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BRASIL
08/07/2006
Lula quer usar
visitas a órgãos públicos na TV
DA SUCURSAL DE
BRASÍLIA
Ao visitar ontem o Dnit (Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou
em prática uma estratégia de campanha: a agenda de gestão. A partir de agora,
Lula quer fazer esse tipo de visita a outros órgãos para mostrar que vai cobrar
o andamento de projetos do governo.
A intenção é usar, depois, imagens dessas visitas, classificadas de agenda de
gestão, no programa eleitoral gratuito na busca de exibir um presidente em
ação, enquanto seus adversários fazem campanha.
Será uma forma disfarçada de campanha, já que, no horário de expediente, ele
tem limitações para atuar como candidato. Lula já analisa a possibilidade de
abandonar a idéia de fazer viagens de "vistorias" a obras. A mudança
em estudo deve-se ao medo de ações na Justiça Eleitoral. O governo quer evitar
o risco de que uma viagem de vistoria a obras saia do controle e se transforme
num ato de campanha, abrindo a possibilidade de questionamentos no TSE. Segundo
o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), é difícil controlar a militância,
que, numa visita de Lula, pode aparecer com bandeiras e faixas, convertendo o
evento em ato eleitoral.
Em sua visita ontem ao Dnit, Lula demonstrou que fará cobranças
aos subordinados, ao sugerir que eles sejam "duros" e
"exigentes" na fiscalização das obras de recuperação das vias pelo
país.
Durante a explanação do ministro Paulo Passos (Transportes), Lula se mostrou
sonolento e aparentava dores no pescoço. Ele demonstrou impaciência com Passos:
rejeitou o primeiro pedido dele para subir ao palanque ("Não, aqui está bem"),
reclamou de sua fala ("Eu pensei que você fosse falar sobre portos e ferrovias") e
citou a imagem do Dnit ("A fama de vocês não é boa na
praça"). Lula admitiu que a operação tapa-buraco começou por conta das
denúncias da imprensa. Sobre as dores no pescoço, Lula culpou a atuação pífia
do Brasil na Copa: "Eu estou com o pescoço duro de tanto olhar para o gol
e esperar que a gente fosse marcar um gol e não marcamos". (VALDO CRUZ e
EDUARDO SCOLESE)
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O PAÍS
08/07/2006
Estão fazendo uma
ilação complicada’, diz Dilma
BRASÍLIA.
Escalada pelo presidente Lula para defender o governo, a chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff, acusou ontem a oposição de fazer “crítica eleitoral” ao
condenar a nomeação de quatros pessoas ligadas ao PMDB para o comando dos
Correios. Dilma disse que os nomes são sérios, técnicos e que foram discutidos
e aprovados dentro do governo. A ministra argumentou que, num processo político,
todas as indicações são partidárias e que isso é normal, e que a crítica só é válida
quando se contesta a competência da pessoa.
Dilma rechaçou as acusações da oposição logo depois de ser elogiada por Lula
num evento do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e ser chamada de “gerente do
governo”. Lula esperou dentro do carro oficial a ministra terminar a entrevista
sobre as nomeações do PMDB para voltarem juntos ao Palácio do Planalto.
— A antiga diretoria que está sendo substituída era interina. É absolutamente
normal que o ministro da pasta, que é o Hélio Costa, tenha feito sugestões —
disse Dilma, que também viu ilações nas críticas da oposição. — O ministro
representa partidos diferentes e isso não significa que o ministro não seja
adequado. Estão fazendo uma ilação muito complicada, de que a indicação de um
partido seja problemática.
A ministra argumentou que é normal os partidos indicarem subordinados e que a
própria eleição é um exemplo da disputa entre os partidos.
— Como é possível no Brasil termos um processo democrático aberto, com partidos
atuando, e as indicações, só porque são partidárias, serem questionadas? E o
que estamos fazendo hoje no processo eleitoral? Estamos tendo disputas
partidárias, que resultarão em governos partidários diferenciados.
Ao ser perguntada sobre o fato de os Correios terem sido o pivô da crise sobre
o desvio de recursos e a empresa, à época, ser dirigida pelo PMDB, Dilma disse
que “toda e qualquer instituição pode ter percalços”.
— Mas em nome disso não se pode comprometer o processo democrático.
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O PAÍS
08/07/2006
Lula troca
palanque por ato de governo
Cristiane
Jungblut
BRASÍLIA. O presidente Lula cumpriu ontem à risca a estratégia de substituir
atos de campanha por cerimônias de balanço de governo. Lula se reuniu com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio, e com funcionários
do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). O presidente disse que valeu a
pena o governo ser criticado e ouvir desaforos pela da Operação Tapa-buracos,
que, segundo ele, foi bem-sucedida. Ao comentar as críticas, Lula disse que no
Brasil “há gosto para tudo” e que o programa de recuperação das estradas foi motivo de chacota.
Lula chegou ao Dnit no carro presidencial sem a placa
oficial verde e amarela, optando pela placa tradicional branca, o que é
permitido. Funcionários acenaram das janelas. Lula pediu que o Dnit não “baixe a guarda” e desafiou a
imprensa a visitar as estradas e verificar as obras.
O presidente revelou que a Operação Tapa-buracos só ocorreu por pressão da
primeira dama Marisa Letícia:
-— Cada vez que eu chegava em casa, Paulo Sérgio, minha mulher falava: “Oh,
Lula, você viu o jornal, você viu o que está acontecendo nas estradas?” Aquilo foi me incomodando, até
que decidimos priorizar a recuperação das estradas.
Um dia depois de devolver ao PMDB o comando dos Correios, Lula disse que o Dnit hoje é motivo de orgulho, mas
surpreendeu ao dizer que o órgão costumava não ter “um bom nome na praça” e já
foi alvo de “difamações”.
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NACIONAL
08/07/2006
Dilma defende
critérios políticos nas nomeações para os Correios
Para ministra,
queixas sobre loteamento da administração são 'crítica eleitoral' sobre 'problema
que não existe'
Leonardo Goy
ELeonencio Nossa
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que são
"eleitorais" as críticas feitas ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva por nomear indicados pelo PMDB para cargos de direção na Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Para ela, não há nada de errado nas
nomeações. O deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT, também saiu em
defesa das nomeações de Lula, afirmando se tratar de "composição política
natural", descolada das coligações estaduais fechadas com os
peemedebistas.
"É uma crítica eleitoral", disse Dilma à tarde. "Não vemos nenhum
outro problema. Estão querendo construir em cima da questão dos Correios um
problema que não existe."
Ela contou que as nomeações foram sugeridas pelo ministro das Comunicações,
Hélio Costa, a quem os Correios estão subordinados, e atenderam a exigências
técnicas. "Nunca questionam a competência das pessoas, mas que são
inadequadas, pois são indicadas por um determinado partido", queixou-se.
À observação de que a história recente do País mostra o contrário, respondeu:
"A história, em todos os países, mostra que há necessidade de aperfeiçoar
as instituições. Mas em nome disso não se pode comprometer o processo
democrático." Questionada se o excesso de nomeações para atender a
partidos não torna a máquina menos eficiente, disse que qualquer instituição pode
ter "percalços". "O regime democrático perfeito não é, mas é o melhor."
Em São Paulo, Berzoini admitiu que existem elementos políticos na decisão de
nomer indicados pelo PMDB, mas negou que isso tenha sido feito em troca de
apoio na eleição. "Em nenhum momento o PMDB pediu qualquer tipo de
nomeação para fazer aliança nos poucos Estados em que conseguimos nos coligar
formalmente", disse. Segundo ele, foi feita uma "composição política
natural", que leva em conta o critério da competência dos peemedebistas
que ocuparão cargos na estatal.
O presidente Lula reclamou das "difamações e desaforos" da oposição e
da imprensa a órgãos públicos. Falando a técnicos do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), ele elogiou os funcionários, mas
reconheceu o descrédito da sociedade no departamento responsável pelas estradas, comentando uma conversa que teve
com técnicos. "Eu disse, como companheiro, que a fama de vocês não é boa
na praça", relatou. O departamento, citado com freqüência em escândalos de
corrupção, foi controlado por peemedebistas em governos passados.
Lula fez críticas indiretas à imprensa e a adversários. Disse que o
"hábito sempre foi fechar e desacreditar instituições que apresentavam
irregularidades". Na opinião do presidente, o mau funcionamento e as
irregularidades de órgãos públicos são causados por pessoas à frente da administração.
COLABOROU CLARISSA OLIVEIRA
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POLÍTICA
08/07/2006
Lula elogia
tapa-buracos
Sandro Lima
Da equipe do Correio
De mãos atadas pela legislação eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva investe agora em uma nova prática para divulgar as realizações de seu
governo: o balanço de ações e a prestação de contas. Com o início do período
eleitoral, o presidente só pode fazer campanha após o expediente e durante os
finais de semana. Até ocomeço de julho, a principal estratégia de Lula para
mostrar os feitos de seu governo era viajar pelo país, para participar de
inaugurações, visitas, atos, vistorias de obras e solenidades. Pelo menos duas
vezes por semana o presidente deixava o Palácio do Planalto para viajar.
Agora, com a agenda mais restrita, Lula optou pelas reuniões de prestação de
contas. A primeira – com diretores de bancos públicos – ocorreu na última
quinta-feira, com a divulgação de dados sobre o aumento do crédito. Ontem, Lula
repetiu a dose, desta vez no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
Lula e o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, fizeram um balanço da operação
tapa-buracos, iniciada em janeiro deste ano. O ministro abriu a reunião
relatando que 78,3% das obras da operação tapa-buracos foram concluídas, o que
equivale a 20,3 mil quilômetros. Também anunciou o Pró-Sinal, programa que vai
restaurar a sinalização de 48 mil quilômetros de rodovias federais.
Reclamando de um torcicolo e dizendo estar com “o pescoço duro”, Lula disse que
“valeu a pena receber desaforos” ao levar adiante a iniciativa de recuperar as rodovias federais. O presidente também
reclamou da imprensa, que segundo ele, “só aparece para mostrar buraco (nas estradas)”. Irônico, disse que como “a
imprensa parou de falar, o problema (das rodovias) deve estar
resolvido”.
Esforçando-se em agradar o presidente Lula, o ministro Paulo Sérgio disse que
“se tentou polemizar a operação tapa-buracos, mas a melhor aferição quem pode
fazer é o população, que foi beneficiada”. O ministro reclamou ainda das
críticas de que a única medida do governo no setor rodoviário foi a operação
tapa-buracos. “É uma inverdade”, afirmou.
Apesar de esforço de Paulo Sérgio, o presidente reclamou que o balanço
apresentado não contemplou as ferrovias. Lula
parabenizou os funcionários do Dnit e lembrou
que em uma reunião anterior havia dito aos diretores do órgão que “a fama de
vocês não é boa na praça”. Porém, afirmou que a instituição não pode ser
desacredita por erros cometidos no passado. Segundo ele, hoje o Dnit é motivo de orgulho por ter tornado
“realidade uma operação que começou sendo, muitas vezes, tratada com chacota”.
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NACIONAL
08/07/2006
Marisa reclamou e
Lula decidiu tapar buracos
Presidente disse
que cobranças da mulher o levaram a olhar o estado crítico das estradas
Leonardo Goy e
Leonencio Nossa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que foram sucessivas
cobranças da primeira-dama Marisa Letícia que o teriam levado a dar atenção à
recuperação das rodovias brasileiras. "Toda vez que eu
chegava em casa, minha mulher falava: 'Lula, você viu o que está acontecendo
nas estradas?'", relatou o presidente,
comentando em seguida que Marisa acompanhava o noticiário da TV sobre a
precariedade nas estradas. "Aquilo foi me incomodando, e
aí fizemos uma reunião e decidimos priorizar a recuperação das estradas brasileiras e não permitir que os
buracos continuassem atazanando a vida dos brasileiros", afirmou Lula, em
encontro com superintendentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
Num pronunciamento de cerca de 20 minutos que fez no evento, Lula ainda soltou
farpas contra a imprensa que, à época, segundo ele, deu destaque aos buracos
nas rodovias. "Agora, a imprensa parou de
falar", disse o presidente. "Ou o problema está resolvido, ou o carro
do jornalista caiu no buraco e não teve notícia", ironizou. Em seguida, o
presidente disse que valeu a pena receber "desaforos" e críticas por
causa da operação tapa-buraco.
Ontem o governo anunciou que, depois de tapar buracos em rodovias, iniciará no dia 17 um programa
para recuperar, em dois anos, a sinalização de 48 mil quilômetros de rodovias federais. Batizada de Pro Sinal, a
operação receberá investimentos totais de R$ 275,3 milhões, sendo que R$ 137,1
milhões serão aplicados neste ano. O programa foi lançado ontem, na sede do DNIT.
Para tocar os serviços, foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de
licitação iniciado em novembro do passado e concluído em junho deste ano.
"Estaríamos em falta com a segurança, se não cuidássemos da
sinalização", declarou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
de Oliveira Passos, durante
o lançamento do programa, que prevê serviços como instalação e troca de placas
de sinalização e pintura de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do País, será também o
Estado que receberá, isoladamente, a maior quantidade de recursos. Do total de
R$ 275,3 milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na recuperação da sinalização
em 9.065 km de rodovias em Minas. Em São Paulo serão
aplicados R$ 7,2 milhões para recuperar a sinalização de 1.141 km.
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BRASIL
08/07/2006
Novo caminho em
corrida eleitoral
Operação de
sinalização terá investimentos
Fernando
Nakagawa
BRASÍLIA. Seis meses depois de lançar a Operação Tapa-Buraco, o governo federal
anunciou ontem investimento de R$ 275,3 milhões para melhorar a sinalização das
estradas brasileiras. Candidato à reeleição,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento do programa.
Para evitar problemas com a Justiça Eleitoral, estrelou papel de espectador e
pouco falou. A meta do programa é melhorar a sinalização em 48 mil quilômetros
de 26 estados e do Distrito Federal.
O trabalho começa em 17 de julho. O Ministério dos Transportes promete terminar o ano com pelo menos metade do serviço
executado. Além de placas, serão instalados dispositivos de segurança, como
faixas e painéis eletrônicos. Antes de lançar o chamado Pro-sinal, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, fez um balanço para o presidente
Lula da Operação Tapa-Buraco. De acordo com o ministro, 78,3% das obras previstas
foram executadas até 29 de junho.
Lula deixou a platéia é foi ao palco apenas no fim da cerimônia, que foi
cercada de cuidados para evitar qualquer problema eleitoral. Na agenda do
presidente e no discurso de Passos, a cerimônia foi tratada como reunião de
trabalho. A tal reunião foi realizada no auditório do Departamento de
Infra-estrutura de Transportes (DNIT), que
estava lotado. Cerca de 500 testemunhas. Parte delas em pé.
No discurso, Lula lembrou .. das críticas que recebeu ao lançar a Operação
Tapa-Buraco ;no início do ano. '
- Não sei quem foi que falou, mas o Programa Emergencial virou tapa-buraco -
reclamou.
Disse, ainda, que a qualidade do trabalho do DNIT será
colocado à prova quando começar q período de chuvas. Após a reunião, a ministra
da Casa Civil Dilma Rousseff, rebateu as críticas pela indicação de nomes do
PMDB para os Correios.
- Estão querendo construir um problema que não existe - disse a ministra.
Para Dilma, há tentativa do que classificou de desconstruir profissionais
sérios. Para ela, a causa real da reação às indicações seria a disputa
eleitoral.
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BRASIL
08/07/2006
Lula exalta dados
do governo
BRASÍLIA. Sem
poder fazer campanha durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
tem criado fatos políticos para divulgar números do seu governo. Ontem, participou
de reunião do Ministério
dos Transportes e no Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes. No encontro, o ministro Paulo Sérgio Passos divulgou balanço da Operação Tapa-Buracos nas estradas.
Desde que a operação foi implementada, em janeiro, o ministério vem divulgando
balanços parciais. Ontem foi a primeira vez que Lula participou do encontro.
Empolgado com os números, lamentou que o ministro não tivesse levado mais dados
relativos a outros setores da pasta.
- Pensei que você iria fazer uma apresentação do conjunto do Ministério dos Transportes, da questão das ferrovias, o que está acontecendo com as ferrovias, com nossos portosdisse. - Se não fez dessa vez, faça
da outra.
O presidente também voltou a fazer críticas de seus antecessores e saiu em
defesa do Dnit, órgão frequentemente acusado de
ser porta para a corrupção. O próprio presidente disse que, antes dele, o Dnit não tinha "boa imagem na
praça".
- Tenho orgulho em ver o Dnit provar que é uma instituição que
vale a pena apostar - afirmou, referindo-se ao "sucesso" da Operação
Tapa-Buracos.
Lula disse ainda que "no Brasil temos o hábito de quando uma coisa não dá
certo, a primeira coisa que a gente faz é desacreditar a instituição":
- Já se fechou uma enormidade de coisas que se não funcionava bem, mas não era
por causa da instituição, mas da pessoas que a comandava.
O presidente lamentou o fato de os brasileiros terem, segundo ele, perdido o
"hábito" de agradecer, apenas cobram". Disse que estava, na
reunião, porque queria agradecer pelo resultado da Operação Tapa-Buracos.
No fim da reunião, o presidente esclareceu o porque durante quase todo o tempo
esteve com a mão no pescoço. O presidente disse que está com torcicolo e culpou
a seleção brasileira por isso.
- Apesar de eu não ter jogado a Copa do Mundo, estou com o pescoço duro de
olhar para o gol para ver se a gente marcava e não marcamos - ironizou. -
Fiquei com o pescoço meio duro.
(Folhapress)
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BRASIL
08/07/2006
Governo vai
investir em sinalização
Brasília -
Depois de um plano de emergência para tapar buracos em rodovias, o governo iniciará no próximo dia
17 um programa para recuperar, em dois anos, a sinalização de 48 mil quilômetros
de rodovias federais. Batizada de Pro Sinal, a
operação receberá investimentos totais de R$ 275,3 milhões, sendo que R$ 137,1
milhões serão aplicados neste ano.
O programa foi lançado ontem, na sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), em
solenidade com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para
tocar os serviços, foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de
licitação iniciado em novembro e concluído em junho deste ano.
"Estaríamos em falta com a segurança se não cuidássemos da
sinalização", disse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
de Oliveira Passos, durante
o lançamento do programa, que prevê serviços como instalação e troca de placas
de sinalização e pintura de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do país, será o
estadoque receberá a maior quantidade de recursos. Do total de R$ 275,3
milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na recuperação da sinalização em 9.065
Km.
O ministro dos
Transportes fez um
balanço da operação tapa-buraco. O programa foi iniciado em janeiro e caminha
para seu final.
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ECONOMIA
08/07/2006
Governo lança
programa para sinalizar rodovias
Leonardo Goy
Da Agência estado
Depois de um plano de emergência para tapar buracos em rodovias, o governo iniciará no próximo dia
17 um programa para recuperar, em dois anos, a sinalização de 48 mil quilômetros
de rodovias federais. Batizada de Pro Sinal, a
operação receberá investimentos totais de R$ 275,3 milhões, sendo que R$ 137,1
milhões serão aplicados neste ano.
O programa foi lançado nesta sexta-feira, na sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transportes (DNIT), em solenidade que teve a
participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para tocar os serviços,
foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de licitação iniciado em
novembro do passado e concluído em junho deste ano.
"Estaríamos em falta com a segurança se não cuidássemos da
sinalização", disse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
de Oliveira Passos, durante
o lançamento do programa, que prevê serviços como instalação e troca de placas
de sinalização e pintura de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do País, será também o
Estado que receberá, individualmente, a maior quantidade de recursos desse
programa. Do total de R$ 275,3 milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na
recuperação da sinalização em 9.065 quilômetros de estradas federais em Minas.
No Estado de São Paulo serão aplicados R$ 7,2 milhões para recuperar a
sinalização de 1.141 quilômetros, incluindo trechos da Fernão Dias, da Régis
Bittencourt (BR-116) e da BR-153 (Transbrasiliana).
Além do anúncio do Pro Sinal, o ministro dos Transportes fez um balanço da operação tapa-buraco. O polêmico programa,
alvo de críticas da oposição e de técnicos na área de rodovias, foi iniciado em janeiro e caminha
para seu final. Até o dia 29 do mês passado, foram concluídas as obras em cerca
de 20,3 mil quilômetros de rodovias, o que equivale a 78,3% do
programa.
Passos esclareceu que as obras da operação tapa-buracos vão continuar apesar de
a maior parte dos contratos emergenciais (fechados sem licitação) terminarem
neste domingo. Segundo ele, haverá continuidade das obras tanto nas rodovias em que os trabalhos estão sendo executados
com base em contratos já licitados, quanto em obras emergenciais (sem
licitação) cujos contratos foram assinados depois do início oficial do
programa, no dia 9 de janeiro.
Lula diz que dona Marisa cobrava melhoria da malha
Leonencio Nossa e Leonardo Goy
Da agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse , nesta sexta-feira, que foram as
sucessivas cobranças da primeira-dama Marisa Letícia que o teriam levado a dar
atenção à recuperação das rodovias brasileiras.
"Toda vez que eu chegava em casa, minha mulher falava: "Lula, você
viu o que está acontecendo nas estradas?"",
relatou o presidente, comentando em seguida que Marisa acompanhava o noticiário
da TV sobre a precariedade nas estradas.
"Aquilo foi me incomodando, e aí fizemos uma reunião e decidimos priorizar
a recuperação das estradas brasileiras e não permitir que os
buracos continuassem atazanando a vida dos brasileiros", afirmou Lula, em
encontro com superintendentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
Num pronunciamento de cerca de 20 minutos que fez no evento, Lula ainda soltou
farpas contra a imprensa que, à época, segundo ele, deu destaque aos buracos
nas rodovias. "Agora, a imprensa parou de
falar", disse o presidente. "Ou o problema está resolvido, ou o carro
do jornalista caiu no buraco e não teve notícia", ironizou.
Em seguida, o presidente disse que valeu a pena receber "desaforos" e
críticas por causa da operação tapa-buraco.
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BRASIL HOJE
08/07/2006
Governo sinaliza
rodovias federais
Programa do Dnit terá R$ 275 milhões para recuperar,
em dois anos, a sinalização de estradas brasileiras
Depois de um
plano de emergência para tapar buracos em rodovias, o
governo iniciará no próximo dia 17 um programa para recuperar, em dois anos, a
sinalização de 48 mil quilômetros de rodovias
federais. Batizada de Pro Sinal, a operação receberá investimentos totais de R$
275,3 milhões, sendo que R$ 137,1 milhões serão aplicados neste ano.
O programa foi lançado ontem, na sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), em
solenidade que teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para tocar os serviços, foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de
licitação iniciado em novembro do passado e concluído em junho deste ano.
“Estaríamos em falta com a segurança se não cuidássemos da sinalização”, disse
o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, durante o lançamento do programa,
que prevê serviços como instalação e troca de placas de sinalização e pintura
de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do País, será também o
Estado que receberá, individualmente, a maior quantidade de recursos desse
programa. Do total de R$ 275,3 milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na
recuperação da sinalização em 9.065 Km de estradas federais
em Minas.
No Estado de São Paulo serão aplicados R$ 7,2 milhões para recuperar a
sinalização de 1.141 Km, incluindo trechos da Fernão Dias, da Régis Bittencourt
(BR-116) e da BR-153 (Transbrasiliana).
Operção tapa-buraco foi positiva, diz ministro
Além do anúncio do Pro Sinal, o ministro dos Transportes fez um balanço da operação tapa-buraco. O polêmico programa,
alvo de críticas da oposição e de técnicos na área de rodovias, foi iniciado em janeiro e caminha
para seu final. Até o dia 29 do mês passado, foram concluídas as obras em cerca
de 20,3 mil quilômetros de rodovias, o que equivale a 78,3% do
programa. Passos esclareceu que as obras da operação tapa-buracos vão continuar
apesar de a maior parte dos contratos emergenciais (fechados sem licitação)
terminarem no próximo domingo, dia 9 de julho.
Segundo ele, haverá continuidade das obras tanto nas rodovias em que os trabalhos estão sendo
executados com base em contratos já licitados, quanto em obras emergenciais
(sem licitação) cujos contratos foram assinados depois do início oficial do
programa, no dia 9 de janeiro.
O ministro aproveitou o evento para defender a operação tapa-buraco. “Houve
polêmica sobre se deveríamos fazer ou não a operação, mas hoje a população é
agradecida e vê que faz diferença andar em uma estrada esburacada e em uma
rodovia em que se pode rodar com tranqüilidade”. (BRASÍLIA-DF - AE)
Dona Marisa pediu melhorias nas estradas
BRASÍLIA-DF (AE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem que foram
sucessivas cobranças da primeira-dama Marisa Letícia que o teriam levado a dar
atenção à recuperação das rodovias brasileiras.
“Toda vez que eu chegava em casa, minha mulher falava: ‘Lula, você viu o que
está acontecendo nas estradas?’”, relatou o presidente,
comentando em seguida que Marisa acompanhava o noticiário da TV sobre a
precariedade nas estradas. “Aquilo foi me incomodando, e aí
fizemos uma reunião e decidimos priorizar a recuperação das estradas brasileiras e não permitir que os
buracos continuassem atazanando a vida dos brasileiros”, afirmou Lula, em
encontro com superintendentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
Num pronunciamento de cerca de 20 minutos que fez no evento, Lula ainda soltou
farpas contra a imprensa que, à época, segundo ele, deu destaque aos buracos
nas rodovias. “Agora, a imprensa parou de
falar”, disse o presidente. “Ou o problema está resolvido, ou o carro do
jornalista caiu no buraco e não teve notícia”, ironizou.
Em seguida, o presidente disse que valeu a pena receber “desaforos” e críticas
por causa da operação tapa-buraco.
Leonardo Goy
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BRASIL
08/07/2006
Governo lança
programa para sinalizar rodovias
Ministério
libera R$ 275 milhões; operação tapa-buraco teve polêmica
De Brasília
Depois de um plano de emergência para tapar buracos em rodovias, o governo iniciará no próximo dia
17 um programa para recuperar, em dois anos, a sinalização de 48 mil quilômetros
de rodovias federais. Batizada de Pro Sinal, a
operação receberá investimentos totais de R$ 275,3 milhões, sendo que R$ 137,1
milhões serão aplicados neste ano.
O programa foi lançado ontem, na sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), em
solenidade que teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para tocar os serviços, foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de
licitação iniciado em novembro do passado e concluído em junho deste ano.
“Estaríamos em falta com a segurança se não cuidássemos da sinalização”, disse
o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, durante o lançamento do programa,
que prevê serviços como instalação e troca de placas de sinalização e pintura
de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do País, será também o
Estado que receberá, individualmente, a maior quantidade de recursos desse
programa. Do total de R$ 275,3 milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na
recuperação da sinalização em 9.065 km de estradas federais
em Minas.
No Estado de São Paulo serão aplicados R$ 7,2 milhões para recuperar a
sinalização de 1.141 km, incluindo trechos da Fernão Dias, da Régis Bittencourt
(BR-116) e da BR-153 (Transbrasiliana).
Além do anúncio do Pro Sinal, o ministro dos Transportes fez um balanço da operação tapa-buraco. O polêmico programa,
alvo de críticas da oposição e de técnicos na área de rodovias, foi iniciado em janeiro e caminha
para seu final. Até o dia 29 do mês passado, foram concluídas as obras em cerca
de 20,3 mil quilômetros de rodovias, o que equivale a 78,3% do
programa. Passos esclareceu que as obras da operação tapa-buracos vão continuar
apesar de a maior parte dos contratos emergenciais (fechados sem licitação)
terminarem no próximo domingo, dia 9 de julho.
Segundo ele, haverá continuidade das obras tanto nas rodovias em que os trabalhos estão sendo
executados com base em contratos já licitados, quanto em obras emergenciais
(sem licitação) cujos contratos foram assinados depois do início oficial do
programa. (AE)
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POLÍTICA
08/07/2006
Lula reclama de
‘desaforos’ da oposição e da imprensa
Durante evento
no DNIT, presidente rebate as críticas por causa do loteamento de cargos para peemedebistas
nos Correios
Brasília – Em
meio à polêmica distribuição de mais cargos para o PMDB, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, candidato da Coligação PT-PRB-PC do B à reeleição,
reclamou ontem das “difamações e desaforos” da oposição e da imprensa a órgãos
públicos. Ao participar de “reunião de trabalho” com técnicos do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Lula elogiou os funcionários, mas
reconheceu o descrédito da sociedade ao departamento responsável pelas estradas, comentando uma conversa que teve
com técnicos. “Eu disse, como companheiro, que a fama de vocês não é boa na
praça”, relatou.
O presidente fez ataques indiretos aos meios de comunicação social e a
adversários. Lula disse que o “hábito sempre foi fechar e desacreditar
instituições que apresentavam irregularidades”. Para ele, o mau funcionamento e
as irregularidades de órgãos públicos são causados por pessoas à frente da
administração. Lula observou que o mandato de prefeitos, governadores e
presidentes é temporário. “Há o tempo de entrar e o tempo de sair.”
Percalços
Depois, foi a vez de a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, rebater críticas às
nomeações de peemedebistas nos Correios. “É uma crítica eleitoral. Estão
querendo construir um problema que não existe.” Dilma afirmou que as nomeações
foram sugeridas pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, a quem os Correios
estão subordinados, e atenderam a exigências técnicas.
Sarney
Ontem o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) subiu ontem à tribuna do Senado
para anunciar formalmente o seu apoio à reeleição de Lula. Em discurso de mais
de uma hora, Sarney afirmou que sempre “teve uma posição firme e clara, sem
nunca tergiversar,” a favor de Lula. Disse ainda que “a conduta de Lula à
frente da Presidência sossegou as vozes alarmistas” e justificou os cargos
dados ao PMDB em troca do apoio do partido ao governo. “Somos maioria no
partido a compartilhar da convicção de que a vitória do presidente Lula é o que
melhor pode acontecer para o Brasil.” (Agência Estado)
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BRASIL
08/07/2006
Dnit vai sinalizar 48 mil km de estradas
Brasília –
Depois de um plano de emergência para tapar buracos em rodovias, o governo iniciará no próximo dia
17 um programa para recuperar, em dois anos, a sinalização de 48 mil quilômetros
de rodovias federais. Batizada de Pro Sinal, a
operação receberá investimentos totais de R$ 275,3 milhões, sendo que R$ 137,1
milhões serão aplicados neste ano.
O programa foi lançado ontem, na sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), em
solenidade que teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para tocar os serviços, foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de
licitação iniciado em novembro do passado e concluído em junho deste ano.
“Estaríamos em falta com a segurança se não cuidássemos da sinalização”, disse
o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, durante o lançamento do programa,
que prevê serviços como instalação e troca de placas de sinalização e pintura
de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do país, será também o
estado que receberá, individualmente, a maior quantidade de recursos desse
programa. Do total de R$ 275,3 milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na
recuperação da sinalização em 9.065 km de estradas federais
em Minas.
No estado de São Paulo serão aplicados R$ 7,2 milhões para recuperar a
sinalização de 1.141 km, incluindo trechos da Fernão Dias, da Régis Bittencourt
(BR-116) e da BR-153 (Transbrasiliana).
Além do anúncio do Pro Sinal, o ministro dos Transportes fez um balanço da operação tapa-buraco. O polêmico programa,
alvo de críticas da oposição e de técnicos na área de rodovias, foi iniciado em janeiro e caminha
para seu final. Até o dia 29 do mês passado, foram concluídas as obras em cerca
de 20,3 mil quilômetros de rodovias, o que equivale a 78,3% do
programa. Passos esclareceu que as obras da operação tapa-buracos vão continuar
apesar de a maior parte dos contratos emergenciais (fechados sem licitação)
terminarem amanhã.
Segundo ele, haverá continuidade das obras tanto nas rodovias em que os trabalhos estão sendo
executados com base em contratos já licitados, quanto em obras emergenciais
(sem licitação) cujos contratos foram assinados depois do início oficial do
programa, no dia 9 de janeiro.
O ministro aproveitou o evento para defender a operação tapa-buraco. “Houve
polêmica sobre se deveríamos fazer ou não a operação, mas hoje a população é
agradecida e vê que faz diferença andar em uma estrada
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BRASIL
08/07/2006
“Dona Marisa me
fez melhorar as estradas”
Brasília – O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que foram sucessivas cobranças da
primeira-dama Marisa Letícia que o teriam levado a dar atenção à recuperação
das rodovias brasileiras.
“Toda vez que eu chegava em casa, minha mulher falava: ‘Lula, você viu o que
está acontecendo nas estradas?’”, relatou o presidente,
comentando em seguida que Marisa acompanhava o noticiário da tevê sobre a
precariedade nas estradas. “Aquilo foi me incomodando, e aí
fizemos uma reunião e decidimos priorizar a recuperação das estradas brasileiras e não permitir que os buracos
continuassem atazanando a vida dos brasileiros”, afirmou Lula, em encontro com
superintendentes do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
Num pronunciamento de cerca de 20 minutos que fez no evento, Lula ainda soltou
farpas contra a imprensa que, à época, segundo ele, deu destaque aos buracos
nas rodovias. “Agora, a imprensa parou de
falar”, disse o presidente. “Ou o problema está resolvido, ou o carro do
jornalista caiu no buraco e não teve notícia”, ironizou.
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GERAL
08/07/2006
Lula pede que
estados cuidem das estradas
Depois de ter
acesso a um balanço preliminar do Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança
nas Estradas (Petse), o presidente Lula pediu ontem, em Brasília, a superintendentes
do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) nos estados que cuidem das estradas brasileiras 'com muito critério'
para evitar que voltem a ficar intransitáveis. Lula recomendou aos
superintendentes para 'não baixarem a guarda', mesmo com objetivos atingidos.
O presidente também citou 'desaforos' ouvidos pelo governo. 'Valeu a pena
receber as críticas e os elogios, mas, sobretudo, o que valeu a pena foi o
resultado', reforçou, comentando ainda que a iniciativa pela recuperação das estradas nasceu de sucessivas cobranças
feitas por sua mulher, Marisa. Disse que toda a vez que chegava em casa ela
falava: 'Lula, você viu o que está acontecendo nas estradas?'. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, informou que desde janeiro, por
meio do Petse, foram recuperados 20.278 quilômetros de rodovias federais e estaduais em 24 estados.
Ontem também foi lançado, durante a solenidade no Dnit, o Programa de Sinalização das Rodovias Federais (Pró-Sinal). No RS, 1,3
mil quilômetros de estradas federais deverão passar por obras
de sinalização até o final do ano. Até 2007, deverão ser feitas obras em 2,3
mil quilômetros, com investimento total de R$ 13,3 milhões. Pouco mais da
metade do montante já está liberada para aplicação ainda em 2006. As obras têm
previsão de início já no próximo dia 17, informou o superintendente regional do
Dnit, Marcos Ledermann. Na próxima semana,
técnicos do órgão deverão elaborar o plano de trabalho que será executado por
duas empresas.
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ZONA FRANCA
08/07/2006
O Ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio
Oliveira Passos, apresentou
ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), o programa de recuperação da
sinalização de rodovias federais que será iniciado no próximo
dia 17 deste mês.
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PODER
08/07/2006
Lula reclama que é
alvo de desaforos
Brasília
Agência Eatado
Em meio à polêmica distribuição de mais cargos para o PMDB, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, candidato da Coligação PT-PRB-PCdoB à reeleição, reclamou
ontem das 'difamações e desaforos' da oposição e da imprensa a órgãos públicos.
Ao participar de 'reunião de trabalho' com técnicos do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Lula elogiou os funcionários, mas
reconheceu o descrédito da sociedade ao departamento responsável pelas estradas, comentando uma conversa que teve
com técnicos. 'Eu disse, como companheiro, que a fama de vocês não é boa na praça',
relatou.
O departamento, citado com freqüência em escândalos de corrupção, foi
controlado por peemedebistas em governos passados Atualmente, está loteado
entre diversos partidos da base aliada Já o Ministério dos Transportes, que gerencia o departamento de estradas, está nas mãos de Paulo Sérgio Oliveira Passos, um técnico de mais de 30 anos de
carreira, sem vinculações partidárias.
O presidente fez ataques indiretos aos meios de comunicação social e a
adversários. Lula disse que o 'hábito sempre foi fechar e desacreditar
instituições que apresentavam irregularidades'. Para ele, o mau funcionamento e
as irregularidades de órgãos públicos são causados por pessoas à frente da
administração. Lula observou que o mandato de prefeitos, governadores e
presidentes é temporário. 'Há o tempo de entrar e o tempo de sair.'
O presidente reclamou das disputas de empreiteiras por obras federais. Lula
disse que foi preciso chamar o Exército para fazer trechos de estradas e 'moralizar' a disputa e cobrou do
Ministério dos
Transportes o fato
de não ter referido-se a situação das ferrovias e dos portos. Depois, foi a vez de a chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff, rebater críticas às nomeações de representantes do
PMDB nos Correios.
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ATUALIDADES
08/07/2006
Conjunto do Basa
joga última cartada
A Prefeitura
Municipal de Belém ainda não tem data definida para começar as obras de ampliação
da avenida João Paulo II dentro do Conjunto do Basa, mas os moradores já têm
data definida para o contra-ataque. Na próxima segunda-feira, uma comissão de
moradores tentará convencer o prefeito Duciomar Costa da incoveniência do
projeto. E se o objetivo não for alcançado, no mesmo dia será montado um cronograma
de ações, que incluem protestos, carreatas e manifestações em alguns pontos de
Belém. Há denúncias de que, por trás do projeto da prefeitura, há pressão dos
interesses de empresários de ônibus.
O pedagogo José Tadeu Barbalho e o engenheiro Fábio Mesquita, da diretoria do
condomínio, informam que na próxima segunda-feira os moradores poderão ter o
primeiro contato com o prefeito de Belém, encontro que há muito tempo vêm
tentando agendar, mas sem sucesso. 'A assessoria do prefeito evita a todo custo
um contato direto entre nós, moradores, e o Duciomar Costa. Não queremos mais
mediação. Queremos expor nossas razões diretamente ao prefeito. Acreditamos que
ele (Duciomar Costa) tem postura diferente da adotada pelos seus assessores,
que anunciam abertura ao diáologo, mas se comportam de maneira contrária',
desabafou José tadeu.
Os moradores, segundo os dois diretores do condomínio, têm em mãos documentos
que provam que a área não é publica, como prega a assessoria da Prefeitura.
Mostram a Certidão de Compra e Venda, na qual o terreno figura como comprado
pelo Banco da Amazônia pelo valor de R$ 258.572, em 19 de abril de 1968. 'São
160 casas que, se vingar o projeto da PMB, terão que ser indenizadas e muito
bem indenizadas', avisa José Tadeu.
Na lista dos argumentos, os moradores vão ainda mostrar, através do atual Plano
Diretor Urbano do município, que a avenida Tavares Bastos termina na avenida
Almiramte Barroso. 'Assim também dita o carnê do IPTU que recebemos. O
documento a nós enviado refere-se à ‘Alameda do Basa’ como nosso endereço. E
não à avenida Tavares Bastos', argumenta Fábio Mesquita.
O engenheiro diz ainda que a Prefeitura recebeu do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transporte (Dnit) doações
de áreas por onde passariam as pistas de ampliação da avenida João Paulo II. 'A
avenida Almirante Barroso vai desafogar se a PMB efetivar o projeto pioneiro de
enfrentamento do problema. Este projeto que foi apresentado está mutilado e
distante do objetivo a que se propõe', argumenta Fábio Mesquita.
PRESSÕES
Os dois atribuem a proposta de abrir o conjunto ao trânsito à pressão de
empresários de ônibus, principalmente os das linhas que precisam contornar o
Entrocamento para os conjuntos da Tavares Bastos. .
Não há encontro oficial agendado para a segunda-feira entre os moradores do
Conjunto do Basa e o prefeito Duciomar Costa. O que há é um encontro entre o
prefeito e o presidente da Câmara Municipal, o vereador Raimundo Castro, que
prometeu ao moradores ceder o seu espaço, caso o prefeito aceite recebê-los.

TEMPO REAL
08/07/2006
Governo vai
investir R$ 275,3 mi para sinalizar 48 mil km de rodovias (07/07)
19h30
PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
O ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, anunciou hoje que o governo vai
investir R$ 275,3 milhões na sinalização das rodovias federais
em todo o país. A previsão do governo é que o programa deva atingir quase 90% das
rodovias federais não privatizadas, ou 48
mil quilômetros de um total de 53,7 mil quilômetros.
Os trabalhos de sinalização horizontal (faixas), vertical (placas) e de
instalação de dispositivos de segurança deverão ser iniciados no próximo dia
17, com base em contratos de licitação assinados com 33 empresas, e metade do
contrato (24 mil quilômetros) deverá ser executada até o fim do ano.
Num evento político, de balanço das atividades relacionadas às rodovias, que contou com a participação do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro destacou que o novo programa
irá gerar mais de 5 mil empregos, sendo 1.79 mil diretos e 1,36 mil indiretos.
O objetivo, segundo Passos, é aumentar a segurança e o conforto para os
usuários das rodovias brasileiras, além de reduzir o
índice de acidentes, contribuir para a educação no trânsito e a fluidez do
tráfego. "Estaríamos em falta em relação à segurança das rodovias se não déssemos atenção à
sinalização", disse o ministro.
Em Minas Gerais, Estado com a maior malha rodoviária, será aplicado o maior
volume de recursos, cerca de R$ 50,7 milhões, para a sinalização de mais de 9
mil quilômetros. Em São Paulo, serão sinalizados 1.142 quilômetros, com
investimentos de R$ 7,2 milhões.
A Bahia ficará com o segundo maior montante de recursos, R$ 25,5 milhões para a
sinalização de 4.332 quilômetros; seguida pelo Mato Grosso, com R$ 16 milhões,
que serão aplicados em 2,937 quilômetros de rodovias.
Tapa-buraco
O ministro aproveitou a presença do presidente Lula para fazer também um
balanço do programa de manutenção de rodovias
federais, lançado no início do ano sob fortes críticas da oposição.
Depois de ser informado pelo ministro de que 20.277 quilômetros de rodovias foram recuperados em 23 Estados e
no Distrito Federal, o correspondente a 78,3% do programa, o presidente desafiou
a imprensa a percorrer as estradas para fiscalizar as obras.
"Quero agora pedir para a imprensa o mesmo critério de rigidez para ver o
que foi feito", disse o presidente, ao comentar que "valeu a pena
receber desaforos" no lançamento da operação tapa-buracos.
Ao fazer o que chamou de "prestação de contas", mesmo estando seis
meses antes do fim do governo, o ministro destacou que o trabalho será
complementado agora com o plano de sinalização previsto para começar neste mês.
Passos também aproveitou a oportunidade para rebater as críticas ao programa de
recuperação das rodovias, que foi feito em caráter
emergencial, por dispensa de licitação ou prorrogação de contrato. Segundo o
ministro, os R$ 362 milhões gastos no programa, "embora importantes, foram
pouco significativos diante de investimentos de R$ 2,113 bilhões até junho
deste ano."
O presidente aproveitou a presença de dirigentes do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) de todo o país no evento para
elogiar o trabalho dos técnicos do órgão, que no passado eram tratados como 'de
segunda classe', segundo Lula.
"Agora é não baixar a guarda porque atingimos os objetivos", disse o
presidente, sugerindo cuidado na manutenção para que as estradas não voltem a ter a quantidade de
buracos que tinha em dezembro do ano passado.

TEMPO REAL
08/07/2006
Lula pede ao Dnit para não ''baixar a guarda'' no
cuidado com estradas (07/07)
19h59
Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Depois de ter acesso a um balanço preliminar do Programa Emergencial
de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas (Petse), o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pediu aos superintendentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) nos
estados que cuidem das estradas brasileiras "com muito critério",
para evitar que voltem a ficar intransitáveis, como em dezembro do ano passado.
Lula pediu aos superintendentes para não 'baixar a guarda", porque o
objetivo foi atingido, e ressaltou que é preciso cuidar das estradas. "Isso depende só de
vocês", afirmou o presidente, lembrando que o dinheiro está
disponibilizado e os contratos estão feitos.
"Os que não estão feitos têm a licitação. O que precisa, agora, é vocês
serem duros e exigentes na fiscalização", disse ele, ao participar de
reunião de trabalho na sede do Dnit, ao lado
do ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, e de superintendentes do órgão.
Passos informou que, desde janeiro deste ano, quando começou a ser executado o
Programa de Trafegabilidade, o Ministério do Transportes, em parceria com o Dnit, já recuperou 20.278 quilômetros de
rodovias federais e estaduais em 24 estados
brasileiros. Desse total, 5.733 quilômetros foram considerados trechos
emergenciais. Depois de seis meses de execução, o Petse encerra domingo (9)
seus trabalhos.
Lula destacou que o programa, que foi alvo de críticas, devolveu às rodovias brasileiras melhores condições de
trafegabilidade. O Dnit "provou ser uma instituição
que vale a pena apostar nela", disse o presidente.
"No Brasil, temos o hábito de, quando uma coisa não dá certo, a primeira
coisa que a gente faz é desacreditar da instituição. Em nome disso, já se
fechou muita coisa. Em nome disso, já acabou-se com uma enormidade de
instituições no Brasil, que se não funcionavam bem, não era por causa da
instituição, era por causa do pessoal que as dirigia, que era mais fácil ter
trocado", acrescentou.
O presidente deixou também um recado à imprensa: "Gostaria de pedir à
imprensa brasileira que continue fiscalizando e que agora vá atrás para saber
se o trabalho foi feito ou não foi feito. Nós estamos habituados de que, quando
tem um buraco, aparece na televisão, se não tiver buraco, não aparece na
televisão", concluiu.

TEMPO REAL
08/07/2006
Operação
Tapa-Buracos termina domingo com 80% das obras concluídas (07/07)
20h50
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas,
chamado de Operação Tapa-Buracos, termina neste domingo (9). O Ministério dos Transportes divulgou hoje (7) um balanço das
obras realizadas informando que mais de 80% já estão concluídas.
"De cerca de 26 mil quilômetros de estradas que
foram objeto de obras de manutenção, nós, em caráter emergencial, já fizemos
5.723 quilômetros, portanto 85%, e dos trechos com contratos, em relação aos
quais houve a precedência das licitações nos fizemos 14.556 quilômetros, no valor
de R$ 372 milhões.", afirmou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
Oliveira Passos.
Segundo o ministro, todas as obras estão sendo fiscalizadas pela
Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e o
Exercito brasileiro. Passos também disse que para a empresa que está executando
a obra receber pelo serviço, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) deve
fazer uma auditoria atestando que todo o serviço que estava previsto no
contrato foi realizado.
Dos 23 estados mais o Distrito Federal que participaram da operação, já estão
100% concluídas obras de recuperação no Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás e
também no Distrito Federal.
Também foi lançado hoje, o Programa de Sinalização nas Rodovias Federais que tem como objetivo
implementar placas de sinalização, dispositivos de segurança e painéis de
mensagem em todas as estradas brasileiras. O programa vai começar
a instalar as sinalizações no próximo dia 17.
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TEMPO REAL
08/07/2006
Governo lança
programa de R$ 275 mi para sinalizar rodovias (07/07)
20h51
Leonardo Goy
BRASÍLIA - Depois de tapar buracos em rodovias, o
governo iniciará no próximo dia 17 um programa para recuperar, em dois anos, a
sinalização de 48 mil quilômetros de rodovias
federais. Batizada de Pro Sinal, a operação receberá investimentos totais de R$
275,3 milhões, sendo que R$ 137,1 milhões serão aplicados neste ano. O programa
foi lançado nesta sexta-feira, na sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), em
solenidade que teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para tocar os serviços, foram contratadas 33 empresas, a partir de processo de
licitação iniciado em novembro do passado e concluído em junho deste ano.
"Estaríamos em falta com a segurança se não cuidássemos da
sinalização", declarou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
de Oliveira Passos, durante
o lançamento do programa, que prevê serviços como instalação e troca de placas
de sinalização e pintura de faixas.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária federal do País, será também o
Estado que receberá, individualmente, a maior quantidade de recursos desse
programa. Do total de R$ 275,3 milhões, R$ 50,7 milhões serão aplicados na
recuperação da sinalização em 9.065 Km de estradas federais
em Minas. No Estado de São Paulo serão aplicados R$ 7,2 milhões para recuperar
a sinalização de 1.141 Km, incluindo trechos da Fernão Dias, da Régis Bittencourt
(BR-116) e da BR-153 (Transbrasiliana).
Operação tapa-buraco
Além do anúncio do Pro Sinal, o ministro dos Transportes fez ontem um balanço da operação tapa-buraco. O polêmico
programa, alvo de críticas da oposição e de técnicos na área de rodovias, foi iniciado em janeiro e caminha
para seu final. Até o dia 29 do mês passado, foram concluídas as obras em cerca
de 20,3 mil quilômetros de rodovias, o que equivale a 78,3% do programa.
Passos esclareceu que as obras da operação tapa-buracos vão continuar apesar de
a maior parte dos contratos emergenciais (fechados sem licitação) terminarem no
próximo domingo, dia 9 de julho. Segundo ele, haverá continuidade das obras
tanto nas rodovias em que os trabalhos estão sendo
executados com base em contratos já licitados, quanto em obras emergenciais
(sem licitação) cujos contratos foram assinados depois do início oficial do programa,
no dia 9 de janeiro.
O ministro aproveitou o evento desta sexta-feira para defender a operação
tapa-buraco. "Houve polêmica sobre se deveríamos fazer ou não a operação,
mas hoje a população é agradecida e vê que faz diferença andar em uma estrada
esburacada e em uma rodovia em que se pode rodar com tranqüilidade".
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TEMPO REAL
08/07/2006
Ministro anuncia
compra de 116 balanças para rodovias federais (07/07)
00h01
Brasília, 07 - O ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, anunciou há pouco, em discurso,
que o governo pretende fazer, até setembro, licitação pública para comprar 116
balanças fixas para pesagem de caminhões nas rodovias federais
e para adquirir 72 bases para balanças móveis. A compra das balanças e das
bases é uma reivindicação freqüente dos transportadores, que consideram a falta
de pesagem uma das causas da deterioração das estradas.
O discurso foi feito em solenidade na sede do Dnit, em
Brasília, da qual participou também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
durante a qual foi feito um balanço da operação tapa-buracos nas rodovias e lançado um programa de
recuperação da sinalização. Segundo o ministro, atualmente há apenas 13
balanças fixas e 34 móveis em operação na malha rodoviária federal. Oliveira
Passos informou que, até o fim do ano, serão adquiridas 20 novas balanças fixas
relacionadas a licitações já concluídas. Informou também que, até o fim de
2006, o Dnit assinará contratos para garantir a
conservação de todos os 53.800 quilômetros de rodovias federais
sob responsabilidade do governo. Como exemplos de trabalho de conservação, o
ministro citou a capina e a roçagem das margens das estradas e a limpeza das valas.
O discurso foi feito em solenidade na sede do Dnit, com a
presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual foi feito um
balanço da operação tapa-buracos nas rodovias e
lançado um programa de recuperação da sinalização. Oliveira Passos ressaltou o
crescimento dos investimentos do governo federal nas rodovias. Segundo ele, no ano passado, foram
empenhados R$ 2,3 bilhões na conservação das rodovias federais.
Em 2004, o total foi de R$ 1 bilhão. Em 2006, até junho, foram empenhados R$
2,1 bilhões para essa finalidade. Aproveitando a presença do presidente Lula, o
ministro dos
Transportes afirmou
que esses números são resultado da "preocupação obsessiva do presidente
com as condições das rodovias".
(Leonardo Goy)