JORNAL DO BRASIL - RJ 

INFORME ECONÔMICO
16/11/2006

 

Fazer a transição

 

O grupo de trabalho interministerial criado pelo governo para buscar urna solução para o problema em 30 dias já deve apresentar algumas sugestões esta semana para superar a crise. A solução definitiva que eles querem apresentar é como transferir pua o setor privado todo o serviço de controle de vôo. o que deveria ter sido feito quando o governo acabou com a Diretoria de Aeronáutica Civil e criou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Departamento de Aviação Civil deveria ser criado dentro do Ministério dos Transportes, e o controle de vôo da área civil passar para uma empresa de economia mista.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

BRASIL
16/11/2006

 

Aliados pressionam por espaço no governo

Incomodados com prioridade dada ao PMDB, partidos da base como PSB, PC do B e PP cobram definição do presidente

 

FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo pressionado por aliados em diversos partidos a definir o espaço que cada um deles terá no segundo governo. Alguns ameaçam desembarcar do barco do petista.

Ontem, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), pediu "mais agilidade" do presidente, e disse que algumas decisões são "para ontem". "Já pedi a audiência com o presidente, estou esperando. Quanto mais demora, mais se criam ruídos entre os partidos", disse Ideli, uma espécie de porta-voz da insatisfação petista com o modo com que o PT vem sendo tratado em comparação com outros partidos -especialmente o PMDB.

Legendas como PSB, PC do B e PP também aguardam por um telefonema do chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, para a conversa definidora. Também estão incomodadas com a prioridade dada pelo presidente aos peemedebistas no segundo ministério.

Enquanto aguardam, as legendas já definiram suas prioridades. Como regra geral, querem manter as pastas que já têm, recuperar as que perderam e, se possível, levar mais um ou dois ministérios.

O PT quer somar dois ministérios além dos 16 que tem hoje: Cidades e Saúde. São duas pastas que têm orçamento polpudo e que o partido já comandou, mas perdeu para PP e PMDB, respectivamente. No Legislativo, o desejo dos petistas é tirar do PC do B a presidência da Câmara e recuperar a liderança do governo no Senado, hoje com Romero Jucá (PMDB-RR).

O PSB definiu dois pedidos que levará a Lula em conversa que deve ocorrer com o presidente do partido, Eduardo Campos (governador eleito de Pernambuco). Pretendem manter Ciência e Tecnologia, mas substituindo Sergio Rezende, de perfil técnico, por um político. Candidatos à vaga são o líder do partido na Câmara, Alexandre Cardoso (RJ), o deputado gaúcho Beto Albuquerque e o senador eleito Renato Casagrande (ES). Outro objetivo é conquistar uma pasta de grande orçamento, como Saúde ou Integração Nacional.

O PP quer manter as Cidades e avançar para Integração Nacional e Transportes. "Todos querem espaço", diz o líder do partido na Câmara, Mario Negromonte (BA), que aguarda um telefonema do Planalto.

O PR (ex-PL) já pediu a Lula a volta do senador eleito Alfredo Nascimento (AM) para os Transportes. Já o PC do B, fragilizado por não ter conseguido superar a cláusula de barreira, ficará satisfeito se mantiver os Transportes e a presidência da Câmara. Toda a discussão fica em suspenso, no entanto, até uma definição com os peemedebistas. Uma sinalização pode ser dada amanhã, em reunião de governadores do partido.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP 

COTIDIANO
16/11/2006

 

Entidades dizem esperar desconto no Rodoanel

 

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL
A implantação do pedágio no Rodoanel de São Paulo, anunciada anteontem pelo governador Cláudio Lembo (PFL), não afastará veículos pesados se houver tarifa diferenciada para caminhões na via, como prometeu o governo. A avaliação é de especialistas no setor e de uma federação de sindicatos de
transportes de carga do Estado.

Lembo autorizou o início da concessão do Rodoanel e a instalação de duas praças de pedágio, com proposta de tarifa a R$ 5, e nove cabines de bloqueio, a R$ 2,50.

O secretário Fernando Braga (Planejamento) declarou que o preço por km para caminhões será menor que o de outras
estradas. "Precisamos dar um benefício para eles deixarem as marginais."

Flávio Benatti, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado, disse que a adoção de pedágio "preocupa", mas, se o governo cumprir a promessa, não espantará caminhões. "Hoje o motorista que vai de Santos para o interior perde até duas horas e meia cruzando São Paulo [pelas marginais]. Mas o governo deve avaliar como será a tarifa."

Para José Reinaldo Anselmo Setti, professor da Escola de Engenharia da USP de São Carlos, é preciso pesar a relação custo-benefício. "Além do preço viável, deve-se dar um bom serviço ao usuário."

Com o pedágio, o Estado pretende financiar o trecho sul (que passará por Anchieta e Imigrantes), estimado em R$ 3,5 bilhões. O governo Lula, que havia prometido R$ 140 milhões/ano, previu para 2007 só R$ 50 milhões.

 

 

O ESTADO DO PARANÁ - PR 

POLÍTICA
16/11/2006

 

Liberada cobrança de pedágio no Norte do Paraná

 

Redação O Estado do Paraná
Porto Alegre (TRF) - O desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região, liberou na quarta-feira a cobrança de pedágio na praça instalada em Jacarezinho (PR), no entroncamento das
rodovias BR-369, BR-153 e PR-092. A medida atende a pedido da Empresa Concessionária de Rodovias do Norte S/A (Econorte), que interpôs recurso contra a liminar concedida pela Justiça Federal do município no final de outubro.

A liminar havia suspendido a cobrança do pedágio em Jacarezinho durante a tramitação da ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a Econorte, a União, o Estado do Paraná, o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
Dnit) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR). Ao analisar o recurso da concessionária, Thompson Flores, relator do caso no TRF, entendeu que a antecipação de tutela (liminar) é uma medida excepcional que somente pode ser deferida quando preenchidos seus requisitos, a saber, a verossimilhança das alegações e o risco de dano irreparável. No caso em análise, considerou o desembargador, esses pressupostos não se encontram presentes.

 

 

GAZETA MERCANTIL - SP 

TRANSPORTE E LOGÍSTICA
16/11/2006

 

ALL investirá R$ 2,5 bilhões para modernizar sua malha

 

Curitiba, 16 de Novembro de 2006 - Maior parte dos recursos serão usados para recuperar trecho da Brasil Ferrovias. A América Latina Logística (ALL) vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos na sua malha ferroviária no Brasil. Segundo Sérgio Pedreiro, diretor financeiro e de relações com investidores, os investimentos serão aplicados na manutenção da via permanente, em vagões e locomotivas. Em 2007, R$ 250 milhões irão para Brasil Ferrovias, adquirida em maio deste ano, e R$ 300 milhões para a ALL. Um dos principais focos é a reforma da chamada frota morta da Brasil Ferrovias, que abrange um universo de 3.150 vagões e 91 locomotivas. "Dentro de dois a três anos queremos que a malha da empresa esteja nos mesmos níveis de produtividade da ALL", diz.

A ALL também tem interesse em ampliar as operações na Argentina, por meio de aquisições. A empresa diz que não há negociações em andamento, mas os alvos de interesse seriam as Ferrosur Roca, controlada pela Camargo Correa, e a Ferroexpreso Pampeano, do grupo Techint. "São
ferrovias que tem cerca de 3 mil quilômetros cada uma e estão alinhadas com a estratégia da ALL de integrar novas redes para aumentar volumes com a mesma base de custos", diz Sérgio Pedreiro. A empresa está presente na Argentina desde 1999, quando adquiriu as ferrovias Meso e a Bap.

De acordo com ele, o foco principal agora, no entanto, é a reestruturação da Brasil
Ferrovias. A ALL, que na última terça-feira divulgou seus últimos resultados financeiros, elevou para R$ 128,5 milhões seu lucro nos nove meses do ano, alta de 37,4% sobre igual de 2005. De janeiro a setembro, a receita líquida consolidada da ALL ficou em R$ 970,3 milhões, 15,9% acima de igual período do ano passado. A geração de caixa cresceu 25,5%, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing) de R$ 457,2 milhões. O crescimento de volume total foi de 10% no período, para 16,6 bilhões de TKU (toneladas transportadas por quilômetro útil), com aumento de 12,7% na movimentação de commodities agrícolas, 7,7% em produtos industriais e 6,4% no volume transportado na Argentina.

O lucro no terceiro trimestre foi de R$ 30,9 milhões, 29,6% inferior na mesma base de comparação. A queda, segundo Pedreiro, deve-se a uma provisão de perdas de R$ 55 milhões referentes à venda da participação da companhia na empresa de telecomunicações Geodex, na qual detém 40%.

Os resultados não incluem a Brasil
Ferrovias, que registrou um prejuízo de R$ 40,3 milhões no terceiro trimestre. A previsão da ALL é que o primeiro balanço no azul da coligada venha em 2007. A geração de caixa, porém, já registra melhora, com crescimento de 29,6%, para R$ 96,1 milhões. A ALL quer ampliar as operações da Brasil Ferrovias nas áreas de soja, açúcar e industrializados.

Com a aquisição da Brasil
Ferrovias, em maio de 2006, a área de abrangência da ALL passou de 16 mil para 21 quilômetros.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 3)(Cristina Rios)

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

OPINIÃO
16/11/2006

 

Crescimento de 5%: um sonho distante

 

J. Roberto Mendonça de Barros
Ao longo da campanha eleitoral o presidente da República prometeu o paraíso na terra, já e para todos. Em particular, assegurou que vamos crescer de 5 a 6% a partir do ano que vem. Nada mais parecido com uma promessa eleitoral.

Antes de tudo, vale observar que se consolida a percepção que o crescimento de 2006 será, mais uma vez, medíocre. No boletim Focus desta semana, pela primeira vez, a projeção do mercado ficou abaixo de 3%. A MB Associados, hoje, projeta 2,7% para o ano que se finda. Viram pó as previsões feitas até recentemente pelos ministros Mantega e Furlan de um PIB de 4,5% para o ano, numa reedição do já acontecido em 2005.

O crescimento acelerado (que supõe sustentabilidade) está a quilômetros de nós. A agenda macro não avança, em particular no que tange à área fiscal. O governo busca uma efetiva quadratura do círculo: para acelerar o crescimento, acena com reduções de impostos e maiores investimentos públicos; cortes de gastos são desnecessários; já se admite aumento real para o salário mínimo no próximo ano; gastos sociais elevados; gastos de custeio em expansão acelerada, inclusive porque muitas bondades eleitorais só aparecerão de forma completa em 2007. A conta, evidentemente, não fecha. Como compatibilizar uma continuidade da elevação dos gastos com cortes de impostos e manutenção da estabilidade?

Na área microeconômica, o quadro não é melhor. Nos rankings internacionais só pioramos de posição, seja na competitividade, na educação, no IDH, na percepção de corrupção e outros. O mundo não nos espera e segue avançando aceleradamente. Três exemplos recentes ilustram nossas dificuldades.

Os jornais noticiam que os buracos nas
estradas reapareceram em grande quantidade, o que não é surpresa, uma vez que a operação emergencial tapa-buracos visava tão somente atravessar o verão passado. Recentemente passei por uma prova concreta numa estrada federal, tendo levado uma hora e quarenta minutos num trecho que antes não demandava mais que cinqüenta e cinco minutos. Os custos e atrasos no transporte voltam a subir, e o novo verão está muito próximo.

O segundo exemplo tem sido fartamente noticiado: o apagão aéreo, terceira fase de uma crise que se iniciou com a agonia da Varig e a discussão das causas do lamentável acidente que causou a perda de mais de 150 vidas. Tornou-se claro que temos aí um agudo problema estrutural, que não pode ser tratado com a leveza (e com o desrespeito à inteligência do público) do argumento do senhor ministro da Defesa. Para sua excelência, os atrasos que estão ocorrendo são normais, como em qualquer lugar e, logo, não há crise.

As autoridades garantem que não haverá apagão e cada vez fica mais claro que a única alternativa existente a ele é o racionamento via preços

A questão aérea ilustra os problemas referentes à incapacidade da agência reguladora atuar de forma efetiva, a falta de investimentos da administração pública, seja em pessoal, seja em manutenção e aquisição de equipamentos, a ausência de planejamento que permita antecipar soluções para enfrentar a crescente demanda de transporte aéreo (que não vem de hoje), e pela insuficiência dos gastos da Infraero em instalações aeroportuárias.

Os resultados desta situação se traduzem em maiores custos para as empresas e pessoas que se utilizam do transporte aéreo, menor eficiência econômica (que ajuda a reduzir nossa competitividade), menor bem-estar dos consumidores e menor crescimento econômico, resultante dos cancelamentos de reuniões, congressos e atividades de turismo, que vêm ocorrendo desde julho. O crescente setor de turismo vê, com muita apreensão a chegada da alta estação. Deve também ser lembrado que o setor de turismo é um dos poucos onde se percebe um volume apreciável de investimentos, especialmente na região Nordeste.

O terceiro exemplo é a crise anunciada do setor elétrico. Nos últimos dois meses três questões ilustraram claramente o problema. Uma grande seca na região Sul resultou numa queda do volume de água armazenada nos reservatórios, até um nível próximo a 20%. Para amenizar o problema, a região Sudeste passou a despachar grandes quantidades de energia para o Sul, o que implicou numa redução da água no Sudeste, de sorte que, ao fim de outubro, o volume de energia armazenada nesta região, e no Brasil como um todo, estava 22% abaixo do ano passado, embora num nível ainda bastante confortável. Estes números mostram quanto é importante que o próximo verão seja chuvoso, inclusive porque em 2007 e 2008 cai drasticamente a adição de nova capacidade hidrelétrica ao sistema interligado.

Visando economizar água, o ONS ordenou que várias usinas térmicas despachassem algo como 5 000 MW no mês passado. Entretanto, só foram despachados algo como 20% deste total, uma vez que não havia gás disponível para tanto. Como resultado, os preços da energia no mercado livre subiram marcadamente. Pior que isto, simulações realizadas mostraram que a exclusão de usinas que não têm garantido o fornecimento de gás natural implicaria em altas extremamente elevadas no preço da energia no mercado livre, em situações de demanda como aquela existente em setembro e outubro. Foi uma demonstração prática e teórica de como o custo marginal da energia será fortemente crescente nos próximos anos.

Reforçando a situação temos o conflito com a Bolívia, a respeito do qual pode-se afirmar duas coisas: o preço do gás importado vai subir, somando-se à alta já anunciada do produto nacional, e não haverá, pelo menos no curto prazo, a construção de gasoduto novo.

O resultado de tudo isto é que, mesmo num cenário de baixo crescimento e boas chuvas, o balanço de oferta e demanda de energia elétrica é extremamente apertado, especialmente entre 2008 e 2010. Num cenário de crescimento de 5% do PIB é praticamente seguro que a demanda vai ultrapassar a oferta.

As autoridades garantem que não haverá apagão. Entretanto, cada vez fica mais claro que a única alternativa existente ao apagão é o racionamento via preços, ou seja, via elevação no custo da energia. As autoridades já divulgaram que o consumo residencial será o último a ser afetado. Em primeiro lugar vem a produção, resultando em custos crescentes, menor competitividade e menores estímulos ao investimento. Apagão ou tarifão? Você decide. Como prometer 5% numa situação desta?

José Roberto Mendonça de Barros é economista da MB Associados. Escreve mensalmente às quintas-feiras.

 

 

O POVO - CE 

POLÍTICA
16/11/2006

 

Alencar passa bem após cirurgia em NY

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ontem para o vice-presidente José Alencar, que está internado no hospital Memorial Sloan-Kettering Center, em Manhattan, recuperando-se de cirurgia para retirada de um tumor maligno na região do abdome, segundo a assessoria de imprensa que acompanha Alencar nos EUA.

O vice-presidente, que deverá começar a receber visitas amanhã, teve "uma conversa muito camarada com Lula", definiu Antônio Adriano da Silva, chefe de gabinete que o acompanha nos Estados Unidos. Alencar já foi removido para um quarto do hospital.

Segundo fontes próximas ao vice-presidente, ele recebeu uma sessão de radioterapia ainda dentro do centro cirúrgico, onde permaneceu cerca de seis horas, duas a mais do que era estimado. Alencar foi operado pelo oncologista Murray F. Brennan mas deverá fazer as sessões de quimioterapia em São Paulo. Ele permanecerá em tratamento no hospital americano pelos próximos dez dias.

Lula passou o feriado da Proclamação da República em sua residência em São Bernardo do Campo (SP) e retornou à noite para Brasília. Hoje, pela manhã, o presidente se reúne com o ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), com o presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão. À tarde, Lula tem reuniões com o presidente do Conselho da Cargill, Warren Staley, e com os ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e
Paulo Sérgio Passos (Transportes).

O presidente também tem encontro marcado com a cúpula petista, três dias depois de a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), ter escancarado a insatisfação com o tratamento dado pelo governo ao partido na distribuição de postos estratégicos no Congresso.

A reunião de Lula com a comissão política do PT ocorrerá no Palácio do Planalto, às 11h30min. Foi solicitada pelo presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, para definir como será o relacionamento do partido com o governo no segundo mandato. (das agências)

 

 

O POPULAR - GO 

POLÍTICA
16/11/2006

 

Aliados cobram mais espaço

 

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo pressionado por aliados em diversos partidos a definir o espaço que cada um deles terá no segundo governo. Alguns ameaçam desembarcar do barco do petista.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), pediu “mais agilidade” do presidente e disse que algumas decisões são “para ontem”. “Já pedi a audiência com o presidente, estou esperando. Quanto mais demora, mais se criam ruídos entre os partidos”, disse Ideli, uma espécie de porta-voz da insatisfação petista com o modo como o PT vem sendo tratado em comparação com outros partidos – especialmente o PMDB.

Legendas como PSB, PC do B e PP também aguardam por um telefonema do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, para a conversa definidora. Também estão incomodadas com a prioridade dada pelo presidente aos peemedebistas, a jóia da coroa da composição no segundo ministério.

Enquanto aguardam, as legendas já definiram suas prioridades. Como regra geral, querem manter as pastas que já têm, recuperar espaços que perderam e se possível levar mais um ou dois ministérios na composição final.

O PT quer somar mais 2 ministérios além dos 16 que tem hoje: Cidades e Saúde. São duas pastas que têm orçamento polpudo e que o partido já comandou, mas perdeu para PP e PMDB, respectivamente. No Legislativo, o desejo dos petistas é tirar do PC do B a presidência da Câmara e recuperar a liderança do governo no Senado, hoje nas mãos de Romero Jucá (PMDB-RR).

O PSB definiu dois pedidos que levará a Lula numa conversa que deve ocorrer com o presidente do partido, Eduardo Campos (governador eleito de Pernambuco). O partido pretende manter o Ministério da Ciência e Tecnologia, mas substituindo Sergio Rezende, de perfil técnico, por um político. O outro objetivo é conquistar uma pasta de grande orçamento, como Saúde ou Integração Nacional.

O PP quer manter as Cidades e avançar para Integração Nacional e Transportes. “Nossa aliança é programática, mas todos querem espaço”, diz o líder do partido na Câmara, Mario Negromonte (BA).

O PR (Partido Republicano, ex-PL) já pediu a Lula a volta do senador eleito Alfredo Nascimento (AM) para o
Ministério dos Transportes. Já o PC do B, fragilizado por não ter conseguido superar a cláusula de barreira, ficará satisfeito se mantiver o Ministério dos Transportes e a presidência da Câmara. (Folhapress)

 

 

CORREIO DO ESTADO - MS 

POLÍTICA
16/11/2006

 

André não tem respaldo na briga por cargos federais

 

Lívia Ferreira, Da Redação
Clodoaldo Silva, de brasília
O governador André Puccinelli (PMDB) não tem o respaldo de seu partido nem de sua base de apoio na bancada federal na briga pelos cargos federais de Mato Grosso do Sul. O PMDB está dividido sobre a questão e os demais parlamentares não demonstram interesse em apoiar a disputa pelos espaços.

Domingo, na convenção do PMDB de Campo Grande, André disse que recebeu oferta de cargos federais do Estado, embora não tenha dito quais seriam eles.

Entre os cargos federais mais importantes do Estado estão os comandos do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Delegacia Federal de Agricultura (DFA).

Semana passada, em Brasília, o peemedebista afirmou que só buscará os cargos se for interesse dos seis deputados da bancada eleita em outubro e que compõem a sua base aliada: Waldir Neves (PSDB), Antônio Cruz (PP), Dagoberto Nogueira Filho (PDT), Geraldo Resende (PPS), e os peemedebistas Waldemir Moka e Nelson Trad.

"Eu não tenho nenhum cargo e inclusive, quando me era dada a possibilidade de escolha, por ser do PMDB a Empresa dos Correios e Telégrafos, o prefeito André Puccinelli, à epoca, disse não. Se eles (deputados federais) definirem por ter participação (nos cargos) eu defenderei esta tese. Se os seis definirem por não terem participação eu defenderei a mesma tese. O que a bancada federal definir eu avalizarei e acompanharei", disse André, na ocasião.

 

 

O TEMPO - MG 

POLÍTICA
16/11/2006

 

Aliados sinalizam que estão com pressa

 

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo pressionado por aliados em diversos partidos a definir o espaço que cada um deles terá no segundo governo. Alguns ameaçam desembarcar do barco do petista.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), pediu “mais agilidade’’ do presidente, e disse que algumas decisões são “para ontem’’. Legendas como PSB, PCdoB e PP também aguardam por um telefonema do chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, para a conversa definidora.

Também estão incomodadas com a prioridade dada pelo presidente aos peemedebistas, a jóia da coroa da composição no segundo ministério. Enquanto aguardam, as legendas já definiram suas prioridades.

O PT quer somar mais dois ministérios além dos 16 que tem hoje: Cidades e Saúde. O PSB definiu dois pedidos que levará a Lula numa conversa que deve ocorrer com o presidente do partido, Eduardo Campos (governador eleito de Pernambuco).

Os socialistas pretendem manter o Ministério da Ciência e Tecnologia. Já o PC do B, fragilizado por não ter conseguido superar a cláusula de barreira, ficará satisfeito se mantiver o
Ministério dos Transportes e a presidência da Câmara. (Agência Estado)

 

 

DIÁRIO DE NATAL - RN 

POLÍTICA
16/11/2006

 

Wilma estará com Lula amanhã

 

A governadora Wilma de Faria (PSB) se encontra amanhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A governadora aproveitará para ter audiências com os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef; e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; além do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Luiz Gomes de Souza, e o secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Alves Maciel.

A reunião com o presidente da República está marcada para o meio-dia. Desde a semana passada, Lula vem conversando com os governadores eleitos e reeleitos. Antes de se encontrar com Lula, porém, a governadora Wilma de Faria se reunirá com o ministro
Paulo Sérgio Passos, às 10h, e com Dilma Roussef, às 11h30, com quem tratará de assuntos de interesse do estado.

A agenda da governadora, na parte da tarde, prevê encontros com secretários do Ministério da Agricultura - primeiro o da Defesa Agropecuária, Gabriel Alves Maciel, e às 19h, o secretário-executivo Luiz Gomes de Souza. O assunto principal será a reivindicação para mudança de status do Rio Grande do Norte em relação ao risco da febre aftosa.

O governo estadual já atendeu todas as exigências do ministério para a reclassificação: duplicou as unidades de sanidade animal e vegetal que passaram de 6 para 12, devidamente equipadas e com frota de veículos novos para as barreiras fixas e movéis; capacitou os técnicos; realiza sistemáticas campanhas de vacinação e criou o Instituto de Defesa Agropecuária (Idiarn), que no próximo ano estará realizando concurso público para contratação de veterinários, agrônomos, zootecnistas e técnicos agrícolas, entre outros profissionais.

Os fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estiveram no estado, no final do mês passado, realizando uma inspeção no rebanho, mas os laudos com o parecer ainda não foram anunciados. A expectativa do governo do estado e dos criadores é de que o Rio Grande do Norte, a exemplo do que já aconteceu com Pernambuco, seja elevado à categoria de área de médio risco.

A governadora Wilma de Faria deve permanecer em Brasília na sexta-feira, quando terá uma audiência com Eva Maria Cella Dal Chiavon, sub-chefe executiva da Secretaria de Relações Instituições da Presidência da República. A reunião está prevista para as 9h30.

 

 

CORREIO POPULAR 

POLÍTICA
16/11/2006

 

Pedida ação emergencial na recuperação da BR 429

 

A Deputada Federal Marinha Raupp foi parabenizada pelo Secretário de Planejamento de Alvorada do Oeste, Valmir Azevedo pelo seu empenho na recuperação dos pontos críticos da Br 429. A Deputada e o Secretário estiveram em reunião com o Diretor de Infra-estrutura Terrestre, Hideraldo Luiz Caron, reivindicando ao Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNIT), ação emergencial na recuperação de pontos críticos e pontes no trecho que liga Alvorada do Oeste a São Miguel.

Em resposta às reivindicações, o Sr. Oliveira, Superintendente do
DNIT em Rondônia, informou que está prevista licitação no próximo dia 20 de novembro, para recuperação do trecho.

Preocupada com a população, a parlamentar diz que a rodovia não pode ser interditada e que continua seu trabalho por melhores condições de trafegabilidade e desenvolvimento sócio-econômico da região.

Os esforços envidados pela Deputada para a 429, tem obtido resultados positivos, recentemente foi anunciada pelo Ministro dos Transportes, Sérgio Passos a operação Uirapuru, que recuperará um trecho de 220 quilômetros entre os municípios de São Miguel do Guaporé e Costa Marques.

Marinha Raupp também é autora de emenda na ordem de 20 milhões de reais para construção e pavimentação asfáltica de 16 quilômetros até Alvorada do Oeste, e afirma que não medirá esforços para que os recursos sejam liberados e as obras de pavimentação da Br 429 sejam iniciadas no próximo ano.