BRASÍLIA - DF
05/07/2006
Aposta pefelista
O prefeito do
Rio, Cesar Maia, aproveita o seu ex-blog para desafiar quem recebe seus
e-mails: vale um avião igual ao do presidente Lula a quem souber dizer
rapidamente o nome de, pelo menos, da metade dos seguintes ministros:
Previdência, Saúde, Agricultura, Planejamento, Transportes, Educação, Esportes,
Trabalho, Presidente da Caixa Econômica, Presidente do Banco do Brasil e Presidente
do BNDES. As más línguas no Congresso garantem que nem Lula saberia dizer todos
esses nomes assim, vapt-vupt.
BRASÍLIA - DF
05/07/2006
Em pauta
A turma das
agências reguladoras estava decepcionada com os senadores. Tudo porque
circulava na Casa que os parlamentares não querem aprovar os novos diretores
das agências enquanto o governo não resolver os cargos do PMDB. No final da
tarde de ontem, essas votações caminhavam a conta-gotas.
OPINIÃO
05/07/2006
Dilemas
brasileiros
Augusto Marzagão
Jornalista
O crescimento econômico acelerado com taxas expressivas (5%, 6%, 7%) dos países
emergentes, particularmente no caso do Brasil, é considerado pela maioria das
pessoas um valor absoluto, uma verdade indiscutível, uma opção inexorável. Só o
crescimento sustentado do PIB será capaz de gerar recursos suficientes para atender
às demandas progressivas do avanço econômico e social, gerando a renda bem
distribuída que abre espaços para a empregabilidade formal, a inclusão das camadas
pobres da população na sociedade bem assistida com níveis civilizados de
desenvolvimento humano e todos os direitos da cidadania e da verdadeira
democracia.
Entretanto, por mais paradoxal que pareça, uma onda de crescimento
desacompanhada de uma série de pressupostos e ambiências de equilíbrio pode
transformar-se numa realidade crítica na trajetória dos países emergentes. Os
impulsos do crescimento precisam de sustentáculos preexistentes ou por serem
ainda criados ou ampliados. Do contrário surgem no caminho os temidos gargalos
e pontos de estrangulamento e, pior ainda, as ameaças de colapso, seja nas
rotas de circulação, seja de escoamento dos bens produzidos para os mercados
interno e externo.
A economia brasileira conseguiu equilibrar-se nos últimos anos sobre sólidos
fundamentos e já nem precisa mais do monitoramento do FMI, que acabou se
afastando do nosso cenário de forma pacífica e serena. Ninguém mais entoa a
cantilena de que o país vai quebrar. Criou-se, porém, o temor resultante de um
choque a médio ou mesmo curto prazo entre as exigências crescentes do sucesso
desenvolvimentista e a possibilidade de se responder em tempo hábil a essa
pressão com as condições estruturais necessárias, algo que representa um volume
extraordinário de recursos governamentais e de investimentos privados nacionais
e estrangeiros.
Estão em causa nesse contexto problemas agudos como o da oferta energética
(hidrelétrica, termelétrica, atômica, eólica e outras alternativas), o da
infra-estrutura rodoviária e ferroviária, o da expansão e modernização dos portos, estradas e tantos
outros desafios que infelizmente não conseguiram acompanhar a evolução dos
setores produtivos e das próprias necessidades de uma população ainda em ritmo
de crescimento forte e desarmônico. Para dar um exemplo, uma superprodução da
safra de soja poderá provocar um engarrafamento de 100km dos caminhões de transportes no rumo do porto paranaense de
Paranaguá. Como se não bastasse, nossos portos sofrem
com o anacronismo dos equipamentos e a mão-de-obra corporativista, que continua
resistindo a todas as tentativas de racionalização, provocando assim um aumento
excessivo de custos operacionais.
Não faltam dilemas no curso do nosso desenvolvimento. Veja-se o que acontece se
considerarmos de um lado a expansão desordenada dos nossos centros urbanos, que
hoje abrigam 80% da população, e o tumultuário e interminável projeto de
reforma agrária que se transformou, em grande parte, num foco de tensões
sociais e não conseguiu ainda demonstrar os seus prometidos melhores frutos.
Nas grandes cidades, o fantasma da favelização e da marginalização urbana em
geral somente conseguem favorecer a pobreza, o déficit habitacional e a
criminalidade.
E, quanto à questão agrária e rural, muitos fazem hoje a seguinte indagação: o
melhor será uma política para os agricultores sem-terra com a seqüela das
invasões de fazendas e os conflitos não raro sangrentos, ou partir para um
programa de eficiente assistência aos pequenos agricultores com terra,
vocacionados para o cultivo agrícola e com grande experiência nessa área
produtiva. O que não faz sentido, nem leva a lugar algum, é mantermos o dilema
que confronta o Brasil urbano e o Brasil rural em termos tão radicalizados de
desigualdade. Impõe-se abrir portas de comunicação, de interação, de solidariedade
social (não ideológica) e humana. As cidades e o campo fazem parte da mesma
identidade nacional.
TRANSPORTE E
LOGÍSTICA
05/07/2006
Paranaguá e
Antonina reduzem movimento
Curitiba, 5 de
Julho de 2006 - Os portos de Paranaguá e Antonina registraram
movimentação total de 15,5 milhões de toneladas de cargas de janeiro até ontem,
3% menor que igual período do ano passado. A crise da agricultura afetou em especial
as exportações de soja e farelo e as importações de fertilizantes.
Nem mesmo a liberação do porto de Paranaguá ao embarque de soja transgênica
conseguiu ampliar o volume de embarques do grão, que totalizaram 2,2 milhões
nos cinco meses do ano, 8% menores sobre o mesmo período de 2005. Os embarques
de farelo de soja na mesma base de comparação tiveram queda de 13,7%, para 1,49
milhões de toneladas. As importações de fertilizantes, por sua vez, caíram de
2,6%, para 1,5 milhão de toneladas. "Nas últimas semanas, no entanto,
começamos a sentir uma reação na movimentação de cargas", disse Clauber
Candian, chefe do departamento de operações da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).
"Hoje (ontem) temos nove navios para atracar no porto", informou.
Na manhã de ontem uma fila de 10 quilômetros de caminhões se formou ao longo da
BR 277 que dá acesso ao porto por conta de protestos de trabalhadores que atuam
no terminal. Durante três horas, cerca de 300 pessoas bloquearam os dois lados
da rodovia em protesto contra a implantação de novo sistema de controle dos
funcionários, a "chamada eletrônica", que começou a funcionar
segunda-feira.
Os Portos de Paranaguá e Antonina possuem 14
berços e movimentaram 30,18 milhões de toneladas em 2005, 7% menos sobre igual
período de 2004. Os terminais portuários paranaenses têm cerca de 3 quilômetros
de extensão de cais e geraram em 2004 uma receita cambial de US$ 8,412 bilhões
e, em 2005 um total de US$ 9,1 bilhões.
Para alavancar as operações, a APPA já anunciou a intenção de construir um
terminal de fertilizantes, com capacidade para operar 1.500 toneladas/hora e
investimentos de R$ 9,8 milhões, e novo silo para granéis sólidos, orçado R$
38,9 milhões.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Cristina Rios)
POLÍTICA
05/07/2006
Base aliada traz
R$ 73 milhões para 50 cidades
Verbas vão
garantir obras para mais de 50 municípios nas áreas de infra-estrutura, saúde e
educação
Clodoaldo Silva,
De Brasília
A bancada federal sul-mato-grossense da base aliada aos governos federal e
estadual conseguiu assegurar R$ 73 milhões para o Estado no Orçamento Geral da
União deste ano. Os empenhos (ato contábil que antecede a liberação) dos
deputados Antonio Carlos Biffi, João Grandão, Vander Loubet (os três do PT),
Antonio Cruz (PP) e dos senadores Antonio João (PTB) e Delcídio do Amaral (PT)
vão garantir obras para mais de 50 municípios nas áreas de infra-estrutura,
saúde, educação, habitação e desenvolvimento econômico e social.
Para o senador Antonio João, o resultado de seu trabalho em Brasília em
ministérios e no Palácio do Planalto, iniciado em 3 de maio deste ano, em
continuidade ao que estava sendo desenvolvido pelo senador licenciado Delcídio
do Amaral, "é um prêmio, é um prêmio pelos dois meses de trabalho no
Congresso Nacional". Um dos resultados mais frutíferos foi no Ministério
do Turismo, onde o valor empenhado foi triplicado em relação às emendas apresentadas
por Delcídio do Amaral, chegando a R$ 13,3 milhões.
No mês passado, o senador Antônio João e os demais parlamentares da base do
Governo percorreram vários ministérios para assegurar o empenho do recursos até
o dia 30 de junho (último prazo segundo a legislação eleitoral), enquanto o
senador licenciado Delcídio do Amaral conversava com os aliados no Governo
federal para assegurar a liberação do dinheiro. "É importante ser da base
aliada, como base aliada conseguimos empenhar recursos para a maioria das
cidades sul-mato-grossenses. São recursos que vão gerar melhores condições de
vida por estarem concentrados em infra-estrutura", destacou Antonio João,
acrescentando que "é bom ser amigo do rei", referindo-se ao fato de
que o bom relacionamento com o Governo federal assegurou o dinheiro para o
Estado.
Do total de R$ 73 milhões, Delcídio empenhou R$ 23,044 milhões, mais R$ 5,318 milhões
em parceria com o deputado Antônio Carlos Biffi. O deputado João Grandão empenhou
R$ 16,4 milhões; Loubet, R$ 14,6 milhões; Cruz, R$ 4,7 milhões e Biffi, R$ 9 milhões.
Só que os valores foram distribuídos por parlamentar para atender às exigências
legais, entretanto, os deputados e os senadores trabalharam em conjunto para
liberar todo o recurso, enfatizou Antonio João.
Das emendas do deputado Biffi, R$ 5,444 milhões vão atender a 15 cidades no
setor de esgotamento sanitário. O deputado Vander distribuiu os R$ 10 milhões
de emendas de bancada a 33 cidades, sendo que o maior valor (R$ 950 mil) vai
para Paranaíba, a ser usado em obras de prevenção de acidentes climáticos. Cruz
distribuiu seus recursos do Ministério do Turismo a sete localidades, sendo que
o maior valor vai para São Gabriel do Oeste. É uma emenda, em parceria com
Delcídio, destinando R$ 500 mil para a construção de infra-estrutura no
balneário municipal. Grandão priorizou Dourados, conseguindo o empenho, no
Ministério das Cidades, de R$ 4,875 milhões para o município usar em obras de
infra-estrutura. Outro R$ 1,570 milhão foi empenhado para conclusão do anel viário
de Nova Andradina. Este recurso foi obtido do Ministério dos Transportes.
Trem do Pantanal
Entre as emendas do senador Delcídio do Amaral, está empenhado para o Governo
do Estado R$ 1 milhão pelo Ministério do Turismo a ser destinado à ativação do
Trem do Pantanal. O dinheiro vai para o Governo do Estado. Também foram
assegurados R$ 800 mil para construção, ampliação e reforma do Museu da
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande.
AZIZ AHMED
05/07/2006
SAEM ATÉ OUTUBRO
OS CONTRATOS DA TRANSPETRO
O secretário de
Fomento do Ministério dos
Transportes, Sérgio
Bacci, revelou a esta coluna que, até outubro, os contratos de 26 navios da
Transpetro deverão estar em vigor. Para isso, faltam assinatura dos contratos,
concessão de prioridade pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), mudanças no
seguro-garantia e, o mais importante, a aprovação pelo BNDES ou outro agente
financeiro. A Transpetro já acertou preços referentes a 16 embarcações. Falta
apenas obter redução nas dez que serão construídas no estaleiro Atlântico Sul,
dos grupos Camargo Corrêa e Aker Promar, em Pernambuco. O secretário informou
ainda que, agora, além do BNDES, o FMM conta com outros três agentes: Banco da
Amazônia, Banco do Nordeste do Brasil e Banco do Brasil.
CIDADES
05/07/2006
Atenção na BR 101,
a pista estreitou
Os trechos da BR
101, engarrafados em horários de pico, principalmente no viaduto de Ponta Negra,
em função da obras de adequação da capacidade e modernização da BR, tem tirado
a paciência das pessoas, motoristas e que tem comércio ou passam pelo local.
De acordo com o superintendente regional do Dnit, José
Narcélio Marques, os transtornos no trânsito não têm como ser evitados, obra
dentro da cidade é assim mesmo. Ele afirma que até o fim de agosto uma das vias
próximas ao viaduto de Ponta Negra vai continuar fechada.
‘‘Existe uma distância mínima para o apoio de sustentação da base de ampliação
do viaduto. Não tem como fazer a obra sem a interdição da via. Sabemos dos
engarrafamentos, mas pedimos a compreensão dos motoristas’’, enfatizou ele.
O superintendente declarou ainda que o Dnit tem
feito de tudo para que a obra não prejudique o dia-a-dia das pessoas. Dentre as
medidas já tomadas ele destacou a sinalização horizontal do trecho, que foi
concluída até Parnamirim e a correção do desnível da pista na altura do túnel
do conjunto Pirangi.
CIDADES
05/07/2006
Dnit promove
avaliação de imóveis
No que se refere
as desapropriações, José Narcélio Marques destacou que os técnicos do Centran
(Centro de Excelência em Engenharia de Transportes), já estão fazendo avaliação
dos imóveis e que assim que concluírem, as negociações serão iniciadas.
‘‘A população não precisa ficar apavorada. Nós vamos procurá-los assim que o
trabalho de avaliação for concluído. E um mapa das áreas que serão
desapropriadas serão colocadas na sede do Dnit de
Parnamirim’’, afirmou ele.
Apesar do receio dos proprietários dos imóveis, as obras não têm sido
paralisadas. Muitos dos proprietários dos estabelecimentos têm colaborado, e o
trabalho está sendo realizado. Estão disponibilizados inicialmente mais de 10
milhões para indenizações, mas esse valor pode aumentar em virtude das
negociações, informou Narcélio.
PORTO VELHO
05/07/2006
Recuperação da
Imigrantes em 40 dias
O resultado da
licitação que definiu a empresa que vai fazer o projeto executivo de recuperação
e pavimentação da avenida Imigrantes foi divulgado na sexta-feira. A empresa
vencedora foi Engesur Consultoria e Estudos Técnicos Ltda, que concorreu com
outras três. Agora, o Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (Dnit) precisa de 40 dias para apresentar
o projeto para que o 5º BEC execute a obra. O valor da obra será de R$
148.212,30 que serão destinados à recuperação de dois pontos – um no quilômetro
19,5 e outro no quilômetro 20,5, ambos desmoronados no início do ano.
Segundo o superintendente do Dnit, Ribamar
Oliveira, serão necessários 10 dias para homologação e contratação da empresa e
mais 30 dias para a elaboração do projeto. “Se este projeto pudesse ser feito
em 10 dias seria o ideal. Também temos pressa, mas vamos disponibilizar o tempo
adequado considerando que aquela obra é de grande responsabilidade devido ao
fluxo intenso de veículos pesados”, explica Oliveira.
Sobre a obra, o superintendente explicou que não será feito somente a
recuperação do deslizamento e sim a recuperação e pavimentação total do trecho
que desmoronou. “É válido lembrar que a demora se dá em razão da preocupação
que estamos tendo com a qualidade dos serviços que serão feitos naquele local.
Terá que ser feita, por exemplo, uma perfuração onde serão instalados filtros
ou drenos para escoar constantemente a água que mina naquele solo”, diz.
As empresas que participaram do processo de licitação precisavam oferecer os
serviços de geotecnia. Foram habilitadas junto com Engesur as empresas: Enecon,
Direção e Consol.
CIDADE
05/07/2006
Dnit diz que vai
começar obra
O
superintendente do Dnit, José Ribamar da Cruz Oliveira,
explicou ontem que o órgão vem trabalhando com atenção prioritária para
viabilizar o início da reconstrução do trecho da avenida Imigrantes - antiga
Costa e Silva - cujo leito desabou em decorrência de infiltrações. Para ele, a
insatisfação do público é plenamente justificável em decorrência dos
transtornos causados pelo desabamento. "Mas não há como evitar a
realização de um trabalho consistente, sob pena de permanecer o risco de uma
repetição do incidente".
Para Oliveira, os atrasos registrados na execução da obra devem ser creditados
em parte à própria legislação, que exige uma série de cuidados. "Estamos
concluindo a fase de projeto - cuidado incontornável em função do volume de
serviços ali necessário. Em seguida, haverá a publicação no Diário Oficial e a
análise da Procuradoria. Depois disso, será celebrado o convênio com o 5º BEC e
efetuado o repasse dos recursos. Somente então as obras poderão ser
iniciadas".
Grande volume
- Quem passa pelo local não consegue imaginar o volume de obras ali exigido.
Não basta simplesmente construir um muro de contenção e pronto. Teremos que
buscar o olho dágua lá existente para a construção de um sistema eficaz de
drenagem. Somente depois disso é que poderão ser reconstruídas as pistas de
ambos os lados. Felizmente isso não vai mais demorar tanto - concluiu ele.