BRASIL
17/08/2006
Sarney é oposição
pela 1ª vez em 40 anos
Roseana
contrapõe força dos cargos federais no Estado à frente liderada pelo governador
José Reinaldo Tavares (PSB)
Ex-aliado de
Sarney, Tavares apóia três candidatos para governador; "quem tem três
candidatos não tem nenhum", afirma Roseana
ELVIRA LOBATO
ENVIADA ESPECIAL A SÃO LUÍS (MA)
Pela primeira vez em 40 anos, a família Sarney disputa uma eleição no Maranhão
tendo contra ela a máquina do governo estadual, a maioria dos prefeitos e da
Assembléia. A campanha começou com troca de acusações de corrupção e de desvio
de verbas públicas entre o grupo da senadora Roseana Sarney (PFL) e os candidatos
apoiados pelo governador José Reinaldo Tavares (PSB).
Cria política do ex-presidente José Sarney, Tavares rompeu com ele em 2004 e
apóia três candidaturas adversárias de Roseana: a do ex-presidente do STJ Edson
Vidigal (PSB), a de Jackson Lago (PDT) e a de Aderson Lago, do PSDB. A senadora
desdenha da aliança: "Quem tem três candidatos não tem nenhum". Com
63% das intenções de voto na pesquisa do Ibope em agosto, venceria a eleição já
no primeiro turno.
Mesmo fora do governo, o sobrenome Sarney simboliza o poder no Estado. Deputado
federal, quatro vezes senador, governador (1966-71) e presidente, José Sarney
foi decisivo na eleição de todos os governadores que o sucederam. Roseana foi
governadora de 1995 a 2002.
Ao se aliar a José Reinaldo Tavares, que foi homem de confiança de Sarney por
38 anos, a oposição perdeu a coerência do discurso. Tavares é acusado de usar
verbas públicas para favorecer prefeitos aliados e discriminar os adversários.
A mesma acusação existe contra a família Sarney em relação aos programas
federais.
O candidato do PSDB ao governo, Aderson Lago, diz que continua de oposição,
embora seu partido tenha uma secretaria no governo. "Sou oposição ao
poder, e o poder no Maranhão tem CPF, endereço e se chama José Sarney",
afirma.
Ouvidos pela Folha, o governador e os três principais adversários de Roseana
disseram que os Sarney dominam o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de
Justiça, os cargos federais e sobretudo a mídia.
A família Sarney é proprietária da principal rede de TV (TV Mirante, afiliada
da Globo), do principal jornal ("O Estado do Maranhão") e da
principal rede de rádios, a Mirante. A segunda maior emissora (Difusora,
afiliada do SBT) é da família do senador Edison Lobão (PFL), coordenador da
campanha de Roseana. A Band local é de outro aliado, o ex-presidente da
Assembléia Manoel Ribeiro. Há ainda o jornal "Veja Agora", em São
Luís, do cunhado de Roseana, Ricardo Murad.
Segundo o pedetista Jackson Lago, 53 dos 56 cargos federais no Estado foram
indicados pelos Sarney. A última indicação foi em junho, com a posse de Gerardo
Freitas Fernandes, primo de Manoel Ribeiro, na superintendência regional do
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes.
Roseana é acusada de usar o programa Luz Para Todos, do governo federal, para
favorecer prefeituras. O programa é administrado pelo Ministério de Minas e
Energia, cujo titular, Silas Rondeau, foi indicado por José Sarney. O diretor
nacional do Luz para Todos, José Ribamar Santana, é maranhense e indicado por
Sarney. O governador registrou denúncia no Ministério Público Federal e se
queixou com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Roseana nega interferência no programa, mas diz que ajuda os prefeitos enviando
ofícios. "Nesse campo, o governador faz pior", diz ela, referindo-se
ao uso de verbas públicas para favorecer aliados. O diretor do Luz Para Todos,
José Ribamar, contesta a acusação.
Convênios de Tavares
A balança de acusações de uso indevido de recursos públicos é pesada tanto do
lado da candidata Roseana, quando do lado do governador. Tavares assinou 1.323
convênios com prefeituras e com associações de diversos municípios para
repasses de verbas nos últimos dez dias de junho. Nas cidades em que o prefeito
é aliado de Roseana, ele entregou o dinheiro a associações ligadas a políticos
de sua base aliada.
Em Mata Roma, a Associação Comunitária Lidia Almeida, ligada ao deputado
estadual Paulo Almeida Neto, do partido do governador, recebeu R$ 101,7 mil
para construção de abastecimento de água. A Folha conversou com a mãe do
deputado, Rosa Almeida, que diz ter deixado a presidência da entidade no início
do ano. Indagada sobre detalhes dos convênios, disse: "Num sei,
cumade". O governador diz que não houve irregularidade nos convênios.
BRASIL
17/08/2006
Procurador tenta
bloquear bens de petista
Ministério
Público pede ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de José
Airton Cirilo, que nega a acusação
Ação também
menciona o ex-deputado Rommel Feijó (PTB), o deputado Almeida de Jesus (PL) e o
assessor Raimundo Lacerda Filho
KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA
Alessander Sales, procurador da República no Ceará, entrou na Justiça com um
pedido de liminar para tentar bloquear os bens de quatro pessoas citadas no
escândalo dos sanguessugas que vivem no Estado. Entre eles está o petista José
Airton Cirilo, ex-diretor da ANTT (Agência Nacional de Transportes
Terrestres), acusado de
intermediar a venda ilegal de ambulâncias para prefeituras.
O nome de Cirilo foi envolvido no caso pelos donos da Planam, Darci e José
Antônio Vedoin. O petista, segundo os empresários, teria intermediado vendas em
troca de propina.
Além do bloqueio dos bens -móveis e imóveis- e de aplicações bancárias, o
procurador pediu ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos
quatro envolvidos desde 2002.
Os outros citados são o ex-deputado federal Rommel Feijó (PTB), o deputado
federal Almeida de Jesus (PL) e o sobrinho de Cirilo, Raimundo Lacerda Filho,
que atuava como assessor parlamentar do senador Luiz Pontes (PSDB) e recebeu
depósitos de Darci e Luiz Antonio Vedoin (sócios da Planam e considerados os
chefes da quadrilha das ambulâncias) em sua conta.
A iniciativa para a ação foi do próprio procurador. "Achei melhor pedir
logo o bloqueio, para garantir o ressarcimento do que foi desviado aos cofres
públicos", disse.
O pedido de liminar foi distribuído ontem para a 6ª Vara da Justiça Federal e
pode ser decidido a qualquer momento. Na ação, Sales pediu que a decisão fosse
colocada em prática imediatamente, ainda antes dos réus serem ouvidos.
O procurador também solicitou cópias dos documentos que estão com a CPI
(Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Sanguessugas, com o Ministério Público
Federal e com a Polícia Federal de Mato Grosso.
A intenção de Sales é de começar a investigar, assim que os documentos
chegarem, as prefeituras cearenses que participaram do esquema.
Outro lado
Cirilo afirmou que, independente do pedido de quebra de sigilos, os seus dados
bancários estão à disposição para qualquer investigação. Ele nega que tenha
participado do esquema.
Rommel Feijó também afirmou, por meio de seu advogado, que seu sigilo bancário
está à disposição da Justiça para que tudo seja apurado.
Candidato à reeleição a deputado federal, Almeida de Jesus também nega que
tenha recebido propina. Ele admite, porém, ser autor de emendas para a
aquisição de ambulâncias por prefeituras cearenses.
Desempregado desde que seu nome apareceu no escândalo das ambulâncias, Raimundo
Lacerda Filho disse que acatará a Justiça, caso seja decidida a quebra de seus
sigilos.
Lacerda Filho nega que tenha recebido propinas ou que soubesse do esquema das ambulâncias.
Ele diz que o dinheiro que recebeu dos Vedoin foi por passar informações do
Siaf (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal),
acessíveis apenas a congressistas e a seus assessores, sobre a liberação de recursos
de emendas do orçamento.
BRASIL
17/08/2006
PARANÁ: PETISTA
DIZ QUE DARÁ FIM A ESTRADAS PRIVADAS
O candidato do
PT ao governo do Paraná, senador Flávio Arns, defendeu ontem o fim das concessões
de rodovias à iniciativa privada e que o Estado
volte a se responsabilizar pela construção e manutenção do sistema viário do
país. A declaração de Arns foi dada em entrevista de oito minutos ao programa
Paraná TV, da RPC (Rede Paranaense de Comunicação), afiliada da Globo no
Estado.
COISAS DO RIO
17/08/2006
Plano Viário
O cientista
político Cesar Benjamin, candidato a vice de Heloísa Helena, revelou em conversa
com 30 intelectuais e acadêmicos, que o último Plano Viário do Brasil data de
1973.
Isso, segundo ele, explica o estado de abandono das rodovias e o verdadeiro desmantelamento da
infra-estrutura de transportes de País.
1º CADERNO
17/08/2006
Empresários
devolvem "desafio" para Mantega
Raquel Landim, Daniele Camba e Mônica Scaramuzzo
Os empresários brasileiros acham que o governo tem tarefas a cumprir antes que
o setor privado possa aceitar o desafio lançado pelo ministro da Fazenda, Guido
Mantega, na noite de terça-feira, durante evento de lançamento do anuário
"Valor 1000", que premiou as melhores companhias em 27 setores. No
evento, Mantega convocou os empresários para que ampliem o investimento produtivo.
Para Mantega, neste momento em que a "saúde da economia brasileira está
recuperada", estão dadas "as condições para o pleno exercício da arte
de investir, produzir e vender". Para ele, já está em curso um ciclo de
desenvolvimento, mas sua consolidação exige que se comece, "o quanto antes,
um novo ciclo de investimento", focado na ampliação da capacidade.
O ministro listou a melhoria nos fundamentos da economia, destacando a
estabilidade de preços (inflação de 4% ao ano), a responsabilidade fiscal (há
oito anos o país produz superávit primário acima de 3%) e a redução da
vulnerabilidade externa. Junto com essa conquista da estabilidade
macroeconômica, Mantega argumentou que há um novo modelo de crescimento em
curso, que conjuga alta do Produto Interno Bruto (PIB) com inclusão social e
queda da desigualdade.
Agora, para o ministro da Fazenda, "o desafio econômico fundamental do Brasil
é aumentar o investimento de modo tal que sejamos capazes de romper a barreira
dos 5% de crescimento do PIB e sustentá-lo por longo espaço de tempo". O
governo, argumentou, tem adotado medidas importantes para reduzir o custo do
investimento, mas o papel mais importante caberá à iniciativa privada. "É
nisso que penso quando falo em recuperar o ´espírito animal´ do empresário
brasileiro. É preciso resgatar a ousadia, sobretudo a ousadia no investir."
"Também lanço um desafio ao governo para que ele faça sua parte",
reagiu o presidente da Distribuidora Rio Negro, Carlos Loureiro. O empresário
se refere aos investimentos em infra-estrutura, como portos, estradas e
energia elétrica. Loureiro, que dirige uma das empresas premiadas pelo
"Valor 1000", afirma que concorda com Mantega que o maior desafio do
país e do próximo governo é aumentar o investimento para garantir um
crescimento mais vigoroso da economia.
Ele ressalta que há obras que dependem apenas do governo. "Se o Brasil
tivesse crescido 5% nos últimos quatro anos, faltaria energia elétrica",
diz. Para o empresário, o governo precisa investir em infra-estrutura ou criar
condições para que a iniciativa privada assuma esse papel, deslanchando as
parcerias público-privadas (PPP). "Nenhum empresário que percebe a demanda
deixa de investir."
Antes de aumentar os investimentos privados na produção, vários fatores - que
ainda estão falhos - precisam ser analisados, diz o presidente da Alpargatas,
Márcio Utsch. Um deles é o crescimento sustentável futuro do país. "Como
iremos investir confiando numa resposta do país, se o Brasil nos últimos anos
cresceu a uma taxa bem menor que a média do crescimento mundial?",
questionou.
Além dessa falta de confiança, Utsch lista a necessidade de maior segurança
jurídica (saber que as regras que motivam um investimento não vão mudar amanhã)
e uma reforma tributária que desonere a produção e o próprio investimento.
"Qualquer empresa tem que baixar custos para aumentar a receita e gerar
dividendos. O governo, como não tem acionista cobrando, não baixa o custo da
máquina. Aí não sobra dinheiro para investir. Se o governo diminuísse seus
custos, poderia melhorar a infra-estrutura", defendeu outro executivo presente
ao evento.
O presidente da Alpargatas também ressaltou que o governo precisa fazer sua
parte, montando um grande planejamento de longo prazo para o país, que englobe
todas as questões, como reformas da Previdência, tributária e política.
"Não adianta pensar em reformas de uma maneira isolada, sem um
planejamento que dê o norte para as decisões", completa Utsch.
Para o empresário Bernardo Biagi, presidente da Usina Batatais, as altas taxas
de juros desestimulam os investimentos no país. "Embora estejam caindo, as
taxas reais de juros ainda são altas", diz. Segundo ele, as empresas
nacionais também estão em desvantagem em relação às companhias estrangeiras.
"As multinacionais conseguem dinheiro mais barato de suas matrizes",
afirma. O empresário anunciou recentemente investimentos de R$ 200 milhões em
sua segunda usina de açúcar e álcool, sendo boa parte com recursos próprios.
"Aqui temos o BNDES como alternativa de recursos baratos, mas é só
isso."
CLÁUDIO HUMBERTO
17/08/2006
Transcorrupta
O senador ACM
falou ontem que "o maior buraco (da corrupção) fica em Brasília".
Junta-se aos milhares que a Operação Tapa-buracos esqueceu.
POLÍTICA
17/08/2006
Lula cala
funcionário
Presidente passa
pelo constrangimento de pedir silêncio a bancário para não violar legislação
eleitoral
Sandro Lima e
Edna Simão
Da equipe do Correio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem os lucros do Banco do
Brasil em visita ao edifício sede do órgão. Lula afirmou que o resultado
positivo é motivo de orgulho e aproveitou a ocasião para atacar a gestão do
banco no governo anterior, segundo ele, deficitária. Lula passou ainda pelo
constrangimento de ter que silenciar um funcionário, que durante a visita
tentou puxar o coro de “olé, olé, olá, Lula, Lula”.
Nas últimas semanas Lula tem feito visitas de trabalho a órgãos públicos – já
foi ao Dnit e à Caixa Econômica Federal – para
dar visibilidade às ações do governo. Apesar do caráter eleitoreiro das
visitas, o Palácio do Planalto procura separar as agendas de presidente e
candidato para ações na Justiça Eleitoral. Ontem, após o discurso do
presidente, Arimatéia Passos, funcionário da Superintendência do banco no
Piauí, puxou um coro com o jingle da campanha petista em 1989. Lula balançou o
indicador da mão direita, pedindo silêncio. Diante da reação de Lula, ninguém
fez coro com o funcionário.
A Instrução 107 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe a utilização de
prédios públicos em atos a favor de qualquer candidato. Segundo o presidente do
TSE, o ministro Marco Aurélio Mello, a lei permite visitas como a de ontem. “O
fato de não haver descompatibilização do cargo gera desequilíbrio na disputa, o
que já é algo latente. É uma maior valia em relação aos demais. E isso é
terrível”, argumentou. Segundo a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, a
manifestação do funcionário foi um ato individual sem qualquer vínculo com a organização
da visita do presidente Lula.
Contrariando uma posição histórica do PT, o presidente afirmou que recebe com
muito orgulho a notícia de que o Banco do Brasil está tendo lucros. No primeiro
semestre deste ano, registrou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões.
Colaborou Fernanda Guzzo
Alckmin critica ex-aliados
O candidato pelo PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse ontem que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva fica sem sustentação política ao se aliar
a políticos que tiveram seus nomes envolvidos em denúncias de corrupção. Citou
os nomes do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), do deputado Jader Barbalho
(PMDB-PA) e do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (PMDB).
De acordo com o tucano, o governo petista é um descalabro do ponto de vista
ético. “Vejo uma fragilidade política de governo muito grande. E acho que ela
pode se agravar no próximo mandato, até porque o PT pode ter a sua bancada
muito reduzida. Em política você escolhe seus companheiros e seu time. Ele
(Lula) é que tem que explicar qual é o seu time”, disse Alckmin, depois de
participar de sabatina no jornal O Estado de S. Paulo.
O presidenciável do PSDB não fez referência ao fato de Suassuna e Barbalho
terem sido aliados do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, quando o
senador da Paraíba ocupou o cargo de ministro da Integração Nacional. Suassuna
é acusado de envolvimento na compra superfaturada de ambulâncias. Barbalho
chegou a ser preso por suposta ligação com fraudes na Superintendência de
Desenvolvimento da Amazônia. Cardoso respondeu a processos por improbidade no
governo de Minas Gerais.
AQUI SALVADOR
17/08/2006
Buracos aumentam
risco de acidentes na BR-101
Obras no trecho
próximo a Conceição do Almeida estão paradas
Camila Vieira
jornalismomila@hotmail.com
O trecho da BR-101, próximo à cidade de Conceição do Almeida, está
completamente esburacado e vai permanecer nessa condição por mais 90 dias. São
tantos buracos que quase não se vê mais asfalto. Motoristas precisam reduzir a
velocidade a 10km/h para conseguir passar pelo trecho. Carros se cruzam
tentando disputar o melhor local para a passagem e, com isso, aumentam ainda
mais o risco de acidentes. Como se não bastassem o perigo de acidentes e os
prejuízos provocados nos pneus e suspensão dos veículos, os condutores ainda ficam
à mercê dos assaltantes, que aproveitam para agir quando os motoristas reduzem
a velocidade.
As placas indicam que existem máquinas e homens trabalhando na pista, mas o que
se vê são apenas carros fazendo peripécias para conseguir passar pelo trecho. O
caminhoneiro João da Silva, 45 anos, trafega pelo local pelo menos três vezes
ao mês. Ele conta que já teve inúmeros prejuízos por causa da situação em que a
estrada se encontra. “Hoje mesmo perdi um pneu exatamente naquele lugar. É
preciso tomar uma providência urgente. Do jeito que está é que não pode ficar”,
disse o caminhoneiro.
O colega Marcílio do Sacramento, 43 anos, diz que prefere ter prejuízos no
caminhão a correr o risco de ser assaltado ou até mesmo morto. “Sei que para
passar é preciso diminuir o máximo possível a velocidade, mas tenho medo de
virar refém nas mãos dos bandidos. Prefiro arriscar e passar com um pouco mais
de velocidade. Quando chego perto do trecho quero logo me livrar”, disse o
caminhoneiro, acrescentando que vários amigos foram vítimas de assaltantes
exatamente naquele percurso.
Para quem passa com carro pequeno o impacto é ainda maior. O desnível provocado
pelos buracos faz com que os veículos não parem de balançar. O comerciante
Márcio Souza, 38 anos, afirma que em três meses foi obrigado a trocar o carro
da empresa duas vezes. “Não existe carro que agüente passar por aqui duas ou
três vezes na semana. Todos os que dirigi ficaram com problemas na suspensão.
Além do prejuízo, ainda corremos risco de sofrer acidentes”, lembrou Souza.
De acordo com o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), as obras de recuperação do local
foram suspensas por causa de um problema na licitação com a empresa que estava
executando a reforma. A nova empreiteira está sendo escolhida e deve recomeçar
em, no mínimo, três meses, por isso os cartazes que informam a existência de
obras no local não foram retirados.
***
Projeto de pedágio desagrada aos motoristas
A aprovação do projeto de privatização de alguns trechos de estradas federais na Bahia deve sair nos
próximos dias. O governo está apostando que situações como a da BR-101 possam
ser resolvidas com a cobrança do pedágio. Dois trechos já foram previstos no
projeto, um é a BR-324, no trecho Salvador Feira de Santana e o outro na
Br-116, a Rio – Bahia, entre Feira de Santana e a cidade de Santo Estêvão.
No entanto, o Projeto de Parcerias Público-privadas (PPP) prevê que a
recuperação só será iniciada depois de cobrar o pedágio por cinco anos. A
notícia não é nada animadora para quem costuma passar pelos trechos,
principalmente para os caminhoneiros. José Santana, 50 anos, descarrega sua
mercadoria em Santo Estêvão duas vezes na semana. Na opinião dele, é um absurdo
pagar pedágio durante cinco anos e só depois disso ter a estrada reformada.
“O governo tem que investir com os recursos dele. Nós é que vamos passar cinco
anos dando dinheiro, enchendo o bolso do governo, para depois ele nos enrolar e
não fazer nada. Eu não caio nessa, para mim é mais uma máfia para tirar nosso
dinheiro. Os espertos sempre querem arranjar um jeito de tirar dos mais
pobres”, reclamou o caminhoneiro.
Na opinião do representante de produtos de limpeza Nelson Rocha, 41 anos, que
faz o percurso Salvador-Feira de Santana quase todos os dias, esses trechos
precisam ser restaurados o mais rápido possível. “Quem passa por aqui sabe que
não tem mais condições de esperar. Como vamos adiar essa recuperação por mais
cinco anos? Desse jeito, a estrada vai ter que ser interditada”, assinalou o
motorista.
NACIONAL
17/08/2006
Justiça faz varredura
em contratos do Senado e Ministério
Brasília -
Depois de denunciar formalmente à Justiça 18 empresários e servidores públicos
de alto escalão de 7 órgãos federais envolvidos em suposto esquema de fraudes a
licitações, a Procuradoria da República em Brasília anunciou ontem que promove
uma varredura em contratos do Senado e do Ministério dos Transportes.
A suspeita é que os contratos teriam sido superfaturados em até 450%. Há duas
semanas, agentes da Polícia Federal munidos com ordem judicial vasculharam 3
andares do Senado,o 13º, o 14º e o 15º, e apreenderam computadores e documentos
relativos a negócios firmados com empresas prestadoras de serviço e fornecedoras
de pessoal.
Um ex-diretor de compras, que foi responsável pela comissão de licitações, está
sob investigação porque teria conhecimento do ‘‘ajuste criminoso’’ com
empresários.
Os telefones dele foram grampeados. O esquema de fraude a concorrências
públicas funcionava há 7 anos, segundo os procuradores Luciano Sampaio Gomes
Rolim e José Alfredo de Paula Silva, que investigam o caso.
Eles sustentam que o Grupo Conservo Brasília Serviços Técnicos foi o maior
beneficiário em contratos superfaturados, o principal deles firmado em 2000 com
o Ministério da Justiça ao custo de R 25 milhões por ano. O Ministério Público
Federal constatou que a quadrilha teria ramificações também na Agência
Brasileira de Inteligência (Abin).
A investigação, que incluiu monitoramento telefônico de suspeitos durante um
ano, envolve empresários e servidores que foram formalmente acusados pelo MPF
por crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e violação à Lei
de Licitações.
Os procuradores informaram que na primeira etapa da apuração foram examinados
´crimes cometidos´ nos Ministérios da Justiça e da Ciência e Tecnologia,
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Abin e Instituto Nacional de
Tecnologia da Informação.
O procurador Luciano Rolim anotou que a Conservo atuava sempre da mesma
maneira. Pagava servidores dentro dos órgãos que a beneficiavam nos pregões
através de diversos artifícios ilícitos e, paralelamente, oferecia dinheiro às
empresas concorrentes nas licitações para que estas desistissem de participar,
deixando o caminho livre. De acordo com a denúncia, a Conservo venceu três
contratos emergenciais no Ministério da Justiça.
Em 2001, com o auxílio do servidor João da Cruz, então Coordenador Geral de
Logísitica do MJ, ela venceu a licitação cujo contrato é mantido até hoje, ao
valor de R$ 25 milhões por ano.
O contrato vence na semana que vem. Os procuradores observaram que a Conservo
continua atuando no Ministério da Justiça. ‘‘Já existem provas de que a
quadrilha foi indevidamente beneficiada pela Comissão de Licitação no último
pregão eletrônico’’, apontou Luciano Rolim.
A procuradoria destacou que a licitação no Ministério da Ciência e Tecnologia
‘‘foi claramente superfaturada’’.
A diferença de preços entre a empresa que apresentou o menor valor e a Conservo
chega a 439%. ‘‘A estratégia, nesses casos, é retirar do processo as empresas
concorrentes’’.
POLÍTICA
17/08/2006
Ministros de Lula
fazem tour ao Paraná
Curitiba -
Ontem, o ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve em
Curitiba lançando o Plano Setorial de Qualificação (Planseq) Software. Hoje, os
ministros Guido Mantega (de Estado da Fazenda) e Silas Rondeau Cavalcante Silva
(de Estado de Minas e Emergia) estarão em Foz do Iguaçu, na Itaipu Binacional,
para debater assuntos estratégicos como preço da energia trinacional e produção
de carros elétricos no Brasil.
Amanhã, o ministro de Estado dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, deverá visitar a Estrada da
Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba, considerada como uma das
principais obras do governo Lula para a Grande Curitiba. Ainda este mês, o
ministro chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto
Carvalho, estará fazendo visitas em Curitiba e Londrina para lideranças
eclesiásticas. Estão previstas visitas ainda dos ministros Tarso Genro (Chefe
da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência), Gilberto Gil (de
Estado da Cultura) e Dilma Rousseff (Chefe da Casa Civil). Eles deverão cumprir
agenda no Paraná em setembro. O ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e
Gestão, Paulo Bernardo, também intensificará as visitas ao Paraná. Ele deverá
fazer visitas semanais, em diversos municípios paranaenses.
No dia 18 de setembro, outros ministros estarão no Paraná para participar de
uma reunião que discutirá a Universidade do Mercosul. A reunião foi marcada
para ocorrer em Foz do Iguaçu, com a presença de lideranças da Argentina,
Uruguai e Paraguai. Existe a possibilidade de que os ministros Fernando Haddad
(de Estado da Educação) e Sérgio Machado Rezende (de Estado da Ciência e da
Tecnologia) participem do encontro. (L.P.)
OPINIÃO
17/08/2006
Exército combate
nas rodovias com economia de até 18%
Pouco se fala do
trabalho social que as Forças Armadas têm feito nas últimas décadas. Começou lá
atrás, quando a Marinha, o Exército e a Força Aérea alertaram para os cuidados
que a Nação deveria ter com a Amazônia. Oficiais-generais bradaram, há mais de
40 anos, que havia uma cobiça internacional sobre toda a região. Esquerdistas
de plantão trataram de sufocar o clamor que vinha das casernas, pois
"queriam militarizar a Amazônia". Hoje, sabe-se que é muito melhor
colocar lá os nossos soldados do que ver a infiltração sorrateira de ONGs mais
do que suspeitas, entidades ditas religiosas, e muita exploração da
biodiversidade amazônica, enquanto nossa madeira é exportada a rodo para a
Europa e os Estados Unidos, burlando a legislação vigente. No entanto, a Diretoria
de Obras de Cooperação do Exército atravessou os períodos mais problemáticos da
economia brasileira sem se desviar, literalmente, do seu rumo, construindo rodovias em parcerias com a União, estados e
municípios. O Exército tem 11 batalhões, cerca de 550 homens cada um, que estão
em diversos pontos do Brasil, com seis mil oficias e praças construindo e recuperando
pontes, estradas, viadutos, portos e aeroportos. Aliás, cabe ao
Exército estar executando a maior obra rodoviária do atual governo federal, a
duplicação da BR-101 Nordeste. São três trechos a cargo do Exército, com 142,5
quilômetros, uma estrada que passa pelos estados de Pernambuco, Rio Grande do
Norte e Paraíba, valor total orçado em R$ 521,8 milhões. Ao todo, o Exército
Nacional tem a tarefa de tocar 28 obras da infra-estrutura, a um custo geral de
R$ 804,7 milhões.
Quem tem aproveitado o conhecimento e a disponibilidade eventual dos batalhões
rodoviários é o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, Dnit, do Ministério dos Transportes. Mas, a parceria do Exército com o Ministério dos Transportes não é de agora, tem mais de 100
anos e inclui tanto obras rodoviárias como ferroviárias. Com o dinheiro que recebe,
o Comando do Exército pode recuperar e renovar o equipamento que utiliza, em
2005 chegaram a R$ 110 milhões os investimentos na frota e novas máquinas. Os
batalhões rodoviários e ferroviários têm mão-de-obra altamente qualificada e
que, por motivos óbvios, trabalham com custos menores, pois a estrutura é
bancada pelos recursos normais da força terrestre, com ou sem parcerias. Os
militares reconhecem que uma empreiteira privada tem uma produtividade maior,
pois opera com servidores via CLT e pode remanejar equipamentos e pessoal
conforme a necessidade. Isso nem sempre é possível com a tropa, com normas e
disciplina específicas. Para o Exército, o adestramento dos oficiais e praças é
o fundamental nestas empreitadas que assume, experiência que está sendo
utilizada no Haiti, onde há 150 homens, uma companhia, trabalhando na
reconstrução daquele país. A ação dos militares também está presente nos portos de Rio Grande, no Rio Grande do
Sul, São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e Parintins, no Amazonas. Além
disso, dois aeroportos estão sendo construídos, em Natal, Rio Grande do Norte,
e outro em Marabá, no Pará. Pela urgência, no caso dos aeroportos, ou quando as
empreiteiras brigam na Justiça, o Exército é lembrado e tem dado conta do
recado. Na duplicação da BR-101 Nordeste, tocada por mil soldados, houve
desconto entre 16% a 18% em relação às empreiteiras. Enfim, é uma maneira de
treinar e aproveitar o grande potencial que há no Exército, como na Marinha e
na FAB.
GERAL
17/08/2006
Rodovia do Parque
atrai dois consórcios
Mais um passo em
direção à construção da Rodovia do Parque (BR-448) foi dado ontem,
em Brasília. Foram conhecidos os dois consórcios - um gaúcho e outro fluminense
- que participam da licitação para elaborar o projeto de engenharia da via, com
traçado paralelo à BR-116.
A nova rodovia foi incluída no Plano Nacional de Viação, no final de 2005, como
alternativa para desafogar a BR-116. Propostas técnicas e de preços
apresentadas pelos consórcios Ecoplan/Magna, de empresas gaúchas, e
Vetec/Dynatest, do Rio, serão avaliadas pela comissão de licitação do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). A vencedora do processo licitatório
deve ser conhecida no final de setembro, e a execução do projeto poderá ocorrer
entre oito e 12 meses.
O superintendente do Dnit no Estado, Marcos Ledermann, estima
que a obra pode iniciar entre outubro e dezembro do próximo ano, com conclusão
no final de 2009. Serão 22 quilômetros de estrada, a um custo estimado de R$
220 milhões.
A nova rodovia terá pista dupla e início em Sapucaia do Sul, no entroncamento
da RS-118 com a BR-116. Passará por trás do parque da Expointer, em Esteio,
desembocando na BR-290 (freeway). Hoje, entre 110 mil e 120 mil veículos
trafegam pela rodovia Novo Hamburgo-Porto Alegre (BR-116) diariamente.
- Vamos dividir o tráfego entre a 116 e a nova rodovia e resolver o problema de
congestionamentos - comenta Ledermann.
POLÍTICA
17/08/2006
Lula ancora no Rio
Grande
CAROLINE TORMA E
RODRIGO SANTOS
A bordo de um helicóptero, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Germano Rigotto
(PMDB) verão hoje, lado a lado, a área onde em 2008 deve começar a funcionar o
primeiro dique seco de grande porte do país. Em terra, como presidente e
governador, os dois subirão ao mesmo palanque, montado no porto de Rio Grande,
no sul do Estado, para acompanhar a assinatura da ordem de início das obras.
Desde que o governo federal escolheu a indústria nacional como parceira na
ampliação da frota e na modernização de plataformas e navios da Petrobras, com
investimentos de US$ 12 bilhões por ano, o Estado se envolveu numa luta para
atrair empresas do setor.
No princípio, o foco era a licitação de petroleiros da estatal, e dois
estaleiros demonstraram interesse em se instalar em Rio Grande. Em 2004, se
iniciou um longo caminho burocrático, primeiro para liberar áreas, depois
conceder incentivos.
- Felizmente, Estado e União trabalharam juntos para viabilizar um pólo naval
na Metade Sul - afirma o secretário de Desenvolvimento e Assuntos
Internacionais, Luis Roberto Ponte, que participou das negociações pelo governo
estadual.
Três ministros integram a comitiva presidencial
Com a desistência dos estaleiros Aker e Rio Grande da licitação, os esforços
ficaram concentrados em trazer a construção da plataforma de petróleo P-53, da
Petrobras, - que já se iniciou - e o interesse em abrigar o dique seco, que vai
servir para reparos e construções de outros navios de extração de petróleo.
- O dique será o consolidador do pólo naval - afirma a deputada estadual Miriam
Marroni (PT).
Pelo volume de investimentos e empregos que representa para a região menos desenvolvida
do Estado, a atracação da indústria naval em solo gaúcho está na pauta de campanha
de Lula e Rigotto. Três ministros acompanham o presidente: Dilma Rousseff (Casa
Civil), Silas Rondeau (Minas e Energia) e Paulo Sérgio Passos (Transportes). Rigotto irá a Rio Grande com dois secretários,
Ponte e Claudio Dilda, do Meio Ambiente.
Como o terreno demarcado no Superporto para receber o dique seco ainda é apenas
uma grande área verde com o canal ao fundo, a solenidade ocorrerá no Porto Novo. O helicóptero com Lula e
Rigotto deve pousar por volta das 11h. A cerimônia deve durar, no máximo, duas
horas. Representantes da Petrobras e da construtora WTorre, responsável pela
obra, com início previsto para outubro, assinam o contrato.
- A demanda de matéria-prima vai atrair novas empresas e gerar empregos - diz o
superintendente do porto de Rio Grande, Vidal Áureo Mendonça, o anfitrião da
festa.
( caroline.torma@zerohora.com.br) e (rodrigo.santos@zeroh
GERAL
17/08/2006
Luta contra mortes
ALÍCIA ALÃO
Acidentes de trânsito não devem ser considerados fatos isolados, mas problema
de saúde pública. É a visão do Núcleo de Estudos de Acidentes de Tráfego em Rodovias, criado pelo convênio da Universidade
Federal de SC (UFSC) e o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).
O objetivo do convênio é atualizar a metodologia do DNIT para avaliação dos acidentes ocorridos
nas rodovias federais em Santa Catarina. Segundo
o modelo atual, são considerados apenas o número de acidentes por quilômetro de
rodovia.
Baseada em estudos recentes, nacionais e internacionais, a equipe da
universidade apontou uma série de sugestões para melhorar o levantamento e
avaliação de acidentes, tendo em vista a diminuição das ocorrências.
O superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Luiz Ademar Paes, informa que
foram registrados, no ano passado, 12.967 acidentes nas rodovias federais em SC, com 505 mortes.
Este ano já foram contabilizadas 300 vítimas, até ontem, tragédias que aumentam
a cada ano.
O convênio tem a duração de dois anos e será implantado em três fases:
levantamento, aplicação e verificação de resultados. O Fórum Catarinense para a
Preservação da Vida no Trânsito foi o incentivador desta parceria.
POLITICA
17/08/2006
TCU: ponte sobre o
Madeira
O Tribunal de
Contas da União (TCU), em processo de fiscalização de obras (Fiscobras), recomendou
ao Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes-Dnit-Superintendência Regional em
Rondônia, a adoção de providências no sentido de proceder à avaliação, junto à
empresa Furnas Centrais Elétricas S.A., da possibilidade de a travessia
rodoviária da BR-319, sobre o Rio Madeira, ser contemplada no projeto de
construção da barragem da futura Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, com o que
a usina, uma vez construída, também serviria à transposição do rio madeira. Com
isso, o Tribunal procura contribuir para com a eficiência do gasto público,
fazendo com que os órgãos e entidades públicos estudem maneiras de aproveitar
ao máximo os recursos investidos. O ministro Augusto Nardes foi o relator do
processo.