JORNAL DO BRASIL - RJ 

BRASIL
10/11/2006

 

PT abre guerra silenciosa para recuperar espaço

 

Tina Vieira e Karla Correia
Brasília. Incomodado com o tratamento especial que o PMDB está recebendo nas discussões sobre o segundo mandato do presidente Lula, o PT resolveu brigar por espaço. A insatisfação petista não se restringe à divisão de poder nos ministérios. O partido quer ser protagonista no Congresso e já reivindica a presidência da Câmara e a retomada da liderança do governo no Senado.

A guerra ainda é silenciosa. Petistas mais moderados admitem, no entanto, que pode ganhar ares públicos e detonar a operação comandada pelo presidente reeleito para trazer o PMDB inteiro para o chamado governo de coalizão.

- Temos preocupação com a ocupação excessiva de espaços no governo por quem quer que seja - diz a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

Ontem, os senadores petistas reuniram-se para discutir o espaço do partido no segundo mandato. Concluíram que retomar o posto de líder do governo no Senado é fundamental. O cargo hoje está com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que substituiu o petista Aloizio Mercadante. O PT já tem candidato para a vaga: Tião Viana (AC). Petistas argumentam que a retomada da liderança do governo é natural, já que o PT é o principal partido da bancada.

O motivo real, no entanto, é outro. O PT quer colocar cabresto na sanha peemedebista por cargos. O PMDB pode assumir o controle de até oito ministérios. Reivindica pastas como Transportes, Integração Nacional, Comunicações e Minas e Energia. No Congresso, quer a presidência do Senado e da Câmara. O PT até está disposto a trabalhar pela reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Afinado com as declarações de Lula, Mercadante diz que a divisão no governo respeitará os critérios de proporcionalidade. O discurso destoa dos colegas de bancada. Até aqui, Lula não deu sinais de que está preocupado em agradar ao PT.

Para evitar que a chiadeira petista abale as negociações, o presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, vai marcar um encontro de Lula com a bancada petista no Congresso.

- Temos um governo com orientação e o PT terá a participação que merece - disse.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

BRASIL
10/11/2006

 

Na disputa por espaço, PT quer manter ministérios

Discurso petista é que ampliação da base de apoio não pode encolher sigla no 2º mandato

 

FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Reunido na Câmara para debater estratégias para os próximos quatro anos, o PT prometeu ontem disputar espaço político no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, deixando claro que pretende, no mínimo, manter a atual participação no ministério.

Um exemplo da preocupação do partido é que o presidente afastado do PT Ricardo Berzoini informou que se encontrou com Lula, ontem, para uma "conversa sobre o futuro".

O partido está ameaçado de ter de ceder áreas importantes para aliados como PMDB, PP, PR (ex-PL) e PSB a partir de 2007, além de abrir lugar para nomes do empresariado.

Foi também uma reunião em que lideranças pediram o fim de um certo "complexo de inferioridade" do partido, que há quase dois anos pula de crise em crise ininterruptamente. Nesse período, o PT foi visto como empecilho para Lula.

"O PT não aceita mais a tese de que faz mal ao Brasil. O PT faz bem ao país e ao governo", disse o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP).

O encontro de ontem reuniu cerca de 70 petistas, entre deputados federais da atual legislatura, parlamentares eleitos e membros da direção nacional. O discurso deles reconhecia que Lula tem direito a formar uma base política ampla, mas desembocava num apelo para que o PT não ficasse esquecido.

Berzoini fez uma defesa da participação do PMDB na equipe de Lula, dizendo que o objetivo é "compor um governo com base ampla". Em seguida, pediu que seu partido não seja "subestimado". "O PT foi o partido que teve mais votos para a Câmara dos Deputados. Então sai da urna muito fortalecido."

O que mais preocupa a legenda é a perda de postos-chave na administração. A ameaça paira sobre ministérios como Fazenda, Planejamento, Relações Institucionais e Secretaria Geral. Apenas a Casa Civil está assegurada sob o comando de uma petista, Dilma Rousseff.

O PT deve manter a Educação e o Desenvolvimento Social. Deve pegar mais uma vez a pasta das Cidades, mas está virtualmente alijado da estratégica área de infra-estrutura (Transportes, Energia, Comunicações), que tende a seguir para o PMDB.

Após a reunião, o substituto de Berzoini na presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o PT terá "a participação que merece". "Esse é um governo de coalizão, que se dá em torno de um programa. Devem participar do governo todas as forças que o apóiam."

De acordo com o líder do partido na Câmara, Henrique Fontana (RS), o PT deseja ter um "protagonismo estratégico" no governo. "Nós não estamos fazendo conta de números, um a mais, um a menos. Confiamos plenamente no presidente."

Mas foi o deputado federal Marco Maia (RS) quem melhor resumiu o sentimento. "O partido cresceu na Câmara e nos Estados, então espero que nós cresçamos no ministério."

Já para o governador do Acre, Jorge Viana (PT), a sigla tem hoje o melhor cargo: o do presidente. "Quem tem esse cargo não deve brigar por outro. Não podemos querer criar crise de algo que não existe."

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

1º CADERNO
10/11/2006

 

Disputa entre PT e PMDB domina negociação

 

Raymundo Costa e Cristiano Romero
Se prevalecer a bolsa de apostas que tira o sono dos ministeriáveis, a proclamada "despetização" do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva não terá passado de um sonho de uma noite de verão. Pelo menos 17 candidatos aos 34 ministérios e órgãos cujos titulares têm status de ministro são do PT, que pressiona nos bastidores para não perder espaço nem influência, sobretudo para o PMDB, que se prepara para desembarcar uma cabeça-de-ponte dentro do governo de Lula.

O Congresso, que aos poucos retoma as atividades, após as eleições, é o canteiro das "plantações". Lula, particularmente, tem restringido ao máximo as conversas sobre os nomes da futura equipe, mas cada congressista ou auxiliar que deixa o Palácio do Planalto sempre sai com uma ou outra novidade que seria "bem vista" pelo presidente da República. A senadora Roseana Sarney, por exemplo, deixou o PFL e foi logo relacionada na lista dos ministeriáveis.

Seu nome é citado para a Cultura, Meio Ambiente e Cidades. A bancada do PMDB na Câmara reagiu imediatamente. Ela nem é do partido. Na realidade, deixou para negociar as duas coisas com o presidente: o partido e o ministério de destino, se for o caso. No PL, é dada como certa a volta de Alfredo Nascimento para os Transportes. Em conversa com auxiliares, Lula até já admitiu levar o senador eleito pelo Amazonas para o governo. Mas não nos Transportes, cuja gestão de Nascimento não tem em boa conta.

O presidente está particularmente aborrecido com as pressões internas do PT, sobretudo aquelas pela manutenção dos espaços, volta de políticos derrotados nas eleições e por mudanças na equipe econômica. "O PT já tem o cargo mais importante da República", disse Lula, numa alusão ao apetite demonstrado pelo partido. O presidente tenta costurar o ministério de modo a não ficar refém de nenhuma liderança partidária - aliada ou mesmo do PT, como hoje avalia ter ficado na formação do governo no final de 2002.

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

FINANÇAS
10/11/2006

 

Indústria naval

 

Agenda

A IBC realiza conferência sobre transporte marítimo e indústria naval, com participação do
Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Aquáticos, Transpetro e Rolls Royce Marine.

Data: de 22 a 24 de novembro

Horário: das 8h30 às 17h

Local: Sheraton Rio Hotel & Towers, Rio de Janeiro

Informações: (11) 3017-6808; ibc@ibcbrasil.com.br; www.ibcbrasil.com.br/maritimo

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

1º CADERNO
10/11/2006

 

Presidente diz que medidas pelo crescimento virão antes do ministério

 

Sergio Leo e Paulo de Tarso Lyra
O governo prepara um "pacote de coisas que vão acontecer" para garantir o crescimento econômico, anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Incomodado com os entraves burocráticos e jurídicos na execução de obras pelo país, Lula informou que pretende convidar integrantes dos órgãos de meio ambiente, do Judiciário e do ministério público para discutir formas de acelerar a aprovação de obras e evitar a contestação das iniciativas do governo. "Tem gente que só fala em corte, corte, corte; tem de parar de falar nisso e falar em crescimento", comentou.

"Levo 10 anos para começar o gasoduto Coari-Macapá, bilhões, três mil homens trabalhando e alguém entra na Justiça federal e pára a obra", queixou-se, ao relatar a tramitação de um processo para o gasoduto entre Venezuela e Brasil. "Começo uma ferrovia e o Ibama paralisa tudo por um problema no canteiro de obras", acrescentou, ao sugerir mudanças nas leis federais que responsabilizam unicamente os fiscais em caso de irregularidades encontradas em obras liberadas.

Ao lhe perguntarem como o governo conseguirá o dinheiro para financiar o crescimento, Lula comentou que os recursos "vão aparecer". "Vocês vão ver", disse, sorrindo. Com o pequeno espaço existente no orçamento federal para modificações pelo governo, cortes possíveis chegariam a R$ 1 bilhão, ou R$ 2 bilhões e "não resolveriam nenhum problema", comentou o presidente ao negar estar discutindo um pacote fiscal com sua equipe econômica.

Lula reagiu com irritação a perguntas sobre as mudanças no ministério, que, segundo afirmou, vai permanecer o mesmo até o fim do ano e será objeto de discussões com os partidos que o apóiam, com base no programa de governo que pretende levar a eles. Ao ouvir que não precisa consultar os partidos para mudar a equipe econômica, perguntou, veemente: "Quem disse que quero mudar? Já afirmei que não quero mudar a política.". Ao lhe perguntarem se estava declarando que não haverá mudanças na equipe econômica, desconversou. "Não tenho necessidade, não é meu problema agora"

"Estou preocupado, primeiro, em anunciar o pacote das coisas que vão acontecer" , disse. "A única coisa que quero dizer é que quero anunciar neste ano, não quero deixar nenhuma dificuldade para o próximo presidente", completou, bem-humorado.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega informou que, a pedido de Lula, dedicará os próximos dias a preparar as medidas para garantir o crescimento que, segundo garantiu, serão apresentadas na terça-feira. Esse foi o motivo de ter desistido de participar da reunião do G20, em Melbourne (Austrália), explicou.

"Ele quer que fique pronto o mais depressa possível. Quer antecipar o funcionamento do governo. Vai ser uma sucessão presidencial inédita porque não vai ter solução de continuidade. Vamos implementar novas medidas neste ano. O presidente quer medidas de curto prazo na área tributária", revelou.

Sem constar da agenda divulgada pelas respectivas assessorias, Mantega e o ministro do desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan reuniram-se ontem para discutir as instruções do presidente Lula. Discutiram, segundo informou o próprio Furlan, ao sair, como garantir crescimento econômico acima de 5% já em 2007. "O presidente determinou que fossem elaboradas medidas que dêem condições para que haja um crescimento da economia acima de 5% para o ano que vem", explicou Furlan sem dar detalhes sobre as medidas fiscais e tributárias que estão em fase final de preparação.

O ministro Furlan também afirmou que "está na reta final" a medida provisória que tem como objetivo incentivar a indústria de semicondutores desonerando os investimentos no Brasil. À saída do encontro com Mantega, no horário do almoço, Furlan ainda evitou as especulações sobre a sua permanência no atual cargo ou até mesmo no governo durante o segundo mandato de Lula. "Esse é um assunto que já foi tratado exaustivamente e a imprensa está resolvendo a questão. Estou esperando para ver o que os jornais decidem", ironizou.

Mantega e Furlan estarão no Rio hoje. Mas suas assessorias informam que não está previsto um encontro. Mantega participa da reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Furlan vai à reunião do Conselho de Administração do BNDES.

O presidente Lula enfatizou, numa segunda entrevista, ontem, ao sair de almoço com o presidente do Peru, Alan Garcia, sua preocupação com o plano de crescimento. Ele disse que o tema preocupa mais do que a montagem do novo ministério. Afirmou que é muito mais fácil montar o novo ministério agora do que há quatro anos.

"Se eu tive complicação para formar um governo, foi no primeiro mandato. Neste segundo mandato, eu já tenho o governo formado - o que ganhou as eleições. Acabo de sair de um jogo no qual obtivemos uma vitória considerável", disse.

O presidente afirmou também que está chamando todos os partidos aliados para "explicar para eles que tipo de governo eu quero fazer, como as coisas vão funcionar". Essas conversas, de acordo com ele, serão fundamentais para definir os próximos passos. "A partir daí vou começar a pensar se eu vou mudar, o que eu vou mudar, quem eu vou mudar e quando", disse o presidente.

Lula reiterou que, no momento, está focado em maneiras para desobstruir "algumas coisas nas áreas de infra-estrutura e fiscal, para que a gente possa começar o ano dando um salto de qualidade". O presidente conversou ontem com o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), cotado para reassumir o
Ministério dos Transportes. Nascimento entrou e saiu da garagem sem falar com a imprensa.

O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, reforçou que seu partido está disposto "a ajudar o presidente a fazer o melhor pelo Brasil, sem se preocupar com cargos". Ele acredita que o novo ministério só sairá próximo do Natal. "Há quatro anos atrás, eu recebi o convite no dia 23 de dezembro", recordou.

O governador do Acre, Jorge Viana, que foi ontem ao Planalto junto com seu sucessor, Binho Marques, disse que o presidente "está pensando 25 horas por dia no novo ministério, com o radar e o transponder ligados". Mas assegurou que nenhum nome está definido. Lula também recebeu, no fim do dia, a visita da governadora eleita do Pará, Ana Júlia Carepa (PT). (Colaborou Arnaldo Galvão)

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF 

OPINIÃO
10/11/2006

 

Apenas um sonho

 

Renato Ferraz
renato.ferraz@correioweb.com.br
Noite passada tive um pesadelo. Nele, eu via que o presidente Lula apoiava Jader Barbalho para a Presidência da Câmara dos Deputados — e o paraense ganhava com os votos do PT, PSB, PCdoB… Sonhei, ainda, que Lula nomeava Roseana Sarney e Delfim Netto para dois ministérios importantes. Aliás, o presidente nada fazia ou deixava de fazer na área econômica sem consultar o ex-guru dos governos militares.

Por falar em economia, também vi que o superávit primário só crescia e, paralelamente, eram contingenciadas as verbas destinadas ao saneamento, à melhoria no gerenciamento do controle de tráfego aéreo, à expansão de
portos e rodovias… Aliás, também descobri nesse sonho que o PMDB voltava a ter, como nos velhos tempos dos governos Itamar, Sarney e Fernando Henrique, o controle absoluto do Dnit — órgão que continuava capenga, com poucos funcionários, sem fiscalizar absolutamente nada: da qualidade do asfalto às estranhas adições financeiras de contratos.

Nesse sonho aflitivo, vi ainda que o governo abandonava de vez a idéia de usar software livre e só comprava produtos clássicos, pagando centenas de milhares de reais por royalties e licenças… Mas não abandonava a CPMF; ao contrário, tornava-a permanente, eterna.

Também fiquei sabendo no sonho que o Banco Central se tornava independente — mas tão independente que não dava satisfação nem mesmo ao presidente da República, que acabara de ser reeleito com mais de 58 milhões de votos. Aliás, nesse sonho eu via que a cada 45 dias a taxa Selic caía 0,5 ponto, mas os juros cobrados no mercado, não; e os balanços de bancos e financeiras apresentavam ganhos cada vez maiores.

Sonhei ainda que o presidente Lula, sem coragem para enfrentar publicamente a sanha fisiologista do Congresso, tinha que barganhar diariamente para conseguir aprovar o mais singelo projeto de lei. Esse toma-lá-dá-cá começava com a nomeação de afilhados de deputados e senadores para dirigir estatais e órgãos públicos. E terminava com a liberação de verbas para emendas e projetos extremamente suspeitos.

Mas, graças a Deus, foi apenas um sonho ruim.

 

 

ESTADO DE MINAS - MG 

POLÍTICA
10/11/2006

 

Estradas precisam de R$ 1 bi

Esse é o valor estimado pelo Dnit em Minas para recuperar as BRs que cortam o estado. Orçamento de 2007 prevê R$ 517 milhões, que podem ser acrescidos de mais R$ 100 mi

 

Leonardo Augusto
Os recursos previstos para
rodovias federais que cortam Minas Gerais na versão preliminar do Orçamento da União para 2007 ficaram abaixo do esperado pela Superintendência do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) no estado. No pedido de recursos, a superintendência avaliou ser necessário R$ 1 bilhão para obras de recuperação, restauração e adequação das BRs. O Orçamento, até o momento, prevê R$ 517,9 milhões, ou pouco mais de 50% do esperado pelo Dnit no estado.

Segundo o presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, Gilmar Machado (PT), outros R$ 100 milhões podem ser acrescentados ao Orçamento para Minas com emendas de bancada. As negociações terminam no fim do mês. É pouco provável, no entanto, que o valor chegue ao esperado pelo
Dnit em Minas.

O superintendente do
Dnit no estado, Sebastião Ferreira, vai a Brasília na segunda-feira para participar de reuniões com representantes do órgão na capital federal. Vai discutir o Orçamento e também os trechos de cada rodovia que receberão os recursos. Na versão preliminar do Orçamento, a maior parte dos recursos será destinada a obras na

BR-365, que liga Montes Claros, no Norte do estado, ao Triângulo Mineiro. A estrada vai receber R$ 85,4 milhões. Segundo relatório do próprio
Dnit, a estrada tem trechos com buracos e sinalização deficiente nos entroncamentos com a BR-462 e a MG-190.

A BR-262, que liga Minas ao Espírito Santo, receberá R$ 50,5 milhões. Entre os problemas detectados pelo
Dnit na estrada estão existência de buracos e ondulações no entroncamento com a BR-040 e entrada para Betim. O Orçamento prevê ainda R$ 50 milhões para a BR-040, ao longo de todo o seu trecho no estado, que vai da divisa com Goiás a Juiz de Fora, na Zona da Mata (de Juiz de Fora à divisa com o Rio de Janeiro, a rodovia é administrada pela iniciativa privada). A maior parte dos recursos será direcionada à construção de um novo Viaduto das Almas, localizado no trecho entre as entradas para Moeda e Belo Vale, municípios da região Central de Minas. Dos R$ 50 milhões, a construção do viaduto, no versão preliminar do orçamento, terá R$ 28 milhões.

TAPA-BURACOS O Orçamento 2007 é o primeiro a ser elaborado depois da operação tapa-buracos, deflagrada de forma emergencial pela União no início de 2006 para obras em
rodovias federais. Segundo informações do governo federal, a expectativa era de que R$ 440 milhões seriam gastos na recuperação de 26,5 mil quilômetros de estradas.

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA 

BRASIL HOJE
10/11/2006

 

Lula promete obras a Ana Júlia

Presidente diz que governadora eleita do Pará pode marcar data para trazer ministros dos Transportes e de Minas e Energia

 

A retomada das obras das Eclusas de Tucuruí, as rodovias Transamazônica e BR-163 (Cuiabá-Santarém) e a hidrelétrica de Belo Monte foram alguns dos assuntos tratados na reunião entre o presidente Lula e a governadora eleita do Pará, senadora Ana Júlia Carepa, realizada no final da tarde de ontem, em Brasília. Na saída, ela disse à imprensa que ficou satisfeita com o encontro e citou os projetos que considera estratégicos não só para o Pará, mas também para o Brasil.

“A conclusão de Tucuruí, as nossas
rodovias, o Plano de Desenvolvimentos Sustentável da BR-163, Belo Monte, enfim, são projetos estratégicos e importantíssimos não só para o desenvolvimento do Pará, mas também definitivos na infra-estrutura do país”, disse Ana Júlia.

A opinião não é só da governadora eleita. Em julho deste ano, o presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, incluiu a obra na lista de “usinas estruturantes” para o país.

Apostando nas parcerias com o governo federal, Ana Júlia diz ter a certeza de que a vontade do presidente Lula é de que o Pará seja palco de conclusões de obras importantes como essas.

Por quase duas horas a governadora eleita trocou idéias sobre desenvolvimento sustentável, regularização fundiária, distribuição de renda e infra-estrutura com o presidente. Segundo ela, não é possível que um Estado tão rico, que é o 11º no PIB, ocupe a 21ª posição em salário médio. “Entramos agora numa rota de desenvolvimento alinhado com um modelo que está dando certo. Nossa parceria com o Governo Lula será com base num projeto que distribui riqueza, que valoriza os trabalhadores, que defende o desenvolvimento sustentável da nossa Amazônia”, afirmou a senadora.

REFORMA - Ainda no Salão do Palácio do Planalto, Ana Júlia afirmou que também foi ao Palácio para reafirmar apoio ao presidente na luta pela aprovação da Reforma Tributária, a ser apreciada pelo Congresso Nacional. Questionada sobre a Lei Kandir, ela disse acreditar na aprovação da Reforma Tributária como solução definitiva para o impasse. “Conversei com o presidente e ele sabe que é importante encontrarmos uma solução definitiva para isso. E acho que poderemos encontrar uma solução que vai beneficiar o Pará”.

De acordo com Ana Júlia, o presidente Lula deve visitar o Estado para acompanhar o andamento das obras federais. Segundo ela, o presidente disse que ela já pode marcar datas para trazer os ministros dos Transportes e de Minas e Energia ao Pará.

Logo após a reunião, e da conversa com a imprensa, Ana Júlia seguiu para o Aeroporto para voltar ao Pará. Na próxima semana ela intensifica a fisioterapia e deve dispensar a cadeira de rodas dentro de alguns dias. No próximo dia 21, a governadora eleita deve participar da reunião com a bancada paraense no Congresso para discutir as emendas ao Orçamento.

PRESENTE - Durante a reunião com presidente, Ana Júlia fez a entrega da obra do maestro santareno Wilson Fonseca, falecido em março de 2002, aos 89 anos. A senadora atendeu ao pedido do desembargador federal Vicente José Malheiros da Fonseca para que a obra fosse entregue ao presidente. Em seis volumes a obra será lançada em Santarém no próximo dia 17, aniversário do autor. A festa contará com a presença da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz.

 

 

GAZETA MERCANTIL - SP 

POLÍTICA
10/11/2006

 

PT na briga por espaço no governo

 

Brasília, 10 de Novembro de 2006 - Incomodados com a ampliação de ministérios para o PMDB, petistas se articulam. Incomodado com o tratamento especial que o PMDB está recebendo nas discussões sobre o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT resolveu entrar em campo para brigar por espaço. A insatisfação petista não se restringe à divisão de poder na Esplanada dos Ministérios. O partido também quer ser protagonista no Congresso e já reivindica a presidência da Câmara e a retomada da liderança do governo no Senado.

A guerra ainda é silenciosa. Petistas mais moderados admitem, no entanto, que pode ganhar ares públicos e detonar a operação comandada pelo presidente reeleito para trazer o PMDB inteiro para o chamado governo de coalizão. "Temos preocupação com a ocupação excessiva de espaços no governo por quem quer que seja", diz a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

Ontem, os senadores petistas se reuniram para discutir o espaço do partido no segundo mandato de Lula. Concluíram que retomar o posto de líder do governo no Senado é fundamental. O cargo hoje está nas mãos do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que substituiu o petista Aloizio Mercadante. O PT já tem candidato para a vaga: Tião Viana (AC). Oficialmente, petistas argumentam que a retomada da liderança do governo é natural, já que o PT é o principal partido da bancada governista na Casa.

O motivo real, no entanto, é outro. O PT quer colocar cabresto na sanha peemedebista por cargos. O PMDB pode assumir o controle de até oito ministérios. E reivindica pastas de peso, como Transportes, Integração Nacional, Comunicações e Minas e Energia. No Congresso, o PMDB quer a presidência do Senado e da Câmara. O PT até está disposto a trabalhar pela reeleição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), mas não gosta da idéia de ver o PMDB comandando a Câmara. Acha arriscado deixar o controle do Congresso nas mãos do partido.

Na reunião da bancada do PT no Senado, a ambição do PMDB foi motivo de piada. Um dos participantes disse que para atender a ansiedade do partido por cargos, o presidente Lula precisaria ganhar três governos. "Estamos numa fase de disputa política, e os partidos estão reivindicando seus espaços", declara Mercadante.

O senador acrescenta que o PT tem clareza da importância do governo de coalizão. Afinado com as declarações de Lula, Mercadante diz que a divisão dos espaços no governo respeitará os critérios de proporcionalidade. Até aqui, Lula não deu sinais de que está preocupado em agradar ao PT. Chegou a dizer que o partido já tem uma boa representação no governo com o cargo de presidente.

Para o PT é pouco. O líder do partido na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), defende o "protagonismo estratégico". Quer as pastas de maior peso político e de orçamento mais robusto nas mãos do PT.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(Tina Vieira e Karla Correia)

 

 

A CRÍTICA - AM 

POLÍTICA
10/11/2006

 

Amazonas está fora da lista de ações prioritárias

 

Luiz Vasconcelos – A CRÍTICA
Plenário da ALE, na manhã de ontem, quando líderes de organizações populares, prefeitos e parlamentares reuniram-se para discutir o orçamento federal de 2007

O Estado do Amazonas não consta na lista de Estados que teriam prioridades incluídas no Projeto Piloto de Investimentos (PPI) da proposta orçamentária da União para 2007.

A 'descoberta' foi feita ontem no Seminário Transparência e Participação, realizado na Assembléia Legislativa do Estado (ALE), pela Comissão Mista de Planos, Orçamento Público e Fiscalização do Congresso Nacional.

O seminário que discutiu o montante de verba do orçamento da União que deve ser destinado para a região Norte, estimado em R$ 7,69 bilhões, foi o quarto realizado pela Comissão Mista. Ela já passou pelas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e finaliza hoje o ciclo de cinco seminários, no Nordeste.

Com a exclusão do Amazonas da lista do PPI, o Estado não pode desfrutar de verba destinada a ações que não sofrem interferência da gestão da dívida pública com credores internacionais. O orçamento da União está sujeito ao contingenciamento para garantir o superávit primário, que é a garantia que o País dá aos credores internacionais da dívida pública, o PPI não.

Recurso

Para não deixar o Amazonas fora do PPI, o deputado estadual Sinésio Campos (PT), sugeriu à Comissão Mista que incluísse na lista, seis propostas. São elas: a recuperação de trechos das
rodovias federais BR-319 e BR-317 e BR-307, no valor de R$ 200 milhões; promoção da pesquisa e desenvolvimento tecnológico, R$ 6 milhões; construção de obras hídricas, entre elas a adutora da Zona Leste de Manaus, R$ 80 milhões; construção do sistema de transmissão de energia em Manaus, R$ 105 milhões; implantação do sistema de transmissão de energia no Linhão do Tucurí que contempla os municípios de Itaituba (PA), Parintins, Barreirinha, Maués, Boa Vista do Ramos e Novo Olinda do Norte, R$ 30 milhões; e o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), R$ 17 milhões.

O montante do orçamento da União destinado ao Amazonas está estimado em R$ 544,1milhões.

O deputado federal Pauderney Avelino (PFL) disse ontem na ALE que o seminário "do ponto de vista conceitual é bem visto, mas no prático não terá nenhum ganho, porque os parlamentares vão definir as emendas de acordo com a cabeça deles", afirmou. Segundo Pauderney, os recursos do PPI estão livres de contingenciamento, mas por "desinteresse do Governo", os recursos do Amazonas poderão sofrer contingenciamento. "É responsabilidade do Executivo priorizar ações no PPI e independe da bancada amazonense da Câmara", entende.

Pauderney disse ainda que o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siaf) do Governo Federal não acusa o pagamento das obras dos
portos das cidades ribeirinhas do Estado e da BR-319, prometidos pelo Ministério dos Transportes na gestão do senador eleito Alfredo Nascimento (PR). "Foram destinados R$ 35 milhões para os portos, empenhado R$ 22 milhões e zero de pagamento foi efetuado. Para a BR-319 foram destinados R$ 104 milhões e apenas R$ 2 milhões foram liberados", disse.

 

 

A CRÍTICA - AM 

POLÍTICA
10/11/2006

 

Alfredo prepara caminho para o suplente assumir

Senador eleito cumpriu agenda no Ministério dos Transportes mas negou articulação para voltar ao Governo

 

Roque de Sá/Divulgação
Uma "grande coincidência". Assim foi classificada a presença do senador eleito pelo Amazonas, Alfredo Nascimento (PR), e do seu suplente, João Pedro Gonçalves (PT), ontem, na capital federal.

Os dois não se encontraram nem tiveram agenda conjunta, mas a viagem simultânea reforçou as denúncias feitas pelo senador Gilberto Mestrinho (PMDB) e pelo deputado Pauderney Avelino (PFL), durante a disputa para o Senado, que se vencesse a eleição e o presidente Lula conseguisse o segundo mandato, quem assumiria a vaga de senador seria João Pedro porque Alfredo voltaria ao Ministério do Transportes ou a outra pasta no primeiro escalão.

Ao participar, no início da tarde, da assinatura de um convênio para a abertura de canais no município de Barreirinha (a 328 quilômetro de Manaus), no
Ministério dos Transportes, e depois de uma audiência no Palácio do Planalto, Alfredo negou que estivesse fazendo articulação para voltar a ocupar a Esplanada dos Ministérios.

No entanto, admitiu que se o presidente Lula decidir dar uma pasta ao Partido da República (PR), resultado da fusão do PL com o Prona, e não houver nomes dentro da nova legenda para o cargo, "é um caso a ser conversado".

"Se eu quisesse ser ministro, teria aceitado o convite do presidente e não tinha me candidatado ao Senado, mas a gente não deve dizer dessa água não beberei", disse Alfredo. Ele lembrou que a indicação passa por uma série de negociações. "Quando o presidente abre espaço no seu Governo para um partido, nomes têm que ser submetidos para que sejam julgados e eu espero que outros nomes dentro do PR sejam aprovados pelo presidente Lula para que eu não tenha que participar de nenhum cargo do Executivo. Gostaria de cumprir o meu mandato de senador", declarou.

Mas, quando questionado sobre um provável convite pessoal do presidente Lula para assumir um ministério, o senador eleito não escondeu a possibilidade de deixar a cadeira no Senado para o suplente João Pedro. Disse que se tiver que sair, será um ato natural e que a atitude não significa estelionato eleitoral e nem se sentirá constrangido com o povo do Amazonas.

Ao lembrar da polêmica criada pelos adversários, durante a campanha, a respeito da suplência, Alfredo defendeu a importância política da participação direta do Amazonas no Governo Federal. "Qual é o Estado que abre mão de um Ministério? Isso abre portas, valoriza o Estado, traz mais benefícios porque a ocupação de um cargo de primeiro escalão no Governo significa maior crescimento, maior desenvolvimento para qualquer Estado", disse.

 

 

CORREIO DA BAHIA - BA 

AQUI SALVADOR
10/11/2006

 

OS EMPREGADOS

Anote

 

OS EMPREGADOS da Companhia das Docas do Estado da Bahia - Codeba terão um reajuste salarial de 4,63%, retroativo a 1º de junho de 2006. Esta conquista faz parte do acordo coletivo de trabalho 2006/2007 assinado pela companhia e o Sindicato Unificado dos Trabalhadores nos Serviços Portuários do Estado da Bahia, Sindicato dos Portuários de Candeias e Sindicato dos Portuários de Ilhéus, e homologado ontem pelo Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Ministério dos Transportes.

 

 

O POPULAR - GO 

CIDADES
10/11/2006

 

Chuva aumenta chances de acidentes nas estradas

Aquaplanagem é causada pelas poças d´água no asfalto e faz veículo deslizar. É um dos fatores que provocam as saídas de pista seguidas de capotamento

 

Maria José Silva
Nos primeiros oito dias de novembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 88 acidentes nas
estradas federais no Estado. Desse total, 45 são saídas de pista seguidas de tombamento ou capotamento, tipo de desastre muito comum no período chuvoso. Inspetores da PRF revelam que as saídas de pistas são causadas por vários fatores, entre eles a aquaplanagem, fenômeno caracterizado pelo deslizamento do veículo devido à existência de poças ou de filetes de água no asfalto, tornando-o escorregadio.

Conforme a PRF, há vários locais nas
rodovias federais sujeitos à ocorrência de aquaplanagem. No trecho entre Anápolis e Aparecida de Goiânia, a instituição enumera dez pontos críticos. Ontem, por exemplo, a analista de sistemas Lena Lúcia de Moraes, de 31 anos, sofreu um acidente nas imediações de Teresópolis de Goiás, quando viajava de Brasília a Goiânia sob chuva fina. Ela conduzia o Peugeot 206, modelo 2002/03, adquirido há pouco mais de três anos, quando, “sem mais nem menos”, perdeu a direção do carro. O veículo, conta a analista de sistemas, deslizou e capotou na pista.

Lena Moraes usava o cinto de segurança e, por sorte, não sofreu ferimentos. Abalada, ela revelou que trafegava a aproximadamente 90 quilômetros por hora, quando o carro ziguezagueou devido ao acúmulo de água na pista. O chefe da 1ª Delegacia Regional da PRF, Álvaro de Resende Filho, assinala que são vários os fatores que provocam o fenômeno da aquaplanagem, entre eles os erros de engenharia, o desgaste das pistas em razão do tráfego intenso de veículos pesados, os bueiros entupidos e a degradação do meio ambiente. “Quando a BR-153 foi construída, não havia expectativa de edificação de imóveis nas proximidades da pista. Anteriormente, a água infiltrava no solo e, agora, escoa em direção ao asfalto”, destaca.

Álvaro de Resende assinala também que, na maioria das vezes, os desastres decorrentes de aquaplanagem são causados por imperícia, falta de atenção e de cuidado do condutor do veículo. Ele enfatiza que, para ter condições de segurança, o veículo deve trafegar, no máximo, entre 60 e 70 quilômetros por hora, velocidade bem menor do que a citada por Lena Moraes quando ocorreu o capotamento do Peugeot que ela dirigia.

Trecho recapeado
O superintendente regional do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Riumar dos Santos, informa que a equipe de engenheiros da instituição percorre rotineiramente todas as rodovias federais do Estado para identificar e recuperar os pontos que favorecem a aquaplanagem. O trecho em que as BRs 153 e 060 se sobrepõem, entre Goiânia e Anápolis, segundo ele, foi recapeado depois que a equipe constatou a existência de dezenas de locais onde havia acúmulo de água. Riumar dos Santos acentua que a equipe de engenheiros do Dnit está fazendo acompanhamento para verificar se há necessidade de novas correções nesse trecho da rodovia.

 

 

O ESTADO DO MARANHÃO - MA 

ESTADO
10/11/2006

 

Obra na BR-010 prossegue em ritmo adiantado

 

Imperatriz - As obras emergenciais do Governo Federal, visando a recuperação da BR-010, entre Estreito e Itinga, na região sudoeste do Maranhão, estão adiantadas. Pela previsão inicial do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT) em Imperatriz, todo o trecho maranhense deverá ter sido recuperado até o primeiro semestre de janeiro de 2007. A BR-010 liga o Norte ao Centro-Oeste brasileiro.

O diretor do
DNIT em Imperatriz, Gilvan Nascimento, informa que, em virtude do trabalho arrojado que vem sendo feito pelo órgão federal por meio da construtora Construmil, a rodovia já possibilita boa trafegabilidade.

“Nós determinamos que esse serviço prioritário, como a recuperação de bueiros, fosse realizado. Hoje, podemos dizer que a BR-010 está com boas condições de trafegabilidade, uma vez que as erosões foram suprimidas e a via está sinalizada”, contou o diretor.

Outra novidade é que a recuperação da BR-010 – na parte compreendida entre Estreito e Imperatriz -, foi concluída. A obra desse trecho faz parte do Plano Nacional de Recuperação de Estradas Federais, diferente do Plano Emergencial. O primeiro serviu apenas para tapar buracos.

DESTAQUES

Dentre as frentes de trabalho ao longo do trecho de 300 quilômetros da BR-010 no Maranhão destacam-se a troca de bueiro na entrada da cidade de Açailândia, onde a erosão representava riscos constantes de acidentes. Outro ponto que representava perigo de acidentes era uma erosão na cabeceira da ponte sobre o riacho Cajuapara, próximo à divisa entre os estados do Maranhão e do Pará.

“Acho que seria bom os meios de comunicação, principalmente a TV, mostrassem isso para que as pessoas soubessem que estamos recuperando as
rodovias”, desafiou Gilvan Nascimento.

O Governo Federal liberou R$ 15 milhões para a recuperação das
estradas federais no Maranhão. Deste valor, R$ 8 milhões foram destinados à recuperação da BR-010, uma das mais movimentadas do país, com fluxo diário de 5 mil veículos. A segunda etapa das obras referentes ao trecho da BR-010, entre Imperatriz e Itinga, deverá começar ainda este ano.

 

 

DIÁRIO DE CUIABÁ - MT 

POLÍTICA
10/11/2006

 

Indicado foi cotado para cargo na gestão Lula

 

Da Reportagem
O futuro secretário de Educação do Estado, Luiz Antonio Pagot, também foi cotado para assumir um cargo diretivo em nível nacional de ministro de estado ou de diretor-presidente de empresa estatal no segundo mandato do presidente Lula.

Luiz Antônio Pagot acrescentou que o governador Blairo Maggi vai pleitear cargos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, independente dele ser o indicado ou não. “Recebi uma missão para com o setor educativo do meu Estado, agora se outra função vier e for de interesse de Mato Grosso e do governador Blairo Maggi, ele decidirá quanto à minha permanência ou ida para este novo cargo”, explicou.

Pagot chegou a ter seu nome citado como possível novo ministro da Agricultura, área da qual o governador Blairo Maggi é um dos líderes, mas posteriormente teve o seu nome cogitado para uma das diretorias nacionais do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (
DNIT).

“Conjecturas existiram muitas. Esta questão tem que ser decidida com calma e sem qualquer tipo de atropelamento. O governador Blairo Maggi e os partidos aliados vão apenas demonstrar para o presidente da República que têm nomes técnicos aptos a ocupar funções de qualquer natureza no primeiro ou segundo escalão do governo Federal. A decisão final cabe ao presidente da República”, acrescentou Luiz Antônio Pagot. (ML)

 

 

DIÁRIO DE CUIABÁ - MT 

BRASIL
10/11/2006

 

PT quer manutenção de suas pastas

 

Da Folhapress – Brasília
Reunido na Câmara para debater estratégias para os próximos quatro anos, o PT prometeu ontem disputar espaço político no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, deixando claro que pretende, no mínimo, manter a atual participação no ministério.

Um exemplo da preocupação do partido é que o presidente afastado do PT Ricardo Berzoini informou que se encontrou com Lula, hoje, para uma "conversa sobre o futuro". Berzoini está afastado do PT desde que estourou o caso do dossiê.

O partido está ameaçado de ter de ceder áreas importantes para aliados como PMDB, PP, PR (ex-PL) e PSB a partir de 2007, além de abrir lugar para nomes do empresariado.

Foi também uma reunião em que lideranças pediram o fim de um certo "complexo de inferioridade" do partido, que há quase dois anos pula de crise em crise ininterruptamente. Nesse período, o PT freqüentemente foi visto como um empecilho para o presidente Lula, mais do que um ativo.

"O PT não aceita mais a tese de que faz mal ao Brasil. O PT faz bem ao país e ao governo", disse o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP).

O encontro de ontem reuniu cerca de 70 petistas, entre deputados federais da atual legislatura, parlamentares eleitos e membros da direção nacional. O discurso uniformizado de quase todos reconhecia que Lula tem direito a formar uma base política ampla, incluindo vários partidos. Mas sempre desembocava num apelo para que o PT não ficasse esquecido.

Berzoini fez uma defesa da participação do PMDB na equipe de Lula, dizendo que o objetivo é "compor um governo com base ampla". Em seguida, pediu que seu partido não seja "subestimado". "O PT foi o partido que teve mais votos para a Câmara dos Deputados. Então sai da urna muito fortalecido."

O que mais preocupa o partido é a perda de postos-chave na administração. A ameaça paira sobre ministérios como Fazenda, Planejamento, Relações Institucionais e Secretaria Geral. Na "cozinha" do governo, apenas a Casa Civil está assegurada sob o comando de uma petista, Dilma Rousseff.

Na área social, o PT deve manter a Educação e o Desenvolvimento Social. Deve pegar mais uma vez a pasta das Cidades, mas está virtualmente alijado da estratégica área de infra-estrutura (Transportes, Energia, Comunicações), que tende a ir para o PMDB.

Após a reunião, o substituto de Berzoini na presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o PT terá "a participação que merece". "Esse é um governo de coalizão, que se dá em torno de um programa. Devem participar do governo todas as forças que o apóiam."

De acordo com o líder do partido na Câmara, Henrique Fontana (RS), o PT deseja ter um "protagonismo estratégico" no governo.

 

 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO - PE 

POLÍTICA
10/11/2006

 

Bancada do PT quer manter ministérios

 

Brasília - Reunido na Câmara para debater estratégias para os próximos quatro anos, o PT prometeu ontem disputar espaço político no segundo mandato de Lula, deixando claro que pretende, no mínimo, manter a atual participação no ministério. Um exemplo da preocupação do partido é que o presidente afastado do PT, Ricardo Berzoini informou que se encontrou com Lula, ontem, para uma "conversa sobre o futuro". Berzoini está afastado do PT desde que estourou o caso do dossiê. O partido está ameaçado de ter de ceder áreas importantes para aliados como PMDB, PP, PR (ex-PL) e PSB a partir de 2007, além de abrir lugar para nomes do empresariado.

Foi também uma reunião em que lideranças pediram o fim de um certo "complexo de inferioridade" do partido, que há quase dois anos pula de crise em crise ininterruptamente. Nesse período, o PT freqüentemente foi visto como um empecilho para o presidente Lula, mais do que um ativo. "O PT não aceita mais a tese de que faz mal ao Brasil. O PT faz bem ao país e ao governo", disse olíder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP). O encontro de ontem reuniu cerca de 70 petistas, entre deputados federais da atual legislatura, parlamentares eleitos e membros da direção nacional. O discurso uniformizado de quase todos reconhecia que Lula tem direito a formar uma base política ampla, incluindo vários partidos. Mas sempre desembocava num apelo para que o PT não ficasse esquecido.

Berzoini fez uma defesa da participação do PMDB na equipe de Lula, dizendo que o objetivo é "compor um governo com base ampla". Em seguida, pediu que seu partido não seja "subestimado". "O PT foi o partido que teve mais votos para a Câmara dos Deputados. Então sai da urna muito fortalecido." O que mais preocupa o partido é a perda de postos-chave na administração. A ameaça paira sobre ministérios como Fazenda, Planejamento, Relações Institucionais e Secretaria Geral. Na cozinha do governo, apenas a Casa Civil está assegurada sob o comando de uma petista, Dilma Rousseff.

Alijamento - Na área social, o PT deve manter a Educação e o Desenvolvimento Social. Deve pegar mais uma vez a pasta das Cidades, mas está virtualmente alijado da estratégica área de infra-estrutura (Transportes, Energia, Comunicações), que tende a ir para o PMDB. Após a reunião, o substituto de Berzoini na presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o PT terá "a participação que merece". "Esse é um governo de coalizão, que se dá em torno de um programa. Devem participar do governo todas as forças que o apóiam."

De acordo com o líder do partido na Câmara, Henrique Fontana (RS), o PT deseja ter um "protagonismo estratégico" no governo. "Nós não estamos fazendo conta de números, um a mais, um a menos. Confiamos plenamente no presidente." Mas foi o deputado federal Marco Maia (RS) que melhor resumiu o sentimento. "O partido cresceu na Câmara e nos Estados, então espero que nós cresçamos no ministério."

 

 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO - PE 

VIDA URBANA
10/11/2006

 

BR-232 ganha duas lombadas eletrônicas

 

A BR-232 terá duas lombadas eletrônicas. Do tipo bandeira, os equipamentos estão sendo instalados pelo Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco (DER-PE) nas proximidades do Comando Militar do Nordeste (CMNE) e do 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, bairro do Curado. Assim como os oito redutores de velocidade colocados este ano na PE-15, mas ainda sem operar, eles terão como limite de velocidade 60 quilômetros por hora.

Equipes técnicas finalizavam ontem as obras de fixação das lombadas eletrônicas. Elas irão monitorar a velocidade dos veículos que trafegam nos dois sentidos da rodovia federal, tanto para quem se dirige do Recife a Caruaru quanto para os carros que se deslocam no sentido contrário. Os equipamentos ficam em pontos de grande circulação de militares, que costumam cruzar a BR-232 para trabalhar ou voltar para casa.

Outra lombada eletrônica deverá entrar em funcionamento ainda este mês na BR-101, próximo ao girador de acesso à Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes. A instalação está a cargo do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (
DNIT), atendendo solicitação das empresas da região.

Operação - Com os equipamentos do Curado, o estado passa a administrar 40 lombadas em diferentes
rodovias. Os oito redutores da PE-15 já estão prontos para funcionar em caráter experimental, estando o DER-PE discutindo os últimos detalhes para colocá-los em operação. Os equipamentos foram instalados a partir do quilômetro 7 da rodovia e têm uma distância média entre si de um quilômetro. Por ter um alcance individual de 500 metros, eles cobrirão uma extensão de praticamente quatro quilômetros.

Segundo o diretor executivo do DER-PE, Carlos Fernando Xavier, as lombadas eletrônicas da PE-15 estão ajustadas para a velocidade máxima permitida na rodovia. Os levantamentos para implantar os redutores mostraram que os motoristas circulavam em média a 70 ou 80 quilômetros por hora, mas com registros de velocidades maiores.

 

 

J. DO COMMERCIO - RJ 

OPINIÃO
10/11/2006

 

Apenas um sonho

 

Renato Ferraz
Do Correio Braziliense
Noite passada tive um pesadelo. Nele, eu via que o presidente Lula apoiava Jader Barbalho para a Presidência da Câmara dos Deputados - e o paraense ganhava com os votos do PT, PSB, PCdoB... Sonhei, ainda, que Lula nomeava Roseana Sarney e Delfim Netto para dois ministérios importantes. Aliás, o presidente nada fazia ou deixava de fazer na área econômica sem consultar o ex-guru dos governos militares.

Por falar em economia, também vi que o superávit primário só crescia e, paralelamente, eram contingenciadas as verbas destinadas ao saneamento, à melhoria no gerenciamento do controle de tráfego aéreo, à expansão de
portos e rodovias... Aliás, também descobri nesse sonho que o PMDB voltava a ter, como nos velhos tempos dos governos Itamar, Sarney e Fernando Henrique, o controle absoluto do DNIT - órgão que continuava capenga, com poucos funcionários, sem fiscalizar absolutamente nada: da qualidade do asfalto às estranhas adições financeiras de contratos.

Nesse sonho aflitivo, vi ainda que o governo abandonava de vez a idéia de usar software livre e só comprava produtos clássicos, pagando centenas de milhares de reais por royalties e licenças... Mas não abandonava a CPMF; ao contrário, tornava-a permanente, eterna.

Também fiquei sabendo no sonho que o Banco Central se tornava independente - mas tão independente que não dava satisfação nem mesmo ao presidente da República, que acabara de ser reeleito com mais de 58 milhões de votos. Aliás, nesse sonho eu via que a cada 45 dias a taxa Selic caía 0,5 ponto, mas os juros cobrados no mercado, não; e os balanços de bancos e financeiras apresentavam ganhos cada vez maiores.

Sonhei ainda que o presidente Lula, sem coragem para enfrentar publicamente a sanha fisiologista do Congresso, tinha que barganhar diariamente para conseguir aprovar o mais singelo projeto de lei. Esse toma-lá-dá-cá começava com a nomeação de afilhados de deputados e senadores para dirigir estatais e órgãos públicos. E terminava com a liberação de verbas para emendas e projetos extremamente suspeitos.

Mas, graças a Deus, foi apenas um sonho ruim.

E-mail: renato.ferraz@correioweb.com.br

 

 

J. DO COMMERCIO - RJ 

MINAS GERAIS
10/11/2006

 

Rodovias precisam de R$ 1 bilhão

Esse é o valor que a superintendência do Dnit em Minas vai negociar em Brasília

 

Leonardo Augusto
DO ESTADO DE MINAS
Os recursos previstos para
rodovias federais de Minas Gerais na versão preliminar do Orçamento da União para 2007 ficaram abaixo do esperado pela Superintendência do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) no Estado. No pedido de recursos, a superintendência avaliou ser R$ 1 bilhão para obras de recuperação, restauração e adequação das BRs. O orçamento, até o momento, prevê R$ 517,9 milhões, ou pouco mais de 50% do esperado pela superintendência do departamento no Estado.

Segundo o presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, Gilmar Machado (PT), outros R$ 100 milhões podem ser acrescentados ao orçamento para Minas com emendas de bancada. As negociações terminam no fim do mês. É pouco provável, no entanto, que o valor chegue ao esperado pelo
Dnit em Minas.

VIAGEM. O superintendente do departamento no Estado, Sebastião Ferreira, vai a Brasília na segunda-feira para participar de reuniões com representantes do
Dnit na capital federal. Vai discutir o orçamento e também os trechos de cada rodovia que receberão os recursos. Na versão preliminar do orçamento, a maior parte dos recursos será direcionada para obras na BR 365, que liga Montes Claros, no Norte do estado, ao Triângulo Mineiro. A estrada vai ter R$ 85,4 milhões. Segundo relatório do próprio Dnit, a estrada tem trechos com buracos e sinalização deficiente nos entroncamentos com a BR 462 e a MG 190.

A BR 262, que liga Minas ao Espírito Santo, receberá R$ 50,5 milhões. Entre os problemas detectados pelo
Dnit na estrada estão a existência de buracos e ondulações no entroncamento com a BR 040 e entrada para Betim. O orçamento prevê ainda R$ 50 milhões para a 040, no percurso entre a divisa de Minas com Goiás e Juiz de For a, na Zona da Mata. A maior parte dos recursos será direcionada para a construção de um novo viaduto das Almas, localizado no trecho da BR entre as entradas para Moeda e Belo Vale, municípios da região Central de Minas. Dos R$ 50 milhões, a construção do viaduto, no versão preliminar do orçamento, terá R$ 28 milhões.