NACIONAL
08/05/2006
TCU fará devassa
em contratos do governo após denúncia de ex-petista
Tribunal vai usar pistas dadas por ex-dirigente do
partido para auditar acordos firmados pela União desde 2003
João Domingos
BRASÍLIA
O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de
contratos assinados desde 2003 pela administração direta e pelas estatais com
todo tipo de prestadores de serviços ao governo federal, não importando se
houve licitação ou dispensa de concorrência. A vigilância do TCU sobre os
contratos, que normalmente é alta, será redobrada após a declaração do
ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira de que “consórcios” de empresas teriam
abastecido o valerioduto.
Pereira contou, em entrevista ao jornal O Globo, que o plano do empresário
mineiro Marcos Valério e do PT era faturar R$ 1 bilhão durante o governo Luiz
Inácio Lula da Silva. Relatou, também, que o dinheiro do esquema montado por
Valério e pelo PT para comprar apoio de parlamentares e assegurar uma base
aliada a Lula viria de “muitas” empresas, embora não tenha detalhado quantas
nem quais seriam elas. “As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o
governo não persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como
vencer (licitações)”, disse Silvinho, como é conhecido o ex-dirigente. Ele
deixou o partido em julho, após a descoberta de que recebera um jipe Land Rover
da GDK, que trabalhou para a Petrobrás. Silvinho ficou quase um ano em
silêncio. Agora, ao detalhar o sistema de captação irregular de dinheiro no
governo, o ex-petista afirmou que o esquema de corrupção pode ainda estar em
atividade. “Atrás do Marcos Valério deve haver cem Marcos Valérios”, frisou.
SUSPEITAS
As últimas CPIs no Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos, levaram o TCU
a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos com empresas
aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de computadores e
embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário da Caixa
Econômica Federal com a empresa Gtech, que controlava as loterias.
Passou também por investigação rigorosa o Banco do Brasil, que assinou
contratos sem licitação com a Cobra, fornecedora de computadores, e patrocinou
shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT. O BB também teria
ordenado o pagamento adiantado para Marcos Valério, de R$ 20 milhões, para a
publicidade da Visanet. E liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse
quase 6 mil computadores .
Um ministro do TCU disse ao Estado que, além das investigações já feitas nos
contratos do BB, dos Correios e da Caixa Econômica Federal, a fiscalização
avançará sobre Petrobrás, BR Distribuidora, Braspetro, Transpetro, Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Eletrobrás, Infraero, Serpro,
Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros
setores.
O ministro lembrou que, além de Silvinho, que agora forneceu pistas sobre a
forma de arrecadação montada no governo, o ex-deputado Roberto Jefferson
(PTB-RJ) revelou, em depoimento à CPI dos Correios, dados concretos sobre onde
o empresário mineiro buscaria dinheiro. Segundo Jefferson, Marcos Valério
garantiu à cúpula do PT e do PTB que poderia conseguir R$ 100 milhões para os
dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos U$ 600 milhões que
o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha no exterior.
POLÍTICA
08/05/2006
TCU devassa
contratos
O Tribunal de
Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados
de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os
prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação
ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para
os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT
Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que
consórcios de empresas abasteceram o mensalão.
As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos,
levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos
com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de
computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário
da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do
fornecimento de computadores às lotéricas.
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além
de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de
cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet.
Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas, a fiscalização
avançará sobre áreas as mais diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a
Braspetro, a Transpetro, o Dnit, a Eletrobrás, a Infraero, o
Serpro, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre
outros órgãos do governo. (Agência Estado)
BRASIL
08/05/2006
Os portos no
limite
Sem
investimentos em infra-estrutura, o Brasil não terá como expandir suas vendas
no mercado internacional
Por Gustavo Paul
Um estudo da francesa CMA CGM, terceira maior transportadora marítima do mundo,
mensurou um gargalo que o Brasil terá de enfrentar para manter o crescimento do
comércio exterior nos próximos anos. Segundo o estudo, alguns dos principais portos do país estão utilizando mais de 90%
de sua capacidade de movimentação de carga -- o ideal seriam 50% para evitar
filas de navios esperando para embarcar e desembarcar, um dos itens que mais
encarecem o comércio de mercadorias entre países. O caso mais grave é o do
porto catarinense de Itajaí, com índice de 97%. Santos, que responde por quase
um terço do comércio exterior, está com 80% da capacidade comprometida.
"Sem novos investimentos, os portos
brasileiros não terão como absorver o crescimento do comércio internacional e
correm o risco de entrar em colapso em 2008", diz Nelson Carlini, diretor-geral
da CMA CGM no Brasil.
As empresas exportadoras também estão preocupadas com a situação. A Perdigão,
que movimenta 90% de suas exportações de carnes processadas em Itajaí e em
Paranaguá, no Paraná, só não teve problemas nos primeiros meses do ano porque o
temor da gripe aviária reduziu em 10% suas vendas no exterior. Mas, em julho,
quando prevê que o mercado voltará ao normal, a empresa terá de procurar outros portos, como Rio de Janeiro e Salvador,
para embarcar parte da produção. A transferência, evidentemente, terá um preço.
"Nosso custo deve aumentar cerca de 5% com esse deslocamento", diz
Wlademir Panavisi, diretor de logística da Perdigão.
Para atacar o problema, o governo federal lançou no ano passado a Agenda Portos, um programa que previa
investimentos de 670 milhões de reais em obras nos 11 maiores portos nacionais. Mas especialistas
calculam que seria necessário mais que o dobro dessa verba apenas para contornar
os problemas mais urgentes. Como já virou praxe na administração federal, o ano
de 2005 terminou e foram investidos apenas 190 milhões de reais, por pendências
ambientais, falta de mão-de-obra qualificada e incapacidade gerencial. Para
este ano, o orçamento federal prevê 350 milhões de reais -- volume que deverá
ser bem menor, já que ainda não foi anunciado o tradicional corte de recursos.
"A solução é buscar alternativas privadas", diz Renato Pavan, diretor
da empresa de consultoria Macrologística. Isso está acontecendo em Navegantes,
em Santa Catarina. Lá, a empresa Portonave está
investindo 300 milhões de reais na construção de um porto que ficará em frente
ao de Itajaí. Quando ficar pronto, em agosto de 2007, ele será capaz de desafogar
boa parte do movimento no vizinho. Quanto aos demais portos, por enquanto, a única esperança é
que o programa do governo deslanche.
Gargalo na exportação
A movimentação de carga em alguns portos
brasileiros está acima da média aceitável, que é de 50% da capacidade
Nível de utilização
Itajaí (SC) 97%
São Francisco (SC) 93%
Rio Grande (RS) 91%
Santos (SP) 80%
Vitória (ES) 63%
Fonte: CMA CGM
PODER
08/05/2006
TCU vai auditar
contratos do governo
Denúncias do
petista Sílvio Pereira reacendem investigações sobre o mensalão
BRASÍLIA - O
Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos
assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos
os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação
ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para
os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário geral do PT Silvio
Pereira, ao jornal O Globo, publicada ontem, na qual denuncia que bancos e
consórcios de empresas abasteceram o mensalão.
Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$1 bilhão
durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o
ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar
base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viria de empresas.
Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. Mas disse quem mandava
no PT era Lula, Genoíno, Aloisio Mercadante e José Dirceu.
"As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e
é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer
(licitações)". Silvinho Land Rover, como é conhecido o ex-dirigente do partido,
disse que o sistema pode continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério
estariam "outros cem Marcos Valérios".
As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos,
levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos
com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de
computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário
da Caixa Econômica Federal com a empresa Gtech, que tinha o monopólio do
fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT,
além de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos Valério, de cerca de
R$20 milhões para a publicidade da Visanet.
Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$20 milhões para que o PT
comprasse quase seis mil computadores para todos os seus diretórios nos
municípios. Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas nos
contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas,
como a Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a
forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios,
dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro.
De acordo com Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que
poderia conseguir R$100 milhões para os dois partidos numa simples operação de
troca de depósito dos mais de US$600 milhões que o Instituto de Resseguros do
Brasil (IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra. Para isso, disse
Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o dinheiro no Banco
Espírito Santo, de Portugal.
A diretoria desse banco visitou o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, no
Palácio do Planalto. Jefferson assegura que foi para fechar negócios; Dirceu
jura que não. Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados,
sempre sob o comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom.
Durante a CPI dos Correios, as viagens do empresário a Portugal para tratar desse
assunto começaram a ser investigadas. Mas divisões internas e dificuldades para
avançar nas investigações levaram a CPI a deixar essa operação de lado.
ECONOMIA
08/05/2006
Hartung discute
obra da BR 101 com Guido Mantega
Kenia Amaral
kamaral@redegazeta.com.br
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá receber a bancada capixaba e o
governador Paulo Hartung amanhã em Brasília. No encontro, será tratada a
inclusão da BR-101 no Plano de Prioridades de Investimentos (PPI). De acordo
com o coordenador da bancada, deputado Marcus Vicente (PTB), o grupo também
agendou uma reunião com o ministro dos Transportes, Paulo
Sérgio Passos, para
discutir o mesmo assunto.
O deputado Neucimar Fraga (PL), que tem bom trânsito no Ministério dos Transportes, explicou o motivo da audiência.
Segundo ele, a Casa Civil já sinalizou positivamente a inserção do trecho no
PPI e isso seria feito por meio de uma medida provisória, mas o Ministério da
Fazenda precisa garantir recursos para as obras.
"Como o PPI já foi aprovado pelo Congresso e a BR-101 não foi incluída no
programa, o dinheiro para as obras pode ser liberado por medida provisória, mas
Guido Mantega precisa sinalizar o limite financeiro para que a medida seja
editada".
Se o pedido for atendido, as tão esperadas melhorias nos contornos de Vitória,
Iconha e o trecho de Pedro Canário poderão finalmente sair do papel. As
pavimentações estão orçadas em R$ 140 milhões.
O próximo passo é saber como os projetos serão executados. Para isso, está
marcada a reunião no Ministério
dos Transportes, pois é
o ministro que vai definir se as obras serão realizadas por meio de um convênio
entre os governos federal e estadual, ou pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transporte (Dnit) nacional, ou local.
ESTADO MAIOR
08/05/2006
TCU devassará
contratos do governo LuLa
Brasília - O
Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos
assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos
os prestadores de serviços ao Governo Federal, não importando se houve
licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção
do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do
ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem,
que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.
As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos,
levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos
com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de
computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário
da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do
fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.
Investigados
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT,
além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para o empresário
Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi
também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse
quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.
Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas nos contratos de
estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a
Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobras, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
BASTIDORES
08/05/2006
Cadê o Dnit
Por mais que o
governo federal tenha prometido operações milionárias para recuperar a
buraqueira das suas rodovias, pouca ou quase nada se observa no
interior do Maranhão.
As estradas estão pedindo socorro e os
motoristas desesperados sem ter a quem recorrer dos prejuízos.
ARTIGOS
08/05/2006
Grito, birra e
sussurro
Do título:
"Eleições devem paralisar obras e projetos no Estado", que encabeçou
matéria publicada dia 24 deste, na 3ª página/Política, do Correio do Estado,
observa-se que as eleições impedirão o cumprimento de compromisso do governo
federal com Mato Grosso do Sul, quanto à aplicação de R$ 170 milhões. Desse
montante que não deve ser utilizado no Estado, R$ 68,3 milhões estão destinados
para investimentos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), em MS. São recursos aprovados e
lançados como crédito para recuperar e pavimentar trechos rodoviários,
construir pontes e contornos rodoviários. No Ministério das Cidades estão
retidos para obras de infra-estrutura em pequenos municípios R$ 33,8 milhões,
bem assim para uso em projetos de construção e ampliação do sistema de
drenagem, além de construção de casas para famílias de baixa renda.
Verbas também estão trancadas no Ministério da Integração Nacional, no total de
R$ 15,2 milhões para obras e projetos para contenção de enchentes, drenagem e
urbanização de córregos.
Segundo ainda matéria oriunda de Brasília e veiculada por este diário, "a
situação é mais dramática no setor de saúde.
O programa mais afetado é o que prevê R$ 17,1 milhões para redes sanitárias em
municípios de até 30 mil habitantes. E por sua vez o Sistema Único de Saúde
(SUS) está com suas obras em ritmo lento ou paralisadas por falta de dinheiro.
Foram inscritos R$ 15,7 milhões em restos a pagar, mas R$ 13,6 milhões
permanecem retidos. De toda essa embrulhada orçamentária, embora com inscrição
da dívida, a maioria está apenas empenhada e outras, com mais vantagem, para
liberação em restos a pagar, mesmo assim o governo Lula não demonstra vontade
política de saldar esses importantes compromissos com Mato Grosso do Sul.
Essa notícia revela o duro baque que atingiu Mato Grosso do Sul, quando dos R$
170 milhões previstos para aplicação neste ano, nada será liberado. E veja que
a culpa está sendo lançada contra a legislação eleitoral, que nesse caso proíbe
liberação de dinheiro público a partir do mês de junho e mais dois meses.
Se existisse vontade política, essas verbas já deveriam ter sido liberadas, não
neste ano, mas no de 2005. Todos os R$ 170 milhões eram para serem utilizados
no ano passado, mas, a confiança no governo, resultou nessa resposta amarela.
Ora, pelo que estamos vendo, na política de alguns no poder até bicicleta de
roda quadrada e pneu furado sobe ladeira..., mas a situação de MS que precisa
dessas verbas, de verdade, merece tratamento sério e de respeito. Para que se
tenha idéia do impacto dos cortes, basta dizer que alguns programas da área da
saúde terão podados R$ 13,6 milhões, do total de R$ 15,7 que deveriam ter sido
empregados no ano passado. Ficarão à míngua de verbas. Assim, desamparam-se
segmentos carentes da população. Retardam-se melhorias da infra-estrutura que
se refletirão na competitividade dos setores produtivos e emperrarão o processo
de integração dos municípios e do Estado.
Diante desse desastre, é imensa a responsabilidade da bancada federal
sul-mato-grossense, a qual deve atentar-se bem à destinação e à liberação das
verbas orçamentárias deste ano. Não se esquecendo de reivindicar a liberação do
máximo possível de verba de 2005, para até o mês de junho. De todas as
prioridades, a bancada federal está na situação do médico que tem de decidir,
num dilema: quem deve morrer, se tem dose única de medicamento salvador e dois
pacientes em fase de dependência daquele socorro. A hora é de união de nossos
representantes, em Brasília, acima e além de divergências partidárias, para
impedir que se repita o que o Estado passa hoje e reverta o quadro
desfavorável, diminuindo as perdas que se prevê. A bancada federal de MS já da exemplo
de política cívica em suas reuniões. Parabéns.
Sobretudo, temos que deixar bem claro que o doente da economia brasileira é o
governo, e não a finança nacional. Dinheiro tem, o que está faltando é o bom
uso da verba pública.
Aliás, a notícia de Brasília não se refere à área da Educação, mas devagarzinho
os professores e administradores do ensino estão começando a aprender o
exercício do "jus esperneandi", que é o direito de espernear contra
decisões erradas de governo.
Por isso, foi feita uma movimentação nacional de abraço simbólico, em prédios
escolares de importância histórica em cada uma das mais de 160 mil escolas
públicas pelo Brasil. Professores, administradores, serventes, alunos e seus
pais procuram nivelar por cima o ensino público brasileiro. A salvação nacional
está na educação e no ensino. Neles está o efeito dominó dos problemas
brasileiros. A busca é pela melhor qualidade.
Tomara que ao começar pelo "juris sperneandi", surja o grito do
cidadão, contra a birra do governo e que o congresso brasileiro não sussurre
apenas diante das gravidades nacionais.
Ruy Sant´Anna dos Santos, jornalista e advogado
GERAL
08/05/2006
Dnit tem R$ 240
milhões para 4 BRs
Orçamento para
recuperação das estradas neste ano é 67% superior ao de 2005. Serão restaurados
10 trechos, segundo o coordenador do órgão, Marcelo Miranda
Silvia Tada
Com orçamento de R$ 240 milhões para 2006, 67% a mais que no ano passado, o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit) em Mato
Grosso do Sul pretende restaurar e fazer manutenção em 10 trechos das BRs 158,
262, 267 e 163. Três deles estão com recursos garantidos e tiveram edital de
licitação publicado: a BR-158, entre Cassilândia e Selvíria; a BR-262, entre
Campo Grande e Anastácio; e a BR-267, entre Rio Brilhante e Jardim. As obras
estão orçadas em R$ 171,9 milhões e devem começar neste semestre.
Os primeiros três editais são referentes a obras de recapeamento e restauração
de três trechos da BR-158, na região nordeste do Estado, de Cassilândia até Selvíria.
Serão 193 quilômetros de rodovia. As propostas serão abertas dia 24 de maio.
"Será uma ampla restauração, com recapeamento. O investimento é de R$
124,3 milhões", detalhou o diretor do Dnit, Marcelo
Miranda.
Dentro do Programa Integrado de Revitalização (PIR), outras duas rodovias receberão reparos. Na BR-267, serão
dois trechos: primeiro, de Rio Brilhante até o distrito de Vista Alegre, em
Maracaju. O segundo continuará até a cidade de Jardim. As duas obras somam R$
33,8 milhões, conforme edital, para a cobertura de 191 quilômetros.
Na BR-262, a previsão é de manutenção do trecho que vai de Campo Grande a Anastácio.
No total são 134 quilômetros, que consumirão R$ 13,7 milhões. "Todos os
projetos prevêem uma melhoria significativa das estradas. Não será uma operação
tapa-buracos; as ações são preventivas. Iremos recapear as pistas e arrumar o
acostamento, melhorando sua classificação", garantiu Miranda.
Projetos
Além dessas obras, cujas concorrências estão em andamento, outros projetos
feitos pelo Dnit aguardam lançamento dos editais. Na
BR-163, o projeto é a manutenção dos trechos entre Nova Alvorada do Sul e Vila
Vargas, em Dourados, que somam dois trechos. Há ainda a conservação entre
Anastácio e Nioaque e, por fim, a BR-267, entre Jardim e Porto Murtinho.
Três outros projetos ainda estão em fase de conclusão, que são o acesso de
Aparecida do Taboado à ponte rodoferroviária, na divisa com São Paulo, de Três
Lagoas a Água Clara e, na BR-163, entre Campo Grande e o distrito de Anhanduí.
O diretor do Dnit ressaltou que nem todas as obras
entrarão no orçamento deste ano. "Como são grandes obras, que duram mais
de um ano, os custos podem ser divididos entre os orçamentos deste ano e dos
próximos". Em sua avaliação, o programa previsto "é muito bom".
ECONOMIA
08/05/2006
TCU fará devassa
em contratos do governo Lula
O Tribunal de
Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados
de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os
prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação
ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para
os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT
Silvio Pereira e que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram
o mensalão.
Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$ 1 bilhão
durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o
ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar
base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de
empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. As empresas
entre si fraudam as coisas. ·s vezes o governo não persegue e é só isso. Elas
se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações) .
Monopólio
Silvinho, como é conhecido o ex-dirigente do partido, disse que o sistema pode
continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério estariam outros cem
Marcos Valérios . As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e
a dos Bingos, levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios,
como os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias,
fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o
contrato milionário da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o
monopólio do fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT,
além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos
Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o
Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase
6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.
Pistas
Um ministro do TCU disse que, além das investigações já feitas nos contratos de
estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas, como a
Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a
forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB/RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios,
dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro. De acordo com
Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que poderia
conseguir R$ 100 milhões para os dois partidos numa simples operação de troca
de depósito dos mais de U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil
(IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra.
Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o
dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal. A diretoria desse banco visitou
o então ministro da Casa Civil José Dirceu, no Palácio do Planalto. Jefferson
assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não.
Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados sempre sob o
comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. Durante a CPI
dos Correios, as viagens do empresário a Portugal para tratar desse assunto
começaram a ser investigadas. Mas divisões internas e dificuldades para avançar
nas investigações levaram a CPI a deixar essa operação de lado.
POLÍTICA
08/05/2006
Ministérios também
serão investigados
SÃO PAULO – Um
ministro do Tribunal de Contas da União disse à reportagem que além das investigações
já feitas nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as
mais diversas, como a Petrobras, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro,
o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a
forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios,
dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro.
De acordo com Jefferson, Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que
poderia conseguir R$ 100 milhões para os dois partidos numa simples operação de
troca de depósito dos mais de U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do
Brasil (IRB) tinha num banco da Suíça e noutro na Inglaterra.
Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o
dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal. A diretoria desse banco visitou
o então ministro da Casa Civil José Dirceu, no Palácio do Planalto.
Jefferson assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não. Outro
plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados, sempre sob o
comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. (Agência Estado)
BRASIL HOJE
08/05/2006
TCU fará devassa
no governo
Milhares de
contratos assinados desde 2003 pelo governo federal vão ser investigados
O Tribunal de
Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados
de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos os
prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação
ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para
os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT
Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de que
consórcios de empresas abasteceram o mensalão.
Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$ 1 bilhão
durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o
ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar
base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de
empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. “As empresas
entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas
se associam em consórcios, combinam como vencer (licitações).”
Silvinho, como é conhecido o ex-dirigente do partido, disse que o sistema pode
continuar em operação, porque atrás de Marcos Valério estariam “outros cem
Marcos Valérios”.
As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos,
levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos
com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de
computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário
da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do
fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT,
além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos
Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o
Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase
6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.
Um ministro do TCU disse à Agência Estado que, além das investigações já feitas
nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais
diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a
forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios, dados
concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro. De acordo com Jefferson,
Marcos Valério garantiu às cúpulas do PT e do PTB que poderia conseguir R$ 100
milhões para os dois partidos numa simples operação de troca de depósito dos
mais de U$ 600 milhões que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) tinha num
banco da Suíça e noutro na Inglaterra.
Para isso, disse Jefferson, Marcos Valério sugeriu que o IRB depositasse o
dinheiro no Banco Espírito Santo, de Portugal. A diretoria desse banco visitou o
então ministro da Casa Civil José Dirceu, no Palácio do Planalto. Jefferson
assegura que foi para fechar negócios; Dirceu jura que não.
Outro plano que poderia render dinheiro para os partidos aliados sempre sob o
comando de Marcos Valério, seria a compra da Portugal Telecom. Durante a CPI
dos Correios, as viagens do empresário a Portugal para tratar desse assunto
começaram a ser investigadas. Mas divisões internas e dificuldades para avançar
nas investigações levaram a CPI a deixar essa operação de lado. (Brasília - AE)
POLÍTICA
08/05/2006
Governo será
investigado pelo TCU
SOB SUSPEITA //
Tribunal de contas fará devassa nos contratos assinados de 2003 para cá pela
administração direta e pelas estatais
Brasília - O
Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos
assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais com todos
os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve
licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção
do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do
ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem,
que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.
Pereira contou que o plano do empresário Marcos Valério era faturar R$ 1 bilhão
durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma entrevista, o ex-dirigente
afirmou que o esquema montado por Valério e pelo PT para assegurar base
parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viria de empresas. Ele
não quis indicá-las, apenas disse que eram muitas. "As empresas entre si
fraudam as coisas. Às vezes o governo não persegue e é só isso. Elas se
associam em consórcios, combinam como vencer (licitações)."
As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos,
levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos
com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de
computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário
da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do
fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas.
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT,
além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos
Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi também o
Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase
6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios.
Um ministro do TCU disse à Agência Estado que, além das investigações já feitas
nos contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais
diversas, como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
O mesmo ministro lembrou que, além de Sílvio, que agora forneceu pistas sobre a
forma de arrecadação montada por Marcos Valério e pelo PT, o ex-deputado
Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou, durante depoimento na CPI dos Correios,
dados concretos sobre onde o empresário buscaria dinheiro.
POLÍTICA
08/05/2006
TCU fará devassa
nos contratos do Governo
BRASÍLIA (AE) -
O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de
contratos assinados de 2003 para cá pela administração direta e pelas estatais
com todos os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se
houve licitação ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A
atenção do TCU para os contratos será redobrada depois da entrevista do
ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira ao jornal O Globo, publicada ontem,
que levanta suspeitas de que consórcios de empresas abasteceram o mensalão.
Na mesma entrevista, o ex-dirigente afirmou que o esquema montado por Valério e
pelo PT para assegurar base parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, viria de empresas. Ele não quis indicá-las, apenas disse que eram
muitas. “As empresas entre si fraudam as coisas. Às vezes o governo não
persegue e é só isso. Elas se associam em consórcios, combinam como vencer
(licitações).”
Silvinho disse que o sistema pode continuar em operação, porque atrás de Marcos
Valério estariam “outros cem Marcos Valérios”. As recentes CPIs feitas pelo
Congresso levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como
os feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias,
fornecimento de computadores e embalagens.
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra (Computadores do
Brasil) e patrocinou shows musicais destinados a arrecadar dinheiro para o PT,
além de ser suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para Marcos
Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet.
Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse
quase 6 mil computadores para todos os seus diretórios nos municípios. Um ministro
do TCU disse à Agência Estado que, além das investigações já feitas nos
contratos de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas as mais diversas,
como a Petrobrás, a BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
POLÍTICA
08/05/2006
TCU vai investigar
contratos do governo
BRASÍLIA - O Tribunal
de Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos
assinados de 2003 até hoje pela administração direta e pelas estatais com todos
os prestadores de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação
ou dispensa de concorrência, na modalidade carta-convite. A atenção do TCU para
os contratos será redobrada depois da entrevista do ex-secretário-geral do PT,
Silvio Pereira, ao jornal O Globo, publicada ontem, que levanta suspeitas de
que consórcios de empresas abasteceram o mensalão. Pereira contou que o plano
do publicitário Marcos Valério de Souza e da cúpula petista era faturar R$ 1
bilhão durante o governo Lula, e disse que o sistema pode continuar em
operação.
As recentes CPIs feitas pelo Congresso, como a dos Correios e a dos Bingos,
levaram o TCU a investigar contratos bilionários dos Correios, como os feitos
com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias, fornecimento de
computadores e embalagens. Também está sob investigação o contrato milionário
da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio do
fornecimento de computadores usados nas casas lotéricas. Também está sob investigação
o Banco do Brasil, que assinou contratos sem licitação com a Cobra e patrocinou
shows destinados a arrecadar dinheiro para o PT, além de ser suspeito de ter
ordenado o pagamento adiantado a Valério de cerca de R$ 20 milhões para a
publicidade da Visanet. Foi também o Banco do Brasil que liberou mais de R$ 20
milhões para que o PT comprasse quase 6 mil computadores para todos os seus
diretórios nos municípios.
Um ministro do TCU disse à reportagem que além das investigações nos contratos
de estatais, a fiscalização avançará sobre áreas diversas, como a Petrobrás, a
BR Distribuidora, a Braspetro, a Transpetro, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes, a Eletrobrás, a Infraero, o Serpro, a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) e todos os ministérios, entre outros.
ECONOMIA
08/05/2006
Desestatização: 10
anos de altos e baixos
MRS e ALL
triplicaram movimentação, mas bons resultados não chegaram a todas as regiões
BRUNO VILLAS
BÔAS
DO JORNAL DO COMMERCIO
O processo de desestatização da malha ferroviária federal brasileira completa
10 anos em 2006 com números positivos, mas sem que os bons resultados tenham se
disseminado por todas as regiões concedidas. Na média, a produção cresceu de
138 bilhões para 221 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) entre 1997
e 2005; a participação na matriz de transporte cresceu de 19% para 26% em igual
período; e o número de acidentes caiu 58%. No período, as concessionárias investiram
US$ 11 bilhões.
Mas enquanto a MRS Logística e a América Latina Logística (ALL) triplicaram a
movimentação e investiram na aquisição de novas locomotivas e vagões, com lucro
líquido no ano passado de R$ 410,3 milhões e R$ 170 milhões, respectivamente,
em outras concessionárias o quadro é bem diferente. A Companhia Ferroviária do
Nordeste (CFN), por exemplo, deverá deslanchar apenas nos próximos anos com a
Nova Transnordestina, depois de um período de oito anos de movimentação muito
aquém da oferta da região.
Segundo dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a
concessão da malha ferroviária à iniciativa privada deixou de onerar em R$ 3,8
bilhões os cofres públicos, valor referente ao prejuízo registrado nos 10 anos
que antecederam à desestatização. A arrecadação de pagamentos trimestrais da
concessão, no mesmo sentido, foi de R$ 2 bilhões. E o somatório dos preços
pagos nos leilões da malha da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) acumulou R$
1,764 bilhão. "Os números mostram que ferrovias não são
para pequenos atores", diz o secretário-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça.
"Os investimentos são grandes e o retorno do capital ocorre em longo
prazo."
Desenhos acionários sofreram alterações
Nos últimos 10 anos, as concessionárias passaram por um processo de
consolidação de seus desenhos acionários. Consórcios que inicialmente
arremataram malhas como a da Ferrovia
Centro-Atlântica (FCA) e da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), por exemplo,
deixaram o setor depois de enfrentar dificuldades financeiras e desentendimentos
internos, motivados pela composição acionária pulverizada. O processo ocorre
agora com a holding Brasil Ferrovias, que inclui a antiga malha
paulista da RFFSA. Ela, que não conseguiu fazer o negócio deslanchar com o
retorno esperado, deverá anunciar ainda neste mês os vencedores de sua
licitação para venda da Nova Brasil Ferrovias e da
Novoeste Brasil.
Depois da série de mudanças ocorrida na última década, a Companhia Vale do Rio
Doce (CVRD) tornou-se o maior grupo controlador de ferrovias no Brasil. A mineradora detém participação
da MRS Logística, Ferrovia Centro-Atlântica, Estrada de Ferro
Carajás (EFC) e Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Natural, portanto, que
o minério de ferro responda por mais de 65% do volume total transportado hoje
nas ferrovias brasileiras. A Vale conseguiu,
desta forma, montar uma logística de distribuição que faz dela uma das mais
competitivas produtoras mundiais. A empresa movimentou sozinha no ano passado -
desconsiderando a MRS Logística - 28,379 bilhões de TKUs.
Segundo o especialista em ferrovias José Luís Vidal, a hegemonia do
minério de ferro tem seu lado positivo e negativo para o segmento ferroviário.
Ele explica que, por um lado, o minério de ferro é uma carga que oscila pouco
em volume e apresenta grande fonte de receita para as ferrovias. O produto não depende de clima ou
de período de safra, como commodities agrícolas. "Por outro lado, inibe o
crescimento das cargas gerais, produtos de maior valor agregado, já que a malha
tem pouco espaço ocioso e crescimento limitado", explica Vidal,
diretor-geral da consultoria WV Logistics.
O presidente da MRS Logística, Júlio Fontana Neto, afirma não existir nada de
negativo no grande volume movimentado da commoditie nas ferrovias brasileiras. Ele diz que o
crescimento da carga geral, em valores absolutos, parece pequeno, dado o
aumento da movimentação de minério de ferro, mas que o aumento percentual foi
grande nos últimos 10 anos. O executivo acrescenta que, além de produtos
agrícolas, não existe carga no Brasil acima de 1 milhão de toneladas que
"aparece do dia para a noite":
"A carga geral cresceu muito em termos relativos nos últimos anos. Isso
ocorreu apesar das dificuldades de operar uma malha em que o Governo federal
teve e ainda tem atuação praticamente nula. Eles privatizaram a malha e lavaram
as mãos. Alguns gargalos não foram resolvidos, como problemas de passagem de
nível (cruzamento entre linha férrea e estradas) e
ocupação da faixa de domínio", afirma Fontana Neto, que exerce o cargo de
conselheiro na ANTF, associação da qual também foi presidente.
Governo ainda tem de investir R$ 4,2 bi
Conforme dados da ANTF, o Governo federal precisa investir, no mínimo, R$ 4,2
bilhões entre 2007 e 2010 para evitar um apagão logístico na rede ferroviária.
Os recursos seriam necessários apenas para resolver gargalos da malha e não
consideram a expansão da rede, o que também é de responsabilidade federal.
Desde o início da concessão, no entanto, a União aplicou apenas R$ 150 milhões
na malha, dos quais a maior parte foi direcionada à construção da Ferrovia Norte-Sul, que poderá entrar neste
ano para a lista das malhas concedidas, segundo quer o Ministério dos Transportes.
"Desconsiderando a possibilidade de investimentos federais em expansão da
malha, a única forma de as ferrovias continuarem a crescer nos próximos
dez anos é superando os gargalos existentes, medida de competência do Governo
federal. Desta forma, as concessionárias ganhariam em produtividade, operando
com trens mais velozes. Caso contrário, não haverá para onde expandir. Queremos
que o Ministério dos
Transportes, pelo
menos, reverta os R$ 370 milhões que são pagos anualmente pelos arrendatários
em investimentos no setor", diz o secretário-executivo da ANTF.
O diretor financeiro da América Latina Logística (ALL), Sérgio Pedreiro, afirma
que a superação desses gargalos permitiria às concessionárias brasileiras
aumentar a participação do modal na matriz de transporte para percentual
próximo ao praticado em países desenvolvidos. Atualmente, as ferrovias respondem por 46% da carga movimentada
nos Estados Unidos, 43% na Austrália e 46% no Canadá. "O percentual também
pode ficar entre 30% e 40% no Brasil, considerando na conta o minério de
ferro", conclui.
A situação de cada uma DAS CONCESSIONÁRIAS
>> AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA (ALL)
A administração da estatal Ferrovia Sul Atlântico passou para a
iniciativa privada em março de 1997, quando um grupo de grandes empresas
assumiu a concessão da malha sul da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) nos
Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com o nome de América
Latina Logística (ALL), maior operadora logística com base ferroviária da
América Latina, a ferrovia transporta hoje quase três vezes mais carga em sua
malha na comparação com o ano que antecedeu sua concessão.
A ALL opera uma rede ferroviária com 16.397 quilômetros de extensão, 629
locomotivas, 18.939 vagões, 1.561 veículos para transporte rodoviário (carretas
e caminhões próprios ou de transportadores associados), centros de distribuição
e instalações de armazenamento. Ela transporta basicamente commodities
agrícolas, insumos e fertilizantes, combustíveis, materiais de construção civil
e siderúrgico. Em 2005, a ALL movimentou 19,92 bilhões de toneladas por
quilômetro útil (TKU).
A empresa está entre as mais cotadas para assumir as operações da Brasil Ferrovias, administradora da malha da Nova
Brasil Ferrovias e da Novoeste Brasil, em São
Paulo, que está em processo de venda. A ALL está investindo neste ano R$ 200
milhões para aquisição de 1.200 vagões, dos quais os primeiros 450 foram
entregues na última quarta-feira. Os investimentos são realizados em parcerias
com grandes clientes da área agrícola, como Bunge Alimentos, Inlogs e Imcopa. A
empresa lucrou no ano passado R$ 170 milhões.
>> MRS LOGÍSTICA
A MRS Logística foi criada a partir da concessão da antiga malha Sudeste da
Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Ela compreende 1.674 quilômetros de
extensão da linha férrea que interliga os Estados de Minas Gerais, Rio de
Janeiro e São Paulo, região de maior densidade industrial do País, com uma
participação média de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Entre os
principais produtos movimentados pela empresa, que tem entre suas sócias a
mineradora Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), estão cargas como minério de ferro,
bauxita, carvão e coque.
A concessionária possui acesso aos portos
fluminenses de Sepetiba, Rio de Janeiro e Guaíba (de uso privativo da
Minerações Brasileiras Reunidas), fator que acentua sua competitividade nos segmentos
destinados à exportação e importação. Ela também está conectada ao Porto de Santos (SP), mais importante
porta de entrada e saída de mercadorias do País. Em 2005, a MRS Logística
movimentou 108,3 milhões de toneladas úteis (TKU), o que representou um
crescimento de 10,4% em relação ao exercício anterior.
Recentemente, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) determinou à CVRD vender parte de
suas ações na MRS ou abrir mão de um dos dois votos no conselho de
administração, de forma a adequar-se à legislação, que não permite que uma
empresa detenha mais de 20% das ações de uma ferrovia. A MRS registrou no ano
passado lucro líquido recorde de R$ 410,3 milhões e está entre as
concessionárias que mais investem em produtividade e tecnologia.
>> BRASIL FERROVIAS
Holding responsável pelas malhas da Nova Brasil Ferrovias (bitola larga) e Novoeste Brasil
(bitola métrica), arrematadas durante os leilões de concessão no Governo Fernando
Henrique Cardoso, a Brasil Ferrovias está em processo de venda que
deverá ser concluído ainda neste mês. Disputam as ações dos fundos Funcef e do
Previ na malha - que poderá ser adquirida em conjunto ou dividida pelos dois
trechos - três grupos, entre eles a América Latina Logística (ALL).
A Brasil Ferrovias passou no ano passado por um
processo de reestruturação, com a injeção de cerca de R$1 bilhão pelos
acionistas, entre eles o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES). Neste momento, a Brasil Ferrovias está expandindo
seus negócios e conduzindo um plano de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão no
biênio 2005 e 2006. A movimentação permanece, no entanto, muito aquém do
potencial. Em 2005, foram movimentadas 14,43 milhões de toneladas úteis
transportadas.
Antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil, a Novoeste SA assumiu em 1996 uma malha
de 1.621 quilômetros que liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, à cidade de
Bauru, em São Paulo. A Ferrovias Bandeirantes (Ferroban) assumiu o
controle de operações da malha paulista da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA)
em 1999, tornando-se responsável pela administração do trajeto entre o Porto de Santos (SP) e os Estados de Mato
Grosso do Sul e Mato Grosso. As ferrovias foram unificadas
em 2002.
>> COMPANHIA FERROVIÁRIA DO NORDESTE (CFN)
Com avanços pouco significativos desde a concessão da antiga Malha Nordeste da
Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), ocorrida em 1997, a Companhia Ferroviária
do Nordeste (CFN) deverá apresentar um forte crescimento nos próximos anos. A
concessionária receberá investimentos de R$ 4,5 bilhões para ampliar sua malha
e interligar nove Estados do Nordeste aos portos de Suape
(PE) e Pecém (CE), viabilizando o escoamento de grãos, fertilizantes e minérios
da região Nordeste.
A movimentação anual de carga saltará das atuais 900 milhões de toneladas por
quilômetro útil (TKUs) para 18 bilhões de TKUs em 2010, segundo estimativas da
concessionária. Acredita-se que os principais beneficiados serão produtores de
grãos do interior do Nordeste, que sofrem com as estradas da região e têm, por conta disso,
dificuldades para escoar as commodities agrícolas.
O projeto da Nova Transnordestina prevê a construção de trecho em bitola larga
entre os municípios de Eliseu Martins (PI) e Salgueiro (PE). Do último, sairão
dois ramais: um para o porto de Pecém (CE), que demandará R$ 1,5 bilhão, e
outro para o porto de Suape (PE), com custo de R$ 3 bilhões. Nestes dois
últimos casos, a via permanente (trilhos) está instalada em bitola métrica e
precisa ser alargada para bitola mista, de forma a ser integrada ao resto da
malha ferroviária.
>> FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA (FCA)
Considerado um ativo estratégico dentro do sistema de logística da Companhia
Vale do Rio Doce (CVRD), a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) é a gestora
da maior malha ferroviária do País, com 8.023 quilômetros de linha férrea que atravessam
mais de 250 municípios, ligando os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas
Gerais, Espírito Santo, Goiás, Sergipe e Bahia, além do Distrito Federal.
A FCA tornou-se uma concessionária do transporte ferroviário de cargas em
setembro de 1996, a partir do processo de desestatização da Rede Ferroviária
Federal SA (RFFSA). A empresa é considerada o principal eixo de conexão
ferroviária do Sudeste com o Nordeste e o Centro-Oeste, e sua frota atual é
composta por mais de 11.000 vagões e 450 locomotivas, todas monitoradas via satélite
(GPS). A empresa mantém cerca de dois mil empregos diretos e indiretos
A mineradora também tem planos de investir na construção de um novo ramal no
Estado do Espírito Santo, ligando as cidades de Flexal, em Cariacica, e
Cachoeiro de Itapemirim. O novo trecho, de 165 quilômetros, será administrado
pela FCA e receberá investimentos de R$ 700 milhões. Os principais produtos
transportados pela FCA são soja, farelo de soja, produtos siderúrgicos,
calcário, ferro gusa, cimento, bauxita, clínquer, fosfato, cal, produtos
petroquímicos, álcool e derivados de petróleo.
>> FERROVIAS TEREZA CRISTINA (FTC)
A Ferrovias Tereza Cristina (FTC) tem uma
malha de 164 quilômetros de extensão, no Estado de Santa Catarina, que abrange
municípios como de Imbituba, Capivari de Baixo, Criciúma e Urussanga. A
privatização da administração foi realizada em novembro de 1996 e originou-se
da malha formada pela SR9 (Tubarão) da Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA).
A FTC é uma companhia de capital fechado que tem entre seus principais
acionistas a Geral de Engenharia e Montagens (Gemon), Interfinance
Participações e a Santa Lúcia Agro Indústria e Comércio. Elas detêm igual
participação na ferrovia. Sua malha passa pela região carbonífera e o pólo cerâmico
de Criciúma, ao sul de Santa Catarina, e segue até o Porto de Imbituba e o Complexo Termelétrico
Jorge Lacerda, da Gerasul.
>> FERROPAR
Diferentemente das outras malhas, a Ferrovia Paraná
(Ferropar) teve sua origem em uma concessão estadual, promovida pelo Governo do
Estado do Paraná. O governo concedeu a Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste)
para a iniciativa privada em 1996, malha de 248 quilômetros de extensão que
liga os municípios de Cascavel e Guarapuava.
A Ferropar opera atualmente 17 locomotivas e 350 vagões. A empresa mantém 92 empregados
próprios e outros 65 terceirizados. Ela transporta basicamente soja, milho, trigo,
farelo, fertilizantes, calcário, cimento, óleo vegetal e combustível, entre
outros produtos. Entre seus clientes estão Cargil, Imcopa, Bunge, Ipiranga,
Cimento Rio Branco, Coopavel e Moinho Iguaçu.
POLÍTICA
08/05/2006
TCU fará devassa
nos contratos do governo
O Tribunal de
Contas da União (TCU) pretende fazer uma devassa em milhares de contratos assinados
a partir de 2003 pela administração direta e pelas estatais com os prestadores
de serviços ao governo federal, não importando se houve licitação ou dispensa
de concorrência, na modalidade carta-convite.
A atenção do TCU para os contratos será redobrada depois das declarações do
ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Ele levantou suspeitas de que
consórcios de empresas abasteceram o mensalão. O ex-dirigente já foi convocado
a prestar depoimento na CPI dos Bingos. A Comissão acionou a Polícia Federal
para intimar Pereira. O petista já foi chamado outras duas vezes, mas não
apareceu.
As recentes CPIs levaram o TCU a investigar contratos dos Correios, como os
feitos com empresas aéreas para o serviço postal noturno, franquias,
fornecimento de computadores e embalagens. Também está sob investigação o
contrato da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, que tinha o monopólio
do fornecimento de computadores para lotéricas.
Fiscalização vai vasculhar estatais como a Petrobras
Outra empresa pública que passou por uma investigação rigorosa foi o Banco do
Brasil, que patrocinou shows destinados a arrecadar dinheiro para o PT. A
instituição também é suspeita de ter ordenado o pagamento adiantado, para
Marcos Valério, de cerca de R$ 20 milhões para a publicidade da Visanet. Foi
também o banco que liberou mais de R$ 20 milhões para que o PT comprasse quase
6 mil computadores para seus diretórios.
Um ministro do TCU disse que a fiscalização avançará sobre áreas como
Petrobras, BR Distribuidora, Braspetro, Transpetro, Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Eletrobrás, Infraero, Serpro e
Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
CIDADE
08/05/2006
Além disso tudo,
o profissional é obrigado a rodar e parar em ambientes hostis. O risco de
assalto é muito grande. Há inúmeros trabalhadores que desapareceram em serviço
junto com suas cargas. Nas regiões mais perigosas, os caminhoneiros trafegam em
comboios e mantêm contato constante entre si através de rádio, mas isso nem
sempre resolve o problema. Eles reclamam uma maior proteçãoe fiscalização da
polícia.
Com toda esta insegurança, cresce a apreensão da família em relação ao
trabalhador. A espera da volta para casa é grande. A saudade aperta. Às vezes,
um caminhoneiro fica vários meses fora de casa sem ter contato com os
familiares. Esse sentimento só é atenuado quando, finalmente, retorna para o
lar, depois de um longo período nas estradas brasileiras.
De acordo com alguns caminhoneiros, a BR-364, no trecho entre Porto Velho e Vilhena, em Rondônia, ainda
não está em boas condições de trafegabilidade. As operações
"tapa-buracos" têm se apresentado como um paliativo, diante da
imensidão das crateras existentes ao longo de mais de 700 quilômetros de
extensão. Essa importante rodovia federal já foi interditada algumas vezes por
caminhoneiros revoltados com a omissão do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
CANAL ABERTO
08/05/2006
Prioridade absoluta
A retomada das obras da BR-282 ainda depende de decreto legislativo, que vai
permitir a utilização de recursos orçamentários. O procedimento é
indispensável, na medida em que o processo encontrava-se em situação irregular
no Tribunal de Contas da União. A regularização só foi possível graças aos
termos de repactuação firmados entre a construtora e o DNIT. A expectativa agora é que o Ministério dos Transportes defina o valor a ser liberado até o
fim da próxima semana, quando terá sido sancionado o orçamento de 2006.
O asfaltamento do trecho compreendido entre São Miguel do Oeste e a ponte
internacional no município de Paraíso - que liga o Brasil a Argentina - merece
prioridade por tratar-se de importante corredor de exportações. Mas, segundo o
deputado Paulo Bauer, os outros dois trechos compreendidos entre São José do
Cerrito e Vargem e entre Vargem e Campos Novos também devem ser incluídos no
contexto dos procedimentos a serem adotados.
A rodovia é caminho de entrada e saída de produtos catarinenses para o Mercosul
e de turistas que se dirigem ao litoral do Estado. Há 35 anos Santa Catarina
aguarda a conclusão dessa obra.
MOACIR PEREIRA
08/05/2006
Gaspar
Unidos em
relação às principais obras de interesse de Blumenau e do Vale do Itajaí, o prefeito
João Paulo Kleinubing e o presidente da Acib, Ricardo Stodeick, anunciam outro
consenso. Lutar pelo contorno de Gaspar para retirar o tráfego pesado do centro
da cidade. O projeto depende do DNIT. A
senadora Ideli Salvati também participa dessa nova mobilização.