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CIDADES
01/07/2006
A partir de hoje,
lombadas de BRs serão desligadas das 22h às 5h
A partir de
hoje, as nove lombadas eletrônicas do departamento Nacional de Infra-estrutura
de Transportes em Pernambuco (Dnit-PE)
permanecerão desligadas, todos os dias, das 22h às 5h. O órgão decidiu
suspender a aplicação de multas nesse horário para tentar evitar assaltos aos motoristas
que são obrigados a reduzir a velocidade para, no máximo, 50 quilômetros por
hora, nas rodovias federais.
Oito das nove lombadas que serão desativadas no fim da noite e de madrugada
estão na BR-101, no trecho da Região Metropolitana do Recife: três em Igarassu,
nos quilômetros 48, 49 e 50, duas em Abreu e Lima, no perímetro urbano da
cidade, uma perto da Vila do Detran, na Cidade Universitária, outra em frente à
Justiça Federal, no Jiquiá, e a última na Vila dos Milagres, no Ibura.
A nona lombada eletrônica está instalada na BR-408, no município de Paudalho,
na Zona da Mata.
Pernambuco foi o primeiro estado brasileiro escolhido pelo Dnit para a suspensão de multas das 22h
às 5h. De acordo com o supervisor de operações do departamento, Emerson Morais,
a violência não foi o único motivo da decisão. “A partir desse horário,
dificilmente se vê transeuntes nas rodovias. Não há
necessidade das lombadas ficarem ligadas.” Segundo ele, somente 0,2% dos veículos
que passam pelas lombadas do Dnit recebe
multa. “No horário noturno, esse número diminui ainda mais”, revelou Morais.
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MINAS GERAIS
01/07/2006
Anel Rodoviário:
obras saem, enfim, do papel
Fábio Fabrini
DO ESTADO DE MINAS
Depois de décadas de espera, a esperança chega a uma das vias mais degradadas e
perigosas de Belo Horizonte. A prefeitura anunciou, nessa sexta-feira, obras
para recuperação do Anel Rodoviário. Os 26,2 quilômetros de pistas serão
totalmente restaurados até dezembro. As intervenções incluem troca de
pavimento, instalação de nova sinalização, reforma do sistema de drenagem e
construção de oito passarelas. O trabalho começou nessa sexta mesmo, com uma
operação tapa-buracos em alguns trechos, e devem dar vida nova ao corredor,
campeão de acidentes e que simbolizava o descaso do poder público com o setor
rodoviário.
O projeto foi viabilizado por meio de um convênio assinado pela prefeitura,
responsável pelas obras, e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), órgão
que administra o Anel. Os investimentos somam R$ 72 milhões, 79% financiados
pelo Governo federal e o restante, pela administração municipal. O projeto
executivo foi doado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
(Fiemg), ao custo de R$ 212 mil. A reforma estava prevista para começar há
alguns meses, mas, devido à demora na aprovação do orçamento da União, teve que
ser adiada.
O procurador-geral do Município, Marco Antônio Rezende, explica que, para não
haver atraso maior, as obras serão feitas em caráter emergencial. A prefeitura
contratou duas empreiteiras, com licença de licitação, que vão cuidar de dois
trechos do Anel. O primeiro vai do início da rodovia, na região do Barreiro,
até o cruzamento com a Avenida Amazonas, na região Oeste. O outro vai até a
saída para Vitória, na interseção com a BR-381. "O processo de
concorrência pública poderia demorar muito. Por isso, optamos por esse sistema.
O Anel não pode esperar mais", justifica.
Operação tapa-buracos vai durar até a semana que vem
A operação tapa-buracos deve durar até a semana que vem, quando os operários
iniciarão o trabalho de recuperação. Rachado e cheio de ondulações, o asfalto
será substituído por um material mais resistente à chuva e ao peso dos
caminhões. A previsão é de que o pavimento suporte o tráfego diário de 100 mil
veículos por cinco a dez anos.
O secretário municipal de Política Urbana, Murilo Valadares, diz que projetos
estruturais, para resolver outros problemas, como os engarrafamentos, já foram
discutidos, mas demandariam mais recursos. "A obra mais completa
incluiria, entre outras intervenções, a construção de trincheiras e viadutos
nas principais intercessões. Mas custaria R$ 260 milhões. Diante do bom e do
ótimo, optamos pelo bom", afirma.
Ele explica que, para melhorar a sinalização, serão instaladas 200 placas de
informações de trânsito e turísticas. O sistema de escoamento será refeito em
alguns trechos e passará por uma limpeza. As bocas-de-lobo, a maioria sem
tampas ou encoberta pelo mato, terão nova cobertura, para evitar tragédias como
a que matou, no ano passado, a estudante Andréia da Silva de Oliveira, de 20
anos. Em 19 de fevereiro, ela foi tragada por um bueiro sem tampa durante uma
forte chuva.
Oito novas passarelas vão ser construídas
Reivindicação antiga das comunidades, as oito novas passarelas vão se somar às
13 que já existem e são insuficientes para dar segurança aos pedestres. Elas
vão ser construídas nos pontos com maior índice de atropelamentos, como o km 14,2,
na altura do bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste. Nessa sexta-feira, por
volta das 13h, no mesmo trecho um homem não identificado pela Polícia Militar
foi atingido por um caminhão quando atravessa a pista correndo. O corpo ficou
por cerca de 40 minutos na pista, provocando engarrafamento de dois quilômetros
no sentido Vitória.
Além de ser responsável por boa parte dos 5 mil acidentes registrados nos
últimos três anos, a pista ruim causa transtornos como o enfrentado pelo
aposentado Raimundo de Oliveira, de 59, no fim da tarde de sexta. Depois de
passar sobre um buraco, o pneu estourou. "A situação do asfalto é
terrível. A sorte é que estava a 60 km/h e não perdi o controle do carro.
Espero que, desta vez, a população ganhe uma rodovia mais digna", afirma.
Instalação de mão inglesa está atrasada
Glória Tupinambás
DO ESTADO DE MINAS
Com mais de seis meses de atraso, a demora na implantação da primeira mão
inglesa (veículos circulando em sentido inverso da tradicional mão de direção)
de Belo Horizonte coloca em risco a segurança de pedestres e prejudica cerca de
250 mil motoristas que, segundo estimativa da BHTrans, circulam na Avenida do
Contorno, no cruzamento com a Rua Grão Mogol e Avenida Professor Moraes, no
bairro Funcionários, região Centro-Sul da capital. Semáforos para a travessia
de pessoas desligados, falta de sinalização das obras e a interdição de pistas
para o trabalho das máquinas são alguns dos transtornos que ainda estão longe
de chegar ao fim.
As mudanças em vários pontos da Avenida do Contorno e no cruzamento de outras
12 ruas dos bairros Savassi, Funcionários, São Pedro e Carmo fazem parte das
condições de licenciamento ambiental do Shopping Pátio Savassi, inaugurado em
maio de 2004. As obras para redução do impacto no trânsito em função do grande
movimento no centro comercial deveriam ter sido concluídas em dezembro do ano
passado. No entanto, os trabalhos só foram iniciados em fevereiro com previsão
de encerramento em maio.
Custeada por um shopping, obra está orçada em R$ 400 mil
As justificativas para a lentidão no andamento da obra, orçada em R$ 400 mil e
custeada pelo shopping, são as revisões feitas no projeto original, a greve dos
fiscais da BHTrans em junho e a dificuldade de conciliar as obras com o
movimento da região. "A idéia inicial passou por algumas mudanças e
tivemos problemas com a paralisação dos funcionários da BHTrans, já que a
empresa é quem fiscaliza a obra e controla o trânsito no local. A parte do
shopping, que é a contratação da empreiteira e liberação do dinheiro, já foi
feita. Agora falta licitar a firma para o remanejamento de sete postes de energia
elétrica e instalar a sinalização", explica o gerente de Operações do
Pátio Savassi, Leandro Botelho, que garantiu que a mão inglesa passa a
funcionar em 20 de julho.
Segundo a BHTrans, o principal motivo para o atraso no projeto é a alteração no
fluxo de veículos por causa da Copa do Mundo. A empresa informou que não é
possível fazer a reprogramação dos semáforos na região até que terminem os
jogos de futebol, já que a movimentação de veículos seria atípica em dias de
comemoração e influenciaria a contagem de veículos. A BHTrans ainda divulgou
que não há prazo para conclusão das obras.
Os congestionamentos nos dois sentidos da Avenida do Contorno, no cruzamento
com a Rua Grão Mogol, comuns principalmente nos horários de picos, irritam
motoristas que passam pelo local. "Quem está na Contorno e quer subir a
Grão Mogol pode se preparar para perder tempo na fila de carros. E os
motoristas imprudentes formam fila dupla na Contorno e o trânsito vira um
caos", reclama o entregador Wilson de Oliveira, de 26 anos.
Já o administrador Guilherme Campos, de 42, se queixa da redução de pistas na
Avenida Professor Moraes para a implantação da mão inglesa. "Foi
construído um canteiro no meio da rua e os carros que vêm da Contorno para
entrar na Professor Moraes só têm duas pistas. Esse gargalo está perigoso para
os pedestres e deixa o trânsito lento", conta. Depois de se arriscar
atravessando a rua entre os carros, o professor Hadler Vilela, de 28, cobra
agilidade nos trabalhos. "O sinal para as pessoas está desligado e as
obras mal sinalizadas. Com essa confusão, muita gente nem respeita as faixas de
pedestre e podem ser atropeladas", diz.
Trânsito será modificado em cruzamento da contorno
Com a mão inglesa, o trânsito será modificado no cruzamento da Rua Professor
Moraes com Avenida do Contorno. Com a alteração, os motoristas que estiverem
descendo a região conhecida como "tobogã" da Contorno, no sentido
Praça Milton Campos-Savassi, não poderão mais pegar a Rua Grão Mogol à
esquerda, onde hoje há um semáforo no cruzamento. Os carros que descerem a
Contorno terão que pegar a Rua Antônio de Albuquerque à direita e virar à
esquerda na Rua Professor Moraes, cruzando a Avenida do Contorno para chegar à
Rua Grão Mogol.
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BASTIDORES
01/07/2006
Mão única
O
superintendente do Dnit, Geraldo de Freitas Fernandes,
disse ontem a estes Bastidores que na próxima quarta-feira fará uma inspeção na
ponte, nos acessos e na drenagem para, logo em seguida, liberá-la aos motoristas.
O tráfego ficará assim: no sentido São Luís – continente, ponte nova. No
sentido inverso, a ponte velha restaurada.
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REGIONAL
01/07/2006
Transamazônica:
MPF pede R$ 1 bi
Valor é a
indenização por mau estado de conservação da rodovia que corta oito municípios
da região
A procuradoria
da República em Altamira, sudoeste do Pará, em parceria com o Ministério
Público do Estado do Pará, ajuizou na Justiça Federal ação civil pública com
pedido de liminar contra a União e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), em
função das péssimas condições de conservação da BR-230, a Rodovia Transamazônica. A ação foi recebida
na Justiça Federal em Altamira.
A ação pede a manutenção da trafegabilidade da rodovia durante o ano inteiro,
obras de reparos necessários na mesma, presença de patrulhamento ostensivo, o
pagamento de danos morais coletivos e mais o pagamento de danos morais e
materiais derivados de interesses individuais homogêneos. O valor pedido como
indenização por danos morais coletivos é da casa de R$ 1 bilhão de reais a
serem repassados para os municípios de Novo Repartimento, Pacajá, Anapu,
Altamira, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Medicilândia e Uruará. Esse valor deve
ser investido em melhoras sociais - combate ao analfabetismo, capacitação
profissional, melhoras de saúde e habitação. Tal valor se baseia em um montante
aproximado de meio bilhão de reais em financiamentos fraudados aprovados na
extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que deveriam
ter sido aplicados nos municípios.
A condenação da União Federal ao ressarcimento por danos morais e materiais
individuais ocasionados à população dos municípios paraenses afetados pela
má-conservação da Transamazônica garante às pessoas que tiveram prejuízos em
conseqüência da situação da estrada possam também acionar a União no caso de a
Justiça vir a dar ganho de causa à ação em última instância. Para tal, é
recomendável que quem faça uso da rodovia ou sofra com o desleixo da mesma
guarde documentos e notas fiscais que possam comprovar eventuais danos
sofridos.
O procurador da República Marco Antônio Delfino e a promotora de Justiça de
Pacajá, Fábia Mussi, autores da ação, pediram concessão de liminar contra a
União e o Dnit para garantir a trafegabilidade do
trecho entre Novo Repartimento e Uruará, ponto considerado mais crítico da rodovia,
em prazo urgente. Também foram pedidos para o trecho Novo Repartimento - Uruará
construção de pontes concretadas, instalação de sinalização, no prazo de 90
dias, e implantação de medidas imediatas que reduzam os altos índices de
criminalidade na rodovia. Foi ainda pedido liminar para a construção de posto
da Polícia Rodoviária Federal no trecho entre Anapu e Novo Repartimento no
prazo de 90 dias. As multas para o não cumprimento das liminares podem chegar
R$ 1 milhão por ponto da rodovia obstruído.
A ação discorre em detalhes sobre a total falta de condições mínimas de uso da
BR-230, denunciando jornadas de oito dias para o percurso de 46 km, ambulâncias
que ficam presas durante horas em atoleiros e levando à morte seus pacientes e
pergunta “qual outra rodovia do país causa tantos prejuízos aos veículos que
nela trafegam?”
Fruto de um trabalhos dos MP’s Federal e Estadual, surgiu a partir de
audiências públicas nos municípios de Altamira e Pacajá que possibilitaram um
trabalho de seis meses de levantamento de dados sobre a rodovia.
Ao final da ação, ficam as perguntas que traduzem o tamanho do descaso com as
populações prejudicadas na Transamazônica: “Como reparar tais danos? Como reparar
34 anos de descumprimento flagrante de direitos constitucionais? Como reparar a
criança que não obteve melhores condições de vida porque não teve acesso físico
à escola? Como reparar o agricultor que permanece na miséria porque não pode
escoar sua produção?”
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JP SUL DO MARANHÃO
01/07/2006
Curtas do Sul
Construmil vai
recuperar a BR-010
Saiu o contrato
entre o Ministério dos
Transportes e a Construmil
- Construtora e Terraplanagem para as obras de restauração e manutenção da
rodovia BR-010 (Belém-Brasília), no trecho que vai da divisa com o estado do
Tocantins, na cidade de Estreito, à divisa com o Pará, no município de Itinga.
Com valor de R$ 7,68 milhões, o contrato foi assinado pelo ordenador de
despesas do ministério, Mauro Barbosa da Silva, e por Luis S. Bittencourt,
diretor financeiro da construtora.
Com sede em Goiânia, a Construmil foi a segunda colocada na concorrência
realizada pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), no ano passado. A primeira foi a
empresa portuguesa Pavia, que desistiu do contrato.
A demora na convocação da segunda colocada foi provocada em decorrência da
falta de documentos, como a certidão e a autorização do Tribunal de Contas da
União (TCU).
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POLÍTICA
01/07/2006
José Reinaldo
anuncia estradas que consolidam turismo na costa do MA (30/06)
A tão sonhada
estrada de ligação entre São Luís e Fortaleza, pela costa maranhense, vai sair
do papel. O governador José Reinaldo Tavares lançará, na próxima semana, edital
de licitação para construção da rodovia Barreirinhas-Parnaíba, num total de 128
quilômetros de extensão e consolidar um dos dois maiores pólos turísticos do
Brasil, os Lençóis Maranhenses e o Delta das Américas, na fronteira com o
Piauí.
Além da estrada, que é uma extensão da BR-402, o governador mandará incluir no
edital a construção de ramais ligando à rodovia federal os municípios de Santa
Amaro (34,8 quilômetros), Santo Amaro-Primeira Cruz (22,6 quilômetros), Paulino
Neves (31,1 quilômetros) e Água Doce do Maranhão (11,8 quilômetros de via de
acesso).
As obras de implantação da rodovia federal e dos ramais estaduais atingirão
recursos da ordem de R$ 317 milhões e têm prazo de conclusão de dois anos,
aproximadamente. E o seu anúncio só foi possível depois que o governador José
Reinaldo Tavares, enfrentando uma série de dificuldades, assinou convênio com o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Denit), do Ministério dos Transportes.
“Foram quase três anos de elaboração de estudos e projetos, além de gestões
junto ao Ministério dos
Transportes”,
relatou o governador.
O governador José Reinaldo tem certeza que as obras vão revolucionar o turismo,
incrementar a economia de uma vasta região, já que abrirão novas perspectivas
para a criação de camarão e estímulo à pesca, “tudo no sentido de melhorar as
condições de vida de dezenas de milhares de maranhenses”, preocupou-se.
As obras serão executadas pelo governo do Estado por delegação de competência
do governo federal. Antes o governador já havia determinado a construção de
sete pontes de concreto sobre os rios que cortam o curso da estrada, o que,
segundo a Secretaria de Infra-Estrutura do Governo do Maranhão, vai agilizar os
serviços de implantação das rodovias projetadas.
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MINAS
01/07/2006
Recuperação do
Anel a todo vapor, mas sem licitação
Cláudia Rezende
Repórter
A esperada obra de recuperação do Anel Rodoviário foi iniciada ontem pela
Prefeitura de Belo Horizonte por meio de um convênio com o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit). No
entanto, o empreendimento, que vai exigir R$ 72 milhões de recursos públicos _
R$ 57,5 milhões do Dnit e R$ 14,5 milhões da prefeitura _,
será executado sem licitação. A prefeitura justifica a dispensa da concorrência
dizendo que a intervenção é emergencial.
«A situação do Anel Rodoviário é crítica e não há tempo a perder», afirmou o
procurador e controlador geral da prefeitura, Marco Antônio Rezende. Segundo
ele, se existe o recurso, o Governo não pode esperar para fazer a obra. A lei
8.666 prevê que o emprego de dinheiro público sem concorrência só pode ocorrer
em situação de emergência ou de calamidade pública.
A previsão é terminar o trabalho em seis meses, antes do período chuvoso. As
empresas escolhidas pela prefeitura para realizar a recuperação foram a Egesa e
a Camter. Ontem mesmo, operários já estavam na via fazendo levantamento
topográfico. O procurador informou que a seleção das empreiteiras foi feita
após consulta daquelas que seriam capacitadas para concluir o serviço no prazo
determinado.
A dispensa de licitação em ano eleitoral é vista com desconfiança pelo vereador
Délio Malheiros (PV). Ele adiantou que acionará o Ministério Público para
verificar a situação. «Como a prefeitura trata uma situação que se arrasta há
mais de 20 anos como emergencial? A recuperação do Anel é urgente, o que é
diferente de ser emergencial», questionou.
O vereador afirmou que, como o projeto já existe _ foi feito no ano passado _,
o processo licitatório poderia ser resolvido em menos de 30 dias, o que não
iria representar atraso na obra. Por causa da dispensa de concorrência, a
prefeitura poderá enfrentar problemas com o MP, Câmara Municipal e Tribunal de
Contas do Estado, além do Tribunal de Contas da União, já que a maior parte da
verba é de origem federal.
O secretário Municipal de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, informou a
prefeitura está buscando recursos para executar a obra desde 2005. Entre as
melhorias previstas, estão o recapeamento de toda a extensão do Anel e a
construção de oito passarelas de travessia de pedestres. Conforme o secretário,
a intervenção tem o objetivo de reduzir o número de acidentes e atropelamentos
na via.
Segundo dados apresentados por Murilo Valadares, em 2003, houve 1.537 acidentes
no Anel, com 429 feridos e 44 mortos. Em 2004, foram 1.702 ocorrências, 488
feridos e 36 mortos. No ano passado, foram 1.708 acidentes, 486 feridos e 31
mortos. Apenas ontem, até às 15h30, a rodovia foi cenário de sete batidas, com
dois feridos e uma pessoa morta.
Por volta das 14 horas, na altura do Bairro Padre Eustáquio, na Região
Noroeste, um homem não identificado foi atropelado por um caminhão e morreu.
Ele teve traumatismo craniano e seu rosto ficou desfigurado. Quase no mesmo
horário, no Bairro Engenho Nogueira, na Região da Pampulha, um engavetamento
envolvendo quatro carros, um microônibus, uma moto e uma carreta, deixou dois
feridos.
Marcos Cançado, 27 anos, e Gláucio Santana, 26 anos, que estavam em um Fiat
Palio, foram prensados entre o microônibus e a carreta. Marcos Cançado
conseguiu sair sozinho do veículo, mas Gláucio Santana ficou preso nas
ferragens e foi retirado pelo Corpo de Bombeiros. Eles foram levados para o
Hospital de Pronto-Socorro João XXIII com ferimentos leves.
Todo o asfalto será trocado
A obra de recuperação do Anel Rodoviário deverá eliminar o problema com os
bueiros abertos, que provocou a morte da auxiliar de serviços gerais Andréia
Silva de Oliveira, 20 anos, em fevereiro do ano passado, no Bairro Nazaré. Um
dos serviços previstos é o fechamento de todos os bueiros abertos, assim como
das boca-de-lobos. Um levantamento feito pela Prefeitura de Belo Horizonte no
início deste ano constatou que, nos 26,5 quilômetros do Anel, existem 213
estruturas de escoamento que precisam ser tampadas, o que representa uma deficiência
a cada 100 metros de rodovia.
O Anel Rodoviário vai receber uma nova camada de asfalto e, nos lugares em que
houver necessidade, será feita fresagem. O projeto também prevê a construção de
oito passarelas de travessia de pedestres, nos bairros Bonsucesso, na Região do
Barreiro, Engenho Nogueira, na Pampulha, no Universitário e Nazaré, no Nordeste
da cidade. As outras quatro serão no quilômetro 14,2, na Região Noroeste, no
quilômetro 23, na Nordeste, no trevo da Avenida Carlos Luz e no viaduto do
Trevo do Bairro São Francisco, na Pampulha.
Segundo o secretário de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, a prefeitura já
construiu 13 passarelas no Anel e foi constatada a necessidades dessas oito. A
notícia agradou o vendedor Aílton Servano dos Santos, 18 anos, que trabalha e
mora às margens do Anel, em cima do viaduto do Bairro São Francisco. «Precisa,
e muito, de passarela aqui. Já vi atropelamento demais», disse. Ele conta que
perdeu um amigo em um desses acidentes.
O ajudante de caminhão Ricardo Luiz dos Santos, 32 anos, também gostou da
medida. Ele precisa atravessar a rodovia todos os dias para trabalhar. «Desço
do ônibus, espero um pouquinho e saio ’vazado’. Tem que correr. Não dá para
atravessar o Anel andando, não», afirma, destacando que os veículos trafegam em
alta velocidade. A recuperação também terá nova sinalização, cerca de duas mil
placas e reforma do sistema de drenagem que não estiver em boas condições.
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ATUALIDADES
01/07/2006
Juiz exige
desobstrução de rodovia
O juiz federal
de Altamira, Herculano Martins Nacif, em liminar concedida ao apreciar ação
ajuizada pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do
Pará, obriga a União e o Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes (Dnit) a providenciarem a desobstrução,
em 30 dias, de trechos intrafegáveis da BR-230, a rodovia Transamazônica, entre
os municípios de Novo Repartimento e Uruará.
O magistrado revela-se convicto de que 'o completo abandono da Transamazônica
configura a mais grave omissão do governo federal durante toda a história
republicana do Brasil.' Ele chega a classificar a estrada de 'Transamargura',
diz que o governo federal relegou cerca de 250 mil pessoas que vivem na região
do Xingu à condição de cidadãos de segunda classe, critica o Poder Público por
não prestar os serviços necessários de manutenção da rodovia e fixa multas no
valor de R$ 2 milhões por ponto não-desobstruído.
A decisão judicial também determina que, em 120 dias, a União e o Dnit substituam, no trecho entre Novo
Repartimento e Uruará, todas as pontes de madeira por pontes de concreto. A
sinalização também deverá ser toda substituída e a União deverá providenciar,
em 30 dias, 'medidas tendentes à redução dos alarmantes índices de
criminalidade' entre os dois municípios. Ao final do prazo, deverá ser
apresentada em juízo a relação das medidas a serem efetivadas. O juiz mandou
ainda que a União construa e providencie o equipamento de um posto da Polícia
Rodoviária Federal no trecho da rodovia entre Anapu e Novo Repartimento.
Os cerca de R$ 2,4 milhões fixados como multa para o caso de desobediência às
determinações para que sejam providenciadas várias melhorias na Transamazônica
deverão ser destinados, segundo Nacif, ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos
(FDD), para aplicação em investimentos nas áreas de educação e saúde dos
municípios de Novo Repartimento, Pacajá, Anapú, Altamira, Vitória do Xingu,
Brasil Novo, Medicilância e Uruará.
Para Nacif, o Ministério Público tem razão quando alega que os obstáculos
decorrentes da intrafegabilidade da rodovia afrontam o princípio da dignidade
da pessoa humana, uma vez que são empecilhos ao pleno exercício de direitos
como os relacionados à saúde, educação, acesso à justiça, liberdade do
exercício da profissão, livre iniciativa, segurança e liberdade de locomoção
pela população residente nos municípios mais afetados pela precária conservação
da Transamazônica.
TÁBUAS
O magistrado destaca que certos trechos da BR-203 exigem oito dias para se
percorrer apenas 46 quilômetros e apresentam 'tábuas improvisadas no lugar de
pontes de concreto. Nacif diz ainda que os serviços de saúde estão seriamente
afetados e cita o caso de gestantes que correm riscos durante simples ato de
terem que se submeter a exames de ultra-sonografia em cidade próxima. 'A falta
de atendimento gera mortes por conta do isolamento, sendo que somente os mais
abastados da região têm condições de fretar aviões em casos de emergência',
afirma o juiz federal.
Herculano fustiga o governo federal ao comparar os gastos com publicidade e a
intrafegabilidade de rodovias como a Transamazônica. 'Esse mesmo
Estado que gasta milhões em publicidade é incapaz de promover as necessárias
dotações orçamentárias e o conseqüente desembolso financeiro que arque com o
custo relativamente baixo para a manutenção da rodovia Transamazônica, de modo
a não ser a mesma bloqueada.'
Além disso, complementa o juiz federal de Altamira, o acesso à justiça está
sendo prejudicado, 'uma vez que a simples realização de uma audiência resulta
em uma situação de imprevisão, por não poder ser estimada à data da chegada do
interessado no juízo. De fato, a experiência inicial da Justiça Federal tem
revelado que a dificuldade de acesso na região representa uma barreira à
distribuição da justiça, tanto em matéria cível como penal. O mesmo ocorre
quanto ao direito à educação, praticamente inviabilizado durante a maior parte
do ano.'
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ALYRIO SABBÁ
01/07/2006
Banco do Brasil
agente do FMM
De Brasília
Sérgio Bacci, Diretor de Fomento do Ministério dos Transportes informa para o co-lunista, ele que é leitor diário da coluna,
que o Banco da Amazônia S/A - BASA, há tempos já está credenciado como Agente
do Fundo de Marinha Mercante, habilitado para realizar qualquer operação de
financiamento para cons-trução de embarcações. Enquanto isto o Banco do Brasil
já está na reta final para também operar no mesmo segmento, muito bom para a
região onde mantém diversas agências. Na foto Sérgio Bacci, com o colunista
quando ainda da festa do Sindmar na bucólica Mosqueiro. (Luis Celso).

TEMPO REAL
01/07/2006
Ação pede
indenização de R$ 1 bilhão por má conservação da Transamazônica, informa MPF
(30/06)
22h12
Adriana Franzin
Da Agência Brasil
Brasília - O Ministério Público de Altamira (PA) e o do Estado do Pará
ajuizaram hoje (30) uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo R$ 1
bilhão em indenização pelo mau estado de conservação da rodovia BR-230,
conhecida como Transamazônica. A informação é do Ministério Público Federal
(MPF), que acrescenta que a ação, com pedido de liminar, foi promovida contra a
União e o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
Em nota, o MPF afirma que o valor da indenização por danos morais coletivos foi
baseado no total de financiamentos fraudados da extinta Superintendência de
Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo o órgão, foram desviados
aproximadamente R$ 500 milhões que deveriam ser empregados em oito municípios
paraenses.
De acordo com o MPF, os recursos seriam repassados aos municípios de Altamira,
Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Novo Repartimento, Pacajá, Uruará e Vitória
do Xingu. O texto afirma que a ação pede que o dinheiro seja investido em
melhorias em educação, saúde e habitação. Segundo o Ministério Público, além da
indenização, os MPs de Altamira e do Pará querem que a rodovia tenha manutenção
durante todo o ano, o que inclui reparos e patrulhamento
A nota informa ainda que a ação é fruto de seis meses de pesquisa feitas em
audiências públicas em Altamira e Pacajá e que, se o julgamento da ação der o
ganho de causa ao Ministério Público, as pessoas que tiverem prejuízos
comprovados por causa da rodovia poderão recorrer à União para ser indenizadas.
30/06/2006
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POLÍTICA
01/07/2006
Solução caseira
Secretário-executivo
assume vaga deixada por Roberto Rodrigues na Agricultura e preocupa ruralistas
Sandro Lima
Da equipe do Correio
Dois dias após aceitar a demissão de Roberto Rodrigues do Ministério da
Agricultura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou mais uma vez por uma
solução caseira para preencher o cargo: nomeou o secretário-executivo da pasta,
Luiz Carlos Guedes Pinto, que toma posse na próxima segunda-feira. Para
resolver rapidamente o problema, Lula tomou atitude semelhante à da última reforma
ministerial.
Guedes assume a nova função já anunciando uma boa notícia para o setor rural: a
liberação de R$ 42,6 milhões para o programa de seguro agrícola. Guedes fez o
anúncio da verba após reunir-se com Lula e Roberto Rodrigues no Palácio do
Planalto. O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, foi encarregado
pelo presidente de confirmar Guedes. Segundo Genro, o novo ministro vai assumir
a mesma linha técnica e política empregada por Roberto Rodrigues, “não havendo
nenhuma ruptura” com a gestão anterior.
Apesar das palavras de Genro, a nomeação de Guedes já preocupa grandes
produtores e deve acirrar os ânimos entre governo e a bancada ruralista no
Congresso. Engenheiro agrônomo, Guedes tem fortes ligações com o Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Ele foi presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, que tem
relações históricas com os movimentos sociais do campo. Nos tempos de professor
da Universidade de Campinas (SP), a Unicamp, atuava como uma espécie de
conselheiro intelectual do MST. Devido a esse passado de participação nos
movimentos sociais, o temor dos ruralistas é que Guedes faça uma administração
voltada para os sem-terra e para os pequenos agricultores, ao contrário de
Rodrigues, que vinha batalhando por medidas de apoio aos grandes agricultores.
O principal temor dos ruralistas é que com a nomeação de Guedes, o governo
possa editar uma portaria aumentando os índices de produtividade usados por
técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para
verificar se um imóvel rural é ou não improdutivo. Com os novos índices, pode
elevar o número de áreas consideradas improdutivas e, conseqüentemente,
desapropriadas para a reforma agrária. Por enquanto, Lula tem sinalizado que
não permitirá a mudança, contrariando reivindicação do MST.
Luiz Carlos Guedes ocupava a secretaria-executiva do Ministério da Agricultura
desde dezembro de 2004 e foi instruído por Lula a não fazer alterações na pasta
e procurar manter um bom relacionamento com a bancada ruralista no Congresso e
com os representantes do agronegócio. “Me sinto honrado com o convite. É um desafio
muito grande substituir o ministro, uma das figuras mais preparadas”, disse
Guedes.
“Caminho correto”
Para afastar os temores de uma guinada à esquerda no ministério, o novo ministro afirmou que dará
continuidade à política de Rodrigues, mantendo um relacionamento estreito com
todos os segmentos agrícolas, inclusive com os grandes produtores. “Estamos
convencidos que o Ministério da Agricultura está trilhando o caminho correto e
nos cabe dar seqüência ao trabalho”, prometeu Guedes.
Nascido em Vera Cruz, interior paulista, Guedes já foi presidente da Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab), secretário da Agricultura do estado de São
Paulo e diretor da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo
(Ceagesp). No governo federal, também participou do processo de implantação da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da qual foi assessor e
chefe de gabinete da Presidência. Com graduação e doutorado pela Escola
Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (USP), fez pós-doutorado
na Universidade de Córdoba, na Espanha.
Com a nomeação de Guedes também deve haver uma reaproximação dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da
Agricultura. Recentemente, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel
Rosseto e Roberto Rodrigues ficaram em salas separadas durante reunião da
Organização Mundial do Comércio (OMC) devido a divergências sobre a política
agrícola do governo.
Gente nova na Esplanada
Pedro Brito
Acumulava as funções de secretário-executivo e chefe de gabinete de Ciro Gomes
na Integração Nacional. Manteve a cota do PSB na Esplanada.
Altemir Gregolin
Pasta desprezada pelos aliados políticos, a Secretaria da Pesca continuou na
mão do PT. José Fritsch indicou o secretário-executivo para substituí-lo.
Orlando Silva
Ex-presidente da UNE, assumiu a vaga de Agnelo Queiroz, que deixou o Ministério
dos Esportes para disputar o GDF. Manteve a cota do PCdoB no governo.
Paulo Sérgio de
Oliveira Passos
Na cota do PL, substituiu Alfredo Nascimento, que deixou o Ministério dos Transportes para disputar uma vaga no Senado.
Guilherme Cassel
Indicado para o Desenvolvimento Agrário por Miguel Rosseto, manteve o espaço do
PT no ministério.
José Agenor da Silva
Substituiu Saraiva Felipe no Ministério da Saúde, porém, vem sendo bombardeado
pela ala governista do PMDB que não se sente representada por ele.
Jorge Hage
Funcionário de carreira, assumiu o comando da Controladoria Geral da União no
lugar de Waldir Pires, deslocado para o Ministério da Defesa.
Mudanças nos ministérios
1. José Fritsch (Pesca) — Deixou o governo em março para ser candidato a
governador de Santa Catarina. O Ministério acabou rebaixado à condição de
secretaria.
2. Nilmário Miranda (Direitos Humanos) — Deixou o governo no ano passado para
preparar sua campanha ao governo de Minas Gerais. O Ministério perdeu status e,
embora tenha mantido o nome, tornou-se uma secretaria, que por pouco não foi
incorporada à pasta da Justiça.
3. Roberto Rodrigues ( Agricultura) — Depois de uma série de desentendimentos
internos no governo e de anunciar que não ficaria em eventual segundo mandato
de Lula, anunciou ontem que voltará para casa antes da data marcada.
4. Miro Teixeira (Comunicações) — Para continuar no cargo, chegou a se
desfiliar do PDT quando o partido deixou a base de apoio ao governo, mas depois
o presidente Lula decidiu entregar a pasta para o PMDB.
5. Antonio Palocci (Fazenda )— Ganhou seguidas quedas-de-braço com ministros do
governo, entre eles o próprio Rodrigues e o então todo-poderoso José Dirceu,
mas caiu ao se envolver com a queda do sigilo bancário de caseiro que o
denunciou à CPI dos Bingos.
6. Luiz Gushiken (Propaganda) — Flagrado transferindo verbas de publicidade
oficial para empresa de parente e suspeito de ser o homem-forte do governo nos
fundos de pensão, foi afastado do cargo por Lula. Ficou na Esplanada, mas em um
posto sem relevância.
7. José Viegas (Defesa) — Caiu depois de ser desautorizado pelo comandante do
Exército no episódio de nota à imprensa em que a força defendia o golpe militar
de 1964 e justificava torturas e desaparecimentos políticos durante a ditadura.
8. Humberto Costa (Saúde) — Muito criticado por dificultar as relações com o
Congresso, onde os parlamentares cobram o pagamento de emendas ao Orçamento em
troca de apoio ao Planalto, deixou a Esplanada em 2005 para ser candidato a
governador de Pernambuco.
9. Ricardo Berzoini (Previdência e Trabalho) — Negociador da reforma da
Previdência no Congresso, que rendeu, entre outros problemas, o racha petista
que acabou na criação do PSol, deixou o governo para assumir a presidência do
PT pós-mensalão, após a queda de José Genoino, apanhado de braços addos com
Delúbio Soares e Marcos Valério na formação do caixa 2 petista.
10. José Dirceu (Casa Civil) — Chamado de super-ministro no início do mandato
de Lula, esteve no centro dos dois principais escândalos do atual governo — o
caso Waldomiro e o mensalão — e caiu diante das denúncias do ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB): “Sai daí, Zé!”, gritou o deputado no Conselho de
Ética. Dirceu caiu e teve o mandato de deputado cassado pela Câmara.
11. Benedita da Silva (Ação Social) — Flagrada em viagem particular realizada
às custas do erário, conseguiu a proeza de se manter dois anos à frente da área
social do governo. Bastou sair para que o setor engrenasse e o Bolsa Família se
tornasse a principal arma da campanha de Lula à reeleição.
12. Anderson Adauto ( Transportes) — Da cota do vice—presidente e do PL no
governo, deixou a Esplanada em 2004 para ser candidato a prefeito de Uberada
(MG). Foi citado no episódio do mensalão, quando já não era mais ministro.
Admitiu usar caixa 2 em todas as suas campanhas políticas.
13. Roberto Amaral (Ciência e Tecnologia) — Representante do PSB, perdeu a vaga
para o deputado Eduardo Campos, cacique do partido. Criou polêmica ao defender
a pesquisa nuclear, inclusive para a fabricação da bomba atômica, caso isso
interessasse ao país.
14. José Graziano (Fome Zero) — Encarregado de implantar ambicioso programa emergencial
contra a fome, fracassou e deixou o governo. No ano passado, foi reabilitado
por Lula com um cargo de assessor especial da Presidência.
15. Emília Fernandes (Mulheres) — Com desempenho pífio, especializou-se em dar
entrevistas para a rede oficial de rádio e televisão. O ministério só passou a existir de fato quando
Emília deixou o cargo e Lula nomeou a ex-reitora da Uerj Nilcéa Freire em seu
lugar.
16. Agnelo Queiroz (Esporte) — Ignorou a ordem de Lula para que todos os
candidatos deixassem os respectivos ministérios no ano passado, só apresentando seu pedido de demissão este
ano, no limite do prazo para a desincompatibilização do cargo.
17. Cristovam Buarque (Educação) — Demitido por telefone quando estava em
viagem oficial a Portugal, o senador do DF tornou-se um crítico feroz do PT e
acabou por deixar o partido para ser candidato a presidente da República pelo
PDT.
18. Ciro Gomes (Integração Nacional) — Um dos favoritos de Lula, chegou a ser
cotado inclusive para pastas mais importantes, mas acabou preterido pelo ciúme
que causa no PT. Deixou o cargo para ser candidato a deputado federal pelo PSB
do Ceará.
19. Jaques Wagner ( Trabalho e Coordenação Política) — Um coringa na equipe de
Lula, deixou o Palácio do Planalto, onde trabalhou até março, para ser
candidato do PT a governador da Bahia.
20. Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) — Da ala mais à esquerda do PT,
foi dos que trombou seguidas vezes nos bastidores com o ministro da
Agricultura. (Não está na foto)
21. Olívio Dutra (Cidades) — Deixou a pasta para que o governo pudesse abrir
uma vaga ao PP que agora integra a base aliada. Vai disputar o governo do Rio
Grande do Sul pelo PT. (Não está na foto)