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O PAÍS
16/12/2006
Começa hoje a Operação Verão nas estradas
Polícia
Rodoviária Federal destacou 9.700 policiais para reforçar fiscalização, temendo
efeitos da crise da aviação
Jailton
de Carvalho
BRASÍLIA. O comando da Polícia Rodoviária Federal anunciou ontem que 9.700
policiais foram destacados para reforçar a fiscalização das rodovias federais de hoje até
4 de março. A Operação Verão é uma tentativa da polícia rodoviária de se
antecipar ao crescimento exagerado do tráfego nas estradas nos feriados de Natal
e Ano Novo deste ano. A polícia teme que, com a crise do setor aéreo, milhares
de brasileiros deixem de viajar de avião e passem a se deslocar, principalmente
para o litoral, de carro.
- Nosso receio é que, mesmo que o modal aéreo volte à normalidade nos próximos
dias, muita gente que deixou de comprar pacotes resolva viajar pelas rodovias - disse o coordenador
da Operação Verão, inspetor Alvarez Simões.
Barreiras para coibir excesso de velocidade Pelas linhas gerais da operação, os
policiais rodoviários deverão fazer policiamento ostensivo dos trechos mais
movimentados e perigosos. Em outros pontos, a polícia rodoviária planeja
instalar barreiras para coibir excesso de velocidade, embriaguez de motoristas
e cobrar a regularidade dos documentos dos carros. Para a polícia, os
principais culpados pela maioria dos acidentes fatais nas rodovias brasileiras são
motoristas imprudentes e não estradas esburacadas ou pistas molhadas.
"A imprudência ainda é a principal responsável pela violência no trânsito
nas BRs", diz relatório da polícia rodoviária.
O documento, base da Operação Verão, informa que 31,11% dos acidentes
registrados ano passado tiveram como causa a falta de atenção dos motoristas,
8,55%, o excesso de velocidade e 7,27%, o desrespeito a distância recomendada
entre um carro e outro. São apontadas ainda como causas de acidentes falhas
mecânicas (3,30%) e ultrapassagem indevida (3,19%). Defeitos na pista aparecem
como causa de apenas 2,7%. O relatório mostra ainda que 80,75% dos acidentes
acontecem em pista boa, 69,48% em retas e 67,05% com tempo bom.
Acidentes causam perdas de R$ 20 bilhões anuais A imprudência dos motoristas,
os buracos nas estradas e chuvas têm um preço alto. Estudo do Instituto de
Economia Aplicada (Ipea) revela que acidentes nas estradas resultam em perdas
anuais de R$ 20 bilhões.
No cálculo estão incluídos despesas com hospitais, transportes das vítimas e os
danos nos carros, entre outros itens. A meta da polícia rodoviária é reduzir os
números da tragédia do final do ano passado.
De 16 de dezembro de 2005 até 5 de março deste ano, a polícia contabilizou
25.135 acidentes nas estradas federais, com 1.386 mortes e 15.391 feridos.
- Muitos fatores fogem governança da polícia, mas nosso objetivo é reduzir o
número de vítimas nestas férias - afirma Simões.
Como medida preventiva, polícia recomenda paciência aos motoristas. A sugestão
é fazer paradas a cada três horas viagem. Elas evitam as chamadas
"hipnoses rodoviárias", momentos em que motoristas perdem os reflexos
e, às vezes, cochilam, mesmo de olhos abertos.
A polícia recomenda que motoristas consultem as condições do tempo e das estradas antes de cada viagem.
O mapa das rodovias e as indicações tempo podem ser encontradas no site :
www.dprf.gov.br.
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CIDADE
16/12/2006
Começa Operação Verão
Polícia
Rodoviária Federal intensifica fiscalização nas principais saídas do DF. A
ordem é reduzir a velocidade, obedecer a sinalização e não dirigir embriagado
A
Polícia Rodoviária Federal começou, ontem, a intensificar a fiscalização nas
quatro principais saídas do Distrito Federal. A Operação Verão 2006/2007
contará com um efetivo 100% maior que a edição do ano passado, 24 horas por
dia, nos cinco postos espalhados pelas rodovias federais BR–040 (Brasília-Rio de
Janeiro), BR–020 (saída para o Nordeste), BR– 060 (que liga o DF à Goiânia) e
BR–070 (Pirenópolis).
"Faremos blitze sistemáticas em todas as saídas. Queremos evitar os
problemas, principalmente com motoristas alcoolizados", explica o inspetor
De Luca Barbosa, chefe da Comunicação Social da PRF. O policiamento ostensivo
dos 900 quilômetros de estrada que estão à cargo do 1º Distrito Regional da PRF
– que inclui também as BRs 050 (São Paulo), 450 (cruza o perímetro Urbano de
Brasília) e 251 (Unaí) – ocorrerá até o dia 4 de março.
Nesse período, a PRF calcula que o fluxo de veículos, que no ano passado ficou
em torno de 140 mil carros durante os três feriados, aumente cerca de 30% a 40%
por causa da crise dos aeroportos. "A operação abrange as três datas
comemorativas que concentram a maioria dos acidentes: Natal, Ano Novo e Carnaval",
explica De Luca.
No ano passado, na operação 2005/2006, a Polícia Rodoviária registrou 424
acidentes, com 24 mortes e 384 feridos. Este ano, para evitar tragédias, o
inspetor alerta que os motoristas redobrem a atenção. "Estamos em um
período de chuvas intensas e, além disso, várias estradas brasileiras, como o
trecho que liga Luziânia a Cristalina, estão em obras para recuperação de piso
e, por isso, apresentam sinalização precária e estreitamento das faixas",
ressalta.
Levantamento
Levantamento feito pela PRF mostra que a desatenção dos motoristas é a causa de
28,65% dos acidentes. O estudo, baseado em informações coletadas durante a
Operação Verão 2005/2006, revela que entre as oito causas de acidentes mais
comuns, o comportamento do motorista é fator determinante nas cinco primeiras.
Excesso de velocidade, por exemplo, foi o motivador de 9,3% dos acidentes,
seguido pelo desrespeito à sinalização e ultrapassagem indevida que, juntas,
causaram 7,44% dos acidentes. Falhas mecânicas respondem por 3,27%.
"A ordem é reduzir a velocidade, fazer a manutenção preventiva dos carros
antes de pegar a estrada, obedecer a sinalização, não dirigir embriagado e
redobrar a atenção", aconselha De Luca. Entre os meses de dezembro de 2004
e março de 2005, 57,3% das colisões ocorreram em pistas simples.
Os 42,7% restantes aconteceram nos trechos duplicados ou com faixas múltiplas.
"O motorista abusa quando a pista e as condições climáticas estão em boas
condições.
Recomendamos que o motorista saia de casa prevenido quanto as péssimas
condições das nossas rodovias", destaca De Luca. Para saber previamente as
condições das rodovias, pode-se ligar para o 191.
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OPINIÃO
16/12/2006
Estradas boas, estradas perigosas!
José
Augusto Valente
Informações preliminares da pesquisa sobre custos de acidentes rodoviários,
desenvolvida pelo Ipea e Denatran, mostram que, quanto melhores as condições
das rodovias, maior a quantidade e
o custo dos acidentes rodoviários. Isso é natural, pois nas rodovias onde estão os grandes
volumes de tráfego, maior é a probabilidade de ocorrência de acidentes.
As rodovias estaduais de São
Paulo são, reconhecidamente, as melhores do País. Entretanto, lideram o ranking
de custo anual de acidentes com R$ 3,3 bilhões. Em segundo lugar, vem o
conjunto de rodovias federais do Sudeste – SP, MG, RJ e ES – com R$ 2,4
bilhões. Em seguida, as rodovias estaduais de Minas Gerais, com R$ 1,9 bilhão;
as federais do Sul – RS, SC, PR – com R$ 1,6 bilhão; e a malha estadual do
Paraná, com R$ 1,2 bilhão. No total, o custo anual de acidentes em rodovias municipais, estaduais
e federais atinge o valor de R$ 22 bilhões, sendo que as malhas municipais e
estaduais custam R$ 15,5 bilhões, quase 70% do custo total.
Só na malha federal morrem, por ano, 10 mil pessoas entre ocupantes de veículos
e atropelados. As principais causas são o excesso de velocidade; alcoolismo e
drogas; excesso de peso nos caminhões; cansaço dos motoristas pelo excesso de
tempo de direção; ultrapassagens em locais proibidos ou perigosos; precariedade
dos veículos; rodovias insuficientemente sinalizadas e/ou conservadas; baixa
proteção aos pedestres; condutores de veículos despreparados para dirigir em rodovias; entre outras. Essa é
uma tragédia cotidiana, silenciosa e invisível, que mata cerca de 30 mil
pessoas (rodovias e trânsito urbano) e
deixa mais de 200 mil feridos a cada ano.
Em dezembro de 2007 teremos a repetição desses números se não começarmos a
atuar, de maneira vigorosa, a partir de agora. O Seminário de Segurança contra
Acidentes, promovido pelos Ministérios dos Transportes e das Cidades, com o
apoio da entidade NTC&Logística é um marco da "guerra sem
trégua", dos governos e da sociedade, pela drástica redução de acidentes,
de feridos e de mortes no trânsito urbano e nas rodovias. Neste Seminário
foram delineadas as linhas mestras para a definição de uma Política Nacional de
Segurança nas Rodovias, com ações nas três áreas básicas de atuação: educação;
melhorias operacionais e controle.
Na área da Educação: ações para o Ensino Fundamental; maior qualidade nas
auto-escolas; propaganda de utilidade pública permanente; formação de
caminhoneiros, com a inclusão de simuladores nos moldes do que é feito com os
pilotos de avião; jogos para crianças e utilização eficaz da Internet. Na área
de melhorias operacionais: manutenção rotineira das rodovias e da sinalização;
eliminação de pontos críticos de acidentes; implantação de terceiras faixas em
subidas; atendimento Samu nos corredores com maior fluxo de tráfego, como é
feito na rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo; renovação da frota de
caminhões, com a exclusão de veículos com mais de 25 anos de fabricação e maior
rigor nas inspeções veiculares. Na área de controle e repressão, ações que informem
e punam o excesso de velocidade, o excesso de carga por eixo nos caminhões, o
uso de drogas pelos condutores, o desrespeito à sinalização, entre outras.
Os recursos para obras e serviços, visando à redução acelerada dos acidentes e
da gravidade deles, não devem ser contingenciados nem sofrer solução de
continuidade em relação ao fluxo financeiro. A ação coordenada das três esferas
de poder, com a ativa participação dos Ministérios dos Transportes, das Cidades
e da Justiça, bem como das entidades da sociedade, tem todas as condições de
reduzir, até 2010, os atuais números para patamares mínimos aceitáveis.
José Augusto Valente é secretário de Política Nacional de Transportes/MT.
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RIO
16/12/2006
Operação Verão nas estradas vai até o carnaval
PRF
espera movimento maior por causa do caos nos aeroportos
Mariane
Thamsten* A Polícia Rodoviária Federal deflagrou ontem no Estado do Rio a
Operação Verão, que só terminará após o carnaval, à meia-noite do dia 4 de
março.
De acordo com o inspetor da PRF Hélio Dias, o objetivo é evitar a que os
motoristas cometam infrações no trânsito e, também, inibir a ação de bandidos
durante os engarrafamentos nas estradas no Rio: — Durante 80 dias, 829
policiais rodoviários circularão nos veículos, incluindo motos, nos 1.484 km de
malha viária federal do Estado do Rio, para tentar prevenir acidentes e inibir
ações criminosas durante os congestionamentos.
Polícia adverte para risco maior de acidentes A PRF acredita que o fluxo nas estradas deve aumentar por causa
dos motoristas que pretendem escapar da espera nos aeroportos, provocada pelos
atrasos e cancelamentos de vôos nas últimas semanas.
Por conta disto, o risco de acidentes nas estradas também será maior.
Ainda de acordo com o inspetor Hélio Dias, os pontos mais críticos serão a
BR-101, principalmente no trecho da Ponte Rio-Niterói, que liga o Rio à Região
dos Lagos, e a Rodovia Rio-Santos, além ainda da BR-116.
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ECONOMIA
16/12/2006
Dilma: plano de R$ 234 bi em energia até 2015
Lula
cobra arrojo para promover crescimento: ‘Não estamos dispostos a conviver mais
4 anos discutindo a miséria’
Cristiane
Jungblut
BRASÍLIA. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, adiantou que o
governo trabalha com um plano de investimento de R$ 234,8 bilhões entre 2007 e
2015 na área de energia.
As metas estão divididas em cinco segmentos, que vão da geração de energia à
produção de combustível renovável, e deverão ser alcançadas usando-se, na maior
parte, recursos da Petrobras.
O pacotão — que inclui ainda recursos do Orçamento e da iniciativa privada — é
do tamanho da ambição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, antes da
apresentação de Dilma aos militares, voltou a cobrar de sua equipe criatividade
e arrojo nas medidas para promover o crescimento.
Lula afirmou que não quer fazer algo “na medida do possível”.
Ele reconheceu que o cobertor é curto no campo orçamentário, mas defendeu que
as realizações sejam maiores do que no primeiro mandato.
Caso contrário, disse, “a frustração pode ser muito grande na sociedade brasileira”:
— Se não fizermos de forma mais arrojada, serão mais quatro anos em que não
acontecerá o crescimento de que precisamos que o Brasil tenha.
Não estamos dispostos a conviver mais quatro anos discutindo a miséria —
afirmou Lula, referindo-se ao enxuto Orçamento da União.
Segundo Dilma, planos são desafiadores, mas exeqüíveis Lula e Dilma
participaram de almoço de fim de ano com oficiais-generais das Forças Armadas.
Antes do almoço, a ministra fez uma longa exposição, de 50 minutos, sobre a
“agenda do futuro”, com seis pontos básicos. Entre eles, estão também redução
de juros, controle da inflação e sustentabilidade do crescimento.
Dilma anunciou, por exemplo, que a idéia é atingir a produção de 3,34 bilhões
de litros por ano de biodiesel em 2010. Hoje, o país produz 840 milhões de
litros ao ano. Outra meta é, em 2010, produzir 23,3 bilhões de litros anuais de
etanol.
Atualmente são 16 bilhões de litros por ano. Os investimentos previstos na área
de combustíveis renováveis chegam a R$ 45,6 bilhões até 2015, o segundo maior
montante.
— Sabemos que são planos desafiadores, mas são exeqüíveis — disse Dilma.
Maior orçamento é na área de petróleo e gás A ministra afirmou que a prioridade
do governo, porém, é evitar outro apagão energético, como o de 2001, e
universalizar o serviço. Para isso, prevê gastos de R$ 4,6 bilhões em oito anos
no programa Luz para Todos.
A geração de energia será contemplada com R$ 74,7 bilhões, e a construção de
linhas de transmissão receberá outros R$ 16,5 bilhões. Nestes dois casos, será
pesado o investimento privado ou em parceria.
O maior orçamento previsto é na área de petróleo e gás, importante para a
independência energética e o abastecimento do setor produtivo. Serão R$ 93,4
bilhões. Dilma ainda listou várias obras de rodovias, portos e hidrovias que fazem parte do
plano energético do governo, como a Transnordestina e o Arco Rodoviário do Rio.
A ministra também falou das obras em aeroportos, mas ignorou a crise do
controle de tráfego aéreo. Ela repetiu o argumento de que o governo investiu R$
3 bilhões em infraestrutura aeroportuária, aumentando a capacidade de
recebimento de passageiros. Até 2015, Dilma afirmou, deverão ser mais R$ 6
bilhões.
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COISAS DO RIO
16/12/2006
Mercado amplo
O
presidente do Sindicato dos Marítimos, Severino Almeida, está comemorando a
resolução 72 do Ministério dos Transportes, que manda incluir marítimos
brasileiros em navios estrangeiros que fiquem longo tempo nas costas nacionais.
Para Almeida, isso será bom também para a economia. Companhias estrangeiras que
apenas passavam por aqui, agora serão estimuladas a criar empresas no Brasil.
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BRASÍLIA
16/12/2006
Policia inicia a Operação Verão
Rafania
Almeidaf
A operação padrão dos controladores de vôo, que paralisa os aeroportos em todo
o país, repercutirá nas rodovias nos feriados de fim de ano. A Policia
Rodoviária Federal prevê um aumento de 40% de veículos nas estradas nos recessos de
Natal, Ano Novo e Carnaval. Nos feriados prolongados, cerca de 140 mil veículos
transitam nos 900 quilômetros de rodovias federais que cruzam o DF
Ontem, a Polícia Rodoviária iniciou a Operação Verão 2006/2007, que se
estenderá até 4 de março. Segundo o inspetor Lucas Barbosa, a principal
preocupação é em relação ao consumo de álcool, que aumenta neste período
festivo e os motoristas se arriscam a pegar a estrada sem descansar.
- Consumo de bebida e cansação foram as principais causas de acidentes nos três
feriados no final de 2005 e início deste ano - lembra o inspetor.
Na Operação Verão 2005/2006, a PRF registrou 434 acidentes com 384 feridos e 24
mortes. Na avaliação do inspetor, os valores aumentaram devido à imprudência
dos motoristas.
- Três entre cada quatro acidentes poderiam ser evitados se os condutores
obedecessem sinalização - avaliou.
A fiscalização será intensificada na BR-020, saída para o Nordeste, BR-040 que
liga Brasília a Belo Horizonte e litoral, BR-060, saída para Goiânia, BR-050
para São Paulo, BR 070, que dá acesso a Pirenópolis, BR-450, no perímetro
urbano da capital federal, e BR251, que vai para Unaí.
Lucas Barbosa faz um apelo para que os motoristas redobrem a atenção,
principalmente aqueles que irão trafegar pela BR-040, com obras de recapeamento
no trecho de Luziânia/Cristalina, e BR-060, onde está em andamento com a
Operação Tapa Buracos.
-Na BR-040 faltam faixas e sinalização devido às obras. Se os motoristas não
estiverem atentos, poderão provocar acidentes - alerta o inspetor.
Segundo ele, na BR-070, é importante lembrar que ela cruza o município de Águas
Lindas, que é um perímetro urbano com grande circulação de pedestres, e se
torna perigoso.
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CIDADES
16/12/2006
Caos diário na Epia
Para
escapar dos congestionamentos, que atingem 2km de extensão, motoristas têm que
sair de casa mais cedo e atrasar o retorno do trabalho. Para especialistas,
capacidade da rodovia está esgotada
Mário
Coelho
Da equipe do Correio
Acordar mais cedo e sair mais tarde do trabalho foi a solução encontrada por
Hélder Soares de Sousa, 41 anos, para fugir dos engarrafamentos diários na
Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Encarregado de mercearia em um
supermercado no final da Asa Norte, ele gasta normalmente entre 40 e 50 minutos
a mais para sair e voltar para casa, em Santa Maria. Hélder não está sozinho
nessa rotina. Diariamente, 78 mil carros passam pelos trechos de maior
movimento da via, que tem 36,8km de extensão. Nas primeiras horas da manhã e no
final da tarde, são comuns congestionamentos de até 2km.
“Só não pego fila se sair antes das 5h30 de casa. Na volta, espero até as 19h
para sair do trabalho. Antes disso, é engarrafamento na certa”, contou Hélder.
O tráfego intenso de carros, ônibus, vans e caminhões tumultuam o trânsito e
formam engarrafamentos diariamente na via, classificada pelo Departamento de
Estradas e Rodagens (DER) do Distrito Federal como DF-003. O problema se agrava
entre o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) ao Parkshopping — o trecho com
maior tráfego de veículos, segundo o DER.
Quase 8 mil por hora
O órgão não possui estatística com o número de veículos que passam pela Epia
nos horários de pico. Entretanto, uma projeção feita pelo professor de
engenharia de trânsito da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Marques,
aponta que, nos horários de rush, praticamente dobra a intensidade do tráfego
na rodovia. “A Epia comporta cerca de 4 mil carros por hora. Normalmente, os
horários de pico concentram cerca de 10% do total de veículos que passam ali
diariamente. Teríamos então 7,8 mil carros passando a cada hora”, calculou o
professor. “A capacidade da via já está esgotada”, sentenciou.
Os problemas da rodovia não se resumem ao excesso de veículos. A pista está
deteriorada pelo tráfego de caminhões — já que a Epia é a principal ligação do DF
com as demais regiões do Brasil. Outro fator que prejudica o trânsito é o
grande número de supermercados, shoppings e comércios de grande porte nos
arredores. Os retornos também facilitam a formação de grandes filas. “Para
fazer o retorno, seria necessária uma área para desaceleração. Mas esses locais
acabaram se tornando pontos de estrangulamento”, completou Marques.
Rodovia precisa ser ampliada
Mário Coelho
Da equipe do Correio
Parado no acostamento em frente ao Parkshopping, o soldado Luiz Carlos de Oliveira,
24 anos, do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda (os Dragões da Independência),
esperava o radiador do seu carro esfriar. O veículo parou depois de Luiz ter
enfrentado 3km de engarrafamento na Estrada Parque Indústria e Abastecimento
(Epia). Como boa parte dos motoristas que trafegam pela rodovia, o soldado quer
ver o problema resolvido rapidamente. “Pelos meus horários, não tem como fugir
do congestionamento. Ouço uma música no carro e tento relaxar”, resignou-se.
O professor de engenharia de trânsito da Universidade de Brasília (UnB), Paulo
César Marques, defende o uso sistemático do transporte coletivo público e de
outros meios não motorizados. Ele não vê outro caminho senão a ampliação da
rodovia. “A Epia é um boa candidata à ampliação. Ela poderia ter três faixas
por sentido em alguns trechos. Além disso, poderiam ser construídas ruas
laterais e de serviço, que ajudariam a desafogar o trânsito”, sugeriu Marques.
A opinião é compartilhada pela superintendente de Trânsito do Departamento de
Estradas e Rodagem (DER) do Distrito Federal, Mônica Velloso. Ela concorda que
uma saída seria aumentar o número de faixas, em especial no trecho entre o
Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e o ParkShopping. “Temos tomado
medidas paliativas, como a instalação de lombadas e de semáforos. Mas a solução
é a ampliação da rodovia”, afirmou. Outra possibilidade apontada por Mônica
Velloso é a construção de um anel viário, nos moldes do Rodoanel paulista. Por
ali passariam os caminhões e ônibus que hoje usam a Epia como caminho para
outras regiões. “Essa é a única via de escoamento que nós temos. Todo os
veículos que vêm do Norte passam por ali”, completou a especialista.
Depende do Dnit
O projeto de ampliação está nas mãos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) desde 2004, quando a rodovia passou para a responsabilidade do
governo federal. A última reforma foi feita no primeiro semestre deste ano. À
época, um trecho de 3km, próximo à Água Mineral, foi reconstruído. O antigo
asfalto deu lugar a um mais consistente, propício para suportar o tráfego de
caminhões. Após a federalização, o DER assumiu a fiscalização da via, em
parceria com a Polícia Militar.
Além de acrescentar uma faixa em cada pista, o Dnit planeja reconstruir
todo o asfalto. Na quarta-feira, a obra recebeu a autorização do Tribunal de
Contas da União (TCU) para constar no Orçamento de 2007. Agora, cabe aos
deputados federais e senadores da Comissão Mista de Orçamento definirem quanto
poderá ser destinado ao projeto de ampliação. Caso tenha dotação orçamentária,
a obra será realizada em consórcio. Ao Dnit caberá a maior parte da verba, ainda não
calculada. O DER entrará com a contrapartida. “O trânsito vai melhorar muito
com essa obra”, defendeu Mônica Velloso.
Apesar de o TCU ter aprovado o projeto, o governador eleito, José Roberto
Arruda, pedirá aos titulares das secretarias de Obras e de Transportes para
reavaliarem toda a proposta. Um dos motivos é que ela não prevê o impacto
causado no trânsito da Epia pela construção da nova Rodoferroviária, a ser
instalada no SIA.
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GERAIS
16/12/2006
Reforço nas rodovias
A
saída dos mineiros para as férias de fim de ano deixa os patrulheiros em alerta
máximo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) começou ontem a Operação Verão, que
visa reduzir os índices de acidente nas principais estradas de Minas. Todo o
efetivo da corporação, inclusive o pessoal administrativo, totalizando cerca de
800 homens, será deslocado para o monitoramento e a fiscalização das pistas. A
expectativa é de que o movimento nas BRs seja 30% maior. Além do aumento normal
no número de partidas, a crise aérea estimula as viagens por terra.
O esquema especial começou com uma blitz educativa no posto da PRF na BR-381,
altura de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante a manhã,
policiais distribuíram panfletos orientando os motoristas para os cuidados nas estradas. Uma das principais
preocupações é com a chuva, que, segundo as previsões, só deve dar trégua em
fevereiro e aumenta o risco de derrapagens e saídas de pista. Para flagrar a
imprudência, os patrulheiros vão posicionar viaturas nos pontos com maior
índice de acidentes e intensificar as rondas. Os 26 radares móveis, sendo 5
fotográficos, serão colocados em operação.
A mobilização só termina em 4 de março, depois do Carnaval. A expectativa é de
que haja congestionamentos, principalmente, na BR-381, saída para Vitória, e na
BR-040, que liga o estado ao Rio de Janeiro. Para evitar assaltos na fila, a
PRF pretende fazer rondas, de moto, no trecho da 381.
Nos últimos verões, a violência nas estradas tem diminuído, mas em ritmo lento. Na
temporada 2004/2005, houve 274 mortos e 2.895 feridos em 4.252 acidentes. Em
2005/2006, foram 244 mortos e 2.814 feridos em 4.049 batidas. O chefe da Seção
de Policiamento da PRF, inspetor Waltair Vasconcelos, diz que, nas BRs 050,
próximo a Uberlândia, 452, na região de Araxá, e 365, perto de Montes Claros,
haverá reforço no policiamento para evitar assaltos a ônibus. Entre outros
cuidados, ele recomenda que os motoristas evitem viajar à noite, façam revisão
nos veículos, parem a cada 2 horas para descansar, prefiram refeições leves e,
principalmente, respeitem a sinalização.
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CIDADES
16/12/2006
Governo quer grupo para cuidar de BRs
Rebeca
Lopes
O Projeto de Lei 082, encaminhado pelo Executivo para Assembléia Legislativa,
cria 11 cargos com supersalários para um “Grupo Técnico Especializado em
Construção e Recuperação de Estradas de Roraima”. O projeto deverá ser
apreciado pelos deputados até quarta-feira, 27.
A informação foi repassada pelo relator do projeto, deputado Rodolfo Braga, que
disse que antes de qualquer decisão, submeteu à Assessoria Jurídica da Casa, a
fim de emitir parecer sobre a constitucionalidade ou não da matéria.
Como o Executivo tem maioria absoluta, e com final de mandato para 13 dos 24
deputados, tudo caminha para aprovação, o que vai resultar em mais uma despesa
mensal de R$ 70.268,29 com apenas onze servidores. Pela proposta apresentada, o
coordenador receberá R$ 7.807,59 e cada um dos 10 integrantes, R$ 6.246,07.
Na Secretaria Estadual de Infra-Estrutura, o titular da pasta estava em reunião
com o governador. No Departamento de Infra-Estrutura, a secretária do diretor
José Eufrânio disse que ele tinha muitos compromissos agendados, inclusive com
visita à BR-174, e não poderia atender a equipe de reportagem. Pediu que
ligasse na segunda-feira, por volta de 12h, para agendar um horário.
PROJETO – Pela proposta, a finalidade do grupo técnico, chamado de GTECRE, é
planejar, acompanhar, controlar e executar as atividades de administração de projetos
de engenharia civil voltada para construção de estradas e obras. Os membros
serão nomeados e exonerados pelo governador e contarão com o apoio da Seinf,
que fornecerá pessoal e materiais que se fizerem necessários.
Os trabalhos a serem realizados pela “equipe de especialistas” têm o objetivo
de subsidiar o governo na adoção de medidas administrativas para fixar o tipo
de intervenção a se fazer, como tapa-buracos, recomposição de pequenos
segmentos contínuos, fresagem e recapeamento de trechos, restauração de
pavimentação, recuperação de pontes e restauração horizontal.
O GTECRE estaria obrigado a apresentar relatório das atividades desenvolvidas
ao chefe do Poder Executivo Estadual, mensalmente ou sempre que solicitado. As
despesas decorrentes da aplicação da lei correrão por conta do Estado.
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CIDADES
16/12/2006
Equipe verifica mortalidade na RR-205
Da
Redação
Técnicos da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental estão percorrendo a
RR-205, sentido Alto Alegre, verificando o índice de mortalidade animal na
rodovia. O trabalho é parte do projeto Trânsito Animal, que começou a ser
desenvolvido pela Prefeitura de Boa Vista este ano.
A meta é diminuir a morte de animais silvestres por atropelamento. A equipe da
secretaria está fazendo um levantamento das espécies mais ameaçadas pelo
trânsito de veículos, identificando os trechos onde é mais comum o
atropelamento de animais.
Esta é a segunda etapa do projeto que começou com o levantamento da BR -174
sentido Manaus e Pacaraima. A próxima fase será o trabalho de identificação das
áreas de maior fluxo de animais e a orientação aos condutores.
O técnico do projeto, Luis Felipe, explicou que em Boa Vista, o índice de morte
de animais silvestres causada por atropelamentos, aumenta por conta da falta de
planejamento na construção das rodoviárias.
“Alguns trechos das rodovias foram construídos em áreas de igarapés, igapós e
corredores ecológicos, que são locais onde os animais silvestres se alimentam e
trafegam. Isso aumenta consideravelmente as chances de atropelamento que são
bastante freqüentes nas estradas”, explicou.
Entre as espécies mais ameaçadas pelo trânsito de veículos estão as aves de
pequeno porte; mamíferos como a raposa, cachorro do mato e a mucura além de
répteis como o jacaré e cobras. Os tamanduás e tatus também estão incluídos
nesta lista.
Entre as áreas de maior incidência, está o trecho da BR-174 próximo ao rio
Mucajaí. Luis Felipe destacou ainda que esta iniciativa da Prefeitura de Boa
Vista é importante porque ajuda a manter o equilíbrio ambiental.
“Nossa intenção é evitar atropelamentos desses animais e identificar realmente
a gravidade do impacto causado pela interferência humana no habitat das
espécies mais visadas”, disse o técnico.
A expectativa é que este levantamento seja concluído nos primeiros meses de
2007. A partir de então, será iniciada uma campanha de esclarecimento aos
motoristas com orientações sobre como evitar o acidente envolvendo animais
silvestres. Existe ainda a possibilidade de instalar placas de sinalização
indicando as áreas de maior tráfego animal.
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OPINIÃO
16/12/2006
Chuva e imprevidência
A
intensidade das chuvas nos últimos dias, em todas as regiões de Goiás, está
causando transtornos, dificultando serviços essenciais e gerando riscos no
trânsito urbano e nas rodovias, em algumas provocando até mesmo interdição de trechos,
como foi o caso da BR-153, quilômetro 580, entre Hidrolândia e Aloândia.
Tudo indica que essa situação vai perdurar nos próximos dias, o que recomenda o
máximo cuidado para todas as pessoas que, por imposição de exigências
profissionais, principalmente, têm de se expor aos riscos.
Não se pode culpar apenas a natureza e se conformar com os transtornos, pois
eles poderiam estar neutralizados ou, pelo menos, consideravelmente reduzidos
se não fosse o pecado da imprevidência e das omissões.
O calendário pluviométrico de Goiás e, sem exceção, em todas as regiões, é
bastante definido, com o regime de chuvas ocupando cerca da metade do ano, com
seis meses de quase absoluto tempo seco.
É no curso desses seis meses de estiagem que se deveria observar uma agenda de
previdência, com os necessários reparos e consertos, conservação e manutenção
em rodovias, assim como dos
equipamentos nas áreas urbanas, prevenindo os transtornos quando as chuvas
chegam.
Acontecem relapsos que agravam, por exemplo, as inundações em áreas urbanas.
Por falta de providências às vezes simples, como o desentupimento de bueiros,
as águas das chuvas causam estragos e se tornam mesmo perigosas. Em
determinadas áreas de riscos não se tomam medidas para evitar que famílias fiquem
expostas em face da ameaça de alagamentos.
Ninguém pode operar milagres diante de riscos das intempéries, de modo geral.
Mas se as medidas recomendadas pela sensatez e pela previdência forem tomadas
na hora certa, todos estarão mais protegidos.
As chuvas que estão sendo registradas terão decorrências que deveriam servir,
pelo menos, de lição e de advertência. É preciso bater nessa tecla.
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ECONOMIA
16/12/2006
Investimentos em energia somarão R$ 74 bi
Brasília
– Os investimentos públicos e privados em energia elétrica no período de 2007 a
2015 serão de R$ 74,7 bilhões, incluindo recursos de empresas privadas e
estatais e da União. Essa é a previsão do governo, apresentada ontem pela
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em palestra aos
oficiais-generais. “O objetivo é não ter apagão e universalizar os serviços”,
afirmou.
Dilma estima que serão investidos R$ 93,4 bilhões em petróleo e gás e R$ 45,6
bilhões em combustíveis renováveis. No total, os investimentos na área de
energia estão estimados pelo governo em R$ 234,8 bilhões, disse. Mais da metade
desses R$ 234,8 bilhões serão recursos da Petrobras. Esses grandes números,
assim como um diagnóstico sobre a infra-estrutura do País, foram apresentados
aos militares antes do almoço de fim de ano com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
Em linhas gerais, a apresentação da ministra é o capítulo de infra-estrutura
que poderá fazer parte do pacote econômico a ser anunciado na semana que vem. O
governo pretende listar 50 prioridades, que não poderão ter as verbas
bloqueadas pelo Tesouro Nacional e terão um gestor específico para assegurar
sua execução.
Dilma afirmou que houve, nos últimos 20 anos, um desmonte das estruturas que
viabilizavam os investimentos a médio, curto e longo prazo. “Tivemos uma
relação complicada com a infra-estrutura. E a posição do País em relação aos
projetos de médio e longo prazo foi bastante comprometida”, afirmou.
A palestra de Dilma foi dividida em quatro áreas: transporte, aeroportos,
energia, saneamento. Na área de transportes, a ministra citou como necessárias de
serem acompanhadas pelo governo na região Norte a melhoria das rodovias BR 163, 346, 156, 319
e 230 (a Transamazônica), a retomada das obras da ferrovia Norte-Sul, e a construção
de 40 terminais hidroviários na bacia amazônica.
Na região Nordeste, a ministra relacionou a construção da ferrovia
Transnordestina, recuperação de trechos das BRs 135 e 101, revitalização das
margens do Rio São Francisco, construção da Via Expressa do Porto de Salvador,
ampliação do porto de Itaqui, no Maranhão, e construção de contornos
ferroviários na Bahia. No Sul, ela mencionou a construção de contornos
ferroviários em Santa Catarina.
Já no Sudeste, ela falou aos militares sobre a obra do Rodoanel de São Paulo e
interligação das BRs 153 e 050, construção do arco rodoviário do Rio de
Janeiro, recuperação da BR 101 no Espírito Santo, melhoria de contornos
rodoviários em Minas Gerais, recuperação de trechos das BRs 281 e 040. (Agência
Estado)
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ECONOMIA
16/12/2006
Medidas somente em março de 2007
O
ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, informou que serão
tomadas medidas em relação ao Porto de Paranaguá em fevereiro ou março de 2007. A
questão do porto também será levada para o pleno do TCU. Ele lembrou que está
se empenhando ao máximo para agilizar os processos que são mais de 700 no gabinete.
Entre 2005 e 2006, ele foi relator de mais de 1.300 processos e ainda tem um
estoque grande de processos na área de infra-estrutura do País. ''O fato de visitar
os locais me dá condições de conhecer in loco aquilo que os nossos técnicos
avaliaram. Posso ver a dimensão e a urgência das questões'', destacou.
Na última quarta-feira, o ministro dos Transportes descartou a
possibilidade de uma intervenção no porto e alegou que todas as irregularidades
já foram sanadas. Nardes disse que ainda não recebeu uma resposta oficial do ministro dos
Transportes mas pretende avaliar o assunto para verificar qual posição vai
tomar. Em um acordão de 8 de novembro, o TCU deu um ultimato ao ministro dos
Transportes para que declarasse a intervenção no porto ou apresentasse uma
justificativa para não fazer isso.
O ministro Nardes é relator de várias matérias que envolvem a parte de
infra-estrutura e transportes no País, já visitou oito portos e mais de 20 mil
quilômetros de estradas esburacadas no Brasil. Também foi relator do caso do
''apagão aéreo''. Segundo ele, se o Brasil quiser crescer 5% ao ano terá que
investir na infra-estrutura das estradas e dos portos. Lembrou ainda que já
mandou suspender o pagamento de várias obras em estradas, inclusive no Paraná,
nas quais foram encontrados indícios de superfaturamento.(A.B.)
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ECONOMIA
16/12/2006
Ferronorte e BRs estão no pacote
Ministro
Furlan visita Cuiabá e anuncia redução de impostos e investimentos que trarão
aquecimento na economia de MT e do Brasil
Juliana
Scardua
Da Redação
A Ferronorte, a duplicação da BR-364 entre Cuiabá e Rondonópolis e o
asfaltamento da BR-163 até Santarém (PA) estão entre as prioridades do pacote
do governo federal que promete "destravar" o setor produtivo e a
economia dos Estados. O anúncio foi feito pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior (MDIC), Luiz Fernando Furlan, durante visita a Cuiabá. O
interlocutor também foi taxativo ao declarar que a taxa da Taxa de Juros de
Longo Prazo (TJLP) irá cair em janeiro e que é consenso a redução de tributos
como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medidas esperadas com
anseio por empresários.
O anúncio oficial do pacote pelo presidente Lula foi postergado para a próxima
quinta-feira (21) após a série de reuniões por horas a fio com ministros e
assessores que marcaram esta semana. Furlan sinaliza que é prioridade a
construção do trecho da Ferronorte até Rondonópolis em 2007, com o aporte de
recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"A ferrovia virá mais adiante a Cuiabá, mas no primeiro momento a meta
fechada no governo é chegar a Rondonópolis".
O pacote também incluirá a isenção de IPI sobre mais de 50 itens de bens de
capital, desoneração de alguns materiais de construção, redução spreeds
bancários e novas políticas públicas na área da habitação popular. "Esses
investimentos em infra-estrutura e os cortes em vários impostos terão efeito
muito positivo para a economia de Mato Grosso, reduzindo os custos de
exportação e trazendo uma gama variada de iniciativas que irá motivar empresas
e gerar empregos".
Furlan relata que a formatação final do conjunto de medidas agora segue para a
fase de ajustes e a análise de instrumentos legais necessários para a
efetivação das medidas, seja por meio de decretos, Medidas Provisórios ou
projetos de Lei do Executivo. Ainda não há estimativa e cifras do quanto os
investimentos públicos e abatimentos tributários irão oxigenar a economia
regional e do país. "Estamos aguardando a definição da equipe técnica, com
a arquitetura global para mensurar os efeitos macroeconômicos e orçamentários
que o pacote trará".
O secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan, avalia
que o pacote é importante, mas que o governo federal não deve perder o foco na
necessidade de uma verdadeira reforma fiscal no Brasil. "Para gerar os
superávits que precisava a União acabou sobrecarregando as contribuições como
CPMF e Cofins e isso consequentemente aumentou a carga tributária que hoje
chega a 38% do faturamento das empresas. Precisamos efetivamente de uma reforma
fiscal que não seja pontual, e sim ampla para que a economia comece a
girar".
Durante jantar na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) na
quarta-feira (13), o ministro do Desenvolvimento também fez um apanhado de
êxitos obtidos pelo governo federal no campo da macroeconomia, como o aumento
das exportações e a queda do Risco Brasil. "Temos muitas críticas ao
governo federal, mas também importante reconhecer aquilo que vem dando certo.
Apesar de limitações, a economia brasileira registra 6 anos em céu de
brigadeiro", pontua o presidente da Fiemt, Mauro Mendes.
Governo - O ministro Luiz Fernando Furlan nega a existência de divergências na
escolha dos investimentos prioritários entre membro do governo. Ele salienta
que a palavra final do que entrará na lista de "bondades" (como vem
sendo definidas algumas medidas de apoio ao setor produtivo) dependerá do aval
do presidente Lula.
Furlan também tratou de rebater os rumores de uma possível saída da cadeira do
MDIC ante a força pouca expressiva da pasta sobre a administração do BNDES.
"Não coloquei imposição nenhuma. Desde o início do governo tinha me
preparado para permanecer 4 anos". Ele afirma que o assunto será discutido
pela quarta vez com o presidente Lula em reunião na próxima segunda-feira (18).
Apesar da negativa, o tom de despedida pairou no discurso de Furlan junto a
empresários de Mato Grosso. "Independente da decisão, saiba que sua missão
foi cumprida", avalizou o secretário estadual Alexandre Furlan.

BRASIL
16/12/2006
Começa nas BRs operação férias
Começou
ontem, em todo o Brasil, a operação de reforço da segurança nas estradas federais por parte da
Polícia Rodoviária. O esquema termina em março de 2007 e abrange os feriados de
Natal, Réveillon e Carnaval, além das férias escolares. No mesmo período, em
2005, houve 25.135 acidentes que mataram 1.386 pessoas. A Polícia Rodoviária
acredita em Brasília que o movimento nas rodovias suba ainda mais neste ano.

OPINIÃO
16/12/2006
Estradas da morte
Existe
no Brasil uma obsessão rodoviária de 80 anos para cá, desde o governo de Washington
Luís. Isso pode estar em proporção com o número de acidentados, incluindo com
mortes, nas estradas. A solução mais prática está em campanha de reeducação
Notícia na edição de ontem do O POVO, "Brasil gasta 1,2% do PIB com
acidentes de trânsito" (Editoria Brasil, página 13) é um alerta gritante
sobre o maior problema do tráfego de veículos automotores no País. O estudo
divulgado quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é específico
para os desastres nas rodovias, acumulando despesa por ano de R$ 22 bilhões. Falta se
calcular o quanto é desembolsado nos acidentes de trânsito urbanos. Com isso, o
resultado poderia ficar ainda mais assustador.
O presidente do Ipea, Luiz Henrique Soares, entrevistado para a matéria, disse
que, além da perda de vidas, existem as seqüelas dos feridos e o montante que
deixou de se arrecadar pelo afastamento de atividade produtiva. Os dados,
relativos aos anos 2004/2005, estão contidos em estudo co-realizado pelo
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e Associação Nacional de
Transportes Terrestres (ANTP), integrando a pesquisa Custos Sociais e
Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Estradas Brasileiras.
Os estados que mais lideram as estatísticas estão no Centro-Sul: Minas Gerais,
São Paulo, Santa Catarina e Paraná, onde esperava-se que um eventual maior
nível cultural e educacional de quem conduz veículos contribuísse para reduzir
as catástrofes. Mas, nessas unidades da Federação, foram contabilizadas 54% das
mortes de pedestres na malha rodoviária.
Além disso, respondem por 50% dos óbitos de pessoas as BRs-040, 101 e 116. No
caso da 116, é verdade que o número de acidentes corresponderia à
quilometragem, pelo fato de ser uma rota que nasce em Fortaleza e termina em Porto Alegre. Para o
presidente do Ipea, o custo do dinheiro público decorrente dos desastres poderia
ajudar a resolver grande parte do desenvolvimento do País com a aplicação em
obras de infra-estrutura.
Contudo, o que pode ter deixado de se divulgar na pesquisa é se há comparativos
com acidentes rodoviários em outros países tendo dimensões continentais como o Brasil:
entre os quais Estados Unidos, Rússia, Canadá, China (apesar de a República
Popular ter malha rodoviária pequena em relação ao território, de cerca de quatro
mil quilômetros) e México. Além disso, existe no Brasil desde o mandato do
presidente Washington Luís (de 1926 a 1930) uma obsessão rodoviária. Tanto que
o bordão desse governante era "Governar é abrir estradas".
Essa prioridade para o transporte sobre rodas confundiu-se no governo Juscelino
Kubitschek (de 1956 a 1961) com a consolidação da indústria automobilística,
quando São Bernardo do Campo (SP) foi convertida na Detroit brasileira. Além de
a nova capital federal, inaugurada em 1960, ter tido um traçado voltado para o
veículo automotivo, foram abertas rodovias continentais como a Belém-Brasília e a
Acre-Brasília. No governo Garrastazú Médici (de 1969 a 1974), essa priorização
ficou magalômana com a construção da rodovias Perimetral Norte e da Transamazônica,
respectivamente nas calhas Norte e Sul do rio Amazonas.
Hoje, são estradas com traçados parciais
e freqüentemente destruídos pelas quadras invernosas. Curiosamente, a
Transamazônica é mais utilitária no trecho entre João Pessoa (PB) a Marabá
(PA), cobrindo o Nordeste. Com a rede de rios navegáveis que tem, a Amazônia,
historicamente, possui vocação hidroviária a ponto de, no século XIX, o
empresário Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá, ter sido o primeiro a
investir maciçamente no transporte fluvial da região. Para os pontos mais
distantes na Amazônia, o avião foi indispensável desde quando introduzido no
País.
O esvaziamento das ferrovias para passageiros, limitando-as a regiões metropolitanas,
deve ter contribuído para o aumento do tráfego rodoviário e, como conseqüência,
o número de acidentes de trânsito. Nações como Estados Unidos, Canadá, as da
Europa e a Índia nunca abdicaram do trem para deslocamento de pessoas. Estradas
de ferro para longa distância no Brasil tecnocrata se tornaram exclusivas para
cargas, conduzindo para portos minérios e soja, por exemplo.
O transporte interestadual de pessoas no País deveria ter ficado misto,
inclusive com ferryboats entre cidades litorâneas mais próximas. Mas também
deveria existir uma campanha de reeducação no trânsito com abrangência nacional
a fim de que as rodovias brasileiras deixassem de ter a reputação de estradas da morte.
Principalmente naquelas onde a alta velocidade é permitida, uma armadilha para
motoristas, passageiros e pedestres.
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ECONOMIA
16/12/2006
Investimentos em energia somarão R$ 74,7 bi até 2015
BRASÍLIA
- Os investimentos públicos e privados em energia elétrica no período de 2007 a
2015 serão de R$ 74,7 bilhões, incluindo recursos de empresas privadas e
estatais e da União. Essa é a previsão do governo, apresentada ontem pela
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em palestra aos
oficiais-generais. "O objetivo é não ter apagão e universalizar os
serviços", afirmou.
Dilma estima que serão investidos R$ 93,4 bilhões em petróleo e gás e R$ 45,6
bilhões em combustíveis renováveis. No total, os investimentos na área de
energia estão estimados pelo governo em R$ 234,8 bilhões, disse. Mais da metade
desses R$ 234,8 bilhões serão recursos da Petrobras. Esses grandes números,
assim como um diagnóstico sobre a infra-estrutura do País, foram apresentados
aos militares antes do almoço de fim de ano com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
Em linhas gerais, a apresentação da ministra é o capítulo de infra-estrutura
que poderá fazer parte do pacote econômico a ser anunciado na semana que vem. O
governo pretende listar 50 prioridades, que não poderão ter as verbas
bloqueadas pelo Tesouro Nacional e terão um gestor específico para assegurar
sua execução.
Dilma afirmou que houve, nos últimos 20 anos, um desmonte das estruturas que
viabilizavam os investimentos a médio, curto e longo prazo. "Tivemos uma
relação complicada com a infra-estrutura. E a posição do País em relação aos
projetos de médio e longo prazo foi bastante comprometida", afirmou.
A palestra de Dilma foi dividida em quatro áreas: transporte, aeroportos,
energia, saneamento. Na área de transportes, a ministra citou como necessárias de
serem acompanhadas pelo governo na região Norte a melhoria das rodovias BR 163, 346, 156 319
e 230 (a Transamazônica), a retomada das obras da ferrovia Norte-Sul, e a construção
de 40 terminais hidroviários na bacia amazônica.
Na região Nordeste, a ministra relacionou a construção da ferrovia
Transnordestina, recuperação de trechos das BRs 135 e 101, revitalização das
margens do Rio São Francisco, construção da Via Expressa do Porto de Salvador,
ampliação do porto de Itaqui, no Maranhão, e construção de contornos
ferroviários na Bahia.
No Sul, ela mencionou a construção de contornos ferroviários em Santa Catarina.
Já no Sudeste, ela falou aos militares sobre a obra do Rodoanel de São Paulo e
interligação das BRs 153 e 050, construção do arco rodoviário do Rio de
Janeiro, recuperação da BR 101 no Espírito Santo, melhoria de contornos
rodoviários em Minas Gerais, recuperação de trechos das BRs 281 e 040.
O setor aeroportuário precisará de investimentos da ordem de R$ 6,17 bilhões,
segundo Dilma. Segundo ela, o governo investiu de 2003 a 2006 R$ 3 bilhões em
obras e equipamentos de aeroportos. Dilma citou que a capacidade instalada dos
aeroportos foi de 118 milhões de passageiros este ano. Na área de saneamento
básico nas cidades , Dilma Rousseff disse que a meta de investimentos nos
próximos 20 anos é de R$ 220 bilhões, sendo R$ 11 bilhões por ano. O serviço de
água, segundo ela, poderá chegar a 86% das residências até 2010.
Imprimir Indique para um amigo Amorim contorna apelo de Chávez para
"enterrar" Mercosul
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TEMPO REAL
16/12/2006
Dilma traça diagnóstico de problemas de infra-estrutura (15/12)
00h01
Brasília, 15 - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez hoje, em palestra
a oficiais generais, um diagnóstico dos problemas na área infra-estrutura no
País. Às vésperas do anúncio do pacote de medidas nas áreas econômica e de
infra-estrutura, ela disse que houve nos últimos 20 anos um desmonte das
estruturas que viabilizavam os investimentos a médio, curto e longo prazo.
"Tivemos uma relação complicada com a infra-estrutura. E a posição do País
em relação aos projetos de médio e longo prazo foi bastante comprometida",
afirmou. A ministra, que foi incumbida há cerca de um mês pelo presidente Luiz
Inácio Lula da silva a monitorar os ministérios na liberação de 120 obras na
área de energia e transportes consideradas essenciais para o projeto de crescimento
sustentado na economia, dividiu sua palestra em quatro áreas: transporte,
aeroportos, energia, saneamento.
Na área de transportes, a ministra citou como necessárias de serem acompanhadas
pelo governo na região Norte a melhoria das rodovias BR 163, 346, 156, 319
e 230 (a Transamazônica), a construção das eclusas de Tucuruí, a retomada das
obras da ferrovia Norte-sul, e a construção de 40 terminais hidroviários na
bacia amazônica.
Na região Nordeste, a ministra relacionou a construção da ferrovia
transnordestina, recuperação de trechos das BRS 135 e 101, revitalização das
margens do Rio São Francisco, construção da Via expressa do Porto de Salvador,
ampliação do porto de Itaqui, no Maranhão, e construção de contornos
ferroviários na Bahia.
No Sul, ela mencionou a construção de contornos ferroviários em Santa Catarina.
Já no Sudeste, ela falou aos militares sobre a obra do Rodoanel de São Paulo e
interligação das BRs 153 e 050, construção do arco rodoviário do rio de
Janeiro, recuperação da BR 101 no Espírito Santo, melhoria de contornos
rodoviários em Minas Gerais, recuperação de trechos das BRs 281 e 040.
(Leonencio Nossa)