O PAÍS
14/12/2006
MG e ES: chuvas causam mortes
Sobe
para 29 número de cidades mineiras em estado de emergência
Bruno
Dalvi * e Itamar Mayrink
VITÓRIA E BELO HORIZONTE. A chuva que atinge Minas Gerais, e já deixou 12
mortes no estado no último mês, também castiga o Espírito Santo. Um ciclone
extratropical se formou a 200 quilômetros no litoral capixaba. Em alto mar, os
ventos chegaram a pelo menos 75 quilômetros por hora. Os ventos fortes também
puderam ser sentidos na Grande Vitória. O Instituto Climatempo informou que o
ciclone se manteve no oceano e perdeu força durante à noite desta terça e
madrugada de ontem.
O mau tempo prejudica principalmente a região Norte capixaba.
No município de Água Doce do Norte, uma família inteira morreu soterrada na
manhã de ontem. Pai, mãe e filha, de apenas 3 anos, estavam em casa quando uma
barreira deslizou e encobriu a residência.
Um balanço da Defesa Civil Estadual mostra que, somando os estragos deixados
pela chuva de novembro à chuva forte da última semana, já são quase 42 mil
pessoas afetadas de alguma forma. Desse total, 2.300 estão desalojadas e
desabrigadas.
Além das três mortes registradas nesta quarta, outras duas também foram
computadas em conseqüência da forte chuva. Ao todo, 130 casas estão destruídas
e 422 danificadas. Além disso, 137 pontes, galerias e bueiros foram destruídos
e 65 ficaram danificados. Pelo menos 3.976 quilômetros de estradas vicinais estão
intransitáveis.
Além dos 12 mortos, desde outubro, início do período chuvoso, até a noite de
ontem, os estragos provocados pelas chuvas em Minas Gerais já havia deixado
mais de duas mil pessoas desabrigadas. As cidades de Governador Valadares, na
região leste de Minas, e Timóteo, no Vale do Aço, estão em situação de
emergência.
Os alertas foram confirmados nesta quarta-feira pela Coordenadoria estadual da
Defesa Civil. Com mais estes dois municípios, subiu para 29 o número de cidades
mineiras em situação de emergência.
Estradas também são prejudicadas pelas chuvas As estradas em Minas também são
danificadas pelas chuvas. Na BR-116, próximo à cidade de Ponto dos Volantes, no
Vale do Jequitinhonha, o trânsito ficou parcialmente interditado.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, um córrego transbordou e inundou a pista.
Apenas caminhões passavam pelo local.
Na mesma rodovia, próximo a Catuji, no Vale do Mucuri, a pista ficou
interditada por várias horas, por causa da queda de uma barreira. No Triângulo
Mineiro, a chuva também destruiu estradas. Motoristas de carros e caminhões
enfrentam um atoleiro, num desvio da BR-452, perto de Santa Juliana.
De acordo com o DNIT, já foi feito um levantamento da situação da rodovia. [1]
Especial para O GLOBO
RIO
14/12/2006
Seminário no GLOBO discutirá a segurança no trânsito
Objetivo
do evento é tentar reduzir o número de acidentes
Será
realizado amanhã, das 13h30m às 18h30m, no auditório do GLOBO, o seminário “Segurança
no Trânsito.
Conscientização, Prevenção e Impactos Sociais”. O objetivo é mobilizar e
esclarecer a população sobre o assunto e tentar reduzir o número de acidentes
de trânsito. A iniciativa é dos jornais O GLOBO, “Extra”, “Diário de S. Paulo”
e Globo Online, com apoio do Ministério das Cidades, do Ministério dos
Transportes e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O seminário terá palestras de representantes de órgãos públicos, técnicos e
profissionais ligados à segurança no trânsito. Eles falarão sobre as
estatísticas de acidentes, as políticas de governo, os exemplos bem sucedidos e
sobre os traumas e impactos dos acidentes de trânsito na vida dos cidadãos.
Conclusões do seminário serão enviadas a autoridades O conteúdo das palestras
será publicado em caderno especial dos jornais O GLOBO, Extra, Diário de S.
Paulo e O Globo Online. As conclusões serão enviadas às autoridades
responsáveis pela área de trânsito no país.
O programa do seminário é o seguinte: 13h30m, credenciamento; 14h, abertura,
com o ministro das Cidades, Márcio Fortes; 14h30m, painel “Impactos sociais e
econômicos dos acidentes de trânsito e como reverter a situação”, com Alfredo
Peres, diretor do Denatran e presidente do Contran; Fernando Mac Dowell, doutor
em Engenharia de Transportes, e Hélio Dias, inspetor da Polícia Rodoviária
Federal e integrante do projeto “Estrada para a Cidadania ” .
O segundo painel terá início às 16h30m, com o tema “Campanhas de prevenção:
como torná-las mais abrangentes”.
Os palestrantes serão o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e
Traumatologia, Marcos Musafir; a psicóloga e coordenadora do Núcleo de Apoio às
Vítimas de Acidentes de Trânsito (Nav), Maria José Amaral, e o engenheiro
Fernando Diniz, que perdeu um filho num acidente de trânsito e hoje participa
de campanhas educativas.
O encerramento está previsto para as 18h30m.
Participantes poderão concorrer a um computador As inscrições para o seminário
são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 25345276 ou pelo e-mail comunicacao@infoglobo.com.br.
Quem comparecer ao evento poderá participar da campanha de conscientização no
trânsito e concorrer a um computador.
Para participar do concurso, deve-se preencher integralmente um cupom, criando
um slogan original e criativo contra a violência no trânsito e depositá-lo na
urna localizada no local do evento.
A frase vencedora será utilizada numa campanha publicitária de conscientização
no trânsito, a ser veiculada entre os meses de janeiro e março de 2007 nos
jornais O GLOBO, “Extra”, “Diário de S. Paulo” e O Globo Online. Só serão
aceitos cupons postados até o final do evento. O auditório do GLOBO fica na Rua
Irineu Marinho 35, quarto andar, na Cidade Nova.
RIO
14/12/2006
Procurador pede auditoria do TCU na Ponte
Falta
de fiscalização no trânsito e engarrafamentos freqüentes na via motivaram o
pedido de investigação
Antônio
Werneck
Engarrafamentos constantes, desrespeito às leis de trânsito e falta de
fiscalização. Esses são problemas enfrentados pelos motoristas que precisam
usar a Ponte Rio-Niterói diariamente.
Para tentar pôr ordem no tráfego, o procurador Ricardo Santos Portugal, da
Procuradoria Regional da República da Segunda Região (Rio e Espírito Santo)
apresentou ontem uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo
uma auditoria na Ponte Rio-Niterói para acabar com o que chamou de “notórias
irregularidades” cometidas pela concessionária Ponte S/A na manutenção da
ponte.
Na mesma representação, o procurador solicita ainda que o TCU fiscalize também
os serviços prestados na ponte pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit) e pela Polícia Rodoviária Federal.
Para o procurador, “a concessionária precisa assegurar assistência aos usuários
da ponte, por intermédio de serviços de vigilância e socorro, sem coordenação
com os sistemas públicos pertinentes”.
— O que se vê na Ponte RioNiterói é a total ausência de fiscalização do
trânsito, onde os motoristas de automóveis, ônibus e caminhões abusam do limite
máximo estabelecido de 80 quilômetros e trafegam em velocidades acima de 150
quilômetros — afirmou o procurador regional da República Ricardo Portugal.
Falta integração entre polícia rodoviária e ponte Em sua representação, o
procurador observou que “está faltando integração entre a Polícia Rodoviária
Federal e a Concessionária” para fazer uma fiscalização adequada na Ponte.
— Ao que parece, a Concessionária Ponte S/A não disponibiliza controle e acesso
às câmeras de vídeo ao longo da via, nem recursos (veículos descaracterizados e
combustível) para que os policiais rodoviários possam efetivar vigilância em
todo o percurso da travessia entre Rio e Niterói — afirmou o procurador.
Na tarde do dia 4 de dezembro, milhares de motoristas que seguiam para Niterói,
na hora do rush, enfrentaram um grande engarrafamento, depois que um ônibus da
Viação Rio Ita pegou fogo na altura da grande curva da Ponte Rio-Niterói.
O congestionamento teve reflexos em várias ruas do Centro do Rio, chegando às
zonas Sul e Norte da cidade.
Ponte ficou fechada uma hora depois de incêndio Ninguém ficou ferido, mas,
durante uma hora — entre 17h50m e 18h55m — o trânsito ficou fechado nos dois
sentidos da ponte para que equipes do Corpo de Bombeiros controlassem o
incêndio no ônibus.
A situação se agravou porque a concessionária Ponte S.A levou mais de cinco
horas para retirar o veículo.
O engarrafamento atingiu mais de 50 quilômetros no Rio, segundo cálculos do
subsecretário municipal de Transportes, Dalny Sucasas.
Na ocasião, especialistas lamentaram que a prefeitura, a concessionária Ponte
S.A e a Polícia Militar não tivessem planos para desviar o trânsito em casos de
emergência nos principais corredores da cidade. A concessionária também foi
criticada por não possuir um reboque de prancha para veículos pesados, capaz de
transportar ônibus e caminhões. [1]
William de Moura
ARI CUNHA
14/12/2006
Estradas particulares
A
disposição do governo da República é entregar a construção de estradas a particulares.
Pagam-se impostos demais. Fica difícil entender que o ministro Paulo Sérgio Passos, dos Transportes,
queira adotar a idéia. O país tem dinheiro, arrecada bem e tem poucas realizações.
Muitas, mas no sentido figurativo. Reduzir despesas é uma constante na opinião
do cidadão. O presidente Lula finca o pé e acha que não. Há ministérios e
agências por todas as esquinas. Custo altíssimo. Assistindo ao fato, o
contribuinte não sabe como sair de casa. Na rua, os assaltantes. Nas estradas, os buracos. No ar,
aviões com atraso ou cancelamento de vôos. Pelo mar não há navios. Nos rios
faltam hidrovias. Na cidade, o
transporte coletivo é deficiente. Privatizar estradas não é bom caminho.
Vai sair caro para a gente trafegar. Sugestão à parte seria o Ministério dos
Transportes adotar parâmetros honrados para a construção de estradas, com pistas durando
pelo menos 40 anos sem esburacar. Sai caro, mas é econômico. Gastamos meio
bilhão para tapar buracos e todos voltaram. Dinheiro no ralo. Não aumentem
impostos. A classe média já paga 40% do que ganha como contribuinte. Falta um
gerente para cada setor, mas que funcione.
BRASIL
14/12/2006
Reforço nas estradas
O
diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Hélio Cardoso Derenne, disse ontem
que será necessária a atuação de uma força-tarefa nas rodovias do país, no período
das festas de final do ano. A medida serviria para reforçar a fiscalização e garantir
maior segurança a motoristas e passageiros, já que o movimento nas estradas deverá aumentar por
causa da crise nos aeroportos e no tráfego aéreo. Em palestra no 1º Seminário
sobre Acidentes nas Rodovias, promovido pelo Ministério dos Transportes, Derenne disse que já
conversou com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sobre a necessidade
do reforço no policiamento das rodovias durante o Natal e o réveillon.
CLÁUDIO HUMBERTO
14/12/2006
Artigo de luxo
O
Ministério
dos Transportes vai adquirir para a Marinha Mercante 40 microcomputadores HP
por "módicos" R$ 4,5 milhões.
CIDADE
14/12/2006
Muitas irregularidades
Buracos,
pista desnivelada e falta de acostamento e de sinalização são as dificuldades
enfrentadas pelos motoristas que trafegam pelos 188 km que separam Brasília de
Unaí
Luciene
Cruz
Os 188 quilômetros da BR-251, que liga a capital federal à cidade mineira de
Unaí, exigem cautela dos motoristas. Apesar do fluxo baixo de veículos da
rodovia – média de 1 mil por dia –, a estrada apresenta uma série de irregularidades,
além de ser mão dupla em todo o percurso. Os buracos e a pista desnivelada
estão presentes em vários trechos. No entanto, o principal problema em cerca de
90% da rodovia é a falta de acostamento. Durante todo o percurso, os carros que
precisarem sair da pista vão ter que dividir espaço com a terra e com as
plantações que ficam próximas à via.
Outro agravante aos motoristas é a falta de faixas de sinalização e de placas
em grande parte da rodovia. Na saída de Brasília, o início do trecho apresenta
boas condições de tráfego. Ao todo, 53 quilômetros da rodovia estão dentro do
Distrito Federal. Os problemas começam a surgir na altura do quilômetro 32,
quando não há placas de sinalização que indiquem a velocidade máxima da via, curvas
e declives. Logo após o posto fiscal da BR-251, a situação piora bastante. A
pavimentação asfáltica é comprometida e irregular. A reportagem do Jornal de
Brasília percorreu todo o trecho para identificar a verdadeira situação da rodovia.
Na divisa do DF/GO, os 34 quilômetros seguintes, já do lado goiano, variam
entre boas condições de tráfego e trechos com buracos. Na altura do km 22, por
exemplo, o piso irregular exige habilidade dos motoristas. Para agravar a
situação, a estrada não possui iluminação e sinalização. É comum flagrar os
motoristas invadindo a pista no outro sentido para desviar dos desnivelamentos
e buracos.
Já entre os estados de Goiás e Minas, os 100 quilômetros restantes ainda exigem
cautela. Logo após a divisa, está o ponto mais crítico do percurso. Na altura
do Córrego Arrependido há uma sucessão de buracos. Também não há faixas de
sinalização ou placas para guiar melhor os condutores. Entretanto, os
motoristas ganharam cerca de 13 quilômetros de pavimentação asfáltica renovada.
Entre os quilômetros 10 e 23 da rodovia federal, o percurso era quase
intransitável há cerca de um ano e meio. A pista, que estava quase desaparecida
e era toda de terra, foi recuperada. Mas o acostamento e a sinalização continuam
inexistentes.
Imprudência
Segundo o chefe da equipe do Posto Alfa, da Polícia Rodoviária Federal (PRF),
Walter Mota, responsável pela BR–251, a maior parte dos acidentes são
ocasionados pela imprudência dos motoristas. "Em mais de 90% das colisões,
a culpa é do condutor. Pelo excesso de velocidade, desobediência da sinalização
ou ultrapassagens perigosas", comentou.
Apesar das irregularidades da via, o número de acidentes é baixo quando
comparado às outras rodovias que cortam o DF. De janeiro até o dia 5 de dezembro deste
ano, ocorreram 215 acidentes com três vítimas fatais. Em 2005, foram apenas 14
colisões e nenhuma morte.
O superintendente regional do Departamento Nacional de Infra-Estrutura
Terrestre DF/GO (Dnit), Riumar Santos, garantiu que na próxima semana o órgão vai
iniciar obras emergenciais nos dois estados de sua competência, que totalizam
87 quilômetros da malha rodoviária da BR-251. "Já temos verba liberada
para iniciar a recuperação, de imediato, de todo o trecho que está sob nossa responsabilidade",
assegurou. Ao todo serão liberados cerca de R$ 6 milhões para tapar os buracos
do trecho. Há ainda previsão de que a sinalização da rodovia seja iniciada no
primeiro trimestre de 2007.
Além da BR-251, a equipe do Jornal de Brasília já visitou quatro das sete rodovias que cortam o DF:
BR-060, BR-020, BR-070 e BR-080.
Motoristas reclamam
Quem enfrenta diariamente o percurso de 188 quilômetros da BR–251, entre
Brasília e Unaí, reclama da situação da estrada. A demora para completar o
trajeto e os prejuízos com os veículos causados pela sucessão de buracos
lideram as reclamações.
O caminhoneiro Delano Azevedo, 25 anos, que transita pelo menos três vezes por
semana por toda a via para entregar mercadorias na capital federal, aguarda
ansioso a recuperação do trecho. "Gasto, em média, quatro horas e meia
para percorrer a via. Se a estrada estivesse boa, conseguiria economizar pelo
menos uma hora", comentou.
O fazendeiro Welington Oliveira, 46 anos, proprietário de uma fazenda próxima
ao município mineiro de Arrependido, perdeu as contas de quanto já gastou com o
carro devido aos problemas na pista. "Tenho prejuízo cada vez que venho
aqui. Toda hora preciso trocar pneu e fazer a manutenção da suspensão".
No Posto de Gasolina Arrependido é comum ver carros estacionados sem os
motoristas. Segundo o balconista Iraci Max, 57 anos, que trabalha no
estabelecimento há dez anos, os motoristas deixam os veículos no posto e seguem
de ônibus o resto do percurso até Unaí. "Eles preferem deixar os carros
por causa dos buracos na rodovia", comentou.
No meio de tantas reclamações, há ainda quem tire vantagem dos estragos da
rodovia. Mas os únicos a comemorar a má condição da estrada e os inúmeros
buracos das pistas são os borracheiros que trabalham por lá.
É o caso de Moacyr Gonçalves, 47 anos. "Chego a atender uma média de 10
carros por dia. Com essa buraqueira na rodovia, sempre tem algum motorista que
precisa de reparos ou até trocar o pneu", contou. Prova dos estragos nos
carros são os inúmeros pedaços de pneu espalhados onde deveria ser o
acostamento, ao longo da rodovia.
CLÁUDIO HUMBERTO
14/12/2006
Artigo de luxo
O
Ministério
dos Transportes vai adquirir para a Marinha Mercante 40 microcomputadores HP
por módicos R$ 4,5 milhões.
CIDADES
14/12/2006
Rodovias têm nova sinalização
Dnit
investe R$ 5 milhões na recuperação das sinalizações vertical e horizontal em
879,5 quilômetros de seis estradas federais
Seis
rodovias federais que cortam
Pernambuco estão tendo as sinalizações vertical e horizontal recuperadas pelo Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). São R$ 5 milhões investidos em 879,5 quilômetros
da malha viária federal no Estado. O investimento faz parte do Programa
Pró-Sinal, criado este ano pelo governo federal. As estradas, localizadas no
Grande Recife, Agreste e Sertão pernambucanos, estão recebendo novas placas de
orientação e pinturas no pavimento. A maior parte delas estava há anos sem
qualquer tipo de sinalização.
O Pró-Sinal foi criado por uma medida provisória, com o objetivo de sinalizar
24 mil quilômetros de estradas em todo o País. Em Pernambuco, o programa contemplará
1.720 quilômetros de BRs até o fim do próximo ano, ou seja, mais da metade dos
2.654 quilômetros que compõem a malha viária federal. O Estado tem mais R$ 5 milhões
para serem liberados em 2007.
As rodovias beneficiadas com a
nova sinalização são as mais importantes do Estado. Entre elas estão: a BR-101,
em todo o seu trecho, composto por 213 quilômetros, entre as divisas com os Estados
da Paraíba e Alagoas, BR-104, com 146 quilômetros, também entre Alagoas e a
Paraíba, BR-408, com 85,5 quilômetros, entre o Terminal Integrado de
Passageiros (TIP), no Recife, e o município de Timbaúba, na Mata Norte, BR-423,
entre São Caetano, no Agreste, e a divisa com Alagoas, com 178 quilômetros,
BR-424, entre a BR-232 e a cidade de Correntes, também no Agreste (133 quilômetros),
e a BR-407, nos 124 quilômetros entre Petrolina, no Sertão, e a divisa com o
Piauí.
“Todas as rodovias federais que estão
incluídas no Pró-Sinal estão com o pavimento em condições de receber uma nova
sinalização. Algumas, como é o caso da BR-101, têm problemas, mas não podemos
esperar que a estrada seja duplicada para implantar a sinalização. É uma
questão de segurança para os motoristas”, explicou o coordenador do Dnit em Pernambuco, Marcos
Crispim. Há BRs que estão recebendo mais de 200 placas de orientação.
CONTORNO DO RECIFE - A recuperação do contorno urbano que a BR-101 faz no
Recife ficará para o próximo ano. Somente em janeiro, o Dnit deverá iniciar a
licitação para os serviços, o que deverá empurrar os trabalhos para o segundo
semestre. São 41 quilômetros entre as cidades de Igarassu e Jaboatão dos Guararapes,
na Região Metropolitana. O custo é de R$ 90 milhões, dos quais R$ 40 milhões
estão previstos no OGU 2007.
CIDADES
14/12/2006
Atrasa duplicação em trecho da BR-101 Sul
As
obras de duplicação da BR-101 Sul, entre o Cabo de Santo Agostinho, no Grande
Recife, e Palmares, na Mata Sul do Estado, ainda não começaram. Problemas com
licenças ambientais atrasaram o início dos trabalhos nos 83,5 quilômetros da
rodovia. As obras foram anunciadas num evento concorrido em Escada, também na
Mata Sul, no dia 25 de outubro. A ordem de serviço foi assinada, na época, pelo
ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.
Ontem, o coordenador do Dnit em Pernambuco, Marcos Crispim, explicou que o trecho já
possui a licença de instalação, mas ainda depende da autorização de supressão
vegetal (ASU), que libera as construtoras para intervir em áreas de preservação
permanente (APPs). “Sem essa autorização, não é possível construir bueiros e
pequenas pontes, por exemplo. E, a cada duzentos metros, encontramos algum tipo
de APP”, disse Crispim.
Segundo o coordenador, o Dnit em Brasília está negociando diretamente com o Ibama para
agilizar a liberação da autorização. “Tivemos sorte de não encontrarmos áreas
remanescentes de mata atlântica, o que facilita o trabalho, mas são muitas
APPs. Por enquanto, as construtoras estão instalando os canteiros e limpando a
faixa de domínio da rodovia”, afirmou. Não há previsão de quando as obras vão
começar.
A duplicação da BR-101 Sul compreende os lotes 7 e 8. O primeiro tem 43,9
quilômetros e vai do Cabo a Ribeirão. Serão erguidos seis viadutos, três pontes,
um pontilhão e duas passarelas. O lote 8 compreende 40 quilômetros, entre
Ribeirão (a partir do km 148,5) e Palmares. O terceiro lote no Estado, o nº 6,
está sendo construído pelo Exército e ainda encontra-se na fase de
terraplenagem de dez dos 41,4 quilômetros do trecho.
NOTAS E INFORMAÇÕES
14/12/2006
Caos no ar e no chão
Outro
dia o presidente Lula se queixou de que não teve tempo de descansar do duro
trabalho de se reeleger, no que - isso ele naturalmente não disse - investiu a
maior parte do primeiro mandato com a sua discurseira cotidiana. Agora, reclama
da privação do repouso porque tem de preparar o Brasil para crescer 5% no ano
que vem, por meios que confessa ignorar, mas que prometeu descobrir até o dia
da segunda posse. Preste-se atenção na dupla enormidade: o presidente da
República deplora que não pode usufruir de um interregno entre os dois
governos, como se houvesse uma solução de continuidade entre eles, sendo o
mesmo o chefe dos dois, e faz crer que o destravamento da economia pode ser
obtido mediante uma fórmula como as que são aviadas nas farmácias de manipulação.
Tem mais, infelizmente. Em busca do elixir do desenvolvimento de longa vida,
Lula trancou-se anteontem por cerca de 10 horas com os ministros da área
econômica, de infra-estrutura e com dirigentes das instituições financeiras
federais. Disso resultou - se é que o verbo se aplica - uma versão atualizada
do Plano de Metas dos anos JK, que se traduziria na definição de meia centena
de projetos prioritários de investimentos em energia, transportes e saneamento.
Preste-se atenção, novamente: 44 dias depois de sua confirmação no cargo, o presidente
que perseguiu obsessivamente o poder durante 13 anos faz hoje o que qualquer
chefe de governo do mundo que leve a sério a condição de administrador do seu
país teria feito em período equivalente ao que separou, no Brasil, a eleição em
outubro de 2002 e a posse em 1º de janeiro de 2007.
Dizia o recém-falecido Milton Friedman que não existe almoço grátis na
economia. Tampouco existe na vida de uma nação. Os erros e omissões dos
governos cobram dos governados um preço às vezes exorbitante, formado pelos
mais diversos fatores de custo. Olhe-se à volta e é o que se verá. Enquanto as
economias emergentes devem crescer 7% este ano, o Brasil que se dê por feliz
com menos da metade disso. O presidente fala de boca cheia em novos programas,
mas 102 dos velhos, previstos no Orçamento da União para 2006, gastaram, na média,
menos de 30% do previsto. Dos R$ 2,364 milhões autorizados para a manutenção da
malha rodoviária federal, apenas R$ 820,7 milhões, ou 34,7%, saíram do papel.
E, significativamente, mal chega a 40% do previsto o gasto efetivo com
segurança de vôo e controle do espaço aéreo.
Não surpreendem, portanto, as conclusões da auditoria do TCU sobre o apagão
aeronáutico. 'A crise não foi obra do acaso, mas de má gestão, da sucessão de
equívocos, da indolência, da incapacidade de expandir o setor e do
contingenciamento dos recursos', diagnosticou o relatório aprovado por unanimidade
no tribunal. Mais uma vez é o caso de pedir que se preste atenção: essas
palavras cortantes não descrevem um caso isolado, um raio em céu azul. Retratam
a regra, não a exceção, da disfuncionalidade entranhada no Estado nacional.
Segunda-feira, escrevendo no jornal Valor, o economista Gustavo Loyola foi ao
nervo do problema: 'A presente crise do transporte aéreo doméstico é a
manifestação setorial de uma crise muito maior e mais profunda que ameaça toda
a infra-estrutura econômica do País.'
Em outras palavras, no chão o caos não é menor do que no ar. É pior ainda. A
crise não ameaça só isso e nem se esgota no Poder Executivo. Impossível dourar
a pílula: 4 anos de lulismo reverteram progressos semeados e adicionaram vícios
novos aos já muitos existentes no desempenho das instituições governamentais. A
crise, portanto, é de funcionamento dos Três Poderes, a começar da 'geléia
geral', como aponta a colunista Rosângela Bittar, também do Valor, em que
patinam o Planalto e a Esplanada. O Judiciário cuida de fazer o que entende ser
justiça aos seus. O Legislativo, não bastasse a sua folha corrida, adiou, mas
não desistiu da idéia de dar o que logo se chamou 'indulto de Natal' aos
mensaleiros e sanguessugas acusados de quebra de decoro parlamentar, dificultando
a retomada dos processos ainda pendentes na legislatura de 2007. E a Câmara
ainda festeja a aprovação da Lei de Saneamento Básico - depois de 20 anos!
É como opera este Estado muito maior do que a economia do País e muito menor do
que as demandas da aflita sociedade que o sustenta. Parafraseando o TCU, é um
festival de má gestão, equívocos, indolência - e que só promete mais do mesmo.
METRÓPOLE
14/12/2006
Chuvas deixam mais 4 mortes
No
Espírito Santo, ciclone causa temporal de madrugada
Rodrigo
Morais, , Eduardo Kattah
As chuvas causaram ontem mais quatro mortes no País. Em Água Doce do Norte, no
Espírito Santo, três pessoas de uma mesma família morreram soterradas durante a
madrugada - um homem identificado como Edmílson, de 25 anos, sua mulher Ednéia,
de 28, e a filha do casal, Mislaine. Em Minas, Edimar de Souza, de 33 anos,
morreu quando sua casa desabou parcialmente depois de um temporal, na cidade de
Padre Paraíso, a 546 quilômetros de Belo Horizonte.
Desde domingo, a Defesa Civil do Espírito Santo registrou quatro mortes em
decorrência das tempestades. Em Minas, três pessoas morreram, no mesmo período.
Seis municípios do Espírito Santo decretaram situação de emergência e outros
podem adotar a mesma medida. A previsão é de que a chuva continue, mas o
ciclone subtropical que havia atingido o litoral capixaba perdeu força e se deslocou
para o sul, na direção do Rio. De acordo com a Defesa Civil Estadual, a região
mais castigada é o noroeste do Espírito Santo, que registrou 163 desabrigados e
2.135 desalojados.
Em Minas, a Defesa Civil contabilizou 29 cidades em situação de emergência.
Mais de 93 mil pessoas já foram afetadas pelas chuvas, sendo 2.099 desabrigadas
e 4.883 desalojadas.
RIOS
O Rio Cricaré, em São Matheus (ES), transbordou e inundou um trecho da rodovia
BR-101 Norte. Cem famílias foram removidas de suas casas pela Defesa Civil. O
órgão informou que o Cricaré tem recebido muita água de chuvas também em Minas.
Em Governador Valadares (MG), a cheia do Rio Doce preocupava as autoridades,
que mantinham o estado de alerta.
Os temporais provocaram também problemas nas estradas que cortam o Estado.
Na BR-116, que liga Minas à Bahia, quedas de barreiras interditaram
parcialmente a pista da rodovia no km 118, próximo de Catuji (Vale do Mucuri).
OPINIÃO
14/12/2006
Dá, sim, para chegar nos 5%
14
de Dezembro de 2006 - O presidente da República pede propostas para
"destravar" a economia. Há quem tenha, e nos permitimos citá-lo logo
abaixo. Mais interessante: dá para escapar ao já surrado debate das reformas,
do juro, do câmbio - quase tão gasto quanto essa recentíssima porfia sobre
impulsos esquerdistas e direitistas de jovens e velhos ou vice-versa.
Os "realistas" dizem toda semana, nos documentos internos que
produzem ou nas pesquisas do Banco Central, que o crescimento de 2007 não passa
de 3,5% e ainda assim com muitas ressalvas, dadas as limitações conhecidas.
Avançar um pouco mais, só se houver reformas tributária, previdenciária, na
gestão pública, corte de gastos, elevação do superávit primário para mais de
5%, como se isso fosse politicamente fácil, produzisse respostas num piscar de
olhos e já não tivesse sido tentado - para quem vê o Brasil de Nova York,
talvez seja. (Pouco antes do golpe militar, por sinal, a "direita",
como concessão à "esquerda", mandava seus colegiais escreverem nas lousas
do vetusto Instituto de Educação Otoniel Mota, de Ribeirão Preto: Reformas sim,
mas sem Jango). Do outro lado, o governo sonha e sofre para mirar nos 5%, sem
mostrar suas cartas, se é que as tem.
Para além dessa ladainha, que mistura pleitos sérios de mudanças necessárias
com outros de palavreado vazio, talvez haja uma via rápida, que dê um tranco na
economia. Como "todos" dizem que do lado da demanda estamos bem -
vejam só, os pobres estão consumindo -, esse tranco tem de vir do lado da
oferta. É o que mostram estudos feitos por André Loes, economista-chefe do
Banco Santander - ocioso dizer que Loes (e o banco) respondem só por eles (o
que já é muito); as ilações variadas ficam por conta do supra-assinado.
Loes mapeou 15 projetos de expressão nacional que já estão definidos mas
parados. Tocados por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP) e/ou concessões
podem representar US$ 50 bilhões de investimentos em infra-estrutura nos
próximos cinco anos, a começar por 2007. São sete projetos na área de energia
(hidráulica, nuclear, petróleo/gás), da usina de Belo Monte a Angra 3, por
exemplo; sete projetos na área transportes (rodovias, ferrovias, indústria naval); além
desses, de quebra, vem a transposição do rio São Francisco. Nas contas de Loes,
a execução desses projetos - ser tudo for feito direitinho - acrescentaria 1
ponto percentual ao PIB anual nos próximos cinco anos. E acabariam carregando
seus homônimos de setores não-infra-estrutura, com o que a taxa de
investimentos poderia pular de 20% para 23% do PIB.
Claro, há muitas pendências, desde questões ambientais, jurídicas e financeiras
a intrigas interministeriais. Um bocado de firmeza e algum jogo de cintura
ajudariam a enfrentá-las - sem fazer terra arrasada nem aplastar a notável
ministra Marina Silva.
Destrave a economia e toque os investimentos, presidente. Por aí, dá para
chegar nos 5%. Se o juro cair, melhor ainda O resto vem depois.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)(José Roberto Nassar - Coordenador
Editorial de FinançasE-mail: jrnassar@gazetamercantil.com.br)
POLÍTICA
14/12/2006
Mais R$ 51 milhões previstos na Lei Orçamentária para o Acre
Relatório
foi votado nesta terça-feira pela Comissão de Orçamento
R$
51 milhões serão destinados à infra-estrutura do Estado do Acre. É o que diz o
relatório setorial do projeto de Lei Orçamentária votado nesta terça-feira, 12,
pelos parlamentares membros da Comissão Mista de Orçamento.
Deste total, R$ 48 milhões foram garantidos pela força de trabalho do
governador eleito, Binho Marques e pelo senador Tião Viana e os outros R$ 3
milhões restantes, assegurados pelo senador Sibá Machado, integrante da Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, através dos destaques
apresentados às emendas.
No relatório de Infra-Estrutura (Dnit), a Bancada do Acre garantiu ao estado R$ 21
milhões, sendo que destes, R$ 1 milhão foi acrescido devido ao destaque às
emendas apresentado pelo senador Sibá Machado. Estes recursos serão destinados
à construção do trecho rodoviário Sena Madureira – Cruzeiro do Sul, na BR 364
do estado.
Também serão designados à construção dos trechos rodoviários Assis Brasil - Rio
Branco, na BR 317, R$ 30 milhões. Destes, R$ 2 milhões são provenientes de
outro destaque às emendas apresentado pelo senador Sibá.
De acordo com o senador, a expectativa é que ainda sejam alocados recursos para
a saúde do estado do Acre, única área temática que ainda não foi contemplada
pelos relatórios setoriais do Orçamento da União: “Já apresentei dois destaques
às emendas dos relatórios da saúde. Enquanto isso, estamos aguardando para que
sejam apreciados”, afirmou o senador Sibá. A expectativa é que o relatório
final do Orçamento seja votado até o dia 22 de dezembro.
CLÁUDIO HUMBERTO
14/12/2006
Artigo de luxo
O
Ministério
dos Transportes vai adquirir para a Marinha Mercante 40 microcomputadores HP
por “módicos” R$ 4,5 milhões.
POLÍTICA
14/12/2006
"Ferrovia não é mais interessante"
Em
entrevista ao programa Terceiro Mundo, governador aponta erro na privatização
da Ferronorte; preço do frete não está atrativo
Auro
Ida
Da Redação
O governador Blairo Maggi (MD) afirmou, no programa Terceiro Mundo, da TV
Record Canal 10, que a ferrovia perdeu a importância estratégica para Mato
Grosso depois que virou monopólio de uma empresa no Brasil. Segundo ele, a
imposição do valor do frete está fazendo com que o transporte de cargas pela
ferrovia não seja mais interessante como na época em que se começou a luta para
que ela chegasse até Cuiabá.
Hoje, observou, tanto faz a ferrovia chegar ou não a capital mato-grossense.
Blairo Maggi disse que o transporte rodoviário e hidroviário continua sendo
menor se comparado aos Estados Unidos, o que não acontece com a ferrovia. O
preço definido pela ALL, dona da Ferronorte, de acordo com o governador, é duas
vezes maior do que nos EUA.
"Hoje é apenas 5% mais barato do que o transporte rodoviário",
observou. Ele explicou que a empresa impõe esse preço e não está preocupada se
o agronegócio vai aceitar ou não, porque tem outros setores que vão usufruir da
ferrovia. Maggi disse que conversou com o vereador Francisco Vuolo (MD), que
comanda o comitê pró-ferrovia, sobre a situação. "Eu disse que, nesse
momento, temos que mudar o foco e ele entendeu", enfatizou.
O governador informou ainda que, durante a estada do presidente Lula, na
fazenda Tucunaré, de sua propriedade, localizada em Sapezal, falou do problema
que estava acontecendo com as ferrovias no Brasil. Maggi observou que, logo
depois, o problema foi abordado pelo Ministério dos Transportes, de acordo com os
principais jornais econômicos do pais. "Uma conversa feita, no meio da
noite, acho que teve resultado", avaliou. O governador disse que a
privatização do sistema ferroviário não foi benéfica e que deveria ter sido
cedido em regime de concessão com o Estado, definindo, por exemplo, a política
do preço do transporte. Hoje, segundo Maggi, se uma trading quiser colocar um
trem na ferrovia não pode.
ARTIGOS
14/12/2006
A dissonante
O
estado precário em que se encontram alguns trechos da BR-163, a principal via
de acesso ao norte do Estado, conforme alerta divulgado pelo Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT). Após as chuvas constantes dos
últimos dias, a situação tem ficado cada vez pior.
CIDADES
14/12/2006
Anel não é liberado devido à chuva
CAROLINA
COUTINHO
Devido à chuva que atingiu Belo Horizonte durante quase todo o dia de ontem, o
buraco que foi aberto no Anel Rodoviário só será tampado hoje. A informação é
do supervisor do Departamento Nacional de Infra- Estrutura de Transportes (Dnit), Alexandre de
Oliveira.
A obra estava prevista para terminar ontem. No KM 16 da via, sentido Rio de
Janeiro/Vitória, nas proximidades do Shopping del Rey, bairro Caiçara, região
Noroeste de Belo Horizonte, um buraco de oito metros de profundidade foi aberto
no asfalto devido ao rompimento de um antigo bueiro de rede fluvial desativado
que estava abaixo da pista.
O problema apareceu na última segundafeira. Devido às obras que estão ocorrendo
no local, o trânsito está lento no região. Os engenheiros responsáveis pelas
obras do Anel optaram por usar um material granular para dar suporte ao novo
asfalto e vedar a rede de esgoto, de forma que não estoure mais.
Secagem
Um operário da Egesa – empresa responsável pelo trabalho no Anel Rodoviário –
disse ontem que a obra pode ter um atraso maior ainda e só ser concluída no
domingo.
A primeira camada da estrutura, composta de pedras e concreto, foi colocada
ontem no solo e levaria cerca de cinco a seis horas para secar. Hoje, a segunda
camada do mesmo material será colocada.
Só após este segundo procedimento e sua secagem é que seria colocado uma camada
de brita comprimida, seguido do piche e, por fim, cerca de dez centímetros de
asfalto.
As obras do outro lado da pista – sentido Vitória/ Rio de Janeiro – só devem
acontecer depois do Natal para não atrapalhar o tráfego. No local, de acordo
com funcionários da Egesa, não há risco de o asfalto afundar. (CCo)
CLÁUDIO HUMBERTO
14/12/2006
Artigo de luxo
O
Ministério
dos Transportes vai adquirir para a Marinha Mercante 40 microcomputadores HP
por ''módicos'' R$ 4,5 milhões.
ECONOMIA
14/12/2006
Ministro descarta intervenção em porto
Curitiba
- O ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu não decretar a intervenção federal
no Porto de Paranaguá mesmo
depois do ultimato que recebeu do Tribunal de Contas da União (TCU) para que
apresentasse uma justificativa para não realizar esta ação. O ministro alegou
que todas as irregularidades existentes no porto foram sanadas.
Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério dos
Transportes, a Secretaria Executiva encaminhou um ofício para a
Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para pedir explicações sobre as
irregularidades. O ministério também abriu um processo administrativo na Appa
para que a autarquia que administra o porto pudesse se justificar. Segundo o
ministério, a Appa respondeu ao processo e contestou alguns itens. Agora, o
ministério vai analisar a documentação enviada pela Appa e pretende mandar
representantes ao porto para verificar se tudo está sendo feito da forma
correta para, em seguida, apresentar uma decisão definitiva sobre o assunto.
O ministro vai responder oficialmente ao pedido do TCU até às 18 horas de hoje.
O acórdão do TCU foi baseado em relatório elaborado pela Antaq e pela Secretaria de
Fiscalização de Desestatização, órgão do TCU. Entre as principais
irregularidades da administração portuária de Paranaguá, o tribunal apontou a
proibição do embarque de soja geneticamente modificada da safra 2004/2005; a
falta de serviços de batimetria e dragagem; quanto à proibição do embarque de
soja transgênica, o Ministério dos Transportes informou que já há
decisão da Justiça Federal em primeira instância que constatou que este assunto
está regular.
Além disso tudo, o TCU aponta como irregularidades, a não apresentação do
Programa de Arrendamento; a insuficiência de medidas que assegurem a devida
proteção ao meio ambiente e a negativa de apoio administrativo ao Conselho de
Autoridade Portuária dos Portos de Paranaguá e Antonina (CAP).
O representante da Associação do Comércio Exterior do Brasil no Conselho de
Autoridade Portuária de Paranaguá (AEB), Luiz Antônio Fayet, disse que o ministro dos
Transportes não deve ter sido informado adequadamente sobre a situação do
porto. Segundo ele, as irregularidades não foram resolvidas. ''Bastaria uma
consulta à Capitania dos Portos para conhecer a situação exata da dragagem e a leitura
das atas do Conselho de Autoridade Portuária que mostram um rosário de
irregularidades cometidas'', destacou.
Novas obras- Hoje, o governador Roberto Requião e o superintendente da Appa,
Eduardo Requião, inauguram as obras de recuperação e reforma de prédios da Appa
e a conclusão da construção de dois novos edifícios instalados no portão
principal do Porto de Paranaguá. O investimento para estas obras foi de R$ 17
milhões, valor maior que os R$ 15,5 milhões que seriam necessários para
realizar a dragagem no canal de acesso ao porto.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
NACIONAL
14/12/2006
Acidentes nas estradas custam R$ 22 bilhões por ano
Redação
O Estado do Paraná
Brasília (ABr) - Os acidentes nas estradas custam, anualmente, entre R$ 22
bilhões e R$ 23 bilhões para o país, segundo informou o secretário de Política
Nacional de Transportes, José Augusto Valente. Entre os custos, estão a perda
de carga de caminhões, a perda de equipamentos e o custo com mortos e feridos.
“E é nas rodovias estaduais que está o
maior problema”, disse Valente. De acordo com ele, só nas estradas de São Paulo, estado
com as melhores rodovias do Brasil, esse custo com acidentes chega a R$ 3,3
bilhões por ano, o maior índice do País.
Para discutir os problemas nas estradas brasileiras e debater formas de
reduzir o número de acidentes, o Ministério dos Transportes realizou ontem, em
Brasília, o 1.º Seminário sobre Segurança nas Rodovias.
José Valente lembrou que todos os anos morrem dez mil pessoas apenas nas rodovias federais. “É uma verdadeira
tragédia anunciada, porque todo ano se sabe que vai dar esse número. Os
governos fazem alguma coisa, mas a nossa avaliação é que tudo que a gente fez até
agora ainda é insuficiente. O objetivo do seminário é tentar passar para um
patamar maior de eficácia o combate aos acidentes, garantir que as condições de
segurança sejam muito maiores do que são hoje”, disse.
Segundo Valente, o seminário deve dar elementos para a criação de uma Política
Nacional de Segurança de Trânsito que vai atuar, basicamente, em três áreas:
educação, melhorias operacionais e repressão e controle. Serão elaboradas ações
que vão desde a inserção de noções de trânsito no ensino fundamental, para
formar o futuro condutor, e o aumento do rigor nas auto-escolas até a melhoria
da sinalização nas rodovias.
Polícia Rodoviária pede reforço
Brasília (AE) - O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Hélio
Cardoso Derenne, disse ontem que será necessária a atuação de uma força-tarefa
da corporação nas rodovias do País, no período do final do ano. Medida serviria para
reforçar a fiscalização e garantir maior segurança a motoristas e passageiros,
já que o movimento nas estradas deverá aumentar por causa da crise nos
aeroportos e no tráfego aéreo.
CLÁUDIO HUMBERTO
14/12/2006
Artigo de luxo
O
Ministério
dos Transportes vai adquirir para a Marinha Mercante 40 microcomputadores HP
por "módicos" R$ 4,5 milhões.
NATAL
14/12/2006
Empresa vai retirar postes em trecho da BR-304
Os
motoristas devem ficar atentos a possíveis problemas no fluxo do trânsito no
trecho da BR-304 entre Parnamirim e Macaíba durante amanhã, o sábado e o
domingo (15, 16 e 17). Nesses três dias, a construtora responsável pela obra de
duplicação da rodovia entre os dois municípios vai estar trabalhando na
retirada de dois postes de alta tensão da Chesf. A estrutura estará
desenergizada.
Para realizar o serviço, o Departamento Nacional de Insfra-estrutura de
Transportes (Dnit), por meio da superintendência regional, solicitou a ajuda da
Polícia Rodoviária Federal. “Não vai haver interdição, apenas desvios, e feitos
na própria rodovia. A polícia cuidará do controle do trânsito”, disse o
superintendente regional do Dnit, José Narcélio Marques, que não acredita em grandes
transtornos.
Com a retirada dos postes e linhas de transmissão de energia da Chesf, o último
empecilho que resta no caminho da duplicação da BR-304 é a Estação
Radiogonométrica da Marinha em Natal. As negociações entre o Dnit e a Marinha, no
entanto, estão praticamente no fim. De acordo com José Narcélio, a Marinha não
colocou obstáculo algum à desafetação do espaço, apenas pediu como contrapartida
que o Dnit afastasse o muro e as
antenas de rádio, o que vai demandar recursos no valor de R$ 150 mil. “Estamos
encaminhando o pedido a Brasília”, completou Narcélio.
Quanto ao pedido dos empresários do Centro Industrial Avançado de Macaíba (CIA)
para mudar o projeto, incluindo dois retornos além dos que já estão
programados, não há nenhuma resposta. José Narcélio disse que iria estudar a
proposta com cuidado e enviar à Brasília. Ele falou, no entanto, que se a
alteração vier a ser feita não será agora.
A duplicação da BR-304 vem se arrastando há seis anos. Os serviços tiveram
início em dezembro de 2000, com a previsão de serem concluídos em dois anos.
Falta de recursos, os processos de desapropriações e impasse com a Cosern para
a retirada de postes foram alguns dos empecilhos.
O contrato é para a duplicação de 10km da rodovia mais a restauração de 3,5 km.
O valor total da obra, incluindo desapropriações, é de R$ 30 milhões. A BR-304
tem ao todo 300 km de extensão que cortam o Estado de Leste a Oeste, de Natal
até divisa com o Ceará.
PORTO VELHO
14/12/2006
Parlamentares do PT e Sobrinho reivindicam construção de marginais
e viadutos para a Capital
Os
parlamentares ficaram de conversar com o relator do Orçamento, senador Valdir
Raupp
Durante
audiência realizada hoje (13) pela manhã com o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, o prefeito Roberto Sobrinho, com
apoio da senadora Fátima Cleide e do deputado Eduardo Valverde, reivindicaram
ao ministro a construção de marginais na BR-364 e três viadutos com a
finalidade de melhorar o fluxo de transito tanto para veículos como para
pedestres.
Segundo a senadora Fátima, com a duplicação da BR verifica-se a necessidade da
execução destas obras, e ela lembrou que em outros municípios de Rondônia, a
exemplo de Cacoal, já existem marginais ao longo da BR.
O prefeito Roberto Sobrinho detalhou ao ministro a necessidade de execução das
obras, e explicou que a Prefeitura de Porto Velho já está elaborando o projeto com
recursos próprios para entregá-lo ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (DNIT) e mediante convênio executar as obras. Segundo ele, os
viadutos serão localizadas na avenida Jatuarana, Trevo do Roque e Campos Sales.
O ministro Paulo Sérgio considerou que, tendo ocorrido obras de duplicação na
BR-364, de fato será necessária a construção das marginais e de viadutos,
recomendando aos parlamentares petistas para verificarem a possibilidade de
adequação de emendas existentes ao Orçamento de 2007 para Rondônia e mesmo para
rodovias no plano nacional com
a finalidade de incluir a reivindicação.
Os parlamentares ficaram de conversar com o relator do Orçamento, senador
Valdir Raupp. Na audiência esteve presente também o diretor de Infra-Estrutura
Portuária, Hideraldo Luiz Caron. Ele se comprometeu a apoiar o projeto da
Prefeitura, informando que poderá destacar engenheiro para verificar as
exigências que devem ser atendidas no projeto juntamente com a equipe técnica
do município.
Iphan
Ontem(12), na sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional –
Iphan, o prefeito e a senadora Fátima Cleide discutiram com técnicos da
instituição formas de agilizar projetos iniciados pela Prefeitura, entre eles o
que trata da recuperação do Complexo Madeira-Mamoré, o Centro de Formação e o
terminal do porto.
Ficou decidido que dois arquitetos do Iphan irão se debruçar sobre os projetos
para rever com técnicos da prefeituras alguns pontos que foram questionados
pelo prefeito. No caso do Centro de Formação, por exemplo, o prefeito disse que
o projeto sofreu alteração no número de lugares do auditório em relação à idéia
original, após intervenções técnicas feitas pela equipe do Iphan. Foi uma redução
mínima, mas o prefeito pediu uma revisão do projeto, o que foi atendido.
GERAL
14/12/2006
PRF anuncia reforço em estradas no fim do ano
O
diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Hélio Cardoso Derenne, disse
na quarta-feira, 13, que será necessária a atuação de uma força-tarefa da
corporação nas rodovias do País, no período do final do ano, para reforçar a
fiscalização e garantir maior segurança a motoristas e passageiros, já que o
movimento nas estradas deverá aumentar por causa da crise nos aeroportos e no tráfego
aéreo.
Em palestra no 1º Seminário sobre Acidentes nas Rodovias, promovido pelo Ministério dos Transportes, Derenne disse que já
conversou com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sobre a necessidade
do reforço no policiamento das rodovias durante os feriados de Natal e fim de
ano.
Falhas dos motoristas
Também presente no seminário, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira
Passos, ao comentar a necessidade de reforço na fiscalização nas rodovias do País no período do
final do ano, afirmou que, de acordo com estatísticas, grande parte dos
acidentes é causada por falhas dos motoristas.
"Isso não quer dizer que uma estrada mal conservada não possa contribuir
(para os acidentes). E não quer dizer que um veículo mal revisado também não
possa contribuir. Temos de considerar todo esse conjunto de coisas",
declarou.
O ministro lembrou que, normalmente, o tráfego nas rodovias já aumenta no final
do ano por causa das férias de verão. "E, evidentemente, por conta das
questões que afetam o transporte aéreo, o fluxo (nas rodovias) pode aumentar ainda
mais", observou Passos, referindo-se à opção de grande número de pessoas
que desistiram de pegar avião e optaram por viajar as estradas, via automóvel ou
ônibus.
Já o ministro das Cidades, Márcio Fortes, defendeu a aprovação do projeto de
lei que cria a inspeção veicular como um instrumento para reduzir o número de
acidentes nas rodovias do País.
POLÍTICA
14/12/2006
Prefeito vai a ministro cobrar obras para Capital
Durante
audiência realizada ontem pela manhã com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, o prefeito Roberto
Sobrinho, com apoio da senadora Fátima Cleide e do deputado Eduardo Valverde,
reivindicaram ao ministro a construção de marginais na BR-364 e três viadutos
com a finalidade de melhorar o fluxo de trânsito tanto para veículos como para
pedestres.
Segundo a senadora Fátima, com a duplicação da BR verifica-se a necessidade da
execução destas obras, e ela lembrou que em outros municípios de Rondônia, a
exemplo de Cacoal, já existem marginais ao longo da BR.
O prefeito Roberto Sobrinho detalhou ao ministro a necessidade de execução das
obras, e explicou que a Prefeitura de Porto Velho já está elaborando o projeto com
recursos próprios para entregá-lo ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes(DNIT) e mediante convênio executar as obras. Segundo ele, os
viadutos serão localizados na avenida Jatuarana, Trevo do Roque e Campos Sales.
O ministro Paulo Sérgio considerou que, tendo ocorrido obras de duplicação na
BR-364, de fato será necessária a construção das marginais e de viadutos,
recomendando aos parlamentares petistas para verificarem a possibilidade de
adequação de emendas existentes ao Orçamento de 2007 para Rondônia e mesmo para
rodovias no plano nacional com
a finalidade de incluir a reivindicação.
Os parlamentares ficaram de conversar com o relator do Orçamento, senador
Valdir Raupp.
Iphan
Na terça-feira (12), na sede do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico
Nacional - Iphan, o prefeito e a senadora Fátima Cleide discutiram com técnicos
da instituição formas de agilizar projetos iniciados pela Prefeitura, entre
eles o que trata da recuperação do Complexo Madeira-Mamoré, o Centro de
Formação e o Terminal do Porto.
INDÚSTRIA
14/12/2006
Natal no Congresso
Reunião
conjunta da Mesa do Senado e da Câmara, hoje, definirá reajuste salarial de senadores
e deputados federais. Os líderes partidários estarão presentes, assim como
Renan Calheiros e Aldo Rebelo. Há duas possibilidades: reajuste de acordo com a
inflação, o que elevaria os salários para R$ 18 mil, ou aumento para o teto
salarial de R$ 24 mil. Se depender de Renan e Aldo, os salários vão estacionar
mesmo nos R$ 18 mil.
O Ministério da Saúde vai às compras: vai realizar pregão eletrônico para
adquirir duas mil bolsas e 300 camisetas.
O antigo quartel da PM em Taguatinga, onde despachará José Roberto Arruda,
governador do Distrito Federal, ganhou um apelido: “Pentágono”.
A PDV Marina, subsidiária da estatal venezuelana PDVSA, vai construir dez
petroleiros no Brasil, assessorada pela construtora Andrade Gutiérrez.
Falta projeto também no segundo governo Lula, diz o deputado José Carlos
Aleluia (PFL-BA): “Ele só planta hortaliça. É incapaz de plantar floresta”.
O presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, afirma diante de jornalistas que a
candidatura de Arlindo Chinaglia pode ser retirada a favor da base aliada. Na
reunião com o presidente do PMDB, Michel Temer, e com lideranças do PSB, PTB,
PP e PL, Garcia mudou o discurso e prometeu de tudo para que banquem a
candidatura de Chinaglia.
O Ministério
dos Transportes vai adquirir para a Marinha Mercante 40 microcomputadores HP
por “módicos” R$ 4,5 milhões.
Vendo a lista das empresas que financiam campanhas no Brasil podemos dizer que
as nossas eleições são uma grande empreitada.
Nossa precária segurança aérea pode virar escândalo internacional: o que
pensarão turistas e pilotos internacionais antes de viajar ao Brasil?
A despedida da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) causou choradeira no Senado
Federal, algumas de crocodilo, claro. Mas uniu governo e oposição nos elogios à
senadora. O discurso de despedida durou mais de três horas.
A senadora Ideli Salvati (PT-SC) telefonou para o presidente do Senado, Renan
Calheiros, exigindo que ele iniciasse a ordem do dia. Ideli disse que não
agüentava mais o chororô de Heloísa Helena em sua despedida.
O deputado eleito Juvenil Alves (PT-MG), ameaçado de expulsão do partido depois
de ser preso pela Polícia Federal, aguarda a interferência salvadora de José
Dirceu, que o visitou há pouco tempo em Belo Horizonte.
Ao encontrar o governador eleito do DF, José Roberto Arruda, na festa de
aniversário da revista IstoÉ, o presidente Lula exclamou: “Estive com o seu
senador!” Referia-se ao senador eleito Joaquim Roriz (PMDB).
Foi só o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) colocar as ONGs no pelourinho de uma
CPI e logo se levantou contra ele o lobby dos que temem perder a boquinha nas
verbas públicas. Virou algo de blogueiros onguistas.
O futura sede do Tribunal Regional Federal da 1ª região vai de vento em popa: o
arquiteto Oscar Niemeyer já foi contratado por R$ 8,6 milhões para fazer o
projeto. O custo previsto da obra é de R$ 60 milhões.
Criado pela Constituição para exercer “controle externo”, o Conselho Nacional
de Justiça vem sendo chamado de “descontrole do Judiciário” pelos ministros do
STF e do STJ, após várias decisão polêmicas.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) atenderá ao convite do senador pedetista
Jefferson Péres (AM) e vai ao Senado às 15h do dia 20, apresentar o plano
econômico do 2° governo de Lula.
Nos aeroportos há agora aquela mistura que lembra o sonho do povo romano: pane
e circo.