RIO
05/12/2006
Incêndio na Ponte pára o Rio e ladrões atacam
MOTORISTAS
E PASSAGEIROS esperam, num viaduto de acesso à Ponte Rio-Niterói, a liberação
do tráfego Antônio
Werneck
e Isabela Bastos
Milhares de motoristas que seguiam ontem para Niterói na hora do rush
enfrentaram um grande engarrafamento depois que um ônibus da Viação Rio Ita,
linha Praça QuinzeVenda das Pedras, pegou fogo na altura da grande curva da
Ponte Rio-Niterói. O congestionamento teve reflexos em várias ruas do Centro do
Rio, chegando às zonas Sul e Norte da cidade. Ninguém ficou ferido, mas,
durante uma hora, entre 17h50m e 18h55m, o trânsito ficou fechado nos dois
sentidos da Ponte para que o Corpo de Bombeiros controlasse o incêndio. A
situação se agravou porque a concessionária Ponte S/A levou mais de cinco horas
para retirar o ônibus.
Na Avenida Brasil, na pista em direção ao Centro, o trânsito parou. Na altura
do Caju, aproveitando o engarrafamento, assaltantes passaram a roubar
motoristas. A Polícia Militar também registrou assaltos nos acessos à Ponte,
principalmente nos arredores da Rodoviária Novo Rio. Os transtornos se
estenderam à Avenida Perimetral e ao Aterro do Flamengo, onde ladrões atacaram
motoristas roubando celulares, dinheiro e outros objetos de valor.
A Polícia Rodoviária Federal informou que, embora o incêndio tenha atingido o
ônibus na pista em direção a Niterói, os patrulheiros, por medida de segurança,
interromperam o trânsito também em direção ao Rio.
— Havia muita fumaça na pista em direção ao Rio. Por isso, decidimos fechar as
duas pistas — explicou o inspetor Hélio Dias, da Polícia Rodoviária Federal.
A concessionária Ponte S/A, que administra a Ponte Rio-Niterói, informou no
início da noite de ontem que o ônibus demorou para ser retirado — a pista em
direção a Niterói só foi liberada às 22h50m — porque porcas e parafusos das
rodas do ônibus derreteram com o fogo. Como não podiam trocar os pneus, foram
necessários dois guinchos para retirar o veículo do local e levá-lo,
lentamente, até em Niterói.
Com o fechamento da Ponte Rio-Niterói, milhares de pessoas que deixavam o
trabalho correram para as barcas que fazem a travessia da Baía de Guanabara. No
terminal da Praça Quinze, os usuários ficavam até 40 minutos na fila para
comprar passagens e depois embarcar. Lotada, uma barca que deveria sair às
21h40m encalhou por excesso de peso e devido à maré baixa.
Longas filas também se formaram nos terminais de embarque dos catamarãs.
As concessionárias que administram as barcas e os catamarãs disseram que foram
obrigadas a pôr embarcações extras para atender os passageiros.
Ainda segundo as concessionárias, o movimento no fim da tarde foi 30% maior que
em outros dias.
— Enfrentamos longas filas e até 40 minutos de atraso na partida dos catamarãs
— afirmou o analista de sistema Alexandre Cavalcanti.
Viaduto vai ser liberado para o tráfego hoje Há mais de seis meses atormentando
a vida de motoristas e passageiros de transportes públicos, o elevado Leopoldina
Railway, na Avenida do Contorno, em Niterói, será finalmente liberado ao
tráfego hoje, segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Ontem, operários da
empreiteira Geosonda, contratada para o serviço de recuperação estrutural e
para a troca de pavimento do viaduto, trabalhavam na limpeza das pistas e na
conclusão da concretagem da mureta central do elevado.
O objetivo é, de acordo com o superintendente do Dnit no Rio, Rodrigo Costa,
reabrir as faixas interditadas logo cedo, evitando mais um dia de
engarrafamentos.
ARI CUNHA
05/12/2006
Arrojado
Barreirinha,
a 300km de Manaus, quer acabar com o Furo do Pucu, que no período da seca isola
12 mil habitantes da cidade, barqueiros e pescadores. Dos outrora 45 minutos
pelas águas, vão nove horas para o contorno do território. Com sérios reflexos
na economia local, o prefeito Gilvan Seixas procurou o Ministério dos
Transportes para uma cooperação técnica. A solução será a drenagem do furo
com base na tecnologia holandesa.
BRASÍLIA - DF
05/12/2006
Sonho petista do Norte
Nada
de coordenação política. Os diretórios do PT no Norte querem o governador do
Acre, Jorge Viana (foto), de preferência, no Ministério dos
Transportes ou no comando da Integração Nacional. Além de acharem que o
perfil de Viana é o ideal para essas pastas, a turma confia piamente que ele
privilegiaria a região na hora de distribuir os recursos. O PSB, que tem a
Integração Nacional, esteve com Lula ontem. Pelo tom da conversa, a pasta não
deve mudar de mãos.
BRASÍLIA - DF
05/12/2006
Enquanto isso, no PR…
O
Partido Republicano (antigo PL) não quer seus caciques mandando recados ao presidente
Lula em busca de cargos no segundo governo. Tudo para não melindrar as relações
com o Palácio do Planalto. A legenda tem receio de pedir demais e acabar
perdendo o Ministério dos Transportes. Ainda mais agora que descobriu a fila
interessada na pasta.
CIDADE
05/12/2006
Perigo contínuo na estrada
Buracos
na via que liga Brasília a Pirenópolis colocam em risco a vida dos motoristas.
Dnit promete recuperar via até o dia 13, antes das festas de fim de ano
Marcella
Oliveira
O movimento intenso nesta época de fim de ano na BR–070, saída para Pirenópolis
e outras cidades no interior de Goiás, deve despertar cuidado entre os
brasilienses. Muitos trechos estão em péssimas condições, com buracos grandes,
dificultando o tráfego. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) garante que até o
dia 13 deste mês os buracos estarão tampados.
A BR–070 tem um trecho no Distrito Federal, de 19,8 quilômetros de pista dupla,
de Taguatinga até a divisa com Goiás, e 65 quilômetros em Goiás, de Águas
Lindas até Cocalzinho. A reportagem do Jornal de Brasília fez todo o percurso
para verificar as condições da estrada. O trecho no DF está em boas condições, sem
buracos.
No entanto, a partir da divisa, os problemas começam. Logo no Km 2, um grande
buraco dificulta o trânsito. Ocupando quase toda a pista, os motoristas que
trafegam em direção a Águas Lindas são obrigados a invadir a contramão para não
caírem no buraco. Os carros que transitam em direções opostas chegam a passar
bem perto uns dos outros, correndo risco de colidirem.
O trecho da BR–070 que passa por Águas Lindas é um dos mais perigosos. Muitos
buracos dificultam o trânsito e os motoristas que dirigem com velocidade também
invadem a contramão. Como é uma rodovia que passa dentro da cidade, o motorista
ainda precisa ter cuidado com os pedestres, ciclistas e carroceiros.
Girassol
O trecho que passa pela cidade de Girassol (Km 23) e Edilândia (Km 40) é um dos
melhores. São poucos os buracos e é possível fazer uma viagem tranqüila. No
entanto, a partir do Km 50 a estrada começa a ficar ruim. O trecho crítico é o
Km 55. São vários buracos, grandes, onde os motoristas também invadem a
contramão para não caírem. Até Cocalzinho, no Km 65, quando termina a BR–070,
são encontrados muitos buracos e remendos que dificultam a boa direção.
De acordo com o superintendente regional do Dnit GO/DF, Riumar dos Santos, o contrato
de recuperação da BR–070 já foi firmado e ontem mesmo profissionais do órgão
foram ao local para ver a situação. As obras já estarão em andamento a partir
de hoje e a previsão é que até o dia 13 de dezembro todos os buracos estejam
fechados. A recuperação atingirá a BR tanto no lado do DF como no de Goiás.
Os reparos contemplam ainda a BR–251, que vai para Unaí (MG). O valor do
contrato, um consórcio entre duas empresas, é de R$ 17,6 milhões. "Após o
período de chuva, o Dnit iniciará o trabalho de recapeamento da BR–070, incluindo
sinalização horizontal e vertical, para manter e conservar por dois anos",
diz o superintendente. Ele explica que uma das preocupações do Dnit é com o trecho da
BR–070 que passa por Águas Lindas. "Vamos fazer serviços de fresagem,
melhorar o acostamento e o que for preciso", informa. Riumar diz que o
órgão está esperando licença ambiental do Ibama para duplicar o trecho da
BR–070 a partir da divisa até o Córrego dos Macacos, passando por Águas Lindas.
Ricardo Marques
No Km 2, da BR–070 buracos ocupam quase toda a pista. Motoristas que trafegam
em direção a Águas Lindas são obrigados a desviar, fazendo manobras perigosas
167 acidentes até julho
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registrados, entre
janeiro e dezembro de 2005, 195 acidentes na BR–070, sendo 130 feridos e cinco
mortes. Neste ano, de janeiro a julho, foram 167 acidentes, com 105 feridos e
três mortes. O chefe de Comunicação Social do 1º Distrito Regional da PRF, De
Lucas Barbosa, diz que o movimento deve aumentar 50% nesse fim de ano.
"Vamos fazer um policiamento reforçado no verão. Os motoristas devem tomar
cuidado e evitar viajar à noite e respeitar a sinalização".
Segundo o inspetor De Lucas, um dos maiores problemas está no perímetro urbano
de Águas Lindas. "É uma área bem movimentada, de trânsito intenso e sem
acostamento. Muitas bicicletas, carroças e pedestres, o que resulta em
acidentes, além de carros velhos", explica.
Os motoristas que passam pela rodovia reclamam do estado. O funcionário público
Oliveiros Borges do Nascimento, 56 anos, mora em Taguatinga e vai todos os dias
à sua fazenda, próxima a Girassol. Ele conta que no último fim de semana teve
um prejuízo de R$ 200, pois caiu em um buraco e estourou o pneu. "A
estrada está toda arrebentada. Estamos tendo prejuízos por conta desses buracos
que colocam em risco a vida de terceiros. Às vezes as pessoas saem para passear
e acabam perdendo a vida", diz Nascimento.
O caminhoneiro Josenildo Damião de Sousa, 45 anos, diz que já perdeu a conta de
quantos acidentes viu na região. "Quase todo dia tem um, com caminhão,
carro, moto. Nem sempre dá para desviar do buraco", diz o caminhoneiro.
Em toda a rodovia, é possível avistar muitas placas de borracharias para
atender os carros prejudicados pelos buracos. De acordo com Deusdete Alves
Celestino, 40 anos, dono de uma borracharia, muitas pessoas param para comprar
ou arrumar pneus. "No fim de semana o movimento é muito maior. E todo
mundo reclama da estrada, que está muito esburacada", conta o borracheiro.
ECONOMIA
05/12/2006
Estado consegue empenhar R$ 33,7 mi para BRs e Cais 4
KELE
GUALBERTO
O secretário de Infra-Estrutura, Fernando Dueire, conseguiu com o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, o empenho de R$ 33,7 milhões que estavam
destinados para o estado no Orçamento Geral da União (OGU) de 2006. Em uma hora
de conversa com o ministro, Dueire solicitou recursos para as obras das BRs 101
e 232 e para o Cais 4 do Complexo Industrial do Portuário de Suape.
Dueire, junto com o presidente de Suape, Matheus Antunes e o presidente do
Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Luciano Danzi, tentou a liberação de
verba para as obras de acesso à ilha de Tatuoca (que abrigará o estaleiro), no
valor de R$ 35,5 milhões, mas o ministro não deu sinal positivo. “O ministro
não pôde dar uma resposta agora. Ele disse que, até o dia 15, os ministros da Fazenda
(Guido Mantega) e Planejamento (Paulo Bernardo) estarão fazendo um balanço para
verificar quanto podem liberar para o Ministério dos Transportes”.
De acordo com o secretário, o trecho de quatro quilômetros da BR-101 (entre a
fábrica da Caninha 51 e a Petroflex) é crítico porque é o acesso mais utilizado
para quem vai à Suape e para as praias do Litoral Sul. O custo total da obra é
de R$ 23 milhões. “Conseguimos o empenho de R$ 13,7 milhões. O ministro
solicitou, ao DNIT, que adotasse as providências para liberar os recursos”,
afirmou.
Os investimentos contemplam a recuperação e a sinalização da BR-232, entre o
trecho entre Serra Talhada e São Caetano. Ao todo, serão recuperados 262
quilômetros da rodovia. A obra está orçada em R$ 20 milhões, oriundos do
governo federal. A comitiva conseguiu o empenho de mais R$ 7 milhões,
totalizando R$ 14 milhões. A obra já custou R$ 103,5 milhões. Sobre Suape, o
ministro garantiu o empenho da última parcela de R$ 13 milhões para as obras do
Cais 4 do porto, que será o primeiro destinado a granéis sólidos.
ECONOMIA
05/12/2006
União promete R$ 13,7 milhões para BR-101
O
ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, prometeu liberar R$ 13,7 milhões para os quatro
quilômetros de duplicação da BR-101 que estão sendo feitos pelo governo do
Estado. Ontem, o secretário estadual de Infra-Estrutura, Fernando Dueire, e o
presidente do Porto de Suape, Matheus Antunes, tiveram uma audiência com o
ministro, em Brasília. Também foram prometidos empenhos para outras obras, como
a duplicação da BR-232 entre Caruaru e São Caetano, a construção do cais quatro
e do acesso à Ilha de Tatuoca. As duas últimas estão localizadas no Porto de Suape.
“Viemos pedir providências para a liberação dos recursos da BR-101 e ver se
conseguimos receber isso até dezembro”, contou o secretário estadual de
Infra-Estrutura, Fernando Dueire. Ele estava se referindo aos R$ 13,7 milhões
que já foram empenhados para a duplicação dos quatro quilômetros da BR-101,
localizados entre a Petroflex e a Caninha 51.
Fernando Dueire afirmou que o governo do Estado já pagou R$ 3 milhões em
serviços realizados nas obras da 101 e tem uma previsão de pagar mais R$ 13,2
milhões até o fim de dezembro.
“A liberação desses recursos ajudariam a concluir as obras da BR-101 no
primeiro semestre de 2007”, contou Dueire, acrescentando que elas foram
iniciadas em março deste ano e que, contratualmente, poderiam ser concluídas
num prazo de dois anos. Também foi prometido um empenho de R$ 7 milhões para as
obras da BR-232.
SUAPE – Matheus Antunes afirmou que o importante é conseguir empenhar os
recursos. “A verba que for empenhada poderá ser liberada como restos a pagar no
próximo ano”, comentou ele. A administração de Suape espera conseguir a
liberação ou o empenho dos R$ 35,5 milhões que estavam previstos no Orçamento
Geral da União (OGU) de 2006 para as obras de acesso à Ilha de Tatuoca, que
formam a infra-estrutura para o estaleiro da empresa Camargo Corrêa se instalar
no local.
Até agora, o governo do Estado gastou R$ 48 milhões nas obras, que custarão R$
112 milhões, e a União ainda não liberou qualquer recurso. Ainda de acordo com
Antunes, o ministro prometeu empenhar R$ 13 milhões para a construção do cais
quatro.
BOA CIDADANIA CORPORATIVA
05/12/2006
O desafio é ser responsável
A
Ambev procura reduzir o impacto de sua atuação promovendo a ecoeficiência e o
consumo consciente de bebidas alcoólicas
Por
Beatriz Marques Dias
Depois de meses de uma campanha intensa, os executivos da Ambev viram
fracassar, em dezembro de 2005, a tentativa de colocar a companhia na lista das
escolhidas para integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa. A
empresa ficou fora do ISE por estar num setor polêmico e ter um produto
condenado por alguns segmentos da sociedade. Provar que, mesmo nesse contexto,
é possível ter uma atuação responsável tem sido um desafio e tanto para a Ambev.
Para convencer o consumidor de seu compromisso com a responsabilidade corporativa
e de sua capacidade de reduzir os impactos negativos de sua atividade, a
empresa vem desenvolvendo uma série de ações.
A preocupação cresceu desde a fusão com a belga Interbrew, em 2004, quando a
Ambev se tornou parte da maior cervejaria do mundo, atingindo a marca de 12
bilhões de litros de bebida vendidos por ano. Novos acionistas e consumidores
aumentaram a exigência de padrões mais rígidos de atuação. "Hoje, nosso
modelo de gestão determina que indicadores de ecoeficiência sejam perseguidos
em todas as áreas", diz Luiz Fernando Edmond, presidente da Ambev. Para
que isso aconteça, a companhia já investiu quase 300 milhões de reais em um
moderno sistema de gestão ambiental que visa reduzir o consumo de
matéria-prima, a geração de resíduos e os custos operacionais (veja reportagem
na pág. 76). Com a adoção da ecoeficiência, algumas fábricas conquistaram um
índice de utilização de água melhor que as referências internacionais e
transformaram a venda de resíduos para outras indústrias em uma fonte de
receita.
Além do cuidado com o meio ambiente, a Ambev preocupa-se também com o pagamento
de suas obrigações sociais -- a empresa está entre as dez maiores contribuintes
do país -- e com o comportamento de seus consumidores. "Reconhecemos que o
consumo inapropriado de bebidas alcoólicas gera problemas e, por isso mesmo, temos
nos empenhado em fazer a nossa parte", diz Milton Seligman, diretor de
relações corporativas da Ambev. A empresa estruturou um programa de consumo
responsável que tem como objetivos estimular o cumprimento da lei que proíbe a
venda de bebidas alcoólicas para menores de idade e alertar a população sobre o
perigo de beber e dirigir. Entre as iniciativas está a doação de mais de 20 000
bafômetros aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio
Grande do Sul, a fim de equipar a polícia desses estados. "A Ambev tem
sido uma importante parceira em nossa preocupação com o beber
responsável", diz Waldemar Fini Jr., coordenador-geral de projetos
especiais de segurança do Ministério dos Transportes.
Experiências dentro e fora do Brasil têm mostrado que o grande desafio no
combate ao consumo indevido de álcool é conseguir uma mudança de comportamento,
sobretudo dos jovens. Por causa disso, além de promover campanhas
publicitárias, como Se Beber Não Dirija, a Ambev costuma orientar o público que
comparece aos eventos de suas marcas. No Carnaval de 2006 em Salvador, na
Bahia, além de anúncios de conscientização em veículos de comunicação, houve a
distribuição de kits com dicas de como beber com responsabilidade. Além disso,
23 trios elétricos patrocinados pela Brahma transmitiram mensagens para alertar
os foliões dos riscos relacionados ao excesso de bebida. No Skol Beats, que
aconteceu em maio em São Paulo, os mais de 59 000 participantes do maior evento
de música eletrônica da América Latina puderam contar com ônibus gratuitos até
as principais estações de metrô da cidade, táxi com desconto e estacionamento até
as 18 horas do dia seguinte. A Ambev também envolveu 250 000 pontos-de-venda em
todo o país na campanha Peça RG, que estimula os estabelecimentos a cumprir a
proibição de venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.
Apesar de estar se tornando reconhecida por sua preocupação com o consumo
consciente -- a exemplo do que vem acontecendo também com algumas de suas
concorrentes --, a Ambev precisa levar para o departamento de marketing o mesmo
rigor de controle de resultados utilizado na gestão ambiental de suas fábricas.
Os executivos da empresa reconhecem que ainda é difícil medir o retorno das
ações de consumo consciente. "Precisamos agora criar metodologias para
fazer essa avaliação", diz Seligman.
VERTICAL
05/12/2006
MÃO ÚNICA
o
ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira, e o governador Lúcio Alcântara,
abrem hoje, às 14 horas, no Seara Hotel, o encontro do Conselho Nacional dos
Secretários de Transporte.
OPINIÃO
05/12/2006
Da Redação
O
ex-secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Antônio Pagot, está em Brasília hoje
para receber a Medalha do Mérito Mauá, na categoria Cruz de Mauá. O presidente
do Conselho da Medalha é o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. A cerimônia será às
10h30, no Clube do Exército. A medalha é uma homenagem para quem contribuiu
para o progresso do setor de transportes.
ARTIGOS
05/12/2006
Medalha
Luiz
Antônio Pagot recebe na manhã de hoje em Brasília a Medalha do Mérito Mauá,
concedida pelo Ministério dos Transportes a pessoas que contribuíram para o
desenvolvimento do setor no país.
ECONOMIA
05/12/2006
Fronteira aposta em portos secos para crescer
Foz
do Iguaçu – A aprovação pela Câmara Federal da Medida Provisória 320,
permitindo a exploração de portos secos em todo o Brasil pela iniciativa
privada, pode garantir uma interessante projeção econômica para Foz do Iguaçu.
Com a possibilidade da instalação de entrepostos comerciais e industriais na
tríplice fronteira, o tempo para o recebimento e envio de produtos será
reduzido, além de abrir cerca de dez mil vagas de trabalho na primeira etapa.
O projeto também acelera a implantação dos portos intermodais, por meio
dos quais a região será um importante elo no corredor fluvial entre São Paulo e
Buenos Aires, na Argentina. A proposta prevê a interligação das hidrovias Tietê-Paraná e
Paraná-Prata, através da transposição da Usina de Itaipu, com a construção de
eclusas e estruturas complementares em Foz do Iguaçu e nos municípios lindeiros
de Ciudad del Este e Hernandárias, no Paraguai.
De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior da
Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), Mário Camargo, “a
instalação de um novo porto seco significa a abertura de um segmento que irá
beneficiar todos os setores, desde a construção civil, até a indústria e o
turismo”. A iniciativa recoloca a região na rota do transporte de cargas, que
nos últimos anos passou a migrar para vias de escoamento menos onerosas como
Santa Catarina e São Paulo.
No início, conta Mário Camargo, a projeção era trabalhar apenas com produtos
industrializados e de ponta, utilizando-se das vantagens da lei 14.895/05, de
autoria do deputado estadual Reni Pereira (PSB) que prevê a criação de um Pólo
Tecnológico em Foz do Iguaçu. A iniciativa do parlamentar oferece incentivos
fiscais e tratamento tributário diferenciado a indústrias de produtos eletroeletrônicos,
telecomunicação e informática.
Por outro lado, a expectativa está mudando com o interesse do Paraguai em
implantar silos reguladores de grãos. O processo garantiria que empresas
interessadas em industrializar rações e derivados de sementes pudessem buscar e
receber a matéria-prima através do entreposto. Em Porto Franco (PY), dois
terminais são responsáveis por grande parte do escoamento da safra. Em Foz do
Iguaçu, outro aguarda a liberação para iniciar as operações.
Investimentos
O cálculo de custos para implantação do serviço de transporte fluvial no Rio
Paraná e no Lago de Itaipu, com a transposição da barragem, possibilitando o
fluxo de cargas entre o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai apontam para mais
de R$ 150 milhões. A estratégia visa principalmente a resolver o problema do
gargalo no sistema de transporte. O entrave poderia ser amenizado através de um
serviço alternativo, multimodal (fluvial, rodo e ferroviário), com a redução em
até um terço dos custos com frete.
Hoje e amanhã, uma missão técnica do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID) estará em Foz do Iguaçu para discutir o projeto dos portos intermodais. O
encontro será na Acifi com a presença de representantes do Ministério dos
Transportes e do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata
(Fonplata).
A comitiva irá avaliar a viabilidade do projeto em visitas técnicas aos locais
onde devem ser instalados os portos e as vias dos dois lados da fronteira. O BID
deverá investir a fundo perdido o equivalente a US$ 940 mil necessários para o
estudo técnico.
Fabiula Wurmeister
CIDADES
05/12/2006
Prédios públicos inauguram decoração natalina
Teresina
começou a ganhar durante a noite o clima de Natal. Os prédios públicos
começaram a decorar suas fachadas e colocar luzes em árvores para lembrar o
Natal.
O Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (PM) ganhou uma decoração com
luzes colocadas em sua fachada. O Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transporte) também colocou luzes em seu prédio e em torno das árvores.
A Fundação Monsenhor Chaves, da Prefeitura de Teresina, está preparando a
decoração natalina da cidade e o Governo do Estado vai instalar presépio e
decoração de luzes no Palácio de Karnak.
“As crianças adoram e os adultos ficam emocionados com as luzes e a decoração
natalina”, afirma a socióloga Maria Rita.
O supermercado Marko, no bairro Ilhota diminuiu este ano o tamanho de sua estrela
de Natal e o Riverside Shopping, no Jockey Clube, ganhou uma decoração
tecnológica com pontos de luzes brilhantes. “Isso é só o começo. A decoração
natalina de Teresina deve surpreender”, falou o engenheiro elétrica Luzinaldo
Moura.
O Governo do Estado do Piauí também vai inaugurar no próximo dia 06 a decoração
de natal do Palácio de Karnak, e inicia a programação natalina de sede do
Executivo Estadual que contará com a participação da Orquestra Filarmônica do
Piauí e Coral da Secretaria de Efducação e Cultura (Seduc).
Este ano, a decoração do Palácio de Karnak tem como tema “Natal de Brilho”.
Traz seis esculturas de anjos arautos, medindo 3 metros de altura, anunciando a
chegada de Messias e saudando os visitantes. (E.R.)
OPINIÃO
05/12/2006
Enquanto isso, no PR...
O
Partido Republicano (antigo PL) não quer seus caciques mandando recados ao
presidente Lula em busca de cargos no segundo governo. Tudo para não melindrar
as relações com o Palácio do Planalto. A legenda tem receio de pedir demais e
acabar perdendo o Ministério dos Transportes. Ainda mais agora que descobriu a fila
interessada na pasta.
OPINIÃO
05/12/2006
Sonho petista do Norte
Nada
de coordenação política. Os diretórios do PT no Norte querem o governador do
Acre, Jorge Viana, de preferência, no Ministério dos Transportes ou no comando da
Integração Nacional. Além de acharem que o perfil de Viana é o ideal para essas
pastas, a turma confia piamente que ele privilegiaria a região na hora de
distribuir os recursos. O PSB, que tem a Integração Nacional, esteve com Lula
ontem. Pelo tom da conversa, a pasta não deve mudar de mãos.