CUIABÁ URGENTE
04/05/2006
Reivindicação
Empresários da
cidade já pensam em enviar carta ao Dnit
solicitando uma ação emergencial de tapa-buracos na BR-364. Mas, como é ano
eleitoral, fica para a próxima.
GERAIS
04/05/2006
Pacote de obras
para as estradas mineiras
DER completa
hoje 60 anos e governo do estado anuncia reforma de 1,1 mil quilômetros de rodovias
degradadas
Fábio Fabrini
Até o fim do ano, o governo de Minas Gerais vai reformar 1,1 mil quilômetros de
rodovias estaduais. O Departamento de
Estradas de Rodagem (DER) assinará, nos próximos meses, ordens de serviço para
a recuperação de trechos degradados no estado. O pacote de obras – que será anunciado
hoje, durante as comemorações do aniversário de 60 anos do órgão – inclui a
restauração completa da MG-050, que liga Juatuba, na Região Metropolitana de
Belo Horizonte, a São Sebastião do Paraíso, divisa com São Paulo. Será a
primeira rodovia estadual com cobrança de pedágio dos motoristas, o que deve
começar no ano que vem.
O diretor do DER, José Élcio Santos Monteze, explica que a licitação para a
escolha da empreiteira está em fase final. A previsão é de que os trabalhos
comecem em agosto e sejam entregues num prazo de 12 meses, quando o pedágio
começa a vigorar. Para baratear o preço cobrado pela empresa, o projeto será
financiado por meio de parceria público-privada. A partir da reinauguração, o
governo estadual investirá até R$ 35 milhões, por ano, na recuperação e
manutenção da rodovia. Já a exploradora do serviço terá concessão de 25 anos e
deverá aplicar, em média, R$ 26 milhões anuais, enquanto durar o contrato.
Os 370 quilômetros da estrada terão seis praças de pedágio. Em cada um deles,
os carros de passeio vão pagar R$ 3. O preço para veículos de maior porte vai
depender da capacidade de carga e poderá chegar a R$ 15. De acordo com José
Élcio, o modelo de concessão é o mais adequado para as rodovias mineiras, que não têm um grande volume
de tráfego. “Para custear as despesas, os veículos teriam que pagar um valor muito
alto. No caso da MG-050, ele poderia chegar a R$ 15. Por isso, o governo tem
que participar”, justifica, acrescentando que outras estradas podem ganhar projetos semelhantes.
É o caso da MG-010, que liga BH à Serra do Cipó.
Além da MG-050, o DER pretende reformar outros 716 quilômetros nas MGs 010, 20,
30, 40 e 60, entre outras. As obras integram o programa Pró-MG Pleno e foram
divididas em dois lotes, já licitados. O primeiro deles – com 347 quilômetros,
na Grande BH –começou a ser executado há algumas semanas. O segundo – com 369
quilômetros, nas regiões Central e Centro-Oeste – deve sair do papel até o fim
do ano. “A maioria das intervenções é pontual, em trechos que têm de 600 metros
a 63 quilômetros. O objetivo é devolver o conforto e a segurança aos motoristas
nesses locais”, esclarece José Élcio.
O prazo para a conclusão das reformas é de quatro meses. O esquema de
conservação, nesses casos, mudará. Pela primeira vez, a construtora terá que
responder, também, pela manutenção da estrada. Os contratos estabelecem multas
pesadas para a empresa que negligenciar alguns serviços. Aquela que não tapar
um buraco em 48 horas, por exemplo, estará sujeita a multa de R$ 5 mil.
As comemorações dos 60 anos do DER, criado em 4 de maio de 1946, vão durar todo
o mês nas regionais de todo o estado. Hoje, haverá hasteamento de bandeira,
banda de música, almoço especial e culto ecumênico na sede, em Belo Horizonte.
BLOQUEIO O juiz Márcio José de Aguiar, da 10ª Vara Federal de Belo Horizonte,
determinou, ontem, a interdição de 107 quilômetros da BR-354, entre Estalagem,
Campos Altos e Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Pela decisão, o bloqueio deve
durar até a reparação do pavimento pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). De
acordo com o magistrado, a precariedade do asfalto expõe os motoristas ao risco
de acidentes. Eles vão ter que fazer desvios por outras rodovias.
"O objetivo é devolver o conforto e a segurança aos motoristas" -
José Élcio Santos Monteze, diretor do DER
BRASIL
04/05/2006
Juiz interdita
rodovia no Oeste de MG
Gláucio Castro
Repórter
O juiz Márcio José de Aguiar, da 10ª Vara Federal de Belo Horizonte, determinou
no fim da tarde de ontem a interdição da rodovia BR-354, no trecho que vai do
entroncamento com a BR-262 ao entroncamento com a BR-365, entre os municípios
de Estalagem, Campos Altos e Patos de Minas, Região do Alto Paranaíba, no Oeste
de Minas. Até às 20 horas de ontem, o Grupamento da Polícia Rodoviária Estadual
(PRE) de Carmo do Paranaíba, responsável pelo trecho, não tinha recebido nenhum
comunicado oficial da decisão.
Em nota, o juiz ressalta que foi o próprio Departamento Nacional de
Infra-estrutura e Transporte (Denit) quem informou os problemas do tre cho,
confirmando precariedade do pavimento, acostamento comprometido, sinalização
insuficiente e buracos em toda a extensão, que vai do Km-225 ao Km-378.
Pela decisão judicial, a rodovia deve ficar interditada até que sejam
realizadas obras de reparação, ainda que emergenciais, para garantir a
segurança pessoal e patrimonial dos pedestres e motoristas que passam pelo
local.
A Assessoria de Imprensa do Denit em Minas Gerais informou que já foram
realizadas obras no trecho e que os problemas foram resolvidos. Ainda segundo a
assessoria do órgão, a Procuradoria do Denit entrou com uma petição pedindo a
anulação da decisão.
O cabo Mauro Torquato, da PRE de Carmo do Paranaíba, confirmou que pelo menos
25 quilômetros da estrada, entre o Trevo de Arapuá e o Trevo de Rio Paranaíba,
estão em condições precárias e ainda não foram recuperados.
½Neste trecho foi jogado pó de brita para cobrir os buracos, mas a situação é
bastante ruim. Os motoristas têm de dirigir com muito cuidado. O risco de
acidente é grande”, alertou o patrulheiro.
Ainda segundo Torquato, entre o Trevo de Arapuá e Patos de Minas e do Trevo de
Rio Paranaíba à BR-262, já foram realizadas obras e as condições estão bem
melhores.
REGIONAL
04/05/2006
Deputada cobra
recursos para rodovia
BR-422
A deputada
federal Ann Pontes (PMDB) encaminhou, na tarde de ontem, solicitação de
informações ao ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre a liberação de recursos para
a Rodovia BR-422, que liga o Entroncamento da
Transamazônica, no município de Novo Repartimento, ao município de Tucuruí. No
requerimento, a parlamentar questiona o Ministério quanto ao valor previsto
para a recuperação da rodovia, que deverá ser destinado aos respectivos municípios,
a fim de garantir a trafegabilidade da BR, já comprometida devido as fortes
chuvas que assolam a região.
Ann Pontes questionou ainda qual a previsão para a efetiva liberação dos
recursos. “O requerimento visa esclarecer a população dos municípios de Novo
Repartimento e Tucuruí sobre os valores e o cronograma de liberação de recursos
previstos para que se inicie a recuperação da BR-422”, explica a deputada.
Com as chuvas ocasionadas pelo chamado inverno amazônico, a rodovia encontra-se
interditada, tendo, inclusive, ocasionado a morte de duas crianças de Novo
Repartimento que buscavam atendimento médico especializado em Tucuruí.
CIDADES
04/05/2006
Reunião vai
discutir obras
Uma reunião
entre CTBel, Detran-PA, Secon, Sesan, Shopping Castanheira e Dnit vai discutir hoje o perigo em que
deverá se transformar o Complexo Viário do Entroncamento, especialmente para o
pedestre, caso a inauguração da obra se concretize sem a construção de três
passarelas previstas no projeto original. A reunião foi convocada pela
presidência da CTBel a partir de um pedido da Câmara Municipal de Belém.
Uma comissão de vereadores foi formada ontem para acompanhar as obras. Na
opinião do vereador Raul Batista (PSL), não há no projeto original os itens
necessários para proteger a vida de condutores, ciclistas e pedestres que irão
trafegar na área.
Segundo Batista, vários alertas já foram dados para o perigo que a população
pode correr se a obra for concluída sem ciclovias, passarelas, canais para
escoamento das águas pluviais e refúgios para motoristas. “Se houver um
acidente, a pessoa terá que sair no meio do túnel e ficar desprotegido”,
comentou.
O vereador Amaro Klautau (PSDB) também se solidarizou sobre o assunto,
alertando para o fato de que a obra não pode ser inaugurada sem as devidas
melhorias.
DNIT - Segundo informações do diretor
regional do Dnit, João Bosco, publicadas na edição
do dia 23/4 pelo DIÁRIO, o Complexo Viário vai eliminar os engarrafamentos no Entroncamento,
beneficiando mais de 90 mil motoristas. Em meados deste mês, o órgão vai
liberar a primeira pista, com três faixas, no sentido Ananindeua-Belém. A obra
custou R$ 34 milhões, dinheiro oriundo, exclusivamente, dos cofres federais.
Para os pedestres, serão construídas três passarelas: uma em frente ao Cartório
Abelardo Condurú, na BR-316; outra em frente à Praça da Bíblia e mais uma em
direção à Feira do Entroncamento, próximo à passagem Prainha. As passarelas
serão rampadas, permitindo o acesso de bicicletas e portadores de necessidades
especiais.
PAINEL
04/05/2006
Câmara aprova MP
que modifica seis leis
Brasília
Agência Estado
A Câmara aprovou ontem a Medida Provisória (MP) 283/06, que muda seis leis, um
decreto-lei e uma MP. A medida foi editada em fevereiro. Criou a Gratificação
por Encargo de Curso ou Concurso, que vai conceder uma remuneração extra aos
servidores federais que ministrarem cursos de aperfeiçoamento ou de treinamento
no âmbito da administração pública. A aprovação da proposta não desobstruiu a
pauta do plenário da Câmara, que continua trancada por três MPs e um projeto de
lei.
A gratificação por encargo ou concurso também será recebida pelos servidores
que participarem de banca examinadora ou de análise de currículos, ou que
fiscalizarem provas de vestibular e concurso público. O valor do benefício será
calculado por hora com base em um porcentual sobre o maior vencimento básico da
administração federal. No ano, os servidores poderão ministrar cursos por no
máximo 120 horas. A gratificação não será incorporada ao salário.
O servidor, porém, só terá direito à remuneração se a atividade extra não
prejudicar o trabalho normal. As mudanças foram incluídas na Lei do Regime
Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei 8.112/90). A MP segue
agora para o exame do Senado.
A mesma MP transfere para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) os
funcionários da antiga Legião Brasileira de Assistência (LBA), extinta em 1995,
que hoje estão lotados no Centro de Promoção Social Abrigo Cristo Redentor
(RJ); cria duas subsecretarias na Secretaria-Geral de Relações Exteriores, do
Ministério das Relações Exteriores, e restitui ao Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e ao
Ministério da Cultura as funções comissionadas técnicas (FCTs) que foram
retiradas até o dia 22 de fevereiro deste ano.
A MP 283 cria ainda 173 novos cargos em comissão para o grupo Direção e
Assessoramento Superior (DAS), destinados a atender o Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Comitê Organizador dos Jogos
Pan-Americanos de 2007, que serão realizados no Rio de Janeiro; autoriza a cessão
de funcionários da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot) e
de companhias docas federalizadas para o Dnit; e
assegura aos servidores do Departamento Nacional de Obras conta as Secas
(Dnocs) a continuidade do pagamento da complementação salarial instituída em
1988, desde que tenham recebido a vantagem de forma continuada até julho de 2005,
quando o pagamento do benefício foi suspenso por ordem do Tribunal de Contas da
União (TCU). Fica ainda prorrogado até 31 de março de 2007 os contratos
temporários firmados pelo Comando da Aeronáutica, nas atividades ligadas à
aviação civil.
PAINEL
04/05/2006
Eclusas têm R$ 138
milhões este ano
Novidade este
ano é que os recursos serão destinados diretamente à Eletronorte pelo Ministério
das Minas e Energia, não com a interferência da Pasta dos Transportes
O Orçamento
Geral da União tem consignada, para o exercício financeiro de 2006, uma verba
de R$ 138 milhões para investimento nas obras do sistema de transposição da
barragem de Tucuruí, no rio Tocantins. E com uma novidade: a dotação
orçamentária prevê, a partir deste ano, a aplicação dos recursos diretamente
pela Eletronorte, na esfera do Ministério de Minas e Energia, e não mais pelo Ministério dos Transportes, como tem sido desde o início das
obras civis de construção da hidrelétrica, no ano de 1977.
A mudança, anunciada há duas semanas pelo presidente da Eletronorte, Carlos
Nascimento, foi confirmada ontem pelo superintendente da Ahimor (Administração
das Hidrovias da Amazônia Oriental), Michel Dib Tachy. Outra mudança processada
pelo governo federal, segundo Michel Dib Tachy, diz respeito à subordinação
administrativa das administrações das hidrovias, como é
o caso da Ahimor e da Ahitar (Administração da Hidrovia do Tocantins e
Araguaia). Até aqui administrativamente subordinadas à Companhia Docas do Pará,
elas deverão perder essa vinculação.
No caso das eclusas de Tucuruí, informou o superintendente da Ahimor que de
1977 a 1997, quando se iniciaram os procedimentos para retomada das obras da
segunda (e última) etapa da hidrelétrica, agora em fase de conclusão, foram
investidos no projeto das eclusas cerca de R$ 340 milhões, em valores de
setembro de 1997, data da última atualização. Já para o término do sistema de
transposição, em valores de hoje, seriam necessários investimentos totais de R$
610,9 milhões.
De 1998 até o ano passado, coincidindo com o andamento das obras da segunda
etapa da hidrelétrica de Tucuruí, o governo federal investiu no projeto das
eclusas cerca de R$ 253,3 milhões. Os investimentos, embora insuficientes,
foram maiores durante o governo Fernando Henrique, totalizando ano a ano R$
18,9 milhões em 1998, R$ 26,9 milhões em 1999, R$ 38 milhões em 2000, R$ 89,8
milhões em 2001 e R$ 19,5 milhões em 2002.
Em 2003, primeiro ano do governo Lula, os investimentos no projeto das eclusas
se limitaram a R$ 8,5 milhões. Em 2004 houve um crescimento razoável, chegando
a R$ 46,6 milhões, mas no ano passado, já com as obras praticamente
paralisadas, houve uma queda brusca, ficando as aplicações em R$ 4,8 milhões.
Valor verdadeiramente irrisório, se for considerada a necessidade de investimentos
anuais superiores a R$ 200 milhões para que a obra possa ser concluída num
prazo de três anos, tempo estimado pelas autoridades do próprio governo.
Administração de hidrovias vive impasse em todo o País
As incertezas que hoje rondam as administrações hidroviárias se arrastam, na
verdade, desde 1990, quando foi extinta a Portobrás. Na
época, sem saber ao certo o que fazer, o governo optou por entregar essas
unidades administrativas às Companhias Docas, como a Codeba (Bahia), Codesp
(São Paulo) e Codemar (Maranhão). No Pará, resultou dessa medida a
transformação, em apêndices da CDP, da Ahimor e da Ahitar. Inicialmente, o
convênio estabelecia o prazo de um ano como sendo o período em que elas
deveriam ficar sob o domínio das administrações portuárias, tempo que se
imaginava fosse suficiente para o governo definir a nova destinação.
Como nada foi resolvido, o convênio passou a sofrer renovações anuais através
de sucessivos aditamentos, estabelecendo-se assim um caráter permanente ao que
deveria ser provisório - algo, aliás, que não chega a ser novidade na
complicada administração pública brasileira.
Até que, no final do ano passado, o governo decidiu dar à questão das
administrações hidroviárias o que seria uma solução definitiva. Elas perderiam
a vinculação com as Companhias Docas para ficar centralizadas em Brasília.
A mudança não se consumou por conta de embaraços jurídicos na aplicação de
dispositivos da lei 10.233, de 2001 - a lei que extinguiu o antigo DNER, instituindo em seu lugar o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) e criando as Agências Nacionais de
Transportes Terrestres (ANTT) e de Transportes Aquaviários (Antaq). Medida Provisória baixada na época
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não obteve a aprovação do Congresso
Nacional. Outra tentativa ocorreu no início deste ano, através da Medida
Provisória 274. Mas uma vez a questão acabou indefinida porque as
administrações hidroviárias conseguiram retirar do texto da MP o artigo 10, que
autorizava o DNIT a incorporá-las.
Mais recentemente, no dia 23 de fevereiro passado, o governo voltou à carga com
a Medida Provisória 283. Esta MP abre caminho, no seu artigo 8º, para que o DNIT possa absorver os funcionários
lotados nas administrações hidroviárias. A Medida Provisória chegou a ser
relatada no Congresso, mas, antes mesmo de ir a votação em plenário, o governo
voltou a surpreender. Através do decreto 5765, editado no dia 27 de abril, ele
determinou a aplicação imediata dos dispositivos da MP 283.
Trabalhando em conjunto, as administrações hidroviárias de todo o Brasil
reagiram e passaram a negociar com o DNIT. Segundo
o superintendente da Ahimor, Michel Dib Tachy, eles não são contra a mudança
proposta pelo governo, mas entendem que ela deve ocorrer de forma mais
organizada. Nos termos propostos, as administrações hidroviárias perderiam a
vinculação com as Docas e passariam a ficar subordinadas ao DNIT, mas com perda de status. E é isso
que elas estão querendo evitar.
Por essa modelagem, o superintendente da Hidrovia seria reduzido à condição de
simples coordenador de uma Superintendência Regional do DNIT, uma nova estrutura à qual se
subordinaria também a Unit (Unidad de Infra-Estrutura Terrestre). Se com o status
atual as administrações hidroviárias pouco podem fazer, pior ainda ficariam com
a mudança. Perdendo a pouca força político-administrativa que ainda têm, seriam
transformadas em peças meramente decorativas da máquina pública federal.
CIDADES
04/05/2006
Dnit promove
seminário sobre duplicação da 101
Lucilene
Meireles
Repórter
lucilenemeireles@jornalonorte.com.br
Com o objetivo de levar à população local e usuários da rodovia informações
específicas sobre a adequação da capacidade e execução das obras de duplicação
da BR-101, o projeto de duplicação será apresentado pelo Dnit numa audiência realizada em João
Pessoa, na próxima sexta-feira, no Auditório da 13ª Unit, a partir das 9 horas.
Estará presente o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, Mauro Barbosa.
Ele disse que nas audiências as pessoas terão informações gerais sobre o
projeto e detalhes como a necessidade de interferência no tráfego, sobre
construção de passarelas e até como acontecem os processos de desapropriação,
quando necessários. Segundo o diretor geral do Dnit, a obra é grandiosa e interfere
muito no dia-a-dia da população, principalmente de quem mora nos municípios
cortados pela rodovia.
"É como se estivesse sendo feita uma ampla reforma na casa em que
habitamos. Com um bom planejamento, os
transtornos no ambiente podem ser diminuídos e é justamente isto que queremos
com estas audiências", explicou.
Obras continuam a todo ‘vapor’
As obras de duplicação da BR-101, que foram iniciadas há cinco meses, estão a
todo vapor. De acordo com o coordenador do Dnit (Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes) Expedito Leite, só o lote 5 - trecho da Paraíba, que começa no
quilômetro 74,1, na altura da entrada para Lucena, e prossegue até a divisa com
o Estado de Pernambuco - está orçada em R$ 178,76 milhões. O valor total da
obra é de R$ 1,5 bilhão.
Sob o comando do Exército, os trabalhos também estão contando com a colaboração
de policiais militares e civis, que foram contratados temporariamente para
reforçar a mão-de-obra e agilizar o desenvolvimento das atividades. São 223
militares e 129, somando 352 apenas no lote 5.
A execução dos trabalhos na BR-101 Nordeste está a cargo do 1º Grupamento de
Engenharia por meio dos 4 Batalhões de Engenharia de Construção subordinados,
ou seja, 1º Batalhão de Engenharia de Construção, sediado em Caicó-RN, que está
responsável pelo Lote 1 - Trecho Parnamirim/RN - Goianinha/RN; o 2º Batalhão de
Engenharia de Construção, sediado em Teresina-PI executa as obras do Lote 2 -
Trecho Entrada de Lucena/PB - Divisa PB/PE; e os 3º e 4º Batalhões de Engenharia
de Construção, sediados em Picos/PI e Barreiras/BA, respectivamente, são
responsáveis pelas obras do Lote 6 - Divisa PB/PE - Igarassu/PE.
Todo o trabalho está sob a supervisão do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes - Dnit, por
meio da 4º Unit (Pernambuco), 13ª Unit (Paraíba) e 14ª Unit (Rio Grande do
Norte), além da Gestão Ambiental e Desapropriações: Centro de Excelência de
Engenharia de Transportes - Centran.
No total, a obra pretende restaurar 42,5 km de pista, duplicar 120,5 km, e
construir 2.643 metros de pontes, viadutos e passarelas. Na Paraíba, está sendo
feita a restauração da pista existente no trecho na entrada da PB-025, para
Lucena até a divisa do estado com Pernambuco. A duplicação da pista vai atingir
os trechos na entrada da PB-025 e BR-230, próximo a Várzea Nova. O fim da pista
dupla será no Distrito Industrial, na divisa com Pernambuco. Faz parte da obra
também a construção de pontes sobre os rios Cabocó, Paraíba, Preto, Mumbaba,
Gramame, Popocas e Dois Rios.
Dentro do que está previsto no projeto, a Paraíba vai ganhar viadutos para
acesso à Usina Santana, à Usina Ceramina, à Santa Rita, ao Aeroporto - dois - e
ao Terminal Rodoviário de João Pessoa. Além disso, as travessias urbanas de
Bayeux, João Pessoa e Mata Redonda também vão ganhar passarelas.
O Projeto de Readequação do Tráfego da BR 101 - Nordeste foi iniciado no dia 22
de dezembro e o final da obra está previsto para março de 2008.
POLÍTICA
04/05/2006
Ação contra o
porto de Paranaguá
Rhodrigo Deda
A Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) está entrando com um
pedido para o cumprimento da liminar deferida pelo Juízo Federal de Paranaguá,
que liberou a exportação de transgênicos no Porto de Paranaguá.
Tanto para a ABTP, quanto para o Conselho de Autoridade Portuária (CAP), a
decisão do STF não está sendo totalmente cumprida, uma vez que, segundo o
presidente da CAP do Porto de Paranaguá, Hélio José da Silva,
somente parte da estrutura portuária vem sendo utilizada para embarcar produtos
geneticamente modificados.
O CAP encaminhou na terça-feira, dia 2, um pedido de intervenção federal no Porto de Paranaguá à Presidência da
República, alegando que não estão sendo cumpridas determinações do Tribunal de
Contas da União e do Supremo Tribunal Federal. Silva afirmou também que o
pedido foi enviado ontem ao Ministério dos Transportes.
O procurador-geral do estado, Sérgio Botto de Lacerda, foi procurado, mas não
quis prestar declarações. Em apoio ao Estado do Paraná, o Greenpeace enviou no
dia 28 cartas para vários órgãos da União, pedindo que o governo brasileiro
intervenha na decisão do STF. O Greenpeace entende que ao embarcar soja
transgênica por todos os terminais do Porto de
Paranaguá, a Justiça está retirando a possibilidade de o país continuar produzindo
e exportando soja não-transgênica, já que a produção de soja convencional pode
ser contaminada durante a estocagem e escoamento.
ECONOMIA
04/05/2006
Governo retoma
processo de licitação da BR-101
O governo
federal vai retomar o processo de licitação da duplicação da BR-101 entre o Rio
Grande do Norte e Pernambuco. O novo edital foi lançado quinta-feira passada e
as propostas devem ser entregues no próximo dia 30, em Brasília. Dos cinco
lotes que serão licitados agora, dois estão em território pernambucano. As
obras nesses dois lotes, que somam 83,9 quilômetros, têm orçamento previsto de
R$ 489 milhões. O valor global estimado para as obras nos cinco trechos é de R$
915,9 milhões. O prazo de execução da obra varia de 23 a 29 meses.
Hoje, o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) realiza um audiência pública sobre
o projeto no auditório do Serpro, a partir das 9h. Em Pernambuco, o trecho
ligando as cidades do Cabo e Ribeirão tem 43,9 quilômetros de extensão. É o
maior trajeto entre os cinco lotes desta licitação. E o que demandará mais
recursos. A previsão do governo é gastar R$ 275,4 milhões em 870 dias (29
meses). Já o trecho entre Ribeirão e Catende tem 40 quilômetros. As obras devem
custar R$ 213,5 milhões. O prazo de execução é de 780 dias (26 meses).
Na audiência pública de hoje, os diretores do Dnit também
vão informar o andamento das obras dos três trechos iniciadas em dezembro
passado. Os trabalhos estão sendo executados pelo Exército. Em Pernambuco, são
41,4 quilômetros da divisa com a Paraíba até Igarassu. A duplicação e a
restauração desses trechos estão orçadas em R$ 234,3 milhões e têm prazo de
conclusão previsto para outubro de 2008. Mas os primeiros dez quilômetros devem
ficar prontos ainda em setembro deste ano. A construção de pontes, viadutos e
passarelas foi terceirizada. A vencedora foi a catarinense Tec Engenharia.
ECONOMIA
04/05/2006
ANTT: edital de
estradas sai em 15 dias
2.600 km de
rodovias serão entregues à iniciativa privada
BRUNO VILLAS
BÔAS
DO JORNAL DO COMMERCIO
A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT)
informou ontem que o edital do Programa de Concessão de Rodovias Federais deverá ser publicado
dentro de 15 dias. A agência entregou o edital, na tarde de ontem, ao Tribunal
de Contas da União (TCU), que irá avaliar as mudanças realizadas no texto
depois da série de audiências públicas realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro,
Curitiba e Florianópolis. O programa prevê a concessão à iniciativa privada de
2.600 quilômetros de estradas federais.
A ANTT não informou quais mudanças foram
realizadas no edital e afirmou que não comentará o processo até a decisão do
TCU. O mesmo foi dito pelo Ministério dos Transportes, inicialmente responsável pelo edital de concessão. A
privatização das estradas gerou polêmicas durante as audiências
públicas. No Rio de Janeiro, os participantes reclamaram do baixo volume de
investimentos exigidos das concessionárias, o prazo de obras previsto e a localização
das praças de pedágio.
No Estado do Rio, serão leiloadas a BR-101 Norte (da Ponte Rio-Niterói a divisa
com o Espírito Santo) e a BR-393 (divisa com Minas Gerais até a entrada da Via
Dutra). Serão leiloadas ainda a BR-153 (divisa MG/SP à divisa SP/PR), a BR-116
(Curitiba à divisa SC/RS), BR-381 (Belo Horizonte a São Paulo), BR-116 (São
Paulo a Curitiba) e BR-116 (Curitiba a Florianópolis). O processo de licitação
foi atrasado depois de contestações realizadas pelo TCU no ano passado,
principalmente sobre a questão do preço das tarifas de pedágio.
ECONOMIA
04/05/2006
Vereadores cobram
ritmo na 101
Obras mais
lentas entre Araranguá e Sombrio
Araranguá -
Lideranças polícias de Araranguá, no Extremo-sul do Estado, pretendem cobrar do
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) uma explicação para a demora nas
obras de duplicação da 101 no trecho entre Araranguá e Sombrio. De acordo com o
vereador Marco Antônio Motta (PMDB), enquanto os demais trechos estão com o
trabalho bastante adiantado, na região as obras praticamente nem iniciaram.
"Em alguns pontos já tem até trecho pavimentado e por aqui ainda estamos
na fase de preparação da terraplanagem. Algo está errado e queremos saber o que
é", diz o vereador.
Segundo ele, outro questionamento é com relação a alteração no traçado da
rodovia. Atualmente a rodovia corta o perímetro urbano de Araranguá, mas com a
duplicação, a BR-101 será desviada no km 410 da rodovia, se afastando quatro
quilômetros a Oeste e voltando ao leito original sete quilômetros à frente.
"O desvio pode até ser mantido. Nossa preocupação é relacionada a forma
com que isso será feito. Tememos que a água seja represada e complique ainda
mais os problemas durante as cheias", argumenta.
O chefe do DNIT no Sul do Estado, engenheiro
Alvanir Aguiar de Sá, admite que o trecho entre Araranguá e Sombrio está
atrasado. Ele explica que o problema é a falta de liberação das jazidas, mas
aposta que isso deva ser solucionado em breve. "A DM Construtora está
apenas com uma jazida liberada. Sem areia e saibro para fazer os aterros, a
obra realmente atrasa. Porém acredito que esse problema seja solucionado em
breve e a obra possa seguir sem problemas", assegura.
árvores
Com relação a mudança no traçado, o engenheiro admite que o caso pode ser
discutido, desde que isso seja a vontade da maioria dos moradores.
Os motoristas que cruzam a BR-101 na região Sul precisam ficar atentos para
evitar problemas. Durante toda a quarta-feira homens que trabalham na
duplicação se dedicaram ao corte de árvores e ao trabalho de terraplanagem.
Este trabalho não tem prazo para ser concluído. Em função do serviço, parte da
pista está sendo ocupada por máquinas e trabalhadores o que exige atenção redobrada
de motoristas. "Os pontos estão bem sinalizados, mas os motoristas
precisam tomar cuidado e reduzir a velocidade para evitar o envolvimento em
acidentes", observa o patrulheiro rodoviário federal, Wagner da Rosa.
Ele lembra que o trecho da 101 que vai do trevo de acesso a Morro da Fumaça até
o trevo de Araranguá tinha o acostamento nivelado, o que permitia que dois
veículos trafegassem lado a lado nos dois sentidos da rodovia. Em muitos pontos
esse acostamento nivelado foi tomado pelas máquinas e ocorre o estreitamento da
pista.
MOACIR PEREIRA
04/05/2006
Repactuação
O diretor do DNIT Mário Barbosa prometeu para hoje a
publicação da repactuação do contrato com a empreiteira responsável pela
pavimentação do trecho Lages-São José do Cerrito, da BR-282. A partir do ato, o
ministro Ubiratan Aguiar prometeu autorizar a liberação da obra.
POLÍTICA
04/05/2006
Jorge Mussi não
escolhido para o STJ
Florianópolis -
O desembargador Jorge Mussi não está entre os dois novos ministros que irão integrar
o Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Os dois indicados - o desembargador
paulista Massami Uyeda e o desembargador alagoano Humberto Martins - tiveram
seus nomes publicados no Diário Oficial da União ontem. "Eu, de qualquer
maneira, estou saindo engrandecido desta seleção", avaliou Mussi,
ex-presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O desembargador
catarinense, escolhido pelos seus pares do Tribunal de Justiça de Santa
Catarina em 2005 como o único candidato da instituição ao cargo, acabou sendo o
segundo mais votado entre os 208 postulantes ao cargo em seleção realizada
pelos ministros do STJ. Jorge Mussi, ao receber 18 dos 30 votos, teve seu nome
incluído na lista na qual constavam outros três desembargadores. A indicação
dos dois novos ministros coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A
escolha, que obviamente é política, resultou em uma grande perda para Santa
Catarina, que está a cada dia mais órfã, carente de representantes no
STJ", lamentou Jorge Mussi. O único catarinense que atualmente dispõe de
cadeira no STJ é Paulo Benjamin Fragoso Gallotti. Na mais alta corte do País, o
Supremo Tribunal Federal, Santa Catarina não conta com nenhum representante.
(Rosane Felthaus).
GERAL
04/05/2006
Solução à vista
para trecho da BR-282
Em audiência
realizada pelo coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal
Cláudio Vignatti (PT) no Tribunal de Contas da União com o ministro Ubiratam
Aguiar, foi garantida uma solução para a BR-282.
O trecho de São José do Cerrito à Vargem estava com problemas na adequação do
contrato. Com a readequação, reduzindo o custo, o ministro do TCU
comprometeu-se em enviar o parecer favorável à comissão de orçamento, assim que
publicado no Diário Oficial, esta semana.
A readequação do contrato foi estudada e proposta pelo DNIT em parceria com o TCU.
- Com os problemas de ordem legal solucionados e com recursos de emenda de
bancada de R$ 44 milhões, espero que sejam retomadas as obras na BR-282 -
acredita.
Participaram senadora Ideli Salvatti e o coordenador geral do DNIT, Luiz Munhoz Prosel Junior.
CARTAS DOS
LEITORES
04/05/2006
Estrada abandonada
Só vejo
reclamações sobre a BR 101 sentido Campos. Acho que para o Sul do estado, a
Rio-Santos está igual ou em pior estado. Não existe acostamento, o matagal não
nos permite ver a beleza do mar, a estrada é estreita, enfim, uma lástima.
Quando farão melhoria?
DÓRIS SCHWEITZER PEREZ
(por e-mail, 3/5), Rio