O GLOBO - RJ 

O PAÍS
11/09/2006

 

Obras, só antes de eleições

Estudo diz que Lula e FH não priorizaram rodovias

 

Raquel Miura * e Henrique Gomes Batista
BRASÍLIA. Enquanto os candidatos trocam farpas sobre o precário estado das
rodovias brasileiras, especialistas, transportadores e órgãos do governo concluem que os investimentos no setor passaram longe das prioridades dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. A professora Liede Bernucci, chefe do Departamento de Engenharia de Transporte da USP, estima que para obras de conservação e ampliação da malha federal seriam necessários investimentos de R$ 6 bilhões por ano.

Nem a soma de recursos na manutenção da malha federal nos últimos cinco anos (R$ 5,2 bilhões), atualizada pela IPCA, alcança esse valor.

O governo Lula investiu R$ 4,5 bilhões na manutenção de
rodovias. Em 2002, último ano do governo tucano, os investimentos foram de R$ 670 milhões. Previsão feita pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT) mostra que seriam necessários investimentos anuais de pelo menos R$ 1,5 bilhão, durante quatro anos consecutivos. Nos últimos cinco anos, apenas em 2005 o governo alcançou esse valor, quando aplicou R$ 2,35 bilhão. Para a professora, o investimento mais pesado no ano passado e no início deste ano com a operação Tapa-buracos mostra que o país não tem política de planejamento para o setor e que ações pontuais são executadas às vésperas de eleições. Segundo o Departamento de Engenharia de Trânsito da USP, a situação se repetiu na campanha à reeleição de Fernando Henrique: em 1998, foram consumidos dois milhões de toneladas de massa asfáltica, o maior índice nos últimos dez anos. Nos anos seguintes, o consumo caiu e este ano, segundo Liede Bernucci, deve ficar em torno de 1,7 milhão de toneladas, menos da metade usada nas estradas da França.

— É preciso uma ação planejada e continuada de investimentos que nem Lula nem Fernando Henrique fizeram — afirmou.

Também não há fiscalização suficiente para evitar o excesso de peso no transporte de cargas.

O
DNIT calcula que os prejuízos anuais com a falta de controle efetivo de pesagem de carga são de R$ 1,5 bilhão.

Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) do ano passado mostra que 72% das
rodovias estão em estado deficiente, ruim ou péssimo. Segundo a entidade, duas medidas poderiam mudar a realidade das rodovias se realmente tivessem saído do papel: as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a transferência de recursos da Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (CIDE) para obras em rodovias. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) ressalta que o governo, desobedecendo a lei, não aplica recursos da CIDE, também conhecida como imposto dos combustíveis, para o setor de infra-estrutura de transportes

 

 

O GLOBO - RJ 

O PAÍS
11/09/2006

 

Pelas estradas do confronto

 

Cristiane Jungblut e Adriana Vasconcelos
BRASÍLIA e QUIXERAMOBIM (CE).
Adiscussão sobre a situação das
estradas brasileiras esquentou o debate eleitoral. Anteontem, pela primeira vez, o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu a uma denúncia feita no mesmo dia pelo candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, sobre o estado de conservação das estradas federais no Maranhão. Ontem, em comício em Brasília, Alckmin ironizou a reação de Lula, cujo programa eleitoral classificou de antiética e demagógica a manobra do tucano: — O PT e o Lula não podem falar de ética. Não conhecem a palavra ética. Têm medo de perder voto. Gostam de ficção, mas a realidade é bem diferente. Foi bom para esquentar a campanha, que estava um monólogo. Tem gente que fica passeando de Aerolula nas nuvens, quando precisamos de governo pé no chão — disse.

— Ele (Lula) deveria ter ficado bravo não com a crítica, mas com o abandono que está a infraestrutura brasileira. O dinheiro do mensalão, do sanguessuga, do vampiro, do valerioduto, de tudo isso, deveria ir para estrada, escola, hospitais, moradia — completou.

Antes de saber que os tucanos iriam explorar o assunto no horário eleitoral, Lula tinha cobrado explicações no governo sobre a situação da rodovia no Maranhão, cuja precariedade foi mostrada no “Jornal Nacional”. Ao descobrir pela imprensa que Alckmin iria à rodovia, João Santana, marqueteiro petista, sugeriu dar resposta antecipada às críticas. Lula concordou.

— O presidente não gosta de deixar nada sem resposta — disse o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.

— Mas a linha do programa não muda. Podemos responder topicamente a algo que surja — afirmou Paulo Ferreira, secretário de Finanças do PT e da campanha.

Alckmin ri da reação de Lula
A campanha de Lula interpreta o episódio como o “primeiro enfrentamento” entre os dois programas dos principais candidatos.

Alckmin disse que estava num comício no Ceará quando os programas foram veiculados.

Mas, ao saber da reação do petista, sorriu: — A verdade dói.

A campanha tucana comemorou no sábado à noite a mudança de comportamento de Lula. A avaliação é a de que as críticas do PT na TV seriam o fim do estilo “Lulinha paz e amor”, criado pelo publicitário Duda Mendonça em 2002. Os tucanos acreditam ainda que a nova estratégia petista estaria sinalizando o temor do comando de enfrentar um segundo turno.

— Lulinha paz e amor era produto do Duda Mendonça, nunca existiu. Quando se sente um pouquinho criticado, ele vira o Lula fera e ódio.

Não quer o segundo turno porque tem debate, é obrigado a se expor. Aparecer na TV produzido e editado, pré-gravado, é uma coisa. Ir num debate em que terá de responder perguntas de frente é muito difícil para ele, tem coisas que não dá para responder. Ele está apavorado — reagiu o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).

E acrescentou: — As pesquisas mostram crescimento constante e consistente de Alckmin. Se continuar, vamos com certeza estar passando nos próximos dez dias dos 30% e isso já dá segundo turno.

No comício em Brasília, Alckmin lembrou a Operação Tapa-Buracos, do governo federal, que começou no início deste ano.

— Nem tapar buraco o governo consegue! O tucano confirmou que foi ao Maranhão depois de ver reportagem do “JN”. Disse que andou de mototáxi e se definiu como um motoqueiro.

— O povo saía na rua e dizia: doutor, jogaram essa piçarra (espécie de areia branca) aqui ontem só para passar o ônibus do Pedro Bial. Uma vergonha! — disse Alckmin.

O presidente Lula não fez campanha ontem e passou o dia em Brasília. Anteontem, ele visitou obras da BR-101 em Santa Catarina.

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que Alckmin adotou uma atitude infantil ao ir ao Maranhão e que o tucano quis reagir à carta do ex-presidente Fernando Henrique, que fez críticas ao governo e também ao PSDB.

— Tem outro problema e não diz respeito a nós: o quadro político que se criou a partir da carta de Fernando Henrique. Foi uma atitude infantil do candidato de ir atrás de da televisão, mas considero que se trata de uma resposta a Fernando Henrique e que se trata do fato de ele não ter melhores argumentos políticos a apresentar no programa. A crise está no reino tucano, não do nosso lado — disse Tarso.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

BRASIL
11/09/2006

 

TCU bloqueia R$ 10,8 mi do governo por causa da eleição

Tribunal pede que Ministério Público tome providências em relação a repasses

 

Verba foi liberada por dois ministérios para compra de ambulâncias e tratores; outros R$ 55 mi também são alvo de investigação

MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O TCU (Tribunal de Contas da União) mandou bloquear gastos de R$ 10,8 milhões liberados em julho pelo governo Lula para a compra de ambulâncias e tratores, supostamente em desacordo com a lei eleitoral. O tribunal também pediu "providências cabíveis" ao Ministério Público Federal. No caso do descumprimento da regra, a legislação prevê a perda do registro ou do diploma do "candidato beneficiado".

O bloqueio dos gastos determinado pelo TCU, por meio de medidas cautelares, atingiu a transferência de R$ 8,4 milhões do Ministério da Saúde para o Estado do Piauí, destinados à compra de ambulâncias. Alcançou ainda R$ 2,4 milhões transferidos pelo Ministério da Agricultura, via Caixa Econômica Federal, a 17 prefeituras de 11 Estados diferentes. O objetivo, nesse caso, era a compra de tratores, chamados de "patrulhas mecânicas".

Além dos dois casos acima, o tribunal investiga indícios de irregularidades na transferência de mais R$ 55,2 milhões a Estados e municípios, entre 1º de julho e 22 de agosto.

É prevista para os próximos dias a edição pelo TCU de uma terceira medida cautelar. O alvo seria a transferência de R$ 6,3 milhões destinados a iniciar obras da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) no Piauí, onde o petista Wellington Dias disputa a reeleição ao governo.

Vedações

Com o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades entre os candidatos, a lei eleitoral (número 9.504, de 1997) impõe restrições aos agentes públicos no período de três meses que antecedem as eleições.

Desde 1º de julho, estão proibidas as transferências voluntárias de recursos da União a Estados e Municípios. Ressalvas são previstas para a execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado ou se caracterizada situação de emergência e de calamidade pública.

No entendimento do TCU, as transferências feitas em julho e consideradas irregulares não se enquadraram em nenhuma das ressalvas feitas pela legislação eleitoral. A primeira cautelar, concedida pelo ministro Valmir Campelo, justifica: "Os recursos ilegalmente repassados poderão ser utilizados para fins eleitorais". A segunda cautelar foi assinada na sexta-feira pelo presidente do tribunal, Guilherme Palmeira.

A punição prevista pela lei eleitoral no caso do descumprimento da regra é clara: além do pagamento de multa, "o candidato beneficiado ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma", segundo a redação mais rigorosa do dispositivo, sancionada em 1999.

O TCU não tem competência, no entanto, para dizer se houve ou não crime eleitoral. Caberá ao Ministério Público -na figura do procurador-geral Antônio Fernando de Souza ou do vice-procurador-geral Francisco Xavier- avaliar se as transferências de recursos configuram crime eleitoral e se pedem a abertura de processo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Uma resolução do TSE publicada em agosto confirma o entendimento do TCU. Em resposta a uma consulta feita pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), o ministro Caputo Bastos reforça que estão proibidas as transferências voluntárias de verbas "ainda que decorrentes de convênio ou outra obrigação preexistente, desde que não se destinem à execução de obras ou serviços já iniciados".

Há um entendimento no TSE, no entanto, segundo o qual a responsabilidade do presidente da República só ficaria caracterizada se ele tiver tido prévio conhecimento das transferências irregulares de recursos da União.

A seu favor, Lula poderá argumentar que advertiu publicamente os ministros, em reunião no Planalto em 11 de julho, para que seguissem à risca as restrições da lei eleitoral. Na ocasião, foram distribuídos exemplares da cartilha "Conduta dos Agentes Públicos em Ano Eleitoral". O presidente teria dito, no encontro, que o governo entrava em campo "com o cartão amarelo, ameaçado de ser expulso, com medo".

O QUE DIZ A LEI

Saiba o que diz a Lei Eleitoral sobre liberação em julho de R$ 10,8 mi pelo governo para compra de ambulâncias e tratores

A PROIBIÇÃO

A lei proíbe a transferência voluntária de recursos da União para Estados e municípios nos três meses antes das eleições
Só estão liberados no período recursos "destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado e destinados a atender situações de emergência e calamidade pública"
A punição: Se descumprir a regra, "o candidato ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma", além de multa

O QUE DIZ O TCU

Medidas: o tribunal bloqueou o gasto de R$ 10,8 milhões, cuja liberação teria contrariado a lei

Destino do dinheiro: R$ 8,4 milhões foram destinados à compra de ambulâncias pelo governo do Piauí; os demais R$ 2,4 milhões pagariam a compra de tratores em 17 municípios de 11 Estados diferentes

Período da transferência: entre 7 e 20 de julho

Indícios: O TCU ainda investiga a transferência irregular de R$ 55,2 milhões entre 1º/7 e 22/8 nos ministérios da Integração Nacional, do Turismo, dos Transportes e das Cidades

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

COTIDIANO
11/09/2006

 

Orçamento de 2007 desdiz promessa de Lula para Rodoanel

Governo prometeu repassar R$ 140 mi por ano para a obra viária, mas reservou apenas R$ 50 mi na previsão de gastos

 

Quando estiver pronto, o Rodoanel absorverá 30% dos veículos que usam São Paulo como passagem de uma estrada para outra

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -que se comprometeu a repassar R$ 140 milhões por ano para a construção do trecho sul do Rodoanel- reservou somente R$ 50 milhões no Orçamento de 2007 para a obra, que integra o projeto da principal interligação rodoviária no Estado de São Paulo.

O custo total do trecho sul -incluindo projetos e desapropriações- é estimado em R$ 3,5 bilhões. Somente na obra, que será iniciada pelo governo do Estado nesta semana, serão gastos R$ 2,5 bilhões.

O governo Lula prometeu repassar R$ 700 milhões em cinco parcelas anuais de R$ 140 milhões, mas nada foi liberado neste ano ainda, embora o Orçamento da União de 2006 preveja investimentos de R$ 33,9 milhões na obra do Rodoanel.

A Folha procurou na semana passada o
Ministério dos Transportes para saber por que houve corte na previsão de gastos com a obra no Orçamento de 2007, encaminhado ao Congresso no dia 31. O Orçamento ainda precisa ser votado pelos parlamentares.

Também buscou informações no Ministério do Planejamento, responsável por elaborar o Orçamento da União. Nenhum dos ministérios quis se pronunciar sobre a verba.

O Rodoanel foi concebido para interligar as
estradas que cortam São Paulo, possibilitando que os veículos não precisem passar mais pela cidade para seguir de uma rodovia para outra.

Estima-se que, quando estiver concluído, o Rodoanel absorva cerca de 30% do fluxo de veículos que usam a cidade apenas como passagem.

Até agora, apenas o trecho oeste da obra -ligando as
rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhangüera e Bandeirantes -foi concluído.

O trecho sul -a segunda etapa da obra- começa na rodovia Régis Bittencourt, no entroncamento com o trecho oeste, passa pelas
rodovias dos Imigrantes e Anchieta, chegando ao município de Mauá.

Há duas semanas, a Folha revelou que o site da candidatura de Lula à reeleição havia inflado os investimentos prometidos pelo governo federal para o Rodoanel.

A mensagem dizia que "já começa a ser liberado R$ 1,16 bilhão para as obras do trecho sul do Rodoanel". Nada tinha sido repassado, porém.

Depois de ser procurada pela Folha, a campanha do presidente mudou o texto e passou a divulgar que "as obras [...] receberão R$ 1,16 bilhão nos próximos anos".

Esse valor, no entanto, também estava errado, segundo o próprio
Ministério dos Transportes. O acordo inicial prevê repasses de R$ 700 milhões para o governo estadual.

O governo de São Paulo tem usado a falta de repasses da União para a obra como argumento para a necessidade de cobrar pedágio no Rodoanel.

Pelo plano, defendido pelo secretário de Estado dos Transportes, Dario Rais Lopes, o valor arrecadado no trecho pronto seria utilizado na construção dos novos trechos.

Segundo o secretário, seria a única forma de garantir a continuidade do projeto sem depender de questões políticas.

Polêmica

A tese do pedágio é polêmica porque, para evitar a cobrança da tarifa, motoristas podem optar por continuar a usar as marginais Pinheiros e Tietê como via de passagem de uma estrada a outra. Essa situação descaracterizaria o principal objetivo do Rodoanel, que é retirar caminhões de São Paulo.

Pela proposta do secretário, a tarifa seria equivalente às das demais
rodovias entregues à iniciativa privada, o que também ocorreria com o Rodoanel.

Projetando em valores de hoje, a tarifa no trecho oeste estaria em cerca de R$ 3,70 para os 32 km, por onde passam 201 mil veículos por dia. Já o trecho sul, com 61 km e poucos acessos alternativos, teria pedágio no valor aproximado de R$ 7,20 para toda a extensão.

Com o dinheiro da arrecadação do pedágio, a iniciativa privada teria ainda mais garantias para, em caso de necessidade, levantar financiamentos para concluir todo o projeto, já que o empréstimo terá um lastro.

O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, já disse ser favorável ao pedágio.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

TODA MÍDIA
11/09/2006

 

A GLOBO NA ESTRADA

 

Em seu dia mais editorializado até agora na campanha, também o dia em que Lula fez festa para evangélicos no Rio, o "JN" mostrou a "pior estrada do Brasil, um país que tem as "piores estradas do planeta", isso apesar dos "impostos".Foi parar no programa de Geraldo Alckmin -e pela primeira vez com resposta no programa de Lula.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP 

METRÓPOLE
11/09/2006

 

Obra ameaça área em Minas onde foi achada 1ª brasileira

Pesquisadores reagem a novos empreendimentos no entorno da província cárstica de Lagoa Santa

 

Eduardo Kattah
As obras e o anúncio de novos empreendimentos com impacto no entorno da chamada província cárstica (relativo a carste, uma espécie de rocha porosa) Lagoa Santa, na área metropolitana de Belo Horizonte, fez ambientalistas, pesquisadores e organizações não-governamentais (ONGs) darem início a uma intensa mobilização na defesa da região - um patrimônio natural, cultural, histórico, arqueológico e paleontológico do País. Eles temem que a falta de planejamento imediato da ocupação leve à destruição de um conjunto que inclui monumentos e formações calcárias de importância internacional, além de representar um abrigo de espécies ameaçadas de extinção.

Foi nessa região, compreendendo pelo menos cinco municípios da Grande Belo Horizonte, que o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (18011880) deu início a seus trabalhos, que serviriam de base para a formulação de teses revolucionárias da evolução do homem. Lá, foi encontrado o crânio de Luzia, considerada a primeira brasileira e o primeiro fóssil humano das Américas.

A preocupação aumentou nos últimos meses, com o início das obras da Linha Verde, uma via de trânsito rápido com 35,4 quilômetros de extensão, que vai ligar a capital mineira ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.

Durante mais de duas décadas considerado um 'elefante branco', o Aeroporto de Confins passou a ser usado efetivamente em 2005, quando absorveu vôos interestaduais do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. A disposição do Estado de criar um pólo industrial na região, além doCentro Administrativo do governo e o projeto do Rodoanel Norte, por parte do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura dos Transportes (Dnit), são apontados como outras ameaças. A região também sofre há décadas o impacto da mineração.

A superintendente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, destaca que já é possível observar novos impactos indiretos na região, principalmente relacionados à ocupação indiscriminada. Representantes de associações de moradores afirmam que a especulação imobiliária cresceu assustadoramente. 'Ninguém segura gente, só mesmo unidade de conservação devidamente implementada', diz Maria Dalce.

Em 1980, um decreto criou o Parque Estadual do Sumidouro, para compensar a construção de Confins, considerado, até hoje, 'clandestino frente às leis ambientais'. O parque não saiu do papel e, desde então, segundo ambientalistas, cientistas e representantes do patrimônio histórico, a região sofre um processo de depredação e ocupação irregular, com o surgimento de loteamentos, condomínios, atividades agropecuárias e pedreiras. Com isso, importantes sítios arqueológicos e paleontológicos foram destruídos.

PARQUE

Diante de crescentes denúncias e críticas de que os novos empreendimentos desconsideraram as necessidades ambientais e de proteção do patrimônio, o Estado promete em breve anunciar a implementação do Parque do Sumidouro e de um plano diretor para a região. 'Esse plano diretor vai definir restrições da ocupação urbana, as áreas não edificáveis. A idéia é ter um instrumento poderoso de gestão do território', disse o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas, José Carlos Carvalho, que considera pertinente a preocupação dos ambientalistas e pesquisadores.

Segundo ele, foi constituído um grupo de governança metropolitana para colocar em prática as medidas de proteção. 'Estamos operando em articulação com o Ministério Público e vamos examinar, tecnicamente, quais as alternativas em relação ao que já foi impactado', disse. 'Também convocamos a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) para o licenciamento operacional corretivo de Confins.' Rogério Tavares, presidente da Associação Comunitária Antônio Francisco Lisboa, do Sumidouro, acredita que só um projeto de turismo controlado será capaz de garantir a proteção do ambiente e dos monumentos. No local onde hoje se localizam os distritos de Fidalgo e Quinta do Sumidouro, ainda podem ser vistas edificações erguidas por bandeirantes paulistas, como a Casa Fernão Dias e a Capela Nossa Senhora do Rosário, ambas tombadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha). A região foi declarada área de Proteção Especial e de Proteção Ambiental Carste, que abrange a Gruta da Lapinha, a lagoa e a Lapa do Sumidouro.

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

1º CADERNO
11/09/2006

 

Obras do trecho Sul do Rodoanel começam sem recursos da União

 

Samantha Maia
As obras do trecho sul do Rodoanel Mário Covas serão iniciadas no dia 15 de setembro sem recursos do governo federal. A informação é da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo, que avalia, ainda, que esse trecho corre o risco de não ser concluído no tempo estimado, de quatro anos, por atraso dos repasses do governo federal. Apesar da União ter comprometido R$ 33,9 milhões do orçamento deste ano com o empreendimento, a verba ainda não foi liberada nem há valor definido para os próximos anos, segundo a secretaria.

O
Ministério dos Transportes não contradisse a informação do governo paulista e afirmou, por meio de sua assessoria, que aguarda uma posição do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) para divulgar quanto irá investir. O órgão ficou responsável por revisar o valor previsto, de R$ 700 milhões, em função de mudanças no projeto.

As obras do trecho sul vão começar pelos oito segmentos de construção mais complexa, porém mais simples no que se refere aos custos de desapropriação, remoção de moradores e impacto ambiental. A licença de instalação para essas áreas - trevos das
rodovias Régis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta; passagens das estradas de Itapecerica da Serra e de Parelheiros; pontes das represas de Guarapiranga e Billings, e conexão da avenida Papa João XXIII, em Mauá - foi concedida pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo no dia 1º de setembro.

Segundo Pedro Stech, coordenador-diretor do Departamento de Avaliação e Impacto Ambiental (Daia) da secretaria paulista, a maior parte das obras será realizada em áreas pertencentes ao governo, o que acarretará menos gastos com desapropriação e atingirá menos famílias. "Grande parte desses trechos encontra-se em faixas de domínio, que já são propriedade do Estado", disse. Além disso, a construção de pontes, viadutos e trevos - obras previstas para esses trechos - gera um impacto ambiental menor.

José Fernando Bruno, gerente de meio ambiente da Dersa - empresa de capital misto subordinada à Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo -, argumenta que esse é o caminho natural para as grandes obras. "Sempre começamos a trabalhar nas áreas de menor impacto, o que facilita a licença ambiental das outras."

Segundo Bruno, a partir de agora sua equipe começa a estudar os próximos trechos a serem trabalhados, análise que deve ser apresentada dentro de uns 40 dias. "Como daqui para frente as obras implicarão movimento de terras, aumentam as exigências ambientais, e os cuidados devem ser maiores." Ele afirma também que o cadastro social das famílias afetadas pelas obras deve apontar um número superior ao estimado, de 1.700.

O trecho sul terá uma extensão total de 61,4 quilômetros e interligará as
rodovias Anchieta, Imigrantes e Régis Bittencourt. O custo total está orçado em R$ 3,5 bilhões. O único trecho do Rodoanel pronto é o oeste, finalizado em 2002. A obra, contudo, possui três pendências ambientais: término do plantio paisagístico em toda a extensão da rodovia; compensação ambiental nos parques Jaraguá e Anhangüera, e conclusão do projeto de barreira anti-ruído em quatro pontos da rodovia.

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

1º CADERNO
11/09/2006

 

BNDES vai financiar até 60% da primeira PPP do governo federal

 

Chico Santos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar até 60%, equivalentes a R$ 684 milhões, da primeira parceria público-privada (PPP) a ser leiloada pelo governo federal, a concessão das
rodovias BR-116 (trecho divisa com Minas Gerais-Feira de Santana) e BR-324 (Feira de Santana-Salvador). O governo quer que o banco atue não só nos financiamentos das PPPs como também na estruturação do projeto, como já foi feito neste primeiro, em parceria com o Ministério do Planejamento e com a IFC, sigla em inglês do braço do Banco Mundial (Bird) para financiamentos ao setor privado.

O chefe de Gabinete do BNDES, Marcos Pinto, que vem trabalhando na estruturação das PPPs desde quando estava no Planejamento, disse que as próximas parcerias do governo federal deverão ser para o trecho mineiro da BR-116, para um trecho da BR-040 - a rodovia vai do Rio a Brasília e já é concedida do Rio a Juiz de Fora (MG) - e para a construção do chamado tramo norte do ferroanel de São Paulo. O BNDES, o Ministério do Planejamento e a IFC estão prestes a assinar novo convênio para estruturar essas três operações.

Segundo Pinto, o financiamento dos cerca de 750 quilômetros de
rodovias baianas será no modelo "project finance", no qual a receita do projeto é a principal garantia de retorno dos recursos emprestados. Mas há na PPP uma série de cláusulas para diminuir os riscos, que Pinto considera baixos, dada à participação do governo no pagamento do serviço. Uma dessas cláusulas prevê que o consórcio de financiadores, integrado pelo BNDES, IFC e eventuais parceiros privados, pode assumir o controle da concessão para leiloá-la a um terceiro.

O financiamento do BNDES terá custo de taxa de juros de longo prazo (TJLP), hoje em 7,5%, mais 3% e mais uma taxa de risco. O projeto prevê investimentos totais de R$ 1,14 bilhão em 15 anos de concessão, a maior parte dos quais, segundo avaliação de Pinto, deverá ser investida nos seis primeiros anos. O pedágio na via deverá custar R$ 3,50 por quilômetro, reajustável anualmente pelo IPCA, o que deverá representar para o motorista um custo de aproximadamente R$ 26,00 para ir da divisa com Minas a Salvador.

Pinto disse que o valor do pedágio foi decidido com base no Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, na renda per capita do Estado e da disposição de pagar da população baiana, medida por meio de pesquisa. O prazo de apenas 15 anos da concessão, quando o mais comum é pelo menos 20 anos, foi decidido por haver dúvidas quanto ao fluxo de veículos das vias por um período mais longo.

As projeções indicam que a BR-116 vai precisar ser duplicada a partir do 17º ano da concessão. Nessa primeira fase, de acordo com os estudos feitos, a rodovia precisará, principalmente, da construção de um grande número de terceiras pistas nos trechos em aclive, além da uma modernização geral. Na BR-324, que já tem pista dupla, a maior parte das obras será de modernização. A licitação, prevista para o começo de 2007, vai estipular que as vias deverão estar prontas seis meses após a assinatura dos contratos e que o pedágio só poderá ser cobrado a partir daí.

A União vai complementar o valor da arrecadação da concessionária até um máximo de R$ 55 milhões por ano. Vencerá o leilão quem propuser um repasse menor do governo, considerado o valor do pedágio já dado. Os cálculos feito pelo BNDES e seus parceiros mostraram que, trazidos a valor presente, esses R$ 55 milhões anuais vão corresponder a cerca de R$ 400 milhões por 15 anos, enquanto a concessão deverá gerar um retorno total em tributos para o Estado de R$ 373 milhões.

Após os estudos constatarem que existem hoje no país muitos especialistas em operação rodoviária, o governo decidiu que na licitação da primeira PPP não será exigido que a empresa concorrente seja uma operadora rodoviária especializada. Bastará que ela tenha à frente do projeto alguém comprovadamente especializado.

 

 

TRIBUNA DA BAHIA - BA 

CIDADE
11/09/2006

 

Entrada de Salvador ganha novo projeto paisagístico

 

Dentro de 60 dias a entrada de Salvador, através da BR-324, exatamente do quilômetro zero, onde começa o Acesso Norte, até o quilômetro três, imediações da Brasilgás, estará mais florida e cheia de charme. O prefeito João Henrique assinou com a iniciativa privada, um termo de adoção do canteiro central e lateral do Acesso Norte da BR-324. Para o prefeito, é mais um sonho que se torna realidade. Ele citou alguns dos inúmeros projetos que também são considerados como destaques nesse período de sua administração e falou sobre a geração de 70 mil empregos em apenas um ano e meio. Anunciou também reativação da travessia marítima Plataforma-Ribeira, que vai beneficiar principalmente a população mais carente da cidade.

O superintendente do Departamento Nacional de Infra Estrutura e Transporte (Denit), Saulo Pontes, classificou como oportuna essa iniciativa da Prefeitura baiana. “Nesse momento nós estamos elaborando a restauração e adequação da BR-324, com um plano funcional de segurança da rodovia, com barreira de concreto ao longo do canteiro central. Ou seja, beleza e segurança estarão juntas na BR-324. E nossa expectativa é de que as outras prefeituras, ao longo da BR-324 tenham a mesma iniciativa do prefeito João Henrique”, disse Saulo Pontes.

Assinaram o acordo desse projeto paisagístico representantes das seguintes empresas: OAS, Camargo Correia, Andrade Gutierrez e Odebrecht. O superintendente de Parques e Jardins da Prefeitura, Gildásio Rocha, agradeceu ao empresariado pela sensibilidade em participar dessa iniciativa e assegurou que esse projeto simples e magnífico vai mudar completamente a entrada da cidade.

Foi assinado também mais um termo de adoção de praça. Trata-se da praça Dr. Paterson, mais conhecida como Largo da Graça. A direção do Hospital Português vai promover melhorias no local, em parceria com a Prefeitura. Assinaram o termo, além do prefeito, o subsecretário da Secretaria Municipal de Transportes e Infra Estrutura (Setin), Adriano Peixoto, o superintendente do SPJ, Gildásio Rocha e o presidente do Hospital Português, Armindo Carvalho.

 

 

O POPULAR - GO 

GIRO
11/09/2006

 

Cacifado

 

Dirceu Ferreira pode ser a surpresa no pleito a federal, dizem aliados. Tem o apoio de Mauro Barbosa (Dnit) e Juquinha das Neves (Valec).

Promessa
Riumar dos Santos (
Dnit) garante que Lula inaugura a duplicação da BR-060 (Brasília–Anápolis) ainda neste mandato.

 

 

A GAZETA - MT 

POLÍTICA
11/09/2006

 

Dnit e Estado investem R$ 32 mi na 163

 

Da Redação
Outro convênio firmado entre o
Dnit e a secretaria de Estado de Infra-estrutura vai permitir a pavimentação dos 54 km da BR-163 até a divisa com o Pará. Conhecida como Cuiabá-Santarém, a rodovia é um dos eixos fundamentais para escoamento da produção do Estado. A obra está orçada em R$ 32 milhões que serão pagos 25% pelo governo estadual e 75% pelo federal.

A União, segundo Laércio Pina Coelho, da 11ª Unit-
Dnit, já empenhou mais de R$ 20 milhões. Os trabalhos não começaram porque o Ministério Público determinou uma adequação do projeto e licença ambiental para o início das obras. A previsão é que comecem em outubro. O contrato é para 12 meses.

O problema é que a maior parte da rodovia está no Pará. Em MT, segundo Coelho, foi mais fácil porque houve a intenção do governo estadual. No Pará, além de depender exclusivamente do governo federal, há muitas pontes de madeira que precisam ser substituídas, além da questão ambiental da área de transição (entorno da estrada) que virou polêmica por conta das organizações não governamentais. No Pará, o governo vai fazer a concessão da obra. Mato Grosso também seria para concessão, só não foi porque o Estado fez a proposta de bancar parte dos custos. (VCS)

 

 

A GAZETA - MT 

POLÍTICA
11/09/2006

 

R$ 200 mi previstos não são suficientes

 

Da Redação
Em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (
Dnit) trabalhou em Mato Grosso com orçamento de R$ 70 milhões. Em 2005 o valor subiu para R$ 161 milhões. Este ano a previsão é de fechar com R$ 200 milhões. Ainda não é suficiente.

Dos 3.114 km de BRs que são asfaltados a maior parte não suporta mais só o serviço de manutenção. A pavimentação tem mais 20 anos, a vida útil já se extinguiu e não aguenta o tráfego que é muito mais pesado hoje do que antes. Este ano, de pavimentação, o
Dnit fez apenas 30 km em MT. O resto foi trabalho de manutenção.

Segundo o superintendente regional do
Dnit, Laércio Pina Coelho, todos os trechos considerados problemáticos no Estado têm contrato de manutenção, seja no asfalto ou nos 1.020 km de chão. Mesmo assim, admite ele, a situação se complica nos períodos de chuva.

Entre os trechos mais críticos estão Cuiabá a Jangada e Cuiabá a Rondonópolis, BRs-163 e 364, respectivamente. De Cuiabá a Jangada a situação é pior. É onde se concentra o maior volume de tráfego e onde o asfalto está em pior condição. São de 8 a 10 mil veículos por dia, dos quais 70% são pesados. "Esse trecho não suporta mais só manutenção", diz Coelho.

Neste caso, já existe um projeto de restauração e adequação da capacidade pronto para ser licitado. O superintendente acredita que isso deva acontecer até 12 setembro e espera que as obras possam se iniciar ainda este ano. São 68 km com valor orçado em R$ 40 milhões. Também serão construídos 10 km de terceira faixa.

A maior parte da malha sem pavimentação está na região do Araguaia. São 400 km na BR-158 e 119 km na BR-242. Quase todo esse trecho foi inserido no programa emergencial do governo este ano. Na 158, por meio de um convênio com a secretaria de Estado de Infra-estrutura, serão pavimentados 160 km. No final deste mês serão entregues os primeiros 17 km. A obra de R$ 63 milhões está sendo paga meio a meio pelos governos estadual e federal. Para a BR-242, por enquanto o que há é apenas a solicitação de licitação para projeto e estudo ambiental.

 

 

ESTADO DE MINAS - MG 

GERAIS
11/09/2006

 

Velhas rodovias só têm problemas

Única saída para corrigir falhas na fiscalização é municipalizar as vias que estão sem controle, mas Prefeitura de BH só aceita transferência se elas passarem por reformas

 

O principal entrave para a municipalização de velhas rodovias, transformadas ao longo dos anos em corredores urbanos, é a falta de recursos para a recuperação e manutenção de pistas. Nos últimos anos, os governos federal e estadual abriram negociações com a Prefeitura de Belo Horizonte, com o objetivo de transferir os trechos, mas a administração municipal se recusa a recebê-los em más condições. É o caso do Anel Rodoviário, com movimento diário de 100 mil veículos, que só agora passa por reformas, executadas pela Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, com financiamento da União. As obras terminam em dezembro, mas, mesmo assim, o município descarta assumir a administração.

O secretário municipal de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, alega que, além das reformas, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), responsável pela via, precisa fazer intervenções estruturais, como a construção de viadutos e trincheiras nos cruzamentos com grandes avenidas. O projeto está orçado em R$ 200 milhões, mas não há perspectiva de sair do papel. “Esse é um compromisso que não podemos assumir, porque, de qualquer forma, teremos que buscar financiamento no governo federal”, afirma Valadares.

O gerente de Coordenação de Operação da BHTrans, Alexandre Meirelles, explica que a municipalização permitiria à empresa fazer uma série de mudanças no Anel, como a instalação de câmeras para monitorar o tráfego e de painéis eletrônicos, semelhantes aos usados nas grandes avenidas de BH, que servem para prestar informações aos motoristas. Outra medida seria a colocação de telefones de emergência em pontos estratégicos, para facilitar a comunicação de acidentes. “Trata-se de uma via muito conturbada, cujos problemas repercutem em outras áreas da cidade. O ideal seria ter o auxílio de equipamentos eletrônicos para a operação das pistas”, comenta.

Segundo o gerente, há cinco anos, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) também acertou com a prefeitura a transferência da MG-05 – continuação da Avenida José Cândido da Silveira, na divisa com Sabará. A administração municipal se comprometeu a assumi-la, desde que fosse duplicada, mas o projeto não foi executado.

SAVASSI A BR-356, que na capital liga a Savassi ao Bairro Olhos d’Água, na região do Barreiro, também chegou a ser negociada pelo antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (
DNER) com o município, mas a extinção do órgão, em 2002, pôs fim às discussões. Meirelles diz que, no trecho da Avenida Nossa Senhora do Carmo, a BHTrans poderia instalar mais radares, o que não acontece porque não houve a municipalização.

O único convênio em andamento é com a UFMG, que discute com a empresa e a Polícia Militar a fiscalização do câmpus Pampulha. O diretor da Divisão de Segurança, Mário Bréscia, esclarece que, inicialmente, a universidade vai pedir à empresa municipal treinamento para os vigias, que serão responsáveis por identificar as infrações. Antes de começar a aplicação de multas, deve ser feita uma campanha educativa, para alertar os freqüentadores da universidade. Só numa terceira fase os infratores serão autuados. A tarefa de multar ficará a cargo dos policiais da Cavalaria, que ajudam na segurança da cidade universitária. (FF)

"A BHTrans, com a municipalização, poderia fazer uma série de mudanças no Anel Rodoviário, como a instalação de painéis eletrônicos e de câmeras para monitorar o tráfego" - Alexandre Meirelles, gerente de Coordenação de Operação da BHTrans

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA 

BRASIL HOJE
11/09/2006

 

Lula e Alckmin trocam farpas

Presidente chamou de demagogia o uso de avião e helicóptero para levar tucano até equipe de TV, na BR 316

 

Pela primeira vez na campanha deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, abandonou o estilo “Lulinha Paz e Amor” e atacou o tucano Geraldo Alckmin, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto. No horário eleitoral exibido na noite de sábado (9), o candidato petista classificou como “demagógica” a atitude do tucano, que, em programa exibido no mesmo dia, expôs imagens de Alckmin conversando com motoristas que enfrentam a BR-316, que liga o Maranhão ao Pará. Os coordenadores da campanha tucana teriam fretado avião e helicóptero para que Alckmin alcançasse uma equipe da Rede Globo que fazia uma reportagem sobre a situação da estrada.

Na noite de sábado, um apresentador da campanha tucana abriu o programa com críticas pesadas a Lula e apresentou imagens de
rodovias em mau estado de conversação em Minas Gerais Paraná e outras unidades da federação. “E o que fez o governo Lula nestes quatro anos? Às vésperas das eleições, anunciou uma operação tapa-buracos, tudo às pressas, sem planejamento”, disse o locutor. O candidato prometeu recuperar a malha rodoviária do País.

A resposta de Lula foi dada durante o horário eleitoral. Segundo a campanha, a reforma da BR-316 já foi licitada e outros 9 mil quilômetros de
rodovias foram ou estão sendo reconstruídas pelo governo federal. Além de prestar esclarecimentos, os coordenadores da campanha de Lula partiram para o ataque e lembraram que o setor foi abandonado durante os oito anos da administração de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002. Esta foi a primeira vez que Lula rebateu uma acusação feita por adversários durante a disputa pela Presidência da República.

Na seqüência, a apresentadora do programa de Lula lembrou que, em seu governo, Alckmin privatizou as
rodovias paulistas que, atualmente, cobram altos pedágios. “Esta atitude do candidato é a prova que a demagogia é uma praga difícil de ser eliminada da política brasileira”, disse a apresentadora. “Política se faz com seriedade, não com demagogia”, concluiu. Antes do ataque a Alckmin, que só foi apresentado nos minutos finais, a propaganda petista repetiu a relação de obras que o presidente coordenou em seu mandato, com ênfase para a infra-estrutura.

Recuperação de 2,4 mil quilômetros de
estradas
As péssimas condições das
estradas levaram o governo federal a iniciar no começo do ano a operação “tapa-buraco”, que inclui serviços para tapar buracos e intervenções como recomposição de pequenos trechos contínuos, recapeamento, restauração de pavimento e da sinalização horizontal, além da recuperação de pontes. Especialistas questionaram a eficácia da operação, já que o início dos trabalhos coincidia com o período de chuvas. Para os partidos de oposição, a recuperação é eleitoreira.

O governo anunciou gastos de R$ 400 milhões na operação. A intenção é recuperar 2.441 quilômetros de
estradas federais e estaduais em 25 estados. Na semana passada, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa da Silva, asseguraram que não será preciso uma nova operação em 2007. “Com as intervenções que faremos onde for necessário e as obras de conservação não precisaremos desencadear um programa emergencial nas proporções do que foi executado neste ano”, disse o ministro. (Brasília, AE)

 

 

O LIBERAL - PA 

PODER
11/09/2006

 

Lula parte para o ataque na TV

 

Agência Estado
Pela primeira vez na campanha deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, abandonou o estilo 'Lulinha Paz e Amor' e atacou o tucano Geraldo Alckmin, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto. No horário eleitoral exibido na noite de sábado (9), o candidato petista classificou como 'demagógica' a atitude do tucano, que, em programa exibido no mesmo dia, expôs imagens de Alckmin conversando com motoristas que enfrentam a BR-316, que liga o Maranhão ao Pará. Os coordenadores da campanha tucana teriam fretado avião e helicóptero para que Alckmin alcançasse uma equipe da Rede Globo que fazia uma reportagem sobre a situação da estrada.

Na noite de sábado, um apresentador da campanha tucana abriu o programa com críticas pesadas a Lula e apresentou imagens de
rodovias em mau estado de conversação em Minas Gerais, Paraná e outras unidades da federação. 'E o que fez o governo Lula nestes quatro anos? Às vésperas das eleições, anunciou uma operação tapa-buracos, tudo às pressas, sem planejamento', disse o locutor. O candidato prometeu recuperar a malha rodoviária do País.

A resposta de Lula foi dada durante o horário eleitoral. Segundo a campanha, a reforma da BR-316 já foi licitada e outros 9 mil quilômetros de
rodovias foram ou estão sendo reconstruídas pelo governo federal. Além de prestar esclarecimentos, os coordenadores da campanha de Lula partiram para o ataque e lembraram que o setor foi abandonado durante os oito anos da administração de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002. Esta foi a primeira vez que Lula rebateu uma acusação feita por adversários durante a disputa pela Presidência da República.

Na seqüência, a apresentadora do programa de Lula lembrou que, em seu governo, Alckmin privatizou as
rodovias paulistas que, atualmente, cobram altos pedágios. 'Esta atitude do candidato é a prova que a demagogia é uma praga difícil de ser eliminada da política brasileira', disse a apresentadora. 'Política se faz com seriedade, não com demagogia', concluiu. Antes do ataque a Alckmin, que só foi apresentado nos minutos finais, a propaganda petista repetiu a relação de obras que o presidente coordenou em seu mandato, com ênfase para a infra-estrutura.

Tapa-buraco

As péssimas condições das
estradas levaram o governo federal a iniciar no começo do ano a operação 'tapa-buraco', que inclui serviços para tapar buracos e intervenções como recomposição de pequenos trechos contínuos, recapeamento, restauração de pavimento e da sinalização horizontal, além da recuperação de pontes. Especialistas questionaram a eficácia da operação, já que o início dos trabalhos coincidia com o período de chuvas. Para os partidos de oposição, a recuperação é eleitoreira.

O governo anunciou gastos de R$ 400 milhões na operação. A intenção é recuperar 2.441 quilômetros de
estradas federais e estaduais em 25 estados. Na semana passada, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa da Silva, asseguraram que não será preciso uma nova operação em 2007. 'Com as intervenções que faremos onde for necessário e as obras de conservação não precisaremos desencadear um programa emergencial nas proporções do que foi executado neste ano', disse o ministro.

 

 

FOLHA DE BOA VISTA - RR 

CIDADES
11/09/2006

 

6º BEC é responsável apenas pelas pontes

 

ALBERTO VILAS BOAS
Colaborador da Folha
O tenente-coronel André Luís Risse, do 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC), procurou a Folha para esclarecer dúvidas e retificar informações da reportagem divulgada no sábado, sobre irregularidades do convênio para construção da BR-401, entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (
Dnit) e o 6° BEC.

Segundo o coronel, as irregularidades da obra foram detectadas antes que o Exército a assumisse e o convênio é específico para a construção das pontes e não abrange a pavimentação da rodovia.

“A obra está embargada desde 2001, e o convênio realizado em 1999 entre o
Dnit e o Governo Estadual daquele período. O Exército não está envolvido com essas irregularidades”, enfatizou.

Ele disse que tem um bom relacionamento com o Tribunal de Contas da União (TCU) e falou da existência de algumas impropriedades a serem ajustadas para que a obra seja executada pelo Exército.

“Há mais de três meses que estamos conversando com o TCU e existe a possibilidade que o 6º BEC possa concluir a obra. Estamos esperando somente o Tribunal oficializar o convênio com o Departamento de Engenharia e Construção (DEC) e depois executá-lo. O Acórdão nº 2.308/2005 é o resultado de um trabalho entre o 6º BEC,
Dnit e o TCU”, destacou.

O chefe de Seção Técnica do 6º BEC, Emanuel Silva, disse que o banco de preços do Sistema de Custos Rodoviários (Sicro-2) é realizado em Manaus (Am), por isso ocasionou a diferença dos preços. “Os preços foram cotados com empresas locais. Os produtos são mais caros do que em Manaus, por esse motivo ocorreu a diferença”, explicou.

OBRA - As obras estão paradas devido às irregularidades detectadas em fiscalizações anteriores, como alterações indevidas de projetos e especificações, além de contratação por preços bem acima dos valores constantes no Sicro-2.

A fiscalização foi efetuada em cumprimento ao Acórdão nº 2.308/2005 e, desta forma, o levantamento de auditoria realizado no período de 26/06 a 14/07/2006 nas obras de construção de trechos rodoviários da BR-401 (corredor Fronteira Norte), que interligam a
Rodovia BR-174, em Boa Vista, aos municípios de Bonfim e Normandia e a fronteira com a República Cooperativista da Guiana.

Segundo o relatório, a implantação do empreendimento contempla execução de obras de pontes sobre os rios Tacutu (comprimento de 230m) e Arraia (comprimento de 120m), integrante do traçado da rodovia BR-401.

A equipe de auditoria da Secex (Secretaria de Controle Externo do TCU) em Roraima destacou que as obras encontram-se paralisadas em virtude das irregularidades apontadas em fiscalizações anteriores (2003, 2004 e 2005), e os serviços já executados perfazem o percentual de 45% do total previsto.

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC 

POLÍTICA
11/09/2006

 

Lula diz que vai inaugurar obra da BR-101 em 2008

 

ANA PAULA CARDOSO/ Criciúma
Em rápida entrevista depois de vistoriar a duplicação da rodovia BR-101 em Santa Catarina, o presidente e candidato à reeleição Lula cometeu um ato falho e anunciou que vai inaugurar a obra em 2008. - Não vai atrasar nada. A obra vai ter continuidade. Vamos cumprir o cronograma de inauguração da obra em 2008 - afirmou o presidente, considerando a reeleição como certa.

A passagem dele por Criciúma, nesse sábado, mostrou que o petista continua com a tática "Lulinha Paz e Amor" na corrida eleitoral e reafirmou sua popularidade no Sul do Estado. A chegada do presidente estava prevista para as 9h, mas ele desembarcou às 10h10min no Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, onde era aguardado por centenas de pessoas num terreno baldio na lateral da pista de pouso, do lado de fora do aeroporto. Lula seguiu direto em comboio para a BR.

Durante o trajeto de 30 quilômetros até o município vizinho (Içara), o presidente foi acompanhado por forte esquema de segurança e monitorado por um helicóptero da Polícia Federal. Em Içara, ele vistoriou o lote 27, onde metade do trabalho está concluído. Lideranças políticas regionais de outros partidos apoiadores da coligação A Força do Povo recepcionaram o candidato à reeleição. O responsável pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
DNIT) no Estado, João dos Santos, entregou um relatório sobre os trabalhos no trecho.

Empreiteiras recebem em dia, destaca presidente

Lula caminhou pela pista em construção e subiu num trator junto com um operário. O presidente ligou a máquina, repetindo o gesto feito em 2004, quando se iniciou a duplicação.

Após vistoriar o trabalho em um viaduto onde foi montado o palanque, ele garantiu a conclusão da obra e entrega em 2008.

- O problema que ocorreu em Sombrio, com a desistência da empreiteira DM não vai atrasar o cronograma. Temos em andamento uma das mais importantes obras e que interessa a todos. O ritmo está bom e as empreiteiras estão recebendo em dia, o que é raro no Brasil - destacou.

Lula ainda conversou rapidamente com alguns prefeitos da região e seguiu para Criciúma, onde realizou comício.

 

 

JORNAL DA TARDE - SP 

CIDADES
11/09/2006

 

O Brasil possui a segunda maior...

 

Áurea Rangel
QUÍMICA E MESTRE EM ENGENHARIA DE MATERIAIS

...malha rodoviária do mundo. São cerca de 1,7 milhão de quilômetros, perdendo apenas para os Estados Unidos. A má notícia é que menos de 10% desse total se encontra pavimentado e devidamente sinalizado. Por este motivo, quando o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
Dnit) anunciou, no final de junho, o investimento de R$ 275,3 milhões para sinalização de rodovias federais, as empresas que trabalham para o segmento se animaram. Mas não muito.

É uma quantia altaR$ 275,3 milhões. Mas não se pensarmos nos milhares de quilômetros de
rodovias que, a bem da verdade, nem poderiam carregar este nome. A pesquisa CNT 2005, realizada em 81.944 mil quilômetros de rodovias, apontou que 72% da extensão avaliada apresentava algum tipo de imperfeição. Nos EUA, em uma malha de 6.406.296 quilômetros, este mesmo índice não chega a 5%.

Incompetência ou sistema engessado pela falta de recursos. Não importa. O fato é que o governo - seja na administração que for - não conseguirá solucionar a questão viária no País. A saída pode estar nas concessões. Repassar o controle de
rodovias à iniciativa privada é um caminho para oferecer melhores serviços aos usuários.

As concessionárias buscam produtos de qualidade na hora de cuidar dos trechos sob concessão. E por um motivo simples: não lhes interessa reinvestimentos constantes. Por isso, essas empresas buscam opções demarcatórias que funcionem e não gerem constante manutenção. É uma boa lição a se aprender.

 

 

JORNAL DO TOCANTINS - TO 

POLÍTICA
11/09/2006

 

Presidente muda tática e ataca Alckmin

Presidente troca o estilo paz e amor por críticas ao tucano, com quem disputa corrida ao Planalto

 

11.Set.2006 | Fabíola Salvador
Brasília - Pela primeira vez na campanha deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, abandonou o estilo "Lulinha Paz e Amor" e atacou o tucano Geraldo Alckmin, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto. No horário eleitoral exibido na noite do último sábado, o candidato petista classificou como "demagógica" a atitude do tucano, que, em programa exibido no mesmo dia, expôs imagens de Alckmin conversando com motoristas que enfrentam a BR-316, que liga o Maranhão ao Pará. Os coordenadores da campanha tucana teriam fretado avião e helicóptero para que Alckmin alcançasse uma equipe da Rede Globo que fazia uma reportagem sobre a situação da estrada.

Na noite de sábado, um apresentador da campanha tucana abriu o programa com críticas pesadas a Lula e apresentou imagens de
rodovias em mau estado de conversação em Minas Gerais Paraná e outras unidades da federação. "E o que fez o governo Lula nestes quatro anos? Às vésperas das eleições, anunciou uma operação tapa-buracos, tudo às pressas, sem planejamento", disse o locutor. O candidato prometeu recuperar a malha rodoviária do País.

A resposta de Lula foi dada durante o horário eleitoral. Segundo a campanha, a reforma da BR-316 já foi licitada e outros 9 mil quilômetros de
rodovias foram ou estão sendo reconstruídas pelo governo federal. Além de prestar esclarecimentos, os coordenadores da campanha de Lula partiram para o ataque e lembraram que o setor foi abandonado durante os oito anos da administração de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002. Esta foi a primeira vez que Lula rebateu uma acusação feita por adversários durante a disputa pela Presidência da República.

Na seqüência, a apresentadora do programa de Lula lembrou que, em seu governo, Alckmin privatizou as
rodovias paulistas que, atualmente, cobram altos pedágios. "Esta atitude do candidato é a prova que a demagogia é uma praga difícil de ser eliminada da política brasileira", disse a apresentadora.

"Política se faz com seriedade, não com demagogia", concluiu. Antes do ataque a Alckmin, que só foi apresentado nos minutos finais, a propaganda petista repetiu a relação de obras que o presidente coordenou em seu mandato, com ênfase para a infra-estrutura.

Tapa-buraco
As péssimas condições das
estradas levaram o governo federal a iniciar no começo do ano a operação "tapa-buraco", que inclui serviços para tapar buracos e intervenções como recomposição de pequenos trechos contínuos, recapeamento, restauração de pavimento e da sinalização horizontal, além da recuperação de pontes. Especialistas questionaram a eficácia da operação, já que o início dos trabalhos coincidia com o período de chuvas. Para os partidos de oposição, a recuperação é eleitoreira. O governo anunciou gastos de R$ 400 milhões na operação. A intenção é recuperar 2.441 quilômetros de estradas federais e estaduais em 25 estados. Na semana passada, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Mauro Barbosa da Silva, asseguraram que não será preciso uma nova operação em 2007. "Com as intervenções que faremos onde for necessário e as obras de conservação não precisaremos desencadear um programa emergencial nas proporções do que foi executado neste ano", disse o ministro. (Colaborou Leonardo Goy) (AE)

 

 

CORREIO POPULAR 

POLÍTICA
11/09/2006

 

Ministro dos Transportes adia visita a Rondônia

 

Foi adiada a data da visita do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a Rondônia. A chegada, antes programada para a manhã de ontem, sexta-feira, foi cancelada em função de compromissos incontornáveis que exigem sua permanência em Brasília.

A informação é do superintendente regional do
Dnit, José Ribamar da Cruz Oliveira, que retornou ontem de Brasília , onde inclusive tratava no Ministério dos Transportes da elaboração do roteiro da visita do ministro no estado.

Oliveira adiantou, no entanto, que
Paulo Sérgio Passos quer manter em aberto na agenda uma viagem a Rondônia para que oportunamente seja programada uma nova data. "O ministro sabe da importância do trabalho aqui desenvolvido por sua pasta, através do Dnit e quer ver de perto o andamento das obras" – disse Oliveira.

REIVINDICAÇÕES - Em audiência, o ministro dos
transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que dará prioridade para a execução das obras de alargamento e reestruturação da ponte e conclusão do Anel Viário. A bancada parlamentar de Rondônia garantiu no Orçamento Geral da União seis milhões de reais para as obras do Anel Viário. Agora, os técnicos da Prefeitura trabalham na adequação do projeto, já que ficou definido que o Projeto Executivo será entregue no próximo dia 30 de setembro. Os recursos serão liberados através do Ministério dos Transportes e licitado pelo DNIT.

Outra reivindicação já atendida pelo ministro foi à liberação de recursos para duplicação e reestruturação da ponte. A execução do projeto está sob a responsabilidade da Prefeitura, resultado de um convênio com o
DNIT. Os recursos para a execução serão assegurados no Orçamento Geral da União. A duplicação da ponte e conclusão do Anel Viário são obras consideradas fundamentais para o desenvolvimento do município de Ji-Paraná e o ministro ficou de agilizar os trâmites para que o projeto de ampliação da ponte seja licitado ainda em 2006.

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF 

POLÍTICA
11/09/2006

 

Lula ataca Alckmin em horário eleitoral

 

Pela primeira vez na campanha deste ano, o presidente Lula, candidato à reeleição, atacou o tucano Geraldo Alckmin, segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos.

No horário eleitoral exibido na noite de sábado, o candidato petista classificou como "demagógica" a atitude do tucano, que, em programa exibido no mesmo dia, apareceu conversando com motoristas que enfrentam a BR-316, entre o Maranhão e o Pará. No sábado, um apresentador da campanha tucana abriu o programa com críticas pesadas a Lula e apresentou imagens de
rodovias em mau estado de conservação em Minas, Paraná e outras unidades da federação.

De acordo com os coordenadores da campanha de Lula, a reforma da BR-316 já foi licitada e outros 9 mil quilômetros de
rodovias foram ou estão sendo reconstruídos pelo governo federal. Além de prestar esclarecimentos, a campanha petista partiu para o ataque, lembrando que o setor foi abandonado durante o governo FHC, entre 1995 e 2002.