BRASIL
01/06/2006
Alckmin diz que
governo Lula é período das trevas
Ao formalizar
aliança com PFL, pré-candidato endurece discurso contra o PT
Para tucano,
gestão petista reuniu 12 "derrotados" nos ministérios; FHC, Serra e
governadores aliados não foram ao evento em Brasília
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em um ato esvaziado das principais lideranças dos dois partidos, o
pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, formalizou ontem sua
aliança com o PFL, celebrada com um dos mais duros discursos contra o governo
Lula desde que decidiu concorrer ao Palácio do Planalto. Em sua fala, disse que
o país viveu um "período de trevas" no campo da ética e referiu-se à
gestão do PT como o governo da "turminha" e de 12 ministros
derrotados nas eleições.
O evento marcou o anúncio oficial da chapa, com o senador José Jorge (PE) na
vice, e a entrega de um documento do PFL com propostas para serem incorporadas
ao programa de governo de Alckmin.
"Não haverá aparelhamento do Estado, governo para os companheiros, 12
ministérios para os derrotados, governo da turminha. Não. Política, para nós,
não é uma luta patrimonialista, tomar o poder para si e para o seu", disse
Alckmin.
"No aspecto ético, fomos para o período das trevas, é lambança para todo
lado. Há um erro de origem: é o poder pelo poder, e os fins não justificam os
meios, até porque, no caso deles, nem fim nobre existe, é simplesmente a luta
pelo poder", completou.
Alckmin também criticou diversas áreas do governo, como saúde, infra-estrutura
e economia, citando a "Operação Sanguessuga" da Polícia Federal e as
obras "tapa-buraco" do Ministério dos Transportes.
"Retrocedemos na saúde, até ambulância superfaturada, loteados os cargos
de um dos ministérios mais importantes", afirmou, em alusão à pasta da
Saúde, cedida ao PMDB. "Em infra-estutura, esmagou-se a capacidade de
investimentos -0,4% do PIB-, a única obra é o "bandeidão",
tapa-buraco, condenado pelo Tribunal de Contas. As PPPs não saíram do papel,
aliás, acho que a única que saiu foi o "valerioduto"."
Vice na chapa, José Jorge justificou sua indicação por ser representante da
classe média e nordestino. Aproveitou para alfinetar Lula, chamando-o de
"nordestino desnaturado".
Anfitrião do evento, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, abriu o encontro
defendendo a revisão de um "equívoco", a eleição de "um operário
que traiu sua classe, o moralista que presidiu o governo mais corrupto da
história".
Apesar do tom dos discursos, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati
(CE), deu um toque de bom humor ao brincar com a falta de carisma dos
candidatos. Disse que a dupla não era de "nenhum Brad Pitt", em
referência ao ator americano.
Esvaziado
O calor do discurso não aplacou o efeito das divergências internas sobre a
campanha visíveis nos Estados. Nem mesmo a governadora do Distrito Federal,
Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, estava lá. Ela disputa com o PFL local.
Vice-presidente do PFL e em pé de guerra com tucanos, o prefeito do Rio, Cesar
Maia, faltou. Segundo o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), seu pai só
participará da convenção do partido, no dia 14.
Em Brasília para resolver problemas do Estado, o governador de Sergipe, João
Alves (PFL), circulava pelo Congresso, mas não pisou no plenário da CCJ
(Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, palco do evento. Horas antes,
ele protagonizou um ácido diálogo com Tasso.
"Quando você vai receber o Alckmin em Sergipe?", perguntou Tasso.
"Marque com o Albano Franco. Ele está financiando o PT lá", reagiu
Alves, numa referência ao ex-governador, filiado ao PSDB.
Outra pefelista que ainda não aderiu à campanha de Alckmin é a senadora Roseana
Sarney (MA). Enfrentando problemas com o PSDB no Estado, ela também não estava
lá.
Cerca de cem parlamentares participaram do ato. Também estavam ausentes os governadores
Aécio Neves (PSDB-MG) e Claudio Lembo (PFL-SP), o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso e o ex-prefeito José Serra, candidato ao governo de São Paulo.
Único governador presente, o tucano Simão Jatene (PA) admitiu ter sentado à
mesa por acaso, já que sua ida a Brasília tinha outra finalidade. "Não
acho que a presença de governadores aqui signifique alguma coisa. Acho que deve
ter havido um problema de comunicação, porque soube [do ato] já aqui."
O coordenador da campanha, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse que prefeitos
e governadores não foram convidados para o evento.
DINHEIRO
01/06/2006
Investimento sobe
3,7% com juro menor
Em relação ao 1º
tri de 2005, a expansão foi ainda mais intensa, de 9%, a maior marca desde o 4º
tri de 2004 (9,3%)
Com aumento de
7% da construção e de 12,6% do consumo de máquina e equipamento, investimento
volta a puxar crescimento
DA SUCURSAL DO RIO
DO ENVIADO ESPECIAL DO RIO
Juros mais baixos e reaquecimento da construção civil asseguraram o forte crescimento
dos investimentos no primeiro trimestre, tendência que deve se manter no resto
do ano.
Os investimentos cresceram 3,7% no primeiro trimestre na comparação livre de
influências sazonais com o último trimestre de 2005 -a alta havia sido de 1,7%
nos últimos três meses de 2005.
Para Bráulio Borges, economista da LCA, juros menores facilitaram investimentos
tanto de modo direto -ao reduzirem o custo dos empréstimos- como indireto,
ampliando a confiança de empresários. No primeiro trimestre de 2006, a taxa
básica ficou, em média, em 16,9% ao ano. Estava em 18,7% nos mesmo período de
2005.
Responsável por 60% dos investimentos na economia, a construção civil cresceu
7% na comparação com o quarto trimestre, alavancada por programas do governo
(como o de recuperação das estradas), por mais crédito direcionado à
habitação e pela própria redução dos juros, que proporciona financiamentos mais
acessíveis.
Beneficiado em parte pelo recuo do dólar e o conseqüente aumento das
importações de bens de capital, o ramo de máquinas e equipamentos também elevou
os investimentos. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o
consumo de máquinas e equipamentos subiu 12,6% no primeiro trimestre deste ano.
Todos esses fatores impulsionaram os investimentos, diz Estêvão Kopschitz, do
Ipea. "Sem dúvida, o destaque do PIB no trimestre foi o investimento, com
todos os itens crescendo". O economista da CNC Carlos Thadeu de Freitas
concorda: "O investimento está muito forte, com crescimento anualizado de
15%".
Com a tendência atual de crédito às empresas mais farto a juros menores, diz
Freitas, a perspectiva é de aumento contínuo dos investimentos ao longo do ano.
Para Rebeca Palis, gerente das Contas Nacionais do IBGE, a expansão dos
investimentos é um dado "muito relevante". "O investimento não
tem uma taxa tão alta assim desde 2004, que foi um ano que o PIB teve um crescimento
bom e foi muito alavancado pelo aumento do investimento. O ano passado já foi
mais baseado no consumo das famílias", diz.
Para Palis, a expansão dos investimentos é fruto do próprio crescimento
econômico: "Na verdade ele [o investimento] é um efeito. Quando se está
crescendo, [a economia] precisa fazer investimentos para o crescimento futuro.
Se cresce, cresce, uma hora chega o gargalo e tem que investir para poder
crescer. Não só em máquinas e equipamentos como também na parte de
infra-estrutura."
Se por um lado o câmbio impulsiona a aquisição de máquinas e equipamentos, por
outro está destruindo a capacidade produtiva de vários setores da indústria,
segundo Antonio Carlos Borges, diretor-executivo da Fecomercio SP.
Para o Borges, os dados do PIB revelam que o setor produtivo está investindo a
despeito do fato de muitos ramos estarem sofrendo a concorrência com importados
mais baratos. "Muitos setores estão importando componentes que antes eram
feitos no país porque é mais competitivo", diz.
Para Bráulio Borges, da LCA, o câmbio estimula importações de bens de capital,
o que em tese seria positivo. O problema, diz o economista, é que parte do que
está sendo importado era fabricada no país.
No primeiro trimestre, porém, a indústria como um todo ainda não sentiu
fortemente esse efeito. Sob a ótica da produção, o setor teve o melhor
desempenho do PIB, com crescimento de 1,7% ante o quatro trimestre e de 5% na
comparação com o primeiro de 2005.
LUÍS NASSIF
01/06/2006
Um PIB para cada
gosto
Persistindo a
alta do real e reduzido o ritmo de queda de juros, os fatores de demanda tendem
a se dissolver
LUÍS NASSIF
QUANTO O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro está crescendo, tomando-se por
base o 1,4% de crescimento no primeiro trimestre em relação ao trimestre
anterior? Dependendo da fita métrica, pode estar crescendo 5,7% ao ano, ou
meros 2,4%. É mais provável que esteja em 2,4%, acelerando de forma moderada.
Há duas maneiras de medir o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto). Uma é no
acumulado de 12 meses. Outra é dessazonalizando os dados trimestrais (isto é, tirando
as influências típicas do período analisado) e, depois, anualizando-os -isto é,
extrapolando o desempenho do trimestre para o ano todo. Cada um escolhe o
número que mais lhe apetece. Se se fossem anualizar resultados trimestrais, no
terceiro trimestre do ano passado, o PIB dessazonalizado caiu 0,8% em relação
ao trimestre anterior. Anualizada, a queda seria de -3,16%. Mas o governo
preferiu recorrer ao acumulado de 12 meses. Se fosse proceder da mesma forma
agora, veria-se que, no acumulado de 12 meses, o PIB passou de 2,3% em 2005
para 2,4% nos 12 meses encerrados no primeiro trimestre de 2006 -uma alta
irrisória. Entre os componentes de demanda, anota Rogério Mori, da Escola de
Economia da FGV-SP, o consumo de famílias cresceu 0,5%, contra 1,2% no
trimestre passado -portanto, demonstrando desaceleração. Houve uma melhoria no
consumo do governo e na formação bruta de capital fixo, em razão da liberação
de restos a pagar do Orçamento e do investimento em estradas. O setor industrial cresceu 5%, mas
fortemente puxado pela extrativa mineral e construção civil. O problema básico
é que, persistindo a apreciação do real e reduzido o ritmo de queda de juros,
esses fatores de demanda tendem a se dissolver no horizonte do ano. E aí se entra
na armadilha básica do governo. O Banco Central e o Tesouro trabalharam, em
todos esses anos, com a perspectiva de uma economia internacional estável
-mesmo com todos os fatores de desequilíbrio presentes no horizonte. No ano
passado, o então secretário do Tesouro, Joaquim Levy, conseguiu aprovar medidas
desonerando o capital estrangeiro para a aplicação em títulos públicos. Sua
visão era monotônica: o investidor estrangeiro aceita taxas menores e prazos
maiores mais do que os investidores nacionais. Conferiu-se um privilégio ao
investidor externo, para poder esticar o prazo da dívida e reduzir os juros. Ao
mesmo tempo, o BC continuou a apostar na melhoria dos tais "fundamentos",
aguardando o esperado dia em que o risco Brasil cairia tanto que o dinheiro
externo entraria, farto e barato, irrigando a economia. Não se levou em conta
que a remuneração do investidor externo depende dos juros mas também do câmbio.
Agora, ao primeiro espirro da política de juros dos EUA, os dólares saem
correndo, há uma desvalorização cambial. Do lado do Tesouro, há uma recompra de
títulos públicos a preços elevados e um abandono do esforço para esticar o
prazo da dívida. Do lado do BC, uma redução do ritmo de queda do juro. Enquanto
não se estipularem barreiras de entrada a esse capital especulativo, a roda vai
continuar rodando sem sair do lugar.
OPINIÃO
01/06/2006
A bondade de
boca-de-urna
1 de Junho de
2006 - Em questões orçamentárias, como repetem os especialistas, os últimos
momentos são sempre os mais perigosos. Não foi diferente desta feita, quando
falta menos de um mês para a concessão de reajuste legal para o funcionalismo,
respeitando-se os limites da lei eleitoral. A rigor, o conhecido jogo de cena
que tradicionalmente caracteriza estas situações aconteceu mais uma vez. Perto
do prazo fatal, os funcionários anunciaram paralisações em diferentes setores,
prejudicando o desempenho da máquina pública. O governo aproveita a oportunidade
para conceder reajustes e dar um tom de "pacote de bondades" ao
atendimento das reivindicações.
Desta vez, no entanto, o custo final desse quadro ficou um pouco alto.
Anteontem, Medida Provisória beneficiou sete categorias, com aumentos entre 5%
e 20%. Os docentes do ensino superior federal foram aquinhoados com bondade
especial e receberam aumento médio de 50%, embora os professores de ensino
fundamental e médio federal acabassem com apenas 12% de reajuste.
Os funcionários do Banco Central contentaram-se com os 10% que reivindicavam e
os fiscais agropecuários aumentaram o contracheque em 15%. Os funcionários do
Departamento de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) receberam 5%, dados
como gratificação.
O custo dessas concessões, que atingem 160 mil funcionários, será de R$ 1,4
bilhão. No total, concedidos todos os aumentos, o governo arcará com carga
extra orçamentária de R$ 3,4 bilhões.
As bondades devem incluir mais cinco MP beneficiando a Polícia Federal, os
servidores do IBGE e técnicos dos ministérios do Trabalho, da Saúde e da
Previdência, reajustando salário de outros 220 mil funcionários. Com os
benefícios, o Palácio do Planalto mantém a expectativa de completar 29% de
aumento para os funcionários ao longo do mandato do presidente Lula, aproximadamente
a inflação acumulada no período.
O governo federal também assumiu outros compromissos. Reunido com os
presidentes dos poderes Legislativo e Judiciário, o presidente comprometeu-se
com a proposta de um plano de cargos e salários únicos para os três poderes da
República, equiparando rendimento e carreira de todos os servidores federais.
É uma proposta complexa porque, enquanto no Executivo o salário médio dos 1,123
milhão de funcionários é de R$ 3.389, os 34.653 servidores do Legislativo
recebem, em média, R$ 9.917 e os 109.252 funcionários do Poder Judiciário têm
remuneração média de R$ 9.113. Aliás, se há disparidade entre os três poderes
da República, a distância é muito maior em relação aos salários pagos no setor
privado, que são, em média, de menos de um terço do que é pago aos servidores
do Executivo.
Os recursos gastos com o "presente salarial" dado aos funcionários
podem representar sérias dificuldades para as combalidas contas públicas. Por
exemplo, os recursos prometidos para o Projeto Piloto de Investimento (PPI) não
foram liberados. PPI é o acordo negociado entre o governo e o Fundo Monetário
Internacional para exclusão de certos investimentos em infra-estrutura do cálculo
do superávit.
Só no Ministério dos
Transportes o
orçamento do PPI para este ano é de R$ 2,31 bilhões. Mas apenas R$ 24,5 milhões
foram empenhados. Com os recursos do PPI, o governo pretende recuperar 1.200
quilômetros de estradas e construir cem quilômetros da Ferrovia Norte-Sul. Este dinheiro não foi
sequer empenhado, isto é, destinado no orçamento para obra determinada. Preocupado
com o limite auto-estabelecido de 4,25% do PIB para superávit primário, o
governo controla cada centavo de gastos. Mas este controle sumiu em relação à folha
dos servidores.
Ao longo do mandato de Lula, o governo federal contratou, por concurso, 82 mil
novos funcionários, aumento de 15,6% no total de servidores ativos. Um terço
destes cargos pertencia às atividades que foram terceirizadas em governos
anteriores. Esta política de recursos humanos pode até ser justificada. O que é
de difícil explicação é a bondade de boca-de-urna, que mais desrespeita do que
beneficia o funcionalismo público.
Para imprimir, enviar ou comentar, acesse:
www.gazetamercantil.com.br/editorial
kicker: Se os salários médios dos servidores do Executivo são apenas um terço
do Legislativo ou Judiciário, os do setor privado são um terço dos do Executivo
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 2)(Para imprimir, enviar ou comentar,
acesse: www.gazetamercantil.com.br/editorial)
GAZETA DO BRASIL
01/06/2006
Gerdau e ALL
inauguram ramal ferroviário no Paraná
Curitiba, 1 de
Junho de 2006 - A ALL irá investir R$ 270 milhões na Malha Sul em 2006 e terá
mais R$ 200 milhões de clientes. Com um investimento de R$ 2,6 milhões, a Gerdau
Guaíra, de Araucária (PR) e a América Latina Logística (ALL) inauguraram ontem,
o ramal ferroviário de 2,4 km que conecta a siderúrgica a rede ferroviária
nacional para escoamento da produção e recebimento de matéria-prima. O ramal
faz parte de uma programação de 10 obras do gênero que a ALL pretende inaugurar
em parcerias neste ano. Ela investiu 25% do valor enquanto que a Gerdau ficou
com os 75% restantes. "Investiremos R$ 270 milhões na Malha Sul em 2006 e
haverá recursos de R$ 200 milhões que virão de nossos clientes para a
construção de trechos ferroviários, ramais e desvios", disse Bernardo
Hess, presidente da ALL.
Para a Gerdau, maior reciclador de sucata da América Latina, o novo ramal irá
agilizar a operação de embarques de tarugos, matéria-prima semi-acabada
destinada principalmente a Sipar, uma siderúrgica laminadora que a empresa
possui na Argentina. "A operação de carregamento de vagões que era feita
em três horas com os tarugos sendo levados por caminhões até a ferrovia agora
vai levar cinco minutos", informa Marcelo Schmidt, diretor de logística do
Grupo Gerdau.
"O ramal faz parte da estratégia de elevar das atuais 350 mil toneladas
para 500 mil toneladas/ano a movimentação por ferrovia. Só neste ano vamos
crescer 15% neste item", acrescenta. A construção do desvio usou dormentes
de aço, num total de 300 toneladas, produto que a Gerdau também quer oferecer
ao mercado.
Segundo Bernardo Hess, o transporte de produtos siderúrgicos pela ALL reduziu
os custos de transporte em até 20%. A Gerdau Guaíra produz 400 mil toneladas
anuais de tarugos a partir da reciclagem utilizado praticamente na sua
totalidade dentro do próprio grupo. A opção por ferrovia permitiu, por exemplo,
que fosse substituída a matéria-prima comprada na Argentina pela produzida no
Brasil, mais barata.
"Estamos exportando para a Sipar 10 mil toneladas mensais de tarugos e
poderemos chegar a 18 mil em breve", revelou o diretor de logística.
A empresa, inclusive, pensa em ampliar a parceria com a ALL como conseqüência
da compra da Brasil Ferrovias porque agora poderá criar uma
conexão direta com a Cosigua, sua unidade no Rio de Janeiro. Segundo a ALL, a
movimentação de produtos siderúrgicos em geral está em 60 mil toneladas/mês e
significa 20% da ,movimentação do segmento industrial. " Poderemos chegar
facilmente a 100 mil toneladas em dois anos", afirma Alexandre Campos,
diretor para o Mercosul da ALL.
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 14)(Norberto Staviski)
ECONOMIA &
NEGÓCIOS
01/06/2006
Investimento faz
PIB crescer 1,4%
Desempenho da economia
no primeiro trimestre foi 3,4% maior em comparação com o mesmo período de 2005
Fernando Dantas
A economia brasileira acelerou no primeiro trimestre de 2006, puxada pela
indústria e pela demanda interna, com forte desempenho dos investimentos e continuidade
do crescimento do consumo das famílias. O Produto Interno Bruto (PIB), a soma
de toda a produção do País, cresceu 1,4% de janeiro a março de 2006, na
comparação com o trimestre anterior, livre de influências sazonais. Foi o
melhor desempenho em um ano e meio. Em termos anualizados, a taxa corresponde a
5,7%. O setor externo influiu negativamente na economia no trimestre, com as
importações crescendo mais que as exportações.
Foi o segundo crescimento trimestral consecutivo, comparado com o trimestre
imediatamente anterior, em termos dessazonalizados, depois de uma queda de 0,8%
no terceiro trimestre de 2005. Os resultados do PIB trimestral foram divulgados
ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB do
primeiro trimestre cresceu 3,4%, comparado com igual período de 2005.
A redução dos juros, na esteira do afrouxamento monetário praticado pelo Banco
Central desde setembro de 2005, foi decisiva para o bom resultado do primeiro
trimestre. Segundo Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE, "a
queda da taxa de juros influenciou positivamente quase tudo".
Para Rebeca, "o grande destaque (do primeiro trimestre) foram os
investimentos, que são os primeiros a serem afetados pela queda dos
juros". Em relação ao trimestre anterior, em termos dessazonalizados, a
formação bruta de capital fixo (FBCF, denominação dos investimentos nas contas
nacionais) cresceu 3,7% no primeiro trimestre de 2006. Na comparação com o
mesmo trimestre de 2005, o crescimento foi de 9%, o melhor resultado desde o
quarto trimestre de 2004.
A gerente observou que os dois componentes dos investimentos, a construção
civil e as máquinas e equipamentos, tiveram bom desempenho no primeiro
trimestre. A construção civil cresceu 7% em relação ao primeiro trimestre de
2005, estimulada por um aumento nominal do crédito direcionado à habitação, de
17,2%. Segundo Rebeca, "em um ano de eleição, acaba havendo gastos extraordinários
em construção civil". Ela notou, por exemplo, que metade da programação da
operação "tapa-buracos" nas rodovias federais
foi realizada no primeiro trimestre.
O consumo de máquinas e equipamentos aumentou tanto pelo lado da produção
interna como pelo das importações, que foram facilitadas pelo câmbio
valorizado. Rebeca observou que as importações de máquinas cresceram bem mais
que as exportações no primeiro trimestre de 2006.
O consumo das famílias, responsável por 55% do PIB, aumentou 0,5% no primeiro
trimestre, em relação ao trimestre anterior, com dessazonalização. O resultado,
que ficou aquém dos investimentos e do consumo do governo (1%) foi considerado
razoável.
Na indústria, o principal destaque positivo foi o setor extrativo mineral, que
cresceu 12,6% na comparação com o mesmo período de 2005, impulsionado por
petróleo e gás (12,7%) e minério de ferro (16,8%). A indústria da transformação
cresceu em ritmo inferior, de 3%. A agricultura voltou a decepcionar, e recuou
0,5% ante o mesmo período de 2005.
CARTAS
01/06/2006
Pedágio paulista
"Em relação
à matéria 'Tarifa de pedágio triplica em SP em 11 anos', publicada no Valor de
30/05/2006, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) esclarece que os primeiros
contratos de concessão de rodovias paulistas foram assinados em 1998,
há apenas oito anos. O estudo do Ipea citado na matéria, que avalia
parcialmente as concessões de rodovias, já
havia sido divulgado pela revista 'Desafios do Desenvolvimento'; a pesquisa do
Ipea começa equivocada ao atribuir às concessões de rodovia a sua constatação
de que 'as tarifas de pedágio nas estradas
paulistas sob concessão aumentaram 716% entre 1994 e 2005'. Em 1994, não havia estradas administradas pela iniciativa
privada no Estado de São Paulo. Entre 1998 e 2005, a variação da tarifa de
pedágio em São Paulo foi de 128%, valor que corresponde à variação do IGP-M no
período. Comparar os reajustes de pedágio, regidos pelo IGP-M, com a variação
de um índice de preços ao consumidor é incorreto, pois este último leva em
conta principalmente a variação de preços de bens de consumo e não reflete os
custos das empresas que administram as rodovias. Note-se
que quando o Programa de Concessão de Rodovias de São
Paulo foi elaborado, a variação do IPC era maior que a do IGP-M. Uma outra
questão importante é o retorno para o usuário. A matéria diz que a 'principal
conclusão do estudo é que, nos contratos de concessão atualmente em vigência,
prevalece o interesse das concessionárias, em detrimento dos usuários das estradas'. É de se estranhar que uma
afirmação deste tipo tenha sido feita por pesquisadores do Ipea, pois vai
contra pesquisas que mostram o retorno positivo para o usuário. Gostaríamos de
expressar nossa decepção pelo fato de o setor de concessão de rodovias não ter sido ouvido pelo jornal,
pois poderia ter contribuído para que a matéria pudesse traçar um cenário mais
realista de um setor que é fundamental para o crescimento do país e que
corresponde a uma tendência mundial."
Moacyr Duarte - Presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR)
Resposta do jornalista Daniel Rittner: O estudo, como a matéria mostra, se
propôs a fazer um balanço - do ponto de vista dos usuários - da concessão de rodovias estaduais e federais à iniciativa
privada no momento em que se discutem as regras para novos trechos de rodovias federais. Não havia concessões em
1994, mas havia pedágios, o que permite a comparação das variações de preços.
Se o valor do pedágio for comparado com a inflação ao consumidor a partir de
1998, o aumento real nas rodovias paulistas foi de 97% acima do
IPC-Fipe.
EMPRESAS
01/06/2006
BNDES estuda linha
de R$ 900 milhões para Transnordestina
Vera Saavedra
Durão
A direção do BNDES poderá aprovar hoje um financiamento de R$ 900 milhões para
a Transnordestina, apurou o Valor junto a fontes do setor ferroviário. Deste
total, R$ 500 milhões serão emprestados diretamente para a Companhia
Siderúrgica Nacional (CSN), para entrar como capital na Companhia Ferroviária
do Nordeste (CFN), controlada da siderúrgica, que será a concessionária da nova
ferrovia.
O aumento do crédito direto, antes previsto em R$ 400 milhões, ocorreu porque o
banco teve que reduzir a parcela do Finor para R$ 700 milhões, o que vai
implicar numa redução da participação do BNDES na composição acionária da
Transnordestina para um percentual na faixa de 14% a 15%.
Como o Finor foi extinto, o percentual deste fundo aplicado anualmente pelo
banco na área da Sudene, no Nordeste, está decrescendo anualmente. O percentual
aplicado pelo BNDES em projetos nordestinos era inicialmente de 18% dos
recursos do Finor disponibilizados para o BNDES. Este ano caiu para apenas 6%.
Nesse caso, a saída encontrada para a participação do banco de fomento no
projeto da Transnordestina não encolher foi o empréstimo direto à CSN, já que
ela tem mais garantia firme para dar do que a CFN, que por ser concessionária
do projeto vai incorporar a Transnordestina. Mas, a CFN está muito endividada,
razão pela qual o financiamento será feito à CSN que tem condições de tomar
estes recursos junto ao BNDES, como avaliam analistas de mercado. Os R$ 500
milhões serão usados na capitalização da CFN.
EMPRESAS
01/06/2006
Dormente de aço
tenta conquistar as ferrovias
Marli Lima
Trens da América Latina Logística (ALL) experimentam, há um mês, dormentes
metálicos feitos com aço da Gerdau e usados em um ramal ferroviário que passa
pela siderúrgica Guaíra, de Araucária (PR). No desvio de 2,4 quilômetros, que
custou R$ 2,6 milhões, foram usadas 300 toneladas de aço. Agora a Gerdau quer
usar o trecho como vitrine para ampliar as vendas de perfis dormentes para a
ALL, que não descarta a adoção de materiais alternativos à madeira.
"Em trechos novos temos a opção de usar metal ou concreto, com custos
compatíveis", disse ontem o presidente da ALL, Bernardo Hees, durante
inauguração do ramal. Se um dos objetivos da empresa for cumprido, outras
ligações ferroviárias deverão ser construídas nos próximos anos. "Uma de
nossas metas é que não haja estruturas fabris novas sem a opção do ramal ferroviário",
informou o executivo.
Em 2006, segundo Hees, os clientes da ALL investirão R$ 200 milhões em vagões,
terminais e outras estruturas necessárias para o transporte de mercadorias por
trens. No ano serão inaugurados 10 ramais.
No caso do trecho da Guaíra, unidade paranaense do Grupo Gerdau, 25% do investimento
foi bancado pela ALL, mas a opção pelos dormentes metálicos foi natural. O material
é usado em outros países e também no Brasil, pela Vale do Rio Doce, por
exemplo. A proteção ao meio ambiente é um dos principais argumentos usados pela
Hidremec, empresa de Cariacica (ES) que transforma o metal da Gerdau em
dormente.
Inaugurada em 1982, a siderúrgica Guaíra produz tarugos, um semi-acabado de aço
que é enviado a outras usinas para o acabamento. O gerente executivo da
unidade, Rubens Kühl, ressaltou as sinergias entre a empresa e a ALL, que
poderá resultar em incremento no transporte de tarugos e no uso de aço em
instalações ferroviárias. Marcelo Schmitt, diretor de logística da Gerdau,
disse que a empresa movimenta 300 mil toneladas por mês de aços longos, sendo
200 mil para o mercado interno. "Nosso desafio é transformar cargas
rodoviárias em ferroviárias", contou o executivo.
No ano passado a Gerdau usou trens no transporte de 350 mil toneladas de
produtos e, em 2006, quer ampliar esse volume em 15%. No longo prazo, quer
chegar a 550 mil toneladas por ano, o que irá gerar redução de tempo e de
dinheiro. Só para comparar, com o ramal que agora passa pela Guaíra, o
carregamento de uma carga que era feito em três horas pode ser executado em
cinco minutos. E o custo de transporte cairá cerca de 15%.
Hoje a unidade exporta 10 mil toneladas por mês para a Argentina, e pretende
ampliar esse volume para 18 mil toneladas mensais. O recebimento de matéria-prima,
a maioria sucata, também passará a ser feito pela ferrovia. No caso da ALL há o
interesse em ampliar o transporte no segmento siderúrgico, que representa 20%
das cargas industrializadas.
FINANÇAS
01/06/2006
Fundos terão R$
2,5 bilhões para área de infra-estrutura
Catherine Vieira
Quatro fundos de investimentos em participações (FIPs) que vão focar no
segmento de infra-estrutura estão em fase final de captação e devem injetar
cerca de R$ 2,5 bilhões no setor nos próximos quatro anos, segundo estimativas
da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap).
Representantes da Andrade Gutierrez Angra (AG Angra), da Darby e do ABN AMRO,
gestores desses FIPs, estiveram reunidos ontem, no Rio, em evento sobre as
perspectivas no setor de infra-estrutura para os fundos de participações. Os
representantes do GP - que é o gestor do quarto fundo, o GP Logística - não
puderam se apresentar porque a gestora ainda cumpre período de silêncio pela operação
de abertura de capital do grupo.
Para Álvaro Gonçalves, presidente da Abvcap, investimentos desses novos fundos
devem começar a se intensificar a partir de 2007, uma vez que a fase de captação
ainda está em curso. Segundo dados apresentados por Geofrey Cleaver, do ABN
AMRO, no ano passado, o segmento de infra-estrutura recebeu investimentos de
cerca de R$ 8 bilhões por meio de todos os instrumentos, incluindo
financiamentos, dívida e ações.
Para os especialistas, o segmento tem uma necessidade muito maior de capital, o
que gera oportunidades para os fundos de "private equity", mas
afirmam que ainda existe uma dificuldade de captar junto a investidores
estrangeiros, por exemplo.
Nos quatro fundos que estão sendo desenvolvidos, os investidores são
institucionais locais, a maioria fundos de pensão ou fundos financeiros.
"Mesmo entre os locais ainda não há tanta procura, dos mais de 300 fundos
de pensão, estimamos que cerca de 12 tenham investido em fundos de private
equity e nesse momento cerca de seis estão efetivamente avaliando a possibilidade
de investir", diz Gonçalves da Abvcap.
Um dos fundos de pensão mais entusiasmados com esse tipo de aplicação é a
Petros. A fundação dos petroleiros vai aplicar nos quatro fundos até o limite
de 25% dos patrimônios totais, o que pode significar cerca de R$ 600 milhões em
aportes. Além disso, a Petros aplicou também R$ 200 milhões no fundo Brasil
Energia, outro FIP destinado ao setor, gerido pelo Pactual, totalmente captado
e em fase de investimentos.
Segundo o diretor de investimentos da Petros, Ricardo Malavazi, um estudo das
rentabilidades do fundo mostrou que, num período de 60 meses encerrado no fim
de 2004, a bolsa supera a renda fixa, apesar dos juros altos do país.
"Isso ocorreu basicamente por conta da performance dos fundos antigos de
participações, por isso acreditamos que esse segmento possa ser promissor, tivemos
fundos que nos renderam IGP mais 15% ."
Ele acrescentou que, em função de outras experiências traumáticas do passado,
foi necessário fazer aperfeiçoamentos de governança para que as fundações
voltassem ao setor. Por conta disso, boa parte dos FIPs no Brasil conta com
representantes dos cotistas nos comitês de investimento, e não apenas o gestor.
De acordo com especialistas presentes, esse fator pesa negativamente junto ao
investidor estrangeiro.
"Os investidores de private equity estão interessados nos emergentes e o
Brasil precisa se vender melhor", disse Marcos Regueira, da Fir Capital,
presidente eleito da Abvcap.
RIO
01/06/2006
Elevado: sem
caminhões a partir de segunda
O Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transporte (Dnit) começou
ontem a instalar as placas informando aos motoristas sobre a proibição da
circulação de caminhões, com mais de 30 toneladas, no Elevado Roberto Silveira,
na Avenida do Contorno, em Niterói, a partir de segunda-feira. Desde
sexta-feira, técnicos do Dnit avaliam a estrutura do viaduto, que
está sob risco de desabamento. Inicialmente, a proibição para os caminhões
estava prevista para hoje.
O supervisor do Dnit, Marcelo Cotrim, disse que o
adiamento é necessário para que a Polícia Rodoviária Federal destaque mais
agentes para impedir a entrada dos caminhões.
POLÍTICA
01/06/2006
Mais de R$ 80
milhões para estradas
Ministro dos
Transportes garante recursos para concluir interligação rodoviária no Vale do
Juruá
Cedida
Brasília – A melhor audiência que o governo do Acre teve este ano para tratar
da pavimentação e melhoria do tráfego das rodovias do
estado. Foi assim como o secretário de Planejamento do Acre, Gilberto Siqueira,
classificou a audiência que o ministro dos Transportes, Paulo
Sérgio Passos,
concedeu ontem à bancada federal do Acre, liderada pelo senador Tião Viana,
primeiro vice-presidente do Senado Federal.
Sob a coordenação do senador Tião Viana, o secretário de Planejamento e os
deputados federais Henrique Afonso, Perpétua Almeida, Nilson Mourão, Chicão
Brígido e Júnior Betão ouviram o ministro assumir o compromisso da liberação
ainda este ano de R$ 83 milhões para garantir a pavimentação da BR-364 no Vale
do Juruá acreano.
Constantes do Projeto Prioritário de Investimento (PPI), definido pelo governo
federal como investimentos seguros para este ano, os recursos anunciados se
destinam a garantir toda a interligação rodoviária do Vale do Juruá acreano.
Isto significa concluir o asfalto entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul,
interligando a maioria dos municípios daquela região, que sempre esteve isolada
e sem apoio de governos anteriores.
Segundo o secretário de Planejamento, o ministro dos Transportes se comprometeu também em liberar também este ano mais R$ 17
milhões para o governo do estado concluir o trecho acreano da BR-317 em direção
ao município amazonense de Boca do Acre, que se constitui na extensão da Rodovia Bioceânica que ligará o Acre às
cidades portuárias de Ilo e Matarani, no Pacífico peruano.
“Os compromissos assumidos hoje pelo ministro dos Transportes representam a consolidação do desenvolvimento conjunto dos
municípios acreanos, que sempre estiveram separados. A interligação rodoviária
que estamos promovendo no Acre vai consolidar o futuro do estado”, disse o senador
Tião Viana, para quem os recursos anunciados ontem pelo Ministério dos Transportes representam o grande compromisso
econômico e social firmado pelo presidente Lula com a população acreana.
O secretário Gilberto Siqueira fez questão de destacar o sucesso da audiência
de ontem em relação às audiências feitas no início do atual governo acreano.
“Ainda bem que vai longe o tempo em que o governo era hostilizado porque diziam
que ele era contra a pavimentação de rodovias. Antes,
tínhamos de suar para liberar R$ 2,5 milhões para estradas e hoje vamos conseguir liberar R$
83 milhões dentro do PPI. Isso se deve ao esforço da bancada, do governo do
estado e do governo federal”, destacou Siqueira.
Gilberto Siqueira informou ainda que o ministro dos Transportes garantiu ao governo e à bancada acreana que vai oferecer todas
as condições possíveis para estruturar o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) no Acre
para que o órgão esteja apto a acompanhar o ritmo das obras que será empreendido
este ano pelo governo do estado na área de estradas.
COLUNISTAS
01/06/2006
Como Pedro Simon e
Romero Jucá vêm o PMDB
Fábio Campos
Para os que reclamaram da Coluna por chamar o PMDB de partido da luz vermelha,
o lupanar da política nacional, vão aí mais duas notícias. Primeiro, o senador
Pedro Simon (PMDB-RS), uma das figuras respeitáveis da sigla, disse o seguinte:
"Façam uma pesquisa no PT para ver se tem alguém lá com tantos cargos no
governo quanto o Renan e o Sarney. Lula não está preocupado com nosso apoio. O
que ele quer é que não tenhamos candidato. Se não tivermos candidato, assume
imediatamente o ministro da Saúde, do Renan, e o dos Transportes, do Sarney,
que já tem Minas e Energia, e sei lá mais o quê. É uma situação feia
essa". Depois, o líder de Lula no Senado, Romero Jucá (RR), que também foi
líder de FHC, disse: "O PMDB, que sempre se divide na disputa
presidencial, dividido continuará". No Ceará, também é assim. Metade do
PMDB local vai de Lúcio Alcântara (PSDB). Outra metade marcha com Cid Gomes
(PSB).
CIDADES
01/06/2006
BR-153 ganhará
viaduto este ano
Obra deve
começar em setembro no trecho urbano da rodovia próximo à Universidade
Paulista. União disponibilizará recurso
Gabriela Louredo
Da editoria de Cidades
Um viaduto no trecho urbano da BR-153, próximo à Universidade Paulista (entre o
Alto da Glória e Parque das Laranjeiras, região sul de Goiânia), será
construído pelo governo federal a partir de setembro. Ontem à tarde foi anunciada
a liberação de recursos para as obras por parte do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transporte (Dnit). A
União disponibilizará cerca de R$ 6,5 milhões para a construção.
O anúncio foi feito por técnicos do Dnit durante
reunião com o prefeito Iris Rezende. De acordo com o superintendente regional
do Dnit, Riumar dos Santos, o processo de
licitação já foi lançado e deve ser concluído em junho. O projeto foi
desenvolvido no segundo semestre do ano passado por equipe técnica que presta
serviços à Prefeitura de Goiânia, liderada pelo engenheiro de tráfego Antonio
Basíllio.
Ainda foram apresentados outros planos de intervenção em alguns trechos da
Avenida Perimetral Norte, visando à interligação de rodovias. Um dos oito corredores previstos
ligaria o trecho da BR-060 na entrada de Anápolis até a saída na cidade de
Guapó, com uma extensão de 20 quilômetros. Os recursos desta obra serão
liberados em duas parcelas pelo governo federal, ainda sem previsão.
Para o prefeito Iris Rezende, as medidas representam a solução para os
problemas de trânsito provocados pelas rodovias federais
que cortam a Capital. “À proporção que as cidades crescem, as BRs tornam-se
problemas”, diz. Aquela região recebe um alto fluxo de veículos todos os dias,
com direção à rodovia e pontos de atração de tráfego, como supermercados,
universidades e motéis.
O prefeito ainda comentou a importância de outras possíveis intervenções
previstas na Capital que devem ser assumidas pelo governo federal como a
ligação do início da rodovia BR-060 ao trecho da Antiga Ferrovia, na saída para Guapó. “Aquela saída
passa uma péssima impressão.” Ele afirmou que ainda vai se encontrar com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para discutir a possibilidade de o
governo federal assumir a construção de um viaduto elevado na Avenida Consolação.