
NOTAS E INFORMAÇÕES
09/05/2006
O escândalo das balanças
O Brasil tem cerca de 50 mil quilômetros de
estradas federais e 1,2 milhão de caminhões, mas há apenas 15 balanças fixas em condições de uso nos postos de pesagem para fiscalizar o peso das cargas. Outras 39 balanças móveis são utilizadas em tempo limitado, operadas apenas no horário comercial. Faltam policiais rodoviários, operadores e funcionários do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - em suma, a fiscalização é precaríssima.
Esta é mais uma das muitas deficiências da infra-estrutura de transportes que contribuem para reduzir o ritmo da atividade econômica e o fluxo normal de mercadorias, internamente e para o exterior.
O mau estado da maioria das estradas de rodagem brasileiras, em parte decorrência também do excesso de peso das cargas que por elas transitam, onera o custo das mercadorias vendidas no mercado interno e externo, impedindo, em muitos casos, a exportação em bases competitivas. Além disso, acarreta desgaste precoce dos veículos, despesas substanciais de manutenção, atrasos na entrega das cargas e desgaste físico dos caminhoneiros. Mas os custos para a sociedade não são apenas de natureza econômica, pois há que computar os custos de perdas de vidas em desastres causados pelas péssimas condições de tráfego das estradas. Não fossem também insuficientes a malha ferroviária e as vias fluviais, estas duas modalidades de transporte poderiam compensar mais eficazmente o descalabro das estradas de rodagem.
O pequeno movimento de caminhões nas balanças é visível a olho nu pelos que transitam nas estradas brasileiras. Reportagem publicada no dia 1º de maio pelo Estado constatou que faltam balanças inclusive nas principais rodovias. Na Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, a balança instalada num posto próximo ao município de Pouso Alegre está desativada há anos, embora passem diariamente pelo local 2 mil caminhões.
A situação não é melhor em rodovias privatizadas, embora as concessionárias evitem arcar com maiores custos de manutenção devido à sobrecarga dos caminhões. Na Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio e por onde passam 148 mil caminhões por dia, apenas 2 balanças funcionam durante as 24 horas do dia, mas raramente os infratores são punidos, pois as multas só podem ser lavradas na presença - improvável - de um funcionário da ANTT.
Aparentemente, transportadores se beneficiariam da má fiscalização, pois podem carregar maiores volumes do que os permitidos, faturando mais por viagem. Mas não é isso o que dizem os caminhoneiros. "O excesso de peso hoje não interessa a ninguém", disse ao Estado o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes. A sobrecarga provoca achatamento dos fretes e diminui a vida útil dos veículos. A cada 5% de excesso de carga, a vida do veículo é encurtada em três anos. Dados do Dnit mostram que seis em cada dez caminhões envolvidos em acidentes trafegavam com excesso de carga. Ou seja, a falta de pesagem também responde pela destruição de vidas.
A responsabilidade do governo não pode ser omitida. Até os anos 70, o governo destinava 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para a conservação ou construção de estradas, montante hoje reduzido a 0,2%, observa o diretor do Centro de Estudos em Logística do Instituto Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fernando Fleury. A Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga estima em R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões o custo da recuperação do sistema rodoviário, o que exige verbas e capacidade administrativa.
Desorganização do Ministério dos Transportes e o desinteresse do governo federal pelos usuários das estradas parecem ser as causas do problema. Ao mesmo tempo que transportadores irresponsáveis vandalizam rodovias, nas barbas do governo, este gasta dinheiro na "Operação Tapa Buraco", fazendo remendos eleitoreiros que possivelmente não resistirão até outubro.

SONIA RACY
09/05/2006
EMPACADO
Sabe aquela segunda etapa de privatização das
rodovias federais? As audiências públicas já foram concluídas e tudo estava programado para que os editais fossem publicados este mês. Mas, ao que tudo indica, não saem tão cedo. O TCU voltou a exigir uma redução de 32% nos custos, mesmo depois de a Petrobrás informar oficialmente ao Tribunal que não tem como baixar o preço do asfalto.
Só para lembrar: essa segunda etapa está empacada desde 96.

CIDADE
09/05/2006
Pavimentação cede na rodovia BR-324
A chuva do final de semana causou estragos também na BR-324, na altura do
Portoseco Pirajá, sentido Feira de Santana/Salvador. A terra cedeu, atingindo o asfalto, e ameaça chegar à pista. Segundo o engenheiro Necivaldo Ferreira, do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit) – unidade de Feira de Santana –, o projeto de recuperação do local já estava no programa do órgão.
Segundo Ferreira, a pista estava ameaçando ceder, e com as fortes chuvas do final de semana agravou-se a situação. A canaleta de drenagem que corre ao lado da pista recebeu um grande volume de água. "A água era direcionada para a terra, que ficou muito encharcada por causa da infiltração. A conseqüência foi essa", disse, em relação ao asfalto que cedeu. De acordo com ele, a "cratera" chega a ter mais de 6 metros de profundidade e 20 metros de largura.
Para evitar que o buraco cresça ainda mais em decorrência do peso e vibrações provocadas pelos veículos que circulam diariamente naquele local, os técnicos do Dnit vão fazer um desvio na pista. "Vamos desviar em um ou dois metros, pela segurança dos motoristas", informou Ferreira. O desvio será feito na faixa de incorporação, também conhecida como faixa de desaceleração.
Segundo a Policia Rodoviária Federal (PFR), entre 40 mil e 50 mil carros circulam diariamente pela rodovia. O problema acontecido no último domingo não prejudicou a pista e não representa perigo para os motoristas que precisam usar aquele trecho da BR-324 diariamente. "O ocorrido não prejudicou o tráfego, agora devemos ter cautela para que a pista não seja atingida", explicou um dos agentes.
A obra de recuperação da pista foi iniciada na manhã de ontem, mas não tem data prevista para acabar. "Não podemos estipular uma data, as chuvas ainda não pararam e podem prejudicar as obras", explicou Ferreira. (Por Karina Baracho)

CIDADES
09/05/2006
BR-020 será duplicada
Diretor-geral do Dnit anuncia a Alcides Rodrigues obra no Entorno de Brasília
Jonathan Jayme
Da editoria de Cidades
Os 40 quilômetros da BR-020, entre Planaltina (DF) e Formosa (GO), serão duplicados pelo governo federal. O anúncio foi feito ontem à tarde pelo diretor-geral do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Mauro Barbosa, ao governador Alcides Rodrigues, em Brasília. Estiveram presentes ainda os prefeitos de Formosa, Sebastião Caroço, de Planaltina, Alexon Félix Santos, os deputados estaduais Ernesto Roller, que representa a região, e Kennedy Trindade (PL), o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), José Américo de Sousa.
Alcides Rodrigues pediu ainda atenção especial aos 72 quilômetros dos contornos sudoeste e noroeste da cidade de Goiânia. Estes trechos, que interligam a GO-070 à BR-153, já tiveram 16 quilômetros recuperados e o restante pode ser viabilizado ainda este ano. O governador atentou para a importância do contorno para a retirada do tráfego de veículos pesados dentro da cidade, o que permite mais rapidez na entrega de matéria-prima e traz mais segurança à população urbana.
Ainda para a região metropolitana de Goiânia, o governador e comitiva solicitaram a construção de dois viadutos na BR-153, dentro do perímetro urbano. Um deles seria construído em frente à Universidade Paulista (Unip) e outro próximo à nova estação de acesso ao aeroporto. Segundo a assessoria de Alcides, o próprio diretor do Dnit reconheceu a necessidade dos dois viadutos.
Outro pedido foi o de reforma da BR-452 entre Itumbiara e Rio Verde, Sudoeste Goiano. Alcides alega que 41 quilômetros da GO-210 estão sendo prejudicados pelo grande tráfego de veículos entre Rio Verde e Santa Helena, rota de desvio para aqueles que fogem de estrada ruim na BR-452. Entre as pautas da reunião, ainda foi falado da duplicação da BR-153 entre Anápolis e Porangatu. Mauro Barbosa informa que 80% do projeto que viabiliza a obra já está concluído. Ainda sobre Anápolis, o diretor diz que a construção do viaduto que liga as BRs 153 e 060, paralisada desde o começo do ano, será retomada. A obra não está em atividade desde o começo do ano porque a empresa responsável pelo viaduto pediu revisão do contrato em virtude da alta de 230% no valor do aço, uma das matérias-primas essenciais. Outras cidades goianas também foram citadas como receptoras dos benefícios nas rodovias federais. Na reunião, foi solicitada a pavimentação da BR-080 nos trechos entre São Miguel do Araguaia e Luís Alves e entre Barro Alto e Dois Irmãos. O projeto de asfaltamento já está concluído, pronto para execução.

CIDADES
09/05/2006
Buracos em avenida causam transtornos
Tiana Brazão
Foto: Jader Souza
Um cavalete de madeira foi colocado no local para sinalizar o perigo
Anualmente, a chegada do inverno traz suas conseqüências para o motorista roraimense, que precisa se acostumar com o tempo, a chuva, os buracos e os transtornos que tudo isso acarreta.
Diariamente, a Folha tem recebido ligações de motoristas que utilizam o trecho urbano da BR-401, a avenida das Guianas, em frente à Rodoviária Internacional de Boa Vista, reclamando das péssimas condições de tráfego.
Os motoristas reclamam do número de buracos que surgiram devido às constantes chuvas e principalmente do risco que se tornou contornar a rotatória que fica no entroncamento da avenida Ville Roy com a avenida das Guianas.
No local formaram-se diversos buracos, que ficam encobertos pela água empoçada. No dia 5 passado, uma mulher que pilotava uma motocicleta desviou de uma das crateras, mas acabou caindo em outra próxima.
O acidente foi grave e a vítima quase foi atropelada por um carro que passava pelo local. Por conta disso, os vendedores de uma loja situada na avenida resolveram colocar um cavalete de madeira como sinalização. Inclusive veículos já colidiram com o cavalete.
"As águas cobriram o local, por isso a mulher acabou caindo. Por pouco não aconteceu o pior. Foi por isso que resolvemos improvisar a sinalização", disse o vendedor Jorge Santana. Para desviar dos buracos, motoristas estão passando por cima da calçada.
O motorista de táxi-lotação Isaias Costa Souza também reclamou da situação da avenida. Diariamente ele passa pelo local, assim como outros condutores. "Antes do inverno não havia este problema. Foi só começar a chover que apareceu buraco em todos os locais da pista", reclamou.
Um morador do local que preferiu não se identificar reclamou do trecho e disse que as chuvas agravaram mais ainda a situação. "Quando chove fica uma situação horrível. A água empoça e a gente não vê nada. Os motoristas é que sofrem caindo no buraco e correndo risco de acidentes piores", ressaltou.
DNIT – Em contato com a Folha, o engenheiro José Pedro Christ, responsável pela seção regional do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte), informou que não tinha conhecimento do problema.
Ele explicou que realmente se trata de uma rodovia federal em trecho urbano. Não existe nenhum convênio firmado junto à Prefeitura Municipal de Boa Vista para conservação deste trecho da BR-401.
Christ afirmou que agora, quando tomou conhecimento do problema, vai entrar em contato com a prefeitura para solucioná-lo. "Entraremos em contato com o secretário municipal de Obras para recuperar o trecho que está causando os transtornos".
PMBV- A Prefeitura de Boa Vista informou, através da Assessoria de Comunicação, que está realizando a Operação Tapa Buracos na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes e que a avenida das Guianas será uma das próximas a serem atendidas.
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FOLHA DE PERNAMBUCO |
DATA: 08 de maio de 2006 |
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CADERNO: ECONOMIA |
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Dinheiro extra
A Câmara ainda analisa a Medida Provisória 287/06, que prevê mais R$ 361,55 milhões para o Ministério dos Transportes. Nesse "bolo" estão R$ 3 milhões para a desapropriação do trecho Salgueiro (PE) - Missão Velha (CE), o primeiro da Transnordestina. A MP trancará a pauta a partir do dia 13.
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Diário da Manhã – Carazinho 09/05/2006
PROTESTO - Rodovias da região serão bloqueadas por tempo indeterminado |
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A partir do dia 16 de maio, mais de 40 municípios vão bloquear seis rodovias por tempo indeterminado em diferentes pontos do Rio Grande do Sul. Em Carazinho, o bloqueio será realizado no Trevo da Bandeira. A definição foi tomada ontem em reunião na sede do Sindicato Rural e contou com a participação de representantes de nove municípios da região, do Sindicato Rural, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Cotrisoja, da Cotrijal e das entidades do comércio de Carazinho. Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Élio Bernardi, a comissão formada na região irá entrar em contato para marcar uma audiência com as federações para amanhã, visando encaminhar a unificação dos municípios em prol da mobilização. Além de Carazinho, rodovias de Santo Ângelo, Ijuí, Coxilha, Caçapava e Tapes também serão bloqueadas a partir do dia 16. No mesmo dia, haverá uma comissão em Brasília para negociar medidas para o setor agrícola, bem como uma audiência envolvendo nove governadores de Estado. O acesso só será liberado para os Correios, ônibus e ambulâncias. A princípio, o bloqueio terá início às 8 horas e se estenderá até o final da tarde. Bernardi ressalta que todos os dias, no final da tarde, a organização do movimento irá fazer uma avaliação para ver se continua com o protesto durante a noite ou se retoma as atividades na manhã seguinte.
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