RIO
18/07/2006
Paulo Roberto
Araújo
Os milhares de motoristas que passaram o fim de semana na Região dos Lagos, no
início das férias escolares, enfrentaram um novo problema na BR-101 Norte, na
altura de Rio Bonito, na volta ao Rio. A pedido da Polícia Rodoviária Federal
(PRF), o Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (Dnit) instalou redutores de velocidade
feitos com asfalto e com seis centímetros de altura — conhecidos tecnicamente
como “tábua de lavadeira” — para que os motoristas reduzam a velocidade em
frente ao posto existente no Km 268. Os redutores provocaram congestionamento
de 3km no fim da tarde e no início da noite de domingo na pista sentido Rio.
Os redutores foram instalados na quinta-feira. Para ultrapassá-los, os
motoristas têm que praticamente parar os veículos, trafegando a 20km/h — metade
da máxima permitida, informada nas placas. Foram instalados quatro redutores em
cada sentido.
Obstáculos transversais estão proibidos há 6 anos
Resolução do Contran, publicada há seis anos, proíbe tachões, quebra-molas e
qualquer obstáculo transversal em rodovias e vias
urbanas. Libera apenas a instalação de lombadas eletrônicas, no lugar dos
antigos quebra-molas.
O prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames, criticou a instalação dos
redutores. Segundo ele, os motoristas têm que reduzir a velocidade bruscamente.
Ele sugere ao Dnit que tenha bom senso e mande retirar
os obstáculos:
— Foi uma medida infeliz, inadequada e inoportuna. Os motoristas já trafegam em
baixa velocidade naquele trecho. Se existem abusos, que se instale uma lombada
eletrônica para controlar a velocidade. Os redutores punem os motoristas que
respeitam a sinalização.
Presidente da Comissão de Turismo da Assembléia Legislativa (Alerj), o deputado
Glauco Lopes criticou a instalação dos redutores justamente na época das férias
escolares, quando aumenta o volume de veículos em direção à Região dos Lagos e
ao Norte Fluminense. Ele prevê o caos no verão:
— O percurso de 186km entre o Rio e Macaé deveria ser coberto em duas horas,
mas, devido aos transtornos na BR-101, esse tempo sobe para três horas. Os
redutores são mais um obstáculo para o turismo e para a indústria do petróleo.
PRF: engarrafamento ocorreria de qualquer forma
O relações-públicas da PRF, inspetor Hélio Dias, alega que o engarrafamento de
Rio Bonito na volta ao Rio não foi causado pelos redutores de velocidade, que
ele chama de sinalizadores, mas pelo excesso de veículos na rodovia. A
instalação dos redutores, segundo ele, está dentro da lei:
— Os motoristas têm que obrigatoriamente reduzir a velocidade em frente ao
posto da Polícia Rodoviária, mas, infelizmente, muitos não respeitam a
sinalização. Com sinalizadores ou sem sinalizadores, os engarrafamentos vão
acontecer quando o volume de tráfego superar a capacidade da rodovia.
O empresário Gilberto Luís Pereira, que mora em Niterói e todos os fins de
semana viaja para Cabo Frio, alerta sobre o risco de os redutores de velocidade
provocarem acidentes:
— Na noite de sexta-feira quase bati, porque os veículos que estavam à minha
frente frearam bruscamente para passar no quebras-molas. Na volta, no domingo,
perdi mais de meia hora no engarrafamento provocado pelos obstáculos. Minha
família ficou em pânico com medo de assaltos porque os carros não andavam.
Portaria do Contran prevê reparação de danos
O Contran chama de sinalizadores os equipamentos eletrônicos (pisca-piscas) que
alertam os motoristas sobre problemas na pista. Uma das portarias é clara em
relação a possíveis danos que os obstáculos causem aos veículos. Neste caso, a
autoridade responsável, seja municipal, estadual ou federal, deve ressarcir os
custos de reparo dos veículos avariados.
RIO
18/07/2006
Anunciado para
setembro início da duplicação de trecho da Rio-Santos
Isabela Bastos
Esperada há anos, a duplicação da Rio-Santos no trecho entre Santa Cruz e o
Trevo de Itacuruçá, em Mangaratiba, deverá começar em setembro. Orçadas em R$
150 milhões, as obras devem durar dois anos e foram anunciadas ontem pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, durante o lançamento no Rio do
Programa de Sinalização nas Rodovias Federais (Pro Sinal). A licitação
foi vencida pela Carioca Engenharia.
A estrada é o principal acesso à Costa Verde. Apesar de ser rota obrigatória de
caminhões até o Porto de Itaguaí e de receber todo o
tráfego de carros e ônibus de Santa Cruz, Sepetiba, Itaguaí e Itacuruçá, o
trecho de 26km tem apenas uma pista em cada sentido e falta acostamento em diversos
pontos.
— Essa obra é estratégica. A médio prazo, o porto será um dos maiores do país —
disse o ministro.
Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre
(Dnit) no Rio, Rodrigo Costa, o trecho
ganhará duas pistas de rolamento em cada sentido e divisória, que poderá ser de
concreto, metálica ou em forma de canteiro. A obra inclui a construção de um
novo acesso pavimentado ao Porto de Itaguaí.
A duplicação da BR-101 Sul é uma reivindicação antiga das prefeituras da Costa
Verde, que reclamam dos longos engarrafamentos nos feriados.
— O trecho é um gargalo. Hoje leva-se até cinco horas para chegar a Angra e
sete horas até Paraty, nos grandes feriados — disse o presidente da TurisAngra,
Manoel de Oliveira.
A duplicação faz parte do projeto do Arco Rodoviário do Rio, entre a BR-493
(Magé-Manilha) e a antiga RJ-109, federalizada no último dia 4. Com 128km, o
trecho projetado ligará Santa Guilhermina, em Magé, ao Porto de Itaguaí, atravessando a BR-040
(Rio-Juiz de Fora), a BR-116 (Via Dutra) e a BR-101 Sul (Rio-Santos). Segundo o
superintendente do Dnit no Rio, a duplicação da BR-493
entre Magé e Santa Guilhermina só depende de liberação de licenças ambientais.
Enquanto as licitações não saem, a BR-493 deve começar a ser revitalizada ainda
este ano, com a recuperação do asfalto.
Prevista para o último sábado, a retirada de 60 metros da mureta central da
Avenida do Contorno, que liga Niterói a Itaboraí, foi transferida para a noite
de ontem. A intervenção foi suspensa por conta do grande congestionamento que
se formou por toda a Ponte Rio-Niterói. A retirada das muretas vai abrir
caminho para a adoção de faixas reversíveis a partir de amanhã, quando começa a
reforma da parte superior do Elevado Roberto Silveira, que estava em risco de
desabar.
DINHEIRO
18/07/2006
Sem diretores,
agência reguladora bloqueia licitação de portos
Antaq não
delibera há 7 meses e impede investimentos privados e surgimento de empresas de
navegação; governo levou 11 meses para indicar membro
HUMBERTO MEDINA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Novos investimentos privados em portos
aguardam, há mais de sete meses, que a diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) volte a se reunir e possa liberar
outorgas e licitações que permitam a construção de novos terminais portuários
ou a entrada em funcionamento de empresas de navegação.
A Antaq não delibera porque desde novembro
não tem diretores suficientes para formar quórum mínimo para tomada de decisões.
O caso é um exemplo da política federal para agências reguladoras: além dos
cortes orçamentários, comuns a todas as agências (leia matéria abaixo), a
diretoria do órgão ficou abandonada de fevereiro até o último dia 6. Por cinco
meses, a agência encarregada de fiscalizar e regulamentar portos, setor responsável pelo fluxo de
95% do comércio exterior do país, ficou sem diretor.
Criada em 2001 e instalada em 2002, a Antaq tem três
diretores, mas poucas vezes funcionou com todos os membros. Em fevereiro de
2004 acabou o mandato de um diretor e o governo levou 11 meses para indicar
outro. Em janeiro do ano passado a Antaq contou
com a diretoria completa. Mas em fevereiro voltou a ficar com dois diretores,
em novembro ficou com um e, em fevereiro deste ano, com nenhum.
Como o quórum mínimo para reunião de diretoria é de dois membros, desde
novembro não há decisão. O governo só indicou os nomes para análise do Senado
em fevereiro (dois) e em maio (um, o atual diretor-geral). Desses, só um já
tomou posse. Os demais foram aprovados semana passada e devem tomar posse nos
próximos dias.
"Processos que demandam decisões colegiadas foram prejudicados. Foram
prejudicados os principais processos de atração de investimentos", avalia
Fernando Antonio Brito Fialho, diretor-geral (e único, até o momento) da Antaq. Ele disse que as atividades rotineiras,
como fiscalizações, continuaram a acontecer, ainda que prejudicadas pelos
cortes orçamentários. Mas as permissões para investimentos privados em portos e para funcionamento de empresas de
navegação requerem aprovação da diretoria, que ainda não se reuniu.
O diretor-geral promete acelerar os trabalhos quando houver quórum para
deliberações. "Até a primeira quinzena de agosto estaremos com a pauta
liberada, vamos fazer um esforço concentrado", afirmou.
Posição do governo
A Folha procurou o Ministério
dos Transportes e a Casa
Civil para ouvir a posição do governo em relação ao problema, mas ambos se
recusaram a falar sobre o assunto.
De acordo com estimativa da ABPT (Associação Brasileira de Terminais
Portuários), cerca de US$ 3 bilhões poderão vir a ser investidos nos setor, nos
próximos três anos, caso a agência volte a funcionar e o mercado considere que
a regulamentação dá segurança aos investimentos privados.
Ainda de acordo com a associação, investimentos de aproximadamente US$ 800
milhões foram cancelados nos últimos dois anos porque o mercado avaliou que as
decisões da Antaq não foram ao encontro aos
interesses dos investidores.
"Os diretores poderiam ter sido empossados a mais tempo. Os portos têm áreas ociosas, poderia haver
investimento para aumentar a capacidade de exportação. Isso não acontece porque
há inércia", avalia Wilien Manteli, diretor-presidente da ABPT.
1º CADERNO
18/07/2006
Transportes terá
sistema de informações na internet
Samantha Maia
O Ministério dos
Transportes pretende
ter em mãos até o fim do ano uma base de dados que permita a formação de um
sistema de informações georreferenciadas do setor.
Segundo o secretário de Política Nacional de Transportes, José Augusto Valente,
o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já liberou um empréstimo de R$
1,5 milhão, com recursos japoneses, para a implementação do sistema no Brasil.
"O problema não é falta de tecnologia, mas conseguir uma forma de captar
essas informações, processá-las e disponibilizá-las", disse. A Universidade
Federal de Santa Catarina acompanhá a implementação do projeto.
A idéia é disponibilizar na internet informações sempre atualizadas do
funcionamento do setor de transportes em todo o país, o que, segundo
Valente, facilitará o planejamento e a aplicação de políticas públicas.
O secretário participou ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo (Fiesp), na capital paulista, de uma reunião com representantes dos
setores público e privado, na qual foram expostos programas para
desenvolvimento do setor de transporte em São Paulo e Mato Grosso do Sul. O
objetivo da reunião - a segunda de uma série de nove em todo o país - é
consolidar um Plano Nacional de Logística de Transporte (PNLT), que deverá ser
lançado em dezembro deste ano.
O primeiro encontro ocorreu em Manaus (AM), no dia 3 de julho, com a participação
do Acre, Roraima, Rondônia e Amazonas. O último acontecerá no dia 8 de agosto,
em São Luís (MA), com os Estados do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins. Até
agora, segundo o secretário, já foram apresentados 320 projetos, formulados
tanto por grupos privados quanto por governos.
A terceira reunião ocorre hoje em Florianópolis, com representantes de Santa
Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. "Com a formulação do Plano Nacional,
esperamos, depois de muitos anos, conseguir organizar visões estratégicas de
desenvolvimento do setor numa única proposta", disse o secretário. O
encerramento dos debates acontecerá no encontro nacional do PNLT, no dia 31 de
agosto, em Brasília.
1º CADERNO
18/07/2006
União vai duplicar
duas rodovias no Rio
Agência Brasil
O Ministério dos
Transportes anunciou
ontem a duplicação de trechos em duas rodovias federais
no estado do Rio de Janeiro. Segundo o ministro Paulo Sérgio Passos, a licitação do trecho da BR 101,
de 26 km, que liga a zona oeste da capital ao município de Mangaratiba, na
costa sul fluminense, deve ser concluída em dez dias e as obras devem começar
em seguida. Com um investimento de R$ 140 milhões, as obras permitirão uma
maior integração do Porto de Sepetiba com a malha rodoviária
fluminense.
A outra rodovia que será duplicada é a BR-493, que liga o município de Magé à
localidade de Manilha, na Região Metropolitana do estado. A data para esta
licitação ainda não foi marcada. De acordo com o diretor-geral do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Mauro
Barbosa da Silva, a ação é estratégica, pois a região receberá o novo pólo
petroquímico do estado.
"O governo federal vai construir aqui uma refinaria em Porto das Caixas, que terá o investimento
de R$ 8 bilhões", informou Silva.
ECONOMIA
18/07/2006
570 km de BRs
serão recuperados
ADALBERTO JÚNIOR
DA EQUIPE DE O IMPARCIAL
O novo gerente regional do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), Gerardo de Freitas Fernandes,
garantiu ontem que o trecho de 320 km da BR-316, que vai da divisa do Pará a
entrada do município de Vitorino Freire (no povoado Zé Chicão), e o trecho de
250 km da BR-010, que liga os municípios de Estreito e Itinga, passarão por
serviços de restauração e manutenção em breve.
De acordo com ele, tudo está dependendo da vinda do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ao Maranhão, que assinará a ordem
de serviço. Durante a visita, o ministro também vai inaugurar a nova ponte
sobre o Estreito dos Mosquitos.
Gerardo Fernandes garantiu ainda que outros trechos de estradas do Maranhão serão contemplados com
os serviços do Programa de Sinalização das Rodovias
Federais (Pro Sinal) do governo federal. O lançamento do programa aconteceu
ontem e os trabalhos começarão hoje. “O Pro Sinal inclui a sinalização
horizontal (pintura de faixas), a sinalização vertical (placas) e a colocação
de dispositivos de segurança, como tachas, balizadores e painéis de mensagens
variáveis”, detalhou.
Ainda de acordo com ele, a sinalização será implantada na BR-222, de Açailândia
a Santa Inês, e na BR-230, de Carolina a Balsas. Fernandes disse ainda que o
processo de sinalização se estenderá por dois anos e que a metade dos recursos
que serão utilizados, R$ 6 milhões, já estão empenhados.
NOVA PONTE
Sobre a nova ponte no Estreito dos Mosquitos o gerente regional comentou que
ela foi liberada antes de sua inauguração devido ao grande risco de acidentes.
“Estivemos no local na última sexta-feira para uma inspeção. Resolvemos liberar
para evitar possíveis acidentes. A sinalização horizontal e vertical
direcionava para o funcionamento das duas pontes, o que poderia ocasionar
acidentes.”, frisou.
GERAIS
18/07/2006
Asfalto ganha nova
marcação
Recuperação do sistema
de sinalização das BRs tem início em Minas e projeto prevê intervenções em 9
mil quilômetros de pistas, com troca de placas e faixas de segurança
Fábio Fabrini
O Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) deu largada, ontem, à recuperação
do sistema de sinalização das estradas
federais. Pelo menos em 40 trechos rodoviários de todo o país, cinco deles em
Minas, haverá obras. O projeto faz parte do Programa de Recuperação da
Sinalização (Pro Sinal), que prevê intervenções em até 9 mil quilômetros de
pistas no estado. A primeira etapa deve levar seis meses e inclui colocação de
novas placas, pintura de faixas e instalação de dispositivos de segurança, como
tachões e balizadores.
No primeiro dia de trabalho, operários começaram a marcação do asfalto em 565
quilômetros das BRs 251, 259, 040, 381 e 354, que foram escolhidas de acordo
com as condições do trecho (veja quadro). Nos próximos dias, o Dnit divulgará o cronograma de outros
locais em que também haverá intervenções. O diretor-adjunto do Dnit em Minas, Álvaro Campos de
Carvalho, explicou que os primeiros R$ 24 milhões, de um total de R$ 50,7
milhões, já foram empenhados pela União e são suficientes para a recuperação de
até 4 mil quilômetros, de 33 estradas. O
restante será investido ao longo dos próximos dois anos.
Além de Minas, o Pro Sinal prevê recursos para os outros 25 estados e o
Distrito Federal. O programa foi inaugurado pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e pelo diretor-geral do Dnit, Mauro Barbosa da Silva, no Rio de
Janeiro. A expectativa é de que R$ 275,3 milhões sejam aplicados, em até 48 mil
quilômetros de estradas.
DIVISÃO Minas foi dividida em 10 lotes de serviços, fiscalizados por técnicos
do Dnit. O diretor-adjunto explica que o
trabalho poderá reduzir substancialmente o número de acidentes. “A falta de
sinalização é um fator de risco muito grande. À noite, debaixo de chuva ou de
neblina, ela é fundamental”, argumenta. Desde 1996, segundo ele, não há um
programa global de recuperação no estado, que recebeu, no máximo, R$ 8 milhões
por ano em investimentos. “As faixas do asfalto se desgastam e, em geral, 20%
das placas são depredadas por ano”, comenta.
Na BR-381, entre Igarapé e Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte,
operários já refaziam as faixas do asfalto na tarde de ontem. A sinalização não
tem manutenção há pelo menos cinco anos. “O movimento aqui é de 50 mil veículos
por dia. Com esse fluxo, o sistema não resiste mais de dois anos”, diz o
supervisor da rodovia, Sílvio Duarte Melo. Ele explica que, nos próximos dias,
os motoristas vão poder perceber a diferença.
Reforma
BR-251, entre Salinas e Montes Claros
BR-259, entre São Vitor e Aimorés
BR-040, entre o trevo de Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete
BR-381, entre Betim e Igarapé
BR-354, entre Perdões e Arcos
MINAS
18/07/2006
Norte de Minas
pede reconstrução da BR-135
Girleno Alencar
DA SUCURSAL
MONTES CLAROS - O Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) recebeu ontem, à tarde, o projeto
executivo de reconstrução da BR-135, no trecho Montes Claros-Trevão da BR-040,
orçado em R$ 360 milhões, viabilizado pela iniciativa privada. A solenidade foi
realizada na Associação Comercial e Industrial de Montes Claros, com a presença
do coordenador geral de Construção Rodoviária do Dnit, Luiz Munhoz, que prometeu colocar
a obra em licitação ainda este ano, para ser construída em 2007, com recursos
no Orçamento Geral da União. O presidente da ACI, Jamil Cury, solicitou a privatização
da rodovia, para ser explorada pela iniciativa privada e sua manutenção assegurada
com a cobrança de pedágios. A BR-135 foi traçada pelo então presidente Juscelino
Kubitischek e o trecho reivindicado tem 300 quilômetros de extensão.
O projeto executivo elaborado pela empresa Engesolo prevê a construção de uma
terceira pista na rodovia, com extensão de 54 quilômetros, alargamento de 30
pontes, remodelação de sete rotatórias e melhoria em quatro travessias urbanas.
Os engenheiros João José Figueiredo Oliveira e Marco Antônio Figueiredo, da
empresa que elaborou o projeto, explicaram que a rodovia terá pavimentação de
excelente qualidade e com trechos a serem totalmente reconstruídos e outros
reforçados, com vida útil de 10 a 15 anos, desde que haja manutenção. A
terceira faixa de pista será para dar maior fluxo aos carros pequenos pois,
segundo eles, nos aclives, os caminhões de carga pesada seguram o tráfego.
O presidente da Federação das Indústrias no Norte de Minas (Fiemg-Norte),
Ariovaldo Melo Filho, lembra que, na época em que a BR-135 esteve intransitável
quando os caminhoneiros tiveram que buscar novas opções de tráfego, o setor
industrial da região sofreu uma queda de 18% do faturamento em 2005, em relação
a 2004. Ele ressalta que outros fatores influenciaram, como a queda do dólar e
o embargo sofrido pela carne brasileira no mercado internacional. Melo lembra
que bastou a rodovia ficar trafegável, com a operação Tapa-Buracos realizada
este ano, para o setor industrial regional crescer 30% em relação ao mesmo
período de 2005.
Antônio Henrique Sapori, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de
Cargas do Norte de Minas (Sindinor), apresenta dados do impacto da precariedade
da rodovia: quatro mil veículos pararam de trafegar pelo trecho, provocando
prejuízo a postos de combustíveis, bares, restaurantes, hotéis e borracharias.
Por conseqüência, a economia dos municípios foi afetada diretamente. Agora, os
veículos estão voltando a trafegar pela rodovia, com as melhorias realizadas.
Ele alerta porém que, somente a reconstrução da rodovia dará tranquilidade à
região. O projeto foi viabilizado pela entidade, que liberou R$ 120 mil, coletados
junto às empresas da região.
Desde 25 de outubro do ano passado o Dnit
autorizou a elaboração deste projeto, para permitir a licitação. Jamil Cury
espera que a obra seja colocada em licitação ainda neste ano e reconstruída em
2007. Em seguida, a rodovia seria privatizada para assegurar sua manutenção, com
pedágios a preços acessíveis.
Porém, o coordenador do Dnit, Luiz Munhoz, afirma que isto ainda
não foi discutido e que a prioridade é analisar o projeto elaborado para ser
feita a licitação e iniciar as obras em 2007. Ele explicou que quinta-feira
licitou a duplicação da BR-040, entre Sete Lagoas ao Trevão.
ECONOMIA
18/07/2006
Dnit recebe estudo
sobre Montes Claros
BIANCA MELO
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros (Norte de
Minas), Jamil Habib Couri, entregou ontem ao Departamento Nacional de
Infra-Estraturura de Transportes (Dnit) estudo
para recuperação de 300 km da BR–135, entre Curvelo e Montes Claros.
A obra foi orçada em R$ 300 milhões. O próprio Dnit autorizou os empresários a realizar
o levantamento. “Agora cabe ao órgão realizar suas avaliações, mas estamos
esperando que saia.”
Conforme Couri, a operação tapa-buraco não amenizou em praticamente nada os problemas
dos motoristas que passam pelo local. “Continuamos convivendo com deficiências
nas estradas e com o transporte de toda região.”
A expectativa agora é que as obras comecem ainda neste ano com recursos do
governo federal. As conversas entre empresários e Dnit começaram em outubro de 2005,
depois de muitas manifestações públicas e reclamações de setores produtivos da
região.
ECONOMIA
18/07/2006
Chuva atrapalha
sinalização
KELE GUALBERTO
As chuvas atrapalharam, ontem, o início do Programa de Sinalização (Pro Sinal),
na BR-101, em Pernambuco, segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transporte (Dnit). O superintendente do Dnit no estado, Marcos Crispim,
informou, por meio de sua assessoria de Imprensa, que o projeto começa hoje,
caso não chova. A primeira etapa da sinalização corresponde ao trecho do
quilômetro 0 ao 60, entre os estados de Pernambuco e Paraíba. Os serviços
acontecem em todo País, com investimento de R$ 275,3 milhões da União.
Pernambuco receberá R$ 9 milhões para a sinalização de 1,7 mil quilômetros até
o fim de 2007.
Os trabalhos serão realizados por 33 empresas, vencedoras da licitação para os
56 lotes. Em Pernambuco, há dois lotes até dezembro: um contempla as BRs 110,
116, 122, 235, 316, 407 e 424; e o outro as BRs 101, 104, 232, 363, 408, 423 e
um trecho da 424. O primeiro lote de 836 quilômetros custará R$ 1,83 milhão. Já
o último, com 884 quilômetros, está orçado em R$ 2,08 milhões.
O programa inclui a sinalização horizontal (pintura de faixas), a vertical
(placas) e a colocação de dispositivos de segurança (tachas, balizadores e
painéis de mensagens variáveis). Até o fim deste ano, o Dnit pretende sinalizar 24 mil
quilômetros e instalar 55 mil metros quadrado de placas. O restante ficará para
o próximo ano. O Dnit informou que R$ 137,1 milhão já
estão empenhados.
As empresas contratadas abrirão 224 frentes de trabalho, gerando 5.152
empregos, sendo 1.792 diretos e 3.360 indiretos. Segundo o diretor geral do Dnit, Mauro Barbosa da Silva, "o
programa vai aumentar os níveis de segurança e conforto dos usuários e reduzir
os índices de acidentes".
MINAS GERAIS
18/07/2006
Dnit começa
recuperação de sinalização em estradas
Fábio Fabrini
DO ESTADO DE MINAS
O Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) deu largada, ontem, à recuperação
do sistema de sinalização das estradas
federais. Pelo menos 40 trechos rodoviários em todo o País, cinco deles em
Minas, começaram a ser refeitos. O projeto faz parte do Programa de Recuperação
da Sinalização (Pro Sinal), que prevê intervenções em até 9 mil quilômetros de
pistas no Estado. A primeira etapa deve levar seis meses e inclui colocação de
novas placas, pintura de faixas e instalação de dispositivos de segurança, como
tachões e balizadores.
No primeiro dia de trabalho, operários começaram a marcação do asfalto em 565
quilômetros das BRs 251, 259, 040, 381 e 354, que foram escolhidas de acordo
com as condições do trech. Nos próximos dias, o departamento divulgará o
cronograma para outros locais em que também haverá intervenções. O
diretor-adjunto do Dnit em Minas, Álvaro Campos de
Carvalho, explicou, ontem, que os primeiros R$ 24 milhões, de um total de R$
50,7 milhões, já foram empenhados pela União e são suficientes para a
recuperação em até 4 mil quilômetros, em 33 estradas. O restante
será investido ao longo dos próximos dois anos.
Dez lotes em MG
Além de Minas, o Pro Sinal prevê recursos para os outros 25 estados e o
Distrito Federal. A expectativa é de que R$ 275,3 milhões sejam aplicados, em
até 48 mil quilômetros. Minas foi dividida em dez lotes de serviços, que serão
fiscalizados por técnicos do departamento. O diretor-adjunto explica que o
trabalho poderá reduzir substancialmente o risco de batidas.
"A falta de sinalização é um fator de risco muito grande. Ànoite, debaixo
de chuva ou de neblina, ela é fundamental", argumenta. Desde 1996, segundo
ele, não há um programa global de recuperação no Estado, que recebeu, no
máximo, R$ 8 milhões por ano em investimentos. "As faixas do asfalto se
desgastam e, em geral, 20% das placas são depredadas por ano."
Na BR-381, entre Igarapé e Betim, na Grande BH, operários já refaziam as faixas
do asfalto na tarde de ontem. A sinalização não passa por manutenção há pelo
menos cinco anos.
ECONOMIA
18/07/2006
Rodovias recebem
sinalização
Começou ontem em
todo o país o Programa de Sinalização nas Rodovias
Federais (Pró-Sinal). No RS, o início dos trabalhos foi acompanhado pelo
diretor de Infra-Estrutura Terrestre do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit),
Hideraldo Caron, e pelo superintendente regional do Dnit/RS, Marcos Ledermann, no viaduto da
BR 386 (Tabaí-Canoas), sobre a BR 116. O local está entre os 11 pontos escolhidos
no Estado para integrar o programa neste ano.
Além da pintura de faixas e placas, serão colocados tachas, balizadores e em
alguns pontos painéis de mensagem variável. Com duração de dois anos, o
Pró-Sinal prevê investimentos de R$ 275,3 milhões - R$ 13,5 milhões para o RS.
'Com o programa, buscamos garantir a segurança dos usuários das rodovias, reduzir o número de acidentes e
atropelamentos e melhorar a sinalização nas áreas de maior conflito entre
motoristas e pedestres', disse Hideraldo Caron.
Ele destacou que houve a inclusão da sinalização de áreas de preservação
ambiental, para evitar acidentes com cargas perigosas nas vias que cruzam esses
locais. Até o fim do ano, o RS deverá ter sinalização reforçada em 855km dos
2.315km previstos no programa.
GERAL
18/07/2006
ANTT
O presidente
Lula enviou ontem ao Senado mensagem com indicação de Wagner de Carvalho Garcia
ao cargo de diretor da Agência Nacional
de Transportes Terrestres (ANTT). Garcia é hoje coordenador-geral
de Estudos e Pesquisas do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Para ser confirmado no cargo, o
funcionário precisará passar por sabatina na Comissão de Serviços de
Infra-Estrutura do Senado. Depois, seu nome terá de ser aprovado pelo plenário
da Casa. Garcia foi indicado para substituir José Airton Félix Cirilo da Silva.
GERAL
18/07/2006
Sinalização
reforçada nas estradas federais
Pelas rodovias Tabaí-Canoas (BR-386) e Chuí-Rio
Grande (BR-471), o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) deu início, ontem, à reforma da
sinalização de 855 quilômetros de estradas federais
no Rio Grande do Sul.
As empreiteiras receberão mais de R$ 8 milhões para pintar faixas, colocar
placas e instalar tachões em 11 trechos até 31 de dezembro.
Em todo o país, o Ministério
dos Transportes promete
restaurar 24 mil quilômetros neste ano, num investimento de R$ 137,1 milhões
pelo Programa de Sinalização de Rodovias
Federais (Pro Sinal).
O superintendente regional do Dnit no
Estado, Marcos Ledermann, avisa que as empresas terão a obrigação de manter as
pinturas e placas até julho de 2008. Outros trechos receberão a obra em 2007.
- É uma iniciativa para dar segurança e tranqüilidade nas rodovias - explica Ledermann.
GERAL
18/07/2006
417 processos
estão com problemas
O Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) calcula
que serão necessárias 800 desapropriações, a um custo de R$ 30 milhões, para a
duplicação da BR-101. O órgão já encaminhou 556 desses processos, mas só 139
via negociação amigável. Os outros 417 enfrentam problemas e possivelmente
serão resolvidos de forma judicial. Alguns porque os proprietários não têm
documentos de posse legítima dos terrenos. Outros, porque consideram baixos o
valor oferecido pelo governo. A União depositou em juízo, na Justiça Federal, o
dinheiro referente a essas causas e espera o próximo passo dos desapropriáveis,
que pode ser a contestação jurídica dos valores ou a aceitação.
A legislação permite ao governo desapropriar terras por utilidade pública (como
é o caso de rodovias) mesmo contra a vontade do dono. A
estimativa do Dnit é de que os litígios possam levar
até 90 dias para serem resolvidos, do contrário será usado o direito de
expropriação.
Ledermann diz que o cronograma da duplicação está em dia e 20% dos trabalhos
previstos foram concluídos. Desde janeiro de 2005, quando as obras começaram, o
Dnit investiu na parte gaúcha da 101
cerca de R$ 90 milhões. A previsão é de se terminar o serviço no final de 2007.
CIDADE
18/07/2006
Começa sinalização
nas rodovias
Em um rápido
café da manhã com a Imprensa, o Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transporte (Dnit) de Rondônia e Acre apresentou o
projeto Pró Sinal, que vai beneficiar mais de 2.500 quilômetros de estrada nos
dois Estados - sendo 1.300 de área asfaltada - com obras de sinalização
horizontal e vertical.
O superintendente José Ribamar da Cruz Oliveira explicou que serão destinados
mais de R$ 10 milhões para a sinalização das rodovias BR-364,
174, 415, 421, 425 e 317, que receberão faixas e placas, dando ênfase nos
locais que, de acordo com levantamento feito em parceria com a Polícia
Rodoviária Federal (PRF), são os que mais contabilizam acidentes. No entanto,
até dezembro deste ano serão utilizados mais de R$ 4.680 milhões para o Pró
Sinal e o Dnit acredita que até lá mais da metade
do projeto já esteja concluído.
"A obra é de aproximadamente um ano e meio mas, se tudo der certo,
poderemos fazer em menos tempo. O dinheiro está aí, as empresas - Sinap em
Rondônia e Mengue, no Acre - já estão contratadas, só vamos aguardar as obras,
que começarão a ser feitas no dia 24 deste mês", explica o
superintendente.
O Dnit explica que esse é um
"sonho" perseguido há muito tempo e que, agora, pode ampliar a segurança
nas estradas (já que o projeto acontece
simultaneamente em todos os Estados) e a sinalização promova uma melhor
trafegabilidade.
Nacional
Em todo o país o Programa inclui a sinalização horizontal (pintura de faixas),
a vertical (placas) e a colocação de dispositivos de segurança (tachas,
balizadores e painéis de mensagens variáveis), em 48 mil quilômetros de rodovias federais. O investimento total é de
R$ 275,3 milhões com recursos do Orçamento Geral da União. Eles serão
realizados por 33 empresas especializadas, vencedoras da licitação para os 56
lotes em que foram divididos os trabalhos.
As empresas contratadas abrirão 224 frentes de trabalho. Segundo o Diretor
Geral do DNIT, Mauro Barbosa da Silva, "o
programa vai aumentar os níveis de segurança e conforto dos usuários, reduzir
os índices de acidentes, além de agilizar a implantação do serviço de tráfego
inteligente nas rodovias".
PARABÓLICA
18/07/2006
RODOVIAS 1
Por determinação
do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), até o final de 2007 as rodovias federais em Roraima receberão nova
sinalização. Estão previstos R$ 275 milhões em investimentos no Programa de
Sinalização das Rodovias Federais (ProSinal), em todo o
país, para a instalação de novas placas, pintura de faixas e colocação de dispositivos
de segurança como tachas nos pavimentos.
RODOVIAS 2
Mesmo que a BR-174, no trecho Boa Vista/Manaus, tenha acabado de receber obras
de reforma na pavimentação, haverá locais onde não será possível fazer pintura
de faixas nem colocação de tachas nos pavimentos, pois a buraqueira tomou de
conta novamente da pista. Será preciso fazer a reforma da reforma para poder
instalar a sinalização. Os caminhoneiros que o digam.
GERAL
18/07/2006
Começam as obras
para a sinalização nas BRs
O Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) começou, ontem, a implementar a
nova sinalização horizontal e vertical nas estradas
brasileiras. Os serviços previstos no Programa de Sinalização de Rodovias Federais (Pro Sinal) foram
apresentados, na semana passada, pelo Ministério dos Transportes.
Em Santa Catarina, serão investidos R$ 13,7 milhões, que possibilitarão a
sinalização em 2.291 quilômetros de rodovias
federais. São dois lotes contratados para serem trabalhadores no Estado.
O Pro Sinal inclui a sinalização horizontal (pintura de faixas), a sinalização
vertical (placas) e a colocação de dispositivos de segurança (tachas,
balizadores e painéis de mensagens variáveis), em 48 mil quilômetros de rodovias federais em todo o país.
Os serviços ocorrem em todos os estados e no Distrito Federal, com investimento
total de R$ 275,3 milhões, com recursos do Orçamento Geral da União.
Todos os trabalhos serão realizados por 33 empresas especializadas, vencedoras
da licitação, para os 56 lotes em que foram divididos os trabalhos.
As empresas contratadas abrirão 224 frentes de trabalho, gerando 5.152
empregos, sendo 1.792 diretos e 3.360 indiretos.
Segundo o diretor geral do DNIT, Mauro Barbosa da Silva, o programa
vai aumentar os níveis de segurança e conforto dos usuários, reduzir os índices
de acidentes e agilizar a implantação do serviço de tráfego inteligente nas rodovias federais de todo o Brasil.
Os contratos para a execução do Pro Sinal têm duração de 24 meses, mas a
intenção do DNIT é de realizar 50% dos serviços até
dezembro deste ano, ou seja: 24 mil quilômetros de pinturas de faixas e 55 mil
metros quadrados de placas. Para isso, o órgão já conta com R$ 137,1 milhões.
Fique por dentro
As obras em SC iniciaram-se ontem, em três frentes, total de 780 km e
investimento de R$ 6,8 milhões
> BR-153 - Região de Concórdia
> BR-101 Sul - Do km 218 ao 465 (divisa com Rio Grande do Sul)
> BR-101 Norte - Km 192 (do município de Biguaçu à divisa com o Paraná)
POLÍTICA ECONÔMICA
18/07/2006
Governo promete
aplicar toda a verba do Projeto Piloto
Paula Andrade
O governo federal empenhou cerca de R$ 548 milhões com o Projeto Piloto de
Investimento (PPI) no primeiro semestre de 2006. O valor corresponde a pouco
mais de um sexto do total a que tem direito, R$ 3,26 bilhões. Técnicos do
governo culpam atraso na votação do Orçamento 2006, que foi aprovado apenas em
março, e esperam acelerar o ritmo de empenhos até o final do ano para cumprir
toda a meta.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o Ministério dos Transportes foi o órgão que mais realizou empenhos
dentro do PPI, totalizando R$ 444,4 milhões. A maior parte dos recursos, R$ 248
milhões, foram usados em obras rodoviárias, como na BR-364, BR-060, BR-154 e
BR-101. As obras de ferrovias receberam mais de R$ 110 milhões —
com destaque para a Ferrovia Norte-Sul, que originou o empenho
de R$ 89 milhões.
Em segundo lugar está o Ministério das Cidades, responsável por obras de
saneamento em todo o País. Foram empenhados mais de R$ 101 milhões. O
Ministério da Integração, responsável por obras como o Metrô de Belo Horizonte,
o corredor expresso de transporte coletivo de São Paulo e o sistema metroviário
de Fortaleza, empenhou R$ 1,3 milhão até dia 30 de junho. O Ministério da Fazenda
também reservou parte dos recursos, cerca de R$ 1,1 milhão, para investir na
Receita Federal.
A previsão do Ministério do Planejamento é de sejam realizadas este ano novas
licitações para o PPI no valor de R$ 1,7 bilhão.
As ferrovias serão os principais focos do
governo este ano dentro do PPI. A principal meta do Ministério do Planejamento
é concluir o trecho da ferrovia Norte-Sul até Araguaína, cidade ao norte do
Estado do Tocantins. “Chegar até Araguaína é poder utilizar efetivamente a
ferrovia para transportar e exportar grãos”, enfatizou o secretário de Planejamento
e Investimento do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Ariel Pares.
Só no ano passado foram investidos R$ 278,8 milhões apenas da construção da
ferrovia, que está em obras há 17 anos. A previsão para este ano é de um
investimento de cerca de R$ 200 milhões para a conclusão da obra até Araguaína.
“Em 17 anos, foram feitos 215 quilômetros. Agora, teremos feito 250 quilômetros
até meados de 2006”, comemorou o secretário. Ele também destacou que a inclusão
no PPI do trecho entre Babaçulândia e Araguaína permitiu que a construção do
trecho Araguaína-Palmas, de 359 quilômetros, inicialmente concebida para ser
executada como parceria público-privada (PPP), tornasse viável por concessão
simples, sem necessidade de contrapartida do setor público. Além da Ferrovia Norte-Sul, foram incluídos no PPI
os contornos ferroviários de São Félix e Cachoeira, na Bahia, e de São
Francisco do Sul, em Santa Catarina, e a adequação de ramal ferroviário em
Barra Mansa, no Rio de Janeiro.
Ao todo o PPI reúne 132 projetos, sendo que a maior parte na área de
infra-estrutura rodoviária e ferroviária, considerados importantes pelo governo
federal porque priorizam a área de logística e, conseqüentemente, reduzem
custos. Dessa forma, os exportadores são diretamente beneficiados.
Pagamentos em alta
Apesar do relativamente baixo volume de empenhos, o total pago este primeiro
semestre chega a quase R$ 1 bilhão. A diferença é fruto dos restos a pagar,
recursos empenhados no final do ano passado e que foram sendo pagos ao longo do
primeiro semestre para que a falta do Orçamento não paralisasse as obras que já
estavam em andamento. “A demora na votação do orçamento atrasou o cronograma de
empenhos. Mas acreditamos que no segundo semestre o ritmo será mais rápido”,
defendeu um dos técnicos do Planejamento.