O ESTADO DE S. PAULO - SP 

NACIONAL
08/05/2006

 

TCU fará devassa em contratos do governo após denúncia de ex-petista

Tribunal vai usar pistas dadas por ex-dirigente do partido para auditar acordos firmados pela União desde 2003

 

João Domingos
BRASÍLIA
O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados desde 2003 pela administração direta e pelas estatais com todo tipo de prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência. A vigilância do TCU sobre os contratos, que normalmente é alta, será redobrada após a declaração do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira de que “consórcios” de empresas teriam abastecido o valerioduto.

Pereira contou, em entrevista ao jornal O Globo, que o plano do empresário mineiro Marcos Valério e do PT era faturar R$ 1 bilhão durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Relatou, também, que o dinheiro do esquema montado por Valério e pelo PT para comprar apoio de parlamentares e assegurar uma base aliada a Lula viria de “muitas” empresas, embora não tenha detalhado quantas nem quais seriam elas. “As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações)”, disse Silvinho, como é conhecido o ex-dirigente. Ele deixou o partido em julho, após a descoberta de que recebera um jipe Land Rover da GDK, que trabalhou para a Petrobrás. Silvinho ficou quase um ano em silêncio. Agora, ao detalhar o sistema de captação irregular de dinheiro no governo, o ex-petista afirmou que o esquema de corrupção pode ainda estar em atividade. “Atrás do Marcos Valério deve haver cem Marcos Valérios”, frisou.

SUSPEITAS
As últimas CPIs no Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa Gtech, que controlava as loterias.

Passou também por investigação rigorosa o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra, fornecedora de computadores, e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT. O BB também teria ordenado o pagamento adiantado para Marcos Valério, de R$ 20 milhões, para a publicidade da Visanet. E liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores .

Um ministro do TCU disse ao Estado que, além das investigações já feitas nos contratos do BB, dos Correios e da Caixa Econômica Federal, a fiscalização avançará sobre Petrobrás, BR Distribuidora, Braspetro, Transpetro,
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Eletrobrás, Infraero, Serpro, Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros setores.

O ministro lembrou que, além de Silvinho, que agora forneceu pistas sobre a forma de arrecadação montada no governo, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, em depoimento à CPI dos Correios, dados concretos sobre onde o empresário mineiro buscaria dinheiro. Segundo Jefferson, Marcos Valério garantiu à cúpula do PT e do PTB que poderia conseguir R$ 100 milhões para os dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha no exterior.

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF 

POLÍTICA
08/05/2006

 

TCU devassa contratos

 

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores às lotéricas.

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet.

Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Dnit, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros órgãos do governo. (Agência Estado)

 

 

EXAME - SP 

BRASIL
08/05/2006

 

Os portos no limite

Sem investimentos em infra-estrutura, o Brasil não terá como expandir suas vendas no mercado internacional

 

Por Gustavo Paul
Um estudo da francesa CMA CGM, terceira maior transportadora marítima do mundo, mensurou um gargalo que o Brasil terá de enfrentar para manter o crescimento do comércio exterior nos próximos anos. Segundo o estudo, alguns dos principais
portos do país estão utilizando mais de 90% de sua capacidade de movimentação de carga -- o ideal seriam 50% para evitar filas de navios esperando para embarcar e desembarcar, um dos itens que mais encarecem o comércio de mercadorias entre países. O caso mais grave é o do porto catarinense de Itajaí, com índice de 97%. Santos, que responde por quase um terço do comércio exterior, está com 80% da capacidade comprometida. "Sem novos investimentos, os portos brasileiros não terão como absorver o crescimento do comércio internacional e correm o risco de entrar em colapso em 2008", diz Nelson Carlini, diretor-geral da CMA CGM no Brasil.

As empresas exportadoras também estão preocupadas com a situação. A Perdigão, que movimenta 90% de suas exportações de carnes processadas em Itajaí e em Paranaguá, no Paraná, só não teve problemas nos primeiros meses do ano porque o temor da gripe aviária reduziu em 10% suas vendas no exterior. Mas, em julho, quando prevê que o mercado voltará ao normal, a empresa terá de procurar outros
portos, como Rio de Janeiro e Salvador, para embarcar parte da produção. A transferência, evidentemente, terá um preço. "Nosso custo deve aumentar cerca de 5% com esse deslocamento", diz Wlademir Panavisi, diretor de logística da Perdigão.

Para atacar o problema, o governo federal lançou no ano passado a Agenda
Portos, um programa que previa investimentos de 670 milhões de reais em obras nos 11 maiores portos nacionais. Mas especialistas calculam que seria necessário mais que o dobro dessa verba apenas para contornar os problemas mais urgentes. Como já virou praxe na administração federal, o ano de 2005 terminou e foram investidos apenas 190 milhões de reais, por pendências ambientais, falta de mão-de-obra qualificada e incapacidade gerencial. Para este ano, o orçamento federal prevê 350 milhões de reais -- volume que deverá ser bem menor, já que ainda não foi anunciado o tradicional corte de recursos. "A solução é buscar alternativas privadas", diz Renato Pavan, diretor da empresa de consultoria Macrologística. Isso está acontecendo em Navegantes, em Santa Catarina. Lá, a empresa Portonave está investindo 300 milhões de reais na construção de um porto que ficará em frente ao de Itajaí. Quando ficar pronto, em agosto de 2007, ele será capaz de desafogar boa parte do movimento no vizinho. Quanto aos demais portos, por enquanto, a única esperança é que o programa do governo deslanche.

Gargalo na exportação
A movimentação de carga em alguns
portos brasileiros está acima da média aceitável, que é de 50% da capacidade
Nível de utilização

Itajaí (SC) 97%
São Francisco (SC) 93%
Rio Grande (RS) 91%
Santos (SP) 80%
Vitória (ES) 63%
Fonte: CMA CGM

 

 

CORREIO DA BAHIA - BA 

PODER
08/05/2006

 

TCU vai auditar contratos do governo

Denúncias do petista Sílvio Pereira reacendem investigações sobre o mensalão

 

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário geral do PT Silvio Pereira, ao jornal O Globo, publicada ontem, na qual denuncia que bancos e consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$1 bilhão durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viria de empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. Mas disse quem mandava no PT era Lula, Genoíno, Aloisio Mercadante e José Dirceu.

"As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações)". Silvinho Land Rover, como é conhecido o ex-dirigente do partido, disse que o sistema pode continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério estariam "outros cem Marcos Valérios".

As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa Gtech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$20 milhões para a publicidade da Visanet.

Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$20 milhões para que o PT comprasse quase seis mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios. Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios, dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro.

De acordo com Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que poderia conseguir R$100 milhões para os dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos mais de US$600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra. Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal.

A diretoria desse banco visitou o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, no Palácio do Planalto. Jefferson assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não. Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados, sempre sob o comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. Durante a CPI dos Correios, as viagens do empresário a Portugal para tratar desse assunto começaram a ser investigadas. Mas divisões internas e dificuldades para avançar nas investigações levaram a CPI a deixar essa operação de lado.

 

 

A GAZETA - ES 

ECONOMIA
08/05/2006

 

Hartung discute obra da BR 101 com Guido Mantega

 

Kenia Amaral
kamaral@redegazeta.com.br
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá receber a bancada capixaba e o governador Paulo Hartung amanhã em Brasília. No encontro, será tratada a inclusão da BR-101 no Plano de Prioridades de Investimentos (PPI). De acordo com o coordenador da bancada, deputado Marcus Vicente (PTB), o grupo também agendou uma reunião com o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para discutir o mesmo assunto.

O deputado Neucimar Fraga (PL), que tem bom trânsito no
Ministério dos Transportes, explicou o motivo da audiência. Segundo ele, a Casa Civil já sinalizou positivamente a inserção do trecho no PPI e isso seria feito por meio de uma medida provisória, mas o Ministério da Fazenda precisa garantir recursos para as obras.

"Como o PPI já foi aprovado pelo Congresso e a BR-101 não foi incluída no programa, o dinheiro para as obras pode ser liberado por medida provisória, mas Guido Mantega precisa sinalizar o limite financeiro para que a medida seja editada".

Se o pedido for atendido, as tão esperadas melhorias nos contornos de Vitória, Iconha e o trecho de Pedro Canário poderão finalmente sair do papel. As pavimentações estão orçadas em R$ 140 milhões.

O próximo passo é saber como os projetos serão executados. Para isso, está marcada a reunião no
Ministério dos Transportes, pois é o ministro que vai definir se as obras serão realizadas por meio de um convênio entre os governos federal e estadual, ou pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit) nacional, ou local.

 

 

O ESTADO DO MARANHÃO - MA 

ESTADO MAIOR
08/05/2006

 

TCU devassará contratos do governo LuLa

 

Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao Governo Federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.

Investigados
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para o empresário Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.

Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobras, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

 

 

O IMPARCIAL - MA 

BASTIDORES
08/05/2006

 

Cadê o Dnit

 

Por mais que o governo federal tenha prometido operações milionárias para recuperar a buraqueira das suas rodovias, pouca ou quase nada se observa no interior do Maranhão.

As
estradas estão pedindo socorro e os motoristas desesperados sem ter a quem recorrer dos prejuízos.

 

 

CORREIO DO ESTADO - MS 

ARTIGOS
08/05/2006

 

Grito, birra e sussurro

 

Do título: "Eleições devem paralisar obras e projetos no Estado", que encabeçou matéria publicada dia 24 deste, na 3ª página/Política, do Correio do Estado, observa-se que as eleições impedirão o cumprimento de compromisso do governo federal com Mato Grosso do Sul, quanto à aplicação de R$ 170 milhões. Desse montante que não deve ser utilizado no Estado, R$ 68,3 milhões estão destinados para investimentos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), em MS. São recursos aprovados e lançados como crédito para recuperar e pavimentar trechos rodoviários, construir pontes e contornos rodoviários. No Ministério das Cidades estão retidos para obras de infra-estrutura em pequenos municípios R$ 33,8 milhões, bem assim para uso em projetos de construção e ampliação do sistema de drenagem, além de construção de casas para famílias de baixa renda.

Verbas também estão trancadas no Ministério da Integração Nacional, no total de R$ 15,2 milhões para obras e projetos para contenção de enchentes, drenagem e urbanização de córregos.

Segundo ainda matéria oriunda de Brasília e veiculada por este diário, "a situação é mais dramática no setor de saúde.

O programa mais afetado é o que prevê R$ 17,1 milhões para redes sanitárias em municípios de até 30 mil habitantes. E por sua vez o Sistema Único de Saúde (SUS) está com suas obras em ritmo lento ou paralisadas por falta de dinheiro. Foram inscritos R$ 15,7 milhões em restos a pagar, mas R$ 13,6 milhões permanecem retidos. De toda essa embrulhada orçamentária, embora com inscrição da dívida, a maioria está apenas empenhada e outras, com mais vantagem, para liberação em restos a pagar, mesmo assim o governo Lula não demonstra vontade política de saldar esses importantes compromissos com Mato Grosso do Sul.

Essa notícia revela o duro baque que atingiu Mato Grosso do Sul, quando dos R$ 170 milhões previstos para aplicação neste ano, nada será liberado. E veja que a culpa está sendo lançada contra a legislação eleitoral, que nesse caso proíbe liberação de dinheiro público a partir do mês de junho e mais dois meses.

Se existisse vontade política, essas verbas já deveriam ter sido liberadas, não neste ano, mas no de 2005. Todos os R$ 170 milhões eram para serem utilizados no ano passado, mas, a confiança no governo, resultou nessa resposta amarela.

Ora, pelo que estamos vendo, na política de alguns no poder até bicicleta de roda quadrada e pneu furado sobe ladeira..., mas a situação de MS que precisa dessas verbas, de verdade, merece tratamento sério e de respeito. Para que se tenha idéia do impacto dos cortes, basta dizer que alguns programas da área da saúde terão podados R$ 13,6 milhões, do total de R$ 15,7 que deveriam ter sido empregados no ano passado. Ficarão à míngua de verbas. Assim, desamparam-se segmentos carentes da população. Retardam-se melhorias da infra-estrutura que se refletirão na competitividade dos setores produtivos e emperrarão o processo de integração dos municípios e do Estado.

Diante desse desastre, é imensa a responsabilidade da bancada federal sul-mato-grossense, a qual deve atentar-se bem à destinação e à liberação das verbas orçamentárias deste ano. Não se esquecendo de reivindicar a liberação do máximo possível de verba de 2005, para até o mês de junho. De todas as prioridades, a bancada federal está na situação do médico que tem de decidir, num dilema: quem deve morrer, se tem dose única de medicamento salvador e dois pacientes em fase de dependência daquele socorro. A hora é de união de nossos representantes, em Brasília, acima e além de divergências partidárias, para impedir que se repita o que o Estado passa hoje e reverta o quadro desfavorável, diminuindo as perdas que se prevê. A bancada federal de MS já da exemplo de política cívica em suas reuniões. Parabéns.

Sobretudo, temos que deixar bem claro que o doente da economia brasileira é o governo, e não a finança nacional. Dinheiro tem, o que está faltando é o bom uso da verba pública.

Aliás, a notícia de Brasília não se refere à área da Educação, mas devagarzinho os professores e administradores do ensino estão começando a aprender o exercício do "jus esperneandi", que é o direito de espernear contra decisões erradas de governo.

Por isso, foi feita uma movimentação nacional de abraço simbólico, em prédios escolares de importância histórica em cada uma das mais de 160 mil escolas públicas pelo Brasil. Professores, administradores, serventes, alunos e seus pais procuram nivelar por cima o ensino público brasileiro. A salvação nacional está na educação e no ensino. Neles está o efeito dominó dos problemas brasileiros. A busca é pela melhor qualidade.

Tomara que ao começar pelo "juris sperneandi", surja o grito do cidadão, contra a birra do governo e que o congresso brasileiro não sussurre apenas diante das gravidades nacionais.

Ruy Sant´Anna dos Santos, jornalista e advogado

 

 

CORREIO DO ESTADO - MS 

GERAL
08/05/2006

 

Dnit tem R$ 240 milhões para 4 BRs

Orçamento para recuperação das estradas neste ano é 67% superior ao de 2005. Serão restaurados 10 trechos, segundo o coordenador do órgão, Marcelo Miranda

 

Silvia Tada
Com orçamento de R$ 240 milhões para 2006, 67% a mais que no ano passado, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (
Dnit) em Mato Grosso do Sul pretende restaurar e fazer manutenção em 10 trechos das BRs 158, 262, 267 e 163. Três deles estão com recursos garantidos e tiveram edital de licitação publicado: a BR-158, entre Cassilândia e Selvíria; a BR-262, entre Campo Grande e Anastácio; e a BR-267, entre Rio Brilhante e Jardim. As obras estão orçadas em R$ 171,9 milhões e devem começar neste semestre.

Os primeiros três editais são referentes a obras de recapeamento e restauração de três trechos da BR-158, na região nordeste do Estado, de Cassilândia até Selvíria. Serão 193 quilômetros de rodovia. As propostas serão abertas dia 24 de maio. "Será uma ampla restauração, com recapeamento. O investimento é de R$ 124,3 milhões", detalhou o diretor do
Dnit, Marcelo Miranda.

Dentro do Programa Integrado de Revitalização (PIR), outras duas
rodovias receberão reparos. Na BR-267, serão dois trechos: primeiro, de Rio Brilhante até o distrito de Vista Alegre, em Maracaju. O segundo continuará até a cidade de Jardim. As duas obras somam R$ 33,8 milhões, conforme edital, para a cobertura de 191 quilômetros.

Na BR-262, a previsão é de manutenção do trecho que vai de Campo Grande a Anastácio. No total são 134 quilômetros, que consumirão R$ 13,7 milhões. "Todos os projetos prevêem uma melhoria significativa das
estradas. Não será uma operação tapa-buracos; as ações são preventivas. Iremos recapear as pistas e arrumar o acostamento, melhorando sua classificação", garantiu Miranda.

Projetos
Além dessas obras, cujas concorrências estão em andamento, outros projetos feitos pelo
Dnit aguardam lançamento dos editais. Na BR-163, o projeto é a manutenção dos trechos entre Nova Alvorada do Sul e Vila Vargas, em Dourados, que somam dois trechos. Há ainda a conservação entre Anastácio e Nioaque e, por fim, a BR-267, entre Jardim e Porto Murtinho.

Três outros projetos ainda estão em fase de conclusão, que são o acesso de Aparecida do Taboado à ponte rodoferroviária, na divisa com São Paulo, de Três Lagoas a Água Clara e, na BR-163, entre Campo Grande e o distrito de Anhanduí.

O diretor do
Dnit ressaltou que nem todas as obras entrarão no orçamento deste ano. "Como são grandes obras, que duram mais de um ano, os custos podem ser divididos entre os orçamentos deste ano e dos próximos". Em sua avaliação, o programa previsto "é muito bom".

 

 

DIÁRIO DA TARDE – MG 

ECONOMIA
08/05/2006

 

TCU fará devassa em contratos do governo Lula

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$ 1 bilhão durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. As empresas entre si fraudam as coisas. ·s vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações) .

Monopólio

Silvinho, como é conhecido o ex-dirigente do partido, disse que o sistema pode continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério estariam outros cem Marcos Valérios . As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.

Pistas

Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios, dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro. De acordo com Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que poderia conseguir R$ 100 milhões para os dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos mais de U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra.

Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal. A diretoria desse banco visitou o então ministro da Casa Civil José Dirceu, no Palácio do Planalto. Jefferson assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não.

Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados sempre sob o comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. Durante a CPI dos Correios, as viagens do empresário a Portugal para tratar desse assunto começaram a ser investigadas. Mas divisões internas e dificuldades para avançar nas investigações levaram a CPI a deixar essa operação de lado.

 

 

O TEMPO - MG 

POLÍTICA
08/05/2006

 

Ministérios também serão investigados

 

SÃO PAULO – Um ministro do Tribunal de Contas da União disse à reportagem que além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios, dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro.

De acordo com Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que poderia conseguir R$ 100 milhões para os dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos mais de U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra.

Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal. A diretoria desse banco visitou o então ministro da Casa Civil José Dirceu, no Palácio do Planalto.

Jefferson assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não. Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados, sempre sob o comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. (Agência Estado)

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA 

BRASIL HOJE
08/05/2006

 

TCU fará devassa no governo

Milhares de contratos assinados desde 2003 pelo governo federal vão ser investigados

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$ 1 bilhão durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. “As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações).”

Silvinho, como é conhecido o ex-dirigente do partido, disse que o sistema pode continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério estariam “outros cem Marcos Valérios”.

As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.

Um ministro do TCU disse à Agência Estado que, além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios, dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro. De acordo com Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que poderia conseguir R$ 100 milhões para os dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos mais de U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra.

Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal. A diretoria desse banco visitou o então ministro da Casa Civil José Dirceu, no Palácio do Planalto. Jefferson assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não.

Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados sempre sob o comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. Durante a CPI dos Correios, as viagens do empresário a Portugal para tratar desse assunto começaram a ser investigadas. Mas divisões internas e dificuldades para avançar nas investigações levaram a CPI a deixar essa operação de lado. (Brasília - AE)

 

 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO - PE 

POLÍTICA
08/05/2006

 

Governo será investigado pelo TCU

SOB SUSPEITA // Tribunal de contas fará devassa nos contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais

 

Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$ 1 bilhão durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. "As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações)."

As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.

Um ministro do TCU disse à Agência Estado que, além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios, dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro.

 

 

FOLHA DE PERNAMBUCO - PE 

POLÍTICA
08/05/2006

 

TCU fará devassa nos contratos do Governo

 

BRASÍLIA (AE) - O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.

Na mesma entrevista, o ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. “As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações).”
Silvinho disse que o sistema pode continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério estariam “outros cem Marcos Valérios”. As recentes CPIs feitas pelo Congresso levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens.

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet.

Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios. Um ministro do TCU disse à Agência Estado que, além das investigações já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

 

 

J. DO COMMERCIO - PE 

POLÍTICA
08/05/2006

 

TCU vai investigar contratos do governo

 

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados de 2003 até hoje pela administração direta e pelas estatais com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão. Pereira contou que o plano do publicitário Marcos Valério de Souza e da cúpula petista era faturar R$ 1 bilhão durante o governo Lula, e disse que o sistema pode continuar em operação.

As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas. Também está sob investigação o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra e patrocinou shows destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeito de ter ordenado o pagamento adiantado a Valério de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.

Um ministro do TCU disse à reportagem que além das investigações nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.

 

 

J. DO COMMERCIO - RJ 

ECONOMIA
08/05/2006

 

Desestatização: 10 anos de altos e baixos

MRS e ALL triplicaram movimentação, mas bons resultados não chegaram a todas as regiões

 

BRUNO VILLAS BÔAS
DO JORNAL DO COMMERCIO
O processo de desestatização da malha ferroviária federal brasileira completa 10 anos em 2006 com números positivos, mas sem que os bons resultados tenham se disseminado por todas as regiões concedidas. Na média, a produção cresceu de 138 bilhões para 221 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) entre 1997 e 2005; a participação na matriz de transporte cresceu de 19% para 26% em igual período; e o número de acidentes caiu 58%. No período, as concessionárias investiram US$ 11 bilhões.

Mas enquanto a MRS Logística e a América Latina Logística (ALL) triplicaram a movimentação e investiram na aquisição de novas locomotivas e vagões, com lucro líquido no ano passado de R$ 410,3 milhões e R$ 170 milhões, respectivamente, em outras concessionárias o quadro é bem diferente. A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), por exemplo, deverá deslanchar apenas nos próximos anos com a Nova Transnordestina, depois de um período de oito anos de movimentação muito aquém da oferta da região.

Segundo dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a concessão da malha ferroviária à iniciativa privada deixou de onerar em R$ 3,8 bilhões os cofres públicos, valor referente ao prejuízo registrado nos 10 anos que antecederam à desestatização. A arrecadação de pagamentos trimestrais da concessão, no mesmo sentido, foi de R$ 2 bilhões. E o somatório dos preços pagos nos leilões da malha da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) acumulou R$ 1,764 bilhão. "Os números mostram que
ferrovias não são para pequenos atores", diz o secretário-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça. "Os investimentos são grandes e o retorno do capital ocorre em longo prazo."
Desenhos acionários sofreram alterações

Nos últimos 10 anos, as concessionárias passaram por um processo de consolidação de seus desenhos acionários. Consórcios que inicialmente arremataram malhas como a da
Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), por exemplo, deixaram o setor depois de enfrentar dificuldades financeiras e desentendimentos internos, motivados pela composição acionária pulverizada. O processo ocorre agora com a holding Brasil Ferrovias, que inclui a antiga malha paulista da RFFSA. Ela, que não conseguiu fazer o negócio deslanchar com o retorno esperado, deverá anunciar ainda neste mês os vencedores de sua licitação para venda da Nova Brasil Ferrovias e da Novoeste Brasil.

Depois da série de mudanças ocorrida na última década, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) tornou-se o maior grupo controlador de
ferrovias no Brasil. A mineradora detém participação da MRS Logística, Ferrovia Centro-Atlântica, Estrada de Ferro Carajás (EFC) e Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Natural, portanto, que o minério de ferro responda por mais de 65% do volume total transportado hoje nas ferrovias brasileiras. A Vale conseguiu, desta forma, montar uma logística de distribuição que faz dela uma das mais competitivas produtoras mundiais. A empresa movimentou sozinha no ano passado - desconsiderando a MRS Logística - 28,379 bilhões de TKUs.

Segundo o especialista em
ferrovias José Luís Vidal, a hegemonia do minério de ferro tem seu lado positivo e negativo para o segmento ferroviário. Ele explica que, por um lado, o minério de ferro é uma carga que oscila pouco em volume e apresenta grande fonte de receita para as ferrovias. O produto não depende de clima ou de período de safra, como commodities agrícolas. "Por outro lado, inibe o crescimento das cargas gerais, produtos de maior valor agregado, já que a malha tem pouco espaço ocioso e crescimento limitado", explica Vidal, diretor-geral da consultoria WV Logistics.

O presidente da MRS Logística, Júlio Fontana Neto, afirma não existir nada de negativo no grande volume movimentado da commoditie nas
ferrovias brasileiras. Ele diz que o crescimento da carga geral, em valores absolutos, parece pequeno, dado o aumento da movimentação de minério de ferro, mas que o aumento percentual foi grande nos últimos 10 anos. O executivo acrescenta que, além de produtos agrícolas, não existe carga no Brasil acima de 1 milhão de toneladas que "aparece do dia para a noite":

"A carga geral cresceu muito em termos relativos nos últimos anos. Isso ocorreu apesar das dificuldades de operar uma malha em que o Governo federal teve e ainda tem atuação praticamente nula. Eles privatizaram a malha e lavaram as mãos. Alguns gargalos não foram resolvidos, como problemas de passagem de nível (cruzamento entre linha férrea e
estradas) e ocupação da faixa de domínio", afirma Fontana Neto, que exerce o cargo de conselheiro na ANTF, associação da qual também foi presidente.
Governo ainda tem de investir R$ 4,2 bi

Conforme dados da ANTF, o Governo federal precisa investir, no mínimo, R$ 4,2 bilhões entre 2007 e 2010 para evitar um apagão logístico na rede ferroviária. Os recursos seriam necessários apenas para resolver gargalos da malha e não consideram a expansão da rede, o que também é de responsabilidade federal. Desde o início da concessão, no entanto, a União aplicou apenas R$ 150 milhões na malha, dos quais a maior parte foi direcionada à construção da
Ferrovia Norte-Sul, que poderá entrar neste ano para a lista das malhas concedidas, segundo quer o Ministério dos Transportes.

"Desconsiderando a possibilidade de investimentos federais em expansão da malha, a única forma de as
ferrovias continuarem a crescer nos próximos dez anos é superando os gargalos existentes, medida de competência do Governo federal. Desta forma, as concessionárias ganhariam em produtividade, operando com trens mais velozes. Caso contrário, não haverá para onde expandir. Queremos que o Ministério dos Transportes, pelo menos, reverta os R$ 370 milhões que são pagos anualmente pelos arrendatários em investimentos no setor", diz o secretário-executivo da ANTF.

O diretor financeiro da América Latina Logística (ALL), Sérgio Pedreiro, afirma que a superação desses gargalos permitiria às concessionárias brasileiras aumentar a participação do modal na matriz de transporte para percentual próximo ao praticado em países desenvolvidos. Atualmente, as
ferrovias respondem por 46% da carga movimentada nos Estados Unidos, 43% na Austrália e 46% no Canadá. "O percentual também pode ficar entre 30% e 40% no Brasil, considerando na conta o minério de ferro", conclui.

A situação de cada uma DAS CONCESSIONÁRIAS

>> AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA (ALL)

A administração da estatal
Ferrovia Sul Atlântico passou para a iniciativa privada em março de 1997, quando um grupo de grandes empresas assumiu a concessão da malha sul da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com o nome de América Latina Logística (ALL), maior operadora logística com base ferroviária da América Latina, a ferrovia transporta hoje quase três vezes mais carga em sua malha na comparação com o ano que antecedeu sua concessão.

A ALL opera uma rede ferroviária com 16.397 quilômetros de extensão, 629 locomotivas, 18.939 vagões, 1.561 veículos para transporte rodoviário (carretas e caminhões próprios ou de transportadores associados), centros de distribuição e instalações de armazenamento. Ela transporta basicamente commodities agrícolas, insumos e fertilizantes, combustíveis, materiais de construção civil e siderúrgico. Em 2005, a ALL movimentou 19,92 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU).

A empresa está entre as mais cotadas para assumir as operações da Brasil
Ferrovias, administradora da malha da Nova Brasil Ferrovias e da Novoeste Brasil, em São Paulo, que está em processo de venda. A ALL está investindo neste ano R$ 200 milhões para aquisição de 1.200 vagões, dos quais os primeiros 450 foram entregues na última quarta-feira. Os investimentos são realizados em parcerias com grandes clientes da área agrícola, como Bunge Alimentos, Inlogs e Imcopa. A empresa lucrou no ano passado R$ 170 milhões.

>> MRS LOGÍSTICA

A MRS Logística foi criada a partir da concessão da antiga malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Ela compreende 1.674 quilômetros de extensão da linha férrea que interliga os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, região de maior densidade industrial do País, com uma participação média de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Entre os principais produtos movimentados pela empresa, que tem entre suas sócias a mineradora Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), estão cargas como minério de ferro, bauxita, carvão e coque.

A concessionária possui acesso aos
portos fluminenses de Sepetiba, Rio de Janeiro e Guaíba (de uso privativo da Minerações Brasileiras Reunidas), fator que acentua sua competitividade nos segmentos destinados à exportação e importação. Ela também está conectada ao Porto de Santos (SP), mais importante porta de entrada e saída de mercadorias do País. Em 2005, a MRS Logística movimentou 108,3 milhões de toneladas úteis (TKU), o que representou um crescimento de 10,4% em relação ao exercício anterior.

Recentemente, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (
ANTT) determinou à CVRD vender parte de suas ações na MRS ou abrir mão de um dos dois votos no conselho de administração, de forma a adequar-se à legislação, que não permite que uma empresa detenha mais de 20% das ações de uma ferrovia. A MRS registrou no ano passado lucro líquido recorde de R$ 410,3 milhões e está entre as concessionárias que mais investem em produtividade e tecnologia.

>> BRASIL FERROVIAS

Holding responsável pelas malhas da Nova Brasil
Ferrovias (bitola larga) e Novoeste Brasil (bitola métrica), arrematadas durante os leilões de concessão no Governo Fernando Henrique Cardoso, a Brasil Ferrovias está em processo de venda que deverá ser concluído ainda neste mês. Disputam as ações dos fundos Funcef e do Previ na malha - que poderá ser adquirida em conjunto ou dividida pelos dois trechos - três grupos, entre eles a América Latina Logística (ALL).

A Brasil
Ferrovias passou no ano passado por um processo de reestruturação, com a injeção de cerca de R$1 bilhão pelos acionistas, entre eles o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Neste momento, a Brasil Ferrovias está expandindo seus negócios e conduzindo um plano de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão no biênio 2005 e 2006. A movimentação permanece, no entanto, muito aquém do potencial. Em 2005, foram movimentadas 14,43 milhões de toneladas úteis transportadas.

Antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil, a Novoeste SA assumiu em 1996 uma malha de 1.621 quilômetros que liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, à cidade de Bauru, em São Paulo. A
Ferrovias Bandeirantes (Ferroban) assumiu o controle de operações da malha paulista da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA) em 1999, tornando-se responsável pela administração do trajeto entre o Porto de Santos (SP) e os Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. As ferrovias foram unificadas em 2002.

>> COMPANHIA FERROVIÁRIA DO NORDESTE (CFN)

Com avanços pouco significativos desde a concessão da antiga Malha Nordeste da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), ocorrida em 1997, a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) deverá apresentar um forte crescimento nos próximos anos. A concessionária receberá investimentos de R$ 4,5 bilhões para ampliar sua malha e interligar nove Estados do Nordeste aos
portos de Suape (PE) e Pecém (CE), viabilizando o escoamento de grãos, fertilizantes e minérios da região Nordeste.

A movimentação anual de carga saltará das atuais 900 milhões de toneladas por quilômetro útil (TKUs) para 18 bilhões de TKUs em 2010, segundo estimativas da concessionária. Acredita-se que os principais beneficiados serão produtores de grãos do interior do Nordeste, que sofrem com as
estradas da região e têm, por conta disso, dificuldades para escoar as commodities agrícolas.

O projeto da Nova Transnordestina prevê a construção de trecho em bitola larga entre os municípios de Eliseu Martins (PI) e Salgueiro (PE). Do último, sairão dois ramais: um para o porto de Pecém (CE), que demandará R$ 1,5 bilhão, e outro para o porto de Suape (PE), com custo de R$ 3 bilhões. Nestes dois últimos casos, a via permanente (trilhos) está instalada em bitola métrica e precisa ser alargada para bitola mista, de forma a ser integrada ao resto da malha ferroviária.

>> FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA (FCA)

Considerado um ativo estratégico dentro do sistema de logística da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a
Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) é a gestora da maior malha ferroviária do País, com 8.023 quilômetros de linha férrea que atravessam mais de 250 municípios, ligando os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Sergipe e Bahia, além do Distrito Federal.

A FCA tornou-se uma concessionária do transporte ferroviário de cargas em setembro de 1996, a partir do processo de desestatização da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA). A empresa é considerada o principal eixo de conexão ferroviária do Sudeste com o Nordeste e o Centro-Oeste, e sua frota atual é composta por mais de 11.000 vagões e 450 locomotivas, todas monitoradas via satélite (GPS). A empresa mantém cerca de dois mil empregos diretos e indiretos

A mineradora também tem planos de investir na construção de um novo ramal no Estado do Espírito Santo, ligando as cidades de Flexal, em Cariacica, e Cachoeiro de Itapemirim. O novo trecho, de 165 quilômetros, será administrado pela FCA e receberá investimentos de R$ 700 milhões. Os principais produtos transportados pela FCA são soja, farelo de soja, produtos siderúrgicos, calcário, ferro gusa, cimento, bauxita, clínquer, fosfato, cal, produtos petroquímicos, álcool e derivados de petróleo.

>> FERROVIAS TEREZA CRISTINA (FTC)

A
Ferrovias Tereza Cristina (FTC) tem uma malha de 164 quilômetros de extensão, no Estado de Santa Catarina, que abrange municípios como de Imbituba, Capivari de Baixo, Criciúma e Urussanga. A privatização da administração foi realizada em novembro de 1996 e originou-se da malha formada pela SR9 (Tubarão) da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA).

A FTC é uma companhia de capital fechado que tem entre seus principais acionistas a Geral de Engenharia e Montagens (Gemon), Interfinance Participações e a Santa Lúcia Agro Indústria e Comércio. Elas detêm igual participação na ferrovia. Sua malha passa pela região carbonífera e o pólo cerâmico de Criciúma, ao sul de Santa Catarina, e segue até o
Porto de Imbituba e o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, da Gerasul.

>> FERROPAR

Diferentemente das outras malhas, a
Ferrovia Paraná (Ferropar) teve sua origem em uma concessão estadual, promovida pelo Governo do Estado do Paraná. O governo concedeu a Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) para a iniciativa privada em 1996, malha de 248 quilômetros de extensão que liga os municípios de Cascavel e Guarapuava.

A Ferropar opera atualmente 17 locomotivas e 350 vagões. A empresa mantém 92 empregados próprios e outros 65 terceirizados. Ela transporta basicamente soja, milho, trigo, farelo, fertilizantes, calcário, cimento, óleo vegetal e combustível, entre outros produtos. Entre seus clientes estão Cargil, Imcopa, Bunge, Ipiranga, Cimento Rio Branco, Coopavel e Moinho Iguaçu.

 

 

ZERO HORA - RS 

POLÍTICA
08/05/2006

 

TCU fará devassa nos contratos do governo

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados a partir de 2003 pela administração direta e pelas estatais com os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite.

A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois das declarações do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Ele levantou suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão. O ex-dirigente já foi convocado a prestar depoimento na CPI dos Bingos. A Comissão acionou a Polícia Federal para intimar Pereira. O petista já foi chamado outras duas vezes, mas não apareceu.

As recentes CPIs levaram o TCU a investigar contratos dos Correios, como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do fornecimento de computadores para lotéricas.

Fiscalização vai vasculhar estatais como a Petrobras

Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do Brasil, que patrocinou shows destinados a arrecadar dinheiro para o PT. A instituição também é suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o banco que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para seus diretórios.

Um ministro do TCU disse que a fiscalização avançará sobre áreas como Petrobras, BR Distribuidora, Braspetro, Transpetro,
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Eletrobrás, Infraero, Serpro e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

 

 

O ESTADÃO - RO 

CIDADE
08/05/2006

 

Risco de assaltos ainda é muito grande

 

Além disso tudo, o profissional é obrigado a rodar e parar em ambientes hostis. O risco de assalto é muito grande. Há inúmeros trabalhadores que desapareceram em serviço junto com suas cargas. Nas regiões mais perigosas, os caminhoneiros trafegam em comboios e mantêm contato constante entre si através de rádio, mas isso nem sempre resolve o problema. Eles reclamam uma maior proteçãoe fiscalização da polícia.

Com toda esta insegurança, cresce a apreensão da família em relação ao trabalhador. A espera da volta para casa é grande. A saudade aperta. Às vezes, um caminhoneiro fica vários meses fora de casa sem ter contato com os familiares. Esse sentimento só é atenuado quando, finalmente, retorna para o lar, depois de um longo período nas
estradas brasileiras.

De acordo com alguns caminhoneiros, a BR-364, no trecho entre
Porto Velho e Vilhena, em Rondônia, ainda não está em boas condições de trafegabilidade. As operações "tapa-buracos" têm se apresentado como um paliativo, diante da imensidão das crateras existentes ao longo de mais de 700 quilômetros de extensão. Essa importante rodovia federal já foi interditada algumas vezes por caminhoneiros revoltados com a omissão do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

 

 

A NOTÍCIA - SC 

CANAL ABERTO
08/05/2006

 

Prioridade absoluta


A retomada das obras da BR-282 ainda depende de decreto legislativo, que vai permitir a utilização de recursos orçamentários. O procedimento é indispensável, na medida em que o processo encontrava-se em situação irregular no Tribunal de Contas da União. A regularização só foi possível graças aos termos de repactuação firmados entre a construtora e o
DNIT. A expectativa agora é que o Ministério dos Transportes defina o valor a ser liberado até o fim da próxima semana, quando terá sido sancionado o orçamento de 2006.

O asfaltamento do trecho compreendido entre São Miguel do Oeste e a ponte internacional no município de Paraíso - que liga o Brasil a Argentina - merece prioridade por tratar-se de importante corredor de exportações. Mas, segundo o deputado Paulo Bauer, os outros dois trechos compreendidos entre São José do Cerrito e Vargem e entre Vargem e Campos Novos também devem ser incluídos no contexto dos procedimentos a serem adotados.

A rodovia é caminho de entrada e saída de produtos catarinenses para o Mercosul e de turistas que se dirigem ao litoral do Estado. Há 35 anos Santa Catarina aguarda a conclusão dessa obra.

 

 

A NOTÍCIA - SC 

MOACIR PEREIRA
08/05/2006

 

Gaspar

 

Unidos em relação às principais obras de interesse de Blumenau e do Vale do Itajaí, o prefeito João Paulo Kleinubing e o presidente da Acib, Ricardo Stodeick, anunciam outro consenso. Lutar pelo contorno de Gaspar para retirar o tráfego pesado do centro da cidade. O projeto depende do DNIT. A senadora Ideli Salvati também participa dessa nova mobilização.