretaria de Pesca, José Fritsch disputará o governo de Santa
Catarina.
Agnelo Queiroz, do PC do B, pretende concorrer ao governo do Distrito Federal,
mas depende de acordo com o PT.
CIDADES
31/03/2006
Após 14 meses,
ponte na BR-116 será liberada
Gisele Rech
Nada de solenidade, presença do presidente da República ou autoridades. A ponte
sobre a represa do Capivari, na BR-116, será reaberta hoje, a partir das 15h,
liberando o trânsito interrompido há um ano, dois meses e cinco dias. A entrega
da obra pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) se traduz na normalização do fluxo
no trecho do município de Campina Grande do Sul, parte do trajeto da Régis
Bittencourt, principal rodovia de ligação do Sul do Brasil com São Paulo.
A previsão inicial da entrega era agosto de 2005, porém alguns problemas
acabaram retardando as obras. Para a última terça-feira, chegou-se a marcar uma
solenidade de inauguração com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. Porém, as chuvas impediram o toque final: a pintura da sinalização,
adiando para hoje a reabertura.
A interrupção do fluxo no local foi ocasionada pelo desabamento de parte da
estrutura no dia 25 de janeiro do ano passado. No acidente, um caminhoneiro
perdeu a vida, quando o veículo que dirigia caiu da parte da ponte que cedeu.
Segundo a conclusão de laudos sobre o acidente, toneladas de terra escorregaram
contra os pilares 8 e 9, provocando seu desequilíbrio e ruptura. Em conseqüência,
dois vãos da ponte, de 40 metros cada, caíram na represa, abrindo um grande
buraco. O deslizamento aconteceu devido às fortes chuvas que caíram na região
no verão de 2005. Pouco antes da ocorrência, o engenheiro responsável pela
região, Ronaldo Jares, havia alertado o DNIT sobre a
urgência das obras no local. Porém a catastrófe aconteceu antes que alguma
intervenção fosse feita, custando ao cofre federal R$ 29 milhões.
Segundo o coordenador do DNIT no Paraná, David Gouvêa, o primeiro
desafio após o acidente foi manter o tráfego utilizando a ponte no sentido Sul.
“Foi necessário um grande esforço de engenharia para evitar o fechamento total
da rodovia”, disse o engenheiro. O grande temor era o risco no aterro da
cabeceira norte da ponte alternativa, que passou a receber o fluxo em mão
dupla. Com a transferência do fluxo, deu-se início à fase de projeto e
reconstrução da ponte, que ganhou 40 metros a mais de comprimento, levando-a a
terreno firme.
Antes do início da intervenção, porém, foram necessários quase dois meses de
espera para a descida da represa, que estava acima da cota de trabalho. Uma vez
iniciadas as obras, foi o clima instável que passou a atrapalhar os trabalhos.
A demora na liberação do tráfego foi tanta que caminhoneiros ligados à
Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) e à Federação
Nacional dos Caminhoneiros Autônomos (Fenacam) chegaram a fazer um grande
protesto no local quando o acidente completou um ano, em 25 de janeiro. Além de
cantarem os parabéns, serviram bolo de aniversário, em uma crítica irônica à
manutenção da interrupção do fluxo. Agora, ele finalmente será restabelecido.
ECONOMIA
31/03/2006
MP libera R$ 3 mi
para desapropriação
CATARINA CRISTO
O Governo Federal liberou através de Medida Provisória, publicada quarta-feira,
os R$ 3 milhões para a desapropriação de 520 hectares no entorno do trecho
Salgueiro - Missão Velha da ferrovia Transnordestina, a última verba pendente
para o início das obras. Como o processo de desapropriação já está em
andamento, a data de início das obras, marcada para 15 de abril e antecipada
com exclusividade pela Folha de Pernambuco, continua mantida.
De acordo com o Depar-tamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), as partes do processo de
desapropriação que não dependia da verba federal, como trâmites jurídicos, a
avaliação do terreno e a identificação das famílias que serão retiradas, já está
em andamento.
Também está na mão do DNIT uma das duas últimas pendências
para início da construção da ferrovia, o pagamento de uma taxa de serviço ao
Instituto Nacional de Meio Ambiente Recursos Naturais e Renováveis (Ibama),
pela liberação da licença ambiental de implantação do projeto. Segundo a
assessoria do órgão, o pagamento já foi efetuado e deve ser processado até a
próxima terça-feira, dentro do prazo de três dias úteis.
A outra pendência, a concorrência das empreiteiras para os cinco trechos da
obra, sob responsabilidade da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), deve
estar concluída até o fim da próxima semana, segundo o diretor da empresa Jorge
Melo. “Nossa pré-agenda está mantida. As obras começam dia 15 de abril com a
presença do presidente Lula”, afirmou Estradas
A mesma medida provisória n° 287 que liberou recursos para a Transnordestina,
destinou R$ 171, 4 milhões para a recuperação da malha rodoviária em todo o
Brasil. De acordo com o DNIT, os recursos ainda não foram
distribuídos e mas devem contemplar todos os estados, tanto em projetos como a
operação tapa-buraco quanto na manutenção de outros trechos ainda sem contratos.
POLÍTICA
31/03/2006
Lula perde oito
ministros
José Alencar é o
único que ainda não admite ser candidato, mas sai hoje do Ministério da Defesa
BRASÍLIA –
Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter
a debandada no seu ministério. Diante do prazo fatal para que todos os candidatos
às eleições de outubro deixem os cargos hoje, oito ministros vão sair da
equipe. Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques Wagner,
responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar o
governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro.
Em rápida entrevista no início da noite de ontem, Tarso disse que vai buscar o
diálogo com todos os parlamentares. “Eu não reconheço a expressão baixo clero,
vou me relacionar com todos os partidos”. Lula também tentou segurar o ministro
da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB), outro nome experiente na seara
política.
Ciro, no entanto, não abriu mão de concorrer a deputado federal, atendendo a
pedido do PSB. Além de Wagner e Ciro, deixarão a equipe os ministros José
Alencar (Defesa), Alfredo
Nascimento (Transportes),
Saraiva Felipe (Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo
Queiroz (Esporte) e José Fritsch (Pesca). Alencar deixará o cargo porque não
quer estar impedido para qualquer disputa em outubro, embora insista que não é
candidato a nada. No Palácio do Planalto, o comentário é de que ele pode ser
novamente candidato a vice na chapa de Lula à reeleição.
Quem ficará em seu lugar, mas a princípio em caráter interino, é o atual
comandante do Exército, Francisco Albuquerque. O general foi alvo de críticas
recentes pelo episódio no Aeroporto de Viracopos, quando um avião que taxiava
na pista voltou para que Albuquerque e sua esposa pudessem embarcar. O
presidente já havia descartado a possibilidade de nomear um dos comandantes
militares, ainda que interinamente.
Alfredo
Nascimento, do PL, vai se
candidatar ao governo do Amazonas. Para seu lugar há disputa entre grupos do
PL. Ele gostaria que seu sucessor fosse o atual secretário-executivo, Paulo Sérgio Passos, mas há ainda dois candidatos: o
senador João Ribeiro, pelo PL do Tocantins, e o diretor geral do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro
Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares da Silva e Paulo Lustosa,
indicado pelo ex-presidente José Sarney.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão. O ministro do
Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto anunciou que deixa o cargo porque vai
concorrer a uma vaga no Senado pelo PT do Rio Grande do Sul. Para seu lugar
deve ir mesmo o secretário-executivo do ministério, Guilherme Cassel. O também
ministro da Secretaria de Pesca, José Fritsch, informou ao presidente Lula que
deixa o cargo para disputar o governo de Santa Catarina e indicou para substituí-lo
seu secretário-executivo.
Agnelo Queiroz, do PCdoB, pretende concorrer ao governo do Distrito Federal.
Está numa briga com o PT, que não abre mão de lançar a candidatura de Geraldo
Magela à sucessão de Joaquim Roriz, dividindo a esquerda. Orlando Silva,
secretário-executivo do Esporte, deve assumir a cadeira de Agnelo.
PAINEL
31/03/2006
Com a barriga
No PL, ninguém
se entende na substituição de Alfredo Nascimento. O mensaleiro Valdemar Costa Neto insiste na indicação do
ex-deputado Juquinha (GO), mas o ministro dos Transportes se aproveita da confusão para manter no cargo seu
secretário-executivo, Paulo
Sérgio Passos.
PAÍS
31/03/2006
Ponte da Régis
Bittencourt será reaberta ainda hoje
Evandro Fadel
Da Agência Estado
O motorista que for de Curitiba a São Paulo pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) depois
das 15 horas de hoje poderá passar pela ponte reconstruída sobre a Represa Capivari-Cachoeira,
no quilômetro 42,6, em Campina Grande do Sul, PR. Parte da ponte desabou na
noite de 25 de janeiro de 2005, um caminhão caiu na represa e uma pessoa morreu
afogada.
De acordo com o engenheiro Ronaldo Jares, responsável no Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) por esse trecho, quando a ponte
for entregue, a outra, que deveria receber apenas os carros que trafegam de São
Paulo para Curitiba, mas que vinha sendo utilizada para os dois sentidos, será
parcialmente interditada para algumas obras de reforço. "Vamos trabalhar
em meia pista", acentuou o engenheiro. A previsão é que o trabalho demore
15 dias.
Entre as principais obras estão a troca do revestimento asfáltico e das juntas
de dilatação e o reforço de contenção na cabeceira do aterro no lado sul.
Segundo o engenheiro, os gastos totais desde a queda de parte da ponte foram de
R$ 29 milhões. Deles R$ 13 milhões foram exclusivamente para a reconstrução de
cerca de 120 metros da ponte. A queda atingiu 80 metros, mas o Dnit decidiu acrescentar mais um
conjunto de 40 metros. No total a ponte passa a ter 360 metros.
O atraso na entrega da obra, disse Jares, é de apenas um mês. De acordo com
ele, no dia seguinte à queda foi feito o desvio do tráfego e decretada
emergência. "O principal objetivo dessa emergência era manter o tráfego na
rodovia", ressaltou. Para isso foram feitas obras de contenção na ponte
que permanecia em pé, colocação de balanças e monitoramento da encosta por meio
de aparelhos.
POLÍTICA
31/03/2006
Lula não contém
debandada de ministros
BRASÍLIA -
Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter
a debandada no ministério. Diante do prazo fatal para que todos os candidatos
às eleições de outubro deixem os cargos hoje, oito ministros vão sair da
equipe.
Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques Wagner,
responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar o
governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro. Em rápida entrevista no início da noite, Tarso disse que
vai buscar o diálogo com todos os parlamentares. "Eu não reconheço a
expressão baixo clero, vou me relacionar com todos os partidos."
Lula também tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes -
outro nome experiente na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de
concorrer a deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. Além de
Wagner e Ciro, deixarão a equipe os ministros José Alencar (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esporte) e
José Fritsch (Pesca). Alencar deixará o cargo porque não quer estar impedido
para qualquer disputa em outubro, embora insista que não é candidato a nada.
No Palácio do Planalto, o comentário é de que ele pode ser novamente candidato
a vice na chapa de Lula à reeleição. Quem ficará em seu lugar, mas a princípio
em caráter interino, é o atual comandante do Exército, Francisco Albuquerque. O
general foi alvo de críticas recentes pelo episódio no Aeroporto de Viracopos,
quando um avião que taxiava na pista voltou para que Albuquerque e sua esposa
pudessem embarcar. O presidente já havia descartado a possibilidade de nomear
um dos comandantes militares, ainda que interinamente.
Alfredo
Nascimento, do PL, vai se
candidatar ao governo do Amazonas. Para o lugar de Nascimento também há disputa
entre grupos do PL. Ele gostaria que seu sucessor fosse o atual secretário-executivo,
Paulo Sérgio
Passos, mas há ainda
dois candidatos: o senador João Ribeiro, pelo PL do Tocantins, e o diretor
geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor Álvares da Silva e Paulo Lustosa,
indicado pelo ex-presidente José Sarney.
Nos demais ministérios há menos polêmica em relação à sucessão. O ministro do
Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, anunciou que deixa o cargo porque vai
concorrer a uma vaga no Senado pelo PT do Rio Grande do Sul. Para seu lugar
deve ir mesmo o secretário-executivo do ministério, Guilherme Cassel. O também
ministro da Secretaria de Pesca, José Fritsch, informou ao presidente Lula que
deixa o cargo para disputar o governo de Santa Catarina e indicou para substituí-lo
seu secretário-executivo.
Ficou para hoje a conversa do presidente com o Agnelo Queiroz, do PC do B, que
pretende concorrer ao governo do Distrito Federal. Está numa briga com o PT,
que não abre mão de lançar a candidatura de Geraldo Magela à sucessão de
Joaquim Roriz, dividindo a esquerda. Orlando Silva, secretário-executivo do
Esporte, deve assumir a cadeira de Agnelo.
CIDADE
31/03/2006
Trânsito continua
atrofiado com desvio na Costa e Silva
Esio Mendes
RONDINELI GONZALEZ
O início das obras de restauração do asfalto que cedeu há dois meses na BR-319
(antiga Costa e Silva ou Imigrantes), na zona Norte de Porto Velho, só depende da vontade de São
Pedro. A frase é do engenheiro Júlio Miranda, coordenador geral do Departamento
Nacional de Infra Estrutura de Transporte (Dnit). Ele
visitou o local atingido pelas águas pluviais e que na tarde de quarta-feira
foi palco de uma manifestação de moradores do bairro São Sebastião que
reclamavam da demora no início das obras e do resgate do fluxo normal do tráfego.
Júlio disse que na manhã de ontem se reuniu com representantes da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) e que definiram que no mesmo dia o Dnit faria a recuperação do desvio que
dá acesso ao bairro Pedrinhas e também para o lado esquerdo da pista.
“Por enquanto, vamos arrumar este desvio que está comprometido, com este buraco
cheio de lama e depois retornar com a mão dupla naquele lado da pista para
continuar com o fluxo dos veículos, principalmente dos caminhões que abastecem
a cidade. Quanto às obras da pista caída, tudo depende de São Pedro, pois enquanto
houver chuvas, não há como executar uma obra completa e eficaz”, afirmou.
O engenheiro explicou que a obra será formada por uma profunda drenagem para permitir
o apoio dos taludes em cima do reforço de baixo, para garantir que a obra seja
permanentemente segura.
“De qualquer maneira, enquanto não parar a chuva não podemos começar. Além
disso, mesmo sem chuvas, é imperativo que a Defesa Civil faça a demolição das
casas condenadas, pois senão não teremos como trabalhar no local”, comentou,
referindo-se às três casas apontadas pelo Corpo de Bombeiros que deverão ser
“removidas”.
POLÍTICA
31/03/2006
Lula não consegue
segurar oito ministros no governo
Apesar dos
apelos do presidente, parte do primeiro escalão quer disputar eleições
Brasília -
Fracassaram os últimos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para
conter a debandada no ministério. Diante do prazo fatal para que todos os
candidatos às eleições de outubro deixem os cargos hoje, oito ministros vão
sair da equipe. Lula queria manter o titular de Relações Institucionais, Jaques
Wagner, responsável pela articulação política, mas o petista preferiu disputar
o governo da Bahia. Em seu lugar entrará o ex-presidente do PT e ex-ministro da
Educação Tarso Genro. Em rápida entrevista no início da noite, Tarso disse que
vai buscar o diálogo com todos os parlamentares.
Lula também tentou segurar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes -
outro nome experiente na seara política. Ciro, no entanto, não abriu mão de
concorrer a deputado federal, atendendo a pedido de seu partido, o PSB. Além de
Wagner e Ciro, deixarão hoje a equipe os ministros José Alencar (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Agnelo Queiroz (Esporte) e
José Fritsch (Pesca).
Alencar deixará o cargo porque não quer estar impedido para qualquer disputa em
outubro, embora insista que não é candidato a nada. No Palácio do Planalto, o
comentário é de que ele pode ser novamente candidato a vice na chapa de Lula à
reeleição. Quem ficará em seu lugar, mas a princípio em caráter interino, é o
atual comandante do Exército, Francisco Albuquerque. O general foi alvo de
críticas recentes pelo episódio no Aeroporto de Viracopos, quando um avião que
taxiava na pista voltou para que Albuquerque e sua esposa pudessem embarcar. O
presidente já havia descartado a possibilidade de nomear um dos comandantes
militares, ainda que interinamente.
O Ministério da Saúde também terá novo comandante. O mineiro Saraiva Felipe
entregou o cargo ontem a Lula, mais dois nomes, ambos do PMDB, disputam sua
vaga: o secretário-executivo José Agenor álvares da Silva e Paulo Lustosa,
indicado pelo ex-presidente José Sarney.
BRASIL
31/03/2006
Reforma deve
provocar 8 baixas na equipe de Lula
Com as mudanças,
o ex-ministro Tarso Genro vai retornar ao governo, no lugar de Wagner
A reforma
ministerial deve provocar oito baixas na equipe do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva. A lista é composta pelos ministros que são obrigados a deixar o cargo
até hoje, data máxima para desincompatibilização para quem vai disputar as
eleições de outubro. A lista de baixas deve ser formada pelos ministros Agnelo
Queiroz (Esporte), Alfredo
Nascimento (Transportes),
Ciro Gomes (Integração Nacional), Jaques Wagner (Relações Institucionais), José
Alencar (Defesa), José Fritsch (Pesca), Miguel Rossetto (Desenvolvimento
Agrário) e Saraiva Felipe (Saúde).
O último a confirmar a saída foi Wagner, que recebeu autorização de Lula para
sair candidato ao governo da Bahia pelo PT. O presidente vinha pedindo para
Wagner permanecer na equipe para depois assumir a coordenação da campanha de
Lula à reeleição.
Com isso, o ex-ministro Tarso Genro retornará ao time de Lula. Ele ocupará o
lugar de Jaques Wagner no Ministério das Relações Institucionais. Genro deixou
o Ministério da Educação no auge da crise deflagrada pelo escândalo do pagamento
do suposto mensalão para assumir a presidência do PT no lugar de José Genoino.
Ele acabou não disputando a eleição interna do partido, que foi vencida pelo
deputado federal Ricardo Berzoini.
O primeiro a anunciar que sairia do governo foi Agnelo, que vai sair candidato
ao governo do Distrito Federal pelo PCdoB. Fritsch foi escolhido pelo diretório
regional do PT para encabeçar a chapa do partido na disputa pelo governo de
Santa Catarina.
Rossetto deve disputar a vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. Nascimento
também tentará uma vaga no Senado pelo Amazonas. Ciro já declarou que não
pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições, mas que deixaria o governo a
pedido do PSB. O partido quer Ciro nos palanques estaduais. Saraiva também
sonha com a possibilidade de ser vice de Aécio Neves, em Minas Gerais. (Da
Folhapress)
BRASIL
31/03/2006
Oito ministros
deixam hoje o governo para disputar eleição
Oito ministros
deixam hoje o governo Lula para se candidatarem nas eleições de outubro. São
eles: Jaques Wagner (Relações Institucionais), Agnelo Queiroz (Esportes), Miguel
Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Ciro Gomes (Integração Nacional), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe
(Saúde), José Alencar (Defesa) e José Fritsch (Pesca). O ex-ministro Tarso
Genro afirmou ontem que será o novo ministro de Relações Institucionais. Para
alguns dos postos vagos serão nomeados os secretários-executivos.