ESPECIAL JB
18/04/2006

 

O avanço da ferrovia Norte-Sul no Tocantins unirá as regiões, permitirá a interligação com a rede hidroviária da Amazônia e forjará nova matriz viária

 

ARAGUAÍNA TO-Duas décadas atrás o plano para construir uma ferrovia ligando as regiões Norte e Sul do País, mais que unir, dividiu opiniões e mereceu críticas severas de diferentes 'setores da sociedade brasileira. Surgiu como mais uma megaobra, fruto do imaginário dos seus autores. Hoje, a Ferrovia Norte-Sul, como 250 quilômetros já construídos, é entendida como projeto irreversível e indispensável ao desenvolvimento econômico e social da região Centro-Norte.

O diretor da Oikos Pesquisa Ltda. Aplicada, Vítor Bellia, no seminário "Tocantins, um novo tempo", discorreu sobre as vantagens competitivas do Tocantins e a importância da ferrovia. A Mos assessora a Valec - Engenharia, Construções e
Ferrovias S.A, empresa pública, do Ministério dos Transportes, que detém a concessão para construção e operação da ferrovia.

Bellia comparou o traçado da Norte-Sul ao Tratado de Tordesilhas. Mas ao contrário do acordo entre Portugal e Castela (atual Espanha), assinado seis séculos atrás, a ferrovia não divide o País e suas riquezas em favor de duas outras nações. Avança nó sentido de unir o Centro-Sul ao Norte, interligar a rede hidroviária da Bacia Amazônia e estabelecer um novo traçado para o desenvolvimento em áreas pouco exploradas, mas como elevado potencial econômico.

No seminário, Bellia destacou a importância logística da Norte-Sul para tornar mais competitiva a produção regional direcionada para os mercados interno e externo. Concluída, a ferrovia agregará valor, por exemplo, à produção do álcool e biodiesel destinada ao exterior permitindo que alcance o Atlântico Norte a um custo menor.'

Segundo.ele, já foi licitado o. trecho entre Araguaína e Guaraí. Mas é preciso batalhar, junto ao governo federal, a liberação de verbas para estender a estrada de ferro até Palmas, capital tocantinense. Este ano, a
Ferrovia Norte-Sul avançará mais 50 quilômetros no Tocantins. '

De' acordo com Vitor Bellia; existem recursos garantidos para a construção da
Ferrovia Norte Sul. 0 montante, superior a R$100 milhões e que permite a continuidade da obra até Palmas, é oriundo da inclusão da ferrovia, desde 2005, no Programa Piloto de Investimentos (PPI), do governo federal. 0 trecho de 100 km entre Aguiarnópolis e Babaçulândia foi o primeiro beneficiado e recebeu do programa R$116,8 milhões.

Novos negócios-De acordo com Bellia, além da função estratégica de apoio às exportações, a Norte-Sul cumprirá o papel de indutor da ocupação econômica do cerrado e estimulará o desenvolvimento regional, por meio do sistema multimodal, uma combinação envolvendo
hidrovia, ferrovia e rodovia. Esse arranjo também propiciará novos negócios. Na interligação com outras vias de deslocamento, rodoviária ou hidroviária, serão implantados pátios intermodais, nos quais poderão ser instalados estabelecimentos comerciais e de serviços que ampliarão a oferta de emprego.

No Maranhão, município de
Porto Franco, há um pátio intermodal em funcionamento. Em Tocantins, estão previstos pátios em Aguiarnópolis e Araguaína. Nesse último município, a obra não-ficará próxima ao rio Tocantins, que será alcançado por meio de rodovia.

O diretor da Oikos destacou que o traçado da Norte-Sul no Tocantins não interfere nas áreas indígenas, de preservação ambiental ou espaços urbanos. Segundo Bellia, houve uma grande preocupação de evitar impactos negativos na biodiversidade e na vida urbana.

O coordenador de Desenvolvimento e Projetos do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte, Hugo Sternick, afirmou que Tocantins assume o papel de principal indutor da inversão da matriz viária no País. 0 estado ocupa uma situação privilegiada. As principais artérias rodoviárias do País passam por Tocantins, beneficiado ainda pelos rios Tocantins e Araguaia. _

Nos últimos quatro anos, o governo conseguiu, em parceria com os municípios, pavimentar 5 mil quilômetros de
rodovias, o que representou investimento superior a R$ 33 milhões. A intenção é garantir o asfaltamento todas as vias de ligação de todos os municípios do estado.

O empresário Eduardo Menezes disse que está contente com as parcerias formadas pela atual gestão.

- Aqui estamos vendo que não é só discurso, é realidade. 0 Tocantins está crescendo.

 

 

NOTAS E INFORMAÇÕES
18/04/2006

 

Vitória do empreguismo

 

O governo federal, os governos estaduais e as prefeituras continuam funcionando como se uma de suas principais finalidades fosse contratar pessoal e pagar salários, apesar dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No Brasil, dar emprego com dinheiro público sempre foi - e continua a ser - um componente importante do poder político. Ainda é uma das formas de apropriação do Estado pelos interesses particulares. O costume ganhou nova coloração quando o PT, instalado na Presidência da República, praticou o empreguismo como aparelhamento da máquina pública.

A modernização das normas fiscais, a partir dos anos 90, limitou e dificultou as práticas tradicionais, mas não as eliminou, porque os políticos e seus assessores têm sido capazes de contornar a legislação ou de encontrar brechas para fugir da disciplina mais estrita.

Contabilizar parte dos gastos com pessoal como "outras despesas" de custeio tem sido uma forma de ultrapassar os limites fixados pela LRF, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo Estado. Aposentadorias, pensões, vales-transporte e vales-alimentação têm sido registrados dessa forma. Graças a isso, alguns governos estaduais têm conseguido gastar com pessoal mais que o limite da lei fiscal, 60% da receita líquida corrente. O governo federal tem recorrido ao mesmo expediente. A proposta orçamentária deste ano inclui R$ 3,2 bilhões para alimentação, assistência médica e creches dos filhos dos servidores federais. Embora sejam evidentes complementos salariais, esses gastos não são contabilizados como despesas com pessoal.

Funcionários do Supremo Tribunal Federal (STF) ganham em média, segundo a reportagem, R$ 584,80 mensais de subsídio para alimentação. No Executivo, o benefício é menor - R$ 159,36, em média. Pode-se discutir se vantagens desse tipo são justas ou não. Seja qual for a opinião de cada um a respeito do assunto, um ponto deveria estar acima de qualquer dúvida: não se justifica tratar essas despesas, contabilmente, como se não fossem parcelas do custo de pessoal.

O dispêndio com pessoal tem sido ampliado não pelos ajustes salariais e pela expansão dos benefícios, mas também pela contratação de novos funcionários. Foram criados na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva 37.543 cargos na administração federal, segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo.

Três quartos desses empregos foram criados por meio de medidas provisórias, criticadas pela oposição, mas, apesar disso, nunca derrubadas no Congresso Nacional. Houve aumento de 11,3% nos cargos de confiança, de livre provimento, com a criação de 2.268 postos na gestão petista. Isso facilitou a contratação de pessoal de acordo com as conveniências políticas do governo e de seus aliados. Uma das conseqüências mais notórias foi a perda de qualidade da administração. Poucos ministros fizeram algum esforço para resistir ao aparelhamento.

O governo federal pode apresentar desculpas, naturalmente, para dar um aspecto de normalidade a essa generosa criação de cargos públicos. Parte dos postos, segundo essas explicações, foi criada para a substituição de pessoal terceirizado. Falta mostrar, no entanto, que essa modificação tenha sido justificável em todos os casos. Também é duvidoso que a ampliação dos quadros tenha contribuído para tornar o serviço público mais eficiente.

Os setores de infra-estrutura, como o
Ministério dos Transportes, continuaram ineficientes no planejamento e na execução de obras, apesar do aumento de pessoal. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ganhou 4 mil funcionários, mas continuou sem prestar serviços úteis. Enquanto isso, o Ministério da Agricultura continuou sem meios para desempenhar funções essenciais, como, por exemplo, o controle sanitário do rebanho bovino.

Com todas essas contratações, a administração federal apenas se tornou mais pesada e custosa, sem ganho visível de eficiência. A conta passada ao contribuinte continuou a crescer. Mas, apesar do aumento de impostos, a meta fiscal deste ano está em perigo, como têm advertido respeitados especialistas em finanças públicas. A administração anda para trás.

 

 

METRÓPOLE
18/04/2006

 

E quando a estrada atrapalha a viagem?

Num país onde a maioria das estradas apresenta condições ruins, nem sempre as empresas de ônibus são culpadas por atrasos. A queda de uma ponte, por exemplo, pode retardar por horas - e até dias - uma viagem. Nesses casos, a empresa não tem obrigação de providenciar alimentação e hospedagem aos passageiros enquanto não for resolvido o problema na estrada. Quando ela é responsável pela demora, a legislação não especifica os padrões mínimos de serviço a serem oferecidos. Segundo a ANTT, a única exigência é de que os hotéis e restaurantes sejam compatíveis com a qualidade do transporte oferecido pela companhia.

 

 

GAZETA DO BRASIL
18/04/2006

 

Itaqui se prepara para exportar frango do Tocantins

 

São Luís, 18 de Abril de 2006 - O grupo Asa está construindo um abatedouro em Aguiarnópolis, no estado de Tocantins. O Grupo Asa Alimentos, controlador da empresa Asa Norte Alimentos, vai exportar frango pelo porto do Itaqui a partir de março 2007. A meta é embarcar em torno de 60 contêineres por mês - 2 mil toneladas de frango - para China, Arábia Saudita, Japão e Rússia.

O frango será abatido pelo abatedouro da Asa Norte Alimentos (em construção) na cidade de Aguiarnópolis (TO), na divisa com o Maranhão. O abatedouro, um investimento de R$ 26 milhões, entrará em funcionamento em janeiro de 2007. A previsão é abater 50 mil frangos por dia, dos quais 70% destinados ao mercado externo. A carga será transportada em caminhões até o terminal ferroviário da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), em
Porto Franco, no município maranhense vizinho à Aguiarnópolis, localizado a 725 quilômetros de São Luís, de onde seguirá de trem até o Itaqui.

A exportação de frango pelo Itaqui pode significar a entrada do porto na rota dos navios contêineros, com possibilidade de surgirem linhas regulares e atrair novas cargas. "Vamos fazer uma prospecção de mercado para escoar também a carne do Mato Grosso", adianta Márcio Araújo, chefe do departamento comercial da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela administração do Itaqui.

O Itaqui tem a característica de ser um porto graneleiro. Há anos a Emap tenta viabilizar também a movimentação de cargas em contêineres, mas até então esbarra na falta de linhas regulares de navios que transportam contêineres por falta de cargas, embora o Maranhão exporte madeiras em lâminas de compensados e produtos acabados, utilizando os
portos de Belém (PA) e de Fortaleza (CE). "A expectativa é que os produtos maranhenses passem a ser escoados pelo Itaqui e com mais linhas regulares ocorra o aumento do fluxo de navios", observa Araújo.

As cargas em contêineres devem ser escoadas pelo berço 100 do Itaqui, cuja construção está em processo de licitação. A obra faz parte do projeto de ampliação e melhoria da infra-estrutura do porto, com investimentos de R$ 245 milhões. O início das obras está previsto para o próximo semestre. É parte da estratégia da Emap é transformar o Itaqui em porto para internalizar produtos importados, servindo como base de distribuição de mercadorias para o resto do país. Para dar sustentação à movimentação de carnes no Itaqui, está em planejamento a construção de um armazém frigorífico na retroárea do berço 100. O investimento estimado é de R$ 60 mil a ser feito pela Emap.

A partir desta semana, passa a funcionar no Itaqui o serviço de Vigilância Agropecuária Internacional, Vigiagro, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, responsável pela fiscalização de produtos de origem vegetal e animal em
portos, aeroportos e fronteiras. Construída em convênio firmado entre o Departamento de Infra Estrutura e Transportes (Dnit) e a Emap, a sede do Vigiagro no porto custou cerca de R$ 110 mil.

Incentivos do governo do Tocantins e a proximidade com o porto foram alguns fatores que incentivaram o Grupo Asa a instalar o abatedouro em Aguiarnópolis, de acordo com o diretor da Asa Norte Alimentos, Paulo Galleti.

O projeto de construção do abatedouro está vinculado ao incentivo da produção de frangos, envolvendo na maioria pequenos produtores do Tocantins. Atualmente, são 62 produtores envolvidos na criação, cada um dono de um galpão com capacidade para 20 mil de frangos, que devem alcançar uma renda mensal livre de todas as despesas em torno de R$ 800, segundo Galleti. Os galpões foram financiados pelo Banco da Amazônia.

O Grupo Asa Alimentos - dono da marca Bonasa – possui ainda mais três abatedouros de frango no Brasil, sendo um em Braslândia (DF), um em Nova Veneza (GO) e outro na cidade de Paraíso, no Tocantins. Os três juntos abatem 70 mil frangos por dia, com meta de chegar a 100 mil unidades diárias até o fim do ano. Com produção voltada para o mercado interno, o grupo fatura em torno de R$ 20 milhões por mês.

Além de ser o de maior capacidade instalada, o abatedouro que está sendo construído em Aguiarnópolis vai significar a entrada do grupo no mercado internacional de comercialização de frango. Hoje, o grupo exporta mil caixas de ovos férteis para países da África, América do Sul e Europa.

A recente crise do setor de frango no Brasil, que enfrentou uma queda nas exportações em virtude da Gripe Aviária, não afetou os planos da Asa Norte Alimentação. "Sabemos que isso é um problema básico do mercado europeu. O consumo de frango já começou a reagir. O risco da Gripe Aviária vir para o Brasil é praticamente zero. O que vai acontecer é o nosso produto ficar mais valorizado", observa Galleti.

Quando estiver em operação, o novo empreendimento vai proporcionar ao grupo Asa um incremento estimado em 80% no faturamento – R$ 30 milhões a R$ 35 milhões.

(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 15)(Franci Monteles)

 

 

EDITORIAL
18/04/2006

 

Irresponsabilidade sem limites

 

Um novo impasse entre governo e oposição adiou a votação da Lei Orçamentária para hoje, mas, mesmo assim, não há garantia de que o texto seja aprovado. Na terça-feira passada, governadores de estados exportadores estiveram em Brasília para protestar contra a proposta orçamentária que previa o repasse de R$ 3,4 bilhões para ressarcir as perdas geradas pela isenção do ICMS, como determina a Lei Kandir.

Apesar de o governo ter negociado o repasse de recursos, a oposição não está satisfeita. Logo depois de esse acordo ter sido firmado, deputados e senadores do PFL e do PSDB passaram a fazer novas exigências.
A novela da aprovação do Orçamento 2006 se arrasta desde agosto do ano passado, quando foi oficialmente encaminhado ao Congresso Nacional pelo Executivo, e, a rigor, deveria ter sido aprovado em dezembro de 2005. Isso obrigou o Palácio do Planalto a liberar recursos por meio de medidas provisórias, a fim de não inviabilizar a administração pública. Do total de R$ 26 bilhões liberados, R$ 20,5 bilhões dizem respeito a autorização para gastos de estatais e o restante, a programas dos ministérios, como os para Reforma Agrária, Transportes, Defesa Nacional e Segurança Pública.

A eventual interrupção na execução dos investimentos das empresas estatais, em razão do atraso na aprovação da Lei Orçamentária, acarretaria enormes prejuízos para o País. Havia o risco de paralisação de obras, rescisão de contratos e mesmo escassez de oferta de serviços e bens de energia elétrica e combustível.

Por incrivel que pareça, o conflito de interesses entre governo e oposição ultrapassa os limites da irresponsabilidade.

 

 

BRASIL
18/04/2006

 

Menos acidentes, mortos e feridos

Caiu o número de acidentes, de mortos e de feridos nas rodovias federais do País no feriado de Páscoa em comparação com o mesmo período de 2005, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram 77 vítimas fatais, 7,2% a menos do que no ano passado, quando 83 pessoas morreram, aponta balanço da Operação Semana Santa, que começou quinta-feira e terminou à meia-noite de domingo. O número de acidentes também caiu 7,2%, de 1.516 para 1.407 este ano. A redução no número de feridos foi de 10,3%, de 991 para 889. A PRF avalia que a melhora nos números é um reflexo das ações de fiscalização.

 

 

COLUNISTAS
18/04/2006

 

http://www.ojornal-al.com.br/gibaum.php

De janeiro de 2002 a março de 2006, o Governo pagou de juros da dívida pública brasileira R$ 409,5 bilhões São R$ 10,5 bilhões por mês ou ainda R$ 350 milhões por dia. É quatro vezes o que foi gasto com a Saúde (R$ 106,6 bilhões) e cinco vezes o gasto com Educação (R$ 72 bilhões). No mesmo período, a soma de gastos de 11 ministérios, entre eles, Transportes e Agricultura, ficaram em R$ 132,5 bilhões.

 

 

BOM DIA
18/04/2006

 

Tapa-buracos

 

Já que a operação tapa-buracos não vem ao Amazonas, o Amazonas vai ao Ministério dos Transportes.

Foi pensando assim que o vereador Josué Neto solicitou ao Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes, a realização de uma operação tapa-buracos, em caráter emergencial, na BR-174. Principalmente no trecho entre Manaus e Presidente Figueiredo.

 

 

ESTADO
18/04/2006

 

Trecho mais conservado da BR-010 está com buracos e rachaduras

Inspetor Edegilson, da PRF, já informou a situação para o diretor do DNIT

 

Imperatriz - Os buracos estão tomando conta da BR-010, no trecho compreendido entre os municípios de Imperatriz e Açailândia. Devido a intensificação do período de chuvas na região, esse que era um dos mais conservados trechos da rodovia, agora apresenta buracos, rachaduras em vários pontos. Se não bastasse esses problemas, os condutores ainda tem de enfrentar a erosão em alguns pontos e falta de sinalização.

O trecho em pior estado fica localizado entre o povoado Trecho Seco e a entrada da cidade de Açailândia. Devido às péssimas condições da pista, vários acidentes foram registrados nesse trecho nos últimos dias. O inspetor Edegilson Silva Castro, chefe da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (DPRF) em Imperatriz, reconheceu o problema esta semana.

Preocupado com a situação, ele disse ter comunicado oficialmente o caso ao diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (
DNIT) em Imperatriz, Gilvan Nascimento, a quem pediu providências urgentes. Segundo o inspetor, as condições da pista teriam levado a vários acidentes como o ocorrido semana passada que por pouco não culminou com mortes.

O acidente do qual o inspetor se refere envolveu um caminhão com placa de Goiânia que capotou nas margens da pista e cerca de meia hora depois um outro caminhão acabou por atropelar os dois ocupantes do primeiro autocarga.

Os homens estavam na beira da pista e foram colhidos pelo caminhão que tentava ultrapassagem e seu condutor teria perdido o controle. Preso em flagrante, o condutor do caminhão que causou o atropelamento foi conduzido até a delegacia do Plantão Central.

PREOCUPANTE
Além desse trecho, também é preocupante a situação da BR-010 no trecho entre Açailândia e Itinga. Segundo Edegilson Castro, a erosão está consumindo a pista que corre o risco de cortar a qualquer momento a 6 km do riacho Cajuapara. Nesse local, a pista já chegou a ser cortada pelas chuvas este ano.

As chuvas também representam ameaça para quem trafega pela BR-222. A rodovia, que foi cortada há cerca de 20 dias na saída de Açailândia, sentido São Luís, foi recuperada parcialmente e ainda há risco de corte. Em seu último contato com a imprensa para tratar do corte da BR-222, Gilvan Nascimento avisou que estava solicitando a recuperação total do trecho que ameaça cortar.

 

 

GERAL
18/04/2006

 

Estrada de Barreirinhas é cortada

Problema foi causado pela fortes chuvas que caíram na madrugada de ontem

 

TÁSSIA AROUCHE
DA EQUIPE DE O IMPARCIAL
As chuvas que atingiram o Norte do estado durante o último fim de semana causaram vários estragos nas
estradas maranhenses. A MA-402, principal via de acesso ao Parque dos Lençóis Maranhenses, foi cortada na madrugada de ontem a 12 quilômetros da entrada de Morros. Com o problema, alguns municípios da região do Munim ficaram isolados.

Ontem pela manhã, a Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra) foi comunicada sobre a situação para que tomasse as devidas providências.

Segundo a assessoria de comunicação do órgão, a manutenção da MA-402 foi assumida em março pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
Dnit), que contratou uma empresa para realizar os serviços necessários na rodovia estadual.

O engenheiro do
Dnit, Antônio Máximo da Silva Filho, informou à reportagem que a estrada foi cortada por causa da destruição de um bueiro e do rompimento de um aterro.

"A providência para que a recuperação da MA seja iniciada já foi tomada. Um engenheiro da construtora contratada para realizar a manutenção da rodovia foi ao local e o tráfego deve ser regularizado amanhã [hoje]", disse.

Com o feriado prolongado, muitas pessoas viajaram para o interior do estado. O trânsito interrompido na MA-402 prejudica, principalmente, quem deseja retornar dos municípios de Humberto de Campos, Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão.

 

 

ECONOMIA
18/04/2006

 

Inaugurada unidade do Vigiagro

 

O Porto do Itaqui passa a contar desde ontem com instalações adequadas do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Participaram da inauguração o coordenador nacional do Vigiagro, Oscar de Aguiar Rosa Filho, o superintendente do Ministério da Agricultura no Maranhão, Fernando Lima, dos diretores da Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária) Augusto de Castro e Lusivaldo Moraes dos Santos, representantes da Vale do Rio Doce, Consórcio Alumar, Secretaria da Agricultura, Crea, órgãos federais ligados a exportação e importação e membros da comunidade portuária.

O novo posto do Vigiagro irá contribuir para o desembaraço mais rápidos de cargas de origem animal e vegetal no
Porto do Itaqui. A sede da unidade foi construída através de convênio entre o Departamento Nacional de Infra-Estrutura do Transporte (Dnit) e a Emap, no valor de R$ 110 mil. Esta é a 130º unidade da Vigiagro no país, possuindo estrutura suficiente para realizar inspeção e certificação fitossanitárias no Complexo Portuário de São Luís.

"Esta unidade do Vigiagro vem se integrar a outros órgãos da comunidade portuária, como a Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal, para garantir maior eficácia e maior segurança na certificação e inspeção dos produtos que possam entrar ou sair pelo
Porto do Itaqui ou pelos terminais da Ponta da Madeira e da Alumar", explicou Lusivaldo Moraes dos Santos, diretor de Engenharia e Operações da Emap.

A produtividade crescente da produção de grãos e o quadro ascendente de produtos de origem animal e vegetal têm mobilizado o Vigiagro em todo o país, disse o coordenador nacional, Oscar de Aguiar Rosa Filho. Para ele a nova sede do órgão faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pelo ministério da Agricultura para instalar maior número de barreiras para o controle das cargas que possam chegar contaminadas aos
portos e aeroportos brasileiros. É um trabalho que visa a segurança do país.

O coordenador nacional ressaltou ainda a importância do
Porto do Itaqui como um porto modelo do Brasil pela sua posição privilegiada e pelo ponto de vista da sua infra-estrutura e logística. Por possuir estes diferenciais o porto foi contemplado com a mais nova unidade do Vigiagro, um facilitador para as empresas voltadas ao mercado internacional que ganharão, a partir de agora, redução nos prazos de desembaraço das cargas.

 

 

CIDADES
18/04/2006

 

Governo libera verba para duplicação

 

Da Redação
Foi publicada ontem no Diário Oficial da União a liberação de R$ 20 milhões para dar continuidade ao projeto de duplicação da BR-364, na Serra de São Vicente, informou o coordenador geral do 11º Unidade de Infra-estrutura Terrestre (Unit/MT), Laércio Coelho Pina. Com a liberação do dinheiro ele informou que as obras de duplicação, que devem atingir 9 km da rodovia, terão início até o final do ano. A primeira etapa já concluída foi de 11 km. O projeto de duplicação de todo trecho da Serra será redimensionado, mas o custo estimado é de R$ 53 milhões.

O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (
Dnit) anunciou este mês que gastará R$126 milhões em obras no Estado ainda este ano. Entre os projetos analisados pelo órgão está a duplicação da rodovia BR-364, entre Cuiabá e Rondonópolis, apontado como um dos mais críticos e onde ocorrem mais acidentes.

O diretor geral do
Dnit, Mauro Barbosa da Silva, informou que já foi autorizada a abertura de licitação para obras nas BR-163 (entre o Trevo do Lagarto e Jangada). Outra obra já autorizada é da BR-070, entre Barra do Barças e São Vicente.

Em relação à duplicação da BR-364, aguardam-se os projetos para o trecho entre a Capital e Rondonópolis. Em relação as obras de tapa-buraco nas quais o Governo Federal investirá R$ 30 milhões, o diretor do
Dnit assegura que 70% delas já estão prontas. (SR)

 

 

OPINIÃO
18/04/2006

 

Leitor discorda de decisão de ministro

 

Rozalvo Nepomuceno de Faria / Sete Lagoas-MG

"O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes interditou o trânsito na ponte alternativa na BR-135, por causa da cobrança de pedágio no local pelo empresário que a construiu. Disse, em entrevista, que a cobrança é ilegal e que interditou o trecho porque o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) não cumpriu determinação do Ministério Público para a rápida solução do problema. Mesmo que houvesse a cobrança compulsória, pagaria o pedágio e me daria por satisfeito por não me ver obrigado a usar a alternativa que aumentaria a viagem em mais de 60 quilômetros. O que é melhor: esperar 15 ou 20 minutos na fila para passar na ponte alternativa ou se arriscar por mais de uma hora em uma estrada em mau estado de conservação?

 

 

FOLHA POLÍTICA
18/04/2006

 

A culpada

 

O diretor do DNIT, Marcos Crispim, não assume a responsabilidade pelo atraso das obras de duplicação da BR-101. "Se existe alguém com culpa no cartório é a Celpe, que se recusa em relocar suas linhas de transmissão na faixa de domínio público entre Goiana e Igarassu", diz.

 

DIA A DIA
18/04/2006

 

Dia a Dia

Cruzeiro do Nordeste, no Pajeú, que foi cenário de Estação Central, parece ter parado no tempo. Os viajantes a caminho de Serra Talhada deparam-se com a recuperação e sinalização da BR 232, revela o coordenador do DNIT em PE, Marcos Crispim. A BR 101, de Prazeres ao Cabo, também será restaurada. Que boa notícia!

 

 

CARTAS DOS LEITORES
18/04/2006

 

Assalto na BR 101

 

Na volta do feriadão na Região dos Lagos com minha família, no domingo, às 19h45m, fomos surpreendidos na BR 101, Duques, por um grupo de assaltantes armados que saiu do matagal existente ao lado do acostamento. Arrancaram bolsas e tudo o que podiam pelos vidros dos carros! Não havia qualquer policiamento no trecho Região dos Lagos-Manilha. Existem mais dois feriadões: 21 de abril e 1 de maio.

ALINE MACHADO
(por e-mail 17/4), Nova Friburgo, RJ

 

 

CIDADES
18/04/2006

 

Atenção redobrada em 3 BRs

Polícia Rodoviária Federal aponta pontos perigosos nas saídas para Goiânia, Pirenópolis e Rio de Janeiro. Delegacia de Luziânia começa a investigar tragédia com ônibus de turismo

 

Maria Ferri e Guilherme Goulart
Da equipe do Correio
Os motoristas que planejam aproveitar o feriado da próxima sexta-feira para viajar devem se preocupar com três pontos considerados críticos nas
estradas federais que cortam o Distrito Federal. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta para o risco maior de acidentes nas saídas de Brasília pelas BRs 040, 060 e 070 por conta de obras, buracos na pista, falta de sinalização e fluxo de pedestres no perímetro urbano. As chances de tragédia aumentam também devido à imprudência dos motoristas.

A Polícia Rodoviária fará uma operação a partir de quinta-feira para orientar os motoristas, a exemplo do que foi feito na semana passada, antes da semana santa. O balanço oficial de acidentes nas vias federais foi divulgado ontem. Ocorreram 24 batidas de meia-noite de quinta-feira até domingo, conforme o Correio antecipou ontem. Se forem somadas as colisões ocorridas em vias distritais, seis pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas. O Corpo de Bombeiros prestou socorro em 121 acidentes entre as 18h de quinta-feira e 6h de ontem.

Somente na BR-070 (Brasília-Pirenópolis), ocorreram três mortes. Ela é uma das
rodovias com pontos de risco, segundo a PRF, por ficar no perímetro urbano. Muitos moradores arriscam atravessar a pista, com velocidade de 70km/h. Já na BR-040 (Brasília-Rio de Janeiro), existem trechos esburacados depois de Luziânia (GO). Para fugir do desnivelamento da rodovias, os motoristas trafegam pelo acostamento. A sinalização também é precária. Está encoberta pelo mato. Na BR-060, de acesso a Goiânia, o trecho das Sete Curvas, a 60km de Brasília, passa por obras de duplicação da pista. Mesmo com a sinalização, motoristas ontem se arriscavam no trecho sinuoso, de aclives e declives. Carros eram ultrapassados nas curvas e em plena faixa contínua.

Inquérito
O 1ª Distrito Policial de Luziânia abriu ontem inquérito para apurar o acidente de ônibus que provocou a morte de duas pessoas e feriu outras 25 na noite de quinta-feira. O delegado-chefe, Niteu Chaves Júnior, iniciará a investigação pelos depoimentos dos sobreviventes da tragédia ocorrida no km150 da GO-010, entre Vianópolis e Luziânia (GO). O veículo seguia com 44 passageiros para uma micareta em Caldas Novas (GO), mas tombou na pista após uma curva. As intimações deverão ser enviadas nesta semana. O primeiro a ser ouvido será o motorista, José Rosa da Silva, 61 anos. "Ele é fundamental, pois o resultado da perícia será comparado com o que ele dirá", explicou Chaves. A previsão inicial era de que o exame ficasse pronto até a semana que vem, mas o laudo poderá ser concluído em até 30 dias.

O motorista disse ontem ao Correio que dirigia entre 70km/h e 80km/h. A versão não bate com o que foi dito pelos passageiros, que perceberam o veículo em alta velocidade antes do acidente. José Rosa ainda atribuiu a responsabilidade do acidente a um terceiro veículo. "Ele vinha rápido, entrou na curva me ultrapassando, jogou o carro para o meu lado e freou na frente. Para não pegar a traseira dele tirei o ônibus para a esquerda e o veículo deitou na pista."

O motorista tem 30 anos de experiência, 19 deles em viagens interestaduais. Além da tragédia de quinta-feira, sofreu acidente em 2003 a caminho de Goiânia. O ônibus que conduzia deslizou numa ribanceira, mas ninguém ficou ferido com gravidade. Quatro dias depois do tombamento, ele pensa em abandonar a profissão. "É o que eu sei fazer, mas penso em não mexer com isso mais. Estou pedindo a Deus para que me mostre uma outra maneira de ganhar o pão."